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	<title>Jogo de Área &#187; Reino Unido</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Barcelona e Fábregas</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 15:17:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manu Vieira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
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		<description><![CDATA[A &#8220;novela&#8221; Fábregas está a prolongar-se no tempo de uma forma estranha e quase irritante. De um lado o Arsenal e Arséne Wenger que teimam em querer manter o jogador à força, do outro o Barcelona e o próprio Fábregas a tentarem uma união já há muito desejada.
Pergunto-me. Precisa o Barcelona mesmo de Fábregas? O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A &#8220;novela&#8221; Fábregas está a prolongar-se no tempo de uma forma estranha e quase irritante. De um lado o Arsenal e Arséne Wenger que teimam em querer manter o jogador à força, do outro o Barcelona e o próprio Fábregas a tentarem uma união já há muito desejada.</p>
<p>Pergunto-me. Precisa o Barcelona mesmo de Fábregas? O jogador vai custar uma fortuna, o Arsenal não o quer deixar sair, e se eventualmente o fizer os catalães terão que abrir os cordões à bolsa. Depois, mais importante ainda, será Fábregas assim tão necessário à mecânica do futebol catalão?</p>
<p>Não me interpretem mal, Cesc Fábregas é um excelente jogador e sem dúvida que traria algo de bom aos blaugrana, mas neste momento há tanto talento naquele clube que parece redundante a contratação do ainda jogador do Arsenal.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/07/cesc_fabregas_1423535c.jpg" title=""><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/07/cesc_fabregas_1423535c.jpg" alt="Cesc Fabregas" align="left" width="280" height="193" class="attachment wp-att-3608 " title="Barcelona e Fábregas" /></a>Outro ponto a acrescentar é que o Barcelona tem neste momento um jovem jogador pronto a explodir em talento e produtividade. Quem sabe até com mais potencial que o Fábregas. Falo de Thiago Alcántara. Uma <a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">aposta segura</a> e de futuro. Este jovem jogador de 20 anos está a fazer uma pré-época soberba no Barcelona. Thiago é um jogador espanhol, nascido em Itália e filho de Mazinho, estrela do futebol brasileiro. Confuso? Um pouco.</p>
<p>O nome deste jovem esteve associado a rumores que o colocavam no Manchester United primeiro, depois que estaria envolvido no negócio Fábregas e acabou por renovar o contrato com o clube catalão até 2015. Mais ainda, com uma cláusula de rescisão de 90 milhões de euros.</p>
<p>Por último, olhemos para o meio campo do Barcelona, Xavi, Iniesta e Sergio Busquets, aos quais se juntam ainda Javier Mascherano e Thiago Alcántara, e perguntemo-nos onde entra Fábregas? É certamente a questão que muitos aficionados dos blaugrana estão a colocar neste preciso momento.</p>
<p>De qualquer das formas, o Barcelona está também a levar o seu tempo nas negociações, jogando com a vontade do médio espanhol em sair e naturalmente com a situação pouco ideal do Arsenal em ter um jogador contrariado no seu plantel. </p>
<p>A ver vamos o que acontecerá a seguir no <a target="_blank" href="http://apostas.betfair.pt/">mercado de transferências</a>.</p>
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		<title>Owen Hargreaves no You Tube</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jul 2011 17:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manu Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Para quem não está recordado, Owen Hargreaves foi um médio internacional por Inglaterra que jogou no Manchester United, ou melhor, que praticamente não jogou no Manchester United.
Hargreaves brilhou no Bayern Munique, clube que representou durante 10 anos, tinha 16 quando ingressou na equipa secundária dos bávaros. Com 19 anos chega à equipa principal e durante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem não está recordado, Owen Hargreaves foi um médio internacional por Inglaterra que jogou no Manchester United, ou melhor, que praticamente não jogou no Manchester United.</p>
<p>Hargreaves brilhou no Bayern Munique, clube que representou durante 10 anos, tinha 16 quando ingressou na equipa secundária dos bávaros. Com 19 anos chega à equipa principal e durante sete anos brilhou na Bundesliga.</p>
<p>Venceu, durante esses anos, quatro títulos de campeão da Alemanha e uma Liga dos Campeões, em 2000/01. A sua carreira proliferava de tal forma que chamou a atenção do Manchester United.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3603 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/07/OwenHargreaves.jpg" alt="Owen Hargreaves no You Tube" width="280" height="188" align="left" title="Owen Hargreaves no You Tube" />O jogador era precioso para o Bayern e as negociações estenderam-se por quase um ano. Finalmente em Julho de 2007 é anunciado por Sir Alex Ferguson como <a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">aposta na sua equipa</a>. Curiosamente ao mesmo tempo que Nani. Hargreaves custou 17 milhões de libras (aproximadamente 19.5 milhões de euros).</p>
<p>Com uma primeira época em que apareceu regularmente na equipa, quer como suplente utilizado quer como titular, Hargreaves conquistou a <a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">Premier League e a Liga dos Campeões</a>. Era um jogador útil para a equipa de Alex Ferguson e o seu futuro na equipa inglesa parecia brilhante.</p>
<p>Contudo, o contributo do atleta nascido no Canadá não teve continuidade nas épocas que se seguiram. Apesar de tudo, Hargreaves representou a selecção inglesa por diversas vezes e até esteve presente nos mundiais de 2002 e 2006.</p>
<p>Em 2008 começa o calvário de lesões do médio. Primeiro uma lesão nos ligamentos do joelho, mais tarde num ombro, fizeram com que nas últimas três épocas tenha apenas jogado cinco jogos. Sendo que na última época jogou apenas cinco minutos em Novembro de 2010.</p>
<p>No final da última época com o contrato a terminar, o Manchester United comunica-lhe que não vai renovar deixando-o sem equipa.</p>
<p>Segue-se um facto no mínimo curioso. Hargreaves cria um canal no You Tube chamado &#8220;Owen Hargreaves comeback&#8221;, com o objectivo de se autopromover. Com cerca de 20 vídeos já divulgados, o jogador mostra os seus treinos por forma a assegurar que as lesões no joelho e ombro já estão ultrapassadas.</p>
<p>Para um jogador que já experimentou grande sucesso, esta fase será talvez um pouco menos dignificante, mas ao mesmo tempo poderá ser a melhor forma de retomar a carreira que ele não quer ver já terminada.</p>
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		<title>A sorte e o azar de Stuart Holden</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 15:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Sorte também escreve direito por linhas tortas. É aí que entra o ‘azar’ de Stuart Holden.
Inglaterra. “Estrela emergente norte-americana foi detectada pelo radar bracarense”. Poderia ter sido o título de uma notícia do mercado de transferências há bem pouco tempo. O interesse, pouco noticiado na altura, transformou-se agora numa das agradáveis surpresas mais faladas por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sorte também escreve direito por linhas tortas. É aí que entra o ‘azar’ de Stuart Holden.</p>
<p>Inglaterra. “Estrela emergente norte-americana foi detectada pelo radar bracarense”. Poderia ter sido o título de uma notícia do mercado de transferências há bem pouco tempo. O interesse, pouco noticiado na altura, transformou-se agora numa das agradáveis surpresas mais faladas por terras futebolísticas de Sua Majestade.</p>
<p>Stuart Holden. O nome dirá pouco, ou talvez nada a quem acompanha o futebol português. O seu destaque seria justificado pelo interesse que o Sporting de Braga demonstrou na sua contratação. Mas a sua história é mais do que isso.<br />
Stuart preferiu umas semanas de experiência em Inglaterra aos quatro anos de contrato vantajoso oferecidos pelos bracarenses. Os testes conduziram à sorte, desta feita em garantir um contrato até 2013 com o Bolton Wanderers e o seu regresso à Premier League.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3581 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/02/holden.jpeg" alt="Stuart Holden" width="280" height="157" align="left" title="A sorte e o azar de Stuart Holden" />Fala-se em regresso, e, apesar de tudo, é o azar que retorna à memória. Na sua primeira passagem por Inglaterra,  em Janeiro de 2005, ao serviço do Southampton, Holden fora atacado à saída de um pub enquanto esperava por um taxi, do qual resultou um corte profundo no sobrolho e dois meses de ausência. Como se tal não bastasse, pouco tempo depois sofre uma lesão grave no tornozelo. Paragem até ao final da época. Resultado: foi dispensado do clube do Norte de Inglaterra sem ter realizado um único jogo oficial.</p>
<p>Retornou à pátria para encetar a sua recuperação. Integrou a equipa do Houston Dinamo entre 2006 e 2009, e 103 partidas depois e com o título de campeão, a sua carreira dirigia-se novamente para um impasse. Mas este não seria tão azarento, antes pelo contrário. Em Janeiro de 2010, o actual treinador do Bolton Wanderers, Owen Coyle, notou a pujança e vontade de Holden em várias partidas a contar para a Major League Soccer americana.</p>
<p>Um telefonema bastou para pôr novamente na órbita do jogador o espectro do passado azarento. Ao mesmo tempo entrava em cena o Sporting de Braga. A coincidência apenas fortaleceu o desejo de regressar e perseguir o sonho de triunfar na Premier League. O azar, esse ficava para depois. Embora não faltasse muito. Ignorou uma mais vantajosa proposta, em termos económicos, do nosso recente candidato a quarto “grande”. A vontade de triunfar e saborear a eventual ementa de sucesso falava mais alto. Aquela que em 2005 não tinha passado sequer da entrada principal.<br />
Regressava, agora com 24 anos, à ribalta do futebol europeu. O seu destino: Bolton Wanderers, tradicionalmente um clube de meio da tabela, que ano após ano dirige esforços na luta contra a despromoção, veio a assumir-se como uma agradável surpresa na corrente época. Mas antes disso, o azar, velho amigo, voltou a abraçar Holden. Num amigável contra a Holanda, em Março, o bárbaro Nigel de Jong (actualmente no Machester City) partiu-lhe a perna. Recuperou a tempo para ir ao Mundial, mas apenas pisou os relvados durante cinco minutos.</p>
<p>No último fim-de-semana, o Tottenham, actual quinto classificado, teve de suar muito para levar os três pontos da sua própria casa, e só o conseguiram no minuto 90. O Bolton foi derrotado, sim, mas as dificuldades que impôs ao cada vez mais gigante londrino não eram, digamos, costume. Porventura ainda estivesse na memória dos londrinos os 4-2 impostos no jogo da primeira no Norte de Inglaterra.</p>
<p>O soccer de Holden na Premier League era, em Dezembro, premiado pelos adeptos ingleses com a inclusão na equipa ideal da meia-época. Conceito original? Talvez, mas deveras motivador. O 8.º lugar do clube e as exibições de Stuart Holden certamente justificam a nomeação.</p>
<p>Verdade seja dita, há males que vêem por bem. E não é só Deus que escreve direito por linhas tortas. Pelos vistos, a sorte, e também o azar, apanharam-lhe o jeito.</p>
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		<title>As 10 Transferências Mais Sonantes Em Inglaterra</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 09:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manu Vieira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
