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	<title>Jogo de Área &#187; Itália</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Khouma El Babacar, o novo talento Viola!</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 12:36:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aos dezasseis anos, Khouma El Babacar, um senegalês de imponente porte físico, encanta o Artemio Franchi. Ao lado de outro jovem com o mundo a seus pés &#8211; o montenegrino Stevan Jovetic &#8211; resgatam a esperança de os viola poderem voltar a contar com uma dupla do nível de Rui Costa e Batistuta!
Ademais, diga-se que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos dezasseis anos, Khouma El Babacar, um senegalês de imponente porte físico, encanta o Artemio Franchi. Ao lado de outro jovem com o mundo a seus pés &#8211; o montenegrino Stevan Jovetic &#8211; resgatam a esperança de os viola poderem voltar a contar com uma dupla do nível de Rui Costa e Batistuta!</p>
<p>Ademais, diga-se que este jovem senegalês tem tudo para ter um radioso futuro no glamouroso mundo do calcio.. talento, velocidade e frieza na finalização são alguns dos predicados que tornam este verdadeiro talento no menino querido dos <em>tifosi viola</em>, num registo de jogo semelhante à gazela nerazurri, Balotelli. Mas distintamente de Super Mário, aqui termo de comparação, a aptidão natural que demonstra é proporcional à abnegação que coloca em cada lance. Ao desejo de tacticamente ser útil, o que o faz por vezes descair na faixa esquerda do seu ataque, alia-se a sua velocidade&#8230; a capacidade de desequilibrar em situações de confronto individual, tudo com o mesmo sorriso que tinha quando chegou aos treze anos a Pescara, seu primeiro clube em Itália, provindo do Senegal natal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3394 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/03/Khouma-Babacar.jpg" alt="Khouma El Babacar, o novo talento Viola!" width="280" height="198" align="left" title="Khouma El Babacar, o novo talento Viola!" />Aí, as suas imensas qualidades falaram mais alto&#8230; e o departamento de prospecção da Fiorentina haveria de o resgatar, juntamente com o suíço Seferovic, o grande obreiro de uma conquista inédita para o futebol helvético: o campeonato mundial de Sub-17. Efectivamente, tudo tem acontecido rápido na carreira do jovem, desde que chegou a Florença&#8230; desde os cintilantes desempenhos na Equipa Primavera, à estreia frente ao Chievo num jogo da Taça de Itália foi um repente. O primeiro golo pela equipa principal surgiria nesse mesmo prélio e tornava-se óbvio que em Babacar residia um diamante por lapidar!</p>
<p>Com a suspensão de Mutu por problemas ligados ao doping, o seu espaço na equipa principal escancarava-se definitivamente e ele haveria de aproveitar a chance, tornando-se numa espécie de arma secreta de uma equipa que só não foi mais longe na Champions porque não a deixaram!</p>
<p>Aos dezasseis anos é para ser acompanhado com muita atenção. Real Madrid, Manchester United e Chelsea já quiseram observar<em> in loco</em> as qualidades do jovem&#8230; todavia, já receberam uma resposta inequívoca: quer ele, quer Jovetic, este já na rampa de lançamento para ser um dos melhores jogadores do mundo, são inegociáveis e intransferíveis, pois em Florença há o sonho de fazer reviver uma das mais vetustas alianças do mundo do futebol: a perfeita simbiose entre o playmaker e o ponta de lança&#8230; ou, como se diz em Firenze, após Rui Costa e Batistuta, o futuro será Jovetic e Babacar. A ver vamos!</p>
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		<title>Mariga, o reforço queniano de José Mourinho</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 12:55:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mourinho pretendia um médio para suprir a venda de Patrick Vieira ao City… tentou Veloso por empréstimo e levou uma óbvia nega do Sporting; fez Manuel Fernandes viajar até Milão para, surpreendentemente, chumbar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mourinho pretendia um médio para suprir a venda de Patrick Vieira ao City&#8230; tentou Veloso por empréstimo e levou uma óbvia nega do Sporting; fez Manuel Fernandes viajar até Milão para, surpreendentemente, chumbar nos exames médicos; mas nas últimas horas surpreendeu meio mundo ao reforçar-se com um queniano&#8230; não, não é para a equipa de atletismo, mas sim um verdadeiro valor acrescentado para o meio campo nerazurri. O seu nome é McDonald Mariga e encantava no meio campo do Parma, onde controlava a área como quem controla a imensidão da savana africana, onde corria como os seus compatriotas o fazem nas planícies, com o sonho de um qualquer observador provindo de Nairobi os tornar uma estrela no mundo do atletismo!</p>
<p>Nascido em 1987, haveria de se revelar no Kamukunji High School Golden Boys, jogando ao lado do outro nome mais conhecido da actualidade do futebol queniano, o ponta de lança Dennis Oliech que actualmente joga nos franceses do Auxerre. Após dois títulos nacionais, mais propriamente em 2002 e 2003, partiria à aventura&#8230; da tórrida e inóspita Nairobi até à glaciar e cosmopolita Suécia foi um passo, um curto passo!</p>
<p>Mas não se pense que o longilíneo (1,88m) queniano teve como destino um clube fadado a uma qualquer presença na Champions. Não, ele foi aterrar ao terceiro escalão sueco, aos desconhecidos Enkopings SK. Aí, todo o seu potencial físico e técnico refulgiu! Usando uma expressão corrente, poderemos dizer que no meio-campo era tudo dele e ninguém passava.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3350 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/McDonald-Mariga-2.jpg" alt="McDonald Mariga" width="280" height="195" align="left" title="Mariga, o reforço queniano de José Mourinho" />Com tamanho impacto físico ao qual se aliava o seu carácter exótico, haveria de ter a publicidade necessária para dar mais um passo em frente na carreira. Assim, assinaria pelo Helsingborgs, um dos melhores clubes suecos, chegando mesmo a ser companheiro de equipa da lenda de seu nome Henrik Larsson. Num campeonato em que a vertente física é o vector essencial, com o seu imenso pulmão tornou-se peça chave de uma equipa que ambicionava os títulos&#8230; num campeonato em que a técnica por vezes é olvidada, fez-se notado pelo seu reportório que lhe permitia, também, apoiar os avançados.</p>
<p>Harry Redknapp, na altura boss do Portsmouth lançou-lhe o canto da sereia. Porém, questões com a sua autorização de trabalho obstaram a que se transferisse para a Premier League, já que além do Quénia não se encontrar numa posição respeitável do Ranking FIFA, McDonald não tinha os 75% de jogos efectuados pela sua selecção na época em curso e necessários para o departamento responsável dar o aval à transferência.</p>
<p>Já que Inglaterra se afigurava como um Kilimanjaro inultrapassável, outro sonho começou a tomar conta de si: o maravilhoso mundo do Calcio. Chegaria a Parma em 2007, por essas alturas um colosso em decomposição. O escândalo da falência da Parmalat abalara e de que maneira e o clube haveria de descer à Série B. Ainda assim, na época de adaptação ao futebol italiano e ao seu tradicional tacticismo, realizou dezoito jogos e deixou boa imagem!</p>
<p>No ano seguinte, no segundo escalão transalpino, faria trinta e cinco jogos, apontaria três golos e seria a cabeça de cartaz de um clube parmesão de volta aos principais palcos italianos. Daria seguimento a essa espiral de sucesso, sendo a pedra base, enquanto não se lesionou, de uma equipa que este ano sob o comando de Guidolin &#8211; um guru dos meandros do futebol italiano &#8211; tem feito uma carreira bem agradável.</p>
<p>Surgiu agora ligado a uma transferência para o Manchester City. Mancini conhece-o bem e sabia com quem contar. Porém, novamente, o fantasma da autorização de trabalho abortou o sonho&#8230; sabendo disso e sagaz como sempre, após perder Veloso e Fernandes, Mourinho não hesitou. Enviou para Parma o jovem francês Jonathan Biabiany e emprestou o chileno Luis Jimenez após a fracassada aventura deste no West Ham, e garantiu um dos mais promissores médios da actualidade&#8230; que, apesar, do exotismo, compreende todos os cânones do Calcio.</p>
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		<title>Diego, um artista incompreendido</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 16:13:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vida difícil a de Diego, no exigente mundo do calcio. Efectivamente, o playmaker canarinho tem encontrado dificuldades para se impor no complicado mundo das amarras tácticas que tolhem os jogadores, no mundo transalpino.
Esta temporada, Diego tem sido o espelho da Vecchia Signora&#8230; um início forte, em que o estratega além de alimentar a vontade goleadora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vida difícil a de Diego, no exigente mundo do calcio. Efectivamente, o playmaker canarinho tem encontrado dificuldades para se impor no complicado mundo das amarras tácticas que tolhem os jogadores, no mundo transalpino.</p>
<p>Esta temporada, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/italia/zidane-diego-juventus/1133354-1489.html" target="_blank">Diego</a> tem sido o espelho da Vecchia Signora&#8230; um início forte, em que o estratega além de alimentar a vontade goleadora de Trezeguet, Iaquinta, ou Del Piero, também marcava golos, para posteriormente tornar-se mais um símbolo do ocaso bianconeri. Poder-se-à alvitrar que tal se deveu ao choque nas competições europeias, e que esse embate estará a comprometer toda uma época. Na verdade, este ano os homens de Turim acreditavam ser possível chegar longe na Champions e o grupo potenciava esse sonho&#8230; porém, além das dificuldades, já consabidas, que foram causadas pelo Bayern, um surpreendente Bordeaux estragou umas contas que se anteviam acessíveis&#8230; e a partir daí tudo correu mal!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2670 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/diego-juventus.jpg" alt="Diego" width="300" height="210" align="left" title="Diego, um artista incompreendido" />Aliado a esses factores, o brasileiro não se encontra, ainda, preparado para arcar como todas as responsabilidades de construção no jogo juventino, e neste momento, assemelha-se a Rhodes a carregar o globo terrestre sobre os seus ombros!</p>
<p>Felipe Melo tem sido uma desilusão, quase ganhando o Bidão de Ouro. Tiago, por desempenhos similares ao brasileiro, partiu sem honra nem glória. Sissoko é um mero destruidor, que ainda para mais teve a CAN no presente ano. Poulsen, não obstante a sua generosidade, nunca há-de ser um suporte para as tarefas de construção. Marchisio, apesar do talento, é um jovem ainda à procura do seu espaço, o mesmo sucedendo com o rato atómico Giovinco, que não obstante todo o talento e a velocidade ainda carece de efectividade e regularidade!</p>
<p>Com tantos problemas na zona central, seria óbvio que o brasileiro não poderia resolver as partidas&#8230; nem sentir-se seguro para criar os desequilíbrios que criava no Santos, ao lado de Robinho, ou no Bremen! E, agora, lembremo-nos do sucedido no Porto, onde em iguais momentos de instabilidade, o génio se eclipsou. Desapareceu nas mordaças de um resultadismo latente, e vislumbramos o jogador agrilhoado a uma faixa esquerda que não podia dar-lhe a alegria que precisava. Saído para a Alemanha, onde encontrou uma equipa formada que mesmo sem ser das mais fortes do campeonato respirava estabilidade e possuía uma estrutura montada para receber um playmaker de refinado quilate, voltou a ser determinante com golos e muitas assistências.</p>
<p>Agora, jamais lhe peçam para ser ele a resgatar a equipa das profundezas do abismo&#8230; isso não será tarefa de um homem que joga, apenas, no último terço do campo, necessitando, acima de tudo, estar suportado por uma retaguarda forte para poder explanar o seu jogo tranquilamente. Pois caso contrário, o génio regressará timidamente à lamparina e a banalidade será dominante!</p>
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		<title>Coutinho, mais uma estrela do lado de lá!</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 11:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil, esse imenso viveiro de craques, onde os jogadores florescem mais rápido que as próprias flores. Sempre com mais um craque a descobrir, uma tentação flamejante para os endinheirados clubes europeus andarem de cabeça à roda entontecidos por mais uma descoberta digna de realce!
