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	<title>Jogo de Área &#187; Liga dos Campeões</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Liga dos Campeões: Atl. Madrid 0&#215;3 Porto &#8211; Dragão em crescendo&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 00:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[O Porto confirmou hoje, em Madrid, que se encontra num momento ascendente de forma. Efectivamente, os dragões, actuando em 4-3-3 com Maicon e Valeri nos lugares que, em Guimarães, foram de Rolando e]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-maisfutebol-futebol-iol-atl-madrid-cronica/1108779-4930.html" target="_blank">Porto</a> confirmou hoje, em Madrid, que se encontra num momento ascendente de forma. Efectivamente, os dragões, actuando em 4-3-3 com Maicon e Valeri nos lugares que, em Guimarães, foram de Rolando e Belluschi, usaram a receita que proveitosos resultados deu na passada sexta-feira.</p>
<p>E, assim, a entrada em jogo foi novamente fortíssima&#8230; e logo aos três minutos, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/bruno-alves-fc-porto/1108785-4062.html" target="_blank">Bruno Alves</a> subia aos ares de forma soberba para cabecear para o fundo das malhas de Sérgio Asenjo. Se a equipa entrou confiante, melhor tónico não poderia ter! Tentou recompor-se o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/quique-flores-benfica-atletico-madrid-fc-porto-porto-champions/1108792-4062.html" target="_blank">Atlético</a>, num 4-4-2 rudimentar e sem um verdadeiro organizador de jogo. Paulo Assunção e Cléber Santana não conseguiam acompanhar os extremos e a equipa transformava-se em duas enormes ilhas: a defensiva e a ofensiva composta por Simão na esquerda, Maxi Rodriguez na direita e Forlán, juntamente, com Aguero no centro.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3291 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/atletico-porto-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="183" align="left" title="Liga dos Campeões: Atl. Madrid 0x3 Porto   Dragão em crescendo..." />E apesar dessas limitações, ofensivamente a equipa ainda estrebuchou&#8230; os estertores que mantêm viva a equipa iam alimentando algumas acções em que o perigo rondava a baliza de Helton. Mas esse desequilíbrio surgiria, novamente&#8230; contra ataque rápido, as compensações inexistentes numa equipa absolutamente partida, e <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/36577-fc-porto-atropela-o-atletico-madrid-3-0" target="_blank">Falcao</a> a recarregar o primeiro remate de Fucile que subiu, tranquilamente, pela ala direita sem que algum colchonero o pressionasse. A imensa passadeira vermelha que os madrileños estendem aos adversários, na presente época, voltava a aparecer!</p>
<p>Aos vinte e seis minutos, o jogo ganhava o epípeto de resolvido. O Atletico tentaria, novamente, responder, especialmente através da sua dupla de avançados que tentava remar contra uma maré revolta,  consequentemente sem efeitos práticos! Na verdade, é doloroso ter dois avançados da estirpe de Forlán e Aguero e o resto da equipa ser incapaz de acompanhar o andamento&#8230; e aquele pontapé de bicicleta de <em>El Kun</em>, apesar de ter rasado o poste, levantou o Vicente Caldéron, num dos raros momentos de emoção para os adeptos colchoneros!</p>
<p>E com isto chegou-se ao intervalo. E se dúvidas existissem, o primeiro minuto tratou de decidir o jogo. Aguero saía lesionado e Forlán ficava órfão da alma gémea. O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413064" target="_blank">Porto</a> esse, calmamente, ia controlando o jogo, trocando a bola entre si, procurando espaços, esperando. Mas os dragões, mesmo assim, conseguiam criar perigo&#8230; Rodriguez isolado perante Asenjo permitiu que o guarda redes espanhol fizesse uma meritória mancha, negando o óbvio. Mas se a uma Cebola ainda se consegue dizer que não, nada se pode fazer contra a força de um Super Herói&#8230; <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fc-porto-alertas/hulk-fc-porto-maisfutebol-futebol-iol/1108786-3214.html" target="_blank">Hulk</a>, num momento de génio, bailou perante os aturdidos defesas espanhóis e desferiu tamanho balázio que o estranho foi não ter furado as redes!</p>
<p>O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413065" target="_blank">Porto</a> marcava o terceiro e demonstrava a sua diferença de andamento para o Atletico&#8230; uma verdadeira decepção desta época europeia! Quanto aos dragões, a certeza que há equipa para aspirar a altas ambições.</p>
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		<title>Piqué, a imagem do orgulho catalão</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 11:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[A alma catalã é intrínseca à própria ipseidade da região. Projecta-se na alma dos seus habitantes, que fazem dos seus símbolos verdadeiros embaixadores de uma região que busca a autonomia, e nesses símbolos, o Barcelona tem-se destacado como o maior embaixador de uma cultura que se distingue das demais regiões castelhanas!
E, apesar da miríade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A alma catalã é intrínseca à própria ipseidade da região. Projecta-se na alma dos seus habitantes, que fazem dos seus símbolos verdadeiros embaixadores de uma região que busca a autonomia, e nesses símbolos, o Barcelona tem-se destacado como o maior embaixador de uma cultura que se distingue das demais regiões castelhanas!</p>
<p>E, apesar da miríade de nacionalidades que pululam pelos corredores dos balneários de Camp Nou, o orgulho culé reside nos catalães formados em La Masia e que anseiam afirmar-se no mundo do futebol. Actualmente, nomes como Puyol, Xavi, Busquets, Bojan Krkic demonstram o quão importante é conjugar o sentimento de uma região com a vontade de vencer&#8230; bem como o treinador Guardiola. Aliás, o antigo governador da Catalunha e grande divulgador do sentimento catalão, Jordi Pujol, sempre gostou de demonstrar esse feeling nos seus rounds diplomáticos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3243 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/spain-gerard-pique.jpg" alt="Gerard Piqué" width="280" height="193" align="left" title="Piqué, a imagem do orgulho catalão" />Todavia, entre esses catalães de boa cepa que transportam para qualquer cancha esse sentimento, há um que bem poderia encarnar a parábola do filho pródigo! Apesar de ser da cidade que, além do futebol, venera Gaudi e a Sagrada Família, ou onde os habitantes sobem até Montjuic para se embrenharem no verde e na natureza, cedo abandonou as escolas de La Masia, ou, em português A Quinta, para se deixar seduzir pelo british dream. Com efeito, Piqué, logo aos dezasseis anos teve a hipótese de migrar para a pátria do futebol&#8230; como muitos jovens do seu país, Cesc Fábregas, Fran Mérida, Álvaro Arbeloa, entre outros, arriscou a sorte! Destino: as categorias de base do Manchester United, temperadas com algumas espontâneas aparições na equipa de reservas. Já nessa altura, em 2004, fora cobiçado, também, pelo Arsenal e Liverpool, onde Benitez, se diz, ficou possesso quando perdeu a corrida pela sua contratação para os red devils.</p>
<p>Em Old Trafford, a certeza de trabalhar com um verdadeiro escultor de talentos, o homem que inventou os irmãos Neville, Beckham, Scholes, Giggs e tantos outros que ainda estão a despontar e são da geração de Piqué: Macheda, Evans entre mais alguns! Mas, porém, aquele central forte, resoluto, inexpugnável no jogo aéreo e, ainda por cima polivalente &#8211; já que podia desempenhar a função de pivot defensivo com igual assertividade &#8211; não conseguiu adaptar-se ao futebol inglês. Pese algumas, esporádicas, aparições na equipa principal mancuniana sentia imensas dificuldades em afirmar-se na equipa principal&#8230; fosse pela sua juventude, fosse pela feroz concorrência &#8211; Ferdinand, Vidic, só para citar os concorrentes de maior curriculum &#8211; a verdade é que era notório que o velho lobo Ferguson não confiava nele, chegando mesmo, na temporada de 2006/2007, a cedê-lo ao Zaragoza!</p>
<p>Aí, de regresso a solo pátrio e ao lado de nomes como Pablo Aimar, Carlos Diogo, Alberto Zapater ou Sérgio Garcia, voltou a reencontrar-se com a felicidade do jogo. Tornou-se imprescindível no centro da defesa do clube de La Rosaleda e foi um dos pilares do apuramento para a, então, Taça Uefa. Após tão concludentes indicações Ferguson não hesitaria&#8230; chamá-lo-ia novamente, mas desta feita assumindo que haveria de contar com o catalão. Contudo, ou pelas lesões ou por alguma imaturidade ainda bem latente, este cedo voltaria a perder o comboio das primeiras escolhas, sendo que no fim da época o carácter impaciente e irascível do velho escocês voltou a fazer das suas. Piqué era colocado na lista de transferíveis e pelo preço de cinco milhões de euros&#8230; uma pechincha, atendendo ao potencial esperado e, por vezes, já demonstrado, atendendo a ser internacional espanhol em todos os escalões desde os sub-15, atendendo a estar entre os melhores jogadores jovens do mundo!</p>
<p>E aí dar-se-ia a tal parábola do filho pródigo&#8230; o Barcelona, que por essas alturas apresentava o também catalão e símbolo do clube Pep Guardiola como treinador do clube, não hesitou em lançar-lhe o canto da sereia. E assim sendo, regressaria&#8230; tornando-se crucial numa equipa que na época passada fez o triplete, que teve o seu apogeu em Roma, na final da Champions, contra o United que houvera abandonado meses antes. Sendo a central ao lado do mítico leão catalão Puyol, ou então subindo no terreno e incorporando um fabuloso tridente medular em que é o vértice mais recuado, mas imbuído daqueles princípios de jogo que têm vindo a encantar a Europa: fabulosa circulação de bola, óptima capacidade de pressão e domínio de todos os momentos do jogo!</p>
<p>Assim sendo, Del Bosque ver-se-ia obrigado a contar com ele em La Roja&#8230; um jogador que ontem demonstrou toda a sua valia, ajudando a abater os nerazurri de Mourinho e lançando os blaugrana rumo às fases decisivas da competição!</p>
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		<title>Liga dos Campeões: Apoel 0&#215;1 Porto &#8211; A caminho dos oitavos&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 22:50:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[Não fosse o brilhante tento de Falcao quando o relógio batia nos 84 minutos, e muito provavelmente esta análise estaria a inciar-se num tom menos positivo. Contudo, o brilhante tiro do colombiano premiou um Porto que hoje]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não fosse o brilhante tento de <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408180" target="_blank">Falcao</a> quando o relógio batia nos 84 minutos, e muito provavelmente esta análise estaria a inciar-se num tom menos positivo. Contudo, o belíssimo tiro do colombiano premiou um Porto que hoje se apresentou no Chipre com muito músculo, um meio-campo extremamente organizado mas a quem faltou quase sempre um último passe de qualidade.</p>