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		<description><![CDATA[O mercado de transferências está agora firmemente encerrado pelo que vos deixo aqui as consideradas 10 transferências mais sonantes em Inglaterra. Poderão ou não concordar, pelo que deixo em aberto...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado de transferências está agora firmemente encerrado pelo que vos deixo aqui as consideradas 10 transferências mais sonantes em Inglaterra. Poderão ou não concordar, pelo que deixo em aberto a possibilidade de comentarem.</p>
<p>10. Pablo Barrera, Universidad Nacional para o West Ham (£4 milhões)<br />
Ligado ao interesse de vários clubes, após ter dado nas vistas no mundial pelo México, acabou com uma certa surpresa por escolher o West Ham (há quem diga que por causa de Avram Grant). Apesar do mau inicio dos hammers, Barrera tem-se mostrado como um bom dinamizador do ataque, sendo já considerado uma grande compra por apenas £4 milhões.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3520 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/09/joe-cole-liverpool.jpg" alt="Joe Cole, Liverpool" width="270" height="182" align="left" title="As 10 Transferências Mais Sonantes Em Inglaterra" />9. <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1178767&amp;div_id=1488&amp;psec_id=46" target="_blank">Joe Cole</a>, do Chelsea para o Liverpool (custo zero)<br />
Outrora uma das pérolas do Chelsea e “perseguido“ por Tottenham, Arsenal e Manchester United, Joe Cole acabou em Liverpool. Com um inicio desastrado de temporada, expulso no primeiro jogo da Premier League e falhando uma grande penalidade para a Liga Europa, não deixa de ser uma grande contratação tendo em conta que nada custou.</p>
<p>8. Moussa Dembele, do AZ Alkmar para o Fulham (£5 milhões)<br />
Um ilustre desconhecido até o Birmingham City o ter andado a “farejar“. O jogador disse não a outros emblemas e seguiu para Londres para se juntar à equipa de Mark Hughes onde já mostrou o seu impacto. Em dois jogos marcou um golo e deu dois a marcar. Mais uma “pechincha“ ao que parece.</p>
<p>7. Jerome Boateng, do Hamburgo para o Manchester City (£11.5 milhões)<br />
Contratado pelo Manchester City antes do mundial, onde ajudou a Alemanha a atingir as meias finais. Um defesa forte e determinado que facilmente se adaptará à Premier League e reforçará a defesa dos “citizens“, muitas vezes considerada demasiado frágil.</p>
<p>6. Hatem Ben Arfa, do Marselha para o Newcastle (empréstimo)<br />
O “bad boy“ do futebol francês é aposta do Newcastle no regresso ao escalão maior em Inglaterra. Ligado a vários gigantes do futebol europeu, acaba emprestado por uma época para ajudar a equipa de Chris Hughton. Certamente um muito bom negócio para os Geordies.</p>
<p>5. Alexander Hleb, do Barcelona para o Birmingham City (empréstimo)<br />
Alex McLeish estará muito satisfeito com o empréstimo deste jogador. Deu nas vistas no Arsenal o que lhe valeu a transferência para Barcelona. Perdeu espaço na equipa catalã e recusou vários clubes, entre eles o Benfica, para voltar a Inglaterra. Dotado de enorme versatilidade no meio campo ofensivo, o empréstimo por um ano com opção de compra mostra-se uma jogada de génio.</p>
<p>4. Ramires, do Benfica para o Chelsea (£18 milhões)<br />
<a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">Apostado na renovação do título</a>, Carlo Ancelotti recebe na sua equipa um dos jovens futebolistas mais prometedores do momento. Um jogador que todos conhecemos, vem trazer sangue novo a uma equipa um tanto envelhecida. De notar que o Chelsea gastou £3o milhões no mercado, sendo mais de metade desse montante investido no passe do atleta canarinho.</p>
<p>3. Marouane Chamakh, do Bordéus para o Arsenal (custo zero)<br />
Pode não ser o terceiro melhor jogador a ser contratado neste verão, mas o facto de ter chegado aos “Gunners“ a custo zero parece ser mais uma jogada de perícia de Arsene Wenger. Vem aumentar a legião francesa do Arsenal mas com créditos firmados. Atacante possante para tentar dar eficácia ao futebol maravilha dos londrinos. Já marcou em jogos oficiais e já se faz notar.</p>
<p>2. Javier Hernandez, do Guadalajara para o Manchester United (£7 milhões)<br />
Mais um jovem desconhecido contratado antes do mundial, onde deu nas vistas e se valorizou, e que Sir Alex Ferguson descobriu. Já entrou na equipa, marcando golos, e é uma promessa para o futuro dos “red devils“.</p>
<p>1. <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1188690&amp;div_id=1486&amp;psec_id=46" target="_blank">Rafael van der Vaart</a>, do Real Madrid para o Totteham (£8 milhões)<br />
Parecia estar a caminho do Bayern por mais do dobro do dinheiro o que faz com que o tão desejado atleta holandês seja a “pechincha“ deste verão. Redknapp estará completamente radiante por poder contar com a talentoso atacante, adicionando mais uma solução ofensiva ao já demolidor ataque dos spurs.</p>
<p>Estas são consideradas as 10 mais sonantes transferências, mas porque não acrescentar mais algumas: <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/inglaterra/liverpool-raul-meireles-steve-gerrard-fc-porto-inglaterra-maisfutebol/1191710-1488.html" target="_blank">Raúl Meireles</a>, um dos ícones do Porto dos últimos anos (a ver vamos se fará falta no próximo <a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">Porto x Braga</a>) e também um jogador que despontou neste mundial, contratado pelo Liverpool para substituir Mascherano; <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1183971&amp;div_id=1458&amp;psec_id=46" target="_blank">Bebé</a>, contratado por uma verba milionária ao Vitória de Guimarães sem nunca se ter estreado na Liga Portuguesa, e a quem se antevê um futuro brilhante. Com uma adaptação inicialmente conturbada, é agora opção para a Liga dos Campeões; <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1188534&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Balotelli</a>, contratado pelo Manchester City, controverso, lesionado mas pleno de talento em bruto já faz correr muita tinta.</p>
<p>Em Janeiro o processo recomeçará, tendo certamente alguns destes nomes brilhado e outros desiludido os seus adeptos. Trata-se de uma temporada em que as carências financeiras que se fazem sentir afastaram possíveis transferências milionárias, mas que contudo não impediu os vários emblemas ingleses de se reforçar com atletas que certamente trarão maior espectacularidade ao já emocionante campeonato inglês.</p>
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		<title>Porque não se impõe Nani em Manchester?</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 14:47:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alguns de nós vimos ou ouvimos falar da estrondosa forma de Nani no Manchester United. Uma rara estrondosa fase de Nani. Desde que se encontra na terras de sua majestade, fez talvez dois, três bons jogos por ano, número que é significativamente insuficiente para um jogador com as suas características. Mas para entendermos o actual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns de nós vimos ou ouvimos falar da estrondosa forma de Nani no Manchester United. Uma rara estrondosa fase de Nani. Desde que se encontra na terras de sua majestade, fez talvez dois, três bons jogos por ano, número que é significativamente insuficiente para um jogador com as suas características. Mas para entendermos o actual Nani temos que recuar ao Nani dos tempos de Alvalade.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3369 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/nani_manchester_united.jpg" alt="Nani" width="280" height="176" align="left" title="Porque não se impõe Nani em Manchester?" /><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1138189&amp;div_id=1488&amp;psec_id=46" target="_blank">Nani</a>, no já longínquo losango de Paulo Bento, era um interior que dava largura, profundidade e verticalidade ao jogo, partindo de zonas mais interiores. Era dos únicos, se não o único, a ter autorização de anarquizar o jogo, dando-lhe esticões. Para que se entenda melhor a sua posição em campo era um pouco de Di Maria no actual Benfica.</p>
<p>Com a partida para Manchester, Ferguson procurou nele mais um elemento para jogar bem encostado às linhas, comportando-se como um típico extremo. O problema de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1137601&amp;div_id=1488&amp;psec_id=46" target="_blank">Nani</a> é que o United é uma equipa que na maior parte do tempo joga em ataque continuado, com circulação de bola, e o Português nos jogos em que era / é chamado a participar pouco ou nada se envolve nessa circulação, não procura espaços interiores, logo pouca bola tem. Normalmente, quando o vejo jogar no United sinto-o um corpo estranho na equipa, tal como o Coreano Park, que disfarça pela sua disponibilidade para as tarefas colectivas defensivas.</p>
<p>Nos chamados jogos grandes fora de casa, pela experiência grande que tem, o United aprendeu a sofrer, a ter de repartir mais a posse de bola com o adversário, e se tiver que jogar sem ela, também o faz com algum conforto. É neste tipo de jogo que actualmente Nani e curiosamente Park se sentem mais confortáveis no Manchester, quando a equipa joga longe da baliza da equipa adversária e após a recuperação de bola, tem espaço nas costas da defesa, para com e sem bola, se lançarem embalados em correria loucas, tirando adversários da frente. Foi assim o grandioso jogo de <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/46165-nani-nunca-pensei-em-desistir-e-voltar-portugal" target="_blank">Nani</a>, recentemente, no Emirates.</p>
<p>Porém, penso que Ferguson não manterá jogadores no plantel com o qual possa contar só para determinados jogos. Afinal de contas, são muito poucos os jogos por ano em que os Red Devils se deixem aparentemente dominar. Se no passado o tempo corria a favor do ex-leão, parece-me que actualmente já não. É urgente <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1422100" target="_blank">Nani </a>se afirmar em definitivo com peça importante do United, é urgente que não faça apenas e só 3/4 bons jogos por ano, é urgente que desequilibre mais em ataque continuado, é urgente que dê uma outra dimensão ao seu futebol. Assim, teremos mais Nani para o United, mas também para a equipa das quinas.</p>
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		<title>Robinho &#8211; Yes, he can!</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 20:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Robinho está de volta ao Santos, após quase cinco anos na Europa, com o estigma do fracasso. Afinal, para quem assegurava que seria o melhor jogador do mundo, as passagens sem brilho por Real Madrid e Manchester City, apesar dos dois títulos nacionais no time merengue, foram decepcionantes e deixaram a sensação de que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Robinho está de volta ao Santos, após quase cinco anos na Europa, com o estigma do fracasso. Afinal, para quem assegurava que seria o melhor jogador do mundo, as passagens sem brilho por Real Madrid e Manchester City, apesar dos dois títulos nacionais no time merengue, foram decepcionantes e deixaram a sensação de que o ex-menino da Vila exagerara em suas pretensões quando saiu do Brasil.</p>
<p>Mais do que isso, a postura pouco profissional e a forma descompromissada com que conduziu sua carreira “queimaram” sua imagem, a ponto da tão sonhada transferência para o Barcelona ter sido brecada, segundo fontes de dentro do clube, por Xavi e Puyol, líderes do elenco blaugrana, que não queriam um jogador problemático e de altíssimo salário para conturbar o ambiente.</p>
<p>O cenário, inegavelmente, não é dos mais animadores. No entanto, por mais paradoxal que possa parecer, é neste período de ocaso na carreira que o brasileiro tem as maiores chances de pegar um “atalho” e chegar ao topo do planeta bola faturando os principais prêmios individuais.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3340 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/01/robinho-volta-santos.jpg" alt="Robinho, Santos" width="291" height="218" align="left" title="Robinho   Yes, he can!" />Pode parecer loucura deste que escreve, mas a linha de raciocínio tem a sua lógica. Vejamos:</p>