E seja baiano, paulista, ou gaúcho&#8230; Philippe Coutinho, por acaso, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil, esse imenso viveiro de craques, onde os jogadores florescem mais rápido que as próprias flores. Sempre com mais um craque a descobrir, uma tentação flamejante para os endinheirados clubes europeus andarem de cabeça à roda entontecidos por mais uma descoberta digna de realce!</p>
<p>E seja baiano, paulista, ou gaúcho&#8230; Philippe Coutinho, por acaso, até é carioca, nado e criado na cidade maravilhosa, o impressionante Rio de Janeiro, onde uma infinidade de beleza convive com uma dolorosa marginalidade&#8230; e onde a arte às vezes ajuda a esconder dolorosas realidades! E a arte do jovem Philippe, comandando todo o jogo vascaíno não deixa nada nem ninguém indiferente&#8230;inebriante, sedutora e ao mesmo tempo objectiva e concreta, numa simbiose perfeita de malícia carioca e assertividade europeia.</p>
<p>Nascido em 1992, desde cedo que ingressou nas escolinhas do clube dos portugueses do Rio, e a partir daí ganhou uma inseparável companhia: a camisola 10 com que pega no jogo e pinta um quadro de garridas cores&#8230; e essa magia, com a bola colada aos pés, simplesmente já lhe trouxe um contrato que entrará em vigor assim que faça dezoito anos, com o Inter de Milão. Para o ano, o jovem Coutinho será orientado por Il Speciale. E Mourinho, terá uma tarefa primordial: domar um talento absoluto, fazendo-o absorver o tacticismo pleno de insolência dos italianos e criar a mescla da competitividade com o gosto de jogar à bola &#8211; dura privação para estrelas como Adriano e até Ronaldinho!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3034 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/Philippe-Coutinho-vasco.jpg" alt="Philippe Coutinho" width="300" height="218" align="left" title="Coutinho, mais uma estrela do lado de lá!" />Por ora, na Série B brasileira, ao lado de outras promessas como Alan Kardec ou Alex Teixeira, vem ajudando o clube do navegador a retornar ao seu verdadeiro lugar, ao lado dos campeões, numa equipa plena de juventude, onde Carlos Alberto &#8211; o Feijão que Mourinho pretendeu tornar no Porto jogador de topo mundial &#8211; é cabeça de cartaz. Mas acerca de Coutinho, já que é sobre ele que este artigo versa, poderemos dizer que apesar da sua juventude, a sua carreira já conta com algumas célebres histórias&#8230; o autêntico nó cego com que brindou Materazzi num jogo particular contra o Inter, ou o vermelho com que foi admoestado por excesso de pormenores artísticos, levando o árbitro a concluir que estava a humilhar a equipa adversária que era o ABC, num jogo a contar para o Cariocão! Mas, foi conta o Duque de Caxias que o fenómeno despontou. Apesar do empate a zero, os alvinegros do Rio estrearam um neném que encantou, despoletando de imediato a cobiça dos melhores clubes europeus e a certeza de estarmos perante alguém que tem o mundo do futebol a seus pés!</p>
<p>Todavia, ainda nem tudo será um mar de rosas&#8230; atendendo à sua idade, ainda não possui envergadura física para suportar um jogo contra homens feitos. Mas ainda assim procura dar-lhes luta! Aquele célebre jogo com o Paraná é a prova eloquente disso: com a exigente torcida vascaína já a vaiar os atletas, Coutinho inventou um passe de génio que isolou Robinho para este fazer o golo da vitória. E quando já se preparava para sair em ombros, provou a sua imaturidade, cometendo duas faltas infantis que lhe causaram a expulsão e fazendo a equipa sofrer mais que o devido para almejar a vitória!</p>
<p>Mas, as estrelas funcionam, por vezes, assim. De impulsos&#8230; do insondável clic que tanto pode comprometer a equipa, mas que na maior parte das vezes lhe garante a vitória. Philippe Coutinho, para descobrir a partir do próximo ano no exigente mundo do Calcio.</p>
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		<title>Marco Borriello, um predador de área!</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 20:27:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Itália, apesar de ser um país pleno de artistas e onde a expressão dos mesmos assume foros de relevância, no futebol prefere o pragmatismo dos centro europeus. Chamando-lhe pragmatismo, voltamos costas àquela temível palavra que mais vezes serve para caracterizar o estilo de jogo dos transalpinos: cinismo! Mas, não obstante esse pragmatismo ou excessivo tacticismo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Itália, apesar de ser um país pleno de artistas e onde a expressão dos mesmos assume foros de relevância, no futebol prefere o pragmatismo dos centro europeus. Chamando-lhe pragmatismo, voltamos costas àquela temível palavra que mais vezes serve para caracterizar o estilo de jogo dos transalpinos: cinismo! Mas, não obstante esse pragmatismo ou excessivo tacticismo, desde cedo existiram em Itália temíveis goleadores, que aprenderam que no seu métier, por terem poucas oportunidades para facturar, têm de aproveitar todas as hipóteses&#8230; qual hiena solitária que tem que aproveitar os restos deixados pelos leões!</p>
<p>E nesse mundo votado à solidão, surgiu uma casta de terríveis finalizadores, ensinados a não desperdiçar. Recordamos Meazza, o homem do bicampeonato mundial que deu nome a um estádio; lembramo-nos de Mazzolla, da inolvidável equipa do Torino que sucumbiu na montanha de Superga, vinda de Lisboa; de Gigi Riva, vice-campeão mundial; de Rossi, com aquele hat-trick numa tarde quente de 1982, em Sevilha, quando destruiu o melhor Brasil da história; da dupla da Sampdoria constituída por Vialli e Mancini; do bombardeiro Vieri, e tantos outros que aprenderam que a sua tarefa era para ser protagonizada no isolamento&#8230; tendo que aprender a viver ao abandono!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3039 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/marco-borriello-milan.jpg" alt="Marco Borriello" width="300" height="191" align="left" title="Marco Borriello, um predador de área!" />E surge-nos, agora, mais um homem que pretende integrar essa elite de matadores. Marco Borriello é o seu nome e golos&#8230; muitos, de preferência, a sua tarefa! Nascido nas espaldas do Vesúvio e onde a Camorra dita leis, não seria no bairrista Nápoles que começaria a brilhar. Desde cedo Milanello acolheria este candidato a predador e moldá-lo-ia nas camadas de base rossoneri! Mas, todavia, e quiçá por não reconhecerem nele o <em>killer instinct</em> necessário, veria metade do seu passe ser cedido ao Treviso, numa daquelas operações que são correntes em Itália, mas que em Portugal causam estranheza e confusão: a compropriedade do passe entre duas equipas de futebol. E aí, paredes meias com a fronteira da Eslovénia, mostraria que também sabia disparar rumo ao golo: foram dez em vinte e sete jogos, e o retorno a Milão para assumir um lugar na equipa principal!</p>
<p>A 21 de Setembro de 2002 estrear-se-ia de rossoneri vestido, frente ao Perugia. Todavia, jamais conseguiu estabelecer-se como titular na frente de ataque milanesa, aliás, pautaria esse périplo pelo Milan por constantes empréstimos, de modo a ganhar consistência no seu jogo. Reggina, Sampdoria e Treviso receberam o jogador, no intuito de lapidar os seus atributos, o que aconteceria, apesar dos poucos golos apontados! Seria em Treviso que teria a nódoa na sua carreira&#8230; as malhas do doping prenderam-no, graças à inenarrável prednisolona, que é um esteróide, mas que Borriello afirmou usar para melhorar o seu desempenho sexual com a fabulosa modelo argentina Belen Rodriguez. As suas justificações seriam consideradas plausíveis e apenas estaria suspenso dois meses. Em Junho abandonaria, definitivamente, Treviso.</p>
<p>Seguidamente, e até um pouco surpreendentemente, por a sua carreira não conseguir descolar e jamais ver o rótulo de esperança eternamente adiada desaparecer, seria vendido, mais uma vez em compropriedade, ao Genoa, clube que houvera subido, nesse 2007, à Serie A e desejava aí estabelecer-se&#8230; e como o avançado ajudou nesses desígnios! Os dezanove golos da época 2007-2008 confirmaram todos os seus predicados: força física, bom jogo aéreo e uma rapidez de execução digna de um herdeiro de pleno direito dos grandes avançados italianos, fizeram com que do quase ostracismo a que fora votado, chegasse à Squadra Azurra. Estrear-se-ia curiosamente contra Portugal, em 2008, num jogo particular realizado em Zurique, e de preparação para o Euro 2008&#8230; para onde seria convocado, sem no entanto, actuar!</p>
<p>No fim da competição e devido à venda de Gillardino à Fiorentina, regressaria a Milanello, sendo os genoveses ressarcidos por isso. Porém, a primeira época não lhe correria bem, actuando em apenas sete jogos, devido a uma arreliadora lesão que o afastou dos relvados! Surge, em grande este ano, ainda que sem Kaká a municiar o jogo milanês. Todavia, tem sabido interpretar o maravilhoso mundo de Ronaldinho, que por ora começa a reaparecer, assim como a juventude arrogante e rebelde de Pato ou o estranho apagão de Huntelaar. No Sábado, perante o Parma foi decisivo ao apontar dois golos. Certamente, esta época, ainda o será mais vezes!</p>
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		<title>Ronaldinho: A hora de voltar</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/09/ronaldinho-a-hora-de-voltar/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 16:14:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sete de Março de 2006. Ao ver o camisa dez do Barcelona simplesmente atropelar a sólida defesa do Chelsea no golaço que abriu o placar no Camp Nou (empate em 1 a 1 pela Liga dos Campeões), este que escreve se pegou pensando seriamente na hipótese de estar testemunhando a história do novo maior jogador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sete de Março de 2006. Ao ver o camisa dez do Barcelona simplesmente atropelar a sólida defesa do Chelsea no golaço que abriu o placar no Camp Nou (empate em 1 a 1 pela Liga dos Campeões), este que escreve se pegou pensando seriamente na hipótese de estar testemunhando a história do novo maior jogador de todos os tempos sendo escrita.</p>