<p><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/jesualdo-jesualdo-ferreira-fc-porto-porto-champions-apoel/1100490-4062.html" target="_blank">Jesualdo</a> antevia um confronto de grande sofrimento. E não se enganava, o experiente técnico luso. Aliás, este momento assemelhava-se a muitos outros na história do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-porto-falcao-chipre-chapions-apoel/1100485-4930.html" target="_blank">Porto</a> nesta Liga dos Campeões: um adversário mais fraco, mas nem tanto acessível, um ambiente frenético nas bancadas e um futebol de luta do primeiro ao último minuto. E no Chipre foi precisamente esse o Apoel que se apresentou, uma equipa muito diferente da tenra formação que veio ao dragão tentar não perder, mas à qual pareceu sempre evidente uma importante falta de experiência na mais alta competição internacional de clubes.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3047 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/apoel-porto-hulk.jpg" alt="Hulk" width="300" height="200" align="left" title="Liga dos Campeões: Apoel 0x1 Porto   A caminho dos oitavos..." />Tacticamente, Jesualdo optava por <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/guarin-guarin-fc-porto-porto-apoel-champions/1100491-4062.html" target="_blank">Guarín</a> a resguardar o miolo lado a lado com Meireles, tendo como pivot defensivo Fernando nas suas costas. Este é aliás um dilema que o treinador portista tem vivido desde o início da temporada, pouca é a apetência do albiceleste Belluschi para se incorporar nas tarefas mais defensivas, especialmente quando o adversário apresenta um futebol mais combativo. E a escolha foi acertada, tal como aliás havia sido em Stamford Bridge. O colombiano é um médio todo o terreno, apresentando no entanto uma dinâmica pouco habitual para alguém que &#8220;destrói&#8221; com tanta qualidade &#8211; isto porque Freddy Guarín também sabe sair a jogar, e muito bem, faltando-lhe naturalmente a capacidade para decidir junto da área contrária, algo que foi visível ao longo dos 90 minutos. Guarín e Meireles formaram um duo de grande força, subindo à vez, mas defendendo em bloco sempre que possível, sendo portanto 2 dos homens chave deste triunfo <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/31080-fc-porto-vence-em-apoel-e-esta-nos-oitavos" target="_blank">portista</a>.</p>
<p>Na ausência de Mariano, o ainda em baixo de forma Rodriguez entrava para o onze e emparelhava com Hulk nas alas ofensivas da equipa, numa tentativa de trazer objectividade e velocidade ao ataque portista. Algo que contudo não sucedeu da forma que se poderia prever, já que ambos foram responsáveis pela maioria das bolas perdidas em meio-campo contrário. A certo ponto, era Falcao quem se deslocava ao meio-campo para buscar jogo ao ataque. Os cipriotas pouco mais fizeram do que jogar ao sabor do que o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408183" target="_blank">Porto</a> lhes permitia, tentando aproveitar qualquer perda de bola ou alívio menos acertado, algo que especialmente os laterais Alvaro Pereira e Sapunaru por vezes permitiram. Contudo, foi apenas possível ver um lance de real perigo vindo dos mediterrânicos &#8211; um remate de meia distância do avançado Mirosavljevic, ao qual Helton respondeu com uma estirada monumental.</p>
<p>Apesar de tudo, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-porto-falcao-chipre-chapions-apoel/1100485-1304.html" target="_blank">Hulk</a> foi o criador da maioria das ofensivas portistas, sendo no entanto uma sombra de si próprio &#8211; algo que já vem sendo recorrente nas últimas partidas. O brasileiro teima em decidir individualmente, e quando joga para a equipa fá-lo sem o melhor timing. Teve nos pés um golo fácil depois de uma abertura no limite do fora-de-jogo, mas de forma muito infeliz entregou a bola ao guardião Chiotis. Já no segundo tempo, e talvez no seu melhor lance, serviu o recém-entrado Farias para um golo que esteve muitíssimo perto. E seria mesmo o goleador argentino a construir o momento chave deste encontro, quando poucos já acreditariam na vitória. El Tecla contornou um defesa e entregou para <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/falcao-fc-porto-porto-apoel/1100488-4062.html" target="_blank">Radamel Falcao</a>, que ainda fora da área e muito ao seu jeito deixou a bola fugir ligeiramente para a sua direita para então disferir um remate cruzado que apenas terminou no fundo das redes cipriotas.</p>
<p>Com a empate do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/chelsea-at-madrid-simao-quique-flores-champions-maisfutebol/1100493-1304.html" target="_blank">Chelsea</a> na capital espanhola &#8211; ingleses que estiveram a ganhar &#8211; o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-liga-dos-campeoes-premios-receitas/1100566-1304.html" target="_blank">Porto</a> cumpriu a sua missão de forma irrepreensível, e coloca-se <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sobe/fc-porto-apoel-sobe-liga-dos-campeoes/1100650-1497.html" target="_blank">entre os melhores 16 da Europa</a> quando faltam ainda disputar duas jornadas nesta fase de grupos. Brilhante, o dragão!</p>
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		<title>Liga dos Campeões: Porto 2&#215;1 Apoel &#8211; Ao ritmo de Hulk</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 21:10:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[O Porto chegava à terceira jornada da Champions com 3 pontos, sabendo de antemão que este jogo era crucial, tal como o anterior: não apenas porque jogava em casa, mas também porque defrontava uma equipa inferior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-cronica-apoel-maisfutebol-champions-hulk/1097438-4930.html" target="_blank">Porto</a> chegava à terceira jornada da Champions com 3 pontos, sabendo de antemão que este jogo era crucial, tal como o anterior: não apenas porque jogava em casa, mas também porque defrontava uma equipa inferior. O que provavelmente não esperaria o universo portista era a partida atípica que foi possível observar, com altos e baixos reveladores, naturalmente, do impacto causado pela pausa para partidas de selecções.</p>
<p>A falta de Belluschi por lesão terá sido o tema mas debatido quer pela imprensa quer pelos adeptos portistas na véspera da partida. E essa preocupação mostrou ter a sua razão de ser desde o primeiro instante da partida, já que a falta do 10 argentino foi algo que a equipa portista transpareceu desde que a primeira transição ofensiva do jogo. Na realidade, cabe imputar a Jesualdo a responsabilidade pela grave e deficiente organização no miolo do campeão nacional. A opção por Mariano foi descabida, e não obstante o espírito batalhador do internacional argentino, a sua colocação como interior direito é algo que o técnico português já havia testado anteriormente e sem resultados de relevo. Juntando a isso a estranha inconsistência no futebol actual de Raul Meireles, este <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-cronica-apoel-maisfutebol-champions-hulk/1097438-1304.html" target="_blank">Porto</a> deixava a desejar na hora da construção.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2886 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/porto-apoel-hulk.jpg" alt="Hulk" width="300" height="196" align="left" title="Liga dos Campeões: Porto 2x1 Apoel   Ao ritmo de Hulk" />Não é apenas fixação. Os primeiros 45 minutos denotaram um Porto que apenas funcionou ofensivamente quando o trio ofensivo recuou para buscar jogo. Foi assim que surgiu o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1406238" target="_blank">golo de Hulk</a> &#8211; em associação ao erro grave da defensiva cipriota &#8211; e foram assim a maioria dos lances de perigo dos azuis-e-brancos, com especial destaque para um irrequieto e incisivo Cristian Rodriguez. Antes desse golo, e para surpresa dos milhares de espectadores presentes esta noite no dragão, seria mesmo o Apoel a abrir o marcador num lance dividido junto a Helton, sendo depois Alvaro Pereira a colocar o esférico na sua própria baliza. O Porto via-se a perder por culpa própria, por permitir a uma equipa de nível inferior um agigantamento claro, pecando pela falta de pressão dos seus elementos mais recuados quando a equipa cipriota definia o seu futebol ofensivo. Aliás, essa falta de pressão foi uma evidência durante toda a primeira parte, algo que a espaços revelou um Apoel desinibido, bem distribuído no terreno de jogo e com capacidade para incomodar os portistas. Quando já se ouviam ligeiros assobios na cidade do Porto, Falcao aproveitou de forma sublime um deficiente passe atrasado de um médio cipriota contornando depois um defesa e servindo <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/fc-porto-porto-hulk-fernando-fucile-rodriguez/1097436-4062.html" target="_blank">Hulk</a> que finalizou sem dificuldade. Um golo crucial para as ambições portistas na prova.</p>
<p>Se o primeiro tempo havia começado mal e terminado em crescendo, o segundo tempo acabou por ser uma antítese a esse nível. Uma entrada de rompante, um penalty e mais um golo de Hulk, e um meio-campo que agora via Rodriguez a construir e relegava um &#8211; sem surpresa &#8211; nada brilhante Mariano para uma das alas ofensivas. Nesta altura vimos um Porto que poderia &#8211; e deveria, não fosse um surpreendente falhanço de Falcao à boca da baliza &#8211; ter acabado com o jogo ao marcar o terceiro tento. Hulk esmagava a defensiva contrária, e quer individualmente quer em tabelinhas gerava o pânico numa defensiva que contava com o luso Nuno Morais, autor de uma exibição positiva. O golo, no entanto, não surgiu.</p>
<p>Com o passar do tempo, o Porto começou a denotar alguma ansiedade e o cansaço de alguns dos seus elementos permitiu ao jogo repartir-se, criando a espaços um buraco no meio campo. Valeu a portistas a ainda mais evidente falta de forças dos seus oponentes que só por um par de vezes foram capazes de se organizar e levar a bola à área contrária com algum perigo. A expulsão do elo mais fraco Mariano não veio ajudar, mas os últimos minutos trouxeram um Porto que foi capaz de segurar a bola, trocá-la entre si e fechar a terceira ronda da melhor forma possível: com uma <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-cronica-apoel-maisfutebol-champions-hulk/1097438-1304.html" target="_blank">vitória</a>, que se torna ainda mais saborosa somada ao triunfo do Chelsea por 4&#215;0 em Stamford Bridge.</p>
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		<title>FC Porto &#8211; Um Grupo de Risco</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/08/fc-porto-um-grupo-de-risco/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 20:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A sorte poderia ter sido mais amiga do único representante português, na Champions League. Com efeito, o Grupo D encerra inúmeros perigos e três galos para dois poleiros! Ipso modo, os portistas terão de medir forças com os ingleses do Chelsea, com os espanhóis do Atletico Madrid &#8211; dois reencontros &#8211; e com os cipriotas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sorte poderia ter sido mais amiga do único representante português, na Champions League. Com efeito, o Grupo D encerra inúmeros perigos e três galos para dois poleiros! Ipso modo, os portistas terão de medir forças com os ingleses do Chelsea, com os espanhóis do Atletico Madrid &#8211; dois reencontros &#8211; e com os cipriotas do Apoel! E a verdade é que quer Chelsea quer os colchoneros assumem o mesmo objectivo que os azuis e brancos, a passagem à fase eliminatória da competição.</p>
<p>Efectivamente, os blues do mais rico bairro de Londres, parecem querer, este ano, assumir o que em 2008 a escorregadela de Terry em Moscovo tirou&#8230; e Ancelotti, parece, estar a rentabilizar as estrelas que actuam nos ingleses.. Drogba, Lampard, Terry começaram a época a todo o gás e o Dragão rejubila por rever quatro filhos dilectos: Bosingwa, indiscutível na lateral direita, Ricardo Carvalho, em momento de forma sublime &#8211; talvez Ancelotti lhe tenha revelado o segredo da eterna juventude de Maldini &#8211; Deco, com lampejos da sua genialidade, e Hilário a guardar as costas ao indiscutível Petr Cech! Quanto a contratações, apenas duas&#8230; o esquerdino russo contratado ao CSKA Moscovo, de nome Yury Zhirkov, uma das grandes estrelas da epopeia russa no Euro 2008, e o jovem dispensado pelos citizens, Daniel Sturridge! Os blues terão de ser os favoritos a vencer o grupo&#8230;</p>
