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	<title>Jogo de Área</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>A transfiguração do Sporting</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 10:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o significado deste novo momento do futebol leonino e exteriorizá-lo desta esfera de euforia e, de certo modo, alívio que tem envolvido o Sporting nos últimos tempos.</p>
<p>Apesar de ser louvável o actual momento do Sporting, é fulcral ter em conta que esta “viragem”  é baseada unicamente em duas partidas, ambas disputadas em casa: 3-0 ao Everton, decidindo a passagem à fase seguinte da Liga Europa, e igual resultado contra o FC Porto, a contar para a Liga Portuguesa. Não é aqui pretendido retirar qualquer mérito aos jogadores e equipa técnica, mas a solução do que vinha sendo veiculado como uma crise não pode, nem deve, ser tida como resolvida apenas pelo súbito aumento de qualidade que estes dois jogos vieram representar. A importância de ambos os confrontos era enorme no contexto do futebol leonino, sendo que a equipa soube crescer proporcionalmente aquilo que lhe era exigido, mas será isto finalmente fruto do trabalho tantas vezes destacado por Carlos Carvalhal, ou apenas uma subida geral de forma dos jogadores face às necessidades que estas partidas apresentavam?</p>
<p><img class="attachment wp-att-3378 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top:5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/03/pedro-mendes-falcao.jpg" alt="Porto x Sporting" width="280" height="207" align="left" title="A transfiguração do Sporting" />Em termos de futebol praticado, antes de se destacarem princípios de jogo e mecanismos tácticos mais consolidados e interiorizados, notou-se maioritariamente a subida de forma de vários jogadores da equipa titular. Pedro Mendes parece ter-se adaptado à equipa e alcançado novamente um ritmo competitivo sustentado depois da lesão que contraiu ainda ao serviço do Glasgow Rangers, sendo um jogador experiente e que aparenta ser uma nova voz de comando no meio-campo. Completa com Miguel Veloso um duplo-pivot, ao seu lado no 4-2-3-1 de Carvalhal, agora na posição onde rende mais e onde a equipa usufrui mais da sua qualidade de passe, capacidade de pautar os ritmos de jogo e condução de bola, podendo chegar a zonas frontais no último terço do campo que lhe permitam finalizar jogadas ou tirar partido de segundas-bolas. Marat Izmailov na direita evidencia novamente a consistência e solidez que lhe são reconhecidas, enquanto que na esquerda Yannick Djaló parece ser a solução para esticar a equipa no terreno de jogo e proporcionar soluções de passe nas alas, conferindo à equipa um carácter de irreverência, técnica e imprevisibilidade mas, acima de tudo, velocidade na condução de jogo, algoque Simon Vukcevic não tem vindo a conseguir esta época.</p>
<p>Quanto ao capitão João Moutinho, actuando agora como médio ofensivo de apoio a Liedson, revelou maior dinamismo nas suas movimentações, percorrendo livremente o campo, sendo ela a principal referência nos momentos de criar triangulações e tabelas em zonas mais avançadas do terreno. É agora, a par de Liedson, a primeira unidade de contenção defensiva da equipa, ao invés de se preocupar com marcações e coberturas quando actuava mais recuado no terreno, estando portanto mais solto nos momentos em que a equipa recupera a bola e tem que se lançar para o ataque. Em termos defensivos, de destacar a estabilização de Leandro Grimi, que exibiu segurança posicional e concentração semelhantes aos níveis que havia apresentado nos primeiros seis meses em que esteve ao serviço do Sporting após a sua vinda do AC Milan, o que, aliado à subida de formas dos restantes companheiros de sector, parece ter conferido alguma estabilidade defensiva à equipa, que não sofreu golos neste últimos dois encontros.</p>
<p>Aliado a esta melhoria individualizada dos jogadores leoninos, os processos de jogo parecem estar finalmente assimilados e a acontecer em jogo mais naturalmente, notável principalmente nos momentos em que a equipa se vê pressionada com bola  ou quando exerce pressão à saída do meio-campo adversário. Outro aspecto evidente foi a subida dos indíces de qualidade de passe, bastante evidentes principalmente no encontro com o Everton.</p>
<p>Resta agora esperar pelos próximos jogos e observar a reacção da equipa em encontros onde, previsivelmente, a motivação será menor, e onde a pressão será igualmente não tão elevada, embora a equipa saiba que após estes dois jogos, os adeptos esperam uma continuidade estável da qualidade exibicional e dos resultados. Terão sido estes resultados um acaso nesta época do Sporting? Cabe à equipa continuar a provar que eles foram um ponto de viragem.</p>
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		<title>Porque não se impõe Nani em Manchester?</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 14:47:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns de nós vimos ou ouvimos falar da estrondosa forma de Nani no Manchester United. Uma rara estrondosa fase de Nani. Desde que se encontra na terras de sua majestade, fez talvez dois, três bons jogos por ano, número que é significativamente insuficiente para um jogador com as suas características. Mas para entendermos o actual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns de nós vimos ou ouvimos falar da estrondosa forma de Nani no Manchester United. Uma rara estrondosa fase de Nani. Desde que se encontra na terras de sua majestade, fez talvez dois, três bons jogos por ano, número que é significativamente insuficiente para um jogador com as suas características. Mas para entendermos o actual Nani temos que recuar ao Nani dos tempos de Alvalade.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3369 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/nani_manchester_united.jpg" alt="Nani" width="280" height="176" align="left" title="Porque não se impõe Nani em Manchester?" /><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1138189&amp;div_id=1488&amp;psec_id=46" target="_blank">Nani</a>, no já longínquo losango de Paulo Bento, era um interior que dava largura, profundidade e verticalidade ao jogo, partindo de zonas mais interiores. Era dos únicos, se não o único, a ter autorização de anarquizar o jogo, dando-lhe esticões. Para que se entenda melhor a sua posição em campo era um pouco de Di Maria no actual Benfica.</p>
<p>Com a partida para Manchester, Ferguson procurou nele mais um elemento para jogar bem encostado às linhas, comportando-se como um típico extremo. O problema de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1137601&amp;div_id=1488&amp;psec_id=46" target="_blank">Nani</a> é que o United é uma equipa que na maior parte do tempo joga em ataque continuado, com circulação de bola, e o Português nos jogos em que era / é chamado a participar pouco ou nada se envolve nessa circulação, não procura espaços interiores, logo pouca bola tem. Normalmente, quando o vejo jogar no United sinto-o um corpo estranho na equipa, tal como o Coreano Park, que disfarça pela sua disponibilidade para as tarefas colectivas defensivas.</p>
<p>Nos chamados jogos grandes fora de casa, pela experiência grande que tem, o United aprendeu a sofrer, a ter de repartir mais a posse de bola com o adversário, e se tiver que jogar sem ela, também o faz com algum conforto. É neste tipo de jogo que actualmente Nani e curiosamente Park se sentem mais confortáveis no Manchester, quando a equipa joga longe da baliza da equipa adversária e após a recuperação de bola, tem espaço nas costas da defesa, para com e sem bola, se lançarem embalados em correria loucas, tirando adversários da frente. Foi assim o grandioso jogo de <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/46165-nani-nunca-pensei-em-desistir-e-voltar-portugal" target="_blank">Nani</a>, recentemente, no Emirates.</p>
<p>Porém, penso que Ferguson não manterá jogadores no plantel com o qual possa contar só para determinados jogos. Afinal de contas, são muito poucos os jogos por ano em que os Red Devils se deixem aparentemente dominar. Se no passado o tempo corria a favor do ex-leão, parece-me que actualmente já não. É urgente <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1422100" target="_blank">Nani </a>se afirmar em definitivo com peça importante do United, é urgente que não faça apenas e só 3/4 bons jogos por ano, é urgente que desequilibre mais em ataque continuado, é urgente que dê uma outra dimensão ao seu futebol. Assim, teremos mais Nani para o United, mas também para a equipa das quinas.</p>
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		<title>A nova identidade do meio-campo portista</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[O Porto mudou com a entrada de Ruben Micael&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421009" target="_blank">Porto</a> mudou com a entrada de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/ruben-micael-sporting-fc-porto-porto-classico-taca-de-portugal/1136328-1304.html" target="_blank">Ruben Micael</a>&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse de placa giratória, fazendo circular o esférico e sem necessidade de carteiros.</p>
<p>Nisso reside a especificidade da interpretação do futebol moderno, algo que distingue as grandes equipas das não tão grandes. Olhamos o Barcelona, um exemplo supremo de posse em progressão; toques curtos, mas sempre com destino ao golo. Vislumbramos a colocação do tridente medular; Xavi, Iniesta e Touré fazem a bola correr mais do que eles correm!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3359 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/porto-sporting-falcao.jpg" alt="Porto X Sporting" width="280" height="204" align="left" title="A nova identidade do meio campo portista" />Nesse imenso carrossel, há quase uma obrigação de os laterais se movimentarem para receberem o esférico numa zona mais recuada de construção, permitindo que ganhem a necessária embalagem para apoiarem os homens que fazem de extremos&#8230; e esse é um dos princípios basilares do sistema e a razão do engrandecimento de forma de homens como <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421447" target="_blank">Álvaro Pereira</a>, no Porto.</p>
<p>Com Ruben, o meio campo ganhou equilíbrio. Mesmo órfão de Meireles, conseguiu o que o internacional português este ano não houvera conseguido. Graças à sua melhor condição física &#8211; algo que o antigo jogador do Boavista, por estranho que pareça, ainda não aprimorou &#8211; consegue ser o elo que Lucho sempre foi, a âncora que se torna em mais uma unidade defensiva mas um temível municiador atacante&#8230; e isso tem feito toda a diferença!</p>