<p>Jogando regularmente e contando com o carinho de todos no clube que o revelou e ainda o tem como ídolo pelos títulos brasileiros de 2002 e 2004, o atacante pode ganhar a motivação que vinha faltando nos últimos tempos. E considerando o ritmo cadenciado e o nível técnico mais modesto do futebol jogado no Brasil, suas chances de se destacar são enormes.</p>
<p>Em forma e com ritmo de jogo, certamente Dunga não vai deixá-lo de fora da lista para o Mundial e, muito provavelmente, ele será o titular. Nos jogos, a tendência é que seja menos marcado do que Kaká e Luís Fabiano, os jogadores que fazem a diferença em equipe bem montada, mas que sofre em muitas partidas pelo estilo previsível, baseado em jogadas de bola parada e contragolpes. Robinho pode dar o “toque brasileiro”, com sua capacidade de improviso e habilidade acima da média, e desmontar os fortes esquemas defensivos que o time canarinho enfrentará.</p>
<p>Além disso, Robinho vai à África do Sul “mordido” pelas críticas (a grande maioria bem justas) e tentará esfregar seu talento e capacidade de superação no rosto de seus detratores. Neste cenário, atletas costumam tirar forças do fundo da alma para vencer e dar a volta na própria história. Além disso, ele chegará menos cansado, sem o esgotamento da cada vez mais estafante temporada europeia, já que não vinha atuando regularmente pelo City e passará por um período de recondicionamento no Santos.</p>
<p>Por fim, o seu grande trunfo: ano de Mundial é especialíssimo. Qualquer jogador, em sete jogos, pode se eternizar se arrebentar pelo time campeão. E as últimas premiações deixaram claro que o melhor da Copa, independente do desempenho no clube, é sempre o destaque do ano.</p>
<p>Aí está a chance de Robinho. Com 26 anos, pode-se dizer que efetivamente é sua última oportunidade. Um brilho efêmero, mas no momento certo, pode driblar a dura realidade e realizar o sonho que parecia inatingível.</p>
<p>A receita? Deixar de lado o agito da vida noturna, se concentrar no trabalho até Junho, exigir menos regalias em Santos e, principalmente, acreditar que tudo que foi descrito acima não é apenas um devaneio deste colunista.</p>
<p>Sim, você pode, Robinho!</p>
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		<title>Darron Gibson, a nova sensação do United</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 16:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem teve a sorte de ver as imagens do jogo da Carling Cup entre o Manchester United e o Tottenham (1 Dez 09), certamente terá ficado rendido a um jovem médio centro mancuniano que mandou em todo o jogo red e ainda arranjou tempo para com dois balázios resolver o jogo, tornando-se o novo menino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem teve a sorte de ver as imagens do jogo da <a target="_blank" href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1107194&#038;div_id=1488&#038;psec_id=46">Carling Cup</a> entre o Manchester United e o Tottenham (1 Dez 09), certamente terá ficado rendido a um jovem médio centro mancuniano que mandou em todo o jogo red e ainda arranjou tempo para com dois balázios resolver o jogo, tornando-se o novo menino bonito de Old Trafford. Ele é Darron Gibson, um jovem de 22 anos, nascido no Ulster e que sonha, com a camisola vermelha vestida, reeditar os feitos de outro grande irlandês do norte&#8230; quiçá, o mais conhecido de todos&#8230; sim, ousamos, pese as devidas diferenças, comparar este jovem ao inimitável quinto Beatle: George Best!</p>
<p>Nascido em Derry, cedo chegou à Academia do United, a mesma forja onde foram moldados jogadores como os irmãos Neville, Paul Scholes, David Beckham, Ryan Giggs, entre tantos outros. Aí, desde cedo deu pelas vistas, não pelos seus atributos técnicos, que sendo razoáveis não seriam similares aos do grande Georgie, mas pela imensa disponibilidade física e, como se viu ontem, pelo pontapé canhão que deixa atarantado o mais prevenido dos goleiros&#8230; que o diga Gomes! Porém, não se pense que Gibbo &#8211; alcunha do jogador &#8211; só apenas em 2009-2010 apareceu nos quadros do United. Nada mais errado! A sua estreia ocorreu em 2005, também num prélio da Carling Cup contra o Barnet.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3268 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/darron-gibson-2.jpg" alt="Darron Gibson" width="280" height="175" align="left" title="Darron Gibson, a nova sensação do United" />A partir daí, tem alternado os treinos da equipa principal com jogos pela equipa de reservas, onde contracena, normalmente, com o sérvio Tosic, os gémeos Fábio e Rafael ou Macheda. A excepção a este percurso ocorreu na temporada de 2006/2007 e nos primeiros seis meses da seguinte quando foi emprestado, inicialmente, aos belgas do Antuérpia &#8211; clube satélite do United &#8211; e onde se assumiu como a pedra basilar do meio campo dos homens da Flandres&#8230; a sua influência foi tal que se tornou a principal estrela de um conjunto de jovens que, surpreendentemente, quase garantia a promoção!</p>
<p>Na época seguinte, seria o Wolverhampton a garantir os seus préstimos. Mais uma vez tornar-se-ia imprescindível, o que obrigaria ao seu retorno definitivo ao United&#8230; vinte e quatro jogos depois e tendo apontado um golo, apresentava-se em Old Trafford para treinar ao lado dos seus grandes ídolos! Aí atendendo à concorrência, não jogaria tantas vezes quantas as desejáveis para um jovem atleta da sua idade, mas mesmo assim apontaria o seu primeiro golo no Theatre of Dreams, em Janeiro de 2009, numa ronda da FA Cup contra o Southampton e alinharia em todos os jogos da edição passada da Carling Cup, partidas que os red devils venceriam, sendo por diversas vezes comparado com Michael Carrick, o tradicional dono do lugar.</p>
<p>A única ressalva que se poderá fazer foi a de ter renegado a nossa comparação inicial com Best&#8230; efectivamente, Gibson preferiu alinhar pela República da Irlanda, tendo já jogado três vezes pela selecção do trevo. Roy Keane, certamente, terá ficado contente!</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="340" height="285" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_X8tg6Bi44I&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="340" height="285" src="http://www.youtube.com/v/_X8tg6Bi44I&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Segundo golo de Gibson ao Tottenham</span></p>
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		<title>Rodwell, mais uma pérola do Mersey</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 12:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Liverpool tende a ser uma cidade de predestinados&#8230; de jovens talentos que provindos do nada, conseguem florescer e ascender numa escada que os leva ao estrelato. Foi assim com os Beatles, foi assim com Michael Owen, ou Steven Gerrad, e parece que há-de ser do mesmo modo com Jack Rodwell!
Efectivamente, as águas do Mersey parecem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Liverpool tende a ser uma cidade de predestinados&#8230; de jovens talentos que provindos do nada, conseguem florescer e ascender numa escada que os leva ao estrelato. Foi assim com os Beatles, foi assim com Michael Owen, ou Steven Gerrad, e parece que há-de ser do mesmo modo com Jack Rodwell!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2980 alignleft" style="margin-top: 1px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/Jack-Rodwell-remata.jpg" alt="Jack Rodwell" width="300" height="183" align="left" title="Rodwell, mais uma pérola do Mersey" />Efectivamente, as águas do Mersey parecem ser o melhor fertilizante para jovens que buscam fama e glória, e o Everton um dos bons viveiros para se almejar esses desideratos. Com efeito, quem olvida a estreia de Wayne Rooney, quando, ainda imberbe apareceu a marcar um fabuloso golo em Goddison Park que o catapultou, rapidamente, para os escapartes e logo em seguida para os Red Devils de Alex Ferguson? Aliás, não tendo os avultados recursos financeiros que os Fab Four da Premier League, David Moyes vê-se, quase, na obrigação de apostar em desconhecidos jovens, encarregando-se de os esculpir de modo a conseguirem singrar no Everton&#8230; Foi assim com Cahill, hoje a pedra mais basilar da equipa e pretendido pelo United; ou com Joleon Lescott vendido por uma soma record ao Manchester City; ou outros talentos qu ainda, se encontram na forja como Dan Gossling, Victor Anichebe, Leon Osman e, quiçá, o maior de todos, Jack Rodwell!</p>
<p>Jack, desde já, tem lugar e encontro marcado com a história&#8230; foi o mais jovem jogador de sempre dos toffees a alinhar numa competição europeia. Tinha, apenas, dezasseis anos e duzentos e oitenta e quatro dias e já defendia a camisola blue com denodo e determinação; características que fizeram com que Moyes não hesitasse em apostar nele! Ademais, a sua visão de jogo aliada a uma capacidade de realizar milimétricos passes longos tornam, desde já, o jovem numa pedra fulcral de qualquer meio campo&#8230; um sério candidato a tirar bilhete para o Mundial2014, que irá decorrer no Brasil!</p>
<p>O dia 16 de Agosto de 2008, da pretérita época, ficará gravado a letras de ouro na sua história&#8230; seria a primeira vez que entraria no onze titular dos homens de Goddison Park, frente ao Blackburn Rovers! A sua exibição convenceria qualquer céptico. O modo como dominou o campo, geriu os ritmos de jogo e tomou as melhores opções em matéria de transições e concomitantemente na escolha de passes fizeram-no dono do jogo&#8230; e a partir desse dia, Moyes tinha um antídoto credível para combater a sucessão de lesões de Mikel Arteta, a estrela maior da zona medular do Everton.</p>
<p>Além disso, a sua altura a que se alia uma depurada técnica, fazem dele, segundo inúmeros especialistas em futebol britânico, um futuro Bobby Moore&#8230; um homem que foi recuando no terreno até comandar todo o jogo desde a sua grande área. Um maestro recuado que dominava uma partida com os olhos.</p>
<p>Hoje, por hoje, Rodwell luta por se impor. Na partida da passada Quinta-feira, no descalabro da Luz, foi dos poucos que manteve a compostura e a tranquilidade&#8230; um dos únicos a ter a sua imagem imaculada, pela abnegação e qualidade de passe demonstrada! E um talento é facilmente reconhecido, independentemente das condições do jogo!</p>
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		<title>Kranjcar, um maestro croata na Premier League</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 21:10:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Leste Europeu]]></category>
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		<description><![CDATA[Às vezes, o azar de uns é a sorte de outros. Efectivamente, a lesão do talentoso croata que alinha nos Spurs, Luka Modric, abriu as portas de um clube de maio dimensão, ao seu compatriota Niko Kranjcar. Este último desde bem cedo demonstrou que tinha as aptidões necessárias para singrar no mundo do futebol&#8230; e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes, o azar de uns é a sorte de outros. Efectivamente, a lesão do talentoso croata que alinha nos Spurs, Luka Modric, abriu as portas de um clube de maio dimensão, ao seu compatriota Niko Kranjcar. Este último desde bem cedo demonstrou que tinha as aptidões necessárias para singrar no mundo do futebol&#8230; e não necessitaria do apoio paterno, Zlatko, que por acaso chegou a seleccionador da Croácia!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2659 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/niko-kranjcar-1-copy.jpg" alt="Kranjcar" width="251" height="180" align="left" title="Kranjcar, um maestro croata na Premier League" />Assim, desde menino no Dinamo Zagreb, as suas aptidões não deixavam ninguém indiferente: superior domínio de bola, uma visão de jogo sublime e uma capacidade de alimentar a fome goleadora de um qualquer ponta de lança, tornavam-no num diamante que tinha de ser lapidado, o mais rapidamente possível&#8230; não fossem as comparações com o gaulês Zidane recorrentes desde o início da sua carreira. Apesar de todo esse talento, a vida do jovem Niko não foi fácil. Infeliz com a vida que levava no Dinamo, viu-se na contingência de ter de mudar de clube, e logo para o principal rival croata, o Hajduk Split, onde teve um impacto imediato: campeão da PRVA HNL &#8211; o campeonato da Croácia &#8211; e metade dos clubes da Europa a sonhar com a sua assinatura num contrato. Aliás, era tanta a loucura sobre o talentoso playmaker, que após o Mundial 2006, onde deixou um rasto de bom futebol, foi considerado, junamente com Messi, Podolski, Muntari e Cristiano Ronaldo, como uma das principais esperanças do futuro.</p>
