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	<title>Jogo de Área &#187; Argentina</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>2009: Um ano para a Argentina esquecer</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 17:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A Argentina só tem a comemorar com o término de 2009. Não por seus feitos, pois não houve nada memorável e digno de comemoração, mas sim pelos fiascos. Ou seja, este é um ano a ser esquecido, ou melhor, sempre lembrado e nunca repetido. E isso pode ser refletido em todas as categorias da seleção, além de também fazer parte dos grandes clubes locais.</p>
<p>As categorias inferiores da seleção Albiceleste sempre foram motivos de orgulho, pois além de constantemente revelarem bons nomes, conquistavam bastantes títulos. Assim como a seleção principal despertava respeito aos adversários. Mas, isso passou. Ao menos não aconteceu neste ano. Entre desclassificações precoces e não classificações, as categorias “sub’s” repetiram a fraca campanha da seleção principal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2014 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/argentina_team.jpg" alt="2009: Um ano para a Argentina esquecer" width="290" height="189" align="left" title="2009: Um ano para a Argentina esquecer" />A seleção Sub-15, que disputou o Sul-Americano da categoria, na Bolívia, terminou o torneio com quatro pontos em quatro partidas, foi desclassificada e nem ao menos passou às fases finais da competição. Já a seleção Sub-17 foi desclassificada frente à seleção colombiana, por 3 a 2, nas oitavas-de-finais do Mundial da Nigéria. E não conseguiu trazer a única taça que falta na galeria da AFA.</p>
<p>Por sua vez, a Sub-20, a maior vencedora da competição, com seis títulos, não conseguiu nem ao menos se classificar para o mundial deste ano, disputado no Egito.</p>
<p>Já a principal, entre resultados negativos e, até considerados normais, a grandes vexames como a goleada sofrida na altitude de La Paz, diante da Bolívia por 6 a 1. Tendo em vista, que todos os possíveis efeitos da altitude foram ignorados e até ridicularizados quando o próprio selecionador argentino fez propaganda em prol da pratica de esportes na altitude.</p>
<p>Fora tal feito, como citado houve também resultados negativos que poderiam ser considerados comuns se não fosse o fraco desempenho, como a derrota para o Brasil, por 3 a 1, em Rosário, depois de todo circo armado por Dieguito, além da derrota por 2 a 1, para a Espanha. E até a derrota para a seleção paraguaia, por 1 a 0, em Assunção.</p>
<p>Além da derrota por 2 a 0, para o Equador e por final, a derrota por 4 a 2, frente ao selecionado Catalão, foram suficientes para coroar está trágica campanha da Albiceleste, que por muito pouco não fica de fora do Mundial da África do Sul 2010.</p>
<p>A Seleção somou seis derrotas em 14 jogos, no ano. Porém pode-se dizer que não só o retrospecto deixa bastante à desejar, mas as brigas internas entre o corpo técnico, o mau futebol apresentado, por essa, que para muitos era a grande geração, aliado ao medíocre treinador, que foi a cereja no bolo desta fraca argentina.</p>
<p>Quanto aos clubes, os tradicionais e eternos rivais –Boca Juniors e River Plate- que já haviam feitos campanhas pífias no Clausura 2009, repetiram o feito no Apertura 2009, não chegaram nem perto da disputa pelo título e menos ainda da classificação para a Copa Libertadores 2010.</p>
<p>Diante deste panorama pouco pode-se esperar para a Copa do Mundial 2010, certo? Talvez. Nada é  animador, nem mesmo o único orgulho que o povo argentino teve neste ano, a consagração de Lionel Messi, como o melhor jogador do mundo pela FIFA. O primeiro hermano a receber tal honraria. Mas como disse, nem isto dar um alento, pois La Pulga, por diversos fatores que não vem ao caso agora, não consegue repetir as grandes apresentações que promove pelo Barcelona. Porém, a exemplo, as seleções canarinhas de 70 e 94 chegaram à Copa desacreditadas e ergueram a taça.</p>
<p>&#8230; E que os deméritos de 2009 não se repitam em 2010.</p>
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		<title>Maradona e a incrível arte de polemizar</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 10:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<description><![CDATA[Poderia ter sido diferente. A classificação da Seleção Argentina ao Mundial 2010 poderia ser a consagração de Maradona, também, como técnico, mas não foi. Poderia ao menos trazer a leveza e o alívio do dever cumprido, ou as congratulações de uma conquista para o selecionador. Mas El Pibe preferiu mais uma vez dar sequência ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poderia ter sido diferente. A classificação da Seleção Argentina ao Mundial 2010 poderia ser a consagração de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1097570&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Maradona</a>, também, como técnico, mas não foi. Poderia ao menos trazer a leveza e o alívio do dever cumprido, ou as congratulações de uma conquista para o selecionador. Mas <em>El Pibe</em> preferiu mais uma vez dar sequência ao que sabe fazer de melhor, além de jogar futebol: criar polêmica.</p>
<p>Pode-se dizer que as polêmicas começaram no auge da carreira, no Napoli, onde em 1991, foi pego pela primeira vez no exame anti-doping, por uso de cocaína, e foi suspenso por 15 meses pela Federação italiana. Mesmo após um dirigente napolitano alterar por anos as amostras de urina para acobertar <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1096544&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Dieguito</a>. Porém os problemas com drogas permaneceram. No mesmo ano foi preso em Buenos Aires por porte de drogas, porém Diego pagou fiança e foi liberado. E num descontrole deu vários tiros de espingarda de ar comprimido nos jornalistas que o esperavam em frente da sua mansão. No ano seguinte, a justiça argentina o condenou a tratamento de desintoxicação.</p>
