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	<title>Jogo de Área &#187; Euro 2008</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>«O golo que silenciou 200.000 espectadores»</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 16:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<description><![CDATA[A selecção brasileira que disputou o Mundial de 1950 marcou, em seis jogos, 22 golos &#8211; mais do que qualquer outra selecção brasileira em fases finais de Campeonatos do Mundo, incluindo as de Pelé. E, no entanto, o único jogador dessa selecção que ainda hoje é recordado é o guarda-redes Barbosa. E por causa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A selecção brasileira que disputou o Mundial de 1950 marcou, em seis jogos, 22 golos &#8211; mais do que qualquer outra selecção brasileira em fases finais de Campeonatos do Mundo, incluindo as de Pelé. E, no entanto, o único jogador dessa selecção que ainda hoje é recordado é o guarda-redes Barbosa. E por causa de um golo sofrido.</p>
<p><strong>Um Mundial único</strong><br />
O Mundial de 1950 foi um evento muito especial. Talvez o mais especial de toda a História de campeonatos do mundo. Não só por ter sido o primeiro a ser disputado após a II Guerra Mundial, interrompendo assim uma paragem de 12 anos (o último tinha sido disputado em 1938, em França); não só por ter sido o Campeonato que inaugurou o mítico Maracanã, então o maior estádio alguma vez construído, com lugares para 200.000 espectadores; não só por ter sido o primeiro Mundial a contar com a presença da Inglaterra que, apesar de se proclamar &#8220;inventora&#8221; do futebol, até então, sempre tinha menosprezado a competição; mas foi também um caso muito especial por ter sido o único campeonato, na História dos Mundiais, a não ser decidido através de uma final. Na verdade, o formato inovador, e nunca mais repetido desse mundial, contemplava inicialmente quatro grupos de equipas, com o primeiro classificado de cada um desses grupos a seguir para a poule final, na qual jogariam todos entre si. O campeão seria aquele que, nessa pole, somasse mais pontos. O Brasil, por jogar em casa e por ser a selecção com melhores jogadores, era claramente o favorito. Durante a primeira fase, bateu o México por 4 a 0 e a Jugoslávia por 2-0, consentindo apenas um empate por 2 a 2 com a Suíça (no único jogo que disputou fora do Maracanã), algo que não o impediu de se qualificar para a segunda e derradeira fase da prova. Aí, teria de enfrentar a Suécia, a Espanha e o Uruguai. E foi nos dois primeiros jogos dessa pole que a selecção brasileira demonstrou de forma impressionante todo o seu poder futebolístico, derrotando a Suécia por 7 a 1 e a Espanha por 6 a 1. O terceiro e decisivo jogo seria com o Uruguai, que tinha empatado 2 a 2 com a Espanha e vencido a Suécia por 3-2. Ao Brasil bastava um empate para se sagrar campeão.</p>
<p><strong>Os vencedores antecipados<br />
</strong>199.954 bilhetes foram vendidos para a partida decisiva, mas segundo estimativas da época estiveram presentes mais de 200.000 espectadores. O jornal &#8220;O Mundo&#8221;, na véspera, tinha feito capa com a fotografia da selecção brasileira, usando a manchete &#8220;Estes são os Campeões do Mundo&#8221;, e era exactamente isso que cada um daqueles 200.000 espectadores tinha ido comprovar: a vitória dos seus ídolos. Entre eles, Ademir que, com 9 golos, seria o melhor goleador da prova, Zizinho, o melhor jogador da competição e o grande ídolo de Pelé, e José Carlos Bauer, apelidado de &#8220;o gigante do Maracanã&#8221;, que anos mais tarde, numa digressão a Moçambique como treinador da Ferroviária de Araraquara, descobriu um miúdo chamado Eusébio da Silva Ferreira, tendo-o posteriormente indicado a Bela Guttman do Benfica. O guarda-redes era Barbosa, titular indiscutível do Vasco da Gama, clube pelo qual já havia ganho 4 campeonatos cariocas e, em 1948, o Campeonato Sul-Americano de Campeões (precursor da actual Taça dos Libertadores da América). Barbosa fora precisamente o herói dessa prova, ao defender um penalti no jogo decisivo contra o River Plate. Pela selecção brasileira tinha também sido Campeão Sul-Americano em 1949.</p>
<p><strong>Os adversários<br />
</strong>O ambiente, entre o público no Maracanã, não era só de euforia. Era também de intimidação, pelo menos para os jogadores uruguaios, onde o único que não dava sinais de medo em campo era o capitão Obdulio Varela. O único capaz de manter a cabeça erguida depois de ver o Brasil adiantar-se no marcador com um golo, no segundo minuto da segunda parte por Friaça, e de gritar com os companheiros de equipa e obrigá-los a acreditarem na reviravolta. Varela era um duro, um general dentro de campo para quem cada jogo era uma verdadeira batalha. O escritor Nélson Rodrigues escreveu que Varela &#8220;não atava as chuteiras com cordões, mas com as veias&#8221;. Mas era também, à sua maneira, um romântico do futebol enquanto fenómeno puramente desportivo. Recusou sempre jogar com a camisola do seu Peñarol &#8220;profanada&#8221; com publicidade. A equipa entrava em campo com dez jogadores patrocinados e com Varela a ostentar a velha camisola de sempre do Peña. Foram a força e a liderança de Varela que permitiram à selecção uruguaia voltar a unir-se e a empatar o jogo com um golo de Juan Alberto Schiaffino, o segundo melhor marcador da prova, e grande estrela da equipa. Um golo que, no entanto, não desmotivou nem a selecção brasileira nem o público que a apoiava, crentes de que seria apenas uma questão de tempo até a sua superioridade voltar a resultar em golo. O único brasileiro que parecia preocupado era o treinador, Flávio Costa, que pedia para os jogadores defenderem. Mas como é que os jogadores podiam ouvir os avisos do treinador, quando tinham duzentas mil pessoas, à sua volta, já a festejarem o título?</p>
<p><strong><img class="attachment wp-att-2070 alignleft" style="margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/world-cup-1950.jpg" alt="2000020210076" width="290" height="192" align="left" title="«O golo que silenciou 200.000 espectadores»" />O momento decisivo</strong><br />
Até que a dez minutos do fim da partida o impensável aconteceu: o uruguaio Alcides Ghiggia aparece pelo lado direito da área brasileira e, apesar de ter ângulo muito apertado, remata. Barbosa, o guarda-redes em quem todos confiavam, lança-se à bola, junto ao seu poste esquerdo, mas é incapaz de a defender. O que se seguiu foi o silêncio de 200.000 pessoas. Sabem o que é ter duzentas mil pessoas a olharem para vocês com um silêncio de desespero e incredulidade? Não deve ter havido, ao longo da História, muita gente a sabê-lo, mas às 16 horas e 50 minutos do dia 16 de Julho de 1950, Moacir Barbosa Nascimento ficou a saber. O Brasil já sofreu muitas tragédias, entre ditaduras militares, violência urbana e crimes ecológicos, mas para Nélson Rodrigues &#8220;esse golo foi a nossa Hiroshima&#8221;. Uma tragédia que chegou ao ponto de comover os próprios jogadores do Uruguai, como Schiaffino, que disse mais tarde &#8220;eu chorava de alegria, mas também de pena por vê-los sofrer assim. Eu chorava por eles&#8221;. Mas mais impressionante ainda foi a declaração do capitão Varela: &#8220;Fiz um país chorar de tristeza mais do que o meu país de alegria. E acho que se pudesse jogar aquela final novamente faria um autogolo.&#8221;</p>
<p><strong>A ressaca</strong><br />
Dez pessoas morreram no estádio de ataque cardíaco. Nos dias seguintes, inevitavelmente, houve vários relatos de suicídios e cenas de pancada em bares. Também inevitavelmente, Barbosa ficou marcado até ao fim da carreira por esse golo sofrido. Aliás, até ao fim da vida. Foi principalmente por causa desse golo que os guarda-redes brasileiros começaram a ser encarados com desconfiança. Por mais fortes que tivessem sido as selecções brasileiras seguintes, os guarda-redes eram sempre encarados como o elo mais fraco. Mas a humilhação suprema, para Barbosa, ocorreu em 1994, quando foi impedido de entrar no hotel onde a selecção brasileira estagiava para o Campeonato do Mundo, para não dar azar à equipa. &#8220;No Brasil a pena máxima para um homicídio é de 30 anos. Eu pago há 44 por um crime que não cometi&#8221;, disse Barbosa, falecido a 7 de Abril de 2000. O colega Zizinho era da mesma opinião: &#8220;Ele fez tudo com correcção. No golo do Schiaffino fechou o ângulo e o Ghiggia cruzou aberto para o companheiro. No segundo entendeu que Ghiggia ia repetir o lance e lançar aberto para Schiaffino. Então ele se afastou e foi para o centro da baliza. E Ghiggia rematou entre o poste e ele&#8221;. O único Campeonato do Mundo em que não foi jogada uma final foi o que teve a mais dramática final de todos. É aquele tipo de ironias de que a História é feita. Para além de Barbosa, os mais supersticiosos justificaram ainda a derrota com a mudança do local de concentração da equipa na véspera da final. O Brasil trocou a concentração de Joá pelo estádio do Vasco da Gama, em São Januário. Outros culparam o treinador Flávio Costa por ter imposto duas horas de missa na manhã do jogo aos seus pupilos, que rezaram de pé. Quaisquer que tenham sido os motivos, a inspiração e coragem dos jogadores uruguaios é bem capaz de ter o maior de todos, e a verdade é que para o Brasil esse Campeonato do Mundo continua, ainda hoje, a ensombrar a sua brilhante História futebolística. Como disse Luís Fernando Veríssimo, depois de o Brasil ter conquistado o seu quinto Mundial em 2002, &#8220;por mais campeonatos que o Brasil ganhe, nunca vencerá aquela final de 1950.&#8221;</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=wYKzZRN0U6o"><img src="http://img.youtube.com/vi/wYKzZRN0U6o/default.jpg" width="130" height="97" border title="«O golo que silenciou 200.000 espectadores»" alt="«O golo que silenciou 200.000 espectadores»" /></a></p>