<p>E aí se entende como os jogadores do Porto, no fim do jogo para a Taça de Portugal, tendo corrido na sua totalidade menos quase seis quilómetros que os do Sporting, jogaram mais&#8230; muito mais! Com alguém que chega com maior facilidade ao seu lado, ou, que pelo menos, consegue endossar a bola bem redondinha, até Belluschi está outro jogador. Aquela indesejada posição de interior começa a fazer sentido, pois com o apoio dos laterais, com as maiores soluções de passe para o outro interior e com a resolução óbvia de colocar nos extremos, os carteiros parecem que, passe a metáfora, este é o tempo dos telemóveis e dos emails&#8230; que não a carta já não é mais entregue à mão, mas que, electronicamente ela chegará mais eficazmente!</p>
<p>Guardiola percebeu isso a época passada. <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421011" target="_blank">Jesualdo</a>, com esta peça do puzzle de nome Ruben Micael, parece igualmente ter compreendido qual é o rumo a tomar.</p>
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		<title>Mariga, o reforço queniano de José Mourinho</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 12:55:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Mourinho pretendia um médio para suprir a venda de Patrick Vieira ao City… tentou Veloso por empréstimo e levou uma óbvia nega do Sporting; fez Manuel Fernandes viajar até Milão para, surpreendentemente, chumbar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mourinho pretendia um médio para suprir a venda de Patrick Vieira ao City&#8230; tentou Veloso por empréstimo e levou uma óbvia nega do Sporting; fez Manuel Fernandes viajar até Milão para, surpreendentemente, chumbar nos exames médicos; mas nas últimas horas surpreendeu meio mundo ao reforçar-se com um queniano&#8230; não, não é para a equipa de atletismo, mas sim um verdadeiro valor acrescentado para o meio campo nerazurri. O seu nome é McDonald Mariga e encantava no meio campo do Parma, onde controlava a área como quem controla a imensidão da savana africana, onde corria como os seus compatriotas o fazem nas planícies, com o sonho de um qualquer observador provindo de Nairobi os tornar uma estrela no mundo do atletismo!</p>
<p>Nascido em 1987, haveria de se revelar no Kamukunji High School Golden Boys, jogando ao lado do outro nome mais conhecido da actualidade do futebol queniano, o ponta de lança Dennis Oliech que actualmente joga nos franceses do Auxerre. Após dois títulos nacionais, mais propriamente em 2002 e 2003, partiria à aventura&#8230; da tórrida e inóspita Nairobi até à glaciar e cosmopolita Suécia foi um passo, um curto passo!</p>
<p>Mas não se pense que o longilíneo (1,88m) queniano teve como destino um clube fadado a uma qualquer presença na Champions. Não, ele foi aterrar ao terceiro escalão sueco, aos desconhecidos Enkopings SK. Aí, todo o seu potencial físico e técnico refulgiu! Usando uma expressão corrente, poderemos dizer que no meio-campo era tudo dele e ninguém passava.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3350 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/McDonald-Mariga-2.jpg" alt="McDonald Mariga" width="280" height="195" align="left" title="Mariga, o reforço queniano de José Mourinho" />Com tamanho impacto físico ao qual se aliava o seu carácter exótico, haveria de ter a publicidade necessária para dar mais um passo em frente na carreira. Assim, assinaria pelo Helsingborgs, um dos melhores clubes suecos, chegando mesmo a ser companheiro de equipa da lenda de seu nome Henrik Larsson. Num campeonato em que a vertente física é o vector essencial, com o seu imenso pulmão tornou-se peça chave de uma equipa que ambicionava os títulos&#8230; num campeonato em que a técnica por vezes é olvidada, fez-se notado pelo seu reportório que lhe permitia, também, apoiar os avançados.</p>
<p>Harry Redknapp, na altura boss do Portsmouth lançou-lhe o canto da sereia. Porém, questões com a sua autorização de trabalho obstaram a que se transferisse para a Premier League, já que além do Quénia não se encontrar numa posição respeitável do Ranking FIFA, McDonald não tinha os 75% de jogos efectuados pela sua selecção na época em curso e necessários para o departamento responsável dar o aval à transferência.</p>
<p>Já que Inglaterra se afigurava como um Kilimanjaro inultrapassável, outro sonho começou a tomar conta de si: o maravilhoso mundo do Calcio. Chegaria a Parma em 2007, por essas alturas um colosso em decomposição. O escândalo da falência da Parmalat abalara e de que maneira e o clube haveria de descer à Série B. Ainda assim, na época de adaptação ao futebol italiano e ao seu tradicional tacticismo, realizou dezoito jogos e deixou boa imagem!</p>
<p>No ano seguinte, no segundo escalão transalpino, faria trinta e cinco jogos, apontaria três golos e seria a cabeça de cartaz de um clube parmesão de volta aos principais palcos italianos. Daria seguimento a essa espiral de sucesso, sendo a pedra base, enquanto não se lesionou, de uma equipa que este ano sob o comando de Guidolin &#8211; um guru dos meandros do futebol italiano &#8211; tem feito uma carreira bem agradável.</p>
<p>Surgiu agora ligado a uma transferência para o Manchester City. Mancini conhece-o bem e sabia com quem contar. Porém, novamente, o fantasma da autorização de trabalho abortou o sonho&#8230; sabendo disso e sagaz como sempre, após perder Veloso e Fernandes, Mourinho não hesitou. Enviou para Parma o jovem francês Jonathan Biabiany e emprestou o chileno Luis Jimenez após a fracassada aventura deste no West Ham, e garantiu um dos mais promissores médios da actualidade&#8230; que, apesar, do exotismo, compreende todos os cânones do Calcio.</p>
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		<title>Robinho &#8211; Yes, he can!</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 20:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
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		<description><![CDATA[Robinho está de volta ao Santos, após quase cinco anos na Europa, com o estigma do fracasso. Afinal, para quem assegurava que seria o melhor jogador do mundo, as passagens sem brilho por Real Madrid e Manchester City, apesar dos dois títulos nacionais no time merengue, foram decepcionantes e deixaram a sensação de que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Robinho está de volta ao Santos, após quase cinco anos na Europa, com o estigma do fracasso. Afinal, para quem assegurava que seria o melhor jogador do mundo, as passagens sem brilho por Real Madrid e Manchester City, apesar dos dois títulos nacionais no time merengue, foram decepcionantes e deixaram a sensação de que o ex-menino da Vila exagerara em suas pretensões quando saiu do Brasil.</p>
<p>Mais do que isso, a postura pouco profissional e a forma descompromissada com que conduziu sua carreira “queimaram” sua imagem, a ponto da tão sonhada transferência para o Barcelona ter sido brecada, segundo fontes de dentro do clube, por Xavi e Puyol, líderes do elenco blaugrana, que não queriam um jogador problemático e de altíssimo salário para conturbar o ambiente.</p>
<p>O cenário, inegavelmente, não é dos mais animadores. No entanto, por mais paradoxal que possa parecer, é neste período de ocaso na carreira que o brasileiro tem as maiores chances de pegar um “atalho” e chegar ao topo do planeta bola faturando os principais prêmios individuais.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3340 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/01/robinho-volta-santos.jpg" alt="Robinho, Santos" width="291" height="218" align="left" title="Robinho   Yes, he can!" />Pode parecer loucura deste que escreve, mas a linha de raciocínio tem a sua lógica. Vejamos:</p>
<p>Jogando regularmente e contando com o carinho de todos no clube que o revelou e ainda o tem como ídolo pelos títulos brasileiros de 2002 e 2004, o atacante pode ganhar a motivação que vinha faltando nos últimos tempos. E considerando o ritmo cadenciado e o nível técnico mais modesto do futebol jogado no Brasil, suas chances de se destacar são enormes.</p>
<p>Em forma e com ritmo de jogo, certamente Dunga não vai deixá-lo de fora da lista para o Mundial e, muito provavelmente, ele será o titular. Nos jogos, a tendência é que seja menos marcado do que Kaká e Luís Fabiano, os jogadores que fazem a diferença em equipe bem montada, mas que sofre em muitas partidas pelo estilo previsível, baseado em jogadas de bola parada e contragolpes. Robinho pode dar o “toque brasileiro”, com sua capacidade de improviso e habilidade acima da média, e desmontar os fortes esquemas defensivos que o time canarinho enfrentará.</p>
<p>Além disso, Robinho vai à África do Sul “mordido” pelas críticas (a grande maioria bem justas) e tentará esfregar seu talento e capacidade de superação no rosto de seus detratores. Neste cenário, atletas costumam tirar forças do fundo da alma para vencer e dar a volta na própria história. Além disso, ele chegará menos cansado, sem o esgotamento da cada vez mais estafante temporada europeia, já que não vinha atuando regularmente pelo City e passará por um período de recondicionamento no Santos.</p>
<p>Por fim, o seu grande trunfo: ano de Mundial é especialíssimo. Qualquer jogador, em sete jogos, pode se eternizar se arrebentar pelo time campeão. E as últimas premiações deixaram claro que o melhor da Copa, independente do desempenho no clube, é sempre o destaque do ano.</p>
<p>Aí está a chance de Robinho. Com 26 anos, pode-se dizer que efetivamente é sua última oportunidade. Um brilho efêmero, mas no momento certo, pode driblar a dura realidade e realizar o sonho que parecia inatingível.</p>
<p>A receita? Deixar de lado o agito da vida noturna, se concentrar no trabalho até Junho, exigir menos regalias em Santos e, principalmente, acreditar que tudo que foi descrito acima não é apenas um devaneio deste colunista.</p>
<p>Sim, você pode, Robinho!</p>
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		<title>Diego, um artista incompreendido</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2010/01/diego-um-artista-incompreendido/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 16:13:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Vida difícil a de Diego, no exigente mundo do calcio. Efectivamente, o playmaker canarinho tem encontrado dificuldades para se impor no complicado mundo das amarras tácticas que tolhem os jogadores, no mundo transalpino.