<p>A fase de Ronaldinho era estupenda e o raciocínio muito simples: faltava ao craque um momento mágico na seleção, que poderia vir na Copa da Alemanha. Poucas vezes na história dos mundiais as esperanças de espetáculo se concentraram tanto em um único jogador. Se ele correspondesse e, de fato, desequilibrasse a favor do Brasil na conquista do hexa, o gaúcho ganharia sua terceira Bola de Ouro, como Ronaldo e Zidane, e seria bicampeão do mundo protagonizando uma das conquistas. Feitos maiores do que os de Maradona e semelhantes aos de Garrincha. Sendo bem criterioso, também seriam iguais aos de Pelé, que praticamente não jogou em 1962.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2824 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/ronaldinho-barcelona.jpg" alt="Ronaldinho" width="300" height="198" align="left" title="Ronaldinho: A hora de voltar" />Naquela tarde de devaneios, é óbvio que o colunista não desconsiderou a possibilidade de tudo aquilo dar errado, do “oba-oba” atrapalhar a seleção brasileira e Ronaldinho falhar no instante decisivo. Mas nem no mais terrível pesadelo, projetando o pior dos mundos, foi possível imaginar que, apenas três anos depois, Ronaldinho estaria tão decadente e desnorteado, se arrastando pelos campos neste início de temporada do Milan, refúgio do brasileiro após uma série de insucessos em Barcelona. O menino que chamou a atenção no título mundial sub-17 em 1997, encantou em seus primeiros toques na bola que terminaram em gol antológico na estreia pela seleção principal contra a Venezuela dois anos depois, ganhou o mundo em 2002 e chegou ao ápice individual de 2004 a meados de 2006 pelo time catalão hoje é uma mera caricatura envelhecida de quem parece viver a fase final de sua carreira. Aos 29 anos&#8230;</p>
<p>Observar Ronaldinho caminhando perdido pelos gramados europeus com apenas alguns espasmos da genialidade que ficou em algum estádio espanhol desperta um misto de dó, revolta e perplexidade. Mais que isso, a pergunta que martela na cabeça é simples e direta: por quê?</p>
<p>A questão é física, mas também técnica e psicológica: pelo centro ou pela esquerda, no meio-campo ou no ataque, a agilidade e a confiança dos tempos áureos são passado. Antes ele dominava girando sobre o marcador e arrancando logo em seguida. Hoje para a bola, protege e, inseguro, quase sempre toca para trás. Um pivô inútil que só consegue algum lampejo diante de marcações mais frouxas. A performance na goleada sofrida para a Internazionale de José Mourinho por 4 a 0 no dérbi de Milão foi constrangedora e desanimou até os fãs mais pacientes. Seleção e Copa do Mundo na África do Sul se transformaram em planos muito distantes, quase esquecidos.</p>
<p>A constatação é cruel: não há mais como jogar em alto nível nos principais clubes do mundo. O hesitante Milan do técnico Leonardo é o 11º colocado do Calcio e Ronaldinho sequer é titular absoluto de uma equipe que perdeu seu maior craque. Os que esperavam que o camisa 80 assumisse a responsabilidade de substituir Kaká e comandasse o time rossonero já desistiram e vaiam o talento que parece ter escorrido de vez pelo ralo com o fiasco verde e amarelo há três anos.</p>
<p>Portanto, é chegada a hora de assumir que o sonho acabou e seguir o exemplo do homônimo dentuço, que percebeu a impossibilidade de reviver sua fase dourada e voltou ao seu país, de futebol empobrecido pela indigência econômica dos clubes, para sobrar com sua técnica acima da média que nem a péssima forma física consegue juntá-la à vala comum.</p>
<p>A idéia da aposentadoria precoce aventada na Itália até pode representar um ponto final mais digno em trajetória tão bela quanto inconstante. No entanto, a paixão instantânea de torcidas carentes de ídolos e todo o movimento de mídia e cifrões por conta da chegada de uma estrela rediviva podem recolocar o brilho nos olhos de outro Ronaldo que agora só pode ser gigante inserido no contexto de um futebol nanico.</p>
<p>O estranho paradoxo de ter humildade para ser um popstar no Brasil é o que restou a Ronaldinho Gaúcho, o projeto de gênio que não vingou.</p>
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		<title>A Hora e a Vez de Diego</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 10:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao ser campeão brasileiro pelo Santos com apenas 17 anos em 2002, Diego ganhou status de craque de forma prematura e queimou etapas rápido demais. Depois do insucesso na passagem por Portugal, sua primeira experiência internacional, o meia se adaptou ao futebol europeu atuando na Alemanha e agora parece pronto para brilhar na Itália com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ser campeão brasileiro pelo Santos com apenas 17 anos em 2002, Diego ganhou status de craque de forma prematura e queimou etapas rápido demais. Depois do insucesso na passagem por Portugal, sua primeira experiência internacional, o meia se adaptou ao futebol europeu atuando na Alemanha e agora parece pronto para brilhar na Itália com um futebol tão belo quanto objetivo, que vem fazendo a diferença nas primeiras rodadas do Calcio.</p>
<p>O menino que, junto com Robinho, encantou o Brasil no segundo semestre do ano em que a seleção se sagrou pentacampeão mundial sempre se destacou pela personalidade e a técnica apuradíssima, apesar do preciosismo natural para sua idade. Assim como era compreensível uma trajetória repleta de altos e baixos de um talento tão precoce. O primeiro revés veio com a eliminação brasileira no torneio pré-olímpico em 2004. Diego e Robinho se transformaram nos bodes expiatórios de uma seleção desorganizada por conta das brincadeiras que já aconteciam em Santos, mas não eram criticadas porque os resultados apareciam.</p>
<p>A saída para o Porto no mesmo ano pouco contribuiu para a carreira do meia, que aprendeu a enfrentar marcações mais cerradas no Werder Bremen, mas não conseguiu decolar em uma equipe que não soube se impor na Bundesliga, não deu sorte nos cruzamentos da Liga dos Campeões e perdeu a final da Copa da UEFA (agora Liga Europa), sem Diego na decisão, para o Shakhtar Donestk. A derrota na competição continental foi a senha para buscar uma camisa mais pesada e decolar no Velho Continente.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2670 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top:5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/diego-juventus.jpg" alt="Diego" width="300" height="210" align="left" title="A Hora e a Vez de Diego" />Com fome de taças e buscando renovar elenco envelhecido, a Juve surgiu como a melhor opção para Diego. E o camisa 28 não vem decepcionando os Bianconeri. Na estreia oficial contra o Chievo, assistência em cobrança de falta para o gol único da partida, marcado por Iaquinta. No Estádio Olímpico, show contra a Roma no triunfo por 3 a 1, com dois gols e fantástica atuação que encantou e empolgou os tifosi. As comparações com Zico e Maradona da sempre exagerada imprensa italiana podem atrapalhar pelos elogios, mas também pelo aumento das cobranças e a vigilância dos adversários. E a forma de jogar do time juventino também não ajuda muito: se o esquema tático armado por Ciro Ferrara dá a liberdade que Diego necessita para brilhar, o time não precisa ficar engessado num sistema imutável que centraliza tudo em seu meia de ligação.</p>
<p>O problema no meio-campo juventino é que do trio de volantes que trabalha atrás do “trequartista”, o que se projeta mais à frente por característica é Felipe Melo, exatamente o que joga plantado à frente da zaga. Marchisio e Tiago até apoiam pelos lados, mas sem tanto furor e eficiência. Isso complica a movimentação quando Diego recua para fugir da marcação e armar as jogadas. A dificuldade aumenta com a pouca mobilidade de Iaquinta e Amauri, homens de área que afunilam esperando os lançamentos. Ferrara vai buscando alternativas com as entradas de Camoranesi no meio e Trezeguet e Del Piero no ataque.</p>
<p>Enquanto o treinador tateia atrás da melhor formação, Diego vai fazendo a diferença e se transformando num nome que Dunga deve olhar com carinho para a suplência de Kaká, mesmo faltando ao ex-santista uma grande exibição com a camisa verde e amarela. Em Turim, ele vem sendo corpo e alma de um time que já vem forte para a luta pelo scudetto.</p>
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		<title>Procissão ao San Paolo</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 23:07:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lourenço Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arena]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Rezar quinzenalmente no San Paolo é um dos rituais mais habituais de um napolitano. O santuário soberano do futebol do sul de Itália, o único reduto capaz de rivalizar em tamanho e grandeza com o Olímpico de Roma e o San Siro, é um exemplo de resistência e devoção. Dos milhares que assistiram aos dribles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rezar quinzenalmente no San Paolo é um dos rituais mais habituais de um napolitano. O santuário soberano do futebol do sul de Itália, o único reduto capaz de rivalizar em tamanho e grandeza com o Olímpico de Roma e o San Siro, é um exemplo de resistência e devoção. Dos milhares que assistiram aos dribles de Maradona ao sofrimento das divisões inferiores, os adeptos do Napoli fizeram do seu recinto o seu estandarte de eleição.</p>
<p>Não é por acaso que o presidente do Napoli e o presidente da câmara da cidade propuseram há uns anos que se modificasse o nome do San Paolo para Estadi Diego Maradona. Foi na era dourada de &#8220;El Pibe&#8221; que o estádio napolitano atingiu o seu apogeu. Estávamos em plena década de 80 e o recinto, então com 35 anos, vivia em constante ebulição. Quando o astro argentino foi apresentado, os 70 mil lugares estavam preenchidos por napolitanos desejosos de ver o seu particular salvador. Não se enganaram. Diego Armando Maradona fez do Napoli uma equipa temível. Em Itália desafiou o poder estabelecido entre os clubes do norte (AC Milan, Inter, Juventus, Torino, Sampdoria) e da capital (Lazio e Roma) e conseguiu os dois únicos títulos da história do clube. Numa cidade marcada pelo sangue da máfia e com o Vesúvio majestoso em pano de fundo, a pouco e pouco o San Paolo foi conhecendo uma dimensão transcendental mais do que nunca se imaginara nos anos posteriores à sua fundação.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2628 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/napoli-stadio-sao-paolo.jpg" alt="Stadio San Paolo" width="300" height="200" align="left" title="Procissão ao San Paolo" />Foi em 1959, época áurea de construção de novos recintos, que Napoles viu nascer o seu estádio. Construído para rivalizar com os do Norte, rapidamente se tornou num dos três grandes recintos italianos. Era o orgulho da população loca, isolada e ostracizada por quase toda a Itália. Uma cidade marcada pelo braço longo da máfia e pela extrema pobreza que se agarrou à equipa de futebol como um símbolo da região. Localizado num pequeno subúrbio perto do mítico Vesúvio, o imponente estádio foi ganhando fama. Mas é realmente na década de 80 onde atinge a condição de mito. Os jogos disputados pela equipa azul celeste eram acompanhados por uma multidão eufórica e ensurdecedora de tal forma que o próprio Maradona chegou a dizer que muitos jogos foram ganhos pelo próprio estádio. Em 1989 foi construída uma cobertura especial para preparar o recinto para o Mundial de 1990. Durante a prova, o San Paolo recebeu vários jogos mas nenhum como a inesquecível semi-final entre a Argentina, do ídolo local, e a própria Itália. Maradona chegou a pedir o apoio dos napolitanos mas o estádio aplaudiu o onze da azzurra como nunca o tinha feito. Apesar da vitória argentina, Maradona saiu do estádio sob um imenso coro de aplausos. Anos depois, com a saída do astro, veio a falência financeira e o Napoli caiu estrepitosamente nas divisões regionais. Mas o San Paolo manteve-se vivo.</p>
