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	<title>Jogo de Área &#187; Leste Europeu</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Alan Dzagoev, uma pérola do Cáucaso</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 19:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Originário da Ossétia do Norte, este jovem russo demonstra ter os predicados para se tornar num número 10 de eleição. Nascido em 1990, Alan Dzagoev é actualmente a estrela maior do CSKA Moscovo, é internacional russo e está a ser cobiçado pelos tubarões europeus. E tudo isto com apenas 19 anos.
Nascido na região do Cáucaso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Originário da Ossétia do Norte, este jovem russo demonstra ter os predicados para se tornar num número 10 de eleição. Nascido em 1990, Alan Dzagoev é actualmente a estrela maior do CSKA Moscovo, é internacional russo e está a ser cobiçado pelos tubarões europeus. E tudo isto com apenas 19 anos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2864 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/alan-dzagoev.jpg" alt="Alan Dzagoev" width="300" height="221" align="left" title="Alan Dzagoev, uma pérola do Cáucaso" />Nascido na região do Cáucaso, este jovem jogador sempre olhou para o futebol com o sonho de se tornar um atleta de primeira linha. Aliás como muitos outros jovens, sendo que a maioria se vê obrigado a largar o sonho e partir para uma outra profissão. Contudo, e com Alan, a história foi distinta. Com 16 anos, e com o apoio da família, o jovem russo decidiu adoptar o futebol como forma de sustento e aceitou a proposta do Krylia Sovetov, no verão de 2006. A sua opção não poderia ter sido mais acertada, pois um ano mais tarde estava a transferir-se para o gigante CSKA.</p>
<p>Na primeira temporada, o jovem osseta ainda participou em algumas partidas do campeonato, também jogando e vencendo a final da taça. O ano seguinte, contudo, seria o da explosão para o jovem russo. Iniciando a época como suplente utilizado, Dzagoev carimbou um lugar no 11 inicial ao rubricar uma exibição excepcional frente aos rivais do Spartak, partida em que assistiu para golo por 3 vezes na vitória por 5-1. Não mais saiu da equipa base, fechando a temporada com o fabuloso registo de 40 jogos, 13 golos e 10 assistências. Na brilhante carreira europeia protagonizada pelo CSKA, Dzagoev também foi destaque. Ao todo participou em 10 partidas, marcando 3 golos e assistindo para um.</p>
<p>Num campeonato de forte valia técnica, o jovem jogador de 18 anos espantou pela sua ascensão meteórica, recebendo no final da época o galardão de melhor jovem jogador do ano, e despertando as primeiras cobiças de gigantes europeus. Curiosamente, e quando questionado sobre se o Madrid seria o seu destino de sonho, o craque revelou ser o Chelsea o seu clube de eleição, e Frank Lampard o médio em quem se revê.</p>
<p>Em campo, trata-se de um médio rápido, incisivo, e que inspira todo o futebol ofensivo da equipa. Um criador por natureza. O seu passe longo é de bom nível, mas é no passe curto e nas tabelinhas que assenta o seu futebol, utilizando o seu tremendo remate para atirar à baliza com a qualidade de um ponta de lança. Apesar de não ser um Beckham, Dzagoev bate as bolas paradas do CSKA e fá-lo com distinção. Penaltis, cantos e livres directos passam invariavelmente pelos seus pés, trazendo à equipa toda a magia do seu pé direito. Jogando habitualmente como número 10, apresenta qualidades para actuar igualmente como segundo avançado ou como falso extremo, tal é a sua mobilidade e capacidade para surpreender em velocidade.</p>
<p>Com um potencial incrível pela frente, será certamente difícil à Rússia segurar mais um tremendo médio versátil de características ofensivas. Certamente que o seu nome passará por uma das maiores ligas europeias num futuro próximo, assim como pelos relvados da África do Sul caso a sua selecção saia vitoriosa do play-off ainda a disputar. Nós ficaremos a aguardar com expectativa.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=uNyb0ByRNPM"><img src="http://img.youtube.com/vi/uNyb0ByRNPM/default.jpg" width="130" height="97" border title="Alan Dzagoev, uma pérola do Cáucaso" alt="Alan Dzagoev, uma pérola do Cáucaso" /></a></p>
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		<title>Kranjcar, um maestro croata na Premier League</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/09/kranjcar-um-maestro-croata-na-premier-league/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 21:10:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Leste Europeu]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes, o azar de uns é a sorte de outros. Efectivamente, a lesão do talentoso croata que alinha nos Spurs, Luka Modric, abriu as portas de um clube de maio dimensão, ao seu compatriota Niko Kranjcar. Este último desde bem cedo demonstrou que tinha as aptidões necessárias para singrar no mundo do futebol&#8230; e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes, o azar de uns é a sorte de outros. Efectivamente, a lesão do talentoso croata que alinha nos Spurs, Luka Modric, abriu as portas de um clube de maio dimensão, ao seu compatriota Niko Kranjcar. Este último desde bem cedo demonstrou que tinha as aptidões necessárias para singrar no mundo do futebol&#8230; e não necessitaria do apoio paterno, Zlatko, que por acaso chegou a seleccionador da Croácia!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2659 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/niko-kranjcar-1-copy.jpg" alt="Kranjcar" width="251" height="180" align="left" title="Kranjcar, um maestro croata na Premier League" />Assim, desde menino no Dinamo Zagreb, as suas aptidões não deixavam ninguém indiferente: superior domínio de bola, uma visão de jogo sublime e uma capacidade de alimentar a fome goleadora de um qualquer ponta de lança, tornavam-no num diamante que tinha de ser lapidado, o mais rapidamente possível&#8230; não fossem as comparações com o gaulês Zidane recorrentes desde o início da sua carreira. Apesar de todo esse talento, a vida do jovem Niko não foi fácil. Infeliz com a vida que levava no Dinamo, viu-se na contingência de ter de mudar de clube, e logo para o principal rival croata, o Hajduk Split, onde teve um impacto imediato: campeão da PRVA HNL &#8211; o campeonato da Croácia &#8211; e metade dos clubes da Europa a sonhar com a sua assinatura num contrato. Aliás, era tanta a loucura sobre o talentoso playmaker, que após o Mundial 2006, onde deixou um rasto de bom futebol, foi considerado, junamente com Messi, Podolski, Muntari e Cristiano Ronaldo, como uma das principais esperanças do futuro.</p>
