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	<title>Jogo de Área &#187; Países Nórdicos</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Allan Simonsen, o primeiro dinamarquês voador</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 17:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lourenço Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Países Nórdicos]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes da explosão da Danish Dynamite nos anos 80 pela mãos de dois génios imensos de nome Michael Laudrup e Preben Elkjaer Larsen, já o futebol dinamarquês tinha tido um verdadeiro génio, um voador de primeiro nível que se tornou no primeiro atleta nórdico a conquistar um Ballon D´Or. Espelho de uma brilhante carreira ligada ao melhor do futebol disputado em Espanha e na Alemanha entre os anos 70 e prinicipios da década de 80. Os mais veteranos reconhecem o olhar sério, os mais novos surpreender-se-iam com a capacidade física e técnica apurada de um génio chamado Allan Simonsen.</p>
<p>Simonsen não era o protótipo do atleta nórdico. Relativamente baixo (não chegava ao 1.65m) e sem grande porte atlético, era mais uma gazela do que um desses ursos que davam o rosto pela poderosa selecção sueca, a mais destacada equipa do norte Europeu dos anos 70. Nascido em 1952 em Vejle, Simonsen demorou a explodir numa época onde para um jogador sair do país Natal era bem mais complexo do que se pode supor hoje em dia, neste meio cada vez mais globalizado. Foi no clube da terra, o Vejle FC, que em 1971, aos 19 anos, se tornou profissional. Simonsen jogava pela ala direita, mas várias vezes percorria todo o campo, como um nobre vagabundo de invulgar corte senhorial.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3094 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/Allan-Simonsen-barcelona.jpg" alt="Allan Simonsen" width="290" height="194" align="left" title="Allan Simonsen, o primeiro dinamarquês voador" />O seu impacto foi tal que quebrou todas as regras da época e com 20 anos assinou contrato com o poderoso Borussia Monchenladgbach da RF Alemanha. A equipa germânica queria colocar um travão na ascensão meteórica do Bayern Munchen de Beckambauer e Muller e juntou uma série de jovens jogadores talentosos que eram tudo o que os letais homens da Baviera não eram. Desse Borussia falou-se como os poetas do futebol alemão e nenhum deles atingiu tanto a genialidade como o dinamarquês. Durante três anos (1975 a 1977) o clube de Monchenladgbach venceu a Bundesliga, conquistando ainda uma taça. Para além disso exibiu-se em grande nas provas europeias vencendo em 1975 e 1979 a Taça UEFA. Em 1977, o extremo venceu o Ballon D´Or, diante de nomes ilustres como Keegan, Cruyff ou Beckhambauer. Era o consagrar definitivo do seu génio intemporal.</p>
<p>A vida corria bem a Simonsen até que em 1979, na ressaca de mais uma prova europeia ganha, o Barcelona apareceu e contratou-o para atacar o título espanhol, que há vários anos se lhe escapava. Ao seu lado a equipa catalã contava ainda com Hans Krankl, possante avançado austríaco, Bernd Schuster, médio irascível germânico, e os espanhóis Quini, Carrasco e Urruti. Simonsen encaixou que nem uma luva no belo futebol blaugrana mas os títulos acabaram por não chegar. Numa era dominada pelos clubes bascos (a Real Sociedad primeiro, e o Athletic Bilbao depois) o Barcelona ficou sempre às portas da glória, tendo de contentar-se com uma Taça do Rei, em 1981, e a Taça das Taças de 1982 onde Simonsen foi o herói do encontro com um golo e uma assistência.</p>
