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	<title>Jogo de Área &#187; Espanha</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Individualidades “Madrileñas”</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 15:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após todos os encontros desta semana europeia, de entre todos os resultados que se registaram, uns mais inesperados que outros, há um facto que sobressai claramente: as duas equipas da capital espanhola que participavam nas provas europeias apresentavam mais um conjunto de individualidades do que uma verdadeira equipa. Embora com características distintas, Real e Atlético [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após todos os encontros desta semana europeia, de entre todos os resultados que se registaram, uns mais inesperados que outros, há um facto que sobressai claramente: as duas equipas da capital espanhola que participavam nas provas europeias apresentavam mais um conjunto de individualidades do que uma verdadeira equipa. Embora com características distintas, Real e Atlético denotaram nos seus respectivos jogos estarem dependentes em demasia de alguns elementos nas suas equipas, onde mecanismos e processos de conjunto revelam ausência de rotina e entrosamento, demonstrando níveis insuficientes para equipas que competem anualmente em provas da UEFA.</p>
<p>Começando pelo Atlético de Madrid, sem discutir as fraquezas da equipa em termos do seu plantel, é de realçar a inoperância evidenciada pelos seus dois médios-centro no jogo a contar para a Liga Europa contra o Sporting. Num sistema de 4-4-2 clássico e linear desenhado por Quique Flores, pressupõe-se que o duplo-pivot formado no meio campo seja capaz de acompanhar os restantes sectores na equipa quer nos momentos defensivos quer naqueles em que a equipa se encontra em ataque rápido ou continuado. E várias lacunas saltam à vista em ambos os momentos. Na transição ofensiva rápida ou em movimentos de contra-ataque, verificou-se uma grande tendência em colocar prontamente bolas nas laterais para os extremos (Reyes ou Simão, depois Salvio), ou directamente num dos avançados (Aguero ou Forlán) para que estes retessem a bola esperando a aproximação de apoios. O problema consistiu na constante demora destes em chegar rapidamente para dar esse apoio, ou, para ganhar eventuais segundas-bolas. Os ataques dos colchoneros basearam-se sobretudo nos raides de Reyes ou na inspiração de Aguero. Se porventura a bola não chegava a um destes jogadores, as acções da equipa resumiam-se a tentar manter a posse de bola, sem revelar qualquer dinamismo ou processos e movimentos estudados.</p>
<p>Parece faltar à equipa um médio box-to-box, com visão de jogo, sentido táctico, mais pulmão e técnica de modo a ser como um pêndulo para a equipa, para ser um ponto de referência no meio campo quando a equipa tem a posse de bola, para no passe mudar o flanco de jogo ou as áreas do campo onde incidir nas acções atacantes. Daí talvez a importância que se deu à impossibilidade de Tiago poder jogar. Por exemplo, por diversas vezes durante o encontro com o Sporting se viu Reyes a fazer passes de um flanco ao outro, ou a tentar encontrar outros jogadores em zonas menos congestionadas do campo. Tal deveu-se à falta de apoio dos médios centro – Paulo Assunção e Raul Garcia, &#8211; que muitas vezes se encontravam posicionados em linha ou demasiado no seu meio-campo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3386 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/03/real-madrid-lyon-cissokho-raul.jpg" alt="Cissokho e Raul" width="280" height="186" align="left" title="Individualidades “Madrileñas”" />No caso do Real Madrid, a dependência nas suas individualidades não é tão evidente pois a qualidade dos seus jogadores é muito mais elevada comparativamente aos seus rivais da cidade, em todos os sectores da equipa. Tal permite “disfarçar” até certo ponto a ausência de mecanismos bem trabalhados e entrosados, particularmente quando defrontam equipas com um nível mais elevado, como se viu esta época contra o AC Milan, Barcelona, Sevilha e agora contra o Lyon. Ao ser alvo de uma pressão mais alta ou ao jogar contra um meio-campo adversário mais povoado, a equipa revela uma incapacidade para sair a jogar com uma troca de passes curtos ou para se libertar de situações de inferioridade numérica. Nesses jogos, por vezes sobressai o trio Káká – Higuain – Cristiano Ronaldo, se a bola lhes chegar em condições, pois a sua qualidade individual intercalada permite muitas vezes decidir ou virar o resultados de uma partida. Repare-se no jogo contra o Sevilha: dois grandes golos de Higuain, mas sem uma grande exibição da equipa, apenas um grande espírito de luta e vontade em virar um resultado de desvantagem.</p>
