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	<title>Jogo de Área &#187; UEFA</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Liga dos Campeões: Atl. Madrid 0&#215;3 Porto &#8211; Dragão em crescendo&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 00:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[O Porto confirmou hoje, em Madrid, que se encontra num momento ascendente de forma. Efectivamente, os dragões, actuando em 4-3-3 com Maicon e Valeri nos lugares que, em Guimarães, foram de Rolando e]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-maisfutebol-futebol-iol-atl-madrid-cronica/1108779-4930.html" target="_blank">Porto</a> confirmou hoje, em Madrid, que se encontra num momento ascendente de forma. Efectivamente, os dragões, actuando em 4-3-3 com Maicon e Valeri nos lugares que, em Guimarães, foram de Rolando e Belluschi, usaram a receita que proveitosos resultados deu na passada sexta-feira.</p>
<p>E, assim, a entrada em jogo foi novamente fortíssima&#8230; e logo aos três minutos, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/bruno-alves-fc-porto/1108785-4062.html" target="_blank">Bruno Alves</a> subia aos ares de forma soberba para cabecear para o fundo das malhas de Sérgio Asenjo. Se a equipa entrou confiante, melhor tónico não poderia ter! Tentou recompor-se o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/quique-flores-benfica-atletico-madrid-fc-porto-porto-champions/1108792-4062.html" target="_blank">Atlético</a>, num 4-4-2 rudimentar e sem um verdadeiro organizador de jogo. Paulo Assunção e Cléber Santana não conseguiam acompanhar os extremos e a equipa transformava-se em duas enormes ilhas: a defensiva e a ofensiva composta por Simão na esquerda, Maxi Rodriguez na direita e Forlán, juntamente, com Aguero no centro.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3291 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/atletico-porto-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="183" align="left" title="Liga dos Campeões: Atl. Madrid 0x3 Porto   Dragão em crescendo..." />E apesar dessas limitações, ofensivamente a equipa ainda estrebuchou&#8230; os estertores que mantêm viva a equipa iam alimentando algumas acções em que o perigo rondava a baliza de Helton. Mas esse desequilíbrio surgiria, novamente&#8230; contra ataque rápido, as compensações inexistentes numa equipa absolutamente partida, e <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/36577-fc-porto-atropela-o-atletico-madrid-3-0" target="_blank">Falcao</a> a recarregar o primeiro remate de Fucile que subiu, tranquilamente, pela ala direita sem que algum colchonero o pressionasse. A imensa passadeira vermelha que os madrileños estendem aos adversários, na presente época, voltava a aparecer!</p>
<p>Aos vinte e seis minutos, o jogo ganhava o epípeto de resolvido. O Atletico tentaria, novamente, responder, especialmente através da sua dupla de avançados que tentava remar contra uma maré revolta,  consequentemente sem efeitos práticos! Na verdade, é doloroso ter dois avançados da estirpe de Forlán e Aguero e o resto da equipa ser incapaz de acompanhar o andamento&#8230; e aquele pontapé de bicicleta de <em>El Kun</em>, apesar de ter rasado o poste, levantou o Vicente Caldéron, num dos raros momentos de emoção para os adeptos colchoneros!</p>
<p>E com isto chegou-se ao intervalo. E se dúvidas existissem, o primeiro minuto tratou de decidir o jogo. Aguero saía lesionado e Forlán ficava órfão da alma gémea. O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413064" target="_blank">Porto</a> esse, calmamente, ia controlando o jogo, trocando a bola entre si, procurando espaços, esperando. Mas os dragões, mesmo assim, conseguiam criar perigo&#8230; Rodriguez isolado perante Asenjo permitiu que o guarda redes espanhol fizesse uma meritória mancha, negando o óbvio. Mas se a uma Cebola ainda se consegue dizer que não, nada se pode fazer contra a força de um Super Herói&#8230; <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fc-porto-alertas/hulk-fc-porto-maisfutebol-futebol-iol/1108786-3214.html" target="_blank">Hulk</a>, num momento de génio, bailou perante os aturdidos defesas espanhóis e desferiu tamanho balázio que o estranho foi não ter furado as redes!</p>
<p>O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413065" target="_blank">Porto</a> marcava o terceiro e demonstrava a sua diferença de andamento para o Atletico&#8230; uma verdadeira decepção desta época europeia! Quanto aos dragões, a certeza que há equipa para aspirar a altas ambições.</p>
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		<title>Piqué, a imagem do orgulho catalão</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 11:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[A alma catalã é intrínseca à própria ipseidade da região. Projecta-se na alma dos seus habitantes, que fazem dos seus símbolos verdadeiros embaixadores de uma região que busca a autonomia, e nesses símbolos, o Barcelona tem-se destacado como o maior embaixador de uma cultura que se distingue das demais regiões castelhanas!
E, apesar da miríade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A alma catalã é intrínseca à própria ipseidade da região. Projecta-se na alma dos seus habitantes, que fazem dos seus símbolos verdadeiros embaixadores de uma região que busca a autonomia, e nesses símbolos, o Barcelona tem-se destacado como o maior embaixador de uma cultura que se distingue das demais regiões castelhanas!</p>
<p>E, apesar da miríade de nacionalidades que pululam pelos corredores dos balneários de Camp Nou, o orgulho culé reside nos catalães formados em La Masia e que anseiam afirmar-se no mundo do futebol. Actualmente, nomes como Puyol, Xavi, Busquets, Bojan Krkic demonstram o quão importante é conjugar o sentimento de uma região com a vontade de vencer&#8230; bem como o treinador Guardiola. Aliás, o antigo governador da Catalunha e grande divulgador do sentimento catalão, Jordi Pujol, sempre gostou de demonstrar esse feeling nos seus rounds diplomáticos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3243 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/spain-gerard-pique.jpg" alt="Gerard Piqué" width="280" height="193" align="left" title="Piqué, a imagem do orgulho catalão" />Todavia, entre esses catalães de boa cepa que transportam para qualquer cancha esse sentimento, há um que bem poderia encarnar a parábola do filho pródigo! Apesar de ser da cidade que, além do futebol, venera Gaudi e a Sagrada Família, ou onde os habitantes sobem até Montjuic para se embrenharem no verde e na natureza, cedo abandonou as escolas de La Masia, ou, em português A Quinta, para se deixar seduzir pelo british dream. Com efeito, Piqué, logo aos dezasseis anos teve a hipótese de migrar para a pátria do futebol&#8230; como muitos jovens do seu país, Cesc Fábregas, Fran Mérida, Álvaro Arbeloa, entre outros, arriscou a sorte! Destino: as categorias de base do Manchester United, temperadas com algumas espontâneas aparições na equipa de reservas. Já nessa altura, em 2004, fora cobiçado, também, pelo Arsenal e Liverpool, onde Benitez, se diz, ficou possesso quando perdeu a corrida pela sua contratação para os red devils.</p>
<p>Em Old Trafford, a certeza de trabalhar com um verdadeiro escultor de talentos, o homem que inventou os irmãos Neville, Beckham, Scholes, Giggs e tantos outros que ainda estão a despontar e são da geração de Piqué: Macheda, Evans entre mais alguns! Mas, porém, aquele central forte, resoluto, inexpugnável no jogo aéreo e, ainda por cima polivalente &#8211; já que podia desempenhar a função de pivot defensivo com igual assertividade &#8211; não conseguiu adaptar-se ao futebol inglês. Pese algumas, esporádicas, aparições na equipa principal mancuniana sentia imensas dificuldades em afirmar-se na equipa principal&#8230; fosse pela sua juventude, fosse pela feroz concorrência &#8211; Ferdinand, Vidic, só para citar os concorrentes de maior curriculum &#8211; a verdade é que era notório que o velho lobo Ferguson não confiava nele, chegando mesmo, na temporada de 2006/2007, a cedê-lo ao Zaragoza!</p>
<p>Aí, de regresso a solo pátrio e ao lado de nomes como Pablo Aimar, Carlos Diogo, Alberto Zapater ou Sérgio Garcia, voltou a reencontrar-se com a felicidade do jogo. Tornou-se imprescindível no centro da defesa do clube de La Rosaleda e foi um dos pilares do apuramento para a, então, Taça Uefa. Após tão concludentes indicações Ferguson não hesitaria&#8230; chamá-lo-ia novamente, mas desta feita assumindo que haveria de contar com o catalão. Contudo, ou pelas lesões ou por alguma imaturidade ainda bem latente, este cedo voltaria a perder o comboio das primeiras escolhas, sendo que no fim da época o carácter impaciente e irascível do velho escocês voltou a fazer das suas. Piqué era colocado na lista de transferíveis e pelo preço de cinco milhões de euros&#8230; uma pechincha, atendendo ao potencial esperado e, por vezes, já demonstrado, atendendo a ser internacional espanhol em todos os escalões desde os sub-15, atendendo a estar entre os melhores jogadores jovens do mundo!</p>
<p>E aí dar-se-ia a tal parábola do filho pródigo&#8230; o Barcelona, que por essas alturas apresentava o também catalão e símbolo do clube Pep Guardiola como treinador do clube, não hesitou em lançar-lhe o canto da sereia. E assim sendo, regressaria&#8230; tornando-se crucial numa equipa que na época passada fez o triplete, que teve o seu apogeu em Roma, na final da Champions, contra o United que houvera abandonado meses antes. Sendo a central ao lado do mítico leão catalão Puyol, ou então subindo no terreno e incorporando um fabuloso tridente medular em que é o vértice mais recuado, mas imbuído daqueles princípios de jogo que têm vindo a encantar a Europa: fabulosa circulação de bola, óptima capacidade de pressão e domínio de todos os momentos do jogo!</p>
<p>Assim sendo, Del Bosque ver-se-ia obrigado a contar com ele em La Roja&#8230; um jogador que ontem demonstrou toda a sua valia, ajudando a abater os nerazurri de Mourinho e lançando os blaugrana rumo às fases decisivas da competição!</p>
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		<title>Liga dos Campeões: Apoel 0&#215;1 Porto &#8211; A caminho dos oitavos&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 22:50:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Não fosse o brilhante tento de Falcao quando o relógio batia nos 84 minutos, e muito provavelmente esta análise estaria a inciar-se num tom menos positivo. Contudo, o brilhante tiro do colombiano premiou um Porto que hoje]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não fosse o brilhante tento de <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408180" target="_blank">Falcao</a> quando o relógio batia nos 84 minutos, e muito provavelmente esta análise estaria a inciar-se num tom menos positivo. Contudo, o belíssimo tiro do colombiano premiou um Porto que hoje se apresentou no Chipre com muito músculo, um meio-campo extremamente organizado mas a quem faltou quase sempre um último passe de qualidade.</p>
<p><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/jesualdo-jesualdo-ferreira-fc-porto-porto-champions-apoel/1100490-4062.html" target="_blank">Jesualdo</a> antevia um confronto de grande sofrimento. E não se enganava, o experiente técnico luso. Aliás, este momento assemelhava-se a muitos outros na história do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-porto-falcao-chipre-chapions-apoel/1100485-4930.html" target="_blank">Porto</a> nesta Liga dos Campeões: um adversário mais fraco, mas nem tanto acessível, um ambiente frenético nas bancadas e um futebol de luta do primeiro ao último minuto. E no Chipre foi precisamente esse o Apoel que se apresentou, uma equipa muito diferente da tenra formação que veio ao dragão tentar não perder, mas à qual pareceu sempre evidente uma importante falta de experiência na mais alta competição internacional de clubes.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3047 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/apoel-porto-hulk.jpg" alt="Hulk" width="300" height="200" align="left" title="Liga dos Campeões: Apoel 0x1 Porto   A caminho dos oitavos..." />Tacticamente, Jesualdo optava por <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/guarin-guarin-fc-porto-porto-apoel-champions/1100491-4062.html" target="_blank">Guarín</a> a resguardar o miolo lado a lado com Meireles, tendo como pivot defensivo Fernando nas suas costas. Este é aliás um dilema que o treinador portista tem vivido desde o início da temporada, pouca é a apetência do albiceleste Belluschi para se incorporar nas tarefas mais defensivas, especialmente quando o adversário apresenta um futebol mais combativo. E a escolha foi acertada, tal como aliás havia sido em Stamford Bridge. O colombiano é um médio todo o terreno, apresentando no entanto uma dinâmica pouco habitual para alguém que &#8220;destrói&#8221; com tanta qualidade &#8211; isto porque Freddy Guarín também sabe sair a jogar, e muito bem, faltando-lhe naturalmente a capacidade para decidir junto da área contrária, algo que foi visível ao longo dos 90 minutos. Guarín e Meireles formaram um duo de grande força, subindo à vez, mas defendendo em bloco sempre que possível, sendo portanto 2 dos homens chave deste triunfo <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/31080-fc-porto-vence-em-apoel-e-esta-nos-oitavos" target="_blank">portista</a>.</p>
<p>Na ausência de Mariano, o ainda em baixo de forma Rodriguez entrava para o onze e emparelhava com Hulk nas alas ofensivas da equipa, numa tentativa de trazer objectividade e velocidade ao ataque portista. Algo que contudo não sucedeu da forma que se poderia prever, já que ambos foram responsáveis pela maioria das bolas perdidas em meio-campo contrário. A certo ponto, era Falcao quem se deslocava ao meio-campo para buscar jogo ao ataque. Os cipriotas pouco mais fizeram do que jogar ao sabor do que o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408183" target="_blank">Porto</a> lhes permitia, tentando aproveitar qualquer perda de bola ou alívio menos acertado, algo que especialmente os laterais Alvaro Pereira e Sapunaru por vezes permitiram. Contudo, foi apenas possível ver um lance de real perigo vindo dos mediterrânicos &#8211; um remate de meia distância do avançado Mirosavljevic, ao qual Helton respondeu com uma estirada monumental.</p>
