<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Jogo de Área &#187; Observatório</title>
	<atom:link href="http://www.jogodearea.com/categoria/dossiers/observatorio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.jogodearea.com</link>
	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Jul 2010 19:47:19 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Individualidades “Madrileñas”</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2010/03/individualidades-%e2%80%9cmadrilenas%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2010/03/individualidades-%e2%80%9cmadrilenas%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 15:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3384</guid>
		<description><![CDATA[Após todos os encontros desta semana europeia, de entre todos os resultados que se registaram, uns mais inesperados que outros, há um facto que sobressai claramente: as duas equipas da capital espanhola que participavam nas provas europeias apresentavam mais um conjunto de individualidades do que uma verdadeira equipa. Embora com características distintas, Real e Atlético [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após todos os encontros desta semana europeia, de entre todos os resultados que se registaram, uns mais inesperados que outros, há um facto que sobressai claramente: as duas equipas da capital espanhola que participavam nas provas europeias apresentavam mais um conjunto de individualidades do que uma verdadeira equipa. Embora com características distintas, Real e Atlético denotaram nos seus respectivos jogos estarem dependentes em demasia de alguns elementos nas suas equipas, onde mecanismos e processos de conjunto revelam ausência de rotina e entrosamento, demonstrando níveis insuficientes para equipas que competem anualmente em provas da UEFA.</p>
<p>Começando pelo Atlético de Madrid, sem discutir as fraquezas da equipa em termos do seu plantel, é de realçar a inoperância evidenciada pelos seus dois médios-centro no jogo a contar para a Liga Europa contra o Sporting. Num sistema de 4-4-2 clássico e linear desenhado por Quique Flores, pressupõe-se que o duplo-pivot formado no meio campo seja capaz de acompanhar os restantes sectores na equipa quer nos momentos defensivos quer naqueles em que a equipa se encontra em ataque rápido ou continuado. E várias lacunas saltam à vista em ambos os momentos. Na transição ofensiva rápida ou em movimentos de contra-ataque, verificou-se uma grande tendência em colocar prontamente bolas nas laterais para os extremos (Reyes ou Simão, depois Salvio), ou directamente num dos avançados (Aguero ou Forlán) para que estes retessem a bola esperando a aproximação de apoios. O problema consistiu na constante demora destes em chegar rapidamente para dar esse apoio, ou, para ganhar eventuais segundas-bolas. Os ataques dos colchoneros basearam-se sobretudo nos raides de Reyes ou na inspiração de Aguero. Se porventura a bola não chegava a um destes jogadores, as acções da equipa resumiam-se a tentar manter a posse de bola, sem revelar qualquer dinamismo ou processos e movimentos estudados.</p>
<p>Parece faltar à equipa um médio box-to-box, com visão de jogo, sentido táctico, mais pulmão e técnica de modo a ser como um pêndulo para a equipa, para ser um ponto de referência no meio campo quando a equipa tem a posse de bola, para no passe mudar o flanco de jogo ou as áreas do campo onde incidir nas acções atacantes. Daí talvez a importância que se deu à impossibilidade de Tiago poder jogar. Por exemplo, por diversas vezes durante o encontro com o Sporting se viu Reyes a fazer passes de um flanco ao outro, ou a tentar encontrar outros jogadores em zonas menos congestionadas do campo. Tal deveu-se à falta de apoio dos médios centro – Paulo Assunção e Raul Garcia, &#8211; que muitas vezes se encontravam posicionados em linha ou demasiado no seu meio-campo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3386 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/03/real-madrid-lyon-cissokho-raul.jpg" alt="Cissokho e Raul" width="280" height="186" align="left" title="Individualidades “Madrileñas”" />No caso do Real Madrid, a dependência nas suas individualidades não é tão evidente pois a qualidade dos seus jogadores é muito mais elevada comparativamente aos seus rivais da cidade, em todos os sectores da equipa. Tal permite “disfarçar” até certo ponto a ausência de mecanismos bem trabalhados e entrosados, particularmente quando defrontam equipas com um nível mais elevado, como se viu esta época contra o AC Milan, Barcelona, Sevilha e agora contra o Lyon. Ao ser alvo de uma pressão mais alta ou ao jogar contra um meio-campo adversário mais povoado, a equipa revela uma incapacidade para sair a jogar com uma troca de passes curtos ou para se libertar de situações de inferioridade numérica. Nesses jogos, por vezes sobressai o trio Káká – Higuain – Cristiano Ronaldo, se a bola lhes chegar em condições, pois a sua qualidade individual intercalada permite muitas vezes decidir ou virar o resultados de uma partida. Repare-se no jogo contra o Sevilha: dois grandes golos de Higuain, mas sem uma grande exibição da equipa, apenas um grande espírito de luta e vontade em virar um resultado de desvantagem.</p>
<p>Esta incapacidade  da equipa nota-se ainda mais quando está ausente da equipa o jogador que, apesar de algo lento, detém melhor qualidade de passe e capacidade de gerir os ritmos de jogo: Xabi Alonso. Contudo, a capacidade mais importante do centrocampista espanhol é o seu passe longo, pois é por esta via que a equipa tem de recorrer quando se vê apertada no seu meio-campo ou incapaz de sair a jogar. Contra o Lyon, com Xabi Alonso lesionado, coube a Guti ocupar a sua posição, e as deficiências da equipa ficaram por demais evidentes. Apesar de possuir uma grande visão de jogo, a frescura física e sentido posicional a defender e atacar permitiram à equipa francesa anular facilmente os seus movimentos e os de Diarra, anulando assim os principais elementos que poderiam direccionar bolas para os desequilibradores da equipa. Como tal, os lances de destaque dos merengues resumiram-se aos falhanços de Higuain e aos raides de Cristiano Ronaldo, nada mais.</p>
<p>Guti disse, após a eliminação da Champions que o Real Madrid não sabe jogar os grandes jogos e que a equipa não podia lutar como se não fosse uma equipa. Uma das referências do clube parece já ter entendido o que se passa com a equipa, resta saber se os restantes jogadores e Manuel Pellegrini querem depositar os esforços pela conquista da Liga na soma das individualidades da equipa. Para os lados do Atlético de Madrid, a recente melhoria de resultados e classificação no campeonato (10º), parece ser o suficiente para evitar que se gerem mais indícios de descontentamento pela óbvia dependência da equipa nas suas estrelas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2010/03/individualidades-%e2%80%9cmadrilenas%e2%80%9d/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A transfiguração do Sporting</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2010/03/a-transfiguracao-do-sporting/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2010/03/a-transfiguracao-do-sporting/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 10:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3375</guid>
		<description><![CDATA[Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o significado deste novo momento do futebol leonino e exteriorizá-lo desta esfera de euforia e, de certo modo, alívio que tem envolvido o Sporting nos últimos tempos.</p>
<p>Apesar de ser louvável o actual momento do Sporting, é fulcral ter em conta que esta “viragem”  é baseada unicamente em duas partidas, ambas disputadas em casa: 3-0 ao Everton, decidindo a passagem à fase seguinte da Liga Europa, e igual resultado contra o FC Porto, a contar para a Liga Portuguesa. Não é aqui pretendido retirar qualquer mérito aos jogadores e equipa técnica, mas a solução do que vinha sendo veiculado como uma crise não pode, nem deve, ser tida como resolvida apenas pelo súbito aumento de qualidade que estes dois jogos vieram representar. A importância de ambos os confrontos era enorme no contexto do futebol leonino, sendo que a equipa soube crescer proporcionalmente aquilo que lhe era exigido, mas será isto finalmente fruto do trabalho tantas vezes destacado por Carlos Carvalhal, ou apenas uma subida geral de forma dos jogadores face às necessidades que estas partidas apresentavam?</p>
<p><img class="attachment wp-att-3378 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top:5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/03/pedro-mendes-falcao.jpg" alt="Porto x Sporting" width="280" height="207" align="left" title="A transfiguração do Sporting" />Em termos de futebol praticado, antes de se destacarem princípios de jogo e mecanismos tácticos mais consolidados e interiorizados, notou-se maioritariamente a subida de forma de vários jogadores da equipa titular. Pedro Mendes parece ter-se adaptado à equipa e alcançado novamente um ritmo competitivo sustentado depois da lesão que contraiu ainda ao serviço do Glasgow Rangers, sendo um jogador experiente e que aparenta ser uma nova voz de comando no meio-campo. Completa com Miguel Veloso um duplo-pivot, ao seu lado no 4-2-3-1 de Carvalhal, agora na posição onde rende mais e onde a equipa usufrui mais da sua qualidade de passe, capacidade de pautar os ritmos de jogo e condução de bola, podendo chegar a zonas frontais no último terço do campo que lhe permitam finalizar jogadas ou tirar partido de segundas-bolas. Marat Izmailov na direita evidencia novamente a consistência e solidez que lhe são reconhecidas, enquanto que na esquerda Yannick Djaló parece ser a solução para esticar a equipa no terreno de jogo e proporcionar soluções de passe nas alas, conferindo à equipa um carácter de irreverência, técnica e imprevisibilidade mas, acima de tudo, velocidade na condução de jogo, algoque Simon Vukcevic não tem vindo a conseguir esta época.</p>
<p>Quanto ao capitão João Moutinho, actuando agora como médio ofensivo de apoio a Liedson, revelou maior dinamismo nas suas movimentações, percorrendo livremente o campo, sendo ela a principal referência nos momentos de criar triangulações e tabelas em zonas mais avançadas do terreno. É agora, a par de Liedson, a primeira unidade de contenção defensiva da equipa, ao invés de se preocupar com marcações e coberturas quando actuava mais recuado no terreno, estando portanto mais solto nos momentos em que a equipa recupera a bola e tem que se lançar para o ataque. Em termos defensivos, de destacar a estabilização de Leandro Grimi, que exibiu segurança posicional e concentração semelhantes aos níveis que havia apresentado nos primeiros seis meses em que esteve ao serviço do Sporting após a sua vinda do AC Milan, o que, aliado à subida de formas dos restantes companheiros de sector, parece ter conferido alguma estabilidade defensiva à equipa, que não sofreu golos neste últimos dois encontros.</p>
<p>Aliado a esta melhoria individualizada dos jogadores leoninos, os processos de jogo parecem estar finalmente assimilados e a acontecer em jogo mais naturalmente, notável principalmente nos momentos em que a equipa se vê pressionada com bola  ou quando exerce pressão à saída do meio-campo adversário. Outro aspecto evidente foi a subida dos indíces de qualidade de passe, bastante evidentes principalmente no encontro com o Everton.</p>
<p>Resta agora esperar pelos próximos jogos e observar a reacção da equipa em encontros onde, previsivelmente, a motivação será menor, e onde a pressão será igualmente não tão elevada, embora a equipa saiba que após estes dois jogos, os adeptos esperam uma continuidade estável da qualidade exibicional e dos resultados. Terão sido estes resultados um acaso nesta época do Sporting? Cabe à equipa continuar a provar que eles foram um ponto de viragem.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2010/03/a-transfiguracao-do-sporting/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Porque não se impõe Nani em Manchester?</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2010/02/porque-nao-se-impoe-nani-em-manchester/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2010/02/porque-nao-se-impoe-nani-em-manchester/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 14:47:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3367</guid>
		<description><![CDATA[Alguns de nós vimos ou ouvimos falar da estrondosa forma de Nani no Manchester United. Uma rara estrondosa fase de Nani. Desde que se encontra na terras de sua majestade, fez talvez dois, três bons jogos por ano, número que é significativamente insuficiente para um jogador com as suas características. Mas para entendermos o actual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns de nós vimos ou ouvimos falar da estrondosa forma de Nani no Manchester United. Uma rara estrondosa fase de Nani. Desde que se encontra na terras de sua majestade, fez talvez dois, três bons jogos por ano, número que é significativamente insuficiente para um jogador com as suas características. Mas para entendermos o actual Nani temos que recuar ao Nani dos tempos de Alvalade.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3369 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/nani_manchester_united.jpg" alt="Nani" width="280" height="176" align="left" title="Porque não se impõe Nani em Manchester?" /><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1138189&amp;div_id=1488&amp;psec_id=46" target="_blank">Nani</a>, no já longínquo losango de Paulo Bento, era um interior que dava largura, profundidade e verticalidade ao jogo, partindo de zonas mais interiores. Era dos únicos, se não o único, a ter autorização de anarquizar o jogo, dando-lhe esticões. Para que se entenda melhor a sua posição em campo era um pouco de Di Maria no actual Benfica.</p>
<p>Com a partida para Manchester, Ferguson procurou nele mais um elemento para jogar bem encostado às linhas, comportando-se como um típico extremo. O problema de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1137601&amp;div_id=1488&amp;psec_id=46" target="_blank">Nani</a> é que o United é uma equipa que na maior parte do tempo joga em ataque continuado, com circulação de bola, e o Português nos jogos em que era / é chamado a participar pouco ou nada se envolve nessa circulação, não procura espaços interiores, logo pouca bola tem. Normalmente, quando o vejo jogar no United sinto-o um corpo estranho na equipa, tal como o Coreano Park, que disfarça pela sua disponibilidade para as tarefas colectivas defensivas.</p>