<p>Durante largos anos, enquanto que a equipa napolitana ia subindo nas provas nacionais, o San Paolo continuava a ser o seu estandarte de eleição. Quando a equipa napolitana militava na Serie B, o recinto continuou a ser o terceiro com melhor médio de assistência, apenas atrás do S. Siro e Olimpico de Roma. Um feito enorme que levou a novas melhorias nas infra-estruturas, justificadas com o regresso do clube à elite desportiva. O ano passado as bancadas voltaram a vibrar com a notável primeira volta da equipa e para este ano a emoção ferve já no coração dos napolitanos, que peregrinam como nenhuma outra massa associativa para rezar à casa de um santo que foi consagrada por um Deus.</p>
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		<title>Leonardo&#8230; A Grande Aventura!</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 14:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De Leonardo, as primeiras luzes chegaram-me em 94, no Mundial que quebrou o jejum canarinho mas em que o, então, lateral esquerdo, após se revelar pelas melhores razões &#8211; técnica sublime, bom poder de colocação, e um pé esquerdo com olhos &#8211; deixou-se enredar por um erro, próprio de um ser humano&#8230; e ficou marcado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De Leonardo, as primeiras luzes chegaram-me em 94, no Mundial que quebrou o jejum canarinho mas em que o, então, lateral esquerdo, após se revelar pelas melhores razões &#8211; técnica sublime, bom poder de colocação, e um pé esquerdo com olhos &#8211; deixou-se enredar por um erro, próprio de um ser humano&#8230; e ficou marcado pela bárbara agressão a Tab Ramos, que lhe custou um prematuro adeus à campanha vitoriosa do escrete!</p>
<p>Mas a qualidade ficou presente e o salto para a Europa foi conseguido. Daquela inolvidável equipa do São Paulo, campeã intercontinental, onde pontificavam, além dele, Zetti, Muller, entre outros, chegava a aventura europeia&#8230; Aí quer no Milan, quer no Paris Saint Germain demonstrou que o infeliz acaso ocorrido nos Estados Unidos, fora um mero incidente. Um acaso próprio da imanência do ser humano, que por o ser, por vezes se descontrola. Mas, além do gentleman revelou-se sem dúvida um digno percussor da boa escola brasileira e afirmou-se com uma facilidade indiscutível.</p>
<p>Além do mais, no balneário revelava-se um líder, um homem de confiança para todos os treinadores que tiveram a possibilidade de o orientar e nele confiar. Após essa profícua aventura europeia e a natural retirada surge-lhe, agora, uma das grandes oportunidades da sua vida, estrear-se como treinador no Milan que tantas glórias lhe possibilitou&#8230; após director técnico, agora a aventura vai ser no banco de suplentes, e numa, teme-se, dolorosa época de transição. Assim, vai encontrar uma equipa sem vozes de referência e sem um líder natural &#8211; e como eles nas grandes equipas fazem falta, para ensinar os mais jovens a saborearem o gosto da vitória, para assimilarem essa cultura!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2501 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/leonardo_psg_milan.jpg" alt="Leonardo" width="300" height="203" align="left" title="Leonardo... A Grande Aventura!" />Assim Maldini, esse monstro que varria a ala esquerda ou a zaga, e que, ele próprio, era tão importante como o emblema do clube, já lá não mora; a voz de suporte de Ancelotti e de outros tantos técnicos já lá não mora; e quão difícil vai ser, alguém, ocupar aquele lugar! Kaká, a grande estrela do plantel, deixou-se seduzir pelos milhões merengues e partiu. Deixou uma equipa órfã de talentos, principalmente quando as outras duas mega estrelas da companhia enfrentam um óbvio ocaso: Beckham, pela própria idade e pelo stylish lifestyle e Ronaldinho por se ter deixado enredar pelas teias que envolvem ou envolveram outras estrelas de Terras de Vera Cruz, tais como no passado o malogrado Mané Garrincha e agora Adriano: a falta de profissionalismo, o descontrolo, as más influências&#8230; e como os antigos Becks e Dinho irão fazer falta a Leonardo de modo a possibilitar a sua epopeia a ter êxito. Ademais, Pirlo partiu, inacreditavelmente foi posto na lista de transferências, e o Atlético Madrid seduziu-o. Irá ser colchonero a partir de 2009/2010, e a falta do regista transalpino poderá fazer-se sentir, a qualidade das transições ofensivas ressentir-se-ão e a qualidade de cobranças de bolas paradas diminuirão consideravelmente!</p>
<p>Resta ao neófito técnico fazer de Pato o símbolo de uma nova geração. Qualidades estão insertas, explicita e implicitamente, no corpo do brasileiro, mas terá ele capacidade psicológica para arcar com tamanha pressão ou será um mero Atlas a carregar o mundo nos seus ombros? Para já em matéria de rejuvenescimento da equipa só malogros: a rábula dentária de Cissokho e as tentativas falhadas de seduzir, respectivamente, Sevilha e Wolfsburg no intuito de resgatarem Luis Fabiano ou Dzeko&#8230; longe vão os tempos que os rossoneri contratavam quem queriam e como queriam! Na equipa que mais venceu nos últimos vinte anos venceu na Europa, um segundo lugar é o primeiro dos últimos, e Mourinho que lidera o arqui-rival Inter este ano vai querer cimentar o estatuto conquistado na pretérita época, olhando para a taça das orelhas grandes, ou seja a Champions&#8230; Leonardo enfrenta um Inter fortalecido com uma equipa debilitada!</p>
<p>Assim, o brasileiro arrisca-se a entrar num túnel em que não se vislumbra a luz da saída&#8230; terá bússola para não perder o Norte ou ver-se-à enredado nos seus próprios passos e esta aventura será um simples presente envenado? As próximas semanas em matéria de contratações e as jornadas iniciais da Serie A do calcio poderão ajudar a responder. Os tiffosi aguçam o espírito e a curiosidade!</p>
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		<title>Robert Acquafresca &#8211; Um novo Inzaghi?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 15:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Trata-se da mais recente promessa (ou será certeza?) do futebol transalpino. Actualmente a competir no excitante Europeu de Sub-21, disputado na Suécia, este ponta de lança tem tudo para se tornar no novo Pippo Inzaghi do futebol italiano. E semelhanças parecem não faltar!
Com 21 anos, Robert Acquafresca é natural de Turim, onde se iniciou para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trata-se da mais recente promessa (ou será certeza?) do futebol transalpino. Actualmente a competir no excitante Europeu de Sub-21, disputado na Suécia, este ponta de lança tem tudo para se tornar no novo Pippo Inzaghi do futebol italiano. E semelhanças parecem não faltar!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2286 alignleft" style="margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/robert-acquafresca-italia.jpg" alt="Robert Acquafresca" width="300" height="192" align="left" title="Robert Acquafresca   Um novo Inzaghi?" />Com 21 anos, Robert Acquafresca é natural de Turim, onde se iniciou para o futebol. De mãe polaca e pai italiano, foi no modesto Alpignano que deu os primeiros pontapés numa bola, antes de se fixar no histórico Torino. A realidade é que o jovem jogador não teve sequer oportunidade para brilhar na equipa principal, pois devido a alguns problemas financeiros o Torino viu-se obrigado a libertar o atleta, sendo o Inter de Milão o destino de Robert. Em 2005, altura da transferência, o Inter cedeu-o de imediato ao Treviso, na altura a disputar a Serie A. A pequena formação não foi capaz de se aguentar no primeiro escalão, mas foi na temporada seguinte, ainda com Acquafresca, que o jovem começou uma caminhada brilhante no futebol italiano &#8211; em 35 partidas, facturou por 11 vezes, sendo considerado como uma das figuras da prova. Em 2007, e envolvido no negócio Suazo, o jovem italo-polaco partiu para o Cagliari, mantendo o Inter 50% do seu passe. Na primeira temporada, marcou por 10 vezes, na segunda por 14 vezes, em ambas participando de forma influente no futebol da formação de Sardenha.</p>
<p>Trata-se de um ponta de lança &#8220;à antiga&#8221;, do tipo que o futebol transalpino nos vem habituando a observar ao longo dos anos. Fisicamente possante (1,84m) raramente desaproveita uma oportunidade dentro da área, seja de pés ou de cabeça (forma em que é especialmente eficiente). É igualmente muito elogiado pelo pulmão que transporta para dentro de campo, apoiando defensivamente a sua equipa, sobretudo em lances de bola parada, oferecendo todo o seu potencial físico em prol da retaguarda. Também é forte a encontrar espaços, jogando com classe no um contra um e fazendo as delícias dos seus companheiros pelas desmarcações brilhantes que protagoniza. Tecnicamente, e não sendo um fora de série, Acquafresca poderá ser comparado ao seu compatriota Inzaghi: compensa a falta dela com o talento para furar as redes adversárias.</p>
<p>Na Suécia, e na companhia do pequeno &#8211; mas genial &#8211; Sebastian Giovinco, Robert tem feito as delícias dos olheiros que acompanham a competição, e é actualmente uma figura evidente da formação &#8220;azzurrini&#8221; italiana. Aliás, Robert cumpriu todos os escalões a nível internacional e, dizem os especialistas, será natural a sua continuidade e afirmação na <em>squadra azzurra</em>. Agora no Genova &#8211; novamente preterido pelo Inter, desta feita no negócio Diego Milito e Thiago Motta &#8211; Acquafresca terá certamente uma palavra a dizer na próxima geração de artilheiros no país do catenaccio. Irá o nosso Mourinho arrepender-se por desperdiçar esta jovem pérola?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=tTVQ4AdZSoI"><img src="http://img.youtube.com/vi/tTVQ4AdZSoI/default.jpg" width="130" height="97" border title="Robert Acquafresca   Um novo Inzaghi?" alt="Robert Acquafresca   Um novo Inzaghi?" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Golos e lances de Robert Acquafresca</span></p>
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		<title>O Eterno Clássico do Futebol Mundial</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 09:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Brasil e Itália são as duas selecções com mais títulos conquistados na história dos Mundiais de futebol (5 para o Brasil, 4 para Itália). Aliás, juntas têm mais títulos do que todas as outras selecções.