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		<title>“Talento em Ascensão III” &#8211; Andrei Arshavin</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:29:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
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		<description><![CDATA[Cria algo a partir do nada, vê-se a bola nos seus pés e espera-se algo grandioso. Andrei Arshavin apareceu apenas ao terceiro jogo deste Euro 2008, frente à Suécia &#8211; esteve suspenso nos dois primeiros &#8211; mas a tempo de se assumir como o estilista do criativo futebol russo e a grande pérola deste Euro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cria algo a partir do nada, vê-se a bola nos seus pés e espera-se algo grandioso. Andrei Arshavin apareceu apenas ao terceiro jogo deste Euro 2008, frente à Suécia &#8211; esteve suspenso nos dois primeiros &#8211; mas a tempo de se assumir como o estilista do criativo futebol russo e a grande pérola deste Euro 2008. O culto pelo estilo, de resto, está instalado na personalidade do jogador, estrela do Zenit St. Petersburgo.</p>
<p>Andrei Arshavin passou para figura de primeiro plano depois da espectacular exibição na vitória da Rússia sobre a Holanda (3&#215;1) nos quartos-de-final do Euro 2008, passando a destacar-se como um dos jogadores mais apetecidos do mercado. A sua história não deixa de ter contornos interessantes pois &#8220;apenas&#8221; explodiu nos últimos dois anos &#8211; em 2004 não esteve no Euro português e em 2006 também não marcou presença na Alemanha. Esta é uma das justificações pela qual aos 27 anos tem &#8220;apenas&#8221; 36 internacionalizações. Típico playmaker, actua desde 1999 no Zenit St. Petersburgo, onde iniciou a carreira na equipa B do clube de sua cidade. No ano seguinte saltou para a equipa principal, onde aos poucos foi tornando-se o &#8220;motor&#8221; ofensivo da equipa e um dos heróis na ascensão do clube quer a nível interno como externo. Prova disso foi terceira posição no campeonato russo de 2001 (sendo mesmo eleito o melhor médio) e vice-campeão em 2003. Mas seria em 2006 que a imprensa e a Federação Russa o elegeram como o melhor do campeonato e jogador russo do ano.</p>
<p>Com o &#8220;clássico&#8221; 10 nas costas, Arshavin é claramente o rosto de uma selecção e país em claro estado de graça. O enriquecimento de uma população com sede de grandes conquistas faz com que o investimento no espectáculo do futebol proporcione verdadeiros contratos milionários aos jogadores. Como exemplo, Arshavin ganha três milhões de euros anuais, algo que nas décadas transactas era completamente impensável na terras dos Czares, mas actualmente é só relembrar a equipa do CSKA que bateu o Sporting na final da Taça UEFA, ou como foram para Moscovo tantos jogadores do campeonato português para perceber que na Rússia manda o dinheiro. No Zenit, por exemplo, manda a Gazprom, o gigante estatal do petróleo e do gás. Basta observarmos que a selecção russa é praticamente um mar de nomes &#8220;desconhecidos&#8221; no panorama internacional, pois dos 23 jogadores da selecção de Hiddink, 22 jogam na Rússia &#8211; o petróleo e o desejo de elevar o nome do país levaram o poder a investir no futebol.</p>
<p>A verdade é que se outrora a Rússia era um dos grandes &#8220;exportadores&#8221; de talentos, a adaptação a um novo estilo de vida e de futebol mostra que os russos nunca viajaram bem &#8211; Kerzakhov, que há dois anos era a grande estrela do país, foi do Zenit para o Sevilha e já está emprestado a um clube de Moscovo. &#8220;Não é fácil saírem jogadores da Rússia, porque ganham muito bem e estão em casa&#8221;, diz Semak, um médio que tem feito grandes exibições e jogou um ano no Paris SG antes de ser dispensado por fraquíssimo rendimento. Arshavin era seguido pelo Real Madrid que o queria, há uns meses, como jogador de segunda linha. Mais recentemente era o Newcastle, agora fala-se da Juventus. O próprio Hiddink, diz-se, é pago directamente por Roman Abramovich, numa espécie de acção de &#8220;responsabilidade social&#8221; do patrão do Chelsea. O técnico holandês não levou um &#8220;staff&#8221; completo, à brasileira &#8211; escolheu como adjunto Igor Korneev, que jogou até um ano no Barcelona e vários anos na Holanda (tem, aliás, a dupla nacionalidade).</p>
<p><img class="attachment wp-att-2810 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/arshavin-euro2008.jpg" alt="Andrei Arshavin" width="300" height="189" align="left" title="“Talento em Ascensão III”   Andrei Arshavin" />Arshavin já espalhava talento pela selecção Russa desde Maio de 2002, onde apontou 10 golos em 33 aparições. A sua magia, astúcia e clareza de raciocínio em campo levaram que mesmo sob a suspensão da UEFA de dois jogos oficiais, tenha sido pré-convocado para o Euro 2008 no mesmo dia em que ajudou o Zenit a igualar-se ao CSKA Moscovo como a única equipa russa a ganhar um troféu europeu, ao ser determinante na vitória por 2&#215;0 na final da Taça UEFA face aos escoceses do Rangers. Guus Hiddink, o treinador holandês que devolveu a selecção russa à elite do futebol, descreve-o da seguinte forma: &#8220;É o jogador mais inteligente que já vi jogar&#8221;, disse, ainda antes de Arshavin ganhar o campeonato russo (o primeiro depois de cair o muro) e a Taça UEFA com o Zenit St. Petersburgo. Hiddink tem tentado dar alguma nova organização à federação, criando centros de treino e lançando novos jogadores (Shirokov, Pavlyuchenko, que jogavam em pequenos clubes). E muda quando as coisas não correm bem &#8211; os centrais jogaram mal na derrota com a Espanha e Shirokov foi substituído por Ignashevitsh a partir daí, ainda que a dupla que forma com Kolodin esteja longe de ser infalível.</p>
<p style="text-align: left;">O carácter fortalecido por uma infância passada com a mãe num apartamento comunitário partilhado com outras famílias, fazem de Arshavin uma personagem rara do futebol russo. Arshavin tem mesmo uma formação académica em design de moda, uma escolha que o próprio justifica ter sido influenciada pelo facto de &#8220;ser um curso onde poderia conhecer muitas mulheres&#8221;. Andrei graduou-se com uma tese sobre o estilismo nos equipamentos desportivos. A associação (futebol-criatividade) que o jogador cultiva nos relvados. Aos 27 anos, aproveitou o Euro para sair definitivamente do armário da liga russa &#8211; Inglaterra e Espanha já disputam o estilo Arshavin.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=IIRxxurh0xg"><img src="http://img.youtube.com/vi/IIRxxurh0xg/default.jpg" width="130" height="97" border title="“Talento em Ascensão III”   Andrei Arshavin" alt="“Talento em Ascensão III”   Andrei Arshavin" /></a><br />
<span style="color: #888888;"> Best of Arshavin</span></p>
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		<title>EURO 2008 &gt; A Queda dos Lusos</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 08:09:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de uma derrota que deixa qualquer português triste e frustrado, escrevo este artigo não para abordar directamente a partida em si, mas para destacar aquele que é um ciclo (finalmente) terminado. Foram 5 anos de um futebol &#8220;internacionalizado&#8221;, de um equipa gerida de forma muito discutível por um personagem detestável, e de um percurso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de uma derrota que deixa qualquer português triste e frustrado, escrevo este artigo não para abordar directamente a partida em si, mas para destacar aquele que é um ciclo (finalmente) terminado. Foram 5 anos de um futebol &#8220;internacionalizado&#8221;, de um equipa gerida de forma muito discutível por um personagem detestável, e de um percurso que apenas um punhado de vitórias importantes fizeram questão de camuflar.</p>
<p>Chamem-me antiquado, mas sempre serei daqueles que rejeita em absoluto um seleccionador nacional que não seja português, ou um jogador estrangeiro a representar a nossa selecção. No meu ponto de vista, é estar a ir contra toda a essência de uma partida de futebol entre países, onde a vitória nunca deverá ser alcançada a qualquer custo, nem tão pouco o factor monetário deverá ser de algum modo relevante. Há casos e casos, seguramente, mas está claro que nem todas as naturalizações que actualmente vemos na praça pública consistem em &#8220;amor ao país que os abrigou&#8221;, diria que nem tão pouco metáde delas. E esta transformação das selecções nacionais em autênticas entidades próprias e independentes tira muita da emoção que em tempos nossos familiares tiveram ao assistir a jogos de Portugal. Como se isso não bastasse, durante a última meia-década assistimos a um técnico que &#8220;apenas&#8221; nos trouxe metodologias rígidas, revestidas de teimosia, ódios pessoais, histórias que para o futebol português quase roçaram a vandalização de alguns nomes queridos &#8211; veja-se o caso de Vítor Baía, que depois de anos e anos de amor à camisola, foi literalmente esquecido sem uma partida de despedida sequer. Imperdoável.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-739" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/723188_w1.jpg" alt="EURO 2008 > A Queda dos Lusos" width="300" height="199" align="left" title="EURO 2008 > A Queda dos Lusos" />Diz-se que Scolari mudou a nossa selecção, e criou uma equipa ganhadora. Será mesmo assim? Um treinador que assumidamente preferia ficar no conforto da sua casa a deslocar-se a estádios de futebol, que por diversas vezes assumiu que gostava de cá estar porque o trabalho era curto, que criou um núcleo duro e renegou literalmente o trabalho e evolução de alguns atletas, que acumulou exibições sofríveis nas fases de qualificação e que tacticamente nunca conseguiu tirar real proveito do lote de atletas de que dispunha. Será que actualmente, e com o conjunto de elementos que Portugal possui, não será exigível chegar à fase final e conseguir pôr a equipa a jogar um futebol aguerrido? Arrisco-me a dizer que sim, evidentemente &#8211; veja-se o que Humberto Coelho, sem experiência alguma como técnico de primeiro nível, conseguiu de uma forma quase comum, e com uma postura fantástica, plena de humildade e nacionalismo. Provavelmente, e se Scolari fosse um treinador com uma postura similar, estaria agora a despedir-se deixando saudade. Contudo, e independentemente de vitórias brilhantes contra Holanda, Inglaterra, entre outras, o seu percurso ficará para sempre ligado à teimosia que o fez vacilar nos momentos cruciais. Na partida de ontem, e assim como na final do Euro 2004, o &#8220;destaque&#8221; acaba por ser o mesmo de sempre: Ricardo, um medíocre jogador de futebol que por obra divina conseguiu manter-se como titular da selecção das quinas durante anos a fio. Ontem, e associado a uma apatia generalizada no sector defensivo, o guardião português tratou de facilitar a vida aos germânicos como se de um futebolista amador se tratasse. O último golo chega a ser quase anedótico, tal é o falhanço técnico na tentativa de defesa. Sem desculpa.</p>