<p>Nos chamados jogos grandes fora de casa, pela experiência grande que tem, o United aprendeu a sofrer, a ter de repartir mais a posse de bola com o adversário, e se tiver que jogar sem ela, também o faz com algum conforto. É neste tipo de jogo que actualmente Nani e curiosamente Park se sentem mais confortáveis no Manchester, quando a equipa joga longe da baliza da equipa adversária e após a recuperação de bola, tem espaço nas costas da defesa, para com e sem bola, se lançarem embalados em correria loucas, tirando adversários da frente. Foi assim o grandioso jogo de <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/46165-nani-nunca-pensei-em-desistir-e-voltar-portugal" target="_blank">Nani</a>, recentemente, no Emirates.</p>
<p>Porém, penso que Ferguson não manterá jogadores no plantel com o qual possa contar só para determinados jogos. Afinal de contas, são muito poucos os jogos por ano em que os Red Devils se deixem aparentemente dominar. Se no passado o tempo corria a favor do ex-leão, parece-me que actualmente já não. É urgente <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1422100" target="_blank">Nani </a>se afirmar em definitivo com peça importante do United, é urgente que não faça apenas e só 3/4 bons jogos por ano, é urgente que desequilibre mais em ataque continuado, é urgente que dê uma outra dimensão ao seu futebol. Assim, teremos mais Nani para o United, mas também para a equipa das quinas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2010/02/porque-nao-se-impoe-nani-em-manchester/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A nova identidade do meio-campo portista</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2010/02/a-nova-identidade-do-meio-campo-portista/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2010/02/a-nova-identidade-do-meio-campo-portista/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3356</guid>
		<description><![CDATA[O Porto mudou com a entrada de Ruben Micael&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421009" target="_blank">Porto</a> mudou com a entrada de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/ruben-micael-sporting-fc-porto-porto-classico-taca-de-portugal/1136328-1304.html" target="_blank">Ruben Micael</a>&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse de placa giratória, fazendo circular o esférico e sem necessidade de carteiros.</p>
<p>Nisso reside a especificidade da interpretação do futebol moderno, algo que distingue as grandes equipas das não tão grandes. Olhamos o Barcelona, um exemplo supremo de posse em progressão; toques curtos, mas sempre com destino ao golo. Vislumbramos a colocação do tridente medular; Xavi, Iniesta e Touré fazem a bola correr mais do que eles correm!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3359 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/porto-sporting-falcao.jpg" alt="Porto X Sporting" width="280" height="204" align="left" title="A nova identidade do meio campo portista" />Nesse imenso carrossel, há quase uma obrigação de os laterais se movimentarem para receberem o esférico numa zona mais recuada de construção, permitindo que ganhem a necessária embalagem para apoiarem os homens que fazem de extremos&#8230; e esse é um dos princípios basilares do sistema e a razão do engrandecimento de forma de homens como <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421447" target="_blank">Álvaro Pereira</a>, no Porto.</p>
<p>Com Ruben, o meio campo ganhou equilíbrio. Mesmo órfão de Meireles, conseguiu o que o internacional português este ano não houvera conseguido. Graças à sua melhor condição física &#8211; algo que o antigo jogador do Boavista, por estranho que pareça, ainda não aprimorou &#8211; consegue ser o elo que Lucho sempre foi, a âncora que se torna em mais uma unidade defensiva mas um temível municiador atacante&#8230; e isso tem feito toda a diferença!</p>
<p>E aí se entende como os jogadores do Porto, no fim do jogo para a Taça de Portugal, tendo corrido na sua totalidade menos quase seis quilómetros que os do Sporting, jogaram mais&#8230; muito mais! Com alguém que chega com maior facilidade ao seu lado, ou, que pelo menos, consegue endossar a bola bem redondinha, até Belluschi está outro jogador. Aquela indesejada posição de interior começa a fazer sentido, pois com o apoio dos laterais, com as maiores soluções de passe para o outro interior e com a resolução óbvia de colocar nos extremos, os carteiros parecem que, passe a metáfora, este é o tempo dos telemóveis e dos emails&#8230; que não a carta já não é mais entregue à mão, mas que, electronicamente ela chegará mais eficazmente!</p>
<p>Guardiola percebeu isso a época passada. <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421011" target="_blank">Jesualdo</a>, com esta peça do puzzle de nome Ruben Micael, parece igualmente ter compreendido qual é o rumo a tomar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2010/02/a-nova-identidade-do-meio-campo-portista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mariga, o reforço queniano de José Mourinho</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2010/02/mariga-o-reforco-queniano-de-jose-mourinho/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2010/02/mariga-o-reforco-queniano-de-jose-mourinho/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 12:55:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3346</guid>
		<description><![CDATA[Mourinho pretendia um médio para suprir a venda de Patrick Vieira ao City… tentou Veloso por empréstimo e levou uma óbvia nega do Sporting; fez Manuel Fernandes viajar até Milão para, surpreendentemente, chumbar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mourinho pretendia um médio para suprir a venda de Patrick Vieira ao City&#8230; tentou Veloso por empréstimo e levou uma óbvia nega do Sporting; fez Manuel Fernandes viajar até Milão para, surpreendentemente, chumbar nos exames médicos; mas nas últimas horas surpreendeu meio mundo ao reforçar-se com um queniano&#8230; não, não é para a equipa de atletismo, mas sim um verdadeiro valor acrescentado para o meio campo nerazurri. O seu nome é McDonald Mariga e encantava no meio campo do Parma, onde controlava a área como quem controla a imensidão da savana africana, onde corria como os seus compatriotas o fazem nas planícies, com o sonho de um qualquer observador provindo de Nairobi os tornar uma estrela no mundo do atletismo!</p>
<p>Nascido em 1987, haveria de se revelar no Kamukunji High School Golden Boys, jogando ao lado do outro nome mais conhecido da actualidade do futebol queniano, o ponta de lança Dennis Oliech que actualmente joga nos franceses do Auxerre. Após dois títulos nacionais, mais propriamente em 2002 e 2003, partiria à aventura&#8230; da tórrida e inóspita Nairobi até à glaciar e cosmopolita Suécia foi um passo, um curto passo!</p>
<p>Mas não se pense que o longilíneo (1,88m) queniano teve como destino um clube fadado a uma qualquer presença na Champions. Não, ele foi aterrar ao terceiro escalão sueco, aos desconhecidos Enkopings SK. Aí, todo o seu potencial físico e técnico refulgiu! Usando uma expressão corrente, poderemos dizer que no meio-campo era tudo dele e ninguém passava.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3350 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/McDonald-Mariga-2.jpg" alt="McDonald Mariga" width="280" height="195" align="left" title="Mariga, o reforço queniano de José Mourinho" />Com tamanho impacto físico ao qual se aliava o seu carácter exótico, haveria de ter a publicidade necessária para dar mais um passo em frente na carreira. Assim, assinaria pelo Helsingborgs, um dos melhores clubes suecos, chegando mesmo a ser companheiro de equipa da lenda de seu nome Henrik Larsson. Num campeonato em que a vertente física é o vector essencial, com o seu imenso pulmão tornou-se peça chave de uma equipa que ambicionava os títulos&#8230; num campeonato em que a técnica por vezes é olvidada, fez-se notado pelo seu reportório que lhe permitia, também, apoiar os avançados.</p>
<p>Harry Redknapp, na altura boss do Portsmouth lançou-lhe o canto da sereia. Porém, questões com a sua autorização de trabalho obstaram a que se transferisse para a Premier League, já que além do Quénia não se encontrar numa posição respeitável do Ranking FIFA, McDonald não tinha os 75% de jogos efectuados pela sua selecção na época em curso e necessários para o departamento responsável dar o aval à transferência.</p>
<p>Já que Inglaterra se afigurava como um Kilimanjaro inultrapassável, outro sonho começou a tomar conta de si: o maravilhoso mundo do Calcio. Chegaria a Parma em 2007, por essas alturas um colosso em decomposição. O escândalo da falência da Parmalat abalara e de que maneira e o clube haveria de descer à Série B. Ainda assim, na época de adaptação ao futebol italiano e ao seu tradicional tacticismo, realizou dezoito jogos e deixou boa imagem!</p>
<p>No ano seguinte, no segundo escalão transalpino, faria trinta e cinco jogos, apontaria três golos e seria a cabeça de cartaz de um clube parmesão de volta aos principais palcos italianos. Daria seguimento a essa espiral de sucesso, sendo a pedra base, enquanto não se lesionou, de uma equipa que este ano sob o comando de Guidolin &#8211; um guru dos meandros do futebol italiano &#8211; tem feito uma carreira bem agradável.</p>
<p>Surgiu agora ligado a uma transferência para o Manchester City. Mancini conhece-o bem e sabia com quem contar. Porém, novamente, o fantasma da autorização de trabalho abortou o sonho&#8230; sabendo disso e sagaz como sempre, após perder Veloso e Fernandes, Mourinho não hesitou. Enviou para Parma o jovem francês Jonathan Biabiany e emprestou o chileno Luis Jimenez após a fracassada aventura deste no West Ham, e garantiu um dos mais promissores médios da actualidade&#8230; que, apesar, do exotismo, compreende todos os cânones do Calcio.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2010/02/mariga-o-reforco-queniano-de-jose-mourinho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Robinho &#8211; Yes, he can!</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2010/01/robinho-yes-he-can/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2010/01/robinho-yes-he-can/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 20:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3339</guid>
		<description><![CDATA[Robinho está de volta ao Santos, após quase cinco anos na Europa, com o estigma do fracasso. Afinal, para quem assegurava que seria o melhor jogador do mundo, as passagens sem brilho por Real Madrid e Manchester City, apesar dos dois títulos nacionais no time merengue, foram decepcionantes e deixaram a sensação de que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Robinho está de volta ao Santos, após quase cinco anos na Europa, com o estigma do fracasso. Afinal, para quem assegurava que seria o melhor jogador do mundo, as passagens sem brilho por Real Madrid e Manchester City, apesar dos dois títulos nacionais no time merengue, foram decepcionantes e deixaram a sensação de que o ex-menino da Vila exagerara em suas pretensões quando saiu do Brasil.</p>
<p>Mais do que isso, a postura pouco profissional e a forma descompromissada com que conduziu sua carreira “queimaram” sua imagem, a ponto da tão sonhada transferência para o Barcelona ter sido brecada, segundo fontes de dentro do clube, por Xavi e Puyol, líderes do elenco blaugrana, que não queriam um jogador problemático e de altíssimo salário para conturbar o ambiente.</p>
<p>O cenário, inegavelmente, não é dos mais animadores. No entanto, por mais paradoxal que possa parecer, é neste período de ocaso na carreira que o brasileiro tem as maiores chances de pegar um “atalho” e chegar ao topo do planeta bola faturando os principais prêmios individuais.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3340 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/01/robinho-volta-santos.jpg" alt="Robinho, Santos" width="291" height="218" align="left" title="Robinho   Yes, he can!" />Pode parecer loucura deste que escreve, mas a linha de raciocínio tem a sua lógica. Vejamos:</p>
<p>Jogando regularmente e contando com o carinho de todos no clube que o revelou e ainda o tem como ídolo pelos títulos brasileiros de 2002 e 2004, o atacante pode ganhar a motivação que vinha faltando nos últimos tempos. E considerando o ritmo cadenciado e o nível técnico mais modesto do futebol jogado no Brasil, suas chances de se destacar são enormes.</p>
<p>Em forma e com ritmo de jogo, certamente Dunga não vai deixá-lo de fora da lista para o Mundial e, muito provavelmente, ele será o titular. Nos jogos, a tendência é que seja menos marcado do que Kaká e Luís Fabiano, os jogadores que fazem a diferença em equipe bem montada, mas que sofre em muitas partidas pelo estilo previsível, baseado em jogadas de bola parada e contragolpes. Robinho pode dar o “toque brasileiro”, com sua capacidade de improviso e habilidade acima da média, e desmontar os fortes esquemas defensivos que o time canarinho enfrentará.</p>
<p>Além disso, Robinho vai à África do Sul “mordido” pelas críticas (a grande maioria bem justas) e tentará esfregar seu talento e capacidade de superação no rosto de seus detratores. Neste cenário, atletas costumam tirar forças do fundo da alma para vencer e dar a volta na própria história. Além disso, ele chegará menos cansado, sem o esgotamento da cada vez mais estafante temporada europeia, já que não vinha atuando regularmente pelo City e passará por um período de recondicionamento no Santos.</p>
<p>Por fim, o seu grande trunfo: ano de Mundial é especialíssimo. Qualquer jogador, em sete jogos, pode se eternizar se arrebentar pelo time campeão. E as últimas premiações deixaram claro que o melhor da Copa, independente do desempenho no clube, é sempre o destaque do ano.</p>
<p>Aí está a chance de Robinho. Com 26 anos, pode-se dizer que efetivamente é sua última oportunidade. Um brilho efêmero, mas no momento certo, pode driblar a dura realidade e realizar o sonho que parecia inatingível.</p>
<p>A receita? Deixar de lado o agito da vida noturna, se concentrar no trabalho até Junho, exigir menos regalias em Santos e, principalmente, acreditar que tudo que foi descrito acima não é apenas um devaneio deste colunista.</p>
<p>Sim, você pode, Robinho!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2010/01/robinho-yes-he-can/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diego, um artista incompreendido</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2010/01/diego-um-artista-incompreendido/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2010/01/diego-um-artista-incompreendido/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 16:13:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3332</guid>
		<description><![CDATA[Vida difícil a de Diego, no exigente mundo do calcio. Efectivamente, o playmaker canarinho tem encontrado dificuldades para se impor no complicado mundo das amarras tácticas que tolhem os jogadores, no mundo transalpino.