<p>Anos mais tarde, em 94, quando mostrava-se recuperado, foi considerado o destaque Albiceleste no Mundial, porém foi novamente flagrado no exame anti-doping após a vitória contra a Nigéria, 2 a 1. Desta vez, por uso de efedrina, substância proibida pois melhora a parte física do atleta. Ele foi suspenso pela FIFA por 15 meses. Entre internações e flagras nos exames, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1096194&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Maradona</a> se aposentou após um ‘superclássico’ entre Boca Juniors e River Plate, 2 a 1 para os xeneizes em pleno Monumental de Núñez. E voltou a se internar mais duas vezes, em 98 e 2001. Nesta última, resolveu ir para Havana onde desenvolveu uma grande amizade com Fidel Castro. Mas Dios voltaria a se internar, não diretamente para desintoxicar-se, mas por problemas causados ora por consumo de cocaína ora de álcool, em 2004, 2005 e 2007.</p>
<p>Mas não só  de problemas com drogas vive Diego. Há também a polêmica que perdurará por anos a fio, entre ele e Pelé, para saber quem é o melhor futebolista do mundo. Em 2000, numa pesquisa promovida pela FIFA entre o público, ele sagrou-se o melhor, porém na mesma pesquisa mas entre os especialistas Pelé foi o eleito (seja lá quem for, prefiro os dois calados). Ultimamente, as polêmicas se sucedem da tragicômica idéia de ser o treinador da Seleção Argentina.  No início, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1095865&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Maradona</a> vestiu-se de herói e acreditou ser a pessoa certa para salvar a Argentina do fiasco de não ir à Copa. Agora, vestiu a aura de príncipe que o cerca por seus feitos, e sente-se injustiçado, mesmo fazendo papel ridículo à frente da Seleção.</p>
<p>O que a imprensa argentina e mundial fala a respeito de Maradona ser um mau técnico, os números e o futebol apresentado por suas equipes confirmam. Como jogador indiscutível, mas como treinador, pífio. Ao contrário das comparações feitas à Dunga, por exemplo, que nunca foi treinador antes, Diego havia sido. E foi igualmente patético. Em 1994, comandou o pequeno Deportivo Mandiyú em 12 partidas, obteve seis empates, cinco derrotas e apenas uma vitória. No ano seguinte, teve um desafio maior numa grande equipe argentina, e outro fracasso, comandou o Racing Club, e em 11 jogos só conseguiu duas vitórias, seis empates e três derrotas. Já na Albiceleste, entre amistosos e jogos oficiais pela Seleção, Maradona tem o retrospecto de oito vitórias e quatro derrotas, em 12 partidas, com um futebol apático. Mas não é só.</p>
<p>Quando jogador muito técnico, porém pouco tático, e na Seleção isso se repete. Além das substituições desastrosas, insistência em convocar jogadores que não rendem, má organização tática, Diego se mostra cada vez mais torcedor que propriamente selecionador. E após a classificação rioplatense ao Mundial, ele mais uma vez mostrou-se desequilibrado, na idéia de apenas desabafar. “Chupen&#8230; e que la sigan chupando”, apenas essa frase foi dita na coletiva pós classificação aos jornalistas, que segundo Diego, o “trataram como lixo”. O que pode lhe render cinco jogos de suspensão, que não é nada perto das sucessivas suspensões por 15 meses. Antes disso, deixou a entender que deixaria o cargo, porém quando a notícia ganhou grandes proporções voltou atrás. Não esquecendo também de mencionar as suas diferenças com Carlos Bilardo, diretor da AFA, que foram superadas após a classificação, além de desmentidas. Santo remédio foi o passaporte ao Mundial, curou todos ou quase todos os problemas, menos o mau futebol. Dentre todos os problemas com drogas e como técnico, o fato de provocar seus rivais antes de jogos importantes não deve ser levado em consideração. Pois não passa de temperos visto com bons olhos por uns, e maus por outros. Mas, que de fato, são coisas do futebol.</p>
<p>Duas coisas são merecedoras de lembranças. A primeira, é o fato de ser o grande ídolo do país e ter coragem de dar a ‘cara à tapa’, no cargo de selecionador nacional. A segunda, é a decadência de Maradona, que antes era comparado à Pelé, atualmente é comparado a Dunga. Desculpe-me, nada digno de elogios, ambos.</p>
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		<title>Seria Messi o novo Maradona?</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 09:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não só  na Argentina, mas no Mundo, comparações e rótulos são praxes, e no futebol são premissas, pois há uma necessidade eterna de buscar um ídolo para suprimir outro. Lionel Messi e Diego Maradona são exemplos destes paralelos traçados. No entanto, comparar dois gênios, cada qual em sua época, é algo que passeia pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não só  na Argentina, mas no Mundo, comparações e rótulos são praxes, e no futebol são premissas, pois há uma necessidade eterna de buscar um ídolo para suprimir outro. Lionel Messi e Diego Maradona são exemplos destes paralelos traçados. No entanto, comparar dois gênios, cada qual em sua época, é algo que passeia pelo surrealismo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2830 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/maradona-messi.jpg" alt="Messi e Maradona" width="300" height="200" align="left" title="Seria Messi o novo Maradona? " />Lionel Andrés Messi nasceu em Rosário, em 1987, no auge da carreira de Diego Armando Maradona, que nascera em Lanús, município de Buenos Aires, em 1960, que na época jogava pelo Napoli. E Messi assim que começou a dar seus primeiros chutes, elegeu, como bom argentino, Maradona como seu ídolo, além de Pablo Aimar.</p>
<p>Ainda criança, Lio Messi foi transferido de um clube de bairro, o Grandoli, para o Newell’s Old Boys, onde ficou dos oito aos 13 anos. Contudo, sua ‘carreira futebolística’ teve de ser brevemente interrompida, por padecer de uma deficiência hormonal, que interrompia seu crescimento. Como sua família não tinha condições financeiras, e nenhum clube argentino se dispôs a pagar o tratamento, o jeito foi buscá-lo em outros ares. Catalunha foi o destino. E assim que chegou o garoto prodígio tentou a sorte numa ‘peneira’ do FC Barcelona. Passou. E jogou por todas as categorias de base do clube, e estreou pelo profissional aos 16 anos.</p>
<p>Voltando um pouco ao passado, o pequeno ‘grande’ Dieguito começou ainda criança, nove anos, no Argentino Jrs, cujo estádio leva seu nome. Passou pelas categorias de base da equipe até debutar aos 16 anos incompletos, na verdade faltavam dez dias. Jogou cinco anos pelo Tifón, além de disputar e ganhar o Mundial Sub-20 em 1979, pela Albiceleste. Depois jogou um ano no Boca Juniors, logo em seguida foi transferido para o Barcelona. Antes de seguir caminho para Napoli, onde de fato, marcou o mundo com jogadas excepcionais, e polêmicas.</p>