Jogos decisivos
Já jogaram entre si 13 vezes, com 6 vitórias para a “canarinha”, 5 para a squadra azzurra e 2 empates. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brasil e Itália são as duas selecções com mais títulos conquistados na história dos Mundiais de futebol (5 para o Brasil, 4 para Itália). Aliás, juntas têm mais títulos do que todas as outras selecções.</p>
<p><strong>Jogos decisivos</strong><br />
Já jogaram entre si 13 vezes, com 6 vitórias para a “canarinha”, 5 para a <em>squadra azzurra</em> e 2 empates. Apesar de sempre terem possuído, ao longo da sua história, jogadores de grande técnica e carisma, sempre tiveram também estilos de jogo completamente diferentes uma da outra. O Brasil um futebol mais ofensivo e livre de amarras tácticas, a Itália um futebol mais cínico e de contenção. Já por duas vezes discutiram a final de um Campeonato do Mundo: em 1970, no México, com uma das melhores (para muitos, “a melhor”) selecção brasileira de sempre (Pelé, Jairzinho, Tostão, Gerson) a derrotar a Itália por 4-1 – no final do jogo, o defesa italiano Tarcisio Burgnich diria a seguinte frase sobre “o rei”: &#8220;Eu disse para mim mesmo antes do jogo: ele é feito de pele e ossos como qualquer um – mas estava errado.&#8221;; e em 1994, nos EUA, com Roberto Baggio a falhar o famoso penalti que deu ao Brasil a vitória numa das mais desinteressantes finais de sempre de um Mundial.</p>
<p>Há, no entanto, um jogo entre o Brasil e a Itália que ultrapassa todos os outros em termos de simbolismo: o jogo que disputaram no Mundial de Espanha em 1982. Um jogo que teve até direito a uma magnífica peça de teatro, escrita pelo italiano David Enia, e que chegou a ser encenada em Portugal em 2004 pelos Artistas Unidos. Se eu tivesse de escolher uma só partida para descrever as características de cada uma dessas selecções seria precisamente esse mítico Itália-Brasil 3-2 que, para os brasileiros, ficou conhecido como “a tragédia de Sarriá”. Siarrá era, na altura, o estádio do Espanyol, mas foi demolido em 1997, por dívidas do clube, que teve de o vender os terrenos a uma empresa de construção.</p>
<p><strong>O Mundial de 1982</strong><br />
O Brasil, treinado por Telé Santana, chegou a esse mundial na condição de super-favorito. Tinha aquela que, ainda hoje, é considerada a melhor selecção “canarinha” pós-Pelé, com um grupo de artistas que fazia as delícias de qualquer fã do futebol-espectáculo, composto por Zico, Sócrates, Falcão Cerezo e Éder, todos eles no auge da sua forma. Durante a primeira fase do torneio derrotaram a União Soviética por 2-1, a Escócia por 4-1 e a Nova Zelândia por 4-0. Mais do que derrotarem os adversários, os brasileiros encantavam e faziam jus à sua condição de favoritos, com jogadas de antologia e golos para todos os gostos. Podiam até dar-se ao luxo de ter um guarda-redes vulgar (Waldir Perez) e um ponta-de-lança também medíocre (Serginho, que anos mais tarde jogaria no Marítimo), que a técnica de Zico e Sócrates, os balázios de Éder e o pulmão de Falcão que, como escreveu David Enia na sua peça, era um jogador que parecia estar em todo o lado sem nunca dar sinais de cansaço ou esforço, resolvia tudo.</p>
<p>Muito diferente foi a qualificação da Itália para a segunda fase da prova. Empate a zero com a Polónia e a um golo com Peru e Camarões, a Itália qualificou-se para a segunda fase apenas por ter marcado mais um golo do que os Camarões. Para a própria imprensa do país, a trajectória da selecção constituía uma vergonha e as expectativas para a segunda fase eram baixíssimas. Mesmo que tivesse estrelas como Dino Zoff, António Cabrini, Cláudio Gentille, Marco Tardelli, Bruno Conti e Paolo Rossi.</p>
<p><strong><img class="attachment wp-att-2264 alignleft" style="margin-right: 8px; margin-top: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/mundial82-brasil-italia-pele-socrates-paolo-rossi.jpg" alt="O Eterno Clássico do Futebol Mundial" width="300" height="195" align="left" title="O Eterno Clássico do Futebol Mundial" />A “tragédia de Sarriá”</strong><br />
Nesse mundial não houve oitavos nem quartos-de-final, mas sim uma segunda fase de grupos, cada um com três selecções e em que apenas a primeira classificada seguia para as meias-finais. O grupo da morte seria precisamente composto por Brasil, Itália e Argentina. Depois de a Itália vencer a selecção de Maradona por 2-1, foi o Brasil a derrotar os seus grandes rivais sul-americanos por 3-1. Ou seja: para o Brasil, bastava um empate no jogo com a Itália para se qualificar. Mas quem conhece a História (principalmente a história da perda do Mundial de 1950) sabe que não há nada pior para uma selecção brasileira (principalmente, quando se trata de uma selecção que não sabe jogar à defesa) do que só precisar de um empate. Foi nesse jogo que, para os italianos, nasceu a lenda de Paolo Rossi como seu bambino d&#8217;oro. Rossi tinha sido seleccionado para esse Mundial de forma absolutamente inesperada. Tinha estado quase dois anos impedido de jogar, após um escândalo conhecido como Totonero, quase tão grande como o calciocaos. Numa altura em que já jogava na Juventus, Rossi tinha sido acusado de estar envolvido num resultado combinado entre o Perugia (o seu antigo clube) e o Avellino da época anterior. Rossi declarou-se sempre inocente dessa acusação, preferindo até cumprir a totalidade do castigo do que admitir uma suposta culpa e ver assim reduzida a sua pena. Para a maioria dos tiffosi, a titularidade de Rossi tratava-se apenas de um capricho do seleccionador Enzo Bearzot. E os primeiros jogos nesse Mundial pareciam dar razão aos adeptos. Rossi mal se via em campo, tão discretas foram as suas primeiras prestações nesse Mundial. Parecia um jogador a menos, um homem invisível. Mas, tal como David Enia escreve na sua peça, “como é que se marca um jogador que parece invisível?”. E foi isso mesmo que os defesas brasileiros terão pensado quando viram Paolo Rossi corresponder com um cabeceamento perfeito ao cruzamento de Antonio Cabrini, aos 5 minutos, para abrir o marcador. Nada de alarmante, terão pensado os brasileiros, que já haviam dado a reviravolta ao resultado nos jogos contra a União Soviética e a Escócia. E assim, parecia ser quando, aos 12 minutos, após uma abertura de Zico, o capitão Sócrates coloca a bola no único espaço existente entre o corpo de Zoff e o poste esquerdo da baliza e empata. Só que aos 25 minutos, após um mau passe de Cerezo interceptado por Paolo Rossi (“como é que se marca um jogador que parece invisível?”), a Itália volta a adiantar-se no marcador. A tarde de 5 de Julho já era quente, mas as emoções em campo ferviam ainda mais. Na segunda parte, com o Brasil sempre a carregar, a Itália a defender-se não com um autocarro mas com um muro e o defesa Gentille a marcar Zico com tanto empenho que até lhe rasga a camisola, a canarinha chega ao empate, aos 68 minutos, com um remate de fora da área de Falcão. A manifestação de alegria deste grande jogador (considerado o segundo melhor do Mundial pela FIFA, apenas atrás de Paolo Rossi) ao comemorar o grande golo que marcou é um dos momentos mais vibrantes desse Mundial. Agora, sim, a ordem natural das coisas parecia estar a impor-se. Mas 6 minutos mais tarde, após um lance confuso na área brasileira, a bola sobra para novamente para Paolo Rossi (“como é que se marca um jogador que parece invisível?”) que faz o 3-2 e tira aos brasileiros aquilo que lhes parecia estar destinado.</p>
<p><strong>O significado da vitória</strong><br />
No final do jogo, Sócrates disse o que muita gente pensou sobre o significado da vitória do pragmatismo italiano sobre a magia brasileira: “Foi mau para nós, mas pior para o futebol”. Tal como a selecção húngara de Puskas em 54 e a “laranja mecânica” de Cruyff em 74, o Brasil de 1982 ficou na história por não ter ganho. Só que, às vezes, a grandeza de um vencido é tão marcante que nem a derrota o impede de ficar na memória de todos. Lembro-me de há uns anos Bebeto e Dunga criticarem o facto de se falar tanto na selecção brasileira de 1982 em detrimento da “sua selecção” campeã em 94. Pelos vistos, ainda ninguém tinha lhes explicado que a memória dos adeptos não é feita só de resultados, mas também de sensações. E nenhum adepto que tenha visto a selecção brasileira de 82 lhe conseguiu ficar indiferente. O mesmo já não se pode dizer da selecção de 94.</p>
<p>Para os italianos esse encontro foi muito mais do que um jogo de futebol, foi um evento histórico. Foi o dia em que derrotaram uma selecção que a própria imprensa italiana designava de “extraterrestres”. Claro que ainda havia o jogo das meias-finais (em que a Itália derrotaria a Polónia por 2-0) e depois o da final (vitória sobre a RFA por 3-1), mas a prova de fogo, a verdadeira quimera já tinha sido ultrapassada. Em 2002, Paolo Rossi lançou uma autobiografia intitulada “Fiz o Brasil chorar”. E em 1982, no dia seguinte ao jogo com o Brasil, a Gazetta dello Sport, fez manchete com uma frase que explicava de forma perfeita o significado que teve para a Itália derrotar essa selecção de “extraterrestres”: “O BRASIL SOMOS NÓS!”</p>
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		<title>Kaká e Real Madrid &#8211; E o noivado virou casório</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 09:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Enfim, chegou o dia da confirmação da contratação de Kaká pelo Real Madrid. Depois de um namoro, ainda que velado, de dois anos, a crise financeira que abalou o Milan e a volta de Florentino Pérez com sua sede de craques à presidência do Real Madrid criaram o cenário perfeito para que o negócio se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enfim, chegou o dia da confirmação da contratação de Kaká pelo Real Madrid. Depois de um namoro, ainda que velado, de dois anos, a crise financeira que abalou o Milan e a volta de Florentino Pérez com sua sede de craques à presidência do Real Madrid criaram o cenário perfeito para que o negócio se concretizasse.</p>
<p>Prever o que o melhor do mundo de 2007 poderá fazer em Madrid é difícil, até porque será um trabalho iniciado praticamente do zero. Com Manuel Pellegrini no comando técnico e muito dinheiro para gastar – estima-se que Kaká tenha custado 65 milhões de euros e os cofres do clube ainda teriam inacreditáveis 235 milhões para reforçar o elenco -, o clube merengue ainda deve movimentar muito o mercado. A impressão é que a chegada de Kaká está sendo utilizada pelo Real para mostrar força e estimular os outros prováveis reforços a verem com bons olhos uma mudança de ares.</p>
