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	<title>Jogo de Área &#187; Liga dos Campeões 07/08</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Análise: Man Utd 1&#215;1 Chelsea (6×5 g.p.)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2008 11:38:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[O destino havia de pregar uma valente partida à nação Britânica. A incapacidade de marcar presença no Euro 2008 chocou meio mundo, mas o poderio do futebol jogado em Inglaterra havia de nos oferecer para ontem uma noite mágica: a final da Liga dos Campeões disputada entre Manchester Utd. e Chelsea.
As circunstâncias eram bem distintas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O destino havia de pregar uma valente partida à nação Britânica. A incapacidade de marcar presença no Euro 2008 chocou meio mundo, mas o poderio do futebol jogado em Inglaterra havia de nos oferecer para ontem uma noite mágica: a final da Liga dos Campeões disputada entre Manchester Utd. e Chelsea.</p>
<p>As circunstâncias eram bem distintas, mas algo era partilhado pelas duas equipas, a motivação para vencer e a qualidade para tal. O Chelsea vinha de um final de época notável, sob o comando de Avram Grant e após a saída de Mourinho. O Israelita pegou num clube organizado, estruturado, e mostrou inteligência na forma como o manteve nos trilhos correctos. O Manchester, e sob a alçada de Ferguson, vivia (mais um) momento brilhante da sua história, depois da conquista de mais um campeonato, e considerada de forma unânime como a equipa mais atractiva da actualidade. Para Portugal, este era também um jogo de sentimento especial. Ricardo Carvalho, recém-eleito como o jogador do ano no seu clube, era esteio na defensiva juntamente com Terry; Cristiano Ronaldo, uma estrela que parece não parar de cintilar, era claramente o homem &#8220;mais&#8221; deste conjunto em termos ofensivos.</p>
<p>E a partida iniciou-se da melhor forma possível, no Estádio Luzhniki em Moscovo. Um encaixe perfeito de ambas as equipas em termos tácticos, o que permitiu desde cedo apreciar boas trocas de bola e transições com velocidade. O predomínio era dos &#8220;red devils&#8221;, que surgiam perto da baliza quase sempre por intermédio de cruzamentos venenosos, depois de lateralizações bem executadas. E o golo haveria de surgir dessa mesma forma, num lance de insistência e depois de um cruzamento do central/lateral Wes Brown &#8211; Cristiano Ronaldo, de forma imparável, ofereceu de cabeça o 1&#215;0 ao Man Utd. Os 15 minutos seguintes tiveram a mesma tónica, e por pouco não se assistiu ao 2&#215;0 por Carlos Tevez, na sequência de um cruzamento brilhante de Cristiano Ronaldo.<br />
Quando se esperava o intervalo, a maturidade do Chelsea veio finalmente ao de cima, e num lance às três tabelas Lampard não teve dificuldade em concluir para o empate. Um golo estranho, imerecido talvez, mas que revelou a tal imprevisibilidade no futebol dos londrinos, uma excelente capacidade para concluir em momentos cruciais &#8211; o factor &#8220;Mourinho&#8221; ainda bem presente na equipa.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-677" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/699712_biglandscape.jpg" alt="Análise: Man Utd 1x1 Chelsea (6×5 g.p.)" width="300" height="200" align="left" title="Análise: Man Utd 1x1 Chelsea (6×5 g.p.)" />Com o resultado novamente empatado, assistiu-se a um segundo tempo de contenção de parte a parte. Contudo, pareceu evidente uma quebra física do Manchester depois de um primeiro tempo em que claramente havia sido a equipa mais ofensiva. O Chelsea tirou partido disso mesmo, e pouco a pouco ia mostrando o seu futebol, maioritariamente através de pontapés de meia distância. Aos 78&#8242; foi Drogba a estoirar ao poste, e já em tempo de prolongamento foi Lampard, dentro da área, a colocar a bola na barra da baliza de Van der Sar. O jogo chegava à sempre terrível lotaria dos penalties, e depois de tanto azar, o Chelsea necessitava de manter os seus níveis motivacionais num patamar estável. E efectivamente a sorte voltou a estar de costas voltadas para os &#8220;blues&#8221;, que apesar de tudo tiveram o troféu nas suas mãos. Terry falhou a grande penalidade decisiva, o veterano Giggs cumpriu a sua parte, e Van der Sar terá feito a defesa da sua vida, oferecendo assim ao seu clube mais uma Liga dos Campeões, a terceira na história do clube.</p>