<p>Maradona também padecia do mesmo problema hormonal que o Messi, mas seguiu sem tratamento. El Diez mede 1,65 cm, enquanto que Messi ganhou em dois anos, 29 cm, hoje mede 1,69. Ambos desfrutam de velocidade e habilidade, sem esquecer do fato de serem canhotos. Maradona o camisa 10, La Pulga também. Mas, o primeiro, um meia de ligação, enquanto que o segundo, um meia-atacante, atacante e vezes por outra, o que no futebol moderno chamamos de winger (pela direita).</p>
<p>Além de características, clubes, títulos, problemas de saúde, Messi e Maradona são constantemente lembrados por dois gols antológicos e semelhantes, guardados as devidas proporções. O gol de Diego, em que ele driblou vários ingleses, inclusive o goleiro, desde o meio-campo e fez o gol do título da Copa de 86, na mesma partida ele já havia feito um gol que posteriormente, declarou: “Fue la mano de dios”.</p>
<p>Messi não ficou por fora, numa partida contra o Getafe, pela Copa do Rei 2007, repetiu a façanha de Diego, meses mais tarde, faz o mesmo com a mão no clássico da Catalunha, contra o Espanyol, pela Liga espanhola.</p>
<p>Messi também foi campeão do Mundial Sub-20, esse em 2005, por seu país. E aos 20 anos, já era o líder da equipe blaugrana ao lado do brasileiro Ronaldinho. Assim como Maradona no Napoli, ao lado do brasileiro Careca. Esta que foi a dupla mais importante do clube italiano.</p>
<p>E foi na Itália também, que El pibe de oro começou de forma gradativa seu declínio. Após ser expulso do Napoli por ser pego no exame antidoping, ele foi jogar no Sevilla, e pouco tempo depois, voltou à Argentina. Para jogar no Newell’s Old Boys, onde ficou por pouco tempo, até encerrar a carreira no seu time de coração, o Boca Juniors. De forma melancólica, diga-se de passagem.</p>
<p>Do outro lado, o garoto prodígio segue aprontando as suas façanhas. E após nove anos no clube catalão, prorrogou seu contrato até 2016. Falta-lhe uma Copa do Mundo, o que Maradona conseguiu, para muitos, sozinho. Em sua época, não havia o prêmio FIFA para Melhor Jogador do Mundo, o que começara a ser entregue a partir de 1991. La Pulga já conseguiu nos últimos dois anos, ser o segundo, e tudo indica que este poderá ser o ano dele.</p>
<p>Se ele alcançará  os feitos de Dieguito, só o tempo irá dizer, mas de fato, já tornou-se um mito. E tanto faz ser igual à Dios, porque ele é o Messi, e já é o suficiente.</p>
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		<title>Quo Vadis Diego?</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 11:34:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<description><![CDATA[Maradona, como jogador de futebol, do beautiful game como, um dia, lhe chamou o seu querido inimigo Pelé, era o expoente máximo da genialidade&#8230; as suas obras de arte pintavam os campos de um surrealismo que ninguém jamais conseguirá imitar. Seria, talvez, o único que após sussurrar á bola, esse símbolo de vontade própria, coisas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Maradona, como jogador de futebol, do <em>beautiful game</em> como, um dia, lhe chamou o seu querido inimigo Pelé, era o expoente máximo da genialidade&#8230; as suas obras de arte pintavam os campos de um surrealismo que ninguém jamais conseguirá imitar. Seria, talvez, o único que após sussurrar á bola, esse símbolo de vontade própria, coisas enternecedoras e emoventes, convencia-a a fazer-lhe a vontade.</p>
<p>Foi assim em Nápoles, aquele clube de meio da tabela na Itália que se transformou num colosso europeu graças à magia em estado puro que brotava dos pés do génio que um dia saiu de Lánus à procura de fama e glória. Foi assim na albicleste. Não será excessivo dizer-se que terá sido o único homem que sozinho venceu um Campeonato do Mundo&#8230; nem Pelé, nem Muller, nem Romário&#8230; Maradona sim e com isso subiu ao céu dos predestinados, ao panteão das inolvidáveis figuras que, independentemente, da loucura possuem a sua genialidade reconhecida e, inclusivé, patenteada.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2731 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/lavezzi-argentina-paraguai.jpg" alt="Lavezzi, Argentina" width="300" height="212" align="left" title="Quo Vadis Diego?" />Mas essa ilusão tende a desvanecer-se. <em>El Dios Diez</em>, neste momento, é um homem amargurado e contestado. Fui um dos que pensou quando Maradona assumiu o comando da albiceleste que, simplesmente, a sua aura bastaria para assegurar o apuramento para o Mundial. Numa selecção com Messi, Aguero, Véron e tantos outos o factor motivacional de ter o grande astro a comandar o barco seria suficiente&#8230; e foi nos prolegómenos da sua caminhada! A Argentina não jogava bem, mas ganhava&#8230; pelos menos, dizia-se, a sorte estava de volta, e com ela tinha de chegar a arte de Messi, dilecto discípulo do discurso com a bola nos pés maradoniano. E até à derrocada em La Paz tudo parecia funcionar de modo correcto, mas nesse dia os seis golos infligidos em Bolívia começaram a deixar antever o descalabro!</p>
<p>A partir daí, Diego perdeu o controlo. As derrotas começaram a suceder-se, sem que El Diez consiga descobrir a panaceia para tantos males. As experiências sucedem-se a um ritmo avassalador, com jogadores que nunca pensaram sequer jogar na Argentina B &#8211; Otamendi é um caso paradigmático &#8211; e na frente os artistas demonstram total incapacidade de realizar as obras mágicas que produzem nos clubes. Messi, tal como Ronaldo na nossa selecção, é uma sombra do jogador que anseia ser considerado o melhor do mundo, e nem mesmo a experiência de homens como Véron ajuda &#8211; ontem na derrota perante o Paraguai até foi expulso.</p>
<p>Assim, Diego arrisca-se a perder a sua imensa aura que era incensada espontaneamente por todos os argentinos&#8230; o desafio que o devia fazer retornar à glória ameaça triturá-lo e destruir a sua imagem! Será que ainda vai descobrir o caminho? Ou à imagem de genialidade de 1986 como jogador, sucederá uma de mediocridade em 2009 como seleccionador? Só ele tem a palavra!</p>
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		<title>Véron, La Brujita Eterna</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 16:37:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diz um velho chavão, que o povo, na sua imensa sabedoria, gosta de aplicar, que o amor é eterno enquanto dura&#8230; mas se esse amor transmitir-se de pai para filho, passa quase a ser considerado uma espécie de militância indefectível, que faz o progenitor perceber que inculcou os correctos valores ao seu descendente.