<p>No final da temporada seguinte, já com 29 anos, Simonsen foi forçado a abandonar o Camp Nou devido à chegada do astro argentino Diego Maradona. Numa época onde os planteis só podiam ter três estrangeiros, a direcção do clube catalão ainda tentou alterar a lei, e quando a possibilidade falhou propôs ao dinamarquês ficar no banco, à espera da lesão de um dos três estrangeiros. Simonsen recusou. Passou primeiro pela liga inglesa, ao jogar pelo Charlton Athletic, acabando então por voltar às origens, terminando a carreira no Vejle FC, tendo ainda logrado a participação nas espantosas campanhas da selecção do seu país no Euro 84 e Mundial 86, mas por essa altura já não era ele a estrela da companhia.</p>
<p>Simonsen deixou em 1989 os relvados e começou a carreira como treinador, orientando selecções de pequena dimensão como as Ilhas Faroe e o Luxemburgo, assim como vários clubes dinamarqueses. Ainda hoje é um ídolo no país natal e pode gabar-se de ter sido o único atleta a marcar golos nas três finais europeias (Taça dos Campeões, Taça das Taças e Taça UEFA) e ainda o único nórdico a triunfar no Ballon D´Or, algo que os compatriotas Michael Laudrup, Peter Schemeichel e Elkjaer Larsen, bem mais conhecidos do grande público, nunca lograram. Um verdadeiro génio, que o tempo não esquecerá.</p>
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		<title>Rasmus Elm &#8211; Esperança Viking</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 11:40:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Em véspera de mais um Euro Sub-21, competição onde dezenas de jovens talentos farão de tudo para revelar toda a sua qualidade e potencial, o Jogo de Área parte para mais um trabalho de análise e prospecção, tentando encontrar os atletas com maior capacidade para se assumir como as próximas vedetas do futebol europeu. Hoje, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em véspera de mais um Euro Sub-21, competição onde dezenas de jovens talentos farão de tudo para revelar toda a sua qualidade e potencial, o Jogo de Área parte para mais um trabalho de análise e prospecção, tentando encontrar os atletas com maior capacidade para se assumir como as próximas vedetas do futebol europeu. Hoje, trazemos aos nossos leitores o talento escandinavo de Rasmus Elm.</p>
<p>Natural de Kalmar, uma pequena cidade localizada no sudeste da Suécia, Rasmus Christoffer Elm iniciou a sua carreira no modesto clube da sua terra, o Emmaboda IS. Foi em 2005 que o técnico do Kalmar FF, Nanne Bergstrand, o resgatou ao Emmaboda IS reconhecendo na altura o seu enorme potencial. O Kalmar FF, formado em 1910, tem conhecido uma evolução crescente desde a sua criação. Nas duas últimas décadas partiu para a conquista do futebol sueco, conhecendo alguma intermitência até início do século XXI, altura em que se estabeleceu definitivamente no principal escalão. Para tal muito ajudou a academia de futebol, fornecendo bons talentos ao futebol sénior da equipa e permitindo com a sua venda uma reestruturação das difíceis contas do clube.</p>
<p>Rasmus cedo assumiu preponderância no miolo da sua equipa, fruto da irreverência mas também consistência do seu futebol. A sua entrada coincidiu igualmente com o reforço da equipa, com um punhado de reforços vindos do Brasil e que permitiram trazer alguma magia ao futebol rectilíneo da formação escandinava. A época foi surpreendente, com um terceiro lugar alcançado, e este seria o iniciar de percurso notável. O quinto posto na época seguinte, já com o contributo do ponta de lança David Elm, seu irmão, veio claramente consolidar esta evolução.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2149 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/rasmus-elm-kalmar.jpg" alt="Rasmus Elm   Esperança Viking" width="290" height="188" align="left" title="Rasmus Elm   Esperança Viking" />Mas seria em 2008 que o Kalmar haveria de escrever história no futebol Sueco. Os dois irmãos eram então figuras na equipa que se sagrava campeã do seu país. Jogando inicialmente como médio interior, Rasmus, de 1.84m, rapidamente se revelou como um médio adaptável, jogando por vezes a ala pela sua disponibilidade defensiva, mas mais tarde estabelecendo-se definitivamente como médio mais central, colocando em campo todo o seu potencial na organização do futebol da equipa. Tecnicamente muito evoluído, Rasmus utiliza o seu potente remate tanto em jogo corrido como na marcação de bolas paradas, sendo igualmente um líder natural, um atleta com forte personalidade, modesto e trabalhador. Actualmente, o futebol do Kalmar FF passa naturalmente pelos seus mágicos pés.</p>