<p>Se falamos de filhos dilectos do Dragão, falemos de enteados&#8230; os que jogam no Atletico Madrid&#8230; Paulo Assunção autor de uma surpreendente, e porque não dizê-lo corajosa, saída do Porto e Simão, visto pelos dragões mais fundamentalistas como símbolo do eterno rival. Mas o Atleti, que baqueou nos oitavos finais da Champions do ano transacto no Porto, é mais que esses dois valorosos atletas: é Forlán, um temível goleador, eterno candidato a Pichichi, é Kun Aguero, um desses prováveis herdeiros de Maradona &#8211; ele que também dá herdeiros a Maradona, já que é seu genro e pai do primeiro neto do seleccionador alviceleste.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2648 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/simao-forlan-atletico-madrid.jpg" alt="Atletico Madrid" width="300" height="203" align="left" title="FC Porto   Um Grupo de Risco" />Quanto a contratações e atendendo que a defesa, como o Porto provou, era o sector mais débil da equipa, a mesma foi convenientemente reforçada. Para a baliza, de Valladolid chegou a futura sombra de Casillas na selecção&#8230; Efectivamente se os colchoneros perderam Coupet e Léo Franco &#8211; autor de memorável exibição no Porto &#8211; a contratação de Sérgio Asenjo garante um longo futuro nas redes do Vicente Caldéron. A elasticidade e rapidez de reflexos estão garantidas nas balizas do Atleti, que para a próxima década parecem ter dono. Além deste para a defesa chegaram para o centro da zaga o internacionale experimentadíssimo defesa Juanito, provindo do Bétis e o jovem uruguai Leandro Cabrera. É óbvio que Resino detectou o grande problema da equipa no ano passado e pretende resolvê-lo. Curiosidade, também, para rever Reyes de volta aos relvados portugueses&#8230; e ansioso por mostrar um pouco mais da sua qualidade! Juntamente com o Porto, deverá lutar pelo segundo lugar do grupo&#8230; o último que dá acesso aos oitavos final!</p>
<p>Quanto ao Apoel, o chavão que já não há equipas fáceis aplica-se na perfeição. Graças à sua colónia estrangeira, onde se integram três portugueses &#8211; o ex-bracarense Paulo Jorge, o ex- Chelsea Nuno Morais e Hélio Pinto, produto dos escalões jovens do Benfica &#8211; e alguns polacos de boa qualidade &#8211; Kamil Kosowski, Marcin Zewlakow e Adrian Sikora &#8211; poderá fazer com que qualquer uma das equipas mais fortes tenha de fazer contas à vida após perder pontos inesperados&#8230; e lembremo-nos do pretérito ano do Anorthosis Famagusta e das dores de cabeça que, inclusivamente, provocou ao Inter de Mourinho. Em suma, um grupo equilibrado, em que todo o cuidado será pouco. A partir de meados de Setembro algumas destas dúvidas começarão a ser esclarecidas!</p>
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		<title>La Finale di Roma</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 10:51:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Findas que estão todas as eliminatórias desta edição 2008/2009 da Liga dos Campeões, são já conhecidos os finalistas do jogo que será realizado no Estádio Olímpico de Roma: Barcelona e Manchester United medirão forças numa das finais que se adivinha das mais empolgantes e prometedoras dos últimos anos. Parece inegável afirmar-se que esta final será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Findas que estão todas as eliminatórias desta edição 2008/2009 da Liga dos Campeões, são já conhecidos os finalistas do jogo que será realizado no Estádio Olímpico de Roma: Barcelona e Manchester United medirão forças numa das finais que se adivinha das mais empolgantes e prometedoras dos últimos anos. Parece inegável afirmar-se que esta final será disputada pelas duas equipas que mais mereceram ao longo da época europeia, embora como se sabe, o lado de merecimento no futebol é em inúmeras ocasiões superado pelo pragmatismo e calculismo táctico idealizado pelas grandes mentes dos treinadores, que quase foi conseguido pelo Chelsea de Hiddink ante o Barcelona. Tal como o merecimento, a justiça no futebol também é invariavelmente irrelevante, mas neste contexto é inevitável defender que a presença destas equipa na final é justa e merecedora.</p>
<p>O Barcelona, apesar de no plano interno ter começado com dois empates, cedo demonstrou um futebol que se previa difícil de contrariar para qualquer equipa, e tal ficou ainda mais cimentado através da facilidade que aparentava em suplantar as diversas equipas com as quais jogava, não só no Campeonato Espanhol como também na Champions. A facilidade de manter a posse de bola e movimentá-la entre os seus jogadores em qualquer zona do terreno é capaz de maravilhar qualquer adepto do futebol. A capacidade de construir jogadas a um ou dois toques com um tremendo grau de eficácia é por si só fantástico, mas quando a isto se alia um futebol bonito e espectacular e com efeitos práticos evidentes, torna-se impossível não elogiar esta equipa montada por Josep Guardiola. Falar das goleadas e das jogadas bonitas é algo que já qualquer adepto conhece, por isso se ganhar esta final certamente ninguém ficará admirado, mas antes satisfeito por ver a equipa que, quase unanimemente, melhor futebol pratica na Europa ganhar o maior título a nível europeu. Destacar jogadores deste Barça é inevitável mas ao mesmo tempo infrutífero: para elaborar este destaque seria necessário falar de quase todos os jogadores que compõem habitualmente a equipa titular, e este artigo ficaria demasiado longo e talvez cansativo para se ler, principalmente quando já todos sabem quem eles são e quais seriam os nomes aqui destacados.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/messi-barcelona.jpg"><img class="size-medium wp-image-1748 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" title="messi-barcelona" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/messi-barcelona-298x202.jpg" alt="La Finale di Roma" width="298" height="202" /></a>O Manchester United arrancou a época igualmente da pior maneira, com uma série de empates e algumas derrotas, mas gradualmente foi melhorando as suas performances, muito principalmente devido à crescente subida de forma dos seus principais jogadores. Atingiu um nível muito próximo ou igual ao revelado na época passada, demonstrando uma grande capacidade de adaptação táctica e de mentalidade, não em termos do estilo de jogo do adversário, mas antes com vista à melhor maneira de o neutralizar e superar. Ao invés de procurar fazer com que a outra equipa não jogue, este Manchester parece antes sempre superior à equipa adversária em quase todos os aspectos. Tal ficou bem patente principalmente na 2ª mão dos quartos de final contra o Porto e nas meias finais disputadas com o Arsenal. A forma como se superioriza aos seus adversários é por demais evidente, e a leitura e formulação táctica de Alex Ferguson, aliada a uma disponibilidade imensa dos seus jogadores, permite-lhe atingir pelo segundo ano consecutivo a final da Liga dos Campeões. A facilidade com que a equipa sai para o ataque e constrói jogadas rápidas e eficazes é demolidora, e a sua defesa parece que se fortalece a cada jogo que passa. Cristiano Ronaldo, pelo golo marcado ao Porto e pela eliminatória realizada contra o Arsenal aparece neste final de época em grande crescendo de forma, mas considero imperativo destacar Wayne Rooney. A sua disponibilidade de jogo é incrível, parecendo que realiza com todo o esforço o papel que lhe é incumbido pelo treinador, quando jogou no Dragão para neutralizar Cissokho, ou contra o Arsenal para ajudar no bloco do meio-campo. Quando tem a bola em sua posse, controla quase na perfeição os tempos de jogo e quando a deve ou não soltar, movimentando-se muito bem na frente quando a equipa detém a posse de bola em ataque continuado. Neste momento parece ser o jogador chave deste Manchester.</p>
<p>Nesta final não se prevê um favorito, esperando-se um jogo muito bem disputado e com um elevado nível de futebol, não só pela qualidade dos jogadores que estarão em campo, como igualmente pela mentalidade atacante evidenciada por ambas as equipas. O duelo Messi – Ronaldo há muito esperado terá finalmente lugar, enquanto que do lado do Barça há que exaltar a ausência de ambos os laterais, pelo que a sua defesa poderá eventualmente não estar tão bem entrosada. Espera-se uma final entusiasmante e com futebol espectáculo. Quem sabe se não assistiremos a uma das melhores finais de sempre da Champions. Dia 29 de Maio veremos o resultado.</p>
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		<title>Análise: Man Utd 2&#215;2 FC Porto</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 10:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Na noite de ontem, Jesualdo Ferreira demonstrou como, na terceira temporada ao leme dos dragões, tem a sua equipa definitivamente afinada para os grandes palcos internacionais. Foi uma exibição de raça, personalidade, carácter, e qualidade, muita qualidade dos diversos atletas que vestiram de azul e branco. Penso que o treinador portista &#8211; que no passado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na noite de ontem, Jesualdo Ferreira demonstrou como, na terceira temporada ao leme dos dragões, tem a sua equipa definitivamente afinada para os grandes palcos internacionais. Foi uma exibição de raça, personalidade, carácter, e qualidade, muita qualidade dos diversos atletas que vestiram de azul e branco. Penso que o treinador portista &#8211; que no passado fui o primeiro a criticar em determinadas ocasiões &#8211; deverá receber os louros desta magnífica exibição. A forma como a equipa se comportou em campo revelou inteiramente os conceitos que o Professor tem encutido neste Porto ao longo destes últimos anos, e que na partida de ontem pareceu ter os músicos perfeitos para tocar uma sinfonia bem afinada em Old Trafford.</p>
<p>A entrada em jogo, de enorme pressão e eficiência na recuperação de bolas, foi a forma ideal para este Porto se segurar e garantir que não haveria uma surpresa madrugadora dos pupilos de Ferguson. E este afinco foi de tal ordem, que foi mesmo o Porto a primeira equipa a marcar &#8211; e que golo! Rodriguez apareceu a tirar partido de um corte deficiente, e disferiu um remate forte e colocado. O golo não apenas fez os ingleses tremer, como naturalmente fez este Porto saltar em confiança, e o que é certo é que, mesmo com o lance extremamente infeliz de Bruno Alves (ao qual se junta a magnífica flexibilidade mental de Rooney) este Porto foi claramente a melhor equipa em campo neste 1º tempo, recuperando bolas, obrigando o Manchester a passar mal, a retrair-se, e sempre que possível criando embaraço a Van der Sar e seus companheiros de rectaguarda.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1779" style="margin-left: 7px; margin-right: 7px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/manchester-porto-hulk-evra.jpg" alt="Análise: Man Utd 2x2 FC Porto" width="290" height="193" align="left" title="Análise: Man Utd 2x2 FC Porto" />O segundo tempo iria trazer um Manchester mais personalizado, mais ofensivo como seria de esperar, e cabia ao Porto ter a força mental para dar seguimento a um primeiro tempo de grande categoria. E foi essencialmente nestes segundos 45 minutos que brilharam jovens como Fernando e Cissokho, o brasileiro &#8220;secando&#8221; Ronaldo, e o francês com diversas arrancadas no seu corredor esquerdo. Segurança foi a palavra-chave, e não houve quem não cumprisse a esse nível. O golo de Tevez, esse, partiu de uma jogada de laboratório só ao alcance dos melhores do mundo. Mas se poucos acreditariam num melhor resultado &#8211; a realidade é que portistas e portugueses já se contentavam com um 2&#215;1 fora de portas &#8211; o Porto não quis sair por baixo e mostrou ao mundo do futebol como estes 90 minutos de qualidade não haviam sido em vão. Lisando construiu, e Mariano foi o herói improvável, no sítio certo e na altura certa, desfeiteando Van der Sar com a coragem de um verdadeiro dragão.</p>
