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	<title>Jogo de Área &#187; Modalidades</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Greg Lemond: Renascer das cinzas</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 13:07:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Modalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Dez anos antes de Lance Armostrong ter derrotado o cancro e vencido pela primeira vez a Volta à França em bicicleta, um outro americano cometeu uma proeza semelhante: vencer a maior prova velocipédica do mundo, depois de ter estado às portas da morte.
O acidente no auge da carreira
Em 96 edições, a Volta à França já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dez anos antes de Lance Armostrong ter derrotado o cancro e vencido pela primeira vez a Volta à França em bicicleta, um outro americano cometeu uma proeza semelhante: vencer a maior prova velocipédica do mundo, depois de ter estado às portas da morte.</p>
<p><strong>O acidente no auge da carreira</strong><br />
Em 96 edições, a Volta à França já teve grandes campeões, grandes momentos, grandes conquistas e grandes desilusões. Mas se tivesse de escolher uma edição só para explicar a grandeza da prova, seria a de 1989, ganha por Greg Lemond na última etapa. Um contra-relógio de 24 km, em que o ciclista americano teve de recuperar os 50 segundos que tinha de atraso em relação ao francês Laurent Fignon, acabando por vencer a prova pela mais curta diferença de sempre: 8 segundos. E se ainda hoje me lembro tão bem dessa etapa é porque acho que nunca vi no ciclismo uma manifestação de querer tão grande como a de Lemond nesse dia.</p>
<p>É preciso esclarecer vários coisas de antemão e a primeira é a seguinte: Lemond ganhou a prova sozinho. Ao contrário de quase todos os campeões desde sempre nesta competição, praticamente não tinha uma equipa a ajudá-lo. Corria pela ADR, uma equipa sem expressão no pelotão, enquanto Fignon corria pela Super U-Raleigh-Fiat (antiga Système U), dirigida por Cyrille Guimard. Mas há algo que torna a vitória de Lemond ainda mais impressionante: é que dois anos antes, o ciclista tinha estado entre a vida e a morte, após um acidente estúpido numa caçada na Califórnia, em que o próprio cunhado o atingiu acidentalmente no peito com uma bala. Isto ocorreu em Abril de 1987. Até essa altura, Lemond tinha disputado 3 Tours: em 1984, tendo-se classificado em 3.º lugar, uma prestação brilhante para qualquer debutante na prova. Em 1985, em que foi 2.º, e só não venceu porque corria na equipa de Bernard Hinault, a La Vie Claire e tinha a missão de ajudar o campeoníssimo francês a igualar Jacques Anquetil e Eddy Mercx na 5.ª vitória no Tour. E em 1986, em que se sagrou vencedor, à frente de Hinault, para irritação de muitos franceses, porque impediu o compatriota destes de se sagrar o recordista de vitórias na prova.</p>
<p>Aos 25 anos Lemond estava no auge da sua forma. Os americanos nunca tinham feito nada de relevante no ciclismo, mas agora era um americano que dominava a modalidade. E foi então que ocorreu o acidente. A descarga de chumbo nas costas deixou-o debilitado não só em termos físicos, mas também psicológicos, porque pensava que nunca mais iria poder correr.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2583 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/greg_lemond_.jpg" alt="Greg Lemond (1989) Tour de France" width="300" height="200" align="left" title="Greg Lemond: Renascer das cinzas" /><strong>Uma vitória de sonho</strong><br />
Mas há algo no espírito de competitividade dos grandes atletas, e que Lance Armstrong voltaria a provar uma década mais tarde, e que se revela nestes momentos: a vontade de se suplantarem a si mesmos ou àquilo a que parecem estar limitados. Para Lemond, voltar a poder correr dois anos mais tarde já foi uma grande vitória, mas para quem, como ele, amava tanto o Tour, correr significava sempre lutar pela vitória. Para quem se lembra, a Volta à França de 1989 foi aquela em que o português Acácio da Silva esteve de amarelo durante alguns dos primeiros dias da prova. Claro que, quando as etapas chegaram às montanhas, um sprinter como Acácio da Silva começou a perder gás e relevância. E aí começaram a impôr-se os grandes nomes do ciclismo da época: Laurent Fignon (que já havia vencido o Giro desse ano), Pedro Delgado (vencedor do Tour do ano anterior) e&#8230; Greg Lemond.</p>
<p>A camisola amarela mudou de dono algumas vezes, principalmente entre Lemond e Fignon, mas a certa altura começou a parecer inevitável a vitória do francês (que já havia vencido a prova em 1983 e 84). Só que nesse Tour aconteceu algo que (infelizmente, para mim) raramente acontece nestas grandes provas: a última etapa era um contra-relógio. E aí, não há equipas que valham. Aí, ganha mesmo aquele que é melhor. Só que, mesmo assim, 24 km parecia uma distância demasiado curta para Lemond recuperar os 50 segundos de atraso. Era preciso quase voar para o conseguir. E, no fundo, foi isso que o americano fez, ao atingir a velocidade média de 54,5 km/h.</p>