Assim se passa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diz um velho chavão, que o povo, na sua imensa sabedoria, gosta de aplicar, que o amor é eterno enquanto dura&#8230; mas se esse amor transmitir-se de pai para filho, passa quase a ser considerado uma espécie de militância indefectível, que faz o progenitor perceber que inculcou os correctos valores ao seu descendente.</p>
<p>Assim se passa com Véron&#8230; o Véron da Lazio, do Man. Utd, do Chelsea, que fez nome pela Europa fora e hoje voltou a ser rei onde nasceu, e onde seu pai, La Bruja, já houvera entrado na história&#8230; naquela fantástica tríade de triunfos na mítica Libertadores, de 1968 a 1970. Era, é certo, a equipa mais agressiva da história, pedindo meças ao futebol primitivo, tão propalado por esse treinador, talvez da era do Neolítico, Jaime Pacheco.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2518 alignleft" style="margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/veron-estudiantes2.jpg" alt="Juan Sebastián Verón" width="300" height="200" align="left" title="Véron, La Brujita Eterna" />Pois bem, depois de La Bruja ter tido tão retumbante êxito, lógico seria que o seu delfim de nome Juan Sebastian, se sentisse inebriado pelo mundo fantástico da bola, num país fabuloso para viver e desenvolver essa paixão. Aliás, o nascimento para o mundo de La Brujita dá-se mesmo, após, estas inolvidáveis vitórias de um clube que, até então, não tinha ganho, rigorosamente, nada. E cedo se revelou na equipa que alinha de camisola listada vermelha: brilhante na marcação de livres, com aquela mestria no passe que distingue os predestinados, comandando a equipa com altivez, um maestro capaz de fazer corar os do Scalamilanês. E já que referi a mais famosa casa de espectáculos de Itália, foi aí que o mago se refinou&#8230; após uma passagem pelo Boca de Buenos Aires, o óbvio salto para o futebol europeu, e logo para oxadrezístico calcio, onde os homens se movem com o rigor de uma peça desse jogo de séculos e cada passo é calculado milimetricamente.</p>
<p>Pois bem, as suas qualidades refinaram-se&#8230; no curso da táctica, Véron passou com distinção e foi somando <em>scudettos</em>. Até que chegou Inglaterra, num futebol diferente, onde, por vezes, a fantasia cede perante o <em>kick and rush</em> britânico, e se perdeu. Era um corpo estranho, que sentia a falta daquela alma latina, da alma da sua La Plata, ou da Bombonera de Buenos Aires&#8230; essa bela Paris da América do Sul! De estrela a pior contratação da época em Stamford Bridge, um dos primeiros desmandos desse excêntrico Abramovich, regressaria a Itália para o Inter onde encontraria alguma da felicidade ansiada. Até, um dia, fazer as malas, em busca do prazer de jogar futebol, no seu primeiro e grande amor: os Estudiantes&#8230; e um amor como o primeiro, jamais se esquecerá.</p>
<p>Revi-o ontem, naquela final que os brasileiros, como fizeram há sessenta anos, poderão chamar de Mineirazo em vez de Maracanazo. Há sessenta anos, Obdúlio Varela, El Gran Capitán uruguaio a entrar na lenda dos imortais para destempero e desespero do pobre goleiro Barbosa, réu inocente de um filme que não merecia. Ontem La Brujita Véron mandando à distância no Mineirão, gerindo ritmos, fazendo passes de longa distância, recuperando a bola, marcando cantos, e, acima de tudo, acordando-me da saudável modorra que me invadia por serem quase quatro da matina.</p>
<p>Para Véron uma final vence-se comandando. Foi isso que ele fez, com a altivez dos predestinados, como quem quer demonstrar que o amor que um dia abandonou, em busca de fama e fortuna, pode ser ressarcido&#8230; com uma jura de fidelidade eterna!</p>
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		<title>Juan Roman Riquelme &#8211; Quando os Génios chocam</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 12:12:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[De Juan Roman Riquelme dizia-se ser o legítimo herdeiro do mítico diez da albiceleste. E mesmo esse, via o actual playmaker que refulge em La Bombonera como o seu filho dilecto, um delfim cujo dedicação e aconselhamento o levariam ao estrelato.
Todavia, esse mesmo estrelato nunca foi tão cintilante como se previa. Após uma experiência, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De Juan Roman Riquelme dizia-se ser o legítimo herdeiro do mítico diez da <em>albiceleste</em>. E mesmo esse, via o actual playmaker que refulge em La Bombonera como o seu filho dilecto, um delfim cujo dedicação e aconselhamento o levariam ao estrelato.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1834" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/boca-juniors-riquelme.jpg" alt="Juan Roman Riquelme   Quando os Génios chocam" width="290" height="191" align="left" title="Juan Roman Riquelme   Quando os Génios chocam" />Todavia, esse mesmo estrelato nunca foi tão cintilante como se previa. Após uma experiência, a todos os títulos, frustrante na Cidade Condal, seguiram-se resquícios de magia, no seu estado mais puro, em El Madrigal, burgo da equipa levantina do Villarreal&#8230;ou o temido, à altura, Sumarino Amarillo.<br />
Todavia, os contos de fadas por vezes têm finais abruptos&#8230;dizia Luis Freitas Lobo à dias na sua coluna semanal, que à noite, vem-lhe à memória que alguns adeptos do Villarreal ainda não conseguem adormecer, martirizando-se com aquele penalty falhado pelo playmaker de Buenos Aires, no último minuto, e que possibilitaria ao Submarino levar de vencidos os Gunners londrinos e &#8230;ironia das ironias&#8230;disputar a final na Cidade Luz contra os Blaugrana que os haviam acolhido no Velho Continente!</p>
<p>Mas Román falhou&#8230;e a sua vida nunca mais haveria de ser a mesma, chegando após o Mundial germânico de 2006 a retirar-se, também, da <em>albiceleste</em> das pampas. Regressaria, agora, após a promoção do homem que tantas vezes o defendeu e deu a face por ele. Mas Román, incompreensivelmente, voltou a bater a porta e disse que com Diego jamais, insinuando que o mesmo lhe havia faltado à palavra.</p>
<p>Estranho, vindo de quem aposta, ainda mais que Román, numa reabilitação aos olhos da sua Argentina em particular e do mundo em geral. Estranho para quem via no actual menino bonito de la Bombonera o municiador ideal para a Pulga Messi e Carlitos Tevez. Igualmente, estranho para quem sempre foi consensual no interior de uma classe, chegando mesmo a encabeçar um movimento mundial sindicalizado de jogadores de futebol.</p>
<p>Todavia, agora, Riquelme, tem que fazer mais uma jogada mirabolante, uma desmarcação inolvidável, uma assistência letal&#8230; denunciar o sucedido e explicitar as suas razões&#8230; mostrar o que realmente sucedeu e porque, neste momento, se coloca de parte numa das mais fortes candidatas a vencer em 2010 no Mundial da África do Sul&#8230;mais uma vez depende de si e do seu génio!</p>
