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	<title>Jogo de Área &#187; Selecções Nacionais</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Portugal: afinal há esperança</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 12:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assumo que fui dos primeiros a duvidar das qualidades de Carlos Queirós para liderar a selecção nacional, especialmente numa fase tão importante como esta em que a equipa necessitava de uma forte remodelação na era pós-Scolari. O brasileiro envelheceu a equipa, e Queirós iniciava funções com a complicada tarefa de renovar a nossa selecção enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assumo que fui dos primeiros a duvidar das qualidades de Carlos Queirós para liderar a selecção nacional, especialmente numa fase tão importante como esta em que a equipa necessitava de uma forte remodelação na era pós-Scolari. O brasileiro envelheceu a equipa, e Queirós iniciava funções com a <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/jesualdo-ferreira-fc-porto-seleccao-carlos-queiroz/1104642-1194.html" target="_blank">complicada tarefa</a> de renovar a nossa selecção enquanto simultaneamente garantia uma presença no Mundial da África do Sul.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3190 alignleft" style="margin-top:3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/bosnia-portugal-raul-meireles.jpg" alt="Raul Meireles" width="280" height="196" align="left" title="Portugal: afinal há esperança" />Tal como a maioria dos portugueses, a comunicação social também não facilitou a vida ao aí recente seleccionador, e penso que aquela primeira partida de qualificação frente à Dinamarca, em que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/ranking-fifa-portugal-seleccao-mundial-2010/1104560-1194.html" target="_blank">Portugal</a> acabou por sair derrotado de forma surpreendente, acabou por marcar um arranque que até poderia ter sido excelente a julgar pela exibição das quinas.</p>
<p>Seguiram-se diversos empates, diversas exibições de fraca qualidade, mas que na realidade até eram acompanhadas pelos adversários mais directos &#8211; Suécia e Dinamarca nunca provaram merecer o Mundial muito mais do que <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410688" target="_blank">Portugal</a>. E a realidade é que, quando todos nós já víamos o campeonato do mundo como uma miragem, a selecção portuguesa partiu para uma recta final brilhante, e que agora vê recompensada com a presença entre as 32 equipas finalistas, assim como um salto de 5 lugares no ranking da FIFA (estava no 10.º lugar).</p>
<p>Qual terá sido o segredo desta equipa? Fazendo as contas, o lote de atletas que encerrou a qualificação com uma brilhante vitória frente à Bósnia é precisamente o mesmo que anteriormente havia sido atacado pelos tais abutres que Eduardo identificou &#8211; apenas com a adição do &#8220;novo&#8221; português Liedson.</p>
<p>O segredo consistiu, a meu ver, na capacidade para unir um conjunto de atletas que ainda não se tinham visto como uma verdadeira equipa. Foram diversos jogos, outros tantos estágios, mas a palavra equipa foi algo que nunca fez parte do vocabulário português. Coube a <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/33948-portugal-salta-quinto-no-ranking-fifa" target="_blank">Queirós</a> unir este lote que, na realidade, tinha tudo para vencer. E as recentes prestações de Bruno Alves, Pepe, Meireles ou Nani a isso o devem. O timing também foi o mais acertado. Em pleno zénite da actual época desportiva, este conjunto de atletas foi capaz de encarnar o espírito vencedor que Portugal ao longo dos anos vem provando, agarrando o Mundial de forma brilhante.</p>
<p>Faltará agora conhecer os adversários portugueses, e admito que pouco me importará o calibre (ou falta dele) das formações a defrontar. <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/33707-portugal-tem-africa-do-sul-tatuada-na-pele" target="_blank">Portugal</a> terá essencialmente que manter este espírito ganhador que fez por encontrar nesta fase de maior aperto, e partir para o Mundial de peito aberto, com a certeza de que tem equipa e individualidades para fazer algo de especial.</p>
<p>Ao actual conjunto de jogadores, haverá ainda a adicionar a classe de Pedro Mendes, a magia do playmaker Danny, assim como a genialidade do capitão Cristiano Ronaldo. Mas a presença na África do Sul, essa, é já uma garantia.</p>
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		<title>Portugal x Bósnia &#8211; A hora do juízo final&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 08:22:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ponto prévio: tradicionalmente, Portugal nunca se deu bem com a antiga Jugoslávia. No confronto histórico com a antiga Federação, o saldo é nagativo. Com o desmembramento da República do Marechal Tito, esse fantasma desapareceu, mas a verdade é que as equipas balcânicas sempre foram consideradas perigosas.
A Croácia terá aparecido primeiro, com aquela inolvidável geração comandada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ponto prévio: tradicionalmente, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/seleccao-maisfutebol-portugal-queiroz-bosnia-mundial-2010/1096759-1194.html" target="_blank">Portugal</a> nunca se deu bem com a antiga Jugoslávia. No confronto histórico com a antiga Federação, o saldo é nagativo. Com o desmembramento da República do Marechal Tito, esse fantasma desapareceu, mas a verdade é que as equipas balcânicas sempre foram consideradas perigosas.</p>
<p>A Croácia terá aparecido primeiro, com aquela inolvidável geração comandada por Blazevic e que contava com homens como Ladic na baliza, Bilic a central, Boban e Prosinecki na área medular, Asanovic a playmaker e Suker ou Vlaovic na zona da finalização&#8230; equipa que teve o seu climax no Mundial 98 ao conquistar o terceiro lugar. Mas a antiga Jugoslávia também era a Sérvia, a consistente Sérvia, cliente assídua de Mundiais e Europeus, onde clubes como o Partizan ou o Estrela Vermelha monopolizavam títulos, e onde a formação de jovens valores era efectuada criteriosamente e monopolisticamente. Houvesse um jovem talento bósnio, esloveno, ou macedónio, e acabaria nesses colossos. E nem seria a Bósnia a lançar um grito de insurreição contra as potências futebolísticas reinantes&#8230; esse pertenceria à Eslovénia, que graças à geração de Zahovic, Pavlin e Acimovic conseguiria lançar bases para expandir o futebol nos Balcãs. As presenças no Euro 2000, com aquele sublime empate a três com a, então, Federação Jugoslava, e no Mundial 2002 foram coroas de glória de uma geração, que parece, agora, redescobrir os prazeres das aventuras internacionais.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2876 alignleft" style="margin-top:3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/bosnia-pjanic.jpg" alt="Pjanic" width="300" height="190" align="left" title="Portugal x Bósnia   A hora do juízo final..." />E a Bósnia? A <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409618" target="_blank">Bósnia</a>, essa acordou tarde&#8230; as feridas da guerra foram mais árduas de sanar. Sarajevo estava destruída, as preocupações não iam para o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409797" target="_blank">futebol</a>, e clubes históricos como o Velez Mostar penavam e cindiam-se entre os bósnios de origem muçulmana e os de origem croata. Os jovens, para poderem acalentar alguma esperança de singrarem no mundo do futebol, tinham de sair do país. Foi assim com <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/dzeko-bosnia-portugal-cristiano-ronaldo-iol-maisfutebol/1102662-1194.html" target="_blank">Dzeko</a>, Misimovic, Muslimovic, entre outros, o que empobreceu o campeonato local, que actualmente é liderado pelo Borac, clube da martirizada Banja Luka, tristemente célebre pelos atentados fratricidas das guerras civis. Mas este clima de instabilidade que obrigava os jovens a partirem, contribuiu para o fortalecimento da selecção&#8230; homens como os já citados, aos que podemos acrescentar Ibisevic ou Pjanic, que meninos partiram, tornaram esta selecção que defontará <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/nota%C2%ADcias/portugal-bosnia-seleccao-ronaldo-queiroz-antevisao/1103141-5199.html" target="_blank">Portugal</a> um caso sério, um caso bicudo, atendendo ao futebol praticado!</p>
<p>Dotada de um forte espírito combativo, aliado a um intensíssimo fervor futebolístico que faz do estádio um inferno, a selecção bósnia não sabe jogar à defesa. Que o diga a Armada Invencível castelhana, que fechou a fase de grupos lá vencendo por cinco bolas a duas, mas teve de se aplicar&#8230; e, talvez esse resultado seja o melhor espelho do que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/nota%C2%ADcias/alex-ferguson-manchester-united-carlos-queiroz-nani-cristiano-ronaldo-bosnia/1102846-5199.html" target="_blank">Portugal</a> pode encontrar! Efectivamente, a quadragésima segunda classificada do Ranking FIFA tem claramente tracção à frente, e não podia ser de outra forma, atendendo aos jogadores seleccionáveis que possui.</p>
<p>Blazevic, um velho lobo do futebol, tem, tradicionalmente, optado por escalar a equipa em 3-5-2. Spahic, Nadarevic e Jahic são um trio de defesas que joga à frente do guardião Supic, actual guardião titular. São os que mais sofrem com uma equipa que só tem balanceamento atacante. Daí para a frente é que a equipa ganha alma. Com Muratovic a fazer a ligação entre a defesa e o meio campo, e com Rahimic e Salihovic a fecharem as alas, os génios criativos do meio campo soltam-se. São eles Pjanic, titular e sensação do Lyon, e <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/misimovic-bosnia-portugal-mundial-iol-maisfutebol/1102803-1194.html" target="_blank">Misimovic</a>, um dos mais cintilantes playmakers da Bundesliga, e que por jogar no mesmo clube que <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405809" target="_blank">Dzeko</a> &#8211; Wolfsburg &#8211; entende-se com ele de olhos fechados. Ainda tendo, na mesma linha avançada, Ibisevic, jogador do Hoffenheim, e que em Janeiro, quando sofreu uma lesão ligamentar, era o melhor marcador de todos os campeonatos europeus. Mas ainda existem Muslimovic &#8211; avançado do PAOK, &#8211; Bajramovic &#8211; que nasceu na Alemanha e tem feito a sua carreira na Bundesliga, chegando mesmo a actuar no Schalkeo4, &#8211; o lateral Sasa Papac &#8211; colega de Pedro Mendes nos Rangers &#8211; e mais alguns&#8230;</p>
<p>Uma <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/seleccao-portugal-bosnia-bruno-alves-maisfutebol/1102708-1194.html" target="_blank">selecção</a> que pretende agora despontar e tudo fará para causar dissabores a <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405810" target="_blank">Portugal</a>. Há que defender bem, recuperando a bola o mais longe possível da área lusitana, de modo a estar em maiores condições de causar dissabores aos bósnios. Mas com cuidado, que isto não vai ser uma brincadeira!</p>
<p><em>P.S. Artigo com a generosa colaboração e informação do meu amigo Fábio Faria&#8230;</em></p>
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		<title>Mundial 2010: Um Portugal distinto&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 23:10:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A selecção que disputou esta dupla jornada frente a Hungria e Malta, e que no final acabou por &#8220;salvar&#8221; as contas portuguesas, apresentou-se com um carácter francamente distinto de toda a restante qualificação. E foi precisamente essa nova postura a permitir os tão almejados 6 pontos que, com o empurrão dos &#8220;amigos&#8221; dinamarqueses leva agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405171" target="_blank">selecção</a> que disputou esta dupla jornada frente a Hungria e Malta, e que no final acabou por &#8220;salvar&#8221; as contas portuguesas, apresentou-se com um carácter francamente distinto de toda a restante qualificação. E foi precisamente essa nova postura a permitir os tão almejados 6 pontos que, com o empurrão dos &#8220;amigos&#8221; dinamarqueses leva agora Portugal para o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/made-in/manuel-jose-angola-portugal-mundial-irlanda-mundial-2010/1095815-1504.html" target="_blank">play-off</a>.</p>
<p>Mas o que realmente importa neste momento será retirar as ilações de um percurso que teve bem mais de adverso do que de tranquilo. Com um primeiro objectivo de mudança e renovação &#8211; depois de um gradual envelhecimento da nossa <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/seleccao-portugal-malta-mundial-2010-mundial-futebol/1095785-4062.html" target="_blank">selecção</a> conduzido pelo seu antecessor Scolari, diga-se de boa verdade &#8211; o então novo seleccionador nacional trazia consigo a já super-gasta bandeira do título no Mundial de Sub-20, algo que por si só pouco quereria dizer do potencial sucesso ao leme das quinas. E apesar de um início prometedor, a derrota frente a dinamarqueses em Alvalade acabou por marcar uma equipa jovem e com muitos novos elementos, equipa que só haveria de se levantar bem perto do final.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2853 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/portugal-malta-meireles-simao-veloso.jpg" alt="Raul Meireles, Simão, Miguel Veloso" width="300" height="191" align="left" title="Mundial 2010: Um Portugal distinto..." />As oportunidades para moralizar os atletas e encetar uma recuperação foram várias, e foi necessário o sofrimento do costume e as pressões dos vários quadrantes para que esta equipa se reencontrasse e partisse para uma recta final de bom nível. Liedson, fora de casa, e Pedro Mendes, nas partidas caseiras, foram dois dos elementos que mais se evidenciaram trazendo à equipa portuguesa experiência, estabilidade e ajudando a alcançar a confiança tão importante numa prova desta natureza. Já Queiroz, incapaz de criar um núcleo forte e com enormes dificuldades em encontrar um onze base, parece ter ganho novo alento depois da visita à Hungria. A opção por Mendes no miolo &#8211; mesmo que sendo uma solução para a ausência de Pepe &#8211; nunca teria sido uma realidade numa fase mais prematura da qualificação, e a colocação de Veloso na esquerda permitiu fortalecer o meio-campo da equipa concedendo-lhe ainda um carácter mais cerebral na condução de jogo pelo lado esquerdo. Até no que diz respeito ao contacto com a imprensa o seleccionador nacional foi capaz de encontrar algum equilíbrio, transmitindo ao seu grupo de trabalho que só com objectivos bem claros seria possível chegar a bom porto.</p>
<p>Faltará claramente uma última e final batalha, cuja abordagem mais do que qualquer outra coisa será determinante para um desfecho positivo. Só um Portugal lutador foi capaz de virar um destino que já se traçava totalmente negro, e caberá à mesma equipa garantir uma presença no mundial da África do Sul, algo que a ser alcançado deverá ser festejado como se de um título se tratasse. Esperamos que assim o seja.</p>