<p>Jogando taco-a-taco com o campeão europeu, o Porto revelou como tem aquilo que é preciso para sonhar novamente com o título europeu. Ainda haverá muito caminho a percorrer, mas a exibição de ontem foi a prova de que este Porto tem uma equipa ganhadora, com estofo europeu, e não é apenas uma turma à procura de um dia de inspiração ou de um lance de sorte. Parabéns FCP.</p>
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		<title>Análise: Fenerbahçe 1&#215;2 Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 23:15:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[Terá sido do super-móvel esquema táctico? Ou talvez da postura irreverente da equipa? Diria que um pouco dos dois. Claramente a melhor exibição do FC Porto desde o início da temporada, uma fantástica evolução desde as fatídicas 3 derrotas consecutivas do mês passado. Depois de Kiev veio Istambul, 6 pontos que resultam numa qualificação precoce [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terá sido do super-móvel esquema táctico? Ou talvez da postura irreverente da equipa? Diria que um pouco dos dois. Claramente a melhor exibição do FC Porto desde o início da temporada, uma fantástica evolução desde as fatídicas 3 derrotas consecutivas do mês passado. Depois de Kiev veio Istambul, 6 pontos que resultam numa qualificação precoce para os oitavos-de-final da competição.</p>
<p>Desde o primeiro toque no esférico que esta equipa do Porto evidenciou estar a fazer uma partida diferente do habitual. O esquema táctico parecia, a meu ver, ser o mais bem conseguido até ao momento, e a resposta da equipa foi a melhor prova disso mesmo, senão vejamos: na falta de Lucho, Jesualdo Ferreira colocava em campo uma equipa menos dependente de um homem só, que centralizava as suas forças no colectivo. Tacticamente, até parecia difícil esquematizar este Porto. Hulk e Lisandro eram dois homens deambulantes na frente de ataque, Tomás Costa e Raúl Meireles eram os motores de meio campo, e nas alas Fucile e Rodriguez tinham o papel de fazer todo o corredor da equipa. Desta forma, Emanuel comportava-se como um falso lateral, deslocando-se para o centro da defesa quando a equipa defendia &#8211; uma medida vital para o sucesso da equipa neste primeiro tempo.</p>
<p>É contudo importante dizer que, mais do que tácticas ou estratégias, este Porto foi uma equipa de garra, de pulmão. Uma equipa que obrigou o Fenerbahçe a jogar mal, perdendo bolas consecutivas ainda no seu meio-campo, e vendo-se quase sempre impedido de iniciar a construção ofensiva. Aliás, os turcos que têm nos seus laterais grande parte da sua força ofensiva &#8211; com Roberto Carlos na esquerda e Gökhan do lado oposto &#8211; não foram capazes de tirar partido disso mesmo, tentando, de forma atabalhoada, iniciar o seu futebol no centro do terreno, onde (arrisco-me a afirmar) Raúl Meireles e Tomás Costa, com o auxílio dos dois elementos mais ofensivos da equipa, rubricaram o primeiro tempo mais bem conseguido da temporada. Diz-se que o ataque é a melhor defesa. Pois bem, esse ditado ficou hoje provado no Estádio Sukru Saracoglu, em Istambul.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2080 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/lucho_gonzalez_fc_porto_fenerbahce_.jpg" alt="Análise: Fenerbahçe 1x2 Porto" width="290" height="192" align="left" title="Análise: Fenerbahçe 1x2 Porto" />Em jogo jogado, este Porto foi uma equipa letal. A pressão exercida sobre a defensiva Turca rapidamente resultou no primeiro golo da partida, aos 19&#8242; por Lisandro, correspondendo a uma fífia do sempre bizarro guarda-redes Demirel. Aliás, poucos minutos antes Raúl Meireles tinha tido nos pés uma enorme chance brilhantemente travada pelo mesmo guardião. O Porto era uma equipa insuperável, e o máximo que a equipa da casa conseguiu neste primeiro tempo foi um punhado de cruzamentos e tabelinhas de perigo intermédio, algo que a fortificada linha defensiva azul foi capaz de segurar sem dificuldade. Pelo contrário, Emre, Alex e companhia não conseguiam trocar a bola por mais do que 2, 3 vezes consecutivas, pois logo aparecia um elemento portista em cima do acontecimento &#8211; neste particular Fernando foi simplesmente soberbo, com alguns lances plenos de categoria. Estávamos na Turquia, certamente num dos mais temidos estádios da Europa, mas a realidade é que o segundo golo de Lisandro, aos 28&#8242;, pouco surpreendeu &#8211; imperial o argentino, a não vacilar nos momentos cruciais. Este Porto personalizado era uma equipa extremamente eficiente, e o lance de Tomás Costa aos 34 &#8211; com a bola a embater caprichosamente no poste esquerdo, depois de passar por cima de Demiral &#8211; foi indiscutivelmente o lance que separou uma equipa derrotada de uma equipa com ainda uma réstia de esperança. O Porto chegava ao intervalo com um brilhante 0&#215;2, e um número ainda mais pesado não escadalizaria.</p>
<p>O segundo tempo revelou que, na realidade, um 0&#215;2 não era suficiente para derrubar a muralha otamana. &#8220;Quem não marca sofre&#8221;, outro ditado que poderá ser devidamente aplicado no confronto de hoje. Hulk falhou isolado o terceiro golo portista; Kazim Kazim reduziu para 1&#215;2 com um remate pleno de felicidade. O que se temia acabava mesmo por suceder. Um vendaval ofensivo do Fenerbahçe à baliza de Hélton, e um conjunto de lances que trouxeram algum sobressalto à equipa. Algo que poderia facilmente ter sido evitado, mas que na realidade permitiu atestar como este Porto está bem e recomenda-se, até ao nível das opções de banco. Guarin, Marino e Pelé entraram todos eles para mostrar serviço, contribuindo para uma prestação colectivamente excepcional.</p>
<p>Poucos esperariam uma evolução tão imediata na equipa, mas a realidade é que tudo correu de feição no jogo de hoje, desde a forma da equipa, à prestação individual de cada atleta, ao esquema táctico montado por Jesualdo Ferreira. Do mesmo modo que a sorte/azar não servem de desculpa na hora da derrota, também hoje a sorte não é o argumento a defender. Foram diversos factores de jogo que o Porto ultrapassou com classe, e só isso lhe permite voltar ao norte de Portugal com mais 3 pontos, e uma saborosa passagem à fase final da competição.</p>
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		<title>Análise: Dinamo Kiev 1×2 Porto</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 10:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[É devido a momentos como este que o futebol é amado por milhões, nos 4 cantos do planeta. Confesso que tinha o pressentimento de que o Porto iria vencer esta partida. Não havia nenhuma teoria absoluta para essa minha previsão, mas simplesmente porque me passavam pela memória inúmeras situações em que, no momento mais complexo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É devido a momentos como este que o futebol é amado por milhões, nos 4 cantos do planeta. Confesso que tinha o pressentimento de que o Porto iria vencer esta partida. Não havia nenhuma teoria absoluta para essa minha previsão, mas simplesmente porque me passavam pela memória inúmeras situações em que, no momento mais complexo, a equipa que está por baixo acaba por soltar-se e partir para uma bela vitória. E foi precisamente isso que sucedeu. No final, Jesualdo Ferreira falou num azar que perseguiu a equipa nas últimas partidas. Pois bem, se há jogo em que azar e sorte acabaram por ser determinantes, esse jogo foi o de ontem e não os anteriores! Um jogo de pólos, em que os postes tiveram uma palavra a dizer, e em que só uma jogada caída dos céus permitiu a um Porto demasiadamente inconstante sair da Ucrânia com uns vitais 3 pontos.</p>
<p>Discutida a teoria da sorte e do azar, partamos então para a análise de uma partida a todos os níveis incrível. O Porto apresentava-se numa amena capital Ucraniana com uns tímidos 3 pontos, e com duas realidades bem presentes: vinha de um cenário de crise, com 3 derrotas consecutivas, sendo que a primeira delas havia sido precisamente com este Dinamo, e em pleno Dragão. Não seria definitivamente um jogo fácil de digerir emocionalmente, e certamente adeptos e simpatizantes receavam o pior da equipa. Jesualdo, que anteriormente havia prometido manter a estrutura da equipa, fazia algumas alterações na equipa, algumas delas (como habitualmente) quase diria bizarras. Que dizer da colocação de Emanuel a lateral esquerdo? É possível aceitar a colocação de um elemento mais posicional como lateral &#8211; já Mourinho o fazia, e com sucesso &#8211; mas numa partida desta importância, será que faria sentido arriscar um atleta pouco utilizado e sem rotinas? A saída de Tomás Costa era também discutível, sendo que neste particular a entrada de Tarik poderia trazer alguma profundidade à ala direita do ataque, coxa de há algum tempo para cá. Hélton era também outra das novidades, e em boa hora voltou à equipa. Basta conferir que o <em>canarinho</em> foi crucial no desfecho da partida.</p>
<p>O início, e como habitual em equipas portuguesas, foi de algum fulgor. Aliás, não teria sido surpreendente um golo de Meireles aos 8&#8242;, num belo remate que (uma vez mais) batia no poste da baliza de Bogush (a décima bola em postes desde o início da temporada). Esse ímpeto foi rapidamente decrescendo, e honestamente não foi com surpresa que o Dinamo tomou conta da partida, frente a um Porto que voltava aos níveis do costume: um futebol lento, mastigado, e cuja pouca confiança da equipa levava a inúmeros passes falhados. Jesualdo classificou-o como falta de sorte, eu classifico-o como falta de confiança: o golo do Dinamo, aos 21&#8242;, era tremendamente facilitado pelos defensores azuis e brancos, e o Porto apenas se poderia queixar de si próprio por ser ver em débito no marcador. Felizmente, o Dinamo não era também uma equipa feroz, e o intervalo chegou sem grandes oportunidades de realce.</p>
<p>O segundo tempo trouxe Hulk à partida, para o lugar de Tarik, e a sua presença fez-se notar de imediato. Apesar de algum individualismo (que se compreende, em parte, devido à apatia de toda a equipa), o Brasileiro como habitual mexeu um pouco com a partida, ganhando confrontos individuais, cavando faltas, e trazendo a equipa para a frente. O mesmo não se pode dizer do corredor contrário, pois Rodriguez fazia francamente das suas prestações mais pobres de dragão ao peito. Tenho sido um defensor do seu futebol, e não concordo com a sua crucificação, mas a realidade é que o Uruguaio não tem sido mais do que lances perdidos, demasiados dribles e nem um único cruzamento ou assistência bem medida. Estará para vir a sua hora, é certo. A pouco e pouco o Porto foi aproveitando alguma apatia dos da casa, e apesar de os níveis competitivos nunca se terem elevado grandemente, a realidade é que pelos pés de Fernando e Raul Meireles, essencialmente, o Porto foi ganhando diversos confrontos a meio-campo, e foi com grande mérito que o empate surgiu, aos 69&#8242;. Foi Rolando, o discreto mas eficiente cabo-verdiano que rapidamente ganhou lugar na equipa, quem correspondeu imparável a um tenso cruzamento de Raul Meireles. Há quem fale em sorte? Pois bem, eu apenas refiro que talvez tenha sido um primeiro livre lateral bem apontado dos últimos 4 jogos, assim como a primeira boa finalização da temporada a esse nível.</p>
<p>Com Lucho a meio-gás &#8211; o argentino que, não obstante o golo, é actualmente um atleta sem fibra, sem precisão, e essencialmente sem a eficiência de outros tempos &#8211; o Porto via o seu oponente partir para um <em>forcing</em> final, e foi nesta altura que foi evidente a enfraquecida defensiva portista actual. Sapunaru é facilmente ultrapassado por qualquer ala de qualidade duvidosa, Lino (que havia entrado aos 77&#8242;) não conhece o significado da palavra defender, e até no centro da defesa havia alguma dificuldade em fechar caminhos &#8211; basta vermos que as maiores jogadas de periogo consistiram em trocas de bola em plena grande área! A partida caminhava para o final, e só um lance caído dos céus permitiu o 1&#215;2 portista. Daquelas jogadas em que o golo nos passa pela cabeça quando a bola ainda está a sair da defesa. Um contra-ataque perfeito, no talvez único lance de registo de Lisandro Lopez em toda a partida, a mostrar toda a sua categoria ao servir de bandeja o golo para Lucho, que pareceu guardar todo o seu fôlego para o último sprint. Era o soltar de uma raiva contida, de uma equipa com qualidade, com querer, e que apenas e só passa uma fase má. Esta vitória foi o demonstrar disso mesmo, de que existe vontade em mudar o que não vai bem, e que apesar de um plantel mal estruturado (onde Ibson, Pitbull, Luis Aguiar, entre outros, teriam certamente uma palavra a dizer perante Farias ou Mariano) existe uma equipa, um grupo. E isso é, certamente, o mais importante.</p>
