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	<title>Jogo de Área &#187; América do Sul</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Robinho &#8211; Yes, he can!</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 20:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Robinho está de volta ao Santos, após quase cinco anos na Europa, com o estigma do fracasso. Afinal, para quem assegurava que seria o melhor jogador do mundo, as passagens sem brilho por Real Madrid e Manchester City, apesar dos dois títulos nacionais no time merengue, foram decepcionantes e deixaram a sensação de que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Robinho está de volta ao Santos, após quase cinco anos na Europa, com o estigma do fracasso. Afinal, para quem assegurava que seria o melhor jogador do mundo, as passagens sem brilho por Real Madrid e Manchester City, apesar dos dois títulos nacionais no time merengue, foram decepcionantes e deixaram a sensação de que o ex-menino da Vila exagerara em suas pretensões quando saiu do Brasil.</p>
<p>Mais do que isso, a postura pouco profissional e a forma descompromissada com que conduziu sua carreira “queimaram” sua imagem, a ponto da tão sonhada transferência para o Barcelona ter sido brecada, segundo fontes de dentro do clube, por Xavi e Puyol, líderes do elenco blaugrana, que não queriam um jogador problemático e de altíssimo salário para conturbar o ambiente.</p>
<p>O cenário, inegavelmente, não é dos mais animadores. No entanto, por mais paradoxal que possa parecer, é neste período de ocaso na carreira que o brasileiro tem as maiores chances de pegar um “atalho” e chegar ao topo do planeta bola faturando os principais prêmios individuais.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3340 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/01/robinho-volta-santos.jpg" alt="Robinho, Santos" width="291" height="218" align="left" title="Robinho   Yes, he can!" />Pode parecer loucura deste que escreve, mas a linha de raciocínio tem a sua lógica. Vejamos:</p>
<p>Jogando regularmente e contando com o carinho de todos no clube que o revelou e ainda o tem como ídolo pelos títulos brasileiros de 2002 e 2004, o atacante pode ganhar a motivação que vinha faltando nos últimos tempos. E considerando o ritmo cadenciado e o nível técnico mais modesto do futebol jogado no Brasil, suas chances de se destacar são enormes.</p>
<p>Em forma e com ritmo de jogo, certamente Dunga não vai deixá-lo de fora da lista para o Mundial e, muito provavelmente, ele será o titular. Nos jogos, a tendência é que seja menos marcado do que Kaká e Luís Fabiano, os jogadores que fazem a diferença em equipe bem montada, mas que sofre em muitas partidas pelo estilo previsível, baseado em jogadas de bola parada e contragolpes. Robinho pode dar o “toque brasileiro”, com sua capacidade de improviso e habilidade acima da média, e desmontar os fortes esquemas defensivos que o time canarinho enfrentará.</p>
<p>Além disso, Robinho vai à África do Sul “mordido” pelas críticas (a grande maioria bem justas) e tentará esfregar seu talento e capacidade de superação no rosto de seus detratores. Neste cenário, atletas costumam tirar forças do fundo da alma para vencer e dar a volta na própria história. Além disso, ele chegará menos cansado, sem o esgotamento da cada vez mais estafante temporada europeia, já que não vinha atuando regularmente pelo City e passará por um período de recondicionamento no Santos.</p>
<p>Por fim, o seu grande trunfo: ano de Mundial é especialíssimo. Qualquer jogador, em sete jogos, pode se eternizar se arrebentar pelo time campeão. E as últimas premiações deixaram claro que o melhor da Copa, independente do desempenho no clube, é sempre o destaque do ano.</p>
<p>Aí está a chance de Robinho. Com 26 anos, pode-se dizer que efetivamente é sua última oportunidade. Um brilho efêmero, mas no momento certo, pode driblar a dura realidade e realizar o sonho que parecia inatingível.</p>
<p>A receita? Deixar de lado o agito da vida noturna, se concentrar no trabalho até Junho, exigir menos regalias em Santos e, principalmente, acreditar que tudo que foi descrito acima não é apenas um devaneio deste colunista.</p>
<p>Sim, você pode, Robinho!</p>
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		<title>2009: Um ano para a Argentina esquecer</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 17:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<description><![CDATA[A Argentina só tem a comemorar com o término de 2009. Não por seus feitos, pois não houve nada memorável e digno de comemoração, mas sim pelos fiascos. Ou seja, este é um ano a ser esquecido, ou melhor, sempre lembrado e nunca repetido. E isso pode ser refletido em todas as categorias da seleção, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Argentina só tem a comemorar com o término de 2009. Não por seus feitos, pois não houve nada memorável e digno de comemoração, mas sim pelos fiascos. Ou seja, este é um ano a ser esquecido, ou melhor, sempre lembrado e nunca repetido. E isso pode ser refletido em todas as categorias da seleção, além de também fazer parte dos grandes clubes locais.</p>
<p>As categorias inferiores da seleção Albiceleste sempre foram motivos de orgulho, pois além de constantemente revelarem bons nomes, conquistavam bastantes títulos. Assim como a seleção principal despertava respeito aos adversários. Mas, isso passou. Ao menos não aconteceu neste ano. Entre desclassificações precoces e não classificações, as categorias “sub’s” repetiram a fraca campanha da seleção principal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2014 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/argentina_team.jpg" alt="2009: Um ano para a Argentina esquecer" width="290" height="189" align="left" title="2009: Um ano para a Argentina esquecer" />A seleção Sub-15, que disputou o Sul-Americano da categoria, na Bolívia, terminou o torneio com quatro pontos em quatro partidas, foi desclassificada e nem ao menos passou às fases finais da competição. Já a seleção Sub-17 foi desclassificada frente à seleção colombiana, por 3 a 2, nas oitavas-de-finais do Mundial da Nigéria. E não conseguiu trazer a única taça que falta na galeria da AFA.</p>
<p>Por sua vez, a Sub-20, a maior vencedora da competição, com seis títulos, não conseguiu nem ao menos se classificar para o mundial deste ano, disputado no Egito.</p>
<p>Já a principal, entre resultados negativos e, até considerados normais, a grandes vexames como a goleada sofrida na altitude de La Paz, diante da Bolívia por 6 a 1. Tendo em vista, que todos os possíveis efeitos da altitude foram ignorados e até ridicularizados quando o próprio selecionador argentino fez propaganda em prol da pratica de esportes na altitude.</p>
<p>Fora tal feito, como citado houve também resultados negativos que poderiam ser considerados comuns se não fosse o fraco desempenho, como a derrota para o Brasil, por 3 a 1, em Rosário, depois de todo circo armado por Dieguito, além da derrota por 2 a 1, para a Espanha. E até a derrota para a seleção paraguaia, por 1 a 0, em Assunção.</p>
<p>Além da derrota por 2 a 0, para o Equador e por final, a derrota por 4 a 2, frente ao selecionado Catalão, foram suficientes para coroar está trágica campanha da Albiceleste, que por muito pouco não fica de fora do Mundial da África do Sul 2010.</p>
<p>A Seleção somou seis derrotas em 14 jogos, no ano. Porém pode-se dizer que não só o retrospecto deixa bastante à desejar, mas as brigas internas entre o corpo técnico, o mau futebol apresentado, por essa, que para muitos era a grande geração, aliado ao medíocre treinador, que foi a cereja no bolo desta fraca argentina.</p>
<p>Quanto aos clubes, os tradicionais e eternos rivais –Boca Juniors e River Plate- que já haviam feitos campanhas pífias no Clausura 2009, repetiram o feito no Apertura 2009, não chegaram nem perto da disputa pelo título e menos ainda da classificação para a Copa Libertadores 2010.</p>
<p>Diante deste panorama pouco pode-se esperar para a Copa do Mundial 2010, certo? Talvez. Nada é  animador, nem mesmo o único orgulho que o povo argentino teve neste ano, a consagração de Lionel Messi, como o melhor jogador do mundo pela FIFA. O primeiro hermano a receber tal honraria. Mas como disse, nem isto dar um alento, pois La Pulga, por diversos fatores que não vem ao caso agora, não consegue repetir as grandes apresentações que promove pelo Barcelona. Porém, a exemplo, as seleções canarinhas de 70 e 94 chegaram à Copa desacreditadas e ergueram a taça.</p>
<p>&#8230; E que os deméritos de 2009 não se repitam em 2010.</p>
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		<title>O Povo no Poder</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 12:47:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[2009 foi o ano em que os times mais populares do Brasil dominaram o cenário futebolístico do país com autoridade e fizeram a festa de suas imensas torcidas com títulos e ótimas performances. Comandados pelos repatriados Adriano e Ronaldo, Flamengo e Corinthians protagonizaram os principais torneios nacionais e ainda levaram as taças regionais para suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>2009 foi o ano em que os times mais populares do Brasil dominaram o cenário futebolístico do país com autoridade e fizeram a festa de suas imensas torcidas com títulos e ótimas performances. Comandados pelos repatriados Adriano e Ronaldo, Flamengo e Corinthians protagonizaram os principais torneios nacionais e ainda levaram as taças regionais para suas repletas salas de troféus.</p>
<p>O primeiro semestre foi perfeito para os corintianos. A partir da entrada de Ronaldo, o principal reforço da temporada, no empate em 1 a 1 contra o Palmeiras, o alvinegro paulista, com a base do time que foi campeão da segunda divisão no ano anterior, se acertou atuando no 4-2-3-1 que deu liberdade ao Fenômeno e fluência às ações ofensivas sem comprometer o sistema defensivo e atropelou seus adversários no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil faturando as duas taças com direito a golaços de Ronaldo nas finais contra Santos e Internacional. As estratégias de marketing e as contratações pontuais foram cirúrgicas e o Corinthians sobrou em terras brasileiras.</p>
<p>Porém, na segunda metade do ano, a desmotivação pelas poucas aspirações no Campeonato Brasileiro, já que a meta de garantir vaga na Libertadores tinha sido alcançada, e, principalmente, as ausências de André Santos e Cristian, negociados ao Fenerbahçe, e Douglas, que foi jogar no Al Wasl, fizeram com que o time comandado pelo técnico Mano Menezes caísse demais de produção e fizesse uma campanha não mais que razoável na principal competição nacional. A reposição no elenco não foi à altura e a queda técnica foi vertiginosa, com o time amargando tropeços constrangedores, como na derrota em casa para o rebaixado Náutico por 3 a 2 pela 36ª rodada.</p>
<p>Já o Flamengo seguiu o caminho inverso. Apesar das desconfianças e de jogos pouco convincentes sob o comando do técnico Cuca, o time carioca superou mais uma vez o Botafogo e conquistou seu quinto tricampeonato estadual. Mas a eliminação nas quartas-de-final da Copa do Brasil para o Internacional, a aposentadoria de Fábio Luciano e a saída de Ibson minaram as forças de um elenco que já não era tão qualificado, mesmo com a chegada de Adriano em maio, e uma crise política por conta da chegada de Petkovic, o sérvio de 37 anos que retornava ao clube em um acerto para o pagamento de uma dívida trabalhista, custou o emprego de Cuca e a saída do vice-presidente de futebol Kléber Leite.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3307 alignleft" style="margin-top:3px;margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/adriano-flamengo.jpg" alt="Adriano" width="280" height="189" align="left" title="O Povo no Poder" />Com a chegada de Marcos Braz para comandar o futebol, a efetivação do auxiliar técnico Andrade como treinador e a contratação de Álvaro e Maldonado logo após a saída do atacante Emerson para o Al-Ain e a séria contusão no ombro de Kléberson em amistoso pela seleção brasileira, a equipe rubro-negra se reinventou. O time que atuou por dois anos no 3-5-2 para liberar os ofensivos alas Léo Moura e Juan foi remontado em um 4-2-3-1 que foi ensaiado num empate sem gols contra o Internacional no alagado Estádio Beira-Rio e encaixou definitivamente nas vitórias sobre os favoritos Palmeiras e São Paulo. Com Adriano, artilheiro do campeonato ao lado de Diego Tardelli com 19 gols, definindo as partidas e o redivivo Petkovic desequilibrando com a bola rolando ou parada, o Flamengo fez a melhor campanha do returno e, numa arrancada espetacular, conquistou pela sexta vez o título que não era seu desde 1992 e acabou com a hegemonia do tri/hexa São Paulo.</p>