<p>Internacionalmente, fez sempre parte das selecções mais jovens do seu país, percorrendo todos os escalões. E foi precisamente aquando da sua chegada aos Sub-21 da Suécia que o seu potencial pareceu explodir, especialmente quando em Fevereiro deste ano assinou uma belíssima exibição frente à selecção da Áustria, culminada com um remate certeiro e indefensável. Este inverno, foi sondada uma possível mudança para Inglaterra, onde o Fulham o esperava de braços abertos. Alemanha poderá ser também um destino possível para o jovem talento. Numa família onde o futebol é vivido intensamente, o seu terceiro irmão foi o único a já experimentar um novo país. Viktor, de 26 anos, é figura no SC Heerenven da Holanda.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=v4qi5Ulls_A"><img src="http://img.youtube.com/vi/v4qi5Ulls_A/default.jpg" width="130" height="97" border title="Rasmus Elm   Esperança Viking" alt="Rasmus Elm   Esperança Viking" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Golo de Rasmus Elm frente à Áustria Sub-21</span></p>
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		<title>Razak Omotoyossi &#8211; Um Esquilo entre Vikings</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 12:06:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[África]]></category>

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		<description><![CDATA[O Jogodeárea &#8220;foi&#8221; até à Escandinávia, onde no longínquo campeonato sueco foi dar de caras com uma super águia transformada em esquilo, perito em dançar na neve. É assim com Razak Omotoyossi, a mais recente coqueluche do Helsingborg que vê neste Beninense a força e a garra para acreditar na reconquista do prestígio internacional. Com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Jogodeárea &#8220;foi&#8221; até à Escandinávia, onde no longínquo campeonato sueco foi dar de caras com uma super águia transformada em esquilo, perito em dançar na neve. É assim com <span class="imgCaption">Razak Omotoyossi, a mais recente coqueluche do Helsingborg que vê neste Beninense a força e a garra para acreditar na reconquista do prestígio internacional. Com um estilo intenso e quente, Omotoyossi é a mais recente arma para quebrar o gelo em terras de vikings.</span></p>
<p><span class="newsDate">15 de Fevereiro de 2008, esta é uma data que promete mudar radicalmente a imagem do Campeonato Sueco de Futebol. O Allsvenskan 2008 deverá sofrer uma mudança drástica de caras após a decisão da Associação Sueca de Futebol (SvFF)  em abolir o limite dos clubes em terem em jogo,  não mais que 3 jogadores provenientes da UE em campo, em qualquer altura do jogo. O Helsingborgs IF, que terminou na oitava posição em 2007, teve um papel fundamental para esta mudança e Razak Omotoyossi pode muito bem ser o primeiro rosto  da mudança.</span></p>
<p>Natural de Lagos (Nigéria), Omotoyossi viu o seu sonho de criança quase destruido quando em 2003,  a Associação Nigeriana de Futebol lhe aplicou um castigo de 5 anos por alegadamente insultar um árbitro durante um jogo do seu clube &#8211; Sunshine Stars.  Uma decisão que anos mais tarde se viria revelar totalmente errada, perante a exposição de novas fotos que mostravam sim o nº 23 a discutir, quando Omotoyossi envergava o nº 32. Com a impossibilidade de jogar no seu país, Razak rumou ao vizinho Benim e ai, mesmo que num país menos &#8220;vistoso futebolísticamente&#8221; lutou para prosseguir a sua carreira, alterando a sua cidadania no mesmo ano.  