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	<title>Jogo de Área &#187; Observatório</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
	<lastBuildDate>Mon, 16 Jan 2012 16:31:11 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Na falta de uma equipa, sobressai o talento</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 16:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É um Porto que tem estado nas mãos das suas peças mais talentosas, e onde a força da equipa e do colectiva é cada vez menos preponderante. E isso é obviamente dramático. Depois de uns longos 3 meses de declínio mais ou menos evidente, mas que culminou com as  humilhantes derrotas com a Académica, para a taça, e com o APOEL, para a liga dos campeões, poucos viam o treinador do Porto sentado no banco...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É um Porto que se reduz às suas peças mais talentosas, e onde a força da equipa e do colectivo é cada vez menos preponderante. E isso é obviamente dramático. Depois de uns longos 3 meses de declínio mais ou menos evidente, e que culminou com as humilhantes derrotas com a Académica, para a taça, e com o APOEL, para a liga dos campeões, poucos viam o treinador do Porto sentado no banco de suplentes por muito mais tempo.</p>
<p>Mas Vítor Pereira tem-se aguentado, e depois da célebre (e já confirmada) visita do Presidente portista ao balneário, a realidade é que a equipa encontrou algum ânimo e &#8211; apesar da clara desorientação táctica, instabilidade emocional e falta de liderança no balneário &#8211; parece-me evidente que as pedras basilares deste Porto compreenderam que era necessário garantir um standard competitivo e emocional condizente com a valia deste plantel (um dos mais caros plantéis da história do Porto, na ressaca de um triunfo europeu + 3 títulos internos). E isso é igualmente preocupante. O Porto entra em campo sem um líder, e os resultados surgem maioritariamente das rotinas geradas na época anterior e da enorme qualidade de alguns dos seus jogadores.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3636 alignleft" style="margin-right: 12px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2012/01/hulk.jpg" alt="Hulk" width="289" height="193" align="left" title="Na falta de uma equipa, sobressai o talento" />A instabilidade emocional, essa mantém-se presente no dia a dia dos jogadores. Fruto de um campeonato pouco competitivo e onde Benfica e Porto apresentam plantéis &#8220;demasiadamente&#8221; fortes, o futebol forçado e nervoso que este Porto apresenta tem chegado para que a equipa continue a lutar pelo título. E neste plano desportivo, estou convencido que o mês de Janeiro irá ditar muito do futuro azul e branco para o que resta da temporada. A inacreditável carência de um ponta de lança digno desse nome tem chocado o universo portista, especialmente quando quase todos os outros sectores foram &#8220;excessivamente&#8221; reforçados (entre Alex Sandro, Danilo, Mangala e Defour &#8211; defesas ou médios de cariz mais defensivo &#8211; o Porto esbanjou uns exorbitantes 37 milhões de euros). E um pouco na linha do que tem sido este Porto &#8211; uma equipa que vive da magia de Hulk, James, Moutinho e pouco mais &#8211; a aquisição de um bom finalizador torna-se ainda mais relevante e crucial. Este Porto não é uma equipa sólida, mas apresenta contudo uma razoável produção ofensiva, e falta quem &#8220;empurre a bola lá para dentro&#8221;.</p>
<p>No que a Vitor Pereira diz respeito, considero que o Presidente do FC Porto está fragilizado pelo enorme erro de casting que operou, e fará de tudo para provar ao universo futebolístico português que não se tratou de um erro, mesmo que todo o mundo já o tenha como certo. É a teimosia de Pinto da Costa, que aliás já levou o Porto a conquistas tremendas. Nada o irá demover se o seu objectivo é tornar Vitor Pereira como o mais  fraco (a larga distância) técnico do Porto a vencer um campeonato nacional. Ao mesmo tempo, pergunto-me se a fraqueza de Vítor Pereira não é vista com agrado pela SAD, que sem a pressão de um técnico exigente pode gerir o relacionamento com empresários e a contratação de jogadores a seu belo prazer. Pois bem, sem um técnico duro e intransigente, dificilmente se cria uma equipa e se valorizam jogadores. Erro crasso.</p>
<p>E não havia pior alturar para errar. Enormes conquistas, um fardo enorme para carregar, uma equipa recheada de talentos. O Porto tinha que comprar de forma criteriosa, teria de transaccionar 2 ou 3 peças para equilibrar as finanças e para trazer sangue novo ao plantel, sob o risco de criar um clima de fim de ciclo entre a equipa. Foi precisamente isso que sucedeu, algo que se agravou na opção por Vítor Pereira, o «treinador que nunca antes havia treinado na primeira liga». Que esperar da segunda metade?</p>
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		<title>Porto: O Iniciar de Uma Época Atípica</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 13:03:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vários elementos me chamaram à atenção durante este defeso portista, e alguns deles, inéditos, fazem olhar para este Porto actual como um clube diferente daquele que, por exemplo, em 2004 vencia o maior título europeu da modalidade.
A partida da Supertaça Europeia, disputada contra a melhor equipa do mundo e quiçá da história do futebol, jogada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vários elementos me chamaram à atenção durante este defeso portista, e alguns deles, inéditos, fazem olhar para este Porto actual como um clube diferente daquele que, por exemplo, em 2004 vencia o maior título europeu da modalidade.</p>
<p>A partida da Supertaça Europeia, disputada contra a melhor equipa do mundo e quiçá da história do futebol, jogada num período da temporada que é sempre instável e logo após a perda de Falcao, revelou ao mundo como o Porto é seguramente uma das melhores equipas europeias da actualidade. E este facto não se resume apenas a um punhado de bons jogadores, mas sim a um clube e a uma estrutura fortíssima e super-adaptável que, creio eu, se assume cada vez mais como um clube apenas menor que tubarões como Real Madrid, Barcelona ou Manchester United.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3625 alignleft" style="margin-right: 12px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/09/james.jpg" alt="James Rodriguez" width="281" height="190" align="left" title="Porto: O Iniciar de Uma Época Atípica" />Repare-se que o Porto, além da perda de Falcao, jogou também sem Alvaro Pereira e James (talvez 3 dos pilares da época mágica que a esta equipa conseguiu rubricar na temporada passada), estando já Fernando &#8220;ultrapassado&#8221; por um Souza que apresenta maior dinâmica, e Bellushi, outrora titular, bem longe do seu melhor momento.</p>
<p>Este Porto de Vítor Pereira, é portanto já bastante diferente daquele que Villas Boas levou ao sucesso, sendo que algumas das medidas tomadas pelo novo técnico português revelam algo de muito positivo, que é um acreditar nas suas ideias e capacidades. Fucile, por exemplo, pouco utilizado em 2010, tem-se apresentado em grande estilo e foi um dos obreiros da belíssima composição táctica que os azuis-e-brancos apresentaram frente ao Barça.</p>
<p>Outro facto diz respeito a contratações. E se por ventura a falta de um ponta de lança poderá vir a manchar toda uma pré-temporada caso o Porto não o consiga recrutar em tempo útil, a realidade é que este Porto parece ter-se reforçado em força, isto apesar do ano de sucessos que culminou com um poker de troféus. Há alguns anos seria inédito ver o Porto fechar os negócios de Danilo e Alex Sandro da forma audaz como o fez, desembolsando montantes que são bastante relevantes para a indústria europeia de futebol.</p>
<p>Não obstante a óbvia participação de outras entidades nestes negócios (como os habituais fundos de investimento) a realidade é que o Porto parece não ter dificuldade em efectuar investimentos avultados, os apoios parecem surgir naturalmente, e isto deve-se obviamente à facilidade que este clube tem em lançar jovens jogadores e catapultá-los para outros palcos, alguns anos mais tarde, e a troco de somas milionárias. E num ano em que disputa a Liga dos Campeões como cabeça de série, certamente que esta situação se potenciará de forma ainda mais evidente.</p>
<p>O que esperar então deste Porto? A surpresa faz parte do futebol, e certamente que o Porto as terá esta temporada, quer por erro próprio quer por mérito alheio &#8211; basta olhar-se para um Benfica que se apresenta bem forte, um Braga que está em crescendo e um Sporting que necessitará de algum tempo mas que certamente incomodará muita gente -, mas estou convicto de que os dragões conseguirão assumir-se novamente como o grande favorito para vencer mais uma liga nacional. Jovens como Iturbe, James, Alex Sandro e até Kleber serão fortes apostas de Vítor Pereira, e a falta de um &#8220;Falcao&#8221; poderá até ser colmatada com um tridente ofensivo mais dinâmico e menos dependente de um homem de área. A grande questão é: conseguirá o Porto atingir a magia e o poderio revelados na época que terminou?</p>
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		<title>Um Benfica sem portugueses</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 11:17:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manu Vieira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[O facto é um pouco entristecedor, o Benfica apresentou-se na Turquia, para a segunda mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, sem qualquer jogador português na equipa titular. Nem mesmo as substituições trouxeram qualquer luso para dentro das quatro linhas, já que Ruben Amorim e Fábio Faria não saíram do banco.
Curiosamente o Benfica até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O facto é um pouco entristecedor, o Benfica apresentou-se na Turquia, para a segunda mão da terceira pré-eliminatória da <a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">Liga dos Campeões</a>, sem qualquer jogador português na equipa titular. Nem mesmo as substituições trouxeram qualquer luso para dentro das quatro linhas, já que Ruben Amorim e Fábio Faria não saíram do banco.</p>
<p>Curiosamente o Benfica até 1979 jogara sempre sem estrangeiros, reunindo nos seus planteis velhas glórias do futebol nacional. Mas os tempos mudam e a tendência é de vender os bons jogadores nacionais e <a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">apostar </a>em atletas estrangeiros baratos e com margem de progressão.</p>
<p>Nessa perspectiva, esta quarta-feira o Benfica apresentou pela primeira vez na sua história uma equipa sem portugueses nas competições europeias. Quando confrontado com esta situação, Jorge Jesus afirmou que escolhe os melhores jogadores independentemente da sua nacionalidade.</p>
<p>Michel Platini já havia criticado a final da Liga Europa, onde as duas equipas portuguesas, FC Porto e Braga, apresentaram poucos jogadores nacionais. Mas existem mais exemplos, o Arsenal será um dos mais comuns, com Arséne Wenger a apresentar diversas vezes a sua equipa sem qualquer jogador inglês.</p>
<p>Esta tendência é evidente em campeonatos como o português e o inglês, mas quando olhamos para os nossos vizinhos, a Espanha, a realidade é diferente. Clubes como o Barcelona apostam fortemente na formação e têm no seu plantel principal muitos talentos nacionais. A selecção espanhola é de resto grandemente constituída por jogadores a actuar em Espanha.</p>
<p>Em contraste, na última convocatória de Paulo Bento para o particular com o Luxemburgo, 10 dos 21 convocados alinham no estrangeiro e  se olharmos para a possível equipa titular dificilmente veremos mais de quatro jogadores que actuam em Portugal.</p>
<p>No exemplo dado neste artigo figura a equipa portuguesa, entre as equipas maiores, que menor investimento faz na formação, o Benfica. Sendo o Sporting largamente a que mais talento vê surgir dos seus escalões mais jovens e da sua academia.</p>
<p>A esperança vai-se renovando a cada ano para que esta situação se altere, mas para já não parece haver muito progresso.</p>
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		<title>Barcelona e Fábregas</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 15:17:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manu Vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A &#8220;novela&#8221; Fábregas está a prolongar-se no tempo de uma forma estranha e quase irritante. De um lado o Arsenal e Arséne Wenger que teimam em querer manter o jogador à força, do outro o Barcelona e o próprio Fábregas a tentarem uma união já há muito desejada.
