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	<title>Jogo de Área &#187; Liga Portuguesa</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Walter Henrique da Silva: diamante ou problema?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 17:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[Foram diversas as semanas de indefinição no futuro deste jovem de 20 anos. E foi muita a paciência apresentada pelos dirigentes portistas, algo que não é muito usual de verificar no universo do dragão. Mas afinal o que levou a tanto esforço negocial? Será Walter um activo que apresenta desde já condições válidas para vingar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foram diversas as semanas de indefinição no futuro deste jovem de 20 anos. E foi muita a paciência apresentada pelos dirigentes portistas, algo que não é muito usual de verificar no universo do dragão. Mas afinal o que levou a tanto esforço negocial? Será Walter um activo que apresenta desde já condições válidas para vingar no FC Porto? Conseguirão os elementos da estrutura técnica portista moldar o jovem craque à realidade do futebol europeu?</p>
<p>O futuro o dirá, mas a realidade é que Walter poderá ser o primeiro craque com o dedo de Villas Boas a vingar no dragão. Natural de Recife, Walter Henrique da Silva começou desde cedo a brilhar fruto da sua capacidade física e remate fulminante. Actualmente com apenas 20 anos e 1.76m, o jovem pernambucano apresenta um peso médio de 87 kg, e apesar de já ter sido apelidado de &#8216;Gordinho&#8217;, o que é facto é que isso não lhe retira poder de explosão e a capacidade para furar defesas contrárias. Foi no Esporte Clube São José, clube da Série D brasileira, que Walter despontou. Em 2007, assinou pelo Internacional de Porto Alegre, percorrendo alguns escalões de formação e surpreendendo tudo e todos com a sua habilidade.</p>
<p>No início de 2009 Walter era chamado para participar no Sudamericano Sub-20. É conhecida a história de diversos craques sul-americanos que se deram a conhecer ao mundo em troféus de selecções mais jovens. Pois bem, o brasileiro foi o melhor marcador da prova com 5 golos, conquistou o troféu, sendo considerado unanimamente como a figura da competição. As semelhanças com o &#8220;Gladiador&#8221; Adriano eram mais que muitas, começando na força física e na excelente técnica individual, e terminando no faro de golo e no inevitável potente remate aplicado com a perna direita. Cada partida era uma batalha para o jovem jogador, que era o primeiro defesa da equipa na luta pela conquista da bola. Uma qualidade que certamente revelará nos relvados portugueses.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3420 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/07/interwalter.jpg" alt="Walter" width="300" height="189" align="left" title="Walter Henrique da Silva: diamante ou problema?" />Mas a história de Walter tem tanto de brilhante como de dramática. É que o &#8220;Bigorna&#8221; já passou por quase tudo, desde problemas disciplinares, a conflitos com a &#8220;torcida&#8221;, até uma grave lesão. Segundo o seu empresário, a explicação para todos estes problemas tem uma base familiar. As dificuldades vividas pela família do atleta são sobejamente conhecidas.</p>
<p>Sem qualquer tipo de formação escolar, Walter sempre dependeu do futebol para sustentar a sua família, um fardo difícil de suportar para um miúdo de apenas 20 anos. Foi necessária uma forte actuação do seu empresário e clube para colocar esta jovem pérola no trilho certo, mas a realidade é que para o Inter já era tarde demais. Cansados de tanto problema, os dirigentes do clube aceitaram negociar o seu passe.</p>
<p>Outra curiosidade prende-se com a ligação do uruguai Juan Figger ao FC Porto. O agente de Walter é também responsável pela carreira de Hulk, uma das mais recentes jóias a aterrar nas Antas. Desde cedo que o empresário FIFA se especializou em atletas de nacionalidade brasileira. Foi um dos primeiros agentes a desenvolver a co-propriedade de talentos, sendo na altura investigado pelas suas actividades invulgares, acções que no entanto se tornariam perfeitamente comuns na indústria de futebol do século XXI, algo que assegura maior segurança e elasticidade financeira aos clubes de futebol na hora de adquirir novos talentos.</p>
<p>Walter é assim a 7ª compra portista neste defeso, chegando ao Porto por 6 milhões de euros (75% do passe) e prefazendo já mais de 25 milhões em aquisições para a temporada que se avizinha. Trata-se de mais uma aposta recheada de risco, mas um investimento que segundo os responsáveis azuis se exige para fazer frente a uma época fracassada. James Rodriguez é outro dos diamantes que cabem a esta jovem equipa técnica moldar e tornar como activos válidos no contexto do nosso futebol. O que esperar deste Porto?</p>
<p><br/></p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qtID5TKNgI8&amp;hl=en_US&amp;fs=1?rel=0&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/qtID5TKNgI8&amp;hl=en_US&amp;fs=1?rel=0&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;"> Melhores momentos de Walter </span></div>
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		<title>A transfiguração do Sporting</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 10:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o significado deste novo momento do futebol leonino e exteriorizá-lo desta esfera de euforia e, de certo modo, alívio que tem envolvido o Sporting nos últimos tempos.</p>
<p>Apesar de ser louvável o actual momento do Sporting, é fulcral ter em conta que esta “viragem”  é baseada unicamente em duas partidas, ambas disputadas em casa: 3-0 ao Everton, decidindo a passagem à fase seguinte da Liga Europa, e igual resultado contra o FC Porto, a contar para a Liga Portuguesa. Não é aqui pretendido retirar qualquer mérito aos jogadores e equipa técnica, mas a solução do que vinha sendo veiculado como uma crise não pode, nem deve, ser tida como resolvida apenas pelo súbito aumento de qualidade que estes dois jogos vieram representar. A importância de ambos os confrontos era enorme no contexto do futebol leonino, sendo que a equipa soube crescer proporcionalmente aquilo que lhe era exigido, mas será isto finalmente fruto do trabalho tantas vezes destacado por Carlos Carvalhal, ou apenas uma subida geral de forma dos jogadores face às necessidades que estas partidas apresentavam?</p>
<p><img class="attachment wp-att-3378 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top:5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/03/pedro-mendes-falcao.jpg" alt="Porto x Sporting" width="280" height="207" align="left" title="A transfiguração do Sporting" />Em termos de futebol praticado, antes de se destacarem princípios de jogo e mecanismos tácticos mais consolidados e interiorizados, notou-se maioritariamente a subida de forma de vários jogadores da equipa titular. Pedro Mendes parece ter-se adaptado à equipa e alcançado novamente um ritmo competitivo sustentado depois da lesão que contraiu ainda ao serviço do Glasgow Rangers, sendo um jogador experiente e que aparenta ser uma nova voz de comando no meio-campo. Completa com Miguel Veloso um duplo-pivot, ao seu lado no 4-2-3-1 de Carvalhal, agora na posição onde rende mais e onde a equipa usufrui mais da sua qualidade de passe, capacidade de pautar os ritmos de jogo e condução de bola, podendo chegar a zonas frontais no último terço do campo que lhe permitam finalizar jogadas ou tirar partido de segundas-bolas. Marat Izmailov na direita evidencia novamente a consistência e solidez que lhe são reconhecidas, enquanto que na esquerda Yannick Djaló parece ser a solução para esticar a equipa no terreno de jogo e proporcionar soluções de passe nas alas, conferindo à equipa um carácter de irreverência, técnica e imprevisibilidade mas, acima de tudo, velocidade na condução de jogo, algoque Simon Vukcevic não tem vindo a conseguir esta época.</p>
<p>Quanto ao capitão João Moutinho, actuando agora como médio ofensivo de apoio a Liedson, revelou maior dinamismo nas suas movimentações, percorrendo livremente o campo, sendo ela a principal referência nos momentos de criar triangulações e tabelas em zonas mais avançadas do terreno. É agora, a par de Liedson, a primeira unidade de contenção defensiva da equipa, ao invés de se preocupar com marcações e coberturas quando actuava mais recuado no terreno, estando portanto mais solto nos momentos em que a equipa recupera a bola e tem que se lançar para o ataque. Em termos defensivos, de destacar a estabilização de Leandro Grimi, que exibiu segurança posicional e concentração semelhantes aos níveis que havia apresentado nos primeiros seis meses em que esteve ao serviço do Sporting após a sua vinda do AC Milan, o que, aliado à subida de formas dos restantes companheiros de sector, parece ter conferido alguma estabilidade defensiva à equipa, que não sofreu golos neste últimos dois encontros.</p>
<p>Aliado a esta melhoria individualizada dos jogadores leoninos, os processos de jogo parecem estar finalmente assimilados e a acontecer em jogo mais naturalmente, notável principalmente nos momentos em que a equipa se vê pressionada com bola  ou quando exerce pressão à saída do meio-campo adversário. Outro aspecto evidente foi a subida dos indíces de qualidade de passe, bastante evidentes principalmente no encontro com o Everton.</p>
<p>Resta agora esperar pelos próximos jogos e observar a reacção da equipa em encontros onde, previsivelmente, a motivação será menor, e onde a pressão será igualmente não tão elevada, embora a equipa saiba que após estes dois jogos, os adeptos esperam uma continuidade estável da qualidade exibicional e dos resultados. Terão sido estes resultados um acaso nesta época do Sporting? Cabe à equipa continuar a provar que eles foram um ponto de viragem.</p>
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		<title>A nova identidade do meio-campo portista</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[O Porto mudou com a entrada de Ruben Micael&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421009" target="_blank">Porto</a> mudou com a entrada de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/ruben-micael-sporting-fc-porto-porto-classico-taca-de-portugal/1136328-1304.html" target="_blank">Ruben Micael</a>&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse de placa giratória, fazendo circular o esférico e sem necessidade de carteiros.</p>
<p>Nisso reside a especificidade da interpretação do futebol moderno, algo que distingue as grandes equipas das não tão grandes. Olhamos o Barcelona, um exemplo supremo de posse em progressão; toques curtos, mas sempre com destino ao golo. Vislumbramos a colocação do tridente medular; Xavi, Iniesta e Touré fazem a bola correr mais do que eles correm!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3359 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/porto-sporting-falcao.jpg" alt="Porto X Sporting" width="280" height="204" align="left" title="A nova identidade do meio campo portista" />Nesse imenso carrossel, há quase uma obrigação de os laterais se movimentarem para receberem o esférico numa zona mais recuada de construção, permitindo que ganhem a necessária embalagem para apoiarem os homens que fazem de extremos&#8230; e esse é um dos princípios basilares do sistema e a razão do engrandecimento de forma de homens como <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421447" target="_blank">Álvaro Pereira</a>, no Porto.</p>