Esta temporada, Diego tem sido o espelho da Vecchia Signora&#8230; um início forte, em que o estratega além de alimentar a vontade goleadora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vida difícil a de Diego, no exigente mundo do calcio. Efectivamente, o playmaker canarinho tem encontrado dificuldades para se impor no complicado mundo das amarras tácticas que tolhem os jogadores, no mundo transalpino.</p>
<p>Esta temporada, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/italia/zidane-diego-juventus/1133354-1489.html" target="_blank">Diego</a> tem sido o espelho da Vecchia Signora&#8230; um início forte, em que o estratega além de alimentar a vontade goleadora de Trezeguet, Iaquinta, ou Del Piero, também marcava golos, para posteriormente tornar-se mais um símbolo do ocaso bianconeri. Poder-se-à alvitrar que tal se deveu ao choque nas competições europeias, e que esse embate estará a comprometer toda uma época. Na verdade, este ano os homens de Turim acreditavam ser possível chegar longe na Champions e o grupo potenciava esse sonho&#8230; porém, além das dificuldades, já consabidas, que foram causadas pelo Bayern, um surpreendente Bordeaux estragou umas contas que se anteviam acessíveis&#8230; e a partir daí tudo correu mal!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2670 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/diego-juventus.jpg" alt="Diego" width="300" height="210" align="left" title="Diego, um artista incompreendido" />Aliado a esses factores, o brasileiro não se encontra, ainda, preparado para arcar como todas as responsabilidades de construção no jogo juventino, e neste momento, assemelha-se a Rhodes a carregar o globo terrestre sobre os seus ombros!</p>
<p>Felipe Melo tem sido uma desilusão, quase ganhando o Bidão de Ouro. Tiago, por desempenhos similares ao brasileiro, partiu sem honra nem glória. Sissoko é um mero destruidor, que ainda para mais teve a CAN no presente ano. Poulsen, não obstante a sua generosidade, nunca há-de ser um suporte para as tarefas de construção. Marchisio, apesar do talento, é um jovem ainda à procura do seu espaço, o mesmo sucedendo com o rato atómico Giovinco, que não obstante todo o talento e a velocidade ainda carece de efectividade e regularidade!</p>
<p>Com tantos problemas na zona central, seria óbvio que o brasileiro não poderia resolver as partidas&#8230; nem sentir-se seguro para criar os desequilíbrios que criava no Santos, ao lado de Robinho, ou no Bremen! E, agora, lembremo-nos do sucedido no Porto, onde em iguais momentos de instabilidade, o génio se eclipsou. Desapareceu nas mordaças de um resultadismo latente, e vislumbramos o jogador agrilhoado a uma faixa esquerda que não podia dar-lhe a alegria que precisava. Saído para a Alemanha, onde encontrou uma equipa formada que mesmo sem ser das mais fortes do campeonato respirava estabilidade e possuía uma estrutura montada para receber um playmaker de refinado quilate, voltou a ser determinante com golos e muitas assistências.</p>
<p>Agora, jamais lhe peçam para ser ele a resgatar a equipa das profundezas do abismo&#8230; isso não será tarefa de um homem que joga, apenas, no último terço do campo, necessitando, acima de tudo, estar suportado por uma retaguarda forte para poder explanar o seu jogo tranquilamente. Pois caso contrário, o génio regressará timidamente à lamparina e a banalidade será dominante!</p>
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		<title>A importância do Futebol do Barcelona como exemplo de formação</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 14:50:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[É quase consensual, que o futebol praticado pelo F. C. Barcelona nesta ultima época e meia, é o mais espectacular e eficaz da actualidade. Como treinador de escalões de formação, pego em muitos exemplos que]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É quase consensual, que o futebol praticado pelo F. C. Barcelona nesta ultima época e meia, é o mais espectacular e eficaz da actualidade.</p>
<p>Como treinador de escalões de formação, pego em muitos exemplos que acontecem nos jogos, que hoje em grande parte são televisionados, para uma melhor explicação, exemplificação e entendimento do jogo por parte dos “Petits”.</p>
<p>Ora se o grande objectivo do jogo é chegar ao golo, o Barcelona é hoje em dia um bom exemplo, pelas diferentes formas como consegue produzir futebol ofensivo, individual e colectivamente tendo como fim esse mesmo objectivo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3319 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/01/iniesta-messi.jpg" alt="Iniesta, Messi, Barcelona" width="280" height="200" align="left" title="A importância do Futebol do Barcelona como exemplo de formação" />Desde cedo, nós treinadores / formadores, tentamos trabalhar entre outros aspectos o aperfeiçoamento da recepção, passe e desmarcação, do aspecto do drible e da criatividade, da utilização da velocidade de pensamento, reacção e de execução, da procura da largura do campo, como forma de chegar à profundidade. Tentamos incutir aquilo que chamamos princípios básicos do jogo.</p>
<p>Tudo isto tem ou tem tido o Barcelona de Guardiola. Por isso mesmo, é hoje, se não a equipa mais importante, das mais importantes como referência explicativa e exemplificativa para os mais jovens que sonham ser um dia jogadores de futebol.</p>
<p>A qualidade de recepção de bola demonstrada por grande parte dos seus atletas, a capacidade de passe curto em busca de progressão no campo, através de tabelas sucessivas em espaço curto, com a alternância de passe longo procurando variar o chamado centro do jogo, a capacidade de drible nos confrontos de 1-1 ou 1-2 (2 defensores) com os seus opositores directos, as desmarcações nos espaços vazios, tudo isto aliado a velocidade com que pensam e executam faz deste Barcelona um exemplo maior do que é o futebol moderno.</p>
<p>Se nós no campo tentamos incentivar e motivar os nossos jovens para a aprendizagem, actualmente são Messi, Xavi, Iniesta, Ibra, Henry, Puyol, Daniel Alves, Pedro, Keita, Piqué, os melhores professores que se podem encontrar como equipa, porque semanalmente dão verdadeiras aulas exemplificativas de bom futebol, de sentido colectivo, sentido táctico, recorrendo-se das suas características.</p>
<p>Se o futebol saiu das ruas, onde a aprendizagem e a execução do jogo era instintiva e natural, com pouco entendimento do mesmo, passa agora para as chamadas Escolas de Futebol (até as próprias escolas primárias começam a ter as suas) onde esse lado instintivo e natural passa a ser estruturado e orientado para o entendimento do jogo. É excelente que consigamos utilizar exemplos individuais, postos ao serviço de um grande colectivo, como é a equipa do Barça, daí a sua importância como exemplo prático de formação.</p>
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		<title>2009: Um ano para a Argentina esquecer</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 17:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[A Argentina só tem a comemorar com o término de 2009. Não por seus feitos, pois não houve nada memorável e digno de comemoração, mas sim pelos fiascos. Ou seja, este é um ano a ser esquecido, ou melhor, sempre lembrado e nunca repetido. E isso pode ser refletido em todas as categorias da seleção, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Argentina só tem a comemorar com o término de 2009. Não por seus feitos, pois não houve nada memorável e digno de comemoração, mas sim pelos fiascos. Ou seja, este é um ano a ser esquecido, ou melhor, sempre lembrado e nunca repetido. E isso pode ser refletido em todas as categorias da seleção, além de também fazer parte dos grandes clubes locais.</p>
<p>As categorias inferiores da seleção Albiceleste sempre foram motivos de orgulho, pois além de constantemente revelarem bons nomes, conquistavam bastantes títulos. Assim como a seleção principal despertava respeito aos adversários. Mas, isso passou. Ao menos não aconteceu neste ano. Entre desclassificações precoces e não classificações, as categorias “sub’s” repetiram a fraca campanha da seleção principal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2014 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/argentina_team.jpg" alt="2009: Um ano para a Argentina esquecer" width="290" height="189" align="left" title="2009: Um ano para a Argentina esquecer" />A seleção Sub-15, que disputou o Sul-Americano da categoria, na Bolívia, terminou o torneio com quatro pontos em quatro partidas, foi desclassificada e nem ao menos passou às fases finais da competição. Já a seleção Sub-17 foi desclassificada frente à seleção colombiana, por 3 a 2, nas oitavas-de-finais do Mundial da Nigéria. E não conseguiu trazer a única taça que falta na galeria da AFA.</p>
<p>Por sua vez, a Sub-20, a maior vencedora da competição, com seis títulos, não conseguiu nem ao menos se classificar para o mundial deste ano, disputado no Egito.</p>
<p>Já a principal, entre resultados negativos e, até considerados normais, a grandes vexames como a goleada sofrida na altitude de La Paz, diante da Bolívia por 6 a 1. Tendo em vista, que todos os possíveis efeitos da altitude foram ignorados e até ridicularizados quando o próprio selecionador argentino fez propaganda em prol da pratica de esportes na altitude.</p>
<p>Fora tal feito, como citado houve também resultados negativos que poderiam ser considerados comuns se não fosse o fraco desempenho, como a derrota para o Brasil, por 3 a 1, em Rosário, depois de todo circo armado por Dieguito, além da derrota por 2 a 1, para a Espanha. E até a derrota para a seleção paraguaia, por 1 a 0, em Assunção.</p>
<p>Além da derrota por 2 a 0, para o Equador e por final, a derrota por 4 a 2, frente ao selecionado Catalão, foram suficientes para coroar está trágica campanha da Albiceleste, que por muito pouco não fica de fora do Mundial da África do Sul 2010.</p>
<p>A Seleção somou seis derrotas em 14 jogos, no ano. Porém pode-se dizer que não só o retrospecto deixa bastante à desejar, mas as brigas internas entre o corpo técnico, o mau futebol apresentado, por essa, que para muitos era a grande geração, aliado ao medíocre treinador, que foi a cereja no bolo desta fraca argentina.</p>
<p>Quanto aos clubes, os tradicionais e eternos rivais –Boca Juniors e River Plate- que já haviam feitos campanhas pífias no Clausura 2009, repetiram o feito no Apertura 2009, não chegaram nem perto da disputa pelo título e menos ainda da classificação para a Copa Libertadores 2010.</p>
<p>Diante deste panorama pouco pode-se esperar para a Copa do Mundial 2010, certo? Talvez. Nada é  animador, nem mesmo o único orgulho que o povo argentino teve neste ano, a consagração de Lionel Messi, como o melhor jogador do mundo pela FIFA. O primeiro hermano a receber tal honraria. Mas como disse, nem isto dar um alento, pois La Pulga, por diversos fatores que não vem ao caso agora, não consegue repetir as grandes apresentações que promove pelo Barcelona. Porém, a exemplo, as seleções canarinhas de 70 e 94 chegaram à Copa desacreditadas e ergueram a taça.</p>
<p>&#8230; E que os deméritos de 2009 não se repitam em 2010.</p>