Esta temporada, Diego tem sido o espelho da Vecchia Signora&#8230; um início forte, em que o estratega além de alimentar a vontade goleadora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vida difícil a de Diego, no exigente mundo do calcio. Efectivamente, o playmaker canarinho tem encontrado dificuldades para se impor no complicado mundo das amarras tácticas que tolhem os jogadores, no mundo transalpino.</p>
<p>Esta temporada, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/italia/zidane-diego-juventus/1133354-1489.html" target="_blank">Diego</a> tem sido o espelho da Vecchia Signora&#8230; um início forte, em que o estratega além de alimentar a vontade goleadora de Trezeguet, Iaquinta, ou Del Piero, também marcava golos, para posteriormente tornar-se mais um símbolo do ocaso bianconeri. Poder-se-à alvitrar que tal se deveu ao choque nas competições europeias, e que esse embate estará a comprometer toda uma época. Na verdade, este ano os homens de Turim acreditavam ser possível chegar longe na Champions e o grupo potenciava esse sonho&#8230; porém, além das dificuldades, já consabidas, que foram causadas pelo Bayern, um surpreendente Bordeaux estragou umas contas que se anteviam acessíveis&#8230; e a partir daí tudo correu mal!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2670 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/diego-juventus.jpg" alt="Diego" width="300" height="210" align="left" title="Diego, um artista incompreendido" />Aliado a esses factores, o brasileiro não se encontra, ainda, preparado para arcar como todas as responsabilidades de construção no jogo juventino, e neste momento, assemelha-se a Rhodes a carregar o globo terrestre sobre os seus ombros!</p>
<p>Felipe Melo tem sido uma desilusão, quase ganhando o Bidão de Ouro. Tiago, por desempenhos similares ao brasileiro, partiu sem honra nem glória. Sissoko é um mero destruidor, que ainda para mais teve a CAN no presente ano. Poulsen, não obstante a sua generosidade, nunca há-de ser um suporte para as tarefas de construção. Marchisio, apesar do talento, é um jovem ainda à procura do seu espaço, o mesmo sucedendo com o rato atómico Giovinco, que não obstante todo o talento e a velocidade ainda carece de efectividade e regularidade!</p>
<p>Com tantos problemas na zona central, seria óbvio que o brasileiro não poderia resolver as partidas&#8230; nem sentir-se seguro para criar os desequilíbrios que criava no Santos, ao lado de Robinho, ou no Bremen! E, agora, lembremo-nos do sucedido no Porto, onde em iguais momentos de instabilidade, o génio se eclipsou. Desapareceu nas mordaças de um resultadismo latente, e vislumbramos o jogador agrilhoado a uma faixa esquerda que não podia dar-lhe a alegria que precisava. Saído para a Alemanha, onde encontrou uma equipa formada que mesmo sem ser das mais fortes do campeonato respirava estabilidade e possuía uma estrutura montada para receber um playmaker de refinado quilate, voltou a ser determinante com golos e muitas assistências.</p>
<p>Agora, jamais lhe peçam para ser ele a resgatar a equipa das profundezas do abismo&#8230; isso não será tarefa de um homem que joga, apenas, no último terço do campo, necessitando, acima de tudo, estar suportado por uma retaguarda forte para poder explanar o seu jogo tranquilamente. Pois caso contrário, o génio regressará timidamente à lamparina e a banalidade será dominante!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2010/01/diego-um-artista-incompreendido/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A importância do Futebol do Barcelona como exemplo de formação</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2010/01/a-importancia-do-futebol-do-barcelona-como-exemplo-de-formacao/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2010/01/a-importancia-do-futebol-do-barcelona-como-exemplo-de-formacao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 14:50:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3318</guid>
		<description><![CDATA[É quase consensual, que o futebol praticado pelo F. C. Barcelona nesta ultima época e meia, é o mais espectacular e eficaz da actualidade. Como treinador de escalões de formação, pego em muitos exemplos que]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É quase consensual, que o futebol praticado pelo F. C. Barcelona nesta ultima época e meia, é o mais espectacular e eficaz da actualidade.</p>
<p>Como treinador de escalões de formação, pego em muitos exemplos que acontecem nos jogos, que hoje em grande parte são televisionados, para uma melhor explicação, exemplificação e entendimento do jogo por parte dos “Petits”.</p>
<p>Ora se o grande objectivo do jogo é chegar ao golo, o Barcelona é hoje em dia um bom exemplo, pelas diferentes formas como consegue produzir futebol ofensivo, individual e colectivamente tendo como fim esse mesmo objectivo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3319 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/01/iniesta-messi.jpg" alt="Iniesta, Messi, Barcelona" width="280" height="200" align="left" title="A importância do Futebol do Barcelona como exemplo de formação" />Desde cedo, nós treinadores / formadores, tentamos trabalhar entre outros aspectos o aperfeiçoamento da recepção, passe e desmarcação, do aspecto do drible e da criatividade, da utilização da velocidade de pensamento, reacção e de execução, da procura da largura do campo, como forma de chegar à profundidade. Tentamos incutir aquilo que chamamos princípios básicos do jogo.</p>
<p>Tudo isto tem ou tem tido o Barcelona de Guardiola. Por isso mesmo, é hoje, se não a equipa mais importante, das mais importantes como referência explicativa e exemplificativa para os mais jovens que sonham ser um dia jogadores de futebol.</p>
<p>A qualidade de recepção de bola demonstrada por grande parte dos seus atletas, a capacidade de passe curto em busca de progressão no campo, através de tabelas sucessivas em espaço curto, com a alternância de passe longo procurando variar o chamado centro do jogo, a capacidade de drible nos confrontos de 1-1 ou 1-2 (2 defensores) com os seus opositores directos, as desmarcações nos espaços vazios, tudo isto aliado a velocidade com que pensam e executam faz deste Barcelona um exemplo maior do que é o futebol moderno.</p>
<p>Se nós no campo tentamos incentivar e motivar os nossos jovens para a aprendizagem, actualmente são Messi, Xavi, Iniesta, Ibra, Henry, Puyol, Daniel Alves, Pedro, Keita, Piqué, os melhores professores que se podem encontrar como equipa, porque semanalmente dão verdadeiras aulas exemplificativas de bom futebol, de sentido colectivo, sentido táctico, recorrendo-se das suas características.</p>
<p>Se o futebol saiu das ruas, onde a aprendizagem e a execução do jogo era instintiva e natural, com pouco entendimento do mesmo, passa agora para as chamadas Escolas de Futebol (até as próprias escolas primárias começam a ter as suas) onde esse lado instintivo e natural passa a ser estruturado e orientado para o entendimento do jogo. É excelente que consigamos utilizar exemplos individuais, postos ao serviço de um grande colectivo, como é a equipa do Barça, daí a sua importância como exemplo prático de formação.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2010/01/a-importancia-do-futebol-do-barcelona-como-exemplo-de-formacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>2009: Um ano para a Argentina esquecer</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/12/argentina-um-ano-para-ser-esquecido/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2009/12/argentina-um-ano-para-ser-esquecido/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 17:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3310</guid>
		<description><![CDATA[A Argentina só tem a comemorar com o término de 2009. Não por seus feitos, pois não houve nada memorável e digno de comemoração, mas sim pelos fiascos. Ou seja, este é um ano a ser esquecido, ou melhor, sempre lembrado e nunca repetido. E isso pode ser refletido em todas as categorias da seleção, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Argentina só tem a comemorar com o término de 2009. Não por seus feitos, pois não houve nada memorável e digno de comemoração, mas sim pelos fiascos. Ou seja, este é um ano a ser esquecido, ou melhor, sempre lembrado e nunca repetido. E isso pode ser refletido em todas as categorias da seleção, além de também fazer parte dos grandes clubes locais.</p>
<p>As categorias inferiores da seleção Albiceleste sempre foram motivos de orgulho, pois além de constantemente revelarem bons nomes, conquistavam bastantes títulos. Assim como a seleção principal despertava respeito aos adversários. Mas, isso passou. Ao menos não aconteceu neste ano. Entre desclassificações precoces e não classificações, as categorias “sub’s” repetiram a fraca campanha da seleção principal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2014 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/argentina_team.jpg" alt="2009: Um ano para a Argentina esquecer" width="290" height="189" align="left" title="2009: Um ano para a Argentina esquecer" />A seleção Sub-15, que disputou o Sul-Americano da categoria, na Bolívia, terminou o torneio com quatro pontos em quatro partidas, foi desclassificada e nem ao menos passou às fases finais da competição. Já a seleção Sub-17 foi desclassificada frente à seleção colombiana, por 3 a 2, nas oitavas-de-finais do Mundial da Nigéria. E não conseguiu trazer a única taça que falta na galeria da AFA.</p>
<p>Por sua vez, a Sub-20, a maior vencedora da competição, com seis títulos, não conseguiu nem ao menos se classificar para o mundial deste ano, disputado no Egito.</p>
<p>Já a principal, entre resultados negativos e, até considerados normais, a grandes vexames como a goleada sofrida na altitude de La Paz, diante da Bolívia por 6 a 1. Tendo em vista, que todos os possíveis efeitos da altitude foram ignorados e até ridicularizados quando o próprio selecionador argentino fez propaganda em prol da pratica de esportes na altitude.</p>
<p>Fora tal feito, como citado houve também resultados negativos que poderiam ser considerados comuns se não fosse o fraco desempenho, como a derrota para o Brasil, por 3 a 1, em Rosário, depois de todo circo armado por Dieguito, além da derrota por 2 a 1, para a Espanha. E até a derrota para a seleção paraguaia, por 1 a 0, em Assunção.</p>
<p>Além da derrota por 2 a 0, para o Equador e por final, a derrota por 4 a 2, frente ao selecionado Catalão, foram suficientes para coroar está trágica campanha da Albiceleste, que por muito pouco não fica de fora do Mundial da África do Sul 2010.</p>
<p>A Seleção somou seis derrotas em 14 jogos, no ano. Porém pode-se dizer que não só o retrospecto deixa bastante à desejar, mas as brigas internas entre o corpo técnico, o mau futebol apresentado, por essa, que para muitos era a grande geração, aliado ao medíocre treinador, que foi a cereja no bolo desta fraca argentina.</p>
<p>Quanto aos clubes, os tradicionais e eternos rivais –Boca Juniors e River Plate- que já haviam feitos campanhas pífias no Clausura 2009, repetiram o feito no Apertura 2009, não chegaram nem perto da disputa pelo título e menos ainda da classificação para a Copa Libertadores 2010.</p>
<p>Diante deste panorama pouco pode-se esperar para a Copa do Mundial 2010, certo? Talvez. Nada é  animador, nem mesmo o único orgulho que o povo argentino teve neste ano, a consagração de Lionel Messi, como o melhor jogador do mundo pela FIFA. O primeiro hermano a receber tal honraria. Mas como disse, nem isto dar um alento, pois La Pulga, por diversos fatores que não vem ao caso agora, não consegue repetir as grandes apresentações que promove pelo Barcelona. Porém, a exemplo, as seleções canarinhas de 70 e 94 chegaram à Copa desacreditadas e ergueram a taça.</p>