<p>Com Ruben, o meio campo ganhou equilíbrio. Mesmo órfão de Meireles, conseguiu o que o internacional português este ano não houvera conseguido. Graças à sua melhor condição física &#8211; algo que o antigo jogador do Boavista, por estranho que pareça, ainda não aprimorou &#8211; consegue ser o elo que Lucho sempre foi, a âncora que se torna em mais uma unidade defensiva mas um temível municiador atacante&#8230; e isso tem feito toda a diferença!</p>
<p>E aí se entende como os jogadores do Porto, no fim do jogo para a Taça de Portugal, tendo corrido na sua totalidade menos quase seis quilómetros que os do Sporting, jogaram mais&#8230; muito mais! Com alguém que chega com maior facilidade ao seu lado, ou, que pelo menos, consegue endossar a bola bem redondinha, até Belluschi está outro jogador. Aquela indesejada posição de interior começa a fazer sentido, pois com o apoio dos laterais, com as maiores soluções de passe para o outro interior e com a resolução óbvia de colocar nos extremos, os carteiros parecem que, passe a metáfora, este é o tempo dos telemóveis e dos emails&#8230; que não a carta já não é mais entregue à mão, mas que, electronicamente ela chegará mais eficazmente!</p>
<p>Guardiola percebeu isso a época passada. <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421011" target="_blank">Jesualdo</a>, com esta peça do puzzle de nome Ruben Micael, parece igualmente ter compreendido qual é o rumo a tomar.</p>
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		<title>Benfica x Porto &#8211; Que esperar do clássico?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo o jogo tem a sua particularidade, assim como todos os clássicos por mais edições que tenham, terão sempre a sua particularidade. Este tem a particularidade de poder fazer com que o Benfica, apesar de ter passado grande parte do tempo na frente dos seus dois maiores rivais, passe a celebre quadra natalícia atrás de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o jogo tem a sua particularidade, assim como todos os clássicos por mais edições que tenham, terão sempre a sua particularidade. Este tem a particularidade de poder fazer com que o Benfica, apesar de ter passado grande parte do tempo na frente dos seus dois maiores rivais, passe a celebre quadra natalícia atrás de um deles, o Porto.</p>
<p>Jesus deve andar por estes dias com os cabelos mais brancos, com menos horas de sono, e com redobrada atenção aos treinos da sua equipa, em busca de um 11 que não defraude as expectativas da sua massa de adeptos. Busca ansiosamente soluções para substituir apenas e só Ramires, Coentrão, Di Maria e Amorim. Aquele que chamo de 12 jogador também está KO, Aimar, a estará em duvida até à hora do jogo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3300 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/radamel-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="191" align="left" title="Benfica x Porto   Que esperar do clássico?" />Não há jogadores insubstituíveis, mas Ramires acaba por ser um desses casos deste Benfica. O Brasileiro chegou, viu e rapidamente convenceu, tornando-se insubstituível em campo. De todos os ausentes, aquele que para mim menos falta fará ao Benfica, em termos de colectivo é… Di Maria, o Argentino à muito que voltou ao futebol irregular que tem caracterizado os seus anos na Luz. Coentrão e Amorim, &#8220;substitutos&#8221; de Ramires e Di Maria por castigo e lesão, acabam por também ficar de fora.</p>
<p>A equipa de Jesus há cerca de 3/4 jogos que deixou de apresentar frescura física, o que juntando a um maior conhecimento por parte dos adversários dos seus mecanismos ofensivos, tem diminuído e muito a qualidade futebolística encarnada. Já todos perceberam a importância dos laterais no futebol encarnado, e travá-los ofensivamente é uma das chaves para logo emperrar o futebol encarnado. Outra será anular as movimentações de Aimar e Saviola.</p>
<p>Voltando aos laterais, Jesus tem apostado em César Peixoto na esquerda, mas está mais que provado que o ex-Bracarense não consegue dar a profundidade necessária, que quer Schaffer ou mesmo Coentrão dão à equipa. Peixoto que certamente com a onda lesões e castigos, garante a titularidade no lado esquerdo do meio campo, deixando a lateral esquerda para… David Luiz. É publico que Jesus não aprecia o lateral esquerdo Argentino, e não acredito que deposite nele confiança para jogar o clássico. Acredito pois que puxe David Luiz para a esquerda da defesa, jogando Sidnei ao lado de Luisão. Javi Garcia é certo, assim como Aimar caso recupere, disputando Filipe Meneses e Carlos Martins as restantes vagas.</p>
<p>Jesualdo é neste momento um homem mais tranquilo, já que depois de uma fase menos boa o Porto parece ter reencontrado o seu rumo, e tendo as armas todas à sua disposição, Jesualdo poderá escolher o 11 que melhor se enquadra com as suas pretensões. E certamente a sua pretensão passa por passar o Natal á frente do seu rival.</p>
<p>Assim, na defesa não há grande duvidas. No meio campo, Fernando e Meireles estão certos, ficando a outra vaga entre Guarin ou Belluschi. Na frente, Hulk começará provavelmente na ala esquerda, de modo a manter sempre atento Maxi Pereira e assim evitando as subidas do lateral encarnado. Do lado contrário, Varela permitirá enriquecer o meio campo com 4 elementos quando o Porto não tiver bola. Ou seja, repetir um pouco do que foi feito em Madrid, 433 em ataque, 442 a defender, sendo a nuance táctica definida pelo posicionamento de Varela. Sobram ainda Cristian Rodriguez em mais um regresso à Luz, assim como Farias e Mariano Gonzalez, este último pouco querido pelos adeptos mais de enorme utilidade táctica para o treinador. Definitivamente, um Porto bem mais previsível em termos de 11 base que o seu rival Benfica.</p>
<p>Aparentemente mais dificuldades para Benfica do que para Porto, fruto das consequências dos 2 últimos jogos, mas o publico encarnado não deixará a sua equipa sozinha, e certamente tentará ele ser o 12º jogador. Que esperar de mais um clássico?</p>
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		<title>Liga Sagres: Guimarães 1&#215;4 Porto &#8211; Onde andou este Porto?</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 23:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Apetece perguntar: onde andou este Porto? O Porto pressionante, incansável, e que muito mereceu o sucesso das últimas temporadas parece estar de volta. E foi precisamente no Afonso Henriques, onde o futebol]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apetece perguntar: onde andou este <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/raul-meireles-bruno-alves-fc-porto-porto-vitoria-nuno-assis/1108096-4062.html">Porto</a>? O Porto pressionante, incansável, e que muito mereceu o sucesso das últimas temporadas parece estar de volta. E foi precisamente no Afonso Henriques, onde o futebol é praticado de forma intensa e bem ofensiva, que os pupilos de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/jesualdo-jesualdo-ferreira-fc-porto-porto/1108109-4062.html">Jesualdo</a> terão previsivelmente dado a volta a uma fase menos positiva.</p>
<p>Naquele que foi um excelente espectáculo de futebol, os portistas entraram em força e com vontade para controlar a partida. E assim o fizeram. <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-outros-desportos/fc-porto-v-guimaraes-maisfutebol-porto-jesualdo-liga/1108102-4932.html">Jesualdo Ferreira</a> apresentava o seu 433 clássico, com Rolando e Hélton de volta ao 11 titular, e Belluschi juntamente com Meireles a fazer a ligação do meio-campo ao ataque. E foi aí que consistiu o segredo deste Porto: as transições. Esse elemento tão importante do futebol do Porto que tem sido nas últimas épocas um dos seus pontos fortes foi mesmo aquilo que permitiu sair de Guimarães com os 3 pontos.</p>
<p>Os primeiros 45 minutos foram azuis, e foi sem surpresa que um fortíssimo Varela e um muito esforçado Falcao colocaram o Porto na frente por 2&#215;0. O Porto foi eficiente a defender, colectivista a atacar, e soube gerir os tempos da partida de forma sublime.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3278 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/guimaraes-porto-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="198" align="left" title="Liga Sagres: Guimarães 1x4 Porto   Onde andou este Porto?" />Contudo, o golo de Andrezinho na cobrança perfeita de um livre directo, quando o relógio já passava dos 45 minutos, poderia ter alterado de forma radical o rumo desta partida. Isto porque os vitorianos chegavam ao intervalo com o estímulo de um golo marcado, e entravam para o segundo tempo com esse pensamento &#8211; quiçá ainda intensificado no discurso de Paulo Sérgio.</p>
<p>E os 20 minutos iniciais demonstraram o que faz deste Vitória uma das boas equipas do nosso campeonato. Assis foi o maestro do costume, com uma frescura física impressionante e aliada à profundidade de Desmarets e Targino, que estendem o jogo dos minhotos de forma impressionante.</p>
<p>O golo do empate esteve à vista num punhado de oportunidades, mas num misto de sorte e de engenho foi algo que os portistas acabaram por evitar. Não marcando, o Vitória abria espaços na defesas e não tardou até que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/iol/1108099-4062.html">Bruno Alves</a> terminasse com a partida após livre de Raúl Meireles, quando curiosamente, instantes antes, o próprio se preparava para o bater.</p>
<p>Em jeito de conclusão, e numa partida onde a lealdade e o fair-play tiveram um papel importante, os dragões voltaram a mostrar a chama dos campeões, sabendo aproveitar a má entrada dos vimaranenses, e conseguindo igualmente fechar a partida quando o timing assim o exigia. Uma vitória robusta para a equipa azul-e-branca, e um claro colocar de pressão sobre os mais directos adversários. O verdadeiro <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/36214-fc-porto-goleia-em-guimaraes-4-1">Porto</a> parece estar de volta.</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;"><embed src="http://futebol.videos.sapo.pt/play-bwin?file=http://futebol.videos.sapo.pt/VvqYKkWQzp9BPZujcV1D/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" width="400" height="350"></embed><br />
<span style="color: #888888;"> Golo de Varela, aos 12m</span></p>
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		<title>Liga Sagres: Marítimo 1&#215;0 Porto &#8211; Campeão sem identidade</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 10:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há volta a dar. O campeão nacional não se encontra ao nível demolidor que patenteou nas pretéritas épocas! A derrota de hoje, na Madeira, apenas comprova esse facto, mas não nos leva a concluir o mesmo, pois tal já vem decorrendo destas dez jornadas do campeonato e de uma forma inequívoca!