<p>Esta incapacidade  da equipa nota-se ainda mais quando está ausente da equipa o jogador que, apesar de algo lento, detém melhor qualidade de passe e capacidade de gerir os ritmos de jogo: Xabi Alonso. Contudo, a capacidade mais importante do centrocampista espanhol é o seu passe longo, pois é por esta via que a equipa tem de recorrer quando se vê apertada no seu meio-campo ou incapaz de sair a jogar. Contra o Lyon, com Xabi Alonso lesionado, coube a Guti ocupar a sua posição, e as deficiências da equipa ficaram por demais evidentes. Apesar de possuir uma grande visão de jogo, a frescura física e sentido posicional a defender e atacar permitiram à equipa francesa anular facilmente os seus movimentos e os de Diarra, anulando assim os principais elementos que poderiam direccionar bolas para os desequilibradores da equipa. Como tal, os lances de destaque dos merengues resumiram-se aos falhanços de Higuain e aos raides de Cristiano Ronaldo, nada mais.</p>
<p>Guti disse, após a eliminação da Champions que o Real Madrid não sabe jogar os grandes jogos e que a equipa não podia lutar como se não fosse uma equipa. Uma das referências do clube parece já ter entendido o que se passa com a equipa, resta saber se os restantes jogadores e Manuel Pellegrini querem depositar os esforços pela conquista da Liga na soma das individualidades da equipa. Para os lados do Atlético de Madrid, a recente melhoria de resultados e classificação no campeonato (10º), parece ser o suficiente para evitar que se gerem mais indícios de descontentamento pela óbvia dependência da equipa nas suas estrelas.</p>
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		<title>A importância do Futebol do Barcelona como exemplo de formação</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 14:50:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[É quase consensual, que o futebol praticado pelo F. C. Barcelona nesta ultima época e meia, é o mais espectacular e eficaz da actualidade. Como treinador de escalões de formação, pego em muitos exemplos que]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É quase consensual, que o futebol praticado pelo F. C. Barcelona nesta ultima época e meia, é o mais espectacular e eficaz da actualidade.</p>
<p>Como treinador de escalões de formação, pego em muitos exemplos que acontecem nos jogos, que hoje em grande parte são televisionados, para uma melhor explicação, exemplificação e entendimento do jogo por parte dos “Petits”.</p>
<p>Ora se o grande objectivo do jogo é chegar ao golo, o Barcelona é hoje em dia um bom exemplo, pelas diferentes formas como consegue produzir futebol ofensivo, individual e colectivamente tendo como fim esse mesmo objectivo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3319 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/01/iniesta-messi.jpg" alt="Iniesta, Messi, Barcelona" width="280" height="200" align="left" title="A importância do Futebol do Barcelona como exemplo de formação" />Desde cedo, nós treinadores / formadores, tentamos trabalhar entre outros aspectos o aperfeiçoamento da recepção, passe e desmarcação, do aspecto do drible e da criatividade, da utilização da velocidade de pensamento, reacção e de execução, da procura da largura do campo, como forma de chegar à profundidade. Tentamos incutir aquilo que chamamos princípios básicos do jogo.</p>
<p>Tudo isto tem ou tem tido o Barcelona de Guardiola. Por isso mesmo, é hoje, se não a equipa mais importante, das mais importantes como referência explicativa e exemplificativa para os mais jovens que sonham ser um dia jogadores de futebol.</p>
<p>A qualidade de recepção de bola demonstrada por grande parte dos seus atletas, a capacidade de passe curto em busca de progressão no campo, através de tabelas sucessivas em espaço curto, com a alternância de passe longo procurando variar o chamado centro do jogo, a capacidade de drible nos confrontos de 1-1 ou 1-2 (2 defensores) com os seus opositores directos, as desmarcações nos espaços vazios, tudo isto aliado a velocidade com que pensam e executam faz deste Barcelona um exemplo maior do que é o futebol moderno.</p>
<p>Se nós no campo tentamos incentivar e motivar os nossos jovens para a aprendizagem, actualmente são Messi, Xavi, Iniesta, Ibra, Henry, Puyol, Daniel Alves, Pedro, Keita, Piqué, os melhores professores que se podem encontrar como equipa, porque semanalmente dão verdadeiras aulas exemplificativas de bom futebol, de sentido colectivo, sentido táctico, recorrendo-se das suas características.</p>
<p>Se o futebol saiu das ruas, onde a aprendizagem e a execução do jogo era instintiva e natural, com pouco entendimento do mesmo, passa agora para as chamadas Escolas de Futebol (até as próprias escolas primárias começam a ter as suas) onde esse lado instintivo e natural passa a ser estruturado e orientado para o entendimento do jogo. É excelente que consigamos utilizar exemplos individuais, postos ao serviço de um grande colectivo, como é a equipa do Barça, daí a sua importância como exemplo prático de formação.</p>
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		<title>Piqué, a imagem do orgulho catalão</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 11:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[A alma catalã é intrínseca à própria ipseidade da região. Projecta-se na alma dos seus habitantes, que fazem dos seus símbolos verdadeiros embaixadores de uma região que busca a autonomia, e nesses símbolos, o Barcelona tem-se destacado como o maior embaixador de uma cultura que se distingue das demais regiões castelhanas!