<p>É possível dizer que o ano foi mais vermelho e preto pela conquista da hegemonia doméstica pelo 31º título estadual e a maior dificuldade do Brasileiro mais equilibrado da era dos pontos corridos. Mas também não é nenhum absurdo apontar o futebol praticado pelo alvinegro no primeiro semestre como o melhor apresentado no país ao longo da temporada. Nos duelos entre os gigantes, vantagem do Flamengo, que venceu as duas partidas. No turno, 1 a 0 com gol de Adriano e ausência de Ronaldo no Maracanã; no jogo de volta em Campinas, 2 a 0 para os rubro-negros, agora com o Fenômeno, flamenguista confesso, em campo por 25 minutos até sentir uma contusão na coxa e o Imperador de fora. Mas a pouca importância dada ao Brasileirão pelo Corinthians descaracterizou os encontros entre os principais times do país em 2009.</p>
<p>O tira-teima entre os dois grandes ídolos e goleadores fica para o ano que vem. Quem sabe num confronto épico e histórico pela Taça Libertadores? O time paulista entra na competição mais pressionado pelo centenário do clube e por ser o único gigante de São Paulo que não venceu o torneio continental, o que transforma o desejo natural numa angustiante obsessão. A responsabilidade do Flamengo também será grande, pela empolgação do torcedor e os investimentos na manutenção dos principais jogadores pela nova diretoria, agora liderada pela presidente Patrícia Amorim, a primeira mulher a comandar o clube.</p>
<p>Os desafios são enormes, mas a identificação com a massa que empurra e fascina nas arquibancadas lotadas torna tudo mais possível para quem ganha na bola e também no berro de um povo apaixonado e sempre sedento de glórias que compensem as tantas agruras do cotidiano brasileiro.</p>
<p><em>[O colunista volta em 2010. Ficam os votos de um Natal em paz e ótimo réveillon para todos. Até a volta!]</em></p>
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		<title>Brasileirão 2009: emoção e equilíbrio que confundem</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 11:05:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Qual competição disputada na fórmula dos pontos corridos com 20 clubes é capaz de chegar à penúltima rodada com seis equipes ainda com chances matemáticas de conquistar o título e apenas uma já]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual competição disputada na fórmula dos pontos corridos com 20 clubes é capaz de chegar à penúltima rodada com seis equipes ainda com chances matemáticas de conquistar o título e apenas uma já matematicamente rebaixada?</p>
<p>O campeonato brasileiro deste ano é a resposta. Em sua edição mais equilibrada desde que houve a mudança no regulamento em 2003, a disputa é tão parelha que a diferença entre o líder São Paulo e o sexto colocado, Cruzeiro, é de apenas seis pontos. E do time mineiro para o Botafogo, o 16º e primeiro fora da zona de rebaixamento, é de míseros 12 pontos dentro de um contexto de 36 rodadas.</p>
<p>Os números são reflexo do que acontece nos gramados. A possibilidade de uma equipe na zona de rebaixamento superar o líder do campeonato de forma inapelável, como aconteceu na 29ª rodada, com o Náutico vencendo o Palmeiras por 3 a 0 em Recife e mais recentemente com o Botafogo batendo o São Paulo por 3 a 2 no Engenhão, de fato, deixa tudo muito mais emocionante e imprevisível. Mas não é garantia de espetáculo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3252 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/ronaldo-corinthians.jpg" alt="Ronaldo" width="280" height="185" align="left" title="Brasileirão 2009: emoção e equilíbrio que confundem " />Ainda que jogadores do nível de Ronaldo, Adriano, Fred, Vágner Love e Ricardinho tenham retornado ao país e feito com que suas equipes ganhassem em técnica, nenhum time conseguiu fascinar seu torcedor e as partidas memoráveis até agora, como, por exemplo, a vitória do Flamengo por 3 a 1 sobre o Atlético-MG e a virada do Fluminense para cima do Cruzeiro por 3 a 2, ambas no Mineirão, empolgaram muito mais pela intensidade e importância das partidas do que pelo brilho coletivo ou individual.</p>
<p>O próprio tricolor paulista, que está no topo da tabela, um ponto à frente do Flamengo, parece mais frágil do que nas três conquistas anteriores e, independente do que ocorra nos próximos dez dias, o vencedor será o de pior aproveitamento da era dos pontos corridos. Se o time são-paulino, hoje comandado por Ricardo Gomes, ex-Bordeaux, Monaco e PSG, vencer as partidas que lhe restam, conquistará apenas 63% dos pontos disputados.</p>
<p>Ao perceber times considerados virtualmente rebaixados, como o Fluminense, ou totalmente alijados da briga pela taça, como o Internacional, ressurgirem das cinzas e voltarem à luta, muitos torcedores, jornalistas, jogadores e treinadores se empolgam e dizem que a competição é a mais disputada e, portanto, a melhor do mundo.</p>
<p>Não é e não há como ser. Por conta do êxodo, até jogadores medianos saem do país para tentar a vida na Europa ou são seduzidos pelo dinheiro dos Emirados Árabes ou do Qatar.  De fato, a possibilidade de testemunhar um duelo entre Ronaldo, que liderou o Corinthians na conquista da Copa do Brasil, e Adriano, artilheiro absoluto com 18 gols e um dos destaques do campeonato, no Corinthians x Flamengo em Campinas na próxima rodada, indica um enorme progresso em relação a outros anos, mas a questão econômica motiva e justifica a diferença de talento: os grandes craques, no auge de suas carreiras, estão onde pagam mais e oferecem melhores condições. Não é o caso do Brasil, ainda.</p>
<p>Até porque a questão envolve um conceito que existe desde os primórdios do esporte bretão: os campeonatos devem premiar os melhores e o grande campeão e uma ou outra equipe marcante é que devem ser eternizadas. E não o “achatamento” e a insanidade de uma competição com 90% das equipes mostrando um futebol nivelado por baixo, mesmo com alguns bons destaques individuais, como Diego Tardelli do Atlético-MG, e gratas revelações, como o meia Giuliano do Internacional.</p>
<p>Por isso, o corações dos torcedores das equipes ainda lutando por algum objetivo e dos muitos apaixonados pelo futebol no país cinco vezes campeão mundial ainda vão bater forte até o dia 6 de Dezembro e jogos de tirar o fôlego virão cercados de polêmica, por conta de arbitragens infelizes e decisões sem critérios dos tribunais de justiça desportiva, e saturadas de dramaticidade.</p>
<p>Mas a tensão e a incerteza que aquecem as veias não podem embotar a visão: o campeonato que é, sim, histórico e inesquecível, definitivamente, não encanta as retinas.</p>
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		<title>Coutinho, mais uma estrela do lado de lá!</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 11:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil, esse imenso viveiro de craques, onde os jogadores florescem mais rápido que as próprias flores. Sempre com mais um craque a descobrir, uma tentação flamejante para os endinheirados clubes europeus andarem de cabeça à roda entontecidos por mais uma descoberta digna de realce!
E seja baiano, paulista, ou gaúcho&#8230; Philippe Coutinho, por acaso, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil, esse imenso viveiro de craques, onde os jogadores florescem mais rápido que as próprias flores. Sempre com mais um craque a descobrir, uma tentação flamejante para os endinheirados clubes europeus andarem de cabeça à roda entontecidos por mais uma descoberta digna de realce!</p>
<p>E seja baiano, paulista, ou gaúcho&#8230; Philippe Coutinho, por acaso, até é carioca, nado e criado na cidade maravilhosa, o impressionante Rio de Janeiro, onde uma infinidade de beleza convive com uma dolorosa marginalidade&#8230; e onde a arte às vezes ajuda a esconder dolorosas realidades! E a arte do jovem Philippe, comandando todo o jogo vascaíno não deixa nada nem ninguém indiferente&#8230;inebriante, sedutora e ao mesmo tempo objectiva e concreta, numa simbiose perfeita de malícia carioca e assertividade europeia.</p>
<p>Nascido em 1992, desde cedo que ingressou nas escolinhas do clube dos portugueses do Rio, e a partir daí ganhou uma inseparável companhia: a camisola 10 com que pega no jogo e pinta um quadro de garridas cores&#8230; e essa magia, com a bola colada aos pés, simplesmente já lhe trouxe um contrato que entrará em vigor assim que faça dezoito anos, com o Inter de Milão. Para o ano, o jovem Coutinho será orientado por Il Speciale. E Mourinho, terá uma tarefa primordial: domar um talento absoluto, fazendo-o absorver o tacticismo pleno de insolência dos italianos e criar a mescla da competitividade com o gosto de jogar à bola &#8211; dura privação para estrelas como Adriano e até Ronaldinho!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3034 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/Philippe-Coutinho-vasco.jpg" alt="Philippe Coutinho" width="300" height="218" align="left" title="Coutinho, mais uma estrela do lado de lá!" />Por ora, na Série B brasileira, ao lado de outras promessas como Alan Kardec ou Alex Teixeira, vem ajudando o clube do navegador a retornar ao seu verdadeiro lugar, ao lado dos campeões, numa equipa plena de juventude, onde Carlos Alberto &#8211; o Feijão que Mourinho pretendeu tornar no Porto jogador de topo mundial &#8211; é cabeça de cartaz. Mas acerca de Coutinho, já que é sobre ele que este artigo versa, poderemos dizer que apesar da sua juventude, a sua carreira já conta com algumas célebres histórias&#8230; o autêntico nó cego com que brindou Materazzi num jogo particular contra o Inter, ou o vermelho com que foi admoestado por excesso de pormenores artísticos, levando o árbitro a concluir que estava a humilhar a equipa adversária que era o ABC, num jogo a contar para o Cariocão! Mas, foi conta o Duque de Caxias que o fenómeno despontou. Apesar do empate a zero, os alvinegros do Rio estrearam um neném que encantou, despoletando de imediato a cobiça dos melhores clubes europeus e a certeza de estarmos perante alguém que tem o mundo do futebol a seus pés!</p>
<p>Todavia, ainda nem tudo será um mar de rosas&#8230; atendendo à sua idade, ainda não possui envergadura física para suportar um jogo contra homens feitos. Mas ainda assim procura dar-lhes luta! Aquele célebre jogo com o Paraná é a prova eloquente disso: com a exigente torcida vascaína já a vaiar os atletas, Coutinho inventou um passe de génio que isolou Robinho para este fazer o golo da vitória. E quando já se preparava para sair em ombros, provou a sua imaturidade, cometendo duas faltas infantis que lhe causaram a expulsão e fazendo a equipa sofrer mais que o devido para almejar a vitória!</p>
<p>Mas, as estrelas funcionam, por vezes, assim. De impulsos&#8230; do insondável clic que tanto pode comprometer a equipa, mas que na maior parte das vezes lhe garante a vitória. Philippe Coutinho, para descobrir a partir do próximo ano no exigente mundo do Calcio.</p>
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		<title>Brasil à procura do camisa 6</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 14:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na seleção brasileira campeã da Copa América 2007, primeira colocada nas Eliminatórias sul-americanas e bicampeã da Copa das Confederações, o técnico Dunga, embora não garanta o que o grupo esteja fechado para o Mundial da África do Sul, já tem 90% do time titular, esquema tático e boa parte dos 23 nomes definidos, depois de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na seleção brasileira campeã da Copa América 2007, primeira colocada nas Eliminatórias sul-americanas e bicampeã da Copa das Confederações, o técnico Dunga, embora não garanta o que o grupo esteja fechado para o Mundial da África do Sul, já tem 90% do time titular, esquema tático e boa parte dos 23 nomes definidos, depois de quase três anos de trabalho.</p>
<p>No entanto, em uma posição o novato treinador ainda não conseguiu encontrar sequer o titular depois de várias experiências: a lateral-esquerda. A pouco mais de oito meses da estreia na Copa, nem André Santos, ex-Corinthians e agora Fenerbahçe, que jogou as partidas mais importantes no ano de afirmação da equipe, está garantido.</p>
<p>Marcelo (Real Madrid), Kléber (Internacional) Filipe Luís (La Coruña), Gilberto (Cruzeiro), Adriano (Sevilla) e Juan (Flamengo) foram os outros jogadores testados por Dunga. Até Alex, meia que jogou no Internacional e hoje está no Spartak Moscow, foi experimentado na posição no empate sem gols contra a Venezuela na última partida pelas Eliminatórias. E o fato é que a safra não é das melhores e ninguém convenceu.</p>
<p>A verdade é que depois da saída de Roberto Carlos, campeão mundial na Ásia há sete anos, mas execrado pela participação discreta na Copa de 2006, ninguém conseguiu corresponder plenamente às expectativas da comissão técnica, dos jornalistas e da torcida brasileira.</p>