Tal facto decorre das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há volta a dar. O <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-destaques-fc-porto-baba-falcao/1101688-1304.html" target="_blank">campeão nacional</a> não se encontra ao nível demolidor que patenteou nas pretéritas épocas! A derrota de hoje, na <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408941" target="_blank">Madeira</a>, apenas comprova esse facto, mas não nos leva a concluir o mesmo, pois tal já vem decorrendo destas dez jornadas do campeonato e de uma forma inequívoca!</p>
<p>Tal facto decorre das alterações que o onze azul e branco sofreu durante o defeso e que agora se vêm manifestando de forma eloquente. Assim, comecemos por generalidades&#8230; este plantel portista é o pior dos últimos quatro anos; a qualidade individual dos elementos que foram entrando para compensar as saídas dos jogadores transaccionados são incapazes de suprir a qualidade dos mesmos. E mesmo os backups que se encontram no plantel são de valor impróprio para quem tem qualquer tipo de ambição. Sapunaru ou Guarín são exemplos absolutos desta petição!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3120 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/maritimo-porto-alonso.jpg" alt="Marítimo - Porto" width="300" height="206" align="left" title="Liga Sagres: Marítimo 1x0 Porto   Campeão sem identidade" />Tacticamente falando, este <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408949" target="_blank">Porto</a> mantém o 4-3-3 da época passada. Todavia, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-jesualdo-ferreira-fc-porto-jornada-10-maisfutebol/1101700-1304.html" target="_blank">Jesualdo</a> olvida o que foi a virtude do sistema na zona intermédia em épocas anteriores: a facilidade e concomitante rapidez de circulação da bola, o que possibilitava inúmeros desequilíbrios. Todavia, Lucho partiu e Belluschi, apesar de bom jogador, não permite que o jogo portista tenha a mesma tranquilidade, sendo que, apesar, de dar acutilância e picardia ao jogo ofensivo, não lhe dá segurança, não lhe dá tranquilidade, não consegue fazer rodar a bola&#8230; logo, não dá à equipa o que Lucho lhe proporcionava! Ademais, e tendo Jesualdo percepcionado esse facto, inventou <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-guarin-fc-porto-liga-maisfutebol/1101706-1304.html" target="_blank">Guarín</a>&#8230; um tremendo erro, já que o colombiano é um trinco e dos puros&#8230; não é um barómetro do meio campo, mas um atleta impetuoso que sendo útil em pugnas musculadas, não permite à equipa assumir uma postura de controlo e de domínio na área medular do campo! A acrescer a débil forma física de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-raul-meireles-liga-fc-porto-porto-reportagem/1101689-1304.html" target="_blank">Raul Meireles</a>, que não possibilita aos portistas ter pulmão para dominar o jogo, para gerir ritmos, para chegar à frente para, rematar.</p>
<p>Na parte avançada, como carpe as mágoas o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-cronica-jornada-10-liga-maisfutebol/1101686-1304.html" target="_blank">Dragão</a> pela partida de Lisandro. <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-falcao-liga-jornada-10-maisfutebol/1101703-1304.html" target="_blank">Falcao</a>, apesar de ultimamente ter decrescido de produção e Farias, que apesar dos golos não se consegue assumir como imprescindível, são as únicas opções para atacar as defesas contrárias. Mas com o problema de serem demasiado iguais, homens de área, que jogam em cunha entre os centrais dando-se às marcações. Com um meio campo estático, como já foi demonstrado, e com um homem golo sem se deslocar para abrir espaços, o jogo portista torna-se dotado de uma absoluta previsibilidade.</p>
<p>E já que falamos em previsibilidade, chegou-se o momento de referir Hulk. Sozinho contra o mundo, pega na bola e enfrenta um, dois, três adversários&#8230; no desespero da solidão, a esterilidade de abandonado nada resolver&#8230; e a chamada ao escrete parece que funcionou como afectação e não motivação! Mas do outro lado o que resta? Um Rodriguez desinspirado, totalmente fora de forma, e que tarda a demonstrar os índices da época anterior ou um Mariano, ridiculamente inconsequente, correndo correndo e nada de útil produzindo!</p>
<p>A juntar a todos estes factores, uma impressionante carência psicológica&#8230; uma incapacidade gritante de chamar o coração para resolucionar o que a arte não consegue. Um <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/31853-fc-porto-volta-perder-pontos-em-derrota-com-o-maritimo-0-1" target="_blank">campeão</a> pleno de dúvidas existenciais e que caiu na Madeira sem, sequer, estrebuchar&#8230;</p>
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		<title>Liga Sagres: V. Guimarães 1&#215;0 Sp. Braga &#8211; Afinal há Vitória!</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 01:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulo Sérgio é homem de palavra. A promessa feita, na passada Segunda-feira, após a derrota em Coimbra foi superiormente cumprida! Apetece, mesmo, perguntar onde andava este Vitória, pleno de agressividade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sp-braga/paulo-sergio-maisfutebol-liga-v-guimaraes-sp-braga/1101581-1468.html" target="_blank">Paulo Sérgio</a> é homem de palavra. A promessa feita, na passada Segunda-feira, após a derrota em Coimbra foi superiormente cumprida! Apetece, mesmo, perguntar onde andava este Vitória, pleno de agressividade, rapidez e acima de tudo inteligência?</p>
<p>Apresentando Sereno a descair para a esquerda, mas na prática a funcionar como um terceiro central, o treinador vitoriano confundiu, completamente, Domingos Paciência que, tardiamente, entendeu a ratoeira táctica montada. Assim, o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408859" target="_blank">Vitória</a> defendia com cinco homens, aproveitando o pulmão de Desmarets &#8211; grande golo num jogo soberbo &#8211; que em ataque se desdobrava no ataque, mas na defesa funcionava, quase, como lateral esquerdo. Além dessa nuance, Custódio e João Alves estavam encarregues de segurar as pontas no meio campo, dando azo a que Nuno Assis, Targino e Roberto confundissem as marcações que deveriam ser exercidas pelo meio campo e defesa adversária.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3109 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/vitoria-braga-hugo-viana-joao-alves.jpg" alt="Vitória Guimarães - Sp. Braga" width="300" height="218" align="left" title="Liga Sagres: V. Guimarães 1x0 Sp. Braga   Afinal há Vitória!" /><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/superliga-geral-alertas/andrezinho-vitoria-guimaraes-vitoria-braga-sporting-braga/1101577-3223.html" target="_blank">Andrezinho</a>, esse, em constantes raides deveria semear a confusão no ataque e simultaneamente ser rigoroso a defender. Actuando com esta cartilha táctica e pleno de vontade de vencer, o Vitória entrou a todo o gás, um verdadeiro TGV que o autocarro bracarense não conseguia acompanhar tal a mobilidade demonstrada! <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/hugo-viana-viana-vandinho-sp-braga-sporting-braga-vitoria-guimaraes/1101579-4062.html" target="_blank">Viana</a> e <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/vandinho-sporting-braga-sp-braga-liga-futebol/1101574-4062.html" target="_blank">Vandinho</a> eram engolidos pela maré cheia vitoriana e a partir daí, dava-se asas à mobilidade de homens que tardavam a aparecer no campeonato, mas que, hoje, souberam comportar-se à altura numa partida de crucial importância para os vitorianos. E nesta imensa capacidade de criar espaços residiu o segredo da superior entrada vitoriana. O perigo apenas rondava a baliza de Eduardo&#8230; e o golo adivinha-se! Surgiria à meia hora num espantoso remate de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sp-braga/v-guimaraes-maisfutebol-sp-braga-desmarets-targino-nuno-assis/1101573-1468.html" target="_blank">Desmarets</a>, a pedir meças aquele golo de Van Basten, na final do Euro 88. Sem deixar cair a redondinha no solo térreo aplicou semelhante balázio que quase estourava as redes de Eduardo&#8230; pura justiça, já que a equipa que hoje alinhou de negro foi totalmente subjugada!</p>
<p>Pensar-se-ia que após tal golpe o líder da Liga Sagres fosse reagir. Puro engano, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/sp-braga-v-guimaraes-maisfutebol-liga-desmarets-domingos/1101570-4062.html" target="_blank">Braga</a> era uma sombra de si mesmo, e o Vitória continuaria por cima e mais perto do segundo golo, que poderia ter surgido por mais de uma vez. Dos arsenalistas, apenas, um remate de Meyong&#8230; mas pouco, muito pouco de quem se alardeava como superior. A superioridade, contudo, vê-se no terreno, e aí os vimaranenses literalmente engoliam o seu eterno rival.</p>
<p>Na segunda metade, o Vitória apareceu mais compacto. Paulo Sérgio, pressentindo maior pressão por parte da equipa adversária, baixou o bloco e resolveu assumir uma postura de contra golpe&#8230; e diga-se, resultou na plenitude. Mas para tal suceder há que fazer realce aos atributos que a equipa do Rei demonstrou e que andavam arredidos de Guimarães: concentração, união e vontade fizeram milagres. Todos unidos a defender e partindo com sublime mestria para o contra-ataque. Nesta metade em que o Braga teve mais posse de bola, a equipa de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sp-braga/sp-braga-domingos-v-guimaraes-derby-maisfutebol/1101580-1468.html" target="_blank">Domingos Paciência</a> dominou o jogo sem contudo criar alguma oportunidade digna de golo. Sobressaiu contudo um homem que, hoje, provou ser um verdadeiro capitão. Flávio Meireles fez uma segunda parte monstruosa recuperando uma miríade de bolas, compensando os centrais, dobrando os laterais, sendo uma voz de comando que soube guiar os conquistadores!</p>
<p>Mesmo na fase de maior aperto, com Adriano, Oswaldo e Mateus já em campo, com as bolas a choverem constantemente no último reduto vitoriano, a equipa soube manter a calma. Moreno e Gustavo imperiais, com Flávio, como já se disse, a varrer a sua zona e Assis e Targino, plenos de imaginação, a segurarem a bola, nunca a vitória pareceu estar em perigo&#8230; e não estaria, para alegria de Paulo Sérgio que cumpriu o que prometera: tirar a invencibilidade ao eterno rival e aos poucos moldar a equipa à sua imagem. Com toda a justiça!</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://futebol.videos.sapo.pt/play-bwin?file=http://futebol.videos.sapo.pt/DueVs5UUdwavDbP5zJLS/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="350" src="http://futebol.videos.sapo.pt/play-bwin?file=http://futebol.videos.sapo.pt/DueVs5UUdwavDbP5zJLS/mov/1" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;"> Golo de Desmarets</span></p>