<p>Apesar de tudo, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-porto-falcao-chipre-chapions-apoel/1100485-1304.html" target="_blank">Hulk</a> foi o criador da maioria das ofensivas portistas, sendo no entanto uma sombra de si próprio &#8211; algo que já vem sendo recorrente nas últimas partidas. O brasileiro teima em decidir individualmente, e quando joga para a equipa fá-lo sem o melhor timing. Teve nos pés um golo fácil depois de uma abertura no limite do fora-de-jogo, mas de forma muito infeliz entregou a bola ao guardião Chiotis. Já no segundo tempo, e talvez no seu melhor lance, serviu o recém-entrado Farias para um golo que esteve muitíssimo perto. E seria mesmo o goleador argentino a construir o momento chave deste encontro, quando poucos já acreditariam na vitória. El Tecla contornou um defesa e entregou para <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/falcao-fc-porto-porto-apoel/1100488-4062.html" target="_blank">Radamel Falcao</a>, que ainda fora da área e muito ao seu jeito deixou a bola fugir ligeiramente para a sua direita para então disferir um remate cruzado que apenas terminou no fundo das redes cipriotas.</p>
<p>Com a empate do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/chelsea-at-madrid-simao-quique-flores-champions-maisfutebol/1100493-1304.html" target="_blank">Chelsea</a> na capital espanhola &#8211; ingleses que estiveram a ganhar &#8211; o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-liga-dos-campeoes-premios-receitas/1100566-1304.html" target="_blank">Porto</a> cumpriu a sua missão de forma irrepreensível, e coloca-se <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sobe/fc-porto-apoel-sobe-liga-dos-campeoes/1100650-1497.html" target="_blank">entre os melhores 16 da Europa</a> quando faltam ainda disputar duas jornadas nesta fase de grupos. Brilhante, o dragão!</p>
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		<title>Liga Europa: Benfica 5&#215;0 Everton &#8211; Ode Aos Beatles&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 09:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Europa 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Beatles, a inolvidável banda que nasceu de onde os toffees provêm, já se podem tranquilizar… num relvado português, perante uma equipa proveniente das margens do Mersey e em cujo relvado, Eusébio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os Beatles, a inolvidável banda que nasceu de onde os toffees provêm, já se podem tranquilizar&#8230; num relvado português, perante uma equipa proveniente das margens do Mersey e em cujo relvado, Eusébio e restantes Magriços foram muito felizes, apareceu um quarteto que pode continuar a sublime obra destes.</p>
<p>Efectivamente, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/benfica/benfica-everton-maisfutebol-di-maria-cardozo-saviola/1097705-1456.html" target="_blank">Aimar, Di Maria, Saviola e Cardozo</a> hoje mascararam-se de quatro super stars, pedindo meças aos verdadeiros <em>fab four</em> que nos idos sixties fizeram o mundo abrir a boca de espanto. Entrando bem no jogo, com uma postura dominadora e adoptando o tradicional 4-1-3-2, com Ruben Amorim no lugar de Maxi, Peixoto em detrimento de Shaffer e a já costumeira alteração na baliza, os encarnados logo aos três minutos por Luisão, na sequência de um canto, rondaram o som do golo. Mas o concerto verdadeiramente dito começaria aos catorze minutos&#8230; centro de Di Maria e golo de Saviola, a recriação beatleniana começava a pairar sobre a Luz, perante um Everton, que, em certo modo, subestimou o jogo, já que Moyes optou por lançar jovens sem qualquer experiência.</p>
<p>Todavia, com Fellaini e Rodwell &#8211; único jovem do Everton com nota positiva &#8211; a segurarem as pontas os Merseysiders sentiram o toque, mas equilibraram-se&#8230; Cahill tentava aparecer na direita e no centro, fazendo Yakubu o mesmo no lado contrário, e Jô procurava partir de uma zona recuada do terreno para apoiar o homem de área. Mas se as intenções existiam, a relidade era que delas nada de prático resultava&#8230; o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-benfica/benfica-everton-liga-europa-uefa-maisfutebol/1097712-4928.html" target="_blank">Benfica</a>, segurava o jogo, e os instrumentos dos quatro solistas estavam, ainda, em afinação.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2928 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/benfica-dimaria.jpg" alt="Di Maria" width="300" height="213" align="left" title="Liga Europa: Benfica 5x0 Everton   Ode Aos Beatles..." />Na segunda metade, começou o verdadeiro festival. Um tributo aos Beatles, já que o adversário honra a cidade destes. Em sete minutos, três golos! Fazendo alarde de todos os pergaminhos que têm merecido os mais rasgados elogios, o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1406433" target="_blank">Benfica</a> estrançalhou em sete minutos uma das boas equipas inglesas. Utilizando a tão propalada rapidez de circulação em que a bola gira a uma velocidade supersónica, e uma pressão quase à saída da grande área do Everton, o início da segunda metade entrará para a história como um dos mais inolvidáveis da história europeia da Águia. Com Aimar, o génio inventivo dos <em>Fab Four</em> finalmente solto da apertada marcação de Rodwell a soltar acordes de bom futebol, juntamente com um Saviola que hoje das cinco composições, ajudou a compor quatro, um Di Maria que dedilhou pautas de melodiosas jogadas, ou um Cardozo que encantou por pôr em prática as composições artísticas dos outros, tudo se passou num ápice.</p>
<p>No reatamento um zero&#8230; passados sete minutos já o placard assinalava quatro golos sem resposta, e com todas as qualidades artísticas que se realçam, a aparecerem: inclusive o quarto golo de Luisão surge no aproveitamento de um lance de bola parada, na sequência de um canto! Moyes estava atarantado&#8230; ter subestimado a qualidade artística de tão dignos solistas saía-lhe caro. A entrado de Saha pareceu mais um pungente acto de contrição!</p>
<p>E o Benfica continuava com a sua veia produtiva em alta&#8230; os remates de Cardozo, a bola à barra de Di Maria, as combinações, as tabelinhas, e o cinco a zero chegaria, outra vez por Saviola! O jogo terminaria pouco depois, perante uma equipa da terra dos Beatles, desta feita foram quatro homens de vermelho que fizeram a história. Eram ingleses de Liverpool? Não!Eram três argentinos e um paraguaio que deram um memorável concerto de bom futebol&#8230; e o apuramento ficou mais próximo!</p>
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		<title>Liga dos Campeões: Porto 2&#215;1 Apoel &#8211; Ao ritmo de Hulk</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/10/liga-dos-campeoes-porto-2x1-apoel-ao-ritmo-de-hulk/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 21:10:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[O Porto chegava à terceira jornada da Champions com 3 pontos, sabendo de antemão que este jogo era crucial, tal como o anterior: não apenas porque jogava em casa, mas também porque defrontava uma equipa inferior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-cronica-apoel-maisfutebol-champions-hulk/1097438-4930.html" target="_blank">Porto</a> chegava à terceira jornada da Champions com 3 pontos, sabendo de antemão que este jogo era crucial, tal como o anterior: não apenas porque jogava em casa, mas também porque defrontava uma equipa inferior. O que provavelmente não esperaria o universo portista era a partida atípica que foi possível observar, com altos e baixos reveladores, naturalmente, do impacto causado pela pausa para partidas de selecções.</p>
<p>A falta de Belluschi por lesão terá sido o tema mas debatido quer pela imprensa quer pelos adeptos portistas na véspera da partida. E essa preocupação mostrou ter a sua razão de ser desde o primeiro instante da partida, já que a falta do 10 argentino foi algo que a equipa portista transpareceu desde que a primeira transição ofensiva do jogo. Na realidade, cabe imputar a Jesualdo a responsabilidade pela grave e deficiente organização no miolo do campeão nacional. A opção por Mariano foi descabida, e não obstante o espírito batalhador do internacional argentino, a sua colocação como interior direito é algo que o técnico português já havia testado anteriormente e sem resultados de relevo. Juntando a isso a estranha inconsistência no futebol actual de Raul Meireles, este <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-cronica-apoel-maisfutebol-champions-hulk/1097438-1304.html" target="_blank">Porto</a> deixava a desejar na hora da construção.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2886 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/porto-apoel-hulk.jpg" alt="Hulk" width="300" height="196" align="left" title="Liga dos Campeões: Porto 2x1 Apoel   Ao ritmo de Hulk" />Não é apenas fixação. Os primeiros 45 minutos denotaram um Porto que apenas funcionou ofensivamente quando o trio ofensivo recuou para buscar jogo. Foi assim que surgiu o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1406238" target="_blank">golo de Hulk</a> &#8211; em associação ao erro grave da defensiva cipriota &#8211; e foram assim a maioria dos lances de perigo dos azuis-e-brancos, com especial destaque para um irrequieto e incisivo Cristian Rodriguez. Antes desse golo, e para surpresa dos milhares de espectadores presentes esta noite no dragão, seria mesmo o Apoel a abrir o marcador num lance dividido junto a Helton, sendo depois Alvaro Pereira a colocar o esférico na sua própria baliza. O Porto via-se a perder por culpa própria, por permitir a uma equipa de nível inferior um agigantamento claro, pecando pela falta de pressão dos seus elementos mais recuados quando a equipa cipriota definia o seu futebol ofensivo. Aliás, essa falta de pressão foi uma evidência durante toda a primeira parte, algo que a espaços revelou um Apoel desinibido, bem distribuído no terreno de jogo e com capacidade para incomodar os portistas. Quando já se ouviam ligeiros assobios na cidade do Porto, Falcao aproveitou de forma sublime um deficiente passe atrasado de um médio cipriota contornando depois um defesa e servindo <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/fc-porto-porto-hulk-fernando-fucile-rodriguez/1097436-4062.html" target="_blank">Hulk</a> que finalizou sem dificuldade. Um golo crucial para as ambições portistas na prova.</p>
<p>Se o primeiro tempo havia começado mal e terminado em crescendo, o segundo tempo acabou por ser uma antítese a esse nível. Uma entrada de rompante, um penalty e mais um golo de Hulk, e um meio-campo que agora via Rodriguez a construir e relegava um &#8211; sem surpresa &#8211; nada brilhante Mariano para uma das alas ofensivas. Nesta altura vimos um Porto que poderia &#8211; e deveria, não fosse um surpreendente falhanço de Falcao à boca da baliza &#8211; ter acabado com o jogo ao marcar o terceiro tento. Hulk esmagava a defensiva contrária, e quer individualmente quer em tabelinhas gerava o pânico numa defensiva que contava com o luso Nuno Morais, autor de uma exibição positiva. O golo, no entanto, não surgiu.</p>
<p>Com o passar do tempo, o Porto começou a denotar alguma ansiedade e o cansaço de alguns dos seus elementos permitiu ao jogo repartir-se, criando a espaços um buraco no meio campo. Valeu a portistas a ainda mais evidente falta de forças dos seus oponentes que só por um par de vezes foram capazes de se organizar e levar a bola à área contrária com algum perigo. A expulsão do elo mais fraco Mariano não veio ajudar, mas os últimos minutos trouxeram um Porto que foi capaz de segurar a bola, trocá-la entre si e fechar a terceira ronda da melhor forma possível: com uma <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-cronica-apoel-maisfutebol-champions-hulk/1097438-1304.html" target="_blank">vitória</a>, que se torna ainda mais saborosa somada ao triunfo do Chelsea por 4&#215;0 em Stamford Bridge.</p>
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		<title>FC Porto &#8211; Um Grupo de Risco</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 20:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>
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		<description><![CDATA[A sorte poderia ter sido mais amiga do único representante português, na Champions League. Com efeito, o Grupo D encerra inúmeros perigos e três galos para dois poleiros! Ipso modo, os portistas terão de medir forças com os ingleses do Chelsea, com os espanhóis do Atletico Madrid &#8211; dois reencontros &#8211; e com os cipriotas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sorte poderia ter sido mais amiga do único representante português, na Champions League. Com efeito, o Grupo D encerra inúmeros perigos e três galos para dois poleiros! Ipso modo, os portistas terão de medir forças com os ingleses do Chelsea, com os espanhóis do Atletico Madrid &#8211; dois reencontros &#8211; e com os cipriotas do Apoel! E a verdade é que quer Chelsea quer os colchoneros assumem o mesmo objectivo que os azuis e brancos, a passagem à fase eliminatória da competição.</p>
<p>Efectivamente, os blues do mais rico bairro de Londres, parecem querer, este ano, assumir o que em 2008 a escorregadela de Terry em Moscovo tirou&#8230; e Ancelotti, parece, estar a rentabilizar as estrelas que actuam nos ingleses.. Drogba, Lampard, Terry começaram a época a todo o gás e o Dragão rejubila por rever quatro filhos dilectos: Bosingwa, indiscutível na lateral direita, Ricardo Carvalho, em momento de forma sublime &#8211; talvez Ancelotti lhe tenha revelado o segredo da eterna juventude de Maldini &#8211; Deco, com lampejos da sua genialidade, e Hilário a guardar as costas ao indiscutível Petr Cech! Quanto a contratações, apenas duas&#8230; o esquerdino russo contratado ao CSKA Moscovo, de nome Yury Zhirkov, uma das grandes estrelas da epopeia russa no Euro 2008, e o jovem dispensado pelos citizens, Daniel Sturridge! Os blues terão de ser os favoritos a vencer o grupo&#8230;</p>
<p>Se falamos de filhos dilectos do Dragão, falemos de enteados&#8230; os que jogam no Atletico Madrid&#8230; Paulo Assunção autor de uma surpreendente, e porque não dizê-lo corajosa, saída do Porto e Simão, visto pelos dragões mais fundamentalistas como símbolo do eterno rival. Mas o Atleti, que baqueou nos oitavos finais da Champions do ano transacto no Porto, é mais que esses dois valorosos atletas: é Forlán, um temível goleador, eterno candidato a Pichichi, é Kun Aguero, um desses prováveis herdeiros de Maradona &#8211; ele que também dá herdeiros a Maradona, já que é seu genro e pai do primeiro neto do seleccionador alviceleste.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2648 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/simao-forlan-atletico-madrid.jpg" alt="Atletico Madrid" width="300" height="203" align="left" title="FC Porto   Um Grupo de Risco" />Quanto a contratações e atendendo que a defesa, como o Porto provou, era o sector mais débil da equipa, a mesma foi convenientemente reforçada. Para a baliza, de Valladolid chegou a futura sombra de Casillas na selecção&#8230; Efectivamente se os colchoneros perderam Coupet e Léo Franco &#8211; autor de memorável exibição no Porto &#8211; a contratação de Sérgio Asenjo garante um longo futuro nas redes do Vicente Caldéron. A elasticidade e rapidez de reflexos estão garantidas nas balizas do Atleti, que para a próxima década parecem ter dono. Além deste para a defesa chegaram para o centro da zaga o internacionale experimentadíssimo defesa Juanito, provindo do Bétis e o jovem uruguai Leandro Cabrera. É óbvio que Resino detectou o grande problema da equipa no ano passado e pretende resolvê-lo. Curiosidade, também, para rever Reyes de volta aos relvados portugueses&#8230; e ansioso por mostrar um pouco mais da sua qualidade! Juntamente com o Porto, deverá lutar pelo segundo lugar do grupo&#8230; o último que dá acesso aos oitavos final!</p>
