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	<title>Jogo de Área &#187; Taça UEFA</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Liga Europa: Benfica 5&#215;0 Everton &#8211; Ode Aos Beatles&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 09:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Europa 09/10]]></category>
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		<description><![CDATA[Os Beatles, a inolvidável banda que nasceu de onde os toffees provêm, já se podem tranquilizar… num relvado português, perante uma equipa proveniente das margens do Mersey e em cujo relvado, Eusébio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os Beatles, a inolvidável banda que nasceu de onde os toffees provêm, já se podem tranquilizar&#8230; num relvado português, perante uma equipa proveniente das margens do Mersey e em cujo relvado, Eusébio e restantes Magriços foram muito felizes, apareceu um quarteto que pode continuar a sublime obra destes.</p>
<p>Efectivamente, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/benfica/benfica-everton-maisfutebol-di-maria-cardozo-saviola/1097705-1456.html" target="_blank">Aimar, Di Maria, Saviola e Cardozo</a> hoje mascararam-se de quatro super stars, pedindo meças aos verdadeiros <em>fab four</em> que nos idos sixties fizeram o mundo abrir a boca de espanto. Entrando bem no jogo, com uma postura dominadora e adoptando o tradicional 4-1-3-2, com Ruben Amorim no lugar de Maxi, Peixoto em detrimento de Shaffer e a já costumeira alteração na baliza, os encarnados logo aos três minutos por Luisão, na sequência de um canto, rondaram o som do golo. Mas o concerto verdadeiramente dito começaria aos catorze minutos&#8230; centro de Di Maria e golo de Saviola, a recriação beatleniana começava a pairar sobre a Luz, perante um Everton, que, em certo modo, subestimou o jogo, já que Moyes optou por lançar jovens sem qualquer experiência.</p>
<p>Todavia, com Fellaini e Rodwell &#8211; único jovem do Everton com nota positiva &#8211; a segurarem as pontas os Merseysiders sentiram o toque, mas equilibraram-se&#8230; Cahill tentava aparecer na direita e no centro, fazendo Yakubu o mesmo no lado contrário, e Jô procurava partir de uma zona recuada do terreno para apoiar o homem de área. Mas se as intenções existiam, a relidade era que delas nada de prático resultava&#8230; o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-benfica/benfica-everton-liga-europa-uefa-maisfutebol/1097712-4928.html" target="_blank">Benfica</a>, segurava o jogo, e os instrumentos dos quatro solistas estavam, ainda, em afinação.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2928 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/benfica-dimaria.jpg" alt="Di Maria" width="300" height="213" align="left" title="Liga Europa: Benfica 5x0 Everton   Ode Aos Beatles..." />Na segunda metade, começou o verdadeiro festival. Um tributo aos Beatles, já que o adversário honra a cidade destes. Em sete minutos, três golos! Fazendo alarde de todos os pergaminhos que têm merecido os mais rasgados elogios, o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1406433" target="_blank">Benfica</a> estrançalhou em sete minutos uma das boas equipas inglesas. Utilizando a tão propalada rapidez de circulação em que a bola gira a uma velocidade supersónica, e uma pressão quase à saída da grande área do Everton, o início da segunda metade entrará para a história como um dos mais inolvidáveis da história europeia da Águia. Com Aimar, o génio inventivo dos <em>Fab Four</em> finalmente solto da apertada marcação de Rodwell a soltar acordes de bom futebol, juntamente com um Saviola que hoje das cinco composições, ajudou a compor quatro, um Di Maria que dedilhou pautas de melodiosas jogadas, ou um Cardozo que encantou por pôr em prática as composições artísticas dos outros, tudo se passou num ápice.</p>
<p>No reatamento um zero&#8230; passados sete minutos já o placard assinalava quatro golos sem resposta, e com todas as qualidades artísticas que se realçam, a aparecerem: inclusive o quarto golo de Luisão surge no aproveitamento de um lance de bola parada, na sequência de um canto! Moyes estava atarantado&#8230; ter subestimado a qualidade artística de tão dignos solistas saía-lhe caro. A entrado de Saha pareceu mais um pungente acto de contrição!</p>
<p>E o Benfica continuava com a sua veia produtiva em alta&#8230; os remates de Cardozo, a bola à barra de Di Maria, as combinações, as tabelinhas, e o cinco a zero chegaria, outra vez por Saviola! O jogo terminaria pouco depois, perante uma equipa da terra dos Beatles, desta feita foram quatro homens de vermelho que fizeram a história. Eram ingleses de Liverpool? Não!Eram três argentinos e um paraguaio que deram um memorável concerto de bom futebol&#8230; e o apuramento ficou mais próximo!</p>
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		<title>Análise: Benfica 2&#215;0 Nápoles</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 11:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Com garra e classe, vinte e três anos depois, o Benfica repetiu a façanha de 1985 com a Sampdória e eliminou uma equipa Italiana, desta feita o Nápoles num jogo que serviu para reconciliar os encarnados definitivamente com os bons resultados. Reyes e Nuno Gomes foram os tenores de uma orquestra que teve em Katsouranis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com garra e classe, vinte e três anos depois, o Benfica repetiu a façanha de 1985 com a Sampdória e eliminou uma equipa Italiana, desta feita o Nápoles num jogo que serviu para reconciliar os encarnados definitivamente com os bons resultados. Reyes e Nuno Gomes foram os tenores de uma orquestra que teve em Katsouranis e Yebda a batuta para um grande jogo e uma noite histórica para o universo da Luz.</p>
<p><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">O início da partida trazia a curiosidade de ver como o Benfica se apresentava perante uma série de contrariedades no seu plantel e também a dúvida sobre Pablo Aimar, que acabou desfeita com o argentino a ficar de fora dos 18. Carlos Martins ficou pela primeira vez no banco de suplentes. Quique Flores lançou Katsouranis e Di Maria na equipa titular, reforçando a ideia de que joga quem estiver em melhores condições. O Nápoles chegava à Luz com uma série de </span><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">7 vitórias e 2 empates em jogos oficiais, </span><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">e um confortável e &#8220;impressionante&#8221; 2º lugar no <em>Calcio</em>.</span></p>
<p>Os primeiros 15 minutos da partida constituíram uma entrada em jogo com grande intensidade de ambas as equipas. O <span id="rpEventos_ctl03_evento_observacoes">Benfica assumiu a iniciativa do jogo, ao passo que o Nápoles ficava na expectativa, a espreitar o contra-ataque.</span> A equipa da Luz, sempre muito empolgada pelos seus adeptos, mostrou-se muito mais coerente em termos estruturais do que no jogo da 1ª mão, sendo que Yebda se assumiu como um médio mais de transição, pois deixou Katsouranis na marcação a Hamsik. Foram várias as ocasiões de golo do Benfica, com Di Maria a ser um dos responsáveis pela resposta às acções de Gargano e Lavezzi &#8211; claramente os napolitanos com sinal mais. O argentino campeão Olímpico mostrou requintados pormenores técnicos, refira-se. Foram várias as bolas defendidas por Gianello, que não deixou por várias vezes que Yebda levasse &#8220;o cântaro à fonte&#8221;, mas o Benfica mostrava que a batalha do meio-campo estava ganha tal era a cumplicidade do argelino com Katsouranis na hora de formar um miolo compacto, batalhador e com pulmão, criando condições para cobrir todo o campo e empurrar os italianos para a sua área, para bem longe da área de Quim.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/b2397bcd3b8c6f9d5ddba1707aacb508-getty-fbl-euro-c3-sl_benfica-ssc_napoli.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-936" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/b2397bcd3b8c6f9d5ddba1707aacb508-getty-fbl-euro-c3-sl_benfica-ssc_napoli.jpg" alt="Análise: Benfica 2x0 Nápoles" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Benfica 2x0 Nápoles" /></a>A primeira parte mostrou também uma linha defensiva encarnada bastante subida, que assim formou um bloco forte para fazer face às investidas de Vitale, Lavezzi e Zalayeta, sendo que a transição de bola para o ataque pecou por cair demasiado no flanco esquerdo onde estava Reyes, ficando Rúben Amorim demasiado preso a tarefas defensivas, apenas &#8220;esquecidas&#8221; com a subida de Maxi. A primeira parte terminava com a clara evidência de que o Benfica mandava no jogo, ao passo que o Nápoles, numa bola ao poste de Zalayeta, tinha desperdiçado a melhor oportunidade dos Napolitanos para mostrar o característico cinismo italiano. O recolher ao balneário foi feito num ambiente extremamente &#8220;picadinho&#8221;, ouvindo-se as preces dos treinadores que suspiravam seguramente pelo apito do intervalo para colocarem alguma ordem nas respectivas formações.</p>
