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	<title>Jogo de Área &#187; Futebol Nacional</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Pressão Alta: A Qualidade Perdida</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jan 2011 20:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Futebol. A linha intermediária do Sporting tem vindo a evidenciar uma incapacidade em acompanhar as exigências, em termos de transições defesa-ataque, e vice-versa, que a equipa necessita ao longo de determinados momentos de jogo. Esta insuficiência pode explicar-se pela excessiva preocupação em manter o equilíbrio posicional das suas unidades em campo.
O meio-campo titular mais vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Futebol. A linha intermediária do Sporting tem vindo a evidenciar uma incapacidade em acompanhar as exigências, em termos de transições defesa-ataque, e vice-versa, que a equipa necessita ao longo de determinados momentos de jogo. Esta insuficiência pode explicar-se pela excessiva preocupação em manter o equilíbrio posicional das suas unidades em campo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3570 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/01/maniche_mendes_santos.jpeg" alt="Maniche, Pedro Mendes, André Santos" width="280" height="196" align="left" title="Pressão Alta: A Qualidade Perdida" />O meio-campo titular mais vezes apresentado esta época tem contado com a dupla André Santos-Maniche, ou, quando o treinador opta pelo 4-3-3, posiciona-se à sua frente, normalmente, Jaime Valdés. Abordando especificamente a dupla referida, é aqui que os ritmos de jogo da equipa são pautados, tanto a defender, quanto a atacar. A pressão alta, por exemplo, elemento tantas vezes prezado por Paulo Sérgio no início da época, veio gradualmente a desaparecer das rotinas evidenciadas pela equipa. Tal situação verifica-se, presumivelmente, pelo enorme desgaste que esta opção provoca nos jogadores ao longo da partida pois, se não for realizada com a equipa como um bloco e correctamente interpretada, em termos de movimentos, por todos os jogadores, rapidamente o cansaço se apodera dos elementos mais pressionantes, face a outros jogadores que porventura não cumpram as exigências posicionais desta vertente do momento defensivo.</p>
<p>Apenas nos primeiros jogos da temporada se viu um Sporting a exercer pressão alta sem bola, enquanto o seu treinador apostou mais no 4-3-3 como táctica predilecta. A presença de três elementos no eixo central e de dois extremos a fechar nos corredores permitia um bom preenchimento zonal a defender, de modo a dificultar a saída atacante da equipa adversária. Porém, as exigências físicas parecem ter levado Paulo Sérgio a abdicar deste modelo.</p>
<p>A crescente aposta na linearidade do 4-4-2 (também fruto da longa paragem de Pedro Mendes), retirou a eficiência da aposta na pressão alta no momento da transição ataque-defesa. A juventude e inexperiência de André Santos levam a que muitas vezes prefira reter o equilíbrio posicional, mais junto à retaguarda defensiva. Assistimos, por diversas vezes, a Maniche a tentar juntar-se à dupla de avançados e pressionar logo quando a equipa perde a bola, ou nos momentos em que a equipa adversária opte por sair a jogar desde trás. Contudo, as pernas e stamina do internacional português já não são aquelas que encantaram os adeptos nas suas épocas no FC Porto e na Selecção Nacional. Maniche tem hoje um futebol mais estático e cerebral, privilegiando a qualidade de passe e circulação de bola.</p>
<p>A aposta no 4-3-3 foi-se perdendo, e, consequentemente, a pressão alta como elemento-base do momento defensivo. A profícua forma de Hélder Postiga, a lesão de Pedro Mendes e a aparente obrigatoriedade de Liedson em ser titular, cimentaram o 4-4-2 como modelo táctico mais rotinado. O bom futebol tem sofrido com isso, embora as eventuais explicações não se limitem apenas a este aspecto. Longe disso. Ao inconstante desempenho da equipa acresce agora a crise administrativa, provocada pela demissão de José Eduardo Bettencourt. No último encontro, a equipa bateu o Penafiel por 4-0, apesar de uma exibição pouco entusiasmante.</p>
<p>Cabe a Paulo Sérgio segurar as rédias motivacionais da equipa, e tentar devolver a qualidade exibicional que, a espaços, o Sporting já mostrou esta temporada.</p>
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		<title>Walter Henrique da Silva: diamante ou problema?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 17:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[Foram diversas as semanas de indefinição no futuro deste jovem de 20 anos. E foi muita a paciência apresentada pelos dirigentes portistas, algo que não é muito usual de verificar no universo do dragão. Mas afinal o que levou a tanto esforço negocial? Será Walter um activo que apresenta desde já condições válidas para vingar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foram diversas as semanas de indefinição no futuro deste jovem de 20 anos. E foi muita a paciência apresentada pelos dirigentes portistas, algo que não é muito usual de verificar no universo do dragão. Mas afinal o que levou a tanto esforço negocial? Será Walter um activo que apresenta desde já condições válidas para vingar no FC Porto? Conseguirão os elementos da estrutura técnica portista moldar o jovem craque à realidade do futebol europeu?</p>
<p>O futuro o dirá, mas a realidade é que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1188723&amp;div_id=1304&amp;psec_id=46" target="_blank">Walter </a>poderá ser o primeiro craque com o dedo de Villas Boas a vingar no dragão. Natural de Recife, Walter Henrique da Silva começou desde cedo a brilhar fruto da sua capacidade física e remate fulminante. Actualmente com apenas 20 anos e 1.76m, o jovem pernambucano apresenta um peso médio de 87 kg, e apesar de já ter sido apelidado de &#8216;Gordinho&#8217;, o que é facto é que isso não lhe retira poder de explosão e a capacidade para furar defesas contrárias. Foi no Esporte Clube São José, clube da Série D brasileira, que Walter despontou. Em 2007, assinou pelo Internacional de Porto Alegre, percorrendo alguns escalões de formação e surpreendendo tudo e todos com a sua habilidade.</p>
<p>No início de 2009 <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1181691&amp;div_id=1304&amp;psec_id=46" target="_blank">Walter </a>era chamado para participar no Sudamericano Sub-20. É conhecida a história de diversos craques sul-americanos que se deram a conhecer ao mundo em troféus de selecções mais jovens. Pois bem, o brasileiro foi o melhor marcador da prova com 5 golos, conquistou o troféu, sendo considerado unanimamente como a figura da competição. As semelhanças com o &#8220;Gladiador&#8221; Adriano eram mais que muitas, começando na força física e na excelente técnica individual, e terminando no faro de golo e no inevitável potente remate aplicado com a perna direita. Cada partida era uma batalha para o jovem jogador, que era o primeiro defesa da equipa na luta pela conquista da bola. Uma qualidade que certamente revelará nos relvados portugueses.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3420 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/07/interwalter.jpg" alt="Walter" width="300" height="189" align="left" title="Walter Henrique da Silva: diamante ou problema?" />Mas a história de Walter tem tanto de brilhante como de dramática. É que o &#8220;Bigorna&#8221; já passou por quase tudo, desde problemas disciplinares, a conflitos com a &#8220;torcida&#8221;, até uma grave lesão. Segundo o seu empresário, a explicação para todos estes problemas tem uma base familiar. As dificuldades vividas pela família do atleta são sobejamente conhecidas.</p>
<p>Sem qualquer tipo de formação escolar, Walter sempre dependeu do futebol para sustentar a sua família, um fardo difícil de suportar para um miúdo de apenas 20 anos. Foi necessária uma forte actuação do seu empresário e clube para colocar esta jovem pérola no trilho certo, mas a realidade é que para o Inter já era tarde demais. Cansados de tanto problema, os dirigentes do clube aceitaram negociar o seu passe.</p>
<p>Outra curiosidade prende-se com a ligação do uruguai Juan Figger ao FC Porto. O agente de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1181002&amp;div_id=1304&amp;psec_id=46" target="_blank">Walter </a>é também responsável pela carreira de Hulk, uma das mais recentes jóias a aterrar nas Antas. Desde cedo que o empresário FIFA se especializou em atletas de nacionalidade brasileira. Foi um dos primeiros agentes a desenvolver a co-propriedade de talentos, sendo na altura investigado pelas suas actividades invulgares, acções que no entanto se tornariam perfeitamente comuns na indústria de futebol do século XXI, algo que assegura maior segurança e elasticidade financeira aos clubes de futebol na hora de adquirir novos talentos.</p>
<p>Walter é assim a 7ª compra portista neste defeso, chegando ao Porto por 6 milhões de euros (75% do passe) e prefazendo já mais de 25 milhões em aquisições para a temporada que se avizinha. Trata-se de mais uma aposta de <a title="Casino" href="http://www.spinpalace.com/portugues/" target="_blank">casino</a>, mas um investimento que segundo os responsáveis azuis se exige para fazer frente a uma época fracassada. James Rodriguez é outro dos diamantes que cabem a esta jovem equipa técnica moldar e tornar como activos válidos no contexto do nosso futebol. O que esperar deste Porto?<br />
<br/><br/></p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qtID5TKNgI8&amp;hl=en_US&amp;fs=1?rel=0&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/qtID5TKNgI8&amp;hl=en_US&amp;fs=1?rel=0&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;"> Melhores momentos de Walter </span></div>
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		<title>A transfiguração do Sporting</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 10:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o significado deste novo momento do futebol leonino e exteriorizá-lo desta esfera de euforia e, de certo modo, alívio que tem envolvido o Sporting nos últimos tempos.</p>
<p>Apesar de ser louvável o actual momento do Sporting, é fulcral ter em conta que esta “viragem”  é baseada unicamente em duas partidas, ambas disputadas em casa: 3-0 ao Everton, decidindo a passagem à fase seguinte da Liga Europa, e igual resultado contra o FC Porto, a contar para a Liga Portuguesa. Não é aqui pretendido retirar qualquer mérito aos jogadores e equipa técnica, mas a solução do que vinha sendo veiculado como uma crise não pode, nem deve, ser tida como resolvida apenas pelo súbito aumento de qualidade que estes dois jogos vieram representar. A importância de ambos os confrontos era enorme no contexto do futebol leonino, sendo que a equipa soube crescer proporcionalmente aquilo que lhe era exigido, mas será isto finalmente fruto do trabalho tantas vezes destacado por Carlos Carvalhal, ou apenas uma subida geral de forma dos jogadores face às necessidades que estas partidas apresentavam?</p>
<p><img class="attachment wp-att-3378 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top:5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/03/pedro-mendes-falcao.jpg" alt="Porto x Sporting" width="280" height="207" align="left" title="A transfiguração do Sporting" />Em termos de futebol praticado, antes de se destacarem princípios de jogo e mecanismos tácticos mais consolidados e interiorizados, notou-se maioritariamente a subida de forma de vários jogadores da equipa titular. Pedro Mendes parece ter-se adaptado à equipa e alcançado novamente um ritmo competitivo sustentado depois da lesão que contraiu ainda ao serviço do Glasgow Rangers, sendo um jogador experiente e que aparenta ser uma nova voz de comando no meio-campo. Completa com Miguel Veloso um duplo-pivot, ao seu lado no 4-2-3-1 de Carvalhal, agora na posição onde rende mais e onde a equipa usufrui mais da sua qualidade de passe, capacidade de pautar os ritmos de jogo e condução de bola, podendo chegar a zonas frontais no último terço do campo que lhe permitam finalizar jogadas ou tirar partido de segundas-bolas. Marat Izmailov na direita evidencia novamente a consistência e solidez que lhe são reconhecidas, enquanto que na esquerda Yannick Djaló parece ser a solução para esticar a equipa no terreno de jogo e proporcionar soluções de passe nas alas, conferindo à equipa um carácter de irreverência, técnica e imprevisibilidade mas, acima de tudo, velocidade na condução de jogo, algoque Simon Vukcevic não tem vindo a conseguir esta época.</p>