<p>Fundamentalmente, tratou-se de uma vitória justa pela capacidade demonstrada pelo Manchester não apenas nesta partida, mas ao longo de toda a temporada. A sorte é também um elemento a tomar em conta, e para o Chelsea terá sido uma partida marcante, de uma equipa que esteve bem perto de fazer história ao alcançar o troféu pela primeira vez. Alex Ferguson é o mentor de todo este percurso notável, o escocês que parece estar talhado para o sucesso, e que certamente será recordado não apenas pelos britânicos, mas por todos os amantes do futebol espectáculo.</p>
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		<title>Análise: Porto 1&#215;0 Schalke 04 (1&#215;4 g.p.)</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 13:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Chora-se de tristeza na cidade do Porto. Em 210&#8242; de futebol, o Porto de Jesualdo Ferreira mostrou uma enorme sabedoria na arte de saber sofrer e não atirar a toalha para o chão. Insuficiente, no entanto. Frente a uma equipa alemã que se mostrou macia quando o Porto a isso a obrigou, os dragões não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chora-se de tristeza na cidade do Porto. Em 210&#8242; de futebol, o Porto de Jesualdo Ferreira mostrou uma enorme sabedoria na arte de saber sofrer e não atirar a toalha para o chão. Insuficiente, no entanto. Frente a uma equipa alemã que se mostrou macia quando o Porto a isso a obrigou, os dragões não foram capazes de ultrapassar aquele que se tornou num novo herói de <em>Gelsenkirchen</em>: o &#8220;novato&#8221; Neuer.</p>
<p>Depois de uma &#8220;primeira-parte&#8221; de maior incapacidade portista numa atribulada viagem ao oeste da Alemanha, a pressão estava do lado dos portistas, e o Estádio do Dragão acorreu em peso para mais uma noite de emoções europeias. Do centro da Europa vinham cerca de 3 mil gargantas bem afinadas, de uma equipa fria e calculista que, apesar da negação do seu treinador, acabava por revelar a clara intenção de jogar para o resultado ao colocar 5 médios de início (3 deles de contenção), deixando Kuranyi muito sozinho na frente, órfão do apoio dos habituais Rakiti? e Asamoah. Do lado portista, a maior surpresa consistia talvez na opção por Tarik em detrimento de Farias. O marroquino traz amplitude ao ataque portista, capacidade de jogar no um-contra-um cruzando de frente para trás, algo que vinha faltando no jogo ofensivo portista.<br />
A postura alemã nada de bom fazia prever &#8211; a história assim o conta &#8211; contudo, o início de jogo revelou a intensidade que os dragões teriam que impor na partida: aos 12&#8242; foi Lisandro frente a frente com Neuer para uma boa saída do jovem guardião; aos 13&#8242; era Tarik a responder de cabeça a um fabuloso cruzamento de Bosingwa &#8211; Neuer começava aqui o seu &#8220;festival&#8221;, com uma bela defesa por instinto. Os primeiros 45&#8242; foram inteiramente portistas, mas depois de meio-tempo de maior fulgor o Porto deixou-se ir abaixo revelando a habitual impaciência &#8220;à portuguesa&#8221;, com uma clara perda de agressividade, de intensidade, e o final da primeira parte rapidamente surgiu.