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		<title>O Povo no Poder</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 12:47:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[2009 foi o ano em que os times mais populares do Brasil dominaram o cenário futebolístico do país com autoridade e fizeram a festa de suas imensas torcidas com títulos e ótimas performances. Comandados pelos repatriados Adriano e Ronaldo, Flamengo e Corinthians protagonizaram os principais torneios nacionais e ainda levaram as taças regionais para suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>2009 foi o ano em que os times mais populares do Brasil dominaram o cenário futebolístico do país com autoridade e fizeram a festa de suas imensas torcidas com títulos e ótimas performances. Comandados pelos repatriados Adriano e Ronaldo, Flamengo e Corinthians protagonizaram os principais torneios nacionais e ainda levaram as taças regionais para suas repletas salas de troféus.</p>
<p>O primeiro semestre foi perfeito para os corintianos. A partir da entrada de Ronaldo, o principal reforço da temporada, no empate em 1 a 1 contra o Palmeiras, o alvinegro paulista, com a base do time que foi campeão da segunda divisão no ano anterior, se acertou atuando no 4-2-3-1 que deu liberdade ao Fenômeno e fluência às ações ofensivas sem comprometer o sistema defensivo e atropelou seus adversários no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil faturando as duas taças com direito a golaços de Ronaldo nas finais contra Santos e Internacional. As estratégias de marketing e as contratações pontuais foram cirúrgicas e o Corinthians sobrou em terras brasileiras.</p>
<p>Porém, na segunda metade do ano, a desmotivação pelas poucas aspirações no Campeonato Brasileiro, já que a meta de garantir vaga na Libertadores tinha sido alcançada, e, principalmente, as ausências de André Santos e Cristian, negociados ao Fenerbahçe, e Douglas, que foi jogar no Al Wasl, fizeram com que o time comandado pelo técnico Mano Menezes caísse demais de produção e fizesse uma campanha não mais que razoável na principal competição nacional. A reposição no elenco não foi à altura e a queda técnica foi vertiginosa, com o time amargando tropeços constrangedores, como na derrota em casa para o rebaixado Náutico por 3 a 2 pela 36ª rodada.</p>
<p>Já o Flamengo seguiu o caminho inverso. Apesar das desconfianças e de jogos pouco convincentes sob o comando do técnico Cuca, o time carioca superou mais uma vez o Botafogo e conquistou seu quinto tricampeonato estadual. Mas a eliminação nas quartas-de-final da Copa do Brasil para o Internacional, a aposentadoria de Fábio Luciano e a saída de Ibson minaram as forças de um elenco que já não era tão qualificado, mesmo com a chegada de Adriano em maio, e uma crise política por conta da chegada de Petkovic, o sérvio de 37 anos que retornava ao clube em um acerto para o pagamento de uma dívida trabalhista, custou o emprego de Cuca e a saída do vice-presidente de futebol Kléber Leite.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3307 alignleft" style="margin-top:3px;margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/adriano-flamengo.jpg" alt="Adriano" width="280" height="189" align="left" title="O Povo no Poder" />Com a chegada de Marcos Braz para comandar o futebol, a efetivação do auxiliar técnico Andrade como treinador e a contratação de Álvaro e Maldonado logo após a saída do atacante Emerson para o Al-Ain e a séria contusão no ombro de Kléberson em amistoso pela seleção brasileira, a equipe rubro-negra se reinventou. O time que atuou por dois anos no 3-5-2 para liberar os ofensivos alas Léo Moura e Juan foi remontado em um 4-2-3-1 que foi ensaiado num empate sem gols contra o Internacional no alagado Estádio Beira-Rio e encaixou definitivamente nas vitórias sobre os favoritos Palmeiras e São Paulo. Com Adriano, artilheiro do campeonato ao lado de Diego Tardelli com 19 gols, definindo as partidas e o redivivo Petkovic desequilibrando com a bola rolando ou parada, o Flamengo fez a melhor campanha do returno e, numa arrancada espetacular, conquistou pela sexta vez o título que não era seu desde 1992 e acabou com a hegemonia do tri/hexa São Paulo.</p>
<p>É possível dizer que o ano foi mais vermelho e preto pela conquista da hegemonia doméstica pelo 31º título estadual e a maior dificuldade do Brasileiro mais equilibrado da era dos pontos corridos. Mas também não é nenhum absurdo apontar o futebol praticado pelo alvinegro no primeiro semestre como o melhor apresentado no país ao longo da temporada. Nos duelos entre os gigantes, vantagem do Flamengo, que venceu as duas partidas. No turno, 1 a 0 com gol de Adriano e ausência de Ronaldo no Maracanã; no jogo de volta em Campinas, 2 a 0 para os rubro-negros, agora com o Fenômeno, flamenguista confesso, em campo por 25 minutos até sentir uma contusão na coxa e o Imperador de fora. Mas a pouca importância dada ao Brasileirão pelo Corinthians descaracterizou os encontros entre os principais times do país em 2009.</p>
<p>O tira-teima entre os dois grandes ídolos e goleadores fica para o ano que vem. Quem sabe num confronto épico e histórico pela Taça Libertadores? O time paulista entra na competição mais pressionado pelo centenário do clube e por ser o único gigante de São Paulo que não venceu o torneio continental, o que transforma o desejo natural numa angustiante obsessão. A responsabilidade do Flamengo também será grande, pela empolgação do torcedor e os investimentos na manutenção dos principais jogadores pela nova diretoria, agora liderada pela presidente Patrícia Amorim, a primeira mulher a comandar o clube.</p>
<p>Os desafios são enormes, mas a identificação com a massa que empurra e fascina nas arquibancadas lotadas torna tudo mais possível para quem ganha na bola e também no berro de um povo apaixonado e sempre sedento de glórias que compensem as tantas agruras do cotidiano brasileiro.</p>
<p><em>[O colunista volta em 2010. Ficam os votos de um Natal em paz e ótimo réveillon para todos. Até a volta!]</em></p>
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		<title>Benfica x Porto &#8211; Que esperar do clássico?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo o jogo tem a sua particularidade, assim como todos os clássicos por mais edições que tenham, terão sempre a sua particularidade. Este tem a particularidade de poder fazer com que o Benfica, apesar de ter passado grande parte do tempo na frente dos seus dois maiores rivais, passe a celebre quadra natalícia atrás de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o jogo tem a sua particularidade, assim como todos os clássicos por mais edições que tenham, terão sempre a sua particularidade. Este tem a particularidade de poder fazer com que o Benfica, apesar de ter passado grande parte do tempo na frente dos seus dois maiores rivais, passe a celebre quadra natalícia atrás de um deles, o Porto.</p>
<p>Jesus deve andar por estes dias com os cabelos mais brancos, com menos horas de sono, e com redobrada atenção aos treinos da sua equipa, em busca de um 11 que não defraude as expectativas da sua massa de adeptos. Busca ansiosamente soluções para substituir apenas e só Ramires, Coentrão, Di Maria e Amorim. Aquele que chamo de 12 jogador também está KO, Aimar, a estará em duvida até à hora do jogo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3300 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/radamel-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="191" align="left" title="Benfica x Porto   Que esperar do clássico?" />Não há jogadores insubstituíveis, mas Ramires acaba por ser um desses casos deste Benfica. O Brasileiro chegou, viu e rapidamente convenceu, tornando-se insubstituível em campo. De todos os ausentes, aquele que para mim menos falta fará ao Benfica, em termos de colectivo é… Di Maria, o Argentino à muito que voltou ao futebol irregular que tem caracterizado os seus anos na Luz. Coentrão e Amorim, &#8220;substitutos&#8221; de Ramires e Di Maria por castigo e lesão, acabam por também ficar de fora.</p>
<p>A equipa de Jesus há cerca de 3/4 jogos que deixou de apresentar frescura física, o que juntando a um maior conhecimento por parte dos adversários dos seus mecanismos ofensivos, tem diminuído e muito a qualidade futebolística encarnada. Já todos perceberam a importância dos laterais no futebol encarnado, e travá-los ofensivamente é uma das chaves para logo emperrar o futebol encarnado. Outra será anular as movimentações de Aimar e Saviola.</p>
<p>Voltando aos laterais, Jesus tem apostado em César Peixoto na esquerda, mas está mais que provado que o ex-Bracarense não consegue dar a profundidade necessária, que quer Schaffer ou mesmo Coentrão dão à equipa. Peixoto que certamente com a onda lesões e castigos, garante a titularidade no lado esquerdo do meio campo, deixando a lateral esquerda para… David Luiz. É publico que Jesus não aprecia o lateral esquerdo Argentino, e não acredito que deposite nele confiança para jogar o clássico. Acredito pois que puxe David Luiz para a esquerda da defesa, jogando Sidnei ao lado de Luisão. Javi Garcia é certo, assim como Aimar caso recupere, disputando Filipe Meneses e Carlos Martins as restantes vagas.</p>
<p>Jesualdo é neste momento um homem mais tranquilo, já que depois de uma fase menos boa o Porto parece ter reencontrado o seu rumo, e tendo as armas todas à sua disposição, Jesualdo poderá escolher o 11 que melhor se enquadra com as suas pretensões. E certamente a sua pretensão passa por passar o Natal á frente do seu rival.</p>
<p>Assim, na defesa não há grande duvidas. No meio campo, Fernando e Meireles estão certos, ficando a outra vaga entre Guarin ou Belluschi. Na frente, Hulk começará provavelmente na ala esquerda, de modo a manter sempre atento Maxi Pereira e assim evitando as subidas do lateral encarnado. Do lado contrário, Varela permitirá enriquecer o meio campo com 4 elementos quando o Porto não tiver bola. Ou seja, repetir um pouco do que foi feito em Madrid, 433 em ataque, 442 a defender, sendo a nuance táctica definida pelo posicionamento de Varela. Sobram ainda Cristian Rodriguez em mais um regresso à Luz, assim como Farias e Mariano Gonzalez, este último pouco querido pelos adeptos mais de enorme utilidade táctica para o treinador. Definitivamente, um Porto bem mais previsível em termos de 11 base que o seu rival Benfica.</p>
<p>Aparentemente mais dificuldades para Benfica do que para Porto, fruto das consequências dos 2 últimos jogos, mas o publico encarnado não deixará a sua equipa sozinha, e certamente tentará ele ser o 12º jogador. Que esperar de mais um clássico?</p>
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		<title>Liga dos Campeões: Atl. Madrid 0&#215;3 Porto &#8211; Dragão em crescendo&#8230;</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/12/liga-dos-campeoes-atl-madrid-0x3-porto-dragao-em-crescendo/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 00:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[O Porto confirmou hoje, em Madrid, que se encontra num momento ascendente de forma. Efectivamente, os dragões, actuando em 4-3-3 com Maicon e Valeri nos lugares que, em Guimarães, foram de Rolando e]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-maisfutebol-futebol-iol-atl-madrid-cronica/1108779-4930.html" target="_blank">Porto</a> confirmou hoje, em Madrid, que se encontra num momento ascendente de forma. Efectivamente, os dragões, actuando em 4-3-3 com Maicon e Valeri nos lugares que, em Guimarães, foram de Rolando e Belluschi, usaram a receita que proveitosos resultados deu na passada sexta-feira.</p>