<p>Concomitantemente, a desejada transferência para um campeonato mais competitivo chegava&#8230; para a glamorosa Premier League, para o novo-rico Portsmouth, que pelas mãos de Harry Redknapp fazia um esforço dantesco para ameaçar a hegemonia dos big four. Assim nomes como Glen Johnson, Jermain Defoe, Peter Crouch, Muntari, juntamente com o croata prometiam ameaçar a ordem reinante. Mas nada disso aconteceu&#8230; apesar de nos três anos que passou nos Pompey&#8217;s, ainda, ter efectuado oitenta jogos e apontado nove golos, apenas venceu em 2008 uma FA Cup&#8230; fraco pecúlio para quem tanto almejava!</p>
<p>E após a glória o azar&#8230; depois de um Euro 2008 cintilante, em que apesar da surrealista eliminação às mãos da Turquia nos quartos de final, foi considerado um dos melhores médios da competição, uma terrível lesão afastou-o da competição por um longo período. No momento mais importante da história do Portsmouth, que nunca houvera disputado as competições europeias, estava de fora. Ademais, a fraca carreira da equipa na Premier League a que se juntou os problemas financeiras que levaram ao êxodo dos principais atletas, levaram-no a tentar a saída para uma equipa mais competitiva.</p>
<p>Até ontem falhara nos seus intentos! Mas, porém, com a confirmação que o seu compatriota Modric estará de baixa durante seis semanas a porta abriu-se&#8230; Kranjcar será o seu substituto, a playmaker do Tottenham. Terá como missão alimentar o terrível killer instinct de Crouch, Defoe e Robbie Keane &#8211; os dois primeiros, tal como o croata antigos atletas pompey. Ademais, reencontra Harry Redknapp, técnico experimentadíssimo, e com um trabalho que fala por si em Inglaterra. O pai de Jamie, velho atleta do Liverpool, e tio de Frank Lampard costuma potenciar ao máximo as capacidades dos seus atletas, sendo conhecido por desrespeitar o poderes dos big four. Tem, agora, em Kranjcar, uma seta para alimentar essa afronta&#8230; com os seus dribles curtos, os seus passes teleguiados, parecendo no campo que é o maestro da Orquestra Sinfónica de Zagreb, em White Hart Lane ouvir-se-ão acordes de bom futebol&#8230; sob a batuta de Niko Kranjcar, um maestro croata em Inglaterra.</p>
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		<title>Helmuth Duckadam &#8211; o Herói de Sevilha</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 22:17:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Leste Europeu]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[É possível admirar para sempre um jogador que só tenhamos visto actuar uma vez? Sim, se esse jogador tiver defendido 4 penaltis do Barcelona numa final da Taça dos Campeões Europeus!
 Quatro defesas para a História
Foi a 7 de Maio de 1986 que Helmuth Duckadam, guarda-redes do Steaua de Bucareste, defendeu quatro penaltis do Barcelona [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É possível admirar para sempre um jogador que só tenhamos visto actuar uma vez? Sim, se esse jogador tiver defendido 4 penaltis do Barcelona numa final da Taça dos Campeões Europeus!</p>
<p><strong> Quatro defesas para a História</strong><br />
Foi a 7 de Maio de 1986 que Helmuth Duckadam, guarda-redes do Steaua de Bucareste, defendeu quatro penaltis do Barcelona e ajudou assim a equipa de Valentin Ceausescu (irmão do ditador Niculae, da Roménia) a vencer o todo-poderoso conjunto catalão. O jogo, disputado em Sevilha perante 55 mil espanhóis e nem uma sombra romena, tinha terminado com 0-0 no final dos 90 minutos. Idem aspas, após o prolongamento.</p>
<p>O deus até então desconhecido da baliza do Steaua (onde jogava também um tal de Laszlo Bölöni, como avançado) já havia feito as defesas impossíveis da prache frente a Schuster, Archibald e companhia, mas foi no desempate por penaltis que atingiu o estatuto mítico. Ainda me lembro do nome dos quatro jogadores do Barcelona que viram Duckadam negar-lhes o golo: Alexanco, Pedraza, Pichi Alonso e Marcos. O Steaua acabou por ganhar a Taça por 2-0, sendo Lăcătuş e Balint a converter os dois tentos da vitória.</p>
<p><strong><img class="attachment wp-att-2573 alignleft" style="margin-top: 4px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/duckadam2.jpg" alt="Helmuth Duckadam" width="300" height="198" align="left" title="Helmuth Duckadam   o Herói de Sevilha" />A lesão</strong><br />
O mais impressionante de tudo, no entanto, é que pouco tempo depois dessa inesquecível final, Duckadam, com apenas 27 anos, deixou de jogar futebol. Segundo parece, depois de sofrer uma trombose que deixou parcialmente paralisado o lado direito do seu corpo. Houve na altura especulações acerca do que o regime de Ceausescu lhe teria feito para o impedir de se transferir para uma equipa de um país ocidental. O Steaua de Bucareste não era uma equipa qualquer na altura, e não foi por acaso que ganhou essa final e que dois anos mais tarde alcançaria a meia-final da Taça dos Campeões (eliminado pelo Benfica) e em 1988/89 a final (derrota com o AC Milan). Era a equipa patrocinada pelo Ministério da Defesa romeno e naquele tempo era tão impensável ver um futebolista de um país comunista transferir-se para um clube ocidental como imaginar o Benfica alguma vez entrar em campo sem um único jogador português. Falou-se em vários clubes italianos, nomeadamente a Juventus, mas já se sabe como são estas coisas.</p>
<p>Às figuras míticas só as lendas fazem justiça. Na verdade (e não há nada como a verdade para nos surpreendermos) Duckadam já estava com dores antes da final de Sevilha. Mas não contou a ninguém, claro, para pelo menos poder fazer esse jogo e entrar para a História do futebol. Tinha uma artéria pulmonar demasiado ampla para o sangue fluir para outros vasos sanguíneos e foi esse afunilamento que lhe provocou a lesão e o impediu de continuar a carreira profissional.</p>
<p>Em 1989 ainda voltou a fazer uns jogos, num clube da segunda divisão romena, o modesto Vagonul Arad. Mas até isso torna ainda mais gloriosa aquela noite de 7 de Maio de 1986.</p>
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		<title>Davor Suker &#8211; Magia ao Quadrado</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 14:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Leste Europeu]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Bastava apenas que a bola chegasse ao seu fabuloso pé esquerdo para espalhar uma classe magistral pelos relvados. O estilo é inconfundível, tal era o calor que aconchegava a bola como uma esponja para de seguida dar asas a uma magia inigualável. Falo pois  do expoente máximo da melhor geração que nunca a velha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bastava apenas que a bola chegasse ao seu fabuloso pé esquerdo para espalhar uma classe magistral pelos relvados. O estilo é inconfundível, tal era o calor que aconchegava a bola como uma esponja para de seguida dar asas a uma magia inigualável. Falo pois  do expoente máximo da melhor geração que nunca a velha Jugoslávia conseguiu proporcionar, e que a Croácia foi &#8220;resgatar&#8221; para surpreender o Mundo com um brilho ofuscante que mudaria a história futebolística dos Balcãs &#8211; Davor Suker.</p>