<p>A segunda parte começava com um dilema para Quique: ou pedia aos jogadores para partirem para cima dos italianos, mexendo imediatamente na equipa ao intervalo (Carlos Martins poderia ser uma boa solução), ou não alterava o onze e sobretudo as linhas com que havia entrado no desafio, privilegiando a coerência e segurança na hora de ganhar a bola ao adversário. Uma opção mais arrojada face a outra mais cautelosa, esta última a adoptada pelo treinador benfiquista, quanto a mim bem, tal era o risco de perder a batalha do meio campo e sofrer um golo que deitaria tudo a perder. Assim sendo, o início do segundo tempo foi praticamente um <em>deja vu </em>dos primeiros 45 minutos, pois o Benfica precisava de encontrar a chave para o golo que virava a eliminatória sem descurar o venenoso contra-ataque italiano, sendo que por esta altura se sentia bem a falta da categoria de Cardozo ou do repentismo de Suazo na frente de ataque. Foram contudo ausências esquecidas pelo empenho de Nuno Gomes e a magia de Di Maria, especialmente quando Katsouranis lançou o &#8220;monarca&#8221; Reyes para que este, ao dominar muito bem a bola pela esquerda, espera pela saída de Gianello e remata com força e colocação para o fundo das redes. Estava feito o mais difícil com um golaço (mais um!) que reacendeu, 5 dias depois, o Inferno da Luz, mostrando o espanhol uma enorme predisposição para marcar nos jogos a doer.<br />
A partir deste momento, o Benfica soube jogar com o tempo sem cair na tentação de defender em demasia a eliminatória, mas sim esperando pelos italianos sem perder a noção da baliza de Gianello. O Nápoles alterou o seu esquema para um 3&#215;4x3, com a troca do médio criativo Hamsik pelo avançado de 20 anos <span id="rpEventos_ctl01_evento_observacoes">Russotto, assim como a saída do &#8220;artista&#8221; Lavezzi que completamente de cabeça perdida se manifestou contra o próprio treinador. Quique Flores, por seu lado, fez entrar Martins e Urreta, e o Benfica sem perder o sentido à baliza de Gianello viu na cabeça de Nuno Gomes o segundo golo num magnífico golpe de cabeça a corresponder a um não menos estupendo cruzamento de Carlos Martins. O Benfica colocava os dois pés definitivamente na fase de grupos da UEFA, infligindo de forma categórica e com dois golos soberbos a primeira derrota da época ao Nápoles, que não deixou de causar grandes calafrios na Luz sobretudo enquanto teve Lavezzi em campo.</span></p>
<p>O Benfica faz definitivamente as pazes com os seus adeptos, através de uma vitória contundente face ao número de oportunidades que teve, sendo que a base da vitória foi definitivamente a inclusão de Katsouranis ao lado de Yebda. A equipa ganhou uma estrutura mais consistente  na hora de atacar mas sobretudo de defender, face a um Nápoles que ficou completamente atarantado sobretudo após o golo de Reyes, a chave para o Benfica continuar a espalhar o seu perfume pela Europa fora.</p>
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		<title>Análise: Nápoles 3&#215;2 Benfica</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 00:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Do mal o menos. O Benfica foi ao emblemático estádio San Paolo apadrinhar a reentrada do Nápoles nas lides Europeias e deixar tudo em aberto na eliminatória mesmo com uma derrota forasteira por 3&#215;2. Um jogo bem disputado, onde o Benfica alternou o pouco bom com o menos mau e onde ficaram uma vez mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do mal o menos. O Benfica foi ao emblemático estádio San Paolo apadrinhar a reentrada do Nápoles nas lides Europeias e deixar tudo em aberto na eliminatória mesmo com uma derrota forasteira por 3&#215;2. Um jogo bem disputado, onde o Benfica alternou o pouco bom com o menos mau e onde ficaram uma vez mais patentes as fragilidades de entrosamento quer deste novo Benfica, quer da sua equipa técnica, que falhou (novamente) na preparação e no decorrer da partida.</p>
<p>À procura de uma boa carreira Europeia, Quique Flores &#8220;armou&#8221; em plena Itália, um Benfica de &#8220;peito aberto&#8221; perante um Nápoles empolgado e determinado a mostrar aos seus 60 000 adeptos o empenho na <em>reentré </em>europeia. Mal soube que o Benfica entraria em jogo com um 4&#215;4x2 clássico com Urreta, Carlos Martins, Yebda, Reyes no miolo e Di Maria e Suazo na frente, confesso que pensei se Quique não estaria a arriscar demasiado. Verdade que com o jogo terminado todos fazemos 13 no totobola, mas a aposta em Urreta para um jogo que se antecipava vibrante e de grande pressão, deixou logo a ideia de fracasso, assim como Di Maria que foi literalmente engolido pela defesa napolitana onde se destacaram claramente Canavarro e Santacrosse. De salientar, a estreia absoluta de Suazo na equipa, que colocou o Benfica na frente do marcador numa fase do jogo onde as oportunidades se encontravam repartidas. Com uma linha média onde as alas concediam pouco sentido sentido táctico à equipa (Reyes e Urreta), Quique não soube interpretar uma partida onde o Nápoles conseguia facilmente superioridade no miolo do terreno, e onde só Yebda conseguiu mostrar os dentes, tão apagado esteve Carlos Martins que voltou a mostrar debilidades em construir jogo.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/capt9803414eac5f4435bab9245734e8d53ditaly_soccer_uefa_cup_nap107.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-879" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/capt9803414eac5f4435bab9245734e8d53ditaly_soccer_uefa_cup_nap107.jpg" alt="Análise: Nápoles 3x2 Benfica" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Nápoles 3x2 Benfica" /></a>De forma quase esperada, e aproveitando a falta de entrosamento encarnada, a equipa de Edoardo Reja revirou o resultado, mostrando ter a lição bem estudada ao explorar o débil lado direito do Benfica, onde Maxi não conseguia dar a mesma resposta que o companheiro Léo, um dos melhores em campo. Quique não entendeu que só Yebda num meio campo muito avançado em relação à linha defensiva deixava um buraco onde Hamsik, Denis e sobretudo Lavezzi faziam tudo e mais alguma coisa até conseguir, em 2 minutos, a reviravolta no resultado para 2&#215;1. Incrível a forma como Quique não compreende essa lacuna num esquema que pressupõe que a defesa jogue bastante subida para assim ganhar supremacia na zona central do terreno. Sem Martins e com Yebda muitas vezes a apoiar o ataque, o Benfica sentiu enormes dificuldades na transição para o ataque, face à vantagem numérica do Nápoles nessa zona do terreno.</p>
<p>Com a chegada do intervalo, a reacção de Quique é desfazer a titularidade surpresa de Urreta com a entrada de Balboa para o seu lugar. Se a ala direita ganhava mais maturidade, a verdade é que Carlos Martins esteve tempo a mais em campo, com Katsouranis a aquecer o banco sem que Quique acordasse perante as fragilidades evidentes da equipa no sector intermédio (Ruben Amorim também fez muita falta e poderia ter sido uma hipótese bastante válida). Se o 3&#215;1 surgiu de um lance perfeitamente fortuito, de má sorte encarnada, a reacção portuguesa não se fez esperar não, isto já depois de Quique Flores finalmente substituir Carlos Martins por Katsouranis, que anteciparia o 3&#215;2 final por Luisão a aproveitar bem e a recolocar o Benfica na eliminatória. Daí até ao apito final viu-se o óbvio para o espectador mais atento, com um meio campo mais resguardado, o Benfica que já com Nuno Gomes (rendeu o apagado Di Maria) ganhou mais posse de bola e sobretudo maior controlo do jogo. Para além da falta de visão táctica, Quique voltou a mostrar ter memória curta em grande parte da sua carreira, continuando a &#8220;queimar&#8221; todas as 3 substituições antes dos 65 minutos, como voltou a acontecer no San Paolo. Com uma equipa extremamente mal preparada fisicamente como este Benfica, e depois dos últimos minutos sofríveis na Luz face ao Porto, a equipa voltou a ficar orfã de uma série de jogadores: Reyes, Yebda e sobretudo o lesionado Suazo que teve de continuar em grande sofrimento em campo, numa atitude de grande esforço, algo que vem mostrar como Quique e a restante equipa técnica da Luz ainda terão muito para reflectir.</p>
<p>Em conclusão, o Benfica apostou numa ousadia táctica sem qualquer eficiência, lançando num ambiente de grande pressão uma equipa inicial demasiado tenra e jovem, algo que veio também reforçar a ideia que alguns jogadores são incompatíveis e não podem jogar juntos&#8230; pelo menos em jogos desta natureza e risco. Um resultado que ainda assim permite sonhar, sem contudo esquecer a forma inaceitável como a equipa se deixou ultrapassar em apenas 3 minutos. Parece-me também que os jogadores têm de aprender e sobretudo lutar mais. Muitos escondem-se demasiadamente atrás do colectivo, faltando sim assumir as responsabilidades individuais. Fica também um desabafo para a arbitagem, que mostrou uma gritante dualidade de critérios mas que não pode nem deve ser chamada para justicar este resultado que no próximo dia 2 de Outubro todos esperamos ver ultrapassado.</p>
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		<title>Rangers &#8211; &#8220;The Teddy Bears&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 21:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>
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		<description><![CDATA[No inconfundível estilo britânico, e alicerçado numa massa adepta emotiva e guerreira, o Rangers não foge à regra do futebol praticado na Escócia &#8211; não obstante a inacreditável falta de competitividade interna, é um clube reconhecido mundialmente pelo número de seguidores e pela animação que os &#8220;blue-noses&#8221; transportam para as bancadas.