<p>Lemond ainda ganharia nesse ano o campeonato do Mundo de Estrada (repetindo a vitória de 1983), sendo eleito o desportista do ano pela revista Sports Illustarated, mas tal como o próprio afirmaria, o auge da sua forma já tinha passado. Talvez tivesse ganho mais Tours se não tivesse sofrido o acidente de 1987. Ao contrário de Lance Armstrong, que atingiu a sua melhor forma depois de ter sofrido o cancro na próstata, Lemond estava no auge na altura em que ocorreu o acidente. A partir de 1991 foi o espanhol Miguel Indurain que se começou a impor na prova, vencendo por 5 vezes seguidas a maior comeptição velocipédica. Ainda assim, alguns anos mais tarde, Indurain confessou que se pudesse escolher uma vitória no Tour, gostava que tivesse sido a de 1989. Ele sabe que esse tipo de vitória é o sonho de qualquer desportista.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=AyvwtOQYQ-E"><img src="http://img.youtube.com/vi/AyvwtOQYQ-E/default.jpg" width="130" height="97" border title="Greg Lemond: Renascer das cinzas" alt="Greg Lemond: Renascer das cinzas" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Contra-relógio na Volta a França 1989</span></p>
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		<title>As Conquistas de Gil</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 16:48:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Ténis]]></category>

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		<description><![CDATA[Gil Eanes foi no século XV um dos grandes nomes da época dos Descobrimentos, ajudando a colocar Portugal na história como um povo lutador, bravo, e com vontade de ir à luta.  Em pleno século XXI, um novo Gil tem colocado a bandeira verde e vermelha em destaque, numa modalidade que de Portugal apenas vem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gil Eanes foi no século XV um dos grandes nomes da época dos Descobrimentos, ajudando a colocar Portugal na história como um povo lutador, bravo, e com vontade de ir à luta.  Em pleno século XXI, um novo Gil tem colocado a bandeira verde e vermelha em destaque, numa modalidade que de Portugal apenas vem recebendo muito empenho, mas magros resultados. Tudo parece estar, contudo, a mudar.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/03/frederico-gil.jpg"><img class="size-medium wp-image-1759 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" title="frederico-gil" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/03/frederico-gil-275x202.jpg" alt="As Conquistas de Gil" width="275" height="202" /></a>Nascido em Sintra, este ainda jovem atleta de 24 anos tem vindo a palmilhar um percurso notável, num país onde se gosta de ténis, mas onde as infraestruturas são quase inexistentes para a alta competição. E Frederico Gil, esquecendo tudo isso e rejeitando a mais do que natural possibilidade de emigrar, iniciou a sua cruzada num dos mais exigentes desportos individuais do planeta. E a primeira consequência da não emigração deste nosso valor terá sido a tardia aparição nos mais mediáticos cortes mundiais. Até há bem pouco tempo, Frederico era apenas um &#8220;tenista de grande potencial&#8221;, mas a quem eram igualmente apontados alguns defeitos comuns a atletas de pouca escola. A falta de intensidade e regularidade seriam, naturalmente, os aspectos que o diferenciavam dos melhores. O tempo levou-o a aprimorar as suas qualidades, e, mais velho, Gil é actualmente considerado um jogador experiente, com enorme poderio do fundo do corte, e que certamente se manterá entre os 100 melhores do mundo por um longo período.</p>
<p>Quando em 2006 alcançou o posto de melhor Português da actualidade, Frederico revelou a humildade que sempre o caracterizou, mas certamente estaria longe de pensar que a sua evolução ainda teria alguns passos largos para percorrer. Esta última semana, e depois de conseguir a qualificação para a primeira ronda do Open de Miami, Gil defrontou os <span class="apreto12n">77.º e o </span><span class="apreto12n">25.º do ranking ATP, Zverev e Karlovic respectivamente, conseguindo com ambos vitórias seguras, tranquilas, e de enorme confiança. Frente ao segundo, reconhecidamente um rei dos ases, Frederico terá tido a prestação mais segura da sua carreira, não se abatendo por qualquer condicionante, e fechando a partida em 90 minutos, abrilhantada ainda por um ás &#8211; o seu único, mas o mais decisivo da partida.<br />
</span></p>
<p>Recentemente, Gil confidenciou: &#8220;A minha vida tem mudado em termos pessoais e profissionais, pelo facto de ter conseguido vários desempenhos inéditos para o ténis português. Então em termos mediáticos muita coisa se passou em Portugal, enquanto no circuito mundial começo a ser confrontado por adversários que não têm nada a perder quando me defrontam, conscientes do meu valor e até do meu estatuto de favorito&#8221;. Apesar de fatigante para o melhor Português de sempre, é igualmente um factor motivacional único, e aquilo que lhe poderá permitir estabelecer-se entre os melhores do mundo. O ténis é um desporto exigente, desgastante, e onde o factor psicológico é tão determinante quanto tudo o resto. E o favoritismo que o Sintrense pretende acumular será, certamente, o maior trunfo para o seu sucesso entre os melhores dos melhores.</p>
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		<title>Superliga Russa &#8211; Renovação motivada pelos Rublos</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 12:48:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Quintela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Basquetebol]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois do reconhecimento mundial que a Liga ACB de Espanha vem tendo nos últimos anos, tendo mesmo sido considerada a melhor liga europeia e a segunda melhor liga do mundo, eis que surge da Rússia uma concorrente à altura: a renovada Superliga Russa.