<p>Os anos 90 foram férteis no que respeita a surpresas no futebol Mundial. Uma das maiores foi protagonizada por um punhado de jogadores com nomes &#8220;estranhos&#8221; como Savicevic, Boban, Boksic, Prosinecki, Mihailovic, Jarni ou Mijatovic que fizeram com que os &#8220;tubarões&#8221; Europeus olhassem para os Balcãs em busca de talentos emergentes.  Entre estes, um dos que soava ainda melhor era o de Davor Suker, um avançado diferente, com uma elegância fortíssima em campo aliada a uma facilidade de desmarcação sobrenatural.  Já em 1987, na altura do Mundial de Juvenis quando se sagrou campeão pela Jugoslávia, foi das suas botas que saíram 6 tentos que em tudo foram cruciais para tal destaque. O &#8220;salto  europeu&#8221; parecia inevitável mas os clubes do Calcio tinham dúvidas perante as características de Suker, que o marcavam como um carácter demasiado boémio, mal coordenado e fisicamente pouco imponente. A verdade é que os seus 1,81m e 79kg convenceram Rosendo Cabezas que em 1991 o levou do Dinamo de Zagreb para o Sevilha para substituir o mítico Toni Polster &#8211; algo que não demoraria muito a suceder. Suker não era só um terror para qualquer defesa na forma como &#8220;envergonhava&#8221; os adversários, mas também era dotado de um sentido de inteligência e compromisso enormes &#8211;  depois de ter feito o primeiro golo com a camisola sevilhana,  fez uma corrida de mais de 90 metros para dedicar o tento aos lendários &#8220;Biri-Biri&#8221; na bancada mais frenética do Sanchez Pizjúan.  Estava encontrado o novo herói andaluz! Foi precisa apenas uma época e não restavam dúvidas: o Sevilha era Suker e mais dez! Quando a equipa estava aflita ou nos momentos decisivos era só uma questão de fazer chegar a bola ao mágico que após um domínio magistral e uma dose de fantasia, colocava com um tiraço a bola nas redes do guardião adversário.</p>
<p>Como jogador era o culminar das 3 regras mágicas do avançado de excelência: desmarcação, domínio e remate. Assim sendo, não foi com surpresa que em 1994 tinha os todos-poderosos Parma, Bayern de Munique, Arsenal (que chegou a oferecer 6 milhões de euros) e ainda o Newcastle que chegou aos 9 milhões, a cobiçá-lo. Ainda assim o Sevilha foi resistindo, até que em 1996 não conseguiu evitar a saída para o Real Madrid que seria uma das mais emblemáticas de sempre na carreira de Suker. Mas o seu compromisso com o Sevilla era tão grande, que mesmo já em despedida, estava numa concentração da selecção Croata que ia participar no EURO 96  na Inglaterra quando decidiu abandoná-la para disputar a última jornada da Liga espanhola pelo Sevilha, que jogava a permanência na primeira divisão frente ao Salamanca. O croata teve um noite de glória e fez um hat-trick, despendido-se do Pizjúan em ombros, voltando de seguida para a concentração da selecção, tornando-o num dos maiores ídolos de sempre do clube Andaluz que ainda hoje o recordam como &#8220;Suker 3&#215;1 Salamanca&#8221;.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2351 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/real-madrid_barcelona_davor-suker.jpg" alt="Davor Suker" width="300" height="202" align="left" title="Davor Suker   Magia ao Quadrado" />Suker chegava ao Santiago Barnabéu e entre salpicadas de luzes e sombras foi a máquina de golos que todos esperavam.  Primeiro ano de &#8220;blanco&#8221; e 24 golos marcados que valeram o título de Campeão Espanhol e a Taça dos Campeões Europeus no ano seguinte. Ainda assim, teve uma relação estranha com Fabio Capello e John Toshack. O italiano tornou-o no jogador mais substituído da Liga, algo que Suker chegou a protestar dado ter terminado por 21 vezes o jogo no banco depois de ter iniciado no onze inicial. Da mesma forma, não conseguiu apagar a imagem de boémio: acusavam-no de não cuidar a sua forma, excesso de peso e até de fazer mais manchetes na imprensa cor-de-rosa do que na desportiva. A verdade é que sempre que a bola sobrevoava a área e chegava a Suker não restavam dúvidas: controlo primoroso e &#8220;bomba&#8221; de Suker! A despedida de Madrid, mesmo assim, foi atribulada com 3 treinos falhados na mesma semana e John Toshack furioso a despedir uma autêntica pérola em plena ascensão. Arséne Wenger tinha finalmente a oportunidade de levar o Croata para o Arsenal, onde ainda transpirou classe com destaque para belíssimos golos com que presenteou os estádio britânicos antes de começar a &#8220;deambular&#8221; pelo West Ham e Munich 1860, já muito longe do seu melhor nível. Este seria o percurso clubístico, mas Suker seria muito mais brilhante sempre que envergava a camisola da selecção Croata.</p>
<p>Pouco convencido? 45 golos em 69 internacionalizações! Participou no Europeu de 1996 que serviria de base para um Mundial 1998 brilhante a todos os níveis, com um incrível terceiro lugar conquistado pelos &#8220;quadriculados&#8221; e a bota de Ouro conquistada, tal como tinha feito no Mundial de sub-20 em 1987 com os mesmos 6 golos com que liderou a equipa ao pódio. Com autênticas obras primas, teve o seu momento áureo quando com enorme classe desfeiteou Peter Schmeichel com um chapéu perfeito, que levou mais tarde o dinamarquês admitir como ter sido o golo mais bonito que sofreu (golo n.º 2 no top do vídeo em baixo).</p>
<p>Actualmente Suker é dono de uma academia para talentos em Munique que no dia-a-dia juram a pés juntos ainda verem o croata a seguir a sua &#8220;tradição&#8221; de antes de executar um penalti levar os dedos ao pescoço e ver o ritmo cardíaco antes de rematar: &#8220;Gosto de ver a minha pulsação antes de marcar. Se for de 120 pulsações significa que estou tranquilo e a bola vai ao fundo das redes!&#8221;- afirma. Davor Šuker é claramente um jogador sobejamente conhecido para todos os que seguem o futebol com interesse. Foi escolhido pela FIFA em 2004 como um dos cem melhores jogadores vivos do mundo, numa lista elaborada por Pelé e pela própria FIFA. No mesmo ano, foi também escolhido como o melhor jogador croata dos 50 anos da UEFA. Ainda hoje é o maior símbolo do futebol Croata após a guerra nos Balcãs e a forma como espalhou o terror pelas defesas adversárias durante a década de 90 prevalecerá para sempre como uma enorme referência.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=lTmmiWtzbWA"><img src="http://img.youtube.com/vi/lTmmiWtzbWA/default.jpg" width="130" height="97" border title="Davor Suker   Magia ao Quadrado" alt="Davor Suker   Magia ao Quadrado" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Melhores golos de Suker pelo Arsenal, Real Madrid e Croácia</span></p>
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		<title>Yashin, o «Aranha-Negra»</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 14:24:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Leste Europeu]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi o único guarda-redes, até hoje, a conquistar o prémio de melhor futebolista europeu do ano, em 1963. A alcunha com que ficou conhecido devia-se ao facto de equipar sempre de preto. E de parecer ter oito braços quando defendia o indefensável.