<p>&#8230; E que os deméritos de 2009 não se repitam em 2010.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2009/12/argentina-um-ano-para-ser-esquecido/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Povo no Poder</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/12/o-povo-no-poder/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2009/12/o-povo-no-poder/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 12:47:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3305</guid>
		<description><![CDATA[2009 foi o ano em que os times mais populares do Brasil dominaram o cenário futebolístico do país com autoridade e fizeram a festa de suas imensas torcidas com títulos e ótimas performances. Comandados pelos repatriados Adriano e Ronaldo, Flamengo e Corinthians protagonizaram os principais torneios nacionais e ainda levaram as taças regionais para suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>2009 foi o ano em que os times mais populares do Brasil dominaram o cenário futebolístico do país com autoridade e fizeram a festa de suas imensas torcidas com títulos e ótimas performances. Comandados pelos repatriados Adriano e Ronaldo, Flamengo e Corinthians protagonizaram os principais torneios nacionais e ainda levaram as taças regionais para suas repletas salas de troféus.</p>
<p>O primeiro semestre foi perfeito para os corintianos. A partir da entrada de Ronaldo, o principal reforço da temporada, no empate em 1 a 1 contra o Palmeiras, o alvinegro paulista, com a base do time que foi campeão da segunda divisão no ano anterior, se acertou atuando no 4-2-3-1 que deu liberdade ao Fenômeno e fluência às ações ofensivas sem comprometer o sistema defensivo e atropelou seus adversários no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil faturando as duas taças com direito a golaços de Ronaldo nas finais contra Santos e Internacional. As estratégias de marketing e as contratações pontuais foram cirúrgicas e o Corinthians sobrou em terras brasileiras.</p>
<p>Porém, na segunda metade do ano, a desmotivação pelas poucas aspirações no Campeonato Brasileiro, já que a meta de garantir vaga na Libertadores tinha sido alcançada, e, principalmente, as ausências de André Santos e Cristian, negociados ao Fenerbahçe, e Douglas, que foi jogar no Al Wasl, fizeram com que o time comandado pelo técnico Mano Menezes caísse demais de produção e fizesse uma campanha não mais que razoável na principal competição nacional. A reposição no elenco não foi à altura e a queda técnica foi vertiginosa, com o time amargando tropeços constrangedores, como na derrota em casa para o rebaixado Náutico por 3 a 2 pela 36ª rodada.</p>
<p>Já o Flamengo seguiu o caminho inverso. Apesar das desconfianças e de jogos pouco convincentes sob o comando do técnico Cuca, o time carioca superou mais uma vez o Botafogo e conquistou seu quinto tricampeonato estadual. Mas a eliminação nas quartas-de-final da Copa do Brasil para o Internacional, a aposentadoria de Fábio Luciano e a saída de Ibson minaram as forças de um elenco que já não era tão qualificado, mesmo com a chegada de Adriano em maio, e uma crise política por conta da chegada de Petkovic, o sérvio de 37 anos que retornava ao clube em um acerto para o pagamento de uma dívida trabalhista, custou o emprego de Cuca e a saída do vice-presidente de futebol Kléber Leite.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3307 alignleft" style="margin-top:3px;margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/adriano-flamengo.jpg" alt="Adriano" width="280" height="189" align="left" title="O Povo no Poder" />Com a chegada de Marcos Braz para comandar o futebol, a efetivação do auxiliar técnico Andrade como treinador e a contratação de Álvaro e Maldonado logo após a saída do atacante Emerson para o Al-Ain e a séria contusão no ombro de Kléberson em amistoso pela seleção brasileira, a equipe rubro-negra se reinventou. O time que atuou por dois anos no 3-5-2 para liberar os ofensivos alas Léo Moura e Juan foi remontado em um 4-2-3-1 que foi ensaiado num empate sem gols contra o Internacional no alagado Estádio Beira-Rio e encaixou definitivamente nas vitórias sobre os favoritos Palmeiras e São Paulo. Com Adriano, artilheiro do campeonato ao lado de Diego Tardelli com 19 gols, definindo as partidas e o redivivo Petkovic desequilibrando com a bola rolando ou parada, o Flamengo fez a melhor campanha do returno e, numa arrancada espetacular, conquistou pela sexta vez o título que não era seu desde 1992 e acabou com a hegemonia do tri/hexa São Paulo.</p>
<p>É possível dizer que o ano foi mais vermelho e preto pela conquista da hegemonia doméstica pelo 31º título estadual e a maior dificuldade do Brasileiro mais equilibrado da era dos pontos corridos. Mas também não é nenhum absurdo apontar o futebol praticado pelo alvinegro no primeiro semestre como o melhor apresentado no país ao longo da temporada. Nos duelos entre os gigantes, vantagem do Flamengo, que venceu as duas partidas. No turno, 1 a 0 com gol de Adriano e ausência de Ronaldo no Maracanã; no jogo de volta em Campinas, 2 a 0 para os rubro-negros, agora com o Fenômeno, flamenguista confesso, em campo por 25 minutos até sentir uma contusão na coxa e o Imperador de fora. Mas a pouca importância dada ao Brasileirão pelo Corinthians descaracterizou os encontros entre os principais times do país em 2009.</p>
<p>O tira-teima entre os dois grandes ídolos e goleadores fica para o ano que vem. Quem sabe num confronto épico e histórico pela Taça Libertadores? O time paulista entra na competição mais pressionado pelo centenário do clube e por ser o único gigante de São Paulo que não venceu o torneio continental, o que transforma o desejo natural numa angustiante obsessão. A responsabilidade do Flamengo também será grande, pela empolgação do torcedor e os investimentos na manutenção dos principais jogadores pela nova diretoria, agora liderada pela presidente Patrícia Amorim, a primeira mulher a comandar o clube.</p>
<p>Os desafios são enormes, mas a identificação com a massa que empurra e fascina nas arquibancadas lotadas torna tudo mais possível para quem ganha na bola e também no berro de um povo apaixonado e sempre sedento de glórias que compensem as tantas agruras do cotidiano brasileiro.</p>
<p><em>[O colunista volta em 2010. Ficam os votos de um Natal em paz e ótimo réveillon para todos. Até a volta!]</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2009/12/o-povo-no-poder/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Darron Gibson, a nova sensação do United</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/12/darron-gibson-a-nova-sensacao-do-united/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2009/12/darron-gibson-a-nova-sensacao-do-united/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 16:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3265</guid>
		<description><![CDATA[Quem teve a sorte de ver as imagens do jogo da Carling Cup entre o Manchester United e o Tottenham (1 Dez 09), certamente terá ficado rendido a um jovem médio centro mancuniano que mandou em todo o jogo red e ainda arranjou tempo para com dois balázios resolver o jogo, tornando-se o novo menino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem teve a sorte de ver as imagens do jogo da <a target="_blank" href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1107194&#038;div_id=1488&#038;psec_id=46">Carling Cup</a> entre o Manchester United e o Tottenham (1 Dez 09), certamente terá ficado rendido a um jovem médio centro mancuniano que mandou em todo o jogo red e ainda arranjou tempo para com dois balázios resolver o jogo, tornando-se o novo menino bonito de Old Trafford. Ele é Darron Gibson, um jovem de 22 anos, nascido no Ulster e que sonha, com a camisola vermelha vestida, reeditar os feitos de outro grande irlandês do norte&#8230; quiçá, o mais conhecido de todos&#8230; sim, ousamos, pese as devidas diferenças, comparar este jovem ao inimitável quinto Beatle: George Best!</p>
<p>Nascido em Derry, cedo chegou à Academia do United, a mesma forja onde foram moldados jogadores como os irmãos Neville, Paul Scholes, David Beckham, Ryan Giggs, entre tantos outros. Aí, desde cedo deu pelas vistas, não pelos seus atributos técnicos, que sendo razoáveis não seriam similares aos do grande Georgie, mas pela imensa disponibilidade física e, como se viu ontem, pelo pontapé canhão que deixa atarantado o mais prevenido dos goleiros&#8230; que o diga Gomes! Porém, não se pense que Gibbo &#8211; alcunha do jogador &#8211; só apenas em 2009-2010 apareceu nos quadros do United. Nada mais errado! A sua estreia ocorreu em 2005, também num prélio da Carling Cup contra o Barnet.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3268 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/darron-gibson-2.jpg" alt="Darron Gibson" width="280" height="175" align="left" title="Darron Gibson, a nova sensação do United" />A partir daí, tem alternado os treinos da equipa principal com jogos pela equipa de reservas, onde contracena, normalmente, com o sérvio Tosic, os gémeos Fábio e Rafael ou Macheda. A excepção a este percurso ocorreu na temporada de 2006/2007 e nos primeiros seis meses da seguinte quando foi emprestado, inicialmente, aos belgas do Antuérpia &#8211; clube satélite do United &#8211; e onde se assumiu como a pedra basilar do meio campo dos homens da Flandres&#8230; a sua influência foi tal que se tornou a principal estrela de um conjunto de jovens que, surpreendentemente, quase garantia a promoção!</p>
<p>Na época seguinte, seria o Wolverhampton a garantir os seus préstimos. Mais uma vez tornar-se-ia imprescindível, o que obrigaria ao seu retorno definitivo ao United&#8230; vinte e quatro jogos depois e tendo apontado um golo, apresentava-se em Old Trafford para treinar ao lado dos seus grandes ídolos! Aí atendendo à concorrência, não jogaria tantas vezes quantas as desejáveis para um jovem atleta da sua idade, mas mesmo assim apontaria o seu primeiro golo no Theatre of Dreams, em Janeiro de 2009, numa ronda da FA Cup contra o Southampton e alinharia em todos os jogos da edição passada da Carling Cup, partidas que os red devils venceriam, sendo por diversas vezes comparado com Michael Carrick, o tradicional dono do lugar.</p>
<p>A única ressalva que se poderá fazer foi a de ter renegado a nossa comparação inicial com Best&#8230; efectivamente, Gibson preferiu alinhar pela República da Irlanda, tendo já jogado três vezes pela selecção do trevo. Roy Keane, certamente, terá ficado contente!</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="340" height="285" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_X8tg6Bi44I&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="340" height="285" src="http://www.youtube.com/v/_X8tg6Bi44I&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Segundo golo de Gibson ao Tottenham</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2009/12/darron-gibson-a-nova-sensacao-do-united/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Brasileirão 2009: emoção e equilíbrio que confundem</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/11/brasileirao-2009-emocao-e-equilibrio-que-confundem/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2009/11/brasileirao-2009-emocao-e-equilibrio-que-confundem/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 11:05:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3248</guid>
		<description><![CDATA[Qual competição disputada na fórmula dos pontos corridos com 20 clubes é capaz de chegar à penúltima rodada com seis equipes ainda com chances matemáticas de conquistar o título e apenas uma já]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual competição disputada na fórmula dos pontos corridos com 20 clubes é capaz de chegar à penúltima rodada com seis equipes ainda com chances matemáticas de conquistar o título e apenas uma já matematicamente rebaixada?</p>