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		<title>Sporting: Um momento péssimo&#8230; várias razões!</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 10:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[O mau momento do Sporting deriva de várias razões que merecem ser escalpelizadas ao pormenor e que todas juntas conduzem a um total descontrolo quer em matérias de decisões e acima de tudo, como]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mau momento do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-bettencourt-barbosa-paulo-bento-maisfutebol/1100100-1457.html" target="_blank">Sporting</a> deriva de várias razões que merecem ser escalpelizadas ao pormenor e que todas juntas conduzem a um total descontrolo quer em matérias de decisões e acima de tudo, como tentarei demonstrar, por falta de política desportiva consentânea com os pergaminhos da instituição.</p>
<p>Assim, o principal motivo, para mim, centra-se na completa ausência de conhecimentos futebolísticos dos seus responsáveis directivos (a ultima pessoa que esteve na SAD do SCP que percebia de futebol foi o Dr. Luis Duque).</p>
<p>Para se rentabilizar um clube de futebol com a grandeza do <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/30870-sporting-o-titanic-do-autismo-tem-mais-25-dias-evitar-o-naufragio" target="_blank">Sporting</a> é necessário alcançar resultados desportivos (algo que estes senhores que mandam no <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-treino-maritimo/1100029-1457.html" target="_blank">Sporting</a> não se preocupam, porque o importante é controlar o passivo). Estrategicamente existem, deste modo, duas formas de abordar o problema:</p>
<p>1º &#8211; Investir numa equipa de qualidade mantendo uma base de formação.  Poderá traduzir-se num endividamento inicial  mas a possibilidade de retorno financeiro é  elevada com o alcançar de objectivos (venda de jogadores, receitas,  presença em provas europeias, etc.)</p>
<p>2º &#8211; Equipa para alcançar resultados em dois, três anos (médio prazo). Os sócios e adeptos entendiam porque se explicada a estratégia, esperança, fé e paciência não há-de faltar aos sportinguistas. Não havendo possibilidade de reforçar com qualidade, fazer uma equipa com uma base muito forte de formação e reforços de idade baixa a preços não muito altos resultantes de prospecção para construção de uma equipa, onde os resultados viriam à posteriori.</p>
<p>O que se faz no Sporting há bastantes anos é premiar a mediocridade, porque atribuir prémios de milhares de euros quando se alcança segundo lugar é insultuoso para os adeptos e sócios do SCP.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3020 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/sporting-maritimo-matias.jpg" alt="Sporting - Maritimo" width="300" height="209" align="left" title="Sporting: Um momento péssimo... várias razões!" />A estratégia do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/moutinho-sporting-maritimo-paulo-bento-maisfutebol/1099969-1457.html" target="_blank">Sporting</a> de equilibrar o plantel com refugo de mercado e tentar lançar alguns jovens, traduz-se numa equipa incompetente do ponto de vista técnico, táctico e mental. A elevada qualidade de alguns jogadores do SCP dissipa-se nesta amalgama de jogadores onde se lança o refugo (de baixa qualidade) para se tentar rentabilizar alguns trocados em vez de uma cantera motivada. Tiuí, Pedro Silva, Postiga, Caicedo, Grimi, Romagnoli, Rochemback (na segunda passagem por Alvalade), Gladstone, Alecsandro, entre tantos outros são exemplos desta política de contratações que servem claramente os interesses de certos empresários.  Estes dirigentes leoninos não passam de uns charlatões, que fazem negócios ruinosos para o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407867" target="_blank">Sporting</a> como é o flagrante caso do lateral esquerdo Grimi, que para um clube em falência técnica custou a módica quantia de quatro milhões de euros (Rui Jorge que falta fazes).</p>
<p>Nunca se conseguiu encontrar um parceiro que complementasse o grande Liedson, algo que seria para mim uma questão central na constituição de um plantel.</p>
<p>Que gente é esta que pensa o futebol do <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407981" target="_blank">Sporting</a>, onde a prospecção sénior é praticamente inexistente? E as fantásticas contratações para a formação&#8230; Não vi um proclamado estrangeiro, que chegam rotulados de craques para a formação, atingir o plantel sénior. Mas levanta-se a questão do treinador. Será ele o culpado? Já falhou imenso mas é o preço de se formar também um treinador. A insistência em Polga a titular, o número de livres que o Ronny marcou há duas épocas &#8211; e toda a gente sabia o resultado destes &#8211; jogar sem extremos e com avançados móveis &#8211; comprando-se o Purovic &#8211; a rigidez táctica, entre tantos outros erros. Mas parece-me mais uma vitima que um réu desta incompetência geral que gere o futebol leonino mas, apesar de tudo, também tendo culpas no cartório.</p>
<p>Estes brilhantes gestores com enorme reputação na banca, que se escondem no seu elitismo, que geriram e gerem o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407797" target="_blank">SCP</a> (onde Bettencourt é sem duvida o menos culpado) são responsáveis pela ausência de fé e paciência dos sócios e adeptos leoninos. Para os sportinguistas perderem a fé é necessária muita asneira, muita mesmo. Mas nunca se esqueçam que o Sporting é demasiado grande e importante para servir determinados interesses.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Liga Sagres: Sp. Braga 2&#215;0 Benfica &#8211; Não há duas sem três&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 15:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o apito final na “Pedreira”, foi evidente de parte a parte: quem viu o tão aguardado defronto dos primeiros, não saiu em nada defraudado. Estivemos perante um jogo que em tudo correspondeu às]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o apito final na &#8220;Pedreira&#8221;, foi evidente de parte a parte: quem viu o tão aguardado defronto dos primeiros, não saiu em nada defraudado. Estivemos perante um jogo que em tudo correspondeu às expectativas, pleno de emoção &#8211; dentro e fora do relvado &#8211; e com uma ideia que começa a ganhar contornos cada vez mais concretos: será mesmo este Braga um sério candidato ao título?</p>
<p>Se não é mentira que há uns anos para cá o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407735" target="_blank">Braga</a> apresenta uma consistência ímpar na qualidade do seu plantel, não é menos verdade que confesso que fiquei com a séria ideia que Jorge Jesus e os seus pupilos não estariam à espera de tal arranque do jogo por parte dos <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099835&amp;div_id=1497&amp;psec_id=46" target="_blank">arsenalistas</a> que dominaram por completo os 10 minutos iniciais. Um domínio que culminou aos 7&#8242; minutos com um golaço de bandeja de um artista que não há muito tempo era visto como o próximo Rui Costa e que parecia ter desaparecido para o futebol: <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099829&amp;div_id=1456&amp;psec_id=46" target="_blank">Hugo Viana</a>, dono de mais uma exibição de grande nível. Por outro lado, sem César Peixoto e com Shaffer à procura da melhor forma após lesão, Jorge Jesus voltou a insistir na aposta de Fábio Coentrão para a lateral esquerda. Se no jogo com o Nacional esta opção foi largamente elogiada, desta feita Coentrão sentiu grandes dificuldades em travar os arcebispos, muito também pelo instinto atacante de Di Maria que logo após o 1&#215;0 teve de se ausentar muito mais do flanco esquerdo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3009 alignleft" style="margin-top: 2px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/braga-benfica-paulo-cesar.jpg" alt="Braga - Benfica" width="300" height="210" align="left" title="Liga Sagres: Sp. Braga 2x0 Benfica   Não há duas sem três..." />Início fulgurante do Braga que o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099826&amp;div_id=1456&amp;psec_id=46" target="_blank">Benfica</a> logo tratou de temperar com variados assaltos à baliza de Eduardo, que mais uma vez voltou a mostrar boa forma, o que é de louvar numa altura em que Portugal está a 180 minutos do Mundial em terras africanas. Um momento ao qual a excelente linha defensiva do Braga não pode ficar arredada, tal foi a forma como novamente demonstraram enorme eficácia em travar o melhor ataque da prova que pela primeira vez ficou em branco na Liga Sagres. Verdade é que mesmo depois de um intervalo quezilento a verdade é que com mais 45 minutos e ambas as equipas com menos 1 jogador, foi claramente o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099825&amp;div_id=1456&amp;psec_id=46" target="_blank">Benfica</a> que ficou mais a perder pois ficava sem Cardozo, e assim o Braga via a sua tarefa bem mais facilitada. Não obstante as substituições acertadas feitas por Jorge Jesus, que sentiu e bem a derrota cada vez mais perto, a verdade é que com uma defesa sempre muito sólida e uma dose de azar dos Lisboetas o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407736" target="_blank">Braga</a> chegou mesmo ao segundo golo, sentenciando a partida com o Benfica já a pensar na próxima partida em Liverpool ante o Everton.</p>
<p>Em suma, a verdade é que o Braga tem revelado um futebol a todos os níveis brilhante, mas que de certa forma advém também de uma eliminação extremamente precoce da Europa, algo que libertou a equipa para uma concentração máxima dentro de portas. Mais uma vez, o estádio AXA voltou a acolher um grande espectáculo que contou com duas equipas de filosofias de ataque, de espectáculo e sobretudo de entrega e garra que não deixou nenhum adepto &#8211; vencedor ou vencido &#8211; indiferente. O <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/30667-braga-vence-benfica-tres-pontos-dois-golos-e-um-1-lugar" target="_blank">Benfica</a> por outro lado, perde a oportunidade de se descolar da concorrência na liderança mas ganha uma oportunidade de serenar os ânimos e alinhar as tropas para um duro embate em terras britânicas na próxima quinta-feira.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Liga Sagres: Porto 1&#215;1 Belenenses &#8211; Sem inspiração no dragão&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 23:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Será possível tanta ineficácia? Será normal deixar a partida correr por tanto tempo, para depois tentar resolver o jogo na última meia-hora? É assim este Porto actual, um misto de má forma de alguns dos seus jogadores]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será possível tanta ineficácia? Será normal deixar a partida correr por tanto tempo, para depois tentar resolver o jogo na última meia-hora? É assim este Porto actual, um misto de má forma de alguns dos seus jogadores basilares com a preocupação que se apodera de muitos dos atletas na véspera de uma partida europeia, como que querendo &#8220;resguardar-se&#8221; física e mentalmente.</p>