<p>E, assim, a entrada em jogo foi novamente fortíssima&#8230; e logo aos três minutos, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/bruno-alves-fc-porto/1108785-4062.html" target="_blank">Bruno Alves</a> subia aos ares de forma soberba para cabecear para o fundo das malhas de Sérgio Asenjo. Se a equipa entrou confiante, melhor tónico não poderia ter! Tentou recompor-se o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/quique-flores-benfica-atletico-madrid-fc-porto-porto-champions/1108792-4062.html" target="_blank">Atlético</a>, num 4-4-2 rudimentar e sem um verdadeiro organizador de jogo. Paulo Assunção e Cléber Santana não conseguiam acompanhar os extremos e a equipa transformava-se em duas enormes ilhas: a defensiva e a ofensiva composta por Simão na esquerda, Maxi Rodriguez na direita e Forlán, juntamente, com Aguero no centro.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3291 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/atletico-porto-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="183" align="left" title="Liga dos Campeões: Atl. Madrid 0x3 Porto   Dragão em crescendo..." />E apesar dessas limitações, ofensivamente a equipa ainda estrebuchou&#8230; os estertores que mantêm viva a equipa iam alimentando algumas acções em que o perigo rondava a baliza de Helton. Mas esse desequilíbrio surgiria, novamente&#8230; contra ataque rápido, as compensações inexistentes numa equipa absolutamente partida, e <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/36577-fc-porto-atropela-o-atletico-madrid-3-0" target="_blank">Falcao</a> a recarregar o primeiro remate de Fucile que subiu, tranquilamente, pela ala direita sem que algum colchonero o pressionasse. A imensa passadeira vermelha que os madrileños estendem aos adversários, na presente época, voltava a aparecer!</p>
<p>Aos vinte e seis minutos, o jogo ganhava o epípeto de resolvido. O Atletico tentaria, novamente, responder, especialmente através da sua dupla de avançados que tentava remar contra uma maré revolta,  consequentemente sem efeitos práticos! Na verdade, é doloroso ter dois avançados da estirpe de Forlán e Aguero e o resto da equipa ser incapaz de acompanhar o andamento&#8230; e aquele pontapé de bicicleta de <em>El Kun</em>, apesar de ter rasado o poste, levantou o Vicente Caldéron, num dos raros momentos de emoção para os adeptos colchoneros!</p>
<p>E com isto chegou-se ao intervalo. E se dúvidas existissem, o primeiro minuto tratou de decidir o jogo. Aguero saía lesionado e Forlán ficava órfão da alma gémea. O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413064" target="_blank">Porto</a> esse, calmamente, ia controlando o jogo, trocando a bola entre si, procurando espaços, esperando. Mas os dragões, mesmo assim, conseguiam criar perigo&#8230; Rodriguez isolado perante Asenjo permitiu que o guarda redes espanhol fizesse uma meritória mancha, negando o óbvio. Mas se a uma Cebola ainda se consegue dizer que não, nada se pode fazer contra a força de um Super Herói&#8230; <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fc-porto-alertas/hulk-fc-porto-maisfutebol-futebol-iol/1108786-3214.html" target="_blank">Hulk</a>, num momento de génio, bailou perante os aturdidos defesas espanhóis e desferiu tamanho balázio que o estranho foi não ter furado as redes!</p>
<p>O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413065" target="_blank">Porto</a> marcava o terceiro e demonstrava a sua diferença de andamento para o Atletico&#8230; uma verdadeira decepção desta época europeia! Quanto aos dragões, a certeza que há equipa para aspirar a altas ambições.</p>
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		<title>Liga Sagres: Guimarães 1&#215;4 Porto &#8211; Onde andou este Porto?</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 23:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Apetece perguntar: onde andou este Porto? O Porto pressionante, incansável, e que muito mereceu o sucesso das últimas temporadas parece estar de volta. E foi precisamente no Afonso Henriques, onde o futebol]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apetece perguntar: onde andou este <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/raul-meireles-bruno-alves-fc-porto-porto-vitoria-nuno-assis/1108096-4062.html">Porto</a>? O Porto pressionante, incansável, e que muito mereceu o sucesso das últimas temporadas parece estar de volta. E foi precisamente no Afonso Henriques, onde o futebol é praticado de forma intensa e bem ofensiva, que os pupilos de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/jesualdo-jesualdo-ferreira-fc-porto-porto/1108109-4062.html">Jesualdo</a> terão previsivelmente dado a volta a uma fase menos positiva.</p>
<p>Naquele que foi um excelente espectáculo de futebol, os portistas entraram em força e com vontade para controlar a partida. E assim o fizeram. <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-outros-desportos/fc-porto-v-guimaraes-maisfutebol-porto-jesualdo-liga/1108102-4932.html">Jesualdo Ferreira</a> apresentava o seu 433 clássico, com Rolando e Hélton de volta ao 11 titular, e Belluschi juntamente com Meireles a fazer a ligação do meio-campo ao ataque. E foi aí que consistiu o segredo deste Porto: as transições. Esse elemento tão importante do futebol do Porto que tem sido nas últimas épocas um dos seus pontos fortes foi mesmo aquilo que permitiu sair de Guimarães com os 3 pontos.</p>
<p>Os primeiros 45 minutos foram azuis, e foi sem surpresa que um fortíssimo Varela e um muito esforçado Falcao colocaram o Porto na frente por 2&#215;0. O Porto foi eficiente a defender, colectivista a atacar, e soube gerir os tempos da partida de forma sublime.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3278 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/guimaraes-porto-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="198" align="left" title="Liga Sagres: Guimarães 1x4 Porto   Onde andou este Porto?" />Contudo, o golo de Andrezinho na cobrança perfeita de um livre directo, quando o relógio já passava dos 45 minutos, poderia ter alterado de forma radical o rumo desta partida. Isto porque os vitorianos chegavam ao intervalo com o estímulo de um golo marcado, e entravam para o segundo tempo com esse pensamento &#8211; quiçá ainda intensificado no discurso de Paulo Sérgio.</p>
<p>E os 20 minutos iniciais demonstraram o que faz deste Vitória uma das boas equipas do nosso campeonato. Assis foi o maestro do costume, com uma frescura física impressionante e aliada à profundidade de Desmarets e Targino, que estendem o jogo dos minhotos de forma impressionante.</p>
<p>O golo do empate esteve à vista num punhado de oportunidades, mas num misto de sorte e de engenho foi algo que os portistas acabaram por evitar. Não marcando, o Vitória abria espaços na defesas e não tardou até que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/iol/1108099-4062.html">Bruno Alves</a> terminasse com a partida após livre de Raúl Meireles, quando curiosamente, instantes antes, o próprio se preparava para o bater.</p>
<p>Em jeito de conclusão, e numa partida onde a lealdade e o fair-play tiveram um papel importante, os dragões voltaram a mostrar a chama dos campeões, sabendo aproveitar a má entrada dos vimaranenses, e conseguindo igualmente fechar a partida quando o timing assim o exigia. Uma vitória robusta para a equipa azul-e-branca, e um claro colocar de pressão sobre os mais directos adversários. O verdadeiro <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/36214-fc-porto-goleia-em-guimaraes-4-1">Porto</a> parece estar de volta.</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;"><embed src="http://futebol.videos.sapo.pt/play-bwin?file=http://futebol.videos.sapo.pt/VvqYKkWQzp9BPZujcV1D/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" width="400" height="350"></embed><br />
<span style="color: #888888;"> Golo de Varela, aos 12m</span></p>
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		<title>Darron Gibson, a nova sensação do United</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 16:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem teve a sorte de ver as imagens do jogo da Carling Cup entre o Manchester United e o Tottenham (1 Dez 09), certamente terá ficado rendido a um jovem médio centro mancuniano que mandou em todo o jogo red e ainda arranjou tempo para com dois balázios resolver o jogo, tornando-se o novo menino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem teve a sorte de ver as imagens do jogo da <a target="_blank" href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1107194&#038;div_id=1488&#038;psec_id=46">Carling Cup</a> entre o Manchester United e o Tottenham (1 Dez 09), certamente terá ficado rendido a um jovem médio centro mancuniano que mandou em todo o jogo red e ainda arranjou tempo para com dois balázios resolver o jogo, tornando-se o novo menino bonito de Old Trafford. Ele é Darron Gibson, um jovem de 22 anos, nascido no Ulster e que sonha, com a camisola vermelha vestida, reeditar os feitos de outro grande irlandês do norte&#8230; quiçá, o mais conhecido de todos&#8230; sim, ousamos, pese as devidas diferenças, comparar este jovem ao inimitável quinto Beatle: George Best!</p>
<p>Nascido em Derry, cedo chegou à Academia do United, a mesma forja onde foram moldados jogadores como os irmãos Neville, Paul Scholes, David Beckham, Ryan Giggs, entre tantos outros. Aí, desde cedo deu pelas vistas, não pelos seus atributos técnicos, que sendo razoáveis não seriam similares aos do grande Georgie, mas pela imensa disponibilidade física e, como se viu ontem, pelo pontapé canhão que deixa atarantado o mais prevenido dos goleiros&#8230; que o diga Gomes! Porém, não se pense que Gibbo &#8211; alcunha do jogador &#8211; só apenas em 2009-2010 apareceu nos quadros do United. Nada mais errado! A sua estreia ocorreu em 2005, também num prélio da Carling Cup contra o Barnet.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3268 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/darron-gibson-2.jpg" alt="Darron Gibson" width="280" height="175" align="left" title="Darron Gibson, a nova sensação do United" />A partir daí, tem alternado os treinos da equipa principal com jogos pela equipa de reservas, onde contracena, normalmente, com o sérvio Tosic, os gémeos Fábio e Rafael ou Macheda. A excepção a este percurso ocorreu na temporada de 2006/2007 e nos primeiros seis meses da seguinte quando foi emprestado, inicialmente, aos belgas do Antuérpia &#8211; clube satélite do United &#8211; e onde se assumiu como a pedra basilar do meio campo dos homens da Flandres&#8230; a sua influência foi tal que se tornou a principal estrela de um conjunto de jovens que, surpreendentemente, quase garantia a promoção!</p>
<p>Na época seguinte, seria o Wolverhampton a garantir os seus préstimos. Mais uma vez tornar-se-ia imprescindível, o que obrigaria ao seu retorno definitivo ao United&#8230; vinte e quatro jogos depois e tendo apontado um golo, apresentava-se em Old Trafford para treinar ao lado dos seus grandes ídolos! Aí atendendo à concorrência, não jogaria tantas vezes quantas as desejáveis para um jovem atleta da sua idade, mas mesmo assim apontaria o seu primeiro golo no Theatre of Dreams, em Janeiro de 2009, numa ronda da FA Cup contra o Southampton e alinharia em todos os jogos da edição passada da Carling Cup, partidas que os red devils venceriam, sendo por diversas vezes comparado com Michael Carrick, o tradicional dono do lugar.</p>