<p>O campeonato brasileiro deste ano é a resposta. Em sua edição mais equilibrada desde que houve a mudança no regulamento em 2003, a disputa é tão parelha que a diferença entre o líder São Paulo e o sexto colocado, Cruzeiro, é de apenas seis pontos. E do time mineiro para o Botafogo, o 16º e primeiro fora da zona de rebaixamento, é de míseros 12 pontos dentro de um contexto de 36 rodadas.</p>
<p>Os números são reflexo do que acontece nos gramados. A possibilidade de uma equipe na zona de rebaixamento superar o líder do campeonato de forma inapelável, como aconteceu na 29ª rodada, com o Náutico vencendo o Palmeiras por 3 a 0 em Recife e mais recentemente com o Botafogo batendo o São Paulo por 3 a 2 no Engenhão, de fato, deixa tudo muito mais emocionante e imprevisível. Mas não é garantia de espetáculo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3252 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/ronaldo-corinthians.jpg" alt="Ronaldo" width="280" height="185" align="left" title="Brasileirão 2009: emoção e equilíbrio que confundem " />Ainda que jogadores do nível de Ronaldo, Adriano, Fred, Vágner Love e Ricardinho tenham retornado ao país e feito com que suas equipes ganhassem em técnica, nenhum time conseguiu fascinar seu torcedor e as partidas memoráveis até agora, como, por exemplo, a vitória do Flamengo por 3 a 1 sobre o Atlético-MG e a virada do Fluminense para cima do Cruzeiro por 3 a 2, ambas no Mineirão, empolgaram muito mais pela intensidade e importância das partidas do que pelo brilho coletivo ou individual.</p>
<p>O próprio tricolor paulista, que está no topo da tabela, um ponto à frente do Flamengo, parece mais frágil do que nas três conquistas anteriores e, independente do que ocorra nos próximos dez dias, o vencedor será o de pior aproveitamento da era dos pontos corridos. Se o time são-paulino, hoje comandado por Ricardo Gomes, ex-Bordeaux, Monaco e PSG, vencer as partidas que lhe restam, conquistará apenas 63% dos pontos disputados.</p>
<p>Ao perceber times considerados virtualmente rebaixados, como o Fluminense, ou totalmente alijados da briga pela taça, como o Internacional, ressurgirem das cinzas e voltarem à luta, muitos torcedores, jornalistas, jogadores e treinadores se empolgam e dizem que a competição é a mais disputada e, portanto, a melhor do mundo.</p>
<p>Não é e não há como ser. Por conta do êxodo, até jogadores medianos saem do país para tentar a vida na Europa ou são seduzidos pelo dinheiro dos Emirados Árabes ou do Qatar.  De fato, a possibilidade de testemunhar um duelo entre Ronaldo, que liderou o Corinthians na conquista da Copa do Brasil, e Adriano, artilheiro absoluto com 18 gols e um dos destaques do campeonato, no Corinthians x Flamengo em Campinas na próxima rodada, indica um enorme progresso em relação a outros anos, mas a questão econômica motiva e justifica a diferença de talento: os grandes craques, no auge de suas carreiras, estão onde pagam mais e oferecem melhores condições. Não é o caso do Brasil, ainda.</p>
<p>Até porque a questão envolve um conceito que existe desde os primórdios do esporte bretão: os campeonatos devem premiar os melhores e o grande campeão e uma ou outra equipe marcante é que devem ser eternizadas. E não o “achatamento” e a insanidade de uma competição com 90% das equipes mostrando um futebol nivelado por baixo, mesmo com alguns bons destaques individuais, como Diego Tardelli do Atlético-MG, e gratas revelações, como o meia Giuliano do Internacional.</p>
<p>Por isso, o corações dos torcedores das equipes ainda lutando por algum objetivo e dos muitos apaixonados pelo futebol no país cinco vezes campeão mundial ainda vão bater forte até o dia 6 de Dezembro e jogos de tirar o fôlego virão cercados de polêmica, por conta de arbitragens infelizes e decisões sem critérios dos tribunais de justiça desportiva, e saturadas de dramaticidade.</p>
<p>Mas a tensão e a incerteza que aquecem as veias não podem embotar a visão: o campeonato que é, sim, histórico e inesquecível, definitivamente, não encanta as retinas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2009/11/brasileirao-2009-emocao-e-equilibrio-que-confundem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Piqué, a imagem do orgulho catalão</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/11/pique-a-imagem-do-orgulho-catalao/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2009/11/pique-a-imagem-do-orgulho-catalao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 11:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3241</guid>
		<description><![CDATA[A alma catalã é intrínseca à própria ipseidade da região. Projecta-se na alma dos seus habitantes, que fazem dos seus símbolos verdadeiros embaixadores de uma região que busca a autonomia, e nesses símbolos, o Barcelona tem-se destacado como o maior embaixador de uma cultura que se distingue das demais regiões castelhanas!
E, apesar da miríade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A alma catalã é intrínseca à própria ipseidade da região. Projecta-se na alma dos seus habitantes, que fazem dos seus símbolos verdadeiros embaixadores de uma região que busca a autonomia, e nesses símbolos, o Barcelona tem-se destacado como o maior embaixador de uma cultura que se distingue das demais regiões castelhanas!</p>
<p>E, apesar da miríade de nacionalidades que pululam pelos corredores dos balneários de Camp Nou, o orgulho culé reside nos catalães formados em La Masia e que anseiam afirmar-se no mundo do futebol. Actualmente, nomes como Puyol, Xavi, Busquets, Bojan Krkic demonstram o quão importante é conjugar o sentimento de uma região com a vontade de vencer&#8230; bem como o treinador Guardiola. Aliás, o antigo governador da Catalunha e grande divulgador do sentimento catalão, Jordi Pujol, sempre gostou de demonstrar esse feeling nos seus rounds diplomáticos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3243 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/spain-gerard-pique.jpg" alt="Gerard Piqué" width="280" height="193" align="left" title="Piqué, a imagem do orgulho catalão" />Todavia, entre esses catalães de boa cepa que transportam para qualquer cancha esse sentimento, há um que bem poderia encarnar a parábola do filho pródigo! Apesar de ser da cidade que, além do futebol, venera Gaudi e a Sagrada Família, ou onde os habitantes sobem até Montjuic para se embrenharem no verde e na natureza, cedo abandonou as escolas de La Masia, ou, em português A Quinta, para se deixar seduzir pelo british dream. Com efeito, Piqué, logo aos dezasseis anos teve a hipótese de migrar para a pátria do futebol&#8230; como muitos jovens do seu país, Cesc Fábregas, Fran Mérida, Álvaro Arbeloa, entre outros, arriscou a sorte! Destino: as categorias de base do Manchester United, temperadas com algumas espontâneas aparições na equipa de reservas. Já nessa altura, em 2004, fora cobiçado, também, pelo Arsenal e Liverpool, onde Benitez, se diz, ficou possesso quando perdeu a corrida pela sua contratação para os red devils.</p>
<p>Em Old Trafford, a certeza de trabalhar com um verdadeiro escultor de talentos, o homem que inventou os irmãos Neville, Beckham, Scholes, Giggs e tantos outros que ainda estão a despontar e são da geração de Piqué: Macheda, Evans entre mais alguns! Mas, porém, aquele central forte, resoluto, inexpugnável no jogo aéreo e, ainda por cima polivalente &#8211; já que podia desempenhar a função de pivot defensivo com igual assertividade &#8211; não conseguiu adaptar-se ao futebol inglês. Pese algumas, esporádicas, aparições na equipa principal mancuniana sentia imensas dificuldades em afirmar-se na equipa principal&#8230; fosse pela sua juventude, fosse pela feroz concorrência &#8211; Ferdinand, Vidic, só para citar os concorrentes de maior curriculum &#8211; a verdade é que era notório que o velho lobo Ferguson não confiava nele, chegando mesmo, na temporada de 2006/2007, a cedê-lo ao Zaragoza!</p>
<p>Aí, de regresso a solo pátrio e ao lado de nomes como Pablo Aimar, Carlos Diogo, Alberto Zapater ou Sérgio Garcia, voltou a reencontrar-se com a felicidade do jogo. Tornou-se imprescindível no centro da defesa do clube de La Rosaleda e foi um dos pilares do apuramento para a, então, Taça Uefa. Após tão concludentes indicações Ferguson não hesitaria&#8230; chamá-lo-ia novamente, mas desta feita assumindo que haveria de contar com o catalão. Contudo, ou pelas lesões ou por alguma imaturidade ainda bem latente, este cedo voltaria a perder o comboio das primeiras escolhas, sendo que no fim da época o carácter impaciente e irascível do velho escocês voltou a fazer das suas. Piqué era colocado na lista de transferíveis e pelo preço de cinco milhões de euros&#8230; uma pechincha, atendendo ao potencial esperado e, por vezes, já demonstrado, atendendo a ser internacional espanhol em todos os escalões desde os sub-15, atendendo a estar entre os melhores jogadores jovens do mundo!</p>
<p>E aí dar-se-ia a tal parábola do filho pródigo&#8230; o Barcelona, que por essas alturas apresentava o também catalão e símbolo do clube Pep Guardiola como treinador do clube, não hesitou em lançar-lhe o canto da sereia. E assim sendo, regressaria&#8230; tornando-se crucial numa equipa que na época passada fez o triplete, que teve o seu apogeu em Roma, na final da Champions, contra o United que houvera abandonado meses antes. Sendo a central ao lado do mítico leão catalão Puyol, ou então subindo no terreno e incorporando um fabuloso tridente medular em que é o vértice mais recuado, mas imbuído daqueles princípios de jogo que têm vindo a encantar a Europa: fabulosa circulação de bola, óptima capacidade de pressão e domínio de todos os momentos do jogo!</p>
<p>Assim sendo, Del Bosque ver-se-ia obrigado a contar com ele em La Roja&#8230; um jogador que ontem demonstrou toda a sua valia, ajudando a abater os nerazurri de Mourinho e lançando os blaugrana rumo às fases decisivas da competição!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2009/11/pique-a-imagem-do-orgulho-catalao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Portugal: afinal há esperança</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/11/portugal-afinal-ha-esperanca/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2009/11/portugal-afinal-ha-esperanca/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 12:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3187</guid>
		<description><![CDATA[Assumo que fui dos primeiros a duvidar das qualidades de Carlos Queirós para liderar a selecção nacional, especialmente numa fase tão importante como esta em que a equipa necessitava de uma forte remodelação na era pós-Scolari. O brasileiro envelheceu a equipa, e Queirós iniciava funções com a complicada tarefa de renovar a nossa selecção enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assumo que fui dos primeiros a duvidar das qualidades de Carlos Queirós para liderar a selecção nacional, especialmente numa fase tão importante como esta em que a equipa necessitava de uma forte remodelação na era pós-Scolari. O brasileiro envelheceu a equipa, e Queirós iniciava funções com a <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/jesualdo-ferreira-fc-porto-seleccao-carlos-queiroz/1104642-1194.html" target="_blank">complicada tarefa</a> de renovar a nossa selecção enquanto simultaneamente garantia uma presença no Mundial da África do Sul.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3190 alignleft" style="margin-top:3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/bosnia-portugal-raul-meireles.jpg" alt="Raul Meireles" width="280" height="196" align="left" title="Portugal: afinal há esperança" />Tal como a maioria dos portugueses, a comunicação social também não facilitou a vida ao aí recente seleccionador, e penso que aquela primeira partida de qualificação frente à Dinamarca, em que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/ranking-fifa-portugal-seleccao-mundial-2010/1104560-1194.html" target="_blank">Portugal</a> acabou por sair derrotado de forma surpreendente, acabou por marcar um arranque que até poderia ter sido excelente a julgar pela exibição das quinas.</p>