<p>Ultimamente, temo-nos habituado a ver Portugal perder por demérito em fases finais, e não por total valia dos seus adversários. Foi assim contra a Grécia, hoje repetiu-se. Um Portugal que construiu, batalhou, falhou também mais do que devia na altura de finalizar, mas que nas alturas cruciais deitou tudo a perder, relegando os seus níveis emocionais para patamares cada vez mais reduzidos. Com tantas falhas, tantos erros, não há equipa que resista, e depois de uma semana onde a Alemanha foi debatida ao pormenor, parece impossível sofrer 2 tentos quase a papel químico, em livres batidos de frente para os defensores, e onde a predominância aérea deveria ser evidente. São demasiados falhanços, muito pouco trabalho de véspera, e uma excessiva confiança de que o aspecto &#8220;motivacional&#8221; será decisivo, aquilo em que Scolari era visto como um génio pelos tenros <em>media</em> nacionais. Pois bem, isso não chega para fazer um grande treinador.</p>
<p>Para o pós-Scolari: temos futebol, temos equipa, temos individualidades, temos coração. E isso será uma realidade futura, independentemente do nome que esteja a ocupar o cargo de seleccionador. Sentir-me-ei bem mais satisfeito se, ao invés de ver uma cara famosa (e endinheirada) no comando técnico de Portugal, seja um português a ocupar um cargo que só a ele diz respeito. E aí sim, poderemos recomeçar do zero, e não será uma utopia almejar voos tão ou mais altos quanto este. Parabéns Portugal.</p>
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		<title>Observatório: &#8220;Alvo a Abater IV&#8221; &#8211; Alemanha</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 12:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[19 de Junho de 2008 &#8211; a data que actualmente vai na cabeça de todos os portugueses. Às 19.45, Portugal e Alemanha vão defrontar-se, e os sentimentos serão definitivamente distintos de parte a parte. Do lado Português, será de todo impossível não recordar a ingrata partida da 3º/4º lugar do Mundial de 2006 &#8211; prova [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>19 de Junho de 2008 &#8211; a data que actualmente vai na cabeça de todos os portugueses. Às 19.45, Portugal e Alemanha vão defrontar-se, e os sentimentos serão definitivamente distintos de parte a parte. Do lado Português, será de todo impossível não recordar a ingrata partida da 3º/4º lugar do Mundial de 2006 &#8211; prova organizado pelos germânicos &#8211; em que Portugal acabou por sair de uma forma triste depois de um percurso maravilhoso.</p>
<p>Desta feita, este histórico confronto não poderia ser distinto. Emotivo e decisivo, poderá colocar uma das equipas numas apetecíveis meias-finas de um Europeu. O actual estado dos germânicos revela-nos alguma inconstância e insegurança. Depois de uma entrada convincente frente à Polónia, os confrontos com Croácia e Áustria trouxeram ao terreno uma equipa modificada. O meio campo parece adormecido durante largos momentos da partida e dependente do rasgo individual de alguns elementos, nomeadamente Ballack na construção e Podolski na finalização. A derrota frente a croatas terá sido um forte golpe nos níveis mentais da equipa, e nesse contexto o lance de Gomez na terceira partida será talvez o exemplo mais evidente de uma equipa que não está claramente na sua maior força. Para jogadores, adeptos ou imprensa, existe uma enorme incerteza no futuro imediato de uma equipa que em 2006 se encontrava ainda em renovação, mas que actualmente parece novamente uma turma de certo modo envelhecida e desequilibrada &#8211; basta ver que o pêndulo da equipa é o veteraníssimo Ballack.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-729" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/image3.png" alt="Observatório: Alvo a Abater IV   Alemanha" width="300" height="215" align="left" title="Observatório: Alvo a Abater IV   Alemanha" />Do lado português, vive-se também alguma incerteza, e de certo modo compreensível. As abruptas alterações promovidas por Scolari na partida frente aos anfitriões acabou por resultar naquilo que já se imaginaria &#8211; uma equipa desgarrada, sem ligação e com a falta de experiência de alguns elementos, algo que resultou numa &#8220;copiosa&#8221; derrota. É certo que o primeiro tempo poderia ter levado a outro desfecho, mas a &#8220;intervenção&#8221; proteccionista da UEFA perante um dos seus organizadores parecia ser uma forte possibilidade, e só uma equipa distraída deixou escapar essa evidência. Sou daqueles que julga que numa prova desta natureza não há lugar a poupanças, sob pena de destabilizar mentalmente o grupo numa competição curtíssima. Depois deste fracasso, caberá ao &#8220;Sargentão&#8221; recolocar as tropas no sentido certo.</p>
<p>Numa partida que será certamente jogada a alto ritmo, será fundamental que a dupla Ricardo Carvalho &#8211; Pepe mantenha a consistência habitual, notável na capacidade para ganhar em antecipação e dominar o jogo aéreo. A consistência táctica será definitivamente decisiva nesta partida, frente a uma equipa fria, forte fisicamente, e com boa ocupação de espaços &#8211; apesar das evidentes dificuldades que têm acompanhado a equipa. As laterais, com natural predominância para Bosingwa, serão igualmente fundamentais para a estratégia portuguesa (curiosamente, na formação alemã é igualmente um lateral, Lahm, um dos elementos mais esclarecidos e desequilibradores). Efectivamente, e frente à formação do centro da Europa, nada melhor do que tirar partido das poderosas e ofensivas alas nacionais. Na falta de um pivot ofensivo de renome, restará igualmente a Ronaldo e Cia alargar o perímetro de ocupação para zonas centrais do ataque, onde irá encontrar dois defensores pouco rápidos e duros de rins. Deco merece igualmente um forte destaque, por tudo aquilo que vem protagonizando neste final de temporada. São poucas as equipas que neste Europeu se podem gabar de contar com um número 10 com a magia que Deco transporta, e isso acaba por trazer fortes qualidades ao jogo luso &#8211; capacidade de transição, passe longo e de rotura, melhor gestão da posse de bola.</p>
<p>Independentemente das várias leituras possíveis, bem possível será que nesta próxima quinta assistamos a uma enorme partida de futebol, à imagem do que este Euro 2008 nos vem habituando, com espectáculo, emoção e muitos golos. Por agora, bastará acreditar que Portugal pode manter um percurso ganhador na prova, e que frente a Alemanha se repita (em qualidade, e em resultado final) o famoso Alemanha x Portugal de 1985, em que Carlos Manuel com um magnífico golo qualificou a nossa Selecção para o Mundial do ano seguinte.</p>
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		<title>“Talento em Ascensão II” &#8211; Arda Turan</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 22:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
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		<description><![CDATA[Continuando na senda das jovens pérolas que despontam e encantam durante o Euro 2008, é inevitável não ficar rendido ao mais recente rebento da cantera turca do Galatasaray &#8211; Arda Turan. Apelidado como o novo grande herói otomano, este médio polivalente é, sem sombra de dúvidas, um dos grandes responsáveis pela estupenda  passagem da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando na senda das jovens pérolas que despontam e encantam durante o Euro 2008, é inevitável não ficar rendido ao mais recente rebento da <em>cantera</em> turca do Galatasaray &#8211; Arda Turan. Apelidado como o novo grande herói otomano, este médio polivalente é, sem sombra de dúvidas, um dos grandes responsáveis pela estupenda  passagem da selecção Turca aos quartos de final do Euro 2008.</p>
<p>O novo menino dourado do futebol Turco, Arda Turan, é hoje com 21 anos de idade um dos valores que chegam ao Euro 2008 com enorme confiança após uma fabulosa época 2007/08 ao serviço do Galatasaray AS, que culminou com a vitória do título da <em>Super Lig </em>turca &#8211; o seu primeiro grande título. Um ala de encher o olho, que gosta de desafiar os adversários ou mesmo escapar deles em grande velocidade. Arda é um produto das escolas do Galatasaray que apenas conseguiu o seu espaço no onze do actual campeão turco após ter sido emprestado por uma época ao Vestel Manisaspor, onde deu nas vistas sob comando do ex-seleccionador turco Ersun Yanal. Foi na época de 2006/07, e não participou na conquista do título do Galatasaray, mas a sua reputação chegou para alcançar o título de revelação dessa mesma época, muito pela brilhante exibição na pré-qualificação para a Liga dos Campeões, onde marcou 2 golos no empate com os checos do FK Mladá Boleslav. Esse jogo acabaria de resto por ser o seu grande trampolim para o estrelato, já que no mesmo mês se viria a estrear na selecção nacional turca num amigável face ao Luxemburgo, esta que seria a primeira de 9 internacionalizações que já conta até atingir o Euro na Áustria e Suíça, incluindo a titularidade nos dois últimos e vitais jogos da Turquia, na Noruega e em Istambul, face à Bósnia-Herzegovina.</p>