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		<title>Análise: Sporting 2×0 FC Basel</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 09:46:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Alívio num resultado sofrido e muito melhor que a exibição. O Sporting conseguiu levar água ao seu moinho e arrecadar os primeiros 3 pontos perante um Basileia de Carlitos que não deixou de arrepiar os 22.368 espectadores em Alvalade. Sempre em tom de esforço, o conjunto leonino conseguiu de certa forma atenuar uma acentuada fase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alívio num resultado sofrido e muito melhor que a exibição. O Sporting conseguiu levar água ao seu moinho e arrecadar os primeiros 3 pontos perante um Basileia de Carlitos que não deixou de arrepiar os 22.368 espectadores em Alvalade. Sempre em tom de esforço, o conjunto leonino conseguiu de certa forma atenuar uma acentuada fase de intranquilidade que assim relança a prestação na Liga Milionária.</p>
<p>Um Sporting muito ansioso frente a um adversário perfeitamente acessível e que mostrou bem o pouco andamento que possuí para uma Liga dos Campeões. Desde logo, Paulo Bento preferiu apostar na experiência de Derlei em vez de Yannick Djaló, naquela que constituiu a única alteração na equipa portuguesa relativamente à derrota com o Benfica. Do lado suíço, Christian Gross não abdicou de Carlitos e concedeu a titularidade no meio-campo a Jürgen Gjasula, que ocupou a vaga do lesionado Valentin Stocker.  A entrada em jogo foi feita muito a frio com os da casa a se apresentarem muito abaixo das expectativas para quem sabia que era superior e que a jogar no seu reduto tinha tudo para sair com a vitória. Viu-se que este não era o jogo para pedir uma noite de luxo, mas que seria o jogo possível para uma equipa pouco esclarecida. Face a um adversário com limitações mais do que evidentes, o Sporting começou por tomar a iniciativa, mas isso não se traduziu necessariamente em futebol de qualidade. Durante a primeira metade, o Sporting deu a ideia que a bola parecia que queimava e nem mesmo Rochemback, Moutinho e Veloso chegavam para travar o atrevimento dos suíços que com um sotaque argentino, muitas vezes deixaram a defesa leonina em polvorosa. O apito para recolher aos balneários soava e Bento, sob alguns assobios dos adeptos, soube reagir e fazer entrar Vukcevic (ainda que para o lugar do lesionado Rochemback), com o Sporting a ganhar maior dinâmica e maior capacidade de movimentação e de desequilibrar no meio-campo e na frente.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-924" style="float: left; margin-left: 6px; margin-right: 6px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/capt76c3221ee9e746738ecebb6fec3b299aportugal_soccer_champions_league_xaf124.jpg" alt="Análise: Sporting 2×0 FC Basel" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Sporting 2×0 FC Basel" />Com a segunda parte, Gross parecia ter a mensagem e a lição bem estudada, e os seus pupilos surpreenderam o Sporting por variadas ocasiões, contudo, <span id="rpEventos_ctl28_evento_observacoes">na confusão na área suíça, um mau alívio de um defesa do Basileia fez a bola sobrar para Romagnoli que a meias com o defesa desvia para golo, com enorme felicidade. Contrariamente ao que esperava, o golo não veio tranquilizar a equipa, mas sim chamar a mesma para junto de Rui Patrício, com os suíços a apertar cada vez mais os leões, </span>valendo à equipa portuguesa a entrada preponderante de Yannick Djaló que substituiu Postiga e veio trazer outra dinâmica ao ataque leonino, prendendo os visitantes à sua zona defensiva. No entanto, Rui Patrício foi mesmo a figura da 2ª parte com um punhado de boas intervenções que permitiram tranquilizar (dentro do possível) a turma de Paulo Bento. Com uma série de falhanços de uns Suíços que tinham um flanco esquerdo muito activo e Gjasula em bom plano, Streller e David Abraham eram os nomes mais ouvidos do lado helvético. Entre muito sofrimento e ranger de dentes, eis que para tranquilizar tudo e todos Romagnoli descortinou uma pura jogada de contra ataque, onde Derlei soube reagir muito bem ao voto de confiança de Bento e mostrar que não estava &#8220;morto&#8221; em campo, &#8220;ressuscitando&#8221; para um belo golo. Estava feito o resultado final em Alvalade e consumada a vitória que mantém em aberto as ambições do Sporting de conseguir o apuramento inédito para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.</p>
<p>Grupo muito difícil, onde o Sporting viu o Barcelona ganhar com Messi em grande estilo mas também <em>in extremis</em> em Donetsk (1&#215;2), e assim &#8220;ajudar&#8221; de certa forma o clube leonino que tem agora no que respeita à Europa uma dupla jornada com o Shaktar, mas muito antes, a recepção ao campeão nacional FC Porto.</p>
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		<title>Análise: Arsenal 4&#215;0 FC Porto</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 00:10:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Apenas perdemos 3 pontos&#8221;. Foram estas as palavras de um técnico medíocre, pequenino, e que nem no momento da humilhação foi capaz de transmitir alguma dignidade a um clube tão grande como o Porto. Foram 90 minutos de desespero, de uma equipa que se resumiu ao esforço de dois ou três atletas, e que numa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Apenas perdemos 3 pontos&#8221;. Foram estas as palavras de um técnico medíocre, pequenino, e que nem no momento da humilhação foi capaz de transmitir alguma dignidade a um clube tão grande como o Porto. Foram 90 minutos de desespero, de uma equipa que se resumiu ao esforço de dois ou três atletas, e que numa única palavra foi &#8220;engolida&#8221; por um Arsenal que se exibiu de forma imperial.</p>
<p>Esta foi definitivamente uma partida atípica. Um jogo de 8 ou 80. E o Porto até poderia ter feito história no Emirates Stadium, quando em menos de 30 minutos teve três oportunidades claras de golo. É isso aliás que distingue os muito bons dos vencedores, e o Porto poderá queixar-se até da sorte em alguns dos lances, mas o que é facto é que em alta competição três oportunidades são mais do que suficientes para concretizar. Incontestável. Como diz o ditado, &#8220;quem não marca sofre&#8221;, e foram apenas precisos 4 minutos para que o Arsenal inaugurasse o marcador, isto depois de uma bola salva em cima da linha por Clichy, a remate à queima-roupa do inevitável Lisandro &#8211; dos poucos que lutou nesta partida inglória.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-908" style="float: left; margin-left: 6px; margin-right: 6px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/image4.png" alt="Análise: Arsenal 4x0 FC Porto" width="300" height="223" align="left" title="Análise: Arsenal 4x0 FC Porto" />Contudo, este jogo não começou no punhado de oportunidades desperdiçadas, mas sim no onze escalado por Jesualdo, e na filosofia de jogo traçada pelo treinador portista. Quanta pequenez de mentalidade! Para não fugir do habitual, Jesualdo Ferreira demonstrou ao adversário que este poderia pegar no jogo e controlá-lo ao seu bom estilo &#8211; haverá pior do que Arsenal neste aspecto? &#8211; ao colocar em campo uma equipa retraída e desprovida de magia. Lucho ficava no banco, Guarin, Meireles e Fernando eram 3 médios de características defensivas, e até Tomás Costa (um médio de maior propensão defensiva) era colocado como falso extremo direito, numa posição que apesar de ingrata para o alvi-celeste o permitiu fazer uma excelente exibição &#8211; o melhor portista em campo, juntamente com Lisandro Lopez. Outro erro &#8211; evidente desde início, e que a equipa técnica portista nunca foi capaz de resolver &#8211; foi o lado esquerdo defensivo da sua defesa, onde Benitez não só foi mal acompanhado, como nunca deu conta do recado. O argentino terá feito uma das piores exibições individuais de que tenho memória em provas europeias, em partidas do FC Porto, e não me refugio na possível falta de adaptação ao clube e ao futebol português, pois foram 90 minutos de uma inoperância gritante. Perante Walcott ou Van Persie não foi sequer capaz de recorrer à falta (?!), pois limitava-se a recuar perante o adversário até este aumentar a velocidade e o ultrapassar para depois fazer frente a uma defensiva em apuro.</p>
<p>Depois do primeiro golo, a equipa desmoronou-se, e o segundo apareceu 10 minutos mais tarde, num cabeceamento fantástico de Adebayor a cruzamento de Van Persie. Não me canso de referir que, na noite de hoje, poucas ou nenhuma equipa sairia de Arsenal com um resultado positivo, mas a realidade é que o brio e a dignidade são ainda um aspecto fundamental numa prova desportiva, e foi algo que poucos elementos portistas tiveram em mente na partida de hoje. Foi fácil perder para a maioria deles, e depois de uma derrota copiosa viajarão para casa com o pensamento já no dia seguinte, no próximo jogo, quiçá no volumoso ordenado que auferem. Insuficiente, contudo, algo que apenas significará a perda da tal mística que o dragão tanto cultivou nos últimos 20, 30 anos. A tal mística que será fundamental em qualquer conquista europeia &#8211; independentemente da qualidade individual de cada atleta, independentemente do orçamento milionário que esteja disponível ano após ano. A segunda parte trouxe um Porto ainda mais enterrado no seu próprio drama (seria possível pior?), uma equipa a roçar o amador em termos estruturais. Aquele que momentaneamente ligasse o televisor por esta altura, diria certamente que se tratava de uma partida da Taça onde a diferença entre as duas formações é de tal forma distinta que nem os duas filosofias de jogo se encaixam, resultando em oportunidades de golo flagrantes, e muitos, muitos golos. Recordam-se do 4&#215;0 em Manchester, a contar para a edição 96-97 da Champions League? Pois bem, esta noite conseguiu atingir patamares ainda mais negros. Mais escuro do que preto, se é que isso é possível.</p>
<p>Qual o futuro? A meu ver, este será apenas mais um episódio negativo (a juntar a tantos dissabores europeus que Jesualdo fez questão de nos presentear em momentos cruciais) que a administraçao portista tentará dissolver internamente, sem males maiores para o seu plantel. A questão está, contudo, na marca psicológica que uma partida deste nível poderá representar para toda uma nação azul-e-branca, e a consequente repercussão (mesmo que invisível) que isso trará ao clube, aos jogadores, à massa adepta, à imprensa nacional. Foram certamente os 90 minutos mais tristes dos últimos anos para o FC Porto, um Porto que conseguiu juntar o mau resultado a um conformismo preocupante na hora de perder. E este sim, mais do que qualquer lance ou decisão técnica em particular, deverá ser o ponto de discussão deste Porto actual.</p>
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		<title>Análise: FC Porto 3&#215;1 Fenerbahçe</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 10:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcar cedo para.. cedo sofrer. Este poderia muito bem ser o título para a análise a uma partida que de bom teve apenas o resultado, uma vitória aliás que permitiu ao FC Porto entrar a ganhar na Liga dos Campeões pela primeira vez em 5 temporadas.