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		<title>Pedro Mendes, o estratega discreto</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 10:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lembro-me de Pedro Mendes, desde os tempos em que nas camadas jovens do Vitória já se evidenciava dos demais. Mesmo actuando, ao lado de outros jovens com uma valia muito acima da média, tais como Rego, Lima, ou Nuno Mendes, o talento daquele jovem nascido em 26 de Fevereiro de 1979, em Moreira de Cónegos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro-me de <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404942" target="_blank">Pedro Mendes</a>, desde os tempos em que nas camadas jovens do Vitória já se evidenciava dos demais. Mesmo actuando, ao lado de outros jovens com uma valia muito acima da média, tais como Rego, Lima, ou Nuno Mendes, o talento daquele jovem nascido em 26 de Fevereiro de 1979, em Moreira de Cónegos, sobressaia. A sua sublime visão de jogo, entrecortada com a capacidade de fazer passes teleguiados que saciavam a gula dos avançados, desde cedo lhe pareciam augurar aquele caminho que os predestinados trilham.</p>
<p>Todavia, nem tudo seria fácil na sua carreira. Apesar do seu talento no meio campo ser algo de notório, onde desde cedo se vislumbrava que poderia ser um <em>box-to-box</em> de nível europeu, teria de suportar um empréstimo ao extinto Felgueiras. Aí, numa equipa que contava com Khadim (seria guarda-redes do Boavista), e com os, também, vitorianos Meira, Lixa e treinados por Diamantino Miranda, cedo se percebeu que a pedra valiosa podia-se transformar em diamante&#8230; com efeito, a passagem pelos escalões inferiores do futebol português conferiram-lhe uma entourage física que lhe passaram a permitir correr quilómetros. Algo que lhe faltava era então ganho, numa época brilhante, onde o Felgueiras falharia a subida nos últimos jogos.</p>
<p>Após essa época, haveria de regressar a Guimarães, onde na sua primeira época completa, não haveria de brilhar&#8230; muito menos jogar! Mas, na época seguinte, em 1998-1999 começaria a refulgir. O Vitória treinado por Quinito, assumia a necessidade de uma renovação e nada melhor que apostar nos jovens vitorianos e vimaranenses que haviam sido fabricados na Unidade. A equipa que na primeira jornada jogaria em Setúbal já era o espelho dessa ambição; jovens como Meira, Rego, Lixa, Jairson, Lima ou <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sobe/sobe-pedro-mendes-seleccao/1094874-1497.html" target="_blank">Pedro Mendes</a> nesse primeiro jogo, apesar do empate, encantaram, com um futebol desinibido e atraente não fosse Quinito o último dos românticos! Mas, a época acabaria mal. Desaguizados entre Quinito e Pimenta Machado e concomitante chicotada; a abrupta rescisão de Fernando Meira, iludido por Vale e Azevedo; e uma quebra súbita da jovem equipa destruíram uma temporada que prometia ser brilhante.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2842 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/pedro-mendes.jpg" alt="Pedro Mendes" width="300" height="199" align="left" title="Pedro Mendes, o estratega discreto" />Na duas épocas seguintes, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/pedro-mendes-seleccao-seleccao-nacional-portugal-malta-mundial/1095806-4062.html" target="_blank">Mendes</a> sofreria&#8230; primeiro com Autuori e posteriormente com Inácio haveria de ter de deixar a pele em campo para ganhar um lugar no onze principal. Todavia, haveria de o conseguir e seria parte numa das épocas em que o futebol vitoriano foi mais inebriante. Jogando em Felgueiras, por obras no Afonso Henriques, o Vitória da época 2002-2003 e treinado por Inácio era um prontuário de bom futebol. Utilizando um sistema inovador de 3-5-2 explanado a todo a largura do terreno, inúmeras sinfonias eclodiram por esses campos fora. Aliás, caso se pergunte a qualquer um dos milhares de adeptos vitorianos existentes, eles recitarão, sem se enganar, os nomes que compunham essa inolvidável equipa&#8230; eram tempo em que Pedro Mendes constituía sociedade com o actual Pequeno Mágico do futebol vitoriano, Nuno Assis, no sentido de fazer de Romeu um avançado de topo do futebol português. Sucediam-se os passes teleguiados, as tabelinhas de calcanhar, as penetrações impossíveis de sustentar, um futebol mágico que só não foi recompensado com uma ida às competições europeias, porque nesse ano o quarto lugar não foi contemplado com tal prémio.</p>
<p>Com futebol tão perfumado não haveriam de faltar pretendentes. Acabaria por assinar pelo Porto, onde por necessidades de Mourinho, que pretendia implantar o célebre 4-4-2 losango, acabaria por tornar o seu jogo mais discreto e táctico. À vertente técnica, Pedro Mendes passava a aliar a vertente táctica&#8230; uma leitura irrepreensível dos momentos de jogo, um mestre no jogo de compensações, e a honra de ser titular em Gelsenkirchen, sagrando-se campeão europeu, num meio campo composto por si, Costinha, Deco e Maniche. O vimaranense tocava o céu e fazia a Europa perder a cabeça pelas suas qualidades.</p>
<p>Sairia para Inglaterra, para o Tottenham. Nos <em>Spurs</em>, pela primeira vez, a sua estrela deixaria de refulgir com tanta intensidade. Os problemas de adaptação de quem nunca deixara de morar na sua cidade natal, bem com o futebol, excessivamente directo, para quem gostava de tocar a bola, acariciando-a antes de a deixar, triste, partir para outros pés, tornaram a sua estada em Londres triste. Em duas épocas faria, apenas, trinta jogos e sairia sem honra nem glória para o Portsmouth, onde daria novo fulgor à sua carreira. Aí, ao lado de homens como James, Defoe, Crouch ou Kranjcar haveria de tornar os Pompeys num clube temido na Old Albion, chegando mesmo a vencer uma FA Cup, perante o Cardiff City. Inolvidável, o momento em que Mendes com o cachecol de quem o fez homem &#8211; o Vitória &#8211; enrolado no braço, tocou a Taça desta competição centenária.</p>
<p>Saíria, no fim dessa época para a Escócia, para os Rangers, para os ajudar a esbater o que ameaçava já ser um crónico domínio do Celtic. Para viver o distinto ambiente do Old Firm quando católicos e protestantes se enfrentam num campo de futebol, e assumir-se como pedra vital no retorno dos Protestantes de Glasgow ao título. O médio centro, haveria de se tornar na pedra mais preciosa da zona medular dos Rangers, ajudando o almejado título a chegar. Na presente temporada, na Champions, a sua influência seria comprovada, a capitão da equipa. Todavia, existia uma pedra no sapato numa carreira tão preenchida. Após a estreia na selecção portuguesa pela mão de Agostinho Oliveira e algumas chamadas, Scolari houvera-o esquecido. Mesmo Queiroz que o chamara no início desta campanha, ameaçava olvidar a qualidade do vimaranense. Porém a lesão de Tiago abriu-lhe as portas para integrar o grupo nestes dois últimos jogos&#8230; e o castigo de Pepe garantiu-lhe a titularidade! E comprovou o quanto a merecia. Apesar de a sua discrição parecer que está afastado do jogo, há sempre um equilíbrio que é bem feito, uma recuperação astuta que permite iniciar um contra ataque, ou um passe de trinta metros que permite descompensar a desprevenida defesa contrária. Tudo pela calada da noite, não assumisse <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404971" target="_blank">Mendes</a> um low-profile tão ao gosto british, não fosse lá que tivesse atingido a sua maioridade futebolística.</p>
<p>Frente à Hungria comprovou, que, talvez, seja o volante defensivo com melhor qualidade passe após Paulo Sousa&#8230; uma alternativa credível a Pepe no posto de pivot defensivo, agora que a África do Sul começa a sorrir para Portugal.</p>
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		<title>Carlos Manuel: Um golo de sonho</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 13:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Numa semana em que a selecção portuguesa vai ter dois jogos decisivos para chegar ao Mundial de 2010, na África do Sul, oportunidade para recordar um golo que há 24 anos nos permitiu alcançar uma qualificação que parecia inatingível.
O sonho do Bom Gigante
Foi a 16 de Outubro de 1985 que Carlos Manuel marcou o golo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa semana em que a selecção portuguesa vai ter dois jogos decisivos para chegar ao Mundial de 2010, na África do Sul, oportunidade para recordar um golo que há 24 anos nos permitiu alcançar uma qualificação que parecia inatingível.</p>
<p><strong>O sonho do Bom Gigante</strong><br />
Foi a 16 de Outubro de 1985 que Carlos Manuel marcou o golo que até hoje mais me fez vibrar em toda a minha vida. Foi no jogo decisivo de Portugal para se qualificar para o Mundial do México 86. À partida para a última jornada de qualificação, Portugal estava praticamente fora da corrida. Tinha de ganhar em casa da poderosa RFA (na altura a Alemanha ainda estava dividida pelo Muro de Berlim) e esperar que a Suécia perdesse com a Checoslováquia. As hipóteses de essa conjugação de resultados ocorrer era tão remota, que o nosso seleccionador, José Torres, antes da partida para Estugarda, até desabafou uma frase que, desde logo, ficou célebre: Deixem-me sonhar. A frase do Bom Gigante poderia até parecer derrotista, mas havia também um resquício de fé nesse desabafo que diz muito sobre aquilo que era Portugal na altura. Não só enquanto selecção, mas enquanto país. Um país que só podia sonhar e esperar que as coisas acontecessem por si.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2716 alignleft" style="margin-top: 4px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/carlos-manuel-portugal.jpg" alt="Carlos Manuel" width="300" height="213" align="left" title="Carlos Manuel: Um golo de sonho" />Mas a verdade é que naquele dia 16 de Outubro de 1985 as coisas aconteceram mesmo. A Suécia perdia com a Checoslováquia e Portugal entrava no Neckarstadion de Estugarda, onde três anos depois o Benfica perderia uma final da Taça dos Campeões Europeus por penalties contra o PSV Eindhoven, com uma pequena possibilidade de se qualificar. Era contra a RFA que íamos jogar, não era contra o Azerbaijão nem contra a Finlândia. Era contra a selecção vice-campeã mundial, treinada por Franz Beckenbauer, e com craques como Karlheinz Rummenigge, Peter Briegel, Pierre Littbarski, Thomas Allofs, Karlheinz Förster e o guarda-redes Toni Schumacher, um dos jogadores mais odiados e temidos no mundo &#8211; em França ficou mesmo à frente de Hitler numa votação para eleger o homem mais odiado de sempre por esse país, depois de quase ter assassinado Patrick Battiston em plena meia-final do Mundial de Espanha em 82. Mas se conseguíssemos ganhar à RFA, seria a primeira vez, desde o Mundial de 66, que estaríamos numa fase final. A primeira vez, em 20 anos, que o nosso hino seria transmitido em directo para todo o mundo, enquanto a câmara filmava em travelling o rosto dos nosso jogadores e nos fazia sentir um pouco mais orgulhosos por termos nascido neste país.</p>
<p><strong>Um remate para a História</strong><br />
Dizer que o jogo foi um sofrimento seria o mesmo que dizer que o Hamlet ou o Macbeth, daquele rapaz, o Shakespeare, até são peças um bocado dramáticas. A bola bateu no poste da nossa baliza, bateu na trave, o Bento fez defesas impossíveis, mas naquele minuto 53&#8230; quando o meu jogador preferido, do meu clube preferido, aquele a quem chamavam na altura Carlão, ou a locomotiva do Barreiro, pega na bola a meio-campo e começa a correr na direcção da baliza, naquele estilo de fuga para a frente, sozinho, mas decidido, e se liberta de um adversário no lado esquerdo do terreno, puxando a bola para o centro para a rematar ao ângulo superior direito da baliza alemã&#8230; parece que ainda estou a ver o Schumacher a olhar para a bola com a impotência de quem nada pode fazer. Um gigante alemão a olhar para uma bola rematada por um português e a sentir que não havia nada a fazer.</p>
<p>Não sei se vocês percebem o que é que isto significava na altura. Para mim, que tinha sete anos e do mundo apenas sabia que o futebol era a coisa mais importante que existia, aquilo já era muito mais do que um simples golo. Parece que ainda estou o ver o Jaime Pacheco a querer agarrar o Carlos Manuel, e Carlão a agitar os braços com aquela felicidade que não cabe no corpo. Parece que ainda estou a ver os jogadores alemães a discutirem uns com os outros durante o jogo. Eles há muito que já estavam qualificados, mas uma derrota em casa contra Portugal era absolutamente impensável para os germânicos.</p>
<p>Claro que no México acabámos por ter uma prestação horrível. E claro que, depois disso, Portugal cresceu muito como selecção, principalmente devido ao facto de ter jogadores a emigrarem para os principais campeonatos europeus. Vibrei com o golo do Rui Costa contra a Irlanda no jogo que nos apurou para o Euro de 96, vibrei com os golos com que virámos o resultado contra a Inglaterra no Euro 2000, principalmente o do Figo (a maneira como o guardião inglês, Seaman, ficou a olhar para a bola fez-me lembrar o Schumacher a olhar para o balázio do Carlos Manuel), e com todos os golos do Euro 2004 e do Mundial de 2006. Mas nunca mais voltei a sentir aquela felicidade, aquela transcendência, depois de um golo de Portugal. Talvez porque na altura tinha sete anos e ainda acreditava em super-heróis. É que, para mim, o golo do Carlos Manuel tinha sido um feito só ao alcance de um super-herói.</p>
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		<title>Próximo Passo: O futuro&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 10:48:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Passadas setenta e duas horas após o empate da nossa desilusão, e o Mundial 2010 encontrando-se cada vez mais longe, importará talvez começar a lançar bases para uma nova geração de talentos que garanta o futuro. E, talvez, seja esse o desafio supremo com que o novo seleccionador se depare&#8230; e comecemos por aí, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passadas setenta e duas horas após o empate da nossa desilusão, e o Mundial 2010 encontrando-se cada vez mais longe, importará talvez começar a lançar bases para uma nova geração de talentos que garanta o futuro. E, talvez, seja esse o desafio supremo com que o novo seleccionador se depare&#8230; e comecemos por aí, o seleccionador. Quem?</p>
<p><img class="attachment wp-att-1805" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/portugal-suecia_pepe.jpg" alt="Próximo Passo: O futuro..." width="290" height="209" align="left" title="Próximo Passo: O futuro..." />Queiroz falhando o apuramento, terá de assumir responsabilidades como antes dele Artur Jorge e Oliveira assumiram. O actual seleccionador saiu, após o falhanço do Mundial94, perdendo em San Siro e pedindo uma vassoura para limpar a porcaria que grassava na Praça da Alegria. Ora, bem, passados quinze anos a mesma parecia estar limpa&#8230; só que Queiroz enredou-se nos seus próprios teoremas e terá de dar a cara: mas, quem, capitaneará o barco? Em Portugal, qualquer situação que se preze leva a diversas correntes de opiniões. Todavia, alguns candidatos perfilam-se e uns são mais inquestionáveis que outros. Manuel José, depois de tantas vitórias no Egipto com o seu Al-Ahly, e após um trauma imenso quando Scolari foi o escolhido, anseia por demonstrar o seu valor&#8230; e quiçá, seja o candidato mais óbvio. Mas, haverá, outros, que não se podem olvidar: Jesualdo Ferreira, talvez já desvinculado do Porto, Jorge Jesus, que semeia obra por onde passa, e porque não Paulo Bento, já que em 2009 não terá qualquer compromisso e poderá sentar-se na sua poltrona e aguardar um telefonema que o chame?? E porque não Mourinho, apesar de o mesmo afirmar que ainda é cedo para tal, caso vença a Champions com o seu Inter em 2010 e queira sair como sempre se viu; como Il Speciale?</p>