<p>Quanto ao Apoel, o chavão que já não há equipas fáceis aplica-se na perfeição. Graças à sua colónia estrangeira, onde se integram três portugueses &#8211; o ex-bracarense Paulo Jorge, o ex- Chelsea Nuno Morais e Hélio Pinto, produto dos escalões jovens do Benfica &#8211; e alguns polacos de boa qualidade &#8211; Kamil Kosowski, Marcin Zewlakow e Adrian Sikora &#8211; poderá fazer com que qualquer uma das equipas mais fortes tenha de fazer contas à vida após perder pontos inesperados&#8230; e lembremo-nos do pretérito ano do Anorthosis Famagusta e das dores de cabeça que, inclusivamente, provocou ao Inter de Mourinho. Em suma, um grupo equilibrado, em que todo o cuidado será pouco. A partir de meados de Setembro algumas destas dúvidas começarão a ser esclarecidas!</p>
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		<title>La Finale di Roma</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 10:51:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Findas que estão todas as eliminatórias desta edição 2008/2009 da Liga dos Campeões, são já conhecidos os finalistas do jogo que será realizado no Estádio Olímpico de Roma: Barcelona e Manchester United medirão forças numa das finais que se adivinha das mais empolgantes e prometedoras dos últimos anos. Parece inegável afirmar-se que esta final será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Findas que estão todas as eliminatórias desta edição 2008/2009 da Liga dos Campeões, são já conhecidos os finalistas do jogo que será realizado no Estádio Olímpico de Roma: Barcelona e Manchester United medirão forças numa das finais que se adivinha das mais empolgantes e prometedoras dos últimos anos. Parece inegável afirmar-se que esta final será disputada pelas duas equipas que mais mereceram ao longo da época europeia, embora como se sabe, o lado de merecimento no futebol é em inúmeras ocasiões superado pelo pragmatismo e calculismo táctico idealizado pelas grandes mentes dos treinadores, que quase foi conseguido pelo Chelsea de Hiddink ante o Barcelona. Tal como o merecimento, a justiça no futebol também é invariavelmente irrelevante, mas neste contexto é inevitável defender que a presença destas equipa na final é justa e merecedora.</p>
<p>O Barcelona, apesar de no plano interno ter começado com dois empates, cedo demonstrou um futebol que se previa difícil de contrariar para qualquer equipa, e tal ficou ainda mais cimentado através da facilidade que aparentava em suplantar as diversas equipas com as quais jogava, não só no Campeonato Espanhol como também na Champions. A facilidade de manter a posse de bola e movimentá-la entre os seus jogadores em qualquer zona do terreno é capaz de maravilhar qualquer adepto do futebol. A capacidade de construir jogadas a um ou dois toques com um tremendo grau de eficácia é por si só fantástico, mas quando a isto se alia um futebol bonito e espectacular e com efeitos práticos evidentes, torna-se impossível não elogiar esta equipa montada por Josep Guardiola. Falar das goleadas e das jogadas bonitas é algo que já qualquer adepto conhece, por isso se ganhar esta final certamente ninguém ficará admirado, mas antes satisfeito por ver a equipa que, quase unanimemente, melhor futebol pratica na Europa ganhar o maior título a nível europeu. Destacar jogadores deste Barça é inevitável mas ao mesmo tempo infrutífero: para elaborar este destaque seria necessário falar de quase todos os jogadores que compõem habitualmente a equipa titular, e este artigo ficaria demasiado longo e talvez cansativo para se ler, principalmente quando já todos sabem quem eles são e quais seriam os nomes aqui destacados.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/messi-barcelona.jpg"><img class="size-medium wp-image-1748 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" title="messi-barcelona" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/messi-barcelona-298x202.jpg" alt="La Finale di Roma" width="298" height="202" /></a>O Manchester United arrancou a época igualmente da pior maneira, com uma série de empates e algumas derrotas, mas gradualmente foi melhorando as suas performances, muito principalmente devido à crescente subida de forma dos seus principais jogadores. Atingiu um nível muito próximo ou igual ao revelado na época passada, demonstrando uma grande capacidade de adaptação táctica e de mentalidade, não em termos do estilo de jogo do adversário, mas antes com vista à melhor maneira de o neutralizar e superar. Ao invés de procurar fazer com que a outra equipa não jogue, este Manchester parece antes sempre superior à equipa adversária em quase todos os aspectos. Tal ficou bem patente principalmente na 2ª mão dos quartos de final contra o Porto e nas meias finais disputadas com o Arsenal. A forma como se superioriza aos seus adversários é por demais evidente, e a leitura e formulação táctica de Alex Ferguson, aliada a uma disponibilidade imensa dos seus jogadores, permite-lhe atingir pelo segundo ano consecutivo a final da Liga dos Campeões. A facilidade com que a equipa sai para o ataque e constrói jogadas rápidas e eficazes é demolidora, e a sua defesa parece que se fortalece a cada jogo que passa. Cristiano Ronaldo, pelo golo marcado ao Porto e pela eliminatória realizada contra o Arsenal aparece neste final de época em grande crescendo de forma, mas considero imperativo destacar Wayne Rooney. A sua disponibilidade de jogo é incrível, parecendo que realiza com todo o esforço o papel que lhe é incumbido pelo treinador, quando jogou no Dragão para neutralizar Cissokho, ou contra o Arsenal para ajudar no bloco do meio-campo. Quando tem a bola em sua posse, controla quase na perfeição os tempos de jogo e quando a deve ou não soltar, movimentando-se muito bem na frente quando a equipa detém a posse de bola em ataque continuado. Neste momento parece ser o jogador chave deste Manchester.</p>
<p>Nesta final não se prevê um favorito, esperando-se um jogo muito bem disputado e com um elevado nível de futebol, não só pela qualidade dos jogadores que estarão em campo, como igualmente pela mentalidade atacante evidenciada por ambas as equipas. O duelo Messi – Ronaldo há muito esperado terá finalmente lugar, enquanto que do lado do Barça há que exaltar a ausência de ambos os laterais, pelo que a sua defesa poderá eventualmente não estar tão bem entrosada. Espera-se uma final entusiasmante e com futebol espectáculo. Quem sabe se não assistiremos a uma das melhores finais de sempre da Champions. Dia 29 de Maio veremos o resultado.</p>
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		<title>Análise: Man Utd 2&#215;2 FC Porto</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 10:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Na noite de ontem, Jesualdo Ferreira demonstrou como, na terceira temporada ao leme dos dragões, tem a sua equipa definitivamente afinada para os grandes palcos internacionais. Foi uma exibição de raça, personalidade, carácter, e qualidade, muita qualidade dos diversos atletas que vestiram de azul e branco. Penso que o treinador portista &#8211; que no passado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na noite de ontem, Jesualdo Ferreira demonstrou como, na terceira temporada ao leme dos dragões, tem a sua equipa definitivamente afinada para os grandes palcos internacionais. Foi uma exibição de raça, personalidade, carácter, e qualidade, muita qualidade dos diversos atletas que vestiram de azul e branco. Penso que o treinador portista &#8211; que no passado fui o primeiro a criticar em determinadas ocasiões &#8211; deverá receber os louros desta magnífica exibição. A forma como a equipa se comportou em campo revelou inteiramente os conceitos que o Professor tem encutido neste Porto ao longo destes últimos anos, e que na partida de ontem pareceu ter os músicos perfeitos para tocar uma sinfonia bem afinada em Old Trafford.</p>
<p>A entrada em jogo, de enorme pressão e eficiência na recuperação de bolas, foi a forma ideal para este Porto se segurar e garantir que não haveria uma surpresa madrugadora dos pupilos de Ferguson. E este afinco foi de tal ordem, que foi mesmo o Porto a primeira equipa a marcar &#8211; e que golo! Rodriguez apareceu a tirar partido de um corte deficiente, e disferiu um remate forte e colocado. O golo não apenas fez os ingleses tremer, como naturalmente fez este Porto saltar em confiança, e o que é certo é que, mesmo com o lance extremamente infeliz de Bruno Alves (ao qual se junta a magnífica flexibilidade mental de Rooney) este Porto foi claramente a melhor equipa em campo neste 1º tempo, recuperando bolas, obrigando o Manchester a passar mal, a retrair-se, e sempre que possível criando embaraço a Van der Sar e seus companheiros de rectaguarda.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1779" style="margin-left: 7px; margin-right: 7px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/manchester-porto-hulk-evra.jpg" alt="Análise: Man Utd 2x2 FC Porto" width="290" height="193" align="left" title="Análise: Man Utd 2x2 FC Porto" />O segundo tempo iria trazer um Manchester mais personalizado, mais ofensivo como seria de esperar, e cabia ao Porto ter a força mental para dar seguimento a um primeiro tempo de grande categoria. E foi essencialmente nestes segundos 45 minutos que brilharam jovens como Fernando e Cissokho, o brasileiro &#8220;secando&#8221; Ronaldo, e o francês com diversas arrancadas no seu corredor esquerdo. Segurança foi a palavra-chave, e não houve quem não cumprisse a esse nível. O golo de Tevez, esse, partiu de uma jogada de laboratório só ao alcance dos melhores do mundo. Mas se poucos acreditariam num melhor resultado &#8211; a realidade é que portistas e portugueses já se contentavam com um 2&#215;1 fora de portas &#8211; o Porto não quis sair por baixo e mostrou ao mundo do futebol como estes 90 minutos de qualidade não haviam sido em vão. Lisando construiu, e Mariano foi o herói improvável, no sítio certo e na altura certa, desfeiteando Van der Sar com a coragem de um verdadeiro dragão.</p>
<p>Jogando taco-a-taco com o campeão europeu, o Porto revelou como tem aquilo que é preciso para sonhar novamente com o título europeu. Ainda haverá muito caminho a percorrer, mas a exibição de ontem foi a prova de que este Porto tem uma equipa ganhadora, com estofo europeu, e não é apenas uma turma à procura de um dia de inspiração ou de um lance de sorte. Parabéns FCP.</p>
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		<title>Análise: Fenerbahçe 1&#215;2 Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 23:15:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Terá sido do super-móvel esquema táctico? Ou talvez da postura irreverente da equipa? Diria que um pouco dos dois. Claramente a melhor exibição do FC Porto desde o início da temporada, uma fantástica evolução desde as fatídicas 3 derrotas consecutivas do mês passado. Depois de Kiev veio Istambul, 6 pontos que resultam numa qualificação precoce [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terá sido do super-móvel esquema táctico? Ou talvez da postura irreverente da equipa? Diria que um pouco dos dois. Claramente a melhor exibição do FC Porto desde o início da temporada, uma fantástica evolução desde as fatídicas 3 derrotas consecutivas do mês passado. Depois de Kiev veio Istambul, 6 pontos que resultam numa qualificação precoce para os oitavos-de-final da competição.</p>
<p>Desde o primeiro toque no esférico que esta equipa do Porto evidenciou estar a fazer uma partida diferente do habitual. O esquema táctico parecia, a meu ver, ser o mais bem conseguido até ao momento, e a resposta da equipa foi a melhor prova disso mesmo, senão vejamos: na falta de Lucho, Jesualdo Ferreira colocava em campo uma equipa menos dependente de um homem só, que centralizava as suas forças no colectivo. Tacticamente, até parecia difícil esquematizar este Porto. Hulk e Lisandro eram dois homens deambulantes na frente de ataque, Tomás Costa e Raúl Meireles eram os motores de meio campo, e nas alas Fucile e Rodriguez tinham o papel de fazer todo o corredor da equipa. Desta forma, Emanuel comportava-se como um falso lateral, deslocando-se para o centro da defesa quando a equipa defendia &#8211; uma medida vital para o sucesso da equipa neste primeiro tempo.</p>
<p>É contudo importante dizer que, mais do que tácticas ou estratégias, este Porto foi uma equipa de garra, de pulmão. Uma equipa que obrigou o Fenerbahçe a jogar mal, perdendo bolas consecutivas ainda no seu meio-campo, e vendo-se quase sempre impedido de iniciar a construção ofensiva. Aliás, os turcos que têm nos seus laterais grande parte da sua força ofensiva &#8211; com Roberto Carlos na esquerda e Gökhan do lado oposto &#8211; não foram capazes de tirar partido disso mesmo, tentando, de forma atabalhoada, iniciar o seu futebol no centro do terreno, onde (arrisco-me a afirmar) Raúl Meireles e Tomás Costa, com o auxílio dos dois elementos mais ofensivos da equipa, rubricaram o primeiro tempo mais bem conseguido da temporada. Diz-se que o ataque é a melhor defesa. Pois bem, esse ditado ficou hoje provado no Estádio Sukru Saracoglu, em Istambul.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2080 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/lucho_gonzalez_fc_porto_fenerbahce_.jpg" alt="Análise: Fenerbahçe 1x2 Porto" width="290" height="192" align="left" title="Análise: Fenerbahçe 1x2 Porto" />Em jogo jogado, este Porto foi uma equipa letal. A pressão exercida sobre a defensiva Turca rapidamente resultou no primeiro golo da partida, aos 19&#8242; por Lisandro, correspondendo a uma fífia do sempre bizarro guarda-redes Demirel. Aliás, poucos minutos antes Raúl Meireles tinha tido nos pés uma enorme chance brilhantemente travada pelo mesmo guardião. O Porto era uma equipa insuperável, e o máximo que a equipa da casa conseguiu neste primeiro tempo foi um punhado de cruzamentos e tabelinhas de perigo intermédio, algo que a fortificada linha defensiva azul foi capaz de segurar sem dificuldade. Pelo contrário, Emre, Alex e companhia não conseguiam trocar a bola por mais do que 2, 3 vezes consecutivas, pois logo aparecia um elemento portista em cima do acontecimento &#8211; neste particular Fernando foi simplesmente soberbo, com alguns lances plenos de categoria. Estávamos na Turquia, certamente num dos mais temidos estádios da Europa, mas a realidade é que o segundo golo de Lisandro, aos 28&#8242;, pouco surpreendeu &#8211; imperial o argentino, a não vacilar nos momentos cruciais. Este Porto personalizado era uma equipa extremamente eficiente, e o lance de Tomás Costa aos 34 &#8211; com a bola a embater caprichosamente no poste esquerdo, depois de passar por cima de Demiral &#8211; foi indiscutivelmente o lance que separou uma equipa derrotada de uma equipa com ainda uma réstia de esperança. O Porto chegava ao intervalo com um brilhante 0&#215;2, e um número ainda mais pesado não escadalizaria.</p>