<div class="iC">
<p><img class="attachment wp-att-2642 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/arda-turan2.jpg" alt="Arda Turan" width="300" height="204" align="left" title="“Talento em Ascensão II”   Arda Turan" />Arda Turan já havia brilhado no Europeu sub-19 em 2006. No entanto, pode ter sido de certa forma &#8220;vítima&#8221; da fraca prestação além fronteiras dos seus compatriotas, refiro-me às apostas dos últimos anos em futebolistas turcos que não vingaram noutros campeonatos mais competitivos. Exemplos não faltam, e curiosamente escolhi dois jogadores que actuam praticamente nos mesmos espaços que Turan: o primeiro é Tuncay (26 anos, ex-Fenerbahçe) que após grandes exibições na Turquia chegou a Inglaterra onde se demora a impor no &#8220;modesto&#8221; Middlesbrough. O segundo exemplo é Emre Belozoglu, de 27 anos, que saiu do Galatasaray  para o Inter de Milão, onde desiludiu por completo e é agora um dos suplentes do Newcastle.</p>
<p>Durante o mercado de Inverno, o Espanhol de Barcelona, Inter de Milão e Liverpol &#8220;esbarraram&#8221; nos 10 milhões de euros pedidos pelo campeão Turco, como forma de bloquear e satisfazer o pedido da sua coqueluche que deseja conquistar todos os troféus com o Galatasaray. Tudo para manter este médio destro que adora deambular sobretudo pelo flanco esquerdo, antes de espalhar magia com desmarcações constantes ou assistências primorosas. Como nem tudo é positivo na vida de um futebolista de elite, Arda não é fisicamente possante (1.76m e 72 kg.) e deve melhorar ainda o seu controlo emocional, a recepção e sobretudo o remate de meia distância (algo que parece  começar já a melhorar tal <a href="http://www.youtube.com/watch?v=M_EQdYgSgOU" target="_blank">foi o golo que marcou a Petr Cech</a> e abriu caminho à vitória estrondosa no emocionante Turquia 3&#215;2 Rep Checa.</p>
<p>Nos últimos dois anos, tornou-se já um indiscutível no Galatasaray, e estará certamente bem perto de experimentar um poderoso clube estrangeiro, onde aí consiga polir alguns dos seus <em>handycaps</em>. A sua velocidade de execução e a capacidade de desequilíbrio são &#8220;armas&#8221; que alia facilmente a um enorme talento. Arda Turan &#8211; Um nome a manter debaixo de olho (ainda) durante este Euro 2008.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=3CFrSq1azq0"><img src="http://img.youtube.com/vi/3CFrSq1azq0/default.jpg" width="130" height="97" border title="“Talento em Ascensão II”   Arda Turan" alt="“Talento em Ascensão II”   Arda Turan" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Best of de Arda Turan</span></p>
<p><strong></strong></div>
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		<title>Análise: EURO 2008 &gt; G1/J3 &gt; Suíça 2×0 Portugal</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 21:25:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Já classificado e com o primeiro lugar assegurado, Portugal  apresentou-se no St. Jakob-Park em Basileia com uma equipa de &#8220;reservas&#8221; que não conseguiu ultrapassar um dos anfitriões deste Euro 2008. A Suíça, já em jeito de despedida, fez história ao conseguir a primeira vitória num Campeonato da Europa.  Hakan Yakin foi o herói [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já classificado e com o primeiro lugar assegurado, Portugal  apresentou-se no St. Jakob-Park em Basileia com uma equipa de &#8220;reservas&#8221; que não conseguiu ultrapassar um dos anfitriões deste Euro 2008. A Suíça, já em jeito de despedida, fez história ao conseguir a primeira vitória num Campeonato da Europa.  Hakan Yakin foi o herói do jogo com dois tentos na etapa complementar, o segundo dos quais de  grande penalidade.</p>
<p>Após as emocionantes vitórias sobre a Turquia e a Rep. Checa, assim como a notícia de Scolari no comando do  Chelsea, Portugal chegava em pleno domingo a Basileia, com a cabeça no jogo dos quartos-de-final da próxima quinta-feira.  A calma era tanta que Scolari operou uma revolução aceitável no onze do elenco luso com a troca de oito nomes, mudança essa que se revestia de esperança para os menos utilizados, mas sobretudo de poupança de energias para os jogadores mais utilizados. Pela frente uma Suíça ferida nas suas ambições mas empenhada no derradeiro desafio perante o seu público, na procura de um resultado capaz de erguer o orgulho helvético.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-727" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/naniwoe_e.jpg" alt="Análise: EURO 2008 > G1/J3 > Suíça 2×0 Portugal" width="300" height="211" align="left" title="Análise: EURO 2008 > G1/J3 > Suíça 2×0 Portugal" />Quando o árbitro austríaco Plautz deu início à partida, a curiosidade no lado luso recaía sobretudo no que as caras &#8220;secundárias&#8221; poderiam mostrar face a uma Suíça extremamente empenhada em honrar a sua eliminação deste Euro. Tudo poderia ter sido diferente se Portugal tivesse chegado ao intervalo em vantagem, tais foram as oportunidades desperdiçadas ou simplesmente &#8220;boicotadas&#8221; pelo juíz da partida, numa partida em que Portugal tem vários motivos de queixa. Um penalty por assinalar a Nani (16 m), remate de Pepe para a trave (19 m), remate de Postiga contra defesa suíço em cima de linha (24 m) e por fim aos 36 minutos um golo mal anulado, por suposto fora-de-jogo inexistente de Postiga, dariam pano para mangas para Portugal chegar confortavelmente ao final da primeira parte com missão cumprida, não obstante a &#8220;normal&#8221; fraca sistematização a meio-campo. A nível individual, a falta de ritmo foi evidente sobretudo no sector defensivo onde Meira nunca conseguiu alcançar a performance de Pepe, e na direita Miguel surgiu totalmente sem ritmo, obrigando Ricardo a mostrar serviço em dois remates do melhor em campo &#8211; Hakan Yakim. Destaque para a nova estreia lusa nesta fase final, Jorge Ribeiro, que aos 41 minutos rendeu Paulo Ferreira e rubricou uma exibição ao nível de toda a equipa &#8211; longe de ser brilhante. Se no sector defensivo a almofada estava apertada, no miolo Miguel Veloso mostrou pouca ou nenhuma clareza no que toca ao seu posicionamento em campo e acumulou erros atrás de erros. Portugal conseguia libertar-se de algum desafogo muito graças aos malabaristas de serviço &#8211; Nani e Quaresma &#8211; que funcionavam como verdadeiros trunfos na hora de abordar a baliza de Pascal Zuberbühler, que não se mostrava intimidado com os esforços sem glória de Postiga. Foi de resto o avançado do Man. Utd quem teve as melhores oportunidades e que se mostrou o mais inconformado perante o decorrer do jogo.</p>
<p>A segunda metade foi praticamente o culminar de várias oportunidades dos Suíços. Inler ainda deu o primeiro grande aviso com a bola a beijar o poste direito da baliza de Ricardo. Scolari percebeu que Portugal já não tinha meio-campo para segurar os helvéticos, e já com a Suíça a dominar lançou João Moutinho em campo para reconquistar o jogo. No entanto, logo a seguir, os suíços conseguiram o golo, com uma assistência de Eren Derdiyok a deixar Yakin isolado para bater o desamparado Ricardo. Portugal esteve pela primeira vez neste Euro em desvantagem e Hugo Almeida saltava do banco para esboçar uma reacção, mas aos 83 minutos Meira faz um pretenso penalty sobre Barnetta, que o juiz austríaco prontamente assinalou. Yakin  tratou de concretizar e assim bisar numa partida em que a Suíça e o seu seleccionador Jakob Kuhn assinalaram a melhor despedida possível.</p>
<p>Em suma, a derrota frente à Suíça (0&#215;2) deu desde logo o presente ideal à equipa organizadora de despedir-se da prova com o orgulho retocado e relançado para a chegada de Ottmar Hitzfeld. Do lado lusitano, resta esperar que quer Scolari quer os jogadores saibam proteger a confiança de forma a não deixar marcas no futuro imediato de uma Selecção que deu às suas estrelas uns belos dias de descanso. Scolari não conseguiu o milagre de montar uma equipa coesa com as segundas escolhas:uma selecção  desarticulada  e sem métodos a que se deixou bater em Basileia. Se a partida foi sem grande interesse para os lados de Portugal, a emoção do grupo A foi desde logo toda para a partida entre a Rep. Checa e Turquia, um verdadeiro hino ao futebol, com emoção, festa, desilusão e lágrimas até ao último segundo. Como já foi dito, este último confronto de Portugal na fase de grupos foi apenas um parêntesis, que se abriu e fechou em Basileia e que pode até ter o condão de serenar os ânimos (exaltados) que se viviam em redor da selecção Portuguesa. As grandes emoções, a sério e a doer, seguem dentro de momentos.</p>
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		<title>Análise: EURO 2008 &gt; G1/J2 &gt; Rep. Checa 1&#215;3 Portugal</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 08:07:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Missão cumprida. Portugal reclamou a segunda vitória consecutiva no Euro 2008, ultrapassando a exigente e organizada Rep. Checa por 3-1 em Genebra. Foi mais uma performance dominadora dos pupilos de Scolari, onde Deco e Cristiano Ronaldo encarnaram o papel de principais mentores da supremacia lusa.