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/03/porto-schalke_neuer.jpg" alt="Análise: Porto 1x0 Schalke 04 (1x4 g.p.)" hspace="5" width="300" height="206" align="left" title="Análise: Porto 1x0 Schalke 04 (1x4 g.p.)" />Quando talvez se esperaria um Porto de maior garra na entrada para a segunda-parte, o que é facto é que Jesualdo Ferreira não parece ter sido capaz de incutir alguma coragem na equipa, que se manteve demasiadamente &#8220;adulta&#8221;, não querendo correr riscos excessivos. A saída de Bosingwa por lesão reforçava este mau presságio, dado que nem Quaresma nem Tarik atingiam sequer metade do rendimento lateral do defesa-direito. Pelo contrário, Tarik deambulava demasiadamente pelo centro do terreno ao passo que Quaresma denotava a habitual falta de profundidade na equipa. Para o adepto menos atento Quaresma terá sido talvez dos elementos mais interventivos durante os 90&#8242;, algo que não deixa de ser verdade, mas o que é facto é que o criativo portista perdeu-se quase sempre nos <em>timings</em> de decisão, algo bem visível no défice de jogo ofensivo servido aos avançados Lisandro ou Farias. A excepção esteve claramente em Lucho &#8211; e que grande partida efectuou o médio argentino! &#8211; que mostrou ser o cérebro desta equipa na forma de atacar, cumprindo também de forma irrepreensível na vertente de recuperação defensiva. Paulo Assunção e Raúl Meireles, embora este segundo menos decisivo, foram igualmente elementos de grande eficiência, e que permitiram garantir a segurança defensiva que se exigia numa partida de ataque continuado. Contudo, e numa jogada de distracção tudo poderia ter-se perdido, já que depois de uma perda de bola em terrenos defensivos Hélton viu-se obrigado a parar uma bola de golo defendendo com as mãos já fora da grande área. Algo que poderia ter ditado a expulsão do guardião <em>canarinho</em>, e que talvez pela rapidez do lance terá passado despercebido ao juiz da partida.<br />
Mesmo que com pouquíssima inspiração, o Porto não desistia e justiça seja feita ao espírito desta equipa que mesmo jogando sem laterais de raiz &#8211; Fucile havia sido expulso de forma injusta aos 80&#8242; &#8211; mantinha o caudal ofensivo, a única solução possível para alcançar o tão desejado golo. De realçar a prestação de Mariano, que entrado para o lugar de Bosingwa conseguiu cumprir como lateral, médio e extremo quando necessário, revelando um enorme pulmão e forte cultura táctica. Na realidade, e espremendo o sumo daquilo que o FC Porto produziu, é imperial dizer que faltou capacidade para ultrapassar definitivamente os alemães, algo só conseguido por um magistral Lisandro, que aos 86&#8242; levantou o estádio com um remate do outro mundo, mostrando mais uma vez como é actualmente um dos grandes avançados a actuar na Europa.</p>
<p>O futebol é isto mesmo, e repentinamente as mentalidades alteravam-se, assim como o espírito de ambas as equipas. O Schalke 04 era agora uma equipa tremida, enquanto o Porto transbordava confiança, bem visível no primeiro lance do prolongamento, em que quer Quaresma quer Farias não foram capazes de furar a baliza adversária. O Schalke estendia um pouco o seu jogo, e pela primeira vez na partida viamos o Porto a jogar ao seu nível, com espaços e rápido nas transições. Quaresma estava endiabrado, e aos 102&#8242; protagonizava o lance do jogo: isolado frente a Neuer, temporizou demasiadamente permitindo a defesa do guarda-redes alemão. Um lance que poderia e deveria ter arrumado com a partida, algo que numa noite de tremenda infelicidade portista acabou por não suceder!<br />
Os <em>penalties</em> são e sempre serão uma lotaria, mas o que e facto que a turma alemã se revelou mais confiante e consistente neste particular. Uma derrota plena de frustração e infelicidade, mas.. o sentimento de dever cumprido!</p>