<p>A dificuldade de encontrar a melhor solução reside também na questão tática. Dunga arma a seleção em um 4-2-3-1, esquema no qual os laterais precisam marcar primeiro para depois sair e fazer dupla com os meias abertos pelos lados. E a grande maioria dos principais candidatos atua no meio-campo de suas equipes na Europa ou como alas, em um esquema com três zagueiros, nos times brasileiros. A adaptação é complicada.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3029 alignleft" style="margin-right: 12px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/brasil-ronaldinho-ronaldo-roberto-carlos.jpg" alt="Brasil" width="300" height="181" align="left" title="Brasil à procura do camisa 6" />Com Daniel Alves voando no Barcelona e nos treinamentos da seleção, Dunga experimentou colocá-lo na posição para não ficar com o baiano na reserva de Maicon na direita e ninguém plenamente confiável do lado oposto. Na disputada semifinal da Copa das Confederações contra a África do Sul, então comandada por Joel Santana, Dani entrou na vaga de André Santos e decidiu a partida em uma cobrança de falta. A eficiência nas bolas paradas é outro ponto que conta a favor do jogador do time catalão, que pode entrar também no lado direito do meio-campo. Mas Dunga dá a entender que não pretende fazer improvisações no time titular e pelo menos um lateral-esquerdo de ofício será chamado.</p>
<p>Na convocação para os amistosos contra Inglaterra e Omã em novembro, surgiu uma luz no fim do túnel: Fábio Aurélio, que joga no Liverpool e é citado pelos principais comentaristas do país como o nome mais indicado, por combinar melhor a força de marcação e eficiência no apoio, teve sua primeira chance com Dunga. O lateral de 30 anos terá sua grande chance de justificar os pedidos dos brasileiros que acompanham o campeonato inglês e conhecem sua regularidade, mesmo com algumas contusões atrapalhando sua trajetória nos Reds. Michel Bastos, do Lyon, também foi chamado, mas sua perfeita adaptação ao meio-campo francês, e pelo lado direito, praticamente inviabiliza sua escalação.</p>
<p>Seja como for, a busca deve durar até a convocação definitiva em 2010 e Dunga espera que a camisa que nas últimas décadas foi vestida por nomes como Júnior, Branco e Roberto Carlos tenha um dono que a dignifique e não transforme o setor esquerdo no mais frágil da seleção que aparece, mais uma vez, como uma das grandes favoritas ao título mundial.</p>
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		<title>Paulo Henrique: um Ganso para juntar a um Pato</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 20:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em Milão, a cidade da alta costura, das criações ousadas, da fantasia e do futebol olha-se para todos os imensos talentos que deambulam por esse mundo fora, em todas as áreas; sejam eles modelos, actores, ou]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Milão, a cidade da alta costura, das criações ousadas, da fantasia e do futebol olha-se para todos os imensos talentos que deambulam por esse mundo fora, em todas as áreas; sejam eles modelos, actores, ou futebolistas. Ora, qual o melhor filão para explorar nos domínios do <em>beautiful game</em>? Sem dúvida, o Brasil com os seus craques de rua, plenos de uma técnica burlesca que incendeia qualquer empedernido coração e deixa boquiaberto qualquer céptico da nobre arte&#8230;</p>
<p>Ora, o Milan que já tem duas das maiores estrelas da actualidade do futebol canarinho, pretende contar com outra&#8230; depois de Ronaldinho e de Pato, outra ave promete arribar em San Siro. É ele Paulo Henrique &#8220;Ganso&#8221;, que se notabilizou no último Mundial Sub-20 disputado no Egipto e foi considerado o melhor jogador do Santos no Brasileirão 2009. Nascido em 1989, este jovem de vinte anos foi descoberto por Giovanni, antiga estrela do Barcelona e que, pasme-se, foi rejeitado no Vitória de Bernardino Pedroto, que o levou em 2005 a treinar à experiência à Vila Belmiro, reduto do Peixe e forja de nomes como Robinho, Neymar, Diego e o maior de todos&#8230; sim, esse mesmo: Edson Arantes do Nascimento, vulgo Pelé!</p>
<p>Desde logo, o seu talento convenceu tudo e todos. Actuando a número dez, naquela posição dos predestinados e ocupando aquele espaço do campo que Pelé calcorreou, foi Emerson Leão que lhe deu a oportunidade de sentir o calor da torcida num jogo da equipa principal&#8230; corria o dia de 17 de Fevereiro de 2008 e o adversário que ficará na história, por ter apadrinhado a estreia de Paulo Henrique Ganso, foi o Rio Preto. Apesar da estreia ter corrido bem, devido à sua juventude, apenas seria utilizado em três partidas nessa temporada. Leão não queria queimar etapas na formação de um jovem que tanto prometia.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2959 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/paulo-henrique-brasil-sub20.jpg" alt="Paulo Henrique" width="300" height="198" align="left" title="Paulo Henrique: um Ganso para juntar a um Pato" />O ano de 2009 seria o ano em que o Ganso voaria&#8230; aproveitando o mau momento de forma do anterior titular, Lúcio Flávio, e assumiria a titularidade no Paulistão 2009, para fascinar tudo e todos, encantando o Brasil com o seu futebol objectivo, incisivo mas pontilhado com lampejos de técnica, dignos dos predestinados. Confirmaria todos estes predicados no Brasileirão 2009, onde, apesar das más exibições e resultados desapontantes da equipa do Peixe, brilharia a grande altura&#8230; a sua visão de jogo tornou-se algo de distinto, algo que Vagner Mancini, actual técnico santista, realçou afirmando que o jovem vê o que mais ninguém vê, algo que levou a que os homens da Vila Belmiro passassem a imprimir maior velocidade no seu jogo ofensivo e concomitantemente começassem a recuperar posições na tabela classificativa. Ademais, aquele célebre jogo em que o Santos venceu o Corinthians por três bolas a uma convenceu os mais cépticos&#8230; Paulo Henrique apontaria dois golos e aplicaria uma miríade de passes de ruptura e dribles que deixaram os defesas do Timão de olhos em bico!</p>
<p>Quase obrigatoriamente, Paulo Henrique veria o seu nome entre os eleitos para o Mundial Sub20 que decorreu no Egipto. Ao lado de jovens de um talento inebriante como o cruzmaltino Alex Teixeira, ou o temível goleador Alan Kardec, o Ganso não deixou os seus créditos por mão alheias. A coordenar o jogo ofensivo da canarinha bebé municiou o ataque mais letal da competição, que só sucumbiu perante o surpreendente tacticimo ganês e no inefável desempate na marcação de grandes penalidades!</p>
<p>Entretanto, lá longe, na cidade de Santos, discutia-se a Gansodependência e reconhecia-se que naquelas semanas, o futebol alvinegro perdera, simultaneamente, objectividade e fantasia, rapidez e acutilância&#8230; e agora poderá, definitivamente, perder esses atributos, já que Leonardo, treinador do Milan, quer levá-lo já para Milanello de modo a esculpir o jogador, para no futuro, no ataque rossoneri pontificar uma dupla de aves. O Ganso voando no meio campo, para o Pato poder facturar. O futuro do escrete e do Milan, nos pés de dois craques do país do samba.</p>
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		<title>Maradona e a incrível arte de polemizar</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 10:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Poderia ter sido diferente. A classificação da Seleção Argentina ao Mundial 2010 poderia ser a consagração de Maradona, também, como técnico, mas não foi. Poderia ao menos trazer a leveza e o alívio do dever cumprido, ou as congratulações de uma conquista para o selecionador. Mas El Pibe preferiu mais uma vez dar sequência ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poderia ter sido diferente. A classificação da Seleção Argentina ao Mundial 2010 poderia ser a consagração de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1097570&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Maradona</a>, também, como técnico, mas não foi. Poderia ao menos trazer a leveza e o alívio do dever cumprido, ou as congratulações de uma conquista para o selecionador. Mas <em>El Pibe</em> preferiu mais uma vez dar sequência ao que sabe fazer de melhor, além de jogar futebol: criar polêmica.</p>
<p>Pode-se dizer que as polêmicas começaram no auge da carreira, no Napoli, onde em 1991, foi pego pela primeira vez no exame anti-doping, por uso de cocaína, e foi suspenso por 15 meses pela Federação italiana. Mesmo após um dirigente napolitano alterar por anos as amostras de urina para acobertar <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1096544&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Dieguito</a>. Porém os problemas com drogas permaneceram. No mesmo ano foi preso em Buenos Aires por porte de drogas, porém Diego pagou fiança e foi liberado. E num descontrole deu vários tiros de espingarda de ar comprimido nos jornalistas que o esperavam em frente da sua mansão. No ano seguinte, a justiça argentina o condenou a tratamento de desintoxicação.</p>
<p>Anos mais tarde, em 94, quando mostrava-se recuperado, foi considerado o destaque Albiceleste no Mundial, porém foi novamente flagrado no exame anti-doping após a vitória contra a Nigéria, 2 a 1. Desta vez, por uso de efedrina, substância proibida pois melhora a parte física do atleta. Ele foi suspenso pela FIFA por 15 meses. Entre internações e flagras nos exames, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1096194&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Maradona</a> se aposentou após um ‘superclássico’ entre Boca Juniors e River Plate, 2 a 1 para os xeneizes em pleno Monumental de Núñez. E voltou a se internar mais duas vezes, em 98 e 2001. Nesta última, resolveu ir para Havana onde desenvolveu uma grande amizade com Fidel Castro. Mas Dios voltaria a se internar, não diretamente para desintoxicar-se, mas por problemas causados ora por consumo de cocaína ora de álcool, em 2004, 2005 e 2007.</p>
<p>Mas não só  de problemas com drogas vive Diego. Há também a polêmica que perdurará por anos a fio, entre ele e Pelé, para saber quem é o melhor futebolista do mundo. Em 2000, numa pesquisa promovida pela FIFA entre o público, ele sagrou-se o melhor, porém na mesma pesquisa mas entre os especialistas Pelé foi o eleito (seja lá quem for, prefiro os dois calados). Ultimamente, as polêmicas se sucedem da tragicômica idéia de ser o treinador da Seleção Argentina.  No início, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1095865&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Maradona</a> vestiu-se de herói e acreditou ser a pessoa certa para salvar a Argentina do fiasco de não ir à Copa. Agora, vestiu a aura de príncipe que o cerca por seus feitos, e sente-se injustiçado, mesmo fazendo papel ridículo à frente da Seleção.</p>
<p>O que a imprensa argentina e mundial fala a respeito de Maradona ser um mau técnico, os números e o futebol apresentado por suas equipes confirmam. Como jogador indiscutível, mas como treinador, pífio. Ao contrário das comparações feitas à Dunga, por exemplo, que nunca foi treinador antes, Diego havia sido. E foi igualmente patético. Em 1994, comandou o pequeno Deportivo Mandiyú em 12 partidas, obteve seis empates, cinco derrotas e apenas uma vitória. No ano seguinte, teve um desafio maior numa grande equipe argentina, e outro fracasso, comandou o Racing Club, e em 11 jogos só conseguiu duas vitórias, seis empates e três derrotas. Já na Albiceleste, entre amistosos e jogos oficiais pela Seleção, Maradona tem o retrospecto de oito vitórias e quatro derrotas, em 12 partidas, com um futebol apático. Mas não é só.</p>
<p>Quando jogador muito técnico, porém pouco tático, e na Seleção isso se repete. Além das substituições desastrosas, insistência em convocar jogadores que não rendem, má organização tática, Diego se mostra cada vez mais torcedor que propriamente selecionador. E após a classificação rioplatense ao Mundial, ele mais uma vez mostrou-se desequilibrado, na idéia de apenas desabafar. “Chupen&#8230; e que la sigan chupando”, apenas essa frase foi dita na coletiva pós classificação aos jornalistas, que segundo Diego, o “trataram como lixo”. O que pode lhe render cinco jogos de suspensão, que não é nada perto das sucessivas suspensões por 15 meses. Antes disso, deixou a entender que deixaria o cargo, porém quando a notícia ganhou grandes proporções voltou atrás. Não esquecendo também de mencionar as suas diferenças com Carlos Bilardo, diretor da AFA, que foram superadas após a classificação, além de desmentidas. Santo remédio foi o passaporte ao Mundial, curou todos ou quase todos os problemas, menos o mau futebol. Dentre todos os problemas com drogas e como técnico, o fato de provocar seus rivais antes de jogos importantes não deve ser levado em consideração. Pois não passa de temperos visto com bons olhos por uns, e maus por outros. Mas, que de fato, são coisas do futebol.</p>