Rangers Football Club: nada mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No inconfundível estilo britânico, e alicerçado numa massa adepta emotiva e guerreira, o Rangers não foge à regra do futebol praticado na Escócia &#8211; não obstante a inacreditável falta de competitividade interna, é um clube reconhecido mundialmente pelo número de seguidores e pela animação que os &#8220;blue-noses&#8221; transportam para as bancadas.</p>
<p>Rangers Football Club: nada mais nada menos do que o clube em actividade com o maior número de títulos. Para esta contabilização em muito tem ajudado a &#8220;inoperância&#8221; de um campeonato que há muito vem deixando intrigados os especialistas do futebol no Reino Unido. Em todo o caso, trata-se um clube com história, com um passado longínquo que data de 1872.<br />
O seu relacionamento com os rivais do Celtic atravessa fronteiras, e é actualmente o &#8220;estandarte&#8221; do campeonato escocês, mesmo que nem sempre levado para os caminhos mais correctos. <em>Old Firm</em> &#8211; Velha Empresa, ou Velho Negócio &#8211; é a designação dada para a relação entre os dois maiores clubes escoceses. Em tempos, este nome terá sido sugerido na imprensa como uma insinuação para o proveito financeiro que era retirado por ambas as equipas, quando jogavam entre si. Contudo, e à semelhança do que vemos suceder noutros países, na Escócia o futebol foi durante anos (e ainda o é para alguns) motivo para trazer à tona conflitos politico-religiosos. Desde o início do Séc. XX que Rangers e Celtic se &#8220;odeiam&#8221;, e muito por culpa da forma como tudo se desenhou: os apoiantes do Celtic sempre se associaram ao Catolicismo, ao passo que o Rangers apoiava o Protestantismo. Em adição, o longo conflito na Irlanda do Norte foi igualmente transportado para este complexo relacionamento entre as duas corporações, uma situação frágil e que surpreende num povo que é reconhecidamente pacifista.</p>
<p>Actualmente, e comandado pelo retornado Walter Smith, o Rangers procedeu a uma enorme remodelação ao nível do plantel principal naquilo que antecedeu o início das competições oficiais. A intenção era clara: conceder ao agrupamento uma maior consistência, experiência, e capacidade para lutar dentro e fora de portas. E os resultados têm correspondido às expectativas dos seus fanáticos adeptos. Na <em>Scottish Premier League</em>, e bem distanciado dos seus adversários, o Rangers disputa o título de campeão com o eterno Celtic, numa luta absolutamente a dois. A nível europeu, e apesar do (azarado) desaire na Liga dos Campeões, a equipa escocesa entrou na Taça UEFA com um enorme fulgor, batendo Panathinaikos e Werder Bremen. O próximo adversário é o &#8220;nosso&#8221; Sporting, e os prognósticos nem deverão ser negativistas, já que os portugueses (e como habitualmente) têm a seu favor um inúmero conjunto de pontos, isto naturalmente numa óptica meramente teórica.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-600" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/669260_biglandscape.jpg" alt="Rangers   The Teddy Bears" width="300" height="200" align="left" title="Rangers   The Teddy Bears" />O clube escocês, e essencialmente quando se exibe no seu fabuloso Ibrox Stadium, é uma turma com um estilo de futebol muito dinâmico e intenso, bem ao estilo britânico, onde o que importa é colocar a bola nas redes adversárias, independentemente do método utilizado &#8211; uma filosofia totalmente paradoxal com o nosso estilo luso. Quando lhe é possível, gosta de jogar no limite da propensão ofensiva, encostando literalmente os seus adversários à sua grande área. Naturalmente, e jogando nesta toada radicalista, o Rangers por variadas vezes atinge a goleada, mas sendo uma equipa de 8 ou 80 tem sido recorrentemente &#8220;abatida&#8221; por equipas europeias de maior valia técnica ou táctica. Fora de casa, e como não poderia deixar de ser, o Rangers é uma equipa bem mais dócil, centrando as suas atenções ofensivas em 1 ou 2 homens, no limite. Como aliás já foi atestado por diversas equipas portuguesas (recentemente o Benfica, em tempos o Porto), tanto Rangers como Celtic fazem por tirar partido do seu estilo &#8220;kick and rush&#8221; e da fabulosa capacidade de remate de meia distância, para sair com um bom resultado dos campos adversários, mesmo que em muitos dos casos os golos surjam às três tabelas, ou no aproveitamento da pouca intensidade defensiva dos seus adversários.<br />
O homem-golo da equipa é Kris Boyd (que já conta com 20 golos no acumulado de todas as competições), seguido de Daniel Cousin (com 11 no total). No parâmetro da construção ofensiva, o vetereno Barry Ferguson é claramente o elemento mais esclarecido. Conciliando a capitania do Rangers com a Selecção Escocesa, Ferguson é um criativo ao bom estilo britânico, raçudo, inteligente, rematador. Não são obra do acaso as já 11 assistências para golo na SPL, e o estatuto de jogador com mais remates na sua equipa.</p>
<p>O cenário prende-se a meu ver com a capacidade do Sporting actual em praticar um futebol consistente, essencialmente numa óptica defensiva. A primeira eliminatória, que se irá disputar na Escócia, tem um carácter crucial para a definição do vencedor, e só um Sporting de grande entrosamento, unido entre os vários sectores e com capacidade para suportar uma pressão e um ambiente infernais poderá trazer para terras lusas um resultado motivador. É este o trabalho para casa de um grupo jovem, quiçá um pouco &#8220;imaturo&#8221;, mas que tem certamente condições para brilhar na Europa.</p>
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		<title>Análise: Sporting 1&#215;0 Bolton</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 22:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[O Sporting recebeu o Bolton no seu estádio para a segunda mão dos oitavos de final da Taça UEFA, após o empate conseguido em Inglaterra, algo que augurava boas perspectivas para a equipa leonina seguir em frente na competição. As cerca de 22 mil pessoas que se deslocaram ao estádio ( de realçar a forte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Sporting recebeu o Bolton no seu estádio para a segunda mão dos oitavos de final da Taça UEFA, após o empate conseguido em Inglaterra, algo que augurava boas perspectivas para a equipa leonina seguir em frente na competição. As cerca de 22 mil pessoas que se deslocaram ao estádio ( de realçar a forte presença de adeptos ingleses ) assistiram a uma partida algo monótona e de entusiasmo intermitente,  onde ficou a impressão de que o Sporting poderia ter decidido o jogo muito mais cedo.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/03/013985082-ex00.jpg" alt="Análise: Sporting 1x0 Bolton" hspace="5" width="300" height="212" align="left" title="Análise: Sporting 1x0 Bolton" /> A grande novidade neste encontro era o regresso de Liedson após lesão, entrando de imediato na equipa titular, e a ausência de Miguel Veloso, substituído por João Moutinho no lugar de pivot defensivo, proporcionando a introdução de Romagnoli no onze. Quanto à equipa inglesa, o facto mais evidente eram as ausências de diversos jogadores habitualmente titulares e o aparecimento do português Ricardo Vaz Tê a titular da frente de ataque. O Sporting entrou forte na partida, exercendo um pressing que lhe permitia encostar o Bolton à sua área quase durante os primeiros dez minutos. No entanto, a sua intensidade de jogo foi diminuindo gradualmente, coincidente com a capacidade da equipa inglesa em fechar os espaços no seu meio campo. O Sporting esteve cerca de 30 minutos a demonstrar um futebol de contenção, a privilegiar a troca de passes curtos a um ritmo moderado. Era visível a preferência da equipa em lançar-se para movimentos atacantes calculados, de modo a tentar evitar perdas de bolas desnecessárias e deslocação excessiva dos jogadores das suas áreas de influência concretas. Como tal, os contra ataques da equipa muito raramente eram conduzidos a um ritmo acelerado e rápido, preferindo os jogadores a manutenção da posse de bola e atacar apenas pela certa. Notava-se contudo uma invulgar ineficácia nas trocas de bola, resultando em diversas perdas, talvez acusando falta de concentração ou de frescura física. Face a esta dificuldade em trocar a bola de um modo constante e eficiente até à área do Bolton, a equipa demorou a causar transtornos à defesa inglesa, conseguindo-o apenas nos quinze minutos finais da primeira parte, através do aumento de intensidade e ritmo de jogo, tendo-se denotado a movimentação mais efectiva das unidades atacantes do Sporting, mais concretamente de Romagnoli e Vukcevic. Apesar deste crescendo atacante no final, a equipa evidenciou uma incapacidade de se lançar para zonas mais avançadas do terreno, devido precisamente à falta de movimentação ( e igualmente de movimentos correctos ) no momento de construir jogo. Apenas João Moutinho se encarregava de vir buscar jogo ao seu meio campo, acusando por vezes falta de profundidade nas linhas de passe e de movimentações mais frequentes, de modo a soltar-se dos jogadores ingleses que se encontravam por diversas ocasiões próximos da sua zona. Romagnoli encostava-se em demasia à linha da frente da equipa, afastando-se das melhores posições onde poderia receber a bola e lançar depois os seus companheiros.<br />