Atraídos pelos Rublos, a próxima edição contará com nomes sonantes vindos da NBA, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do reconhecimento mundial que a Liga ACB de Espanha vem tendo nos últimos anos, tendo mesmo sido considerada a melhor liga europeia e a segunda melhor liga do mundo, eis que surge da Rússia uma concorrente à altura: a renovada Superliga Russa.</p>
<p>Atraídos pelos Rublos, a próxima edição contará com nomes sonantes vindos da NBA, da ACB e da poderosa selecção da Lituânia. Coloca-se então a seguinte questão: conseguirão outros clubes fazer frente à hegemonia do CSKA de Moscovo? Passemos à análise dos dois principais candidatos ao título da, provavelmente, melhor edição de sempre desta liga da terra dos czares.</p>
<p>CSKA Moscovo: Liderados pelo experiente e consagrado Ettore Messina, o clube da capital russa mantém uma estrutura muito sólida e com garantias para continuar a ser o principal candidato ao título. De forma a suprimir as lacunas deixadas pela saída de dois importantes atletas, Papaloukas e Andersen, Messina contará com três reforços sonantes. São estes Zoran Planinic, campeão da passada edição da ACB ao serviço do TAU e com passagem pelos New Jersey Nets da NBA, Terrence Morris que foi a principal sensação da Euroleague (uma espécie de Champions League do basquetebol) e o esloveno Erazem Lorbek, vindo do Lottomatica Roma e considerado um melhores extremos-poste da Euroleague. Mantêm-se no clube jogadores como JR Holden (base titular da Selecção Russa), Trajan Langdon, Ramonas Siskauskas e Savrasenko. Nikos Zizis, base grego de 25 anos, e Viktor Khryapa, que já actuou na NBA ao serviço dos New Jersey Nets e Chicago Bulls, são dois importantes valores de futuro que continuarão a evoluir na equipa.</p>
<p>BC Khimki: Este clube, também de Moscovo, perfila-se como o grande rival do CSKA à conquista do título de campeão. Depois de ter levado uma forte injecção de Rublos, a equipa do treinador Lituano Kestutis Kemzura foi a mais gastadora deste defeso em toda a Europa. Contratou o astro argentino Carlos Delfino aos Detroit Pistons, e Jorge Garbajosa, um dos pilares da campeã mundial Espanha, aos Toronto Raptors. Estas duas super-estrelas ex-NBA contarão com um salário muito chorudo, sendo que Carlos Delfino assinou mesmo o maior contrato de sempre da história do basquetebol europeu. A estes junta-se ainda Milt Palacio que actuou nos Vancouver Grizzlies, Boston Celtics, Phoenix Suns, Cleveland Cavaliers, Toronto Raptors, Utah Jazz e KK Partizan Belgrade da Sérvia. O francês Jérôme Moïso, experiente poste de 30 anos com passagem pelos Boston Celtics, Charlotte Hornets/New Orleans Hornets, Toronto Raptors, New Jersey Nets e Cleveland Cavaliers, assinou igualmente contrato com o este renovado clube da capital. Estes super-reforços juntam-se a um conjunto de experientes jogadores que na época transacta conquistou a Taça da Rússia frente ao CSKA de Moscovo. O BC Khimki é apontado como o principal candidato à conquista da Eurocup (competição equivalente à Taça UEFA do futebol).</p>
<p>Capazes de lutar pelos lugares cimeiros da Superliga Russa, estão ainda clubes como o Dínamo de Moscovo, o Triumph Lybertsy (que esta época assinou contrato com o sérvio Nenad Krstić, ex-New Jersey Nets) e o Unics Kazan. Desta forma, podemos certamente esperar uma Superliga Russa muito interessante do ponto de vista competitivo, e com equipas que darão que falar nas principais competições europeias, a Euroleague e a Eurocup. É uma revolução, tão necessária na modalidade e que certamente irá aumentar os níveis de competitividade das melhores ligas europeias. Estaremos atentos!</p>
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		<title>O &#8220;Reacender&#8221; da Fórmula 1</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 09:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desportos Motorizados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Este fim-de-semana uma nova página irá ser escrita na História do automobilismo e sobretudo da Fórmula 1. Singapura é o epicentro do reacender da chama da alta velocidade e irá acolher o primeiro e inédito Grande Prémio de F1 nocturno, uma autêntica revolução que conta com mais de 1500 holofotes espalhados pelos 5kms de pista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Este fim-de-semana uma nova página irá ser escrita na História do automobilismo e sobretudo da Fórmula 1. Singapura é o epicentro do reacender da chama da alta velocidade e irá acolher o primeiro e inédito Grande Prémio de F1 nocturno, uma autêntica revolução que conta com mais de 1500 holofotes espalhados pelos 5kms de pista citadina que irá garantir o espectáculo e certamente servir de impulsionador para o reacender da competição motorizada rainha em todo o Mundo.</p>