<p>Duas coisas são merecedoras de lembranças. A primeira, é o fato de ser o grande ídolo do país e ter coragem de dar a ‘cara à tapa’, no cargo de selecionador nacional. A segunda, é a decadência de Maradona, que antes era comparado à Pelé, atualmente é comparado a Dunga. Desculpe-me, nada digno de elogios, ambos.</p>
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		<title>Seria Messi o novo Maradona?</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 09:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não só  na Argentina, mas no Mundo, comparações e rótulos são praxes, e no futebol são premissas, pois há uma necessidade eterna de buscar um ídolo para suprimir outro. Lionel Messi e Diego Maradona são exemplos destes paralelos traçados. No entanto, comparar dois gênios, cada qual em sua época, é algo que passeia pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não só  na Argentina, mas no Mundo, comparações e rótulos são praxes, e no futebol são premissas, pois há uma necessidade eterna de buscar um ídolo para suprimir outro. Lionel Messi e Diego Maradona são exemplos destes paralelos traçados. No entanto, comparar dois gênios, cada qual em sua época, é algo que passeia pelo surrealismo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2830 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/maradona-messi.jpg" alt="Messi e Maradona" width="300" height="200" align="left" title="Seria Messi o novo Maradona? " />Lionel Andrés Messi nasceu em Rosário, em 1987, no auge da carreira de Diego Armando Maradona, que nascera em Lanús, município de Buenos Aires, em 1960, que na época jogava pelo Napoli. E Messi assim que começou a dar seus primeiros chutes, elegeu, como bom argentino, Maradona como seu ídolo, além de Pablo Aimar.</p>
<p>Ainda criança, Lio Messi foi transferido de um clube de bairro, o Grandoli, para o Newell’s Old Boys, onde ficou dos oito aos 13 anos. Contudo, sua ‘carreira futebolística’ teve de ser brevemente interrompida, por padecer de uma deficiência hormonal, que interrompia seu crescimento. Como sua família não tinha condições financeiras, e nenhum clube argentino se dispôs a pagar o tratamento, o jeito foi buscá-lo em outros ares. Catalunha foi o destino. E assim que chegou o garoto prodígio tentou a sorte numa ‘peneira’ do FC Barcelona. Passou. E jogou por todas as categorias de base do clube, e estreou pelo profissional aos 16 anos.</p>
<p>Voltando um pouco ao passado, o pequeno ‘grande’ Dieguito começou ainda criança, nove anos, no Argentino Jrs, cujo estádio leva seu nome. Passou pelas categorias de base da equipe até debutar aos 16 anos incompletos, na verdade faltavam dez dias. Jogou cinco anos pelo Tifón, além de disputar e ganhar o Mundial Sub-20 em 1979, pela Albiceleste. Depois jogou um ano no Boca Juniors, logo em seguida foi transferido para o Barcelona. Antes de seguir caminho para Napoli, onde de fato, marcou o mundo com jogadas excepcionais, e polêmicas.</p>
<p>Maradona também padecia do mesmo problema hormonal que o Messi, mas seguiu sem tratamento. El Diez mede 1,65 cm, enquanto que Messi ganhou em dois anos, 29 cm, hoje mede 1,69. Ambos desfrutam de velocidade e habilidade, sem esquecer do fato de serem canhotos. Maradona o camisa 10, La Pulga também. Mas, o primeiro, um meia de ligação, enquanto que o segundo, um meia-atacante, atacante e vezes por outra, o que no futebol moderno chamamos de winger (pela direita).</p>
<p>Além de características, clubes, títulos, problemas de saúde, Messi e Maradona são constantemente lembrados por dois gols antológicos e semelhantes, guardados as devidas proporções. O gol de Diego, em que ele driblou vários ingleses, inclusive o goleiro, desde o meio-campo e fez o gol do título da Copa de 86, na mesma partida ele já havia feito um gol que posteriormente, declarou: “Fue la mano de dios”.</p>
<p>Messi não ficou por fora, numa partida contra o Getafe, pela Copa do Rei 2007, repetiu a façanha de Diego, meses mais tarde, faz o mesmo com a mão no clássico da Catalunha, contra o Espanyol, pela Liga espanhola.</p>
<p>Messi também foi campeão do Mundial Sub-20, esse em 2005, por seu país. E aos 20 anos, já era o líder da equipe blaugrana ao lado do brasileiro Ronaldinho. Assim como Maradona no Napoli, ao lado do brasileiro Careca. Esta que foi a dupla mais importante do clube italiano.</p>
<p>E foi na Itália também, que El pibe de oro começou de forma gradativa seu declínio. Após ser expulso do Napoli por ser pego no exame antidoping, ele foi jogar no Sevilla, e pouco tempo depois, voltou à Argentina. Para jogar no Newell’s Old Boys, onde ficou por pouco tempo, até encerrar a carreira no seu time de coração, o Boca Juniors. De forma melancólica, diga-se de passagem.</p>
<p>Do outro lado, o garoto prodígio segue aprontando as suas façanhas. E após nove anos no clube catalão, prorrogou seu contrato até 2016. Falta-lhe uma Copa do Mundo, o que Maradona conseguiu, para muitos, sozinho. Em sua época, não havia o prêmio FIFA para Melhor Jogador do Mundo, o que começara a ser entregue a partir de 1991. La Pulga já conseguiu nos últimos dois anos, ser o segundo, e tudo indica que este poderá ser o ano dele.</p>
<p>Se ele alcançará  os feitos de Dieguito, só o tempo irá dizer, mas de fato, já tornou-se um mito. E tanto faz ser igual à Dios, porque ele é o Messi, e já é o suficiente.</p>
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		<title>Ronaldinho: A hora de voltar</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 16:14:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
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		<description><![CDATA[Sete de Março de 2006. Ao ver o camisa dez do Barcelona simplesmente atropelar a sólida defesa do Chelsea no golaço que abriu o placar no Camp Nou (empate em 1 a 1 pela Liga dos Campeões), este que escreve se pegou pensando seriamente na hipótese de estar testemunhando a história do novo maior jogador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sete de Março de 2006. Ao ver o camisa dez do Barcelona simplesmente atropelar a sólida defesa do Chelsea no golaço que abriu o placar no Camp Nou (empate em 1 a 1 pela Liga dos Campeões), este que escreve se pegou pensando seriamente na hipótese de estar testemunhando a história do novo maior jogador de todos os tempos sendo escrita.</p>
<p>A fase de Ronaldinho era estupenda e o raciocínio muito simples: faltava ao craque um momento mágico na seleção, que poderia vir na Copa da Alemanha. Poucas vezes na história dos mundiais as esperanças de espetáculo se concentraram tanto em um único jogador. Se ele correspondesse e, de fato, desequilibrasse a favor do Brasil na conquista do hexa, o gaúcho ganharia sua terceira Bola de Ouro, como Ronaldo e Zidane, e seria bicampeão do mundo protagonizando uma das conquistas. Feitos maiores do que os de Maradona e semelhantes aos de Garrincha. Sendo bem criterioso, também seriam iguais aos de Pelé, que praticamente não jogou em 1962.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2824 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/ronaldinho-barcelona.jpg" alt="Ronaldinho" width="300" height="198" align="left" title="Ronaldinho: A hora de voltar" />Naquela tarde de devaneios, é óbvio que o colunista não desconsiderou a possibilidade de tudo aquilo dar errado, do “oba-oba” atrapalhar a seleção brasileira e Ronaldinho falhar no instante decisivo. Mas nem no mais terrível pesadelo, projetando o pior dos mundos, foi possível imaginar que, apenas três anos depois, Ronaldinho estaria tão decadente e desnorteado, se arrastando pelos campos neste início de temporada do Milan, refúgio do brasileiro após uma série de insucessos em Barcelona. O menino que chamou a atenção no título mundial sub-17 em 1997, encantou em seus primeiros toques na bola que terminaram em gol antológico na estreia pela seleção principal contra a Venezuela dois anos depois, ganhou o mundo em 2002 e chegou ao ápice individual de 2004 a meados de 2006 pelo time catalão hoje é uma mera caricatura envelhecida de quem parece viver a fase final de sua carreira. Aos 29 anos&#8230;</p>
<p>Observar Ronaldinho caminhando perdido pelos gramados europeus com apenas alguns espasmos da genialidade que ficou em algum estádio espanhol desperta um misto de dó, revolta e perplexidade. Mais que isso, a pergunta que martela na cabeça é simples e direta: por quê?</p>
<p>A questão é física, mas também técnica e psicológica: pelo centro ou pela esquerda, no meio-campo ou no ataque, a agilidade e a confiança dos tempos áureos são passado. Antes ele dominava girando sobre o marcador e arrancando logo em seguida. Hoje para a bola, protege e, inseguro, quase sempre toca para trás. Um pivô inútil que só consegue algum lampejo diante de marcações mais frouxas. A performance na goleada sofrida para a Internazionale de José Mourinho por 4 a 0 no dérbi de Milão foi constrangedora e desanimou até os fãs mais pacientes. Seleção e Copa do Mundo na África do Sul se transformaram em planos muito distantes, quase esquecidos.</p>
<p>A constatação é cruel: não há mais como jogar em alto nível nos principais clubes do mundo. O hesitante Milan do técnico Leonardo é o 11º colocado do Calcio e Ronaldinho sequer é titular absoluto de uma equipe que perdeu seu maior craque. Os que esperavam que o camisa 80 assumisse a responsabilidade de substituir Kaká e comandasse o time rossonero já desistiram e vaiam o talento que parece ter escorrido de vez pelo ralo com o fiasco verde e amarelo há três anos.</p>
<p>Portanto, é chegada a hora de assumir que o sonho acabou e seguir o exemplo do homônimo dentuço, que percebeu a impossibilidade de reviver sua fase dourada e voltou ao seu país, de futebol empobrecido pela indigência econômica dos clubes, para sobrar com sua técnica acima da média que nem a péssima forma física consegue juntá-la à vala comum.</p>
<p>A idéia da aposentadoria precoce aventada na Itália até pode representar um ponto final mais digno em trajetória tão bela quanto inconstante. No entanto, a paixão instantânea de torcidas carentes de ídolos e todo o movimento de mídia e cifrões por conta da chegada de uma estrela rediviva podem recolocar o brilho nos olhos de outro Ronaldo que agora só pode ser gigante inserido no contexto de um futebol nanico.</p>
<p>O estranho paradoxo de ter humildade para ser um popstar no Brasil é o que restou a Ronaldinho Gaúcho, o projeto de gênio que não vingou.</p>
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		<title>Quo Vadis Diego?</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 11:34:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maradona, como jogador de futebol, do beautiful game como, um dia, lhe chamou o seu querido inimigo Pelé, era o expoente máximo da genialidade&#8230; as suas obras de arte pintavam os campos de um surrealismo que ninguém jamais conseguirá imitar. Seria, talvez, o único que após sussurrar á bola, esse símbolo de vontade própria, coisas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Maradona, como jogador de futebol, do <em>beautiful game</em> como, um dia, lhe chamou o seu querido inimigo Pelé, era o expoente máximo da genialidade&#8230; as suas obras de arte pintavam os campos de um surrealismo que ninguém jamais conseguirá imitar. Seria, talvez, o único que após sussurrar á bola, esse símbolo de vontade própria, coisas enternecedoras e emoventes, convencia-a a fazer-lhe a vontade.</p>
<p>Foi assim em Nápoles, aquele clube de meio da tabela na Itália que se transformou num colosso europeu graças à magia em estado puro que brotava dos pés do génio que um dia saiu de Lánus à procura de fama e glória. Foi assim na albicleste. Não será excessivo dizer-se que terá sido o único homem que sozinho venceu um Campeonato do Mundo&#8230; nem Pelé, nem Muller, nem Romário&#8230; Maradona sim e com isso subiu ao céu dos predestinados, ao panteão das inolvidáveis figuras que, independentemente, da loucura possuem a sua genialidade reconhecida e, inclusivé, patenteada.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2731 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/lavezzi-argentina-paraguai.jpg" alt="Lavezzi, Argentina" width="300" height="212" align="left" title="Quo Vadis Diego?" />Mas essa ilusão tende a desvanecer-se. <em>El Dios Diez</em>, neste momento, é um homem amargurado e contestado. Fui um dos que pensou quando Maradona assumiu o comando da albiceleste que, simplesmente, a sua aura bastaria para assegurar o apuramento para o Mundial. Numa selecção com Messi, Aguero, Véron e tantos outos o factor motivacional de ter o grande astro a comandar o barco seria suficiente&#8230; e foi nos prolegómenos da sua caminhada! A Argentina não jogava bem, mas ganhava&#8230; pelos menos, dizia-se, a sorte estava de volta, e com ela tinha de chegar a arte de Messi, dilecto discípulo do discurso com a bola nos pés maradoniano. E até à derrocada em La Paz tudo parecia funcionar de modo correcto, mas nesse dia os seis golos infligidos em Bolívia começaram a deixar antever o descalabro!</p>