E, apesar da miríade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A alma catalã é intrínseca à própria ipseidade da região. Projecta-se na alma dos seus habitantes, que fazem dos seus símbolos verdadeiros embaixadores de uma região que busca a autonomia, e nesses símbolos, o Barcelona tem-se destacado como o maior embaixador de uma cultura que se distingue das demais regiões castelhanas!</p>
<p>E, apesar da miríade de nacionalidades que pululam pelos corredores dos balneários de Camp Nou, o orgulho culé reside nos catalães formados em La Masia e que anseiam afirmar-se no mundo do futebol. Actualmente, nomes como Puyol, Xavi, Busquets, Bojan Krkic demonstram o quão importante é conjugar o sentimento de uma região com a vontade de vencer&#8230; bem como o treinador Guardiola. Aliás, o antigo governador da Catalunha e grande divulgador do sentimento catalão, Jordi Pujol, sempre gostou de demonstrar esse feeling nos seus rounds diplomáticos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3243 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/spain-gerard-pique.jpg" alt="Gerard Piqué" width="280" height="193" align="left" title="Piqué, a imagem do orgulho catalão" />Todavia, entre esses catalães de boa cepa que transportam para qualquer cancha esse sentimento, há um que bem poderia encarnar a parábola do filho pródigo! Apesar de ser da cidade que, além do futebol, venera Gaudi e a Sagrada Família, ou onde os habitantes sobem até Montjuic para se embrenharem no verde e na natureza, cedo abandonou as escolas de La Masia, ou, em português A Quinta, para se deixar seduzir pelo british dream. Com efeito, Piqué, logo aos dezasseis anos teve a hipótese de migrar para a pátria do futebol&#8230; como muitos jovens do seu país, Cesc Fábregas, Fran Mérida, Álvaro Arbeloa, entre outros, arriscou a sorte! Destino: as categorias de base do Manchester United, temperadas com algumas espontâneas aparições na equipa de reservas. Já nessa altura, em 2004, fora cobiçado, também, pelo Arsenal e Liverpool, onde Benitez, se diz, ficou possesso quando perdeu a corrida pela sua contratação para os red devils.</p>
<p>Em Old Trafford, a certeza de trabalhar com um verdadeiro escultor de talentos, o homem que inventou os irmãos Neville, Beckham, Scholes, Giggs e tantos outros que ainda estão a despontar e são da geração de Piqué: Macheda, Evans entre mais alguns! Mas, porém, aquele central forte, resoluto, inexpugnável no jogo aéreo e, ainda por cima polivalente &#8211; já que podia desempenhar a função de pivot defensivo com igual assertividade &#8211; não conseguiu adaptar-se ao futebol inglês. Pese algumas, esporádicas, aparições na equipa principal mancuniana sentia imensas dificuldades em afirmar-se na equipa principal&#8230; fosse pela sua juventude, fosse pela feroz concorrência &#8211; Ferdinand, Vidic, só para citar os concorrentes de maior curriculum &#8211; a verdade é que era notório que o velho lobo Ferguson não confiava nele, chegando mesmo, na temporada de 2006/2007, a cedê-lo ao Zaragoza!</p>
<p>Aí, de regresso a solo pátrio e ao lado de nomes como Pablo Aimar, Carlos Diogo, Alberto Zapater ou Sérgio Garcia, voltou a reencontrar-se com a felicidade do jogo. Tornou-se imprescindível no centro da defesa do clube de La Rosaleda e foi um dos pilares do apuramento para a, então, Taça Uefa. Após tão concludentes indicações Ferguson não hesitaria&#8230; chamá-lo-ia novamente, mas desta feita assumindo que haveria de contar com o catalão. Contudo, ou pelas lesões ou por alguma imaturidade ainda bem latente, este cedo voltaria a perder o comboio das primeiras escolhas, sendo que no fim da época o carácter impaciente e irascível do velho escocês voltou a fazer das suas. Piqué era colocado na lista de transferíveis e pelo preço de cinco milhões de euros&#8230; uma pechincha, atendendo ao potencial esperado e, por vezes, já demonstrado, atendendo a ser internacional espanhol em todos os escalões desde os sub-15, atendendo a estar entre os melhores jogadores jovens do mundo!</p>
<p>E aí dar-se-ia a tal parábola do filho pródigo&#8230; o Barcelona, que por essas alturas apresentava o também catalão e símbolo do clube Pep Guardiola como treinador do clube, não hesitou em lançar-lhe o canto da sereia. E assim sendo, regressaria&#8230; tornando-se crucial numa equipa que na época passada fez o triplete, que teve o seu apogeu em Roma, na final da Champions, contra o United que houvera abandonado meses antes. Sendo a central ao lado do mítico leão catalão Puyol, ou então subindo no terreno e incorporando um fabuloso tridente medular em que é o vértice mais recuado, mas imbuído daqueles princípios de jogo que têm vindo a encantar a Europa: fabulosa circulação de bola, óptima capacidade de pressão e domínio de todos os momentos do jogo!</p>
<p>Assim sendo, Del Bosque ver-se-ia obrigado a contar com ele em La Roja&#8230; um jogador que ontem demonstrou toda a sua valia, ajudando a abater os nerazurri de Mourinho e lançando os blaugrana rumo às fases decisivas da competição!</p>
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		<title>Xabi Alonso, eis o Maestro Merengue!</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 15:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
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		<description><![CDATA[Finalmente, a peça que faltava. Por trinta milhões de euros o estratega de Tolosa é merengue! O filho do antigo culé Periko Alonso vai trajar de blanco e vai orientar a orquestra de inolvidáveis solistas que é o Madrid&#8230;
Desde a sua estreia com a camisola donostiarra da Real Sociedad que se viu o quão valioso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente, a peça que faltava. Por trinta milhões de euros o estratega de Tolosa é merengue! O filho do antigo culé Periko Alonso vai trajar de blanco e vai orientar a orquestra de inolvidáveis solistas que é o Madrid&#8230;</p>
<p>Desde a sua estreia com a camisola <em>donostiarra</em> da Real Sociedad que se viu o quão valioso era o atleta para o saudável funcionamento de qualquer linha intermédia&#8230; boa visão de jogo, um remate potentíssimo e um combatividade digna de qualquer euskera. Mas não obstante essas imensas qualidades, haveria de cumprir um ano de tirocínio nos vizinhos do Eibar, que actuavam no escalão secundário&#8230; seria, aliás, a meio dessa época que esteve quase para se transferir para Portugal, mais propriamente para o Vitória de Guimarães. O acordo, todavia, falharia e por uma situação caricata, que se conta em poucas palavras. Havia sido o seu pai Periko, na altura treinador da Real Sociedad, que solicitara a sua dispensa de modo a rodar; posteriormente e quando esse acordo com os vitorianos já se encontrava alinhavado, seu pai foi destituído do cargo e substituído pelo galês Toshack, que como primeira medida foi reclamar o regresso do jovem Xabi. Como resultado, o Vitória perdeu o ansiado reforço e Toshack obteve um reforço de peso&#8230; realmente, com família assim!</p>