Pergunto-me. Precisa o Barcelona mesmo de Fábregas? O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A &#8220;novela&#8221; Fábregas está a prolongar-se no tempo de uma forma estranha e quase irritante. De um lado o Arsenal e Arséne Wenger que teimam em querer manter o jogador à força, do outro o Barcelona e o próprio Fábregas a tentarem uma união já há muito desejada.</p>
<p>Pergunto-me. Precisa o Barcelona mesmo de Fábregas? O jogador vai custar uma fortuna, o Arsenal não o quer deixar sair, e se eventualmente o fizer os catalães terão que abrir os cordões à bolsa. Depois, mais importante ainda, será Fábregas assim tão necessário à mecânica do futebol catalão?</p>
<p>Não me interpretem mal, Cesc Fábregas é um excelente jogador e sem dúvida que traria algo de bom aos blaugrana, mas neste momento há tanto talento naquele clube que parece redundante a contratação do ainda jogador do Arsenal.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/07/cesc_fabregas_1423535c.jpg" title=""><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/07/cesc_fabregas_1423535c.jpg" alt="Cesc Fabregas" align="left" width="280" height="193" class="attachment wp-att-3608 " title="Barcelona e Fábregas" /></a>Outro ponto a acrescentar é que o Barcelona tem neste momento um jovem jogador pronto a explodir em talento e produtividade. Quem sabe até com mais potencial que o Fábregas. Falo de Thiago Alcántara. Uma <a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">aposta segura</a> e de futuro. Este jovem jogador de 20 anos está a fazer uma pré-época soberba no Barcelona. Thiago é um jogador espanhol, nascido em Itália e filho de Mazinho, estrela do futebol brasileiro. Confuso? Um pouco.</p>
<p>O nome deste jovem esteve associado a rumores que o colocavam no Manchester United primeiro, depois que estaria envolvido no negócio Fábregas e acabou por renovar o contrato com o clube catalão até 2015. Mais ainda, com uma cláusula de rescisão de 90 milhões de euros.</p>
<p>Por último, olhemos para o meio campo do Barcelona, Xavi, Iniesta e Sergio Busquets, aos quais se juntam ainda Javier Mascherano e Thiago Alcántara, e perguntemo-nos onde entra Fábregas? É certamente a questão que muitos aficionados dos blaugrana estão a colocar neste preciso momento.</p>
<p>De qualquer das formas, o Barcelona está também a levar o seu tempo nas negociações, jogando com a vontade do médio espanhol em sair e naturalmente com a situação pouco ideal do Arsenal em ter um jogador contrariado no seu plantel. </p>
<p>A ver vamos o que acontecerá a seguir no <a target="_blank" href="http://apostas.betfair.pt/">mercado de transferências</a>.</p>
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		<title>Owen Hargreaves no You Tube</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jul 2011 17:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manu Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem não está recordado, Owen Hargreaves foi um médio internacional por Inglaterra que jogou no Manchester United, ou melhor, que praticamente não jogou no Manchester United.
Hargreaves brilhou no Bayern Munique, clube que representou durante 10 anos, tinha 16 quando ingressou na equipa secundária dos bávaros. Com 19 anos chega à equipa principal e durante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem não está recordado, Owen Hargreaves foi um médio internacional por Inglaterra que jogou no Manchester United, ou melhor, que praticamente não jogou no Manchester United.</p>
<p>Hargreaves brilhou no Bayern Munique, clube que representou durante 10 anos, tinha 16 quando ingressou na equipa secundária dos bávaros. Com 19 anos chega à equipa principal e durante sete anos brilhou na Bundesliga.</p>
<p>Venceu, durante esses anos, quatro títulos de campeão da Alemanha e uma Liga dos Campeões, em 2000/01. A sua carreira proliferava de tal forma que chamou a atenção do Manchester United.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3603 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/07/OwenHargreaves.jpg" alt="Owen Hargreaves no You Tube" width="280" height="188" align="left" title="Owen Hargreaves no You Tube" />O jogador era precioso para o Bayern e as negociações estenderam-se por quase um ano. Finalmente em Julho de 2007 é anunciado por Sir Alex Ferguson como <a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">aposta na sua equipa</a>. Curiosamente ao mesmo tempo que Nani. Hargreaves custou 17 milhões de libras (aproximadamente 19.5 milhões de euros).</p>
<p>Com uma primeira época em que apareceu regularmente na equipa, quer como suplente utilizado quer como titular, Hargreaves conquistou a <a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">Premier League e a Liga dos Campeões</a>. Era um jogador útil para a equipa de Alex Ferguson e o seu futuro na equipa inglesa parecia brilhante.</p>
<p>Contudo, o contributo do atleta nascido no Canadá não teve continuidade nas épocas que se seguiram. Apesar de tudo, Hargreaves representou a selecção inglesa por diversas vezes e até esteve presente nos mundiais de 2002 e 2006.</p>
<p>Em 2008 começa o calvário de lesões do médio. Primeiro uma lesão nos ligamentos do joelho, mais tarde num ombro, fizeram com que nas últimas três épocas tenha apenas jogado cinco jogos. Sendo que na última época jogou apenas cinco minutos em Novembro de 2010.</p>
<p>No final da última época com o contrato a terminar, o Manchester United comunica-lhe que não vai renovar deixando-o sem equipa.</p>
<p>Segue-se um facto no mínimo curioso. Hargreaves cria um canal no You Tube chamado &#8220;Owen Hargreaves comeback&#8221;, com o objectivo de se autopromover. Com cerca de 20 vídeos já divulgados, o jogador mostra os seus treinos por forma a assegurar que as lesões no joelho e ombro já estão ultrapassadas.</p>
<p>Para um jogador que já experimentou grande sucesso, esta fase será talvez um pouco menos dignificante, mas ao mesmo tempo poderá ser a melhor forma de retomar a carreira que ele não quer ver já terminada.</p>
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		<title>A sorte e o azar de Stuart Holden</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 15:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Sorte também escreve direito por linhas tortas. É aí que entra o ‘azar’ de Stuart Holden.
Inglaterra. “Estrela emergente norte-americana foi detectada pelo radar bracarense”. Poderia ter sido o título de uma notícia do mercado de transferências há bem pouco tempo. O interesse, pouco noticiado na altura, transformou-se agora numa das agradáveis surpresas mais faladas por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sorte também escreve direito por linhas tortas. É aí que entra o ‘azar’ de Stuart Holden.</p>
<p>Inglaterra. “Estrela emergente norte-americana foi detectada pelo radar bracarense”. Poderia ter sido o título de uma notícia do mercado de transferências há bem pouco tempo. O interesse, pouco noticiado na altura, transformou-se agora numa das agradáveis surpresas mais faladas por terras futebolísticas de Sua Majestade.</p>
<p>Stuart Holden. O nome dirá pouco, ou talvez nada a quem acompanha o futebol português. O seu destaque seria justificado pelo interesse que o Sporting de Braga demonstrou na sua contratação. Mas a sua história é mais do que isso.<br />
Stuart preferiu umas semanas de experiência em Inglaterra aos quatro anos de contrato vantajoso oferecidos pelos bracarenses. Os testes conduziram à sorte, desta feita em garantir um contrato até 2013 com o Bolton Wanderers e o seu regresso à Premier League.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3581 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/02/holden.jpeg" alt="Stuart Holden" width="280" height="157" align="left" title="A sorte e o azar de Stuart Holden" />Fala-se em regresso, e, apesar de tudo, é o azar que retorna à memória. Na sua primeira passagem por Inglaterra,  em Janeiro de 2005, ao serviço do Southampton, Holden fora atacado à saída de um pub enquanto esperava por um taxi, do qual resultou um corte profundo no sobrolho e dois meses de ausência. Como se tal não bastasse, pouco tempo depois sofre uma lesão grave no tornozelo. Paragem até ao final da época. Resultado: foi dispensado do clube do Norte de Inglaterra sem ter realizado um único jogo oficial.</p>
<p>Retornou à pátria para encetar a sua recuperação. Integrou a equipa do Houston Dinamo entre 2006 e 2009, e 103 partidas depois e com o título de campeão, a sua carreira dirigia-se novamente para um impasse. Mas este não seria tão azarento, antes pelo contrário. Em Janeiro de 2010, o actual treinador do Bolton Wanderers, Owen Coyle, notou a pujança e vontade de Holden em várias partidas a contar para a Major League Soccer americana.</p>
<p>Um telefonema bastou para pôr novamente na órbita do jogador o espectro do passado azarento. Ao mesmo tempo entrava em cena o Sporting de Braga. A coincidência apenas fortaleceu o desejo de regressar e perseguir o sonho de triunfar na Premier League. O azar, esse ficava para depois. Embora não faltasse muito. Ignorou uma mais vantajosa proposta, em termos económicos, do nosso recente candidato a quarto “grande”. A vontade de triunfar e saborear a eventual ementa de sucesso falava mais alto. Aquela que em 2005 não tinha passado sequer da entrada principal.<br />
Regressava, agora com 24 anos, à ribalta do futebol europeu. O seu destino: Bolton Wanderers, tradicionalmente um clube de meio da tabela, que ano após ano dirige esforços na luta contra a despromoção, veio a assumir-se como uma agradável surpresa na corrente época. Mas antes disso, o azar, velho amigo, voltou a abraçar Holden. Num amigável contra a Holanda, em Março, o bárbaro Nigel de Jong (actualmente no Machester City) partiu-lhe a perna. Recuperou a tempo para ir ao Mundial, mas apenas pisou os relvados durante cinco minutos.</p>
<p>No último fim-de-semana, o Tottenham, actual quinto classificado, teve de suar muito para levar os três pontos da sua própria casa, e só o conseguiram no minuto 90. O Bolton foi derrotado, sim, mas as dificuldades que impôs ao cada vez mais gigante londrino não eram, digamos, costume. Porventura ainda estivesse na memória dos londrinos os 4-2 impostos no jogo da primeira no Norte de Inglaterra.</p>
<p>O soccer de Holden na Premier League era, em Dezembro, premiado pelos adeptos ingleses com a inclusão na equipa ideal da meia-época. Conceito original? Talvez, mas deveras motivador. O 8.º lugar do clube e as exibições de Stuart Holden certamente justificam a nomeação.</p>
<p>Verdade seja dita, há males que vêem por bem. E não é só Deus que escreve direito por linhas tortas. Pelos vistos, a sorte, e também o azar, apanharam-lhe o jeito.</p>
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		<title>Cosmos de Pelé abre busca a novas estrelas</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 17:56:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Cerca de 100 jovens brasileiros encontram-se no Itu Spa Sport, em São Paulo. Disputam o legado de fama deixado pelo Rei, onde o seu brilho já distante chama pelo despontar de novas estrelas.