<p>A partir daí, Diego perdeu o controlo. As derrotas começaram a suceder-se, sem que El Diez consiga descobrir a panaceia para tantos males. As experiências sucedem-se a um ritmo avassalador, com jogadores que nunca pensaram sequer jogar na Argentina B &#8211; Otamendi é um caso paradigmático &#8211; e na frente os artistas demonstram total incapacidade de realizar as obras mágicas que produzem nos clubes. Messi, tal como Ronaldo na nossa selecção, é uma sombra do jogador que anseia ser considerado o melhor do mundo, e nem mesmo a experiência de homens como Véron ajuda &#8211; ontem na derrota perante o Paraguai até foi expulso.</p>
<p>Assim, Diego arrisca-se a perder a sua imensa aura que era incensada espontaneamente por todos os argentinos&#8230; o desafio que o devia fazer retornar à glória ameaça triturá-lo e destruir a sua imagem! Será que ainda vai descobrir o caminho? Ou à imagem de genialidade de 1986 como jogador, sucederá uma de mediocridade em 2009 como seleccionador? Só ele tem a palavra!</p>
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		<title>A Hora e a Vez de Diego</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 10:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao ser campeão brasileiro pelo Santos com apenas 17 anos em 2002, Diego ganhou status de craque de forma prematura e queimou etapas rápido demais. Depois do insucesso na passagem por Portugal, sua primeira experiência internacional, o meia se adaptou ao futebol europeu atuando na Alemanha e agora parece pronto para brilhar na Itália com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ser campeão brasileiro pelo Santos com apenas 17 anos em 2002, Diego ganhou status de craque de forma prematura e queimou etapas rápido demais. Depois do insucesso na passagem por Portugal, sua primeira experiência internacional, o meia se adaptou ao futebol europeu atuando na Alemanha e agora parece pronto para brilhar na Itália com um futebol tão belo quanto objetivo, que vem fazendo a diferença nas primeiras rodadas do Calcio.</p>
<p>O menino que, junto com Robinho, encantou o Brasil no segundo semestre do ano em que a seleção se sagrou pentacampeão mundial sempre se destacou pela personalidade e a técnica apuradíssima, apesar do preciosismo natural para sua idade. Assim como era compreensível uma trajetória repleta de altos e baixos de um talento tão precoce. O primeiro revés veio com a eliminação brasileira no torneio pré-olímpico em 2004. Diego e Robinho se transformaram nos bodes expiatórios de uma seleção desorganizada por conta das brincadeiras que já aconteciam em Santos, mas não eram criticadas porque os resultados apareciam.</p>
<p>A saída para o Porto no mesmo ano pouco contribuiu para a carreira do meia, que aprendeu a enfrentar marcações mais cerradas no Werder Bremen, mas não conseguiu decolar em uma equipe que não soube se impor na Bundesliga, não deu sorte nos cruzamentos da Liga dos Campeões e perdeu a final da Copa da UEFA (agora Liga Europa), sem Diego na decisão, para o Shakhtar Donestk. A derrota na competição continental foi a senha para buscar uma camisa mais pesada e decolar no Velho Continente.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2670 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top:5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/diego-juventus.jpg" alt="Diego" width="300" height="210" align="left" title="A Hora e a Vez de Diego" />Com fome de taças e buscando renovar elenco envelhecido, a Juve surgiu como a melhor opção para Diego. E o camisa 28 não vem decepcionando os Bianconeri. Na estreia oficial contra o Chievo, assistência em cobrança de falta para o gol único da partida, marcado por Iaquinta. No Estádio Olímpico, show contra a Roma no triunfo por 3 a 1, com dois gols e fantástica atuação que encantou e empolgou os tifosi. As comparações com Zico e Maradona da sempre exagerada imprensa italiana podem atrapalhar pelos elogios, mas também pelo aumento das cobranças e a vigilância dos adversários. E a forma de jogar do time juventino também não ajuda muito: se o esquema tático armado por Ciro Ferrara dá a liberdade que Diego necessita para brilhar, o time não precisa ficar engessado num sistema imutável que centraliza tudo em seu meia de ligação.</p>
<p>O problema no meio-campo juventino é que do trio de volantes que trabalha atrás do “trequartista”, o que se projeta mais à frente por característica é Felipe Melo, exatamente o que joga plantado à frente da zaga. Marchisio e Tiago até apoiam pelos lados, mas sem tanto furor e eficiência. Isso complica a movimentação quando Diego recua para fugir da marcação e armar as jogadas. A dificuldade aumenta com a pouca mobilidade de Iaquinta e Amauri, homens de área que afunilam esperando os lançamentos. Ferrara vai buscando alternativas com as entradas de Camoranesi no meio e Trezeguet e Del Piero no ataque.</p>
<p>Enquanto o treinador tateia atrás da melhor formação, Diego vai fazendo a diferença e se transformando num nome que Dunga deve olhar com carinho para a suplência de Kaká, mesmo faltando ao ex-santista uma grande exibição com a camisa verde e amarela. Em Turim, ele vem sendo corpo e alma de um time que já vem forte para a luta pelo scudetto.</p>
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		<title>Pelé: De Bilé a Deus</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 15:13:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lourenço Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Conta-se que uma vez um reputado jornalista do L´Equipe, de visita ao Rio de Janeiro, viu-se confrontado com a pergunta de quem era, para ele, o melhor jogador do mundo. O homem sorriu e respondeu &#8220;Edson Arantes do Nascimento&#8221;. O brasileiro que lhe fez a pergunta ficou com ar de espanto e não evitou o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conta-se que uma vez um reputado jornalista do L´Equipe, de visita ao Rio de Janeiro, viu-se confrontado com a pergunta de quem era, para ele, o melhor jogador do mundo. O homem sorriu e respondeu &#8220;Edson Arantes do Nascimento&#8221;. O brasileiro que lhe fez a pergunta ficou com ar de espanto e não evitou o comentário &#8220;Pô, você nunca viu jogar Pelé?&#8221;. Independentemente de nomes, apelidos, alcunhas e títulos, o mundo do futebol conheceu vários craques e lendas, mas nunca nenhum jogador chegou tão longe, tão perto da eternidade, do que um rapaz que não gostava que lhe chamassem Edson.. A história imortalizou-o com outro nome, mas no meio de tanta genialidade, que importam os nomes?</p>
<p>A história é feita de episódios curiosos. Como o de Dondinho, jogador fracassado que se dedicou a treinar a equipa onde o filho e os amigos jogavam. Ou o dia em que, então um rapazinho com saudades de casa, se preparava para sair a meio da madrugada do lar do Santos, onde vivia, e abandonar o sonho de ser futebol. Foi apanhado pelo porteiro e voltou atrás, engolindo as saudades e lançando as bases para a era mais memorável de todo o futebol brasileiro. Fez toda a sua carreira desportiva de elite no Santos, clube que o acolheu quando ainda era um miúdo de bairro. Foi o primeiro a perceber o potencial mediático da liga americana e durante alguns anos actuou no New York Cosmos. Teve dezenas de jogos de despedidas e recebeu múltiplos galardões como o maior futebolista da história. No Brasil chamam-lhe Rei, para muitos é o Deus do Futebol. Títulos ou episódios, marcos históricos ou galardões. Tudo isso se torna redutor quando o tema em questão se chama Pelé.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2619 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/pele-goodbye.jpg" alt="Pelé" width="300" height="183" align="left" title="Pelé: De Bilé a Deus" />Avaliar a marca na história de Pelé não se faz apenas pelos três Mundiais que conquistou. Ou pelas vitórias conseguidas pelo Santos no Brasil, América Latina e nas Taças Intercontinentais. A marca de um génio capaz de dominar o jogo do primeiro ao último segundo com a sua capacidade física (apesar da sua pequena estatura, 1m70) e garra. Falar de Pelé é falar de poesia, de drama, de tragédia ou épica. Dos dribles fantásticos capazes de eclipsar o próprio Garrincha, rei do regate. Dos seus saltos nas alturas, onde era capaz de ir buscar bolas impossíveis e torná-las em golo. Dos seus malabarismos diante dos guarda-redes. Ou do seu pontapé, forte, seco, colocado, indefensável. Falar do futebol de Pelé é redutor porque Pelé é o próprio futebol. Aos 17 anos sagrou-se campeão do Mundo na Suécia, marcando dois golos na final numa equipa onde não estava previsto que fosse titular. E chorou. Como o menino que era. Doze anos depois era o homem na plenitude máxima das suas potencialidades que fez gato sapato de cada equipa que se passava diante do escrete canarinho. Do guardião checo, impressionado pela ousadia de Pelé em rematar atrás da linha do meio campo. Do &#8220;portero&#8221; uruguaio que caiu no drible do melhor golo do mundo que não o foi. Ou da defesa italiana que ainda hoje tenta entender como foi possível ao craque brasileiro rasgar por completo uma equipa impenetrável. Falar de Pelé é falar do Santos e do melhor período do futebol do Brasil, da forma como esmagou o Benfica do amigo Eusébio. Ou o AC Milan de Rivera. Falar de Pelé é falar de magia em estado puro. É falar de futebol!</p>
<p>Pelé começou a jogar no Santos como falso ponta de lança. Explodiu aos 15 anos na equipa titular e com um golo. A primeira vitima de Pelé chamou-se Cubatão. A primeira de tantas outras (1283 golos oficiais em 1367 jogos disputados) que se habituaram a ter de conformar-se com cair de pé perante a armada santista do Rei. Aos 17 anos fez parte da equipa mágica do Brasil que conquistou o primeiro mundial, oito anos depois do &#8220;Maracanazo&#8221;, apesar da polémica convocatória e da lesão que arrastou no início do torneio. Quatro anos depois já era o melhor jogador do mundo, liderando o Santos à conquista de múltiplos campeonatos paulistas e torneios Rio-Sao Paulo, as grandes competições brasileiras da época.</p>
<p>As vitórias nas primeiras edições da Copa dos Libertadores levou o Santos a disputar a Taça Intercontinental onde derrotaria tanto o Benfica como o AC Milan, consagrando um homem que no entanto teve de sofrer na pele as lesões que quase o afastaram do Mundial de Chile 62 (só jogou os dois primeiros jogos) e que o destroçaram no Inglaterra 66 (com a implacável marcação dos defesas búlgaros e portugueses a deixarem o craque K.O.) mas que mesmo assim não minimizaram a lenda. Apesar disso este foi o seu período áureo no Santos, onde militavam os melhores jogadores brasileiros da época. Uma equipa de sonho que explorou o melhor momento de forma de um Pelé cada vez mais decisivo e goleador.</p>
<p>Durante os anos 60 resistiu-se sempre saltar para a Europa, como tantos sul-americanos, e quando chegou o Mundial de 70, então com 29 anos, para muitos era uma estrela em queda livre. Surpreendendo mais de meio mundo, o homem que meses antes estava fora da selecção, liderou a melhor equipa que alguma vez pisou um relvado a conseguir o seu mais brilhante triunfo. No final, em ombros no Azteca, percebeu que tinha logrado a perfeição e farto de tantas digressões e provas secundárias onde alinhava para que o Santos cobrasse o cachet,  começou a preparar a sua saída em alta. Primeiro deixou o escrete pela segunda vez (em 1966 tinha-se retirado e esteve três anos sem jogar pelo Brasil) e quatro anos depois o clube da sua vida. A imagem de Pelé aproveitou o filão televisivo, o potencial mercado norte-americano e o delírio que desatava no Brasil a sua presença. Ao contrário dos seus geniais colegas de equipa (Nilton Santos, Didi, Vavá, Zagallo, Garrincha, Tostão, Gerson, Rivelino, Jairzinho), Pelé soube manter-se sempre na crista da onda e imortalizou a sua imagem mesmo diante daqueles que nunca o viram jogar, de tal forma que até Romário disse um dia que o futebol devia levar o seu nome..</p>
<p>Tornou-se no primeiro ícone futebolistico mundial. E mais do que Rei, tornou-se em Deus. Um Deus que antes foi um rapazinho de lágrimas nos olhos. O mesmo rapazinho de sotaque mineiro que, quando era pequeno e acompanhava o pai Dondinho aos treinos, ao chamar pelo guarda-redes da equipa e amigo do pai que se chamava Bilé pronunciava mal o nome e acabava por ditar a sentença que marcaria o futuro do jogo&#8230; Pelé.</p>