<p>Seguiram-se diversos empates, diversas exibições de fraca qualidade, mas que na realidade até eram acompanhadas pelos adversários mais directos &#8211; Suécia e Dinamarca nunca provaram merecer o Mundial muito mais do que <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410688" target="_blank">Portugal</a>. E a realidade é que, quando todos nós já víamos o campeonato do mundo como uma miragem, a selecção portuguesa partiu para uma recta final brilhante, e que agora vê recompensada com a presença entre as 32 equipas finalistas, assim como um salto de 5 lugares no ranking da FIFA (estava no 10.º lugar).</p>
<p>Qual terá sido o segredo desta equipa? Fazendo as contas, o lote de atletas que encerrou a qualificação com uma brilhante vitória frente à Bósnia é precisamente o mesmo que anteriormente havia sido atacado pelos tais abutres que Eduardo identificou &#8211; apenas com a adição do &#8220;novo&#8221; português Liedson.</p>
<p>O segredo consistiu, a meu ver, na capacidade para unir um conjunto de atletas que ainda não se tinham visto como uma verdadeira equipa. Foram diversos jogos, outros tantos estágios, mas a palavra equipa foi algo que nunca fez parte do vocabulário português. Coube a <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/33948-portugal-salta-quinto-no-ranking-fifa" target="_blank">Queirós</a> unir este lote que, na realidade, tinha tudo para vencer. E as recentes prestações de Bruno Alves, Pepe, Meireles ou Nani a isso o devem. O timing também foi o mais acertado. Em pleno zénite da actual época desportiva, este conjunto de atletas foi capaz de encarnar o espírito vencedor que Portugal ao longo dos anos vem provando, agarrando o Mundial de forma brilhante.</p>
<p>Faltará agora conhecer os adversários portugueses, e admito que pouco me importará o calibre (ou falta dele) das formações a defrontar. <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/33707-portugal-tem-africa-do-sul-tatuada-na-pele" target="_blank">Portugal</a> terá essencialmente que manter este espírito ganhador que fez por encontrar nesta fase de maior aperto, e partir para o Mundial de peito aberto, com a certeza de que tem equipa e individualidades para fazer algo de especial.</p>
<p>Ao actual conjunto de jogadores, haverá ainda a adicionar a classe de Pedro Mendes, a magia do playmaker Danny, assim como a genialidade do capitão Cristiano Ronaldo. Mas a presença na África do Sul, essa, é já uma garantia.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2009/11/portugal-afinal-ha-esperanca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Portugal x Bósnia &#8211; A hora do juízo final&#8230;</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/11/portugal-x-bosnia-a-hora-do-juizo-final/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2009/11/portugal-x-bosnia-a-hora-do-juizo-final/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 08:22:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=2871</guid>
		<description><![CDATA[Ponto prévio: tradicionalmente, Portugal nunca se deu bem com a antiga Jugoslávia. No confronto histórico com a antiga Federação, o saldo é nagativo. Com o desmembramento da República do Marechal Tito, esse fantasma desapareceu, mas a verdade é que as equipas balcânicas sempre foram consideradas perigosas.
A Croácia terá aparecido primeiro, com aquela inolvidável geração comandada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ponto prévio: tradicionalmente, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/seleccao-maisfutebol-portugal-queiroz-bosnia-mundial-2010/1096759-1194.html" target="_blank">Portugal</a> nunca se deu bem com a antiga Jugoslávia. No confronto histórico com a antiga Federação, o saldo é nagativo. Com o desmembramento da República do Marechal Tito, esse fantasma desapareceu, mas a verdade é que as equipas balcânicas sempre foram consideradas perigosas.</p>
<p>A Croácia terá aparecido primeiro, com aquela inolvidável geração comandada por Blazevic e que contava com homens como Ladic na baliza, Bilic a central, Boban e Prosinecki na área medular, Asanovic a playmaker e Suker ou Vlaovic na zona da finalização&#8230; equipa que teve o seu climax no Mundial 98 ao conquistar o terceiro lugar. Mas a antiga Jugoslávia também era a Sérvia, a consistente Sérvia, cliente assídua de Mundiais e Europeus, onde clubes como o Partizan ou o Estrela Vermelha monopolizavam títulos, e onde a formação de jovens valores era efectuada criteriosamente e monopolisticamente. Houvesse um jovem talento bósnio, esloveno, ou macedónio, e acabaria nesses colossos. E nem seria a Bósnia a lançar um grito de insurreição contra as potências futebolísticas reinantes&#8230; esse pertenceria à Eslovénia, que graças à geração de Zahovic, Pavlin e Acimovic conseguiria lançar bases para expandir o futebol nos Balcãs. As presenças no Euro 2000, com aquele sublime empate a três com a, então, Federação Jugoslava, e no Mundial 2002 foram coroas de glória de uma geração, que parece, agora, redescobrir os prazeres das aventuras internacionais.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2876 alignleft" style="margin-top:3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/bosnia-pjanic.jpg" alt="Pjanic" width="300" height="190" align="left" title="Portugal x Bósnia   A hora do juízo final..." />E a Bósnia? A <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409618" target="_blank">Bósnia</a>, essa acordou tarde&#8230; as feridas da guerra foram mais árduas de sanar. Sarajevo estava destruída, as preocupações não iam para o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409797" target="_blank">futebol</a>, e clubes históricos como o Velez Mostar penavam e cindiam-se entre os bósnios de origem muçulmana e os de origem croata. Os jovens, para poderem acalentar alguma esperança de singrarem no mundo do futebol, tinham de sair do país. Foi assim com <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/dzeko-bosnia-portugal-cristiano-ronaldo-iol-maisfutebol/1102662-1194.html" target="_blank">Dzeko</a>, Misimovic, Muslimovic, entre outros, o que empobreceu o campeonato local, que actualmente é liderado pelo Borac, clube da martirizada Banja Luka, tristemente célebre pelos atentados fratricidas das guerras civis. Mas este clima de instabilidade que obrigava os jovens a partirem, contribuiu para o fortalecimento da selecção&#8230; homens como os já citados, aos que podemos acrescentar Ibisevic ou Pjanic, que meninos partiram, tornaram esta selecção que defontará <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/nota%C2%ADcias/portugal-bosnia-seleccao-ronaldo-queiroz-antevisao/1103141-5199.html" target="_blank">Portugal</a> um caso sério, um caso bicudo, atendendo ao futebol praticado!</p>
<p>Dotada de um forte espírito combativo, aliado a um intensíssimo fervor futebolístico que faz do estádio um inferno, a selecção bósnia não sabe jogar à defesa. Que o diga a Armada Invencível castelhana, que fechou a fase de grupos lá vencendo por cinco bolas a duas, mas teve de se aplicar&#8230; e, talvez esse resultado seja o melhor espelho do que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/nota%C2%ADcias/alex-ferguson-manchester-united-carlos-queiroz-nani-cristiano-ronaldo-bosnia/1102846-5199.html" target="_blank">Portugal</a> pode encontrar! Efectivamente, a quadragésima segunda classificada do Ranking FIFA tem claramente tracção à frente, e não podia ser de outra forma, atendendo aos jogadores seleccionáveis que possui.</p>
<p>Blazevic, um velho lobo do futebol, tem, tradicionalmente, optado por escalar a equipa em 3-5-2. Spahic, Nadarevic e Jahic são um trio de defesas que joga à frente do guardião Supic, actual guardião titular. São os que mais sofrem com uma equipa que só tem balanceamento atacante. Daí para a frente é que a equipa ganha alma. Com Muratovic a fazer a ligação entre a defesa e o meio campo, e com Rahimic e Salihovic a fecharem as alas, os génios criativos do meio campo soltam-se. São eles Pjanic, titular e sensação do Lyon, e <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/misimovic-bosnia-portugal-mundial-iol-maisfutebol/1102803-1194.html" target="_blank">Misimovic</a>, um dos mais cintilantes playmakers da Bundesliga, e que por jogar no mesmo clube que <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405809" target="_blank">Dzeko</a> &#8211; Wolfsburg &#8211; entende-se com ele de olhos fechados. Ainda tendo, na mesma linha avançada, Ibisevic, jogador do Hoffenheim, e que em Janeiro, quando sofreu uma lesão ligamentar, era o melhor marcador de todos os campeonatos europeus. Mas ainda existem Muslimovic &#8211; avançado do PAOK, &#8211; Bajramovic &#8211; que nasceu na Alemanha e tem feito a sua carreira na Bundesliga, chegando mesmo a actuar no Schalkeo4, &#8211; o lateral Sasa Papac &#8211; colega de Pedro Mendes nos Rangers &#8211; e mais alguns&#8230;</p>
<p>Uma <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/seleccao-portugal-bosnia-bruno-alves-maisfutebol/1102708-1194.html" target="_blank">selecção</a> que pretende agora despontar e tudo fará para causar dissabores a <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405810" target="_blank">Portugal</a>. Há que defender bem, recuperando a bola o mais longe possível da área lusitana, de modo a estar em maiores condições de causar dissabores aos bósnios. Mas com cuidado, que isto não vai ser uma brincadeira!</p>
<p><em>P.S. Artigo com a generosa colaboração e informação do meu amigo Fábio Faria&#8230;</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2009/11/portugal-x-bosnia-a-hora-do-juizo-final/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sá Pinto, o novo pensador do futebol leonino</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/11/sa-pinto-o-novo-pensador-do-futebol-leonino/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2009/11/sa-pinto-o-novo-pensador-do-futebol-leonino/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 17:02:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3151</guid>
		<description><![CDATA[Ricardo Sá Pinto como jogador sempre foi um emotivo, de coração perto da boca e sempre dado a situações de nervosismo máximo e muito descontrolo. Foi assim quando agrediu Artur Jorge… de igual modo sucedia nos jogos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409529" target="_blank">Ricardo Sá Pinto</a> como jogador sempre foi um emotivo, de coração perto da boca e sempre dado a situações de nervosismo máximo e muito descontrolo. Foi assim quando agrediu Artur Jorge&#8230; de igual modo sucedia nos jogos em que por excesso de ardor, ou excesso de fervura em pouca água acabava expulso, chegando mesmo a lamentar-se de ser perseguido pelos árbitros.</p>
<p>Acabaria a sua carreira em 2007, da mesma forma que a viveu, de um modo polémico, lançando achas para uma fogueira que ia queimando em lume brando, o então treinador e antigo colega Paulo Bento! Paulo Bento, um apologista do trabalho e sendo portador de um low-profile que não lhe permitia encarar o futebol como <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/32615-sporting-comunica-sa-pinto-como-director--cmvm" target="_blank">Sá</a> sempre o encarou, na primeira oportunidade livrou-se dele, vendo-se, também, finalmente, livre de quem no balneário teria autoridade para o questionar, fruto dos anos em que foram colegas de equipa e de selecção.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3155 alignleft" style="margin-top: 5px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/ricardo-sa-pinto2.jpg" alt="Sá Pinto" align="left" title="Sá Pinto, o novo pensador do futebol leonino" />Mas, o portuense, um dos eternos amores do principal foco de guerrilha a Paulo Bento &#8211; a claque Juve Leo &#8211; a partir daí foi trilhando o seu próprio caminho&#8230; trabalhando, estudando e preparando-se para o futuro. Agora que Bento se foi, e com ele levou o anterior director desportivo, Pedro Barbosa, a escolha recaiu no antigo amor da Curva. Ele, que vai desempenhar o cargo de outra forma, ele que é, diametralmente, o oposto de Barbosa. Mesmo em campo o eram. Se um passeava a sua classe com indolência, num verdadeiro laissez passer, o outro era fervor, picardia, todo ele emoção.</p>