<p>Para voltar a ser um gigante capaz de desafiar o Barcelona e os grandes ingleses na Liga dos Campeões, é importante que o Real se preocupe mais com a formação de uma equipe do que com ações de marketing. Ao invés do time “galáctico” que tinha Zidane, mas também Pavón e Ronaldo com o “contraponto” Michel Salgado, a diretoria deve investir em um grupo equilibrado, com boas opções em campo e na reserva, além do senso coletivo que faz com que o talento individual decida as partidas.</p>
<p>Fundamental também será criar um ambiente positivo, com um mínimo de união dentro do profissionalismo europeu, avesso às “famílias” tipicamente brasileiras. O racha costumeiro entre espanhóis e estrangeiros e/ou jogadores formados em casa e reforços, sempre comandado por “Raúl Madrid”, não pode se repetir, pois mina as forças do elenco ao longo do tempo. Aproveitar o bom momento do futebol espanhol e contratar jogadores do próprio país também pode ser boa saída para Florentino.</p>
<p>O anúncio com toda pompa e circunstância é justo. Kaká é um jogador capaz de fazer uma equipe crescer com o talento e  a conduta profissional exemplar que estimulam seus companheiros. Os torcedores rossoneri terão muito a lamentar e com que se preocupar em relação ao futuro do Milan, o que mostra que o Real agiu certo ao buscar o brasileiro que tem tudo para fazer história em um clube que sempre faz o futebol mais bonito quando está no topo da Europa e do planeta.</p>
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		<title>Como um Imperador Perde o Reino&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 11:16:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dizia-se dele ser o mais que potencial sucessor do Rei Pelé&#8230; e logo no primeiro jogo, provindo do Flamengo, demonstrou no Inter ao que podia vir: balázio à baliza de Casillas e o desconhecido, naquele jogo particular daquele Agosto quente, tornava-se um nome a reter: Adriano tinha tudo&#8230; arrogância, força, uma técnica acima de qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizia-se dele ser o mais que potencial sucessor do Rei Pelé&#8230; e logo no primeiro jogo, provindo do Flamengo, demonstrou no Inter ao que podia vir: balázio à baliza de Casillas e o desconhecido, naquele jogo particular daquele Agosto quente, tornava-se um nome a reter: Adriano tinha tudo&#8230; arrogância, força, uma técnica acima de qualquer suspeita!</p>
<p><img class="attachment wp-att-1772 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/adriano-mourinho-inter.jpg" alt="Como um Imperador Perde o Reino..." align="left" title="Como um Imperador Perde o Reino..." />Apesar de ter cumprido o mais que necessário tirocínio por outras paragens haveria de regressar ao Inter e bem a tempo de construir um castelo de sonhos&#8230;de grandeza&#8230;de tocar com a mão o topo do mundo!</p>
<p>Mas como tantos outros compatriotas, a tentação foi mais forte&#8230; o mundo miserável em que nasceu e viveu fez com que se tornasse impossível lidar com a ostentação e a riqueza do novo mundo e como tantos outros começou a ceder a um mundo que não é digno de si&#8230; o álcool, as drogas, as múltiplas festas em que todas estas fatalidades se conjugam tornaram o homem num farrapo humano, quiçá desejando comparar-se à condição do memorável Mané Garrincha.</p>
<p>Teve sorte encontrar-se num clube que em Itália é conhecido pela sua dimensão humanitária e acima de tudo não deseja perder o homem, já que o atleta é uma mera cláusula sine qua non&#8230; e neste rumo não terá escapatória. Foi afortunado em comprovar as qualidades humanas de Il Speciale que aguentou todos os seus devaneios, todos os seus atrasos, todas as vezes que chegou embriagado aos treinos, todas as ressacas por acreditar no talento do jogador &#8211; ídolo de milhões de jovens, inclusive do filho de Mourinho &#8211; mas acima de tudo não quis dar a machadada final no frágil projecto de ser humano em que Adriano se tornou.</p>
<p>Encontra-se, após o jogo da semana transacta no Brasil, pela selecção, contra o Perú&#8230; já o deram como morto&#8230; já houve horas em que foi sequestrado&#8230;noutros momentos está em profunda crise psicológica por ter sido abandonado pelo namorada&#8230;ainda em outros em sumptuosas farras com narcotraficantes e transexuais&#8230; uma certeza, porém, mesmo que neste momento esteja em pleno estado de saúde: é necessário salvar o homem, que o atleta já está irreversivelmente perdido. E com tristeza, para quem viu aquelas assombrosas arrancadas, aqueles livres batidos com o pé esquerdo canhão, e quem conjecturou poder ver nele e em Ibra uma parelha de avançados inolvidável. Quisesse Adriano&#8230;</p>
<p><a href="http://www.deusesdabola.blogspot.com">in www.deusesdabola.blogspot.com</a></p>
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		<title>Inter, a salvação numa longa-metragem</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 15:13:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este Inter, apesar de caminhar para o tri, já há muitos anos deixou de ser a potência futebolística que aterrorizava a Europa... longínquos são, já, os tempos da tripla teutónica composta por Andreas Brehme, Lothar Mathaus e Jurgen Klinsmann em que pela mão da Velha Raposa Trapattoni os milaneses quase tocaram o céu da Europa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Prólogo</strong><br />
Este Inter, apesar de caminhar para o tri, já há muitos anos deixou de ser a potência futebolística que aterrorizava a Europa&#8230; longínquos são, já, os tempos da tripla teutónica composta por Andreas Brehme, Lothar Mathaus e Jurgen Klinsmann em que pela mão da Velha Raposa Trapattoni os milaneses quase tocaram o céu da Europa.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1783" style="margin-left: 7px; margin-right: 7px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/ibrahimovic-inter-milan.jpg" alt="Inter, a salvação numa longa metragem" width="290" height="193" align="left" title="Inter, a salvação numa longa metragem" /><strong>Ponto antecedente</strong><br />
Mancini foi uma aposta declarada de Moratti. Não obstante o investimento principesco no constante reforço da equipa, os blueneri só conseguiram vencer o campeonato na secretaria, devido aos desenvolvimentos provenientes do Calciocaos que relegaram a Vecchia Signora para a Serie B e retiraram pontos aos vizinhos e rivais figadais Milan. Salvou a pele graças a esse factor, e aproveitou a desgraça alheia para, tentar, construir a sua ideia futebolística: Ibrahimovic e Vieira chegaram a San Siro no intuito de devolver o clube, além da glória interna, à glória europeia que já foge, de modo inapelável, desde aquela noite chuvosa em que Costa Pereira, guardião benfiquista, entregou a Taça aos italianos graças ao remate enrolado de Jair. Mas das ideias aos actos nada sucedeu e os oitavos de final mostraram-se um Everest para os interistas que não mostravam arte nem engenho para atingirem o êxito. Mas, novamente, Mancini graças a uma Juve na Série B e um Milan com pontos negativos conseguiu guiar a equipa ao título&#8230; não obstante a Roma ter andado sempre de par a par e ter perdido o título na curva final do circuito, o que serviu para atenuar a dor de mais um flop europeu, quando a aposta era, declaradamente, na conquista da Taça das orelhas grandes&#8230;</p>
<p><strong>O Actor Principal</strong><br />
No intuito de inverter esta espiral de falhanços europeus e aproveitando o facto de este se encontrar no desemprego, Moratti consegue o fruto mais desejado por todos grandes clubes europeus&#8230; The Special One transforma-se em Il Speciale e denota um discurso carregado de ambição e audácia. Mourinho no seu melhor, mas com falhas de memória. Essas falhas centram-se, fundamentalmente, no treinador luso olvidar que sempre que teve sucesso tinha o plantel construído à sua imagem, ao contrário deste que manteve as raízes de Mancini sofrendo mínimos retoques. De Lampard, Drogba e outros, apenas chegaram Muntari e Quaresma que nunca se conseguiram impor ao estilo interista e que não permitiram alterar a face dos interistas.</p>
<p><strong>Um Plantel Desiquilibrado</strong><br />
Este Inter foi construído por Mancini e Moratti! Bebe a ideologia de Mancini e não se adapta à cartilha de Mourinho. Dos centrais, apenas Chivu demonstra os requisitos básicos para actuar numa equipa capaz de vencer um título europeu: rapidez, leitura de jogo e antecipação. Além disso, os milaneses não possuem um verdadeiro organizador de jogo. Stankovic não é, nem nunca o foi&#8230;é, simplesmente, um bom médio de transição mas nunca de último passe.<br />
Além disso, a indisciplina no balneário foi um dos óbices à ideologia de Il Speciale, que tarda em ter todo o plantel na  sua mão&#8230; Adriano, ainda esta semana, voltou a falhar.</p>
<p><strong>O Falhanço Europeu</strong><br />
Embora previsível, perante um Man Utd em topo de forma, o desaire europeu causou uma mossa dantesca no quadro do campeão italiano. Ibrahimovic, que sozinho já ganhou mais do que alguns jogos, afirmou o desejo de partir para poder lutar pela Champions&#8230; já que em Milão, os blueneri demonstram não conseguir almejar o poder de fogo necessário para atacar o sonho principal de Moratti.</p>
<p><strong>O Epílogo</strong><br />
A salvação virá sobre a forma de Scudetto&#8230; A Juve espalhou-se ao comprido no último minuto em casa com o Chievo (3-3) e Mourinho venceu com um autogolo em Udine aumentando a vantagem para nove pontos.</p>
<p><strong>A Segunda Parte do Filme</strong><br />
O desafio virá em 2009/2010&#8230; Mourinho construirá a equipa à sua imagem e terá de assacar as responsabilidades do que suceder&#8230; Será que Il Speciale vai conseguir levar a bom termo a rodagem da segunda parte deste thriller milanês? Em Junho de 2010 saberemos o resultado desta remake&#8230;</p>
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		<title>O &#8220;Fico&#8221; de Kaká, pelo bem do futebol</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 11:28:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 9 de Janeiro de 1822, o príncipe regente de Portugal, D.Pedro de Alcântara, o Dom Pedro I no Brasil e IV em terras lusitanas, contrariou as ordens de seu país exigindo o seu retorno à Europa e decidiu permanecer na colônia, que conquistaria sua independência quase oito meses depois. O acontecimento ficou conhecido como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 9 de Janeiro de 1822, o príncipe regente de Portugal, D.Pedro de Alcântara, o Dom Pedro I no Brasil e IV em terras lusitanas, contrariou as ordens de seu país exigindo o seu retorno à Europa e decidiu permanecer na colônia, que conquistaria sua independência quase oito meses depois. O acontecimento ficou conhecido como “Dia do Fico” e é um marco na História do Brasil.</p>