Aguardado com enorme expectativa, o embate entre as duas primeiras classificadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Missão cumprida. Portugal reclamou a segunda vitória consecutiva no Euro 2008, ultrapassando a exigente e organizada Rep. Checa por 3-1 em Genebra. Foi mais uma performance dominadora dos pupilos de Scolari, onde Deco e Cristiano Ronaldo encarnaram o papel de principais mentores da supremacia lusa.</p>
<p style="text-align: left;">Aguardado com enorme expectativa, o embate entre as duas primeiras classificadas do grupo A, ambas com 3 pontos, foi mais um enorme espectáculo de emoção do primeiro ao último segundo da partida. A verdade é que quer Portugal, quer a Rep. Checa foram seguramente as duas selecções que mais brilharam no Euro 2004 e do lado das quinas havia ainda a desforra da derrota de 1996 com o célebre chapéu de Poborsky a Vítor Baía. Portugal entrou na partida com o mesmo onze que havia derrotado a Turquia e que tão boa conta deu do recado, e em contrapartida, os checos apresentaram duas alterações em relação ao jogo com a Suíça, com Marek Matějovský a entrar para o lugar de meio-campo de David Jarolím, e o inevitável Milan Baros a render o gigante Koller.</p>
<p style="text-align: left;">O jogo não poderia começar melhor para Portugal, quando com apenas sete minutos levantou a suspeita de         que conseguiria uma vitória         tranquila. Deco aproveitou um lance confuso na área checa e, após uma confusão de ressaltos chutou para inaugurar o marcador para a turma lusa. Início de sonho que no entanto, viria a revelar-se enganador perante uma turma Checa que não se deixou abater e, aos poucos, foi dando         sinais de que venderia caro qualquer resultado. O empate foi ganhando forma com a  perda duas boas         oportunidades, até que aos 16&#8242;, Plasil cobrou um canto e colocou o esférico na cabeça de         Sionko, que em grande estilo não teve dificuldades para desfeitear Ricardo. A primeira parte foi ganhando oportunidades para os dois lados mas foi Portugal quem colocou em sentido o guardião Čech, que com enorme classe negou por três vezes os intentos a Ronaldo. Muito marcado, a estrela lusa alternou bons e maus momentos         nos primeiros 45 minutos. Em alguns lances, foi brilhante, com         arrancadas e remates perigosos, sendo dele a par de Deco (melhor em campo) a criação das principais         jogadas portuguesas, alternando com         tentativas precipitadas e dribles desnecessários.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignleft attachment wp-att-721" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/713272_w1.jpg" alt="Análise: EURO 2008 > G1/J2 > Rep. Checa 1x3 Portugal" width="305" height="212" align="left" title="Análise: EURO 2008 > G1/J2 > Rep. Checa 1x3 Portugal" />O intervalo trouxe um Portugal mais esclarecido e diferente. Jogando mais pelos flancos, a equipa pressionou nos primeiros minutos da etapa         complementar. Aos 55&#8242; e 59&#8242;, Simão Sabrosa foi chamado ao jogo mas novamente Cech fez questão de dizer presente, até que aos aos 61&#8242; não teve jeito. Cristiano         Ronaldo iniciou a jogada ao lançar Deco, o brasileiro dominou na         entrada da área, driblou Jankulovski e colocou com enorme classe na passada para         Cristiano Ronaldo finalizar  de primeira, batendo forte e rasteiro,         sem defesa possível. Com Portugal de novo em vantagem, a equipa de Bruckner foi à procura do empate, mas a  desvantagem empurrou a República Checa para o ataque já com o &#8220;bulldozer&#8221; Koller no ataque (renderia Galasek). Cada cruzamento era um perigo para a baliza de Ricardo. Mas quem marcaria seria Portugal, num rápido contra-ataque tirado da cartola por Deco a isolar Cristiano Ronaldo. O 7 português  surgiu sozinho perante Cech e não foi egoísta, oferecendo a Ricardo Quaresma o terceiro nos descontos.<br />
Com capacidade de sofrimento mas sobretudo alimentada com o génio de Deco e Ronaldo, a selecção Portuguesa mostra que vive momentos de grande confiança e que a motivação está totalmente concentrada no objectivo de ganhar.</p>
<p style="text-align: left;">Com             o resultado em Genebra e contando também com a derrota da             Suíça para Turquia, Portugal com seis pontos ganhos         garantiu a passagem aos quartos-de-final com um jogo de antecipação e ainda o 1º lugar do grupo, o que significa que jogará com o 2º classificado do grupo B, para além de se manter em solo Suíço. Em apenas dois jogos, Portugal garantiu a liderança do Grupo A e pode dar-se ao &#8220;luxo&#8221; de olhar para o terceiro jogo com a já arredada Suíça,  como mera formalidade. Por outro lado, o país ficou a saber esta quarta-feira que vai perder o seleccionador. O Chelsea, num anúncio que peca no timing, confirmou que Scolari vai assumir o a chefia técnica dos <em>blues</em> a partir de 1 de Julho, logo a seguir ao fim do Euro 2008. É o fim de um ciclo na Selecção Nacional. Foram oito anos com alguns dos melhores resultados de sempre da selecção, e mesmo sem qualquer título conquistado, a verdade é que Scolari deixa uma dura herança para o seu sucessor, &#8220;fardo&#8221; esse que os Portugueses ainda esperam mais pesado com o sonho da conquista do Euro 2008.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="247" height="227" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HZdjZI94m8pkggr8yCqe/mov/1" /><param name="align" value="bottom" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="247" height="227" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HZdjZI94m8pkggr8yCqe/mov/1" align="bottom"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;"><em>Highlights</em> do jogo</span></p>
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		<title>&#8220;Alvo a Abater III&#8221; &#8211; Suíça</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 08:58:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Apontada como outsider do grupo A, a Suíça será o terceiro e último adversário de Portugal na fase de grupos do Euro2008. Uma selecção que, embora sem grandes nomes na montra internacional, tem em Jakob Kühn um treinador esclarecido e que sabe com o que conta &#8211; uma equipa esforçada e aplicada, mas sem grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apontada como <em>outsider</em> do grupo A, a Suíça será o terceiro e último adversário de Portugal na fase de grupos do Euro2008. Uma selecção que, embora sem grandes nomes na montra internacional, tem em Jakob Kühn um treinador esclarecido e que sabe com o que conta &#8211; uma equipa esforçada e aplicada, mas sem grande génio &#8211; que privada de Frei e Müller, tem no factor casa um dos raros pontos fortes.</p>
<p>Consumada a 1ª jornada do Grupo A, eis que a Suíça revela que só não é uma incógnita porque pouco ou nada mudou em relação ao Mundial 2006, onde atingiu &#8220;heroicamente&#8221; os oitavos de final. A verdade é que nem os protagonistas nem sobretudo a filosofia de jogo sofreram alterações &#8211; abuso na troca de bola em linhas atrasadas, e aposta na solidez defensiva à espera que um lance fortuito resolva o jogo. Longe vão os tempos em que Kubilay Turkyilmaz (melhor marcador de sempre, com 34 golos em 62 jogos) e <span class="apreto12n">Stéphane Chapuisat &#8211; considerado pela federação helvética o melhor jogador suíço dos últimos 50 anos &#8211; colocavam o nome da Suíça no mapa futebolístico internacional. Depois de participar no Mundial de Inglaterra, em 1966, a Suíça desapareceu, até que em 1994 surgiu um grupo de jovens jogadores, encabeçados pelo talentoso Chapuisat, que disputou 103 jogos e foi apenas superado em internacionalizações por Heinz Hermman, com 117. O &#8220;pequeno&#8221; país</span><span class="apreto12n"> de 7,2 milhões de habitantes</span><span class="apreto12n">, 48º no ranking FIFA,  vai disputar o seu terceiro Europeu nos últimos 12 anos.</span></p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-717" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/swiss.jpg" alt="Alvo a Abater III   Suíça" width="300" height="167" align="left" title="Alvo a Abater III   Suíça" />Qualificada automaticamente como anfitriã, a Suíça foi obrigada a disputar variados jogos particulares com um interessante leque de adversários dos 4 cantos do Mundo. Desde logo os jogos com as &#8220;potências&#8221; &#8211; Brasil (derrota por 1&#215;2), Alemanha (derrota 1&#215;3), Holanda (vitória 2&#215;1) ou mesmo o empate a uma bola com a Argentina, são exemplos de um vasto grupo de testes onde Japão, Nigéria, Costa Rica ou mesmo a exótica Jamaica não deixaram de oferecer boa réplica aos comandados de Köbi Kuhn. No total, não foram além de 8 vitórias, 1 empate, 7 derrotas e 25-24 golos nos 16 jogos disputados, dados que não sendo brilhantes não fazem perder a esperança de Kuhn, que mantém todo o seu estilo de liberal em pré-reforma. Com o homem da última dobradinha do Bayern de Munich, Ottmar Hitzfeld, com guia de entrada após o EURO 2008, o ainda treinador helvético quebrou em 2001 doze anos consecutivos de técnicos estrangeiros na selecção, entre os quais o nosso conhecido Artur Jorge. A verdade é que a humildade e modéstia deste Suiço de 64 anos são suas imagens de marca, além de uma postura super-aberta na relação com os seus jogadores &#8211; Kuhn não concorda com o controlo excessivo sobre os seus pupilos, até porque segundo rezam as paredes na Suíça foi castigado por uma fuga nocturna durante o Mundial de 1966.</p>
<p>No que toca à avaliação do onze helvético, é inevitável não salientar a lesão do futebolista suíço mais bem sucedido dos últimos anos, no 1º jogo deste Euro 2008 com a <a href="http://www.jogodearea.com/2008/05/31/observatorio-alvo-a-abater-ii-rep-checa/" target="_blank">Rep. Checa</a> &#8211; falo naturalmente do capitão Alexander Frei, do Borussia de Dortmund. Esta ausência pode ter sido um rude golpe às aspirações suiças, sobretudo após a interessante  exibição na desilusão do jogo inaugural. Isto levanta problemas na construção do triângulo avançado do 4×1&#215;3×2 projectado por Kuhn. Se na baliza, o nosso conhecido ex-Nacional Diego Benaglio conquistou o seleccionador e o país, na defesa destaque para os laterais &#8220;alemães&#8221; &#8211; na esquerda Philipp Degen, do Dortmund, dá ainda mais altura ao sector recuado, na direita a experiência de Ludovic Magnin (Estugarda) dá muita profundidade e acutilância a uma posição que é sua sem contestação. No centro, destaque para o inevitável Senderos, uma das jovens pérolas de Wenger no Arsenal é o patrão da defesa na ausência de Müller. No meio campo, os dois &#8220;naturalizados&#8221; &#8211; Ricardo Cabanas e Gelson Fernandes &#8211; o primeiro nascido em Espanha, é o principal tampão às investidas adversárias; o segundo, nascido em Cabo-Verde, é o grande vagabundo do meio campo. Já no sector ofensivo, vários nomes se salientam:</p>
<ul>
<li>Tranquillo Barnetta (Bayern) &#8211; A estrela da companhia na ausência de Frei. Assumiu-se como referência da equipa após aparição repentina no Mundial 2006 que lhe valeu a ida para o Bayern. É o armador de jogo do lado esquerdo da Suiça;</li>
<li>Joahn Vonlanthen (Red Bull Salzburgo) &#8211; É no lado direito, um dos poucos que dá criatividade à equipa, e apesar de ter apenas 22 anos é uma das promessas seguras lançada por Kühn.</li>
<li>Hakan Yakin (Young Boys) &#8211; Com 31 anos, é um dos pilares no jogo suiço tal é a sua experiência e eficácia na organização do jogo atacante.</li>
</ul>
<p>Pode-se afirmar que a esperança é a última coisa a morrer, e é precisamente com esse pensamento que os Suíços vêm a sua equipa. Num país com os pés bem assentes no chão, sem grandes euforias, apesar de limitada expressão do futebol ao nível de competições internas este Euro pode muito bem ser um passo de gigante para o aumento da popularidade do desporto-rei por terras helvéticas.</p>
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		<title>Análise: EURO 2008 &gt; G1/J1 &gt; Portugal 2&#215;0 Turquia</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 00:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Temos Portugal! Numa partida soberba, a fazer lembrar grandes jogos de outrora, a equipa das quinas entrou definitivamente com o pé direito em mais um Europeu de futebol. O adversário não facilitou, e a sorte não esteve também do nosso lado, mas a vitória foi conseguida e de forma sublime.
