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	<title>Jogo de Área &#187; Ásia</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Coreia do Norte: Heróis Esquecidos</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 10:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 19 de Julho de 1966 os jogadores da Coreia do Norte fizeram História ao eliminarem a poderosa Itália do Campeonato do Mundo. Um ano depois, foram condenados pelo regime do seu país ao exílio e impedidos de jogar futebol.
Uma questão de honra
A Coreia do Norte, única representante do continente asiático na fase final [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 19 de Julho de 1966 os jogadores da Coreia do Norte fizeram História ao eliminarem a poderosa Itália do Campeonato do Mundo. Um ano depois, foram condenados pelo regime do seu país ao exílio e impedidos de jogar futebol.</p>
<p><strong>Uma questão de honra</strong><br />
A Coreia do Norte, única representante do continente asiático na fase final em 66, era vista como uma selecção alienígena na prova, pelo total desconhecimento que o resto do mundo tinha acerca do seu valor. Nomes como Ring Jung-sun, Pak Doo-Ik, Han Bong Jin, Yang Song Guk e o guarda-redes Ri Chan Myong podiam ser famosos no seu país, mas eram completos desconhecidos para o resto do mundo. O facto de virem de um país comunista e extremamente fechado face a qualquer interferência estrangeira era a principal causa desse desconhecimento. Para além disso, havia a particularidade de a Coreia do Norte, enquanto nação, não ter relações diplomáticas com a Inglaterra e nem sequer ser reconhecida por esta. É que 12 anos antes, a Grã-Bretanha tinha participado na Guerra da Coreia. Para as autoridades britânicas o hasteamento da bandeira da Coreia do Norte e o tocar do hino significavam o reconhecimento daquela enquanto nação e uma afronta aos seu aliados da Coreia do Sul. A negação do visto de entrada aos norte-coreanos no país de Sua Majestade chegou a ser colocado em causa, o que, desde logo, fez com que os jogadores desse país se sentissem em território inimigo e receassem represálias. Talvez aos olhos de hoje esta questão pareça ridícula, mas no auge da Guerra Fria era uma questão que colocava os países em sobressalto.</p>
<p>Chollima era o nome pelo qual a selecção norte-coreana era conhecida. Chollima, conforme a mitologia coreana, é um cavalo alado, mas era também o nome de um movimento que visava acelerar e apoiar a reconstrução do país, após a guerra que dividiu as duas Coreias. Antes da viagem da selecção para Inglaterra, o Presidente Kim Il Sung concedeu aos jogadores uma audiência particular e fez questão de enfatizar no seu discurso que eles deveriam jogar, acima de tudo, para defender a honra da pátria. Para isso deveriam ser unidos, velozes e manter sempre um espírito combativo. À semelhança do Chollima.</p>
<p>O início, no entanto, não foi famoso: derrota por 3-0 frente à URSS, na altura vice-campeã da Europa. Um jogo que trouxe ao de cimo a inexperiência dos coreanos, surpreendidos pelo poderio soviético, mas também pela sua própria inexperiência em provas deste gabarito. Mas no jogo seguinte, frente ao Chile (que no Mundial anterior tinha ficado em 3.º lugar), os coreanos conseguiram um empate a um golo. Para se qualificarem para os quartos-de-final teriam de alcançar a missão impossível: derrotar a Itália.</p>
<p><strong>Dois jogos para a História</strong><br />