<p>E talvez seja isso que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-sporting/academica-sporting-villas-boas-maisfutebol/1102768-4929.html" target="_blank">Bettencourt</a> pretende com esta escolha. Não afastar ainda mais o clube dos seus adeptos&#8230; fazer o que Vieira fez no Benfica, quando escolheu um Rui Costa, sem qualquer experiência, para um cargo semelhante!</p>
<p>Com esta medida, procura apaziguar os ânimos. Que os focos de insurreição, que por estes dias, agitaram Alvalade se removam e os contestatários lembrem-se que aquele que assobiavam e apodavam de incompetente foi substituído por alguém que reputam de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-sa-pinto-director-bettencourt-cmvm/1102668-1457.html" target="_blank">sportinguista</a>, mesmo não o sendo. Além disso, tal tarefa não se afigura simples. O Sporting não tem dinheiro para investir em contratações, um dos problemas com que Barbosa se deparou e que, inelutavelmente, se manterá.</p>
<p>Ademais, quer se queira quer não, o prestígio internacional que o antigo jogador leonino possui poderá não lhe permitir atingir onde outros, em outros clubes, chegam&#8230; não terá o pedigree de um Vítor Baía ou de Rui Costa, o que poderá acarretar alguns insucessos que carecerão de explicação. Mas a verdade é que o Sporting muda, abissalmente, as suas directrizes. Cede à paixão e ao coração, e onde antes havia low-profile existirá agora uma terrível vertigem de querer resolver tudo. Sá Pinto é endemicamente, desse modo, e jamais mudará. Terá êxito??</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2009/11/sa-pinto-o-novo-pensador-do-futebol-leonino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>É hora de decisões no universo leonino</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/11/hora-de-decisoes-no-universo-leonino/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2009/11/hora-de-decisoes-no-universo-leonino/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 15:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3138</guid>
		<description><![CDATA[O universo do SCP anda abalado e em estado de sítio, e o motivo não é para menos. Todas as decisões que se avizinham para a gestão do futebol do Sporting são de extrema importância e marcarão todo o mandato de José Eduardo Bettencourt.
Pergunto-me se os terroristas que o presidente do SCP quer expulsar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O universo do <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408953" target="_blank">SCP</a> anda abalado e em estado de sítio, e o motivo não é para menos. Todas as decisões que se avizinham para a gestão do futebol do Sporting são de extrema importância e marcarão todo o mandato de <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408830" target="_blank">José Eduardo Bettencourt</a>.</p>
<p>Pergunto-me se os terroristas que o presidente do SCP quer expulsar de sócios do clube têm a real expressão que o presidente leonino lhes estará a dar, e se será este o momento certo para tratar deste assunto. Farão assim tanta mossa ao clube lisboeta? Também me parece que todos sócios e adeptos têm total direito de opinar sobre o actual estado do clube e de mostrar o seu desagrado. Ao referir-se aos &#8220;terroristas&#8221;, Bettencourt não deveria falar por meias palavras, nomeadamente quando sabe quem os financia&#8230;</p>
<p>Quanto à demissão dos corpos directivos da Sporting SAD, responsáveis pela gestão do futebol dos <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/paulo-bento-bento-sporting-varela-hugo-viana-angulo/1102009-1457.html" target="_blank">leões</a>, é para mim totalmente benéfica. Esse benefício traduz-se na responsabilização do actual momento da equipa de futebol e, também, pela ausência de um projecto que faça com que os sócios e adeptos leoninos acreditem no futuro desta equipa. Além disso, permitiram que um trabalho de quase 4 anos de um técnico da casa fosse em 4 meses praticamente deitado por terra. Concordo contudo que a falta de resultados tornava a continuidade de Paulo Bento muito difícil, e a sua demissão foi provavelmente a melhor decisão para o futuro do <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409088" target="_blank">Sporting</a>, no momento actual.</p>
<p>Agora, os rumores da imprensa apontam Carlos Freitas para SAD do Sporting. Será que o Sporting não aprende nada com os erros do passado?  Esse senhor é responsável pela maior parte das contratações falhadas dos verdes e brancos nos últimos 10 anos! Dizem que tem grande conhecimento de mercado? A verdade é que, arrisco-me a dizê-lo, se me pagassem para tal seria capaz de me sair melhor nas mesmas funções!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3142 alignleft" style="margin-top: 6px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/rio-ave-sporting-veloso.jpg" alt="Miguel Veloso" width="300" height="210" align="left" title="É hora de decisões no universo leonino" />Vira o disco e toca o mesmo. Parece-me que na esfera dos notáveis do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/liedson-sporting-bettencourt-paulo-bento-bettencourt-maisfutebol/1101988-1457.html" target="_blank">Sporting</a>, como em todos os clubes de topo do futebol nacional, só existem certas pessoas que podem tomar conta do futebol. Será que estes estão sobre influência de uma espécie de ditadura disfarçada? Ou estarão os bancos, a quem, nomeadamente, Sporting deve o dim-dim, a mandar nos dirigentes e nomeando quem lhes interessa para determinados cargos da estrutura de futebol do clube? O é que o Dr. Luís Duque fez para ser <em>persona non grata</em> para estes dirigentes? Competência não lhe faltou quando esteve no cargo. Mas esquecem-se que agora nem o segundo lugar dá acesso a uns milhões que permita pagar a mediocridade de resultados de Carlos Freitas no cargo de administrador da SAD do Sporting (há duas épocas pagaram cerca de 80 mil euros de prémio por atingir o segundo lugar). A <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408823" target="_blank">director técnico</a>, concordo que seja um antigo capitão carismático, como Sá Pinto ou Oceano, entre outros.</p>
<p>É preciso atitude, motivação e ambição para o futuro&#8230; e <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/adeptos-sporting-rio-ave-bettencourt-futebol/1101717-1457.html" target="_blank">Forever</a> no futebol português equivale a 4 meses, seja no Sporting, no Benfica, ou no Carcavelinhos!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2009/11/hora-de-decisoes-no-universo-leonino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Brasil à procura do camisa 6</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/11/brasil-a-procura-do-camisa-6/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2009/11/brasil-a-procura-do-camisa-6/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 14:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3005</guid>
		<description><![CDATA[Na seleção brasileira campeã da Copa América 2007, primeira colocada nas Eliminatórias sul-americanas e bicampeã da Copa das Confederações, o técnico Dunga, embora não garanta o que o grupo esteja fechado para o Mundial da África do Sul, já tem 90% do time titular, esquema tático e boa parte dos 23 nomes definidos, depois de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na seleção brasileira campeã da Copa América 2007, primeira colocada nas Eliminatórias sul-americanas e bicampeã da Copa das Confederações, o técnico Dunga, embora não garanta o que o grupo esteja fechado para o Mundial da África do Sul, já tem 90% do time titular, esquema tático e boa parte dos 23 nomes definidos, depois de quase três anos de trabalho.</p>
<p>No entanto, em uma posição o novato treinador ainda não conseguiu encontrar sequer o titular depois de várias experiências: a lateral-esquerda. A pouco mais de oito meses da estreia na Copa, nem André Santos, ex-Corinthians e agora Fenerbahçe, que jogou as partidas mais importantes no ano de afirmação da equipe, está garantido.</p>
<p>Marcelo (Real Madrid), Kléber (Internacional) Filipe Luís (La Coruña), Gilberto (Cruzeiro), Adriano (Sevilla) e Juan (Flamengo) foram os outros jogadores testados por Dunga. Até Alex, meia que jogou no Internacional e hoje está no Spartak Moscow, foi experimentado na posição no empate sem gols contra a Venezuela na última partida pelas Eliminatórias. E o fato é que a safra não é das melhores e ninguém convenceu.</p>
<p>A verdade é que depois da saída de Roberto Carlos, campeão mundial na Ásia há sete anos, mas execrado pela participação discreta na Copa de 2006, ninguém conseguiu corresponder plenamente às expectativas da comissão técnica, dos jornalistas e da torcida brasileira.</p>
<p>A dificuldade de encontrar a melhor solução reside também na questão tática. Dunga arma a seleção em um 4-2-3-1, esquema no qual os laterais precisam marcar primeiro para depois sair e fazer dupla com os meias abertos pelos lados. E a grande maioria dos principais candidatos atua no meio-campo de suas equipes na Europa ou como alas, em um esquema com três zagueiros, nos times brasileiros. A adaptação é complicada.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3029 alignleft" style="margin-right: 12px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/brasil-ronaldinho-ronaldo-roberto-carlos.jpg" alt="Brasil" width="300" height="181" align="left" title="Brasil à procura do camisa 6" />Com Daniel Alves voando no Barcelona e nos treinamentos da seleção, Dunga experimentou colocá-lo na posição para não ficar com o baiano na reserva de Maicon na direita e ninguém plenamente confiável do lado oposto. Na disputada semifinal da Copa das Confederações contra a África do Sul, então comandada por Joel Santana, Dani entrou na vaga de André Santos e decidiu a partida em uma cobrança de falta. A eficiência nas bolas paradas é outro ponto que conta a favor do jogador do time catalão, que pode entrar também no lado direito do meio-campo. Mas Dunga dá a entender que não pretende fazer improvisações no time titular e pelo menos um lateral-esquerdo de ofício será chamado.</p>
<p>Na convocação para os amistosos contra Inglaterra e Omã em novembro, surgiu uma luz no fim do túnel: Fábio Aurélio, que joga no Liverpool e é citado pelos principais comentaristas do país como o nome mais indicado, por combinar melhor a força de marcação e eficiência no apoio, teve sua primeira chance com Dunga. O lateral de 30 anos terá sua grande chance de justificar os pedidos dos brasileiros que acompanham o campeonato inglês e conhecem sua regularidade, mesmo com algumas contusões atrapalhando sua trajetória nos Reds. Michel Bastos, do Lyon, também foi chamado, mas sua perfeita adaptação ao meio-campo francês, e pelo lado direito, praticamente inviabiliza sua escalação.</p>
<p>Seja como for, a busca deve durar até a convocação definitiva em 2010 e Dunga espera que a camisa que nas últimas décadas foi vestida por nomes como Júnior, Branco e Roberto Carlos tenha um dono que a dignifique e não transforme o setor esquerdo no mais frágil da seleção que aparece, mais uma vez, como uma das grandes favoritas ao título mundial.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2009/11/brasil-a-procura-do-camisa-6/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sporting: Um momento péssimo&#8230; várias razões!</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/11/sporting-um-momento-pessimo-varias-razoes/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2009/11/sporting-um-momento-pessimo-varias-razoes/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 10:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=3014</guid>