<p>Quanto ao capitão João Moutinho, actuando agora como médio ofensivo de apoio a Liedson, revelou maior dinamismo nas suas movimentações, percorrendo livremente o campo, sendo ela a principal referência nos momentos de criar triangulações e tabelas em zonas mais avançadas do terreno. É agora, a par de Liedson, a primeira unidade de contenção defensiva da equipa, ao invés de se preocupar com marcações e coberturas quando actuava mais recuado no terreno, estando portanto mais solto nos momentos em que a equipa recupera a bola e tem que se lançar para o ataque. Em termos defensivos, de destacar a estabilização de Leandro Grimi, que exibiu segurança posicional e concentração semelhantes aos níveis que havia apresentado nos primeiros seis meses em que esteve ao serviço do Sporting após a sua vinda do AC Milan, o que, aliado à subida de formas dos restantes companheiros de sector, parece ter conferido alguma estabilidade defensiva à equipa, que não sofreu golos neste últimos dois encontros.</p>
<p>Aliado a esta melhoria individualizada dos jogadores leoninos, os processos de jogo parecem estar finalmente assimilados e a acontecer em jogo mais naturalmente, notável principalmente nos momentos em que a equipa se vê pressionada com bola  ou quando exerce pressão à saída do meio-campo adversário. Outro aspecto evidente foi a subida dos indíces de qualidade de passe, bastante evidentes principalmente no encontro com o Everton.</p>
<p>Resta agora esperar pelos próximos jogos e observar a reacção da equipa em encontros onde, previsivelmente, a motivação será menor, e onde a pressão será igualmente não tão elevada, embora a equipa saiba que após estes dois jogos, os adeptos esperam uma continuidade estável da qualidade exibicional e dos resultados. Terão sido estes resultados um acaso nesta época do Sporting? Cabe à equipa continuar a provar que eles foram um ponto de viragem.</p>
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		<title>A nova identidade do meio-campo portista</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[O Porto mudou com a entrada de Ruben Micael&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421009" target="_blank">Porto</a> mudou com a entrada de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/ruben-micael-sporting-fc-porto-porto-classico-taca-de-portugal/1136328-1304.html" target="_blank">Ruben Micael</a>&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse de placa giratória, fazendo circular o esférico e sem necessidade de carteiros.</p>
<p>Nisso reside a especificidade da interpretação do futebol moderno, algo que distingue as grandes equipas das não tão grandes. Olhamos o Barcelona, um exemplo supremo de posse em progressão; toques curtos, mas sempre com destino ao golo. Vislumbramos a colocação do tridente medular; Xavi, Iniesta e Touré fazem a bola correr mais do que eles correm!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3359 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/porto-sporting-falcao.jpg" alt="Porto X Sporting" width="280" height="204" align="left" title="A nova identidade do meio campo portista" />Nesse imenso carrossel, há quase uma obrigação de os laterais se movimentarem para receberem o esférico numa zona mais recuada de construção, permitindo que ganhem a necessária embalagem para apoiarem os homens que fazem de extremos&#8230; e esse é um dos princípios basilares do sistema e a razão do engrandecimento de forma de homens como <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421447" target="_blank">Álvaro Pereira</a>, no Porto.</p>
<p>Com Ruben, o meio campo ganhou equilíbrio. Mesmo órfão de Meireles, conseguiu o que o internacional português este ano não houvera conseguido. Graças à sua melhor condição física &#8211; algo que o antigo jogador do Boavista, por estranho que pareça, ainda não aprimorou &#8211; consegue ser o elo que Lucho sempre foi, a âncora que se torna em mais uma unidade defensiva mas um temível municiador atacante&#8230; e isso tem feito toda a diferença!</p>
<p>E aí se entende como os jogadores do Porto, no fim do jogo para a Taça de Portugal, tendo corrido na sua totalidade menos quase seis quilómetros que os do Sporting, jogaram mais&#8230; muito mais! Com alguém que chega com maior facilidade ao seu lado, ou, que pelo menos, consegue endossar a bola bem redondinha, até Belluschi está outro jogador. Aquela indesejada posição de interior começa a fazer sentido, pois com o apoio dos laterais, com as maiores soluções de passe para o outro interior e com a resolução óbvia de colocar nos extremos, os carteiros parecem que, passe a metáfora, este é o tempo dos telemóveis e dos emails&#8230; que não a carta já não é mais entregue à mão, mas que, electronicamente ela chegará mais eficazmente!</p>
<p>Guardiola percebeu isso a época passada. <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421011" target="_blank">Jesualdo</a>, com esta peça do puzzle de nome Ruben Micael, parece igualmente ter compreendido qual é o rumo a tomar.</p>
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		<title>Benfica x Porto &#8211; Que esperar do clássico?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo o jogo tem a sua particularidade, assim como todos os clássicos por mais edições que tenham, terão sempre a sua particularidade. Este tem a particularidade de poder fazer com que o Benfica, apesar de ter passado grande parte do tempo na frente dos seus dois maiores rivais, passe a celebre quadra natalícia atrás de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o jogo tem a sua particularidade, assim como todos os clássicos por mais edições que tenham, terão sempre a sua particularidade. Este tem a particularidade de poder fazer com que o Benfica, apesar de ter passado grande parte do tempo na frente dos seus dois maiores rivais, passe a celebre quadra natalícia atrás de um deles, o Porto.</p>
<p>Jesus deve andar por estes dias com os cabelos mais brancos, com menos horas de sono, e com redobrada atenção aos treinos da sua equipa, em busca de um 11 que não defraude as expectativas da sua massa de adeptos. Busca ansiosamente soluções para substituir apenas e só Ramires, Coentrão, Di Maria e Amorim. Aquele que chamo de 12 jogador também está KO, Aimar, a estará em duvida até à hora do jogo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3300 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/radamel-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="191" align="left" title="Benfica x Porto   Que esperar do clássico?" />Não há jogadores insubstituíveis, mas Ramires acaba por ser um desses casos deste Benfica. O Brasileiro chegou, viu e rapidamente convenceu, tornando-se insubstituível em campo. De todos os ausentes, aquele que para mim menos falta fará ao Benfica, em termos de colectivo é… Di Maria, o Argentino à muito que voltou ao futebol irregular que tem caracterizado os seus anos na Luz. Coentrão e Amorim, &#8220;substitutos&#8221; de Ramires e Di Maria por castigo e lesão, acabam por também ficar de fora.</p>
<p>A equipa de Jesus há cerca de 3/4 jogos que deixou de apresentar frescura física, o que juntando a um maior conhecimento por parte dos adversários dos seus mecanismos ofensivos, tem diminuído e muito a qualidade futebolística encarnada. Já todos perceberam a importância dos laterais no futebol encarnado, e travá-los ofensivamente é uma das chaves para logo emperrar o futebol encarnado. Outra será anular as movimentações de Aimar e Saviola.</p>
<p>Voltando aos laterais, Jesus tem apostado em César Peixoto na esquerda, mas está mais que provado que o ex-Bracarense não consegue dar a profundidade necessária, que quer Schaffer ou mesmo Coentrão dão à equipa. Peixoto que certamente com a onda lesões e castigos, garante a titularidade no lado esquerdo do meio campo, deixando a lateral esquerda para… David Luiz. É publico que Jesus não aprecia o lateral esquerdo Argentino, e não acredito que deposite nele confiança para jogar o clássico. Acredito pois que puxe David Luiz para a esquerda da defesa, jogando Sidnei ao lado de Luisão. Javi Garcia é certo, assim como Aimar caso recupere, disputando Filipe Meneses e Carlos Martins as restantes vagas.</p>
<p>Jesualdo é neste momento um homem mais tranquilo, já que depois de uma fase menos boa o Porto parece ter reencontrado o seu rumo, e tendo as armas todas à sua disposição, Jesualdo poderá escolher o 11 que melhor se enquadra com as suas pretensões. E certamente a sua pretensão passa por passar o Natal á frente do seu rival.</p>
<p>Assim, na defesa não há grande duvidas. No meio campo, Fernando e Meireles estão certos, ficando a outra vaga entre Guarin ou Belluschi. Na frente, Hulk começará provavelmente na ala esquerda, de modo a manter sempre atento Maxi Pereira e assim evitando as subidas do lateral encarnado. Do lado contrário, Varela permitirá enriquecer o meio campo com 4 elementos quando o Porto não tiver bola. Ou seja, repetir um pouco do que foi feito em Madrid, 433 em ataque, 442 a defender, sendo a nuance táctica definida pelo posicionamento de Varela. Sobram ainda Cristian Rodriguez em mais um regresso à Luz, assim como Farias e Mariano Gonzalez, este último pouco querido pelos adeptos mais de enorme utilidade táctica para o treinador. Definitivamente, um Porto bem mais previsível em termos de 11 base que o seu rival Benfica.</p>
<p>Aparentemente mais dificuldades para Benfica do que para Porto, fruto das consequências dos 2 últimos jogos, mas o publico encarnado não deixará a sua equipa sozinha, e certamente tentará ele ser o 12º jogador. Que esperar de mais um clássico?</p>
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		<title>Liga Sagres: Guimarães 1&#215;4 Porto &#8211; Onde andou este Porto?</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 23:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Apetece perguntar: onde andou este Porto? O Porto pressionante, incansável, e que muito mereceu o sucesso das últimas temporadas parece estar de volta. E foi precisamente no Afonso Henriques, onde o futebol]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apetece perguntar: onde andou este <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/raul-meireles-bruno-alves-fc-porto-porto-vitoria-nuno-assis/1108096-4062.html">Porto</a>? O Porto pressionante, incansável, e que muito mereceu o sucesso das últimas temporadas parece estar de volta. E foi precisamente no Afonso Henriques, onde o futebol é praticado de forma intensa e bem ofensiva, que os pupilos de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/jesualdo-jesualdo-ferreira-fc-porto-porto/1108109-4062.html">Jesualdo</a> terão previsivelmente dado a volta a uma fase menos positiva.</p>
<p>Naquele que foi um excelente espectáculo de futebol, os portistas entraram em força e com vontade para controlar a partida. E assim o fizeram. <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-outros-desportos/fc-porto-v-guimaraes-maisfutebol-porto-jesualdo-liga/1108102-4932.html">Jesualdo Ferreira</a> apresentava o seu 433 clássico, com Rolando e Hélton de volta ao 11 titular, e Belluschi juntamente com Meireles a fazer a ligação do meio-campo ao ataque. E foi aí que consistiu o segredo deste Porto: as transições. Esse elemento tão importante do futebol do Porto que tem sido nas últimas épocas um dos seus pontos fortes foi mesmo aquilo que permitiu sair de Guimarães com os 3 pontos.</p>
<p>Os primeiros 45 minutos foram azuis, e foi sem surpresa que um fortíssimo Varela e um muito esforçado Falcao colocaram o Porto na frente por 2&#215;0. O Porto foi eficiente a defender, colectivista a atacar, e soube gerir os tempos da partida de forma sublime.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3278 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/guimaraes-porto-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="198" align="left" title="Liga Sagres: Guimarães 1x4 Porto   Onde andou este Porto?" />Contudo, o golo de Andrezinho na cobrança perfeita de um livre directo, quando o relógio já passava dos 45 minutos, poderia ter alterado de forma radical o rumo desta partida. Isto porque os vitorianos chegavam ao intervalo com o estímulo de um golo marcado, e entravam para o segundo tempo com esse pensamento &#8211; quiçá ainda intensificado no discurso de Paulo Sérgio.</p>
<p>E os 20 minutos iniciais demonstraram o que faz deste Vitória uma das boas equipas do nosso campeonato. Assis foi o maestro do costume, com uma frescura física impressionante e aliada à profundidade de Desmarets e Targino, que estendem o jogo dos minhotos de forma impressionante.</p>