<p>Concomitantemente, a desejada transferência para um campeonato mais competitivo chegava&#8230; para a glamorosa Premier League, para o novo-rico Portsmouth, que pelas mãos de Harry Redknapp fazia um esforço dantesco para ameaçar a hegemonia dos big four. Assim nomes como Glen Johnson, Jermain Defoe, Peter Crouch, Muntari, juntamente com o croata prometiam ameaçar a ordem reinante. Mas nada disso aconteceu&#8230; apesar de nos três anos que passou nos Pompey&#8217;s, ainda, ter efectuado oitenta jogos e apontado nove golos, apenas venceu em 2008 uma FA Cup&#8230; fraco pecúlio para quem tanto almejava!</p>
<p>E após a glória o azar&#8230; depois de um Euro 2008 cintilante, em que apesar da surrealista eliminação às mãos da Turquia nos quartos de final, foi considerado um dos melhores médios da competição, uma terrível lesão afastou-o da competição por um longo período. No momento mais importante da história do Portsmouth, que nunca houvera disputado as competições europeias, estava de fora. Ademais, a fraca carreira da equipa na Premier League a que se juntou os problemas financeiras que levaram ao êxodo dos principais atletas, levaram-no a tentar a saída para uma equipa mais competitiva.</p>
<p>Até ontem falhara nos seus intentos! Mas, porém, com a confirmação que o seu compatriota Modric estará de baixa durante seis semanas a porta abriu-se&#8230; Kranjcar será o seu substituto, a playmaker do Tottenham. Terá como missão alimentar o terrível killer instinct de Crouch, Defoe e Robbie Keane &#8211; os dois primeiros, tal como o croata antigos atletas pompey. Ademais, reencontra Harry Redknapp, técnico experimentadíssimo, e com um trabalho que fala por si em Inglaterra. O pai de Jamie, velho atleta do Liverpool, e tio de Frank Lampard costuma potenciar ao máximo as capacidades dos seus atletas, sendo conhecido por desrespeitar o poderes dos big four. Tem, agora, em Kranjcar, uma seta para alimentar essa afronta&#8230; com os seus dribles curtos, os seus passes teleguiados, parecendo no campo que é o maestro da Orquestra Sinfónica de Zagreb, em White Hart Lane ouvir-se-ão acordes de bom futebol&#8230; sob a batuta de Niko Kranjcar, um maestro croata em Inglaterra.</p>
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		<title>Wilshire, o rosto mais british do Arsenal</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 11:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lourenço Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O longo historial de Arsene Wenger dispensa apresentações. O técnico francês é perito em formar gerações atrás de gerações de imenso talento, recrutando para tal jogadores nos quatro cantos do Mundo. Nos últimos quinze anos os adeptos do Arsenal viram nascer novos talentos, mas todos eles estrangeiros. Jack Wilshire é a resposta aos seus sonhos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O longo historial de Arsene Wenger dispensa apresentações. O técnico francês é perito em formar gerações atrás de gerações de imenso talento, recrutando para tal jogadores nos quatro cantos do Mundo. Nos últimos quinze anos os adeptos do Arsenal viram nascer novos talentos, mas todos eles estrangeiros. Jack Wilshire é a resposta aos seus sonhos. Um jovem, britânico e com um imenso talento nos pés. Aos 17 anos o médio inglês tem os gunners aos seus pés.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2610 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/jack-wilshire-arsenal.jpg" alt="jack wilshire" width="300" height="200" align="left" title="Wilshire, o rosto mais british do Arsenal" />Vários anos após chegar a Highbury Park, finalmente Wenger pode estar descansado. Após anos e anos de critica por parte dos adeptos e da imprensa de não apostar nos jovens de casa e insistir em contratar apenas promessas estrangeiras (com predominância para a formação francesa) finalmente o técnico pode apresentar um verdadeiro produto made in Arsenal com rótulo britânico. A estreia de Whilshire será recordada durante largos anos por supor uma viragem na política do próprio técnico (que ainda este ano lançou ás feras Gibbs, Ramsey e Lansbury) que começa uma nova etapa da britanização do Arsenal. E a verdade é que o peso não parece pesar muito nos ombros do jovem jogador. Nascido a 1 de Janeiro de 1992, precisamente um ano de viragem na história dos gunners, o pequeno médio (1m70) desde sempre viveu perto do velho estádio dos gunners e com apenas 9 anos entrou na equipa de formação do Arsenal. A pouco e pouco foi crescendo na estrutura jovem do Arsenal e a 13 de Setembro de 2008 fez história ao disputar o seu primeiro jogo oficial com a camisola do Arsenal. Tinha apenas 16 anos e quebrou o recorde de juventude da Premier League e do clube, detido por Fabregas. Na semana seguinte marcou também o primeiro golo oficial com a camisola do gunner na Carlington Cup.</p>
<p>Ao longo da época transacta tornou-se numa presença regular entre os convocados de Wenger. As lesões no meio campo arsenalista e as várias frentes abertas na época dos gunners foram-lhe abrindo as portas permitindo ao jovem internacional britânico para brilhar. Na Champions League estreou-se contra o Dynamo de Kiev, tornando-se apenas no quinto jovem com 16 anos a actuar na prova. Na jornada seguinte, diante do FC Porto entrou na segunda parte, sem no entanto ter podido evitar a derrota por 2-0. As excelentes exibições fizeram obviamente que o Arsenal tivesse automaticamente renovado com o médio centro, hoje em dia ao lado de Theo Walcott e Cesc Fabregas, a sua maior pérola. Com a diferença de que ainda não cumpriu sequer a maioridade.</p>
<p>A nível internacional o facto da própria selecção dos Pross não ter, desde há vários anos, um sucessor para um posto onde brilharam nomes como Bryan Robson ou Paul Scholes, despertou também a atenção da imprensa inglesa aquando da estreia de Whilshire pelos sub17. Meia dúzia de jogos depois e o médio já actua no escalão dos sub19 e para muitos foi uma verdadeira surpresa a sua ausência da equipa de sub21 que disputou a final do Europeu na Suécia. No entanto para o seu técnico, a estreia de Whilshire pela selecção principal é questão de pouco tempo, até porque a Inglaterra não tem actualmente um jogador com as suas características. Rápido a ler o jogo, versátil e extremamente veloz, Whilshire é o rosto do futuro do futebol britânico.</p>
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		<title>Xabi Alonso, eis o Maestro Merengue!</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 15:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
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		<description><![CDATA[Finalmente, a peça que faltava. Por trinta milhões de euros o estratega de Tolosa é merengue! O filho do antigo culé Periko Alonso vai trajar de blanco e vai orientar a orquestra de inolvidáveis solistas que é o Madrid&#8230;
Desde a sua estreia com a camisola donostiarra da Real Sociedad que se viu o quão valioso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente, a peça que faltava. Por trinta milhões de euros o estratega de Tolosa é merengue! O filho do antigo culé Periko Alonso vai trajar de blanco e vai orientar a orquestra de inolvidáveis solistas que é o Madrid&#8230;</p>
<p>Desde a sua estreia com a camisola <em>donostiarra</em> da Real Sociedad que se viu o quão valioso era o atleta para o saudável funcionamento de qualquer linha intermédia&#8230; boa visão de jogo, um remate potentíssimo e um combatividade digna de qualquer euskera. Mas não obstante essas imensas qualidades, haveria de cumprir um ano de tirocínio nos vizinhos do Eibar, que actuavam no escalão secundário&#8230; seria, aliás, a meio dessa época que esteve quase para se transferir para Portugal, mais propriamente para o Vitória de Guimarães. O acordo, todavia, falharia e por uma situação caricata, que se conta em poucas palavras. Havia sido o seu pai Periko, na altura treinador da Real Sociedad, que solicitara a sua dispensa de modo a rodar; posteriormente e quando esse acordo com os vitorianos já se encontrava alinhavado, seu pai foi destituído do cargo e substituído pelo galês Toshack, que como primeira medida foi reclamar o regresso do jovem Xabi. Como resultado, o Vitória perdeu o ansiado reforço e Toshack obteve um reforço de peso&#8230; realmente, com família assim!</p>
<p>Na Real, destacou-se desde o início, ficando na memória aquela memorável época de 2002/2003, onde com homens como Alberto, Alkiza, De Pedro, De Paula ou Kovacevic formou uma equipa temível, que, apenas, abriu mão do sonho do título a uma jornada do fim. Com tanta magia na ponta da bota, não foi de estranhar que os grandes da Europa se precipitassem para obter os seus préstimos! Venceriam a pugna, os reds da margem do Mersey, que por essas alturas, comandados pelo castelhano Benítez, já iam constituindo uma respeitável colónia espanhola. Desde aí, o coração do jogo red passou a ser bicéfalo. Ao lado de Steven Gerrard, pegou nos cordelinhos da fantasia de jogo do Liverpool.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2600 alignleft" style="margin-top: 2px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/xabi-alonso-espanha.jpg" alt="Xabi Alonso" width="300" height="200" align="left" title="Xabi Alonso, eis o Maestro Merengue!" />E aquela noite em Istambul, naquela final da Champions incrível em que o Milan ao intervalo vencia por três bolas a zero e haveria de a perder para o Liverpool nas grandes penalidades, marca indelevelmente a sua carreira&#8230; na memória de todos perdurará aquela grande penalidade, com o resultado de três bolas a duas, que Xabi se preparava para bater, o concomitante falhanço da mesma, por superior intervenção de Dida, e o <em>bruahh</em> de desilusão dos ilustres representantes da Kop, em comissão de serviço na antiga Constatinopla. Mas o quase imediato júbilo, por o espanhol se ter antecipado a tudo e todos e efectuado a recarga de modo inapelável! Na verdade, este momento demonstra toda a personalidade do guipuzcoano, pois não seria ele a cobrar a grande penalidade, todavia, devido às lesões dos Merseysiders na primeira parte, poucas alternativas restavam. E Xabi, com a sua forte personalidade, não hesitaria!</p>
<p>Outro momento marcante foi aquele golo para a Taça de Inglaterra, do seu meio campo defensivo&#8230; a permitir a um anónimo apostador ganhar um jackpot nas apostas, tão ao gosto british. Tem, agora, a oportunidade de vencer, finalmente, uma Liga, no Real que tudo deu para o contratar&#8230; no Real que despoletou uma tremenda desavença com Rafa Benítez que não o queria perder&#8230; no Real que pretende ver nele o maestro de uma orquestra que se apronta para nos deliciar com acordes sibilinos. Para uma época de magia!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=TnsCeQAXwwA"><img src="http://img.youtube.com/vi/TnsCeQAXwwA/default.jpg" width="130" height="97" border title="Xabi Alonso, eis o Maestro Merengue!" alt="Xabi Alonso, eis o Maestro Merengue!" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Fantástico golo de Xabi Alonso</span></p>