À descoberta de Yashin
A primeira vez que ouvi falar de Lev Ivanovich Yashin foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="none"><span style="Times New Roman;">Foi o único guarda-redes, até hoje, a conquistar o prémio de melhor futebolista europeu do ano, em 1963. A alcunha com que ficou conhecido devia-se ao facto de equipar sempre de preto. E de parecer ter oito braços quando defendia o indefensável.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="none"><span style="Times New Roman;"><strong>À descoberta de Yashin<br />
</strong>A primeira vez que ouvi falar de Lev Ivanovich Yashin foi em Maio de 1986, num artigo de imprensa sobre o guarda-redes Rinat Dassaev. Nesse artigo, onde se falava sobre alguns dos melhores jogadores que iriam participar no Mundial do México no mesmo ano, Dassaev, capitão e guarda-redes da ex-URSS, era descrito como o <em>&#8220;herdeiro de Yashin&#8221;</em>. Na altura eu era fanático por guarda-redes, e ainda hoje recordo muito mais facilmente os grandes guarda-redes dessa época do que de qualquer outra: Joel Bats da França, Jean-Marie Pfaff da Bélgica, Peter Shilton de Inglaterra, Pat Jennings da Irlanda do Norte (que disputou esse Mundial já com 41 anos), Toni Schummacher da RFA (que 4 anos antes, depois de quase ter matado o francês Battiston ao chocar violentamente com este durante uma jogada na meia-final em que a RFA eliminou a França, foi eleito a personalidade mais odiada em França, à frente de Hitler), Josef Mlynarczyk da Polónia (e do FC Porto), o nosso Manuel Bento e, claro, Rinat Dassaev, &#8220;o herdeiro de Yashin&#8221;. A partir dessa referência fui então à procura de dados biográficos e imagens do grande guarda-redes soviético. E, mesmo numa altura em que o passado ainda não estava à mão de semear, como hoje em dia com a internet, não demorei muito a compreender a importância que Yashin tinha tido na História do futebol.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="none"><span style="Times New Roman;"><strong><img class="attachment wp-att-2066 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/lev-yashin-2.jpg" alt="Yashin, o «Aranha Negra»" width="290" height="188" align="left" title="Yashin, o «Aranha Negra»" />Estilo e estatuto</strong><br />
As primeiras impressões, como todos sabemos, são marcantes. E a primeira impressão que tive ao ver imagens de Yashin foi de admiração. Pela figura imponente que ele tinha e à qual o equipamento todo negro transmitia uma aura ainda mais mítica. Pela forma simultaneamente ágil e autoritária como se movimentava na grande área e que serviu, na altura, de modelo a muitos outros guarda-redes. Yashin foi dos primeiros a socar a bola nos momentos de maior aperto junto da pequena área, a comandar e organizar os seus defesas nos lances de bola parada ou de perigo para a sua baliza, e a iniciar as jogadas de contra-ataque da sua equipa, lançando rapidamente a bola na direcção dos companheiros. Práticas muito comuns hoje em dia, mas que no seu tempo foram consideradas pioneiras. A famosa frieza de Yashin em campo devia-se, segundo o próprio, a um ritual a que ele se submetia antes de jogos importantes: fumava um cigarro para acalmar a tensão e, para soltar os músculos, tomava uma bebida que o próprio apelidava de <em>&#8220;um bocado forte&#8221;</em> (eu apostaria que era vodka, mas posso estar enganado). Rituais que muitos outros grande jogadores também praticavam, nomeadamente Cruyff (em relação aos cigarros) e Matateu (em relação à bebida, embora este preferisse a cerveja, no intervalo dos encontros). Mas houve também por uma imagem que nunca deixou de me impressionar e que diz respeito até a um golo sofrido por Yashin, durante um jogo contra Portugal no Mundial de 66. Depois de Eusébio lhe marcar de penalti o golo que daria a vitória à nossa selecção no jogo para o 3º e 4º lugar, a reacção do guarda-redes soviético foi&#8230; cumprimentar o seu adversário. Não era fácil marcar um penalti a Yashin. Afinal, ele defendeu cerca de 150 ao longo da carreira, muito mais do que qualquer outro guarda-redes em jogos oficiais. Mas o que sobressai nessa manifestação de desportivismo é a forma espontânea com que ele enalteceu o mérito do seu opositor. Estes gestos, em eventos como o Campeonato do Mundo, têm sempre um significado especial. E mais significado tinham numa altura em que a Europa estava dividida pela Cortina de Ferro, e em que Portugal e a URSS não eram propriamente aliados políticos. Mas para mim, este gesto ganhou ainda mais importância depois de ter lido a opinião de Yashin sobre esse histórico momento que foi a presença do primeiro homem no espaço, o astronauta e seu compatriota Yuri Gagarin: <em>&#8220;A alegria de ver Yuri Gagarin no espaço só é superada pela alegria de defender um penalti&#8221;.</em> A admiração que eu sinto por certos guarda-redes não resulta apenas da eficácia com que eles se lançam às bolas e defendem os remates adversários. Por vezes surge até da forma como reagem nos golos sofridos, porque o mais difícil é encontrar um guarda-redes que até a sofrer golos consiga ter classe. Que até depois de sofrer um golo consiga transmitir confiança à sua equipa e impor respeito aos adversários. Yashin era um desses guarda-redes. Em campo era ele o líder da sua equipa (fosse o Dínamo de Moscovo ou a selecção soviética) e só um guarda-redes que consegue atingir esse estatuto. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="none"><span style="Times New Roman;"><strong>Declínio e recuperação</strong><br />