<p><strong>E o Guarda Redes?</strong><br />
Um dos grandes dramas da Lusa Selecção prende-se com o guarda-redes. Desde que Baía foi ostracizado, Portugal tem vivido em constantes sobressaltos com a posição mais específica dentro do terreno de jogo. Ricardo em alguns jogos disfarçou essas carências, mas falhou, quase sempre nos momentos capitais; Quim nem aqueceu o lugar! Surge, agora, Eduardo disposto a começar e a perpetuar o seu reinado&#8230; ontem foi o guardião dos últimos jogos do seu clube&#8230; seguro, até ter uma saída assassina que podia ter deitado tudo a perder&#8230; mas para já merecerá o benefício da dúvida, sendo que se Beto agarrar a titularidade no Porto e Patrício e Moreira consolidarem-se teremos uma luta a quatro, sendo que Quim apesar de mais velho poderá não estar fora da corrida&#8230; Uma boa dor de cabeça para o homem que suceder a Queiroz&#8230; e de decisão imprevisível!</p>
<p><strong>Renovação na Defesa</strong><br />
A defesa para o ciclo de 2012 terá de ser rejuvenescida&#8230; ganhar sangue novo e pernas frescas, pois Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Miguel e outros heróis de antigas batalhas, independentemente da experiência e classe já não terão pujança para os desafios. Daniel Carriço, Rolando, Manuel da Costa, Miguel Vítor, Sereno, Antunes, Jorge Ribeiro, poderão ter uma promoção e alcançarem o objectivo principal de uma carreira; sendo certo que é necessário mesmo que os actuais jogadores se consigam manter, um backup forte que permita alterações sem perdas de ritmo e que emparceire com os, ainda jovens Bosingwa, Bruno Alves ou Pepe. A retaguarda nacional carece de especial atenção do futuro seleccionador&#8230;</p>
<p><strong>Meio Campo&#8230; E Deco? Como viver sem o Mágico?</strong><br />
Deco tem trinta e um anos&#8230; em 2012 terá trinta e quatro&#8230; é altura de lançar as sementes para o futuro&#8230; a vida após o Mágico tem de continuar&#8230; Mas como?? Moutinho, Tiago, Ronaldo a organizador, ou nenhum deles? Neste momento será um dos grandes problemas a resolver para 2012&#8230; Quem irá pegar na batuta do Mágico? Ou Portugal irá mudar de sistema de jogo, trocando o 4-3-3 pelo 4-4-2 double pivot tão em uso, e com tão profícuos resultados, na vizinha Espanha? Ou será que, realmente, e após os sessenta minutos ontem efectuados por Tiago, tem o vianense condições para agarrar o lugar? Uma dor de cabeça de difícil solução&#8230; Ou então a aposta em Danny, finalmente, no seu lugar&#8230; e não a ponta de lança!</p>
<p><strong>Ataque&#8230; orfandade total!</strong><br />
Portugal possui o melhor jogador do mundo&#8230; que pode desempenhar, praticamente, todas as posições no ataque&#8230; e em 2012 estará, indubitavelmente, no apogeu&#8230; Simão, Nani, Quaresma estarão, também, dentro do prazo de validade&#8230; e além destes homens como Coentrão, Candeias, entre outros poderão dar garantias.<br />
Mas o homem golo quem será? Situações como a de ontem, com o emparedamento do lusovenezuelano Danny não poderão voltar a acontecer! Será que CR7 vai-se assumir como o verdadeiro target man da equipa? Ou Hugo Almeida, Edinho, ou até Postiga vão conseguir convencer e agarrar o lugar? E porque não Orlando Sá com continuidade e confiança demonstrar ser o ponta de lança necessário?</p>
<p><strong>CR7&#8230; a dependência!</strong><br />
É o melhor jogador do mundo, mas não rende na Selecção&#8230; marca golos no Man. Utd. mas não na selecção&#8230; cria jogo nos mancunianos mas na selecção nada lhe tem saído bem&#8230; e o estigma começa a persegui-lo&#8230; Caberá ao nosso seleccionador potenciar ao máximo o talento do madeirense, de modo ao mesmo não voltar a ficar apeado dos palcos onde as verdadeiras estrelas refulgem&#8230;os Mundiais!</p>
<p><strong>E porque não?</strong><br />
A Argentina tem Maradona, o Brasil tem Dunga, a Holanda teve Van Basten, a Alemanha Klinsmann&#8230; Porque não arriscar Figo, Couto ou um destes membros da Geração Dourada a seleccionador? Ao menos existiria união no balneário.</p>
<p><a href="http://www.deusesdabola.blogspot.com">in www.deusesdabola.blogspot.com</a></p>
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		<title>Portugal &#8211; Embirração Nórdica?</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 00:50:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mundial 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[A tradição, positiva ou nem tanto, sempre teve um forte impacto mental nas várias equipas portuguesas de futebol que ao longo dos anos nos representaram. Como povo latino, de sangue quente, deixamo-nos facilmente levar pelas emoções, e tanto somos capazes de ultrapassar o que parece inalcançável, como somos batidos quando nada o parece prever.
Neste contexto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A tradição, positiva ou nem tanto, sempre teve um forte impacto mental nas várias equipas portuguesas de futebol que ao longo dos anos nos representaram. Como povo latino, de sangue quente, deixamo-nos facilmente levar pelas emoções, e tanto somos capazes de ultrapassar o que parece inalcançável, como somos batidos quando nada o parece prever.</p>
<p>Neste contexto, o Grupo 1 na qualificação para o Mundial 2010 trouxe-nos uma curiosidade: a presença de duas equipas escandinavas a fazer frente a Portugal, num total de 4 partidas. E o saldo é, para já, negativo. Naquela que era a primeira partida a doer, Portugal recebia a Dinamarca em Alvalade, sendo também um importante dia para o retornado Carlos Queirós. Em bom tom nacional, os pupilos lusos fizeram um bom primeiro tempo, criaram diversas ocasiões de golo, mas em suma não as concretizaram em número suficiente. Jogando confortavelmente ao sabor de um 1&#215;0, não foi preciso mais do que um bom <em>sprint</em> final para que os Dinamarqueses levassem os 3 pontos para casa. Normalmente teria sido apenas 1, mas o factor sorte também faz parte do futebol (para quem o procura), e o drama estendeu-se à perda de 3 pontos, criando desta forma um complicado confronto directo perante a turma de Morten Olsen.</p>
<p>O que me parece curioso, por vezes até bizarro, é a forma como o pássaro parece sempre estar bem mais das mãos Portuguesas que dos seus adversários. Futebol rendilhado, pressão alta, uma posse de bola que resulta em fortes percentagens de domínio em terreno adversário, e claro, inúmeras situações de golo. Porque será que a bola não entra? Não, não será inteiramente pela falta de um verdadeiro ponta de lança. É, essencialmente, pelo factor (des)concentração, pelo conforto da boa exibição e essencialmente pelo acreditar de que mais cedo ou mais tarde os golos acabarão por surgir. Afinal de contas, a equipa está a jogar bem e merece vencer. Falso! O futebol faz-se de vitórias, e se a bola não entra pouco importa agarrarmo-nos a vitórias morais.</p>
<p>Na dupla jornada que agora de avizinha, Portugal irá deslocar-se ao Estádio Rasunda, em Solna, para defrontar uma turma de enorme história em termos de selecções. A Suécia do séc. XXI ainda não revelou o fulgor de outros tempos, mas comparando-a com a vizinha Dinamarca vemos uma selecção cujo poder histórico lhe concede uma maior dose de favoritismo, especialmente jogando em casa. Previsivelmente, os Suecos irão apresentar-se num arrojado 3-5-2, o mesmo esquema utilizado frente à Hungria na sua última partida. Uma equipa bem longe do <em>kick and rush</em> de outros tempos, na qual o esquerdino Källström é o pivot ofensivo, distribuindo e pautando o jogo. O vetereno Larsson, ausente por lesão, é ainda um habitual titular no seu habitual estilo de falso avançado-esquerdo, mas mantendo inacto o seu faro pelas balizas contrárias. Contudo, o grande nome desta equipa é o de Ibrahimovic, a estrela que mais brilha de azul e amarelo. O futebol da turma escandinava é francamente tecnicista, e jogado na velocidade e constante troca de bola entre os vários elementos. Geralmente, Lars Lagerbäck povoa o meio-campo tentando ganhar poderio em termos de posse de bola, para posteriormente construir em regime de passe curto e rápidas desmarcações.</p>
<p>Só um Portugal de enorme empenho levará de vencida esta difícil equipa, que apoiada pelo seu público quererá continuar um percurso imaculado rumo ao Mundial de África do Sul. Com o regressado Ronaldo previsivelmente no onze titular, será Portugal um escravo do rendimento do seu filho mais pródigo?</p>
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		<title>Análise: Qualif. Mundial 2010 &gt; Portugal 2&#215;3 Dinamarca</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 22:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mundial 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Terá servido de lição? Em Alvalade, a Selecção Portuguesa serviu-nos um prato do qual já estamos bem habituados a provar. Só que desta feita, a turma nórdica fê-lo com requintes de malvadez: 3 golos, todos eles marcados depois dos 84 minutos, &#8220;arrumaram&#8221; um Portugal que foi literalmente capaz do fantástico e do imperdoável.
Era a estreia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terá servido de lição? Em Alvalade, a Selecção Portuguesa serviu-nos um prato do qual já estamos bem habituados a provar. Só que desta feita, a turma nórdica fê-lo com requintes de malvadez: 3 golos, todos eles marcados depois dos 84 minutos, &#8220;arrumaram&#8221; um Portugal que foi literalmente capaz do fantástico e do imperdoável.</p>
<p>Era a estreia de Queirós a jogar em casa, e logo numa partida que só o menos atento pensaria ser acessível à equipa nacional. Antes pelo contrário, a Escandinávia trás-nos quase sempre equipas extremamente aguerridas, e que têm no músculo e no sentido táctico a estrutura do seu futebol já de há muitas décadas para cá. Contudo, o futebol evoluiu, e actualmente é possível ver elementos móveis e de algum primor técnico em equipas nórdicas, como Bendtner &#8211; o corpulento avançado do Arsenal &#8211; ou <span class="apreto12n">Rommedahl &#8211; Ajax de Amsterdão &#8211; que apareceram com o condão de revolucionar equipas há muito vistas como esforçadas e pouco mais&#8230;<br />
Na partida de hoje, Portugal conseguiu deixar um sabor de frustração que fez lembrar o recente Portugal x Alemanha a contar para o Euro 2008. Uma equipa que, a espaços, praticou um futebol memorável, sob a batuta de Deco, a profundidade de Bosingwa e Paulo Ferreira, e a irreverência de Nani. Insuficiente, no entanto, pois sempre que os Dinamarqueses se aproximavam de Quim as consequências eram marcantes: perigo, muito perigo. Níveis de desconcentração que haveriam de custar bem caro aos pupilos de Queirós.</span></p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-859" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/3d6505a017d6ad04dc2bb3e9f49a9bac-getty-fbl-wc2010-portugal-denmark.jpg" alt="Análise: Qualif. Mundial 2010 > Portugal 2x3 Dinamarca" width="300" height="206" align="left" title="Análise: Qualif. Mundial 2010 > Portugal 2x3 Dinamarca" />Depois de um primeiro tempo aguerrido e onde o controlo português foi uma constante, Portugal encontrava-se na frente do marcador depois de uma triangulação perfeita entre Paulo Ferreira, Hugo Almeida e Nani, com este último apenas a encostar. Acreditava-se numa partida tranquila, num segundo tempo seguro e onde as evidências resultariam numa vitória segura. E foi aliás essa a sensação que todos teremos tido até bem perto do final, dado que Portugal &#8211; ao seu belo estilo &#8211; construía de forma brilhante e finalizava de forma desastrada, repartindo &#8220;louros&#8221; por Hugo Almeida e Nuno Gomes, dois elementos que teimosamente continuam a ser colocados em esquemas de 4-3-3, tornando o seu rendimento sofrível pela pouca &#8211; ou nula &#8211; capacidade de finalização. Em contrapartida, criativos não faltaram, e aos 73&#8242; foi Danny a fazer as delícias do público em Alvalade, com duas jogadas de cortar a respiração, que só o puro azar ou a &#8220;azelhice&#8221; de Nuno Gomes não permitiram terminar de vez com mais uma importante partida.</p>
<p>Até que, aos 84 minutos, a história começaria a construir-se. Um lance que como muitos outros beneficiou da permissividade nacional, e foi Bendtner a finalizar num remate de belo efeito, para a tranquilidade do defensor português. Quim poucas chances teve de salvar. No minuto seguinte, o <em>penalty</em> bem assinalado sobre Nuno Gomes ainda fez acreditar numa vitória em tom de suspiro, mas o pior estava para vir. Não apenas o pior, o terrível, já que Poulsen iria empatar num pontapé de canto, e Jensen fecharia as contas num remate que tanto teve de fortuna como de justeza. No futebol vencem aqueles que mais lutam, e os Dinamarqueses foram capazes de aguentar 80 minutos de um Portugal dominador, num misto de perfeição posicional e de uma pressão altíssima que só o génio de alguns Portugueses foi capaz de ultrapassar. Os minutos finais da partida revelaram-nos novamente o evidente: quem não marca acaba por sofrer, e pior, quem não marca e fica à espera do apito do árbitro, arrisca-se a sofrer a dobrar, como hoje vimos suceder.</p>
<p>Foi de facto um apartida atípica, cuja derrota pouco ou nada se deve a Queirós, que montou uma equipa constituída pelos melhores, pelos mais aptos, e cuja minha maior crítica se posiciona no centro da faixa ofensiva, onde a constante aposta em elementos sem capacidade para decidir acaba por quase sempre resultar em 20 lances de perigo, e 1 ou nenhum golo marcado. A dificuldade em formar pontas-de-lança é uma realidade que deverá ser tomada em conta, e a aposta em Hugo Almeida apenas servirá para engano próprio, dado que o figueirense vem acostumado a um esquema de 4-4-2, no qual as suas funções são francamente distintas. Nuno Gomes idem aspas, o Benfiquista sabe servir, sabe abrir espaços, mas nunca foi um finalizador. Resta aos criativos arcar também com a responsabilidade de dar o último toque &#8211; hoje foi Deco e Nani, outra vez será Cristiano Ronaldo, Simão ou Danny. Carlos Queirós saberá potenciar este momento, e aproveitar aquilo que também é importante para construir uma grande equipa: a capacidade para acreditar, e se erguer depois do fracasso.</p>
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		<title>Ascensão e Queda de uma Selecção Mágica</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2008/08/ascensao-e-queda-de-uma-seleccao-magica/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 11:17:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Selecções Nacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Na história dos campeonatos do mundo de futebol, nunca houve uma selecção tão dominadora como a Hungria de 1954. Uma selecção que, antes de chegar a esse campeonato do mundo, não perdia um jogo há quatro anos e que, durante a competição, marcou 27 golos em 5 partidas. E não foi campeã do mundo.