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		<title>Análise: Schalke 04 1&#215;0 Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 23:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa partida em que o Porto apenas entrou em jogo aos 30&#8242;, demorando outros 10&#8242; a encontrar-se, o primeiro tempo acabou por ser decisivo para o desfecho final. Apesar de uma melhoria exibicional nos segundos 45&#8242;, o mal estava feito. Lisandro esteve ainda a milímetros de empatar a partida, mas verdade seja dita: esta noite [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa partida em que o Porto apenas entrou em jogo aos 30&#8242;, demorando outros 10&#8242; a encontrar-se, o primeiro tempo acabou por ser decisivo para o desfecho final. Apesar de uma melhoria exibicional nos segundos 45&#8242;, o mal estava feito. Lisandro esteve ainda a milímetros de empatar a partida, mas verdade seja dita: esta noite os alemães sobrepuseram-se claramente aos portugueses, em todos os parâmetros de jogo.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/02/013372519-ex00.jpg" alt="Análise: Schalke 04 1x0 Porto" hspace="5" width="300" height="212" align="left" title="Análise: Schalke 04 1x0 Porto" />Desorganizado, desconcentrado, pouco pressionante, este Porto foi uma sombra de si próprio, e de uma forma inesperada concedeu ao Schalke o controlo dos primeiros minutos. Não se fazendo rogados, os alemães partiram para cima do Porto que rapidamente se &#8220;vergou&#8221; à eficiência de Kevin Kuranyi &#8211; a uma intervenção &#8220;discutível&#8221; de Hélton (ao defender a bola para a frente), o brasileiro naturalizado alemão abriu a contagem de forma imparável &#8211; 3&#8242;.<br />
Com a lesão de José Bosingwa &#8211; e que falta o lateral fez esta noite! &#8211; Jesualdo Ferreira promoveu João Paulo para a titularidade. Face às claras deficiências defensivas de Cech, o leiriense entrou e cumpriu integralmente, quer na direita quer na esquerda. De facto, e face a um clara desunião entre linhas, não só o meio campo era incapaz de construir, como as alas estavam igualmente presas à sua defensiva, dado o futebol ofegante do Schalke 04. No sector ofensivo, Farias foi presa fácil para dois centrais de elevadíssima estatura, Bordon e Krstajic. Só Lisandro, com a garra do costume, se foi tentando libertar de uma defensiva alemã de se lhe tirar o chapéu! A capacidade posicional do Schalke é notável, jogando quase sempre em antecipação e com um miolo defensivo que apesar de &#8220;pesado&#8221; consegue construir e decidir bem rápido &#8211; os dados estatísticos não mentem, e na actual edição da Bundesliga esta equipa tem um dos melhores registos.</p>
<p>A ideia de colocar em Fucile toda a responsabilidade ofensiva (já que João Paulo seria sempre mais um 3º central do que um ala ofensivo) levou a um dilema neste Porto. A lição não pareceu estar bem estudada, pois a ala direita era de facto a mais forte desta equipa alemã, não só pelo contributo de Rafinha e do irreverente Rakitic, como igualmente de Kuranyi, ponta de lança que não poucas vezes descai para a lateral direita. Fucile teve 30 minutos de total desconcerto, tendo como origem na sua zona não só o golo sofrido, mas também 2 outras oportunidades de golo iminente &#8211; não estando com isto a crucificar o jogador, pois o uruguaio não obteve o mínimo de apoio posicional, quer de Quaresma quer do médio interior mais próximo.<br />
Jesualdo e o seu adjunto Azenha compreenderam o erro (para bem do FC Porto, e felizmente não tarde de mais), trocando a posição dos laterais e obrigando a uma maior ocupação de espaços no sector intermédio. Felizmente, o descalabro táctico desapareceu, dando lugar a um Porto mais seguro e confiante.</p>
<p>Depois de um primeiro tempo de sobressalto, o Porto pareceu entrar mais tranquilo para o segundo-tempo, mas cedo ficou claro que não iríamos ver uma equipa de grande pendor ofensivo. O golo de Kuranyi havia deixado uma ferida demasiadamente profunda, e um segundo golo poderia revelar-se fatal para os portistas. Assim, quer Assunção quer Lucho pegaram no jogo e conseguiram durante grande parte dos segundos 45&#8242; garantir alguma segurança à sua retaguarda. O argentino, mesmo que um pouco lento, conseguiu ser o pêndulo que habitualmente representa nos portistas, saindo dos seus pés a maioria dos lances de perigo.<br />