&#8220;A queda do Império Romano não foi nada, comparado com este resultado&#8221;. Foi assim que o jornal Northern Echo classificou a vitória por 1-0 da Coreia do Norte sobre a Itália. Poucos, na altura, se atreveram a contestar a afirmação. O golo de Pak Doo-Ik originou o resultado mais surpreendente de sempre em jogos de fases finais. Mais ainda do que a derrota do Brasil contra o Uruguai no Mundial de 1950 ou da Hungria contra a RFA na final de 54. Ou do que a vitória da própria Coreia do Sul frente à Itália e à Espanha no Mundial de 2002. Afinal, os norte-coreanos em 66 não eram treinados por Guus Hiddink, não jogavam em casa e não tinham a arbitragem a ajudá-los.</p>
<p>Aos humildes jogadores coreanos, depois deste resultado, estava prometida uma medalha por parte do presidente do seu país. Para os ricos e famosos jogadores italianos, como Rivera, Mazzola e Facchetti, a eliminação do Mundial após este jogo fez com que, ao desembarcarem no aeroporto de Génova, fossem recebidos com uma chuva de tomates podres atirados pelos seus conterrâneos. Nunca a Itália, na altura bicampeã mundial, havia sofrido uma derrota tão humilhante. Em consequência disso, a Federação Italiana de Futebol proibiu a partir da época seguinte a entrada de mais jogadores estrangeiros nos clubes. Era urgente promover a formação de jovens futebolistas nacionais de maneira a voltar ter uma selecção capaz de honrar a sua história. Essa proibição (que impediu, entre outras coisas, que Eusébio rumasse ao Calcio) durou até 1982, ano em que a <em>squadra azurra</em> voltou a conquistar um Campeonato do Mundo.</p>
<p>Nos quartos-de-final os norte-coreanos jogariam na cidade de Liverpool contra Portugal, que havia mandado para casa o campeão em título Brasil. A apoiar a selecção asiática, não havia coreanos, mas antes 3.000 habitantes de Middlesborough, a pequena cidade operária onde os jogadores e equipa técnica tinham ficado alojados na primeira fase do torneio e com a qual acabaram por estabelecer grande empatia. Cada treino da selecção fora assistido com entusiasmo pelos habitantes locais que faziam jus ao lema: &#8220;support your local team&#8221;. Os italianos, certos da sua qualificação, já tinham agendado a sua estadia em Liverpool num seminário jesuíta. Como tal não veio a acontecer, acabaram por ceder essa mesma estadia à selecção coreana. Educados num regime comunista e sem qualquer conhecimento da simbologia e iconografia cristãs, os coreanos nunca tinham visto a imagem de um homem pregado numa cruz com uma coroa de espinhos, mas a verdade é que ela estava presente em todos os quartos do seminário e aterrorizou o sono da grande maioria dos jogadores.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2175 alignleft" style="margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/eusebio-coreia-norte-mundial-66.jpg" alt="Coreia do Norte: Heróis Esquecidos" width="300" height="183" align="left" title="Coreia do Norte: Heróis Esquecidos" />O encontro contra Portugal foi, como todos sabemos, uma partida de duas faces. A Coreia do Norte, aos 25 minutos de jogo, já vencia por 3-0 e dominava o adversário com o mesmo tipo de futebol com que havia derrotado a Itália e com que havia prometido ao seu líder honrar o país: velocidade e espírito combativo, bem como uma disciplina táctica quase militar. O futebol, na altura, era jogado a um ritmo muito mais lento do que hoje em dia e, por isso, a rapidez com que os coreanos faziam correr a bola e pressionavam os adversários desorientava esses jogadores. Só que na selecção portuguesa de então estava Eusébio, o melhor jogador e marcador da prova, que