O sistema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na história dos campeonatos do mundo de futebol, nunca houve uma selecção tão dominadora como a Hungria de 1954. Uma selecção que, antes de chegar a esse campeonato do mundo, não perdia um jogo há quatro anos e que, durante a competição, marcou 27 golos em 5 partidas. E não foi campeã do mundo.</p>
<p><strong>O sistema de grupos</strong><br />
Em 1954, no ano em que a FIFA celebrou o seu 50º aniversário, disputou-se o 5º Mundial de Futebol, organizado pelo país que já na altura sediava aquela instituição: a Suíça. Foi o primeiro campeonato do mundo a ter cobertura televisiva. Competiram nessa prova 16 selecções, divididas inicialmente em 4 grupos. Cada um dos grupos era constituído por duas selecções classificadas nos oito primeiros lugares do ranking da FIFA (Áustria, Brasil, Inglaterra, França, Hungria, Itália, Uruguai e Turquia, esta última em substituição da Espanha, uma vez que a tinha eliminado na fase de qualificação) e por outras duas selecções que se tivessem apurado. Mas em vez do tradicional sistema de todos contra todos, cada selecção disputou apenas 2 jogos nessa fase. As selecções classificadas nos oito primeiros lugares do ranking, como cabeças-de-série, não jogavam entre si, e as outras duas selecções apuradas só jogavam contra os cabeças-de-série. Apenas em caso de igualdade pontual é que um terceiro jogo seria realizado. Só por curiosidade, este foi também o primeiro mundial em que a selecção brasileira se equipou de camisola amarela e calção azul, pois o equipamento anterior (camisola branca e calção azul, usado desde 1919) foi considerado um equipamento azarado, após a derrota com o Uruguai no Mundial de 1950<span style="Times New Roman;">.</span></p>
<p><strong>Os mágicos magiares</strong><br />
Capitaneada por Ferenc Puskás, considerado o melhor jogador do mundo na altura, a Hungria partia como grande favorita. Tinha sido campeã olímpica dois anos antes em Helsínquia, derrotando a Jugoslávia na final por 2-0. Tinha ganho o Campeonato da Europa Central em 1953, derrotando na final a Itália por 3-0. E tinha ganho por 6-3 à Inglaterra em Wembley, também em 1953, resultado que ficou para a História como a primeira derrota sofrida pela selecção inglesa no seu estádio nacional. No ano seguinte voltariam a derrotar os ingleses em Budapeste por 7-1, ainda hoje a maior derrota de sempre sofrida pela Inglaterra. Na fase final do Campeonato do Mundo, a Hungria ficou no mesmo grupo que a Turquia, a Coreia do Sul e a República Federal Alemã (RFA), um dos dois estados da Alemanha dividida pelos aliados em 1949. Contra a Coreia da Sul, a Hungria venceu por 9-0, um resultado que ainda hoje se mantém como o mais desnivelado em jogos a contar para o Campeonato do Mundo, juntamente com o 9-0 da Jugoslávia frente ao Zaire, em 1974, e o 10-1 da mesma Hungria a El Salvador, em 1982. Contra a RFA, que só tinha sido readmitida como membro da FIFA quatro anos antes, a Hungria venceu por 8 a 3, mas sofreu um grave contratempo: a lesão de Puskás, provocada por Werner Liebrich, e que obrigou os húngaros a ficar privados do seu líder nos dois jogos seguintes. Apesar dessa derrota, a RFA qualificou-se juntamente com a Hungria para os quartos-de-final, pois ganhou os dois jogos efectuados com a Turquia: o primeiro por 4 a 1 e o do play-off por 7-2.</p>
<p>Nos quartos-de-final a Hungria bateu outro candidato ao título, o Brasil, por 4 a 2, num jogo de tal forma intenso e violento que ficou conhecido como &#8220;A Batalha de Berna&#8221;. Não só pelo que ocorreu durante a partida (três expulsões e várias cenas de pancadaria), mas também pelo que se passou após o apito final do árbitro, com Puskás a ser acusado de ter acertado com uma garrafa num jogador brasileiro e os companheiros deste a invadirem os balneários dos húngaros e a prolongar a luta fora de campo. Pelo menos um jogador húngaro ficou inconsciente, e o seleccionador Gusztáv Sebes levou quatro pontos na cabeça depois de ter sido atingido por uma garrafa partida. Nessa mesma fase, a RFA, onde jogadores como Helmut Rahn, Hans Schfer e o capitão Fritz Walter começavam a notabilizar-se, derrotou a Jugoslávia por 2-0. Nos outros jogos, o Uruguai derrotou a Inglaterra por 4-2 e a Áustria venceu a Suíça por 7-5, no jogo com mais golos marcados até hoje em fases finais de campeonatos do mundo.</p>
<p>Nas meias-finais, enquanto a RFA derrotou a Áustria por 6-1, mostrando-se uma formação cada vez mais confiante sob a direcção do técnico Sepp <span style="Times New Roman;">Herberger</span>, a Hungria, ainda sem Puskás, mas com Zoltn Czibor, Nndor Hidegkuti, Jzsef Bozsik e Sndor Kocsis (o melhor marcador da prova com 11 golos), bateu o Uruguai por 4-2, após prolongamento, num dos mais espectaculares jogos da competição. Talvez hoje em dia o facto de vencer o Uruguai não pareça particularmente relevante, mas na altura significava bater uma selecção que havia ganho todos os Mundiais que tinha disputado e que ainda não tinha perdido qualquer jogo em fases finais. Entre as vitórias nos Mundiais de 1930 e 1950, o Uruguai tinha feito boicote ao Mundial de Itália em 1934, como resposta ao facto de muitas selecções europeias se terem recusado a participar no Mundial que o próprio Uruguai havia organizado 4 anos antes. Quanto ao boicote ao Mundial de 1938, este deveu-se ao facto de a escolha da França como país organizador ir contra ao acordo existente de alternar a organização de Mundiais entre a Europa e a América do Sul.</p>
<p><strong><img class="attachment wp-att-2060 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/world-cup-1954-switzerland.jpg" alt="Ascensão e Queda de uma Selecção Mágica" width="280" height="180" align="left" title="Ascensão e Queda de uma Selecção Mágica" />«O milagre de Berna»</strong><br />
Na final, disputada no Wankdorf Stadium, em Berna, perante 60 mil espectadores, a Hungria era obviamente favorita. Não só por contar novamente com Puskás, ainda que não totalmente recuperado da lesão. Não só pelos adversários fortíssimos que havia deixado pelo caminho (Brasil e Uruguai). Não só pela estrondosa vitória que havia infligido à RFA na primeira fase do torneio. Acima de tudo, por ser uma equipa que praticava um futebol dominador e que estava imbatível há 32 jogos (ainda hoje, recorde absoluto em termos de selecções). E, na verdade, durante os primeiros minutos de jogo, tudo parecia indicar que a vitória não lhe escaparia. É que bastaram seis minutos para Puskás inaugurar o marcador e mais dois para Czibor dilatar a vantagem, num golo muito consentido pelo guarda-redes alemão Toni Turek. A questão que se colocava na altura já nem era em relação ao vencedor da partida, mas em relação aos números com que a Hungria iria ganhar. Entre os adeptos alemães, para quem os anos do pós-Guerra haviam sido devastadores, o sentimento de impotência da sua selecção perante os húngaros era aceite com naturalidade. Só que aos dez minutos de jogo Max Morlock reduziu a desvantagem. E aos 19 Helmut Rahn empatou a partida. Quatro golos em menos de 20 minutos, com tudo a voltar à estaca zero. Na RFA era principalmente através dos relatos do famoso radialista Herbert Zimmermann que os alemães seguiam a proeza dos seus jogadores. E se há algo que esses relatos transmitem é, curiosamente, a admiração profunda que Zimmermann sentia pela qualidade de futebol da selecção húngara. Uma admiração que acabava por dar uma dimensão ainda maior à proeza que os jogadores alemães estavam a cometer, à forma como resistiam ao caudal ofensivo dos &#8220;mágicos magiares&#8221;. Nesse momento não eram só esses 11 jogadores, mas toda uma nação que estava a recuperar o orgulho e a reerguer-se literalmente das cinzas, após a capitulação sofrida na II Guerra Mundial.</p>
<p>Até que a seis minutos do fim da partida, Rahn voltou a marcar, tornando assim real o que antes do jogo parecia impensável: a derrota da Hungria. A importância que esse golo teve para a própria recuperação económica da sociedade alemã está espelhado na cena final do filme <em>&#8220;O casamento de Maria Braun&#8221;</em>, de Rainer Werner Fassbinder, sobre a Alemanha do pós-guerra. No preciso momento em que o radicalista Herbert Zimmermann grita golo de Rahn, o par de protagonistas principais do filme morre num acidente doméstico. Com esse golo fechava-se um dos mais miseráveis e humilhantes capítulos na história da Alemanha e iniciava-se um novo capítulo: de prosperidade económica e crença no futuro e na ideologia da RFA. E quem acha que a metáfora é exagerada, é porque ainda não compreendeu porque é que o futebol foi o maior fenómeno de massas do século XX. A dois minutos do fim do jogo, Puskás ainda colocou a bola no fundo das redes da baliza alemã, mas o golo seria anulado por indicação do fiscal de linha, já depois de o árbitro ter apontado para o centro do terreno. Pouco depois, a Alemanha sagrar-se-ia pela primeira vez na sua história Campeã do Mundo de futebol. E não seria a última vez que derrotaria na final a grande favorita à vitória: precisamente 20 anos depois seria a Holanda de Cruyff, Rep, Rosenbrink e Neeskens a sofrer o mesmo destino de Puskás e restantes mágicos magiares.</p>
<p><strong>O regresso a casa</strong><br />
No regresso à Alemanha, feito por comboio, os jogadores da selecção foram recebidos como deuses pelos seus conterrâneos. Não era caso para menos: eles tinham derrotado aquela que era provavelmente a melhor equipa de futebol de sempre. Anos mais tarde, no entanto, começaram a surgir acusações acerca do uso de doping por parte dos alemães. E em 2004, num documentário televisivo realizado a propósito do 50º aniversário desse encontro, o historiador Guido Knopp afirmou que os jogadores alemães tinham injectado substâncias dopantes no intervalo do jogo, usando seringas que haviam pertencido a um médico desportivo da União Soviética. Verdade ou não, o certo é que após o torneio alguns jogadores alemães começaram a sofrer de icterícia. No mesmo ano, uma reportagem para uma outra televisão alemã mostrou imagens que tentavam provar que o golo de Puskás que daria o empate a escassos minutos do fim foi legal. Independentemente da veracidade ou não destas afirmações, o que não pode ser negada é a importância que este encontro teve na História desportiva e política da RFA. Para a Hungria deu-se o efeito contrário: nunca mais conseguiu ter uma selecção tão forte. Apenas dois anos mais tarde, após a ocupação soviética que pôs fim à Revolução Húngara, os seus melhores jogadores abandonariam o país e, por conseguinte, a possibilidade de defenderem as cores da sua selecção. Para a História, no entanto, ficou uma equipa cujo estilo de jogo antecipou em cerca de duas décadas o &#8220;futebol total&#8221; praticado pela <em>Laranja Mecânica</em>.</p>
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		<title>«O golo que silenciou 200.000 espectadores»</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 16:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Selecções Nacionais]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>A selecção brasileira que disputou o Mundial de 1950 marcou, em seis jogos, 22 golos &#8211; mais do que qualquer outra selecção brasileira em fases finais de Campeonatos do Mundo, incluindo as de Pelé. E, no entanto, o único jogador dessa selecção que ainda hoje é recordado é o guarda-redes Barbosa. E por causa de um golo sofrido.</p>
<p><strong>Um Mundial único</strong><br />
O Mundial de 1950 foi um evento muito especial. Talvez o mais especial de toda a História de campeonatos do mundo. Não só por ter sido o primeiro a ser disputado após a II Guerra Mundial, interrompendo assim uma paragem de 12 anos (o último tinha sido disputado em 1938, em França); não só por ter sido o Campeonato que inaugurou o mítico Maracanã, então o maior estádio alguma vez construído, com lugares para 200.000 espectadores; não só por ter sido o primeiro Mundial a contar com a presença da Inglaterra que, apesar de se proclamar &#8220;inventora&#8221; do futebol, até então, sempre tinha menosprezado a competição; mas foi também um caso muito especial por ter sido o único campeonato, na História dos Mundiais, a não ser decidido através de uma final. Na verdade, o formato inovador, e nunca mais repetido desse mundial, contemplava inicialmente quatro grupos de equipas, com o primeiro classificado de cada um desses grupos a seguir para a poule final, na qual jogariam todos entre si. O campeão seria aquele que, nessa pole, somasse mais pontos. O Brasil, por jogar em casa e por ser a selecção com melhores jogadores, era claramente o favorito. Durante a primeira fase, bateu o México por 4 a 0 e a Jugoslávia por 2-0, consentindo apenas um empate por 2 a 2 com a Suíça (no único jogo que disputou fora do Maracanã), algo que não o impediu de se qualificar para a segunda e derradeira fase da prova. Aí, teria de enfrentar a Suécia, a Espanha e o Uruguai. E foi nos dois primeiros jogos dessa pole que a selecção brasileira demonstrou de forma impressionante todo o seu poder futebolístico, derrotando a Suécia por 7 a 1 e a Espanha por 6 a 1. O terceiro e decisivo jogo seria com o Uruguai, que tinha empatado 2 a 2 com a Espanha e vencido a Suécia por 3-2. Ao Brasil bastava um empate para se sagrar campeão.</p>
<p><strong>Os vencedores antecipados<br />
</strong>199.954 bilhetes foram vendidos para a partida decisiva, mas segundo estimativas da época estiveram presentes mais de 200.000 espectadores. O jornal &#8220;O Mundo&#8221;, na véspera, tinha feito capa com a fotografia da selecção brasileira, usando a manchete &#8220;Estes são os Campeões do Mundo&#8221;, e era exactamente isso que cada um daqueles 200.000 espectadores tinha ido comprovar: a vitória dos seus ídolos. Entre eles, Ademir que, com 9 golos, seria o melhor goleador da prova, Zizinho, o melhor jogador da competição e o grande ídolo de Pelé, e José Carlos Bauer, apelidado de &#8220;o gigante do Maracanã&#8221;, que anos mais tarde, numa digressão a Moçambique como treinador da Ferroviária de Araraquara, descobriu um miúdo chamado Eusébio da Silva Ferreira, tendo-o posteriormente indicado a Bela Guttman do Benfica. O guarda-redes era Barbosa, titular indiscutível do Vasco da Gama, clube pelo qual já havia ganho 4 campeonatos cariocas e, em 1948, o Campeonato Sul-Americano de Campeões (precursor da actual Taça dos Libertadores da América). Barbosa fora precisamente o herói dessa prova, ao defender um penalti no jogo decisivo contra o River Plate. Pela selecção brasileira tinha também sido Campeão Sul-Americano em 1949.</p>
<p><strong>Os adversários<br />