Aos 56&#8242; era Farias o sacrificado para a entrada de Tarik &#8211; o Porto necessitava com urgência de um flanqueador, e o marroquino ajudou francamente para algum equilíbrio lateral. 80% deste segundo tempo foi de controlo portista, e apesar de pouco pressionante conseguiu quase sempre manter-se perto da baliza adversária, mesmo que sem oportunidades reais de golo. Palavra para o árbitro da partida, que não revelou o habitual &#8220;proteccionismo&#8221; às potências económicas do futebol europeu, que por norma prejudicam as equipas portuguesas. Pelo contrário, mostrou até algum favorecimento para os dragões, algo que ajudou a equipa a manter-se dominadora no meio-campo contrário.</p>
<p>Apesar de tudo, o FC Porto a respirar de alívio no final dos 90 minutos da partida. A mossa poderia ter sido francamente maior, e só uma equipa experiente como o Porto foi capaz de se sobrepor a um primeiro tempo onde a as dificuldades de adaptação foram bem patentes. Lisandro Lopez esteve pertíssimo de conseguir o empate aos 80&#8242;, talvez na única grande oportunidade de golo de toda a partida, mas os &#8220;santos&#8221; não quiseram premiar uma equipa que no fundo não o merecia, depois de um jogo extremamente irregular a nível exibicional.<br />
Tudo está em aberto, e o dragão irá certamente encher para a &#8220;segunda-parte&#8221; da eliminatória, os definitivos e o decisivos 90 minutos!</p>
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		<title>Observatório: &#8220;Die Knappen&#8221; &#8211; Os Mineiros</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 15:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 07/08]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Schalke 04. Será esta a equipa que os dragões irão encontrar nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Um adversário acessível aos olhos de muitos, e uma viagem à mítica Arena AufSchalke, em Gelsenkirchen, cidade onde o FC Porto se sagrou campeão europeu na temporada de 2003/04. Os dados estão definitivamente lançados&#8230;
Comecemos por introduzir o futuro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Schalke 04. Será esta a equipa que os dragões irão encontrar nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Um adversário acessível aos olhos de muitos, e uma viagem à mítica Arena AufSchalke, em Gelsenkirchen, cidade onde o FC Porto se sagrou campeão europeu na temporada de 2003/04. Os dados estão definitivamente lançados&#8230;</p>
<p>Comecemos por introduzir o futuro adversário portista, geográfica e historicamente. Gelsenkirchen é uma cidade alemã pertencente ao estado federal de Renânia do Norte, no oeste da Alemanha. Actualmente, conta com cerca de 274 mil habitantes. Mas Gelsenkirchen é definitivamente uma cidade repleta de misticismo &#8211; no início do século XX, era a mais importante cidade da Europa na exploração mineira de carvão. Era designada como &#8220;a cidade dos mil fogos&#8221;, devido à quantidade de fumo que era sempre possível avistar nos seus céus. Durante a época nazi, Gelsenkirchen era um centro de produção de carvão, com inúmeras carvoarias. Curiosamente, o plantel do Schalke 04 foi durante largos anos constituído maioritariamente por mineiros, que patrioticamente serviam o país nas duas actividades. A história tratou de &#8220;honrar&#8221; este grande clube, que é actualmente carinhosamente designado como &#8220;Die Knappen&#8221; &#8211; Os Mineiros.</p>