<p>Admito que já há muito que o meu interesse pela Fórmula 1 havia praticamente desaparecido, muito pela queda quase astronómica de popularidade e sobretudo espectacularidade da modalidade que conheceu nos anos 90 o apogeu da sua fama. No dia 28 de Setembro nada pode falhar. Ironicamente as luzes da ribalta estarão apontadas para o Grande Prémio de Singapura, a primeira prova da história da Fórmula 1 a ser disputada à noite, facto que não é inédito nos desportos motorizados, mas de capital importância para as audiências da disciplina rainha do automobilismo. Uma das razões evocadas para tamanha mudança e sobretudo inovação autorizada pela FIA prende-se com o facto da prova representar um verdadeiro marco para a competição, pois compreende uma enorme expectativa tecnológica e de inovação que tinha como objectivo inicial uma primeira experiência da F1 para que os espectadores europeus possam ver a transmissão televisiva do GP asiático à hora habitual (13 ou 14 horas).</p>
<p>A noite será transformada em dia, com os monolugares a acelerarem no circuito citadino Marina Bay, que vai usar projectores Philips num projecto desenvolvido pela empresa italiana Valerio Maiol, minuciosamente concebido para que não surjam quaisquer reflexos, mesmo em caso de chuva, capazes de atrapalhar o desempenho dos pilotos que vão rodar a velocidades próximas dos 300 quilómetros/hora. O detalhe vai até tal ponto que também não foi esquecido o conforto visual dos espectadores e igualmente dos telespectadores, em relação aos quais os padrões das transmissões em alta definição foram igualmente levados em consideração. Tudo grandes detalhes que me deixaram ainda mais curioso em relação a esta verdadeira revolução tecnológica na área do desporto motorizado:</p>
<ul>
<li> O circuito é do tipo citadino e já é equiparado ao lendário circuito do Mónaco. Tem 5067m e terá 61 voltas perfazendo um total de 309.087 km até à <em>finish line</em>.</li>
<li>A única bandeira de pano que vai ser vista em Singapura será a de xadrez, porque as restantes (amarela, verde, azul, entre outras) são electrónicas. Nos 35 postos espalhados no circuito, os comissários disporão de painéis electrónicos, de comando manual, com as respectivas bandeiras. Este sistema permitirá uma maior visibilidade aos pilotos, e o director de prova verá em simultâneo o tipo de bandeiras exibidas em cada momento.</li>
<li>A iluminação tem a intensidade de 3000 lux, ou seja, quatro vezes superior à utilizada em Estádios de Futebol. Os potentes holofotes colocados em lugares estratégicos produzem em toda a pista uma luminosidade na ordem dos 1650 a 1700 lúmenes, quando a luz do dia varia entre 1400 e os 1600 lúmenes. O único problema apontado pelos especialistas que não é de fácil resolução, serão os flashes provenientes das bancadas, que poderão distrair os pilotos mais incautos, visto que o regulamento poderá autorizar a alteração das actuais luzes vermelhas de travagem que à noite terão uma claridade excessiva. Isto, mesmo sabendo que os fornecedores de capacetes desenvolveram viseiras especiais para esta prova.</li>
<li>A holandesa Philips mantém-se assim como pioneiro na área do desporto desde 1952, quando deu luz aos Jogos Olímpicos de Oslo. Desde então, o fabricante tem estado ligado aos maiores eventos desportivos do planeta, designadamente os Jogos Olímpicos (Seul, Barcelona, Atlanta, Sydney, Atenas e até Pequim), além de parcerias com as federações internacionais de atletismo, futebol, basquetebol, ténis e hóquei no gelo, entre outras. Ilumina 70% dos estádios da Premier League e muito recentemente procedeu à remodelação do sistema de luz de Old Trafford.</li>
<li>A Bridgestone efectuou uma verdadeira carga de testes e constatou que os pneus adequados a esta &#8220;nova realidade&#8221; serão os macios e super macios com traçado de rua. Foram também alteradas as faixas brancas dos pneus que terão tinta reflexiva. Como as temperaturas estarão mais frias, e não haverá radiação do sol para &#8220;queimar&#8221; o asfalto, espera-se ainda assim um temperaturas na ordem dos 27ºC mesmo com a previsão de chuva. Estas são temperaturas mais quentes do que algumas pistas em horário normal.</li>
<li>A estrutura do circuito que saiu dos estúdios da <em>Architects 61</em> custou cerca de 320 milhões de patacas, demorou 14 meses a edificar e terá 36 boxes só para os monolugares da F1 numa área de construção aproximada de 23 mil metros quadrados. O circuito ficou pronto no dia 20 de Setembro.</li>
<li>A empresa local de telecomunicações e maior grupo asiático do ramo, a SingTel, pagou, segundo fontes não oficiais, 80 milhões de patacas para ser o patrocinador oficial do evento, um valor ligeiramente inferior ao dobro da verba disponibilizada pelo Banco Santander para ocupar o papel homólogo no Grande Prémio de Inglaterra.</li>
<li>A organização, atendendo ao interesse que a mesma está a suscitar, espera aumentar de forma significativa as suas receitas e facturar algo como 58,3 milhões de euros.</li>
<li>O próprio turismo da “cidade-estado”  prevê que 40 por cento dos espectadores sejam oriundos de outros países. De acordo com números oficiais, a Fórmula 1 terá um impacto de 800 milhões de patacas anuais na economia da “Cidade do Leão”, o que é um valor bastante apreciável para quem tem “apenas” de pagar anualmente à FOM cerca de 317 milhões de patacas para receber a prova, uma maquia inferior a metade daquela que o Real Madrid se propõe oferecer ao Manchester United para adquirir os serviços de Cristiano Ronaldo.</li>
</ul>
