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	<title>Jogo de Área &#187; Taça UEFA 08/09</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Análise: Benfica 2&#215;0 Nápoles</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 11:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com garra e classe, vinte e três anos depois, o Benfica repetiu a façanha de 1985 com a Sampdória e eliminou uma equipa Italiana, desta feita o Nápoles num jogo que serviu para reconciliar os encarnados definitivamente com os bons resultados. Reyes e Nuno Gomes foram os tenores de uma orquestra que teve em Katsouranis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com garra e classe, vinte e três anos depois, o Benfica repetiu a façanha de 1985 com a Sampdória e eliminou uma equipa Italiana, desta feita o Nápoles num jogo que serviu para reconciliar os encarnados definitivamente com os bons resultados. Reyes e Nuno Gomes foram os tenores de uma orquestra que teve em Katsouranis e Yebda a batuta para um grande jogo e uma noite histórica para o universo da Luz.</p>
<p><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">O início da partida trazia a curiosidade de ver como o Benfica se apresentava perante uma série de contrariedades no seu plantel e também a dúvida sobre Pablo Aimar, que acabou desfeita com o argentino a ficar de fora dos 18. Carlos Martins ficou pela primeira vez no banco de suplentes. Quique Flores lançou Katsouranis e Di Maria na equipa titular, reforçando a ideia de que joga quem estiver em melhores condições. O Nápoles chegava à Luz com uma série de </span><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">7 vitórias e 2 empates em jogos oficiais, </span><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">e um confortável e &#8220;impressionante&#8221; 2º lugar no <em>Calcio</em>.</span></p>
<p>Os primeiros 15 minutos da partida constituíram uma entrada em jogo com grande intensidade de ambas as equipas. O <span id="rpEventos_ctl03_evento_observacoes">Benfica assumiu a iniciativa do jogo, ao passo que o Nápoles ficava na expectativa, a espreitar o contra-ataque.</span> A equipa da Luz, sempre muito empolgada pelos seus adeptos, mostrou-se muito mais coerente em termos estruturais do que no jogo da 1ª mão, sendo que Yebda se assumiu como um médio mais de transição, pois deixou Katsouranis na marcação a Hamsik. Foram várias as ocasiões de golo do Benfica, com Di Maria a ser um dos responsáveis pela resposta às acções de Gargano e Lavezzi &#8211; claramente os napolitanos com sinal mais. O argentino campeão Olímpico mostrou requintados pormenores técnicos, refira-se. Foram várias as bolas defendidas por Gianello, que não deixou por várias vezes que Yebda levasse &#8220;o cântaro à fonte&#8221;, mas o Benfica mostrava que a batalha do meio-campo estava ganha tal era a cumplicidade do argelino com Katsouranis na hora de formar um miolo compacto, batalhador e com pulmão, criando condições para cobrir todo o campo e empurrar os italianos para a sua área, para bem longe da área de Quim.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/b2397bcd3b8c6f9d5ddba1707aacb508-getty-fbl-euro-c3-sl_benfica-ssc_napoli.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-936" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/b2397bcd3b8c6f9d5ddba1707aacb508-getty-fbl-euro-c3-sl_benfica-ssc_napoli.jpg" alt="Análise: Benfica 2x0 Nápoles" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Benfica 2x0 Nápoles" /></a>A primeira parte mostrou também uma linha defensiva encarnada bastante subida, que assim formou um bloco forte para fazer face às investidas de Vitale, Lavezzi e Zalayeta, sendo que a transição de bola para o ataque pecou por cair demasiado no flanco esquerdo onde estava Reyes, ficando Rúben Amorim demasiado preso a tarefas defensivas, apenas &#8220;esquecidas&#8221; com a subida de Maxi. A primeira parte terminava com a clara evidência de que o Benfica mandava no jogo, ao passo que o Nápoles, numa bola ao poste de Zalayeta, tinha desperdiçado a melhor oportunidade dos Napolitanos para mostrar o característico cinismo italiano. O recolher ao balneário foi feito num ambiente extremamente &#8220;picadinho&#8221;, ouvindo-se as preces dos treinadores que suspiravam seguramente pelo apito do intervalo para colocarem alguma ordem nas respectivas formações.</p>