<p><a href="http://www.deusesdabola.blogspot.com/" target="_blank">in Deuses da Bola</a></p>
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		<title>Argentina &#8211; Mercado em Expansão</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 13:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Actualmente, a mais importante competição disputada entre clubes na Argentina é já equiparada aos campeonatos europeus, reconhecidamente os mais ricos e melhor disputados do planeta. Eu era ainda miúdo, mas recordo-me de, na minha cabeça, fazer uma distinção bem clara: do Brasil vinham os jogadores mais talentosos, mas era na Argentina que se praticava o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Actualmente, a mais importante competição disputada entre clubes na Argentina é já equiparada aos campeonatos europeus, reconhecidamente os mais ricos e melhor disputados do planeta. Eu era ainda miúdo, mas recordo-me de, na minha cabeça, fazer uma distinção bem clara: do Brasil vinham os jogadores mais talentosos, mas era na Argentina que se praticava o futebol mais emotivo da América do Sul. Efectivamente, esse conceito tem sido amplamente desenvolvido, e a divulgação hoje feita ao futebol &#8220;alvi-celeste&#8221; coloca este país, claramente, entre o top-10 mundial em termos competitivos.</p>
<p>Historicamente, o futebol argentino tem um fundo muito interessante. A primeira partida de futebol terá sido disputada em 1867, no Buenos Aires Cricket Club, seguida da criação de um pequeno clube de bairro. A modalidade não era de todo popular, e só em Inglaterra era já disputada a larga escala. Até que, em 1882, um Escocês de nome Alexander Watson Hutton chegava ao país vindo de Edinburgh para leccionar no Colégio Saint Andrew. Dizem os livros que traria consigo equipamento desportivo e algumas bolas de futebol. A sua paixão pelo futebol era tanta que pouco a pouco foi criando um núcleo de amantes da actividade, formando então uma equipa que durante largos anos venceu todos os torneios de futebol do país. Os finais do século 19 e inícios do século 20 foram de explosão da modalidade e de constante renovação, até à criação da &#8220;Associación del Fútbol Argentino&#8221;, entidade que ainda hoje rege a modalidade no país.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2014 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/argentina_team.jpg" alt="Argentina   Mercado em Expansão" width="290" height="189" align="left" title="Argentina   Mercado em Expansão" />A estrutura da principal competição é similar a outros países da América Latina: são disputados como que 2 campeonatos anuais &#8211; o Clausura (Fevereiro a Junho) e o Apertura (Agosto a Dezembro). Em oposição, não se disputa uma Taça como sucede na maioria dos campeonatos europeus. Contudo, a Primera División tem tudo menos um formato simples e transparente, especialmente no que diz respeito às descidas/promoções. Um sistema designado por &#8216;promedio de puntos&#8217; e que utiliza médias matemáticas, foi implementado em 1983 e tem-se revelado tudo menos pacífico entre as equipas que habitualmente disputam a manutenção. No final de cada temporada, as duas equipas com pior &#8220;média&#8221; no conjunto das 3 últimas temporadas descem de divisão. Num universo de 20 equipas, a 17ª e 18ª disputam ainda um play-off, o &#8220;promoción&#8221;, com a 3ª e 4ª classificadas da segunda divisão. Desta forma, o número de equipas que flutuam entre divisões é intermitente, variando entre as 2 e as 4 equipas anualmente. Segundo entendidos, este sistema terá sido adoptado para segurança das turmas mais fortes, isto depois de em 1981 o San Lorenzo ter descido de divisão no seguimento de uma temporada miserável. Sem a adopção deste sistema, Racing Club e mais tarde River Plate teriam também seguramente descido ao escalão inferior.</p>
<p>Em termos históricos, River Plate e Boca &#8211; eternos rivais &#8211; ocupam as 2 primeiras posições em termos de títulos conquistados, com 34 e 28 respectivamente. Na Argentina, as partidas entre estes 2 clubes designam-se como &#8220;Superclásico&#8221;, e são aquilo que qualquer atleta argentino sonha um dia disputar. Na Argentina, estes derbies são distribuídos de uma forma regional, e consistem em eventos de grande festividade. Outros importantes confrontos colocam frente a frente Independiente e Racing (lado a lado no terceiro posto de clube mais poderoso), e o Huracán versus San Lorenzo de Almagro, sendo este último o quinto clube com mais títulos nacionais (13).</p>
<p>O prémio para este futebol de enorme qualidade &#8211; onde a formação tem tido uma palavra importante a dizer e onde tem sido feito um enorme esforço para aproximar as infra-estruturas com aquilo que vemos na Europa &#8211; veio em em inícios de 2007, altura em que a selecção Argentina de futebol subiu do terceiro ao primeiro posto do ranking mundial FIFA. Um posto que conta o que conta, mas que revela essencialmente um poderio na formação como poucos a nível mundial. A Argentina forma não apenas atletas tecnicamente evoluídos e fisicamente robustos, mas cria igualmente homens mentalmente fortes, e que não raras vezes chegam à Europa para ver e vencer, adaptando-se por vezes melhor e mais rapidamente do que atletas vindos de outros campeonatos europeus. Nunca tantos olhos estiveram postos nos Apertura e Clausura, e nunca a Argentina esteve tão bem cotada nos maiores mercados mundiais, no que toca à transacção de jovens pérolas. E os títulos conquistados por esta cantera azul não deixam mentir: Medalha de Ouro nos JO de 2004 e 2008, e 5 (!!) vitórias nas últimas 7 edições do Campeonato do Mundo Sub-20. Notável.</p>
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		<title>SuperClássicos: Boca Juniors x River Plate</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 15:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SuperClássicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Argentina, Buenos Aires. Se a América do Sul é sobretudo um continente de partida para muitos prodígios em direcção ao Velho Continente, é na estrondosa clivagem e rivalidade entre dois clubes locais que encontramos um dos maiores derbies do Mundo. O futebol pode não ser o mais vistoso, dado que com tanto orgulho em jogo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Argentina, Buenos Aires. Se a América do Sul é sobretudo um continente de partida para muitos prodígios em direcção ao Velho Continente, é na estrondosa clivagem e rivalidade entre dois clubes locais que encontramos um dos maiores derbies do Mundo. O futebol pode não ser o mais vistoso, dado que com tanto orgulho em jogo frequentemente é gerado um calor apenas suplantado pela luz da paixão dos fãs, capaz de ofuscar qualquer amante de futebol, mas este é seguramente o desafio que estabelece os parâmetros de festa e cor para todos os derbies da América do Sul. Aterrador, claustrofóbico e intimidante… assim é a La Bombonera no <em>superclasico</em> Boca Juniores x River Plate.</p>