<p>Pois bem, este era o jogo em que a perda de pontos era um cenário inaceitável. Não apenas pela diferença de qualidade entre plantéis, mas especialmente pela importância de a equipa portista se anexar ao lote da frente na tabela classificativa, ficando calmamente a esperar pelo Braga x Benfica de amanhã. Este <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/30559-fc-porto---belenenses-siga-e-comente-aqui" target="_blank">Porto</a> não foi capaz, e não apenas menosprezou o adversário como foi também inoperante quando a partida estava na sua mão. Se frente aos estudantes a vitória acabou por surgir nos minutos finais, este Belenenses conseguiu ser mais maduro, e especialmente agradeceu a Falcao e companhia o festival de golos perdidos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2995 alignleft" style="margin-top:3px;margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/porto-belenenses-hulk.jpg" alt="Hulk" width="300" height="194" align="left" title="Liga Sagres: Porto 1x1 Belenenses   Sem inspiração no dragão..." />Tacticamente, o Belém vinha ao dragão com o pensamento &#8220;do costume&#8221;. Defender e pouco mais. Contudo, e pela valia de alguns dos seus atletas, cedo foi possível perceber que contra este Porto era possível estender um pouco mais a equipa, aumentando o espaço entre as linhas e colocando alguma pressão sobre a defensiva nortenha. E assim foi; especialmente pelos pés de Fredy e Lima, os azuis do <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407643" target="_blank">Restelo</a> foram capazes de irritar um Porto cujo golo não surgia, na maioria das vezes por culpa própria. O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407640" target="_blank">Porto</a>, que apresentou como maior novidade o regresso do pensador <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/fc-porto-porto-belenenses-farias-lima-bruno-alves/1099680-4062.html" target="_blank">Belluschi</a> e mantinha Mariano no onze (de volta à ala ofensiva) não foi capaz de acelerar o jogo como tantas vezes o tem feito esta temporada para resolver partidas. O argentino ex-Olympiakos trouxe alguma criatividade ao meio campo e permitiu uma maior dinâmica na zona central, algo contudo insuficiente tal era a inércia do colectivo.</p>
<p>Depois de um intervalo em que foi possível sentir a ansiedade que reinava no Dragão, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-belenenses-cronica-maisfutebol-futebol-iol/1099684-4930.html" target="_blank">Belenenses</a> entrou de forma matreira e estrategicamente lançou o veloz Lima que isolado desfeiteou Helton. Os portistas viam-se em desvantagem e num autêntico pesadelo, pairando no ar a fraquíssima exibição ante a briosa. Por esta altura, Falcao já estava em campo, ele que havia sido relegado para substituto com a titularidade de Farias, mas a meu ver o grande erro de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/jesualdo-fc-porto-belenenses-joao-carlos-pereira-jesualdo-ferreira-maisfutebol/1099688-4062.html" target="_blank">Jesualdo Ferreira</a> esteve na remoção de Belluschi (apesar de clara alguma falta de rotina) e o voltar a uma formação orfã de magia e que canalizava absolutamente o seu jogo nas alas, com cruzamentos ora de mariano, ora de Hulk ou Alvaro Pereira. Algo que até teria sido suficiente, não fosse a clara prisão de movimentos de <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407642" target="_blank">Falcao</a> que, em claro mau momento, desperdiçou oportunidades claras para que o Porto garantisse os 3 pontos de forma clara.</p>
<p>O que restou da partida foi um mero chuveirinho, e o golo não apareceu por acaso. Contudo, e a surgir, seria mais uma vitória sem magia, sem entusiasmo, de uma equipa que foi a imagem do seu treinador: amorfo, sem reacção à adversidade, e incapaz de dar o &#8220;clic&#8221; e partir para uma exibição mais conseguida. Fica o registo do primeiro empate concedido em casa pelos campeões nacionais na presente temporada.</p>
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		<title>Liga Sagres: V. Guimarães 1&#215;1 Sporting &#8211; Dois males menores&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 00:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrando num 4-3-3 em que Nuno Assis tinha como missão apoiar o tridente ofensivo composto por Targino na direita, Desmarets na esquerda e Douglas ao centro, o Vitória demonstrou a característica que]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma velha canção do mítico Nat King Cole, chamada Ansiedad que poder-se-ia aplicar ao sucedido, hoje em <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/cronica-sporting-v-guimaraes-maisfutebol-futebol-iol/1098842-4062.html" target="_blank">Guimarães</a>&#8230; Efectivamente, quer Vitória, quer Sporting padeceram dessa terrível maleita de idiossincracia e que mina o espírito dos mais resolutos.</p>
<p>Entrando num 4-3-3 em que Nuno Assis tinha como missão apoiar o tridente ofensivo composto por Targino na direita, Desmarets na esquerda e Douglas ao centro, o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407116" target="_blank">Vitória</a> demonstrou a característica que encima esta crónica, pela sofreguidão imensa que colocou em cada lance. Efectivamente, na primeira meia hora, este jogo parecia que era o último da carreira destes jogadores. Com a tripla supra citada encarregue de municiar Douglas e com liberdade para vaguear no terreno, durante essa altura do jogo, apenas se viu um intenso odor de bom futebol vitoriano&#8230; e não fora a inacreditável decisão de Olegário em fazer clara vista grossa a uma <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/joao-alves-v-guimaraes-sporting-vukcevic-maisfutebol-futebol/1098854-1457.html" target="_blank">penalidade cometida por Vukcevic</a> e a sofreguidão ter-se-ia tornado em preseverança.</p>
<p>De facto, o ritmo acelerado que a equipa D&#8217;el Rei patenteou foi demais para um leão cuja clara ansiedade para fazer as coisas de modo assertivo, o inibiu. Há quem diga que estes momentos de espírito podem dar para ambas as situações, e se ao <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/29977-sporting-permite-empate-nos-descontos-e-ja-esta-10-pontos-do-benfica" target="_blank">Vitória</a> o fez entrar numa louca vertigem em busca do golo, aos leões impediu-os de articular uma jogada digna desse nome. Porém, com o passar do tempo as pilhas foram perdendo voltagem! Era, humanamente impossível, aguentar o ritmo e o jogo passou a estar dividido, não sem antes do intervalo João Alves ter tido o ensejo de facturar&#8230; desperdiçaria em boa posição e a primeira parte findava.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2968 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/vitoria-sporting-rui-miguel.jpg" alt="Rui Miguel" width="300" height="204" align="left" title="Liga Sagres: V. Guimarães 1x1 Sporting   Dois males menores..." />Na segunda metade, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-v-guimaraes--maisfutebol-destaques-iol-futebol/1098844-1457.html" target="_blank">Sporting</a> cresceu&#8230; Bento fez a substituição habitual tirando o lateral esquerdo Grimi, colocando Pereirinha. Veloso recuou para lateral esquerdo, Moutinho foi para número 6 e o recém-entrado ocupou a posição destra do losango. Melhorou o Sporting, aliás, a subida do bloco defensivo e intermediário deste permitiu uma maior pressão sobre Nuno Assis e, por vezes, João Alves, os organizadores de jogo vitorianos&#8230; que, todavia, pelas alas iam demonstrando poder ganhar o jogo! Seria no entanto de Liedson a mais flagrante oportunidade da segunda metade, e só mesmo um Super Nilson poderia evitar o golo. Paulo Sérgio, no banco, inquietava-se&#8230; tirava Targino e colocava Roberto, para acompanhar uma desilusão chamada Douglas, mas, surpreendentemente, não abandonava o 4-3-3. Na mobilidade de Roberto e na tentativa que Douglas fizesse o mesmo poderia residir a chave do sucesso! E esteve perto&#8230; Roberto, num meio centro meio remate quase faz a bola chegar a Douglas, para abrir o activo&#8230; foi por pouco, uma verdadeira unha negra! Como quem não marca sofre &#8211; velho chavão sempre com hodiernidade &#8211; haveriam os lisboetas de marcar, num lance polémico, em que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-paulo-bento-maisfutebol-futebol-iol-bento/1098855-1457.html" target="_blank">Liedson</a> assiste Matias Fernandez que por milímetros escapa ao fora de jogo!</p>
<p>Pensou-se que seria o canto do cisne vitoriano! Mas, até no plano psicológico, Paulo Sérgio parece ter aura. Introduzindo Jorge Gonçalves e Rui Miguel, num desesperado tudo por tudo, seria o antigo pacense num belo remate a igualar a contenda&#8230; um resultado que premeia a ritmada primeira metade vitoriana cuja equipa parece transfigurada da noite para o dia. Paulo Sérgio tinha razão, dizendo que o campeonato estava a começar, pois, efectivamente, os anteriores jogos comparados com o de hoje pareceram de pré-epoca!</p>
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		<title>Liga Sagres: Porto 3&#215;2 Académica &#8211; Um apático campeão</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 22:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Certamente que, na cabeça dos campeões nacionais, não passava outra ideia que não a vitória neste duelo com os estudantes. E o estatuto pode de facto vencer partidas, mas quando o favorito pouco mais faz do que se]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente que, na cabeça dos <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1406801" target="_blank">campeões nacionais</a>, não passava outra ideia que não a vitória neste duelo com os estudantes. E o estatuto pode de facto vencer partidas, mas quando o favorito pouco mais faz do que se posicionar no relvado deixando o jogo acontecer, a probabilidade de isso resultar em surpresa é obviamente bastante elevada.</p>