No pais de &#8220;adopção&#8221;, precisou apenas de 3 meses para no primo-divisionário  JS PobaFC alcançar o feito de melhor marcador de sempre do clube, antes da sua saída em 2005. Deixaria o Benim com a vontade de agradecer à sua nova pátria como ainda hoje faz questão de frisar, para assinar pelo campeão Moldavo &#8211; FC Sheriff em Novembro de 2005, naquela que seria a sua grande porta de entrada ao futebol Europeu. Por curiosidade, o facto do Sheriff ser um clube com &#8220;apenas&#8221; 11 anos de vida, mas que é caracterizado por recrutar vários jogadores brasileiros e africanos com os passes pouco inflacionados.<br />
Neste mesmo ano,  Razak ajudaria o Benim a alcançar a qualificação para o Campeonato de Mundo FIFA Sub-20, que teve lugar na Holanda, onde mais uma vez se destacou (marcou o primeiro golo de sempre do Benim em fases finais deste campeonato) ao ponto de ter sido referido entre os 13 jogadores mais promissores, lado a lado com o argentino Lionel Messi ou mesmo com o nigeriano Obi Mikel. Para completar ainda mais os feitos, já na Moldávia, Omotoyossi foi herói ao dar o empate já em tempo-extra ao Sheriff frente ao Spartak de Moscovo, na segunda ronda de qualificação para a Champions League.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/razak-omotoyossi.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-623" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/razak-omotoyossi.jpg" alt="Razak Omotoyossi   Um Esquilo entre Vikings" width="300" height="166" align="left" title="Razak Omotoyossi   Um Esquilo entre Vikings" /></a>Já em terras suecas, as suas características não se alteraram.  Pode jogar como ponta-de-lança ou descaído para ambos os flancos.  Fisicamente muito forte e resistente (1,77 m. e 80 kg.) Razak Omotoyossi tem na desmarcação e remate com oportunismo as suas grandes armas, sempre aliadas a uma intensidade e força que com o devido aperfeiçoamento, prometem melhorar a sua abordagem final à baliza adversária. É um avançado clássico africano que tem no olfacto a sua inteligência. A sua primeira época no <span class="imgCaption">Helsingborg foi coroada com 14 tentos em 23 partidas, o que o tornou o melhor marcador, tal como Marcus Berg.</span> Se os números internos parecem pouco surpreendentes tal é a dimensão da Liga Sueca, a verdade é que após a fase de grupos da actual Taça UEFA, Razak já tinha apontado 6 golos em outros tantos jogos, o que fez dele o melhor marcador a par do colega de equipa, o veterano Henrik Larsson e Luca Toni do Bayern Munchen.<br />
Recentemente na CAN 2008,  Omotoyossi chegou mesmo a marcar o único golo do Benim em todo a prova, algo que não seria suficiente para os &#8220;esquilos&#8221;  conseguirem qualquer ponto, num grupo da &#8220;morte&#8221;, composto pelos &#8220;elefantes&#8221; da Costa do Marfim, as &#8220;águias&#8221; do Mali e por fim, as &#8220;super águias&#8221; da outrora sua &#8211; Nigéria.</p>
<p>De um injusto e infundado castigo de agressão a um árbitro à posterior marginalização no seu próprio clube, levando mesmo a passar por momentos duros por falta de dinheiro, dormindo e mendigando na rua, Omotoyossi é a prova de que o Homem quando quer pode ser a máxima força do seu desejo, mesmo que para isso se tenha de transformar de super águia em esquilo, um esquilo que a Europa certamente já não deixará escapar.</p>
<p align="center"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=9UH6wgjptuI"><img src="http://img.youtube.com/vi/9UH6wgjptuI/default.jpg" width="130" height="97" border title="Razak Omotoyossi   Um Esquilo entre Vikings" alt="Razak Omotoyossi   Um Esquilo entre Vikings" /></a><br />
<span style="color: #999999;"> Reportagem sobre  Razak Omotoyossi</span></p>
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