<p>O golo do empate esteve à vista num punhado de oportunidades, mas num misto de sorte e de engenho foi algo que os portistas acabaram por evitar. Não marcando, o Vitória abria espaços na defesas e não tardou até que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/iol/1108099-4062.html">Bruno Alves</a> terminasse com a partida após livre de Raúl Meireles, quando curiosamente, instantes antes, o próprio se preparava para o bater.</p>
<p>Em jeito de conclusão, e numa partida onde a lealdade e o fair-play tiveram um papel importante, os dragões voltaram a mostrar a chama dos campeões, sabendo aproveitar a má entrada dos vimaranenses, e conseguindo igualmente fechar a partida quando o timing assim o exigia. Uma vitória robusta para a equipa azul-e-branca, e um claro colocar de pressão sobre os mais directos adversários. O verdadeiro <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/36214-fc-porto-goleia-em-guimaraes-4-1">Porto</a> parece estar de volta.</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;"><embed src="http://futebol.videos.sapo.pt/play-bwin?file=http://futebol.videos.sapo.pt/VvqYKkWQzp9BPZujcV1D/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" width="400" height="350"></embed><br />
<span style="color: #888888;"> Golo de Varela, aos 12m</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Taça de Portugal &#8211; Benfica x Guimarães: Surpresa na Luz!</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 23:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça de Portugal 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[O futebol é um jogo maravilhoso. Ao contrário de outras modalidades, o resultado, jamais, será dotado de certezas e enquanto a bola gira tudo poderá acontecer! Hoje na Luz tal facto foi comprovado. O Benfica]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O futebol é um jogo maravilhoso. Ao contrário de outras modalidades, o resultado, jamais, será dotado de certezas e enquanto a bola gira tudo poderá acontecer!</p>
<p>Hoje na Luz tal facto foi comprovado. O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410906" target="_blank">Benfica</a> que parecia arrasar tudo o que se lhe deparava, foi travado por onze intrépidos descendentes de El Rei Afonso que há novecentos anos atrás desceu da cidade onde nasceu Portugal, para conquistar a actual capital aos infiéis! E como nessa altura, ou, quiçá, inspirado por esse modelo, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/paulo-sergio-reportagem-benfica-v-guimaraes-taca-taca-de-portugal/1105085-4062.html" target="_blank">Paulo Sérgio</a> soube reconhecer a força do adversário, respeitando-o. A um Benfica no modelo habitual, e quase na máxima força, exceptuando as esperadas ausências de Luisão e Cardozo, substituídos por Sidnei e Keirrison, respondeu um Vitória, supostamente, formatado com tracção traseira&#8230; Roberto saía da equipa, entrando Custódio que se pretendia que fosse o lugar tenente de Flávio Meireles!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3204 alignleft" style="margin-top: 5px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/benfica-vitoria-gustavo.jpg" alt="Vitória Guimarães" width="270" height="182" align="left" title="Taça de Portugal   Benfica x Guimarães: Surpresa na Luz!" />E o jogo principiou dentro dos moldes esperados. Ao <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-outros-desportos/iol/1105076-4932.html" target="_blank">Benfica</a> com confiança respondia um <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/34181-v-guimaraes-elimina-benfica-na-luz-1-0" target="_blank">Vitória</a> pleno de inteligência&#8230; a densidade de homens no meio campo permitia uma rápida recuperação da bola e depois a magia de Desmarets na esquerda, Nuno Assis ao centro e o vagabundo Targino em rápidas movimentações iam mantendo em respeito o último reduto benfiquista, mesmo sem criar grande perigo.</p>
<p>E nesta sofreguidão encarnada e calculismo vitoriano surgiria o golo. Canto de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/benfica-v-guimaraes-reportagem-jorge-jesus-jesus-taca/1105084-4062.html" target="_blank">Desmarets</a> &#8211; quem mais? &#8211; e Gustavo Lazzaretti ao primeiro poste a bater Moreira, inapelavelmente! A partir desse momento, pensou-se que os homens de Lisboa iriam massacrar, mas isso acabou por não suceder, e mesmo quando se acercavam da baliza vitoriana, e se Gustavo, Moreno ou Sereno não conseguiam terminar com as jogadas de ataque, existia sempre um Nilson que, mais uma vez, rubricou uma exibição memorável na <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410910" target="_blank">Luz</a>. Aliás como em 2005/2006, quando a história foi igual! Já sobre o intervalo, Nuno Assis, totalmente solto, poderia ter morto o jogo.</p>
<p>E se na segunda metade, se equacionou que o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/benfica-alertas/benfica-v-guimaraes-nilson-keirrison-maisfutebol/1105075-3213.html" target="_blank">Benfica</a> iria apostar todas as fichas, tal não aconteceu. Javi Garcia parecia uma barata tonta não conseguindo recuperar bolas e lançar as transições ofensivas. Di Maria e Ramires continuavam, superiormente, atados por Andrezinho e Sereno que realizaram monstruosa exibição. E neste quadro, Jesus viu-se na contingência de colocar a carne toda no assador introduzindo no jogo Nuno Gomes e Weldon, em contraponto com Paulo Sérgio que por lesão retirava Sereno e Custódio, para introduzir Milhazes &#8211; mais uma vez, uma exibição desconcentrada, chegando a levar um calduço de Moreno &#8211; e Alex, que jogou a trinco.</p>
<p>E nesses últimos minutos, onde o coração valeu mais que a cabeça e onde Desmarets, em contra golpe, poderia ter resolvido a eliminatória, valeu Nilson&#8230; brilhante&#8230; inolvidável&#8230; principalmente aquela defesa digna de Yashin a remate de Felipe Menezes! Entretanto o jogo caminhava para o seu término, após oito minutos de desconto e uma expulsão de Desmarets. No final, a certeza de que o Benfica não é imbatível e que em Guimarães mora uma equipa de bravos guerreiros, que honram o primeiro rei.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="410" height="357" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HZmMcFdWvrW3ggkZVLnh/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="410" height="357" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HZmMcFdWvrW3ggkZVLnh/mov/1" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Golo de Gustavo Lazzaretti</span></p>
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		<title>Liga Sagres: Marítimo 1&#215;0 Porto &#8211; Campeão sem identidade</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 10:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há volta a dar. O campeão nacional não se encontra ao nível demolidor que patenteou nas pretéritas épocas! A derrota de hoje, na Madeira, apenas comprova esse facto, mas não nos leva a concluir o mesmo, pois tal já vem decorrendo destas dez jornadas do campeonato e de uma forma inequívoca!
Tal facto decorre das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há volta a dar. O <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-destaques-fc-porto-baba-falcao/1101688-1304.html" target="_blank">campeão nacional</a> não se encontra ao nível demolidor que patenteou nas pretéritas épocas! A derrota de hoje, na <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408941" target="_blank">Madeira</a>, apenas comprova esse facto, mas não nos leva a concluir o mesmo, pois tal já vem decorrendo destas dez jornadas do campeonato e de uma forma inequívoca!</p>
<p>Tal facto decorre das alterações que o onze azul e branco sofreu durante o defeso e que agora se vêm manifestando de forma eloquente. Assim, comecemos por generalidades&#8230; este plantel portista é o pior dos últimos quatro anos; a qualidade individual dos elementos que foram entrando para compensar as saídas dos jogadores transaccionados são incapazes de suprir a qualidade dos mesmos. E mesmo os backups que se encontram no plantel são de valor impróprio para quem tem qualquer tipo de ambição. Sapunaru ou Guarín são exemplos absolutos desta petição!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3120 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/maritimo-porto-alonso.jpg" alt="Marítimo - Porto" width="300" height="206" align="left" title="Liga Sagres: Marítimo 1x0 Porto   Campeão sem identidade" />Tacticamente falando, este <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408949" target="_blank">Porto</a> mantém o 4-3-3 da época passada. Todavia, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-jesualdo-ferreira-fc-porto-jornada-10-maisfutebol/1101700-1304.html" target="_blank">Jesualdo</a> olvida o que foi a virtude do sistema na zona intermédia em épocas anteriores: a facilidade e concomitante rapidez de circulação da bola, o que possibilitava inúmeros desequilíbrios. Todavia, Lucho partiu e Belluschi, apesar de bom jogador, não permite que o jogo portista tenha a mesma tranquilidade, sendo que, apesar, de dar acutilância e picardia ao jogo ofensivo, não lhe dá segurança, não lhe dá tranquilidade, não consegue fazer rodar a bola&#8230; logo, não dá à equipa o que Lucho lhe proporcionava! Ademais, e tendo Jesualdo percepcionado esse facto, inventou <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-guarin-fc-porto-liga-maisfutebol/1101706-1304.html" target="_blank">Guarín</a>&#8230; um tremendo erro, já que o colombiano é um trinco e dos puros&#8230; não é um barómetro do meio campo, mas um atleta impetuoso que sendo útil em pugnas musculadas, não permite à equipa assumir uma postura de controlo e de domínio na área medular do campo! A acrescer a débil forma física de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-raul-meireles-liga-fc-porto-porto-reportagem/1101689-1304.html" target="_blank">Raul Meireles</a>, que não possibilita aos portistas ter pulmão para dominar o jogo, para gerir ritmos, para chegar à frente para, rematar.</p>
<p>Na parte avançada, como carpe as mágoas o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-cronica-jornada-10-liga-maisfutebol/1101686-1304.html" target="_blank">Dragão</a> pela partida de Lisandro. <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-falcao-liga-jornada-10-maisfutebol/1101703-1304.html" target="_blank">Falcao</a>, apesar de ultimamente ter decrescido de produção e Farias, que apesar dos golos não se consegue assumir como imprescindível, são as únicas opções para atacar as defesas contrárias. Mas com o problema de serem demasiado iguais, homens de área, que jogam em cunha entre os centrais dando-se às marcações. Com um meio campo estático, como já foi demonstrado, e com um homem golo sem se deslocar para abrir espaços, o jogo portista torna-se dotado de uma absoluta previsibilidade.</p>
<p>E já que falamos em previsibilidade, chegou-se o momento de referir Hulk. Sozinho contra o mundo, pega na bola e enfrenta um, dois, três adversários&#8230; no desespero da solidão, a esterilidade de abandonado nada resolver&#8230; e a chamada ao escrete parece que funcionou como afectação e não motivação! Mas do outro lado o que resta? Um Rodriguez desinspirado, totalmente fora de forma, e que tarda a demonstrar os índices da época anterior ou um Mariano, ridiculamente inconsequente, correndo correndo e nada de útil produzindo!</p>
<p>A juntar a todos estes factores, uma impressionante carência psicológica&#8230; uma incapacidade gritante de chamar o coração para resolucionar o que a arte não consegue. Um <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/31853-fc-porto-volta-perder-pontos-em-derrota-com-o-maritimo-0-1" target="_blank">campeão</a> pleno de dúvidas existenciais e que caiu na Madeira sem, sequer, estrebuchar&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Liga Sagres: V. Guimarães 1&#215;0 Sp. Braga &#8211; Afinal há Vitória!</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 01:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulo Sérgio é homem de palavra. A promessa feita, na passada Segunda-feira, após a derrota em Coimbra foi superiormente cumprida! Apetece, mesmo, perguntar onde andava este Vitória, pleno de agressividade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sp-braga/paulo-sergio-maisfutebol-liga-v-guimaraes-sp-braga/1101581-1468.html" target="_blank">Paulo Sérgio</a> é homem de palavra. A promessa feita, na passada Segunda-feira, após a derrota em Coimbra foi superiormente cumprida! Apetece, mesmo, perguntar onde andava este Vitória, pleno de agressividade, rapidez e acima de tudo inteligência?</p>