Julgo que todos os portistas terão ficado apreensivos com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marcar cedo para.. cedo sofrer. Este poderia muito bem ser o título para a análise a uma partida que de bom teve apenas o resultado, uma vitória aliás que permitiu ao FC Porto entrar a ganhar na Liga dos Campeões pela primeira vez em 5 temporadas.</p>
<p>Julgo que todos os portistas terão ficado apreensivos com o desenrolar da partida de ontem, uma partida que os primeiros 13 minutos pareciam antever uma goleada. Mas comecemos pelo princípio: para a importantíssima recepção aos turcos, Jesualdo optava por manter a base da equipa que havia defrontado o rival Benfica, a contar para a Liga Sagres. Desta forma, Rolando era o titular no centro da defesa junto a Bruno Alves, e Fernando era o elemento mais defensivo do meio-campo, permitindo a Raul Meireles adiantar-se no terreno e apoiar o ataque como tão bem sabe. Do lado esquerdo da defesa, a entrada de Benitez justificava-se previsivelmente pelo castigo de Fucile para jogos europeus, ao passo que Mariano entrava para as faixas ofensivas, já recuperado de uma lesão que o apoquentou por cerca de um mês. Eram estes os predicados portistas para a jornada inaugural da liga milionária, uma equipa que naturalmente contava com Lucho como o &#8220;pensador&#8221;, Lisandro como o homem-golo e Rodriguez o mago criativo. E aliás, foi disto que vimos na primeira metade da primeira parte, uma turma que entrou para esmagar e para resolver cedo.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-874" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/hulk.jpg" alt="Análise: FC Porto 3x1 Fenerbahçe" width="303" height="246" align="left" title="Análise: FC Porto 3x1 Fenerbahçe" />A pressão ofensiva era de tal ordem que os turcos não tinham definitivamente capacidade para a suportar, de modo que não foram precisos mais do que 2, 3 lances ofensivos para que o golo de Lisandro abrisse o marcador. Foi extraordinária a rotação de Meireles que, na quina da área, cruza para Lisandro que ao se libertar dos defensores encosta para o golo. Era possível ver nos jogadores portistas a crença de que era possível resolver cedo uma partida complicada, e este golo servia para animar as hostes, de tal maneira que o ritmo não abrandou, pelo contrário! Dois minutos depois, e sensivelmente do mesmo local, Cristian Rodriguez ganha o lance ao defensor euroasiático e coloca a bola com peso, conta e medida para o pontapé certeiro de Lucho, um disparo em jeito de <em>volley</em>. 2&#215;0 para os portistas, e posso confidenciar que neste momento senti um misto de alegria e ansiedade: não era a primeira vez que víamos desaires europeus iniciar-se desta forma. Infelizmente, as minhas previsões não estavam muito longe da realidade, e rapidamente a descompressão se apoderou dos atletas azuis, que confiavam ao sector defensivo a responsabilidade para segurar os 2 golos de vantagem. Aos 26&#8242;, um Lisandro fisicamente mais solto teria certamente &#8220;arrumado&#8221; com a partida, isolado frente a frente com Demirel, mas pouco depois surgia um momento crucial na partida: para Boral, foi tremendamente fácil ultrapassar um ineficiente Sapunaru, que com um cruzamento bem medido permitiu a Alex reduzir para 2&#215;1.</p>
<p>Nas bancadas, cerca de 38 mil espectadores roíam as unhas com o imprevisível baixar de ritmo dos 11 azuis-e-brancos. O intervalo chegava, e parecia evidente que os turcos eram uma presa fácil para os portistas. Contudo, e à boa imagem lusitana, parece sina entregar o ouro ao bandido e o golo de Alex surgia como um enorme atentado a uma vitória que parecia mais do que certa. E os primeiros minutos do segundo tempo &#8211; talvez estrategicamente &#8211; eram entregues aos portistas, que por pouco não conseguiam alargar a vantagem por Mariano. Contudo, e aos poucos, a história repetia-se. Os turcos com enorme poderio pelas alas ganhavam invariavelmente os lances no 1 contra 1, beneficiando também da inoperância defensiva de alguns elementos portugueses. A certo ponto, era gritante a forma como o Porto era incapaz de virar a partida para o seu lado, passando rápido e mal, agindo de forma imatura e precipitada. Fernando, uma tentativa de Jesualdo em recriar aquilo que era a função de Paulo Assunção na época transacta, foi um elemento confuso, medroso, incapaz de &#8220;limpar a casa&#8221; como a posição assim o exige. Também Benitez e Sapunaru, nas alas, não pareciam conseguir lidar com a pressão e por diversas vezes utilizaram a falta como arma mais fácil. É justo dizer que o 2&#215;2 esteve bem perto de acontecer por esta altura, onde 2 ou 3 lances de enorme perigo (quase todos eles protagonizados pelo veteraníssimo Roberto Carlos) não foram concretizados por mero azar, ou pelo esforço de alguns elementos portistas &#8211; Rolando esteve insuperável neste particular.</p>
<p>A entrada de Hulk aos 60 minutos (para lugar de Mariano) parecia querer sacudir um pouco a pressão, e de facto aquilo que o Brasileiro fez foi bem feito, segurando a bola, retirando aos turcos a possibilidade para lançar mais algumas transições venenosas. O atacante foi vital nesta fase final da partida, ganhando cantos, faltas, quando o meio-campo (já com Tomás Costa) era literalmente incapaz de segurar a vitória. Quando o jogo se encaminhava para o final, Sapunaru fez no ataque aquilo que foi incapaz de fazer defensivamente durante toda a partida: um rasgo pleno de entrega física, e um passe esplêndido para o recém-entrado Lino fechar as contas da partida, com um remate certo e colocado. O jogo terminava assim, com um golo e com 3 pontos amealhados (fazendo do Porto líder do grupo G), mas com a sensação de que o amargo de boca poderia ter sido uma realidade. Que faltará a este Porto?</p>
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		<title>Análise: Man Utd 1&#215;1 Chelsea (6×5 g.p.)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2008 11:38:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[O destino havia de pregar uma valente partida à nação Britânica. A incapacidade de marcar presença no Euro 2008 chocou meio mundo, mas o poderio do futebol jogado em Inglaterra havia de nos oferecer para ontem uma noite mágica: a final da Liga dos Campeões disputada entre Manchester Utd. e Chelsea.
As circunstâncias eram bem distintas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O destino havia de pregar uma valente partida à nação Britânica. A incapacidade de marcar presença no Euro 2008 chocou meio mundo, mas o poderio do futebol jogado em Inglaterra havia de nos oferecer para ontem uma noite mágica: a final da Liga dos Campeões disputada entre Manchester Utd. e Chelsea.</p>
<p>As circunstâncias eram bem distintas, mas algo era partilhado pelas duas equipas, a motivação para vencer e a qualidade para tal. O Chelsea vinha de um final de época notável, sob o comando de Avram Grant e após a saída de Mourinho. O Israelita pegou num clube organizado, estruturado, e mostrou inteligência na forma como o manteve nos trilhos correctos. O Manchester, e sob a alçada de Ferguson, vivia (mais um) momento brilhante da sua história, depois da conquista de mais um campeonato, e considerada de forma unânime como a equipa mais atractiva da actualidade. Para Portugal, este era também um jogo de sentimento especial. Ricardo Carvalho, recém-eleito como o jogador do ano no seu clube, era esteio na defensiva juntamente com Terry; Cristiano Ronaldo, uma estrela que parece não parar de cintilar, era claramente o homem &#8220;mais&#8221; deste conjunto em termos ofensivos.</p>
<p>E a partida iniciou-se da melhor forma possível, no Estádio Luzhniki em Moscovo. Um encaixe perfeito de ambas as equipas em termos tácticos, o que permitiu desde cedo apreciar boas trocas de bola e transições com velocidade. O predomínio era dos &#8220;red devils&#8221;, que surgiam perto da baliza quase sempre por intermédio de cruzamentos venenosos, depois de lateralizações bem executadas. E o golo haveria de surgir dessa mesma forma, num lance de insistência e depois de um cruzamento do central/lateral Wes Brown &#8211; Cristiano Ronaldo, de forma imparável, ofereceu de cabeça o 1&#215;0 ao Man Utd. Os 15 minutos seguintes tiveram a mesma tónica, e por pouco não se assistiu ao 2&#215;0 por Carlos Tevez, na sequência de um cruzamento brilhante de Cristiano Ronaldo.<br />
Quando se esperava o intervalo, a maturidade do Chelsea veio finalmente ao de cima, e num lance às três tabelas Lampard não teve dificuldade em concluir para o empate. Um golo estranho, imerecido talvez, mas que revelou a tal imprevisibilidade no futebol dos londrinos, uma excelente capacidade para concluir em momentos cruciais &#8211; o factor &#8220;Mourinho&#8221; ainda bem presente na equipa.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-677" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/699712_biglandscape.jpg" alt="Análise: Man Utd 1x1 Chelsea (6×5 g.p.)" width="300" height="200" align="left" title="Análise: Man Utd 1x1 Chelsea (6×5 g.p.)" />Com o resultado novamente empatado, assistiu-se a um segundo tempo de contenção de parte a parte. Contudo, pareceu evidente uma quebra física do Manchester depois de um primeiro tempo em que claramente havia sido a equipa mais ofensiva. O Chelsea tirou partido disso mesmo, e pouco a pouco ia mostrando o seu futebol, maioritariamente através de pontapés de meia distância. Aos 78&#8242; foi Drogba a estoirar ao poste, e já em tempo de prolongamento foi Lampard, dentro da área, a colocar a bola na barra da baliza de Van der Sar. O jogo chegava à sempre terrível lotaria dos penalties, e depois de tanto azar, o Chelsea necessitava de manter os seus níveis motivacionais num patamar estável. E efectivamente a sorte voltou a estar de costas voltadas para os &#8220;blues&#8221;, que apesar de tudo tiveram o troféu nas suas mãos. Terry falhou a grande penalidade decisiva, o veterano Giggs cumpriu a sua parte, e Van der Sar terá feito a defesa da sua vida, oferecendo assim ao seu clube mais uma Liga dos Campeões, a terceira na história do clube.</p>
<p>Fundamentalmente, tratou-se de uma vitória justa pela capacidade demonstrada pelo Manchester não apenas nesta partida, mas ao longo de toda a temporada. A sorte é também um elemento a tomar em conta, e para o Chelsea terá sido uma partida marcante, de uma equipa que esteve bem perto de fazer história ao alcançar o troféu pela primeira vez. Alex Ferguson é o mentor de todo este percurso notável, o escocês que parece estar talhado para o sucesso, e que certamente será recordado não apenas pelos britânicos, mas por todos os amantes do futebol espectáculo.</p>
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		<title>Análise: Porto 1&#215;0 Schalke 04 (1&#215;4 g.p.)</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2008/03/analise-liga-dos-campeoes-0708-8f-porto-1x0-schalke-04-1x4-gp/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 13:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Chora-se de tristeza na cidade do Porto. Em 210&#8242; de futebol, o Porto de Jesualdo Ferreira mostrou uma enorme sabedoria na arte de saber sofrer e não atirar a toalha para o chão. Insuficiente, no entanto. Frente a uma equipa alemã que se mostrou macia quando o Porto a isso a obrigou, os dragões não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chora-se de tristeza na cidade do Porto. Em 210&#8242; de futebol, o Porto de Jesualdo Ferreira mostrou uma enorme sabedoria na arte de saber sofrer e não atirar a toalha para o chão. Insuficiente, no entanto. Frente a uma equipa alemã que se mostrou macia quando o Porto a isso a obrigou, os dragões não foram capazes de ultrapassar aquele que se tornou num novo herói de <em>Gelsenkirchen</em>: o &#8220;novato&#8221; Neuer.</p>
<p>Depois de uma &#8220;primeira-parte&#8221; de maior incapacidade portista numa atribulada viagem ao oeste da Alemanha, a pressão estava do lado dos portistas, e o Estádio do Dragão acorreu em peso para mais uma noite de emoções europeias. Do centro da Europa vinham cerca de 3 mil gargantas bem afinadas, de uma equipa fria e calculista que, apesar da negação do seu treinador, acabava por revelar a clara intenção de jogar para o resultado ao colocar 5 médios de início (3 deles de contenção), deixando Kuranyi muito sozinho na frente, órfão do apoio dos habituais Rakiti? e Asamoah. Do lado portista, a maior surpresa consistia talvez na opção por Tarik em detrimento de Farias. O marroquino traz amplitude ao ataque portista, capacidade de jogar no um-contra-um cruzando de frente para trás, algo que vinha faltando no jogo ofensivo portista.<br />