Paralelamente a esta inércia de movimentos, o aspecto do passe curto e de alguma aparente falta de entendimento impediam o Sporting de apresentar um estilo de jogo fluido, contínuo e acertado. O Bolton, tal como era previsto, veio a Alvalade praticar o mesmo futebol directo que já havia demonstrado em Inglaterra, apesar de agora revelar alguma capacidade para jogar curto e para manter a posse de bola, embora preferindo sempre os lançamentos longos no ataque. O poderio físico dos seus jogadores voltava a prevalecer, mas nas segundas bolas o Sporting conseguiu um equilíbrio que na primeira mão lhe tinha causado tantas dificuldades em obter.</p>
<p>No segundo tempo a partida revelou um maior domínio do Sporting, onde a sua superioridade na capacidade técnica sobressaiu e o número de remates aumentou consideravelmente, fruto da aproximação da equipa à área inglesa e do balanceamento crescente para o ataque. As combinações saíam com maior consistência embora a dificuldade em penetrar na defensiva do Bolton se mantivesse. O desgaste físico dos jogadores do Sporting revelava-se, e a troca de Vukcevic e Izmailov por Tiui e Adrien, respectivamente, justificava-se. O avanço de Moutinho no terreno proporcionou maior segurança nas trocas de bola e uma capacidade de pressionar em áreas mais avançadas no terreno, bem como na possibilidade de maiores recuperações de bola. A frescura de Adrien soltou Moutinho para missões mais ofensivas na tentativa de conseguir um golo que soltasse a equipa do nervosismo e evitasse um possível susto, caso o Bolton conseguisse eventualmente inaugurar o marcador contra a corrente do jogo. Novamente nos últimos quinze minutos o Sporting aumentava o ritmo e revelava que a equipa inglesa acusava muito este aumento de pressing, tendo conseguindo inaugurar o marcador aos 85&#8242; por Pereirinha após desmarcação pela direita, assistido por Moutinho, tirando um adversário do caminho para depois atirar colocado ao ângulo, de pé esquerdo, para um golo de belo efeito. Depois foi apenas necessário ao Sporting controlar a vantagem, tendo sofrido uma pressão final quase inofensiva, onde é de destacar a falta de fair-play dos jogadores ingleses que, após o Sporting ter colocado a bola fora para um jogador seu ser assistido, não a devolveram, gerando posteriores protestos por parte dos jogadores leoninos e do público presente no estádio. Apesar de na altura faltar pouco tempo para o fim do jogo e de se encontrarem em desvantagem na eliminatória, a acção não se justificava.</p>
<p>Destaque portanto para o regresso de Liedson que, mesmo não marcando qualquer golo, confere à equipa uma capacidade de recuperação de bolas no ataque fundamental, graças à sua entrega e vontade, pressionando os jogadores mais recuados do Bolton e dificultando as suas saídas para o ataque. João Moutinho foi uma unidade importante nos momentos defensivos e no transporte de bola para o ataque, enquanto que Leandro Grimi se revelou mais uma vez uma opção muito válida para o sector esquerdo da linha defensiva, ontem intransponível e com fácil envolvimento nas jogadas de ataque, não complicando em momentos de aperto, demonstrando um estilo prático e eficiente. Pereirinha revelou bom entendimento com Abel e foi importante na capacidade rematadora da equipa, causando desequilíbrios também com a sua velocidade, tendo marcado o seu segundo golo na competição.<br />
O Sporting consegue assim a passagem aos quartos de final da Taça UEFA sem ter apresentado grandes índices exibicionais, jogando os quartos-de-final com os escoceses do Glasgow Rangers, e disputando novamente a primeira mão fora frente uma equipa britânica. Apesar do estilo de jogo assentar em moldes semelhantes, esta equipa escocesa revela maior intensidade de jogo e de futebol atacante, conciliados com a disciplina táctica habitual de equipas escocesas, e igualmente com o carácter físico do seu futebol. O Sporting permanece assim como o único representante de equipas portuguesas nas competições europeias esta época.</p>
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		<title>Análise: Getafe 1&#215;0 Benfica</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 13:20:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[- &#8220;Olha que tenrinhos&#8221;. Terá sido esta a expressão mais ouvida nos arredores de Madrid, quando o Getafe fechou a passagem histórica aos quartos-de-final da Taça UEFA. Para trás, um Benfica que tomba na Europa sem estrondo, tal foi a leviandade e resignação dos jogadores mergulhados nas suas próprias agonias e limitações. Nem com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- &#8220;Olha que tenrinhos&#8221;. Terá sido esta a expressão mais ouvida nos arredores de Madrid, quando o Getafe fechou a passagem histórica aos quartos-de-final da Taça UEFA. Para trás, um Benfica que tomba na Europa sem estrondo, tal foi a leviandade e resignação dos jogadores mergulhados nas suas próprias agonias e limitações. Nem com a estreia de Chalana ao comando das águias, o Benfica conseguiu disfarçar um resultado de mais uma época sem brilho.</p>
<p>Completamente sem argumentos perante um Getafe que desfalcado chegou perfeitamente para um Benfica sem cor. O jogo ainda não tinha iniciado e jé se faziam sentir em pleno <span class="apreto12n">Coliseum Alfonso Péres os tumultos de um clube em perfeita desorganização &#8211; o</span><span class="apreto12n">s adeptos do Benfica a dar um péssimo exemplo entrando em confronto de forma incrível entre si, com várias cadeiras a voar. A polícia teve de intervir para acalmar os ânimos, perante o olhar incrédulo dos adeptos espanhóis.<br />
No relvado, a expectativa estava ao redor do que Chalana conseguiria transmitir aos jogadores e a forma como colocava os mesmos para &#8220;abraçar&#8221; a eliminatória. A verdade é que Chalana pouco podia fazer perante a herança amaldiçoada de Camacho. A grande aposta do pequeno genial parecia cair na dupla Makukula e Nuno Gomes e no apoio de Rodriguez pela esquerda, Rui Costa pelo miolo e Nélson como falso lateral, em constantes investidas pelo flanco direito. A verdade é que os encarnados até chegaram a mostrar empenho nos 10 minutos iniciais, onde aos 7&#8242; acabaria por acontecer a jogada que poderia ter escrito o jogo com outras cores &#8211; Makukula com a baliza deserta </span><span class="apreto12n">acerta no poste direito de Abbondanzieri, após jogada de insistência de Rui Costa e Rodriguez. Este lance acabaria por acordar o Getafe </span>que apoiado no triunfo de 2-1 no Estádio da Luz, há uma semana, apostou naturalmente numa toada de contra-ataque, <span class="apreto12n">que desde então tratou de puxar por todo o seu espírito colectivo, e mesmo dando a iniciativa de jogo aos portugueses, a verdade é que o Getafe acabaria por ter várias ocasiões para marcar ainda na primeira parte.</span></p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/03/getafexbenfica.jpg" alt="Análise: Getafe 1x0 Benfica" hspace="5" width="300" height="176" align="left" title="Análise: Getafe 1x0 Benfica" />Com o intervalo, esperaria-se novo abanão moral no Benfica, mas o cenário seria o mesmo sempre extremamente parco em ideias e movimentos, nem com Rui Costa a pautar o jogo, o Benfica se desprendia do mau futebol que vem praticando. Laudrup percebia isso e o Getafe sempre com o relógio a seu favor, não precisava de abanar muito o jogo para responder ao Benfica sempre em rápidos contra ataques capazes de estremecer a baliza de Quim. Na verdade, os espanhóis mesmo com uma equipa praticamente desconhecida a nível internacional, mostraram que o simples facto de se tratar de uma equipa espanhola impõe, logo à partida, uma considerável dose de respeito perante qualquer adversário. Os «azulones» chegaram mesmo a deixar no banco a bravura do capitão e líder absoluto da linha defensiva David Belenguer, e recuar o seu &#8220;maestro&#8221; &#8211; Rubén de la Red para defesa central. É por de la Red que corre quase todo o jogo do Getafe. Jogando habitualmente à frente da defesa, a verdade é que mesmo a defesa central, soube como ninguém, orientar a transição defesa-ataque com inteligência e rapidez de processos. Recebe e executa com grande facilidade e simplicidade e nota-se que é um jogador com escola, não fosse um jogador emprestado pelo Real Madrid. Sempre a privilegiar a flexibilidade nas transições defesa-ataque e com a preocupação em fazer um dos dois avançados descair na ala para dar mais apoios e linhas de passe, os pupilos de Laudrup apenas concederiam ao Benfica mais um remate à sua baliza (dois em todo o jogo!), desta feita por intermédio de Rui Costa após trabalho de Makukula, ao qual o experiente Roberto &#8220;Pato&#8221; Abbondanzieri &#8211; principal guardião argentino da actualidade &#8211; não teve dificuldades em afastar.<br />