<p>Apresentando Sereno a descair para a esquerda, mas na prática a funcionar como um terceiro central, o treinador vitoriano confundiu, completamente, Domingos Paciência que, tardiamente, entendeu a ratoeira táctica montada. Assim, o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408859" target="_blank">Vitória</a> defendia com cinco homens, aproveitando o pulmão de Desmarets &#8211; grande golo num jogo soberbo &#8211; que em ataque se desdobrava no ataque, mas na defesa funcionava, quase, como lateral esquerdo. Além dessa nuance, Custódio e João Alves estavam encarregues de segurar as pontas no meio campo, dando azo a que Nuno Assis, Targino e Roberto confundissem as marcações que deveriam ser exercidas pelo meio campo e defesa adversária.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3109 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/vitoria-braga-hugo-viana-joao-alves.jpg" alt="Vitória Guimarães - Sp. Braga" width="300" height="218" align="left" title="Liga Sagres: V. Guimarães 1x0 Sp. Braga   Afinal há Vitória!" /><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/superliga-geral-alertas/andrezinho-vitoria-guimaraes-vitoria-braga-sporting-braga/1101577-3223.html" target="_blank">Andrezinho</a>, esse, em constantes raides deveria semear a confusão no ataque e simultaneamente ser rigoroso a defender. Actuando com esta cartilha táctica e pleno de vontade de vencer, o Vitória entrou a todo o gás, um verdadeiro TGV que o autocarro bracarense não conseguia acompanhar tal a mobilidade demonstrada! <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/hugo-viana-viana-vandinho-sp-braga-sporting-braga-vitoria-guimaraes/1101579-4062.html" target="_blank">Viana</a> e <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/vandinho-sporting-braga-sp-braga-liga-futebol/1101574-4062.html" target="_blank">Vandinho</a> eram engolidos pela maré cheia vitoriana e a partir daí, dava-se asas à mobilidade de homens que tardavam a aparecer no campeonato, mas que, hoje, souberam comportar-se à altura numa partida de crucial importância para os vitorianos. E nesta imensa capacidade de criar espaços residiu o segredo da superior entrada vitoriana. O perigo apenas rondava a baliza de Eduardo&#8230; e o golo adivinha-se! Surgiria à meia hora num espantoso remate de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sp-braga/v-guimaraes-maisfutebol-sp-braga-desmarets-targino-nuno-assis/1101573-1468.html" target="_blank">Desmarets</a>, a pedir meças aquele golo de Van Basten, na final do Euro 88. Sem deixar cair a redondinha no solo térreo aplicou semelhante balázio que quase estourava as redes de Eduardo&#8230; pura justiça, já que a equipa que hoje alinhou de negro foi totalmente subjugada!</p>
<p>Pensar-se-ia que após tal golpe o líder da Liga Sagres fosse reagir. Puro engano, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/sp-braga-v-guimaraes-maisfutebol-liga-desmarets-domingos/1101570-4062.html" target="_blank">Braga</a> era uma sombra de si mesmo, e o Vitória continuaria por cima e mais perto do segundo golo, que poderia ter surgido por mais de uma vez. Dos arsenalistas, apenas, um remate de Meyong&#8230; mas pouco, muito pouco de quem se alardeava como superior. A superioridade, contudo, vê-se no terreno, e aí os vimaranenses literalmente engoliam o seu eterno rival.</p>
<p>Na segunda metade, o Vitória apareceu mais compacto. Paulo Sérgio, pressentindo maior pressão por parte da equipa adversária, baixou o bloco e resolveu assumir uma postura de contra golpe&#8230; e diga-se, resultou na plenitude. Mas para tal suceder há que fazer realce aos atributos que a equipa do Rei demonstrou e que andavam arredidos de Guimarães: concentração, união e vontade fizeram milagres. Todos unidos a defender e partindo com sublime mestria para o contra-ataque. Nesta metade em que o Braga teve mais posse de bola, a equipa de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sp-braga/sp-braga-domingos-v-guimaraes-derby-maisfutebol/1101580-1468.html" target="_blank">Domingos Paciência</a> dominou o jogo sem contudo criar alguma oportunidade digna de golo. Sobressaiu contudo um homem que, hoje, provou ser um verdadeiro capitão. Flávio Meireles fez uma segunda parte monstruosa recuperando uma miríade de bolas, compensando os centrais, dobrando os laterais, sendo uma voz de comando que soube guiar os conquistadores!</p>
<p>Mesmo na fase de maior aperto, com Adriano, Oswaldo e Mateus já em campo, com as bolas a choverem constantemente no último reduto vitoriano, a equipa soube manter a calma. Moreno e Gustavo imperiais, com Flávio, como já se disse, a varrer a sua zona e Assis e Targino, plenos de imaginação, a segurarem a bola, nunca a vitória pareceu estar em perigo&#8230; e não estaria, para alegria de Paulo Sérgio que cumpriu o que prometera: tirar a invencibilidade ao eterno rival e aos poucos moldar a equipa à sua imagem. Com toda a justiça!</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://futebol.videos.sapo.pt/play-bwin?file=http://futebol.videos.sapo.pt/DueVs5UUdwavDbP5zJLS/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="350" src="http://futebol.videos.sapo.pt/play-bwin?file=http://futebol.videos.sapo.pt/DueVs5UUdwavDbP5zJLS/mov/1" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;"> Golo de Desmarets</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sporting: Um momento péssimo&#8230; várias razões!</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 10:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[O mau momento do Sporting deriva de várias razões que merecem ser escalpelizadas ao pormenor e que todas juntas conduzem a um total descontrolo quer em matérias de decisões e acima de tudo, como]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mau momento do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-bettencourt-barbosa-paulo-bento-maisfutebol/1100100-1457.html" target="_blank">Sporting</a> deriva de várias razões que merecem ser escalpelizadas ao pormenor e que todas juntas conduzem a um total descontrolo quer em matérias de decisões e acima de tudo, como tentarei demonstrar, por falta de política desportiva consentânea com os pergaminhos da instituição.</p>
<p>Assim, o principal motivo, para mim, centra-se na completa ausência de conhecimentos futebolísticos dos seus responsáveis directivos (a ultima pessoa que esteve na SAD do SCP que percebia de futebol foi o Dr. Luis Duque).</p>
<p>Para se rentabilizar um clube de futebol com a grandeza do <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/30870-sporting-o-titanic-do-autismo-tem-mais-25-dias-evitar-o-naufragio" target="_blank">Sporting</a> é necessário alcançar resultados desportivos (algo que estes senhores que mandam no <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-treino-maritimo/1100029-1457.html" target="_blank">Sporting</a> não se preocupam, porque o importante é controlar o passivo). Estrategicamente existem, deste modo, duas formas de abordar o problema:</p>
<p>1º &#8211; Investir numa equipa de qualidade mantendo uma base de formação.  Poderá traduzir-se num endividamento inicial  mas a possibilidade de retorno financeiro é  elevada com o alcançar de objectivos (venda de jogadores, receitas,  presença em provas europeias, etc.)</p>
<p>2º &#8211; Equipa para alcançar resultados em dois, três anos (médio prazo). Os sócios e adeptos entendiam porque se explicada a estratégia, esperança, fé e paciência não há-de faltar aos sportinguistas. Não havendo possibilidade de reforçar com qualidade, fazer uma equipa com uma base muito forte de formação e reforços de idade baixa a preços não muito altos resultantes de prospecção para construção de uma equipa, onde os resultados viriam à posteriori.</p>
<p>O que se faz no Sporting há bastantes anos é premiar a mediocridade, porque atribuir prémios de milhares de euros quando se alcança segundo lugar é insultuoso para os adeptos e sócios do SCP.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3020 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/sporting-maritimo-matias.jpg" alt="Sporting - Maritimo" width="300" height="209" align="left" title="Sporting: Um momento péssimo... várias razões!" />A estratégia do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/moutinho-sporting-maritimo-paulo-bento-maisfutebol/1099969-1457.html" target="_blank">Sporting</a> de equilibrar o plantel com refugo de mercado e tentar lançar alguns jovens, traduz-se numa equipa incompetente do ponto de vista técnico, táctico e mental. A elevada qualidade de alguns jogadores do SCP dissipa-se nesta amalgama de jogadores onde se lança o refugo (de baixa qualidade) para se tentar rentabilizar alguns trocados em vez de uma cantera motivada. Tiuí, Pedro Silva, Postiga, Caicedo, Grimi, Romagnoli, Rochemback (na segunda passagem por Alvalade), Gladstone, Alecsandro, entre tantos outros são exemplos desta política de contratações que servem claramente os interesses de certos empresários.  Estes dirigentes leoninos não passam de uns charlatões, que fazem negócios ruinosos para o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407867" target="_blank">Sporting</a> como é o flagrante caso do lateral esquerdo Grimi, que para um clube em falência técnica custou a módica quantia de quatro milhões de euros (Rui Jorge que falta fazes).</p>
<p>Nunca se conseguiu encontrar um parceiro que complementasse o grande Liedson, algo que seria para mim uma questão central na constituição de um plantel.</p>
<p>Que gente é esta que pensa o futebol do <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407981" target="_blank">Sporting</a>, onde a prospecção sénior é praticamente inexistente? E as fantásticas contratações para a formação&#8230; Não vi um proclamado estrangeiro, que chegam rotulados de craques para a formação, atingir o plantel sénior. Mas levanta-se a questão do treinador. Será ele o culpado? Já falhou imenso mas é o preço de se formar também um treinador. A insistência em Polga a titular, o número de livres que o Ronny marcou há duas épocas &#8211; e toda a gente sabia o resultado destes &#8211; jogar sem extremos e com avançados móveis &#8211; comprando-se o Purovic &#8211; a rigidez táctica, entre tantos outros erros. Mas parece-me mais uma vitima que um réu desta incompetência geral que gere o futebol leonino mas, apesar de tudo, também tendo culpas no cartório.</p>
<p>Estes brilhantes gestores com enorme reputação na banca, que se escondem no seu elitismo, que geriram e gerem o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407797" target="_blank">SCP</a> (onde Bettencourt é sem duvida o menos culpado) são responsáveis pela ausência de fé e paciência dos sócios e adeptos leoninos. Para os sportinguistas perderem a fé é necessária muita asneira, muita mesmo. Mas nunca se esqueçam que o Sporting é demasiado grande e importante para servir determinados interesses.</p>
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		<title>Liga Sagres: Sp. Braga 2&#215;0 Benfica &#8211; Não há duas sem três&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 15:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o apito final na “Pedreira”, foi evidente de parte a parte: quem viu o tão aguardado defronto dos primeiros, não saiu em nada defraudado. Estivemos perante um jogo que em tudo correspondeu às]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o apito final na &#8220;Pedreira&#8221;, foi evidente de parte a parte: quem viu o tão aguardado defronto dos primeiros, não saiu em nada defraudado. Estivemos perante um jogo que em tudo correspondeu às expectativas, pleno de emoção &#8211; dentro e fora do relvado &#8211; e com uma ideia que começa a ganhar contornos cada vez mais concretos: será mesmo este Braga um sério candidato ao título?</p>