<p>A segunda parte começava com um dilema para Quique: ou pedia aos jogadores para partirem para cima dos italianos, mexendo imediatamente na equipa ao intervalo (Carlos Martins poderia ser uma boa solução), ou não alterava o onze e sobretudo as linhas com que havia entrado no desafio, privilegiando a coerência e segurança na hora de ganhar a bola ao adversário. Uma opção mais arrojada face a outra mais cautelosa, esta última a adoptada pelo treinador benfiquista, quanto a mim bem, tal era o risco de perder a batalha do meio campo e sofrer um golo que deitaria tudo a perder. Assim sendo, o início do segundo tempo foi praticamente um <em>deja vu </em>dos primeiros 45 minutos, pois o Benfica precisava de encontrar a chave para o golo que virava a eliminatória sem descurar o venenoso contra-ataque italiano, sendo que por esta altura se sentia bem a falta da categoria de Cardozo ou do repentismo de Suazo na frente de ataque. Foram contudo ausências esquecidas pelo empenho de Nuno Gomes e a magia de Di Maria, especialmente quando Katsouranis lançou o &#8220;monarca&#8221; Reyes para que este, ao dominar muito bem a bola pela esquerda, espera pela saída de Gianello e remata com força e colocação para o fundo das redes. Estava feito o mais difícil com um golaço (mais um!) que reacendeu, 5 dias depois, o Inferno da Luz, mostrando o espanhol uma enorme predisposição para marcar nos jogos a doer.<br />
A partir deste momento, o Benfica soube jogar com o tempo sem cair na tentação de defender em demasia a eliminatória, mas sim esperando pelos italianos sem perder a noção da baliza de Gianello. O Nápoles alterou o seu esquema para um 3&#215;4x3, com a troca do médio criativo Hamsik pelo avançado de 20 anos <span id="rpEventos_ctl01_evento_observacoes">Russotto, assim como a saída do &#8220;artista&#8221; Lavezzi que completamente de cabeça perdida se manifestou contra o próprio treinador. Quique Flores, por seu lado, fez entrar Martins e Urreta, e o Benfica sem perder o sentido à baliza de Gianello viu na cabeça de Nuno Gomes o segundo golo num magnífico golpe de cabeça a corresponder a um não menos estupendo cruzamento de Carlos Martins. O Benfica colocava os dois pés definitivamente na fase de grupos da UEFA, infligindo de forma categórica e com dois golos soberbos a primeira derrota da época ao Nápoles, que não deixou de causar grandes calafrios na Luz sobretudo enquanto teve Lavezzi em campo.</span></p>
<p>O Benfica faz definitivamente as pazes com os seus adeptos, através de uma vitória contundente face ao número de oportunidades que teve, sendo que a base da vitória foi definitivamente a inclusão de Katsouranis ao lado de Yebda. A equipa ganhou uma estrutura mais consistente  na hora de atacar mas sobretudo de defender, face a um Nápoles que ficou completamente atarantado sobretudo após o golo de Reyes, a chave para o Benfica continuar a espalhar o seu perfume pela Europa fora.</p>
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		<title>Análise: Nápoles 3&#215;2 Benfica</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 00:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Taça UEFA 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Do mal o menos. O Benfica foi ao emblemático estádio San Paolo apadrinhar a reentrada do Nápoles nas lides Europeias e deixar tudo em aberto na eliminatória mesmo com uma derrota forasteira por 3&#215;2. Um jogo bem disputado, onde o Benfica alternou o pouco bom com o menos mau e onde ficaram uma vez mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do mal o menos. O Benfica foi ao emblemático estádio San Paolo apadrinhar a reentrada do Nápoles nas lides Europeias e deixar tudo em aberto na eliminatória mesmo com uma derrota forasteira por 3&#215;2. Um jogo bem disputado, onde o Benfica alternou o pouco bom com o menos mau e onde ficaram uma vez mais patentes as fragilidades de entrosamento quer deste novo Benfica, quer da sua equipa técnica, que falhou (novamente) na preparação e no decorrer da partida.</p>