Chalana ainda lançaria Di Maria, Mantorras e Sepsi, mas já pouco havia a fazer perante tamanha contaminação na atitude da equipa lusa, e<strong> </strong>enquanto o tranquilo Michael Laudrup refrescava o seu conjunto, o treinador do Benfica dava a ordem para a última investida, arriscando tudo por tudo. Chalana arriscava e o Getafe sentenciava: a 13 minutos do final, Katsouranis não conseguiu interceptar o esférico e permitiu a fuga de Albin, com o &#8220;espanhol&#8221; a aproveitar o adiantamento de Quim para sentenciar a partida em grande estilo com um &#8220;chapéu&#8221; de revirar os olhos ao guardião luso. O Getafe carimbava assim, com enorme justiça, a passagem aos quartos-de-final logo no seu ano de estreia na Europa.</p>
<p>Mais do que a eliminação do trilho Europeu, o Benfica foi um fantasma de si mesmo, algo que nem com  incentivo de Chalana conseguiu ultrapassar. O Getafe, ao contrário do que os comentadores da transmissão televisiva insistiam, fez uso do seu colectivo, e mesmo desfalcado, só os adeptos mais &#8220;cegos&#8221; não conseguiram compreender toda a qualidade numa equipa que mesmo sem palmarés, é um claro quebra-cabeças para qualquer adversário.</p>
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		<title>Análise: Benfica 1&#215;2 Getafe</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Da asneira à reacção à adversidade, o Benfica embora com atitude e coração para reagir aos problemas, não conseguiu levar para Madrid um resultado satisfatório. O Getafe mostrou na Europa em mais uma estreia histórica, as credenciais que colocaram na rota do sucesso uma equipa que há 6 anos atrás se encontrava na 3ª divisão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da asneira à reacção à adversidade, o Benfica embora com atitude e coração para reagir aos problemas, não conseguiu levar para Madrid um resultado satisfatório. O Getafe mostrou na Europa em mais uma estreia histórica, as credenciais que colocaram na rota do sucesso uma equipa que há 6 anos atrás se encontrava na 3ª divisão espanhola.</p>
<p>O jogo, ainda antes do apito inicial, vestia-se de pormenores interessantes. Do lado do Benfica, o facto das variadas ausências no plantel encarnado, David Luiz, Petit, Maxi, Nuno Gomes, Makukula todos por lesão, Freddy Adu por se encontrar ao serviço da selecção norte-americana e por fim, Binya por se encontrar ainda a cumprir castigo da UEFA. Camacho que passaria as últimas horas a chorar a morte do seu pai, seria obrigado a convocar os júniores David Simão e a grande esperança da cantera da Luz &#8211; André Carvalhas, que fazia a sua estreia em convocatórias com o plantel sénior.<br />
Nos visitantes, Michael Laudrup referia à chegada a Lisboa que &#8220;seria fantástico o empate a um&#8221; e que era uma honra estar com o Getafe numa partida com um &#8220;histórico&#8221; europeu como o Benfica. Mesmo partilhando a opinião do seu treinador, Belenguer &#8211; o capitão dos &#8220;azulones&#8221;, referia &#8220;&#8230; respeitamos muito o Benfica mas museus não ganham jogos&#8221; e assim mostrava toda a confiança na equipa dos arredores de Madrid.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/03/669215_biglandscape.jpg" alt="Análise: Benfica 1x2 Getafe" hspace="5" width="300" height="200" align="left" title="Análise: Benfica 1x2 Getafe" />O apito para o início da partida, confirmava as expectativas em relação ao jogo, desde logo a pouco afluência de adeptos encarnados ao estádio da Luz, que logo nos minutos iniciais puderiam confirmar que o Getafe vinha realmente para jogar futebol, com a equipa de Laudrup a colocar sempre, no mínimo, 3 jogadores bem avançados no terreno para de alguma forma, suster a defesa benfiquista. Bem organizada, esclarecida em campo e a privilegiar a troca de bola ao primeiro toque para de imediato sair em ataques rápidos rumo À baliza de Quim, o Getafe mostrava logo de inicio os argumentos que fazem desta equipa a grande revelação da Liga vizinha. O Benfica que tinha no retorno de Luisão e na estreia a titular de Sepsi as principais novidades no onze, enfrentaria rude golpe quando Cardozo protagoniza o que seria o lance mais marcante da partida &#8211; agressão a Belenguer e consequente expulsão aos 9 minutos da partida. Privados do seu homem mais avançado no terreno e em desvantagem numérica, os encarnados sentiram em demasia a &#8220;traição&#8221; do 7 encarnado e deram a iniciativa de jogo ao Getafe que empolgado, chegaria ao golo através do médio criativo &#8211; De la Red que com a ajuda do desvio da bola em Edcarlos, colocaria os visitantes em vantagem. O Benfica, mesmo em inferioridade numérica, revelaria atitude e capacidade lutadora em campo sem que isso camuflasse as já habituais dificuldades na condução e circulação de bola e antes mesmo do intervalo, sofreria novo golpe com a saída de Luisão, ressentido da lesão que o afastava dos relvados até então, dando lugar a Zoro. O intervalo chegava e o Benfica contava a série de contratempos para somar à atitude da equipa, que procurava com o coração reagir à adversidade com combinações entre Rodriguez, Sepsi e Di Maria sempre esgotadas em desarmes do adversário.</p>
<p>A segunda metade não alteraria muito o tom do jogo. O Benfica sempre com dificuldades em entrar na área de Ustari, que via o perigo a rondar a sua baliza com as investidas sobretudo dos destaques da noite do Benfica &#8211; Rodriguez e Sepsi, ambos a realizarem uma excelente partida, sempre com grande atitude e garra na abordagem a cada lance. Com Di Maria em mais uma partida para esquecer, Camacho lançava a única arma que tinha no banco e a trinta minutos do apito final fazia saltar do banco o talismã Mantorras para render o argentino. A entrada do angolano e o efeito que causa no seio dos adeptos fez com que o estádio voltasse a acreditar, tal é a magia contagiante do 9 encarnado. Mas seria o Getafe quem voltaria a marcar, novamente com o trio De la Red, Albin e Hernandez, com este último a contornar Nélson e a rematar com a bola novamente a tabelar num defesa benfiquista &#8211; Zoro &#8211; e a fazer a bola entrar à esquerda de Quim. O relógio marcava 68 minutos e a eliminatória complicava-se mais ainda para o Benfica, que tinha visto ainda antes Edcarlos falhar o golo de forma incrível enviando a bola à barra da baliza espanhola. Mantorras voltaria a revelar a sua veia goleadora, quando a 15 minutos do final, recuperou a bola à entrada da área e rematou forte para o fundo das redes do desamparado Ustari. O golo teria o condão de empurrar a equipa para o ataque e o Benfica ganhou ânimo e pressionou o Getafe que chegou a intimidar-se e recuar bastante no terreno, mas sempre sem voltar a comprometer perante a já pouca lucidez do lado «encarnado» para chegar a outro resultado.</p>
<p>Numa partida em que o Benfica se viu privado do melhor onze, fruto de um (velho problema) ataque fulgurante de lesões num período crucial da época, a somar aos vários contratempos do próprio jogo, a continuidade na Taça UEFA fica claramente comprometida. Numa partida em que a equipa jogou 84 minutos com menos um jogador, um detalhe curioso pode ajudar a mostrar a entrega dos encarnados, que tiveram apenas 1 cartão (vermelho a Cardozo) em toda a partida, contrastando com os 5 cartões mostrados aos pupilos de Laudrup. Numa fase em que o público não anda satisfeito com a equipa, ficou a imagem, ao contrário do passado recente, que o Benfica deu tudo, foi equipa mesmo com dez mas isso não foi suficiente para não sucumbir novamente na Europa perante uma equipa espanhola que não precisou de ser brilhante para agarrar a sorte do jogo. Agora é preciso fazer contas ao sonho europeu para inverter a tendência da eliminatória, daqui por uma semana, dia 12 &#8211; dia de todas as esperanças e decisões para a equipa Portuguesa.</p>
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		<title>Análise: Bolton 1&#215;1 Sporting</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 11:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Em jogo a contar para os oitavos de final da Taça UEFA, o Sporting deslocou-se ao Reebok Stadium para disputar a primeira-mão desta eliminatória com o Bolton Wanderers, equipa que havia eliminado na ronda anterior o Atlético de Madrid.