<p>O segundo tempo revelou que, na realidade, um 0&#215;2 não era suficiente para derrubar a muralha otamana. &#8220;Quem não marca sofre&#8221;, outro ditado que poderá ser devidamente aplicado no confronto de hoje. Hulk falhou isolado o terceiro golo portista; Kazim Kazim reduziu para 1&#215;2 com um remate pleno de felicidade. O que se temia acabava mesmo por suceder. Um vendaval ofensivo do Fenerbahçe à baliza de Hélton, e um conjunto de lances que trouxeram algum sobressalto à equipa. Algo que poderia facilmente ter sido evitado, mas que na realidade permitiu atestar como este Porto está bem e recomenda-se, até ao nível das opções de banco. Guarin, Marino e Pelé entraram todos eles para mostrar serviço, contribuindo para uma prestação colectivamente excepcional.</p>
<p>Poucos esperariam uma evolução tão imediata na equipa, mas a realidade é que tudo correu de feição no jogo de hoje, desde a forma da equipa, à prestação individual de cada atleta, ao esquema táctico montado por Jesualdo Ferreira. Do mesmo modo que a sorte/azar não servem de desculpa na hora da derrota, também hoje a sorte não é o argumento a defender. Foram diversos factores de jogo que o Porto ultrapassou com classe, e só isso lhe permite voltar ao norte de Portugal com mais 3 pontos, e uma saborosa passagem à fase final da competição.</p>
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		<title>Análise: Dinamo Kiev 1×2 Porto</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 10:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[É devido a momentos como este que o futebol é amado por milhões, nos 4 cantos do planeta. Confesso que tinha o pressentimento de que o Porto iria vencer esta partida. Não havia nenhuma teoria absoluta para essa minha previsão, mas simplesmente porque me passavam pela memória inúmeras situações em que, no momento mais complexo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É devido a momentos como este que o futebol é amado por milhões, nos 4 cantos do planeta. Confesso que tinha o pressentimento de que o Porto iria vencer esta partida. Não havia nenhuma teoria absoluta para essa minha previsão, mas simplesmente porque me passavam pela memória inúmeras situações em que, no momento mais complexo, a equipa que está por baixo acaba por soltar-se e partir para uma bela vitória. E foi precisamente isso que sucedeu. No final, Jesualdo Ferreira falou num azar que perseguiu a equipa nas últimas partidas. Pois bem, se há jogo em que azar e sorte acabaram por ser determinantes, esse jogo foi o de ontem e não os anteriores! Um jogo de pólos, em que os postes tiveram uma palavra a dizer, e em que só uma jogada caída dos céus permitiu a um Porto demasiadamente inconstante sair da Ucrânia com uns vitais 3 pontos.</p>
<p>Discutida a teoria da sorte e do azar, partamos então para a análise de uma partida a todos os níveis incrível. O Porto apresentava-se numa amena capital Ucraniana com uns tímidos 3 pontos, e com duas realidades bem presentes: vinha de um cenário de crise, com 3 derrotas consecutivas, sendo que a primeira delas havia sido precisamente com este Dinamo, e em pleno Dragão. Não seria definitivamente um jogo fácil de digerir emocionalmente, e certamente adeptos e simpatizantes receavam o pior da equipa. Jesualdo, que anteriormente havia prometido manter a estrutura da equipa, fazia algumas alterações na equipa, algumas delas (como habitualmente) quase diria bizarras. Que dizer da colocação de Emanuel a lateral esquerdo? É possível aceitar a colocação de um elemento mais posicional como lateral &#8211; já Mourinho o fazia, e com sucesso &#8211; mas numa partida desta importância, será que faria sentido arriscar um atleta pouco utilizado e sem rotinas? A saída de Tomás Costa era também discutível, sendo que neste particular a entrada de Tarik poderia trazer alguma profundidade à ala direita do ataque, coxa de há algum tempo para cá. Hélton era também outra das novidades, e em boa hora voltou à equipa. Basta conferir que o <em>canarinho</em> foi crucial no desfecho da partida.</p>
<p>O início, e como habitual em equipas portuguesas, foi de algum fulgor. Aliás, não teria sido surpreendente um golo de Meireles aos 8&#8242;, num belo remate que (uma vez mais) batia no poste da baliza de Bogush (a décima bola em postes desde o início da temporada). Esse ímpeto foi rapidamente decrescendo, e honestamente não foi com surpresa que o Dinamo tomou conta da partida, frente a um Porto que voltava aos níveis do costume: um futebol lento, mastigado, e cuja pouca confiança da equipa levava a inúmeros passes falhados. Jesualdo classificou-o como falta de sorte, eu classifico-o como falta de confiança: o golo do Dinamo, aos 21&#8242;, era tremendamente facilitado pelos defensores azuis e brancos, e o Porto apenas se poderia queixar de si próprio por ser ver em débito no marcador. Felizmente, o Dinamo não era também uma equipa feroz, e o intervalo chegou sem grandes oportunidades de realce.</p>
<p>O segundo tempo trouxe Hulk à partida, para o lugar de Tarik, e a sua presença fez-se notar de imediato. Apesar de algum individualismo (que se compreende, em parte, devido à apatia de toda a equipa), o Brasileiro como habitual mexeu um pouco com a partida, ganhando confrontos individuais, cavando faltas, e trazendo a equipa para a frente. O mesmo não se pode dizer do corredor contrário, pois Rodriguez fazia francamente das suas prestações mais pobres de dragão ao peito. Tenho sido um defensor do seu futebol, e não concordo com a sua crucificação, mas a realidade é que o Uruguaio não tem sido mais do que lances perdidos, demasiados dribles e nem um único cruzamento ou assistência bem medida. Estará para vir a sua hora, é certo. A pouco e pouco o Porto foi aproveitando alguma apatia dos da casa, e apesar de os níveis competitivos nunca se terem elevado grandemente, a realidade é que pelos pés de Fernando e Raul Meireles, essencialmente, o Porto foi ganhando diversos confrontos a meio-campo, e foi com grande mérito que o empate surgiu, aos 69&#8242;. Foi Rolando, o discreto mas eficiente cabo-verdiano que rapidamente ganhou lugar na equipa, quem correspondeu imparável a um tenso cruzamento de Raul Meireles. Há quem fale em sorte? Pois bem, eu apenas refiro que talvez tenha sido um primeiro livre lateral bem apontado dos últimos 4 jogos, assim como a primeira boa finalização da temporada a esse nível.</p>
<p>Com Lucho a meio-gás &#8211; o argentino que, não obstante o golo, é actualmente um atleta sem fibra, sem precisão, e essencialmente sem a eficiência de outros tempos &#8211; o Porto via o seu oponente partir para um <em>forcing</em> final, e foi nesta altura que foi evidente a enfraquecida defensiva portista actual. Sapunaru é facilmente ultrapassado por qualquer ala de qualidade duvidosa, Lino (que havia entrado aos 77&#8242;) não conhece o significado da palavra defender, e até no centro da defesa havia alguma dificuldade em fechar caminhos &#8211; basta vermos que as maiores jogadas de periogo consistiram em trocas de bola em plena grande área! A partida caminhava para o final, e só um lance caído dos céus permitiu o 1&#215;2 portista. Daquelas jogadas em que o golo nos passa pela cabeça quando a bola ainda está a sair da defesa. Um contra-ataque perfeito, no talvez único lance de registo de Lisandro Lopez em toda a partida, a mostrar toda a sua categoria ao servir de bandeja o golo para Lucho, que pareceu guardar todo o seu fôlego para o último sprint. Era o soltar de uma raiva contida, de uma equipa com qualidade, com querer, e que apenas e só passa uma fase má. Esta vitória foi o demonstrar disso mesmo, de que existe vontade em mudar o que não vai bem, e que apesar de um plantel mal estruturado (onde Ibson, Pitbull, Luis Aguiar, entre outros, teriam certamente uma palavra a dizer perante Farias ou Mariano) existe uma equipa, um grupo. E isso é, certamente, o mais importante.</p>
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		<title>Análise: Benfica 2&#215;0 Nápoles</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 11:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Com garra e classe, vinte e três anos depois, o Benfica repetiu a façanha de 1985 com a Sampdória e eliminou uma equipa Italiana, desta feita o Nápoles num jogo que serviu para reconciliar os encarnados definitivamente com os bons resultados. Reyes e Nuno Gomes foram os tenores de uma orquestra que teve em Katsouranis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com garra e classe, vinte e três anos depois, o Benfica repetiu a façanha de 1985 com a Sampdória e eliminou uma equipa Italiana, desta feita o Nápoles num jogo que serviu para reconciliar os encarnados definitivamente com os bons resultados. Reyes e Nuno Gomes foram os tenores de uma orquestra que teve em Katsouranis e Yebda a batuta para um grande jogo e uma noite histórica para o universo da Luz.</p>
<p><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">O início da partida trazia a curiosidade de ver como o Benfica se apresentava perante uma série de contrariedades no seu plantel e também a dúvida sobre Pablo Aimar, que acabou desfeita com o argentino a ficar de fora dos 18. Carlos Martins ficou pela primeira vez no banco de suplentes. Quique Flores lançou Katsouranis e Di Maria na equipa titular, reforçando a ideia de que joga quem estiver em melhores condições. O Nápoles chegava à Luz com uma série de </span><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">7 vitórias e 2 empates em jogos oficiais, </span><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">e um confortável e &#8220;impressionante&#8221; 2º lugar no <em>Calcio</em>.</span></p>
<p>Os primeiros 15 minutos da partida constituíram uma entrada em jogo com grande intensidade de ambas as equipas. O <span id="rpEventos_ctl03_evento_observacoes">Benfica assumiu a iniciativa do jogo, ao passo que o Nápoles ficava na expectativa, a espreitar o contra-ataque.</span> A equipa da Luz, sempre muito empolgada pelos seus adeptos, mostrou-se muito mais coerente em termos estruturais do que no jogo da 1ª mão, sendo que Yebda se assumiu como um médio mais de transição, pois deixou Katsouranis na marcação a Hamsik. Foram várias as ocasiões de golo do Benfica, com Di Maria a ser um dos responsáveis pela resposta às acções de Gargano e Lavezzi &#8211; claramente os napolitanos com sinal mais. O argentino campeão Olímpico mostrou requintados pormenores técnicos, refira-se. Foram várias as bolas defendidas por Gianello, que não deixou por várias vezes que Yebda levasse &#8220;o cântaro à fonte&#8221;, mas o Benfica mostrava que a batalha do meio-campo estava ganha tal era a cumplicidade do argelino com Katsouranis na hora de formar um miolo compacto, batalhador e com pulmão, criando condições para cobrir todo o campo e empurrar os italianos para a sua área, para bem longe da área de Quim.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/b2397bcd3b8c6f9d5ddba1707aacb508-getty-fbl-euro-c3-sl_benfica-ssc_napoli.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-936" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/b2397bcd3b8c6f9d5ddba1707aacb508-getty-fbl-euro-c3-sl_benfica-ssc_napoli.jpg" alt="Análise: Benfica 2x0 Nápoles" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Benfica 2x0 Nápoles" /></a>A primeira parte mostrou também uma linha defensiva encarnada bastante subida, que assim formou um bloco forte para fazer face às investidas de Vitale, Lavezzi e Zalayeta, sendo que a transição de bola para o ataque pecou por cair demasiado no flanco esquerdo onde estava Reyes, ficando Rúben Amorim demasiado preso a tarefas defensivas, apenas &#8220;esquecidas&#8221; com a subida de Maxi. A primeira parte terminava com a clara evidência de que o Benfica mandava no jogo, ao passo que o Nápoles, numa bola ao poste de Zalayeta, tinha desperdiçado a melhor oportunidade dos Napolitanos para mostrar o característico cinismo italiano. O recolher ao balneário foi feito num ambiente extremamente &#8220;picadinho&#8221;, ouvindo-se as preces dos treinadores que suspiravam seguramente pelo apito do intervalo para colocarem alguma ordem nas respectivas formações.</p>
<p>A segunda parte começava com um dilema para Quique: ou pedia aos jogadores para partirem para cima dos italianos, mexendo imediatamente na equipa ao intervalo (Carlos Martins poderia ser uma boa solução), ou não alterava o onze e sobretudo as linhas com que havia entrado no desafio, privilegiando a coerência e segurança na hora de ganhar a bola ao adversário. Uma opção mais arrojada face a outra mais cautelosa, esta última a adoptada pelo treinador benfiquista, quanto a mim bem, tal era o risco de perder a batalha do meio campo e sofrer um golo que deitaria tudo a perder. Assim sendo, o início do segundo tempo foi praticamente um <em>deja vu </em>dos primeiros 45 minutos, pois o Benfica precisava de encontrar a chave para o golo que virava a eliminatória sem descurar o venenoso contra-ataque italiano, sendo que por esta altura se sentia bem a falta da categoria de Cardozo ou do repentismo de Suazo na frente de ataque. Foram contudo ausências esquecidas pelo empenho de Nuno Gomes e a magia de Di Maria, especialmente quando Katsouranis lançou o &#8220;monarca&#8221; Reyes para que este, ao dominar muito bem a bola pela esquerda, espera pela saída de Gianello e remata com força e colocação para o fundo das redes. Estava feito o mais difícil com um golaço (mais um!) que reacendeu, 5 dias depois, o Inferno da Luz, mostrando o espanhol uma enorme predisposição para marcar nos jogos a doer.<br />