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		<title>Ramires, a melhor aposta do Benfica</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 23:07:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em qualquer negociação ou relação comercial, existe a melhor hora de vender e o momento certo de comprar. Para achar a exata medida, é preciso ter experiência, sensibilidade e, é claro, um pouco de sorte. Difícil precisar o mérito dos dirigentes do Benfica na contratação de Ramires junto ao Cruzeiro. Mas é inegável que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em qualquer negociação ou relação comercial, existe a melhor hora de vender e o momento certo de comprar. Para achar a exata medida, é preciso ter experiência, sensibilidade e, é claro, um pouco de sorte. Difícil precisar o mérito dos dirigentes do Benfica na contratação de Ramires junto ao Cruzeiro. Mas é inegável que o negócio foi fechado na hora exata para que os valores não fossem inflacionados pela valorização do ótimo volante brasileiro.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2536 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/ramires_brasil.jpg" alt="Ramires" width="300" height="208" align="left" title="Ramires, a melhor aposta do Benfica" />Ramires, carioca revelado pelo Joinville, foi contratado pelo clube mineiro em 2007 e estourou no ano seguinte, sob o comando do técnico Adílson Batista, que soube trabalhar sua versatilidade e potencializar seu talento. O dinâmico volante, que marca, sabe sair para o jogo e tem ótima presença ofensiva, voltou da seleção que trouxe a medalha de bronze das Olimpíadas de Pequim e virou meia, fazendo um fantástico campeonato brasileiro em 2008, o que fez com que ganhasse visibilidade e prêmios individuais. Em 2009, os gols, as boas atuações na Taça Libertadores e a conquista do campeonato estadual fizeram com que o técnico Dunga se rendesse ao talento de Ramires e o convocasse para os jogos das Eliminatórias e a Copa das Confederações. Nesse momento é que o timing do clube português foi perfeito. No dia em que o treinador da CBF anunciou o nome do camisa 8 cruzeirense entre os vinte e três convocados, o Benfica divulgou a sua contratação por 7,5 milhões de euros. O time mineiro revelou que também recebeu proposta do CSKA Moscou, da Rússia, dirigido por Zico.</p>
<p>Se tivessem esperado um pouco mais, muito provavelmente o Benfica esbarraria na enorme valorização do jogador, que virou titular da seleção, que viveu um mês de Junho mágico, com a conquista da liderança das Eliminatórias sul-americanas e do título do torneio realizado na África do Sul. Apesar do desempenho um tanto irregular, Ramires mostrou personalidade e bom entendimento com Kaká, Robinho e Luís Fabiano no ataque brasileiro.</p>
<p>No retorno ao Cruzeiro, Ramires pareceu um tanto disperso e decepcionou a torcida do time celeste com atuações não mais que razoáveis nas finais da Libertadores contra o Estudiantes, sendo superado pelo craque Verón no duelo derradeiro no Mineirão. Mas o título dos argentinos e a saída “pelos fundos” do clube brasileiro não desqualificam o meiocampista.</p>
<p>Muito menos o tiro certeiro do Benfica, que ganha um belo reforço cujos valores nem oneraram tanto os cofres dos encarnados, o que é fundamental em tempos de crise. Em uma equipe competitiva montada pelo agora dirigente Rui Costa, o novo camisa 8, junto com reforços como o atacante argentino Saviola, pode fazer a diferença e ajudar o clube português a reconquistar a hegemonia nacional e voltar a sonhar com títulos internacionais.</p>
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		<title>Véron, La Brujita Eterna</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 16:37:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diz um velho chavão, que o povo, na sua imensa sabedoria, gosta de aplicar, que o amor é eterno enquanto dura&#8230; mas se esse amor transmitir-se de pai para filho, passa quase a ser considerado uma espécie de militância indefectível, que faz o progenitor perceber que inculcou os correctos valores ao seu descendente.
Assim se passa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diz um velho chavão, que o povo, na sua imensa sabedoria, gosta de aplicar, que o amor é eterno enquanto dura&#8230; mas se esse amor transmitir-se de pai para filho, passa quase a ser considerado uma espécie de militância indefectível, que faz o progenitor perceber que inculcou os correctos valores ao seu descendente.</p>
<p>Assim se passa com Véron&#8230; o Véron da Lazio, do Man. Utd, do Chelsea, que fez nome pela Europa fora e hoje voltou a ser rei onde nasceu, e onde seu pai, La Bruja, já houvera entrado na história&#8230; naquela fantástica tríade de triunfos na mítica Libertadores, de 1968 a 1970. Era, é certo, a equipa mais agressiva da história, pedindo meças ao futebol primitivo, tão propalado por esse treinador, talvez da era do Neolítico, Jaime Pacheco.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2518 alignleft" style="margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/veron-estudiantes2.jpg" alt="Juan Sebastián Verón" width="300" height="200" align="left" title="Véron, La Brujita Eterna" />Pois bem, depois de La Bruja ter tido tão retumbante êxito, lógico seria que o seu delfim de nome Juan Sebastian, se sentisse inebriado pelo mundo fantástico da bola, num país fabuloso para viver e desenvolver essa paixão. Aliás, o nascimento para o mundo de La Brujita dá-se mesmo, após, estas inolvidáveis vitórias de um clube que, até então, não tinha ganho, rigorosamente, nada. E cedo se revelou na equipa que alinha de camisola listada vermelha: brilhante na marcação de livres, com aquela mestria no passe que distingue os predestinados, comandando a equipa com altivez, um maestro capaz de fazer corar os do Scalamilanês. E já que referi a mais famosa casa de espectáculos de Itália, foi aí que o mago se refinou&#8230; após uma passagem pelo Boca de Buenos Aires, o óbvio salto para o futebol europeu, e logo para oxadrezístico calcio, onde os homens se movem com o rigor de uma peça desse jogo de séculos e cada passo é calculado milimetricamente.</p>
<p>Pois bem, as suas qualidades refinaram-se&#8230; no curso da táctica, Véron passou com distinção e foi somando <em>scudettos</em>. Até que chegou Inglaterra, num futebol diferente, onde, por vezes, a fantasia cede perante o <em>kick and rush</em> britânico, e se perdeu. Era um corpo estranho, que sentia a falta daquela alma latina, da alma da sua La Plata, ou da Bombonera de Buenos Aires&#8230; essa bela Paris da América do Sul! De estrela a pior contratação da época em Stamford Bridge, um dos primeiros desmandos desse excêntrico Abramovich, regressaria a Itália para o Inter onde encontraria alguma da felicidade ansiada. Até, um dia, fazer as malas, em busca do prazer de jogar futebol, no seu primeiro e grande amor: os Estudiantes&#8230; e um amor como o primeiro, jamais se esquecerá.</p>
<p>Revi-o ontem, naquela final que os brasileiros, como fizeram há sessenta anos, poderão chamar de Mineirazo em vez de Maracanazo. Há sessenta anos, Obdúlio Varela, El Gran Capitán uruguaio a entrar na lenda dos imortais para destempero e desespero do pobre goleiro Barbosa, réu inocente de um filme que não merecia. Ontem La Brujita Véron mandando à distância no Mineirão, gerindo ritmos, fazendo passes de longa distância, recuperando a bola, marcando cantos, e, acima de tudo, acordando-me da saudável modorra que me invadia por serem quase quatro da matina.</p>
<p>Para Véron uma final vence-se comandando. Foi isso que ele fez, com a altivez dos predestinados, como quem quer demonstrar que o amor que um dia abandonou, em busca de fama e fortuna, pode ser ressarcido&#8230; com uma jura de fidelidade eterna!</p>
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		<title>Leonardo&#8230; A Grande Aventura!</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 14:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De Leonardo, as primeiras luzes chegaram-me em 94, no Mundial que quebrou o jejum canarinho mas em que o, então, lateral esquerdo, após se revelar pelas melhores razões &#8211; técnica sublime, bom poder de colocação, e um pé esquerdo com olhos &#8211; deixou-se enredar por um erro, próprio de um ser humano&#8230; e ficou marcado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De Leonardo, as primeiras luzes chegaram-me em 94, no Mundial que quebrou o jejum canarinho mas em que o, então, lateral esquerdo, após se revelar pelas melhores razões &#8211; técnica sublime, bom poder de colocação, e um pé esquerdo com olhos &#8211; deixou-se enredar por um erro, próprio de um ser humano&#8230; e ficou marcado pela bárbara agressão a Tab Ramos, que lhe custou um prematuro adeus à campanha vitoriosa do escrete!</p>
<p>Mas a qualidade ficou presente e o salto para a Europa foi conseguido. Daquela inolvidável equipa do São Paulo, campeã intercontinental, onde pontificavam, além dele, Zetti, Muller, entre outros, chegava a aventura europeia&#8230; Aí quer no Milan, quer no Paris Saint Germain demonstrou que o infeliz acaso ocorrido nos Estados Unidos, fora um mero incidente. Um acaso próprio da imanência do ser humano, que por o ser, por vezes se descontrola. Mas, além do gentleman revelou-se sem dúvida um digno percussor da boa escola brasileira e afirmou-se com uma facilidade indiscutível.</p>
<p>Além do mais, no balneário revelava-se um líder, um homem de confiança para todos os treinadores que tiveram a possibilidade de o orientar e nele confiar. Após essa profícua aventura europeia e a natural retirada surge-lhe, agora, uma das grandes oportunidades da sua vida, estrear-se como treinador no Milan que tantas glórias lhe possibilitou&#8230; após director técnico, agora a aventura vai ser no banco de suplentes, e numa, teme-se, dolorosa época de transição. Assim, vai encontrar uma equipa sem vozes de referência e sem um líder natural &#8211; e como eles nas grandes equipas fazem falta, para ensinar os mais jovens a saborearem o gosto da vitória, para assimilarem essa cultura!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2501 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/leonardo_psg_milan.jpg" alt="Leonardo" width="300" height="203" align="left" title="Leonardo... A Grande Aventura!" />Assim Maldini, esse monstro que varria a ala esquerda ou a zaga, e que, ele próprio, era tão importante como o emblema do clube, já lá não mora; a voz de suporte de Ancelotti e de outros tantos técnicos já lá não mora; e quão difícil vai ser, alguém, ocupar aquele lugar! Kaká, a grande estrela do plantel, deixou-se seduzir pelos milhões merengues e partiu. Deixou uma equipa órfã de talentos, principalmente quando as outras duas mega estrelas da companhia enfrentam um óbvio ocaso: Beckham, pela própria idade e pelo stylish lifestyle e Ronaldinho por se ter deixado enredar pelas teias que envolvem ou envolveram outras estrelas de Terras de Vera Cruz, tais como no passado o malogrado Mané Garrincha e agora Adriano: a falta de profissionalismo, o descontrolo, as más influências&#8230; e como os antigos Becks e Dinho irão fazer falta a Leonardo de modo a possibilitar a sua epopeia a ter êxito. Ademais, Pirlo partiu, inacreditavelmente foi posto na lista de transferências, e o Atlético Madrid seduziu-o. Irá ser colchonero a partir de 2009/2010, e a falta do regista transalpino poderá fazer-se sentir, a qualidade das transições ofensivas ressentir-se-ão e a qualidade de cobranças de bolas paradas diminuirão consideravelmente!</p>
<p>Resta ao neófito técnico fazer de Pato o símbolo de uma nova geração. Qualidades estão insertas, explicita e implicitamente, no corpo do brasileiro, mas terá ele capacidade psicológica para arcar com tamanha pressão ou será um mero Atlas a carregar o mundo nos seus ombros? Para já em matéria de rejuvenescimento da equipa só malogros: a rábula dentária de Cissokho e as tentativas falhadas de seduzir, respectivamente, Sevilha e Wolfsburg no intuito de resgatarem Luis Fabiano ou Dzeko&#8230; longe vão os tempos que os rossoneri contratavam quem queriam e como queriam! Na equipa que mais venceu nos últimos vinte anos venceu na Europa, um segundo lugar é o primeiro dos últimos, e Mourinho que lidera o arqui-rival Inter este ano vai querer cimentar o estatuto conquistado na pretérita época, olhando para a taça das orelhas grandes, ou seja a Champions&#8230; Leonardo enfrenta um Inter fortalecido com uma equipa debilitada!</p>
<p>Assim, o brasileiro arrisca-se a entrar num túnel em que não se vislumbra a luz da saída&#8230; terá bússola para não perder o Norte ou ver-se-à enredado nos seus próprios passos e esta aventura será um simples presente envenado? As próximas semanas em matéria de contratações e as jornadas iniciais da Serie A do calcio poderão ajudar a responder. Os tiffosi aguçam o espírito e a curiosidade!</p>
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		<title>Denilson &#8211; A Queda de um Talento</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 11:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembro-me de ter visto Denilson há mais de doze anos. No momento, achei que o futebol pudesse voltar aos sonhos do antigamente, ao ficar iludido com os passos de dançarino qual bailarino do Lago dos Cisnes.