</strong>O ambiente, entre o público no Maracanã, não era só de euforia. Era também de intimidação, pelo menos para os jogadores uruguaios, onde o único que não dava sinais de medo em campo era o capitão Obdulio Varela. O único capaz de manter a cabeça erguida depois de ver o Brasil adiantar-se no marcador com um golo, no segundo minuto da segunda parte por Friaça, e de gritar com os companheiros de equipa e obrigá-los a acreditarem na reviravolta. Varela era um duro, um general dentro de campo para quem cada jogo era uma verdadeira batalha. O escritor Nélson Rodrigues escreveu que Varela &#8220;não atava as chuteiras com cordões, mas com as veias&#8221;. Mas era também, à sua maneira, um romântico do futebol enquanto fenómeno puramente desportivo. Recusou sempre jogar com a camisola do seu Peñarol &#8220;profanada&#8221; com publicidade. A equipa entrava em campo com dez jogadores patrocinados e com Varela a ostentar a velha camisola de sempre do Peña. Foram a força e a liderança de Varela que permitiram à selecção uruguaia voltar a unir-se e a empatar o jogo com um golo de Juan Alberto Schiaffino, o segundo melhor marcador da prova, e grande estrela da equipa. Um golo que, no entanto, não desmotivou nem a selecção brasileira nem o público que a apoiava, crentes de que seria apenas uma questão de tempo até a sua superioridade voltar a resultar em golo. O único brasileiro que parecia preocupado era o treinador, Flávio Costa, que pedia para os jogadores defenderem. Mas como é que os jogadores podiam ouvir os avisos do treinador, quando tinham duzentas mil pessoas, à sua volta, já a festejarem o título?</p>
<p><strong><img class="attachment wp-att-2070 alignleft" style="margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/world-cup-1950.jpg" alt="2000020210076" width="290" height="192" align="left" title="«O golo que silenciou 200.000 espectadores»" />O momento decisivo</strong><br />
Até que a dez minutos do fim da partida o impensável aconteceu: o uruguaio Alcides Ghiggia aparece pelo lado direito da área brasileira e, apesar de ter ângulo muito apertado, remata. Barbosa, o guarda-redes em quem todos confiavam, lança-se à bola, junto ao seu poste esquerdo, mas é incapaz de a defender. O que se seguiu foi o silêncio de 200.000 pessoas. Sabem o que é ter duzentas mil pessoas a olharem para vocês com um silêncio de desespero e incredulidade? Não deve ter havido, ao longo da História, muita gente a sabê-lo, mas às 16 horas e 50 minutos do dia 16 de Julho de 1950, Moacir Barbosa Nascimento ficou a saber. O Brasil já sofreu muitas tragédias, entre ditaduras militares, violência urbana e crimes ecológicos, mas para Nélson Rodrigues &#8220;esse golo foi a nossa Hiroshima&#8221;. Uma tragédia que chegou ao ponto de comover os próprios jogadores do Uruguai, como Schiaffino, que disse mais tarde &#8220;eu chorava de alegria, mas também de pena por vê-los sofrer assim. Eu chorava por eles&#8221;. Mas mais impressionante ainda foi a declaração do capitão Varela: &#8220;Fiz um país chorar de tristeza mais do que o meu país de alegria. E acho que se pudesse jogar aquela final novamente faria um autogolo.&#8221;</p>
<p><strong>A ressaca</strong><br />
Dez pessoas morreram no estádio de ataque cardíaco. Nos dias seguintes, inevitavelmente, houve vários relatos de suicídios e cenas de pancada em bares. Também inevitavelmente, Barbosa ficou marcado até ao fim da carreira por esse golo sofrido. Aliás, até ao fim da vida. Foi principalmente por causa desse golo que os guarda-redes brasileiros começaram a ser encarados com desconfiança. Por mais fortes que tivessem sido as selecções brasileiras seguintes, os guarda-redes eram sempre encarados como o elo mais fraco. Mas a humilhação suprema, para Barbosa, ocorreu em 1994, quando foi impedido de entrar no hotel onde a selecção brasileira estagiava para o Campeonato do Mundo, para não dar azar à equipa. &#8220;No Brasil a pena máxima para um homicídio é de 30 anos. Eu pago há 44 por um crime que não cometi&#8221;, disse Barbosa, falecido a 7 de Abril de 2000. O colega Zizinho era da mesma opinião: &#8220;Ele fez tudo com correcção. No golo do Schiaffino fechou o ângulo e o Ghiggia cruzou aberto para o companheiro. No segundo entendeu que Ghiggia ia repetir o lance e lançar aberto para Schiaffino. Então ele se afastou e foi para o centro da baliza. E Ghiggia rematou entre o poste e ele&#8221;. O único Campeonato do Mundo em que não foi jogada uma final foi o que teve a mais dramática final de todos. É aquele tipo de ironias de que a História é feita. Para além de Barbosa, os mais supersticiosos justificaram ainda a derrota com a mudança do local de concentração da equipa na véspera da final. O Brasil trocou a concentração de Joá pelo estádio do Vasco da Gama, em São Januário. Outros culparam o treinador Flávio Costa por ter imposto duas horas de missa na manhã do jogo aos seus pupilos, que rezaram de pé. Quaisquer que tenham sido os motivos, a inspiração e coragem dos jogadores uruguaios é bem capaz de ter o maior de todos, e a verdade é que para o Brasil esse Campeonato do Mundo continua, ainda hoje, a ensombrar a sua brilhante História futebolística. Como disse Luís Fernando Veríssimo, depois de o Brasil ter conquistado o seu quinto Mundial em 2002, &#8220;por mais campeonatos que o Brasil ganhe, nunca vencerá aquela final de 1950.&#8221;</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=wYKzZRN0U6o"><img src="http://img.youtube.com/vi/wYKzZRN0U6o/default.jpg" width="130" height="97" border title="«O golo que silenciou 200.000 espectadores»" alt="«O golo que silenciou 200.000 espectadores»" /></a></p>
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		<title>“Talento em Ascensão III” &#8211; Andrei Arshavin</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:29:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Cria algo a partir do nada, vê-se a bola nos seus pés e espera-se algo grandioso. Andrei Arshavin apareceu apenas ao terceiro jogo deste Euro 2008, frente à Suécia &#8211; esteve suspenso nos dois primeiros &#8211; mas a tempo de se assumir como o estilista do criativo futebol russo e a grande pérola deste Euro 2008. O culto pelo estilo, de resto, está instalado na personalidade do jogador, estrela do Zenit St. Petersburgo.</p>
<p>Andrei Arshavin passou para figura de primeiro plano depois da espectacular exibição na vitória da Rússia sobre a Holanda (3&#215;1) nos quartos-de-final do Euro 2008, passando a destacar-se como um dos jogadores mais apetecidos do mercado. A sua história não deixa de ter contornos interessantes pois &#8220;apenas&#8221; explodiu nos últimos dois anos &#8211; em 2004 não esteve no Euro português e em 2006 também não marcou presença na Alemanha. Esta é uma das justificações pela qual aos 27 anos tem &#8220;apenas&#8221; 36 internacionalizações. Típico playmaker, actua desde 1999 no Zenit St. Petersburgo, onde iniciou a carreira na equipa B do clube de sua cidade. No ano seguinte saltou para a equipa principal, onde aos poucos foi tornando-se o &#8220;motor&#8221; ofensivo da equipa e um dos heróis na ascensão do clube quer a nível interno como externo. Prova disso foi terceira posição no campeonato russo de 2001 (sendo mesmo eleito o melhor médio) e vice-campeão em 2003. Mas seria em 2006 que a imprensa e a Federação Russa o elegeram como o melhor do campeonato e jogador russo do ano.</p>
<p>Com o &#8220;clássico&#8221; 10 nas costas, Arshavin é claramente o rosto de uma selecção e país em claro estado de graça. O enriquecimento de uma população com sede de grandes conquistas faz com que o investimento no espectáculo do futebol proporcione verdadeiros contratos milionários aos jogadores. Como exemplo, Arshavin ganha três milhões de euros anuais, algo que nas décadas transactas era completamente impensável na terras dos Czares, mas actualmente é só relembrar a equipa do CSKA que bateu o Sporting na final da Taça UEFA, ou como foram para Moscovo tantos jogadores do campeonato português para perceber que na Rússia manda o dinheiro. No Zenit, por exemplo, manda a Gazprom, o gigante estatal do petróleo e do gás. Basta observarmos que a selecção russa é praticamente um mar de nomes &#8220;desconhecidos&#8221; no panorama internacional, pois dos 23 jogadores da selecção de Hiddink, 22 jogam na Rússia &#8211; o petróleo e o desejo de elevar o nome do país levaram o poder a investir no futebol.</p>
<p>A verdade é que se outrora a Rússia era um dos grandes &#8220;exportadores&#8221; de talentos, a adaptação a um novo estilo de vida e de futebol mostra que os russos nunca viajaram bem &#8211; Kerzakhov, que há dois anos era a grande estrela do país, foi do Zenit para o Sevilha e já está emprestado a um clube de Moscovo. &#8220;Não é fácil saírem jogadores da Rússia, porque ganham muito bem e estão em casa&#8221;, diz Semak, um médio que tem feito grandes exibições e jogou um ano no Paris SG antes de ser dispensado por fraquíssimo rendimento. Arshavin era seguido pelo Real Madrid que o queria, há uns meses, como jogador de segunda linha. Mais recentemente era o Newcastle, agora fala-se da Juventus. O próprio Hiddink, diz-se, é pago directamente por Roman Abramovich, numa espécie de acção de &#8220;responsabilidade social&#8221; do patrão do Chelsea. O técnico holandês não levou um &#8220;staff&#8221; completo, à brasileira &#8211; escolheu como adjunto Igor Korneev, que jogou até um ano no Barcelona e vários anos na Holanda (tem, aliás, a dupla nacionalidade).</p>
<p><img class="attachment wp-att-2810 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/arshavin-euro2008.jpg" alt="Andrei Arshavin" width="300" height="189" align="left" title="“Talento em Ascensão III”   Andrei Arshavin" />Arshavin já espalhava talento pela selecção Russa desde Maio de 2002, onde apontou 10 golos em 33 aparições. A sua magia, astúcia e clareza de raciocínio em campo levaram que mesmo sob a suspensão da UEFA de dois jogos oficiais, tenha sido pré-convocado para o Euro 2008 no mesmo dia em que ajudou o Zenit a igualar-se ao CSKA Moscovo como a única equipa russa a ganhar um troféu europeu, ao ser determinante na vitória por 2&#215;0 na final da Taça UEFA face aos escoceses do Rangers. Guus Hiddink, o treinador holandês que devolveu a selecção russa à elite do futebol, descreve-o da seguinte forma: &#8220;É o jogador mais inteligente que já vi jogar&#8221;, disse, ainda antes de Arshavin ganhar o campeonato russo (o primeiro depois de cair o muro) e a Taça UEFA com o Zenit St. Petersburgo. Hiddink tem tentado dar alguma nova organização à federação, criando centros de treino e lançando novos jogadores (Shirokov, Pavlyuchenko, que jogavam em pequenos clubes). E muda quando as coisas não correm bem &#8211; os centrais jogaram mal na derrota com a Espanha e Shirokov foi substituído por Ignashevitsh a partir daí, ainda que a dupla que forma com Kolodin esteja longe de ser infalível.</p>
<p style="text-align: left;">O carácter fortalecido por uma infância passada com a mãe num apartamento comunitário partilhado com outras famílias, fazem de Arshavin uma personagem rara do futebol russo. Arshavin tem mesmo uma formação académica em design de moda, uma escolha que o próprio justifica ter sido influenciada pelo facto de &#8220;ser um curso onde poderia conhecer muitas mulheres&#8221;. Andrei graduou-se com uma tese sobre o estilismo nos equipamentos desportivos. A associação (futebol-criatividade) que o jogador cultiva nos relvados. Aos 27 anos, aproveitou o Euro para sair definitivamente do armário da liga russa &#8211; Inglaterra e Espanha já disputam o estilo Arshavin.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=IIRxxurh0xg"><img src="http://img.youtube.com/vi/IIRxxurh0xg/default.jpg" width="130" height="97" border title="“Talento em Ascensão III”   Andrei Arshavin" alt="“Talento em Ascensão III”   Andrei Arshavin" /></a><br />
<span style="color: #888888;"> Best of Arshavin</span></p>
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		<title>A Crise Técnica na Seleção Brasileira</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 11:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Selecções Nacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[É impossível isentar CBF e Dunga do momento vivido pela Seleção, quinta colocada nas Eliminatórias, o que significaria, ao final, a disputa da repescagem com o campeão da Oceania. A banalização da Seleção atrás de polpudos cachês, a pouca valorização dada às divisões de base e à busca do ouro olímpico, além do &#8220;roteiro&#8221; que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É impossível isentar CBF e Dunga do momento vivido pela Seleção, quinta colocada nas Eliminatórias, o que significaria, ao final, a disputa da repescagem com o campeão da Oceania. A banalização da Seleção atrás de polpudos cachês, a pouca valorização dada às divisões de base e à busca do ouro olímpico, além do &#8220;roteiro&#8221; que afasta profissionais como Scolari e Zico e só atrai aqueles que são coniventes ou submissos devem ser debitados na conta de quem dá as cartas (e dará até 2014!) nos silenciosos gabinetes da sede da Confederação.</p>
<p>Dunga não pode mais ser considerado totalmente inexperiente. Ainda que a sua vivência não seja suficiente para um cargo de tamanha responsabilidade, a Copa América foi um tremendo &#8220;batismo&#8221;, independente do título, que acabou atrapalhando o novato treinador, pela fidelidade exagerada ao grupo vencedor, em nome de uma &#8220;coerência&#8221; que não consegue enxergar a péssima fase da maioria. Taticamente, o time comete sempre os mesmos pecados: laterais que não se projetam, pelas próprias limitações e falta de companhia, um Robinho que recua demais e isola o atacante de referência, além da insistência com Gilberto Silva, que consegue sobrecarregar o meio e a defesa ao mesmo tempo com a sua lentidão no combate e cobertura.</p>
<p>Mas a péssima notícia é que, desta vez, a crise, acima de tudo, é técnica. Antes, os erros de comando eram &#8220;abafados&#8221; pelos pés talentosos de craques que decidiam. A Copa de 2002 é o exemplo mais emblemático: uma preparação tortuosa, depois de uma classificação sofrida e sem um time-base confiável se transformou em título graças ao carisma de Felipão, à união de um grupo que se acertou nas dificuldades e, principalmente, aos 3 &#8220;R&#8217;s&#8221; que fizeram a diferença: Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo consertaram através de dribles e gols uma rota mal traçada e colocaram o Brasil no topo. Assim como fizeram Garrincha, Pelé, Didi, Tostão, Gérson, Bebeto, Romário e tantos outros nas conquistas anteriores. Hoje o maior problema não é falta de vergonha, de identificação com a camisa pentacampeã, de garra, de vontade de servir à Seleção. A equipe pode ter sido apática e um tanto desinteressada contra Venezuela e Paraguai, mas o que se via em campo, principalmente contra a Argentina, era um time sem qualidade, sem aquela chama capaz de transformar um improviso em gol. Falta o artilheiro que nos acostumamos a ter desde Careca nos anos 80 até o Fenômeno na última Copa. Nem nas cobranças de faltas, que já ficaram a cargo de Pelé, Rivelino, Zico e Roberto Carlos, temos um especialista para resolver partidas mais complicadas.</p>
<p>E as perspectivas não são as melhores: os que possuem técnica, como Hernanes (São Paulo, que interessa a vários clubes europeus), Lucas Leiva (Liverpool), Anderson (Manchester United) e Pato (Milan), não têm experiência, e os mais vividos, que poderiam assumir a responsabilidade, como Kaká e os Ronaldos, estão mal ou afastados por contusão.</p>