<p>Em 19 de Janeiro deste ano, um outro “príncipe”, desta vez brasileiro, anunciou para o mundo que, contrariando todas as previsões, recusava a proposta surreal e milionária do Manchester City e continuaria em Milão para desfilar seu talento com a bola nos pés.</p>
<p>A permanência de Kaká no Milan é ótima notícia para aqueles, como este colunista, que não se dobram totalmente ao pragmatismo do futebol atual, no qual as cifras valem mais do que qualquer questão subjetiva, como respeito ao clube e carinho pela torcida.</p>
<p>O craque brasileiro, não há dúvida, escolheu o melhor lado. Até porque, não sejamos ingênuos, recebe um ótimo salário do tradicionalíssimo clube italiano e toda a grana que ganharia do Manchester City pode ser “diluída” em uma permanência mais longa em Milão como dirigente, após encerrar sua carreira nos gramados.</p>
<p>Além disso, que garantia o melhor jogador do mundo de 2007 teria do mediano clube inglês? Se o magnata que está injetando dinheiro perdesse boa parte de seus rendimentos em uma nova movimentação da “roda-viva” da economia mundial, como aconteceu com Abramovich no Chelsea, como a tal condição que teria sido imposta por Kaká, de manutenção dos investimentos, seria cumprida? Como assegurar que o time seria competitivo a curto e médio prazo, se uma reunião de grandes craques não forma necessariamente uma equipe poderosa? Se não fosse para a UCL em dois anos, o que ele faria? Voltaria pro Milan? E se estivesse “queimado” e com o mercado mais restrito?</p>
<p>Para o time rossonero, embora os cofres do clube tenham perdido ótima receita em uma temporada sem os ganhos diretos e indiretos da Liga dos Campeões da Europa, a notícia também foi ótima, pois é Kaká o craque que faz a equipe jogar, atuando na ligação do meio-campo com o ataque. Na vitória sobre a Fiorentina por 1 a 0  (gol de Alexandre Pato, cada vez mais artilheiro e adaptado ao &#8220;Calcio&#8221;), os rubro-negros tiveram muitas dificuldades na criação das jogadas, pela partida discreta de seu camisa 22, que parecia impactado pelo noticiário e jogou pouco. Com a cabeça tranquila, Kaká comandou sua equipe na goleada de 4 a 1 sobre o Bologna com dois gols e grande atuação.</p>
<p>O menino que saiu do São Paulo em 2003 já campeão mundial pela seleção no ano anterior, mas ainda um tanto franzino e criticado por não ter alcançado conquistas importantes pelo clube paulista (apenas um torneio Rio-São Paulo em 2001), virou homem em Milão e se consagrou com os títulos continental e mundial há pouco mais de um ano. Mas a maior demonstração de maturidade e caráter veio agora e deve transformar Kaká em algo próximo de um mito para os rossoneri.</p>
<p>No fim das contas, é bom saber que o mundo da bola não está perdido na insanidade de milhões e milhões de euros, dólares ou reais. Que o exemplo do brasileiro possa ser seguido por outros jogadores e tenhamos um mercado menos &#8220;aquecido&#8221; e craques menos dependentes da moeda e cada vez mais venerados em seus clubes.</p>
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		<title>Sebastian Giovinco &#8211; «La Formica Atomica»</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 00:27:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>

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		<description><![CDATA[Como que escondido na sombra de outros jovens craques europeus que vão surgindo ano após ano, Sebastian Giovinco é actualmente uma das maiores pérolas de um futebol que sempre nos proporcionou belíssimos exemplos de técnica e fantasismo. O seu percurso tem sido paulatino e com a consistência que nem sempre é aplicada a jovens jogadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como que escondido na sombra de outros jovens craques europeus que vão surgindo ano após ano, Sebastian Giovinco é actualmente uma das maiores pérolas de um futebol que sempre nos proporcionou belíssimos exemplos de técnica e fantasismo. O seu percurso tem sido paulatino e com a consistência que nem sempre é aplicada a jovens jogadores de clubes mais poderosos, e agora, aos 21 anos, parece definitivamente ter chegado a sua hora. Ontem, e naquela que foi a estreia italiana nos Jogos Olímpicos de Pequim, Giovinco assinou uma partida de luxo, abrindo a contagem com um remate poderoso a mais de 20 metros. A permanência no plantel da Juventus é uma certeza, e em mais uma edição da Serie A são esperados grandes feitos deste pequeno grande jogador.</p>
<p>Foi na <em>pulcini &#8211; </em>categoria inicial da formação da Juventus &#8211; que iniciou a sua construção como jogador de futebol. Em Turim, Giovinco foi definitivamente um dos atletas mais utilizados em todos os escalões, participando em paralelo nas selecções transalpinas mais jovens, dos sub-16 aos sub-21. O seu brilhantismo como criativo era de tal forma evidente que no tempo de Capello o jovem jogador era recorrente nos treinos do plantel principal. Em Maio de 2007, e na sua estreia pela equipa principal da <em>Vecchia Signora, </em>Sebastian esteve na origem de um penalty e serviu Trézéguet para o golo vitorioso que permitiu à equipa voltar ao escalão principal. Foram apenas 15 minutos, mas que no imediato convenceram o mais céptico dos exigentes adeptos «torinesi».</p>
<p><span><img class="attachment wp-att-1818" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/sebastian-giovinco-italy.jpg" alt="Sebastian Giovinco   «La Formica Atomica»" width="300" height="221" align="left" title="Sebastian Giovinco   «La Formica Atomica»" /></span>Na temporada seguinte, e ciente de que as oportunidades não iriam ser muitas, o jovem de 20 preferiu enveredar por uma experiência fora de portas, associando-se assim ao &#8220;projecto&#8221; Empoli, num ano em que a equipa italiana se estreava na Taça UEFA. Contudo, e à medida que a temporada se revelava um fracasso para a turma toscana<em>,</em> para Giovinco era uma oportunidade para revelar todo o seu potencial, algo que o jovem de 20 anos cumpriu a larga escala. Em Empoli a sua prestação roçou a genialidade, assumindo total protagonismo no sector ofensivo da equipa com golos importantes e assistências primorosas. Não foi portanto preciso muito tempo para que a torcida lhe desse a curiosa alcunha de &#8220;formiga atómica&#8221;, o personagem Hanna-Barbera que na nossa infância combatia os vilões com bravura, isto apesar da sua aparência pequena e frágil.</p>
<p><span>Com 59 kg distribuídos pelos seus 1.64m, o italiano é um f</span>antasista por natureza. Atacando pelo lado esquerdo ou pelo centro do ataque numa segunda linha, Sebastian Giovinco joga num estilo a fazer lembrar Messi, e apesar da sua &#8220;pequenez&#8221; é dono de uma meia distância de fazer inveja a muitos jogadores de maior poder físico. As bolas paradas são, como não poderia deixar de ser, outro dos seus pontos fracos. Contudo, e num futebol duro como o italiano, Sebastian tem desenvolvido muito trabalho extra para aguentar o &#8220;músculo&#8221; de adversários mais poderosos. Outro defeito que lhe é apontado é a perdularidade na hora de finalizar. São no entanto pontos com potencial de evolução, sendo aliás factores comuns entre jovens prodígios de futebol ofensivo. Em Pequim, o jovem de Turim já começou a deixar a sua marca, e numa selecção que conta com diversos outros elementos da <em>Vecchia Signora, </em>prevê-se uma boa prestação azzurri. Desta forma, Sebastian Giovinco continuará certamente a encantar todos aqueles que gostam de um futebol mágico e imprevisível, para posteriormente brilhar no exigente campeonato agora de José Mourinho.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=UjzDRmNJ644"><img src="http://img.youtube.com/vi/UjzDRmNJ644/default.jpg" width="130" height="97" border title="Sebastian Giovinco   «La Formica Atomica»" alt="Sebastian Giovinco   «La Formica Atomica»" /></a></p>
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		<title>Gabriel Batistuta &#8211; Lenda Alviceleste</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 09:41:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[O jogador mais amado depois de Diego Maradona com a camisola das &#8220;pampas&#8221;, tinha como objectivo tornar-se jogador de basquetebol, desporto que praticou até os dezassete anos, altura em que decidiu deixar de encestar e assim tornar-se num perigo para qualquer baliza de futebol. Assim nasceu Gabriel Batistuta, um dos melhores avançados da história do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jogador mais amado depois de Diego Maradona com a camisola das &#8220;pampas&#8221;, tinha como objectivo tornar-se jogador de basquetebol, desporto que praticou até os dezassete anos, altura em que decidiu deixar de encestar e assim tornar-se num perigo para qualquer baliza de futebol. Assim nasceu Gabriel Batistuta, um dos melhores avançados da história do desporto-rei. O argentino é o maior goleador da história da selecção alviceleste, com a incrível marca de 56 golos em 78 partidas.</p>
<p>São poucos os jogadores na história do Futebol que deixaram tanta tristeza por todo o Mundo quando anunciaram a sua retirada. Foi exactamente isso que senti no dia 14 de Março em 2005, quando Batistuta decidiu abandonar o futebol profissional. Se na verdade já contava com 36 anos e tinha passado os últimos 2 anos a jogar no Qatar, onde conciliava o dia a jogar golfe enriquecendo a sua reforma de luxo, Batigol como ficou conhecido, marcou um geração de amantes de futebol tal era o seu apetite pelos golos. Muito do seu futebol nasceu na Fiorentina, clube pelo qual ainda hoje nutro um especial carinho, tais foram as magníficas proezas e exibições que nos presenteava juntamente com Rui Costa nos tempos áureos do Calcio.</p>