O ponto mais baixo da carreira de Yashin foi durante o Mundial de 1962, quando foi considerado o principal responsável pela má campanha da sua selecção. Tanto a imprensa soviética como a ocidental eram unânimes em considerar que ele estava em declínio e, durante algum tempo, o próprio Yashin parecia acreditar no que sobre ele escreviam, considerando a hipótese de deixar o futebol. No entanto, no ano seguinte faria provavelmente a melhor época da sua carreira, sofrendo apenas 6 golos em 27 jogos e alcançando mais um feito que nenhum outro jogador na sua posição conseguiu repetir até hoje: vencer a Bola de Ouro, prémio para o melhor futebolista europeu do ano. Numa partida disputada contra a Itália, em Roma, na fase de qualificação para o Europeu do ano seguinte, Yashin fez uma das melhores exibições da sua carreira, defendendo até um penalti de Sandro Mazzola. No final do jogo, o próprio Mazzola, um dos melhores jogadores italianos da década de 60 e figura histórica do Inter, diria <em>&#8220;o Yashin joga melhor do que eu&#8221;.</em> Em 1966, a mesma imprensa que quatro anos antes o havia considerado acabado para o futebol, elegeu-o como o melhor guarda-redes do Campeonato do Mundo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="none"><span style="AR-SA;"><strong>O guarda-redes do século</strong><br />
Apesar de ter sido um dos melhores guarda-redes da História do futebol (em 1998, numa eleição realizada pela FIFA, foi mesmo eleito o melhor guarda-redes do século XX), Yashin começou a carreira no hóquei em gelo, defendendo a baliza da equipa da fábrica onde trabalhou durante a Segunda Guerra Mundial, no início da adolescência. Para o homem que foi eleito em 1999 como o melhor desportista do século XX pelos jornalistas do seu país, o futebol só surgiu aos 14 anos. E mesmo quando surgiu não foi em regime de exclusividade, pois continuou a ser guarda-redes de hóquei em gelo até meados dos anos 50, um pouco à semelhança do nosso Jesus Correia, um dos cinco violinos do Sporting que, na mesma altura, conciliava o futebol com o hóquei em patins. Mas para Yashin o início da carreira no futebol não foi fácil, uma vez que só três épocas após a estreia é que conseguiu agarrar a titularidade no Dínamo de Moscovo, o único clube que conheceu ao longo da sua carreira profissional (1950-1971) e pelo qual venceu 5 campeonatos soviéticos (1954, 1955, 1957, 1959 e 1963) e 3 Taças (1953, 1967 e 1970). Foi ainda eleito o melhor jogador do campeonato do seu país por 14 vezes. Pela selecção soviética, que representou em 78 jogos entre 1954 e 1970, foi campeão Olímpico em 1956 (quando eram mesmo os melhores jogadores do mundo que iam à competição) e o primeiro Campeonato da Europa de países, em 1960, tendo sido finalista 4 anos depois (derrota contra a Espanha). Disputou os Campeonatos do Mundo de 1958, 1962, 1966 e 1970, embora na última edição tenha sido suplente de Anzor Kavazashvili. Depois da retirada do &#8220;Aranha Negra&#8221;, a União Soviética só voltaria a participar num Campeonato do Mundo em 1982, talvez porque só nessa altura conseguiu finalmente descobrir o seu &#8220;herdeiro&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="none"><span style="AR-SA;">O troféu da FIFA que premeia o melhor guarda-redes nos Campeonatos do Mundo de futebol, e que foi entregue pela primeira vez no Mundial de 1994, tem o seu nome. Em 1986, no ano em que eu fiquei a saber quem ele era, foi-lhe amputada uma perna devido a uma lesão no joelho. Morreria quatro anos mais tarde, com 70 anos. </span></p>
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		<title>“Talento em Ascensão III” &#8211; Andrei Arshavin</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:29:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Cria algo a partir do nada, vê-se a bola nos seus pés e espera-se algo grandioso. Andrei Arshavin apareceu apenas ao terceiro jogo deste Euro 2008, frente à Suécia &#8211; esteve suspenso nos dois primeiros &#8211; mas a tempo de se assumir como o estilista do criativo futebol russo e a grande pérola deste Euro 2008. O culto pelo estilo, de resto, está instalado na personalidade do jogador, estrela do Zenit St. Petersburgo.</p>
<p>Andrei Arshavin passou para figura de primeiro plano depois da espectacular exibição na vitória da Rússia sobre a Holanda (3&#215;1) nos quartos-de-final do Euro 2008, passando a destacar-se como um dos jogadores mais apetecidos do mercado. A sua história não deixa de ter contornos interessantes pois &#8220;apenas&#8221; explodiu nos últimos dois anos &#8211; em 2004 não esteve no Euro português e em 2006 também não marcou presença na Alemanha. Esta é uma das justificações pela qual aos 27 anos tem &#8220;apenas&#8221; 36 internacionalizações. Típico playmaker, actua desde 1999 no Zenit St. Petersburgo, onde iniciou a carreira na equipa B do clube de sua cidade. No ano seguinte saltou para a equipa principal, onde aos poucos foi tornando-se o &#8220;motor&#8221; ofensivo da equipa e um dos heróis na ascensão do clube quer a nível interno como externo. Prova disso foi terceira posição no campeonato russo de 2001 (sendo mesmo eleito o melhor médio) e vice-campeão em 2003. Mas seria em 2006 que a imprensa e a Federação Russa o elegeram como o melhor do campeonato e jogador russo do ano.</p>