Na antevisão de uma estreia desta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Temos Portugal! Numa partida soberba, a fazer lembrar grandes jogos de outrora, a equipa das quinas entrou definitivamente com o pé direito em mais um Europeu de futebol. O adversário não facilitou, e a sorte não esteve também do nosso lado, mas a vitória foi conseguida e de forma sublime.</p>
<p>Na antevisão de uma estreia desta natureza, e como não poderia deixar de ser, muitas eram as opiniões lançadas pelos <em>media</em>. Para uns, a vitória portuguesa era a realidade mais próxima; para os mais cépticos, era um jogo de 50/50. Havia no entanto algo aceite por todos: só um Portugal de grande crer, sacrifício e eficiência táctica poderia alcançar uma vitória para todos nós. O onze escalado por Scolari correspondia ao que já havia sido revelado no dia anterior &#8211; Ricardo na baliza, Bosingwa e Paulo Ferreira nas laterais, Petit e Moutinho coexistiam no meio-campo defensivo ao passo que Deco era o motor de construção do futebol luso. Ronaldo, Simão e Nuno Gomes fechavam o trio de ataque.<br />
E quando começou, a partida parecia já levar 15 minutos. Isto porque foi imediata a garra de ambas as equipas empregue em cada lance. Se para os turcos o mais importante parecia ser impedir os lusos de jogar, para Portugal era mesmo o golo o objectivo eminente. E depois de 15&#8242; de domínio português, esse tento surgiu mesmo &#8211; 17&#8242;, cabeceamento genial de Pepe a cruzamento de Simão &#8211; pronta e correctamente invalidado pelo juiz auxiliar. Este lance, apesar de frustrante, trouxe uma maior moralização ao conjunto luso, que nesta 1ª jornada contou também com um 12º jogador &#8211; os milhares de portugueses que lotaram o Stade de Geneve. O intervalo chegava, não sem antes Ronaldo fazer embater a bola no poste esquerdo de Demirel, na cobrança de um livre directo.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-710" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/image5.jpg" alt="Análise: EURO 2008 > G1/J1 > Portugal 2x0 Turquia" width="300" height="182" align="left" title="Análise: EURO 2008 > G1/J1 > Portugal 2x0 Turquia" />Ao intervalo, Scolari certamente terá enfatizado o tão emotivo carácter demonstrado pelos 11 portugueses. Mas era preciso concretizar, transformar em golos as oportunidades criadas. Se por um lado a sorte tinha estado do lado dos turcos, muita desta ineficácia portuguesa resultava dum anti-jogo diabólico praticado pelo nosso oponente, com constantes faltas, agarrões, simulações. O juiz da partida teve neste aspecto uma leitura perfeita, e apesar de raramente levar a mão ao bolso, defendeu sempre que possível o futebol atractivo praticado pelos lusos. Nesta 2ª metade, houve um recuo evidente da equipa de Fatih Terim. Portugal atacava e apostava no golo, golo esse que apenas surgiu aos 61&#8242;, e para alívio dos milhões de portugueses a assistir a esta jornada inaugural do Euro2008 por esse mundo fora. Foi simplesmente sublime o lance de Pepe, que iniciou e completou frente ao guardião turco, mesmo sofrendo uma entrada duríssima pelas costas. Não há palavras para descrever tão incrível golo (o segundo do brasileiro, primeiro dos quais legal), e Portugal via-se finalmente na frente do marcador.</p>
<p>Depois do golo de Pepe, importante realçar alguma falta de confiança (e de pulmão, quiçá) que se foi revelando no meio campo português. Houve uma clara dificuldade em pegar no esférico e efectuar alguma troca de bola. Pelo contrario, a única solução encontrada pela defensiva portuguesa consistia em &#8220;despachar&#8221; as bolas por intermédio de pontapés longos, colocando-as novamente nos pés dos turcos. Foram vários os momentos em que isto sucedeu de forma consecutiva, sendo mais tarde de certa forma rectificado com a entrada de Nani &#8211; e as evidentes ajudas a meio-campo que o jovem extremo veio trazer &#8211; e aos 83&#8242;, na entrada do trinco Raúl Meireles. Uma estreia é uma estreia, e numa competição de final de temporada são naturais as lacunas a nível físico e táctico, mas o que é facto é que esta nossa equipa se comportou de forma gloriosa, denotando frescura, rapidez de movimentos e uma enorme interacção entre os vários sectores.</p>
<p>O golo de Raúl Meireles, a passe (magistral) de Moutinho e depois de uma arrancada monumental de Ronaldo, foi o carimbar de uma vitória por demais merecida de Scolari e seus pupilos. Foi demasiadamente evidente a superioridade lusa, e o segundo tento assentou como uma luva nas pretenções nacionais. Uma entrada de leão, e a juntar aos 3 valiosos pontos vem uma forte moralização para os restantes 2 jogos que fecham a etapa inicial. Pepe cotou-se evidentemente como o MVP desta Jornada 1, juntando-se-lhe Moutinho com uma partida plena de eficiência e precisão. Realce também para Bosingwa, que juntamente com Cristiano Ronaldo foram uns autênticos todo-o-terreno nesta importante prestação. Por seu lado, Nuno Gomes &#8211; o avançado português que colocou duas bolas no ferro &#8211; apesar de alguma infelicidade revelou boa movimentação e uma forte possibilidade de se manter como o elemento mais adiantado de Scolari. Venham os Checos!</p>
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		<title>Os Brasileiros na EuroCopa</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 16:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Começa neste sábado o torneio mais importante entre seleções adultas do planeta, depois da Copa do Mundo. Mesmo com os atletas estourados pela dura temporada européia, a Euro 2008 deve apresentar ótimos jogos e uma disputa acirrada já na primeira etapa da fase final, disputada na Suíça e na Áustria. Além da relevância da competição, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começa neste sábado o torneio mais importante entre seleções adultas do planeta, depois da Copa do Mundo. Mesmo com os atletas estourados pela dura temporada européia, a Euro 2008 deve apresentar ótimos jogos e uma disputa acirrada já na primeira etapa da fase final, disputada na Suíça e na Áustria. Além da relevância da competição, o Brasil também estará ligado nos profissionais que nasceram no país, mas representarão outras nações. Com a facilidade para conseguir dupla nacionalidade e poder jogar pelos clubes europeus como comunitário, muitos jogadores que não tiveram oportunidades na Seleção Brasileira aproveitam a chance e se naturalizam, realizando o sonho de vestir a camisa de uma seleção nacional.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2116 alignleft" style="margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/marcos-senna-spain.jpg" alt="Os Brasileiros na EuroCopa" width="290" height="174" align="left" title="Os Brasileiros na EuroCopa" />É o caso de Kevin Kuranyi (Alemanha), Mehmet Aurélio (Turquia), Marcos Senna (Espanha), Roger Guerreiro (Polônia), Deco e Pepe (Portugal). Quase todos passaram despercebidos em nossos campos e só ganharam destaque depois da estréia por outros países. Kuranyi e Deco, os primeiros da lista a optar pela naturalização, estrearam em Março de 2003 e disputaram as últimas edições da Euro e da Copa do Mundo. Roger, o último, conseguiu a liberação para atuar pela seleção polonesa em Abril deste ano, entrando imediatamente na lista de pré-convocados do técnico holandês Leo Beenhakker. O lateral-esquerdo, revelado pelo São Caetano, teve uma passagem complicada pelo Corinthians, falhando numa partida decisiva pela Libertadores contra o River Plate, jogou razoavelmente bem no Flamengo e no Juventude e rodou em alguns clubes europeus até chegar ao Legia Varsóvia, da primeira divisão polonesa, onde passou de defensor a meio-campista. Os brasileiros já se acostumaram com essa realidade e a encaram com naturalidade, sem acusações de traição à pátria ou coisas do tipo. Como isso vem se estendendo a outros &#8220;derivados&#8221; do futebol, como o futsal e o futebol de areia, e é prática normal nos países asiáticos há décadas, a maioria entende e até apóia a busca por uma melhor posição no futebol mundial.</p>
<p>Todos receberão a devida atenção do público no Brasil, mas a maioria esmagadora torcerá mesmo por Portugal. Não só pelos atletas que nasceram aqui e a ligação entre os países, mas principalmente por Luiz Felipe Scolari, o mais famoso brasileiro envolvido com a competição. Paradoxalmente, muitos desejam o fracasso de Scolari na esperança dele retornar à Seleção Brasileira. Outros não admiram os métodos peculiares do treinador e se incomodam com seu sucesso. Assim como em terras lusitanas, Felipão também gera polêmica no Brasil, mesmo após a Copa de 2002, quando enfrentou a ira do público que queria Romário entre os convocados e voltou consagrado com o título e a artilharia de Ronaldo, aposta do técnico, até hoje considerado &#8220;teimoso&#8221; por aqui. Os olhos também estarão voltados para Cristiano Ronaldo, melhor jogador da temporada 2007/2008 e ídolo também no Brasil, principalmente para os meninos que estão dando seus primeiros chutes. O futebol habilidoso e de muitos gols encanta em qualquer parte do globo. Por outro lado, quem ainda torce o nariz para o atacante do Manchester United espera dele uma participação mais efetiva em jogos decisivos. As atuações apagadas e pênaltis perdidos em partidas importantes deixaram essa pequena &#8220;mancha&#8221; na brilhante trajetória do jovem craque português, que tem a chance de fechar a temporada de forma espetacular, em caso de título.</p>
<p>Independente de qualquer preferência, os fãs do esporte bretão em &#8220;terras brasilis&#8221; querem ver bom futebol, gols e emoção. E isso a Euro promete.</p>
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		<title>&#8220;Talento em Ascensão I&#8221; &#8211; Nikola Kalinic</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 17:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Leste Europeu]]></category>

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		<description><![CDATA[Certamente, muitos serão os talentos presentes neste Euro 2008. Entre alguns atletas tremendamente veteranos e cuja presença surge no seguimento de belíssimas carreiras, serão também inúmeros os jovens estreantes, que pela primeira vez sentirão o orgulho de representar o seu país num Campeonato da Europa de futebol.