<p>Como nos conta o ditado sul americano, os Mexicanos descendem dos Aztecas mas os Argentinos descendem dos barcos. É nesta relação com o mar e a imigração que nasce a boca mais popular do Mundo, o famoso bairro La Boca, onde o tango e o futebol alviceleste emergiram para conquistar o Mundo. Depois de um duro dia de trabalho nas docas, muitos emigrantes se reuniam para mais um jogo de futebol, uma prática que em conjunto com o crescimento do bairro, gerou dois clubes que conseguiriam transcender o desporto com a definição de dois extremos da experiência dos emigrantes: River Plate (fundado em 1901) e Boca Juniors (1905) nasceram ambos em La Boca e enfrentaram-se pela primeira vez num amigável em 1908, num descampado perto das docas. Reza a História que os dois grandes clubes alvicelestes têm as mesmas raízes, isto é, a zona portuária de Buenos Aires, onde os responsáveis do Boca decidiram escolher as cores para o clube segundo a bandeira do próximo navio que passasse no porto. Foi um barco da Suécia, e assim adoptou o azul e amarelo (daí as inúmeras bandeiras suecas exibidas na Bombonera) enquanto que o rival River deve o seu nome ao facto de na altura da reunião de fundação do clube ter chegado à cidade um navio cujos contentores gigantes tinham escrito “River Plate”. Estavam dados os primeiros passos para os dois clubes mais recentes da então história do futebol argentino, mas foram ainda muitos os anos de sacrifício e instabilidade até que afirmação definitiva estivesse confirmada. Boca Juniors passou todo o ano de 1914 fora do bairro de La Boca, enquanto o River Plate deambulou pela cidade entre 1912 e 1915, até que em 1923 os seus responsáveis decidiram dar um novo rumo ao clube e assim passar o clube para outras zonas da cidade, o que mudou radicalmente o relacionamento com o bom rival Boca. Seria recolocado a norte, no bairro de Palermo até que face à sua rápida ascensão, mudava-se para o bairro rico de Nunez onde inauguraria o seu Estádio Monumental. Esta seria a gota de água na afirmação do River Plate face ao Boca Juniors, que reafirmou as suas raízes mais humildes ao abrir também o seu próprio estádio &#8211; La Bombonera – estávamos nos anos 40 quando o futebol argentino estava no auge da sua afirmação em todo o Mundo, e assim os dois clubes estabeleciam duas identidades bem distintas.</p>
<p>Nos  requintados subúrbios da capital, o River apostou em grandes contratações e assim ficariam apelidados como <em>milionários</em>, até porque os seus adeptos eram os imigrantes de sucesso, que viviam o sonho de abandonar o suor e o cheiro das docas para usufruir do conforto dos subúrbios.<em> </em>O Boca ficaria com a alcunha de <em>bosteros</em>, que deriva do facto do seu campo ter sido construído no espaço que outrora era de uma fábrica de azulejos que usava bosta como matéria principal. Esta é a equipa das “massas”, que lutam dia-a-dia pelo seu bem-estar e que encontram na paixão da solidariedade colectiva a sua maior arma.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1797" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/boca-juniors_river-plate_superclassico.jpg" alt="SuperClássicos: Boca Juniors x River Plate" width="290" height="201" align="left" title="SuperClássicos: Boca Juniors x River Plate" />Tudo em relação ao ambiente do River Plate nos dá uma sensação de espaço e grandeza, perto do seu estádio existem enormes parques com lagos gigantes, avenidas monstruosas e no interior do seu estádio existem corredores tão largos que parece que estamos no edifício das Nações Unidas, e uma pista de atletismo nos separa do relvado de tal forma que o relacionamento dos adeptos com os jogadores é um pouco como um diálogo numa mesa muito ampla, com os fãs a apreciar o jogo da forma mais cerebral e racional possível. É tudo isto que não encontramos quando nos deslocamos ao humilde bairro de La Boca, onde o clube com o mesmo nome tem os adeptos constantemente a gritar nas orelhas dos seus heróis, admirando o esforço e o carácter acima de tudo. Tudo no seu ambiente envolve a falta de espaço, as estreitas e íngremes ruas do bairro, com um estádio extremamente apertado, construído em estratos tal e qual uma caixa de chocolates, daí o nome Bombonera. Em geral, a atmosfera num estádio Argentino é algo inconfundível. Se no Brasil o nível de barulho nas bancadas é dependente do que está a acontecer nos relvados, e se em Inglaterra os adeptos estão perto e sem barreiras face à acção, a forma como a modernização dos estádios dispôs os lugares nem sempre foi favorável a cânticos e grandes exaltações, mas na Argentina tudo é diferente. Apenas pura emoção, uma cativante e colectiva celebração constante ao som ensurdecedor dos tambores. A Bombonera pode não estar em perfeitas condições, mas que estádio! Incrível é ver que todos cantam a mesma música, dos camarotes VIP às bancadas, onde fica a mega claque “La 12″, a grande responsável pela sintonia dos adeptos. Como pode um estádio com cerca de 50 mil <em>xeneizes</em>, todos seguirem o mesmo ritmo, o mesmo grito? Todos sabem o que cantar no momento difícil, no fácil, na hora do golo, na hora da entrada em campo. A claque do Boca teve muitos conflitos localizados devido aos adeptos que não cantavam. Então, a famosa e temida “La 12” começou a espalhar integrantes por todos os sectores do estádio, e ai de quem não se manifestasse. Assim nasceu um dos ambientes mais ensurdecedores num estádio de futebol.</p>
<p>Outra realidade na Argentina é o respeito pelo passado e sobretudo pelas raízes, algo que é levado muito a sério. Como prova disso, a mentalidade do Boca Juniors no que toca a exaltação das origens – nas últimas décadas, as camisolas do clube tinham escrito atrás a palavra <em>xeneizes</em>, mais uma alcunha cujo significado é <em>Genovese</em> no dialecto de Génova, região de Itália onde os fundadores do clube eram originários. É o clube do povo e sobretudo dos trabalhadores, e por isso tem incontestavelmente mais adeptos que o River Plate que contrapõe sempre com o facto de possuir mais títulos domésticos – 33 contra 22 do Boca – algo que é levado muito a sério quando confrontam os eternos rivais e exibem o nome: Club Atlético River Plate escritas no <em>scoreboard</em> do Monumental sempre com a mensagem : “O maior clube… de longe!”<br />