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		<title>Obrigado Sir Bobby</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 09:37:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Partiu um Deus da Bola. Morreu Bobby Robson, com setenta e seis anos. Confesso que o sabia doente, terrivelmente doente, mas um homem que houvera derrotado a doença várias vezes, poderia fazê-lo novamente. De jogador de futebol, tendo participado, inclusivamente, em dois campeonatos do mundo &#8211; 1958 e 1962 &#8211; a treinador de altíssimo nível, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Partiu um Deus da Bola. Morreu Bobby Robson, com setenta e seis anos. Confesso que o sabia doente, terrivelmente doente, mas um homem que houvera derrotado a doença várias vezes, poderia fazê-lo novamente. De jogador de futebol, tendo participado, inclusivamente, em dois campeonatos do mundo &#8211; 1958 e 1962 &#8211; a treinador de altíssimo nível, viveu uma carreira plena de êxito. A sua fleuma, tipicamente britânica, a sua extrema simpatia e o imenso conhecimento e amor ao jogo fizeram dele, alguém, admirado, mesmo por adversários&#8230;</p>
<p>Ademais era de um competência inexcedível&#8230; um vencedor nato por onde passou, à excepção de Portugal, onde sofreu a única chicotada da sua carreira. Sousa Cintra despediu-o, após o famigerado desastre de Salzburg e na véspera do brutal acidente de Cherbakov! Pinto da Costa é que não perdeu tempo, contratou-o, na ressaca da rescisão com Ivic, e garantiu um bi-campeonato (ainda, que, nessa última época, já a combater a doença, Inácio o tenha substituído no banco).</p>
<p>E daí o salto até Barcelona, onde o êxito permaneceria. Sempre a vencer, desta vez uma Taça das Taças frente ao Paris Saint Germain, e ao lado dele, sempre um jovem desconhecido em quem Sir Bobby via qualidades fora do comum para ser um team manager de primeiro nível&#8230; José Mourinho! Por fim, o apelo do coração, o regresso à casa onde se fizera homem, nos Magpies, onde tentaria atingir a glória que nunca o clube das Midlands houvera alcançado. Ficou perto, fez crescer o Newcastle, mas não obstante apuramentos para Champions, nada mais conseguiu.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2595 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/bobby-robson_mourinho_barcelona.jpg" alt="Bobby Robson" width="300" height="196" align="left" title="Obrigado Sir Bobby" />Como suprema dor, na alma deste homem bom e que fazia da lealdade a sua divisa, os Mundiais em que orientou a Selecção dos Três Leões. Em 1986, a Mão de Deus, que ele diria ter sido a mão de um batoteiro roubou-lhe o sonho. E sofrer, aquele segundo golo, em que mais de meia equipa foi destroçada por Maradona rouba a moral a qualquer um. No Mundial90, a grande penalidade desperdiçada por Stuart Pearce e que colocaria a Engerland que comandava na final de um Mundial&#8230; vinte e quatro anos depois! Apresentando no Mundial de Futebol mais enfadonho de sempre, o projecto exibicional mais sedutor a par dos inolvidáveis Camarões, pois Robson não sabia jogar à defesa, e ademais, gostava de apostar: à matreirice de Shilton, Lineker, Barnes ou Beardsley &#8211; uma das suas grandes paixões como atleta e que haveria de treinar no Newcastele &#8211; juntou talentos pouco conhecidos, numa altura em que a Premier League não tinha o impacto mediático que hoje possui. David Platt, o primeiro médio britânico com perfil continental, foi construção de Sir Bobby.</p>
<p>E como esquecer, nesse Mundial, o duelo entre as equipas mais românticas da competição? Aqueles quartos de final, loucos, apaixonantes, com a equipa de Roger Milla, fizeram-nos perceber porque amamos este jogo. Deram a entender o porquê de fazermos deslocações para ver uma simples partida de futebol. A Robson, esse agradecimento. A certeza que permanecerá imortal nos corações de quem ama futebol, que será recordado por ter sido um Senhor bem grande, num mundo por vezes ambíguo&#8230; por nos ter acendido mais um pouco dessa chama que é o desporto rei, e que o seu exemplo há-de perdurar, pois premissas como o amor ao jogo e a força magnética que ele possui têm de permanecer em nós. E homens da estirpe de Robson, apenas, permitem cimentar esse amor! OBRIGADO SIR BOBBY&#8230; e onde estiveres, ajuda a que este imenso amor pelo beautiful game se perpetue em nós e nos vindouros, pois foram homens como tu que o tornaram no mais belo desporto do mundo!</p>
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		<title>Duncan Edwards&#8230; O Man Utd começou nele!</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 11:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dudley é uma pequena cidade nas Midlands inglesas que nunca deu grande importância ao futebol... aliás nunca teve qualquer clube a participar nas competições nacionais. E quer o Dudley Town, quer o Dudley Sports]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dudley é uma pequena cidade nas Midlands inglesas que nunca deu grande importância ao futebol&#8230; aliás nunca teve qualquer clube a participar nas competições nacionais. E quer o Dudley Town, quer o Dudley Sports, simplesmente existem por o futebol na Velha Albion ser uma religião, e qualquer cidade que não pratique e comungue destes ideais arrisca-se a ser excomungada pelos demais súbditos de Sua Majestade Isabel II.</p>
<p>Mas, todavia, a figura que melhor representa a cidade, e que nos faz trazer a singela Dudley ao pensamento é um futebolista, alguém que tocou o céu antes de fazer vinte e dois anos e, cedo, desapareceu inesperadamente. Duncan Edwards é esse símbolo que Dudley ainda chora, e as comparações com os amadores que, com a pureza do amor à camisola, evoluem nos clubes locais, ainda hoje se fazem sentir&#8230; e tão injustas que elas são! Não fora o malfadado acidente aéreo que ocorreu em Munique a história teria sido diferente. Uma equipa destroçada, os Busby Babies, que, ainda, gatinhavam por essa Europa foram vítimas de um acidente aéreo, a primeira grande equipa do Man. Utd., os red devils originais, destruída!</p>
<p>E tudo pelas condições gélidas da pista, da incúria dos pilotos em tentar uma segunda descolagem, uma tragédia, à qual Deus optou por deitar a mão a Sir Matt Busby e a Bobby Charlton&#8230; os quais reconstruiriam a inolvidável equipa campeã europeia em 1968! Os malogrados atletas que eram a esperança de uma era inolvidável: Geoff Bent, Roger Byrne, Eddie Coleman, Mark Jones, David Pegg, Tommy Taylor, Bill Whelan e Duncan Edwards, todos calcinados pelas chamas naquela noite gélida, de 6 de Febreiro de 1958&#8230;</p>
<p><img class="attachment wp-att-2542 alignleft" style="margin-top: 4px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/manchester-united.jpg" alt="Duncan Edwards" width="300" height="190" align="left" title="Duncan Edwards... O Man Utd começou nele!" />Duncan Edwards, esse que fora descoberto ainda menino e daria nas vistas numa equipa sub-14 inglesa&#8230; já então, como agora, os olheiros mancunianos conseguiam ver, o que mais ninguém via! Apesar da juventude, o lendário Busby viu nele as qualidades de um líder, um jovem que comandava o meio campo de cabeça levantada, batendo-se pela bola como se fosse a última da sua vida. Utilizando uma analogia contemporânea, um misto da alma de Roy Keane com os atributos de Lampard, já se vislumbra o quilate do jogador que era, um menino que se estreou, ainda, com quinze anos no Theatre of Dreams de Old Trafford comandando o campo, demonstrando que seria o símbolo para muitos e muitos anos de um Manchester pronto a fazer-se conhecido na Europa, uma equipa projectada por Sir Busby e que, ainda hoje, Sir Ferguson segue os ensinamentos&#8230; no recrutamento, na lapidação de diamantes, na exemplar educação dos mesmos!</p>
<p>E como naqueles parcos, seis anos, um homem se tornou um símbolo. Juntamente com Bobby Charlton eram os dois emblemas de um clube, a força vital para vencer, uma aliança imbatível em campo que permitiu, em 1956 e 1957, ao United encontrar-se com as delícias de um bi campeonato&#8230; e em 1958, não fosse o nefasto sucedido, o tri não escaparia. Mas, aquele 1 de Fevereiro acabaria com a carreira do potencial melhor jogador de sempre da Old Albion&#8230; não morreria, no momento, mas passado vinte e um dias cederia aos ferimentos, deixando um vazio difícil de suprir. Como lutador, que era, bateu-se com a morte, mas, infelizmente, perderia a guerra.</p>
<p>É difícil dizer o que teria sido Edwards na história do futebol. Talvez um símbolo, quiçá, capitão da England campeã do mundo em 1966, em casa. Talvez, mais, muito mais. Aliás, nas sábias palavras de sua mãe Anne, proferidas em 1993, esse sentimento está presente &#8211; &#8220;As pessoas continuam a relembrá-lo. Estranhos abeiram-se de mim e dizem-me: ele era único&#8221;. Não viu o United vencer internacionalmente, mas no corpo daquele jovem que aliava a técnica à força, e que não obstante o seu trágico destino conseguiu ser dezoito vezes internacional na Selecção dos Três Leões, residiu o início das fantásticas epopeias dos red devils&#8230; até hoje!</p>
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		<title>Michael Owen &#8211; Será que há intemporalidade?</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 14:06:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lembro-me de o ver em 98 no Mundial gaulês… uma atracção, um exotismo como Wallcott foi na selecção de 2006, na Alemanha. Um jovem para aprender e ganhar rodagem, no caso de Owen, com os]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro-me de o ver em 98 no Mundial gaulês&#8230; uma atracção, um exotismo como Wallcott foi na selecção de 2006, na Alemanha. Um jovem para aprender e ganhar rodagem, no caso de Owen, com os consagrados Shearer, Les Ferdinand, ou Sheringham, na selecção dirigida por Glen Hoddle.</p>
<p>Mas a história não seria escrita assim e o jovem Michael, uma estrela emergente de um Liverpool a demonstrar sinais de decadência e que ansiava por um símbolo ao nível de um Keegan, um Souness, haveria de sair de França, não obstante a eliminação nas grandes penalidades perante a Argentina &#8211; aquela expulsão de Beckham ao agredir Simeone &#8211; como uma estrela do futuro&#8230; aquele fantástico golo nesse fatídico jogo, ao passar entre Chamot e Ayala depois de um sprint mortífero abriram-lhe portas. Era, sem dúvida, o futuro, a selecção dos Três Leões havia descoberto o seu novo Rei&#8230; and Long Life To The King.</p>
<p>Desde essa data, Liverpool tinha o seu novo deus, e as solicitações para sair, para tentar La Liga ou o Calcio eram mais que muitas, já que os Reds nada ganhavam e nem as duas Taças Uefa conquistadas, pela mão de Houllier, eram paliativo suficiente. Em 2004, após muitas aventuras nos Merseysiders que têm a Kop como poiso mais emblemático e em que teve Robbie Fowler como partenaire priveligiado, chegou a transferência milionária&#8230; o sonho&#8230; Owen iria ser mais um galáctico, o ponta de lança fabuloso numa equipa do Real Madrid de sonho, de eleição.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2491 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/michael-owen-liverpool.jpg" alt="Michael Owen" width="300" height="200" align="left" title="Michael Owen   Será que há intemporalidade?" />Envergando a camisola 11, esperava afirmar-se como uma estrela, como o supra sumo dos avançados europeus, mas tudo correu ao contrário! As lesões começaram a atormentá-lo e apesar de ter marcado treze golos nessa época, a sua aventura em Madrid terminaria logo nesse mesmo ano. Regressaria a Inglaterra para o Newcastle, com a bagagem carregada com a vontade de marcar golos, de ser novamente uma estrela, mas as lesões que já ameaçavam tolher a sua carreira em Madrid acabaram com ele de vez&#8230; em quatro anos setenta e um jogos, uma carreira sempre ameaçada pelo seu fim e no momento em que começa a jogar, a descida de divisão, surpreendente, de um histórico inglês&#8230; e que nem a mão de Shearer conseguiu amparar!</p>