<p>O Porto foi assim mesmo, uma equipa apática, adormecida, desinspirada, cujos seus jogadores durante 1 hora de jogo praticamente não existiram em campo. Passes mal executados, inexistência de processos na construção de jogo e uma total desinspiração de elementos importantes como Raul Meireles, Hulk ou Rodriguez. O cansaço do jogo europeu poderá ser uma justificação, mas apenas em parte, pois a inoperabilidade do motor azul-e-branco foi gritante na maior parte da partida.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2946 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/porto-academica-hulk.jpg" alt="Hulk" width="300" height="212" align="left" title="Liga Sagres: Porto 3x2 Académica   Um apático campeão" />Findos os primeiros 45 minutos, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-porto-academica-futebol-liga-dragao/1098332-4930.html" target="_blank">Porto</a> acumulava 2 remates à partida &#8211; um deles com ligeiro perigo. A postura da equipa era de tal forma passiva que parecia ser complicado a Jesualdo Ferreira levantar o astral dos seus pupilos, e a realidade é que a entrada da equipa para o segundo tempo trouxe pouco de novo, a começar pelos 11 atletas. O jovem treinador <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/reportagem-fc-porto-academica-jesualdo-ferreira-andre-villas-boas-liga/1098334-1304.html" target="_blank">André Villas Boas</a>, ex-pupilo de Mourinho, via abrir-se uma porta na possibilidade de pontuar no dragão, e o futebol apresentado pela briosa foi em tudo contrário à sua posição na tabela classificativa. Uma formação que sabe posicionar-se em campo, sai a jogar com tranquilidade e tem em Sougou e Miguel Pedro dois velozes atacantes que trazem profundidade à equipa.</p>
<p>Contudo, aos 65 minutos, um herói improvável surgia na partida: <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-academica-fc-porto-maisfutebol-futebol-iol/1098331-1304.html" target="_blank">Mariano Gonzalez</a>. O mal amado do universo azul que, diga-se de boa verdade, não consegue apresentar a consistência exibicional que uma equipa de topo exige, foi colocado novamente no miolo do terreno depois do &#8220;falhanço&#8221; táctico na primeira metade do jogo europeu. E apesar da incapacidade em cumprir um lugar de &#8220;pensador&#8221;, uma característica está sempre presente no seu futebol, e ela é a sua interminável garra. E foi precisamente num rasgo de puro esforço que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/mariano-mariano-gonzalez-fc-porto-reportagem-academica-liga/1098335-1304.html" target="_blank">Mariano</a> abriu a contagem, cabeceando à entrada da área num lance de insistência, quando o defensor de negro julgava ter o lance sob controlo.</p>
<p>E já com Farias em campo, Mariano voltou a ser decisivo, com um cruzamento tenso para o interior da área onde Farias fazia o 2&#215;0. O que os portistas não esperariam era uma reacção adversária, que aconteceu não por uma mas por duas vezes, no 2&#215;1 e no 3&#215;2, quando Farias já havia conseguido o bis. Esta é certamente a lição de que todos os campeões necessitam para estabelecer objectivos e metas. Apesar de ter alcançado os 3 pontos, o Porto poderia facilmente ter sido surpreendido em pleno dragão apenas e só pela apatia do seu futebol. &#8220;Falta maturidade ao Porto&#8221;, indicou Jesualdo Ferreira, o que contudo não é justificável é a falta de empenho e de concentração de toda a equipa. O técnico portista tem falhado na promoção de alguma rotatividade na equipa, e o que é facto é que esta poderia ter sido uma boa partida para conceder a oportunidade a jovens que de certa forma iriam trazer a sua motivação à equipa.</p>
<p>Destaque também para o bom futebol nos pés de alguns estudantes, cujo potencial é claro como a água. A capacidade para potenciar este lote de bons atletas estará agora ao cargo de Villas Boas, que tem em Coimbra uma oportunidade para brilhar na sua estreia como técnico principal.</p>
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		<title>Ramires, a melhor aposta do Benfica</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 23:07:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Em qualquer negociação ou relação comercial, existe a melhor hora de vender e o momento certo de comprar. Para achar a exata medida, é preciso ter experiência, sensibilidade e, é claro, um pouco de sorte. Difícil precisar o mérito dos dirigentes do Benfica na contratação de Ramires junto ao Cruzeiro. Mas é inegável que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em qualquer negociação ou relação comercial, existe a melhor hora de vender e o momento certo de comprar. Para achar a exata medida, é preciso ter experiência, sensibilidade e, é claro, um pouco de sorte. Difícil precisar o mérito dos dirigentes do Benfica na contratação de Ramires junto ao Cruzeiro. Mas é inegável que o negócio foi fechado na hora exata para que os valores não fossem inflacionados pela valorização do ótimo volante brasileiro.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2536 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/ramires_brasil.jpg" alt="Ramires" width="300" height="208" align="left" title="Ramires, a melhor aposta do Benfica" />Ramires, carioca revelado pelo Joinville, foi contratado pelo clube mineiro em 2007 e estourou no ano seguinte, sob o comando do técnico Adílson Batista, que soube trabalhar sua versatilidade e potencializar seu talento. O dinâmico volante, que marca, sabe sair para o jogo e tem ótima presença ofensiva, voltou da seleção que trouxe a medalha de bronze das Olimpíadas de Pequim e virou meia, fazendo um fantástico campeonato brasileiro em 2008, o que fez com que ganhasse visibilidade e prêmios individuais. Em 2009, os gols, as boas atuações na Taça Libertadores e a conquista do campeonato estadual fizeram com que o técnico Dunga se rendesse ao talento de Ramires e o convocasse para os jogos das Eliminatórias e a Copa das Confederações. Nesse momento é que o timing do clube português foi perfeito. No dia em que o treinador da CBF anunciou o nome do camisa 8 cruzeirense entre os vinte e três convocados, o Benfica divulgou a sua contratação por 7,5 milhões de euros. O time mineiro revelou que também recebeu proposta do CSKA Moscou, da Rússia, dirigido por Zico.</p>
<p>Se tivessem esperado um pouco mais, muito provavelmente o Benfica esbarraria na enorme valorização do jogador, que virou titular da seleção, que viveu um mês de Junho mágico, com a conquista da liderança das Eliminatórias sul-americanas e do título do torneio realizado na África do Sul. Apesar do desempenho um tanto irregular, Ramires mostrou personalidade e bom entendimento com Kaká, Robinho e Luís Fabiano no ataque brasileiro.</p>
<p>No retorno ao Cruzeiro, Ramires pareceu um tanto disperso e decepcionou a torcida do time celeste com atuações não mais que razoáveis nas finais da Libertadores contra o Estudiantes, sendo superado pelo craque Verón no duelo derradeiro no Mineirão. Mas o título dos argentinos e a saída “pelos fundos” do clube brasileiro não desqualificam o meiocampista.</p>
<p>Muito menos o tiro certeiro do Benfica, que ganha um belo reforço cujos valores nem oneraram tanto os cofres dos encarnados, o que é fundamental em tempos de crise. Em uma equipe competitiva montada pelo agora dirigente Rui Costa, o novo camisa 8, junto com reforços como o atacante argentino Saviola, pode fazer a diferença e ajudar o clube português a reconquistar a hegemonia nacional e voltar a sonhar com títulos internacionais.</p>
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		<title>Diferença entre Comandante e Técnico</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 08:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 08/09]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[O defeso actual trouxe-nos uma amarga constatação dos últimos anos: como garantir a conduta de um profissional de futebol? Vários casos surgem na &#8220;praça pública&#8221; sendo o mais agudo o de Vukcevic e até de Stoijkovic em Alvalade. Se numa administração moderna e integrada os técnicos devem participar em todas as decisões e estar directamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O defeso actual trouxe-nos uma amarga constatação dos últimos anos: como garantir a conduta de um profissional de futebol? Vários casos surgem na &#8220;praça pública&#8221; sendo o mais agudo o de Vukcevic e até de Stoijkovic em Alvalade. Se numa administração moderna e integrada os técnicos devem participar em todas as decisões e estar directamente envolvidos com a direcção do clube, será que não podem ser os &#8220;comandantes&#8221; e as &#8220;estrelas&#8221; ao mesmo tempo? Ou será que sendo funcionários não estarão a extrapolar as suas funções?</p>
<p>Parece-me que a maioria dos adeptos só querem gritar golo e já têm assuntos sérios demais nas próprias vidas para encarar o Futebol de uma forma mais profunda e extravasada, tendo que conviver com dúvidas que vão muito além de saber se um jogador estava em fora de jogo ou se foi penalty ou não. Admito que por um bom tempo também fui assim e quando passei a conviver um pouco mais com as questões ligadas a factores &#8220;extra campo&#8221;, confesso que perdi muito do encanto, porém, como tudo na vida, chegou um momento onde senti que não poderia mais permanecer alheio, e espero isto de cada adepto que deseje ter uma participação mais consciente.</p>
<p>No que toca a esta reflexão, identifico-me como um daqueles que acredita que um técnico não ganha  um jogo, mas é peça crucial quando decide &#8220;intrometer-se&#8221; e inventar  problemas pelos mais diversos motivos, e assim conseguir perder um jogador como está a acontecer no Sporting com Paulo Bento, Stoijkovic e Vukcevic. Considero que por muito mau génio que ambos os jogadores tragam ao grupo de trabalho, cabe a Paulo Bento ter a maturidade para assumir as suas decisões pois foi ele e só ele que deu o &#8220;sim&#8221; para a contratação do sérvio e do montenegrino. Fazer birras e mandar recados pelo <em>media</em> mostra, na minha opinião, como Bento ainda não atingiu o patamar de &#8220;Comandante&#8221; dos leões, pois se errar é humano, perdoar é divino e só aí se vê um bom professor e sobretudo um bom &#8220;mentor&#8221; para um jogador. Há que ter paciência e saber dialogar com os jogadores, não esquecer que se tratam de jogadores estrangeiros e como tal merecem um tudo ou nada de extra atenção no que toca a adaptação a novos ambientes e realidade. É precisamente neste factor que penso por exemplo, que Jesualdo Ferreira é já um comandante perante o seu plantel, tal é a forma como lidou com as birras de Quaresma, não &#8220;queimando&#8221; o jogador perante os seus adeptos. Já no Benfica, Quique Flores teve o primeiro grande &#8220;teste&#8221; à sua liderança com Cardozo, um dos jogadores mais queridos dos adeptos e soube com a restante equipa técnica ultrapassar o problema e &#8220;reajustar&#8221; o jogador a uma nova realidade.</p>