<p>Como em todos os momentos difíceis e de impasse, em qualquer atividade, é hora de ter calma. Uma troca de treinador deve ser bem pensada e o nome bem escolhido. Alguém com mais currículo pode ser importante, principalmente se conseguir compensar a carência de talento com um jogo coletivo consistente e uma equipe bem distribuída em campo. Mas existe este profissional disponível? E será que ele aceitaria o cargo próximo a uma Olimpíada e acataria as ordens que vêm &#8220;de cima&#8221;? Até que as perguntas sejam respondidas, resta torcer pela rápida e plena recuperação de Kaká, que Ronaldinho Gaúcho encontre um time e um rumo para a sua carreira, e que talentos promissores se confirmem e outros surjam, para que, se nada for consertado no comando, o que é mais provável, o futebol brasileiro possa ser salvo mais uma vez pelo que o tornou famoso e admirado em todo o planeta: a magia de seus craques.</p>
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		<title>EURO 2008 &gt; A Queda dos Lusos</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 08:09:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de uma derrota que deixa qualquer português triste e frustrado, escrevo este artigo não para abordar directamente a partida em si, mas para destacar aquele que é um ciclo (finalmente) terminado. Foram 5 anos de um futebol &#8220;internacionalizado&#8221;, de um equipa gerida de forma muito discutível por um personagem detestável, e de um percurso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de uma derrota que deixa qualquer português triste e frustrado, escrevo este artigo não para abordar directamente a partida em si, mas para destacar aquele que é um ciclo (finalmente) terminado. Foram 5 anos de um futebol &#8220;internacionalizado&#8221;, de um equipa gerida de forma muito discutível por um personagem detestável, e de um percurso que apenas um punhado de vitórias importantes fizeram questão de camuflar.</p>
<p>Chamem-me antiquado, mas sempre serei daqueles que rejeita em absoluto um seleccionador nacional que não seja português, ou um jogador estrangeiro a representar a nossa selecção. No meu ponto de vista, é estar a ir contra toda a essência de uma partida de futebol entre países, onde a vitória nunca deverá ser alcançada a qualquer custo, nem tão pouco o factor monetário deverá ser de algum modo relevante. Há casos e casos, seguramente, mas está claro que nem todas as naturalizações que actualmente vemos na praça pública consistem em &#8220;amor ao país que os abrigou&#8221;, diria que nem tão pouco metáde delas. E esta transformação das selecções nacionais em autênticas entidades próprias e independentes tira muita da emoção que em tempos nossos familiares tiveram ao assistir a jogos de Portugal. Como se isso não bastasse, durante a última meia-década assistimos a um técnico que &#8220;apenas&#8221; nos trouxe metodologias rígidas, revestidas de teimosia, ódios pessoais, histórias que para o futebol português quase roçaram a vandalização de alguns nomes queridos &#8211; veja-se o caso de Vítor Baía, que depois de anos e anos de amor à camisola, foi literalmente esquecido sem uma partida de despedida sequer. Imperdoável.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-739" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/723188_w1.jpg" alt="EURO 2008 > A Queda dos Lusos" width="300" height="199" align="left" title="EURO 2008 > A Queda dos Lusos" />Diz-se que Scolari mudou a nossa selecção, e criou uma equipa ganhadora. Será mesmo assim? Um treinador que assumidamente preferia ficar no conforto da sua casa a deslocar-se a estádios de futebol, que por diversas vezes assumiu que gostava de cá estar porque o trabalho era curto, que criou um núcleo duro e renegou literalmente o trabalho e evolução de alguns atletas, que acumulou exibições sofríveis nas fases de qualificação e que tacticamente nunca conseguiu tirar real proveito do lote de atletas de que dispunha. Será que actualmente, e com o conjunto de elementos que Portugal possui, não será exigível chegar à fase final e conseguir pôr a equipa a jogar um futebol aguerrido? Arrisco-me a dizer que sim, evidentemente &#8211; veja-se o que Humberto Coelho, sem experiência alguma como técnico de primeiro nível, conseguiu de uma forma quase comum, e com uma postura fantástica, plena de humildade e nacionalismo. Provavelmente, e se Scolari fosse um treinador com uma postura similar, estaria agora a despedir-se deixando saudade. Contudo, e independentemente de vitórias brilhantes contra Holanda, Inglaterra, entre outras, o seu percurso ficará para sempre ligado à teimosia que o fez vacilar nos momentos cruciais. Na partida de ontem, e assim como na final do Euro 2004, o &#8220;destaque&#8221; acaba por ser o mesmo de sempre: Ricardo, um medíocre jogador de futebol que por obra divina conseguiu manter-se como titular da selecção das quinas durante anos a fio. Ontem, e associado a uma apatia generalizada no sector defensivo, o guardião português tratou de facilitar a vida aos germânicos como se de um futebolista amador se tratasse. O último golo chega a ser quase anedótico, tal é o falhanço técnico na tentativa de defesa. Sem desculpa.</p>
<p>Ultimamente, temo-nos habituado a ver Portugal perder por demérito em fases finais, e não por total valia dos seus adversários. Foi assim contra a Grécia, hoje repetiu-se. Um Portugal que construiu, batalhou, falhou também mais do que devia na altura de finalizar, mas que nas alturas cruciais deitou tudo a perder, relegando os seus níveis emocionais para patamares cada vez mais reduzidos. Com tantas falhas, tantos erros, não há equipa que resista, e depois de uma semana onde a Alemanha foi debatida ao pormenor, parece impossível sofrer 2 tentos quase a papel químico, em livres batidos de frente para os defensores, e onde a predominância aérea deveria ser evidente. São demasiados falhanços, muito pouco trabalho de véspera, e uma excessiva confiança de que o aspecto &#8220;motivacional&#8221; será decisivo, aquilo em que Scolari era visto como um génio pelos tenros <em>media</em> nacionais. Pois bem, isso não chega para fazer um grande treinador.</p>
<p>Para o pós-Scolari: temos futebol, temos equipa, temos individualidades, temos coração. E isso será uma realidade futura, independentemente do nome que esteja a ocupar o cargo de seleccionador. Sentir-me-ei bem mais satisfeito se, ao invés de ver uma cara famosa (e endinheirada) no comando técnico de Portugal, seja um português a ocupar um cargo que só a ele diz respeito. E aí sim, poderemos recomeçar do zero, e não será uma utopia almejar voos tão ou mais altos quanto este. Parabéns Portugal.</p>
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		<title>Observatório: &#8220;Alvo a Abater IV&#8221; &#8211; Alemanha</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 12:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[19 de Junho de 2008 &#8211; a data que actualmente vai na cabeça de todos os portugueses. Às 19.45, Portugal e Alemanha vão defrontar-se, e os sentimentos serão definitivamente distintos de parte a parte. Do lado Português, será de todo impossível não recordar a ingrata partida da 3º/4º lugar do Mundial de 2006 &#8211; prova [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>19 de Junho de 2008 &#8211; a data que actualmente vai na cabeça de todos os portugueses. Às 19.45, Portugal e Alemanha vão defrontar-se, e os sentimentos serão definitivamente distintos de parte a parte. Do lado Português, será de todo impossível não recordar a ingrata partida da 3º/4º lugar do Mundial de 2006 &#8211; prova organizado pelos germânicos &#8211; em que Portugal acabou por sair de uma forma triste depois de um percurso maravilhoso.</p>
<p>Desta feita, este histórico confronto não poderia ser distinto. Emotivo e decisivo, poderá colocar uma das equipas numas apetecíveis meias-finas de um Europeu. O actual estado dos germânicos revela-nos alguma inconstância e insegurança. Depois de uma entrada convincente frente à Polónia, os confrontos com Croácia e Áustria trouxeram ao terreno uma equipa modificada. O meio campo parece adormecido durante largos momentos da partida e dependente do rasgo individual de alguns elementos, nomeadamente Ballack na construção e Podolski na finalização. A derrota frente a croatas terá sido um forte golpe nos níveis mentais da equipa, e nesse contexto o lance de Gomez na terceira partida será talvez o exemplo mais evidente de uma equipa que não está claramente na sua maior força. Para jogadores, adeptos ou imprensa, existe uma enorme incerteza no futuro imediato de uma equipa que em 2006 se encontrava ainda em renovação, mas que actualmente parece novamente uma turma de certo modo envelhecida e desequilibrada &#8211; basta ver que o pêndulo da equipa é o veteraníssimo Ballack.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-729" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/image3.png" alt="Observatório: Alvo a Abater IV   Alemanha" width="300" height="215" align="left" title="Observatório: Alvo a Abater IV   Alemanha" />Do lado português, vive-se também alguma incerteza, e de certo modo compreensível. As abruptas alterações promovidas por Scolari na partida frente aos anfitriões acabou por resultar naquilo que já se imaginaria &#8211; uma equipa desgarrada, sem ligação e com a falta de experiência de alguns elementos, algo que resultou numa &#8220;copiosa&#8221; derrota. É certo que o primeiro tempo poderia ter levado a outro desfecho, mas a &#8220;intervenção&#8221; proteccionista da UEFA perante um dos seus organizadores parecia ser uma forte possibilidade, e só uma equipa distraída deixou escapar essa evidência. Sou daqueles que julga que numa prova desta natureza não há lugar a poupanças, sob pena de destabilizar mentalmente o grupo numa competição curtíssima. Depois deste fracasso, caberá ao &#8220;Sargentão&#8221; recolocar as tropas no sentido certo.</p>
<p>Numa partida que será certamente jogada a alto ritmo, será fundamental que a dupla Ricardo Carvalho &#8211; Pepe mantenha a consistência habitual, notável na capacidade para ganhar em antecipação e dominar o jogo aéreo. A consistência táctica será definitivamente decisiva nesta partida, frente a uma equipa fria, forte fisicamente, e com boa ocupação de espaços &#8211; apesar das evidentes dificuldades que têm acompanhado a equipa. As laterais, com natural predominância para Bosingwa, serão igualmente fundamentais para a estratégia portuguesa (curiosamente, na formação alemã é igualmente um lateral, Lahm, um dos elementos mais esclarecidos e desequilibradores). Efectivamente, e frente à formação do centro da Europa, nada melhor do que tirar partido das poderosas e ofensivas alas nacionais. Na falta de um pivot ofensivo de renome, restará igualmente a Ronaldo e Cia alargar o perímetro de ocupação para zonas centrais do ataque, onde irá encontrar dois defensores pouco rápidos e duros de rins. Deco merece igualmente um forte destaque, por tudo aquilo que vem protagonizando neste final de temporada. São poucas as equipas que neste Europeu se podem gabar de contar com um número 10 com a magia que Deco transporta, e isso acaba por trazer fortes qualidades ao jogo luso &#8211; capacidade de transição, passe longo e de rotura, melhor gestão da posse de bola.</p>
<p>Independentemente das várias leituras possíveis, bem possível será que nesta próxima quinta assistamos a uma enorme partida de futebol, à imagem do que este Euro 2008 nos vem habituando, com espectáculo, emoção e muitos golos. Por agora, bastará acreditar que Portugal pode manter um percurso ganhador na prova, e que frente a Alemanha se repita (em qualidade, e em resultado final) o famoso Alemanha x Portugal de 1985, em que Carlos Manuel com um magnífico golo qualificou a nossa Selecção para o Mundial do ano seguinte.</p>
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		<title>“Talento em Ascensão II” &#8211; Arda Turan</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 22:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
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		<description><![CDATA[Continuando na senda das jovens pérolas que despontam e encantam durante o Euro 2008, é inevitável não ficar rendido ao mais recente rebento da cantera turca do Galatasaray &#8211; Arda Turan. Apelidado como o novo grande herói otomano, este médio polivalente é, sem sombra de dúvidas, um dos grandes responsáveis pela estupenda  passagem da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando na senda das jovens pérolas que despontam e encantam durante o Euro 2008, é inevitável não ficar rendido ao mais recente rebento da <em>cantera</em> turca do Galatasaray &#8211; Arda Turan. Apelidado como o novo grande herói otomano, este médio polivalente é, sem sombra de dúvidas, um dos grandes responsáveis pela estupenda  passagem da selecção Turca aos quartos de final do Euro 2008.</p>
<p>O novo menino dourado do futebol Turco, Arda Turan, é hoje com 21 anos de idade um dos valores que chegam ao Euro 2008 com enorme confiança após uma fabulosa época 2007/08 ao serviço do Galatasaray AS, que culminou com a vitória do título da <em>Super Lig </em>turca &#8211; o seu primeiro grande título. Um ala de encher o olho, que gosta de desafiar os adversários ou mesmo escapar deles em grande velocidade. Arda é um produto das escolas do Galatasaray que apenas conseguiu o seu espaço no onze do actual campeão turco após ter sido emprestado por uma época ao Vestel Manisaspor, onde deu nas vistas sob comando do ex-seleccionador turco Ersun Yanal. Foi na época de 2006/07, e não participou na conquista do título do Galatasaray, mas a sua reputação chegou para alcançar o título de revelação dessa mesma época, muito pela brilhante exibição na pré-qualificação para a Liga dos Campeões, onde marcou 2 golos no empate com os checos do FK Mladá Boleslav. Esse jogo acabaria de resto por ser o seu grande trampolim para o estrelato, já que no mesmo mês se viria a estrear na selecção nacional turca num amigável face ao Luxemburgo, esta que seria a primeira de 9 internacionalizações que já conta até atingir o Euro na Áustria e Suíça, incluindo a titularidade nos dois últimos e vitais jogos da Turquia, na Noruega e em Istambul, face à Bósnia-Herzegovina.</p>
<div class="iC">
<p><img class="attachment wp-att-2642 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/arda-turan2.jpg" alt="Arda Turan" width="300" height="204" align="left" title="“Talento em Ascensão II”   Arda Turan" />Arda Turan já havia brilhado no Europeu sub-19 em 2006. No entanto, pode ter sido de certa forma &#8220;vítima&#8221; da fraca prestação além fronteiras dos seus compatriotas, refiro-me às apostas dos últimos anos em futebolistas turcos que não vingaram noutros campeonatos mais competitivos. Exemplos não faltam, e curiosamente escolhi dois jogadores que actuam praticamente nos mesmos espaços que Turan: o primeiro é Tuncay (26 anos, ex-Fenerbahçe) que após grandes exibições na Turquia chegou a Inglaterra onde se demora a impor no &#8220;modesto&#8221; Middlesbrough. O segundo exemplo é Emre Belozoglu, de 27 anos, que saiu do Galatasaray  para o Inter de Milão, onde desiludiu por completo e é agora um dos suplentes do Newcastle.</p>