Não é difícil entender como o derby Boca x River é seguido tão de perto, não só em toda a América do Sul como em todo o Mundo. Primeiro, pela tradição histórica que a Argentina e o seu campeonato tem como inspiração para todo o continente, dado terem sido os Argentinos a solidificar o desporto-rei trazido pelos Britânicos. Segundo, pela forte componente social que tal confronto representa para o próprio país, e terceiro, pela dicotomia do ter e não ter, uma linha que é a génese do <em>superclasico</em> de Buenos Aires.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=aOA9hooDPvk"><img src="http://img.youtube.com/vi/aOA9hooDPvk/default.jpg" width="130" height="97" border title="SuperClássicos: Boca Juniors x River Plate" alt="SuperClássicos: Boca Juniors x River Plate" /></a></p>
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		<title>Gabriel Batistuta &#8211; Lenda Alviceleste</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 09:41:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[O jogador mais amado depois de Diego Maradona com a camisola das &#8220;pampas&#8221;, tinha como objectivo tornar-se jogador de basquetebol, desporto que praticou até os dezassete anos, altura em que decidiu deixar de encestar e assim tornar-se num perigo para qualquer baliza de futebol. Assim nasceu Gabriel Batistuta, um dos melhores avançados da história do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jogador mais amado depois de Diego Maradona com a camisola das &#8220;pampas&#8221;, tinha como objectivo tornar-se jogador de basquetebol, desporto que praticou até os dezassete anos, altura em que decidiu deixar de encestar e assim tornar-se num perigo para qualquer baliza de futebol. Assim nasceu Gabriel Batistuta, um dos melhores avançados da história do desporto-rei. O argentino é o maior goleador da história da selecção alviceleste, com a incrível marca de 56 golos em 78 partidas.</p>
<p>São poucos os jogadores na história do Futebol que deixaram tanta tristeza por todo o Mundo quando anunciaram a sua retirada. Foi exactamente isso que senti no dia 14 de Março em 2005, quando Batistuta decidiu abandonar o futebol profissional. Se na verdade já contava com 36 anos e tinha passado os últimos 2 anos a jogar no Qatar, onde conciliava o dia a jogar golfe enriquecendo a sua reforma de luxo, Batigol como ficou conhecido, marcou um geração de amantes de futebol tal era o seu apetite pelos golos. Muito do seu futebol nasceu na Fiorentina, clube pelo qual ainda hoje nutro um especial carinho, tais foram as magníficas proezas e exibições que nos presenteava juntamente com Rui Costa nos tempos áureos do Calcio.</p>
<p>Gabriel Omar Batistuta, nascido em 1969 -o ano em que o homem foi à Lua &#8211; começou a sua carreira no Newell&#8217;s Old Boys, no final dos anos 80. Lá ganhou enorme destaque e foi vendido para o River Plate, onde foi campeão argentino e colocado no banco pelo treinador Daniel Passarela. O jovem avançado só conseguiu explodir quando se transferiu para o Boca Juniors. Apesar de não ter jogado muitos anos no topo da liga Argentina (1988-1991), jogou nos dois maiores clubes e, ao nível da selecção tornou-se o maior goleador de todos os tempos. Olhando para esta estatística, Batistuta afirmou que se admirava que fosse ele a conseguir este marco e que lhe dava vergonha de pensar que marcou o dobro dos golos de Diego Maradona, o maior ídolo do futebol argentino.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2332 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/batistuta-argentina-fiorentina.jpg" alt="Gabriel Batistuta" width="300" height="193" align="left" title="Gabriel Batistuta   Lenda Alviceleste" />Em 1990, Batistuta fez 13 golos em 29 jogos. Tinha apenas 20 anos e já estava na boca do povo, que o queria ver na seleção argentina. Pedido atendido, o ponta de lança foi campeão e melhor marcador da Taça América de 1991, no Chile. Foi aí que a Fiorentina, potência emergente e sempre de olho nos talentos sul-americanos, desembolsou 2,5 milhões de dólares para contar com o seu futebol. Na temporada 1992/93, disputou 32 partidas e marcou 16 golos, nenhum deles de falta ou penalty. Apesar do grandioso desempenho pessoal, a Fiorentina não resistiu e caiu, para surpresa de todos, para a Série B. Era quase impensável que um jogador de tal calibre ficasse para disputar a segunda divisão. Mas o carácter de Batistuta era especial e único. Ele tinha uma responsabilidade para com o clube viola, que lhe abriu as portas da Europa. Com mais um grandioso desempenho, o argentino ajudou a Fiorentina a voltar à elite em 1994. Batistuta, que pela seleção havia acrescentado ao currículo outra Copa América, em 1993, fez a sua estreia num Campeonato do Mundo com uma actuação brilhante: três golos na goleada de 4x 0 sobre a Grécia. Uma campanha promissora que foi interrompida pela Roménia nos oitavos-de-final, após o escândalo do doping de Diego Maradona. De volta à Fiorentina, na temporada 1994/95, o início foi arrasador: pelo menos um golo em cada um dos primeiros onze jogos, recorde na Itália. No final, melhor marcador com 26 bolas na rede.</p>
<p>Em 1995/96, o auge da sua história na Fiorentina. Terceiro lugar no Campeonato Italiano e o título da Taça da Itália, conquistado face à Atalanta com direito a golos de Batistuta nos dois jogos da decisão. Quatro meses depois, marcou duas vezes e a Fiorentina ganhou a Super Taça e desta vez a &#8220;vítima&#8221; seria o AC Milan. Batistuta não precisava mais de provar o seu amor pelo clube e pela cidade de Florença. A relação com os adeptos era especial, tais eram os golos que saíram em colecção, com uma impressionante regularidade. Com Batigol em campo, era questão de tempo até o grito de golo nas bancadas, e um deles entrou para a galeria de imagens imortais do futebol italiano: o golo de empate contra o Barcelona em pleno Camp Nou, na semifinal da Taça das Taças em Abril de 1997. Com o dedo em riste nos lábios, calou 100 mil adeptos blaugrana desfeiteando com classe e garra o nosso conhecido Vítor Baía. O ano 2000 marcou o fim do ciclo, com direito a três golos e lágrimas na despedida. Com 168 golos em 269 jogos pela Série A, ao fim de 9 anos em Florença, Batigol havia batido o recorde do clube, estabelecido pelo sueco Kurt Hamrin nos anos 50. O seu significado para os adeptos ficou representado numa estátua de bronze, em tamanho natural. O destino seria a capital, onde a AS Roma pagou 33,8 milhões de dólares para ter Batistuta, que valeu cada centavo. Na temporada 2000/01, marcaria 20 golos em 28 jogos e comandando a turma romana à conquista de seu primeiro título nacional desde 1983. As contusões impediram que a história na Roma fosse mais longa, e na segunda temporada foram apenas seis golos. Em 2002/03, passou a segunda metade da temporada emprestado ao Inter de Milão e depois despediu-se do futebol italiano para se aventurar no Al Arabi, do Qatar, onde encerrou sua carreira.</p>