<p>Se não é mentira que há uns anos para cá o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407735" target="_blank">Braga</a> apresenta uma consistência ímpar na qualidade do seu plantel, não é menos verdade que confesso que fiquei com a séria ideia que Jorge Jesus e os seus pupilos não estariam à espera de tal arranque do jogo por parte dos <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099835&amp;div_id=1497&amp;psec_id=46" target="_blank">arsenalistas</a> que dominaram por completo os 10 minutos iniciais. Um domínio que culminou aos 7&#8242; minutos com um golaço de bandeja de um artista que não há muito tempo era visto como o próximo Rui Costa e que parecia ter desaparecido para o futebol: <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099829&amp;div_id=1456&amp;psec_id=46" target="_blank">Hugo Viana</a>, dono de mais uma exibição de grande nível. Por outro lado, sem César Peixoto e com Shaffer à procura da melhor forma após lesão, Jorge Jesus voltou a insistir na aposta de Fábio Coentrão para a lateral esquerda. Se no jogo com o Nacional esta opção foi largamente elogiada, desta feita Coentrão sentiu grandes dificuldades em travar os arcebispos, muito também pelo instinto atacante de Di Maria que logo após o 1&#215;0 teve de se ausentar muito mais do flanco esquerdo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3009 alignleft" style="margin-top: 2px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/braga-benfica-paulo-cesar.jpg" alt="Braga - Benfica" width="300" height="210" align="left" title="Liga Sagres: Sp. Braga 2x0 Benfica   Não há duas sem três..." />Início fulgurante do Braga que o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099826&amp;div_id=1456&amp;psec_id=46" target="_blank">Benfica</a> logo tratou de temperar com variados assaltos à baliza de Eduardo, que mais uma vez voltou a mostrar boa forma, o que é de louvar numa altura em que Portugal está a 180 minutos do Mundial em terras africanas. Um momento ao qual a excelente linha defensiva do Braga não pode ficar arredada, tal foi a forma como novamente demonstraram enorme eficácia em travar o melhor ataque da prova que pela primeira vez ficou em branco na Liga Sagres. Verdade é que mesmo depois de um intervalo quezilento a verdade é que com mais 45 minutos e ambas as equipas com menos 1 jogador, foi claramente o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099825&amp;div_id=1456&amp;psec_id=46" target="_blank">Benfica</a> que ficou mais a perder pois ficava sem Cardozo, e assim o Braga via a sua tarefa bem mais facilitada. Não obstante as substituições acertadas feitas por Jorge Jesus, que sentiu e bem a derrota cada vez mais perto, a verdade é que com uma defesa sempre muito sólida e uma dose de azar dos Lisboetas o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407736" target="_blank">Braga</a> chegou mesmo ao segundo golo, sentenciando a partida com o Benfica já a pensar na próxima partida em Liverpool ante o Everton.</p>
<p>Em suma, a verdade é que o Braga tem revelado um futebol a todos os níveis brilhante, mas que de certa forma advém também de uma eliminação extremamente precoce da Europa, algo que libertou a equipa para uma concentração máxima dentro de portas. Mais uma vez, o estádio AXA voltou a acolher um grande espectáculo que contou com duas equipas de filosofias de ataque, de espectáculo e sobretudo de entrega e garra que não deixou nenhum adepto &#8211; vencedor ou vencido &#8211; indiferente. O <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/30667-braga-vence-benfica-tres-pontos-dois-golos-e-um-1-lugar" target="_blank">Benfica</a> por outro lado, perde a oportunidade de se descolar da concorrência na liderança mas ganha uma oportunidade de serenar os ânimos e alinhar as tropas para um duro embate em terras britânicas na próxima quinta-feira.</p>
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		<title>Liga Sagres: Porto 1&#215;1 Belenenses &#8211; Sem inspiração no dragão&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 23:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Será possível tanta ineficácia? Será normal deixar a partida correr por tanto tempo, para depois tentar resolver o jogo na última meia-hora? É assim este Porto actual, um misto de má forma de alguns dos seus jogadores]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será possível tanta ineficácia? Será normal deixar a partida correr por tanto tempo, para depois tentar resolver o jogo na última meia-hora? É assim este Porto actual, um misto de má forma de alguns dos seus jogadores basilares com a preocupação que se apodera de muitos dos atletas na véspera de uma partida europeia, como que querendo &#8220;resguardar-se&#8221; física e mentalmente.</p>
<p>Pois bem, este era o jogo em que a perda de pontos era um cenário inaceitável. Não apenas pela diferença de qualidade entre plantéis, mas especialmente pela importância de a equipa portista se anexar ao lote da frente na tabela classificativa, ficando calmamente a esperar pelo Braga x Benfica de amanhã. Este <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/30559-fc-porto---belenenses-siga-e-comente-aqui" target="_blank">Porto</a> não foi capaz, e não apenas menosprezou o adversário como foi também inoperante quando a partida estava na sua mão. Se frente aos estudantes a vitória acabou por surgir nos minutos finais, este Belenenses conseguiu ser mais maduro, e especialmente agradeceu a Falcao e companhia o festival de golos perdidos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2995 alignleft" style="margin-top:3px;margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/porto-belenenses-hulk.jpg" alt="Hulk" width="300" height="194" align="left" title="Liga Sagres: Porto 1x1 Belenenses   Sem inspiração no dragão..." />Tacticamente, o Belém vinha ao dragão com o pensamento &#8220;do costume&#8221;. Defender e pouco mais. Contudo, e pela valia de alguns dos seus atletas, cedo foi possível perceber que contra este Porto era possível estender um pouco mais a equipa, aumentando o espaço entre as linhas e colocando alguma pressão sobre a defensiva nortenha. E assim foi; especialmente pelos pés de Fredy e Lima, os azuis do <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407643" target="_blank">Restelo</a> foram capazes de irritar um Porto cujo golo não surgia, na maioria das vezes por culpa própria. O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407640" target="_blank">Porto</a>, que apresentou como maior novidade o regresso do pensador <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/fc-porto-porto-belenenses-farias-lima-bruno-alves/1099680-4062.html" target="_blank">Belluschi</a> e mantinha Mariano no onze (de volta à ala ofensiva) não foi capaz de acelerar o jogo como tantas vezes o tem feito esta temporada para resolver partidas. O argentino ex-Olympiakos trouxe alguma criatividade ao meio campo e permitiu uma maior dinâmica na zona central, algo contudo insuficiente tal era a inércia do colectivo.</p>
<p>Depois de um intervalo em que foi possível sentir a ansiedade que reinava no Dragão, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-belenenses-cronica-maisfutebol-futebol-iol/1099684-4930.html" target="_blank">Belenenses</a> entrou de forma matreira e estrategicamente lançou o veloz Lima que isolado desfeiteou Helton. Os portistas viam-se em desvantagem e num autêntico pesadelo, pairando no ar a fraquíssima exibição ante a briosa. Por esta altura, Falcao já estava em campo, ele que havia sido relegado para substituto com a titularidade de Farias, mas a meu ver o grande erro de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/jesualdo-fc-porto-belenenses-joao-carlos-pereira-jesualdo-ferreira-maisfutebol/1099688-4062.html" target="_blank">Jesualdo Ferreira</a> esteve na remoção de Belluschi (apesar de clara alguma falta de rotina) e o voltar a uma formação orfã de magia e que canalizava absolutamente o seu jogo nas alas, com cruzamentos ora de mariano, ora de Hulk ou Alvaro Pereira. Algo que até teria sido suficiente, não fosse a clara prisão de movimentos de <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407642" target="_blank">Falcao</a> que, em claro mau momento, desperdiçou oportunidades claras para que o Porto garantisse os 3 pontos de forma clara.</p>
<p>O que restou da partida foi um mero chuveirinho, e o golo não apareceu por acaso. Contudo, e a surgir, seria mais uma vitória sem magia, sem entusiasmo, de uma equipa que foi a imagem do seu treinador: amorfo, sem reacção à adversidade, e incapaz de dar o &#8220;clic&#8221; e partir para uma exibição mais conseguida. Fica o registo do primeiro empate concedido em casa pelos campeões nacionais na presente temporada.</p>
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		<title>Liga Sagres: V. Guimarães 1&#215;1 Sporting &#8211; Dois males menores&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 00:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrando num 4-3-3 em que Nuno Assis tinha como missão apoiar o tridente ofensivo composto por Targino na direita, Desmarets na esquerda e Douglas ao centro, o Vitória demonstrou a característica que]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma velha canção do mítico Nat King Cole, chamada Ansiedad que poder-se-ia aplicar ao sucedido, hoje em <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/cronica-sporting-v-guimaraes-maisfutebol-futebol-iol/1098842-4062.html" target="_blank">Guimarães</a>&#8230; Efectivamente, quer Vitória, quer Sporting padeceram dessa terrível maleita de idiossincracia e que mina o espírito dos mais resolutos.</p>
<p>Entrando num 4-3-3 em que Nuno Assis tinha como missão apoiar o tridente ofensivo composto por Targino na direita, Desmarets na esquerda e Douglas ao centro, o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407116" target="_blank">Vitória</a> demonstrou a característica que encima esta crónica, pela sofreguidão imensa que colocou em cada lance. Efectivamente, na primeira meia hora, este jogo parecia que era o último da carreira destes jogadores. Com a tripla supra citada encarregue de municiar Douglas e com liberdade para vaguear no terreno, durante essa altura do jogo, apenas se viu um intenso odor de bom futebol vitoriano&#8230; e não fora a inacreditável decisão de Olegário em fazer clara vista grossa a uma <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/joao-alves-v-guimaraes-sporting-vukcevic-maisfutebol-futebol/1098854-1457.html" target="_blank">penalidade cometida por Vukcevic</a> e a sofreguidão ter-se-ia tornado em preseverança.</p>
<p>De facto, o ritmo acelerado que a equipa D&#8217;el Rei patenteou foi demais para um leão cuja clara ansiedade para fazer as coisas de modo assertivo, o inibiu. Há quem diga que estes momentos de espírito podem dar para ambas as situações, e se ao <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/29977-sporting-permite-empate-nos-descontos-e-ja-esta-10-pontos-do-benfica" target="_blank">Vitória</a> o fez entrar numa louca vertigem em busca do golo, aos leões impediu-os de articular uma jogada digna desse nome. Porém, com o passar do tempo as pilhas foram perdendo voltagem! Era, humanamente impossível, aguentar o ritmo e o jogo passou a estar dividido, não sem antes do intervalo João Alves ter tido o ensejo de facturar&#8230; desperdiçaria em boa posição e a primeira parte findava.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2968 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/vitoria-sporting-rui-miguel.jpg" alt="Rui Miguel" width="300" height="204" align="left" title="Liga Sagres: V. Guimarães 1x1 Sporting   Dois males menores..." />Na segunda metade, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-v-guimaraes--maisfutebol-destaques-iol-futebol/1098844-1457.html" target="_blank">Sporting</a> cresceu&#8230; Bento fez a substituição habitual tirando o lateral esquerdo Grimi, colocando Pereirinha. Veloso recuou para lateral esquerdo, Moutinho foi para número 6 e o recém-entrado ocupou a posição destra do losango. Melhorou o Sporting, aliás, a subida do bloco defensivo e intermediário deste permitiu uma maior pressão sobre Nuno Assis e, por vezes, João Alves, os organizadores de jogo vitorianos&#8230; que, todavia, pelas alas iam demonstrando poder ganhar o jogo! Seria no entanto de Liedson a mais flagrante oportunidade da segunda metade, e só mesmo um Super Nilson poderia evitar o golo. Paulo Sérgio, no banco, inquietava-se&#8230; tirava Targino e colocava Roberto, para acompanhar uma desilusão chamada Douglas, mas, surpreendentemente, não abandonava o 4-3-3. Na mobilidade de Roberto e na tentativa que Douglas fizesse o mesmo poderia residir a chave do sucesso! E esteve perto&#8230; Roberto, num meio centro meio remate quase faz a bola chegar a Douglas, para abrir o activo&#8230; foi por pouco, uma verdadeira unha negra! Como quem não marca sofre &#8211; velho chavão sempre com hodiernidade &#8211; haveriam os lisboetas de marcar, num lance polémico, em que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-paulo-bento-maisfutebol-futebol-iol-bento/1098855-1457.html" target="_blank">Liedson</a> assiste Matias Fernandez que por milímetros escapa ao fora de jogo!</p>