<p>Numa altura em que o campeonato está ao rubro, com Lewis Hamilton (que viu a FIA recusar o apelo relativo ao castigo que lhe retirou a vitória na Bélgica) e Felipe Massa separados por um ponto, estes são os principais candidatos à sucessão de Kimi Raikkonen como campeão mundial, quando restam ainda três provas para acabar a época: Fuji (Japão) / 12 Outubro; Xangai (China) / 19 Outubro; e Interlagos (Brasil) / 2 Novembro. O &#8220;Grande Circo&#8221; está definitivamente pronto a renascer!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=BJI_9A7Uj9w"><img src="http://img.youtube.com/vi/BJI_9A7Uj9w/default.jpg" width="130" height="97" border title="O Reacender da Fórmula 1" alt="O Reacender da Fórmula 1" /></a></p>
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		<title>Nelson Évora &#8211; Mágico de Ouro</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 08:58:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Parabéns Campeão! Mais que o primeiro lugar no pódio, a entrada para o diminuto lote de heróis do desporto Português. 21 de Agosto de 2008 é um dia histórico para Nelson Évora que com 24 anos e após se sagrar Campeão do Mundo em Osaka, consegue de forma brilhante a consagração máxima e o sonho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns Campeão! Mais que o primeiro lugar no pódio, a entrada para o diminuto lote de heróis do desporto Português. 21 de Agosto de 2008 é um dia histórico para Nelson Évora que com 24 anos e após se sagrar Campeão do Mundo em Osaka, consegue de forma brilhante a consagração máxima e<span class="apreto12n"> o sonho de qualquer atleta: a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. De desastre luso à melhor prestação de sempre, assim se faz magia com &#8220;apenas&#8221; 17,67 metros.<br />
</span></p>
<p>O culminar de uma profecia que há muito se vinha a construir. Para os mais esquecidos ou distraídos, falo de Nelson Évora, estudante do curso de Marketing e Publicidade desde 2007, altura em que recusou inúmeros convites das abastadas Universidade dos Estados Unidos para prosseguir a sua carreira desportiva no Portugal do seu coração. Não há adjectivos para descrever alguém como Évora, que desde sempre contagiou tudo e todos com uma humildade única, só ultrapassada pelo carácter de campeão invejável. Tudo começou 7 anos atrás, quando em 2001 no Festival Olímpico da Juventude Europeia, vestiu pela primeira vez a camisola de Portugal e arrancou um estrondoso primeiro lugar, no salto em comprimento. Tinha apenas 17 anos. Seguiu-se a conquista do Europeu de Juniores em 2003 onde o &#8220;rebento&#8221; de João Ganço surpreendeu tudo e todos no salto em comprimento e triplo salto, na Finlândia.</p>
<p>Nelson chegava a este Olímpico de Pequim com o estatuto de Campeão do Mundo, fruto de uma magnífica prestação em Osaka e que o colocava no leque dos favoritos ao pódio da competição. Se a missão já se afigurava difícil, eis que a milhares de quilómetros da terra cujo nome enverga ao peito, sente-se uma onda de pessimismo sobre a prestação dos portugueses. Ao 13º dia, Nelson Évora faz história ao ser o quarto atleta luso (Carlos Lopes, Rosa Mota e Fernanda Ribeiro são os restantes medalhados) a arrecadar o ouro  e a juntar à prata da também atleta do Benfica Vanessa Fernandes, lançando Portugal para a melhor prestação de sempre nos Jogos Olímpicos &#8211; Portugal tinha conseguido juntar bronze ao ouro pelo que, apesar de já terem conseguido mais medalhas noutras edições, esta será a melhor de sempre em termos de qualidade. Um volte-face só ao alcance de um verdadeiro campeão que num triplo salto de ar fresco calou por completo o ridículo tribunal popular que condenava quase todos os atletas lusos pelas suas &#8220;fracas&#8221; prestações e supostos passeios a Pequim. Uma questão completamente falsa e de completo mau gosto sobretudo se a abordarmos com a racionalidade e a dignidade que cada modalidade e atleta merece.</p>
<p>Os custos e apoios dados pelo Estado aos atletas foi tema de debate. Falou-se que nunca o Estado Português &#8220;investiu&#8221; tanto nuns Jogos Olímpicos. Pergunto: se o estado finalmente apoia não só os seus atletas mas  todas as infraestruturas e condições de trabalho que certamente são limitadas e em mau estado, então como se pode exigir mais e melhor a atletas que vivem na sombra do profissionalismo e estão a anos-luz no que respeita a condições de treino? Será agora o dinheiro dos contribuintes assim tão importante? Ou não somos sim um país que ignora tudo o resto e só exulta os seus campeões quando estes usam chuteiras e correm atrás de uma bola de futebol ganhando ordenados chorudos? Onde estava a selecção Portuguesa de Futebol nestes Jogos? Quantas medalhas já nos deu?  Como é possível pedir mais a estes atletas se para muitos deles, há dois pesos e duas medidas como foi possível ver no apoio e mediatismo a Vanessa Fernandes, em contraste com o desmazelo quase absoluto a grande parte dos atletas portugueses na competição, como Gustavo Lima veio e muito bem trazer a público?</p>
<p>Todos eles, com melhor ou pior resultado, representaram o seu País da melhor forma que sabem. O salto para o ouro de Évora foi também contra o derrotismo e pessimismo que já começava a emergir na cabeça dos portugueses, mas sobretudo um estímulo para todos os atletas continuarem a fazer mais e melhor.</p>