Hoje deslocamo-nos à Croácia, de onde nos chega o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente, muitos serão os talentos presentes neste Euro 2008. Entre alguns atletas tremendamente veteranos e cuja presença surge no seguimento de belíssimas carreiras, serão também inúmeros os jovens estreantes, que pela primeira vez sentirão o orgulho de representar o seu país num Campeonato da Europa de futebol.</p>
<p>Hoje deslocamo-nos à Croácia, de onde nos chega o primeiro &#8220;Talento em Ascensão&#8221;: Nikola Kalinic. Com apenas 20 anos, este gigante e felino ponta de lança (1,87m) revela-nos uma vez mais a prodigiosa escola de jogadores que em tempos lançou mágicos como Boban, Prosinecki, Robert Jarni ou Davor Suker. Criado e lançado no histórico Hajduk Split, Kalinic é já um talento seguro no seu país, e o seu rendimento na presente temporada não foi surpresa para os seus compatriotas. Uma meia época genial, com 13 golos apontados, e uma segunde metade igualmente de encher o olho, terminando o <em>Prva HNL 2007/08</em> com 18 golos, 28 partidas, e o passaporte para a Áustria e Suíça. Contudo, esta presença na Selecção do seu país não é apenas fruto de uma belíssima temporada, mas é também o prémio por uma carreira brilhante em todas as camadas mais jovens do seu país. Foi destaque nos Sub17 &#8211; 6 golos &#8211; e brilhou novamente nos Sub19 &#8211; 11 golos marcados. Agora, e aproveitando a &#8220;brecha&#8221; deixada por Eduardo da Silva, Niko tenta fazer história com os seus dóceis 20 anos, partindo desde já com a forte possibilidade de se estrear a titular na prova.</p>
<p>Historicamente, a Selecção da Croácia é uma equipa de feitos notáveis. Independente desde 1992, rapidamente fez valer o seu potencial como nação autónoma, conquistando quase de imediato o troféu &#8220;FIFA Best Mover of the Year&#8221; &#8211; correspondente à selecção com maior impulso no Ranking FIFA &#8211; em 1994 e 1998. Actualmente, detém também o fantástico record de imbatibilidade dentro de portas, algo que vem já desde 94.<br />
No apuramento para o Europeu que se avizinha, a turma do Adriático foi rainha sob o comando do ex-central Slaven Bilic, um veterano que nos anos 90 foi pedra basilar no brilhante percurso da Croácia, com uns Quartos-de-Final atingidos no Euro 96, e uma Medalha de Bronze no Mundial 1998. Neste apuramento, venceu 9 e perdeu apenas 1 partida. Marcou por 28 vezes, e sofreu 8 golos. Um percurso exuberante, e que ofereceu a esta equipa a possibilidade de figurar neste Europeu com o estatuto de &#8220;equipa temível&#8221;.</p>
<p>Apesar de tudo, a Croácia é actualmente uma turma em evidente renovação, e a prova disso é o lote de atletas escolhidos por Bilic, onde os veteranos Simic, Robert Kovac, Klasnic, são uma &#8220;minoria&#8221; perante tanta juventude. Kalinic encarna precisamente isso, o sangue novo, a tão importante irreverência dos mais jovens. O ponta de lança dos Balcãs tem um forte e colocado disparo com ambos os pés, e tem como grande arma o jogo de cabeça. É um clássico avançado à antiga, e para o entender basta analisar a forma como recebe a bola dentro da área, esperando pelo <em>timing</em> certo para visar as redes contrárias, mesmo em situação de embaraço. Nikola gosta igualmente de pisar terrenos mais recuados, e é mestre a jogar de costas para a baliza, servindo os companheiros do ataque.</p>
<p>Para defrontar o futebol rectilíneo de Polónia e Alemanha, a Croácia entra a todo o gás para este Euro 2008, e nos pés de Kalinic &#8211; o futuro Alen Boksic para a imprensa do seu país &#8211; estará certamente muita da esperança na juventude croata para mais uma emotiva prova de Verão.</p>
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		<title>&#8220;Alvo a Abater II&#8221; &#8211; Rep. Checa</title>
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		<pubDate>Sat, 31 May 2008 12:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo &#8220;alvo a abater&#8221;. A Rep. Checa é apontada por muitos como o grande rival luso no grupo A, muito pela forma como soube ganhar o respeito e a admiração da Europa do futebol, graças a uma geração de craques que cresceu em torno de Nedved e que vive para lá do génio loiro da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo &#8220;alvo a abater&#8221;. A Rep. Checa é apontada por muitos como o grande rival luso no grupo A, muito pela forma como soube ganhar o respeito e a admiração da Europa do futebol, graças a uma geração de craques que cresceu em torno de Nedved e que vive para lá do génio loiro da Juventus. Karel Brückner é o pai da equipa que tem em  Petr Cech e Koller as principais figuras de uma nação que afirma que se os checos não passarem a primeira fase, será decepcionante.</p>
<p>Será a 11 de Junho pelas 17h00 que Portugal defrontará a República Checa, naquele que será um jogo decisivo para as aspirações lusas na passagem à segunda fase. Se o embate anterior com a <a href="http://www.jogodearea.com/2008/05/25/observatorioalvos-a-abater-i-turquia" target="_blank">Turquia</a>, sendo o primeiro, terá sempre uma margem de manobra no que ao resultado diz respeito, o jogo com os checos é definitivamente vital para ambos os lados. Com um desempenho brilhante na fase de apuramento, a equipa comandada por Karel Brükner encontrou-se rapidamente numa luta a dois com a Alemanha, onde sempre se mostrou capaz de qualificar, isto antes de selar esse objectivo em grande estilo. Os dois primeiros do grupo mediram forças pela primeira vez em Praga, a 24 de Março de 2007, quando dois golos de Kevin Kuranyi tornaram insuficiente o tento apontado por Milan Baroš aos 77 minutos, permitindo à Alemanha de Joachim Löw assumir a liderança com três pontos de vantagem. Um verdadeira desilusão caseira que viria a transformar-se em motivação para os checos não voltarem a falhar nos seus jogos seguintes, estragando mesmo a festa de apuramento da Alemanha, ao baterem fora os alemães por 3-0 em Munique, a 17 de Outubro de 2007, desfecho que selou a sua presença na fase final a duas jornadas do final. Esta vitória foi ainda mais saborosa por ter sido conseguida sem vários vários titulares. Libor Sionko, Marek Matějovský e Jaroslav Plašil marcaram os golos que silenciaram os adeptos bávaros. Os checos acabaram mesmo por vencer o grupo, na sequência de um fecho de campanha notável.</p>
<p>Historicamente o melhor desempenho checo num Campeonato da Europa aconteceu em 1996.  O &#8220;golo de ouro&#8221; fez a sua estreia em competições internacionais no EURO 96 e a primeira equipa a sofrer este tipo de tentos foi a República Checa, precisamente na final da prova. Aos cinco minutos do prolongamento de um jogo que chegou ao final do tempo regulamentar empatado a um tento, o alemão Oliver Bierhoff bateu Petr Kouba com um remate à meia-volta e deu o triunfo na competição à Alemanha. Antes, os checos haviam deixado Portugal (com o célebre golo de Poborsky &#8211; jogador mais internacional com 118 internacionalizações) e França pelo caminho, depois de terem concluído o respectivo grupo na segunda posição, atrás da Alemanha e à frente de Itália e Rússia.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/610x1.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-691" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/610x1.jpg" alt="Alvo a Abater II   Rep. Checa" width="300" height="235" align="left" title="Alvo a Abater II   Rep. Checa" /></a>Estatisticamente, até ao início da fase de apuramento para o EURO 2008, a República Checa realizou 54 jogos para o Campeonato da Europa, onde venceu 39 embates, empatou oito e perdeu sete, apontando 117 golos (!) e sofrendo 37. Desde a independência e até ao final da fase de apuramento para o EURO 2008, os checos têm o seguinte registo em fases de qualificação: 25 vitórias, seis empates e duas derrotas. Os checos têm também um registo perfeito no que diz respeito a tentativas de qualificação para fases finais: apuraram-se sempre nas quatro campanhas de apuramento disputadas. Um dos grandes responsáveis por tais números, é sem dúvida alguma, o patrão checo &#8211; Karel Brückner &#8211; que como jogador não passou da mediania, mas como treinador trabalhou com muitos dos jogadores que compõem a actual selecção da República Checa, desde que foi nomeado seleccionador dos Sub-21, em 1997.  Brückner sabe bem como tirar partido de uma das mais enigmáticas potências europeias, assumindo-se como dedicado a ultrapassar uma recente operação à coluna mas recusa alterar o seu estilo de vida e manter assim o seu epíteto de &#8220;mestre de xadrez&#8221;. Os mais próximos acusam-no de ser obcecado por tácticas e diferentes sistemas, de tal forma que chega a passar noites em claro com o intuito de inovar e surpreender tudo e todos, como nos anos 80 quando dois jogadores do Sigma Omolouc (onde era treinador) chocaram propositadamente na marcação de um livre&#8230; que um terceiro transformaria em golo.</p>
<p>No que respeita à avaliação do onze checo, o grande destaque vai para o facto do onze base ser inteiramente constituído por jogadores a jogar no estrangeiro. Desde logo, é inevitável não salientar a ausência do EURO por lesão de Rosicky, o génio alimentador da dupla avançada e que desta forma levanta problemas na construção do triângulo avançado do 4&#215;1x3&#215;2 projectado por Brückner. Logo na baliza, um dos melhores guardiões do Mundo &#8211; Petr Cech &#8211; é um dos pilares da equipa que conta com uma autêntica dinastia defensiva &#8211; Radoslav Kováč (Spartak Moscovo) é o principal parceiro de Rozehnal (Newcastle) no eixo, enquanto Marek Jankulovski (AC Milan) é indiscutível no lado esquerdo da defesa. O lado oposto já coloca maiores problemas de escolha para Brückner, com o versátil e sólido Tomáš Ujfaluši ( capitão da Fiorentina), Zdeněk Grygera (Juventus) &#8211; que tem a carreira marcada por lesões &#8211; e Zdeněk Pospěch (FC Copenhaga) ainda em evolução, a lutarem pelo lugar.<br />
No miolo destaque para Zdenek Galasek (Nuremberga) que é o pêndulo do meio-campo de cariz mais ofensivo, onde igualmente se salientam:</p>
<ul>
<li>Libor Sionko (FC Copenhaga) &#8211; Extremo-direito rápido e goleador que sabe fechar muito bem o flanco;</li>
<li>David Jarolim (Hamburgo) &#8211; A solução mais sólida para colmatar a ausência de Rosicky como armador de jogo, é exímio em assistir os colegas;</li>
<li>Jaroslav Plasil (Osasuna) &#8211; É o ala  do momento na selecção checa pois actua em ambos os lados e é dotado de uma técnica invulgar;</li>