A postura alemã nada de bom fazia prever &#8211; a história assim o conta &#8211; contudo, o início de jogo revelou a intensidade que os dragões teriam que impor na partida: aos 12&#8242; foi Lisandro frente a frente com Neuer para uma boa saída do jovem guardião; aos 13&#8242; era Tarik a responder de cabeça a um fabuloso cruzamento de Bosingwa &#8211; Neuer começava aqui o seu &#8220;festival&#8221;, com uma bela defesa por instinto. Os primeiros 45&#8242; foram inteiramente portistas, mas depois de meio-tempo de maior fulgor o Porto deixou-se ir abaixo revelando a habitual impaciência &#8220;à portuguesa&#8221;, com uma clara perda de agressividade, de intensidade, e o final da primeira parte rapidamente surgiu.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/03/porto-schalke_neuer.jpg" alt="Análise: Porto 1x0 Schalke 04 (1x4 g.p.)" hspace="5" width="300" height="206" align="left" title="Análise: Porto 1x0 Schalke 04 (1x4 g.p.)" />Quando talvez se esperaria um Porto de maior garra na entrada para a segunda-parte, o que é facto é que Jesualdo Ferreira não parece ter sido capaz de incutir alguma coragem na equipa, que se manteve demasiadamente &#8220;adulta&#8221;, não querendo correr riscos excessivos. A saída de Bosingwa por lesão reforçava este mau presságio, dado que nem Quaresma nem Tarik atingiam sequer metade do rendimento lateral do defesa-direito. Pelo contrário, Tarik deambulava demasiadamente pelo centro do terreno ao passo que Quaresma denotava a habitual falta de profundidade na equipa. Para o adepto menos atento Quaresma terá sido talvez dos elementos mais interventivos durante os 90&#8242;, algo que não deixa de ser verdade, mas o que é facto é que o criativo portista perdeu-se quase sempre nos <em>timings</em> de decisão, algo bem visível no défice de jogo ofensivo servido aos avançados Lisandro ou Farias. A excepção esteve claramente em Lucho &#8211; e que grande partida efectuou o médio argentino! &#8211; que mostrou ser o cérebro desta equipa na forma de atacar, cumprindo também de forma irrepreensível na vertente de recuperação defensiva. Paulo Assunção e Raúl Meireles, embora este segundo menos decisivo, foram igualmente elementos de grande eficiência, e que permitiram garantir a segurança defensiva que se exigia numa partida de ataque continuado. Contudo, e numa jogada de distracção tudo poderia ter-se perdido, já que depois de uma perda de bola em terrenos defensivos Hélton viu-se obrigado a parar uma bola de golo defendendo com as mãos já fora da grande área. Algo que poderia ter ditado a expulsão do guardião <em>canarinho</em>, e que talvez pela rapidez do lance terá passado despercebido ao juiz da partida.<br />
Mesmo que com pouquíssima inspiração, o Porto não desistia e justiça seja feita ao espírito desta equipa que mesmo jogando sem laterais de raiz &#8211; Fucile havia sido expulso de forma injusta aos 80&#8242; &#8211; mantinha o caudal ofensivo, a única solução possível para alcançar o tão desejado golo. De realçar a prestação de Mariano, que entrado para o lugar de Bosingwa conseguiu cumprir como lateral, médio e extremo quando necessário, revelando um enorme pulmão e forte cultura táctica. Na realidade, e espremendo o sumo daquilo que o FC Porto produziu, é imperial dizer que faltou capacidade para ultrapassar definitivamente os alemães, algo só conseguido por um magistral Lisandro, que aos 86&#8242; levantou o estádio com um remate do outro mundo, mostrando mais uma vez como é actualmente um dos grandes avançados a actuar na Europa.</p>
<p>O futebol é isto mesmo, e repentinamente as mentalidades alteravam-se, assim como o espírito de ambas as equipas. O Schalke 04 era agora uma equipa tremida, enquanto o Porto transbordava confiança, bem visível no primeiro lance do prolongamento, em que quer Quaresma quer Farias não foram capazes de furar a baliza adversária. O Schalke estendia um pouco o seu jogo, e pela primeira vez na partida viamos o Porto a jogar ao seu nível, com espaços e rápido nas transições. Quaresma estava endiabrado, e aos 102&#8242; protagonizava o lance do jogo: isolado frente a Neuer, temporizou demasiadamente permitindo a defesa do guarda-redes alemão. Um lance que poderia e deveria ter arrumado com a partida, algo que numa noite de tremenda infelicidade portista acabou por não suceder!<br />
Os <em>penalties</em> são e sempre serão uma lotaria, mas o que e facto que a turma alemã se revelou mais confiante e consistente neste particular. Uma derrota plena de frustração e infelicidade, mas.. o sentimento de dever cumprido!</p>
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		<title>FC Porto e a Montra Europeia</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 11:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Divisa]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões]]></category>

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		<description><![CDATA[Num estudo publicado pelo JN em Fevereiro deste ano, foi possível verificar o protagonismo que o FC Porto da última década vem obtendo na principal prova de clubes da UEFA. Depois da remodelação efectuada à antiga Liga dos Campeões Europeus, esta nova prova &#8220;rainha&#8221; passou a contemplar enormes fatias milionárias a distribuir pelos seus participantes.
Só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num estudo publicado pelo JN em Fevereiro deste ano, foi possível verificar o protagonismo que o FC Porto da última década vem obtendo na principal prova de clubes da UEFA. Depois da remodelação efectuada à antiga Liga dos Campeões Europeus, esta nova prova &#8220;rainha&#8221; passou a contemplar enormes fatias milionárias a distribuir pelos seus participantes.</p>
<p>Só consistirá numa surpresa para o leitor menos actualizado, mas os números são talvez até mais surpreendentes do que se julgará. Desde a temporada de 1992/93, fase de transição para os novos moldes da competição, o Porto terá amealhado cerca de 97.5 milhões de euros em receitas desportivas UEFA e direitos televisivos. Os números tornam-se mais interessantes, e ao mesmo tempo mais &#8220;iluminados&#8221; quando nos apercebemos da importância que a instituição FC Porto tem ganho no contexto do futebol português, e da sua imagem no exterior. A contribuição para o ranking UEFA vem sido de tal forma decisiva que o conjunto de todos os outros clubes com participações na UCL (são estes Benfica, Sporting e Boavista) resulta num total de 72.6 milhões de euros e menos 25 milhões do que o Porto conquistou por sua conta apenas.<br />
Particularmente, temos como temporada de maior brilho a de 2003/04, culminada com o título europeu de clubes pela mão de José Mourinho. Não foi no entanto apenas o troféu a entrar na casa portista; 18.7 milhões entraram igualmente nos cofres do FC Porto, numa temporada que haveria de culminar com a alienação de diversos activos por quantias literalmente astronómicas (Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Deco, entre outros). De frisar igualmente a participação do Boavista FC na competição milionária, que em duas temporadas apenas, arrecadou cerca de 14 milhões de euros. Quando comparado com os 33 do Benfica (em 5 participações), e 25 do Sporting (em 4), equipas com poderio financeiro bem mais efectivo, é fácil de concluir que a turma do Bessa alcançou uma prestação briosa na Europa dos milhões.</p>
<p>Se analisarmos o &#8220;enriquecimento&#8221; portista num contexto europeu, verificamos que o FC Porto se encontra em 16º classificado. De facto, e se não for contabilizada a prestação de &#8220;tubarões&#8221; espanhóis, alemães, italianos ou ingleses, só Lyon e PSV Eindhoven conseguiram melhores resultados que os portuenses, com 155 e 111 milhões de euros, respectivamente. No topo dos topos vemos Bayern Munich, Manchester United, Real Madrid e AC Milan, com montantes entre os 233 e os 202 milhões.<br />
O que é facto é que este Porto tem revelado argumentos inquestionáveis para lutar olhos-nos-olhos com os mais poderosos, com aqueles que se encontram integrados em países mais ricos, mais sólidos e onde o desporto detém outros níveis de rentabilidade e estruturação. De resto, a história tem sabido dar o devido valor a este clube português, mesmo que por vezes isso só suceda externamente é actualmente já considerado como um <em>case study</em> para os clubes europeus de média dimensão.</p>
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		<title>Análise: Schalke 04 1&#215;0 Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 23:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa partida em que o Porto apenas entrou em jogo aos 30&#8242;, demorando outros 10&#8242; a encontrar-se, o primeiro tempo acabou por ser decisivo para o desfecho final. Apesar de uma melhoria exibicional nos segundos 45&#8242;, o mal estava feito. Lisandro esteve ainda a milímetros de empatar a partida, mas verdade seja dita: esta noite [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa partida em que o Porto apenas entrou em jogo aos 30&#8242;, demorando outros 10&#8242; a encontrar-se, o primeiro tempo acabou por ser decisivo para o desfecho final. Apesar de uma melhoria exibicional nos segundos 45&#8242;, o mal estava feito. Lisandro esteve ainda a milímetros de empatar a partida, mas verdade seja dita: esta noite os alemães sobrepuseram-se claramente aos portugueses, em todos os parâmetros de jogo.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/02/013372519-ex00.jpg" alt="Análise: Schalke 04 1x0 Porto" hspace="5" width="300" height="212" align="left" title="Análise: Schalke 04 1x0 Porto" />Desorganizado, desconcentrado, pouco pressionante, este Porto foi uma sombra de si próprio, e de uma forma inesperada concedeu ao Schalke o controlo dos primeiros minutos. Não se fazendo rogados, os alemães partiram para cima do Porto que rapidamente se &#8220;vergou&#8221; à eficiência de Kevin Kuranyi &#8211; a uma intervenção &#8220;discutível&#8221; de Hélton (ao defender a bola para a frente), o brasileiro naturalizado alemão abriu a contagem de forma imparável &#8211; 3&#8242;.<br />
Com a lesão de José Bosingwa &#8211; e que falta o lateral fez esta noite! &#8211; Jesualdo Ferreira promoveu João Paulo para a titularidade. Face às claras deficiências defensivas de Cech, o leiriense entrou e cumpriu integralmente, quer na direita quer na esquerda. De facto, e face a um clara desunião entre linhas, não só o meio campo era incapaz de construir, como as alas estavam igualmente presas à sua defensiva, dado o futebol ofegante do Schalke 04. No sector ofensivo, Farias foi presa fácil para dois centrais de elevadíssima estatura, Bordon e Krstajic. Só Lisandro, com a garra do costume, se foi tentando libertar de uma defensiva alemã de se lhe tirar o chapéu! A capacidade posicional do Schalke é notável, jogando quase sempre em antecipação e com um miolo defensivo que apesar de &#8220;pesado&#8221; consegue construir e decidir bem rápido &#8211; os dados estatísticos não mentem, e na actual edição da Bundesliga esta equipa tem um dos melhores registos.</p>
<p>A ideia de colocar em Fucile toda a responsabilidade ofensiva (já que João Paulo seria sempre mais um 3º central do que um ala ofensivo) levou a um dilema neste Porto. A lição não pareceu estar bem estudada, pois a ala direita era de facto a mais forte desta equipa alemã, não só pelo contributo de Rafinha e do irreverente Rakitic, como igualmente de Kuranyi, ponta de lança que não poucas vezes descai para a lateral direita. Fucile teve 30 minutos de total desconcerto, tendo como origem na sua zona não só o golo sofrido, mas também 2 outras oportunidades de golo iminente &#8211; não estando com isto a crucificar o jogador, pois o uruguaio não obteve o mínimo de apoio posicional, quer de Quaresma quer do médio interior mais próximo.<br />
Jesualdo e o seu adjunto Azenha compreenderam o erro (para bem do FC Porto, e felizmente não tarde de mais), trocando a posição dos laterais e obrigando a uma maior ocupação de espaços no sector intermédio. Felizmente, o descalabro táctico desapareceu, dando lugar a um Porto mais seguro e confiante.</p>