<p>Atendendo ao salário principesco que auferia, aos Magpies apenas restava um caminho: a dispensa&#8230; deixar uma estrela sem clube, fazendo com que a empresa que gere a sua carreira enviasse um DVD a todos os clubes ingleses, com os melhores momentos de uma carreira fértil neles. Ironia das ironias, o melhor jogador do mundo em 2006 a ser publicitado num mero DVD, qual craque brasileiro de Iatbaiuna ou da Amazónia. Falou-se no Hull City, sensação do início da época na Premier League! Mas, todavia, agora os Tigers têm um concorrente de peso: o Manchester United.</p>
<p>Sir Alex Ferguson mostra mais uma vez que sabe ao que anda, que a sua memória não precisa de DVD´s para lembrar a qualidade de um qualquer jogador e que Owen com 29 anos, ainda vai a tempo&#8230; a tempo de voltar a envergar a camisola alva com os Três Leões encostados ao peito&#8230; que em Manchester há respeito pelo talento dos atletas e que é possível recuperá-los física ou psicologicamente. Ao antigo menino-prodígio do futebol britânico só resta tirar uma dúvida: será que para ele o tempo pode parar por momentos, de modo a não perdê-lo todo de uma só vez? Será que vai ser agraciado com a intemporalidade?</p>
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		<title>Newcastle &#8211; A Queda de um Símbolo</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 23:54:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tristeza no Norte de Inglaterra. O clube mais histórico daquela área da Velha Albion foi relegado, dolorosamente, para o Championship sem que nada, mas nada, o fizesse prever&#8230;
O Newcastle, berço de homens como Sir Bobby Robson, Keegan, Shearer, que tantas vezes esteve perto de erguer o máximo título britânico, caiu, estrondosamente, no famigerado Championship, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tristeza no Norte de Inglaterra. O clube mais histórico daquela área da Velha Albion foi relegado, dolorosamente, para o Championship sem que nada, mas nada, o fizesse prever&#8230;</p>
<p>O Newcastle, berço de homens como Sir Bobby Robson, Keegan, Shearer, que tantas vezes esteve perto de erguer o máximo título britânico, caiu, estrondosamente, no famigerado Championship, o equivalente à nossa Liga Vitalis. Inacreditável, para quem no seu seio contava com homens como Coloccini, Joey Barton, Nicky Butt, Obafemi Martins, Jonas Gutierrez, Michael Owen, Damien Duff, Mark Viduka, Lovenkrands, ou Kevin Nolan, entre outros&#8230;</p>
<p>A verdade, porém, é que não bastam nomes para se formar uma equipa&#8230; e nenhum dos três técnicos que a equipa teve durante a temporada, conseguiram articulá-la de modo a funcionar em conjunto, maximizando todos os seus rendimentos. Aliás, o último técnico, o grande símbolo do passado recente dos Magpies foi a prova disso, já que Shearer não tinha qualquer tarimba para assumir cargo de tamanha responsabilidade&#8230; faltava-lhe a experiência que neste momento costuma tudo decidir.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1902 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/newcastle-united-england.jpg" alt="Newcastle   A Queda de um Símbolo" width="280" height="192" align="left" title="Newcastle   A Queda de um Símbolo" />Mas a Administração apostou no espírito&#8230; em Maio era impossível construir uma equipa, então porque não apostar em quem pudesse dar alma à equipa? E os Magpies, num assomo de honra estiveram bem perto de conseguir a manutenção. Shearer chegou à penúltima etapa de um longo campeonato com a cabeça fora de água&#8230; todavia, não contava com duas últimas ondas violentíssimas, vindas de ambiciosos Fulham e Aston Villa perseguindo sonhos europeus. E o que era impensável em Agosto, sucedeu&#8230; um dos orçamentos mais recheados em Inglaterra não surtiu efeito, uma equipa repleta de internacionais de todos os quadrantes do mundo não conseguiu atingir o almejado lugar europeu, chegando agora Shearer a prometer que se continuar a orientar a equipa, uma verdadeira razia se abaterá sobre o balneário de St. James Park e nomes consagrados ficarão nas listas de jogadores sem clube, ou serão alvos apetecíveis para tubarões por essa Europa fora.</p>
<p>Haja esperança&#8230; e tal como sucede ciclicamente e um grande cai no inferno das divisões inferiores, haja força para escalar a montanha e, rapidamente, os Magpies alcancem o lugar que deles é por direito&#8230; junto aos gigantes de Inglaterra!</p>
<p><a href="http://www.deusesdabola.blogspot.com">in www.deusesdabola.blogspot.com</a></p>
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		<title>O Método Benitez&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 11:30:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os treinadores castelhanos estão, definitivamente, na moda. Se em Portugal, apesar de tudo, Quique vai impressionando pela sua seriedade e competência; se Aragonés, após ter sido campeão europeu pela Roja, e não obstante ter sentido dificuldades incomensuráveis no Fenerbahce, entra, agora, nos eixos e vai vencendo; se Josep Guardiola é o treinador en vogue de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os treinadores castelhanos estão, definitivamente, na moda. Se em Portugal, apesar de tudo, Quique vai impressionando pela sua seriedade e competência; se Aragonés, após ter sido campeão europeu pela Roja, e não obstante ter sentido dificuldades incomensuráveis no Fenerbahce, entra, agora, nos eixos e vai vencendo; se Josep Guardiola é o treinador en vogue de um fashioned Barcelona, é Benitez quem neste momento desencadeia ondas de admiração em relação a um trabalho em Liverpool que, supostamente, será para levar até 2014.</p>
<p>Ainda há poucas semanas criticado, actualmente e após três resultados esclarecedores- 4-0 ao Madrid, 4-1 ao Man. Utd. e 5-0 ao Aston Villa &#8211; o seu trabalho merece os mais rasgados elogios, sendo que a imprensa britânica se lança, quase como um agente secreto, em busca das razões para tão impressionante volte-face. Assim, esses espiões descobriram diversos métodos que dão a conhecer ao mundo:</p>
<ul>
<li>Impulsionou o desenvolvimento e melhoria dos campos de treino no clube;</li>
<li>Apostou na criação de um hotel-residência, com 20 quartos, para os seus atletas em Melwood. onde os mesmos efectuam os estágios;</li>
<li>Mandou construir uma sala de vídeo, com um sofisticado sistema de recepção via-satélite onde pode assistir, com os seus adjuntos, a qualquer uma das doze melhores ligas do mundo;</li>
<li>Possui um base de dados com informações relativas a catorze mil jogadores;</li>
<li>Orienta uma rede de setenta olheiros de forma a controlar o mercado à exaustão;</li>
<li>Como Juande Ramos fez quando chegou aos Spurs, alterou os hábitos alimentares dos seus atletas;</li>
<li>Fez da equipa e da sua equipa técnica uma verdadeira sociedade das nações.</li>
</ul>
<p>Estas medidas, só por elas, como é óbvio, não serão a garantia de um sucesso&#8230; mas serão, acima de tudo, a prova que com um domínio eficiente de todas as ferramentas que um treinador tem à mão tudo é possível&#8230;até, sonhar, resgatar um título que já foge há, longuíssimos, dezoito anos&#8230;</p>
<p><a href="http://www.deusesdabola.blogspot.com/" target="_blank">in Deuses da Bola</a></p>
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		<title>O Fim da Aventura de Scolari em Londres</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 23:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Luiz Felipe Scolari não sabia o que era ser demitido desde 1982. A primeira e única foi, curiosamente, em seu primeiro emprego como técnico, no CSA, clube brasileiro do estado de Alagoas. Depois disso, trabalhou em vários times e sempre saiu por iniciativa própria, ou em acordo com a diretoria. Até na seleção brasileira foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Luiz Felipe Scolari não sabia o que era ser demitido desde 1982. A primeira e única foi, curiosamente, em seu primeiro emprego como técnico, no CSA, clube brasileiro do estado de Alagoas. Depois disso, trabalhou em vários times e sempre saiu por iniciativa própria, ou em acordo com a diretoria. Até na seleção brasileira foi assim, após a conquista da Copa do Mundo da Coréia e do Japão. Mas no Chelsea, considerado pelo próprio o grande passo na sua carreira, o treinador campeão mundial de 2002 não teve o mesmo sucesso.</p>
<p>Pode até parecer um clichê oportunista, mas a verdade é que o desempenho do Chelsea no empate sem gols em Stamford Bridge com o Hull City em sua última partida pelo clube foi o retrato da equipe inglesa sob o comando de Scolari: um time determinado, mas engessado em um invariável padrão tático, sem idéias e limitado às bolas aéreas e chutes de longa distância. Ainda que os sentidos desfalques de Ricardo Carvalho, Essien e Joe Cole, além dos problemas físicos de Drogba, sirvam como atenuantes para o treinador, o fato é que Scolari não conseguiu fazer os Blues renderem o esperado. Como &#8220;manager&#8221;, também faltou visão de mercado europeu nas aquisições, mesmo com o orçamento mais &#8220;enxuto&#8221; de Roman Abramovich. A contratação do volante Mineiro e a prolongada espera por Robinho podem ser considerados equívocos do brasileiro na armação de seu elenco.</p>
<p>Na frieza dos números, o desempenho de Felipão nem foi tão ruim assim. Em 41 partidas, foram 24 vitórias, 12 empates e 5 derrotas. Mas seu aproveitamento de 68,3%, superior ao do próprio técnico na seleção portuguesa (63% em 31 partidas), ficou bem abaixo dos 78,2% de Mourinho em período equivalente no ano de 2005. Para quem chegou ao clube quase como um “messias” com a missão de levar o time londrino ao tão sonhado título da Liga dos Campeões, foi pouco, muito pouco. Principalmente pelo desempenho pífio nos &#8220;clássicos&#8221; pelo Campeonato Inglês: apenas um empate, contra o Manchester United por 1 a 1 na quinta rodada, e quatro derrotas. Pior: perdeu a invencibilidade de 86 partidas em seu estádio na derrota por 1 a 0 para o Liverpool no turno da Premier League. Por tudo isso, é possível afirmar que a demissão, embora um tanto prematura para os padrões europeus, foi justa. O holandês Guus Hiddink, o novo treinador, parece o nome mais apropriado para assumir um Chelsea em crise dentro e fora de campo.</p>
<p>Scolari deve permanecer para dirigir outro clube na Europa, até porque propostas não faltarão e essa é a vontade do treinador. Mas não dá para negar que Dunga e Carlos Queiroz, técnicos das seleções brasileira e portuguesa, ganham uma “sombra” que chega a intimidar. Se Felipão conseguir logo um time no Velho Continente para treinar, melhor para os dois.</p>
<p>Capacidade não lhe falta, por mais que seus detratores sistemáticos, principalmente no Brasil, insistam em negar suas virtudes. Mas é preciso aprender com os erros cometidos em Londres e ter a humildade de encarar seu próximo trabalho como um recomeço dentro de uma carreira mais que vitoriosa.</p>
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		<title>Millennium Stadium &#8211; Majestosa Sinergia</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 10:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arena]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde a sua fundação em 1999, o Estádio Millennium recebeu 1.3 milhões de espectadores em cada ano, e é hoje em dia a sede de cinco grandes disciplinas desportivas nos últimos nove anos. No centro da cidade de Cardiff, é um estádio monumental sob um céu muito pouco britânico.