Apesar de se encontrar apenas no 17º lugar da Premier League, o Bolton apresentava-se como um adversário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em jogo a contar para os oitavos de final da Taça UEFA, o Sporting deslocou-se ao Reebok Stadium para disputar a primeira-mão desta eliminatória com o Bolton Wanderers, equipa que havia eliminado na ronda anterior o Atlético de Madrid.</p>
<p>Apesar de se encontrar apenas no 17º lugar da Premier League, o Bolton apresentava-se como um adversário complicado, quanto mais não fosse pelo simples facto de ter eliminado anteriormente o Atlético de Madrid e, sendo uma equipa inglesa, iria ser um adversário complicado. O Sporting alinhou com o mesmo onze do último encontro, após a recuperação de João Moutinho e Leandro Romagnoli, este último ficando contudo no banco de suplentes. A dupla atacante voltava novamente a ser Vukcevic-Tiuí. O Bolton apresentava uma equipa sólida e poderosa fisicamente, sem grandes destaques individuais, mas onde em cada sector se situava um elemento importante, respectivamente o capitão Andy o&#8217;Brien, Ivan Campo no meio campo e Kevin Davies na frente. Anteviam-se dificuldades para o Sporting lidar com o poderio físico e disciplina táctica dos ingleses, bem como o seu estilo de jogo directo que se esperava vir a predominar. Os momentos iniciais do jogo confirmaram estas dificuldades, com o Sporting a entrar sem personalidade e algo comedido nos momentos de pressionar e assumir a posse de bola, também devido à dureza que os ingleses atribuiam a cada disputa de lance. O Bolton mostrou desde cedo a sua quase total preferência pelo futebol directo, onde Helguson se juntava a Kevin Davies na frente para depois servirem os médios apoiantes que subiam no terreno, criando uma segunda linha ofensiva próxima da àrea do Sporting, o que tornava fundamental as disputas pelas segundas bolas. Apenas em alguns momentos os leões conseguiam efectuar circulação de bola curta e pelo chão, onde as dificuldades dos ingleses em cobrir os espaços e pressionar o portador da bola se notavam. A linha intermédia leonina demorou muito tempo a fazer frente nesta luta de meio campo, o que levou à subida frequente dos médios ingleses, encostando as linhas do Sporting e deixando Polga e Tonel em igualdade numérica com a dupla de ataque do Bolton, não restando nenhum jogador com boa capacidade no jogo aéreo para disputar os lançamentos longos. Assim, aos 25&#8242; o Bolton inaugura o marcador por Kevin Davies, após um ressalto à entrada da àrea e à falta de cobertura do meio campo. A partir daqui o Sporting começou a realizar posse de bola e movimentaçõeses atacantes já com mais frequência e acutilância, culminado num remate de Moutinho perto da barra e noutro de Pereirinha para defesa do guardião inglês. O intervalo surgia numa altura em que o Sporting já fazia demonstrar as fragilidades do Bolton em defender perante a posse de bola adversária em jogo de passes curtos, mas explorando toda a largura do campo.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/bolton-x-sporting.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-621" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/bolton-x-sporting.jpg" alt="Análise: Bolton 1x1 Sporting" width="300" height="247" align="left" title="Análise: Bolton 1x1 Sporting" /></a>A segunda parte trouxe um Sporting mais objectivo e decidido a explorar precisamente essas fragilidades, predominando ainda mais esta circulação de bola, contribuindo muito a entrada de Romagnoli em jogo por troca com Abel, recuando Pereirinha para o seu lugar. A sua entrada conferiu maior capacidade de guardar a bola, ao mesmo tempo que aumentava a imprevisibilidade e mobilidade ao jogo da equipa, algo que veio confundir as marcações inglesas entre o meio campo e a defesa, onde Romagnoli se movimentava com qualidade. As trocas de bola do Sporting eram agora mais efectivas, aproximando-se mais da baliza do Bolton graças igualmente à subida de rendimento de João Moutinho, que assumia definitivamente o jogo da equipa, tabelando e desmarcando ora Vukcevic ora Tiuí, abrindo também espaços no meio campo inglês devido à sua rápida conduçãoo de bola. O golo do Sporting surge dum lançamento de Polga para Tiuì, que entrega a Vukcevic para este disferir um potente remate à entrada da área, aos 69&#8242; de jogo. Durante o restante tempo o Sporting privilegiou a contenção na sua posse de bola, sendo a sua defesa pressionada ainda mais pelos lançamentos directos dos ingleses, que agora se intensificavam.</p>
<p>O Sporting conseguiu assim um bom resultado fora de casa que o coloca em vantagem na eliminatória, tendo ficado claro que o Bolton é uma equipa bem acessível e que em Alvalade não deverá alterar muito o seu estilo e abordagem ao jogo. Resta melhorar a defesa e posicionamento nos lances defensivos de bola parada ( e corrida ), para que a equipa não seja novamente surpreendida. Os quartos de final da Taça UEFA estão definitivamente mais próximos.</p>
<p><strong>Nota -</strong> Simon Vukcevic demonstra cada vez mais a boa apetência para desempenhar as funções de ponta de lança, algo que fica patente nos golos que tem marcado e nas exibições que tem efectuado ( no regresso após lesão, marcou consecutivamente em duas partidas ).</p>
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		<title>Getafe Club de Fútbol &#8211; Maré &#8220;Azulone&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2008 13:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Um clube em clara ascensão. Será assim que o Benfica irá encontrar na província a sul de Madrid, o clube sensação da Liga Espanhola. Após uma verdadeira maratona na pirâmide das 3 ligas vizinhas, o Getafe de Angel Torres e do treinador dinamarquês Michael Laudrup mostra que a história não é ilusão, mas sim, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um clube em clara ascensão. Será assim que o Benfica irá encontrar na província a sul de Madrid, o clube sensação da Liga Espanhola. Após uma verdadeira maratona na pirâmide das 3 ligas vizinhas, o Getafe de Angel Torres e do treinador dinamarquês Michael Laudrup mostra que a história não é ilusão, mas sim, que os sonhos mais modestos podem e estão a virar realidade.</p>
<p>O clube dos mil e um nomes. Os &#8220;azulones&#8221;, como são carinhosamente conhecidos, revelam-se dia após dia como um verdadeiro fenómeno de boa gestão e vontade em levar um modesto clube da periferia madrilena ao esplendor das competições europeias. O Getafe Club de Fútbol é um emblema atípico no futebol espanhol e europeu, por ter pouquíssima história. Ao todo, nada mais que 24 anos. Foi fundado em 1983, depois de no passado ter apresentado uma infinidade de designações. Mas os adeptos garantem que o clube, tal como � hoje, só nasceu mesmo na década de 80, mesmo após ter conhecido momentos de tragédias e vicissitudes como o assassinato de um jogador &#8211; Sebas.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/getafe.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-624" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/getafe.jpg" alt="Getafe Club de Fútbol   Maré Azulone" width="300" height="199" align="left" title="Getafe Club de Fútbol   Maré Azulone" /></a><span class="arial_11_preto">O Getafe reune cerca de 13 mil sócios e tem uma assistência média de 10 mil pessoas no Estádio Coliseum Alfonso Pérez. A capacidade máxima do recinto é de 18.000 espectadores. Um dos heróis do clube, situado a 13 quilómetros a Sul da capital Madrid, será sempre Quique Sanchez Flores. Foi ele o grande responsável por garantir pela primeira vez a subida à primeira divisão. O treinador que se notabilizou como lateral direito da selecção espanhola, foi o primeiro exemplo da tendência da escolha de ex-futebolistas famosos para orientar a equipa principal.</span></p>