<p>Na Itália, Batistuta era muito mais que mais um jogador de futebol. Para além de espalhar classe e determinação no Calcio, com os seus 1,85m e 73 kg. Batigol era o símbolo do atleta perfeito, com capacidades inatas para um ponta de lança que aliava ao remate espontâneo e cheio de força, a frieza na hora de abordar a baliza contrária. Era exímio na marcação de livres directos e uma dor da cabeça para os defesas na hora de arrancar em direcção às redes contrárias. &#8220;El Batigol&#8221; tinha no seu reportório de jogadas o chuto potente e preciso como imagem de marca. O seu excelente posicionamento na área ajudava-o a decidir várias partidas como um autêntico momento de magia. Tinha igualmente a fama de sex symbol, tal era a admiração das mulheres pelo seu amor incondicional a Irina &#8211; sua esposa. A maior prova foi em 1996, quando marcou o golo decisivo na vitória por 2&#215;1 sobre o AC Milan e disse para a câmara: &#8220;Amo-te Irina&#8221;. A sua fama com a camisola da Fiorentina foi tanta que Florença decretou 30 de Outubro como &#8220;o Dia de Batistuta&#8221;, uma homenagem ao artilheiro que tantas alegrias deu à cidade.</p>
<p>Os planos para o futuro passam definitivamente pelo futebol. Batistuta deve ser visto em breve como técnico de algum clube, provavelmente na Argentina. Felizes serão os seus avançados, que terão por perto o maior argentino, cuja presença em campo foi sempre garantia de bola nas redes e festa para os adeptos. Resultado: partilha uma admiração infinita, tanto por Roma e Florença, como em Buenos Aires e no resto do planeta.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=bkdpxQXhMhU"><img src="http://img.youtube.com/vi/bkdpxQXhMhU/default.jpg" width="130" height="97" border title="Gabriel Batistuta   Lenda Alviceleste" alt="Gabriel Batistuta   Lenda Alviceleste" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Best of de Batigol</span></p>
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		<title>Diego Valeri &#8211; Bailado Argentino</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 12:30:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[A forma como pauta o jogo do Lanús, clube primodivisionário argentino e recente revelação do &#8220;Torneo Apertura&#8221;, não deixa ninguém indiferente. Diego é já um jovem prodígio argentino, e revela enormes dotes na posição que alguns dizem se estar a extinguir: o mítico 10.
Nascido a 1 de Maio de 1986, Diego Hernán Valeri é natural [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A forma como pauta o jogo do Lanús, clube primodivisionário argentino e recente revelação do &#8220;Torneo Apertura&#8221;, não deixa ninguém indiferente. Diego é já um jovem prodígio argentino, e revela enormes dotes na posição que alguns dizem se estar a extinguir: o mítico 10.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2462 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/diego-valeri-argentina.jpg" alt="Diego Valeri" width="300" height="226" align="left" title="Diego Valeri   Bailado Argentino" />Nascido a 1 de Maio de 1986, Diego Hernán Valeri é natural de Lanús, uma pequena cidade a sul de Buenos Aires. Aos 9 anos já &#8220;brincava&#8221; no clube local, o Club Atlético Lanús. Com uma excelente evolução, rapidamente se revelou como um valor seguro da <em>cantera</em> do seu clube. Bem cedo saltou para a turma sénior do Club Atlético Lanús, com 17 anos apenas, e até finais de 2007 o jogador foi-se assumindo como uma figura da equipa, acumulando mais de 60 partidas. O futebol cerebral do argentino é hoje pedra basilar na sua equipa, e foi com muito do seu perfume que a surpresa se deu em finais do ano passado, com a maravilhosa conquista do &#8220;Apertura&#8221; (o primeiro dos 2 campeonatos que anualmente se desenrolam na Argentina). Juntamente com elementos de maior experiência, como o ponta de lança José Sand, o centro-campista Agustín Pelletieri ou o nosso conhecido guarda-redes Carlos Bossio, Valeri participou numa incrível caminhada, ajudando este pequeno clube a conseguir um feito enorme num país onde o campeonato tem altos niveis competitivos, como se sabe.<br />
Contudo, a extensa história do C.A. Lanús conta com poucas alegrias como esta. Tendo estado bem perto da falência em 1978, o clube foi literalmente salvo pela sua massa adepta, que em cerca de 2 anos quintuplicou o número de sócios, contribuindo do seu próprio bolso para ressuscitar as contas do clube! Até meados de 90, o Lanús era considerado um clube de fundo da tabela, jogando entre a primeira e a segunda divisões argentinas. Actualmente a história é bem diferente, a estabilidade é palavra de ordem e o Lanús é mesmo considerado um exemplo para o futebol argentino, onde as contas são escrupulosamente geridas e a <em>cantera</em> tem peso fundamental no equilíbrio financeiro.</p>
<p>Na Argentina, Diego Valeri é visto como o próximo Riquelme. E o jogador nem faz por tirar a pressão das suas costas, admitindo que adora o futebol do seu compatriota, e tenta sempre que possível imitá-lo! No entanto, Valeri é bem mais do que um 10 às antiga: excelente elemento de equipa, comporta-se como um médio &#8220;volante&#8221; &#8211; a brilhante escola argentina de centro-campistas, em Portugal comprovada com a classe de Lucho Gonzalez &#8211; correndo de área a área com um futebol elegante e puro. A capacidade física é um dos seus fortes, a visão de jogo idem aspas, mas é naturalmente no ataque que mais se evidencia o astro argentino. Ligeiramente descaído para a esquerda do meio-campo, Valeri gosta de ter a bola no pé, assiste e finaliza com classe, e sabe usar o seu forte pé direito para bater bolas paradas com precisão. Na Argentina, é recordada uma actuação brilhante frente ao Rosário, na qual marcou um golaço e participou nos três restantes golos.</p>
<p>Fora do campo, Valeri consegue igualmente evidenciar-se, e pela positiva. Humilde, pacato, é apaixonado pela literatura do seu país e renega o vício pelos computadores, algo que como sabemos vem sendo habitual entre jovens da sua idade. A inteligência e astúcia são factores evidentes nas suas actuações, e que actualmente se revelam preponderantes no sucesso desportivo de alta competição. E as qualidades de Diego Valeri não tardarão em exibir-se na Europa, onde clubes como Juventus ou Atlético de Madrid já demonstraram o seu interesse. É caso para dizer que está na moda, esta magia argentina!</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=4WKRZvKQHwE"><img src="http://img.youtube.com/vi/4WKRZvKQHwE/default.jpg" width="130" height="97" border title="Diego Valeri   Bailado Argentino" alt="Diego Valeri   Bailado Argentino" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Melhores lances de Diego Valeri no Lanus</span></p>
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