<p>Durante o mercado de Inverno, o Espanhol de Barcelona, Inter de Milão e Liverpol &#8220;esbarraram&#8221; nos 10 milhões de euros pedidos pelo campeão Turco, como forma de bloquear e satisfazer o pedido da sua coqueluche que deseja conquistar todos os troféus com o Galatasaray. Tudo para manter este médio destro que adora deambular sobretudo pelo flanco esquerdo, antes de espalhar magia com desmarcações constantes ou assistências primorosas. Como nem tudo é positivo na vida de um futebolista de elite, Arda não é fisicamente possante (1.76m e 72 kg.) e deve melhorar ainda o seu controlo emocional, a recepção e sobretudo o remate de meia distância (algo que parece  começar já a melhorar tal <a href="http://www.youtube.com/watch?v=M_EQdYgSgOU" target="_blank">foi o golo que marcou a Petr Cech</a> e abriu caminho à vitória estrondosa no emocionante Turquia 3&#215;2 Rep Checa.</p>
<p>Nos últimos dois anos, tornou-se já um indiscutível no Galatasaray, e estará certamente bem perto de experimentar um poderoso clube estrangeiro, onde aí consiga polir alguns dos seus <em>handycaps</em>. A sua velocidade de execução e a capacidade de desequilíbrio são &#8220;armas&#8221; que alia facilmente a um enorme talento. Arda Turan &#8211; Um nome a manter debaixo de olho (ainda) durante este Euro 2008.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=3CFrSq1azq0"><img src="http://img.youtube.com/vi/3CFrSq1azq0/default.jpg" width="130" height="97" border title="“Talento em Ascensão II”   Arda Turan" alt="“Talento em Ascensão II”   Arda Turan" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Best of de Arda Turan</span></p>
<p><strong></strong></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Análise: EURO 2008 &gt; G1/J3 &gt; Suíça 2×0 Portugal</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 21:25:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Já classificado e com o primeiro lugar assegurado, Portugal  apresentou-se no St. Jakob-Park em Basileia com uma equipa de &#8220;reservas&#8221; que não conseguiu ultrapassar um dos anfitriões deste Euro 2008. A Suíça, já em jeito de despedida, fez história ao conseguir a primeira vitória num Campeonato da Europa.  Hakan Yakin foi o herói [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já classificado e com o primeiro lugar assegurado, Portugal  apresentou-se no St. Jakob-Park em Basileia com uma equipa de &#8220;reservas&#8221; que não conseguiu ultrapassar um dos anfitriões deste Euro 2008. A Suíça, já em jeito de despedida, fez história ao conseguir a primeira vitória num Campeonato da Europa.  Hakan Yakin foi o herói do jogo com dois tentos na etapa complementar, o segundo dos quais de  grande penalidade.</p>
<p>Após as emocionantes vitórias sobre a Turquia e a Rep. Checa, assim como a notícia de Scolari no comando do  Chelsea, Portugal chegava em pleno domingo a Basileia, com a cabeça no jogo dos quartos-de-final da próxima quinta-feira.  A calma era tanta que Scolari operou uma revolução aceitável no onze do elenco luso com a troca de oito nomes, mudança essa que se revestia de esperança para os menos utilizados, mas sobretudo de poupança de energias para os jogadores mais utilizados. Pela frente uma Suíça ferida nas suas ambições mas empenhada no derradeiro desafio perante o seu público, na procura de um resultado capaz de erguer o orgulho helvético.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-727" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/naniwoe_e.jpg" alt="Análise: EURO 2008 > G1/J3 > Suíça 2×0 Portugal" width="300" height="211" align="left" title="Análise: EURO 2008 > G1/J3 > Suíça 2×0 Portugal" />Quando o árbitro austríaco Plautz deu início à partida, a curiosidade no lado luso recaía sobretudo no que as caras &#8220;secundárias&#8221; poderiam mostrar face a uma Suíça extremamente empenhada em honrar a sua eliminação deste Euro. Tudo poderia ter sido diferente se Portugal tivesse chegado ao intervalo em vantagem, tais foram as oportunidades desperdiçadas ou simplesmente &#8220;boicotadas&#8221; pelo juíz da partida, numa partida em que Portugal tem vários motivos de queixa. Um penalty por assinalar a Nani (16 m), remate de Pepe para a trave (19 m), remate de Postiga contra defesa suíço em cima de linha (24 m) e por fim aos 36 minutos um golo mal anulado, por suposto fora-de-jogo inexistente de Postiga, dariam pano para mangas para Portugal chegar confortavelmente ao final da primeira parte com missão cumprida, não obstante a &#8220;normal&#8221; fraca sistematização a meio-campo. A nível individual, a falta de ritmo foi evidente sobretudo no sector defensivo onde Meira nunca conseguiu alcançar a performance de Pepe, e na direita Miguel surgiu totalmente sem ritmo, obrigando Ricardo a mostrar serviço em dois remates do melhor em campo &#8211; Hakan Yakim. Destaque para a nova estreia lusa nesta fase final, Jorge Ribeiro, que aos 41 minutos rendeu Paulo Ferreira e rubricou uma exibição ao nível de toda a equipa &#8211; longe de ser brilhante. Se no sector defensivo a almofada estava apertada, no miolo Miguel Veloso mostrou pouca ou nenhuma clareza no que toca ao seu posicionamento em campo e acumulou erros atrás de erros. Portugal conseguia libertar-se de algum desafogo muito graças aos malabaristas de serviço &#8211; Nani e Quaresma &#8211; que funcionavam como verdadeiros trunfos na hora de abordar a baliza de Pascal Zuberbühler, que não se mostrava intimidado com os esforços sem glória de Postiga. Foi de resto o avançado do Man. Utd quem teve as melhores oportunidades e que se mostrou o mais inconformado perante o decorrer do jogo.</p>
<p>A segunda metade foi praticamente o culminar de várias oportunidades dos Suíços. Inler ainda deu o primeiro grande aviso com a bola a beijar o poste direito da baliza de Ricardo. Scolari percebeu que Portugal já não tinha meio-campo para segurar os helvéticos, e já com a Suíça a dominar lançou João Moutinho em campo para reconquistar o jogo. No entanto, logo a seguir, os suíços conseguiram o golo, com uma assistência de Eren Derdiyok a deixar Yakin isolado para bater o desamparado Ricardo. Portugal esteve pela primeira vez neste Euro em desvantagem e Hugo Almeida saltava do banco para esboçar uma reacção, mas aos 83 minutos Meira faz um pretenso penalty sobre Barnetta, que o juiz austríaco prontamente assinalou. Yakin  tratou de concretizar e assim bisar numa partida em que a Suíça e o seu seleccionador Jakob Kuhn assinalaram a melhor despedida possível.</p>
<p>Em suma, a derrota frente à Suíça (0&#215;2) deu desde logo o presente ideal à equipa organizadora de despedir-se da prova com o orgulho retocado e relançado para a chegada de Ottmar Hitzfeld. Do lado lusitano, resta esperar que quer Scolari quer os jogadores saibam proteger a confiança de forma a não deixar marcas no futuro imediato de uma Selecção que deu às suas estrelas uns belos dias de descanso. Scolari não conseguiu o milagre de montar uma equipa coesa com as segundas escolhas:uma selecção  desarticulada  e sem métodos a que se deixou bater em Basileia. Se a partida foi sem grande interesse para os lados de Portugal, a emoção do grupo A foi desde logo toda para a partida entre a Rep. Checa e Turquia, um verdadeiro hino ao futebol, com emoção, festa, desilusão e lágrimas até ao último segundo. Como já foi dito, este último confronto de Portugal na fase de grupos foi apenas um parêntesis, que se abriu e fechou em Basileia e que pode até ter o condão de serenar os ânimos (exaltados) que se viviam em redor da selecção Portuguesa. As grandes emoções, a sério e a doer, seguem dentro de momentos.</p>
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		<title>Análise: EURO 2008 &gt; G1/J2 &gt; Rep. Checa 1&#215;3 Portugal</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 08:07:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Missão cumprida. Portugal reclamou a segunda vitória consecutiva no Euro 2008, ultrapassando a exigente e organizada Rep. Checa por 3-1 em Genebra. Foi mais uma performance dominadora dos pupilos de Scolari, onde Deco e Cristiano Ronaldo encarnaram o papel de principais mentores da supremacia lusa.
Aguardado com enorme expectativa, o embate entre as duas primeiras classificadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Missão cumprida. Portugal reclamou a segunda vitória consecutiva no Euro 2008, ultrapassando a exigente e organizada Rep. Checa por 3-1 em Genebra. Foi mais uma performance dominadora dos pupilos de Scolari, onde Deco e Cristiano Ronaldo encarnaram o papel de principais mentores da supremacia lusa.</p>
<p style="text-align: left;">Aguardado com enorme expectativa, o embate entre as duas primeiras classificadas do grupo A, ambas com 3 pontos, foi mais um enorme espectáculo de emoção do primeiro ao último segundo da partida. A verdade é que quer Portugal, quer a Rep. Checa foram seguramente as duas selecções que mais brilharam no Euro 2004 e do lado das quinas havia ainda a desforra da derrota de 1996 com o célebre chapéu de Poborsky a Vítor Baía. Portugal entrou na partida com o mesmo onze que havia derrotado a Turquia e que tão boa conta deu do recado, e em contrapartida, os checos apresentaram duas alterações em relação ao jogo com a Suíça, com Marek Matějovský a entrar para o lugar de meio-campo de David Jarolím, e o inevitável Milan Baros a render o gigante Koller.</p>
<p style="text-align: left;">O jogo não poderia começar melhor para Portugal, quando com apenas sete minutos levantou a suspeita de         que conseguiria uma vitória         tranquila. Deco aproveitou um lance confuso na área checa e, após uma confusão de ressaltos chutou para inaugurar o marcador para a turma lusa. Início de sonho que no entanto, viria a revelar-se enganador perante uma turma Checa que não se deixou abater e, aos poucos, foi dando         sinais de que venderia caro qualquer resultado. O empate foi ganhando forma com a  perda duas boas         oportunidades, até que aos 16&#8242;, Plasil cobrou um canto e colocou o esférico na cabeça de         Sionko, que em grande estilo não teve dificuldades para desfeitear Ricardo. A primeira parte foi ganhando oportunidades para os dois lados mas foi Portugal quem colocou em sentido o guardião Čech, que com enorme classe negou por três vezes os intentos a Ronaldo. Muito marcado, a estrela lusa alternou bons e maus momentos         nos primeiros 45 minutos. Em alguns lances, foi brilhante, com         arrancadas e remates perigosos, sendo dele a par de Deco (melhor em campo) a criação das principais         jogadas portuguesas, alternando com         tentativas precipitadas e dribles desnecessários.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignleft attachment wp-att-721" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/713272_w1.jpg" alt="Análise: EURO 2008 > G1/J2 > Rep. Checa 1x3 Portugal" width="305" height="212" align="left" title="Análise: EURO 2008 > G1/J2 > Rep. Checa 1x3 Portugal" />O intervalo trouxe um Portugal mais esclarecido e diferente. Jogando mais pelos flancos, a equipa pressionou nos primeiros minutos da etapa         complementar. Aos 55&#8242; e 59&#8242;, Simão Sabrosa foi chamado ao jogo mas novamente Cech fez questão de dizer presente, até que aos aos 61&#8242; não teve jeito. Cristiano         Ronaldo iniciou a jogada ao lançar Deco, o brasileiro dominou na         entrada da área, driblou Jankulovski e colocou com enorme classe na passada para         Cristiano Ronaldo finalizar  de primeira, batendo forte e rasteiro,         sem defesa possível. Com Portugal de novo em vantagem, a equipa de Bruckner foi à procura do empate, mas a  desvantagem empurrou a República Checa para o ataque já com o &#8220;bulldozer&#8221; Koller no ataque (renderia Galasek). Cada cruzamento era um perigo para a baliza de Ricardo. Mas quem marcaria seria Portugal, num rápido contra-ataque tirado da cartola por Deco a isolar Cristiano Ronaldo. O 7 português  surgiu sozinho perante Cech e não foi egoísta, oferecendo a Ricardo Quaresma o terceiro nos descontos.<br />
Com capacidade de sofrimento mas sobretudo alimentada com o génio de Deco e Ronaldo, a selecção Portuguesa mostra que vive momentos de grande confiança e que a motivação está totalmente concentrada no objectivo de ganhar.</p>
<p style="text-align: left;">Com             o resultado em Genebra e contando também com a derrota da             Suíça para Turquia, Portugal com seis pontos ganhos         garantiu a passagem aos quartos-de-final com um jogo de antecipação e ainda o 1º lugar do grupo, o que significa que jogará com o 2º classificado do grupo B, para além de se manter em solo Suíço. Em apenas dois jogos, Portugal garantiu a liderança do Grupo A e pode dar-se ao &#8220;luxo&#8221; de olhar para o terceiro jogo com a já arredada Suíça,  como mera formalidade. Por outro lado, o país ficou a saber esta quarta-feira que vai perder o seleccionador. O Chelsea, num anúncio que peca no timing, confirmou que Scolari vai assumir o a chefia técnica dos <em>blues</em> a partir de 1 de Julho, logo a seguir ao fim do Euro 2008. É o fim de um ciclo na Selecção Nacional. Foram oito anos com alguns dos melhores resultados de sempre da selecção, e mesmo sem qualquer título conquistado, a verdade é que Scolari deixa uma dura herança para o seu sucessor, &#8220;fardo&#8221; esse que os Portugueses ainda esperam mais pesado com o sonho da conquista do Euro 2008.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="247" height="227" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HZdjZI94m8pkggr8yCqe/mov/1" /><param name="align" value="bottom" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="247" height="227" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HZdjZI94m8pkggr8yCqe/mov/1" align="bottom"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Highlights</em> do jogo</span></p>
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		<title>&#8220;Alvo a Abater III&#8221; &#8211; Suíça</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 08:58:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Apontada como outsider do grupo A, a Suíça será o terceiro e último adversário de Portugal na fase de grupos do Euro2008. Uma selecção que, embora sem grandes nomes na montra internacional, tem em Jakob Kühn um treinador esclarecido e que sabe com o que conta &#8211; uma equipa esforçada e aplicada, mas sem grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apontada como <em>outsider</em> do grupo A, a Suíça será o terceiro e último adversário de Portugal na fase de grupos do Euro2008. Uma selecção que, embora sem grandes nomes na montra internacional, tem em Jakob Kühn um treinador esclarecido e que sabe com o que conta &#8211; uma equipa esforçada e aplicada, mas sem grande génio &#8211; que privada de Frei e Müller, tem no factor casa um dos raros pontos fortes.</p>