Treinadores do distante soccer norte-americano aguardam para observarem momentos do mais genuíno, técnico e descontraído estilo de futebol do mundo. E exportador, também. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 100 jovens brasileiros encontram-se no Itu Spa Sport, em São Paulo. Disputam o legado de fama deixado pelo Rei, onde o seu brilho já distante chama pelo despontar de novas estrelas.</p>
<p>Treinadores do distante soccer norte-americano aguardam para observarem momentos do mais genuíno, técnico e descontraído estilo de futebol do mundo. E exportador, também. O futuro, não só futebolístico como igualmente académico, é disputado por todos os moleques que pisam hoje o relvado, cheios de ambição em seguir o caminho que outrora o Rei Pelé desbravou.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3575 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/02/pele-197x-new-york-cosmos.jpg" alt="Pelé" width="280" height="177" align="left" title="Cosmos de Pelé abre busca a novas estrelas" />A iniciativa, promovida pela empresa 2SV, já apresentou resultados no primeiro semestre de 2010, onde 45 jovens brasileiros usufruíram de bolsas de estudo fruto do seu desempenho sob os olhares atentos de treinadores norte-americanos. A oportunidade de aliar os estudos com o desporto é aliciante para qualquer jovem, onde o seu talento lhe pode abrir portas e reduzir despesas, a troco de emigrarem para os EUA, onde serão acolhidos por uma das 15 universidades que marcam presença na sessão com o intuito de recrutar jovens potenciais. Apesar de assimilar objectivos primordiais de desenvolvimento académico e linguístico (sim, a aprendizagem de inglês é fulcral), a maioria dos jovens encara esta ocasião como uma enorme oportunidade de “atacar” uma carreira de jogador profissional.</p>
<p>A proliferação de jogadores canarinhos no estrangeiro constituiu-se como algo banal. Portugal lidera, por razões óbvias. Em Setembro, com a Liga a dar os primeiros pontapés, eram 143 os jogadores que tratavam a bola com ginga e sotaque. Dos 204 jogadores contratados no mercado de transferências de Verão, 81 são originários de Terras de Vera-Cruz, quase 40% da importação futebolística do nosso campeonato. Quanto aos EUA, contabilizaram na última época 16 brasileiros na Major League Soccer, todos no encalço do legado deixado por Pelé.</p>
<p>Decorria o ano de 1975 quando o New York Cosmos retira o Rei da sua reforma de dois anos numa áurea tentativa de incutir ao futebol nos EUA o título que já na Europa usufruía e que até Pelé juntava ao seu nome – desporto Rei. Cinco anos após o início das competições oficiais, o soccer nunca tinha conseguido verdadeiramente angariar interesse suficiente e o consequente público para sustentar a sua existência. Mas com Pelé tudo viria a mudar. A notícia da sua contratação foi estrondosa e com efeitos imediatos. A equipa de Nova Iorque (que antes era obrigada a distribuir bilhetes junto com a compra de um hambúrguer no Burguer King) viu a afluência aos seus jogos aumentar desmesuradamente, até ao ponto de ter que bloquear os acessos ao estádio em dias de jogo, que então apenas albergava 22,500 pessoas. Na despedida oficial de Pelé, eram já 77,000 pessoas extasiadas por assistirem aos últimos pedaços de magia do Rei.</p>
<p>Os jovens que disputam as scholarships norte-americanas representam uma nova aposta dos EUA no rejuvenescimento do seu soccer, onde o incremento tanto de qualidade como de popularidade parece ser uma obsessão. Mas desencantar outro Pelé será, com certeza, uma tarefa utópica.</p>
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		<title>Pressão Alta: A Qualidade Perdida</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jan 2011 20:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>
		<category><![CDATA[Zon Sagres 10/11]]></category>

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		<description><![CDATA[Futebol. A linha intermediária do Sporting tem vindo a evidenciar uma incapacidade em acompanhar as exigências, em termos de transições defesa-ataque, e vice-versa, que a equipa necessita ao longo de determinados momentos de jogo. Esta insuficiência pode explicar-se pela excessiva preocupação em manter o equilíbrio posicional das suas unidades em campo.
O meio-campo titular mais vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Futebol. A linha intermediária do Sporting tem vindo a evidenciar uma incapacidade em acompanhar as exigências, em termos de transições defesa-ataque, e vice-versa, que a equipa necessita ao longo de determinados momentos de jogo. Esta insuficiência pode explicar-se pela excessiva preocupação em manter o equilíbrio posicional das suas unidades em campo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3570 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/01/maniche_mendes_santos.jpeg" alt="Maniche, Pedro Mendes, André Santos" width="280" height="196" align="left" title="Pressão Alta: A Qualidade Perdida" />O meio-campo titular mais vezes apresentado esta época tem contado com a dupla André Santos-Maniche, ou, quando o treinador opta pelo 4-3-3, posiciona-se à sua frente, normalmente, Jaime Valdés. Abordando especificamente a dupla referida, é aqui que os ritmos de jogo da equipa são pautados, tanto a defender, quanto a atacar. A pressão alta, por exemplo, elemento tantas vezes prezado por Paulo Sérgio no início da época, veio gradualmente a desaparecer das rotinas evidenciadas pela equipa. Tal situação verifica-se, presumivelmente, pelo enorme desgaste que esta opção provoca nos jogadores ao longo da partida pois, se não for realizada com a equipa como um bloco e correctamente interpretada, em termos de movimentos, por todos os jogadores, rapidamente o cansaço se apodera dos elementos mais pressionantes, face a outros jogadores que porventura não cumpram as exigências posicionais desta vertente do momento defensivo.</p>
<p>Apenas nos primeiros jogos da temporada se viu um Sporting a exercer pressão alta sem bola, enquanto o seu treinador apostou mais no 4-3-3 como táctica predilecta. A presença de três elementos no eixo central e de dois extremos a fechar nos corredores permitia um bom preenchimento zonal a defender, de modo a dificultar a saída atacante da equipa adversária. Porém, as exigências físicas parecem ter levado Paulo Sérgio a abdicar deste modelo.</p>
<p>A crescente aposta na linearidade do 4-4-2 (também fruto da longa paragem de Pedro Mendes), retirou a eficiência da aposta na pressão alta no momento da transição ataque-defesa. A juventude e inexperiência de André Santos levam a que muitas vezes prefira reter o equilíbrio posicional, mais junto à retaguarda defensiva. Assistimos, por diversas vezes, a Maniche a tentar juntar-se à dupla de avançados e pressionar logo quando a equipa perde a bola, ou nos momentos em que a equipa adversária opte por sair a jogar desde trás. Contudo, as pernas e stamina do internacional português já não são aquelas que encantaram os adeptos nas suas épocas no FC Porto e na Selecção Nacional. Maniche tem hoje um futebol mais estático e cerebral, privilegiando a qualidade de passe e circulação de bola.</p>
<p>A aposta no 4-3-3 foi-se perdendo, e, consequentemente, a pressão alta como elemento-base do momento defensivo. A profícua forma de Hélder Postiga, a lesão de Pedro Mendes e a aparente obrigatoriedade de Liedson em ser titular, cimentaram o 4-4-2 como modelo táctico mais rotinado. O bom futebol tem sofrido com isso, embora as eventuais explicações não se limitem apenas a este aspecto. Longe disso. Ao inconstante desempenho da equipa acresce agora a crise administrativa, provocada pela demissão de José Eduardo Bettencourt. No último encontro, a equipa bateu o Penafiel por 4-0, apesar de uma exibição pouco entusiasmante.</p>
<p>Cabe a Paulo Sérgio segurar as rédias motivacionais da equipa, e tentar devolver a qualidade exibicional que, a espaços, o Sporting já mostrou esta temporada.</p>
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		<title>As 10 Transferências Mais Sonantes Em Inglaterra</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2010/09/as-10-transferencias-mais-sonantes-em-inglaterra/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 09:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manu Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[O mercado de transferências está agora firmemente encerrado pelo que vos deixo aqui as consideradas 10 transferências mais sonantes em Inglaterra. Poderão ou não concordar, pelo que deixo em aberto...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado de transferências está agora firmemente encerrado pelo que vos deixo aqui as consideradas 10 transferências mais sonantes em Inglaterra. Poderão ou não concordar, pelo que deixo em aberto a possibilidade de comentarem.</p>
<p>10. Pablo Barrera, Universidad Nacional para o West Ham (£4 milhões)<br />
Ligado ao interesse de vários clubes, após ter dado nas vistas no mundial pelo México, acabou com uma certa surpresa por escolher o West Ham (há quem diga que por causa de Avram Grant). Apesar do mau inicio dos hammers, Barrera tem-se mostrado como um bom dinamizador do ataque, sendo já considerado uma grande compra por apenas £4 milhões.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3520 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/09/joe-cole-liverpool.jpg" alt="Joe Cole, Liverpool" width="270" height="182" align="left" title="As 10 Transferências Mais Sonantes Em Inglaterra" />9. <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1178767&amp;div_id=1488&amp;psec_id=46" target="_blank">Joe Cole</a>, do Chelsea para o Liverpool (custo zero)<br />
Outrora uma das pérolas do Chelsea e “perseguido“ por Tottenham, Arsenal e Manchester United, Joe Cole acabou em Liverpool. Com um inicio desastrado de temporada, expulso no primeiro jogo da Premier League e falhando uma grande penalidade para a Liga Europa, não deixa de ser uma grande contratação tendo em conta que nada custou.</p>
<p>8. Moussa Dembele, do AZ Alkmar para o Fulham (£5 milhões)<br />
Um ilustre desconhecido até o Birmingham City o ter andado a “farejar“. O jogador disse não a outros emblemas e seguiu para Londres para se juntar à equipa de Mark Hughes onde já mostrou o seu impacto. Em dois jogos marcou um golo e deu dois a marcar. Mais uma “pechincha“ ao que parece.</p>
<p>7. Jerome Boateng, do Hamburgo para o Manchester City (£11.5 milhões)<br />
Contratado pelo Manchester City antes do mundial, onde ajudou a Alemanha a atingir as meias finais. Um defesa forte e determinado que facilmente se adaptará à Premier League e reforçará a defesa dos “citizens“, muitas vezes considerada demasiado frágil.</p>
<p>6. Hatem Ben Arfa, do Marselha para o Newcastle (empréstimo)<br />