<p>Com o &#8220;clássico&#8221; 10 nas costas, Arshavin é claramente o rosto de uma selecção e país em claro estado de graça. O enriquecimento de uma população com sede de grandes conquistas faz com que o investimento no espectáculo do futebol proporcione verdadeiros contratos milionários aos jogadores. Como exemplo, Arshavin ganha três milhões de euros anuais, algo que nas décadas transactas era completamente impensável na terras dos Czares, mas actualmente é só relembrar a equipa do CSKA que bateu o Sporting na final da Taça UEFA, ou como foram para Moscovo tantos jogadores do campeonato português para perceber que na Rússia manda o dinheiro. No Zenit, por exemplo, manda a Gazprom, o gigante estatal do petróleo e do gás. Basta observarmos que a selecção russa é praticamente um mar de nomes &#8220;desconhecidos&#8221; no panorama internacional, pois dos 23 jogadores da selecção de Hiddink, 22 jogam na Rússia &#8211; o petróleo e o desejo de elevar o nome do país levaram o poder a investir no futebol.</p>
<p>A verdade é que se outrora a Rússia era um dos grandes &#8220;exportadores&#8221; de talentos, a adaptação a um novo estilo de vida e de futebol mostra que os russos nunca viajaram bem &#8211; Kerzakhov, que há dois anos era a grande estrela do país, foi do Zenit para o Sevilha e já está emprestado a um clube de Moscovo. &#8220;Não é fácil saírem jogadores da Rússia, porque ganham muito bem e estão em casa&#8221;, diz Semak, um médio que tem feito grandes exibições e jogou um ano no Paris SG antes de ser dispensado por fraquíssimo rendimento. Arshavin era seguido pelo Real Madrid que o queria, há uns meses, como jogador de segunda linha. Mais recentemente era o Newcastle, agora fala-se da Juventus. O próprio Hiddink, diz-se, é pago directamente por Roman Abramovich, numa espécie de acção de &#8220;responsabilidade social&#8221; do patrão do Chelsea. O técnico holandês não levou um &#8220;staff&#8221; completo, à brasileira &#8211; escolheu como adjunto Igor Korneev, que jogou até um ano no Barcelona e vários anos na Holanda (tem, aliás, a dupla nacionalidade).</p>
<p><img class="attachment wp-att-2810 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/arshavin-euro2008.jpg" alt="Andrei Arshavin" width="300" height="189" align="left" title="“Talento em Ascensão III”   Andrei Arshavin" />Arshavin já espalhava talento pela selecção Russa desde Maio de 2002, onde apontou 10 golos em 33 aparições. A sua magia, astúcia e clareza de raciocínio em campo levaram que mesmo sob a suspensão da UEFA de dois jogos oficiais, tenha sido pré-convocado para o Euro 2008 no mesmo dia em que ajudou o Zenit a igualar-se ao CSKA Moscovo como a única equipa russa a ganhar um troféu europeu, ao ser determinante na vitória por 2&#215;0 na final da Taça UEFA face aos escoceses do Rangers. Guus Hiddink, o treinador holandês que devolveu a selecção russa à elite do futebol, descreve-o da seguinte forma: &#8220;É o jogador mais inteligente que já vi jogar&#8221;, disse, ainda antes de Arshavin ganhar o campeonato russo (o primeiro depois de cair o muro) e a Taça UEFA com o Zenit St. Petersburgo. Hiddink tem tentado dar alguma nova organização à federação, criando centros de treino e lançando novos jogadores (Shirokov, Pavlyuchenko, que jogavam em pequenos clubes). E muda quando as coisas não correm bem &#8211; os centrais jogaram mal na derrota com a Espanha e Shirokov foi substituído por Ignashevitsh a partir daí, ainda que a dupla que forma com Kolodin esteja longe de ser infalível.</p>
<p style="text-align: left;">O carácter fortalecido por uma infância passada com a mãe num apartamento comunitário partilhado com outras famílias, fazem de Arshavin uma personagem rara do futebol russo. Arshavin tem mesmo uma formação académica em design de moda, uma escolha que o próprio justifica ter sido influenciada pelo facto de &#8220;ser um curso onde poderia conhecer muitas mulheres&#8221;. Andrei graduou-se com uma tese sobre o estilismo nos equipamentos desportivos. A associação (futebol-criatividade) que o jogador cultiva nos relvados. Aos 27 anos, aproveitou o Euro para sair definitivamente do armário da liga russa &#8211; Inglaterra e Espanha já disputam o estilo Arshavin.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=IIRxxurh0xg"><img src="http://img.youtube.com/vi/IIRxxurh0xg/default.jpg" width="130" height="97" border title="“Talento em Ascensão III”   Andrei Arshavin" alt="“Talento em Ascensão III”   Andrei Arshavin" /></a><br />
<span style="color: #888888;"> Best of Arshavin</span></p>
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		<title>&#8220;Talento em Ascensão I&#8221; &#8211; Nikola Kalinic</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 17:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Certamente, muitos serão os talentos presentes neste Euro 2008. Entre alguns atletas tremendamente veteranos e cuja presença surge no seguimento de belíssimas carreiras, serão também inúmeros os jovens estreantes, que pela primeira vez sentirão o orgulho de representar o seu país num Campeonato da Europa de futebol.