<p>Na Real, destacou-se desde o início, ficando na memória aquela memorável época de 2002/2003, onde com homens como Alberto, Alkiza, De Pedro, De Paula ou Kovacevic formou uma equipa temível, que, apenas, abriu mão do sonho do título a uma jornada do fim. Com tanta magia na ponta da bota, não foi de estranhar que os grandes da Europa se precipitassem para obter os seus préstimos! Venceriam a pugna, os reds da margem do Mersey, que por essas alturas, comandados pelo castelhano Benítez, já iam constituindo uma respeitável colónia espanhola. Desde aí, o coração do jogo red passou a ser bicéfalo. Ao lado de Steven Gerrard, pegou nos cordelinhos da fantasia de jogo do Liverpool.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2600 alignleft" style="margin-top: 2px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/xabi-alonso-espanha.jpg" alt="Xabi Alonso" width="300" height="200" align="left" title="Xabi Alonso, eis o Maestro Merengue!" />E aquela noite em Istambul, naquela final da Champions incrível em que o Milan ao intervalo vencia por três bolas a zero e haveria de a perder para o Liverpool nas grandes penalidades, marca indelevelmente a sua carreira&#8230; na memória de todos perdurará aquela grande penalidade, com o resultado de três bolas a duas, que Xabi se preparava para bater, o concomitante falhanço da mesma, por superior intervenção de Dida, e o <em>bruahh</em> de desilusão dos ilustres representantes da Kop, em comissão de serviço na antiga Constatinopla. Mas o quase imediato júbilo, por o espanhol se ter antecipado a tudo e todos e efectuado a recarga de modo inapelável! Na verdade, este momento demonstra toda a personalidade do guipuzcoano, pois não seria ele a cobrar a grande penalidade, todavia, devido às lesões dos Merseysiders na primeira parte, poucas alternativas restavam. E Xabi, com a sua forte personalidade, não hesitaria!</p>
<p>Outro momento marcante foi aquele golo para a Taça de Inglaterra, do seu meio campo defensivo&#8230; a permitir a um anónimo apostador ganhar um jackpot nas apostas, tão ao gosto british. Tem, agora, a oportunidade de vencer, finalmente, uma Liga, no Real que tudo deu para o contratar&#8230; no Real que despoletou uma tremenda desavença com Rafa Benítez que não o queria perder&#8230; no Real que pretende ver nele o maestro de uma orquestra que se apronta para nos deliciar com acordes sibilinos. Para uma época de magia!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=TnsCeQAXwwA"><img src="http://img.youtube.com/vi/TnsCeQAXwwA/default.jpg" width="130" height="97" border title="Xabi Alonso, eis o Maestro Merengue!" alt="Xabi Alonso, eis o Maestro Merengue!" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Fantástico golo de Xabi Alonso</span></p>
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		<title>Kaká e Real Madrid &#8211; E o noivado virou casório</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 09:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
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		<description><![CDATA[Enfim, chegou o dia da confirmação da contratação de Kaká pelo Real Madrid. Depois de um namoro, ainda que velado, de dois anos, a crise financeira que abalou o Milan e a volta de Florentino Pérez com sua sede de craques à presidência do Real Madrid criaram o cenário perfeito para que o negócio se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enfim, chegou o dia da confirmação da contratação de Kaká pelo Real Madrid. Depois de um namoro, ainda que velado, de dois anos, a crise financeira que abalou o Milan e a volta de Florentino Pérez com sua sede de craques à presidência do Real Madrid criaram o cenário perfeito para que o negócio se concretizasse.</p>
<p>Prever o que o melhor do mundo de 2007 poderá fazer em Madrid é difícil, até porque será um trabalho iniciado praticamente do zero. Com Manuel Pellegrini no comando técnico e muito dinheiro para gastar – estima-se que Kaká tenha custado 65 milhões de euros e os cofres do clube ainda teriam inacreditáveis 235 milhões para reforçar o elenco -, o clube merengue ainda deve movimentar muito o mercado. A impressão é que a chegada de Kaká está sendo utilizada pelo Real para mostrar força e estimular os outros prováveis reforços a verem com bons olhos uma mudança de ares.</p>
<p>Para voltar a ser um gigante capaz de desafiar o Barcelona e os grandes ingleses na Liga dos Campeões, é importante que o Real se preocupe mais com a formação de uma equipe do que com ações de marketing. Ao invés do time “galáctico” que tinha Zidane, mas também Pavón e Ronaldo com o “contraponto” Michel Salgado, a diretoria deve investir em um grupo equilibrado, com boas opções em campo e na reserva, além do senso coletivo que faz com que o talento individual decida as partidas.</p>
<p>Fundamental também será criar um ambiente positivo, com um mínimo de união dentro do profissionalismo europeu, avesso às “famílias” tipicamente brasileiras. O racha costumeiro entre espanhóis e estrangeiros e/ou jogadores formados em casa e reforços, sempre comandado por “Raúl Madrid”, não pode se repetir, pois mina as forças do elenco ao longo do tempo. Aproveitar o bom momento do futebol espanhol e contratar jogadores do próprio país também pode ser boa saída para Florentino.</p>
<p>O anúncio com toda pompa e circunstância é justo. Kaká é um jogador capaz de fazer uma equipe crescer com o talento e  a conduta profissional exemplar que estimulam seus companheiros. Os torcedores rossoneri terão muito a lamentar e com que se preocupar em relação ao futuro do Milan, o que mostra que o Real agiu certo ao buscar o brasileiro que tem tudo para fazer história em um clube que sempre faz o futebol mais bonito quando está no topo da Europa e do planeta.</p>
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		<title>Camp Nou &#8211; &#8220;﻿Orgullós Català&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 22:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>

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		<description><![CDATA[Podemos dizer muito sobre o sucesso ou a decadência de um clube pelo tipo de infraestruturas que o sustentam. No que toca ao FC Barcelona, a sua história e orgulho da região reflecte-se no seu actual estádio, o maior da Europa e um dos mais emblemáticos do Mundo, com uma série de características únicas.