<p>Depois de um primeiro tempo de sobressalto, o Porto pareceu entrar mais tranquilo para o segundo-tempo, mas cedo ficou claro que não iríamos ver uma equipa de grande pendor ofensivo. O golo de Kuranyi havia deixado uma ferida demasiadamente profunda, e um segundo golo poderia revelar-se fatal para os portistas. Assim, quer Assunção quer Lucho pegaram no jogo e conseguiram durante grande parte dos segundos 45&#8242; garantir alguma segurança à sua retaguarda. O argentino, mesmo que um pouco lento, conseguiu ser o pêndulo que habitualmente representa nos portistas, saindo dos seus pés a maioria dos lances de perigo.<br />
Aos 56&#8242; era Farias o sacrificado para a entrada de Tarik &#8211; o Porto necessitava com urgência de um flanqueador, e o marroquino ajudou francamente para algum equilíbrio lateral. 80% deste segundo tempo foi de controlo portista, e apesar de pouco pressionante conseguiu quase sempre manter-se perto da baliza adversária, mesmo que sem oportunidades reais de golo. Palavra para o árbitro da partida, que não revelou o habitual &#8220;proteccionismo&#8221; às potências económicas do futebol europeu, que por norma prejudicam as equipas portuguesas. Pelo contrário, mostrou até algum favorecimento para os dragões, algo que ajudou a equipa a manter-se dominadora no meio-campo contrário.</p>
<p>Apesar de tudo, o FC Porto a respirar de alívio no final dos 90 minutos da partida. A mossa poderia ter sido francamente maior, e só uma equipa experiente como o Porto foi capaz de se sobrepor a um primeiro tempo onde a as dificuldades de adaptação foram bem patentes. Lisandro Lopez esteve pertíssimo de conseguir o empate aos 80&#8242;, talvez na única grande oportunidade de golo de toda a partida, mas os &#8220;santos&#8221; não quiseram premiar uma equipa que no fundo não o merecia, depois de um jogo extremamente irregular a nível exibicional.<br />
Tudo está em aberto, e o dragão irá certamente encher para a &#8220;segunda-parte&#8221; da eliminatória, os definitivos e o decisivos 90 minutos!</p>
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		<title>Observatório: &#8220;Die Knappen&#8221; &#8211; Os Mineiros</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 15:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 07/08]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Schalke 04. Será esta a equipa que os dragões irão encontrar nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Um adversário acessível aos olhos de muitos, e uma viagem à mítica Arena AufSchalke, em Gelsenkirchen, cidade onde o FC Porto se sagrou campeão europeu na temporada de 2003/04. Os dados estão definitivamente lançados&#8230;
Comecemos por introduzir o futuro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Schalke 04. Será esta a equipa que os dragões irão encontrar nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Um adversário acessível aos olhos de muitos, e uma viagem à mítica Arena AufSchalke, em Gelsenkirchen, cidade onde o FC Porto se sagrou campeão europeu na temporada de 2003/04. Os dados estão definitivamente lançados&#8230;</p>
<p>Comecemos por introduzir o futuro adversário portista, geográfica e historicamente. Gelsenkirchen é uma cidade alemã pertencente ao estado federal de Renânia do Norte, no oeste da Alemanha. Actualmente, conta com cerca de 274 mil habitantes. Mas Gelsenkirchen é definitivamente uma cidade repleta de misticismo &#8211; no início do século XX, era a mais importante cidade da Europa na exploração mineira de carvão. Era designada como &#8220;a cidade dos mil fogos&#8221;, devido à quantidade de fumo que era sempre possível avistar nos seus céus. Durante a época nazi, Gelsenkirchen era um centro de produção de carvão, com inúmeras carvoarias. Curiosamente, o plantel do Schalke 04 foi durante largos anos constituído maioritariamente por mineiros, que patrioticamente serviam o país nas duas actividades. A história tratou de &#8220;honrar&#8221; este grande clube, que é actualmente carinhosamente designado como &#8220;Die Knappen&#8221; &#8211; Os Mineiros.</p>
<p><a href="http://bp3.blogger.com/_kD5CLIoztjs/R26VuBAPd8I/AAAAAAAAAl4/xmQgsA_3CzI/s1600-h/635625_biglandscape.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer" src="http://bp3.blogger.com/_kD5CLIoztjs/R26VuBAPd8I/AAAAAAAAAl4/xmQgsA_3CzI/s320/635625_biglandscape.jpg" border="0" alt="Observatório: Die Knappen   Os Mineiros"  title="Observatório: Die Knappen   Os Mineiros" /></a>Curiosamente, e apesar de não deter um historial equiparável a outros clubes alemães, como o Bayern Munich, Werder Bremen ou Borussia Dortmund, o Schalke 04 é dos clubes com maior popularidade do país, sendo ainda considerado o segundo clube com a maior massa adepta alemã. A estatística não mente, e a temporada de 2004/05 é bem exemplificativa: num recinto com capacidade para 61.481 espectadores, a média situou-se nos 61.387 adeptos. Notável. Não vencendo a prova maior do seu país desde 1958, tem no entanto vindo a crescer exponencialmente, alcançando o vice-campeonato em 2001, 2005 e 2007. Quer na temporada de 2000/01 quer em 2006/2007, a sorte foi madrasta para <span style="font-style: italic">os mineiros</span>, que literalmente morreram na praia. Depois de excelentes percursos vitoriosos, o campeonato acabou por ser irremediavelmente perdido nos últimos instantes da prova, para Bayern e Estugarda, respectivamente. Actualmente, a equipa encontra-se na quinta posição da Bundesliga, a 7 pontos do 1.º classificado Bayern Munich.</p>
<p>Na UEFA, a história desta equipa esbate-se claramente. O Schalke conta com 25 partidas na prova maior da UEFA (em contraste com os 157 jogos já realizados pelos dragões), que resultaram em 9 vitórias e 6 empates. A qualificação para os oitavos-de-final da prova é aliás um feito inédito, sendo <span style="font-style: italic">os mineiros</span> estreantes nesta fase. Na Taça UEFA são presença mais comum, com um registo de 60 partidas (31 vitórias), tendo aliás vencido a prova em 1997 frente a um fortíssimo Inter de Milão, através da marca de grandes penalidades.</p>
<p>Para o FC Porto, a memória de Gelsenkirchen é inevitável. No local onde os portistas fizeram história há cerca de 3 anos e meio, desta feita a realidade será bem distinta. O Schalke é uma equipa que na forma de jogar poderá ser assemelhada ao actual Porto de Jesualdo Ferreira &#8211; uma equipa que gosta de jogar de pé para pé, e que tem no contra-ataque a sua maior arma. Aliás, o grande (e talvez único) nome a saltar à vista nesta equipa alemã é o de  Kevin Kuranyi, ponta de lança que se celebrizou com as cores do Estugarda. Efectivamente, não serão os &#8220;nomes&#8221; a amedrontar os dragões, mas.. o futebol é forte em surpresas, e só um Porto de grande capacidade conseguirá ultrapassar mais um forte adversário. Resta-nos esperar por 19 de Fevereiro e 5 de Março de 2008 &#8211; os dias de todas as decisões.</p>
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		<title>Análise: Porto 2&#215;1 Marselha</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2007/11/analise-ucl-0708-j4-porto-21-marselha/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Nov 2007 00:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais vale tarde do que nunca! Numa partida atípica, na qual o Porto apenas conseguiu estabelecer o seu futebol no segundo período, fica a memoria de 3 pontos saborosíssimos. Um total de 8 pontos para o dragão, que equivale nada mais nada menos do que a uma primeira posição no Grupo A de apuramento para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais vale tarde do que nunca! Numa partida atípica, na qual o Porto apenas conseguiu estabelecer o seu futebol no segundo período, fica a memoria de 3 pontos saborosíssimos. Um total de 8 pontos para o dragão, que equivale nada mais nada menos do que a uma primeira posição no Grupo A de apuramento para os oitavos-de-Final.</p>
<p>A indisponibilidade de Lucho foi tema para toda a semana. Depois de uma partida de ma recordação frente aos azuis do Restelo, o Porto perdera os primeiros pontos no campeonato, assim como o seu importante capitão Lucho Gonzalez por lesão. O futebol cerebral do argentino não encontra paralelo no plantel portista, e isso foi algo que na partida de hoje pareceu evidente durante os 90 minutos. Jesualdo escolheu para o substituir uma solução conservadora, colocando Cech numa posição de médio interior esquerdo e dando a Assunção e Meireles a função de coordenadores do miolo de jogo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2234 alignleft" style="margin-top: 6px; margin-right: 10px" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/porto-marselha-tarik.jpg" alt="Tarik Sektioui" width="300" height="221" align="left" title="Análise: Porto 2x1 Marselha" />A exibição no Velodrome tinha sido de imenso brio, e o empate ate injusto para os olhos de um espectador isento. Como tal, a exigência mínima para a jornada de hoje seria demonstrar claramente a superioridade perante esta equipa francesa de Eric Gerets. No entanto, a entrada na partida não foi certamente aquela que os adeptos portistas expectavam. Um FC Porto apático, que levou a um recuo generalizado no terreno, permitindo ao Marselha &#8211; actual penúltimo classificado da &#8220;La Ligue&#8221; francesa &#8211; praticar um futebol rectilíneo e de risco para os portistas. Lances de eminente perigo nao os houve, mas a postura da equipa mostrava-se essencialmente órfã da criatividade que Lucho impõe no campeão nacional. Depois de uma meia hora sofrível, e contra a corrente da partida, Tarik desenha um lance de génio, uma jogada que iria marcar certamente esta 4.ª jornada da Liga dos Campeões edição 07/08: um golo fenómeno de Tarik Sektioui, aos 27 minutos. Para ver e rever. O magrebino a quem há bem pouco tempo dediquei um artigo, a vincar aquilo que faz dele uma referencia deste Porto actual. Capacidade de explosão, clarividência ofensiva, uma importante experiência. Apesar do golo, os predicados desta primeira parte não se alteraram, e o jogo mastigou-se ate ao intervalo.</p>
<p>O segundo-tempo viria a ser totalmente distinto do primeiro. Alias, as transformações evidenciavam-se bem cedo, aos 47 minutos. Niang (sim, o mesmo da Jornada 3) a aproveitar uma falha colectiva da defesa portista e a estabelecer o empate. A turma portista entrava certamente decidida a gerir o tento maravilha de Tarik, mas cedo as contas se alteraram, e este golo iria obrigar os pupilos de Jesualdo a trabalhar em prol da vitoria.<br />
Aos 58&#8242; Jesualdo colocava Postiga no ataque, retirando Cech. Alterando o esquema táctico para um 442, havia uma clara tentativa de povoar o meio campo garantindo assim maior consistência ao mais importante sector de jogo. A pouco e pouco, esta variação táctica fez-se notar e o Porto partiu para uma segunda-parte de grande pulmão, frente a um Marselha que parecia agora importado em segurar o empate. Aos 68&#8242; Meireles sai desgastado para o lugar de um Bolatti mais identificado com a cultura azul-e-branca. Uma boa exibição do argentino. A equipa não denotava grande genialidade, mas desenvolvia um futebol ligado, com imensa fibra e garra, conseguindo mesmo construir algumas oportunidades nomeadamente através de lances de bola parada. Depois de uma tentativa gorada do inevitável Lisandro, com a bola a embater na barra, o argentino conseguia mais uma vez arrumar com as contas da partida: 78 minutos, e Lisandro responde imparável a um bom cruzamento de Quaresma, deixando o Estádio do Dragão em apoteose.</p>
<p>O que é certo é que neste segundo tempo vimos o Porto a praticar o futebol a que nos habituou. O Marselha não teve sequer capacidade para tentar responder ao tento portista, e os últimos 15 minutos foram geridos de forma soberba, com uma grande união entre sectores. Uma vitoria mais do que merecida, cujos louros deverão ser distribuídos por todos os intervenientes. Desta forma, o FC Porto a quase garantir a tão almejada qualificação para a 2.ª fase da competição. Com mestria.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pfk2HdxbJS8"><img src="http://img.youtube.com/vi/pfk2HdxbJS8/default.jpg" width="130" height="97" border title="Análise: Porto 2x1 Marselha" alt="Análise: Porto 2x1 Marselha" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Obra de arte de Tarik Sektioui</span></p>
]]></content:encoded>
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