História
O nascimento do projecto foi o culminar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde a sua fundação em 1999, o Estádio Millennium recebeu 1.3 milhões de espectadores em cada ano, e é hoje em dia a sede de cinco grandes disciplinas desportivas nos últimos nove anos. No centro da cidade de Cardiff, é um estádio monumental sob um céu muito pouco britânico.</p>
<p><strong>História</strong><br />
O nascimento do projecto foi o culminar do comité estabelecido em 1994 para renovar a antiga referência do rugby galês – o estádio nacional de Cardiff Arms Park , construído em 1848– que assim poderia ver o seu “sucessor” garantir a re-urbanização da parte oriental de Cardiff. Um ano mais tarde, a vitória para organizar e albergar o Mundial de Rugby de 1999, apesar da dura competição por parte do hemisfério sul. A inspecção ao Arms Park deixou tudo em pratos limpos: o recinto desenhado em 1962 estava completamente obsoleto, e as federações rivais da Escócia e Inglaterra haviam construído estádios para 75000 e 67000 espectadores, respectivamente, e a França iria ampliar o Stade de France para 80000 lugares.</p>
<p>O antigo estádio nacional só podia acolher 53000 adeptos, incluindo 11000 lugares em pé na bancada este, sendo que as novas leis e requisitos de segurança para um estádio colocavam o desafio da construção de um novo recinto ainda mais importante, sobretudo quando as únicas instalações para os adeptos eram os lavabos. Ficava decidido dada a importância do rugby e do futebol na nação galesa, o estádio teria de cumprir os requisitos de um multiusos capaz de albergar grandes partidas, tais como relva natural para rugby e futebol e um tecto retráctil que só existia na Europa em Amsterdam na ArenA do Ajax (capacidade de 50000 adeptos). Era evidente que o novo estádio necessitaria de financiamento estatal, dado que o projecto superava as 100 milhões de libras. Naquela época, o único recurso foi mesmo a lotaria nacional, em conjunto com a organização do projecto &#8211; a Millennium Commission. Este órgão prometeu “injectar” 50 milhões de libras mas teve de haver um acordo com as Federações interessadas para completar os 114 milhões finais. Havia que satisfazer o mundo do râguebi, mas também garantir o crescimento do futebol no país e a possibilidade de realizar eventos de forma a rentabilizar o investimento. Depois de grandes impasses, a “Commission” aceitou remodelar o projecto, “girando-o” em 90º de forma a garantir uma praça aberta para um acesso seguro dos espectadores. As portas do novo estádio abriram-se pela primeira vez em Junho de 1999 quando o País de Gales, que recebeu a campeã mundial de râguebi em título, a África do Sul, para um amigável com vista à preparação para o Mundial 99. Quatro meses depois, a arena vestia-se de gala para o Campeonato do Mundo onde albergou os jogos da fase de grupos de Gales, um jogo dos quartos de final, o do “terceiro lugar” e a final entre Austrália e França. O Millennium mostrava a todo o Mundo o triunfo da engenharia e qualidade galesa com todos os adeptos presentes a admirarem tamanha arquitectura e deleitarem-se com um ambiente majestoso num estádio moderno e esplêndido que acolhe 74500 espectadores.</p>
<p><strong><img class="attachment wp-att-1792" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/millenium-stadium-cardiff.jpg" alt="Millennium Stadium   Majestosa Sinergia" width="300" height="191" align="left" title="Millennium Stadium   Majestosa Sinergia" />Característica</strong><br />
É neste contexto e nesta atmosfera que se ergueu um estádio multiusos, devido ao seu tecto retráctil que assenta numa superestrutura suportada por &#8220;mastros&#8221; de 90,3 metros. É o primeiro recinto desta classe no Reino Unido que graças à classificação de 5 estrelas da UEFA, acolheu dois Campeonatos do Mundo de Rugby, dois Grand Slams de Rugby de Gales, três finais da Heineken Cup, seis finais da Taça de Inglaterra, numerosos embates internacionais de futebol, concertos e competições do mundo motorizado fazendo o Millennium uma das grandes arenas mundiais. É composto por 56000 toneladas de betão e aço, com 74500 lugares, 128 &#8220;lugares VIP&#8221;, 22 bares, 7 restaurantes, 17 pontos de socorro, 12 acessos por escada e 7 elevadores, assim como, 7 portões de acesso ao estádio. Arquitectonicamente conta com 3 anéis, o inferior com 23500 lugares, o intermédio com 18000 e o superior  com 33000, e apresenta como dimensões do relvado 120m x 79m, que compreendem 9480 m2 de área de jogo, distribuídos num sistema completo de irrigação e drenagem. O próprio relvado é da última tecnologia e assenta sob 7412 blocos que modem ser movidos de forma a que o recinto seja utilizado para concertos, exibições ou outros eventos.</p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>Marcos históricos:</strong><br />
Apesar da utilização para jogos de râguebi e futebol, no Millennium cedo se realizaram grandes eventos e concertos, além de outros desportos tais como: boxe, corridas de motos, motocross, entre outros. Nos últimos 9 anos têm passado grandes estrelas, entre eles: Madonna, Tina Turner, Robbie Williams, Bruce Sprinsteen, U2, Rolling Stones, Red Hot Chilli Peppers, Manic Street Preachers ou Stereophonics, entre outros.</p>
<p><strong>Curiosidades:</strong></p>
<ul>
<li>Em cada um dos 22 bares existentes, as denominadas &#8220;joy machines&#8221; são capazes de tirar 12 &#8220;pints&#8221; em cada 20 segundos. Durante o jogo País de Gales x França, 63000 adeptos beberam 77184 &#8220;pints&#8221; de cerveja, quase o dobro das 44000 bebidas consumidas em média em jogos na Inglaterra.</li>
<li>Foram instalados propositadamente de Londres a Cardiff (212 kms!) candeeiros de iluminação a cada 66 metros o que totaliza cerca de 7000. As colunas de som do estádio no seu conjunto pesam 10 toneladas sendo que o seu poder de &#8220;output&#8221; é equivalente a 1100 unidades de aparelhagens hi-fi caseiras, tornando assim o Millennium na maior &#8220;discoteca&#8221; da cidade.</li>
<li>É um estádio 100% anti-tabaco e anti-fumo desde o 1º esboço, assim sendo conta com 1650 detectores de alarmes de fumo/calor, 6 detectores de chamas gigantes tudo numa plataforma suportada por 35 km de cabo para o alarme de incêndio.</li>
<li>O estádio tem um falcão residente apelidado de &#8220;Dad&#8221; que consta na lista dos mais de 1000 empregados do estádio, e cuja função é expulsar todas as aves do recinto.</li>
<li>O tecto retráctil final foi executado após 1200 desenhos de rascunho, conta com 3.2km de cabos de tensão e tem um tempo de abertura/cobertura de 20 minutos exactos que compreende um custo de 2,54£.</li>
</ul>
<p>Envolto numa cidade e país com uma intensidade únicas, o Millenium Stadium repleto de adeptos é capaz de criar um ambiente fantástico, e o País de Gales acredita que este será o palco que fará catapultar as suas cores nas mais variadas frentes.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=wuV_ClreYIU"><img src="http://img.youtube.com/vi/wuV_ClreYIU/default.jpg" width="130" height="97" border title="Millennium Stadium   Majestosa Sinergia" alt="Millennium Stadium   Majestosa Sinergia" /></a></p>
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		<title>Gordon Banks &#8211; Voo para a História</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 04:53:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode um instante ou momento resumir toda a nossa vida? No verdadeiro momento de apogeu, o ídolo que hoje lembro, agora com 70 anos, era um dos guarda-redes mais famosos do Mundo. Gordon Banks ganhou o célebre Mundial de 1966 com a Inglaterra, mas foi quatro anos mais tarde que foi literalmente “catapultado” para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode um instante ou momento resumir toda a nossa vida? No verdadeiro momento de apogeu, o ídolo que hoje lembro, agora com 70 anos, era um dos guarda-redes mais famosos do Mundo. Gordon Banks ganhou o célebre Mundial de 1966 com a Inglaterra, mas foi quatro anos mais tarde que foi literalmente “catapultado” para a popularidade quando milagrosamente voou para negar um golo mais que anunciado.</p>
<p><strong>O Enigma &#8211; &#8220;Banks of England&#8221;</strong><br />
Confesso que sempre “adoptei”a ideia que só um selecto grupo de futebolistas pode aspirar uma final de um Mundial como momento dourado de uma carreira, ou mesmo um golo numa final de um torneio de nomeada como aconteceu recentemente no Euro 2008, quando Fernando Torres marcou o único golo da final e “trouxe” a taça para os nossos vizinhos. Uma felicidade ao alcance de um jogador chamado “de campo”, mas o que dizer em relação aos “solitários” guarda-redes? Gordon Banks é a resposta. Para quem foi “abençoado” pela felicidade de o ver jogar e defender com instinto quase cruel entre os postes, rapidamente recorda que é um guarda-redes iluminado para sempre, por um único momento. Como infelizmente não faço parte desse grupo, lancei-me à procura do que o torna um nome tão popular em terras de Sua Majestade. Rapidamente saltou à vista a vitória em Wembley da Inglaterra face à Alemanha por 4&#215;2 na final do Mundial de ’66 como, naturalmente, a recordação mais sublime dos seus largos anos como guardião britânico. O “problema” é que parece que cada semana, há sempre um adepto que quase de forma infalível se aproxima de Banks e pergunta-lhe “Como foi possível alterar o destino traçado por Deus?” Muitos esticam a mão direita e esperam ansiosamente até perguntarem:” É esta a mão que realizou aquele momento contra o Brasil?” conta Banks numa recente entrevista à BBC, onde ainda referiu: “É lógico que 1966 está mais presente na minha memória, mas parece que aquela só e só mesmo aquela defesa é tudo o que todo o Mundo se recorda de mim” &#8211; acrescentou.</p>
<p><strong>A Vida</strong><br />
A carreira professional de Gordon Banks concluiu-se em 1972, com “apenas” 35 anos quando foi vítima de um acidente de viação e perdeu o seu olho direito. Desde então, o homem que contribuiu para que o sonho de milhões de ingleses se materializasse em 1966 trabalha noutro sector, onde torna realidade as ilusões de algumas pessoas afortunadas. Banks é um dos três ex-futebolistas que formam o “Pools Panel”, um grupo restrito que se reúne cada domingo para efectuar uns prognósticos de último minuto relativos a partidas na Inglaterra e Escócia. Com base nas decisões que tomam Banks, Roger Hunt e Tony Green, seus antigos companheiros do plantel vencedor do Mundial, um restrito número de apostadores pode ganhar ou perder milhares de libras.<br />
Apesar de uma próspera realidade actual, Gordon Banks pertenceu à geração que utilizou o futebol para escapar às minas de carvão no norte de Inglaterra. Nascido em Sheffield, aos 15 anos já trabalhava como servente de obras especializando-se em bolsas de carvão. O Chesterfield da 3ª divisão, foi a sua salvação pois deu-lhe “a mão” até o projectar para o Leicester por 7000£ em 1959, onde esteve 7 anos até se transferir para o Stoke City em 1966. Entre 1963 e 1972 foi internacional com a camisola inglesa por 73 vezes numa altura em que o salário máximo na Inglaterra ascendia às 20£ por semana. Uma das grandes curiosidades acerca de Banks remonta ao ano de 2001, quando vendeu a sua medalha de ouro de Campeão Mundial de 1966 na célebre leiloeira londrina Christie’s. O leilão terminou com a licitação de 124 750£ excedendo facilmente a valorização inicial de 90 000£. Banks referiu que vender a medalha foi a decisão mais difícil de sempre pois representa o dia mais importante da sua carreira. Há quem diga que foi por alegadas dificuldades económicas mas o próprio alega que apenas e só quis evitar que os seus filhos não tomassem a decisão adequada para tal alegria e assim o valor ganho foi distribuído por ambos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1856" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/gordon-banks-pele-brasil.jpg" alt="Gordon Banks   Voo para a História" width="290" height="174" align="left" title="Gordon Banks   Voo para a História" /><strong>O Momento &#8211; &#8220;The Save&#8221;<br />
</strong>Para que finalmente se entenda porque Banks é lembrado por um dos grandes momentos especiais de magia futebolística, é preciso referir um outro nome: Pelé. Estávamos no Mundial de 1970 e o Brasil era o próximo adversário da Inglaterra, Jairzinho rompeu pelo flanco direito e centra para a área inglesa onde Pelé se elevou e cabeceou o esférico com tamanha força, colocação e empenho que o público já gritava golo tal era o apetite que a bola ia para a rede. Com reacção felina, Banks lançou-se num voo quase sobrenatural, conseguindo desviar a bola de forma milagrosa por cima da trave com o polegar direito. Pelé não podia crer – mais tarde descreveu a acção de Banks como a melhor defesa que jamais havia visto – “Recordo que olhei para Pelé e para os brasileiros e estavam horrorizados, no fim do jogo vieram-me tocar quase como se fosse divino ou mesmo um monstro” – referiu sempre com a modéstia que tanto o caracteriza: “Estou seguro que muitos guarda-redes no Mundo realizam defesas como aquela, mas esta foi contra o Brasil e passou na Televisão, num modo quase épico que ainda hoje é sempre mostrado”.</p>
<p>Muitos adeptos pensam que se Banks tivesse jogado os quartos de final de 1970 face à Alemanha, a Inglaterra conseguiria chegar a uma nova final, mas o herói ficou de fora graças a uma indisposição estomacal e foi substituído no último instante por Peter Bonetti. Com uma vantagem de 2&#215;0, a Inglaterra viu Bonetti deixar passar um tiro de Franz Beckenbauer por baixo do seu corpo e assim a Alemanha partiu para um vitória histórica de 2&#215;3. Para Gordon Banks ficaria unicamente o sabor da sua magnífica defesa. Um momento cujo outro protagonista –  Pelé – resume da seguinte maneira: “Marquei mais de mil golos na minha vida, mas sem dúvida que o golo que não consegui marcar é aquele que todos mais recordam!”.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=i2gueytEK7E"><img src="http://img.youtube.com/vi/i2gueytEK7E/default.jpg" width="130" height="97" border title="Gordon Banks   Voo para a História" alt="Gordon Banks   Voo para a História" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Fantástica defesa de Gordon Banks</span></p>
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		<title>Paul Gascoigne – A Glória e a Degradação</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 22:11:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre gostei de equipas de futebol inglesas, mas nunca morri de amores pela selecção inglesa. Com uma excepção: a selecção que disputou o Mundial de 1990 em Itália. A selecção de Gary Lineker, John Barnes, Chris Waddle, Peter Beardsley, David Platt e… Paul Gascoigne. 