		<description><![CDATA[O mau momento do Sporting deriva de várias razões que merecem ser escalpelizadas ao pormenor e que todas juntas conduzem a um total descontrolo quer em matérias de decisões e acima de tudo, como]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mau momento do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-bettencourt-barbosa-paulo-bento-maisfutebol/1100100-1457.html" target="_blank">Sporting</a> deriva de várias razões que merecem ser escalpelizadas ao pormenor e que todas juntas conduzem a um total descontrolo quer em matérias de decisões e acima de tudo, como tentarei demonstrar, por falta de política desportiva consentânea com os pergaminhos da instituição.</p>
<p>Assim, o principal motivo, para mim, centra-se na completa ausência de conhecimentos futebolísticos dos seus responsáveis directivos (a ultima pessoa que esteve na SAD do SCP que percebia de futebol foi o Dr. Luis Duque).</p>
<p>Para se rentabilizar um clube de futebol com a grandeza do <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/30870-sporting-o-titanic-do-autismo-tem-mais-25-dias-evitar-o-naufragio" target="_blank">Sporting</a> é necessário alcançar resultados desportivos (algo que estes senhores que mandam no <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-treino-maritimo/1100029-1457.html" target="_blank">Sporting</a> não se preocupam, porque o importante é controlar o passivo). Estrategicamente existem, deste modo, duas formas de abordar o problema:</p>
<p>1º &#8211; Investir numa equipa de qualidade mantendo uma base de formação.  Poderá traduzir-se num endividamento inicial  mas a possibilidade de retorno financeiro é  elevada com o alcançar de objectivos (venda de jogadores, receitas,  presença em provas europeias, etc.)</p>
<p>2º &#8211; Equipa para alcançar resultados em dois, três anos (médio prazo). Os sócios e adeptos entendiam porque se explicada a estratégia, esperança, fé e paciência não há-de faltar aos sportinguistas. Não havendo possibilidade de reforçar com qualidade, fazer uma equipa com uma base muito forte de formação e reforços de idade baixa a preços não muito altos resultantes de prospecção para construção de uma equipa, onde os resultados viriam à posteriori.</p>
<p>O que se faz no Sporting há bastantes anos é premiar a mediocridade, porque atribuir prémios de milhares de euros quando se alcança segundo lugar é insultuoso para os adeptos e sócios do SCP.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3020 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/sporting-maritimo-matias.jpg" alt="Sporting - Maritimo" width="300" height="209" align="left" title="Sporting: Um momento péssimo... várias razões!" />A estratégia do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/moutinho-sporting-maritimo-paulo-bento-maisfutebol/1099969-1457.html" target="_blank">Sporting</a> de equilibrar o plantel com refugo de mercado e tentar lançar alguns jovens, traduz-se numa equipa incompetente do ponto de vista técnico, táctico e mental. A elevada qualidade de alguns jogadores do SCP dissipa-se nesta amalgama de jogadores onde se lança o refugo (de baixa qualidade) para se tentar rentabilizar alguns trocados em vez de uma cantera motivada. Tiuí, Pedro Silva, Postiga, Caicedo, Grimi, Romagnoli, Rochemback (na segunda passagem por Alvalade), Gladstone, Alecsandro, entre tantos outros são exemplos desta política de contratações que servem claramente os interesses de certos empresários.  Estes dirigentes leoninos não passam de uns charlatões, que fazem negócios ruinosos para o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407867" target="_blank">Sporting</a> como é o flagrante caso do lateral esquerdo Grimi, que para um clube em falência técnica custou a módica quantia de quatro milhões de euros (Rui Jorge que falta fazes).</p>
<p>Nunca se conseguiu encontrar um parceiro que complementasse o grande Liedson, algo que seria para mim uma questão central na constituição de um plantel.</p>
<p>Que gente é esta que pensa o futebol do <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407981" target="_blank">Sporting</a>, onde a prospecção sénior é praticamente inexistente? E as fantásticas contratações para a formação&#8230; Não vi um proclamado estrangeiro, que chegam rotulados de craques para a formação, atingir o plantel sénior. Mas levanta-se a questão do treinador. Será ele o culpado? Já falhou imenso mas é o preço de se formar também um treinador. A insistência em Polga a titular, o número de livres que o Ronny marcou há duas épocas &#8211; e toda a gente sabia o resultado destes &#8211; jogar sem extremos e com avançados móveis &#8211; comprando-se o Purovic &#8211; a rigidez táctica, entre tantos outros erros. Mas parece-me mais uma vitima que um réu desta incompetência geral que gere o futebol leonino mas, apesar de tudo, também tendo culpas no cartório.</p>
<p>Estes brilhantes gestores com enorme reputação na banca, que se escondem no seu elitismo, que geriram e gerem o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407797" target="_blank">SCP</a> (onde Bettencourt é sem duvida o menos culpado) são responsáveis pela ausência de fé e paciência dos sócios e adeptos leoninos. Para os sportinguistas perderem a fé é necessária muita asneira, muita mesmo. Mas nunca se esqueçam que o Sporting é demasiado grande e importante para servir determinados interesses.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2009/11/sporting-um-momento-pessimo-varias-razoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maradona e a incrível arte de polemizar</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/10/maradona-e-a-incrivel-arte-de-polemizar/</link>
		<comments>http://www.jogodearea.com/2009/10/maradona-e-a-incrivel-arte-de-polemizar/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 10:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=2906</guid>
		<description><![CDATA[Poderia ter sido diferente. A classificação da Seleção Argentina ao Mundial 2010 poderia ser a consagração de Maradona, também, como técnico, mas não foi. Poderia ao menos trazer a leveza e o alívio do dever cumprido, ou as congratulações de uma conquista para o selecionador. Mas El Pibe preferiu mais uma vez dar sequência ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poderia ter sido diferente. A classificação da Seleção Argentina ao Mundial 2010 poderia ser a consagração de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1097570&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Maradona</a>, também, como técnico, mas não foi. Poderia ao menos trazer a leveza e o alívio do dever cumprido, ou as congratulações de uma conquista para o selecionador. Mas <em>El Pibe</em> preferiu mais uma vez dar sequência ao que sabe fazer de melhor, além de jogar futebol: criar polêmica.</p>
<p>Pode-se dizer que as polêmicas começaram no auge da carreira, no Napoli, onde em 1991, foi pego pela primeira vez no exame anti-doping, por uso de cocaína, e foi suspenso por 15 meses pela Federação italiana. Mesmo após um dirigente napolitano alterar por anos as amostras de urina para acobertar <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1096544&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Dieguito</a>. Porém os problemas com drogas permaneceram. No mesmo ano foi preso em Buenos Aires por porte de drogas, porém Diego pagou fiança e foi liberado. E num descontrole deu vários tiros de espingarda de ar comprimido nos jornalistas que o esperavam em frente da sua mansão. No ano seguinte, a justiça argentina o condenou a tratamento de desintoxicação.</p>
<p>Anos mais tarde, em 94, quando mostrava-se recuperado, foi considerado o destaque Albiceleste no Mundial, porém foi novamente flagrado no exame anti-doping após a vitória contra a Nigéria, 2 a 1. Desta vez, por uso de efedrina, substância proibida pois melhora a parte física do atleta. Ele foi suspenso pela FIFA por 15 meses. Entre internações e flagras nos exames, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1096194&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Maradona</a> se aposentou após um ‘superclássico’ entre Boca Juniors e River Plate, 2 a 1 para os xeneizes em pleno Monumental de Núñez. E voltou a se internar mais duas vezes, em 98 e 2001. Nesta última, resolveu ir para Havana onde desenvolveu uma grande amizade com Fidel Castro. Mas Dios voltaria a se internar, não diretamente para desintoxicar-se, mas por problemas causados ora por consumo de cocaína ora de álcool, em 2004, 2005 e 2007.</p>
<p>Mas não só  de problemas com drogas vive Diego. Há também a polêmica que perdurará por anos a fio, entre ele e Pelé, para saber quem é o melhor futebolista do mundo. Em 2000, numa pesquisa promovida pela FIFA entre o público, ele sagrou-se o melhor, porém na mesma pesquisa mas entre os especialistas Pelé foi o eleito (seja lá quem for, prefiro os dois calados). Ultimamente, as polêmicas se sucedem da tragicômica idéia de ser o treinador da Seleção Argentina.  No início, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1095865&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Maradona</a> vestiu-se de herói e acreditou ser a pessoa certa para salvar a Argentina do fiasco de não ir à Copa. Agora, vestiu a aura de príncipe que o cerca por seus feitos, e sente-se injustiçado, mesmo fazendo papel ridículo à frente da Seleção.</p>
<p>O que a imprensa argentina e mundial fala a respeito de Maradona ser um mau técnico, os números e o futebol apresentado por suas equipes confirmam. Como jogador indiscutível, mas como treinador, pífio. Ao contrário das comparações feitas à Dunga, por exemplo, que nunca foi treinador antes, Diego havia sido. E foi igualmente patético. Em 1994, comandou o pequeno Deportivo Mandiyú em 12 partidas, obteve seis empates, cinco derrotas e apenas uma vitória. No ano seguinte, teve um desafio maior numa grande equipe argentina, e outro fracasso, comandou o Racing Club, e em 11 jogos só conseguiu duas vitórias, seis empates e três derrotas. Já na Albiceleste, entre amistosos e jogos oficiais pela Seleção, Maradona tem o retrospecto de oito vitórias e quatro derrotas, em 12 partidas, com um futebol apático. Mas não é só.</p>
<p>Quando jogador muito técnico, porém pouco tático, e na Seleção isso se repete. Além das substituições desastrosas, insistência em convocar jogadores que não rendem, má organização tática, Diego se mostra cada vez mais torcedor que propriamente selecionador. E após a classificação rioplatense ao Mundial, ele mais uma vez mostrou-se desequilibrado, na idéia de apenas desabafar. “Chupen&#8230; e que la sigan chupando”, apenas essa frase foi dita na coletiva pós classificação aos jornalistas, que segundo Diego, o “trataram como lixo”. O que pode lhe render cinco jogos de suspensão, que não é nada perto das sucessivas suspensões por 15 meses. Antes disso, deixou a entender que deixaria o cargo, porém quando a notícia ganhou grandes proporções voltou atrás. Não esquecendo também de mencionar as suas diferenças com Carlos Bilardo, diretor da AFA, que foram superadas após a classificação, além de desmentidas. Santo remédio foi o passaporte ao Mundial, curou todos ou quase todos os problemas, menos o mau futebol. Dentre todos os problemas com drogas e como técnico, o fato de provocar seus rivais antes de jogos importantes não deve ser levado em consideração. Pois não passa de temperos visto com bons olhos por uns, e maus por outros. Mas, que de fato, são coisas do futebol.</p>
<p>Duas coisas são merecedoras de lembranças. A primeira, é o fato de ser o grande ídolo do país e ter coragem de dar a ‘cara à tapa’, no cargo de selecionador nacional. A segunda, é a decadência de Maradona, que antes era comparado à Pelé, atualmente é comparado a Dunga. Desculpe-me, nada digno de elogios, ambos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jogodearea.com/2009/10/maradona-e-a-incrivel-arte-de-polemizar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