A verdade é que o brasileiro, natural de Diadema, onde nasceu em 1977 ficará para sempre como alguém que fez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro-me de ter visto Denilson há mais de doze anos. No momento, achei que o futebol pudesse voltar aos sonhos do antigamente, ao ficar iludido com os passos de dançarino qual bailarino do Lago dos Cisnes.</p>
<p>A verdade é que o brasileiro, natural de Diadema, onde nasceu em 1977 ficará para sempre como alguém que fez bluff perante o <em>beautiful game</em>&#8230; e os deuses castigadores não costumam ser benevolentes com isso. Como dizia no início, foi há doze anos, numa Copa América, disputada na Colômbia. Os focos de iluminação, as peças enviadas por mail, nova e surpreendente tecnologia na época, tinham todas um elemento comum: Ronaldo, por essas alturas convertido em Fenómeno, em Super Herói com Superes Poderes! Mas desde aquele primeiro jogo em que o Brasil bateu a Costa Rica por 5-0, a minha atenção perdeu-se da então estrela culé&#8230; era um menino que se havia estreado no ano anterior pela canarinha e que era o ai jesus dos adeptos do Morumbi, onde vestia as cores do São Paulo, que prendia as atenções a qualquer um que a que o jogo encanta.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2269 alignleft" style="margin-top: 5px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/denilson-brasil-betis.jpg" alt="Denilson   A Queda de um Talento" width="300" height="205" align="left" title="Denilson   A Queda de um Talento" />Com uma técnica de fazer corar o mais intrépido dos defesas, o seu um contra um não deixa ninguém indiferente&#8230; sempre em progressão, com a bola colada ao pé esquerdo fazia tudo ser possível, e lembrava, para quem viu jogar &#8211; eu não, infelizmente&#8230; &#8211; esse monstro, Garrincha, quem mais. E essa onda de expectativa pelo moleque que praticava esse futebol de rua que se aprende no Brasil crescia. A imprensa e a nóvel internet tratavam de divulgar um fora de série que a Europa ainda conhecia mal, mas que tinha encontro com o destino marcado para os estádios de França durante o Mundial 98. E Denilson não fracassou, foi brilhante, mesmo não sendo um titular indiscutível, ajudou a desequilibrar muitos jogos, não obstante o escrete ter estrondosamente tombado na final, naquela final em que Ronaldo mostrou que era tão humano como qualquer outro&#8230; mas os interesses comerciais sobrepuseram-se e de escrete e de fenómeno só uma caricatura.</p>
<p>Após esta apresentação ao mundo, Lopera, presidente do Betis, enamorou-se por ele e num desvario digno do mais sublime dos apaixonados resgatou-o das mãos do São Paulo e fez dele a transferência mais cara da história do futebol mundial, até então&#8230; foram trinta e dois os milhões de euros pagos para poder contar com o mágico! Mas na Andaluzia, a chama de Denilson começou a extinguir-se. Não obstante a onda de entusiasmo que gerou na equipa bética, a verdade é que os verdiblancos nunca conseguiram ser equipa que catapultasse o talento para níveis estratosféricos&#8230; se Ronaldo teve o United, se Messi tem o Barcelona, se Kaká (outro sampaulista) teve o Milan, Denilson nunca teve uma estrutura que fizesse dele um Deus da Bola, e no seu curriculum, logo no ano seguinte à chegada constaria uma decida de divisão. O jogador mais caro do mundo a actuar na Liga Adelante espanhola, surrealista, e por isso concomitante retorno ao Brasil para actuar por empréstimo no Flamengo!</p>
<p>Nem mesmo a imediata subida fizeram dele o que se esperava, e as lesões não o largavam, aquele maldito joelho tantas vezes massacrado por laterais e centrais incapazes de compreender o belo futebol&#8230; destruidores vis do mais fantástico espectáculo à face terrestre!! Mas Espanha não era para ele, e nem mesmo a ida ao Mundial da Coreia o tornaria novamente num ídolo. Jogaria em cinco dos sete jogos dessa campanha, sempre como suplente e sempre entrando na segunda parte, mas sem a magia de 1998, sem o glamour dos predestinados&#8230; mas, ressalve-se, trazendo a medalha de pentacampeão mundial no bolso.</p>
<p>Na Europa só em 2005 haveria de ganhar um título, uma singela Copa del Rey seria o único título de quem dizia querer ganhar o mundo em Espanha. Até lá jogos e jogos de verdiblanco sem títulos, nem honra&#8230; e a tentativa de experimentar um novo campeonato: o francês no Bordeaux. Se em Espanha as coisas correram mal, muito pior correriam em França. Sem jogar, sem constituir opção, haveria de ser dispensado logo no ano imediato. Aquele maldito joelho tantas vezes massacrado começava a não aguentar o esforço e a dar de si após tanta pancada sofrida. E, imediatamente, veio a dispensa&#8230; a partir daí uma espiral de fracasso: Al Nassr (Arábia Saudita), Dallas (EUA) onde tentou imitar Beckham como estrela com retorno comercial, mas sem êxito, e por fim o Palmeiras, sempre sem êxito! Tentou agora o regresso, um improvável e excêntrico regresso ingressando na Liga Vietnamita&#8230; sim, Vietname&#8230; o jogador mais caro do mundo, com a técnica mas exquisita, como diriam nuestros hermanos, a jogar no Xi Mang Hai Phong, nos confins da Ásia! Apesar disso loucura na estreia, um golo fabuloso de livre, pois quem sabe nunca há-de esquecer&#8230; intervalo e Denilson não regressa!</p>
<p>Sabe-se hoje que não mais jogará no Vietname, tendo contrato por objectivos, embolsou doze mil euros por aquela meia parte e irá á sua vida&#8230; para sempre, ou para despontar num qualquer campeonato exótico e sempre com a ideia que podia ter ido mais além, muito mais além, tivesse ele assim pretendido. Mas estas histórias românticas de artistas brasileiros hão-de, para sempre, existir no mundo do futebol, pois sem elas uma parte da sua idiossincrasia não existiria!</p>
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		<title>O Eterno Clássico do Futebol Mundial</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 09:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Brasil e Itália são as duas selecções com mais títulos conquistados na história dos Mundiais de futebol (5 para o Brasil, 4 para Itália). Aliás, juntas têm mais títulos do que todas as outras selecções.
Jogos decisivos
Já jogaram entre si 13 vezes, com 6 vitórias para a “canarinha”, 5 para a squadra azzurra e 2 empates. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brasil e Itália são as duas selecções com mais títulos conquistados na história dos Mundiais de futebol (5 para o Brasil, 4 para Itália). Aliás, juntas têm mais títulos do que todas as outras selecções.</p>
<p><strong>Jogos decisivos</strong><br />
Já jogaram entre si 13 vezes, com 6 vitórias para a “canarinha”, 5 para a <em>squadra azzurra</em> e 2 empates. Apesar de sempre terem possuído, ao longo da sua história, jogadores de grande técnica e carisma, sempre tiveram também estilos de jogo completamente diferentes uma da outra. O Brasil um futebol mais ofensivo e livre de amarras tácticas, a Itália um futebol mais cínico e de contenção. Já por duas vezes discutiram a final de um Campeonato do Mundo: em 1970, no México, com uma das melhores (para muitos, “a melhor”) selecção brasileira de sempre (Pelé, Jairzinho, Tostão, Gerson) a derrotar a Itália por 4-1 – no final do jogo, o defesa italiano Tarcisio Burgnich diria a seguinte frase sobre “o rei”: &#8220;Eu disse para mim mesmo antes do jogo: ele é feito de pele e ossos como qualquer um – mas estava errado.&#8221;; e em 1994, nos EUA, com Roberto Baggio a falhar o famoso penalti que deu ao Brasil a vitória numa das mais desinteressantes finais de sempre de um Mundial.</p>
<p>Há, no entanto, um jogo entre o Brasil e a Itália que ultrapassa todos os outros em termos de simbolismo: o jogo que disputaram no Mundial de Espanha em 1982. Um jogo que teve até direito a uma magnífica peça de teatro, escrita pelo italiano David Enia, e que chegou a ser encenada em Portugal em 2004 pelos Artistas Unidos. Se eu tivesse de escolher uma só partida para descrever as características de cada uma dessas selecções seria precisamente esse mítico Itália-Brasil 3-2 que, para os brasileiros, ficou conhecido como “a tragédia de Sarriá”. Siarrá era, na altura, o estádio do Espanyol, mas foi demolido em 1997, por dívidas do clube, que teve de o vender os terrenos a uma empresa de construção.</p>
<p><strong>O Mundial de 1982</strong><br />
O Brasil, treinado por Telé Santana, chegou a esse mundial na condição de super-favorito. Tinha aquela que, ainda hoje, é considerada a melhor selecção “canarinha” pós-Pelé, com um grupo de artistas que fazia as delícias de qualquer fã do futebol-espectáculo, composto por Zico, Sócrates, Falcão Cerezo e Éder, todos eles no auge da sua forma. Durante a primeira fase do torneio derrotaram a União Soviética por 2-1, a Escócia por 4-1 e a Nova Zelândia por 4-0. Mais do que derrotarem os adversários, os brasileiros encantavam e faziam jus à sua condição de favoritos, com jogadas de antologia e golos para todos os gostos. Podiam até dar-se ao luxo de ter um guarda-redes vulgar (Waldir Perez) e um ponta-de-lança também medíocre (Serginho, que anos mais tarde jogaria no Marítimo), que a técnica de Zico e Sócrates, os balázios de Éder e o pulmão de Falcão que, como escreveu David Enia na sua peça, era um jogador que parecia estar em todo o lado sem nunca dar sinais de cansaço ou esforço, resolvia tudo.</p>
<p>Muito diferente foi a qualificação da Itália para a segunda fase da prova. Empate a zero com a Polónia e a um golo com Peru e Camarões, a Itália qualificou-se para a segunda fase apenas por ter marcado mais um golo do que os Camarões. Para a própria imprensa do país, a trajectória da selecção constituía uma vergonha e as expectativas para a segunda fase eram baixíssimas. Mesmo que tivesse estrelas como Dino Zoff, António Cabrini, Cláudio Gentille, Marco Tardelli, Bruno Conti e Paolo Rossi.</p>
<p><strong><img class="attachment wp-att-2264 alignleft" style="margin-right: 8px; margin-top: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/mundial82-brasil-italia-pele-socrates-paolo-rossi.jpg" alt="O Eterno Clássico do Futebol Mundial" width="300" height="195" align="left" title="O Eterno Clássico do Futebol Mundial" />A “tragédia de Sarriá”</strong><br />