<p>Este é certamente um dos vários factores que fazem uma equipa vencedora ou perdedora. Um conjunto de factores como a administração, plantel, os treinos e o ambiente durante a semana, dedicação, garra, a qualidade técnica dos jogadores, participação dos adeptos, actuação do árbitro, manipulação da &#8220;imprensa&#8221;, &#8220;interesses externos&#8221;, sorte e uma infinidade de outros detalhes que rodeiam o futebol. Estar a criar mais factores &#8211; leia-se problemas &#8211; para além dos já referidos, é uma das grandes diferenças entre um líder (comandante) que se limita a simplificar os processos e um técnico que não consegue nem sabe ultrapassar os problemas depois de os ter previsivelmente resolvido.</p>
<p>Assim, o tão falado &#8220;dedo do técnico&#8221; durante o jogo, para mim, é só mais um dos inúmeros factores que decidem uma partida de futebol, apesar desta opinião contrariar alguns &#8220;interesses&#8221; que circulam pelo futebol actual. Não se espera que o adepto ou mesmo o cidadão se envolva na política do clube ou do país, mas é obrigação de quem quer algo melhor tentar saber e sobretudo perceber o que acontece. A questão é que quando as pessoas não se movimentam para combater o que está errado, mais cedo ou mais tarde, o problema torna-se insuportável e por vezes intransponível&#8230; é exactamente isto que se está a passar sobretudo com Stoijkovic que se vê parado em Alvalade e cujo valor é reconhecido por todos, sobretudo pelos adeptos leoninos. Esta situação actual do Sporting não é trágica, sobretudo porque o clube se encontra na senda das vitórias e assim não há quem queira &#8220;boleia&#8221; de resultados ou momentos adversos. Pergunto-me se alguém imagina Alex Ferguson ou Arséne Wenger ou Benitez ou mesmo José Mourinho com este tipo de problemas? Claro que não, pois tratam-se de &#8220;super&#8221; treinadores com mil e uma estrelas em cada mão para gerir e que sabem bem o que é ser um Comandante e não um simples Técnico.</p>
<p>O comando deve ser exercido por quem de direito verdadeiramente, de forma justa e forte, e as directrizes devem ser definidas e executadas de forma clara, sem interesses estranhos, senão, só restará o caos.</p>
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		<title>Arranques e Impasses Encarnados</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 22:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 08/09]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O importante não é a pressa, mas o acerto nas contratações&#8221; &#8211; Assim é o pensamento do novo treinador do Benfica em relação à definição do plantel encarnado para a época 2008/09. Se de certa forma as hostes da Luz se encontram mais serenas com a intervenção de Rui Costa na estrutura do futebol, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O importante não é a pressa, mas o acerto nas contratações&#8221; &#8211; Assim é o pensamento do novo treinador do Benfica em relação à definição do plantel encarnado para a época 2008/09. Se de certa forma as hostes da Luz se encontram mais serenas com a intervenção de Rui Costa na estrutura do futebol, a verdade é que por muito boa vontade que haja em dotar o plantel com a entrada de valores seguros, há que também tratar da saída daqueles que na época transacta não se revelaram merecedores de envergar o emblema da águia.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/07/imagens_109728.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-767" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/07/imagens_109728.jpg" alt="Arranques e Impasses Encarnados" width="300" height="225" align="left" title="Arranques e Impasses Encarnados" /></a>Um ponto chave para o equilíbrio de qualquer SAD ou mesmo qualquer estrutura desportiva, prende-se claramente com o equilíbrio de soluções no seu plantel. Se no final da época desportiva transacta Simão Sabrosa se revelou como o grande encaixe financeiro para os cofres da Luz, o defeso que atravessamos mostra-nos que este Benfica tem enormes dificuldades na valorização das &#8220;estrelas&#8221; do seu plantel e na própria resposta e argumentação para segurar os &#8220;filhos da própria casa&#8221;. O nome de Christian Rodriguez é certamente o que mais vem à memória, tal foi a &#8220;bomba&#8221; da sua contratação pelo rival FC Porto, que não teve dificuldades em persuadir um dos grandes nomes da época 07/08 encarnada, a trocar a Luz pelo Dragão. Os valores avultados desta jogada &#8211; 7 milhões de euros por 70% passe &#8211; mostram como no Porto a aposta em jogadores é já encarada sem grandes medos, tal é a certeza quase absoluta que o investimento terá um retorno 2 ou mesmo 3 vezes maiores. É claramente um sinal da posição privilegiada que este Porto tem na Europa na promoção e venda dos seus valores, tais foram os sucessos alcançados nas últimas décadas.</p>
<p>Assim sendo, com Rui Costa ao leme, este Benfica começou a nova época com uma aposta em solo luso. Jorge Ribeiro e Bruno Amorim, ambos jogadores com formação na cantera encarnada e que no Boavista e Belenenses, respectivamente, mostraram argumentos e atributos para &#8220;retornarem&#8221; praticamente a custo zero à Luz. Uma aposta que possivelmente não terá tido ainda o cunho de Quique Flores e que levará estes reforços a trabalhar muito para agarrar a titularidade, mas que certamente não deixa de ter grande valor dado tratarem-se de dois jogadores jovens, portugueses, e com uma clara adaptação ao campeonato nacional. Duas soluções que trarão certamente maior competitividade ao plantel, e assim maior poder de escolha para uma época sempre longa e com muitos entraves pelo meio.</p>
<p>O arranque da pré-época começa a mostrar as novas caras no ninho da águia, no entanto partindo para uma análise mais cuidada pelos diversos sectores, poderemos chegar rapidamente à conclusão que mais uma vez, este Benfica, irá gastar mais do que encaixa entre entradas e saídas do plantel:</p>
<ol>
<li>Na baliza, Quim e Moreira perderam a concorrência de Butt que assim libertou os cofres da Luz e rumou a custo zero ao Bayern de Munique. O espanhol Codina do Real Madrid é apontado como reforço, e a confirmar-se, este Benfica ganha novamente uma luta a três que me parece completamente desajustada.</li>
<li>No sector defensivo, a boa nova da renovação de Léo é seguramente uma lufada de tranquilidade para o lado esquerdo, onde Sepsi e agora Jorge Ribeiro piscam o olho ao lugar, sendo ambos laterais modernos habituados a subir e a apoiar o ataque, tal como o &#8220;maradoninha&#8221; da Luz. Já no miolo, David Luiz parece ser o único nome que ganha consenso na hora de trancar a porta à sua saída, já que Luisão, Zoro e Edcarlos há muito que não enchem o olho aos adeptos, embora a sua continuidade seja, com o passar dos dias, quase um dado adquirido. O júnior Miguel Vítor pode ter também uma palavra a dizer. O lado direito parece ser até ao momento o mais frágil, tais foram os problemas (motivação, confiança, lesões, etc.) de Nélson na época transacta e Luís Filipe que é seguramente, a continuar, um dos elos mais fracos do plantel.</li>
<li>Já no sector intermédio, a indefinição do modelo de jogo e dos jogadores para o interpretar tornam quase prematura uma análise. Partindo do princípio que ou Petit e/ou Katsouranis não continuarão na Luz, o miolo do terreno encarnado ganha especial curiosidade em ver como Quique conjugará a sua proclamada aposta em juventude nos vários nomes que tem para este espaço do terreno: Binya, Hassan Yebda, a aposta em Carlos Martins, Nuno Assis, os próprios júniores Miguel Rosa, Romeu Ribeiro e sobretudo as &#8220;estrelas&#8221; André Carvalhas e Fellype Bastos em quem os adeptos depositam grandes esperanças. Nas alas, Maxi Pereira aparece claramente como o jogador fantasma deste plantel, tal é a sua indefinição de posição e competências no terreno, ao passo que Di María e sobretudo Freddy Adu mostraram merecer uma aposta mais firme nas suas potencialidades, bem como Fábio Coentrão, que praticamente selou o seu regresso com a magnífica exibição  coroada com dois belos tentos ao serviço do Nacional no estádio do Dragão. Javier Balboa (ex-Real Madrid) é de resto até ao momento, a grande aquisição deste Benfica 08/09 custando 4 milhões de euros, tendo a missão de agarrar com unhas e dentes o lado canhoto do ataque encarnado.</li>
<li>Na frente de ataque, parece inevitável a saída de um ou mais elementos, sendo que Óscar Cardozo aparece certamente de pedra e cal no onze. No entanto, fazendo jus ao estilo de Quique Flores pelas equipas por onde passou, onde o ataque era sempre protagonizado por jogadores velozes e &#8220;perdidos&#8221; em campo, será interessante ver como conjugará no plantel nomes como Makukula, Mantorras ou mesmo Nuno Gomes.</li>
</ol>
<p>De resto, a confirmação ou não de nomes que há muito andam na praça pública poderão certamente ditar guia de marcha para muitos dos nomes referidos anteriormente. Nomes como: Albelda, Andrézinho, Ayala, Buonanotte, Cavalieiri, Danilinho, Diego Cavalieri, Djebbour, Escudero, Golanski, Gouffran, Thiago Silva, Valdivia, Sinama-Pongolle, Sobis, Wilhelmsson, Urreta ou mesmo Soldado e ultimamente Saviola, são certamente alvo de discussão quanto ao seu valor e utilidade para um clube na situação e estado do Benfica.<br />
No entanto, a confirmar-se o nome de Pablo Aimar, parece-me evidente que Quique Flores quer trazer a si nomes e atletas que bem conhece pois o sucesso no Benfica tem de ser, desde logo, algo imediato, tal é a ansiedade, a pobreza de emoções e títulos que se tem vivido pela Luz. Resta lembrar que para um bom plantel, deve haver soluções claras de onze e soluções com futuro no banco, que assegurem a estabilidade possível durante uma época que se espera sempre desgastante e rica em problemas.</p>
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		<title>08/09 &#8211; Expectativas Azuis-e-Brancas</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 19:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 08/09]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[As saídas de Bosingwa e Paulo Assunção, ainda antes de terminada a época desportiva, criaram a este Porto 2 problemas de vulto, algo que, a uma semana da apresentação oficial, continua por ser contornado pela actual administração.