A partir deste momento, o Benfica soube jogar com o tempo sem cair na tentação de defender em demasia a eliminatória, mas sim esperando pelos italianos sem perder a noção da baliza de Gianello. O Nápoles alterou o seu esquema para um 3&#215;4x3, com a troca do médio criativo Hamsik pelo avançado de 20 anos <span id="rpEventos_ctl01_evento_observacoes">Russotto, assim como a saída do &#8220;artista&#8221; Lavezzi que completamente de cabeça perdida se manifestou contra o próprio treinador. Quique Flores, por seu lado, fez entrar Martins e Urreta, e o Benfica sem perder o sentido à baliza de Gianello viu na cabeça de Nuno Gomes o segundo golo num magnífico golpe de cabeça a corresponder a um não menos estupendo cruzamento de Carlos Martins. O Benfica colocava os dois pés definitivamente na fase de grupos da UEFA, infligindo de forma categórica e com dois golos soberbos a primeira derrota da época ao Nápoles, que não deixou de causar grandes calafrios na Luz sobretudo enquanto teve Lavezzi em campo.</span></p>
<p>O Benfica faz definitivamente as pazes com os seus adeptos, através de uma vitória contundente face ao número de oportunidades que teve, sendo que a base da vitória foi definitivamente a inclusão de Katsouranis ao lado de Yebda. A equipa ganhou uma estrutura mais consistente  na hora de atacar mas sobretudo de defender, face a um Nápoles que ficou completamente atarantado sobretudo após o golo de Reyes, a chave para o Benfica continuar a espalhar o seu perfume pela Europa fora.</p>
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		<title>Análise: Sporting 2×0 FC Basel</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 09:46:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Alívio num resultado sofrido e muito melhor que a exibição. O Sporting conseguiu levar água ao seu moinho e arrecadar os primeiros 3 pontos perante um Basileia de Carlitos que não deixou de arrepiar os 22.368 espectadores em Alvalade. Sempre em tom de esforço, o conjunto leonino conseguiu de certa forma atenuar uma acentuada fase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alívio num resultado sofrido e muito melhor que a exibição. O Sporting conseguiu levar água ao seu moinho e arrecadar os primeiros 3 pontos perante um Basileia de Carlitos que não deixou de arrepiar os 22.368 espectadores em Alvalade. Sempre em tom de esforço, o conjunto leonino conseguiu de certa forma atenuar uma acentuada fase de intranquilidade que assim relança a prestação na Liga Milionária.</p>
<p>Um Sporting muito ansioso frente a um adversário perfeitamente acessível e que mostrou bem o pouco andamento que possuí para uma Liga dos Campeões. Desde logo, Paulo Bento preferiu apostar na experiência de Derlei em vez de Yannick Djaló, naquela que constituiu a única alteração na equipa portuguesa relativamente à derrota com o Benfica. Do lado suíço, Christian Gross não abdicou de Carlitos e concedeu a titularidade no meio-campo a Jürgen Gjasula, que ocupou a vaga do lesionado Valentin Stocker.  A entrada em jogo foi feita muito a frio com os da casa a se apresentarem muito abaixo das expectativas para quem sabia que era superior e que a jogar no seu reduto tinha tudo para sair com a vitória. Viu-se que este não era o jogo para pedir uma noite de luxo, mas que seria o jogo possível para uma equipa pouco esclarecida. Face a um adversário com limitações mais do que evidentes, o Sporting começou por tomar a iniciativa, mas isso não se traduziu necessariamente em futebol de qualidade. Durante a primeira metade, o Sporting deu a ideia que a bola parecia que queimava e nem mesmo Rochemback, Moutinho e Veloso chegavam para travar o atrevimento dos suíços que com um sotaque argentino, muitas vezes deixaram a defesa leonina em polvorosa. O apito para recolher aos balneários soava e Bento, sob alguns assobios dos adeptos, soube reagir e fazer entrar Vukcevic (ainda que para o lugar do lesionado Rochemback), com o Sporting a ganhar maior dinâmica e maior capacidade de movimentação e de desequilibrar no meio-campo e na frente.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-924" style="float: left; margin-left: 6px; margin-right: 6px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/capt76c3221ee9e746738ecebb6fec3b299aportugal_soccer_champions_league_xaf124.jpg" alt="Análise: Sporting 2×0 FC Basel" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Sporting 2×0 FC Basel" />Com a segunda parte, Gross parecia ter a mensagem e a lição bem estudada, e os seus pupilos surpreenderam o Sporting por variadas ocasiões, contudo, <span id="rpEventos_ctl28_evento_observacoes">na confusão na área suíça, um mau alívio de um defesa do Basileia fez a bola sobrar para Romagnoli que a meias com o defesa desvia para golo, com enorme felicidade. Contrariamente ao que esperava, o golo não veio tranquilizar a equipa, mas sim chamar a mesma para junto de Rui Patrício, com os suíços a apertar cada vez mais os leões, </span>valendo à equipa portuguesa a entrada preponderante de Yannick Djaló que substituiu Postiga e veio trazer outra dinâmica ao ataque leonino, prendendo os visitantes à sua zona defensiva. No entanto, Rui Patrício foi mesmo a figura da 2ª parte com um punhado de boas intervenções que permitiram tranquilizar (dentro do possível) a turma de Paulo Bento. Com uma série de falhanços de uns Suíços que tinham um flanco esquerdo muito activo e Gjasula em bom plano, Streller e David Abraham eram os nomes mais ouvidos do lado helvético. Entre muito sofrimento e ranger de dentes, eis que para tranquilizar tudo e todos Romagnoli descortinou uma pura jogada de contra ataque, onde Derlei soube reagir muito bem ao voto de confiança de Bento e mostrar que não estava &#8220;morto&#8221; em campo, &#8220;ressuscitando&#8221; para um belo golo. Estava feito o resultado final em Alvalade e consumada a vitória que mantém em aberto as ambições do Sporting de conseguir o apuramento inédito para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.</p>
<p>Grupo muito difícil, onde o Sporting viu o Barcelona ganhar com Messi em grande estilo mas também <em>in extremis</em> em Donetsk (1&#215;2), e assim &#8220;ajudar&#8221; de certa forma o clube leonino que tem agora no que respeita à Europa uma dupla jornada com o Shaktar, mas muito antes, a recepção ao campeão nacional FC Porto.</p>
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		<title>Análise: Arsenal 4&#215;0 FC Porto</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 00:10:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Apenas perdemos 3 pontos&#8221;. Foram estas as palavras de um técnico medíocre, pequenino, e que nem no momento da humilhação foi capaz de transmitir alguma dignidade a um clube tão grande como o Porto. Foram 90 minutos de desespero, de uma equipa que se resumiu ao esforço de dois ou três atletas, e que numa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Apenas perdemos 3 pontos&#8221;. Foram estas as palavras de um técnico medíocre, pequenino, e que nem no momento da humilhação foi capaz de transmitir alguma dignidade a um clube tão grande como o Porto. Foram 90 minutos de desespero, de uma equipa que se resumiu ao esforço de dois ou três atletas, e que numa única palavra foi &#8220;engolida&#8221; por um Arsenal que se exibiu de forma imperial.</p>
<p>Esta foi definitivamente uma partida atípica. Um jogo de 8 ou 80. E o Porto até poderia ter feito história no Emirates Stadium, quando em menos de 30 minutos teve três oportunidades claras de golo. É isso aliás que distingue os muito bons dos vencedores, e o Porto poderá queixar-se até da sorte em alguns dos lances, mas o que é facto é que em alta competição três oportunidades são mais do que suficientes para concretizar. Incontestável. Como diz o ditado, &#8220;quem não marca sofre&#8221;, e foram apenas precisos 4 minutos para que o Arsenal inaugurasse o marcador, isto depois de uma bola salva em cima da linha por Clichy, a remate à queima-roupa do inevitável Lisandro &#8211; dos poucos que lutou nesta partida inglória.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-908" style="float: left; margin-left: 6px; margin-right: 6px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/image4.png" alt="Análise: Arsenal 4x0 FC Porto" width="300" height="223" align="left" title="Análise: Arsenal 4x0 FC Porto" />Contudo, este jogo não começou no punhado de oportunidades desperdiçadas, mas sim no onze escalado por Jesualdo, e na filosofia de jogo traçada pelo treinador portista. Quanta pequenez de mentalidade! Para não fugir do habitual, Jesualdo Ferreira demonstrou ao adversário que este poderia pegar no jogo e controlá-lo ao seu bom estilo &#8211; haverá pior do que Arsenal neste aspecto? &#8211; ao colocar em campo uma equipa retraída e desprovida de magia. Lucho ficava no banco, Guarin, Meireles e Fernando eram 3 médios de características defensivas, e até Tomás Costa (um médio de maior propensão defensiva) era colocado como falso extremo direito, numa posição que apesar de ingrata para o alvi-celeste o permitiu fazer uma excelente exibição &#8211; o melhor portista em campo, juntamente com Lisandro Lopez. Outro erro &#8211; evidente desde início, e que a equipa técnica portista nunca foi capaz de resolver &#8211; foi o lado esquerdo defensivo da sua defesa, onde Benitez não só foi mal acompanhado, como nunca deu conta do recado. O argentino terá feito uma das piores exibições individuais de que tenho memória em provas europeias, em partidas do FC Porto, e não me refugio na possível falta de adaptação ao clube e ao futebol português, pois foram 90 minutos de uma inoperância gritante. Perante Walcott ou Van Persie não foi sequer capaz de recorrer à falta (?!), pois limitava-se a recuar perante o adversário até este aumentar a velocidade e o ultrapassar para depois fazer frente a uma defensiva em apuro.</p>
<p>Depois do primeiro golo, a equipa desmoronou-se, e o segundo apareceu 10 minutos mais tarde, num cabeceamento fantástico de Adebayor a cruzamento de Van Persie. Não me canso de referir que, na noite de hoje, poucas ou nenhuma equipa sairia de Arsenal com um resultado positivo, mas a realidade é que o brio e a dignidade são ainda um aspecto fundamental numa prova desportiva, e foi algo que poucos elementos portistas tiveram em mente na partida de hoje. Foi fácil perder para a maioria deles, e depois de uma derrota copiosa viajarão para casa com o pensamento já no dia seguinte, no próximo jogo, quiçá no volumoso ordenado que auferem. Insuficiente, contudo, algo que apenas significará a perda da tal mística que o dragão tanto cultivou nos últimos 20, 30 anos. A tal mística que será fundamental em qualquer conquista europeia &#8211; independentemente da qualidade individual de cada atleta, independentemente do orçamento milionário que esteja disponível ano após ano. A segunda parte trouxe um Porto ainda mais enterrado no seu próprio drama (seria possível pior?), uma equipa a roçar o amador em termos estruturais. Aquele que momentaneamente ligasse o televisor por esta altura, diria certamente que se tratava de uma partida da Taça onde a diferença entre as duas formações é de tal forma distinta que nem os duas filosofias de jogo se encaixam, resultando em oportunidades de golo flagrantes, e muitos, muitos golos. Recordam-se do 4&#215;0 em Manchester, a contar para a edição 96-97 da Champions League? Pois bem, esta noite conseguiu atingir patamares ainda mais negros. Mais escuro do que preto, se é que isso é possível.</p>
<p>Qual o futuro? A meu ver, este será apenas mais um episódio negativo (a juntar a tantos dissabores europeus que Jesualdo fez questão de nos presentear em momentos cruciais) que a administraçao portista tentará dissolver internamente, sem males maiores para o seu plantel. A questão está, contudo, na marca psicológica que uma partida deste nível poderá representar para toda uma nação azul-e-branca, e a consequente repercussão (mesmo que invisível) que isso trará ao clube, aos jogadores, à massa adepta, à imprensa nacional. Foram certamente os 90 minutos mais tristes dos últimos anos para o FC Porto, um Porto que conseguiu juntar o mau resultado a um conformismo preocupante na hora de perder. E este sim, mais do que qualquer lance ou decisão técnica em particular, deverá ser o ponto de discussão deste Porto actual.</p>
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		<title>Análise: Nápoles 3&#215;2 Benfica</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 00:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Do mal o menos. O Benfica foi ao emblemático estádio San Paolo apadrinhar a reentrada do Nápoles nas lides Europeias e deixar tudo em aberto na eliminatória mesmo com uma derrota forasteira por 3&#215;2. Um jogo bem disputado, onde o Benfica alternou o pouco bom com o menos mau e onde ficaram uma vez mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do mal o menos. O Benfica foi ao emblemático estádio San Paolo apadrinhar a reentrada do Nápoles nas lides Europeias e deixar tudo em aberto na eliminatória mesmo com uma derrota forasteira por 3&#215;2. Um jogo bem disputado, onde o Benfica alternou o pouco bom com o menos mau e onde ficaram uma vez mais patentes as fragilidades de entrosamento quer deste novo Benfica, quer da sua equipa técnica, que falhou (novamente) na preparação e no decorrer da partida.</p>
<p>À procura de uma boa carreira Europeia, Quique Flores &#8220;armou&#8221; em plena Itália, um Benfica de &#8220;peito aberto&#8221; perante um Nápoles empolgado e determinado a mostrar aos seus 60 000 adeptos o empenho na <em>reentré </em>europeia. Mal soube que o Benfica entraria em jogo com um 4&#215;4x2 clássico com Urreta, Carlos Martins, Yebda, Reyes no miolo e Di Maria e Suazo na frente, confesso que pensei se Quique não estaria a arriscar demasiado. Verdade que com o jogo terminado todos fazemos 13 no totobola, mas a aposta em Urreta para um jogo que se antecipava vibrante e de grande pressão, deixou logo a ideia de fracasso, assim como Di Maria que foi literalmente engolido pela defesa napolitana onde se destacaram claramente Canavarro e Santacrosse. De salientar, a estreia absoluta de Suazo na equipa, que colocou o Benfica na frente do marcador numa fase do jogo onde as oportunidades se encontravam repartidas. Com uma linha média onde as alas concediam pouco sentido sentido táctico à equipa (Reyes e Urreta), Quique não soube interpretar uma partida onde o Nápoles conseguia facilmente superioridade no miolo do terreno, e onde só Yebda conseguiu mostrar os dentes, tão apagado esteve Carlos Martins que voltou a mostrar debilidades em construir jogo.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/capt9803414eac5f4435bab9245734e8d53ditaly_soccer_uefa_cup_nap107.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-879" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/capt9803414eac5f4435bab9245734e8d53ditaly_soccer_uefa_cup_nap107.jpg" alt="Análise: Nápoles 3x2 Benfica" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Nápoles 3x2 Benfica" /></a>De forma quase esperada, e aproveitando a falta de entrosamento encarnada, a equipa de Edoardo Reja revirou o resultado, mostrando ter a lição bem estudada ao explorar o débil lado direito do Benfica, onde Maxi não conseguia dar a mesma resposta que o companheiro Léo, um dos melhores em campo. Quique não entendeu que só Yebda num meio campo muito avançado em relação à linha defensiva deixava um buraco onde Hamsik, Denis e sobretudo Lavezzi faziam tudo e mais alguma coisa até conseguir, em 2 minutos, a reviravolta no resultado para 2&#215;1. Incrível a forma como Quique não compreende essa lacuna num esquema que pressupõe que a defesa jogue bastante subida para assim ganhar supremacia na zona central do terreno. Sem Martins e com Yebda muitas vezes a apoiar o ataque, o Benfica sentiu enormes dificuldades na transição para o ataque, face à vantagem numérica do Nápoles nessa zona do terreno.</p>