O “bad boy“ do futebol francês é aposta do Newcastle no regresso ao escalão maior em Inglaterra. Ligado a vários gigantes do futebol europeu, acaba emprestado por uma época para ajudar a equipa de Chris Hughton. Certamente um muito bom negócio para os Geordies.</p>
<p>5. Alexander Hleb, do Barcelona para o Birmingham City (empréstimo)<br />
Alex McLeish estará muito satisfeito com o empréstimo deste jogador. Deu nas vistas no Arsenal o que lhe valeu a transferência para Barcelona. Perdeu espaço na equipa catalã e recusou vários clubes, entre eles o Benfica, para voltar a Inglaterra. Dotado de enorme versatilidade no meio campo ofensivo, o empréstimo por um ano com opção de compra mostra-se uma jogada de génio.</p>
<p>4. Ramires, do Benfica para o Chelsea (£18 milhões)<br />
<a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">Apostado na renovação do título</a>, Carlo Ancelotti recebe na sua equipa um dos jovens futebolistas mais prometedores do momento. Um jogador que todos conhecemos, vem trazer sangue novo a uma equipa um tanto envelhecida. De notar que o Chelsea gastou £3o milhões no mercado, sendo mais de metade desse montante investido no passe do atleta canarinho.</p>
<p>3. Marouane Chamakh, do Bordéus para o Arsenal (custo zero)<br />
Pode não ser o terceiro melhor jogador a ser contratado neste verão, mas o facto de ter chegado aos “Gunners“ a custo zero parece ser mais uma jogada de perícia de Arsene Wenger. Vem aumentar a legião francesa do Arsenal mas com créditos firmados. Atacante possante para tentar dar eficácia ao futebol maravilha dos londrinos. Já marcou em jogos oficiais e já se faz notar.</p>
<p>2. Javier Hernandez, do Guadalajara para o Manchester United (£7 milhões)<br />
Mais um jovem desconhecido contratado antes do mundial, onde deu nas vistas e se valorizou, e que Sir Alex Ferguson descobriu. Já entrou na equipa, marcando golos, e é uma promessa para o futuro dos “red devils“.</p>
<p>1. <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1188690&amp;div_id=1486&amp;psec_id=46" target="_blank">Rafael van der Vaart</a>, do Real Madrid para o Totteham (£8 milhões)<br />
Parecia estar a caminho do Bayern por mais do dobro do dinheiro o que faz com que o tão desejado atleta holandês seja a “pechincha“ deste verão. Redknapp estará completamente radiante por poder contar com a talentoso atacante, adicionando mais uma solução ofensiva ao já demolidor ataque dos spurs.</p>
<p>Estas são consideradas as 10 mais sonantes transferências, mas porque não acrescentar mais algumas: <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/inglaterra/liverpool-raul-meireles-steve-gerrard-fc-porto-inglaterra-maisfutebol/1191710-1488.html" target="_blank">Raúl Meireles</a>, um dos ícones do Porto dos últimos anos (a ver vamos se fará falta no próximo <a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">Porto x Braga</a>) e também um jogador que despontou neste mundial, contratado pelo Liverpool para substituir Mascherano; <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1183971&amp;div_id=1458&amp;psec_id=46" target="_blank">Bebé</a>, contratado por uma verba milionária ao Vitória de Guimarães sem nunca se ter estreado na Liga Portuguesa, e a quem se antevê um futuro brilhante. Com uma adaptação inicialmente conturbada, é agora opção para a Liga dos Campeões; <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1188534&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Balotelli</a>, contratado pelo Manchester City, controverso, lesionado mas pleno de talento em bruto já faz correr muita tinta.</p>
<p>Em Janeiro o processo recomeçará, tendo certamente alguns destes nomes brilhado e outros desiludido os seus adeptos. Trata-se de uma temporada em que as carências financeiras que se fazem sentir afastaram possíveis transferências milionárias, mas que contudo não impediu os vários emblemas ingleses de se reforçar com atletas que certamente trarão maior espectacularidade ao já emocionante campeonato inglês.</p>
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		<title>A importância dos &#8220;estrangeiros&#8221; no futebol europeu</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2010/08/a-importancia-dos-estrangeiros-no-futebol-europeu/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 09:51:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manu Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[O tema não é novo e não se restringe apenas ao nosso país. Estou a falar do excesso de “estrangeiros” a actuar no nosso futebol. Este problema surge um pouco por toda a Europa e com especial incidência em Inglaterra. E é precisamente deste país que vou falar.
Em Inglaterra sofre-se do mesmo mal que em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O tema não é novo e não se restringe apenas ao nosso país. Estou a falar do excesso de “estrangeiros” a actuar no nosso futebol. Este problema surge um pouco por toda a Europa e com especial incidência em Inglaterra. E é precisamente deste país que vou falar.</p>
<p>Em Inglaterra sofre-se do mesmo mal que em Portugal quanto ao número exagerado de “estrangeiros”. Os motivos são bem diferentes, mas as consequências semelhantes. A selecção inglesa, tal como a portuguesa, revela uma clara falta de escolhas em termos de talento o que pode à primeira vista parecer estranho. Estamos a falar de um dos campeonatos mais ricos e competitivos do mundo, de equipas recheadas de excelentes jogadores e sucesso futebolístico. Ora aqui está um dos principais motivos da falta de talento caseiro em Inglaterra. Os clubes têm um poder económico tal que, ao invés de apostarem na formação, recorrem à compra dos melhores jogadores por esse mundo. De tal forma que poucos jogadores ingleses têm espaço nas equipas do seu país. Ou de qualquer outra selecção de topo, para sermos sinceros.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3477 alignleft" style="margin-top:4px;margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/08/anelka_chelsea.jpg" alt="Anelka, Chelsea" width="280" height="180" align="left" title="A importância dos estrangeiros no futebol europeu" />As fracas prestações da selecção inglesa nos últimos anos, em contraste com o grande sucesso das suas equipas, veio alertar os responsáveis e desencadear uma procura para solucionar o problema. Juntamente com uma solução para o talento inglês, procura-se também uma solução para o incrível endividamento e caos financeiro em que muitos clubes britânicos se encontram. Nesta ordem de ideias, foram criadas uma série de regras que serão aplicadas na época que se está a iniciar. Regras essas que visam garantir uma cota mínima de jogadores caseiros, ou “home-grown players” como por lá são designados. As regras são relativamente simples: todos os clubes terão que inscrever, num plantel de 25 jogadores, pelo menos 8 jogadores “home-grown”. E o que são estes jogadores? São jogadores que estiveram inscritos num clube inglês (ou galês) pelo menos por 3 épocas entre as idades de 16 a 21 anos. De ressalvar que os jovens não necessitam de ser obrigatoriamente britânicos, podem ser estrangeiros.</p>
<p>Tudo isto vem de acordo com as recomendações da UEFA para se apostar mais na formação e apoiar aos jovens jogadores nacionais. As contrapartidas são evidentes, aumenta-se o valor dos jovens nacionais, diminui-se os gastos com as contratações milionárias e, equilibrando-se as finanças dos clubes. Todos ganham. Bem, todos não. Os empresários não devem gostar muito disto. Sabe-se bem que o dinheiro e interesse em volta do mercado de transferências são poderosos. A resistência, por parte daqueles que têm bastante a perder, será feroz e poderá bloquear noutras paragens as mesmas medidas. Além disso, os clubes sul-americanos irão sofrer muito, pois são a principal fonte de fornecimento de jogadores para a toda-poderosa Europa. Parece-me mesmo que estes clubes vivem muito destas “exportações”. Talvez por este facto a FIFA, ao contrário da UEFA, tenha avanços e recuos nesta matéria.</p>
<p>Em Portugal temos as duas faces desta moeda, temos um excesso gritante de jogadores estrangeiros, o Braga será o exemplo melhor com os portugueses a representarem menos de 20% do seu plantel. Também por cá se encontram dificuldades em recrutar para a selecção nacional a um nível que todos desejaríamos, recorrendo-se a nacionalização de atletas de outros países e ainda assim com sectores nitidamente pobres em soluções, nomeadamente o sector atacante. Pauleta terá sido o último dos ponta-de-lanças portugueses com real sucesso. Na outra face, temos clubes que ganham muito dinheiro com boas compras e melhores vendas. Sendo esse factor, de resto, uma das soluções para equilibrar orçamentos e aumentar a competitividade.</p>
<p>Estarão os ingleses certos na <a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">aposta</a> que estão a fazer? Eu creio que sim e acredito ainda que se Platini conseguir fazer prevalecer as suas ideias, muito em breve toda a Europa se vai pautar pelas mesmas regras. Anjo ou demónio o tempo o dirá, mas o que é certo é que os problemas são reais e o estado financeiro dos clubes caótico.<br />
Uma última ideia para o nosso país, a legalização das apostas. Já muitos sites de <a href="http://apostas.betfair.pt/" target="_blank">apostas</a> ganham dinheiro à custa do nosso campeonato, porque não ganharem também os clubes e  as entidades ligadas ao futebol a sua parte?</p>
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		<title>Individualidades “Madrileñas”</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 15:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Após todos os encontros desta semana europeia, de entre todos os resultados que se registaram, uns mais inesperados que outros, há um facto que sobressai claramente: as duas equipas da capital espanhola que participavam nas provas europeias apresentavam mais um conjunto de individualidades do que uma verdadeira equipa. Embora com características distintas, Real e Atlético [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após todos os encontros desta semana europeia, de entre todos os resultados que se registaram, uns mais inesperados que outros, há um facto que sobressai claramente: as duas equipas da capital espanhola que participavam nas provas europeias apresentavam mais um conjunto de individualidades do que uma verdadeira equipa. Embora com características distintas, Real e Atlético denotaram nos seus respectivos jogos estarem dependentes em demasia de alguns elementos nas suas equipas, onde mecanismos e processos de conjunto revelam ausência de rotina e entrosamento, demonstrando níveis insuficientes para equipas que competem anualmente em provas da UEFA.</p>