Chegado ao dragão no tempo de Mourinho, Bosingwa começou como um polivalente, um atleta cheio de potencial. Agora, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As saídas de Bosingwa e Paulo Assunção, ainda antes de terminada a época desportiva, criaram a este Porto 2 problemas de vulto, algo que, a uma semana da apresentação oficial, continua por ser contornado pela actual administração.</p>
<p>Chegado ao dragão no tempo de Mourinho, Bosingwa começou como um polivalente, um atleta cheio de potencial. Agora, é transaccionado como um defesa-direito de topo, que defende e ataca como poucos na Europa, assinando um contrato milionário com o sempre apetecível Chelsea. Em tempos, escrevi um texto sobre este jogador que conseguiu uma evolução a todos os níveis marcante, até para o mais optimista dos adeptos azuis-e-brancos, e a sua saída causa uma evidente mossa na equipa base de Jesualdo Ferreira, onde era pública a preponderância do rápido lateral. Será certamente tarefa muito complicada encontrar um elemento que traduza no esquema portista a confiança que José Bosingwa representava. Se Fucile parece ser a solução natural, a verdade é que o lado esquerdo da defesa não parece ter a segurança de outros tempos, e caberá ao reforço Benitez demonstrar o contrário, &#8220;empurrando&#8221; o uruguaio para a sua posição de origem.</p>
<p>Outro caso bicudo é o de Assunção. Contra às expectativas da maioria, certamente, Paulo Assunção fez-se valer de uma lei pouco digna, e assim saiu da cidade do Porto livre de qualquer contrato, deixando no entanto um amargo de boca a todos aqueles que apreciavam as suas qualidades. O futebol consistente e geométrico do brasileiro foi pedra basilar do campeão nacional, e a situação actual deverá ser alvo de um estudo exigente, pois é sabida a preponderância da posição num esquema como o azul-e-branco, com um único médio mais defensivo. Entre caras novas e jogadores que transitam da época anterior, estas serão talvez as alternativas a focar:</p>
<ol>
<li>Fernando: o médio brasileiro chegou ao Porto com cara de júnior, mas revelou qualidades de um veterano. É enorme o sentido táctico e a clarividência do jovem jogador, e a consistente temporada ao serviço do Estrela da Amadora poderá antever uma agradável surpresa.</li>
<li>Raúl Meireles: apesar de ocupar a posição de médio centro no esquema actual, Meireles iniciou a sua formação como trinco, e poderá ser o elemento escolhido para colmatar esta brecha actual. Contudo, não me parece que venha a ser a opção mais regular.</li>
<li>Bolatti: alto, forte, e de técnica apurada, o argentino aterrou no dragão recomendado por um nome de vulto: Diego Armando Maradona. Apesar de tudo, a sua integração foi paulatina, e nas várias oportunidades de que dispôs o médio alvi-celeste não conseguiu convencer a exigente massa adepta portista, apesar das suas evidentes habilidades. Habituado a um esquema táctico onde era um de dois médios mais defensivos, caberá a Jesualdo Ferreira saber potenciar um atleta que inequivocamente tem valor, mas que dificilmente poderá ser o pêndulo que Assunção representava na equipa.</li>
</ol>
<p>Tanto Tomy, vindo do Rosario Central, como Guarin, jovem de 22 anos do Saint-Etienne e cuja aquisição parece previsível, chegarão ao dragão com um estatuto um pouco indefinido. Ambos são elementos &#8220;volantes&#8221;, prontos a ocupar uma posição ligeiramente mais avançada no terreno, e não serão de todo candidatos à posição que aqui referencio. Como tal, fica a dúvida se este Porto não estará a acreditar demasiadamente nas soluções internas para suprir duas tão importantes pedras do seu esquema.</p>
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		<title>Observatório: Jesualdo e os Predicados de Futebol Moderno</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jul 2007 13:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[BwinLiga 07/08]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Este Porto versão 2007/08 veio trazer à tona uma temática de grande interesse, que em outros países já há muito se tornou condição basilar: a vertente da compleição física. Em outras modalidades, fruto de uma mais clara e óbvia necessidade, este parâmetro foi desde sempre levado em conta. Falo, por exemplo, do Andebol e do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este Porto versão 2007/08 veio trazer à tona uma temática de grande interesse, que em outros países já há muito se tornou condição basilar: a vertente da compleição física. Em outras modalidades, fruto de uma mais clara e óbvia necessidade, este parâmetro foi desde sempre levado em conta. Falo, por exemplo, do Andebol e do Basquetebol. Não obstante as naturais diferenças entre as modalidades que refiro, cada vez mais elas se globalizam e certos parâmetros anteriormente inexistentes ou de certa forma implícitos, hoje tornam-se factores elementares e comuns entre elas.</p>
<p>Senão vejamos, para o futebol: a predominância de atletas de elevada estatura, e fisicamente fortes, torna-se uma prioridade; inversamente, os jogadores mais limitados neste particular deverão ser aqueles que sobressaem nas vertentes de organização de jogo, criatividade e até de genialidade. Faz tudo parte dum consenso geral no que a futebol moderno diz respeito: eficiência, regularidade, competitividade. Ao longo destas últimas décadas futebolísticas, temos visto por variadas vezes clubes nacionais saírem fracassados de competições internacionais, muito por culpa desta variável física dos seus atletas. Bem recentemente, e não obstante a clara infelicidade do guarda-redes portista que muito a isso ajudou, o FC Porto acabou por ser eliminado da Champions League depois de uma segunda parte marcada por uma total derrota físico-táctica; o golo vitorioso do Chelsea foi uma clara amostra disso mesmo.</p>
<p>Isto leva-me a uma questão, inserida na estratégia de contratações do Porto, que julgo pertinente: quando lidamos com jogadores vindos de campeonatos menos competitivos, de escolas menos evoluídas a nível de formação táctica, a variante física não será na maioria dos casos &#8220;engolida&#8221; pelo défice táctico? Para este exemplo, talvez o caso brasileiro seja o mais gritante. Jesualdo Ferreira referiu, no rescaldo da época então terminada, que a aposta em jogadores de elevada estatura seria uma prioridade. Lino, Bolatti, Edgar, Luís Aguiar: todos estes jogadores chegados (ou recém-chegados) de campeonatos sul-americanos. Não serão jogadores que, apesar da sua elevada estatura, provavelmente necessitarão de uma forte adaptação à competitividade e organização de jogo próprios de um futebol bem mais competitivo, o europeu? A partida Genk x FC Porto, mesmo tendo-se em conta o cansaço dos jogadores, veio demonstrar isso mesmo: um Bolatti totalmente desenquadrado do futebol europeu, um Luís Aguiar esforçado, tecnicamente evoluído, mas igualmente desajustado, um Lino que defensivamente comprometeu de forma clara. Fernando foi uma agradável excepção à regra. Este Porto tem conseguido reforçar-se mantendo um saudável equilíbrio financeiro, mas não terão sido a maioria das contratações meras apostas de risco?</p>
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