O mote [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Podemos dizer muito sobre o sucesso ou a decadência de um clube pelo tipo de infraestruturas que o sustentam. No que toca ao FC Barcelona, a sua história e orgulho da região reflecte-se no seu actual estádio, o maior da Europa e um dos mais emblemáticos do Mundo, com uma série de características únicas.</p>
<p>O mote é claro e está bem cravado na mente de todos &#8211; &#8220;Mes que un Club&#8221; &#8211; e é precisamente com esta ideia que o Barcelona e os seus responsáveis dinamizam as infraestruturas e a imagem do clube.</p>
<p><strong>História<br />
</strong>Corria o final da década de 40 e o Barcelona jogava no &#8220;velhinho&#8221; estádio Les Corts (inaugurado em 1922) que após várias reformas aumentou a sua capacidade para 60 000 lugares. O problema foi quando não era suficientemente grande para acolher a fome e fúria catalã no que respeita ao futebol e ao seu clube, sobretudo após a chegada da super estrela <em>magyar </em>Ladislau Kubala, que explodiu a necessidade de um novo recinto. Havia uma enorme convicção no ar para um novo anfiteatro para o todo poderoso clube Catalão. A campanha foi apresentada com o slogan &#8220;Nós precisamos, nós queremos e nós teremos um novo estádio!&#8221;. Com o design dos arquitectos catalães Francesc Miró e Josep Mauri, foi construído em três anos, durante 1954 a 1957, utilizando sobretudo betão armado e ferro. A INGAR SA Company, que estimou um custo total do projecto em 67 milhões de pesetas, alegou necessitar de apenas 18 meses para o construir de raiz. Puro engano! A realidade seria outra, bem ao estilo latino o estádio teria um custo astronómico de 290 milhões de pesetas, o que significaria que o clube passaria os anos seguintes com uma avultada dívida. Apesar de ter sido baptizado com o nome oficial de &#8220;Estadi del FC Barcelona&#8221;, logo ficaria conhecido como Camp Nou (campo novo) em relação ao estádio Les Corts, nome que só foi oficializado a partir da época 2000/01 após um referendo entre sócios, ficando como oficial com 19861 votos (68,25%) num total de 29102. Uma moda que pegou noutros países, como em Inglaterra quando o Arsenal Stadium ficou conhecido como Highbury e em Itália o San Siro cujo nome oficial é Stadio Giuseppe Meazza.</p>
<p><strong><img class="attachment wp-att-2023 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/nou_camp_barcelona.jpg" alt="Camp Nou   ﻿Orgullós Català" width="290" height="181" align="left" title="Camp Nou   ﻿Orgullós Català" />Característica<br />
</strong>O Camp Nou cobre uma área de 55000 metros quadrados (250 de comprimento e 220 de largura) e as medidas do relvado, seguindo as estipulações UEFA, foram reduzidas para 105&#215;68 metros. Foi projectado para 150 000 adeptos mas hoje conta com 98787 lugares sendo o maior estádio da Europa. No entanto, a sua capacidade total variou ao longo da história após várias modificações, a mais popular tomou parte em 1982 quando foi renovado e alargado para albergar alguns jogos durante o Mundial. O estádio passava a receber 120 000 adeptos após a construção de um terceiro anel, que alterou a forma e estrutura, sendo agora o ponto mais alto do estádio com 48 metros de altura a a partir do relvado. Esse número seria novamente reduzido devido a restrições para o Mundial 82, com a UEFA e FIFA lançarem a obrigação de ter todos os lugares sentados e assim se chegou aos quase 99 000 lugares de hoje. Em 1994, o primeiro anel seria alargado, obrigando a abaixar o relvado cerca de 2,5 metros. A proximidade das tribunas ao relvado aliadas ao impressionante tamanho do estádio, fazem do Camp Nou um dos estádios com mais atmosfera do Mundo. O Camp Nou é um dos 5 estádios espanhóis catalogados como “5 Estrelas” pela UEFA.</p>
<p>No estádio estão localizados a sede social e administrativa do FC Barcelona e o museu do clube. Fora, o complexo desportivo conta com um outro estádio, o “Mini Estadi” (inaugurado em 1982) é um estádio de 20000 lugares, com dois anéis, que é anfiteatro do Barcelona B e C. Conta ainda com dois campos de treino, denominados 3 e 4, ambos com relva artificial. Estes últimos têm medidas oficiais (100&#215;70m) e lugares para cerca de 1500 espectadores. Tudo isto construído em apenas 9 meses, incluindo um ginásio multiusos para oito mil pessoas e dormitórios para os jogadores das categorias de base do clube.<br />
Como não podia deixar de ser, existe ainda uma loja do clube e o Museu mais visitado em toda a Catalunha &#8211; El Museu del Barça &#8211; que recebe cerca de 1 milhão e meio de visitas por ano, e cujo custo é de 11€. Inaugurado em 1984 pelo então presidente Josep Lluís Nuñez, exibe cerca de 1420 peças, 420 das quais são troféus conquistados durante os 109 anos de existência do clube. O futuro e a filosofia do clube levaram a anunciar, durante a celebração dos 50 anos do estádio, a decisão de o &#8220;reestruturar&#8221;. A 18 de Setembro de 2007, foi entregue o projecto ao arquitecto britânico Norman Foster cuja companhia irá desenvolver os planos para aumentar o estádio em mais 10000 lugares e protagonizar um <em>refresh</em> total da sua face, cujo custo está estimado em cerca de 250 milhões de euros.</p>