<p>Orgulho de Portugal. Obrigado, Campeão!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=noOpZ1InMZo"><img src="http://img.youtube.com/vi/noOpZ1InMZo/default.jpg" width="130" height="97" border title="Nelson Évora   Mágico de Ouro" alt="Nelson Évora   Mágico de Ouro" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Tributo a Nelson Évora &#8211; Campeão do Mundo e Olímpico do Triplo Salto</span></p>
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		<title>Gaelic Football &#8211; Orgulho Irlandês</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 23:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Modalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[A versão irlandesa do Futebol é um desporto que vai muito além da sua massa de adeptos extremamente leais. O Futebol Gaélico é o desporto mais popular da Irlanda, sendo descrito como uma mistura de futebol e rugby que se desenvolveu como um jogo com regras diferentes, onde se destaca o facto de ser sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A versão irlandesa do Futebol é um desporto que vai muito além da sua massa de adeptos extremamente leais.<span class="noindex"> O Futebol Gaélico<strong><span style="font-weight: bold;"> </span></strong>é o desporto mais popular da Irlanda,</span> sendo descrito como uma mistura de futebol e rugby que se desenvolveu como um jogo com regras diferentes, onde se destaca o facto de ser sempre jogado por equipas obrigatoriamente amadoras, e como tal sem contratos de milhões de euros à mistura.</p>
<p>Domingo, dia 21 de Novembro de 1920. Dublin, estávamos em plena Guerra da Independência da Irlanda e 14 soldados ingleses são assassinados pelo IRA &#8211; Exército Republicano Irlandês. A hostilidade entre Irlanda e Inglaterra ficava mais acesa do que nunca, e como vingança, as tropas de Sua Majestade escolheram um dos palcos mais tradicionais do país dos trevos para um massacre que ficaria para sempre na história: o estádio Croke Park, no norte da cidade. Dez mil pessoas entre cânticos e festa preparavam-se para assistir a um jogo do desporto número 1 da Irlanda: o futebol gaélico. O Dublin recebia o Tipperary, quando tropas especiais Inglesas invadiram o relvado fortemente armadas e abriram fogo contra a arquibancada, atingindo vários adeptos Irlandeses e matando 13, sendo um deles jogador. Este dia ficou conhecido como &#8216;Domingo Sangrento&#8217;, que teve a sua segunda versão muitos anos depois, em 1972, em Derry, na Irlanda do Norte, num ataque britânico contra manifestantes. Muitos ficaram feridos e 14 morreram, sendo seis deles crianças. Este segundo ataque inspirou de resto a famosa canção da banda irlandesa U2, &#8216;Sunday Bloody Sunday&#8217;.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/07/gaelic-footbal.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-757" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/07/gaelic-footbal.jpg" alt="Gaelic Football   Orgulho Irlandês" width="300" height="191" align="left" title="Gaelic Football   Orgulho Irlandês" /></a>Tradicionalmente palco de desportos irlandeses como o hurling (espécie de hóquei praticado num relvado) e o futebol gaélico (mistura de futebol e rugby), o estádio Croke Park abriga partidas de futebol e rugby desde 2007, quando o Estádio Lansdowne, também em Dublin, foi fechado para reformas. Com capacidade para 82 mil pessoas sentadas, é uma autêntica arena moderna (reformada várias vezes com o decorrer dos anos) que abriga não só eventos desportivos como grandes espectáculos musicais. A razão de ser do Croke Park está no futebol gaélico, um desporto extremamente emocionante e que leva um enorme entretenimento durante a maior parte do ano ao povo irlandês, constantemente atingido por chuvas e falta de verdadeiras emoções desportivas. Como tal, o futebol gaélico é encarado sobretudo como um autêntico programa familiar, que leva toda a &#8220;casa&#8221; ao estádio, sem rivalidades e estrelas à mistura, num clima de extrema cortesia e boa disposição.<span class="noindex"> Acredita-se que o jogo descende do antigo Futebol Irlandês, conhecido como <em>Caid</em> que remete ao ano de 1537, no entanto o jogo moderno tomou forma apenas em 1887.</span></p>
<p>Internacionalmente, o futebol gaélico é praticado em poucos países. Entre eles, destaca-se a Nova Zelândia e Austrália. Um facto que pode ser muito bem a razão da reduzida popularidade deste desporto, quer na Europa como no resto do Mundo. O ex-líbris deste desporto é  o campeonato nacional de futebol gaélico da Irlanda, baptizado como <em>All Ireland Championship</em>, que se inicia em Março e perdura até ao fim de Setembro, sendo que os jogos mais interessantes sucedem a partir de Agosto, com os quartos-de-final da prova. Segundo a definição da própria confederação (Gaelic Athletic Association &#8211; GAA), o futebol gaélico é uma mistura do futebol com o rugby, apesar de ser anterior a estes dois desportos. <span class="noindex"><span class="noindex">A bola usada é redonda, um pouco mais pequena que a usada no Futebol, se</span></span>ndo no entanto mais pesada e com costuras horizontais similares a uma bola de voleibol, podendo ser chutada e<span class="noindex"><span class="noindex"> mesmo levada na mão por uma distância de quatro passos, dando ao jogo uma emoção diferente do futebol. </span></span> São 15 jogadores para cada lado, incluindo o guarda-redes. Há a particularidade de qualquer jogador usar ou não luvas, uma opção que visa a uma melhor aderência à bola em dias chuvosos.<br />