<p>Desde 1928, com o inicio da competição em Espanha, o Real e o Atlético de Madrid eram os únicos representantes da capital espanhola, com o Rayo Vallecano a conseguir intrometer-se como 3º de Madrid em 2000, quando chegou mesmo a alcançar a taça UEFA, onde atingiu os quartos-de-final. Já com Bernd Schuster em 2005/06, a equipa atingiu o momento mais alto da carreira, surpreendendo tudo e todos, realizando uma temporada meteórica e terminando em 8º na Liga, algo que passaria a segundo plano quando atingiu a final da Taça do Rei após eliminar Xerez, Valência, Osasuna e o todo poderoso Barcelona, naquela que seria proclamada como a melhor noite de sempre dos &#8220;azulões&#8221; no seu reduto, que com os seus lugares repletos, assistiu à reviravolta na eliminatória de 5-2 de Camp Nou, para um estrondoso 4-0 caseiro eliminando em grande estilo o então campeão espanhol em título. Notável.<br />
A final seria perdida para o não menos estrondoso Sevilla e um golo solitário do internacional do Mali &#8211; Kanouté, roubaria ao Getafe o primeiro título da sua história, mas colocaria o clube do sul de Madrid automaticamente na Taça UEFA. A soberba temporada acabaria por atirar Schuster para o &#8220;rival&#8221; Real Madrid, mas o Getafe não se fez rogado e continuaria fiel à sua politica na aposta de treinadores e avançaria para outro técnico não menos famoso &#8211; Michael Laudrup, que acabaria por ter a honra de estrear a equipa na segunda máxima competição internacional de clubes &#8211; a Taça UEFA. A 20 de Setembro de 2007, o clube estreava-se na Holanda face ao FC Twente, vencendo por 1-0 e posteriormente a eliminatória por 3-2, naquele que seria mais um marco história para uma equipa que parece não ter limites para crescer e convencer o mundo do futebol.</p>
<p>Com uma equipa extremamente modesta, sem nomes sonantes e com 18 jogadores de nacionalidade espanhola (66,7% num plantel composto por 30 jogadores), Laudrup faz questão de afirmar a necessidade do clube em se afirmar internacionalmente e para isso, construiu uma equipa com uma média de idades de 26 anos e de alturas de 1,80m tal é a necessidade de dotar o plantel de alguma experiência e competitividade.<br />
Quanto ao plantel, apontamentos para os 2 guarda-redes argentinos, de grande qualidade: Abbondanzieri da selecçãoo alviceleste e o jovem Oscar Ustari, de grande talento. Os defesas experientes: o romeno ex-Milan, Contra, e o central Belenguer. Mais à frente o n.º 10, De la Red, merece destaque pela sua imaginação, assim como o argentino Licht pela polivalência em campo. Na frente, Manu é o melhor marcador da equipa na Liga espanhola (4 golos), no entanto Kepa e Granero merecem observação especial. Como destaque, o nigeriano Uche é um avançado explosivo e de enorme mobilidade com apenas 24 anos.</p>
<p>Uma equipa que sem qualquer cartel de troféus, ocupa actualmente o 12.º posto da tabela e é a única equipa espanhola presente na Taça UEFA. Tudo isto, com o segundo orçamento mais baixo entre as equipas da &#8220;La Liga&#8221;: aproximadamente 20 milhões de euros.</p>
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		<title>Análise: Nuremberga 2&#215;2 (2&#215;3) Benfica</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 12:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[É assim que se faz, mister. Esta pode muito bem ter sido a mensagem que os &#8220;artistas&#8221; da Luz expressaram ao seu treinador após 80 minutos de atraso para entrar no jogo. O Nuremberga teve no medo do treinador adversário a sua maior arma para ameaçar a passagem na eliminatória. O Benfica não tinha necessidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É assim que se faz, mister. Esta pode muito bem ter sido a mensagem que os &#8220;artistas&#8221; da Luz expressaram ao seu treinador após 80 minutos de atraso para entrar no jogo. O Nuremberga teve no medo do treinador adversário a sua maior arma para ameaçar a passagem na eliminatória. O Benfica não tinha necessidade de tal susto.</p>
<p>Medo. Um sentimento que é um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. É esta designação que separou o Benfica de uma exibição para cumprir os intentos da equipa que afirmava ir a Nuremberga para trazer a 1ª vitória encarnada em terras germânicas. O problema? Um treinador que teima em complicar a mensagem aos jogadores e que com isso lhes transmite tudo menos a vontade de vencer, a garra e a coragem digna de um dos clubes históricos do Mundo. Foi assim em Nuremberga mal Camacho anunciou a equipa para o embate, onde a presença de &#8220;apenas&#8221; 1 ponta de lança (Makukula) deverá ter sido a surpresa menos desagradável. Com um meio campo hiper povoado onde não houve lugar para a velocidade (mais que necessária) de Di Maria ou Adu, preterida pelo estaticismo de Maxi Pereira, Petit, Katsouranis, Nuno Assis e até do próprio Rui Costa. Com a equipa extremamente curta no campo, Camacho daria de bandeja o jogo aos alemães que com 2 gigantes na frente (Koller e Charisteas) davam sinais do inevitável. A primeira parte parecia correr de feição para quem vinha apenas defender o magro resultado da Luz e nada mais.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/02/cardozo-nuremberga3.jpg" alt="Análise: Nuremberga 2x2 (2x3) Benfica" hspace="5" width="300" height="300" align="left" title="Análise: Nuremberga 2x2 (2x3) Benfica" />A alteração do esquema táctico da equipa que mesmo sem grande fio de jogo, viria-se a revelar fatal para um grupo que tem apenas e só de jogar sempre para ganhar e sem alterar de raiz o seu estilo de jogo. Camacho quebrou por completo esta grande verdade inata do futebol, ainda que, fosse admissível o reforço na atenção do sector defensivo perante 2 avançados tão fortes fisicamente, o maior erro é ir jogar com medo e só em função do adversário. Uma atitude perfeitamente antagónica do que é o Benfica e do que deveria representar o clube dentro e fora de Portugal.<br />
Ainda assim, foi necessário Charisteas e depois sobretudo Luís Filipe, que no seu melhor, deu a prenda do ano ao Nuremberga que nem acreditaria de tão simples que seria ultrapassar este Benfica. Camacho corria agora atrás do prejuízo e lançava os jogadores que deveriam ter sido titulares, a 10 minutos do fim.<br />
Sepsi, Cardozo e Di Maria. São estes os três verdadeiros heróis de Nuremberga, que mostraram em apenas 10 minutos, o que Camacho teimou em não entender. Se Sepsi entrou e mostrou novamente serviço ao lançar Cardozo que falharia a baliza por pouco, o paraguaio redimia-se logo a seguir, numa bola dividida, à qual não se deve retirar o mérito da luta de Makukula na disputa do lance. Os oitavos de final sorriam de novo aos Portugueses e Di Maria, em grande estilo, faria questão de confirmar o empate 2-2 e a vitória 3-2 na eliminatória, com o seu primeiro tento com a camisola encarnada.</p>
<p>O Benfica foi refém do seu próprio treinador que foi bandarilha e não quis ser forcado e encarar o touro nos olhos. Valeu a resposta dos jogadores e o cartão vermelho para a equipa técnica que mais uma vez, voltou a claudicar e complicar o fácil, sem qualquer necessidade.</p>
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		<title>FC Basel &#8211; Os Farmacêuticos</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 11:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Ditou o sorteio que o Sporting defrontaria os Suíços do FC Basel. Para os mais optimistas, tratar-se-á de um adversário acessível, mas os números e as exibições dos &#8220;farmacêuticos&#8221; não deixam margem para enganos &#8211; FC Basel e os seus adeptos, não estão na UEFA para curar os males de ninguém.