<p>Com a chegada do intervalo, a reacção de Quique é desfazer a titularidade surpresa de Urreta com a entrada de Balboa para o seu lugar. Se a ala direita ganhava mais maturidade, a verdade é que Carlos Martins esteve tempo a mais em campo, com Katsouranis a aquecer o banco sem que Quique acordasse perante as fragilidades evidentes da equipa no sector intermédio (Ruben Amorim também fez muita falta e poderia ter sido uma hipótese bastante válida). Se o 3&#215;1 surgiu de um lance perfeitamente fortuito, de má sorte encarnada, a reacção portuguesa não se fez esperar não, isto já depois de Quique Flores finalmente substituir Carlos Martins por Katsouranis, que anteciparia o 3&#215;2 final por Luisão a aproveitar bem e a recolocar o Benfica na eliminatória. Daí até ao apito final viu-se o óbvio para o espectador mais atento, com um meio campo mais resguardado, o Benfica que já com Nuno Gomes (rendeu o apagado Di Maria) ganhou mais posse de bola e sobretudo maior controlo do jogo. Para além da falta de visão táctica, Quique voltou a mostrar ter memória curta em grande parte da sua carreira, continuando a &#8220;queimar&#8221; todas as 3 substituições antes dos 65 minutos, como voltou a acontecer no San Paolo. Com uma equipa extremamente mal preparada fisicamente como este Benfica, e depois dos últimos minutos sofríveis na Luz face ao Porto, a equipa voltou a ficar orfã de uma série de jogadores: Reyes, Yebda e sobretudo o lesionado Suazo que teve de continuar em grande sofrimento em campo, numa atitude de grande esforço, algo que vem mostrar como Quique e a restante equipa técnica da Luz ainda terão muito para reflectir.</p>
<p>Em conclusão, o Benfica apostou numa ousadia táctica sem qualquer eficiência, lançando num ambiente de grande pressão uma equipa inicial demasiado tenra e jovem, algo que veio também reforçar a ideia que alguns jogadores são incompatíveis e não podem jogar juntos&#8230; pelo menos em jogos desta natureza e risco. Um resultado que ainda assim permite sonhar, sem contudo esquecer a forma inaceitável como a equipa se deixou ultrapassar em apenas 3 minutos. Parece-me também que os jogadores têm de aprender e sobretudo lutar mais. Muitos escondem-se demasiadamente atrás do colectivo, faltando sim assumir as responsabilidades individuais. Fica também um desabafo para a arbitagem, que mostrou uma gritante dualidade de critérios mas que não pode nem deve ser chamada para justicar este resultado que no próximo dia 2 de Outubro todos esperamos ver ultrapassado.</p>
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		<title>Análise: FC Porto 3&#215;1 Fenerbahçe</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 10:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcar cedo para.. cedo sofrer. Este poderia muito bem ser o título para a análise a uma partida que de bom teve apenas o resultado, uma vitória aliás que permitiu ao FC Porto entrar a ganhar na Liga dos Campeões pela primeira vez em 5 temporadas.
Julgo que todos os portistas terão ficado apreensivos com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marcar cedo para.. cedo sofrer. Este poderia muito bem ser o título para a análise a uma partida que de bom teve apenas o resultado, uma vitória aliás que permitiu ao FC Porto entrar a ganhar na Liga dos Campeões pela primeira vez em 5 temporadas.</p>
<p>Julgo que todos os portistas terão ficado apreensivos com o desenrolar da partida de ontem, uma partida que os primeiros 13 minutos pareciam antever uma goleada. Mas comecemos pelo princípio: para a importantíssima recepção aos turcos, Jesualdo optava por manter a base da equipa que havia defrontado o rival Benfica, a contar para a Liga Sagres. Desta forma, Rolando era o titular no centro da defesa junto a Bruno Alves, e Fernando era o elemento mais defensivo do meio-campo, permitindo a Raul Meireles adiantar-se no terreno e apoiar o ataque como tão bem sabe. Do lado esquerdo da defesa, a entrada de Benitez justificava-se previsivelmente pelo castigo de Fucile para jogos europeus, ao passo que Mariano entrava para as faixas ofensivas, já recuperado de uma lesão que o apoquentou por cerca de um mês. Eram estes os predicados portistas para a jornada inaugural da liga milionária, uma equipa que naturalmente contava com Lucho como o &#8220;pensador&#8221;, Lisandro como o homem-golo e Rodriguez o mago criativo. E aliás, foi disto que vimos na primeira metade da primeira parte, uma turma que entrou para esmagar e para resolver cedo.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-874" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/hulk.jpg" alt="Análise: FC Porto 3x1 Fenerbahçe" width="303" height="246" align="left" title="Análise: FC Porto 3x1 Fenerbahçe" />A pressão ofensiva era de tal ordem que os turcos não tinham definitivamente capacidade para a suportar, de modo que não foram precisos mais do que 2, 3 lances ofensivos para que o golo de Lisandro abrisse o marcador. Foi extraordinária a rotação de Meireles que, na quina da área, cruza para Lisandro que ao se libertar dos defensores encosta para o golo. Era possível ver nos jogadores portistas a crença de que era possível resolver cedo uma partida complicada, e este golo servia para animar as hostes, de tal maneira que o ritmo não abrandou, pelo contrário! Dois minutos depois, e sensivelmente do mesmo local, Cristian Rodriguez ganha o lance ao defensor euroasiático e coloca a bola com peso, conta e medida para o pontapé certeiro de Lucho, um disparo em jeito de <em>volley</em>. 2&#215;0 para os portistas, e posso confidenciar que neste momento senti um misto de alegria e ansiedade: não era a primeira vez que víamos desaires europeus iniciar-se desta forma. Infelizmente, as minhas previsões não estavam muito longe da realidade, e rapidamente a descompressão se apoderou dos atletas azuis, que confiavam ao sector defensivo a responsabilidade para segurar os 2 golos de vantagem. Aos 26&#8242;, um Lisandro fisicamente mais solto teria certamente &#8220;arrumado&#8221; com a partida, isolado frente a frente com Demirel, mas pouco depois surgia um momento crucial na partida: para Boral, foi tremendamente fácil ultrapassar um ineficiente Sapunaru, que com um cruzamento bem medido permitiu a Alex reduzir para 2&#215;1.</p>
<p>Nas bancadas, cerca de 38 mil espectadores roíam as unhas com o imprevisível baixar de ritmo dos 11 azuis-e-brancos. O intervalo chegava, e parecia evidente que os turcos eram uma presa fácil para os portistas. Contudo, e à boa imagem lusitana, parece sina entregar o ouro ao bandido e o golo de Alex surgia como um enorme atentado a uma vitória que parecia mais do que certa. E os primeiros minutos do segundo tempo &#8211; talvez estrategicamente &#8211; eram entregues aos portistas, que por pouco não conseguiam alargar a vantagem por Mariano. Contudo, e aos poucos, a história repetia-se. Os turcos com enorme poderio pelas alas ganhavam invariavelmente os lances no 1 contra 1, beneficiando também da inoperância defensiva de alguns elementos portugueses. A certo ponto, era gritante a forma como o Porto era incapaz de virar a partida para o seu lado, passando rápido e mal, agindo de forma imatura e precipitada. Fernando, uma tentativa de Jesualdo em recriar aquilo que era a função de Paulo Assunção na época transacta, foi um elemento confuso, medroso, incapaz de &#8220;limpar a casa&#8221; como a posição assim o exige. Também Benitez e Sapunaru, nas alas, não pareciam conseguir lidar com a pressão e por diversas vezes utilizaram a falta como arma mais fácil. É justo dizer que o 2&#215;2 esteve bem perto de acontecer por esta altura, onde 2 ou 3 lances de enorme perigo (quase todos eles protagonizados pelo veteraníssimo Roberto Carlos) não foram concretizados por mero azar, ou pelo esforço de alguns elementos portistas &#8211; Rolando esteve insuperável neste particular.</p>
<p>A entrada de Hulk aos 60 minutos (para lugar de Mariano) parecia querer sacudir um pouco a pressão, e de facto aquilo que o Brasileiro fez foi bem feito, segurando a bola, retirando aos turcos a possibilidade para lançar mais algumas transições venenosas. O atacante foi vital nesta fase final da partida, ganhando cantos, faltas, quando o meio-campo (já com Tomás Costa) era literalmente incapaz de segurar a vitória. Quando o jogo se encaminhava para o final, Sapunaru fez no ataque aquilo que foi incapaz de fazer defensivamente durante toda a partida: um rasgo pleno de entrega física, e um passe esplêndido para o recém-entrado Lino fechar as contas da partida, com um remate certo e colocado. O jogo terminava assim, com um golo e com 3 pontos amealhados (fazendo do Porto líder do grupo G), mas com a sensação de que o amargo de boca poderia ter sido uma realidade. Que faltará a este Porto?</p>
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		<title>Análise: Man Utd 1&#215;1 Chelsea (6×5 g.p.)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2008 11:38:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[O destino havia de pregar uma valente partida à nação Britânica. A incapacidade de marcar presença no Euro 2008 chocou meio mundo, mas o poderio do futebol jogado em Inglaterra havia de nos oferecer para ontem uma noite mágica: a final da Liga dos Campeões disputada entre Manchester Utd. e Chelsea.
As circunstâncias eram bem distintas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O destino havia de pregar uma valente partida à nação Britânica. A incapacidade de marcar presença no Euro 2008 chocou meio mundo, mas o poderio do futebol jogado em Inglaterra havia de nos oferecer para ontem uma noite mágica: a final da Liga dos Campeões disputada entre Manchester Utd. e Chelsea.</p>
<p>As circunstâncias eram bem distintas, mas algo era partilhado pelas duas equipas, a motivação para vencer e a qualidade para tal. O Chelsea vinha de um final de época notável, sob o comando de Avram Grant e após a saída de Mourinho. O Israelita pegou num clube organizado, estruturado, e mostrou inteligência na forma como o manteve nos trilhos correctos. O Manchester, e sob a alçada de Ferguson, vivia (mais um) momento brilhante da sua história, depois da conquista de mais um campeonato, e considerada de forma unânime como a equipa mais atractiva da actualidade. Para Portugal, este era também um jogo de sentimento especial. Ricardo Carvalho, recém-eleito como o jogador do ano no seu clube, era esteio na defensiva juntamente com Terry; Cristiano Ronaldo, uma estrela que parece não parar de cintilar, era claramente o homem &#8220;mais&#8221; deste conjunto em termos ofensivos.</p>
<p>E a partida iniciou-se da melhor forma possível, no Estádio Luzhniki em Moscovo. Um encaixe perfeito de ambas as equipas em termos tácticos, o que permitiu desde cedo apreciar boas trocas de bola e transições com velocidade. O predomínio era dos &#8220;red devils&#8221;, que surgiam perto da baliza quase sempre por intermédio de cruzamentos venenosos, depois de lateralizações bem executadas. E o golo haveria de surgir dessa mesma forma, num lance de insistência e depois de um cruzamento do central/lateral Wes Brown &#8211; Cristiano Ronaldo, de forma imparável, ofereceu de cabeça o 1&#215;0 ao Man Utd. Os 15 minutos seguintes tiveram a mesma tónica, e por pouco não se assistiu ao 2&#215;0 por Carlos Tevez, na sequência de um cruzamento brilhante de Cristiano Ronaldo.<br />
Quando se esperava o intervalo, a maturidade do Chelsea veio finalmente ao de cima, e num lance às três tabelas Lampard não teve dificuldade em concluir para o empate. Um golo estranho, imerecido talvez, mas que revelou a tal imprevisibilidade no futebol dos londrinos, uma excelente capacidade para concluir em momentos cruciais &#8211; o factor &#8220;Mourinho&#8221; ainda bem presente na equipa.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-677" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/699712_biglandscape.jpg" alt="Análise: Man Utd 1x1 Chelsea (6×5 g.p.)" width="300" height="200" align="left" title="Análise: Man Utd 1x1 Chelsea (6×5 g.p.)" />Com o resultado novamente empatado, assistiu-se a um segundo tempo de contenção de parte a parte. Contudo, pareceu evidente uma quebra física do Manchester depois de um primeiro tempo em que claramente havia sido a equipa mais ofensiva. O Chelsea tirou partido disso mesmo, e pouco a pouco ia mostrando o seu futebol, maioritariamente através de pontapés de meia distância. Aos 78&#8242; foi Drogba a estoirar ao poste, e já em tempo de prolongamento foi Lampard, dentro da área, a colocar a bola na barra da baliza de Van der Sar. O jogo chegava à sempre terrível lotaria dos penalties, e depois de tanto azar, o Chelsea necessitava de manter os seus níveis motivacionais num patamar estável. E efectivamente a sorte voltou a estar de costas voltadas para os &#8220;blues&#8221;, que apesar de tudo tiveram o troféu nas suas mãos. Terry falhou a grande penalidade decisiva, o veterano Giggs cumpriu a sua parte, e Van der Sar terá feito a defesa da sua vida, oferecendo assim ao seu clube mais uma Liga dos Campeões, a terceira na história do clube.</p>
<p>Fundamentalmente, tratou-se de uma vitória justa pela capacidade demonstrada pelo Manchester não apenas nesta partida, mas ao longo de toda a temporada. A sorte é também um elemento a tomar em conta, e para o Chelsea terá sido uma partida marcante, de uma equipa que esteve bem perto de fazer história ao alcançar o troféu pela primeira vez. Alex Ferguson é o mentor de todo este percurso notável, o escocês que parece estar talhado para o sucesso, e que certamente será recordado não apenas pelos britânicos, mas por todos os amantes do futebol espectáculo.</p>
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		<title>Rangers &#8211; &#8220;The Teddy Bears&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 21:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[No inconfundível estilo britânico, e alicerçado numa massa adepta emotiva e guerreira, o Rangers não foge à regra do futebol praticado na Escócia &#8211; não obstante a inacreditável falta de competitividade interna, é um clube reconhecido mundialmente pelo número de seguidores e pela animação que os &#8220;blue-noses&#8221; transportam para as bancadas.