até ao intervalo reduziu a desvantagem para 3-2. Na segunda metade, mais dois golos de Eusébio e um de José Augusto acabaram por permitir a reviravolta, a maior de sempre ocorrida num jogo de um Mundial. A importância que este jogo teve para a popularidade de Eusébio, principalmente em Inglaterra, não pode ser subestimada. Pelos 4 golos que marcou, pela reviravolta que, praticamente sozinho, operou no resultado, por ser um jogo a contar para o Campeonato do Mundo e por outro facto extremamente importante: cada vez que Eusébio marcava um golo, ia buscar a bola ao fundo das redes e corria com ela até ao meio-campo, rejeitando os abraços dos colegas, para permitir que o jogo fosse reiniciado o mais rapidamente possível. E só festejou, após marcar o golo que deu o 4-3 para Portugal.</p>
<p><strong>O regresso a casa</strong><br />
Se a tomatada com que os jogadores italianos foram recebidos em casa é um episódio célebre, já o que aconteceu com os norte-coreanos, após a derrota com Portugal, sempre esteve envolvido em mistério. Durante anos nunca mais se ouviu falar de qualquer um deles. Só recentemente, após um documentário britânico intitulado &#8221;O Jogo das Suas Vidas&#8221;, se descobriu o que realmente aconteceu. Inicialmente, os jogadores foram recebidos como heróis pelo regime e a população do seu país, não só pela vitória frente à poderosa Itália, mas pelo facto de se terem tornado na primeira selecção asiática a ultrapassar a primeira fase de um Mundial. No entanto, após o período de euforia, o governo da Coreia do Norte abriu uma investigação a todos os jogadores e condenou-os a serem deportados ou feitos prisioneiros. O motivo? A descoberta da forma como eles celebraram a vitória contra a Itália: com música, mulheres e álcool. Uma ofensa aos ideais seguidos pela ditadura de Kim Il Sung e uma imperdoável manifestação de fraqueza moral e de desonra. Pak Doo Ik, por exemplo, o principal herói da vitória contra a Itália e apelidado de &#8220;dentista&#8221; nesse país pela dor que o seu golo infligiu numa nação inteira, ficou dez anos a trabalhar como lenhador no distrito de Daepyong. Só após a ascensão ao poder de Kim Jong-il, que sempre fora fascinado pelos &#8220;heróis do Mundial&#8221;, é que estes tiveram direito a serem reabilitados, sendo-lhes concedidas casas estatais na capital e a possibilidade de excercerem cargos técnicos em diversas equipas. Pak Doo Ik teria mesmo direito a receber um apartamento de dois andares e o posto de seleccionador nacional durante uns anos. Dos jogadores coreanos desse Mundial, já só sete se encontram vivos. Graças ao documentário que sobre eles foi feito, obtiveram uma raríssima autorização para saírem do país e, na companhia da equipa técnica responsável pelo documentário, regressarem à cidade de  Middlesbrough. Quatro décadas após o &#8220;jogo das suas vidas&#8221;.</p>
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		<title>Chu-Young Park &#8211; O Novo Astro Coreano</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Feb 2008 18:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>

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		<description><![CDATA[Á primeira vista, Chu-Young parece ser um como tantos outros no seu país: veloz e desembaraçado tecnicamente, muita mobilidade e sentido de equipa. Contudo, e depois do &#8220;reinado&#8221; de Ji-Sung Park, Chu-Young assume-se actualmente como a maior pérola do futebol sul-coreano, e sua evolução tem sido marcante para o jovem e entusiasta futebol asiático.