Para o Português mais distraído [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ditou o sorteio que o Sporting defrontaria os Suíços do FC Basel. Para os mais optimistas, tratar-se-á de um adversário acessível, mas os números e as exibições dos &#8220;farmacêuticos&#8221; não deixam margem para enganos &#8211; FC Basel e os seus adeptos, não estão na UEFA para curar os males de ninguém.</p>
<p>Para o Português mais distraído ou com maior dificuldade em encontrar referencias sobre o próximo adversário do Sporting nas competições europeias, o Jogo de Área foi a Basileia e encontrou uma cidade e adeptos tão sedentos de futebol como de cultura. Basileia em suíço-alemão significa Reino ou Domínio, e é actualmente a terceira maior cidade suíça com aproximadamente 600.000 habitantes. Geograficamente encontra-se no Noroeste Suíço estendendo-se além das fronteiras com a França (Alsácia) e com a Alemanha (Weil-am-Rhein e Lörrach County no Baden-Württemberg). É uma cidade com uma forte tradição na indústria química, sendo o maior centro europeu na indústria farmacêutica onde se encontra a sede do seu principal patrocinador &#8211; Novartis. A cidade é dividida em Pequena Basileia e Grande Basileia pelo Rio Reno que assiste, tranquilo, às milhares de visitas diárias à Catedral (Munster), edifício imponente que começou a ser construído em 1019 e demorou cerca de 500 anos a ser concluído.<br />
O orgulho da cidade, no entanto, é a Fundação Beyeler, edifício projectado por Renzo Piano e que expõe colecções de Picasso, Rothko, Matisse e Kandinsky.<br />
Basel possuí ainda um zoológico que é mundialmente famoso pela quantidade de espécies raras que mantém e abriga, como o asno-da-Somália, o leopardo-das-neves e o ocapi. Como personalidades famosas nativas desta cidade, encontramos Erasmo de Roterdão, que viveu muitos anos em Basileia e ali faleceu em 1536, mas actualmente é o tenista n.º 1 do Mundo &#8211; Roger Federer ali nascido em 1981, que se assume como grande embaixador de Basel em todo o Mundo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2211 alignleft" style="margin-left: 7px; margin-right: 7px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/st-jakob-park-basileia.jpg" alt="FC Basel   Os Farmacêuticos" width="300" height="198" align="left" title="FC Basel   Os Farmacêuticos" />No plano desportivo, o FC Basileia, foi fundado em 1893 mas só começou a ganhar dimensão quer nacional quer fora de portas a partir dos anos 60. Actualmente, a nível interno, conta no seu historial com 11 Super Ligas Suíças, 8 Taças da Suíça a ultima das quais em 2007. Internacionalmente, o melhor que conseguiu foi na edição 2002/2003 da Liga dos Campeões onde terminou a fase de grupos em 2.º lugar, numa época em que fez historia ao alcançar excelentes resultados face a equipas de top mundial como a vitoria contra a Juventus (2-1), os empates (1-1) em solo inglêses, Anfield Road e Old Traford com o Liverpool e Manchester United, respectivamente. É o clube mais representativo na Suíça e usufrui do St.Jakob-Park, &#8220;palco&#8221; dos três jogos da selecção suíça na primeira fase do Europeu. O &#8220;Joggeli&#8221; como é carinhosamente conhecido pelos adeptos, tem capacidade para 42.000 espectadores (todos cobertos) é um dos mais modernos da Europa, contando com uma impressionante média de 36.000 espectadores que são considerados os mais frenéticos e apaixonados de toda a Suíça. Inaugurado em 15 de Marco de 2001, o recinto do jogo de abertura e de dois jogos dos quartos-de-final do Euro 2008 e do ultimo jogo de fase de grupos de Portugal face à anfitriã Suíça, é ladeado por um centro comercial de três andares.</p>
<p>Na cidade em que o FC Porto perdeu para a Juventus (2-1) a Taca das Tacas de 1983/84, o Sporting ira encontrar verdadeiros apaixonados pelo futebol, que vibram com a 1.ª posição do clube na Swiss Axpo Superliga que actualmente é dominada quer pelo Basel quer pelo FC Zurich, que no ano transacto arrancou o campeonato a ferros aos farmacêuticos por apenas 1 ponto de diferença. Uma equipa com uma media elevada de alturas (1,84m) e com uma media de idades interessante de 24 anos, comandada pela presidente Gisela Oeri que continua a apostar na continuidade do FC Basel como um dos maiores centros de formação/prospecção da Europa, sendo mesmo considero como o melhor da Liga Suíça. Esta fama leva a que muitas vezes sejam comparados a outras referencias da formação tais como, Ajax, Manchester United, Real Madrid ou mesmo Celtic. Como referencias da sua &#8220;produção interna&#8221; contam-se os nomes dos internacionais Philipp Degen, Alexander Frei e Marco Streller. Actualmente é o internacional equatoriano Felipe Caicedo, o croata Ivan Rakiti?, o suíço Yann Sommer e o nosso bem conhecido Carlos Alberto Alves Garcia &#8211; Carlitos no mundo do futebol (ex-Benfica), que fazem as delicias dos adeptos do Basel num plantel que com 50% de suíços (12 jogadores) leva ja 6 pontos de avanço sobre os rivais de Zurich, na liderança da Liga Helvética.</p>
<p>Com o panorama actual de alguma confiança dos suíços, estes não deixam de dar o favoritismo ao Sporting, e esperemos para o bem do futebol luso que o Sporting consiga levar de vencidos os farmacêuticos sem grandes dores de cabeça.</p>
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		<title>1. FC Nürnberg &#8211; &#8220;Der Club&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Dec 2007 12:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Um clube a renascer. Será assim que o Benfica ira encontrar o seu próximo adversário na Taça UEFA que é praticamente desconhecido do publico em geral, mas que não deixara de fazer figura perante a &#8220;natural&#8221; confianca do lado dos adeptos lusos. Vejamos um pouco melhor o que este adversário tem para colocar em sentido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um clube a renascer. Será assim que o Benfica ira encontrar o seu próximo adversário na Taça UEFA que é praticamente desconhecido do publico em geral, mas que não deixara de fazer figura perante a &#8220;natural&#8221; confianca do lado dos adeptos lusos. Vejamos um pouco melhor o que este adversário tem para colocar em sentido as hostes encarnadas.</p>
<p>Apesar da enorme destruição da cidade durante a Segunda Guerra Mundial por bombardeamentos e a relação que tem como uma das principais cidades Nazis alemãs, Nuremberga tornou-se novamente um importante centro económico europeu, graças as varias industrias no ramo químico, metalúrgico e mecânico, que se estabeleceram no perímetro urbano. Varias empresas como Adidas, Bosch, Siemens, Playmobil ou Puma instalaram suas sedes na região metropolitana de Nuremberga mas são as manufacturas para lápis (Faber Castell) e de brinquedos que prosperam, lado a lado com a industria metalúrgica, colocando esta cidade como a segunda maior da Baviera e a quinta maior cidade alemã.<br />
Demograficamente, é uma cidade com 500.000 habitantes mas cujo centro metropolitano abrange facilmente 2 milhões de habitantes e localiza-se a 170 km ao norte de Munique e a 65 km ao sul de Bamberg, estando assim, situada num tipo de caldeirão, rodeada por serras baixas. A pluviosidade não é muito alta, pois as serras dificultam a passagem de chuvas, no entanto, precipitação (o volume de chuvas) é maior que a taxa de evaporação e transpiração, ou seja, a humidade do ar é alta durante o ano todo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2214 alignleft" style="margin-left: 6px; margin-right: 6px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/fc-nuremberg.jpg" alt="FC Nuremberg" width="300" height="195" align="left" title="1. FC Nürnberg   Der Club" />O clube da cidade foi fundado em 1900 e apesar de não constar nos actuais livros dourados do futebol Europeu, está de novo de volta aos grandes palcos. O 1. FC Nürnberg &#8211; &#8220;Der Club&#8221; é um dos clubes mais tradicionais do futebol alemao em geral &#8211; e não é por coincidência que seja ainda hoje referido pelo simples nome de &#8220;Club&#8221;, pois quando o 1.FCN ganhou os seus primeiros 5 campeonatos entre 1920 e 1927, a linguagem &#8220;futebolística&#8221; na Alemanha ainda era extremamente &#8220;British&#8221;. O &#8220;Club&#8221; manteve toda a sua tradicao ate aos dias actuais, apesar do ultimo campeonato ganho datar de 1968 e o clube ter sido relegado para a segunda liga mais que uma vez no passado, foi na passada temporada, já em 2007 que encontrou de novo as portas da vitoria ao ganhar a Taça Alemã (3-2 na final com o Estugarda)e com isso conseguir uma maior exposição aos parceiros financeiros que começam a tornar o 1.FC num moderno e bem sucedido clube. O clube beneficiou dos apoios do Mundial 2006 e o totalmente coberto easyCredit Stadium foi remodelado em 2005 e tem agora espaço para 46780 lugares, 38980 dos quais sentados e os restantes 7800 lugares não sentados.</p>
<p>Ao nivel individual, os fãs do &#8220;Club&#8221; recordam e honram nos seus cânticos os grandes nomes dos &#8220;Glubberer&#8221; (alcunha dos jogadores do Nuremberga) do passado. O nome de Max Morlock é o mais representativo para muitos e este é para o clube como Eusébio para o Benfica: Morlock jogou mais de 900 jogos pelo 1.FC Nuremberga e ainda a lendária final do Mundial 1954 na Suíça, onde marcou no 1-2 contra a Hungria, levando a Alemanha ao titulo e a uma das grandes conquistas do pais. Estatisticamente, a equipa ocupa actualmente na Bundesliga um decepcionante 16.º lugar com apenas 15 pontos em 17 jornadas, com 21 golos marcados e 28 sofridos. Mesmo assim, mantém um registo interessante de 2.81 golos marcados por partida, contrastando com uma fraca prestação fora de casa, onde conta com apenas 26% de vitórias. Os responsáveis do &#8220;Club&#8221; estipulam que o estádio esgote na recepção ao Benfica e que o clube mantenha a media de 6000 adeptos que se deslocam para apoiar a equipa em campos forasteiros, para gritarem alto os nomes dos seus ídolos actuais.</p>
<p>Ao nível de plantel, este Nuremberga de Hans Meyer, tem em Andreas Wolf o homem-chave da defesa, sendo mesmo considerado o melhor jogador do ano 2007 na Bundesliga. O club fez um enorme esforço ao adquirir o passe do internacional grego Angelos Charisteas que teve curiosamente no estádio da Luz o seu grande momento da carreira ao apontar o golo que derrotou Portugal na final do EURO-2004. O grego com os seus 1.91m e 82kg, nao teve dificuldades em impor-se como melhor marcador da equipa com 5 golos e assumir-se como verdadeira figura de proa deste Nuremberga que aposta muito na UEFA, prova disso foi o ultimo jogo que fez na fase de grupos em que defrontou o Larissa no seu reduto, e após iniciar o jogo a perder deu a volta para uns incríveis 1-3, conseguindo o passaporte para agora encontrar nos 16 avos-de-final da Taça UEFA, a equipa da Luz. O defesa francês ex-Nice &#8211; Jacques Abardonado e o ponta de lança Chhunly Pagenburg do 1860 Munchen são nomes já confirmados como reforços de Inverno para ajudar o &#8220;Club&#8221; a escapar os lugares &#8220;proibidos&#8221; da Bundesliga.</p>
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