Rangers Football Club: nada mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No inconfundível estilo britânico, e alicerçado numa massa adepta emotiva e guerreira, o Rangers não foge à regra do futebol praticado na Escócia &#8211; não obstante a inacreditável falta de competitividade interna, é um clube reconhecido mundialmente pelo número de seguidores e pela animação que os &#8220;blue-noses&#8221; transportam para as bancadas.</p>
<p>Rangers Football Club: nada mais nada menos do que o clube em actividade com o maior número de títulos. Para esta contabilização em muito tem ajudado a &#8220;inoperância&#8221; de um campeonato que há muito vem deixando intrigados os especialistas do futebol no Reino Unido. Em todo o caso, trata-se um clube com história, com um passado longínquo que data de 1872.<br />
O seu relacionamento com os rivais do Celtic atravessa fronteiras, e é actualmente o &#8220;estandarte&#8221; do campeonato escocês, mesmo que nem sempre levado para os caminhos mais correctos. <em>Old Firm</em> &#8211; Velha Empresa, ou Velho Negócio &#8211; é a designação dada para a relação entre os dois maiores clubes escoceses. Em tempos, este nome terá sido sugerido na imprensa como uma insinuação para o proveito financeiro que era retirado por ambas as equipas, quando jogavam entre si. Contudo, e à semelhança do que vemos suceder noutros países, na Escócia o futebol foi durante anos (e ainda o é para alguns) motivo para trazer à tona conflitos politico-religiosos. Desde o início do Séc. XX que Rangers e Celtic se &#8220;odeiam&#8221;, e muito por culpa da forma como tudo se desenhou: os apoiantes do Celtic sempre se associaram ao Catolicismo, ao passo que o Rangers apoiava o Protestantismo. Em adição, o longo conflito na Irlanda do Norte foi igualmente transportado para este complexo relacionamento entre as duas corporações, uma situação frágil e que surpreende num povo que é reconhecidamente pacifista.</p>
<p>Actualmente, e comandado pelo retornado Walter Smith, o Rangers procedeu a uma enorme remodelação ao nível do plantel principal naquilo que antecedeu o início das competições oficiais. A intenção era clara: conceder ao agrupamento uma maior consistência, experiência, e capacidade para lutar dentro e fora de portas. E os resultados têm correspondido às expectativas dos seus fanáticos adeptos. Na <em>Scottish Premier League</em>, e bem distanciado dos seus adversários, o Rangers disputa o título de campeão com o eterno Celtic, numa luta absolutamente a dois. A nível europeu, e apesar do (azarado) desaire na Liga dos Campeões, a equipa escocesa entrou na Taça UEFA com um enorme fulgor, batendo Panathinaikos e Werder Bremen. O próximo adversário é o &#8220;nosso&#8221; Sporting, e os prognósticos nem deverão ser negativistas, já que os portugueses (e como habitualmente) têm a seu favor um inúmero conjunto de pontos, isto naturalmente numa óptica meramente teórica.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-600" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/669260_biglandscape.jpg" alt="Rangers   The Teddy Bears" width="300" height="200" align="left" title="Rangers   The Teddy Bears" />O clube escocês, e essencialmente quando se exibe no seu fabuloso Ibrox Stadium, é uma turma com um estilo de futebol muito dinâmico e intenso, bem ao estilo britânico, onde o que importa é colocar a bola nas redes adversárias, independentemente do método utilizado &#8211; uma filosofia totalmente paradoxal com o nosso estilo luso. Quando lhe é possível, gosta de jogar no limite da propensão ofensiva, encostando literalmente os seus adversários à sua grande área. Naturalmente, e jogando nesta toada radicalista, o Rangers por variadas vezes atinge a goleada, mas sendo uma equipa de 8 ou 80 tem sido recorrentemente &#8220;abatida&#8221; por equipas europeias de maior valia técnica ou táctica. Fora de casa, e como não poderia deixar de ser, o Rangers é uma equipa bem mais dócil, centrando as suas atenções ofensivas em 1 ou 2 homens, no limite. Como aliás já foi atestado por diversas equipas portuguesas (recentemente o Benfica, em tempos o Porto), tanto Rangers como Celtic fazem por tirar partido do seu estilo &#8220;kick and rush&#8221; e da fabulosa capacidade de remate de meia distância, para sair com um bom resultado dos campos adversários, mesmo que em muitos dos casos os golos surjam às três tabelas, ou no aproveitamento da pouca intensidade defensiva dos seus adversários.<br />
O homem-golo da equipa é Kris Boyd (que já conta com 20 golos no acumulado de todas as competições), seguido de Daniel Cousin (com 11 no total). No parâmetro da construção ofensiva, o vetereno Barry Ferguson é claramente o elemento mais esclarecido. Conciliando a capitania do Rangers com a Selecção Escocesa, Ferguson é um criativo ao bom estilo britânico, raçudo, inteligente, rematador. Não são obra do acaso as já 11 assistências para golo na SPL, e o estatuto de jogador com mais remates na sua equipa.</p>
<p>O cenário prende-se a meu ver com a capacidade do Sporting actual em praticar um futebol consistente, essencialmente numa óptica defensiva. A primeira eliminatória, que se irá disputar na Escócia, tem um carácter crucial para a definição do vencedor, e só um Sporting de grande entrosamento, unido entre os vários sectores e com capacidade para suportar uma pressão e um ambiente infernais poderá trazer para terras lusas um resultado motivador. É este o trabalho para casa de um grupo jovem, quiçá um pouco &#8220;imaturo&#8221;, mas que tem certamente condições para brilhar na Europa.</p>
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		<title>Análise: Sporting 1&#215;0 Bolton</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 22:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[O Sporting recebeu o Bolton no seu estádio para a segunda mão dos oitavos de final da Taça UEFA, após o empate conseguido em Inglaterra, algo que augurava boas perspectivas para a equipa leonina seguir em frente na competição. As cerca de 22 mil pessoas que se deslocaram ao estádio ( de realçar a forte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Sporting recebeu o Bolton no seu estádio para a segunda mão dos oitavos de final da Taça UEFA, após o empate conseguido em Inglaterra, algo que augurava boas perspectivas para a equipa leonina seguir em frente na competição. As cerca de 22 mil pessoas que se deslocaram ao estádio ( de realçar a forte presença de adeptos ingleses ) assistiram a uma partida algo monótona e de entusiasmo intermitente,  onde ficou a impressão de que o Sporting poderia ter decidido o jogo muito mais cedo.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/03/013985082-ex00.jpg" alt="Análise: Sporting 1x0 Bolton" hspace="5" width="300" height="212" align="left" title="Análise: Sporting 1x0 Bolton" /> A grande novidade neste encontro era o regresso de Liedson após lesão, entrando de imediato na equipa titular, e a ausência de Miguel Veloso, substituído por João Moutinho no lugar de pivot defensivo, proporcionando a introdução de Romagnoli no onze. Quanto à equipa inglesa, o facto mais evidente eram as ausências de diversos jogadores habitualmente titulares e o aparecimento do português Ricardo Vaz Tê a titular da frente de ataque. O Sporting entrou forte na partida, exercendo um pressing que lhe permitia encostar o Bolton à sua área quase durante os primeiros dez minutos. No entanto, a sua intensidade de jogo foi diminuindo gradualmente, coincidente com a capacidade da equipa inglesa em fechar os espaços no seu meio campo. O Sporting esteve cerca de 30 minutos a demonstrar um futebol de contenção, a privilegiar a troca de passes curtos a um ritmo moderado. Era visível a preferência da equipa em lançar-se para movimentos atacantes calculados, de modo a tentar evitar perdas de bolas desnecessárias e deslocação excessiva dos jogadores das suas áreas de influência concretas. Como tal, os contra ataques da equipa muito raramente eram conduzidos a um ritmo acelerado e rápido, preferindo os jogadores a manutenção da posse de bola e atacar apenas pela certa. Notava-se contudo uma invulgar ineficácia nas trocas de bola, resultando em diversas perdas, talvez acusando falta de concentração ou de frescura física. Face a esta dificuldade em trocar a bola de um modo constante e eficiente até à área do Bolton, a equipa demorou a causar transtornos à defesa inglesa, conseguindo-o apenas nos quinze minutos finais da primeira parte, através do aumento de intensidade e ritmo de jogo, tendo-se denotado a movimentação mais efectiva das unidades atacantes do Sporting, mais concretamente de Romagnoli e Vukcevic. Apesar deste crescendo atacante no final, a equipa evidenciou uma incapacidade de se lançar para zonas mais avançadas do terreno, devido precisamente à falta de movimentação ( e igualmente de movimentos correctos ) no momento de construir jogo. Apenas João Moutinho se encarregava de vir buscar jogo ao seu meio campo, acusando por vezes falta de profundidade nas linhas de passe e de movimentações mais frequentes, de modo a soltar-se dos jogadores ingleses que se encontravam por diversas ocasiões próximos da sua zona. Romagnoli encostava-se em demasia à linha da frente da equipa, afastando-se das melhores posições onde poderia receber a bola e lançar depois os seus companheiros.<br />
Paralelamente a esta inércia de movimentos, o aspecto do passe curto e de alguma aparente falta de entendimento impediam o Sporting de apresentar um estilo de jogo fluido, contínuo e acertado. O Bolton, tal como era previsto, veio a Alvalade praticar o mesmo futebol directo que já havia demonstrado em Inglaterra, apesar de agora revelar alguma capacidade para jogar curto e para manter a posse de bola, embora preferindo sempre os lançamentos longos no ataque. O poderio físico dos seus jogadores voltava a prevalecer, mas nas segundas bolas o Sporting conseguiu um equilíbrio que na primeira mão lhe tinha causado tantas dificuldades em obter.</p>
<p>No segundo tempo a partida revelou um maior domínio do Sporting, onde a sua superioridade na capacidade técnica sobressaiu e o número de remates aumentou consideravelmente, fruto da aproximação da equipa à área inglesa e do balanceamento crescente para o ataque. As combinações saíam com maior consistência embora a dificuldade em penetrar na defensiva do Bolton se mantivesse. O desgaste físico dos jogadores do Sporting revelava-se, e a troca de Vukcevic e Izmailov por Tiui e Adrien, respectivamente, justificava-se. O avanço de Moutinho no terreno proporcionou maior segurança nas trocas de bola e uma capacidade de pressionar em áreas mais avançadas no terreno, bem como na possibilidade de maiores recuperações de bola. A frescura de Adrien soltou Moutinho para missões mais ofensivas na tentativa de conseguir um golo que soltasse a equipa do nervosismo e evitasse um possível susto, caso o Bolton conseguisse eventualmente inaugurar o marcador contra a corrente do jogo. Novamente nos últimos quinze minutos o Sporting aumentava o ritmo e revelava que a equipa inglesa acusava muito este aumento de pressing, tendo conseguindo inaugurar o marcador aos 85&#8242; por Pereirinha após desmarcação pela direita, assistido por Moutinho, tirando um adversário do caminho para depois atirar colocado ao ângulo, de pé esquerdo, para um golo de belo efeito. Depois foi apenas necessário ao Sporting controlar a vantagem, tendo sofrido uma pressão final quase inofensiva, onde é de destacar a falta de fair-play dos jogadores ingleses que, após o Sporting ter colocado a bola fora para um jogador seu ser assistido, não a devolveram, gerando posteriores protestos por parte dos jogadores leoninos e do público presente no estádio. Apesar de na altura faltar pouco tempo para o fim do jogo e de se encontrarem em desvantagem na eliminatória, a acção não se justificava.</p>
<p>Destaque portanto para o regresso de Liedson que, mesmo não marcando qualquer golo, confere à equipa uma capacidade de recuperação de bolas no ataque fundamental, graças à sua entrega e vontade, pressionando os jogadores mais recuados do Bolton e dificultando as suas saídas para o ataque. João Moutinho foi uma unidade importante nos momentos defensivos e no transporte de bola para o ataque, enquanto que Leandro Grimi se revelou mais uma vez uma opção muito válida para o sector esquerdo da linha defensiva, ontem intransponível e com fácil envolvimento nas jogadas de ataque, não complicando em momentos de aperto, demonstrando um estilo prático e eficiente. Pereirinha revelou bom entendimento com Abel e foi importante na capacidade rematadora da equipa, causando desequilíbrios também com a sua velocidade, tendo marcado o seu segundo golo na competição.<br />