<p>Pensou-se que seria o canto do cisne vitoriano! Mas, até no plano psicológico, Paulo Sérgio parece ter aura. Introduzindo Jorge Gonçalves e Rui Miguel, num desesperado tudo por tudo, seria o antigo pacense num belo remate a igualar a contenda&#8230; um resultado que premeia a ritmada primeira metade vitoriana cuja equipa parece transfigurada da noite para o dia. Paulo Sérgio tinha razão, dizendo que o campeonato estava a começar, pois, efectivamente, os anteriores jogos comparados com o de hoje pareceram de pré-epoca!</p>
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		<title>Liga Sagres: Porto 3&#215;2 Académica &#8211; Um apático campeão</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 22:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Certamente que, na cabeça dos campeões nacionais, não passava outra ideia que não a vitória neste duelo com os estudantes. E o estatuto pode de facto vencer partidas, mas quando o favorito pouco mais faz do que se]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente que, na cabeça dos <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1406801" target="_blank">campeões nacionais</a>, não passava outra ideia que não a vitória neste duelo com os estudantes. E o estatuto pode de facto vencer partidas, mas quando o favorito pouco mais faz do que se posicionar no relvado deixando o jogo acontecer, a probabilidade de isso resultar em surpresa é obviamente bastante elevada.</p>
<p>O Porto foi assim mesmo, uma equipa apática, adormecida, desinspirada, cujos seus jogadores durante 1 hora de jogo praticamente não existiram em campo. Passes mal executados, inexistência de processos na construção de jogo e uma total desinspiração de elementos importantes como Raul Meireles, Hulk ou Rodriguez. O cansaço do jogo europeu poderá ser uma justificação, mas apenas em parte, pois a inoperabilidade do motor azul-e-branco foi gritante na maior parte da partida.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2946 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/porto-academica-hulk.jpg" alt="Hulk" width="300" height="212" align="left" title="Liga Sagres: Porto 3x2 Académica   Um apático campeão" />Findos os primeiros 45 minutos, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-porto-academica-futebol-liga-dragao/1098332-4930.html" target="_blank">Porto</a> acumulava 2 remates à partida &#8211; um deles com ligeiro perigo. A postura da equipa era de tal forma passiva que parecia ser complicado a Jesualdo Ferreira levantar o astral dos seus pupilos, e a realidade é que a entrada da equipa para o segundo tempo trouxe pouco de novo, a começar pelos 11 atletas. O jovem treinador <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/reportagem-fc-porto-academica-jesualdo-ferreira-andre-villas-boas-liga/1098334-1304.html" target="_blank">André Villas Boas</a>, ex-pupilo de Mourinho, via abrir-se uma porta na possibilidade de pontuar no dragão, e o futebol apresentado pela briosa foi em tudo contrário à sua posição na tabela classificativa. Uma formação que sabe posicionar-se em campo, sai a jogar com tranquilidade e tem em Sougou e Miguel Pedro dois velozes atacantes que trazem profundidade à equipa.</p>
<p>Contudo, aos 65 minutos, um herói improvável surgia na partida: <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-academica-fc-porto-maisfutebol-futebol-iol/1098331-1304.html" target="_blank">Mariano Gonzalez</a>. O mal amado do universo azul que, diga-se de boa verdade, não consegue apresentar a consistência exibicional que uma equipa de topo exige, foi colocado novamente no miolo do terreno depois do &#8220;falhanço&#8221; táctico na primeira metade do jogo europeu. E apesar da incapacidade em cumprir um lugar de &#8220;pensador&#8221;, uma característica está sempre presente no seu futebol, e ela é a sua interminável garra. E foi precisamente num rasgo de puro esforço que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/mariano-mariano-gonzalez-fc-porto-reportagem-academica-liga/1098335-1304.html" target="_blank">Mariano</a> abriu a contagem, cabeceando à entrada da área num lance de insistência, quando o defensor de negro julgava ter o lance sob controlo.</p>
<p>E já com Farias em campo, Mariano voltou a ser decisivo, com um cruzamento tenso para o interior da área onde Farias fazia o 2&#215;0. O que os portistas não esperariam era uma reacção adversária, que aconteceu não por uma mas por duas vezes, no 2&#215;1 e no 3&#215;2, quando Farias já havia conseguido o bis. Esta é certamente a lição de que todos os campeões necessitam para estabelecer objectivos e metas. Apesar de ter alcançado os 3 pontos, o Porto poderia facilmente ter sido surpreendido em pleno dragão apenas e só pela apatia do seu futebol. &#8220;Falta maturidade ao Porto&#8221;, indicou Jesualdo Ferreira, o que contudo não é justificável é a falta de empenho e de concentração de toda a equipa. O técnico portista tem falhado na promoção de alguma rotatividade na equipa, e o que é facto é que esta poderia ter sido uma boa partida para conceder a oportunidade a jovens que de certa forma iriam trazer a sua motivação à equipa.</p>
<p>Destaque também para o bom futebol nos pés de alguns estudantes, cujo potencial é claro como a água. A capacidade para potenciar este lote de bons atletas estará agora ao cargo de Villas Boas, que tem em Coimbra uma oportunidade para brilhar na sua estreia como técnico principal.</p>
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		<title>Pedro Mendes, o estratega discreto</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 10:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundial 2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Lembro-me de Pedro Mendes, desde os tempos em que nas camadas jovens do Vitória já se evidenciava dos demais. Mesmo actuando, ao lado de outros jovens com uma valia muito acima da média, tais como Rego, Lima, ou Nuno Mendes, o talento daquele jovem nascido em 26 de Fevereiro de 1979, em Moreira de Cónegos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro-me de <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404942" target="_blank">Pedro Mendes</a>, desde os tempos em que nas camadas jovens do Vitória já se evidenciava dos demais. Mesmo actuando, ao lado de outros jovens com uma valia muito acima da média, tais como Rego, Lima, ou Nuno Mendes, o talento daquele jovem nascido em 26 de Fevereiro de 1979, em Moreira de Cónegos, sobressaia. A sua sublime visão de jogo, entrecortada com a capacidade de fazer passes teleguiados que saciavam a gula dos avançados, desde cedo lhe pareciam augurar aquele caminho que os predestinados trilham.</p>
<p>Todavia, nem tudo seria fácil na sua carreira. Apesar do seu talento no meio campo ser algo de notório, onde desde cedo se vislumbrava que poderia ser um <em>box-to-box</em> de nível europeu, teria de suportar um empréstimo ao extinto Felgueiras. Aí, numa equipa que contava com Khadim (seria guarda-redes do Boavista), e com os, também, vitorianos Meira, Lixa e treinados por Diamantino Miranda, cedo se percebeu que a pedra valiosa podia-se transformar em diamante&#8230; com efeito, a passagem pelos escalões inferiores do futebol português conferiram-lhe uma entourage física que lhe passaram a permitir correr quilómetros. Algo que lhe faltava era então ganho, numa época brilhante, onde o Felgueiras falharia a subida nos últimos jogos.</p>
<p>Após essa época, haveria de regressar a Guimarães, onde na sua primeira época completa, não haveria de brilhar&#8230; muito menos jogar! Mas, na época seguinte, em 1998-1999 começaria a refulgir. O Vitória treinado por Quinito, assumia a necessidade de uma renovação e nada melhor que apostar nos jovens vitorianos e vimaranenses que haviam sido fabricados na Unidade. A equipa que na primeira jornada jogaria em Setúbal já era o espelho dessa ambição; jovens como Meira, Rego, Lixa, Jairson, Lima ou <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sobe/sobe-pedro-mendes-seleccao/1094874-1497.html" target="_blank">Pedro Mendes</a> nesse primeiro jogo, apesar do empate, encantaram, com um futebol desinibido e atraente não fosse Quinito o último dos românticos! Mas, a época acabaria mal. Desaguizados entre Quinito e Pimenta Machado e concomitante chicotada; a abrupta rescisão de Fernando Meira, iludido por Vale e Azevedo; e uma quebra súbita da jovem equipa destruíram uma temporada que prometia ser brilhante.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2842 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/pedro-mendes.jpg" alt="Pedro Mendes" width="300" height="199" align="left" title="Pedro Mendes, o estratega discreto" />Na duas épocas seguintes, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/pedro-mendes-seleccao-seleccao-nacional-portugal-malta-mundial/1095806-4062.html" target="_blank">Mendes</a> sofreria&#8230; primeiro com Autuori e posteriormente com Inácio haveria de ter de deixar a pele em campo para ganhar um lugar no onze principal. Todavia, haveria de o conseguir e seria parte numa das épocas em que o futebol vitoriano foi mais inebriante. Jogando em Felgueiras, por obras no Afonso Henriques, o Vitória da época 2002-2003 e treinado por Inácio era um prontuário de bom futebol. Utilizando um sistema inovador de 3-5-2 explanado a todo a largura do terreno, inúmeras sinfonias eclodiram por esses campos fora. Aliás, caso se pergunte a qualquer um dos milhares de adeptos vitorianos existentes, eles recitarão, sem se enganar, os nomes que compunham essa inolvidável equipa&#8230; eram tempo em que Pedro Mendes constituía sociedade com o actual Pequeno Mágico do futebol vitoriano, Nuno Assis, no sentido de fazer de Romeu um avançado de topo do futebol português. Sucediam-se os passes teleguiados, as tabelinhas de calcanhar, as penetrações impossíveis de sustentar, um futebol mágico que só não foi recompensado com uma ida às competições europeias, porque nesse ano o quarto lugar não foi contemplado com tal prémio.</p>
<p>Com futebol tão perfumado não haveriam de faltar pretendentes. Acabaria por assinar pelo Porto, onde por necessidades de Mourinho, que pretendia implantar o célebre 4-4-2 losango, acabaria por tornar o seu jogo mais discreto e táctico. À vertente técnica, Pedro Mendes passava a aliar a vertente táctica&#8230; uma leitura irrepreensível dos momentos de jogo, um mestre no jogo de compensações, e a honra de ser titular em Gelsenkirchen, sagrando-se campeão europeu, num meio campo composto por si, Costinha, Deco e Maniche. O vimaranense tocava o céu e fazia a Europa perder a cabeça pelas suas qualidades.</p>
<p>Sairia para Inglaterra, para o Tottenham. Nos <em>Spurs</em>, pela primeira vez, a sua estrela deixaria de refulgir com tanta intensidade. Os problemas de adaptação de quem nunca deixara de morar na sua cidade natal, bem com o futebol, excessivamente directo, para quem gostava de tocar a bola, acariciando-a antes de a deixar, triste, partir para outros pés, tornaram a sua estada em Londres triste. Em duas épocas faria, apenas, trinta jogos e sairia sem honra nem glória para o Portsmouth, onde daria novo fulgor à sua carreira. Aí, ao lado de homens como James, Defoe, Crouch ou Kranjcar haveria de tornar os Pompeys num clube temido na Old Albion, chegando mesmo a vencer uma FA Cup, perante o Cardiff City. Inolvidável, o momento em que Mendes com o cachecol de quem o fez homem &#8211; o Vitória &#8211; enrolado no braço, tocou a Taça desta competição centenária.</p>
<p>Saíria, no fim dessa época para a Escócia, para os Rangers, para os ajudar a esbater o que ameaçava já ser um crónico domínio do Celtic. Para viver o distinto ambiente do Old Firm quando católicos e protestantes se enfrentam num campo de futebol, e assumir-se como pedra vital no retorno dos Protestantes de Glasgow ao título. O médio centro, haveria de se tornar na pedra mais preciosa da zona medular dos Rangers, ajudando o almejado título a chegar. Na presente temporada, na Champions, a sua influência seria comprovada, a capitão da equipa. Todavia, existia uma pedra no sapato numa carreira tão preenchida. Após a estreia na selecção portuguesa pela mão de Agostinho Oliveira e algumas chamadas, Scolari houvera-o esquecido. Mesmo Queiroz que o chamara no início desta campanha, ameaçava olvidar a qualidade do vimaranense. Porém a lesão de Tiago abriu-lhe as portas para integrar o grupo nestes dois últimos jogos&#8230; e o castigo de Pepe garantiu-lhe a titularidade! E comprovou o quanto a merecia. Apesar de a sua discrição parecer que está afastado do jogo, há sempre um equilíbrio que é bem feito, uma recuperação astuta que permite iniciar um contra ataque, ou um passe de trinta metros que permite descompensar a desprevenida defesa contrária. Tudo pela calada da noite, não assumisse <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404971" target="_blank">Mendes</a> um low-profile tão ao gosto british, não fosse lá que tivesse atingido a sua maioridade futebolística.</p>