<p>Começando pelo Atlético de Madrid, sem discutir as fraquezas da equipa em termos do seu plantel, é de realçar a inoperância evidenciada pelos seus dois médios-centro no jogo a contar para a Liga Europa contra o Sporting. Num sistema de 4-4-2 clássico e linear desenhado por Quique Flores, pressupõe-se que o duplo-pivot formado no meio campo seja capaz de acompanhar os restantes sectores na equipa quer nos momentos defensivos quer naqueles em que a equipa se encontra em ataque rápido ou continuado. E várias lacunas saltam à vista em ambos os momentos. Na transição ofensiva rápida ou em movimentos de contra-ataque, verificou-se uma grande tendência em colocar prontamente bolas nas laterais para os extremos (Reyes ou Simão, depois Salvio), ou directamente num dos avançados (Aguero ou Forlán) para que estes retessem a bola esperando a aproximação de apoios. O problema consistiu na constante demora destes em chegar rapidamente para dar esse apoio, ou, para ganhar eventuais segundas-bolas. Os ataques dos colchoneros basearam-se sobretudo nos raides de Reyes ou na inspiração de Aguero. Se porventura a bola não chegava a um destes jogadores, as acções da equipa resumiam-se a tentar manter a posse de bola, sem revelar qualquer dinamismo ou processos e movimentos estudados.</p>
<p>Parece faltar à equipa um médio box-to-box, com visão de jogo, sentido táctico, mais pulmão e técnica de modo a ser como um pêndulo para a equipa, para ser um ponto de referência no meio campo quando a equipa tem a posse de bola, para no passe mudar o flanco de jogo ou as áreas do campo onde incidir nas acções atacantes. Daí talvez a importância que se deu à impossibilidade de Tiago poder jogar. Por exemplo, por diversas vezes durante o encontro com o Sporting se viu Reyes a fazer passes de um flanco ao outro, ou a tentar encontrar outros jogadores em zonas menos congestionadas do campo. Tal deveu-se à falta de apoio dos médios centro – Paulo Assunção e Raul Garcia, &#8211; que muitas vezes se encontravam posicionados em linha ou demasiado no seu meio-campo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3386 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/03/real-madrid-lyon-cissokho-raul.jpg" alt="Cissokho e Raul" width="280" height="186" align="left" title="Individualidades “Madrileñas”" />No caso do Real Madrid, a dependência nas suas individualidades não é tão evidente pois a qualidade dos seus jogadores é muito mais elevada comparativamente aos seus rivais da cidade, em todos os sectores da equipa. Tal permite “disfarçar” até certo ponto a ausência de mecanismos bem trabalhados e entrosados, particularmente quando defrontam equipas com um nível mais elevado, como se viu esta época contra o AC Milan, Barcelona, Sevilha e agora contra o Lyon. Ao ser alvo de uma pressão mais alta ou ao jogar contra um meio-campo adversário mais povoado, a equipa revela uma incapacidade para sair a jogar com uma troca de passes curtos ou para se libertar de situações de inferioridade numérica. Nesses jogos, por vezes sobressai o trio Káká – Higuain – Cristiano Ronaldo, se a bola lhes chegar em condições, pois a sua qualidade individual intercalada permite muitas vezes decidir ou virar o resultados de uma partida. Repare-se no jogo contra o Sevilha: dois grandes golos de Higuain, mas sem uma grande exibição da equipa, apenas um grande espírito de luta e vontade em virar um resultado de desvantagem.</p>
<p>Esta incapacidade  da equipa nota-se ainda mais quando está ausente da equipa o jogador que, apesar de algo lento, detém melhor qualidade de passe e capacidade de gerir os ritmos de jogo: Xabi Alonso. Contudo, a capacidade mais importante do centrocampista espanhol é o seu passe longo, pois é por esta via que a equipa tem de recorrer quando se vê apertada no seu meio-campo ou incapaz de sair a jogar. Contra o Lyon, com Xabi Alonso lesionado, coube a Guti ocupar a sua posição, e as deficiências da equipa ficaram por demais evidentes. Apesar de possuir uma grande visão de jogo, a frescura física e sentido posicional a defender e atacar permitiram à equipa francesa anular facilmente os seus movimentos e os de Diarra, anulando assim os principais elementos que poderiam direccionar bolas para os desequilibradores da equipa. Como tal, os lances de destaque dos merengues resumiram-se aos falhanços de Higuain e aos raides de Cristiano Ronaldo, nada mais.</p>
<p>Guti disse, após a eliminação da Champions que o Real Madrid não sabe jogar os grandes jogos e que a equipa não podia lutar como se não fosse uma equipa. Uma das referências do clube parece já ter entendido o que se passa com a equipa, resta saber se os restantes jogadores e Manuel Pellegrini querem depositar os esforços pela conquista da Liga na soma das individualidades da equipa. Para os lados do Atlético de Madrid, a recente melhoria de resultados e classificação no campeonato (10º), parece ser o suficiente para evitar que se gerem mais indícios de descontentamento pela óbvia dependência da equipa nas suas estrelas.</p>
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		<title>A transfiguração do Sporting</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 10:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
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		<description><![CDATA[Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o significado deste novo momento do futebol leonino e exteriorizá-lo desta esfera de euforia e, de certo modo, alívio que tem envolvido o Sporting nos últimos tempos.</p>
<p>Apesar de ser louvável o actual momento do Sporting, é fulcral ter em conta que esta “viragem”  é baseada unicamente em duas partidas, ambas disputadas em casa: 3-0 ao Everton, decidindo a passagem à fase seguinte da Liga Europa, e igual resultado contra o FC Porto, a contar para a Liga Portuguesa. Não é aqui pretendido retirar qualquer mérito aos jogadores e equipa técnica, mas a solução do que vinha sendo veiculado como uma crise não pode, nem deve, ser tida como resolvida apenas pelo súbito aumento de qualidade que estes dois jogos vieram representar. A importância de ambos os confrontos era enorme no contexto do futebol leonino, sendo que a equipa soube crescer proporcionalmente aquilo que lhe era exigido, mas será isto finalmente fruto do trabalho tantas vezes destacado por Carlos Carvalhal, ou apenas uma subida geral de forma dos jogadores face às necessidades que estas partidas apresentavam?</p>
<p><img class="attachment wp-att-3378 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top:5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/03/pedro-mendes-falcao.jpg" alt="Porto x Sporting" width="280" height="207" align="left" title="A transfiguração do Sporting" />Em termos de futebol praticado, antes de se destacarem princípios de jogo e mecanismos tácticos mais consolidados e interiorizados, notou-se maioritariamente a subida de forma de vários jogadores da equipa titular. Pedro Mendes parece ter-se adaptado à equipa e alcançado novamente um ritmo competitivo sustentado depois da lesão que contraiu ainda ao serviço do Glasgow Rangers, sendo um jogador experiente e que aparenta ser uma nova voz de comando no meio-campo. Completa com Miguel Veloso um duplo-pivot, ao seu lado no 4-2-3-1 de Carvalhal, agora na posição onde rende mais e onde a equipa usufrui mais da sua qualidade de passe, capacidade de pautar os ritmos de jogo e condução de bola, podendo chegar a zonas frontais no último terço do campo que lhe permitam finalizar jogadas ou tirar partido de segundas-bolas. Marat Izmailov na direita evidencia novamente a consistência e solidez que lhe são reconhecidas, enquanto que na esquerda Yannick Djaló parece ser a solução para esticar a equipa no terreno de jogo e proporcionar soluções de passe nas alas, conferindo à equipa um carácter de irreverência, técnica e imprevisibilidade mas, acima de tudo, velocidade na condução de jogo, algoque Simon Vukcevic não tem vindo a conseguir esta época.</p>
<p>Quanto ao capitão João Moutinho, actuando agora como médio ofensivo de apoio a Liedson, revelou maior dinamismo nas suas movimentações, percorrendo livremente o campo, sendo ela a principal referência nos momentos de criar triangulações e tabelas em zonas mais avançadas do terreno. É agora, a par de Liedson, a primeira unidade de contenção defensiva da equipa, ao invés de se preocupar com marcações e coberturas quando actuava mais recuado no terreno, estando portanto mais solto nos momentos em que a equipa recupera a bola e tem que se lançar para o ataque. Em termos defensivos, de destacar a estabilização de Leandro Grimi, que exibiu segurança posicional e concentração semelhantes aos níveis que havia apresentado nos primeiros seis meses em que esteve ao serviço do Sporting após a sua vinda do AC Milan, o que, aliado à subida de formas dos restantes companheiros de sector, parece ter conferido alguma estabilidade defensiva à equipa, que não sofreu golos neste últimos dois encontros.</p>
<p>Aliado a esta melhoria individualizada dos jogadores leoninos, os processos de jogo parecem estar finalmente assimilados e a acontecer em jogo mais naturalmente, notável principalmente nos momentos em que a equipa se vê pressionada com bola  ou quando exerce pressão à saída do meio-campo adversário. Outro aspecto evidente foi a subida dos indíces de qualidade de passe, bastante evidentes principalmente no encontro com o Everton.</p>
<p>Resta agora esperar pelos próximos jogos e observar a reacção da equipa em encontros onde, previsivelmente, a motivação será menor, e onde a pressão será igualmente não tão elevada, embora a equipa saiba que após estes dois jogos, os adeptos esperam uma continuidade estável da qualidade exibicional e dos resultados. Terão sido estes resultados um acaso nesta época do Sporting? Cabe à equipa continuar a provar que eles foram um ponto de viragem.</p>
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		<title>Porque não se impõe Nani em Manchester?</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 14:47:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns de nós vimos ou ouvimos falar da estrondosa forma de Nani no Manchester United. Uma rara estrondosa fase de Nani. Desde que se encontra na terras de sua majestade, fez talvez dois, três bons jogos por ano, número que é significativamente insuficiente para um jogador com as suas características. Mas para entendermos o actual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns de nós vimos ou ouvimos falar da estrondosa forma de Nani no Manchester United. Uma rara estrondosa fase de Nani. Desde que se encontra na terras de sua majestade, fez talvez dois, três bons jogos por ano, número que é significativamente insuficiente para um jogador com as suas características. Mas para entendermos o actual Nani temos que recuar ao Nani dos tempos de Alvalade.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3369 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/nani_manchester_united.jpg" alt="Nani" width="280" height="176" align="left" title="Porque não se impõe Nani em Manchester?" /><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1138189&amp;div_id=1488&amp;psec_id=46" target="_blank">Nani</a>, no já longínquo losango de Paulo Bento, era um interior que dava largura, profundidade e verticalidade ao jogo, partindo de zonas mais interiores. Era dos únicos, se não o único, a ter autorização de anarquizar o jogo, dando-lhe esticões. Para que se entenda melhor a sua posição em campo era um pouco de Di Maria no actual Benfica.</p>