Hoje deslocamo-nos à Croácia, de onde nos chega o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente, muitos serão os talentos presentes neste Euro 2008. Entre alguns atletas tremendamente veteranos e cuja presença surge no seguimento de belíssimas carreiras, serão também inúmeros os jovens estreantes, que pela primeira vez sentirão o orgulho de representar o seu país num Campeonato da Europa de futebol.</p>
<p>Hoje deslocamo-nos à Croácia, de onde nos chega o primeiro &#8220;Talento em Ascensão&#8221;: Nikola Kalinic. Com apenas 20 anos, este gigante e felino ponta de lança (1,87m) revela-nos uma vez mais a prodigiosa escola de jogadores que em tempos lançou mágicos como Boban, Prosinecki, Robert Jarni ou Davor Suker. Criado e lançado no histórico Hajduk Split, Kalinic é já um talento seguro no seu país, e o seu rendimento na presente temporada não foi surpresa para os seus compatriotas. Uma meia época genial, com 13 golos apontados, e uma segunde metade igualmente de encher o olho, terminando o <em>Prva HNL 2007/08</em> com 18 golos, 28 partidas, e o passaporte para a Áustria e Suíça. Contudo, esta presença na Selecção do seu país não é apenas fruto de uma belíssima temporada, mas é também o prémio por uma carreira brilhante em todas as camadas mais jovens do seu país. Foi destaque nos Sub17 &#8211; 6 golos &#8211; e brilhou novamente nos Sub19 &#8211; 11 golos marcados. Agora, e aproveitando a &#8220;brecha&#8221; deixada por Eduardo da Silva, Niko tenta fazer história com os seus dóceis 20 anos, partindo desde já com a forte possibilidade de se estrear a titular na prova.</p>
<p>Historicamente, a Selecção da Croácia é uma equipa de feitos notáveis. Independente desde 1992, rapidamente fez valer o seu potencial como nação autónoma, conquistando quase de imediato o troféu &#8220;FIFA Best Mover of the Year&#8221; &#8211; correspondente à selecção com maior impulso no Ranking FIFA &#8211; em 1994 e 1998. Actualmente, detém também o fantástico record de imbatibilidade dentro de portas, algo que vem já desde 94.<br />
No apuramento para o Europeu que se avizinha, a turma do Adriático foi rainha sob o comando do ex-central Slaven Bilic, um veterano que nos anos 90 foi pedra basilar no brilhante percurso da Croácia, com uns Quartos-de-Final atingidos no Euro 96, e uma Medalha de Bronze no Mundial 1998. Neste apuramento, venceu 9 e perdeu apenas 1 partida. Marcou por 28 vezes, e sofreu 8 golos. Um percurso exuberante, e que ofereceu a esta equipa a possibilidade de figurar neste Europeu com o estatuto de &#8220;equipa temível&#8221;.</p>
<p>Apesar de tudo, a Croácia é actualmente uma turma em evidente renovação, e a prova disso é o lote de atletas escolhidos por Bilic, onde os veteranos Simic, Robert Kovac, Klasnic, são uma &#8220;minoria&#8221; perante tanta juventude. Kalinic encarna precisamente isso, o sangue novo, a tão importante irreverência dos mais jovens. O ponta de lança dos Balcãs tem um forte e colocado disparo com ambos os pés, e tem como grande arma o jogo de cabeça. É um clássico avançado à antiga, e para o entender basta analisar a forma como recebe a bola dentro da área, esperando pelo <em>timing</em> certo para visar as redes contrárias, mesmo em situação de embaraço. Nikola gosta igualmente de pisar terrenos mais recuados, e é mestre a jogar de costas para a baliza, servindo os companheiros do ataque.</p>
<p>Para defrontar o futebol rectilíneo de Polónia e Alemanha, a Croácia entra a todo o gás para este Euro 2008, e nos pés de Kalinic &#8211; o futuro Alen Boksic para a imprensa do seu país &#8211; estará certamente muita da esperança na juventude croata para mais uma emotiva prova de Verão.</p>
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		<title>Zenit &#8211; Guerreiros de «Saint Petersburg»</title>
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		<pubDate>Sat, 17 May 2008 19:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mas afinal, quem é esta equipa Russa desconhecida da maioria, e que numa única temporada gravou o nome com letras douradas no quadro do futebol europeu? O Zenit de St. Petersburgo, fruto de um percurso a todos os níveis brilhante, deixou-me largamente curioso e o que é certo é que o seu futebol de faceta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas afinal, quem é esta equipa Russa desconhecida da maioria, e que numa única temporada gravou o nome com letras douradas no quadro do futebol europeu? O Zenit de St. Petersburgo, fruto de um percurso a todos os níveis brilhante, deixou-me largamente curioso e o que é certo é que o seu futebol de faceta madura não deixa ninguém indiferente. Contudo, a história do Zenit está bem longe de ser um &#8220;conto de fadas&#8221;.<br />
Na procura por melhores e mais detalhadas informações sobre esta instituição que ainda há poucos anos não passava de uma equipa de 2ª linha, deparamo-nos com a segunda cidade de maior notoriedade no gigante país Euro-Asiático. St. Petersburgo é conhecida como uma cidade de enormes ligações internacionais, sendo igualmente um centro de negócios poderoso. Curiosamente, o actual sucesso do Zenit enquadra-se nesses princípios bem vulgares num país como a Rússia: os milhões, e os habituais jogos de interesse.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2807 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/zenit-win.jpg" alt="Zenit" width="300" height="200" align="left" title="Zenit   Guerreiros de «Saint Petersburg»" />Em 2005, o clube russo formalizou um contrato de patrocínio com a empresa Gazprom, &#8220;apenas&#8221; a maior empresa de extracção de gás natural do mundo, e a organização mais rica do país. De imediato foram injectados 20 milhões de euros no clube, e assim se iniciou um projecto extremamente ambicioso que visava fazer deste histórico clube o campeão do seu país. A decisão seguinte não espantou: a contratação do técnico holandês Dick Advocaat, um experiente e rígido técnico que tinha como tarefa transformar um conjunto de elementos talentosos num colectivo forte e ganhador. Um ano volvido, eram mais alguns os milhões investidos no clube. O que é facto é que, ao contrário de muitos outros projectos de investimento no futebol, o Zenit respirou sucesso desde o primeiro minuto. Em finais de 2007, o clube sagrou-se então pela primeira vez campeão nacional, e apesar do desfasamento entre as competições russas e as restantes competições europeias, a extrema força desta equipa não impediu uma memorável vitória na Taça UEFA. Ultrapassada uma complicada fase de grupos, o Zenit revelou-se uma equipa talhada para os jogos a eliminar &#8211; e que o digam os alemães. Bayern Leverkusen e Bayern Munich foram literalmente humilhados por este &#8220;gigante&#8221; russo, que não deu a mínima chance em termos colectivos, arrecadando assim o troféu.</p>