<p><strong>Marcos históricos:<br />
</strong></p>
<ul>
<li>O Camp Nou tem sido palco de grandes concertos que envolveram inúmeros artistas/bandas famosas, tais como Pink Floid, Michael Jackson, U2, Bruce Springsteen, Frank Sinatra, Julio Iglesias, Sting, Peter Gabriel e os &#8220;Três Tenores&#8221; &#8211; Josep Carreras, Placido Domingo e Luciano Pavarotti, entre outros.</li>
<li>O Papa João Paulo II dirigiu-se a mais de 120 000 religiosos no dia 17 de Novembro de 1982, no Camp Nou.</li>
<li>No capítulo desportivo, destaque para um conjunto de finais e jogos memoráveis, como a da Taça das Taças (1982) FC Barcelona 2&#215;1 St. Liège, a vitória da Espanha nos JO de 1992 por 3&#215;2 face à Polónia, asism como a mais &#8220;recente&#8221; e eternamente recordada final da Liga dos Campeões entre o Man. Utd e o Bayern Munich, que culminou com uma reviravolta dos red devils em tempo de compensação (2&#215;1) com dois golos aos 90:36 e aos 92:17, respectivamente. Um jogo que teve uma média de 15 milhões de espectadores na televisão Inglesa, com um aumento para 21 milhões em pleno climax do jogo no tempo de compensação.</li>
</ul>
<p><strong>Curiosidades:</strong></p>
<ul>
<li>O Camp Nou nunca foi interditado por problemas relacionados com adeptos, apesar de nos últimos anos ter sido multado por 3 vezes pela UEFA.</li>
<li> O número médio de adeptos no estádio tem vindo a aumentar nos últimos anos: 2004/05 &#8211; 67600, 2005/06 &#8211; 73360, 2006/07 &#8211; 75390 e 2007/08 &#8211; 77080 adeptos.</li>
<li> O &#8220;Barça&#8221; tem uma campanha inédita entre os principais clubes europeus, ao permitir alugar o recinto para jogos particulares. O preço é de 40 mil euros por partida! Devido ao elevado valor, esta campanha é, sobretudo, dirigida para empresas e organizações que pretendam oferecer uma experiência quase única aos seus clientes e funcionários. O <em>pack</em> que o clube catalão disponibiliza é indicado para 35 pessoas. No entanto, poderão ser mais a pisar o relvado do Camp Nou, mas os custos são mais elevados. O Barça permite um máximo de 50 jogadores, mas os 15 &#8220;excedentários&#8221; terão de pagar, por cabeça, mais 600 euros. Mas quem despender os 40 mil euros para alugar o estádio dos catalães não terá apenas o privilégio de pisar o relvado onde pontificam nomes como Xavi, Messi, Eto&#8217;o, entre outros. Cada participante terá direito a um equipamento oficial, e personalizado, do Barcelona. O <em>pack</em> inclui também a contratação de um árbitro, um <em>speaker</em>, uma foto de recordação, um diploma com o lema &#8220;Eu joguei no Camp Nou&#8221; e, no final da partida, um <em>cocktail</em> no estádio. Este é o <em>pack</em> básico, mas há extras. A saber: o estádio poderá encher para assistir a este jogo, desde que sejam pagos 60 euros por cada pessoa; o autocarro oficial dos catalães pode também ser alugado por 800 euros; jogar em horário nocturno por mais 2800 euros; um DVD com o jogo ficará na ordem dos seis mil euros.</li>
</ul>
<p>Uma região, um clube, uma identidade e um enorme orgulho <em>blaugrano</em>. Um estádio que mostra tudo isto, e cujo slogan é a mais pura das certezas: o Barcelona é certamente &#8220;Mes que un club&#8221;.</p>
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		<title>Stephen Sunday e Juan Mata &#8211; Ouro de Valência</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 01:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma vez atentos aos jovens que despontam nos quatro cantos do Mundo, é por terras de nuestros hermanos que o Jogo de Área acaba de descobrir as duas novas coqueluches espanholas do Valência. Stephen &#8220;Sunny&#8221; Sunday e Juan António Mata são o futuro de que se fala e não foi com espanto quando a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma vez atentos aos jovens que despontam nos quatro cantos do Mundo, é por terras de <em>nuestros hermanos</em> que o Jogo de Área acaba de descobrir as duas novas coqueluches espanholas do Valência. Stephen &#8220;Sunny&#8221; Sunday e Juan António Mata são o futuro de que se fala e não foi com espanto quando a televisão nacional Espanhola apresentou ambos em Maio de 2006 e as suas caras ainda eram desconhecidas, mas até quando irão assim ficar?</p>
<p>Se é verdade que hoje em dia em Espanha os dias não são tão cor de rosa como em anos transactos e as tentativas de reacender o rasto de grandes clubes nem sempre sabem respeitar o próprio estilo de cada equipa, é exactamente disso que sofre um Valência que é actualmente órfão do seu passado. <span class="apreto12n">Os tempos de loucura no campeonato vizinho estão a abrandar, sobretudo se verificarmos que na época passada o mercado de transferências movimentou mais de 400 milhões de euros. Ora, com o campeonato Inglês apostado em investimentos megalómanos, os espanhóis parecem ter visto que &#8220;matéria-prima&#8221; é coisa que realmente não lhes falta. O sucesso da conquista do Euro 2008 teve assim o condão de despertar os espanhóis para uma nova era, uma era em que o que é nacional é bom, sendo que para esta temporada o mercado se ficou pelos 200 milhões de euros. É neste contexto que surgem as duas novas promessas da cantera vizinha, verdadeiras apostas internas:<br />