O objecto de golo são três traves numa forma semelhante a da letra &#8216;H&#8217;, do tipo rugby, claro está, com a curiosidade da parte de baixo ser uma autêntica baliza de futebol. Na parte de cima, o golo vale um ponto, na parte de baixo, três. Os jogos são conduzidos por 8 árbitros e duram 60 minutos, divididos em dois tempos de 30 minutos, com a excepção de alguns jogos que podem durar 70 minutos, e em caso de empate há lugar a prolongamentos de 20 minutos.</p>
<p>Como exemplos de faltas neste desporto temos, entre outras:</p>
<ul>
<li>Pegar na bola directamente do chão usando apenas as mãos. É obrigatório o uso do pé neste caso;</li>
<li>Andar quatro passos sem soltar a bola ou fazer jogadas individuais, isto é, a bola ser tocada pelo mesmo jogador duas vezes;</li>
<li>Passar a bola sobre a cabeça do adversário, ultrapassá-lo e captá-la novamente do outro lado (como o vulgo &#8220;chapéu&#8221; do futebol);</li>
<li>&#8220;Enquadrar&#8221; a bola, uma regra controversa: se, no momento em que a bola entra na pequena área, já se encontra um jogador de ataque dentro da mesma, então um lance livre é apontado à favor da equipa que estava a defender.</li>
<li>Trocar de mão: levar a bola da mão direita para a esquerda, ou vice-versa.</li>
</ul>
<p>O <em>All Ireland Championship</em> é disputado por 34 equipas, divididas em quatro condados ou províncias. Depois de uma disputa local, os campeões de cada condado vão para a fase final com jogos a eliminar. A final é sinónimo de estádio Croke Park lotado, o quarto maior estádio da Europa. O ambiente incendeia-se por completo no dia de desafio, os atletas batem-se como se de uma autêntica batalha se tratasse, tal é o espírito guerreiro que se vive dentro de campo. No futebol tradicional, a Irlanda não tem tido bons resultados no Croke Park, já que num passado recente não obteve as vitórias necessárias para assegurar a classificação para o Euro 2008. Num país onde o amor pelo desporto e pela tradição do mesmo fica acima de qualquer cor ou fanatismo, a festa é sempre feita em clima de muita paz e &#8220;regada&#8221; a cerveja preta &#8211;  um verdadeiro exemplo para qualquer outro desporto.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=StcMJkQ80ns"><img src="http://img.youtube.com/vi/StcMJkQ80ns/default.jpg" width="130" height="97" border title="Gaelic Football   Orgulho Irlandês" alt="Gaelic Football   Orgulho Irlandês" /></a></p>
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		<title>Pistorius, «The Blade Runner»</title>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 21:59:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Trata-se de uma decisão sem precedentes, no contexto de uma evolução tecnológica que se estende a todos os sectores do nosso planeta, em transformação diária. Oscar Pistorius, nascido em Gauteng (África do Sul), 1986, colocou para trás das costas o facto de com 1 ano de idade ter perdido as suas duas pernas, e correu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trata-se de uma decisão sem precedentes, no contexto de uma evolução tecnológica que se estende a todos os sectores do nosso planeta, em transformação diária. Oscar Pistorius, nascido em Gauteng (África do Sul), 1986, colocou para trás das costas o facto de com 1 ano de idade ter perdido as suas duas pernas, e correu atrás do sonho de competir desportivamente sem se sentir um &#8220;desabilitado&#8221;. A 16 de Maio de 2008, fez-se história e certamente se marcou desportivamente o Séc. XXI: Pistorius venceu a sua longa disputa com as entidades reguladoras do desporto mundial, e ganhou a possibilidade de lutar por uma presença em Pequim.</p>
<p>A maravilhosa história de Pistorius teve início no seu pai, Heinke, que desde o primeiro dia travou uma &#8220;luta&#8221; com a tecnologia, com o objectivo de conceder ao seu filho uma vida o mais normal quanto possível. Oscar era ainda um miúdo, mas já caminhava ajudado por próteses. A sua adaptação a estes instrumentos atingiu um tal nível que permitiu ao jovem, já com um dom natural para o desporto, praticar sem grande dificuldade várias modalidades. Como praticante de ténis, polo aquático ou râguebi, Pistorius destacou-se no mundo do desporto, não apenas por conseguir praticá-lo, mas mesmo porque se superiorizava à maioria dos competidores não amputados. Apostando definitivamente no atletismo, este prodígio do desporto conseguiu em 3 anos o que a maioria dos atletas consegue em décadas de treino e dedicação: ganhou o ouro nos Paraolimpicos, conseguiu o claro estatuto de melhor do mundo na sua categoria, e em 2007 mostrou ter ainda a capacidade para competir de igual para igual com atletas &#8220;normais&#8221;.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-668" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/15runner2600.jpg" alt="Pistorius, «The Blade Runner»" width="300" height="203" align="left" title="Pistorius, «The Blade Runner»" />Aqui se iniciou uma intensa batalha, Pistorius de um lado da barricada, a IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo) do outro. Foram conduzidos então testes num gabinete alemão de biométrica e estudo ortopédico, que invalidaram a tentativa do atleta sul-africano. Segundo este estudo, Pistorius gastaria menos 25% de energia que um atleta comum, se ambos estivessem a correr à mesma velocidade (isto porque a flexibilidade das suas lâminas de carbono ultrapassaria a capacidade das pernas humanas) &#8211; Oscar quebraria portanto uma regra-base do desporto internacional, segundo a qual &#8220;é proibida a participação numa competição oficial não-Paraolimpica, de atletas que utilizem um instrumento tecnológico que lhes conceda alguma vantagem perante um atleta que não o utilize&#8221;.<br />