<p>Será certamente justo evidenciar que há largos anos (ou quiçá mesmo nunca) não viamos um tão claro «outsider» vencer uma competição europeia de forma tão brilhante. Como a história nos habituou, um percurso desta natureza só está ao alcance de equipas guerreiras, batalhadoras, mas igualmente talentosas e organizadas. E o histórico do Zenit não fugiu a isso mesmo. Um equipa a fazer lembrar a URSS de outrora, onde pérolas distribuídas pelo império permitiu criar equipas de enorme valia, num perfume que ainda hoje define de forma bem vincada o perfil do clássico jogador Russo ou Ucraniano: tecnicamente dotado, nunca descurando a forte formação física e táctica, algo que resultava em elementos colectivistas com forte força mental.</p>
<p>Para a imprensa, os factores de sucesso são extremamente discutíveis. Para os mais &#8220;puros&#8221;, é garantidamente a força do balneário, imposta por Advocaat e consubstanciada numa forte equipa. Outros colocam o estrelato nos milhões da Gazprom, ou até no presidente russo Dmitry Medvedev, um confesso adepto do clube e com uma quota substancial na Gazprom. Não tenhamos grandes dúvidas de que existe verdade em qualquer um destes elementos, algo que acaba por não chocar nos tempos que correm, em que até países de &#8220;renome&#8221; se deixam cair no fosso da industrialização.<br />
Para adeptos e patrocinadores, o céu é o limite. Falam-se em investimentos na ordem das muitas dezenas de milhões de euros, em atletas de nome internacional, e até numa nova vitória europeia, desta feita na mítica Liga dos Campeões. Afinal, se há algo que sempre fez parte integrante do futebol que conhecemos, foi a capacidade de sonhar.</p>
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		<title>Stevan Jovetic &#8211; Brilho do Adriático</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2007 12:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Jogodearea esta semana rendeu-se ao velho continente e à sua mais recente nação &#8211; Montenegro. Chama-se Stevan Jovetic e é a nova pérola do Partizan de Belgrado. Com apenas 18 anos é já considerado como o jovem emergente deste &#8220;novo&#8221; Montenegro, sendo já apelidado como o primeiro grande nome do futebol da recém criada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Jogodearea esta semana rendeu-se ao velho continente e à sua mais recente nação &#8211; Montenegro. Chama-se Stevan Jovetic e é a nova pérola do Partizan de Belgrado. Com apenas 18 anos é já considerado como o jovem emergente deste &#8220;novo&#8221; Montenegro, sendo já apelidado como o primeiro grande nome do futebol da recém criada selecção do Adriático.</p>
<p>No contexto politico-social deste novo pais, esteve um estado federal com aproximadamente três anos de duração &#8211; a Sérvia e Montenegro(de 2003 a 2006) situado nos Balcãs, último vestígio da antiga Jugoslávia, e composto, como o nome indica, pelas repúblicas da Sérvia e de Montenegro. A dissolução deste Estado foi dada pelo povo de Montenegro ao votarem pela saída do país da federação em 21 de maio de 2006. A vitória foi apertada, com 55,5% dos votos, apenas 0,5 ponto percentual a mais do necessário para a decisão do referendo e reconhecimento da independência por parte da UE. A 6 de Junho de 2006, Montenegro (significa, precisamente, &#8220;montanha negra&#8221;) passou a ser o mais recente país independente do Mundo.</p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_PA_9zH06n7I/R0sjO2GmgpI/AAAAAAAAAa0/MtEsbW4TT0M/s1600-h/Joveti%C4%87+Stevan.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; cursor: pointer" src="http://bp2.blogger.com/_PA_9zH06n7I/R0sjO2GmgpI/AAAAAAAAAa0/MtEsbW4TT0M/s320/Joveti%C4%87+Stevan.jpg" border="0" alt="Stevan Jovetic   Brilho do Adriático"  title="Stevan Jovetic   Brilho do Adriático" /></a>A nível futebolístico a selecção Montenegrina fez a sua estreia a 24 de Março na capital Podgorica batendo por 2-1 a sua congénere Húngara. Nessa partida histórica, muitos foram os jogadores que se encontraram divididos entre optar pela Sérvia ou por Montenegro, mas o nosso já bem conhecido Zoran Filipovi? (seleccionador Montenegrino) não teve dúvidas em chamar para este verdadeiro baptismo, a dupla sportinguista Vukcevic e Purovic nomeando como capitão Mirko Vucinic da AS Roma e premiou a mais recente pérola da nação &#8211; Stevan Jovetic.</p>
<p>Nascido a 2 de Novembro de 1989 e com 1,83m e 71Kg, este médio atacante alinha no Partizan onde já realizou 54 jogos e marcou 18 golos. Veio para o clube em 2003 proveniente do Mladost Podgorica, onde fez a sua formação. Com o já mítico 35 nas costas, este miúdo apesar da tenra idade (18 anos) destaca-se logo pela sua fisionomia distinta com os longos cabelos negros e a passada imponente que faz questão de impor aos adversários. A nível internacional, disputou jogos nas competições europeias ao serviço do Partizan e marcou recentemente, a 5 de Agosto, um hat-trick numa pré-eliminatória da Taça Uefa frente ao Zrinjski, tendo a sua equipa ganho por 5-0. Na selecção montenegrina já fez história nos Sub-21 ao ser nomeado capitão com apenas 17 anos e ao ser um dos destaques no Campeonato da Europa sub-17, no Luxemburgo em 2006 ainda pela Sérvia e Montenegro.</p>
<p>Mostra classe e postura em campo, sendo já muito frio e com uma bela visão de jogo. Não é claro o tipo de playmaker &#8220;showman&#8221; estilo brasileiro, mas é um jogador prático que embora não sendo veloz, tem bom toque de bola com ambos os pés e já possui um belo remate com força e de cabeça. Observando algumas partidas deste Partizan, cedo se compreende que Jovetic é claramente um típico vagabundo de 2ª linha, que espera a oportunidade para finalizar sem adornos.<br />
Actualmente, é um dos homens do momento no Partizan e o treinador Djukic faz questão de o lançar na equipa onde já apontou 8 golos e vem encantando pela eficácia nas suas acções e pela forma madura como aborda os jogos.</p>
<p>Estará ainda longe do estatuto de super estrela nos principais e competitivos campeonatos do velho continente, mas os tubarões do costume estão cada vez mais atentos a qualquer rebento de qualidade e Jovetic não é excepção.<br />
Nos dias que correm é o homem do momento em Belgrado, com noticias intermináveis do interesse de emblemas como Manchester City, Real Madrid, Sampdória, Inter, AC Milan, Ajax e Feyenord, sendo o mais concreto e mediático a cobiça de sir Alex Ferguson. O avançado tem sido seguido de perto pelos observadores internacionais do Manchester United e está englobado num pequeno grupo de jogadores que poderão interessar quando o mercado de transferências Inverno abrir. O United parece agora mais interessado em recrutar jovens promessas e continuar o enorme sucesso da prospecçao para a equipa de reservas e academia, isto depois de ter havido no passado alguma falta de investimento na juventude. Os &#8220;red devis&#8221; terão mesmo oferecido 10 milhões de euros para garantir o jogador, mas o Partizan mostra-se disponível em abrir mão do seu pupilo em 2009.</p>
<p>Verdade é que apesar das virtuais transferências milionárias, parece inevitável que em breve Jovetic poderá completar a sua formação num país com melhores noções de futebol moderno e exigente, apesar do todo o seu virtuosismo e inegável qualidade, terá de encontrar um forte apoio para vingar no competitivo mundo do futebol actual.</p>
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