<p>Com a partida para Manchester, Ferguson procurou nele mais um elemento para jogar bem encostado às linhas, comportando-se como um típico extremo. O problema de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1137601&amp;div_id=1488&amp;psec_id=46" target="_blank">Nani</a> é que o United é uma equipa que na maior parte do tempo joga em ataque continuado, com circulação de bola, e o Português nos jogos em que era / é chamado a participar pouco ou nada se envolve nessa circulação, não procura espaços interiores, logo pouca bola tem. Normalmente, quando o vejo jogar no United sinto-o um corpo estranho na equipa, tal como o Coreano Park, que disfarça pela sua disponibilidade para as tarefas colectivas defensivas.</p>
<p>Nos chamados jogos grandes fora de casa, pela experiência grande que tem, o United aprendeu a sofrer, a ter de repartir mais a posse de bola com o adversário, e se tiver que jogar sem ela, também o faz com algum conforto. É neste tipo de jogo que actualmente Nani e curiosamente Park se sentem mais confortáveis no Manchester, quando a equipa joga longe da baliza da equipa adversária e após a recuperação de bola, tem espaço nas costas da defesa, para com e sem bola, se lançarem embalados em correria loucas, tirando adversários da frente. Foi assim o grandioso jogo de <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/46165-nani-nunca-pensei-em-desistir-e-voltar-portugal" target="_blank">Nani</a>, recentemente, no Emirates.</p>
<p>Porém, penso que Ferguson não manterá jogadores no plantel com o qual possa contar só para determinados jogos. Afinal de contas, são muito poucos os jogos por ano em que os Red Devils se deixem aparentemente dominar. Se no passado o tempo corria a favor do ex-leão, parece-me que actualmente já não. É urgente <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1422100" target="_blank">Nani </a>se afirmar em definitivo com peça importante do United, é urgente que não faça apenas e só 3/4 bons jogos por ano, é urgente que desequilibre mais em ataque continuado, é urgente que dê uma outra dimensão ao seu futebol. Assim, teremos mais Nani para o United, mas também para a equipa das quinas.</p>
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		<title>A nova identidade do meio-campo portista</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
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		<description><![CDATA[O Porto mudou com a entrada de Ruben Micael&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421009" target="_blank">Porto</a> mudou com a entrada de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/ruben-micael-sporting-fc-porto-porto-classico-taca-de-portugal/1136328-1304.html" target="_blank">Ruben Micael</a>&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse de placa giratória, fazendo circular o esférico e sem necessidade de carteiros.</p>
<p>Nisso reside a especificidade da interpretação do futebol moderno, algo que distingue as grandes equipas das não tão grandes. Olhamos o Barcelona, um exemplo supremo de posse em progressão; toques curtos, mas sempre com destino ao golo. Vislumbramos a colocação do tridente medular; Xavi, Iniesta e Touré fazem a bola correr mais do que eles correm!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3359 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/porto-sporting-falcao.jpg" alt="Porto X Sporting" width="280" height="204" align="left" title="A nova identidade do meio campo portista" />Nesse imenso carrossel, há quase uma obrigação de os laterais se movimentarem para receberem o esférico numa zona mais recuada de construção, permitindo que ganhem a necessária embalagem para apoiarem os homens que fazem de extremos&#8230; e esse é um dos princípios basilares do sistema e a razão do engrandecimento de forma de homens como <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421447" target="_blank">Álvaro Pereira</a>, no Porto.</p>
<p>Com Ruben, o meio campo ganhou equilíbrio. Mesmo órfão de Meireles, conseguiu o que o internacional português este ano não houvera conseguido. Graças à sua melhor condição física &#8211; algo que o antigo jogador do Boavista, por estranho que pareça, ainda não aprimorou &#8211; consegue ser o elo que Lucho sempre foi, a âncora que se torna em mais uma unidade defensiva mas um temível municiador atacante&#8230; e isso tem feito toda a diferença!</p>
<p>E aí se entende como os jogadores do Porto, no fim do jogo para a Taça de Portugal, tendo corrido na sua totalidade menos quase seis quilómetros que os do Sporting, jogaram mais&#8230; muito mais! Com alguém que chega com maior facilidade ao seu lado, ou, que pelo menos, consegue endossar a bola bem redondinha, até Belluschi está outro jogador. Aquela indesejada posição de interior começa a fazer sentido, pois com o apoio dos laterais, com as maiores soluções de passe para o outro interior e com a resolução óbvia de colocar nos extremos, os carteiros parecem que, passe a metáfora, este é o tempo dos telemóveis e dos emails&#8230; que não a carta já não é mais entregue à mão, mas que, electronicamente ela chegará mais eficazmente!</p>
<p>Guardiola percebeu isso a época passada. <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421011" target="_blank">Jesualdo</a>, com esta peça do puzzle de nome Ruben Micael, parece igualmente ter compreendido qual é o rumo a tomar.</p>
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		<title>Mariga, o reforço queniano de José Mourinho</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 12:55:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Mourinho pretendia um médio para suprir a venda de Patrick Vieira ao City… tentou Veloso por empréstimo e levou uma óbvia nega do Sporting; fez Manuel Fernandes viajar até Milão para, surpreendentemente, chumbar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mourinho pretendia um médio para suprir a venda de Patrick Vieira ao City&#8230; tentou Veloso por empréstimo e levou uma óbvia nega do Sporting; fez Manuel Fernandes viajar até Milão para, surpreendentemente, chumbar nos exames médicos; mas nas últimas horas surpreendeu meio mundo ao reforçar-se com um queniano&#8230; não, não é para a equipa de atletismo, mas sim um verdadeiro valor acrescentado para o meio campo nerazurri. O seu nome é McDonald Mariga e encantava no meio campo do Parma, onde controlava a área como quem controla a imensidão da savana africana, onde corria como os seus compatriotas o fazem nas planícies, com o sonho de um qualquer observador provindo de Nairobi os tornar uma estrela no mundo do atletismo!</p>
<p>Nascido em 1987, haveria de se revelar no Kamukunji High School Golden Boys, jogando ao lado do outro nome mais conhecido da actualidade do futebol queniano, o ponta de lança Dennis Oliech que actualmente joga nos franceses do Auxerre. Após dois títulos nacionais, mais propriamente em 2002 e 2003, partiria à aventura&#8230; da tórrida e inóspita Nairobi até à glaciar e cosmopolita Suécia foi um passo, um curto passo!</p>
<p>Mas não se pense que o longilíneo (1,88m) queniano teve como destino um clube fadado a uma qualquer presença na Champions. Não, ele foi aterrar ao terceiro escalão sueco, aos desconhecidos Enkopings SK. Aí, todo o seu potencial físico e técnico refulgiu! Usando uma expressão corrente, poderemos dizer que no meio-campo era tudo dele e ninguém passava.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3350 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/McDonald-Mariga-2.jpg" alt="McDonald Mariga" width="280" height="195" align="left" title="Mariga, o reforço queniano de José Mourinho" />Com tamanho impacto físico ao qual se aliava o seu carácter exótico, haveria de ter a publicidade necessária para dar mais um passo em frente na carreira. Assim, assinaria pelo Helsingborgs, um dos melhores clubes suecos, chegando mesmo a ser companheiro de equipa da lenda de seu nome Henrik Larsson. Num campeonato em que a vertente física é o vector essencial, com o seu imenso pulmão tornou-se peça chave de uma equipa que ambicionava os títulos&#8230; num campeonato em que a técnica por vezes é olvidada, fez-se notado pelo seu reportório que lhe permitia, também, apoiar os avançados.</p>
<p>Harry Redknapp, na altura boss do Portsmouth lançou-lhe o canto da sereia. Porém, questões com a sua autorização de trabalho obstaram a que se transferisse para a Premier League, já que além do Quénia não se encontrar numa posição respeitável do Ranking FIFA, McDonald não tinha os 75% de jogos efectuados pela sua selecção na época em curso e necessários para o departamento responsável dar o aval à transferência.</p>
<p>Já que Inglaterra se afigurava como um Kilimanjaro inultrapassável, outro sonho começou a tomar conta de si: o maravilhoso mundo do Calcio. Chegaria a Parma em 2007, por essas alturas um colosso em decomposição. O escândalo da falência da Parmalat abalara e de que maneira e o clube haveria de descer à Série B. Ainda assim, na época de adaptação ao futebol italiano e ao seu tradicional tacticismo, realizou dezoito jogos e deixou boa imagem!</p>
<p>No ano seguinte, no segundo escalão transalpino, faria trinta e cinco jogos, apontaria três golos e seria a cabeça de cartaz de um clube parmesão de volta aos principais palcos italianos. Daria seguimento a essa espiral de sucesso, sendo a pedra base, enquanto não se lesionou, de uma equipa que este ano sob o comando de Guidolin &#8211; um guru dos meandros do futebol italiano &#8211; tem feito uma carreira bem agradável.</p>
<p>Surgiu agora ligado a uma transferência para o Manchester City. Mancini conhece-o bem e sabia com quem contar. Porém, novamente, o fantasma da autorização de trabalho abortou o sonho&#8230; sabendo disso e sagaz como sempre, após perder Veloso e Fernandes, Mourinho não hesitou. Enviou para Parma o jovem francês Jonathan Biabiany e emprestou o chileno Luis Jimenez após a fracassada aventura deste no West Ham, e garantiu um dos mais promissores médios da actualidade&#8230; que, apesar, do exotismo, compreende todos os cânones do Calcio.</p>