<li>Milan Baros (Portsmouth) &#8211; Um avançado móvel e hábil que costuma &#8220;despertar&#8221; em campeonatos de selecção, é um avançado que se complementa e assume como antítese de Koller.</li>
<li>Jan Koller (Nuremberga) &#8211; É a &#8220;estrela&#8221; mais cintilante perante a ausência de Rosicky. Com 85 internacionalizações e 52 golos, os 35 anos de idade não são entrave para os 2,02 metros de altura e os 100 kg de peso que fazem deste gigante, o terror para qualquer defesa. Joga até na baliza, como ficou provado na época de 2002/03 quando no Borussia de Dortmund, substituiu o expulso Lehmann e não sofreu qualquer golo do Bayer Munich durante 22 minutos.</li>
</ul>
<p>Com uma população de cerca de dez milhões de habitantes, os checos têm lutado contra países de outro peso histórico do &#8220;velho&#8221; continente, mas mesmo assim foram capazes de atingir a final do EURO 96 em Inglaterra, e as meias-finais do EURO 2004, já sob o comando de Brückner. O mestre táctico tem agora nova oportunidade para colocar o actual sexto classificado do ranking FIFA, no pedestal do futebol Europeu.</p>
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		<title>&#8220;Alvo a Abater I&#8221; &#8211; Turquia</title>
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		<pubDate>Sun, 25 May 2008 23:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Fase de grupos do EURO 2008. Entre os &#8220;alvos a abater&#8221; para alcançar o sonho europeu, o primeiro adversário luso é o já conhecido &#8220;império&#8221; de Fatih Terim, que levou a Turquia à terceira participação consecutiva na fase final de um campeonato Europeu. Entre ventos e marés, a turma Otomana promete fazer jus ao lema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fase de grupos do EURO 2008. Entre os &#8220;alvos a abater&#8221; para alcançar o sonho europeu, o primeiro adversário luso é o já conhecido &#8220;império&#8221; de Fatih Terim, que levou a Turquia à terceira participação consecutiva na fase final de um campeonato Europeu. Entre ventos e marés, a turma Otomana promete fazer jus ao lema guerreiro dos seus adeptos &#8211; &#8220;Alinhar pela Turquia é muito mais do que um jogo&#8221;.</p>
<p>Será a 7 de Junho pelas 19h45 que Portugal se reencontrará com a Turquia, e pela terceira vez a história repete-se em&#8230; três participações turcas! Fruto de um apuramento claramente aos solavancos, os turcos demoraram a impor o seu futebol no grupo da campeã em título &#8211; Grécia. Para o seu treinador, Fatih Terim &#8211; o Imperador Turco, como é conhecido desde 2005 quando assumiu o comando &#8211; as dificuldades prenderam-se sobretudo com a procura do melhor onze base. A verdade é que com uma escolha baseada nos três grandes do futebol turco, e num 4&#215;1x3&#215;2 bem definido, a turma otomana conseguiu terminar a fase de grupos no 2º lugar com 24 pontos (menos 7 que a Grécia) e apenas mais um ponto que a eliminada selecção Norueguesa, com o registo de 7 vitórias, 3 empates, 2 derrotas e 25-11 em golos.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/turquia.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-685" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/turquia.jpg" alt="Alvo a Abater I   Turquia" width="300" height="224" align="left" title="Alvo a Abater I   Turquia" /></a>Pelo registo de confrontos entre Portugal e Turquia, à primeira vista, não parece haver margem para medos, com a estatística a mostrar-se vantajosa para o lado luso &#8211; em 1996 (1&#215;0, golo de Fernando Couto) e 2000 (2&#215;0 com bis de Nuno Gomes). Mas a verdade é que os jogos e sobretudo os seus resultados são feitos no campo, e Fatih Terim com 54 anos já mostrou o porquê do seu apelido &#8211; Imperador Diplomado &#8211; pela sua elevada capacidade de liderança, dedicação e honra no trabalho, algo que lhe valeu o diploma de &#8220;Professor de Futebol&#8221; dado pela Universidade de Fatih, em virtude dos seus riquíssimos conhecimentos adquiridos sobretudo pela sua passagem pela Fiorentina e AC Milan, onde ainda hoje goza de enorme estatuto. O seleccionador turco privilegia sobretudo o enquadramento táctico da sua equipa, aliado  a uma enorme vertente física com especial  apelo ao lado guerreiro dos jogadores, encobrindo sempre que possível os jogos com uma grande carga patriótica e uma forte mística &#8211; &#8220;À excepção do guarda-redes, qualquer elemento do onze deve pisar todos os terrenos de jogo com a mesma atitude, durante os 90 minutos&#8221; &#8211; afirma.</p>
<p>No que respeita à avaliação do onze turco, a grande campanha do &#8220;europeu&#8221; Fenerbahçe valeu a Volkan Demirel a titularidade na baliza, ganhando lugar ao veterano Rüstü. Na defesa, 4 jogadores todos provenientes do campeonato turco: à esquerda Gönul (Fenerbahçe) a quem apelidam de Cafu turco, revelador da sua qualidade técnica; no centro o veterano de 34 anos do Ankaraspor &#8211; Emre Asik &#8211; é o pilar defensivo e o parceiro de eleição de Servet Çetin do Galatasaray, um dos homens de confiança de Terim dentro das quatro linhas. Se na defesa a equipa turca não revela nomes sonantes, da segunda linha para a frente, o cenário fica alterado drasticamente. Um brasileiro carioca outrora chamado Marco Aurélio, é Mehmet Aurélio e o grande comandante de uma defesa rigorosa e um ataque com nomes sonantes, tais como:</p>
<ul>
<li> Hamit Altintop (25 anos &#8211; Bayern), um dos melhores futebolistas turcos e da Bundesliga na actualidade;</li>
<li>Arda Turan de apenas 21 anos é a coqueluche do Galatasaray, encarna completamente o estilo de playmaker e actua em qualquer posição atrás do ponta de lança;</li>
<li>Emre de 27 anos &#8211; Newcastle &#8211; é um médio esquerdino super dotado e com enorme experiência do futebol britânico;</li>
<li>Hakan Sükur, o eterno matador turco que com 36 anos é o ídolo e a representação do eterno avançado, que precisa apenas de meia oportunidade para desfeitear os guardiões adversários;</li>
<li>Nihat Kahveci, a estrela. Com 28 anos, esta é a principal referência do futebol turco dos últimos anos, embora tenha conhecido a sua explosão no futebol espanhol, primeiro na Real Sociedad e agora no Villareal. É um avançado completo, marca golos mas também sabe assistir, sempre com rapidez e explosão, é um perigo à solta para qualquer defesa.</li>
</ul>
<p>Com um seleccionador exigente e extremamente rigoroso, uma cada vez mais crescente competitividade interna do seu campeonato e das suas equipas, é mais que justo e legítimo para a Turquia acalentar atingir o feito histórico dos quartos do final no EURO 2000, ou mesmo o magnífico 3º lugar no Mundial de 2002 e na Taça de Confederações em 2003. Fatih Terim já deixou o mote no ar: &#8220;Portugal tem bom toque de bola e é uma selecção com margem de progressão enorme, assim como nós. Mas os portugueses jogam melhor que nós&#8230; sem balizas. São os campeões desses desporto inexistente&#8221;. Portugal tem a palavra.</p>
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		<title>Os «Nossos» 23</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 19:11:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Euro 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[A não chamada de Maniche e Caneira acabaram por ser os pontos de destaque seleccionados pelos media lusos, no rescaldo à conferência de imprensa de Scolari. Achei então pertinente analisar um conjunto de escolhas que, apesar de tudo, acabaram por não ter a controvérsia de outras do passado (lembro-me de Quaresma no Mundial 2006, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A não chamada de Maniche e Caneira acabaram por ser os pontos de destaque seleccionados pelos <em>media</em> lusos, no rescaldo à conferência de imprensa de Scolari. Achei então pertinente analisar um conjunto de escolhas que, apesar de tudo, acabaram por não ter a controvérsia de outras do passado (lembro-me de Quaresma no Mundial 2006, ou de Vítor Baía no Euro 2004). O técnico de Portugal, e apesar de guardar algumas das suas manias antigas &#8211; como Ricardo ou Postiga &#8211; desta feita foi capaz de seguir o rumo da renovação e convocar alguns elementos que francamente mereciam essa premiação.</p>
<p>Começo pela linha intermediária. Moutinho e Meireles eram dois jogadores colocados pela imprensa como na luta por um único posto. O que é facto é que ambos mereciam estar na Áustria/Suiça, e Scolari soube fazer aquilo que raramente sucede no seu &#8220;reinado&#8221;: premiar pelo trabalho revelado, em detrimento do núcleo duro, que quer nos dá maravilhas como tem o condão de deitar tudo a perder. Maniche acabou por ser o visado, e muito bem. Jorge Ribeiro é outro caso de uma premiação que tem tudo para ser bem sucedida. A temporada que tem conseguido no Boavista é formidável &#8211; num quadro literalmente caótico &#8211; e a sua convocação acaba por ocupar um espaço que desde Nuno Valente era reservado a adaptações absolutamente duvidosas e limitativas.</p>
<p>Coloco no ataque o meu maior tom crítico, isto porque Scolari acaba por &#8220;estragar&#8221; um lote perfeito de jogadores ao &#8220;pegar&#8221; em Postiga, um eterno jogador sem chama. E a culpa não é certamente do atleta, que se limita a agradecer e a embarcar em mais uma prova de sonho. Parece-me no entanto gritante como entre Hugo Almeida, Nuno Gomes e Postiga não haja espaço para o avançado luso-congolês Makukula, talvez o único verdadeiro ponta de lança de formação actualmente disponível para representar a equipa das quinas. A aposta no gigante africano acabou por se revelar fundamental numa fase complicada da qualificação, e actualmente seria de bom tom incluir o atacante no lote dos 23 &#8211; independentemente da sua condição no Benfica &#8211; algo que mostraria não apenas sensatez mas igualmente inteligência e visão, alargando um pouco os planos ofensivos da equipa.</p>
<p>Essencialmente, parece-me que este lote encarna o equilíbrio que tão importante é em provas desta natureza. A mescla de elementos experientes e rodados com outros mais irreverentes e imaturos é o caminho que deve ser tomado, não apenas por uma questão de equilíbrio, mas também porque essa é a verdadeira génese de uma equipa nacional. O Euro está ai à porta, e sabemos como os <em>timings</em> fazem a diferença em termos de competições de selecções nacionais. O estágio em Viseu será decisivo a todos os níveis, quer na descompressão individual dos atletas, quer na forma como os técnicos nacionais venham a abordar os adversários nacionais na fase inicial da competição &#8211; e esse sim será, na minha óptica, o ponto crucial de todo este processo.</p>
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