<p><a href="http://bp3.blogger.com/_kD5CLIoztjs/R26VuBAPd8I/AAAAAAAAAl4/xmQgsA_3CzI/s1600-h/635625_biglandscape.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer" src="http://bp3.blogger.com/_kD5CLIoztjs/R26VuBAPd8I/AAAAAAAAAl4/xmQgsA_3CzI/s320/635625_biglandscape.jpg" border="0" alt="Observatório: Die Knappen   Os Mineiros"  title="Observatório: Die Knappen   Os Mineiros" /></a>Curiosamente, e apesar de não deter um historial equiparável a outros clubes alemães, como o Bayern Munich, Werder Bremen ou Borussia Dortmund, o Schalke 04 é dos clubes com maior popularidade do país, sendo ainda considerado o segundo clube com a maior massa adepta alemã. A estatística não mente, e a temporada de 2004/05 é bem exemplificativa: num recinto com capacidade para 61.481 espectadores, a média situou-se nos 61.387 adeptos. Notável. Não vencendo a prova maior do seu país desde 1958, tem no entanto vindo a crescer exponencialmente, alcançando o vice-campeonato em 2001, 2005 e 2007. Quer na temporada de 2000/01 quer em 2006/2007, a sorte foi madrasta para <span style="font-style: italic">os mineiros</span>, que literalmente morreram na praia. Depois de excelentes percursos vitoriosos, o campeonato acabou por ser irremediavelmente perdido nos últimos instantes da prova, para Bayern e Estugarda, respectivamente. Actualmente, a equipa encontra-se na quinta posição da Bundesliga, a 7 pontos do 1.º classificado Bayern Munich.</p>
<p>Na UEFA, a história desta equipa esbate-se claramente. O Schalke conta com 25 partidas na prova maior da UEFA (em contraste com os 157 jogos já realizados pelos dragões), que resultaram em 9 vitórias e 6 empates. A qualificação para os oitavos-de-final da prova é aliás um feito inédito, sendo <span style="font-style: italic">os mineiros</span> estreantes nesta fase. Na Taça UEFA são presença mais comum, com um registo de 60 partidas (31 vitórias), tendo aliás vencido a prova em 1997 frente a um fortíssimo Inter de Milão, através da marca de grandes penalidades.</p>
<p>Para o FC Porto, a memória de Gelsenkirchen é inevitável. No local onde os portistas fizeram história há cerca de 3 anos e meio, desta feita a realidade será bem distinta. O Schalke é uma equipa que na forma de jogar poderá ser assemelhada ao actual Porto de Jesualdo Ferreira &#8211; uma equipa que gosta de jogar de pé para pé, e que tem no contra-ataque a sua maior arma. Aliás, o grande (e talvez único) nome a saltar à vista nesta equipa alemã é o de  Kevin Kuranyi, ponta de lança que se celebrizou com as cores do Estugarda. Efectivamente, não serão os &#8220;nomes&#8221; a amedrontar os dragões, mas.. o futebol é forte em surpresas, e só um Porto de grande capacidade conseguirá ultrapassar mais um forte adversário. Resta-nos esperar por 19 de Fevereiro e 5 de Março de 2008 &#8211; os dias de todas as decisões.</p>
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		<title>Análise: Porto 2&#215;1 Marselha</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2007/11/analise-ucl-0708-j4-porto-21-marselha/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Nov 2007 00:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais vale tarde do que nunca! Numa partida atípica, na qual o Porto apenas conseguiu estabelecer o seu futebol no segundo período, fica a memoria de 3 pontos saborosíssimos. Um total de 8 pontos para o dragão, que equivale nada mais nada menos do que a uma primeira posição no Grupo A de apuramento para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais vale tarde do que nunca! Numa partida atípica, na qual o Porto apenas conseguiu estabelecer o seu futebol no segundo período, fica a memoria de 3 pontos saborosíssimos. Um total de 8 pontos para o dragão, que equivale nada mais nada menos do que a uma primeira posição no Grupo A de apuramento para os oitavos-de-Final.</p>