<p>A única ressalva que se poderá fazer foi a de ter renegado a nossa comparação inicial com Best&#8230; efectivamente, Gibson preferiu alinhar pela República da Irlanda, tendo já jogado três vezes pela selecção do trevo. Roy Keane, certamente, terá ficado contente!</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="340" height="285" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_X8tg6Bi44I&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="340" height="285" src="http://www.youtube.com/v/_X8tg6Bi44I&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Segundo golo de Gibson ao Tottenham</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Seydou Doumbia, a grande esperança marfinense</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 22:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>

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		<description><![CDATA[A Costa do Marfim, um dos países mais ricos da África Ocidental graças à extracção e exportação do cacau, também nos últimos anos tem dado ao mundo uma plêiade de magníficos jogadores de futebol, que tornam a]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Costa do Marfim, um dos países mais ricos da África Ocidental graças à extracção e exportação do cacau, também nos últimos anos tem dado ao mundo uma plêiade de magníficos jogadores de futebol, que tornam a selecção dos elefantes uma das mais excitantes que o globo terrestre alguma vez viu provinda do continente selvagem.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3258 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/Seydou-Doumbia-2.jpg" alt="Seydou Doumbia" width="280" height="202" align="left" title="Seydou Doumbia, a grande esperança marfinense" />Assim, nomes como os irmãos Touré, a jogar Kolo no Manchester City e Yaya no Barcelona, ou os manos Kalou, de onde se destaca Salomon que actua no Chelsea, e o maior de todos e talvez um dos maiores avançados da história do futebol mundial, de seu nome Didier Drogba, têm feito o país sonhar com um grande feito internacional&#8230; quiçá, em continente próprio e daqui a poucos meses, no Mundial da África do Sul! Mas não se pense que o campo de escolha marfinense se restringe aos nomes mais mediáticos. Há outros que os adeptos mais incautos ainda desconhecem, mas por pouco tempo! Surge, agora, num estudo referente aos jovens com menos de vinte e um anos mais valiosos do mundo do futebol realizado pela IMScouting, para além de nomes como Aguero, Benzema, do benfiquista Keirrison e do português Fábio Coentrão &#8211; único português a figurar na lista &#8211; um nome desconhecido para a maioria dos adeptos. É o de Seydou Doumbia. Este jovem de vinte e um anos tem tudo para ser o sucessor de Drogba na liderança do ataque dos elefantes&#8230; e ao seu clube, o Young Boys da Suíça, já chegaram inúmeras propostas de clubes de Itália, Inglaterra e Alemanha, sendo as do Dortmund e do Hoffenheim as mais concretas.</p>
<p>Seydou poder-se-à definir como um explosivo cocktail. A sua rapidez supersónica, a que conjuga uma técnica sublime e uma potência feroz de remate, fazem dele um caso único na actualidade do futebol europeu. É raro encontrar um jovem avançado com tantas qualidades juntas. Aliás, já começou a impressionar na sua primeira época em solo europeu. No seu actual clube, na pretérita época, a primeira em que lá actuou, após um périplo mal sucedido de três anos no Japão, o jovem jogador tornou-se logo o melhor marcador da Swiss Superleague e também foi considerado o melhor jogador&#8230; feitos conseguidos com o rótulo de arma secreta, pois apesar de ter apontado vinte golos, apenas começou a titular oito dos trinta e dois jogos em que interviu, conseguindo uma inacreditável média de um golo em cada sessenta e nove minutos de tempo de jogo.</p>
<p>Todavia, Doumbia só no transacto ano se tornou conhecido dos fãs europeus, e tal deveu-se ao facto de em 2005, quando já brilhava a grande altura no ASEC Mimosas do seu país natal, ter optado por emigrar para o Japão, em vez de, imediatamente, ingressar num campenato do Velho Continente. Aí, no Kashiwa Reysol não seria feliz, muito menos quando trocaria este clube pelo Tokushima Vortis. Estava claro que não seria no País do Sol Nascente que o avançado descobriria o caminho para os golos, e assim a saída do país seria o passo mais óbvio. Aconteceria para a tranquila Suíça, onde o Young Boys o seduziria pagando pelo seu passe a módica quantia de cento e cinquenta mil euros.</p>
<p>Chegado à Europa, Seydou confirmou todos os cêntimos &#8211; poucos &#8211; depositados nele. Com a sua velocidade, técnica e imenso querer ajudou a sua equipa a vencer muitos jogos nos últimos minutos, alguns deles em que nem os próprios adeptos acreditavam, guiando-a ao segundo lugar da tabela, só atrás do FC Zurich e ajudando-o a chegar à final da Taça da Suíça que perderia para o Sion! No final da época teria a recompensa para tão memorável desempenho, estreando-se na selecção do seu país, na Kirin Cup, contra o Japão. Mais um sonho realizado, ainda para mais actuando ao lado dos seus ídolos de infância! Chegados ao final da época, choveram propostas para a aquisição do seu passe&#8230; a do Hoffenheim chegaria perto dos dez milhões de euros para contar com os seus préstimos&#8230; uma valorização exponencial, que foi rejeitada pelo seu actual clube, de modo a perseguir o sonho de alcançar o título suíço, que lhe foge desde 1986!</p>
<p>Mas certo será que após o Mundial tudo será diferente. Doumbia seguirá as pisadas de Drogba num grande clube europeu, marcando golos, muitos golos! Obrigatória a sua descoberta nos jogos da Liga Suíça, ou para os mais desatentos no próximo Mundial, numa selecção que promete fazer história.</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;">
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/elLGY1Z49_c&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="360" src="http://www.youtube.com/v/elLGY1Z49_c&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Compilação de Seydou Doumbia</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasileirão 2009: emoção e equilíbrio que confundem</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 11:05:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual competição disputada na fórmula dos pontos corridos com 20 clubes é capaz de chegar à penúltima rodada com seis equipes ainda com chances matemáticas de conquistar o título e apenas uma já]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual competição disputada na fórmula dos pontos corridos com 20 clubes é capaz de chegar à penúltima rodada com seis equipes ainda com chances matemáticas de conquistar o título e apenas uma já matematicamente rebaixada?</p>
<p>O campeonato brasileiro deste ano é a resposta. Em sua edição mais equilibrada desde que houve a mudança no regulamento em 2003, a disputa é tão parelha que a diferença entre o líder São Paulo e o sexto colocado, Cruzeiro, é de apenas seis pontos. E do time mineiro para o Botafogo, o 16º e primeiro fora da zona de rebaixamento, é de míseros 12 pontos dentro de um contexto de 36 rodadas.</p>
<p>Os números são reflexo do que acontece nos gramados. A possibilidade de uma equipe na zona de rebaixamento superar o líder do campeonato de forma inapelável, como aconteceu na 29ª rodada, com o Náutico vencendo o Palmeiras por 3 a 0 em Recife e mais recentemente com o Botafogo batendo o São Paulo por 3 a 2 no Engenhão, de fato, deixa tudo muito mais emocionante e imprevisível. Mas não é garantia de espetáculo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3252 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/ronaldo-corinthians.jpg" alt="Ronaldo" width="280" height="185" align="left" title="Brasileirão 2009: emoção e equilíbrio que confundem " />Ainda que jogadores do nível de Ronaldo, Adriano, Fred, Vágner Love e Ricardinho tenham retornado ao país e feito com que suas equipes ganhassem em técnica, nenhum time conseguiu fascinar seu torcedor e as partidas memoráveis até agora, como, por exemplo, a vitória do Flamengo por 3 a 1 sobre o Atlético-MG e a virada do Fluminense para cima do Cruzeiro por 3 a 2, ambas no Mineirão, empolgaram muito mais pela intensidade e importância das partidas do que pelo brilho coletivo ou individual.</p>
<p>O próprio tricolor paulista, que está no topo da tabela, um ponto à frente do Flamengo, parece mais frágil do que nas três conquistas anteriores e, independente do que ocorra nos próximos dez dias, o vencedor será o de pior aproveitamento da era dos pontos corridos. Se o time são-paulino, hoje comandado por Ricardo Gomes, ex-Bordeaux, Monaco e PSG, vencer as partidas que lhe restam, conquistará apenas 63% dos pontos disputados.</p>
<p>Ao perceber times considerados virtualmente rebaixados, como o Fluminense, ou totalmente alijados da briga pela taça, como o Internacional, ressurgirem das cinzas e voltarem à luta, muitos torcedores, jornalistas, jogadores e treinadores se empolgam e dizem que a competição é a mais disputada e, portanto, a melhor do mundo.</p>
<p>Não é e não há como ser. Por conta do êxodo, até jogadores medianos saem do país para tentar a vida na Europa ou são seduzidos pelo dinheiro dos Emirados Árabes ou do Qatar.  De fato, a possibilidade de testemunhar um duelo entre Ronaldo, que liderou o Corinthians na conquista da Copa do Brasil, e Adriano, artilheiro absoluto com 18 gols e um dos destaques do campeonato, no Corinthians x Flamengo em Campinas na próxima rodada, indica um enorme progresso em relação a outros anos, mas a questão econômica motiva e justifica a diferença de talento: os grandes craques, no auge de suas carreiras, estão onde pagam mais e oferecem melhores condições. Não é o caso do Brasil, ainda.</p>
<p>Até porque a questão envolve um conceito que existe desde os primórdios do esporte bretão: os campeonatos devem premiar os melhores e o grande campeão e uma ou outra equipe marcante é que devem ser eternizadas. E não o “achatamento” e a insanidade de uma competição com 90% das equipes mostrando um futebol nivelado por baixo, mesmo com alguns bons destaques individuais, como Diego Tardelli do Atlético-MG, e gratas revelações, como o meia Giuliano do Internacional.</p>
<p>Por isso, o corações dos torcedores das equipes ainda lutando por algum objetivo e dos muitos apaixonados pelo futebol no país cinco vezes campeão mundial ainda vão bater forte até o dia 6 de Dezembro e jogos de tirar o fôlego virão cercados de polêmica, por conta de arbitragens infelizes e decisões sem critérios dos tribunais de justiça desportiva, e saturadas de dramaticidade.</p>
<p>Mas a tensão e a incerteza que aquecem as veias não podem embotar a visão: o campeonato que é, sim, histórico e inesquecível, definitivamente, não encanta as retinas.</p>
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		<title>Piqué, a imagem do orgulho catalão</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 11:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[A alma catalã é intrínseca à própria ipseidade da região. Projecta-se na alma dos seus habitantes, que fazem dos seus símbolos verdadeiros embaixadores de uma região que busca a autonomia, e nesses símbolos, o Barcelona tem-se destacado como o maior embaixador de uma cultura que se distingue das demais regiões castelhanas!