<p>Frente à Hungria comprovou, que, talvez, seja o volante defensivo com melhor qualidade passe após Paulo Sousa&#8230; uma alternativa credível a Pepe no posto de pivot defensivo, agora que a África do Sul começa a sorrir para Portugal.</p>
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		<title>Treinador, entre a besta e o bestial</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 21:52:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É uma das profissões mais instáveis em todo o Mundo, e são poucos os que se conseguem manter no mesmo local de trabalho por mais de poucos anos. Sujeitos a um stress permanente e esmagador, estes profissionais mediáticos tão depressa são elevados ao estatuto de líderes competentes como no dia seguinte passam por estrategas falhados. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma das profissões mais instáveis em todo o Mundo, e são poucos os que se conseguem manter no mesmo local de trabalho por mais de poucos anos. Sujeitos a um stress permanente e esmagador, estes profissionais mediáticos tão depressa são elevados ao estatuto de líderes competentes como no dia seguinte passam por estrategas falhados. Apesar de tudo, a profissão de treinador de futebol continua a ser desejada por muitos. Basta dizer, por exemplo, que no nosso país existem 1800 treinadores certificados para dirigir as equipas da 1ª Liga, onde só apenas 16 podem brilhar.</p>
<p>Na última temporada de futebol no nosso país, foram como habitual diversas as chicotadas psicológicas que puderam ser verificadas. No fim, alguns dos clubes que trocaram de treinador como se troca de camisa hão-de verificar que, afinal, o despedido não tinha culpa nenhuma e o  salvador  não veio salvar nada. O impulso deve-se ao facto de, por vezes, a famosa chicotada ter os efeitos desejados e daí a esperança de que resulte sempre. Assistimos, então, a curiosas movimentações, como a chamada de treinadores que tinham sido despedidos de outros clubes e esperam, no desemprego, que aconteça o mesmo a outros ilustres colegas. Assim se vai rodando, o despedido de ontem é o contratado de hoje e tentará aguentar-se à tona o máximo tempo possível.</p>
<p>Regra geral, na origem da chicotada psicológica está a pressão dos excelentíssimos sócios e adeptos, que não se conformam com as derrotas nem com as fracas exibições. Pode o treinador estar na maior inocência, devendo-se os desaires ao elementar facto das outras equipas serem pura e simplesmente superiores. Ninguém quer saber. Aos jogadores podem assobiá-los, mas não despedi-los por atacado, o treinador é mais <em>descartável</em>. Muitas têm sido as ocasiões em que os dirigentes procedem à chicotada conscientes de que se trata de um erro e de uma injustiça. Mas, perante a contestação da <em>massa associativa</em>, não há outro remédio que não seja entregar o barco a outro timoneiro. Vivendo nesta insegurança, não é de surpreender que os treinadores – não todos, mas muitos – cometam o pecado de sacudir a água do capote, apontando o dedo a pretensos responsáveis pelas derrotas, quase sempre os árbitros. Naquelas pequenas entrevistas que se fazem no final dos jogos é quase uma raridade que o treinador derrotado não aponte três ou quatro lances em que o árbitro prejudicou a sua equipa. É assim entre os países latinos e sul-americanos, onde os treinadores estão muito mais vulneráveis e sujeitos a uma rotatividade mais acentuada. Entre os ingleses, que têm mais «fair-play» e onde se joga o melhor futebol do mundo, os treinadores ficam bastante tempo à frente das suas equipas. Basta dar o exemplo do Manchester, onde o treinador já lá está há mais de duas décadas, ou de Wenger no Arsenal, há 12 anos. Contudo, e quando analisamos as equipas britânicas de segunda linha, iremos ver que quando os resultados não aparecem, a solução mais simples acaba por ser quase sempre a mesma: o despedimento do técnico principal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2724 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 6px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/howard-saves.jpg" alt="Howard saves" width="300" height="188" align="left" title="Treinador, entre a besta e o bestial" />Outro factor que pode condicionar é a aposta que os treinadores deviam fazer nos jogadores oriundos da formação, que muitas vezes ou por medo em apostar, ou por outros interesses “estranhos “ e influências de terceiros, essa aposta não é feita. Devo referir que nunca estive ligado ao futebol sénior mas causa-me estranheza algumas justificações que são dadas para não se apostar nesses jovens, frases do tipo &#8220;são bons mas não tem experiência&#8221; ou &#8220;ainda é um miúdo e tem muito de aprender”, etc. Não são estas só desculpas sem qualquer nexo e que certamente complicam a simplicidade de um jogador ter ou não ter qualidade? Não me parece que a idade seja assim um factor tão importante, pior, mais tarde chegam ao clube atletas (estrangeiros ou não) que analisando o seu passado pergunto-me se serão mais experientes&#8230; tiveram uma melhor formação? Por isso, parece-me essencial o &#8220;factor treinador&#8221; pois também é preciso que estes jogadores tenham uma &#8220;mão&#8221; que os empurre. Em adição, são quase sempre os jogadores da casa aqueles que maior apoio darão ao treinador no seu percurso, na gestão do balneário e até na voz dentro de campo.</p>
<p>Um dos melhores ou piores amigos de um treinador é sem sombra de dúvidas o árbitro. Se não houver modo de <em>pegar</em> nos árbitros – que, na verdade, por vezes, cometem erros incompreensíveis –, o treinador vencido tenderá a atribuir o mau resultado ao azar, às oportunidades de golo <em>incrivelmente</em> perdidas – enfim, a tudo o que não seja da sua própria responsabilidade. Devemos ser tolerantes: é um homem ameaçado no seu ganha-pão. Mesmo assim, cada vez há mais candidatos à carreira de treinador. São, naturalmente, os futebolistas que chegam ao fim da carreira e nunca foram preparados para outro emprego.</p>
<p>A verdade é que ter jeito não basta. Não basta ter paixão ou jeito para o futebol para ser treinador de futebol. Até para as equipas infantis é preciso formação adequada. É neste contexto que existem cursos de formação geridos pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) através de 22 associações regionais e que se encontram distribuídos por 4 níveis. Dispensados do primeiro nível, estão os jogadores com mais de 15 internacionalizações ou os licenciados em Educação Física, com opção em Futebol. Durante os vários níveis de formação, estes profissionais aprendem, para além da táctica e da técnica futebolística, noções de arbitragem, ciências comportamentais e até têm de saber dar massagens. Mas o sucesso, como sabemos, centra-se na capacidade inata de &#8220;pegar&#8221; num conjunto de rapazes e colocá-los em campo, organizadamente, esperando que estes coloquem em prática todos os seus ensinamentos. E essa, sim, é uma arte ao alcance de poucos.</p>
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		<title>Carlos Manuel: Um golo de sonho</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 13:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Futebol Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Selecções Nacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa semana em que a selecção portuguesa vai ter dois jogos decisivos para chegar ao Mundial de 2010, na África do Sul, oportunidade para recordar um golo que há 24 anos nos permitiu alcançar uma qualificação que parecia inatingível.
O sonho do Bom Gigante
Foi a 16 de Outubro de 1985 que Carlos Manuel marcou o golo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa semana em que a selecção portuguesa vai ter dois jogos decisivos para chegar ao Mundial de 2010, na África do Sul, oportunidade para recordar um golo que há 24 anos nos permitiu alcançar uma qualificação que parecia inatingível.</p>
<p><strong>O sonho do Bom Gigante</strong><br />
Foi a 16 de Outubro de 1985 que Carlos Manuel marcou o golo que até hoje mais me fez vibrar em toda a minha vida. Foi no jogo decisivo de Portugal para se qualificar para o Mundial do México 86. À partida para a última jornada de qualificação, Portugal estava praticamente fora da corrida. Tinha de ganhar em casa da poderosa RFA (na altura a Alemanha ainda estava dividida pelo Muro de Berlim) e esperar que a Suécia perdesse com a Checoslováquia. As hipóteses de essa conjugação de resultados ocorrer era tão remota, que o nosso seleccionador, José Torres, antes da partida para Estugarda, até desabafou uma frase que, desde logo, ficou célebre: Deixem-me sonhar. A frase do Bom Gigante poderia até parecer derrotista, mas havia também um resquício de fé nesse desabafo que diz muito sobre aquilo que era Portugal na altura. Não só enquanto selecção, mas enquanto país. Um país que só podia sonhar e esperar que as coisas acontecessem por si.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2716 alignleft" style="margin-top: 4px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/carlos-manuel-portugal.jpg" alt="Carlos Manuel" width="300" height="213" align="left" title="Carlos Manuel: Um golo de sonho" />Mas a verdade é que naquele dia 16 de Outubro de 1985 as coisas aconteceram mesmo. A Suécia perdia com a Checoslováquia e Portugal entrava no Neckarstadion de Estugarda, onde três anos depois o Benfica perderia uma final da Taça dos Campeões Europeus por penalties contra o PSV Eindhoven, com uma pequena possibilidade de se qualificar. Era contra a RFA que íamos jogar, não era contra o Azerbaijão nem contra a Finlândia. Era contra a selecção vice-campeã mundial, treinada por Franz Beckenbauer, e com craques como Karlheinz Rummenigge, Peter Briegel, Pierre Littbarski, Thomas Allofs, Karlheinz Förster e o guarda-redes Toni Schumacher, um dos jogadores mais odiados e temidos no mundo &#8211; em França ficou mesmo à frente de Hitler numa votação para eleger o homem mais odiado de sempre por esse país, depois de quase ter assassinado Patrick Battiston em plena meia-final do Mundial de Espanha em 82. Mas se conseguíssemos ganhar à RFA, seria a primeira vez, desde o Mundial de 66, que estaríamos numa fase final. A primeira vez, em 20 anos, que o nosso hino seria transmitido em directo para todo o mundo, enquanto a câmara filmava em travelling o rosto dos nosso jogadores e nos fazia sentir um pouco mais orgulhosos por termos nascido neste país.</p>
<p><strong>Um remate para a História</strong><br />
Dizer que o jogo foi um sofrimento seria o mesmo que dizer que o Hamlet ou o Macbeth, daquele rapaz, o Shakespeare, até são peças um bocado dramáticas. A bola bateu no poste da nossa baliza, bateu na trave, o Bento fez defesas impossíveis, mas naquele minuto 53&#8230; quando o meu jogador preferido, do meu clube preferido, aquele a quem chamavam na altura Carlão, ou a locomotiva do Barreiro, pega na bola a meio-campo e começa a correr na direcção da baliza, naquele estilo de fuga para a frente, sozinho, mas decidido, e se liberta de um adversário no lado esquerdo do terreno, puxando a bola para o centro para a rematar ao ângulo superior direito da baliza alemã&#8230; parece que ainda estou a ver o Schumacher a olhar para a bola com a impotência de quem nada pode fazer. Um gigante alemão a olhar para uma bola rematada por um português e a sentir que não havia nada a fazer.</p>
<p>Não sei se vocês percebem o que é que isto significava na altura. Para mim, que tinha sete anos e do mundo apenas sabia que o futebol era a coisa mais importante que existia, aquilo já era muito mais do que um simples golo. Parece que ainda estou o ver o Jaime Pacheco a querer agarrar o Carlos Manuel, e Carlão a agitar os braços com aquela felicidade que não cabe no corpo. Parece que ainda estou a ver os jogadores alemães a discutirem uns com os outros durante o jogo. Eles há muito que já estavam qualificados, mas uma derrota em casa contra Portugal era absolutamente impensável para os germânicos.</p>
<p>Claro que no México acabámos por ter uma prestação horrível. E claro que, depois disso, Portugal cresceu muito como selecção, principalmente devido ao facto de ter jogadores a emigrarem para os principais campeonatos europeus. Vibrei com o golo do Rui Costa contra a Irlanda no jogo que nos apurou para o Euro de 96, vibrei com os golos com que virámos o resultado contra a Inglaterra no Euro 2000, principalmente o do Figo (a maneira como o guardião inglês, Seaman, ficou a olhar para a bola fez-me lembrar o Schumacher a olhar para o balázio do Carlos Manuel), e com todos os golos do Euro 2004 e do Mundial de 2006. Mas nunca mais voltei a sentir aquela felicidade, aquela transcendência, depois de um golo de Portugal. Talvez porque na altura tinha sete anos e ainda acreditava em super-heróis. É que, para mim, o golo do Carlos Manuel tinha sido um feito só ao alcance de um super-herói.</p>