<p>Gabriel Omar Batistuta, nascido em 1969 -o ano em que o homem foi à Lua &#8211; começou a sua carreira no Newell&#8217;s Old Boys, no final dos anos 80. Lá ganhou enorme destaque e foi vendido para o River Plate, onde foi campeão argentino e colocado no banco pelo treinador Daniel Passarela. O jovem avançado só conseguiu explodir quando se transferiu para o Boca Juniors. Apesar de não ter jogado muitos anos no topo da liga Argentina (1988-1991), jogou nos dois maiores clubes e, ao nível da selecção tornou-se o maior goleador de todos os tempos. Olhando para esta estatística, Batistuta afirmou que se admirava que fosse ele a conseguir este marco e que lhe dava vergonha de pensar que marcou o dobro dos golos de Diego Maradona, o maior ídolo do futebol argentino.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2332 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/batistuta-argentina-fiorentina.jpg" alt="Gabriel Batistuta" width="300" height="193" align="left" title="Gabriel Batistuta   Lenda Alviceleste" />Em 1990, Batistuta fez 13 golos em 29 jogos. Tinha apenas 20 anos e já estava na boca do povo, que o queria ver na seleção argentina. Pedido atendido, o ponta de lança foi campeão e melhor marcador da Taça América de 1991, no Chile. Foi aí que a Fiorentina, potência emergente e sempre de olho nos talentos sul-americanos, desembolsou 2,5 milhões de dólares para contar com o seu futebol. Na temporada 1992/93, disputou 32 partidas e marcou 16 golos, nenhum deles de falta ou penalty. Apesar do grandioso desempenho pessoal, a Fiorentina não resistiu e caiu, para surpresa de todos, para a Série B. Era quase impensável que um jogador de tal calibre ficasse para disputar a segunda divisão. Mas o carácter de Batistuta era especial e único. Ele tinha uma responsabilidade para com o clube viola, que lhe abriu as portas da Europa. Com mais um grandioso desempenho, o argentino ajudou a Fiorentina a voltar à elite em 1994. Batistuta, que pela seleção havia acrescentado ao currículo outra Copa América, em 1993, fez a sua estreia num Campeonato do Mundo com uma actuação brilhante: três golos na goleada de 4x 0 sobre a Grécia. Uma campanha promissora que foi interrompida pela Roménia nos oitavos-de-final, após o escândalo do doping de Diego Maradona. De volta à Fiorentina, na temporada 1994/95, o início foi arrasador: pelo menos um golo em cada um dos primeiros onze jogos, recorde na Itália. No final, melhor marcador com 26 bolas na rede.</p>
<p>Em 1995/96, o auge da sua história na Fiorentina. Terceiro lugar no Campeonato Italiano e o título da Taça da Itália, conquistado face à Atalanta com direito a golos de Batistuta nos dois jogos da decisão. Quatro meses depois, marcou duas vezes e a Fiorentina ganhou a Super Taça e desta vez a &#8220;vítima&#8221; seria o AC Milan. Batistuta não precisava mais de provar o seu amor pelo clube e pela cidade de Florença. A relação com os adeptos era especial, tais eram os golos que saíram em colecção, com uma impressionante regularidade. Com Batigol em campo, era questão de tempo até o grito de golo nas bancadas, e um deles entrou para a galeria de imagens imortais do futebol italiano: o golo de empate contra o Barcelona em pleno Camp Nou, na semifinal da Taça das Taças em Abril de 1997. Com o dedo em riste nos lábios, calou 100 mil adeptos blaugrana desfeiteando com classe e garra o nosso conhecido Vítor Baía. O ano 2000 marcou o fim do ciclo, com direito a três golos e lágrimas na despedida. Com 168 golos em 269 jogos pela Série A, ao fim de 9 anos em Florença, Batigol havia batido o recorde do clube, estabelecido pelo sueco Kurt Hamrin nos anos 50. O seu significado para os adeptos ficou representado numa estátua de bronze, em tamanho natural. O destino seria a capital, onde a AS Roma pagou 33,8 milhões de dólares para ter Batistuta, que valeu cada centavo. Na temporada 2000/01, marcaria 20 golos em 28 jogos e comandando a turma romana à conquista de seu primeiro título nacional desde 1983. As contusões impediram que a história na Roma fosse mais longa, e na segunda temporada foram apenas seis golos. Em 2002/03, passou a segunda metade da temporada emprestado ao Inter de Milão e depois despediu-se do futebol italiano para se aventurar no Al Arabi, do Qatar, onde encerrou sua carreira.</p>
<p>Na Itália, Batistuta era muito mais que mais um jogador de futebol. Para além de espalhar classe e determinação no Calcio, com os seus 1,85m e 73 kg. Batigol era o símbolo do atleta perfeito, com capacidades inatas para um ponta de lança que aliava ao remate espontâneo e cheio de força, a frieza na hora de abordar a baliza contrária. Era exímio na marcação de livres directos e uma dor da cabeça para os defesas na hora de arrancar em direcção às redes contrárias. &#8220;El Batigol&#8221; tinha no seu reportório de jogadas o chuto potente e preciso como imagem de marca. O seu excelente posicionamento na área ajudava-o a decidir várias partidas como um autêntico momento de magia. Tinha igualmente a fama de sex symbol, tal era a admiração das mulheres pelo seu amor incondicional a Irina &#8211; sua esposa. A maior prova foi em 1996, quando marcou o golo decisivo na vitória por 2&#215;1 sobre o AC Milan e disse para a câmara: &#8220;Amo-te Irina&#8221;. A sua fama com a camisola da Fiorentina foi tanta que Florença decretou 30 de Outubro como &#8220;o Dia de Batistuta&#8221;, uma homenagem ao artilheiro que tantas alegrias deu à cidade.</p>
<p>Os planos para o futuro passam definitivamente pelo futebol. Batistuta deve ser visto em breve como técnico de algum clube, provavelmente na Argentina. Felizes serão os seus avançados, que terão por perto o maior argentino, cuja presença em campo foi sempre garantia de bola nas redes e festa para os adeptos. Resultado: partilha uma admiração infinita, tanto por Roma e Florença, como em Buenos Aires e no resto do planeta.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=bkdpxQXhMhU"><img src="http://img.youtube.com/vi/bkdpxQXhMhU/default.jpg" width="130" height="97" border title="Gabriel Batistuta   Lenda Alviceleste" alt="Gabriel Batistuta   Lenda Alviceleste" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Best of de Batigol</span></p>
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		<title>Pelé &#8211; Centrocampista à Italiana</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 08:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vítor Hugo Gomes Passos: é este o nome do atleta que hoje trago ao Jogodeárea. Certamente conhecido por muitos adeptos do futebol por esse país fora, é com a alcunha de &#8220;Pelé&#8221; que este atleta se exibe dentro das quatro linhas. Aos 20 anos, este portuense de gema está agora a iniciar uma nova etapa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vítor Hugo Gomes Passos: é este o nome do atleta que hoje trago ao <a href="http://www.jogodearea.com/">Jogodeárea</a>. Certamente conhecido por muitos adeptos do futebol por esse país fora, é com a alcunha de &#8220;Pelé&#8221; que este atleta se exibe dentro das quatro linhas. Aos 20 anos, este portuense de gema está agora a iniciar uma nova etapa na sua ainda jovem carreira de futebolista: a aventura no colosso Inter de Milão.</p>
<p>Pelé começou a dar os primeiros toques numa bola na sua cidade natal, o Porto. O Salgueiros foi o clube escolhido, e foi aí que iniciou a sua formação. O que é facto é que o Salgueiros mergulhou na crise financeira que conhecemos, descendo à 2ª Divisão B, e a proibição de assinar contratos profissionais levou a que a maioria dos seus jogadores abandonassem o clube. Assim, na época de 2004/05 vimos um Salgueiros obrigado a apostar nos seus jovens atletas, todos eles na casa dos 16/17 anos. Pelé fazia parte desse lote de jogadores, e se para o seu clube a situação era crítica, para o jogador português acabaria por se revelar uma mais-valia, numa época em que acumulou conceitos futebolísticos valiosos para a sua idade.<br />
Com 1.87m, uma capacidade técnica acima de média e tacticamente bastante desenvolto, Pelé rapidamente ganhou maior visibilidade. Na época seguinte, e numa manobra controversa por parte do Benfica, o médio defensivo transferia-se para o Estádio da Luz a custo zero para uma passagem (no mínimo) fugaz pelo mundo encarnado. Acusando claros problemas de adaptação, Pelé foi raramente utilizado nas equipas secundárias benfiquistas, e conseguiu libertar-se do vínculo ainda antes do meio da temporada (Dezembro de 2005). Ao assinar pelo Vitória de Guimarães, o seu percurso viria a alterar-se radicalmente, como se sabe.</p>
<p><a href="http://bp0.blogger.com/_kD5CLIoztjs/R2kqNhAPd6I/AAAAAAAAAlo/pOIcWMvGeYY/s1600-h/101665.jpg"><img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px" src="http://bp0.blogger.com/_kD5CLIoztjs/R2kqNhAPd6I/AAAAAAAAAlo/pOIcWMvGeYY/s320/101665.jpg" border="0" alt="Pelé   Centrocampista à Italiana"  title="Pelé   Centrocampista à Italiana" /></a>Aquando da transferência para o gigante Inter, Norton de Matos vincou que Pelé &#8220;tem uma mentalidade extremamente forte, e que poderá ser esse um dos grandes factores de sucesso do atleta&#8221;. Segundo o treinador português, &#8220;para ele é igual jogar com 50 mil ou com zero espectadores, nada o intimida&#8221;. Quando Cajuda ocupou o seu lugar no Guimarães (a meio da temporada 2006/07) relegou Pelé para o banco de suplentes, mas o trabalho já estava feito. Pelé era por esta altura titularíssimo da Selecção Sub-20 portuguesa, e foi precisamente no Torneio de Toulon &#8211; essa mítica competição que quase sempre resulta em revelações surpreendentes &#8211; que Mancini o viu jogar pela primeira vez. Ficou encantado, confessou. A equipa de prospecção milanesa manteve-se atenta ao desenrolar dos acontecimentos, e o Mundial Sub-20 foi o evento que se seguiu. Apesar da terrível prestação da equipa das quinas, Pelé mostrou qualidades que não deixam ninguém indiferente, num estilo a fazer lembrar Patrick Vieira.</p>
<p>Revelando-se um trinco à antiga, a sua capacidade física salta à vista, e a clarividência de jogo é bem acima da média para um atleta com 20 anos. A calma com que sai a jogar de cabeça levantada, com passada larga, procurando a melhor definição de passe &#8211; mesmo em espaços de terreno onde o erro se paga caro &#8211; são pormenores que definem e atestam a qualidade deste médio defensivo. Na verdade, para um atleta de apenas 17 anos e com um alto potencial, percorrer uma temporada completa na 2ª Divisão B é algo de muito interessante. O resultado dessa aprendizagem é agora notório: trouxe-lhe uma bagagem competitiva que pode potenciar o seu talento inato para níveis bem altos.</p>
<p>No Inter, Mancini fez questão de acompanhar o seu percurso desde o primeiro dia. A sua estreia a titular ocorreu a 5 deste mês (numa vitória por 3&#215;0 frente à Lazio), e Pelé certamente que não a irá esquecer. Demonstrando personalidade, e sem acusar a pressão, Pelé jogou 85 minutos e foi substituído para os aplausos. Pelé tem igualmente participado em várias partidas ao longo da temporada, entrando como substituto numa fase mais avançada das partidas. Mas como nem tudo podem (nem devem) ser elogios, Pelé é também conhecido por ter um feitio impulsivo. De personalidade bem vincada, é um jogador por vezes um pouco ríspido na abordagem aos lances. O que é facto é que num clube como o Inter, onde tem sido paulatinamente integrado, todos esses aspectos poderão ser trabalhados e melhorados, e Pelé tem de facto uma oportunidade única: conviver, com apenas 20 anos, ao lado de craques como Toldo, Cambiasso, Ibrahimovic, Adriano, Figo, Crespo, entre outras estrelas. O resto, são cenas dos próximos capítulos.</p>
<p><span style="color: #999999;">Foto: Inter.it</span></p>
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