A prestação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Á primeira vista, Chu-Young parece ser um como tantos outros no seu país: veloz e desembaraçado tecnicamente, muita mobilidade e sentido de equipa. Contudo, e depois do &#8220;reinado&#8221; de Ji-Sung Park, Chu-Young assume-se actualmente como a maior pérola do futebol sul-coreano, e sua evolução tem sido marcante para o jovem e entusiasta futebol asiático.</p>
<p>A prestação da selecção sul-coreana no Mundial de 2002 serviu como um evidente impulsionador do futebol asiático. A vitória frente a equipas como Portugal, Itália ou Espanha, assim como o maravilhoso 4º lugar alcançado deixaram meio-mundo boquiaberto, tais eram as valias técnico-tácticas da selecção orientada pelo holandês Guus Hiddink. Desde então, a Coreia do Sul e a sua Liga têm sido vistas com outros olhos, e o primeiro exemplo foi o de Ji-Sung Park, que em Julho 2005 trocou o Kyoto (Japão) pelo PSV Eindhoven, rumando mais tarde ao astro Manchester Utd a troco de 4 milhões de libras. Chu-Young, 4 anos mais novo, é o &#8220;rebento&#8221; que se segue. Nascido em Daegu a Julho de 1985, saltou para a ribalta em 2004, na competição de selecções &#8220;Asian Youth Championship&#8221;. A prestação do jovem jogador foi simplesmente soberba, coroada com 2 golos na final frente à China. Num país onde o futebol tem cada dia maior interesse e preponderância social, Park foi automaticamente visto como o diamante que o sul da Coreia nunca havia tido. Finda a competição, Chu-Young sagrou-se o melhor marcador com 6 golos (em 11 tentos coreanos), sendo igualmente considerado pela organização como o &#8220;Asian Youth Best Player&#8221;. Na conclusão de uma temporada de sonho para Park, a &#8220;Asian Football Confederation&#8221; havia de seleccioná-lo como o melhor jovem jogador sul-coreano.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2359 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/chu-young-park.jpg" alt="Chu-Young Park" width="300" height="217" align="left" title="Chu Young Park   O Novo Astro Coreano" />Em Março de 2005, Chu-Young deixou o seu modesto clube universitário &#8220;Korea University&#8221;, dando um passo de gigante ao assinar pelo famoso FC Seul. Este clube, formado em 1983, tem associado excelentes resultados desportivos a um poderio financeiro considerável &#8211; muito por culpa do grupo empresarial GS Group que há já alguns anos financia o clube da capital. No FC Seul, com uma entrada de rei (18 golos e 4 assistências em 30 partidas), Park foi aclamado pela crítica. No dia do seu 20º aniversário deu espectáculo com um fabuloso <span style="font-style: italic">hat-trick</span>, juntando ao seu curriculum o título de melhor jovem jogador da K-League, no final da temporada. A entrada na Selecção A do seu país aconteceu igualmente por esta altura. Park revelou-se preponderante na fase final de qualificação para o Mundial 2006, sendo rapidamente apelidado como &#8220;Génio do Futebol&#8221;. Contudo, e enquanto maravilhava tudo e todos no seu país, Park teve uma presença modesta no Mundial da Alemanha, juntamente com o resto da equipa, com uma pálida prestação.</p>
<p>Tecnicamente falando, Chu-Young é aquilo a que chamamos de um jogador completo e polivalente. Com 1,82m e o número 10 nas costas, o jovem jogador causa mossa com o tratamento genial que dá ao esférico, associando-o a uma velocidade estonteante &#8211; a imprensa referencia-o como o jogador que corre 100m em cerca de 10 segundos, comparativamente similar ao francês Thierry Henry. Com um enorme pendor ofensivo, o sul-coreano tem ainda uma enorme capacidade para visar a baliza com sucesso, quer em jogo corrido quer fruto da execução de lances de bola parada, algo em que é tremendamente eficaz. Saído das alas, como falso avançado ou até como elemento mais adiantado, Park consegue desequilibrar de qualquer modo e feitio, municiando o ataque ou ele próprio finalizando com classe.</p>
<p>Actualmente, contabiliza 71 aparições pelo FC Seul, com 31 golos e 5 assistências para golo. Com 22 anos apenas, Chu-Young acalenta a transferência para um gigante europeu, como única forma de atingir outros patamares qualitativos. Inserido num futebol que apesar de competitivamente &#8220;pobre&#8221; vai denotando uma constante evolução, este autêntico diamante tem a clara chance de se tornar o maior craque do futebol sul-coreano deste início de século.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=NpgJ1vbwSgI"><img src="http://img.youtube.com/vi/NpgJ1vbwSgI/default.jpg" width="130" height="97" border title="Chu Young Park   O Novo Astro Coreano" alt="Chu Young Park   O Novo Astro Coreano" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Melhores lances de Chu-Young Park</span></p>
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