E, apesar da miríade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A alma catalã é intrínseca à própria ipseidade da região. Projecta-se na alma dos seus habitantes, que fazem dos seus símbolos verdadeiros embaixadores de uma região que busca a autonomia, e nesses símbolos, o Barcelona tem-se destacado como o maior embaixador de uma cultura que se distingue das demais regiões castelhanas!</p>
<p>E, apesar da miríade de nacionalidades que pululam pelos corredores dos balneários de Camp Nou, o orgulho culé reside nos catalães formados em La Masia e que anseiam afirmar-se no mundo do futebol. Actualmente, nomes como Puyol, Xavi, Busquets, Bojan Krkic demonstram o quão importante é conjugar o sentimento de uma região com a vontade de vencer&#8230; bem como o treinador Guardiola. Aliás, o antigo governador da Catalunha e grande divulgador do sentimento catalão, Jordi Pujol, sempre gostou de demonstrar esse feeling nos seus rounds diplomáticos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3243 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/spain-gerard-pique.jpg" alt="Gerard Piqué" width="280" height="193" align="left" title="Piqué, a imagem do orgulho catalão" />Todavia, entre esses catalães de boa cepa que transportam para qualquer cancha esse sentimento, há um que bem poderia encarnar a parábola do filho pródigo! Apesar de ser da cidade que, além do futebol, venera Gaudi e a Sagrada Família, ou onde os habitantes sobem até Montjuic para se embrenharem no verde e na natureza, cedo abandonou as escolas de La Masia, ou, em português A Quinta, para se deixar seduzir pelo british dream. Com efeito, Piqué, logo aos dezasseis anos teve a hipótese de migrar para a pátria do futebol&#8230; como muitos jovens do seu país, Cesc Fábregas, Fran Mérida, Álvaro Arbeloa, entre outros, arriscou a sorte! Destino: as categorias de base do Manchester United, temperadas com algumas espontâneas aparições na equipa de reservas. Já nessa altura, em 2004, fora cobiçado, também, pelo Arsenal e Liverpool, onde Benitez, se diz, ficou possesso quando perdeu a corrida pela sua contratação para os red devils.</p>
<p>Em Old Trafford, a certeza de trabalhar com um verdadeiro escultor de talentos, o homem que inventou os irmãos Neville, Beckham, Scholes, Giggs e tantos outros que ainda estão a despontar e são da geração de Piqué: Macheda, Evans entre mais alguns! Mas, porém, aquele central forte, resoluto, inexpugnável no jogo aéreo e, ainda por cima polivalente &#8211; já que podia desempenhar a função de pivot defensivo com igual assertividade &#8211; não conseguiu adaptar-se ao futebol inglês. Pese algumas, esporádicas, aparições na equipa principal mancuniana sentia imensas dificuldades em afirmar-se na equipa principal&#8230; fosse pela sua juventude, fosse pela feroz concorrência &#8211; Ferdinand, Vidic, só para citar os concorrentes de maior curriculum &#8211; a verdade é que era notório que o velho lobo Ferguson não confiava nele, chegando mesmo, na temporada de 2006/2007, a cedê-lo ao Zaragoza!</p>
<p>Aí, de regresso a solo pátrio e ao lado de nomes como Pablo Aimar, Carlos Diogo, Alberto Zapater ou Sérgio Garcia, voltou a reencontrar-se com a felicidade do jogo. Tornou-se imprescindível no centro da defesa do clube de La Rosaleda e foi um dos pilares do apuramento para a, então, Taça Uefa. Após tão concludentes indicações Ferguson não hesitaria&#8230; chamá-lo-ia novamente, mas desta feita assumindo que haveria de contar com o catalão. Contudo, ou pelas lesões ou por alguma imaturidade ainda bem latente, este cedo voltaria a perder o comboio das primeiras escolhas, sendo que no fim da época o carácter impaciente e irascível do velho escocês voltou a fazer das suas. Piqué era colocado na lista de transferíveis e pelo preço de cinco milhões de euros&#8230; uma pechincha, atendendo ao potencial esperado e, por vezes, já demonstrado, atendendo a ser internacional espanhol em todos os escalões desde os sub-15, atendendo a estar entre os melhores jogadores jovens do mundo!</p>
<p>E aí dar-se-ia a tal parábola do filho pródigo&#8230; o Barcelona, que por essas alturas apresentava o também catalão e símbolo do clube Pep Guardiola como treinador do clube, não hesitou em lançar-lhe o canto da sereia. E assim sendo, regressaria&#8230; tornando-se crucial numa equipa que na época passada fez o triplete, que teve o seu apogeu em Roma, na final da Champions, contra o United que houvera abandonado meses antes. Sendo a central ao lado do mítico leão catalão Puyol, ou então subindo no terreno e incorporando um fabuloso tridente medular em que é o vértice mais recuado, mas imbuído daqueles princípios de jogo que têm vindo a encantar a Europa: fabulosa circulação de bola, óptima capacidade de pressão e domínio de todos os momentos do jogo!</p>
<p>Assim sendo, Del Bosque ver-se-ia obrigado a contar com ele em La Roja&#8230; um jogador que ontem demonstrou toda a sua valia, ajudando a abater os nerazurri de Mourinho e lançando os blaugrana rumo às fases decisivas da competição!</p>
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		<title>Romelu Lukaku, o gigante belga</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 20:05:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
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		<description><![CDATA[Lukaku é nome para mais uma história fantástica, daquelas que só mesmo o futebol nos pode oferecer. O jovem, de apenas 16 anos, está a explodir no Anderlecht e a fazer as delícias dos grandes nomes do futebol europeu.
E o curriculum do tenro goleador não engana. Aliás, Lukaku tem mais golos do que partidas realizadas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lukaku é nome para mais uma história fantástica, daquelas que só mesmo o futebol nos pode oferecer. O jovem, de apenas 16 anos, está a explodir no Anderlecht e a fazer as delícias dos grandes nomes do futebol europeu.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3226 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/romelu_lukaku.jpg" alt="Romelu Lukaku" width="280" height="185" align="left" title="Romelu Lukaku, o gigante belga" />E o curriculum do tenro goleador não engana. Aliás, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1100503&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Lukaku</a> tem mais golos do que partidas realizadas, um dos mais importantes ingredientes de um grande goleador. Pelo FC Brussels marcou 68 tentos em outras tantas partidas, e no Anderlecht já leva mais de 120 golos em menos de 100 jogos. Curiosamente, e quando tinha apenas 15 anos, colocou a bola nas redes adversárias por 26 vezes em 17 jogos, e a jogar num escalão 4 anos superior.</p>
<p>Nascido em Antuérpia &#8211; a 13 de Maio de 1993 &#8211; e filho de pais Congoleses, Romelu desde cedo começou a olhar para o futebol como o seu futuro eminente. O seu pai, antigo jogador de futebol, foi naturalmente o primeiro a vislumbrar qualidades acima do habitual no seu filho, essencialmente na capacidade física que este apresentava perante os outros miúdos da mesma idade.</p>
<p>A primeira presença da jovem estrela na Jupiler Pro League (principal liga belga) foi nada mais nada menos do que na segunda mão do play-off decisivo do campeonato frente ao rival Standard Liege. Aí foi possível compreender o potencial que os responsáveis do clube depositavam no jovem da sua cantera. Na época actual, Lukaku tem acumulado minutos e nas primeiras 13 partidas disputadas internamente, marcou 6 golos em 640 minutos, um registo de quase 1 golo por cada 90 minutos.</p>
<p>Na Bélgica, Romelu é já uma verdadeira estrela. O enorme &#8211; mas verdadeiramente enorme &#8211; atleta já se assumiu como titular da equipa, e talvez pela sua tenra idade muitas das defensivas contrárias ficam literalmente sem reacção perante a maturidade e força do seu futebol. Comparado por muitos a Drogba, trata-se de um avançado que, apesar de enorme nos seus 94kg e 1,90cm, sabe tratar a bola e partir para cima do adversário com confiança. Em frente à baliza é, como os números o demonstram, absolutamente letal. Com os pés tem a finalização de um avançado experiente, e com a cabeça já demonstra qualidades bem acima do normal para a sua idade.</p>
<p>Romelu é decididamente um fenómeno, e a prova de como no futebol a idade já não é um posto. Este jovem, nos seus 16 anos, já será certamente a motivação para milhares de outros miúdos que sonham jogar futebol ao mais alto nível. E isso, por si só, é já um feito brilhante.</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;"><object width="445" height="364"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TiDdBhEBaOc&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999&#038;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/TiDdBhEBaOc&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999&#038;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Compilação de Lukaku</span></p>
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		<title>Taça de Portugal &#8211; Benfica x Guimarães: Surpresa na Luz!</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 23:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça de Portugal 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[O futebol é um jogo maravilhoso. Ao contrário de outras modalidades, o resultado, jamais, será dotado de certezas e enquanto a bola gira tudo poderá acontecer! Hoje na Luz tal facto foi comprovado. O Benfica]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O futebol é um jogo maravilhoso. Ao contrário de outras modalidades, o resultado, jamais, será dotado de certezas e enquanto a bola gira tudo poderá acontecer!</p>
<p>Hoje na Luz tal facto foi comprovado. O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410906" target="_blank">Benfica</a> que parecia arrasar tudo o que se lhe deparava, foi travado por onze intrépidos descendentes de El Rei Afonso que há novecentos anos atrás desceu da cidade onde nasceu Portugal, para conquistar a actual capital aos infiéis! E como nessa altura, ou, quiçá, inspirado por esse modelo, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/paulo-sergio-reportagem-benfica-v-guimaraes-taca-taca-de-portugal/1105085-4062.html" target="_blank">Paulo Sérgio</a> soube reconhecer a força do adversário, respeitando-o. A um Benfica no modelo habitual, e quase na máxima força, exceptuando as esperadas ausências de Luisão e Cardozo, substituídos por Sidnei e Keirrison, respondeu um Vitória, supostamente, formatado com tracção traseira&#8230; Roberto saía da equipa, entrando Custódio que se pretendia que fosse o lugar tenente de Flávio Meireles!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3204 alignleft" style="margin-top: 5px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/benfica-vitoria-gustavo.jpg" alt="Vitória Guimarães" width="270" height="182" align="left" title="Taça de Portugal   Benfica x Guimarães: Surpresa na Luz!" />E o jogo principiou dentro dos moldes esperados. Ao <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-outros-desportos/iol/1105076-4932.html" target="_blank">Benfica</a> com confiança respondia um <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/34181-v-guimaraes-elimina-benfica-na-luz-1-0" target="_blank">Vitória</a> pleno de inteligência&#8230; a densidade de homens no meio campo permitia uma rápida recuperação da bola e depois a magia de Desmarets na esquerda, Nuno Assis ao centro e o vagabundo Targino em rápidas movimentações iam mantendo em respeito o último reduto benfiquista, mesmo sem criar grande perigo.</p>