<p>A indisponibilidade de Lucho foi tema para toda a semana. Depois de uma partida de ma recordação frente aos azuis do Restelo, o Porto perdera os primeiros pontos no campeonato, assim como o seu importante capitão Lucho Gonzalez por lesão. O futebol cerebral do argentino não encontra paralelo no plantel portista, e isso foi algo que na partida de hoje pareceu evidente durante os 90 minutos. Jesualdo escolheu para o substituir uma solução conservadora, colocando Cech numa posição de médio interior esquerdo e dando a Assunção e Meireles a função de coordenadores do miolo de jogo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2234 alignleft" style="margin-top: 6px; margin-right: 10px" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/porto-marselha-tarik.jpg" alt="Tarik Sektioui" width="300" height="221" align="left" title="Análise: Porto 2x1 Marselha" />A exibição no Velodrome tinha sido de imenso brio, e o empate ate injusto para os olhos de um espectador isento. Como tal, a exigência mínima para a jornada de hoje seria demonstrar claramente a superioridade perante esta equipa francesa de Eric Gerets. No entanto, a entrada na partida não foi certamente aquela que os adeptos portistas expectavam. Um FC Porto apático, que levou a um recuo generalizado no terreno, permitindo ao Marselha &#8211; actual penúltimo classificado da &#8220;La Ligue&#8221; francesa &#8211; praticar um futebol rectilíneo e de risco para os portistas. Lances de eminente perigo nao os houve, mas a postura da equipa mostrava-se essencialmente órfã da criatividade que Lucho impõe no campeão nacional. Depois de uma meia hora sofrível, e contra a corrente da partida, Tarik desenha um lance de génio, uma jogada que iria marcar certamente esta 4.ª jornada da Liga dos Campeões edição 07/08: um golo fenómeno de Tarik Sektioui, aos 27 minutos. Para ver e rever. O magrebino a quem há bem pouco tempo dediquei um artigo, a vincar aquilo que faz dele uma referencia deste Porto actual. Capacidade de explosão, clarividência ofensiva, uma importante experiência. Apesar do golo, os predicados desta primeira parte não se alteraram, e o jogo mastigou-se ate ao intervalo.</p>
<p>O segundo-tempo viria a ser totalmente distinto do primeiro. Alias, as transformações evidenciavam-se bem cedo, aos 47 minutos. Niang (sim, o mesmo da Jornada 3) a aproveitar uma falha colectiva da defesa portista e a estabelecer o empate. A turma portista entrava certamente decidida a gerir o tento maravilha de Tarik, mas cedo as contas se alteraram, e este golo iria obrigar os pupilos de Jesualdo a trabalhar em prol da vitoria.<br />
Aos 58&#8242; Jesualdo colocava Postiga no ataque, retirando Cech. Alterando o esquema táctico para um 442, havia uma clara tentativa de povoar o meio campo garantindo assim maior consistência ao mais importante sector de jogo. A pouco e pouco, esta variação táctica fez-se notar e o Porto partiu para uma segunda-parte de grande pulmão, frente a um Marselha que parecia agora importado em segurar o empate. Aos 68&#8242; Meireles sai desgastado para o lugar de um Bolatti mais identificado com a cultura azul-e-branca. Uma boa exibição do argentino. A equipa não denotava grande genialidade, mas desenvolvia um futebol ligado, com imensa fibra e garra, conseguindo mesmo construir algumas oportunidades nomeadamente através de lances de bola parada. Depois de uma tentativa gorada do inevitável Lisandro, com a bola a embater na barra, o argentino conseguia mais uma vez arrumar com as contas da partida: 78 minutos, e Lisandro responde imparável a um bom cruzamento de Quaresma, deixando o Estádio do Dragão em apoteose.</p>
<p>O que é certo é que neste segundo tempo vimos o Porto a praticar o futebol a que nos habituou. O Marselha não teve sequer capacidade para tentar responder ao tento portista, e os últimos 15 minutos foram geridos de forma soberba, com uma grande união entre sectores. Uma vitoria mais do que merecida, cujos louros deverão ser distribuídos por todos os intervenientes. Desta forma, o FC Porto a quase garantir a tão almejada qualificação para a 2.ª fase da competição. Com mestria.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pfk2HdxbJS8"><img src="http://img.youtube.com/vi/pfk2HdxbJS8/default.jpg" width="130" height="97" border title="Análise: Porto 2x1 Marselha" alt="Análise: Porto 2x1 Marselha" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Obra de arte de Tarik Sektioui</span></p>
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