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		<title>Robinho &#8211; Yes, he can!</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 20:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Robinho está de volta ao Santos, após quase cinco anos na Europa, com o estigma do fracasso. Afinal, para quem assegurava que seria o melhor jogador do mundo, as passagens sem brilho por Real Madrid e Manchester City, apesar dos dois títulos nacionais no time merengue, foram decepcionantes e deixaram a sensação de que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Robinho está de volta ao Santos, após quase cinco anos na Europa, com o estigma do fracasso. Afinal, para quem assegurava que seria o melhor jogador do mundo, as passagens sem brilho por Real Madrid e Manchester City, apesar dos dois títulos nacionais no time merengue, foram decepcionantes e deixaram a sensação de que o ex-menino da Vila exagerara em suas pretensões quando saiu do Brasil.</p>
<p>Mais do que isso, a postura pouco profissional e a forma descompromissada com que conduziu sua carreira “queimaram” sua imagem, a ponto da tão sonhada transferência para o Barcelona ter sido brecada, segundo fontes de dentro do clube, por Xavi e Puyol, líderes do elenco blaugrana, que não queriam um jogador problemático e de altíssimo salário para conturbar o ambiente.</p>
<p>O cenário, inegavelmente, não é dos mais animadores. No entanto, por mais paradoxal que possa parecer, é neste período de ocaso na carreira que o brasileiro tem as maiores chances de pegar um “atalho” e chegar ao topo do planeta bola faturando os principais prêmios individuais.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3340 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/01/robinho-volta-santos.jpg" alt="Robinho, Santos" width="291" height="218" align="left" title="Robinho   Yes, he can!" />Pode parecer loucura deste que escreve, mas a linha de raciocínio tem a sua lógica. Vejamos:</p>
<p>Jogando regularmente e contando com o carinho de todos no clube que o revelou e ainda o tem como ídolo pelos títulos brasileiros de 2002 e 2004, o atacante pode ganhar a motivação que vinha faltando nos últimos tempos. E considerando o ritmo cadenciado e o nível técnico mais modesto do futebol jogado no Brasil, suas chances de se destacar são enormes.</p>
<p>Em forma e com ritmo de jogo, certamente Dunga não vai deixá-lo de fora da lista para o Mundial e, muito provavelmente, ele será o titular. Nos jogos, a tendência é que seja menos marcado do que Kaká e Luís Fabiano, os jogadores que fazem a diferença em equipe bem montada, mas que sofre em muitas partidas pelo estilo previsível, baseado em jogadas de bola parada e contragolpes. Robinho pode dar o “toque brasileiro”, com sua capacidade de improviso e habilidade acima da média, e desmontar os fortes esquemas defensivos que o time canarinho enfrentará.</p>
<p>Além disso, Robinho vai à África do Sul “mordido” pelas críticas (a grande maioria bem justas) e tentará esfregar seu talento e capacidade de superação no rosto de seus detratores. Neste cenário, atletas costumam tirar forças do fundo da alma para vencer e dar a volta na própria história. Além disso, ele chegará menos cansado, sem o esgotamento da cada vez mais estafante temporada europeia, já que não vinha atuando regularmente pelo City e passará por um período de recondicionamento no Santos.</p>
<p>Por fim, o seu grande trunfo: ano de Mundial é especialíssimo. Qualquer jogador, em sete jogos, pode se eternizar se arrebentar pelo time campeão. E as últimas premiações deixaram claro que o melhor da Copa, independente do desempenho no clube, é sempre o destaque do ano.</p>
<p>Aí está a chance de Robinho. Com 26 anos, pode-se dizer que efetivamente é sua última oportunidade. Um brilho efêmero, mas no momento certo, pode driblar a dura realidade e realizar o sonho que parecia inatingível.</p>
<p>A receita? Deixar de lado o agito da vida noturna, se concentrar no trabalho até Junho, exigir menos regalias em Santos e, principalmente, acreditar que tudo que foi descrito acima não é apenas um devaneio deste colunista.</p>
<p>Sim, você pode, Robinho!</p>
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		<title>Diego, um artista incompreendido</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2010/01/diego-um-artista-incompreendido/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 16:13:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Vida difícil a de Diego, no exigente mundo do calcio. Efectivamente, o playmaker canarinho tem encontrado dificuldades para se impor no complicado mundo das amarras tácticas que tolhem os jogadores, no mundo transalpino.
Esta temporada, Diego tem sido o espelho da Vecchia Signora&#8230; um início forte, em que o estratega além de alimentar a vontade goleadora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vida difícil a de Diego, no exigente mundo do calcio. Efectivamente, o playmaker canarinho tem encontrado dificuldades para se impor no complicado mundo das amarras tácticas que tolhem os jogadores, no mundo transalpino.</p>
<p>Esta temporada, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/italia/zidane-diego-juventus/1133354-1489.html" target="_blank">Diego</a> tem sido o espelho da Vecchia Signora&#8230; um início forte, em que o estratega além de alimentar a vontade goleadora de Trezeguet, Iaquinta, ou Del Piero, também marcava golos, para posteriormente tornar-se mais um símbolo do ocaso bianconeri. Poder-se-à alvitrar que tal se deveu ao choque nas competições europeias, e que esse embate estará a comprometer toda uma época. Na verdade, este ano os homens de Turim acreditavam ser possível chegar longe na Champions e o grupo potenciava esse sonho&#8230; porém, além das dificuldades, já consabidas, que foram causadas pelo Bayern, um surpreendente Bordeaux estragou umas contas que se anteviam acessíveis&#8230; e a partir daí tudo correu mal!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2670 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/diego-juventus.jpg" alt="Diego" width="300" height="210" align="left" title="Diego, um artista incompreendido" />Aliado a esses factores, o brasileiro não se encontra, ainda, preparado para arcar como todas as responsabilidades de construção no jogo juventino, e neste momento, assemelha-se a Rhodes a carregar o globo terrestre sobre os seus ombros!</p>
<p>Felipe Melo tem sido uma desilusão, quase ganhando o Bidão de Ouro. Tiago, por desempenhos similares ao brasileiro, partiu sem honra nem glória. Sissoko é um mero destruidor, que ainda para mais teve a CAN no presente ano. Poulsen, não obstante a sua generosidade, nunca há-de ser um suporte para as tarefas de construção. Marchisio, apesar do talento, é um jovem ainda à procura do seu espaço, o mesmo sucedendo com o rato atómico Giovinco, que não obstante todo o talento e a velocidade ainda carece de efectividade e regularidade!</p>
<p>Com tantos problemas na zona central, seria óbvio que o brasileiro não poderia resolver as partidas&#8230; nem sentir-se seguro para criar os desequilíbrios que criava no Santos, ao lado de Robinho, ou no Bremen! E, agora, lembremo-nos do sucedido no Porto, onde em iguais momentos de instabilidade, o génio se eclipsou. Desapareceu nas mordaças de um resultadismo latente, e vislumbramos o jogador agrilhoado a uma faixa esquerda que não podia dar-lhe a alegria que precisava. Saído para a Alemanha, onde encontrou uma equipa formada que mesmo sem ser das mais fortes do campeonato respirava estabilidade e possuía uma estrutura montada para receber um playmaker de refinado quilate, voltou a ser determinante com golos e muitas assistências.</p>
<p>Agora, jamais lhe peçam para ser ele a resgatar a equipa das profundezas do abismo&#8230; isso não será tarefa de um homem que joga, apenas, no último terço do campo, necessitando, acima de tudo, estar suportado por uma retaguarda forte para poder explanar o seu jogo tranquilamente. Pois caso contrário, o génio regressará timidamente à lamparina e a banalidade será dominante!</p>
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		<title>A importância do Futebol do Barcelona como exemplo de formação</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 14:50:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
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		<description><![CDATA[É quase consensual, que o futebol praticado pelo F. C. Barcelona nesta ultima época e meia, é o mais espectacular e eficaz da actualidade. Como treinador de escalões de formação, pego em muitos exemplos que]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É quase consensual, que o futebol praticado pelo F. C. Barcelona nesta ultima época e meia, é o mais espectacular e eficaz da actualidade.</p>
<p>Como treinador de escalões de formação, pego em muitos exemplos que acontecem nos jogos, que hoje em grande parte são televisionados, para uma melhor explicação, exemplificação e entendimento do jogo por parte dos “Petits”.</p>
<p>Ora se o grande objectivo do jogo é chegar ao golo, o Barcelona é hoje em dia um bom exemplo, pelas diferentes formas como consegue produzir futebol ofensivo, individual e colectivamente tendo como fim esse mesmo objectivo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3319 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/01/iniesta-messi.jpg" alt="Iniesta, Messi, Barcelona" width="280" height="200" align="left" title="A importância do Futebol do Barcelona como exemplo de formação" />Desde cedo, nós treinadores / formadores, tentamos trabalhar entre outros aspectos o aperfeiçoamento da recepção, passe e desmarcação, do aspecto do drible e da criatividade, da utilização da velocidade de pensamento, reacção e de execução, da procura da largura do campo, como forma de chegar à profundidade. Tentamos incutir aquilo que chamamos princípios básicos do jogo.</p>
<p>Tudo isto tem ou tem tido o Barcelona de Guardiola. Por isso mesmo, é hoje, se não a equipa mais importante, das mais importantes como referência explicativa e exemplificativa para os mais jovens que sonham ser um dia jogadores de futebol.</p>
<p>A qualidade de recepção de bola demonstrada por grande parte dos seus atletas, a capacidade de passe curto em busca de progressão no campo, através de tabelas sucessivas em espaço curto, com a alternância de passe longo procurando variar o chamado centro do jogo, a capacidade de drible nos confrontos de 1-1 ou 1-2 (2 defensores) com os seus opositores directos, as desmarcações nos espaços vazios, tudo isto aliado a velocidade com que pensam e executam faz deste Barcelona um exemplo maior do que é o futebol moderno.</p>
<p>Se nós no campo tentamos incentivar e motivar os nossos jovens para a aprendizagem, actualmente são Messi, Xavi, Iniesta, Ibra, Henry, Puyol, Daniel Alves, Pedro, Keita, Piqué, os melhores professores que se podem encontrar como equipa, porque semanalmente dão verdadeiras aulas exemplificativas de bom futebol, de sentido colectivo, sentido táctico, recorrendo-se das suas características.</p>