O Mundial de 1990
Desde que me lembro, o Mundial de 90 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;">Sempre gostei de equipas de futebol inglesas, mas nunca morri de amores pela selecção inglesa. Com uma excepção: a selecção que disputou o Mundial de 1990 em Itália. A selecção de Gary Lineker, John Barnes, Chris Waddle, Peter Beardsley, David Platt e… Paul Gascoigne. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;"><strong>O Mundial de 1990</strong><br />
Desde que me lembro, o Mundial de 90 foi o único em que estive verdadeiramente a puxar pela vitória da selecção inglesa (Portugal esteve ausente da fase final). Isso deveu-se, em grande parte,<span style="yes;"> </span>às exibições de Gascoigne (também conhecido por “Gazza”), uma espécie de jogador todo-o-terreno, ou um “carregador de piano”, como se dizia antigamente, capaz de liderar uma equipa, não só como maestro, mas também como executante. Gascoigne, então com 23 anos, pareceu sempre, ao longo do Mundial, um jogador em estado de graça. Como se estivesse a viver o momento mais feliz da sua vida. Enquanto espectador, chegava a ser vibrante testemunhar a forma como jogava, sempre com um disponibilidade física que parecia não ter limites, aliada a uma grande capacidade técnica. Isso viu-se principalmente no épico encontro dos quartos-de-final (talvez o melhor do torneio) em que a Inglaterra bateu os Camarões por 3-2, após prolongamento. A selecção inglesa acabaria eliminada nas meias-finais pela Alemanha, no desempate por grandes penalidades, mas durante esse encontro Gascoigne foi superior ao seu adversário directo: Lottar Matthäus. E o capitão germânico estava então no auge da sua carreira. É, aliás, desse jogo que guardo uma das imagens mais marcantes de todo o Mundial: o choro convulsivo de Gascoigne quando recebeu o cartão amarelo que o impediria de jogar a final, caso a Inglaterra se qualificasse para ela (já tinha recebido um cartão no jogo dos oitavos-de-final com a Bélgica).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;"><strong><img class="attachment wp-att-2020 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/paul-gascoigne-tottenham.jpg" alt="Paul Gascoigne" width="290" height="180" align="left" title="Paul Gascoigne – A Glória e a Degradação" />A popularidade em Inglaterra</strong><br />
Antes de se tornar mundialmente famoso graças a esse Mundial, Gascoigne já havia há muito impressionado os adeptos do seu país. Na Europa, devido ao impedimento de as equipas inglesas participarem em provas internacionais após a tragédia de Heysel Park, é que era quase desconhecido, apesar de a sua transferência do Newclaste para o Tottenham, em 1988, ter sido na altura a mais cara do futebol britânico (2.3 milhões de libras). Essa transferência assinalou também a primeira polémica em relação ao jogador. É que, durante o defeso, ele tinha dado a sua palavra a Alex Ferguson em como aceitaria a proposta do Manchester United em ir jogar para os <em>red devils</em>. Ferguson era já o treinador do Manchester, mas a equipa na altura não era o colosso que havia sido nos anos 60 e que viria novamente a ser a partir da década de 90. E na época, a escolha pelo Tottenham não parecia assim tão descabida. Gary Lineker faria o mesmo, depois de sair do Barcelona. E foi no Tottenham, sob o comando de Terry Venables, que Gazza se tornou num dos melhores e mais populares jogadores ingleses do final do anos 80 e início de 90. Popular ao ponto de chegar a gravar música e alcançar êxito com o single <em>&#8220;Fog on the tyne&#8221;</em>. Ao serviço do Tottenham, acabou por conquistar a Taça de Inglaterra na final de 1990/91 contra o Nottingham Forest do lendário Brian Clough. No entanto, essa final assinalou também o início de uma série de graves lesões no joelho que Gascoigne iria sofrer ao longo da sua carreira, nomeadamente na Lázio, para onde já tinha acordado transferir-se na época seguinte. Em 1991/92 praticamente não jogou, não só devido a essa lesão, mas também por causa de um acidente sofrido num clube nocturno (o primeiro de muitos). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> <span style="small;"><strong>Em Itália e na Escócia</strong><br />
A sua estreia com a camisola da Lazio ocorreu em Setembro de 1992, numa partida contra o Génova, transmitida tanto pela televisão italiana, como pela inglesa. Apesar de as suas exibições, ao longe de três épocas na formação italiana, terem ficado aquém do esperado, a sua entrega durante as partidas, o seu carisma natural e o facto de ter marcado um golo importante à ultra-rival AS Roma no penúltimo minuto de uma partida, ajudou a cimentar a sua popularidade junto dos adeptos. Mas para Gazza, a transferência para o Glasgow Rangers em 1995/96 foi como que um reiniciar da sua carreira. Longe dos <em>media</em> italianos, para quem as suas “proezas” fora de campo sempre foram mais importantes do que aquilo que fazia quando jogava, efectuou logo uma das suas melhores épocas de sempre, conquistando o título escocês, a Taça e a admiração dos adeptos. Não foi por acaso que foi eleito o melhor jogador do campeonato. Nessa época ficou também famosa a cena em que o árbitro Dougie Smith deixou cair o cartão amarelo no relvado. Gascoigne, num acto típico do seu temperamento provocador, pegou no cartão e mostrou-o o árbitro, como se o estivesse a penalizar, o que não agradou muito a Smith, pois logo de seguida mostrou também o cartão ao jogador. Ainda nesse ano, durante o campeonato da Europa disputado em Inglaterra, Gazza comandou a selecção do seu país até às meias-finais (onde, para variar, seria eliminada pela Alemanha através do desempate por grandes penalidades), marcando até um dos mais belos golos de toda a História das fases finais de Europeus, frente à Escócia. Numa jogada individual só ao nível dos predestinados, ”Gazza” recebeu a bola com o peito dentro da área, passou-a por cima de Hendry e rematou de pronto, batendo o guarda-redes Goram. Em 2002, ano do último jogo realizado no mítico estádio de Wembley (demolido no ano seguinte), esse golo de Gascoigne foi eleito o melhor de sempre marcado naquele recinto londrino. Na época seguinte, voltou a ganhar o título e a Taça da Liga escocesa, marcando dois golos na final. Tudo parecia estar no melhor dos mundos: Gazza exibia todas as qualidades que manifestara no Tottenham e na selecção inglesa, encantava os adeptos da sua equipa e colocava os adversários (jogadores e adeptos) à beira de um ataque de nervos e prometia marcar uma era na História do Glasgow Rangers e do próprio campeonato escocês. Até que, em Janeiro de 1998, viu a sua vida ser ameaçada pelo IRA, depois de, numa partida contra o Celtic, ter feito um gesto considerado ofensivo para os adeptos do rival do Glasgow e a população católica em geral. Talvez por isso, acabou por aceitar o convite do Middlesborough para, em Março do mesmo ano, regressar a Inglaterra e ajudar a equipa a subir da Division One para a Premier League. Essa foi, no entanto, a única conquista que obteve no Middlesborough e, a longo prazo, a sua saída da Escócia acabou por representar um novo declínio na sua carreira. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;"><strong>A curva descendente</strong><br />
Depois do Middlesborough, transferiu-se para o Everton em 2000/2001, onde voltou a não ser feliz. Ainda foi parar ao Burnley, da Divison One, no fim da temporada 2001/2002. Em Janeiro de 2003 assinou um contrato como treinador/jogador com um clube chinês, o Gansu Tianma, mas não ficou lá muito tempo. A bebida e a depressão já há muito mandavam na sua vida. Depois de, em Abril desse ano, ir para os EUA para procurar tratamento, nunca mais regressou ao seu clube. Nesse mesmo ano ainda voltou a Inglaterra e esteve, imagine-se, à experiência no Wolverhampton, mas sofreu a humilhação de não ter sido aprovado. </span></span><span style="'Times New Roman';">Depois de pendurar as botas, o comportamento de eterno “rebelde sem causa” com atracção pela violência e pela degradação tornou-se ainda mais perigoso. Pancadaria em bares, tentativas de suicídio, overdoses, bebedeiras dia sim dia sim e violência doméstica têm sido as notícias associadas a Gascoigne nos últimos anos. É verdade que o jogador nunca foi um santo: quando festejava golos era provocador para os adeptos adversários, chegou a arrotar propositadamente numa entrevista em directo para a televisão italiana, e quando Glenn Hoddle o afastou da convocatória para o Mundial de 1998 (por ter sido apanhado a beber convulsivamente em pleno estágio), fez o favor de entrar no quarto do seleccionador inglês e dar largas às suas fantasias mais violentas. Custa-me, no entanto, que um jogador que em tempos admirei, e que tinha talento para ficar na história como um dos melhores da sua geração, se tenha deixado influenciar cegamente pela mediatização da sua imagem de <em>“bad boy”</em>. Mas nisso, não foi o primeiro nem será o último.</span></p>
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