O Sporting consegue assim a passagem aos quartos de final da Taça UEFA sem ter apresentado grandes índices exibicionais, jogando os quartos-de-final com os escoceses do Glasgow Rangers, e disputando novamente a primeira mão fora frente uma equipa britânica. Apesar do estilo de jogo assentar em moldes semelhantes, esta equipa escocesa revela maior intensidade de jogo e de futebol atacante, conciliados com a disciplina táctica habitual de equipas escocesas, e igualmente com o carácter físico do seu futebol. O Sporting permanece assim como o único representante de equipas portuguesas nas competições europeias esta época.</p>
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		<title>Análise: Getafe 1&#215;0 Benfica</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 13:20:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[- &#8220;Olha que tenrinhos&#8221;. Terá sido esta a expressão mais ouvida nos arredores de Madrid, quando o Getafe fechou a passagem histórica aos quartos-de-final da Taça UEFA. Para trás, um Benfica que tomba na Europa sem estrondo, tal foi a leviandade e resignação dos jogadores mergulhados nas suas próprias agonias e limitações. Nem com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- &#8220;Olha que tenrinhos&#8221;. Terá sido esta a expressão mais ouvida nos arredores de Madrid, quando o Getafe fechou a passagem histórica aos quartos-de-final da Taça UEFA. Para trás, um Benfica que tomba na Europa sem estrondo, tal foi a leviandade e resignação dos jogadores mergulhados nas suas próprias agonias e limitações. Nem com a estreia de Chalana ao comando das águias, o Benfica conseguiu disfarçar um resultado de mais uma época sem brilho.</p>
<p>Completamente sem argumentos perante um Getafe que desfalcado chegou perfeitamente para um Benfica sem cor. O jogo ainda não tinha iniciado e jé se faziam sentir em pleno <span class="apreto12n">Coliseum Alfonso Péres os tumultos de um clube em perfeita desorganização &#8211; o</span><span class="apreto12n">s adeptos do Benfica a dar um péssimo exemplo entrando em confronto de forma incrível entre si, com várias cadeiras a voar. A polícia teve de intervir para acalmar os ânimos, perante o olhar incrédulo dos adeptos espanhóis.<br />
No relvado, a expectativa estava ao redor do que Chalana conseguiria transmitir aos jogadores e a forma como colocava os mesmos para &#8220;abraçar&#8221; a eliminatória. A verdade é que Chalana pouco podia fazer perante a herança amaldiçoada de Camacho. A grande aposta do pequeno genial parecia cair na dupla Makukula e Nuno Gomes e no apoio de Rodriguez pela esquerda, Rui Costa pelo miolo e Nélson como falso lateral, em constantes investidas pelo flanco direito. A verdade é que os encarnados até chegaram a mostrar empenho nos 10 minutos iniciais, onde aos 7&#8242; acabaria por acontecer a jogada que poderia ter escrito o jogo com outras cores &#8211; Makukula com a baliza deserta </span><span class="apreto12n">acerta no poste direito de Abbondanzieri, após jogada de insistência de Rui Costa e Rodriguez. Este lance acabaria por acordar o Getafe </span>que apoiado no triunfo de 2-1 no Estádio da Luz, há uma semana, apostou naturalmente numa toada de contra-ataque, <span class="apreto12n">que desde então tratou de puxar por todo o seu espírito colectivo, e mesmo dando a iniciativa de jogo aos portugueses, a verdade é que o Getafe acabaria por ter várias ocasiões para marcar ainda na primeira parte.</span></p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/03/getafexbenfica.jpg" alt="Análise: Getafe 1x0 Benfica" hspace="5" width="300" height="176" align="left" title="Análise: Getafe 1x0 Benfica" />Com o intervalo, esperaria-se novo abanão moral no Benfica, mas o cenário seria o mesmo sempre extremamente parco em ideias e movimentos, nem com Rui Costa a pautar o jogo, o Benfica se desprendia do mau futebol que vem praticando. Laudrup percebia isso e o Getafe sempre com o relógio a seu favor, não precisava de abanar muito o jogo para responder ao Benfica sempre em rápidos contra ataques capazes de estremecer a baliza de Quim. Na verdade, os espanhóis mesmo com uma equipa praticamente desconhecida a nível internacional, mostraram que o simples facto de se tratar de uma equipa espanhola impõe, logo à partida, uma considerável dose de respeito perante qualquer adversário. Os «azulones» chegaram mesmo a deixar no banco a bravura do capitão e líder absoluto da linha defensiva David Belenguer, e recuar o seu &#8220;maestro&#8221; &#8211; Rubén de la Red para defesa central. É por de la Red que corre quase todo o jogo do Getafe. Jogando habitualmente à frente da defesa, a verdade é que mesmo a defesa central, soube como ninguém, orientar a transição defesa-ataque com inteligência e rapidez de processos. Recebe e executa com grande facilidade e simplicidade e nota-se que é um jogador com escola, não fosse um jogador emprestado pelo Real Madrid. Sempre a privilegiar a flexibilidade nas transições defesa-ataque e com a preocupação em fazer um dos dois avançados descair na ala para dar mais apoios e linhas de passe, os pupilos de Laudrup apenas concederiam ao Benfica mais um remate à sua baliza (dois em todo o jogo!), desta feita por intermédio de Rui Costa após trabalho de Makukula, ao qual o experiente Roberto &#8220;Pato&#8221; Abbondanzieri &#8211; principal guardião argentino da actualidade &#8211; não teve dificuldades em afastar.<br />
Chalana ainda lançaria Di Maria, Mantorras e Sepsi, mas já pouco havia a fazer perante tamanha contaminação na atitude da equipa lusa, e<strong> </strong>enquanto o tranquilo Michael Laudrup refrescava o seu conjunto, o treinador do Benfica dava a ordem para a última investida, arriscando tudo por tudo. Chalana arriscava e o Getafe sentenciava: a 13 minutos do final, Katsouranis não conseguiu interceptar o esférico e permitiu a fuga de Albin, com o &#8220;espanhol&#8221; a aproveitar o adiantamento de Quim para sentenciar a partida em grande estilo com um &#8220;chapéu&#8221; de revirar os olhos ao guardião luso. O Getafe carimbava assim, com enorme justiça, a passagem aos quartos-de-final logo no seu ano de estreia na Europa.</p>
<p>Mais do que a eliminação do trilho Europeu, o Benfica foi um fantasma de si mesmo, algo que nem com  incentivo de Chalana conseguiu ultrapassar. O Getafe, ao contrário do que os comentadores da transmissão televisiva insistiam, fez uso do seu colectivo, e mesmo desfalcado, só os adeptos mais &#8220;cegos&#8221; não conseguiram compreender toda a qualidade numa equipa que mesmo sem palmarés, é um claro quebra-cabeças para qualquer adversário.</p>
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		<title>Análise: Benfica 1&#215;2 Getafe</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Da asneira à reacção à adversidade, o Benfica embora com atitude e coração para reagir aos problemas, não conseguiu levar para Madrid um resultado satisfatório. O Getafe mostrou na Europa em mais uma estreia histórica, as credenciais que colocaram na rota do sucesso uma equipa que há 6 anos atrás se encontrava na 3ª divisão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da asneira à reacção à adversidade, o Benfica embora com atitude e coração para reagir aos problemas, não conseguiu levar para Madrid um resultado satisfatório. O Getafe mostrou na Europa em mais uma estreia histórica, as credenciais que colocaram na rota do sucesso uma equipa que há 6 anos atrás se encontrava na 3ª divisão espanhola.</p>
<p>O jogo, ainda antes do apito inicial, vestia-se de pormenores interessantes. Do lado do Benfica, o facto das variadas ausências no plantel encarnado, David Luiz, Petit, Maxi, Nuno Gomes, Makukula todos por lesão, Freddy Adu por se encontrar ao serviço da selecção norte-americana e por fim, Binya por se encontrar ainda a cumprir castigo da UEFA. Camacho que passaria as últimas horas a chorar a morte do seu pai, seria obrigado a convocar os júniores David Simão e a grande esperança da cantera da Luz &#8211; André Carvalhas, que fazia a sua estreia em convocatórias com o plantel sénior.<br />
Nos visitantes, Michael Laudrup referia à chegada a Lisboa que &#8220;seria fantástico o empate a um&#8221; e que era uma honra estar com o Getafe numa partida com um &#8220;histórico&#8221; europeu como o Benfica. Mesmo partilhando a opinião do seu treinador, Belenguer &#8211; o capitão dos &#8220;azulones&#8221;, referia &#8220;&#8230; respeitamos muito o Benfica mas museus não ganham jogos&#8221; e assim mostrava toda a confiança na equipa dos arredores de Madrid.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/03/669215_biglandscape.jpg" alt="Análise: Benfica 1x2 Getafe" hspace="5" width="300" height="200" align="left" title="Análise: Benfica 1x2 Getafe" />O apito para o início da partida, confirmava as expectativas em relação ao jogo, desde logo a pouco afluência de adeptos encarnados ao estádio da Luz, que logo nos minutos iniciais puderiam confirmar que o Getafe vinha realmente para jogar futebol, com a equipa de Laudrup a colocar sempre, no mínimo, 3 jogadores bem avançados no terreno para de alguma forma, suster a defesa benfiquista. Bem organizada, esclarecida em campo e a privilegiar a troca de bola ao primeiro toque para de imediato sair em ataques rápidos rumo À baliza de Quim, o Getafe mostrava logo de inicio os argumentos que fazem desta equipa a grande revelação da Liga vizinha. O Benfica que tinha no retorno de Luisão e na estreia a titular de Sepsi as principais novidades no onze, enfrentaria rude golpe quando Cardozo protagoniza o que seria o lance mais marcante da partida &#8211; agressão a Belenguer e consequente expulsão aos 9 minutos da partida. Privados do seu homem mais avançado no terreno e em desvantagem numérica, os encarnados sentiram em demasia a &#8220;traição&#8221; do 7 encarnado e deram a iniciativa de jogo ao Getafe que empolgado, chegaria ao golo através do médio criativo &#8211; De la Red que com a ajuda do desvio da bola em Edcarlos, colocaria os visitantes em vantagem. O Benfica, mesmo em inferioridade numérica, revelaria atitude e capacidade lutadora em campo sem que isso camuflasse as já habituais dificuldades na condução e circulação de bola e antes mesmo do intervalo, sofreria novo golpe com a saída de Luisão, ressentido da lesão que o afastava dos relvados até então, dando lugar a Zoro. O intervalo chegava e o Benfica contava a série de contratempos para somar à atitude da equipa, que procurava com o coração reagir à adversidade com combinações entre Rodriguez, Sepsi e Di Maria sempre esgotadas em desarmes do adversário.</p>
<p>A segunda metade não alteraria muito o tom do jogo. O Benfica sempre com dificuldades em entrar na área de Ustari, que via o perigo a rondar a sua baliza com as investidas sobretudo dos destaques da noite do Benfica &#8211; Rodriguez e Sepsi, ambos a realizarem uma excelente partida, sempre com grande atitude e garra na abordagem a cada lance. Com Di Maria em mais uma partida para esquecer, Camacho lançava a única arma que tinha no banco e a trinta minutos do apito final fazia saltar do banco o talismã Mantorras para render o argentino. A entrada do angolano e o efeito que causa no seio dos adeptos fez com que o estádio voltasse a acreditar, tal é a magia contagiante do 9 encarnado. Mas seria o Getafe quem voltaria a marcar, novamente com o trio De la Red, Albin e Hernandez, com este último a contornar Nélson e a rematar com a bola novamente a tabelar num defesa benfiquista &#8211; Zoro &#8211; e a fazer a bola entrar à esquerda de Quim. O relógio marcava 68 minutos e a eliminatória complicava-se mais ainda para o Benfica, que tinha visto ainda antes Edcarlos falhar o golo de forma incrível enviando a bola à barra da baliza espanhola. Mantorras voltaria a revelar a sua veia goleadora, quando a 15 minutos do final, recuperou a bola à entrada da área e rematou forte para o fundo das redes do desamparado Ustari. O golo teria o condão de empurrar a equipa para o ataque e o Benfica ganhou ânimo e pressionou o Getafe que chegou a intimidar-se e recuar bastante no terreno, mas sempre sem voltar a comprometer perante a já pouca lucidez do lado «encarnado» para chegar a outro resultado.</p>
<p>Numa partida em que o Benfica se viu privado do melhor onze, fruto de um (velho problema) ataque fulgurante de lesões num período crucial da época, a somar aos vários contratempos do próprio jogo, a continuidade na Taça UEFA fica claramente comprometida. Numa partida em que a equipa jogou 84 minutos com menos um jogador, um detalhe curioso pode ajudar a mostrar a entrega dos encarnados, que tiveram apenas 1 cartão (vermelho a Cardozo) em toda a partida, contrastando com os 5 cartões mostrados aos pupilos de Laudrup. Numa fase em que o público não anda satisfeito com a equipa, ficou a imagem, ao contrário do passado recente, que o Benfica deu tudo, foi equipa mesmo com dez mas isso não foi suficiente para não sucumbir novamente na Europa perante uma equipa espanhola que não precisou de ser brilhante para agarrar a sorte do jogo. Agora é preciso fazer contas ao sonho europeu para inverter a tendência da eliminatória, daqui por uma semana, dia 12 &#8211; dia de todas as esperanças e decisões para a equipa Portuguesa.</p>
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