<p>E nesta sofreguidão encarnada e calculismo vitoriano surgiria o golo. Canto de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/benfica-v-guimaraes-reportagem-jorge-jesus-jesus-taca/1105084-4062.html" target="_blank">Desmarets</a> &#8211; quem mais? &#8211; e Gustavo Lazzaretti ao primeiro poste a bater Moreira, inapelavelmente! A partir desse momento, pensou-se que os homens de Lisboa iriam massacrar, mas isso acabou por não suceder, e mesmo quando se acercavam da baliza vitoriana, e se Gustavo, Moreno ou Sereno não conseguiam terminar com as jogadas de ataque, existia sempre um Nilson que, mais uma vez, rubricou uma exibição memorável na <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410910" target="_blank">Luz</a>. Aliás como em 2005/2006, quando a história foi igual! Já sobre o intervalo, Nuno Assis, totalmente solto, poderia ter morto o jogo.</p>
<p>E se na segunda metade, se equacionou que o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/benfica-alertas/benfica-v-guimaraes-nilson-keirrison-maisfutebol/1105075-3213.html" target="_blank">Benfica</a> iria apostar todas as fichas, tal não aconteceu. Javi Garcia parecia uma barata tonta não conseguindo recuperar bolas e lançar as transições ofensivas. Di Maria e Ramires continuavam, superiormente, atados por Andrezinho e Sereno que realizaram monstruosa exibição. E neste quadro, Jesus viu-se na contingência de colocar a carne toda no assador introduzindo no jogo Nuno Gomes e Weldon, em contraponto com Paulo Sérgio que por lesão retirava Sereno e Custódio, para introduzir Milhazes &#8211; mais uma vez, uma exibição desconcentrada, chegando a levar um calduço de Moreno &#8211; e Alex, que jogou a trinco.</p>
<p>E nesses últimos minutos, onde o coração valeu mais que a cabeça e onde Desmarets, em contra golpe, poderia ter resolvido a eliminatória, valeu Nilson&#8230; brilhante&#8230; inolvidável&#8230; principalmente aquela defesa digna de Yashin a remate de Felipe Menezes! Entretanto o jogo caminhava para o seu término, após oito minutos de desconto e uma expulsão de Desmarets. No final, a certeza de que o Benfica não é imbatível e que em Guimarães mora uma equipa de bravos guerreiros, que honram o primeiro rei.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="410" height="357" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HZmMcFdWvrW3ggkZVLnh/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="410" height="357" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HZmMcFdWvrW3ggkZVLnh/mov/1" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Golo de Gustavo Lazzaretti</span></p>
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		<title>Portugal: afinal há esperança</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 12:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Assumo que fui dos primeiros a duvidar das qualidades de Carlos Queirós para liderar a selecção nacional, especialmente numa fase tão importante como esta em que a equipa necessitava de uma forte remodelação na era pós-Scolari. O brasileiro envelheceu a equipa, e Queirós iniciava funções com a complicada tarefa de renovar a nossa selecção enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assumo que fui dos primeiros a duvidar das qualidades de Carlos Queirós para liderar a selecção nacional, especialmente numa fase tão importante como esta em que a equipa necessitava de uma forte remodelação na era pós-Scolari. O brasileiro envelheceu a equipa, e Queirós iniciava funções com a <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/jesualdo-ferreira-fc-porto-seleccao-carlos-queiroz/1104642-1194.html" target="_blank">complicada tarefa</a> de renovar a nossa selecção enquanto simultaneamente garantia uma presença no Mundial da África do Sul.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3190 alignleft" style="margin-top:3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/bosnia-portugal-raul-meireles.jpg" alt="Raul Meireles" width="280" height="196" align="left" title="Portugal: afinal há esperança" />Tal como a maioria dos portugueses, a comunicação social também não facilitou a vida ao aí recente seleccionador, e penso que aquela primeira partida de qualificação frente à Dinamarca, em que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/ranking-fifa-portugal-seleccao-mundial-2010/1104560-1194.html" target="_blank">Portugal</a> acabou por sair derrotado de forma surpreendente, acabou por marcar um arranque que até poderia ter sido excelente a julgar pela exibição das quinas.</p>
<p>Seguiram-se diversos empates, diversas exibições de fraca qualidade, mas que na realidade até eram acompanhadas pelos adversários mais directos &#8211; Suécia e Dinamarca nunca provaram merecer o Mundial muito mais do que <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410688" target="_blank">Portugal</a>. E a realidade é que, quando todos nós já víamos o campeonato do mundo como uma miragem, a selecção portuguesa partiu para uma recta final brilhante, e que agora vê recompensada com a presença entre as 32 equipas finalistas, assim como um salto de 5 lugares no ranking da FIFA (estava no 10.º lugar).</p>
<p>Qual terá sido o segredo desta equipa? Fazendo as contas, o lote de atletas que encerrou a qualificação com uma brilhante vitória frente à Bósnia é precisamente o mesmo que anteriormente havia sido atacado pelos tais abutres que Eduardo identificou &#8211; apenas com a adição do &#8220;novo&#8221; português Liedson.</p>
<p>O segredo consistiu, a meu ver, na capacidade para unir um conjunto de atletas que ainda não se tinham visto como uma verdadeira equipa. Foram diversos jogos, outros tantos estágios, mas a palavra equipa foi algo que nunca fez parte do vocabulário português. Coube a <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/33948-portugal-salta-quinto-no-ranking-fifa" target="_blank">Queirós</a> unir este lote que, na realidade, tinha tudo para vencer. E as recentes prestações de Bruno Alves, Pepe, Meireles ou Nani a isso o devem. O timing também foi o mais acertado. Em pleno zénite da actual época desportiva, este conjunto de atletas foi capaz de encarnar o espírito vencedor que Portugal ao longo dos anos vem provando, agarrando o Mundial de forma brilhante.</p>
<p>Faltará agora conhecer os adversários portugueses, e admito que pouco me importará o calibre (ou falta dele) das formações a defrontar. <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/33707-portugal-tem-africa-do-sul-tatuada-na-pele" target="_blank">Portugal</a> terá essencialmente que manter este espírito ganhador que fez por encontrar nesta fase de maior aperto, e partir para o Mundial de peito aberto, com a certeza de que tem equipa e individualidades para fazer algo de especial.</p>
<p>Ao actual conjunto de jogadores, haverá ainda a adicionar a classe de Pedro Mendes, a magia do playmaker Danny, assim como a genialidade do capitão Cristiano Ronaldo. Mas a presença na África do Sul, essa, é já uma garantia.</p>
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		<title>Allan Simonsen, o primeiro dinamarquês voador</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 17:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lourenço Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Países Nórdicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes da explosão da Danish Dynamite nos anos 80 pela mãos de dois génios imensos de nome Michael Laudrup e Preben Elkjaer Larsen, já o futebol dinamarquês tinha tido um verdadeiro génio, um voador de primeiro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes da explosão da Danish Dynamite nos anos 80 pela mãos de dois génios imensos de nome Michael Laudrup e Preben Elkjaer Larsen, já o futebol dinamarquês tinha tido um verdadeiro génio, um voador de primeiro nível que se tornou no primeiro atleta nórdico a conquistar um Ballon D´Or. Espelho de uma brilhante carreira ligada ao melhor do futebol disputado em Espanha e na Alemanha entre os anos 70 e prinicipios da década de 80. Os mais veteranos reconhecem o olhar sério, os mais novos surpreender-se-iam com a capacidade física e técnica apurada de um génio chamado Allan Simonsen.</p>
<p>Simonsen não era o protótipo do atleta nórdico. Relativamente baixo (não chegava ao 1.65m) e sem grande porte atlético, era mais uma gazela do que um desses ursos que davam o rosto pela poderosa selecção sueca, a mais destacada equipa do norte Europeu dos anos 70. Nascido em 1952 em Vejle, Simonsen demorou a explodir numa época onde para um jogador sair do país Natal era bem mais complexo do que se pode supor hoje em dia, neste meio cada vez mais globalizado. Foi no clube da terra, o Vejle FC, que em 1971, aos 19 anos, se tornou profissional. Simonsen jogava pela ala direita, mas várias vezes percorria todo o campo, como um nobre vagabundo de invulgar corte senhorial.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3094 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/Allan-Simonsen-barcelona.jpg" alt="Allan Simonsen" width="290" height="194" align="left" title="Allan Simonsen, o primeiro dinamarquês voador" />O seu impacto foi tal que quebrou todas as regras da época e com 20 anos assinou contrato com o poderoso Borussia Monchenladgbach da RF Alemanha. A equipa germânica queria colocar um travão na ascensão meteórica do Bayern Munchen de Beckambauer e Muller e juntou uma série de jovens jogadores talentosos que eram tudo o que os letais homens da Baviera não eram. Desse Borussia falou-se como os poetas do futebol alemão e nenhum deles atingiu tanto a genialidade como o dinamarquês. Durante três anos (1975 a 1977) o clube de Monchenladgbach venceu a Bundesliga, conquistando ainda uma taça. Para além disso exibiu-se em grande nas provas europeias vencendo em 1975 e 1979 a Taça UEFA. Em 1977, o extremo venceu o Ballon D´Or, diante de nomes ilustres como Keegan, Cruyff ou Beckhambauer. Era o consagrar definitivo do seu génio intemporal.</p>
<p>A vida corria bem a Simonsen até que em 1979, na ressaca de mais uma prova europeia ganha, o Barcelona apareceu e contratou-o para atacar o título espanhol, que há vários anos se lhe escapava. Ao seu lado a equipa catalã contava ainda com Hans Krankl, possante avançado austríaco, Bernd Schuster, médio irascível germânico, e os espanhóis Quini, Carrasco e Urruti. Simonsen encaixou que nem uma luva no belo futebol blaugrana mas os títulos acabaram por não chegar. Numa era dominada pelos clubes bascos (a Real Sociedad primeiro, e o Athletic Bilbao depois) o Barcelona ficou sempre às portas da glória, tendo de contentar-se com uma Taça do Rei, em 1981, e a Taça das Taças de 1982 onde Simonsen foi o herói do encontro com um golo e uma assistência.</p>
<p>No final da temporada seguinte, já com 29 anos, Simonsen foi forçado a abandonar o Camp Nou devido à chegada do astro argentino Diego Maradona. Numa época onde os planteis só podiam ter três estrangeiros, a direcção do clube catalão ainda tentou alterar a lei, e quando a possibilidade falhou propôs ao dinamarquês ficar no banco, à espera da lesão de um dos três estrangeiros. Simonsen recusou. Passou primeiro pela liga inglesa, ao jogar pelo Charlton Athletic, acabando então por voltar às origens, terminando a carreira no Vejle FC, tendo ainda logrado a participação nas espantosas campanhas da selecção do seu país no Euro 84 e Mundial 86, mas por essa altura já não era ele a estrela da companhia.</p>
<p>Simonsen deixou em 1989 os relvados e começou a carreira como treinador, orientando selecções de pequena dimensão como as Ilhas Faroe e o Luxemburgo, assim como vários clubes dinamarqueses. Ainda hoje é um ídolo no país natal e pode gabar-se de ter sido o único atleta a marcar golos nas três finais europeias (Taça dos Campeões, Taça das Taças e Taça UEFA) e ainda o único nórdico a triunfar no Ballon D´Or, algo que os compatriotas Michael Laudrup, Peter Schemeichel e Elkjaer Larsen, bem mais conhecidos do grande público, nunca lograram. Um verdadeiro génio, que o tempo não esquecerá.</p>
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