<p>À procura de uma boa carreira Europeia, Quique Flores &#8220;armou&#8221; em plena Itália, um Benfica de &#8220;peito aberto&#8221; perante um Nápoles empolgado e determinado a mostrar aos seus 60 000 adeptos o empenho na <em>reentré </em>europeia. Mal soube que o Benfica entraria em jogo com um 4&#215;4x2 clássico com Urreta, Carlos Martins, Yebda, Reyes no miolo e Di Maria e Suazo na frente, confesso que pensei se Quique não estaria a arriscar demasiado. Verdade que com o jogo terminado todos fazemos 13 no totobola, mas a aposta em Urreta para um jogo que se antecipava vibrante e de grande pressão, deixou logo a ideia de fracasso, assim como Di Maria que foi literalmente engolido pela defesa napolitana onde se destacaram claramente Canavarro e Santacrosse. De salientar, a estreia absoluta de Suazo na equipa, que colocou o Benfica na frente do marcador numa fase do jogo onde as oportunidades se encontravam repartidas. Com uma linha média onde as alas concediam pouco sentido sentido táctico à equipa (Reyes e Urreta), Quique não soube interpretar uma partida onde o Nápoles conseguia facilmente superioridade no miolo do terreno, e onde só Yebda conseguiu mostrar os dentes, tão apagado esteve Carlos Martins que voltou a mostrar debilidades em construir jogo.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/capt9803414eac5f4435bab9245734e8d53ditaly_soccer_uefa_cup_nap107.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-879" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/capt9803414eac5f4435bab9245734e8d53ditaly_soccer_uefa_cup_nap107.jpg" alt="Análise: Nápoles 3x2 Benfica" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Nápoles 3x2 Benfica" /></a>De forma quase esperada, e aproveitando a falta de entrosamento encarnada, a equipa de Edoardo Reja revirou o resultado, mostrando ter a lição bem estudada ao explorar o débil lado direito do Benfica, onde Maxi não conseguia dar a mesma resposta que o companheiro Léo, um dos melhores em campo. Quique não entendeu que só Yebda num meio campo muito avançado em relação à linha defensiva deixava um buraco onde Hamsik, Denis e sobretudo Lavezzi faziam tudo e mais alguma coisa até conseguir, em 2 minutos, a reviravolta no resultado para 2&#215;1. Incrível a forma como Quique não compreende essa lacuna num esquema que pressupõe que a defesa jogue bastante subida para assim ganhar supremacia na zona central do terreno. Sem Martins e com Yebda muitas vezes a apoiar o ataque, o Benfica sentiu enormes dificuldades na transição para o ataque, face à vantagem numérica do Nápoles nessa zona do terreno.</p>
<p>Com a chegada do intervalo, a reacção de Quique é desfazer a titularidade surpresa de Urreta com a entrada de Balboa para o seu lugar. Se a ala direita ganhava mais maturidade, a verdade é que Carlos Martins esteve tempo a mais em campo, com Katsouranis a aquecer o banco sem que Quique acordasse perante as fragilidades evidentes da equipa no sector intermédio (Ruben Amorim também fez muita falta e poderia ter sido uma hipótese bastante válida). Se o 3&#215;1 surgiu de um lance perfeitamente fortuito, de má sorte encarnada, a reacção portuguesa não se fez esperar não, isto já depois de Quique Flores finalmente substituir Carlos Martins por Katsouranis, que anteciparia o 3&#215;2 final por Luisão a aproveitar bem e a recolocar o Benfica na eliminatória. Daí até ao apito final viu-se o óbvio para o espectador mais atento, com um meio campo mais resguardado, o Benfica que já com Nuno Gomes (rendeu o apagado Di Maria) ganhou mais posse de bola e sobretudo maior controlo do jogo. Para além da falta de visão táctica, Quique voltou a mostrar ter memória curta em grande parte da sua carreira, continuando a &#8220;queimar&#8221; todas as 3 substituições antes dos 65 minutos, como voltou a acontecer no San Paolo. Com uma equipa extremamente mal preparada fisicamente como este Benfica, e depois dos últimos minutos sofríveis na Luz face ao Porto, a equipa voltou a ficar orfã de uma série de jogadores: Reyes, Yebda e sobretudo o lesionado Suazo que teve de continuar em grande sofrimento em campo, numa atitude de grande esforço, algo que vem mostrar como Quique e a restante equipa técnica da Luz ainda terão muito para reflectir.</p>
<p>Em conclusão, o Benfica apostou numa ousadia táctica sem qualquer eficiência, lançando num ambiente de grande pressão uma equipa inicial demasiado tenra e jovem, algo que veio também reforçar a ideia que alguns jogadores são incompatíveis e não podem jogar juntos&#8230; pelo menos em jogos desta natureza e risco. Um resultado que ainda assim permite sonhar, sem contudo esquecer a forma inaceitável como a equipa se deixou ultrapassar em apenas 3 minutos. Parece-me também que os jogadores têm de aprender e sobretudo lutar mais. Muitos escondem-se demasiadamente atrás do colectivo, faltando sim assumir as responsabilidades individuais. Fica também um desabafo para a arbitagem, que mostrou uma gritante dualidade de critérios mas que não pode nem deve ser chamada para justicar este resultado que no próximo dia 2 de Outubro todos esperamos ver ultrapassado.</p>
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