<p>Se o futebol saiu das ruas, onde a aprendizagem e a execução do jogo era instintiva e natural, com pouco entendimento do mesmo, passa agora para as chamadas Escolas de Futebol (até as próprias escolas primárias começam a ter as suas) onde esse lado instintivo e natural passa a ser estruturado e orientado para o entendimento do jogo. É excelente que consigamos utilizar exemplos individuais, postos ao serviço de um grande colectivo, como é a equipa do Barça, daí a sua importância como exemplo prático de formação.</p>
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		<title>2009: Um ano para a Argentina esquecer</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 17:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[A Argentina só tem a comemorar com o término de 2009. Não por seus feitos, pois não houve nada memorável e digno de comemoração, mas sim pelos fiascos. Ou seja, este é um ano a ser esquecido, ou melhor, sempre lembrado e nunca repetido. E isso pode ser refletido em todas as categorias da seleção, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Argentina só tem a comemorar com o término de 2009. Não por seus feitos, pois não houve nada memorável e digno de comemoração, mas sim pelos fiascos. Ou seja, este é um ano a ser esquecido, ou melhor, sempre lembrado e nunca repetido. E isso pode ser refletido em todas as categorias da seleção, além de também fazer parte dos grandes clubes locais.</p>
<p>As categorias inferiores da seleção Albiceleste sempre foram motivos de orgulho, pois além de constantemente revelarem bons nomes, conquistavam bastantes títulos. Assim como a seleção principal despertava respeito aos adversários. Mas, isso passou. Ao menos não aconteceu neste ano. Entre desclassificações precoces e não classificações, as categorias “sub’s” repetiram a fraca campanha da seleção principal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2014 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/argentina_team.jpg" alt="2009: Um ano para a Argentina esquecer" width="290" height="189" align="left" title="2009: Um ano para a Argentina esquecer" />A seleção Sub-15, que disputou o Sul-Americano da categoria, na Bolívia, terminou o torneio com quatro pontos em quatro partidas, foi desclassificada e nem ao menos passou às fases finais da competição. Já a seleção Sub-17 foi desclassificada frente à seleção colombiana, por 3 a 2, nas oitavas-de-finais do Mundial da Nigéria. E não conseguiu trazer a única taça que falta na galeria da AFA.</p>
<p>Por sua vez, a Sub-20, a maior vencedora da competição, com seis títulos, não conseguiu nem ao menos se classificar para o mundial deste ano, disputado no Egito.</p>
<p>Já a principal, entre resultados negativos e, até considerados normais, a grandes vexames como a goleada sofrida na altitude de La Paz, diante da Bolívia por 6 a 1. Tendo em vista, que todos os possíveis efeitos da altitude foram ignorados e até ridicularizados quando o próprio selecionador argentino fez propaganda em prol da pratica de esportes na altitude.</p>
<p>Fora tal feito, como citado houve também resultados negativos que poderiam ser considerados comuns se não fosse o fraco desempenho, como a derrota para o Brasil, por 3 a 1, em Rosário, depois de todo circo armado por Dieguito, além da derrota por 2 a 1, para a Espanha. E até a derrota para a seleção paraguaia, por 1 a 0, em Assunção.</p>
<p>Além da derrota por 2 a 0, para o Equador e por final, a derrota por 4 a 2, frente ao selecionado Catalão, foram suficientes para coroar está trágica campanha da Albiceleste, que por muito pouco não fica de fora do Mundial da África do Sul 2010.</p>
<p>A Seleção somou seis derrotas em 14 jogos, no ano. Porém pode-se dizer que não só o retrospecto deixa bastante à desejar, mas as brigas internas entre o corpo técnico, o mau futebol apresentado, por essa, que para muitos era a grande geração, aliado ao medíocre treinador, que foi a cereja no bolo desta fraca argentina.</p>
<p>Quanto aos clubes, os tradicionais e eternos rivais –Boca Juniors e River Plate- que já haviam feitos campanhas pífias no Clausura 2009, repetiram o feito no Apertura 2009, não chegaram nem perto da disputa pelo título e menos ainda da classificação para a Copa Libertadores 2010.</p>
<p>Diante deste panorama pouco pode-se esperar para a Copa do Mundial 2010, certo? Talvez. Nada é  animador, nem mesmo o único orgulho que o povo argentino teve neste ano, a consagração de Lionel Messi, como o melhor jogador do mundo pela FIFA. O primeiro hermano a receber tal honraria. Mas como disse, nem isto dar um alento, pois La Pulga, por diversos fatores que não vem ao caso agora, não consegue repetir as grandes apresentações que promove pelo Barcelona. Porém, a exemplo, as seleções canarinhas de 70 e 94 chegaram à Copa desacreditadas e ergueram a taça.</p>
<p>&#8230; E que os deméritos de 2009 não se repitam em 2010.</p>
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		<title>O Povo no Poder</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 12:47:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[2009 foi o ano em que os times mais populares do Brasil dominaram o cenário futebolístico do país com autoridade e fizeram a festa de suas imensas torcidas com títulos e ótimas performances. Comandados pelos repatriados Adriano e Ronaldo, Flamengo e Corinthians protagonizaram os principais torneios nacionais e ainda levaram as taças regionais para suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>2009 foi o ano em que os times mais populares do Brasil dominaram o cenário futebolístico do país com autoridade e fizeram a festa de suas imensas torcidas com títulos e ótimas performances. Comandados pelos repatriados Adriano e Ronaldo, Flamengo e Corinthians protagonizaram os principais torneios nacionais e ainda levaram as taças regionais para suas repletas salas de troféus.</p>
<p>O primeiro semestre foi perfeito para os corintianos. A partir da entrada de Ronaldo, o principal reforço da temporada, no empate em 1 a 1 contra o Palmeiras, o alvinegro paulista, com a base do time que foi campeão da segunda divisão no ano anterior, se acertou atuando no 4-2-3-1 que deu liberdade ao Fenômeno e fluência às ações ofensivas sem comprometer o sistema defensivo e atropelou seus adversários no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil faturando as duas taças com direito a golaços de Ronaldo nas finais contra Santos e Internacional. As estratégias de marketing e as contratações pontuais foram cirúrgicas e o Corinthians sobrou em terras brasileiras.</p>
<p>Porém, na segunda metade do ano, a desmotivação pelas poucas aspirações no Campeonato Brasileiro, já que a meta de garantir vaga na Libertadores tinha sido alcançada, e, principalmente, as ausências de André Santos e Cristian, negociados ao Fenerbahçe, e Douglas, que foi jogar no Al Wasl, fizeram com que o time comandado pelo técnico Mano Menezes caísse demais de produção e fizesse uma campanha não mais que razoável na principal competição nacional. A reposição no elenco não foi à altura e a queda técnica foi vertiginosa, com o time amargando tropeços constrangedores, como na derrota em casa para o rebaixado Náutico por 3 a 2 pela 36ª rodada.</p>
<p>Já o Flamengo seguiu o caminho inverso. Apesar das desconfianças e de jogos pouco convincentes sob o comando do técnico Cuca, o time carioca superou mais uma vez o Botafogo e conquistou seu quinto tricampeonato estadual. Mas a eliminação nas quartas-de-final da Copa do Brasil para o Internacional, a aposentadoria de Fábio Luciano e a saída de Ibson minaram as forças de um elenco que já não era tão qualificado, mesmo com a chegada de Adriano em maio, e uma crise política por conta da chegada de Petkovic, o sérvio de 37 anos que retornava ao clube em um acerto para o pagamento de uma dívida trabalhista, custou o emprego de Cuca e a saída do vice-presidente de futebol Kléber Leite.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3307 alignleft" style="margin-top:3px;margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/adriano-flamengo.jpg" alt="Adriano" width="280" height="189" align="left" title="O Povo no Poder" />Com a chegada de Marcos Braz para comandar o futebol, a efetivação do auxiliar técnico Andrade como treinador e a contratação de Álvaro e Maldonado logo após a saída do atacante Emerson para o Al-Ain e a séria contusão no ombro de Kléberson em amistoso pela seleção brasileira, a equipe rubro-negra se reinventou. O time que atuou por dois anos no 3-5-2 para liberar os ofensivos alas Léo Moura e Juan foi remontado em um 4-2-3-1 que foi ensaiado num empate sem gols contra o Internacional no alagado Estádio Beira-Rio e encaixou definitivamente nas vitórias sobre os favoritos Palmeiras e São Paulo. Com Adriano, artilheiro do campeonato ao lado de Diego Tardelli com 19 gols, definindo as partidas e o redivivo Petkovic desequilibrando com a bola rolando ou parada, o Flamengo fez a melhor campanha do returno e, numa arrancada espetacular, conquistou pela sexta vez o título que não era seu desde 1992 e acabou com a hegemonia do tri/hexa São Paulo.</p>
<p>É possível dizer que o ano foi mais vermelho e preto pela conquista da hegemonia doméstica pelo 31º título estadual e a maior dificuldade do Brasileiro mais equilibrado da era dos pontos corridos. Mas também não é nenhum absurdo apontar o futebol praticado pelo alvinegro no primeiro semestre como o melhor apresentado no país ao longo da temporada. Nos duelos entre os gigantes, vantagem do Flamengo, que venceu as duas partidas. No turno, 1 a 0 com gol de Adriano e ausência de Ronaldo no Maracanã; no jogo de volta em Campinas, 2 a 0 para os rubro-negros, agora com o Fenômeno, flamenguista confesso, em campo por 25 minutos até sentir uma contusão na coxa e o Imperador de fora. Mas a pouca importância dada ao Brasileirão pelo Corinthians descaracterizou os encontros entre os principais times do país em 2009.</p>
<p>O tira-teima entre os dois grandes ídolos e goleadores fica para o ano que vem. Quem sabe num confronto épico e histórico pela Taça Libertadores? O time paulista entra na competição mais pressionado pelo centenário do clube e por ser o único gigante de São Paulo que não venceu o torneio continental, o que transforma o desejo natural numa angustiante obsessão. A responsabilidade do Flamengo também será grande, pela empolgação do torcedor e os investimentos na manutenção dos principais jogadores pela nova diretoria, agora liderada pela presidente Patrícia Amorim, a primeira mulher a comandar o clube.</p>
<p>Os desafios são enormes, mas a identificação com a massa que empurra e fascina nas arquibancadas lotadas torna tudo mais possível para quem ganha na bola e também no berro de um povo apaixonado e sempre sedento de glórias que compensem as tantas agruras do cotidiano brasileiro.</p>
<p><em>[O colunista volta em 2010. Ficam os votos de um Natal em paz e ótimo réveillon para todos. Até a volta!]</em></p>
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