<p>Consumada a 1ª jornada do Grupo A, eis que a Suíça revela que só não é uma incógnita porque pouco ou nada mudou em relação ao Mundial 2006, onde atingiu &#8220;heroicamente&#8221; os oitavos de final. A verdade é que nem os protagonistas nem sobretudo a filosofia de jogo sofreram alterações &#8211; abuso na troca de bola em linhas atrasadas, e aposta na solidez defensiva à espera que um lance fortuito resolva o jogo. Longe vão os tempos em que Kubilay Turkyilmaz (melhor marcador de sempre, com 34 golos em 62 jogos) e <span class="apreto12n">Stéphane Chapuisat &#8211; considerado pela federação helvética o melhor jogador suíço dos últimos 50 anos &#8211; colocavam o nome da Suíça no mapa futebolístico internacional. Depois de participar no Mundial de Inglaterra, em 1966, a Suíça desapareceu, até que em 1994 surgiu um grupo de jovens jogadores, encabeçados pelo talentoso Chapuisat, que disputou 103 jogos e foi apenas superado em internacionalizações por Heinz Hermman, com 117. O &#8220;pequeno&#8221; país</span><span class="apreto12n"> de 7,2 milhões de habitantes</span><span class="apreto12n">, 48º no ranking FIFA,  vai disputar o seu terceiro Europeu nos últimos 12 anos.</span></p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-717" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/swiss.jpg" alt="Alvo a Abater III   Suíça" width="300" height="167" align="left" title="Alvo a Abater III   Suíça" />Qualificada automaticamente como anfitriã, a Suíça foi obrigada a disputar variados jogos particulares com um interessante leque de adversários dos 4 cantos do Mundo. Desde logo os jogos com as &#8220;potências&#8221; &#8211; Brasil (derrota por 1&#215;2), Alemanha (derrota 1&#215;3), Holanda (vitória 2&#215;1) ou mesmo o empate a uma bola com a Argentina, são exemplos de um vasto grupo de testes onde Japão, Nigéria, Costa Rica ou mesmo a exótica Jamaica não deixaram de oferecer boa réplica aos comandados de Köbi Kuhn. No total, não foram além de 8 vitórias, 1 empate, 7 derrotas e 25-24 golos nos 16 jogos disputados, dados que não sendo brilhantes não fazem perder a esperança de Kuhn, que mantém todo o seu estilo de liberal em pré-reforma. Com o homem da última dobradinha do Bayern de Munich, Ottmar Hitzfeld, com guia de entrada após o EURO 2008, o ainda treinador helvético quebrou em 2001 doze anos consecutivos de técnicos estrangeiros na selecção, entre os quais o nosso conhecido Artur Jorge. A verdade é que a humildade e modéstia deste Suiço de 64 anos são suas imagens de marca, além de uma postura super-aberta na relação com os seus jogadores &#8211; Kuhn não concorda com o controlo excessivo sobre os seus pupilos, até porque segundo rezam as paredes na Suíça foi castigado por uma fuga nocturna durante o Mundial de 1966.</p>
<p>No que toca à avaliação do onze helvético, é inevitável não salientar a lesão do futebolista suíço mais bem sucedido dos últimos anos, no 1º jogo deste Euro 2008 com a <a href="http://www.jogodearea.com/2008/05/31/observatorio-alvo-a-abater-ii-rep-checa/" target="_blank">Rep. Checa</a> &#8211; falo naturalmente do capitão Alexander Frei, do Borussia de Dortmund. Esta ausência pode ter sido um rude golpe às aspirações suiças, sobretudo após a interessante  exibição na desilusão do jogo inaugural. Isto levanta problemas na construção do triângulo avançado do 4×1&#215;3×2 projectado por Kuhn. Se na baliza, o nosso conhecido ex-Nacional Diego Benaglio conquistou o seleccionador e o país, na defesa destaque para os laterais &#8220;alemães&#8221; &#8211; na esquerda Philipp Degen, do Dortmund, dá ainda mais altura ao sector recuado, na direita a experiência de Ludovic Magnin (Estugarda) dá muita profundidade e acutilância a uma posição que é sua sem contestação. No centro, destaque para o inevitável Senderos, uma das jovens pérolas de Wenger no Arsenal é o patrão da defesa na ausência de Müller. No meio campo, os dois &#8220;naturalizados&#8221; &#8211; Ricardo Cabanas e Gelson Fernandes &#8211; o primeiro nascido em Espanha, é o principal tampão às investidas adversárias; o segundo, nascido em Cabo-Verde, é o grande vagabundo do meio campo. Já no sector ofensivo, vários nomes se salientam:</p>
<ul>
<li>Tranquillo Barnetta (Bayern) &#8211; A estrela da companhia na ausência de Frei. Assumiu-se como referência da equipa após aparição repentina no Mundial 2006 que lhe valeu a ida para o Bayern. É o armador de jogo do lado esquerdo da Suiça;</li>
<li>Joahn Vonlanthen (Red Bull Salzburgo) &#8211; É no lado direito, um dos poucos que dá criatividade à equipa, e apesar de ter apenas 22 anos é uma das promessas seguras lançada por Kühn.</li>
<li>Hakan Yakin (Young Boys) &#8211; Com 31 anos, é um dos pilares no jogo suiço tal é a sua experiência e eficácia na organização do jogo atacante.</li>
</ul>
<p>Pode-se afirmar que a esperança é a última coisa a morrer, e é precisamente com esse pensamento que os Suíços vêm a sua equipa. Num país com os pés bem assentes no chão, sem grandes euforias, apesar de limitada expressão do futebol ao nível de competições internas este Euro pode muito bem ser um passo de gigante para o aumento da popularidade do desporto-rei por terras helvéticas.</p>
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		<title>Análise: EURO 2008 &gt; G1/J1 &gt; Portugal 2&#215;0 Turquia</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 00:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Temos Portugal! Numa partida soberba, a fazer lembrar grandes jogos de outrora, a equipa das quinas entrou definitivamente com o pé direito em mais um Europeu de futebol. O adversário não facilitou, e a sorte não esteve também do nosso lado, mas a vitória foi conseguida e de forma sublime.
Na antevisão de uma estreia desta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Temos Portugal! Numa partida soberba, a fazer lembrar grandes jogos de outrora, a equipa das quinas entrou definitivamente com o pé direito em mais um Europeu de futebol. O adversário não facilitou, e a sorte não esteve também do nosso lado, mas a vitória foi conseguida e de forma sublime.</p>
<p>Na antevisão de uma estreia desta natureza, e como não poderia deixar de ser, muitas eram as opiniões lançadas pelos <em>media</em>. Para uns, a vitória portuguesa era a realidade mais próxima; para os mais cépticos, era um jogo de 50/50. Havia no entanto algo aceite por todos: só um Portugal de grande crer, sacrifício e eficiência táctica poderia alcançar uma vitória para todos nós. O onze escalado por Scolari correspondia ao que já havia sido revelado no dia anterior &#8211; Ricardo na baliza, Bosingwa e Paulo Ferreira nas laterais, Petit e Moutinho coexistiam no meio-campo defensivo ao passo que Deco era o motor de construção do futebol luso. Ronaldo, Simão e Nuno Gomes fechavam o trio de ataque.<br />
E quando começou, a partida parecia já levar 15 minutos. Isto porque foi imediata a garra de ambas as equipas empregue em cada lance. Se para os turcos o mais importante parecia ser impedir os lusos de jogar, para Portugal era mesmo o golo o objectivo eminente. E depois de 15&#8242; de domínio português, esse tento surgiu mesmo &#8211; 17&#8242;, cabeceamento genial de Pepe a cruzamento de Simão &#8211; pronta e correctamente invalidado pelo juiz auxiliar. Este lance, apesar de frustrante, trouxe uma maior moralização ao conjunto luso, que nesta 1ª jornada contou também com um 12º jogador &#8211; os milhares de portugueses que lotaram o Stade de Geneve. O intervalo chegava, não sem antes Ronaldo fazer embater a bola no poste esquerdo de Demirel, na cobrança de um livre directo.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-710" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/image5.jpg" alt="Análise: EURO 2008 > G1/J1 > Portugal 2x0 Turquia" width="300" height="182" align="left" title="Análise: EURO 2008 > G1/J1 > Portugal 2x0 Turquia" />Ao intervalo, Scolari certamente terá enfatizado o tão emotivo carácter demonstrado pelos 11 portugueses. Mas era preciso concretizar, transformar em golos as oportunidades criadas. Se por um lado a sorte tinha estado do lado dos turcos, muita desta ineficácia portuguesa resultava dum anti-jogo diabólico praticado pelo nosso oponente, com constantes faltas, agarrões, simulações. O juiz da partida teve neste aspecto uma leitura perfeita, e apesar de raramente levar a mão ao bolso, defendeu sempre que possível o futebol atractivo praticado pelos lusos. Nesta 2ª metade, houve um recuo evidente da equipa de Fatih Terim. Portugal atacava e apostava no golo, golo esse que apenas surgiu aos 61&#8242;, e para alívio dos milhões de portugueses a assistir a esta jornada inaugural do Euro2008 por esse mundo fora. Foi simplesmente sublime o lance de Pepe, que iniciou e completou frente ao guardião turco, mesmo sofrendo uma entrada duríssima pelas costas. Não há palavras para descrever tão incrível golo (o segundo do brasileiro, primeiro dos quais legal), e Portugal via-se finalmente na frente do marcador.</p>
<p>Depois do golo de Pepe, importante realçar alguma falta de confiança (e de pulmão, quiçá) que se foi revelando no meio campo português. Houve uma clara dificuldade em pegar no esférico e efectuar alguma troca de bola. Pelo contrario, a única solução encontrada pela defensiva portuguesa consistia em &#8220;despachar&#8221; as bolas por intermédio de pontapés longos, colocando-as novamente nos pés dos turcos. Foram vários os momentos em que isto sucedeu de forma consecutiva, sendo mais tarde de certa forma rectificado com a entrada de Nani &#8211; e as evidentes ajudas a meio-campo que o jovem extremo veio trazer &#8211; e aos 83&#8242;, na entrada do trinco Raúl Meireles. Uma estreia é uma estreia, e numa competição de final de temporada são naturais as lacunas a nível físico e táctico, mas o que é facto é que esta nossa equipa se comportou de forma gloriosa, denotando frescura, rapidez de movimentos e uma enorme interacção entre os vários sectores.</p>
<p>O golo de Raúl Meireles, a passe (magistral) de Moutinho e depois de uma arrancada monumental de Ronaldo, foi o carimbar de uma vitória por demais merecida de Scolari e seus pupilos. Foi demasiadamente evidente a superioridade lusa, e o segundo tento assentou como uma luva nas pretenções nacionais. Uma entrada de leão, e a juntar aos 3 valiosos pontos vem uma forte moralização para os restantes 2 jogos que fecham a etapa inicial. Pepe cotou-se evidentemente como o MVP desta Jornada 1, juntando-se-lhe Moutinho com uma partida plena de eficiência e precisão. Realce também para Bosingwa, que juntamente com Cristiano Ronaldo foram uns autênticos todo-o-terreno nesta importante prestação. Por seu lado, Nuno Gomes &#8211; o avançado português que colocou duas bolas no ferro &#8211; apesar de alguma infelicidade revelou boa movimentação e uma forte possibilidade de se manter como o elemento mais adiantado de Scolari. Venham os Checos!</p>
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		<title>Os Brasileiros na EuroCopa</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 16:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Começa neste sábado o torneio mais importante entre seleções adultas do planeta, depois da Copa do Mundo. Mesmo com os atletas estourados pela dura temporada européia, a Euro 2008 deve apresentar ótimos jogos e uma disputa acirrada já na primeira etapa da fase final, disputada na Suíça e na Áustria. Além da relevância da competição, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começa neste sábado o torneio mais importante entre seleções adultas do planeta, depois da Copa do Mundo. Mesmo com os atletas estourados pela dura temporada européia, a Euro 2008 deve apresentar ótimos jogos e uma disputa acirrada já na primeira etapa da fase final, disputada na Suíça e na Áustria. Além da relevância da competição, o Brasil também estará ligado nos profissionais que nasceram no país, mas representarão outras nações. Com a facilidade para conseguir dupla nacionalidade e poder jogar pelos clubes europeus como comunitário, muitos jogadores que não tiveram oportunidades na Seleção Brasileira aproveitam a chance e se naturalizam, realizando o sonho de vestir a camisa de uma seleção nacional.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2116 alignleft" style="margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/marcos-senna-spain.jpg" alt="Os Brasileiros na EuroCopa" width="290" height="174" align="left" title="Os Brasileiros na EuroCopa" />É o caso de Kevin Kuranyi (Alemanha), Mehmet Aurélio (Turquia), Marcos Senna (Espanha), Roger Guerreiro (Polônia), Deco e Pepe (Portugal). Quase todos passaram despercebidos em nossos campos e só ganharam destaque depois da estréia por outros países. Kuranyi e Deco, os primeiros da lista a optar pela naturalização, estrearam em Março de 2003 e disputaram as últimas edições da Euro e da Copa do Mundo. Roger, o último, conseguiu a liberação para atuar pela seleção polonesa em Abril deste ano, entrando imediatamente na lista de pré-convocados do técnico holandês Leo Beenhakker. O lateral-esquerdo, revelado pelo São Caetano, teve uma passagem complicada pelo Corinthians, falhando numa partida decisiva pela Libertadores contra o River Plate, jogou razoavelmente bem no Flamengo e no Juventude e rodou em alguns clubes europeus até chegar ao Legia Varsóvia, da primeira divisão polonesa, onde passou de defensor a meio-campista. Os brasileiros já se acostumaram com essa realidade e a encaram com naturalidade, sem acusações de traição à pátria ou coisas do tipo. Como isso vem se estendendo a outros &#8220;derivados&#8221; do futebol, como o futsal e o futebol de areia, e é prática normal nos países asiáticos há décadas, a maioria entende e até apóia a busca por uma melhor posição no futebol mundial.</p>
<p>Todos receberão a devida atenção do público no Brasil, mas a maioria esmagadora torcerá mesmo por Portugal. Não só pelos atletas que nasceram aqui e a ligação entre os países, mas principalmente por Luiz Felipe Scolari, o mais famoso brasileiro envolvido com a competição. Paradoxalmente, muitos desejam o fracasso de Scolari na esperança dele retornar à Seleção Brasileira. Outros não admiram os métodos peculiares do treinador e se incomodam com seu sucesso. Assim como em terras lusitanas, Felipão também gera polêmica no Brasil, mesmo após a Copa de 2002, quando enfrentou a ira do público que queria Romário entre os convocados e voltou consagrado com o título e a artilharia de Ronaldo, aposta do técnico, até hoje considerado &#8220;teimoso&#8221; por aqui. Os olhos também estarão voltados para Cristiano Ronaldo, melhor jogador da temporada 2007/2008 e ídolo também no Brasil, principalmente para os meninos que estão dando seus primeiros chutes. O futebol habilidoso e de muitos gols encanta em qualquer parte do globo. Por outro lado, quem ainda torce o nariz para o atacante do Manchester United espera dele uma participação mais efetiva em jogos decisivos. As atuações apagadas e pênaltis perdidos em partidas importantes deixaram essa pequena &#8220;mancha&#8221; na brilhante trajetória do jovem craque português, que tem a chance de fechar a temporada de forma espetacular, em caso de título.</p>
<p>Independente de qualquer preferência, os fãs do esporte bretão em &#8220;terras brasilis&#8221; querem ver bom futebol, gols e emoção. E isso a Euro promete.</p>
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