<strong><br />
Mata, o novo parceiro de David Villa</strong></span><br />
Juan António Mata é considerado por muito olheiros como o novo Raúl Gonzalez. Com uma formação feita no Real Oviedo, aos 15 anos foi contratado pelo Real Madrid mas acabou por representar apenas a equipa de formação que milita na 2ª Divisão B. Contudo, rapidamente deu nas vistas e no início da temporada passada foi &#8220;resgatado&#8221; pelo Valência, conhecendo a sua primeira internacionalização nos sub-19 de Espanha, onde foi o grande herói com grande distinção de marcar 4 golos em 5 jogos levando a Espanha à conquista do Europeu Sub -19 de 2006. Hoje em dia, com 20 anos, é presença assídua nos sub-21 e dor de cabeça para muitos defesas contrários tal é a sua mobilidade e rapidez nos seus pés, capacidade de jogar em qualquer posição do ataque, enfrentando olhos nos olhos mesmo a mais terrível marcação. Mata é um avançado que pode actuar como médio esquerdo e que encanta com a sua capacidade técnica, drible, criatividade, qualidade de passe, capacidade para efectuar lançamentos em profundidade com precisão e também técnica de remate a curta e a média distância.</p>
<p><strong>Stephen Sunday &#8211; Coração de Guerreiro</strong><br />
Real Madrid, Real Betis, Deportivo de La Corunha, SCC Napoli e Liverpool são apenas alguns dos grandiosos clubes que estiveram atraídos pelo médio criativo do momento em Espanha, enquanto este ainda brilhava com as cores do Club Polideportivo Ejido da Segunda Divisão. Mas a história de Stephen Sunday, mais conhecido por Sunny, começou muito antes. Nascido na Nigéria, foi ainda ali que jogou em Lagos no FC Ebedei and Jegede Babes. O sonho de jogar futebol, mas sobretudo de ajudar a família, levou-o a emigrar aos 16 anos para tentar a sua sorte. Foi literalmente abandonado em França por um grupo de supostos agentes, e perdido rumou a Espanha. Jogou num anónimo Mundialito de Emigrantes, em 2005 e impressionou de tal forma que lhe foi dado um contrato de 5 anos no clubes espanhol Poli Ejido da II Divisão, cujo presidente teve de se tornar seu pai adoptivo para permitir que Sunny  permanecesse em Espanha. Seguiram-se brilhantes exibições onde cativou tudo e todos com o seu jogo e, aos 18 anos, foi convocado para a selecção Sub-19 de… Espanha, algo que prontamente aceitou, pois afinal, e como referiu, &#8220;foi Espanha que me deu uma vida e uma carreira quando não tinha rigorosamente nada, e sobretudo quando para os treinadores Nigerianos nunca fui considerado suficientemente bom. Foi-me dado o amor de Espanha!&#8221;.</p>
<p>É um médio de boa estampa e resistência física (1,80m e 67kg) com grande capacidade para acelerar a velocidade do jogo e para cobrir todo o meio campo, um verdadeiro box-to-box moderno. Não tem problemas em abordar com garra os adversários e sai com classe e dintinção a distribuir jogo. Um super talento que levou a BBC a fazer <a href="http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/football/africa/6470975.stm">um grande artigo</a> ainda antes da sua transferência para o Valência, entrevista em que relata que o Real Madrid chegou a oferecer 400.000€ mais um jogo amigável pelos seus serviços, algo que foi prontamente recusado pelo Poli Ejido, que mais tarde veria o jogador a sair para o Valência por uns &#8220;justos&#8221; 3,5 milhões de euros. A roda viva dos <em>media</em> não terminaria por aqui, quando em Maio de 2006 ainda sob o &#8220;tecto&#8221; do Poli Ejido, foi capa da reputada revista espanhola Don Balon, que o considerou o novo Claude Makelele. No mesmo ano viu a TVE a exibir <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YBsur6DDf6g">um documentário</a> com uma hora de duração, sobre a sua incrível história de vida.</p>
<p>Estes jovens são o futuro seguro do Valência, que irá certamente ver por muito bem entregue o seu &#8220;investimento&#8221; em jovens pérolas que garantem não só o sucesso do clube mas também da própria selecção Espanhola, &#8220;encharcando&#8221; seguramente os relvados da La Liga com astúcia e <em>finesse.</em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y75jvnrwFmA"><img src="http://img.youtube.com/vi/Y75jvnrwFmA/default.jpg" width="130" height="97" border title="Stephen Sunday e Juan Mata   Ouro de Valência" alt="Stephen Sunday e Juan Mata   Ouro de Valência" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Pormenores de Sunny e Mata </span></p>
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		<title>SuperClássicos: FC Barcelona x Real Madrid</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 22:42:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[SuperClássicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto o futebol a sério tarda a aparecer, o Jogo de Área lançou-se numa autêntica saga de artigos que no seu conjunto abordarão os grandes clássicos de sempre do futebol Mundial. Do Rio de Janeiro a Roma, de Moscovo ao México, via Teerão, Calcutá e Joanesburgo, examinámos o que faz destes 50 clássicos os mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto o futebol a sério tarda a aparecer, o Jogo de Área lançou-se numa autêntica saga de artigos que no seu conjunto abordarão os grandes clássicos de sempre do futebol Mundial. Do Rio de Janeiro a Roma, de Moscovo ao México, via Teerão, Calcutá e Joanesburgo, examinámos o que faz destes 50 clássicos os mais antecipados, mais excitantes e os mais badalados do desporto rei. A inaugurar, o grande duelo que move paixões dentro e fora do país vizinho e que vai muito mais além que um simples derby, é sobretudo o embate entre duas regiões e emblemáticas cidades Europeias. O clássico dos clássicos: Barcelona x Real Madrid.