Nesse mundial não houve oitavos nem quartos-de-final, mas sim uma segunda fase de grupos, cada um com três selecções e em que apenas a primeira classificada seguia para as meias-finais. O grupo da morte seria precisamente composto por Brasil, Itália e Argentina. Depois de a Itália vencer a selecção de Maradona por 2-1, foi o Brasil a derrotar os seus grandes rivais sul-americanos por 3-1. Ou seja: para o Brasil, bastava um empate no jogo com a Itália para se qualificar. Mas quem conhece a História (principalmente a história da perda do Mundial de 1950) sabe que não há nada pior para uma selecção brasileira (principalmente, quando se trata de uma selecção que não sabe jogar à defesa) do que só precisar de um empate. Foi nesse jogo que, para os italianos, nasceu a lenda de Paolo Rossi como seu bambino d&#8217;oro. Rossi tinha sido seleccionado para esse Mundial de forma absolutamente inesperada. Tinha estado quase dois anos impedido de jogar, após um escândalo conhecido como Totonero, quase tão grande como o calciocaos. Numa altura em que já jogava na Juventus, Rossi tinha sido acusado de estar envolvido num resultado combinado entre o Perugia (o seu antigo clube) e o Avellino da época anterior. Rossi declarou-se sempre inocente dessa acusação, preferindo até cumprir a totalidade do castigo do que admitir uma suposta culpa e ver assim reduzida a sua pena. Para a maioria dos tiffosi, a titularidade de Rossi tratava-se apenas de um capricho do seleccionador Enzo Bearzot. E os primeiros jogos nesse Mundial pareciam dar razão aos adeptos. Rossi mal se via em campo, tão discretas foram as suas primeiras prestações nesse Mundial. Parecia um jogador a menos, um homem invisível. Mas, tal como David Enia escreve na sua peça, “como é que se marca um jogador que parece invisível?”. E foi isso mesmo que os defesas brasileiros terão pensado quando viram Paolo Rossi corresponder com um cabeceamento perfeito ao cruzamento de Antonio Cabrini, aos 5 minutos, para abrir o marcador. Nada de alarmante, terão pensado os brasileiros, que já haviam dado a reviravolta ao resultado nos jogos contra a União Soviética e a Escócia. E assim, parecia ser quando, aos 12 minutos, após uma abertura de Zico, o capitão Sócrates coloca a bola no único espaço existente entre o corpo de Zoff e o poste esquerdo da baliza e empata. Só que aos 25 minutos, após um mau passe de Cerezo interceptado por Paolo Rossi (“como é que se marca um jogador que parece invisível?”), a Itália volta a adiantar-se no marcador. A tarde de 5 de Julho já era quente, mas as emoções em campo ferviam ainda mais. Na segunda parte, com o Brasil sempre a carregar, a Itália a defender-se não com um autocarro mas com um muro e o defesa Gentille a marcar Zico com tanto empenho que até lhe rasga a camisola, a canarinha chega ao empate, aos 68 minutos, com um remate de fora da área de Falcão. A manifestação de alegria deste grande jogador (considerado o segundo melhor do Mundial pela FIFA, apenas atrás de Paolo Rossi) ao comemorar o grande golo que marcou é um dos momentos mais vibrantes desse Mundial. Agora, sim, a ordem natural das coisas parecia estar a impor-se. Mas 6 minutos mais tarde, após um lance confuso na área brasileira, a bola sobra para novamente para Paolo Rossi (“como é que se marca um jogador que parece invisível?”) que faz o 3-2 e tira aos brasileiros aquilo que lhes parecia estar destinado.</p>
<p><strong>O significado da vitória</strong><br />
No final do jogo, Sócrates disse o que muita gente pensou sobre o significado da vitória do pragmatismo italiano sobre a magia brasileira: “Foi mau para nós, mas pior para o futebol”. Tal como a selecção húngara de Puskas em 54 e a “laranja mecânica” de Cruyff em 74, o Brasil de 1982 ficou na história por não ter ganho. Só que, às vezes, a grandeza de um vencido é tão marcante que nem a derrota o impede de ficar na memória de todos. Lembro-me de há uns anos Bebeto e Dunga criticarem o facto de se falar tanto na selecção brasileira de 1982 em detrimento da “sua selecção” campeã em 94. Pelos vistos, ainda ninguém tinha lhes explicado que a memória dos adeptos não é feita só de resultados, mas também de sensações. E nenhum adepto que tenha visto a selecção brasileira de 82 lhe conseguiu ficar indiferente. O mesmo já não se pode dizer da selecção de 94.</p>
<p>Para os italianos esse encontro foi muito mais do que um jogo de futebol, foi um evento histórico. Foi o dia em que derrotaram uma selecção que a própria imprensa italiana designava de “extraterrestres”. Claro que ainda havia o jogo das meias-finais (em que a Itália derrotaria a Polónia por 2-0) e depois o da final (vitória sobre a RFA por 3-1), mas a prova de fogo, a verdadeira quimera já tinha sido ultrapassada. Em 2002, Paolo Rossi lançou uma autobiografia intitulada “Fiz o Brasil chorar”. E em 1982, no dia seguinte ao jogo com o Brasil, a Gazetta dello Sport, fez manchete com uma frase que explicava de forma perfeita o significado que teve para a Itália derrotar essa selecção de “extraterrestres”: “O BRASIL SOMOS NÓS!”</p>
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		<title>Kaká e Real Madrid &#8211; E o noivado virou casório</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 09:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Enfim, chegou o dia da confirmação da contratação de Kaká pelo Real Madrid. Depois de um namoro, ainda que velado, de dois anos, a crise financeira que abalou o Milan e a volta de Florentino Pérez com sua sede de craques à presidência do Real Madrid criaram o cenário perfeito para que o negócio se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enfim, chegou o dia da confirmação da contratação de Kaká pelo Real Madrid. Depois de um namoro, ainda que velado, de dois anos, a crise financeira que abalou o Milan e a volta de Florentino Pérez com sua sede de craques à presidência do Real Madrid criaram o cenário perfeito para que o negócio se concretizasse.</p>
<p>Prever o que o melhor do mundo de 2007 poderá fazer em Madrid é difícil, até porque será um trabalho iniciado praticamente do zero. Com Manuel Pellegrini no comando técnico e muito dinheiro para gastar – estima-se que Kaká tenha custado 65 milhões de euros e os cofres do clube ainda teriam inacreditáveis 235 milhões para reforçar o elenco -, o clube merengue ainda deve movimentar muito o mercado. A impressão é que a chegada de Kaká está sendo utilizada pelo Real para mostrar força e estimular os outros prováveis reforços a verem com bons olhos uma mudança de ares.</p>
<p>Para voltar a ser um gigante capaz de desafiar o Barcelona e os grandes ingleses na Liga dos Campeões, é importante que o Real se preocupe mais com a formação de uma equipe do que com ações de marketing. Ao invés do time “galáctico” que tinha Zidane, mas também Pavón e Ronaldo com o “contraponto” Michel Salgado, a diretoria deve investir em um grupo equilibrado, com boas opções em campo e na reserva, além do senso coletivo que faz com que o talento individual decida as partidas.</p>
<p>Fundamental também será criar um ambiente positivo, com um mínimo de união dentro do profissionalismo europeu, avesso às “famílias” tipicamente brasileiras. O racha costumeiro entre espanhóis e estrangeiros e/ou jogadores formados em casa e reforços, sempre comandado por “Raúl Madrid”, não pode se repetir, pois mina as forças do elenco ao longo do tempo. Aproveitar o bom momento do futebol espanhol e contratar jogadores do próprio país também pode ser boa saída para Florentino.</p>
<p>O anúncio com toda pompa e circunstância é justo. Kaká é um jogador capaz de fazer uma equipe crescer com o talento e  a conduta profissional exemplar que estimulam seus companheiros. Os torcedores rossoneri terão muito a lamentar e com que se preocupar em relação ao futuro do Milan, o que mostra que o Real agiu certo ao buscar o brasileiro que tem tudo para fazer história em um clube que sempre faz o futebol mais bonito quando está no topo da Europa e do planeta.</p>
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		<title>Taison, o menino guerreiro da Beira-Rio</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 16:36:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[O nome, apesar da grafia “abrasileirada”, é uma reverência a Mike Tyson, fenômeno do boxe no final dos anos 1980. Mas se Taison, o novo camisa sete do Internacional, não segue o ídolo dos ringues na violência dos golpes nem na facilidade de se meter em encrencas, em campo o atacante de 21 anos demonstra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O nome, apesar da grafia “abrasileirada”, é uma reverência a Mike Tyson, fenômeno do boxe no final dos anos 1980. Mas se Taison, o novo camisa sete do Internacional, não segue o ídolo dos ringues na violência dos golpes nem na facilidade de se meter em encrencas, em campo o atacante de 21 anos demonstra vontade de vencer e a mesma “fúria” quando parte para cima dos defensores adversários.</p>
<p>Na virada do ano, o clube gaúcho negociou Alex, um dos destaques do time comandado pelo técnico Tite na conquista da Copa Sul-Americana, para o Spartak Moskow com a certeza de que teria a reposição pronta para formar a dupla de ataque com Nilmar.  É a política do Inter de vender um craque para faturar e substituir por um garoto promissor. Foi assim em 2006, na negociação de Rafael Sóbis que abriu espaço para um tal Alexandre Pato.</p>
<p>Mesmo marcando apenas dois gols no ano passado, Taison mostrou qualidades e, beneficiado pela prioridade que o clube deu à competição continental a partir das semifinais, acabou se tornando o jogador mais utilizado do elenco no campeonato brasileiro, com 30 participações, sendo dez jogos completos.</p>
<p>A trajetória do jovem atacante comprova a sua determinação, além do competente trabalho do clube nas divisões de base: Taison demorou a chamar a atenção porque lhe faltava força física. O menino de origem humilde precisava de músculos na proporção correta para poder se destacar. O trabalho de Élio Carravetta, coordenador de preparação física, foi preciso e Taison logo estava com o corpo preparado para o duelo com vigorosos zagueiros. A cabeça já estava pronta desde sempre, por conta da boa educação da mãe, dona Rosângela, que criou outros nove filhos na periferia de Pelotas.</p>
<p>Faltavam as conclusões, deficiência do meia-atacante. E novamente a visão do clube foi fundamental, com o olhar diferenciado do técnico Tite, que, ao contrário de seus antecessores, viu potencial no menino, e participação direta de Fernando de Carvalho, presidente colorado na conquista da Libertadores e do Mundial Interclubes de 2006. Fernando percebeu que o garoto era afoito diante do goleiro e exigiu no final de 2008 que ele fizesse treinamentos específicos. O progresso foi tão significativo que o dirigente, eufórico, apostou, em tom de desafio, que Taison não faria vinte gols na temporada seguinte jogando como titular.</p>
<p>O Taison de hoje se mexe bem pelos lados do campo, especialmente pela esquerda, é disciplinado taticamente, raçudo e joga com incríveis velocidade e verticalidade nas arrancadas em diagonal ou buscando o  fundo. Além disso, mostra ótimo entendimento com Nilmar e o meia argentino D’Alessandro e progride a cada jogo nas conclusões, com técnica e ótimo aproveitamento. Os números em 2009 impressionam: artilheiro do campeonato gaúcho com quinze gols e o que mais foi às redes, seis vezes, na Copa do Brasil. A última, importantíssima, na vitória sobre o Flamengo por 2 a 1, ao completar bela jogada de Nilmar pela esquerda e abrir o placar.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2103 alignleft" style="margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/internacional-taison-brasil.jpg" alt="Taison, o menino guerreiro da Beira Rio" width="290" height="183" align="left" title="Taison, o menino guerreiro da Beira Rio" />Alguns questionamentos quanto ao seu desempenho surgiram após as atuações discretas na vitória sobre o Corinthians por 1 a 0, na estreia do time no campeonato brasileiro, no Pacaembu, e no empate sem gols contra o Flamengo pelas quartas-de-final da Copa do Brasil no Maracanã. Mas logo foram esquecidas com as belas performances contra o Palmeiras e o próprio Flamengo no Beira-Rio. Faltava uma grande atuação longe de Porto Alegre. Faltava, pois ela veio no jogo seguinte, contra o Goiás no Serra Dourada. Taison entrou aos 11 do segundo tempo e além do gol da vitória por 1 a 0, o seu primeiro no Brasileirão e que alçou o time gaúcho à liderança isolada do campeonato, ainda brindou o público com grandes jogadas individuais e assistências para os companheiros.</p>
<p>Os 22 gols colocam Taison entre os artilheiros do Brasil na temporada. Em menos de seis meses, a aposta de Fernando Carvalho já está perdida, mas o ex-presidente sorri com o sucesso de seu pupilo.</p>
<p>Nilmar e Kléber foram convocados pelo técnico Dunga para a seleção brasileira que vai a Copa das Federações. Talvez para 2010 ainda seja cedo, mas se Taison fizer as escolhas corretas na carreira, será nome certo nas convocações depois da Copa na África do Sul. Basta manter a humildade de quem ainda nem tem veículo próprio e vai aos treinos de táxi e, dentro de campo, luta a cada partida pelas vitórias do seu time e pelo aprimoramento individual.</p>
<p>Com a calma e a maturidade de quem já é o pai da Maria Eduarda, de sete meses, mas também com o “sangue nos olhos” dos grandes campeões, como o pugilista homenageado por seus pais em seus melhores momentos, Taison tem tudo para vencer. Na carreira e na vida.</p>
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