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		<title>Ramires, a melhor aposta do Benfica</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 23:07:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
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		<description><![CDATA[Em qualquer negociação ou relação comercial, existe a melhor hora de vender e o momento certo de comprar. Para achar a exata medida, é preciso ter experiência, sensibilidade e, é claro, um pouco de sorte. Difícil precisar o mérito dos dirigentes do Benfica na contratação de Ramires junto ao Cruzeiro. Mas é inegável que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em qualquer negociação ou relação comercial, existe a melhor hora de vender e o momento certo de comprar. Para achar a exata medida, é preciso ter experiência, sensibilidade e, é claro, um pouco de sorte. Difícil precisar o mérito dos dirigentes do Benfica na contratação de Ramires junto ao Cruzeiro. Mas é inegável que o negócio foi fechado na hora exata para que os valores não fossem inflacionados pela valorização do ótimo volante brasileiro.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2536 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/ramires_brasil.jpg" alt="Ramires" width="300" height="208" align="left" title="Ramires, a melhor aposta do Benfica" />Ramires, carioca revelado pelo Joinville, foi contratado pelo clube mineiro em 2007 e estourou no ano seguinte, sob o comando do técnico Adílson Batista, que soube trabalhar sua versatilidade e potencializar seu talento. O dinâmico volante, que marca, sabe sair para o jogo e tem ótima presença ofensiva, voltou da seleção que trouxe a medalha de bronze das Olimpíadas de Pequim e virou meia, fazendo um fantástico campeonato brasileiro em 2008, o que fez com que ganhasse visibilidade e prêmios individuais. Em 2009, os gols, as boas atuações na Taça Libertadores e a conquista do campeonato estadual fizeram com que o técnico Dunga se rendesse ao talento de Ramires e o convocasse para os jogos das Eliminatórias e a Copa das Confederações. Nesse momento é que o timing do clube português foi perfeito. No dia em que o treinador da CBF anunciou o nome do camisa 8 cruzeirense entre os vinte e três convocados, o Benfica divulgou a sua contratação por 7,5 milhões de euros. O time mineiro revelou que também recebeu proposta do CSKA Moscou, da Rússia, dirigido por Zico.</p>
<p>Se tivessem esperado um pouco mais, muito provavelmente o Benfica esbarraria na enorme valorização do jogador, que virou titular da seleção, que viveu um mês de Junho mágico, com a conquista da liderança das Eliminatórias sul-americanas e do título do torneio realizado na África do Sul. Apesar do desempenho um tanto irregular, Ramires mostrou personalidade e bom entendimento com Kaká, Robinho e Luís Fabiano no ataque brasileiro.</p>
<p>No retorno ao Cruzeiro, Ramires pareceu um tanto disperso e decepcionou a torcida do time celeste com atuações não mais que razoáveis nas finais da Libertadores contra o Estudiantes, sendo superado pelo craque Verón no duelo derradeiro no Mineirão. Mas o título dos argentinos e a saída “pelos fundos” do clube brasileiro não desqualificam o meiocampista.</p>
<p>Muito menos o tiro certeiro do Benfica, que ganha um belo reforço cujos valores nem oneraram tanto os cofres dos encarnados, o que é fundamental em tempos de crise. Em uma equipe competitiva montada pelo agora dirigente Rui Costa, o novo camisa 8, junto com reforços como o atacante argentino Saviola, pode fazer a diferença e ajudar o clube português a reconquistar a hegemonia nacional e voltar a sonhar com títulos internacionais.</p>
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		<title>«Notáveis Azuis» &#8211; Rui Barros</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 11:53:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual será o portista que poderá esquecer o génio de Rui Barros? As arrancadas, os dribles, os lances puros de classe, ingredientes que formaram o dia-a-dia de um atleta que em campo &#8211; e fora dele &#8211; respirou humildade e profissionalismo.
Nortenho de gema, Rui Barros nasceu em Lordelo, e foi aí mesmo que pela primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual será o portista que poderá esquecer o génio de Rui Barros? As arrancadas, os dribles, os lances puros de classe, ingredientes que formaram o dia-a-dia de um atleta que em campo &#8211; e fora dele &#8211; respirou humildade e profissionalismo.</p>
<p>Nortenho de gema, Rui Barros nasceu em Lordelo, e foi aí mesmo que pela primeira vez competiu, no clube da sua zona.  Como jovem, passou ainda pelo Rebordosa e Paços de Ferreira, até ser contratado pelo FC Porto e rapidamente conquistar o seu primeiro título: o de campeão de juniores. A qualidade técnica e a genialidade do então jovem começaram a transbordar do seu futebol, e a sua baixa estatura começava a tornar-se um enorme trunfo perante os seus oponentes. Depois de passar alguns anos emprestado a outros clubes nacionais, Rui Barros consolidou  definitivamente o seu lugar no plantel sénior do FC Porto, na temporada de 1987/88 &#8211; diz-se até que no início dessa temporada esteve perto de ser dispensado. O <em>timing</em> acabou por ser fundamental, já que Rui se juntava a um lote de eternos vencedores &#8211; na ressaca da conquista da Taça dos Campeões Europeus de Viena. O espírito ganhador e a experiência dos seus colegas permitiu tirar o melhor do seu futebol, e foi de forma activa que participou em outras duas conquistas, a Taça Intercontinental e a Supertaça Europeia, frente ao Ajax. Na Holanda, o golo foi da sua autoria. Foi também campeão nacional, e assumiu-se definitivamente como titular no onze portista.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2384 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/rui-barros-porto.jpg" alt="Rui Barros" width="300" height="209" align="left" title="«Notáveis Azuis»   Rui Barros" />Titular no Porto e opção frequente na Selecção Nacional, a cobiça de grandes equipas europeias foi vista de forma natural. A magia do futebol, aliada à sua baixa estatura despertou a curiosidade da <em>vecchia signora</em>, que desta forma assinou o internacional português. O contrato era de dois anos, e Rui Barros cumpriu-o de forma brilhante, sendo ainda hoje recordado pelos italianos como um jogador genial e um enorme profissional. Em 95 jogos, fez 19 golos e conquistou uma Taça de Itália e uma Taça UEFA. No defeso da temporada 90/91 mudou-se para o Mónaco de Arsène Wenger, fazendo com George Weah uma das mais ferozes duplas ofensivas da Europa. Venceu a Taça de França e foi finalista da Taça dos Vencedores das Taças em 1992, que acabaria por perder frente ao Werder Bremen. Três anos volvidos, transferiu-se para o Marselha, jogando ao lado de Paulo Futre.</p>
<p>Na temporada de 94/95 terminou o seu ciclo no exterior, e voltou ao seu clube do coração para 5 temporadas de grande qualidade, ajudando o clube a sagrar-se penta-campeão, vencendo também 2 Taças de Portugal e 3 Supertaças. Rápido, imprevisível, Rui era um avançado que dava enorme profundidade à equipa, pelas várias funções que simultaneamente cumpria em campo. Além de um criativo, era também um bom rematador, finalizando com a mesma qualidade com que se desmarcava ou servia para outro marcar. Era esse mesmo o trunfo de Rui Barros: a disponibilidade, o trabalho de equipa, e um coração em tudo oposto à sua altura.</p>
<p>Como profissional dedicado, o pequeno atleta terminou a sua carreira e com naturalidade se manteve no clube do coração, tendo ainda a possibilidade para conquistar uma Supertaça como treinador interino. Actualmente, desempenha funções de treinador-adjunto, ajudando o clube a manter a mística que ele próprio transportou.</p>
<p>Assim é Rui Barros. Um pequeno grande campeão.</p>
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		<title>Luís Filipe Madeira Caeiro Figo</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 13:18:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de na semana transacta ter homenageado Maldini, chegou a vez de lembrar o jogador português mais mediático extramuros até ao nascimento desse monstro das colunas que é CR7. Luís Filipe Madeira Caeiro Figo, um almadense que se iniciou nos celebrizados Pastilhas nunca enganou&#8230; nasceu para ser grande, um grande, e foi imenso&#8230; carregou nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de na semana transacta ter homenageado Maldini, chegou a vez de lembrar o jogador português mais mediático extramuros até ao nascimento desse monstro das colunas que é CR7. Luís Filipe Madeira Caeiro Figo, um almadense que se iniciou nos celebrizados Pastilhas nunca enganou&#8230; nasceu para ser grande, um grande, e foi imenso&#8230; carregou nos ombros o sonho de uma bandeira, a rubra do sangue derramado e o verde da imensidão de campos que preenchem uma Pátria com quase 900 anos e simultaneamente da esperança, de um dia ir, ainda, mais além.</p>
<p>E Figo sempre soube em seus ombros carregar essas ilusões. Foi um embaixador onde os jogos políticos não interessavam; levou as quinas no peito aos quatro cantos do mundo; e fez-nos acreditar que apesar da nossa pequenez, podíamos com trabalho, talento e ambição equiparar-nos a qualquer pseudo-monstro desse mundo fora!<br />
Soube abrir-nos horizontes, demonstrando que ser português não é sina nem um caminho para um futuro previamente traçado&#8230; é honra, é orgulho, é um povo que por ser, apenas, dez milhões sente um nexo inexorável de união!</p>
<p>Foi em 1991, que um jovem franzino, ainda, sem a inseparável camisola cor de sangue n.º7, se deu a mostrar ao mundo. Foi no verão quente de Lisboa, e Portugal haveria de se consagrar campeão do mundo de sub 20. Apesar de tudo, de toda a magia e fantasia vertida pela ala direito e que a todos contagiou, o jovem Figo não conseguiu ser eleito o melhor jogador do torneio; esse galardão foi para o seu grande amigo de então, Emílio Peixe, ao qual se antevia uma carreira ainda mais refulgente.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2127 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/luis-figo-inter.jpg" alt="Luís Filipe Madeira Caeiro Figo" width="290" height="186" align="left" title="Luís Filipe Madeira Caeiro Figo" />E como tudo mudou desde então&#8230; o menino fez-se homem e nunca mais saiu do galarim dos grandes, dos enormes, enfeitiçando todos os clubes endinheirados do mundo, desde aquela sublime actuação plena de arte, de raça, de técnica fina e sublime com que encantou Chamartin em 1992&#8230; e não fossem os &#8220;frangos&#8221; de um guardião chamado Lemajic e o colosso do Real Madrid, com vedetas como Michel, Quique Flores &#8211; ok&#8230; não tão vedeta &#8211; Redondo, Laudrup, entre tantos outros haveria de cair aos pés do Sporting. Daí até aos campeonatos milionários foi um pulo&#8230; em Barcelona, Madrid e Milão soube ser respeitado, amado, idolatrado, pelo futebol que tinha na ponta das suas botas, mas, também, pela sua personalidade, educação e profissionalismo.</p>
<p>Aliás será bom lembrar a sua saída da Cidade Condal para Madrid. Independentemente de todas as polémicas só um grande, um imenso jogador despertaria tantos sentimentos. Figo não era mais um, era a alma de um clube que não o soube guardar e respeitar&#8230; alguém que merecia ser tratado como as vedetas de pés de barro que lá pulavam, mas que tinham privilégios e mordomias que o camisa 7 não tinha&#8230; e como as merecia!</p>
<p>Este fim-de-semana despediu-se no Inter, o Inter de Mourinho. Aos 42 minutos foi substituído por Santon, que encarna no seu corpo a promessa de ser tão grande como Figo, recebendo uma imensa ovação. O estádio aplaudiu de pé por três arrepiantes minutos, e Mourinho, esse homem gélido e de pedra a comover-se e a entrar em campo para abraçar Figo. O Meazza a aplaudir, de pé, em forma de reconhecimento, e Figo terá sentido que valeu a pena ter vivido tudo o que viveu! Obrigado grande campeão por teres feito sonhar um povo, e teres derrubado as barreiras da pequenez e tacanhez lusitana com uma bola de futebol&#8230; a nossa gratidão por esses actos permanecerá para sempre.</p>
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