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1802" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/barcelona_real-madrid_puyol_raul-gonzalez.jpg" alt="SuperClássicos: FC Barcelona x Real Madrid" width="290" height="206" align="left" title="SuperClássicos: FC Barcelona x Real Madrid" />Um dia, o nosso bem conhecido Bobby Robson descreveu-o como o maior jogo entre clubes a nível Mundial, e a verdade é que é difícil de não concordar. Talvez não concordará quem não teve ainda o privilégio de sentir <em>in loco </em>este duelo entre &#8220;nações&#8221; em conflito e em luta pela liberdade contra a repressão. &#8220;Dizem que não podemos misturar desporto com política mas é completamente impossível entender Barcelona sem tudo isso.&#8221; afirma a antiga estrela <em>blaugrana</em> Hristo Stoichkov. Na verdade, as diferenças sociais ou rivalidades entre as duas maiores cidades são o argumento para o Barcelona frente ao R. Madrid representar uma &#8220;nação&#8221;- a catalã &#8211; face ao Estado. &#8220;Eu sentia-me como um general a liderar o exército Catalão&#8221; &#8211; reafirma Bobby Robson, treinador do Barça em 1996/97. É a liberdade e a democracia face ao casaco apertado do totalitarismo e autoritarismo, o povo Catalão contra a polícia centralista de Madrid que é a equipa do ditador General Franco. Assim, o suposto apoio ao Real leva a que o rival da Catalunha seja visto como a equipa dos guerreiros da liberdade, que combatem a rejeição, repressão e os árbitros alvos de chantagens. Esta é, pelo menos, a teoria. A realidade é, pois claro, muito diferente.</p>
<p><strong>O lado centralista do Real Madrid<br />
</strong>No início da Guerra Civil Espanhola em Agosto de 1936, o presidente do Barcelona Josep Sunyol i Garriga foi assassinado quando retornava de um jogo. Anualmente, uma delegação do Barça coloca flores na sua sepultura, criando assim um simbolismo poderoso e uma identificação com o anti-Franquismo ainda mais conscienciosa. Acredita-se que o momento de viragem na história do futebol espanhol &#8211; a transferência de Alfredo di Stefano para o Real &#8211; foi criteriosamente &#8220;arranjado&#8221; pelo ditador e que desde então, o Barcelona foi sempre alvo de calúnias e prejuízos. Este favorecimento do regime não era de surpreender, ainda mais se juntarmos a informação de que Santiago Barnabeu foi um apoiante da extrema-direita e lutou ao lado de Franco, apoiando o centralismo com mão de ferro. Madrid representava a nação e o estado Franquista, o que lhe valia um gigantesco contrato com a televisão do estado TVE. Barnabeu chegou mesmo a afirmar: &#8220;Não é verdade que eu detesto a Catalunha. Eu admiro a Catalunha&#8230; apesar dos Catalães.&#8221;</p>
<p><strong>O lado da oposição do Barcelona</strong><br />
Barcelona define-se de forma conscienciosa como a oposição, pois se houve um favor que o regime trouxe à região foi de lhes trazer um enorme senso de comunidade e identidade. Sempre que esta última era abafada, as vozes moviam-se para o futebol e os jogos em Camp Nou viravam sinónimo de reafirmação nacional: apenas Catalão poderia ser ali falado e as bandeiras catalãs mostradas! Quando Johan Cruiff desafiou o sistema ao chamar ao filho Jordi em honra ao santo padroeiro da Catalunha, instantaneamente se tornou num herói externo. No entanto, enquanto parece verdade que a divisão Catalunha/Espanha ainda se mantém, o Barcelona foi fundado por um emigrante Suíço e o Real teve como 1º presidente um catalão. Curioso.</p>
<p>Futebolisticamente, todo este fulgor entre as duas equipas é também traduzido em campo, sobretudo pela emoção que é emanada pelos espectadores. Uma vitória significa quase como um campeonato para todos os intervenientes. Os jogos muitas vezes resultam em grandes exibições e grandes indefinições no marcador, tal é a qualidade e o empenho dos protagonistas &#8211; recentemente, a &#8220;era&#8221; Figo foi plena deste amor-ódio tão evidente entre as duas formações, num misto de jogos espectaculares com uma enorme tensão entre os adeptos. São muitos os jogos e exibições memoráveis guardadas nos arquivos do sutebol, mas não será preciso recuar muito atrás para entrar num misto de espectáculo e explosão de emoções. Assim é o clássico dos clássicos, um embate onde o resultado vai muito além do balançar de redes.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=6r4_2uMpzKI"><img src="http://img.youtube.com/vi/6r4_2uMpzKI/default.jpg" width="130" height="97" border title="SuperClássicos: FC Barcelona x Real Madrid" alt="SuperClássicos: FC Barcelona x Real Madrid" /></a><br />
02.05.2009 &#8211; Data de um dos jogos mais memoráveis de sempre. Real Madrid 2-6 Barcelona</p>
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