O atleta apelou da decisão, considerando que os testes teriam sido demasiadamente simplistas, como que dando a entender que haveriam &#8220;jogos de pressão&#8221; em torno da sua situação. Em adição, exigiu que o seu processo fosse analisado em mais do que um laboratório. As suas reivindicações foram aceites, e mais tarde, o<span class="arial_11_preto"> Tribunal Arbitral de Desporto &#8211; com total jurisdição na matéria &#8211; acabaria por validar o atleta para Pequim. Uma história com final feliz para um desportista que teima em vencer todos os obstáculos que lhe fazem frente.<br />
</span></p>
<p><span class="arial_11_preto">Desportivamente, Oscar tem o seu recorde nos 400m cifrado em 46,46, e caso atinja os mínimos fixados pelo Comité Olímpico da África do Sul</span><span class="arial_11_preto"> (45.95) poderá cometer a enorme proeza de participar nos Jogos Olímpicos de Pequim, onde será certamente o destaque absoluto entre centenas de atletas</span><span class="arial_11_preto">. Tendo em conta que</span><span class="arial_11_preto"> o melhor registo de sempre é de 43.18, por Michael Johnson, é caso para dizer que estamos certamente na presença de um sobre-dotado na disciplina. A incrível vida de Pistorius já seduziu Hollywood, e patrocinadores como a Visa, Honda ou Nike já apostaram fortemente no atleta. O sul-africano é actualmente uma celebridade, mas até que ponto esta sua proeza é &#8220;sustentável&#8221;?</span> A discussão está lançada. Fará sentido permitir que a tecnologia se intrometa entre duas competições dignas e válidas como os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolimpicos?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=1so1ZMgpg2w"><img src="http://img.youtube.com/vi/1so1ZMgpg2w/default.jpg" width="130" height="97" border title="Pistorius, «The Blade Runner»" alt="Pistorius, «The Blade Runner»" /></a><br />
Pistorius em Roma, na «Golden League»</p>
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		<title>Uma Liga Profissional… Com Final à Vista</title>
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		<pubDate>Sun, 04 May 2008 12:35:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Quintela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Basquetebol]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Após um defeso muito atribulado no basquetebol português, a actual Liga Profissional esteve com os dias contados. No entanto, com a pressão exercida pelos dirigentes dos principais clubes (Ovarense e FC Porto) e com a inclusão do estreante Vagos, foi possível tentar reabilitar esta competição. Hoje, as principais figuras da modalidade e dirigentes da Federação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após um defeso muito atribulado no basquetebol português, a actual Liga Profissional esteve com os dias contados. No entanto, com a pressão exercida pelos dirigentes dos principais clubes (Ovarense e FC Porto) e com a inclusão do estreante Vagos, foi possível tentar reabilitar esta competição. Hoje, as principais figuras da modalidade e dirigentes da Federação reconhecem unanimemente que, para bem do basquetebol nacional, esta liga terá provavelmente que deixar de ser… profissional. Voltamos portanto à questão lançada no último defeso: estamos perante o inevitável fim da Liga LCB, tal como a conhecemos.</p>
<p>Muitas foram as vozes que se levantaram no final da última época contra a continuidade desta liga, nomeadamente após as desistências dos históricos Benfica e Queluz. Pretendiam uma outra competição, que desse nova vida à modalidade e ao mesmo tempo atraísse mais público e praticantes. Queriam uma competição à imagem da liga nos seus tempos áureos. Porém, e após uma célebre reunião numa tarde quente de Verão, foi encontrada a solução: a inclusão do Vagos como 8ª equipa, o que viria a viabilizar a realização da competição. Assim reunidas as condições, foi idealizado um novo modelo de disputa da fase regular: a três voltas e com jornadas concentradas em campo neutro.</p>
<p>Todas estas medidas se viriam a revelar insuficientes e infelizes para a realização de um campeonato qualitativamente bom e mediático. Os pavilhões iam ficando cada vez mais vazios e o interesse pelo principal escalão do nosso basquetebol ia decaindo. Ao invés, a Proliga começava a conquistar adeptos, a levar público aos pavilhões e a ter direito (pela primeira vez) a transmissões televisivas. Esta competição de segundo plano surgia assim como a liga que se pretendia construir, bem à imagem da Liga LCB nos seus melhores dias. Não obstante, a bomba rebentou no passado dia 06 de Abril quando o Vitória de Guimarães, candidato a bicampeão da Proliga, levou de vencida a Final 8 da Taça de Portugal realizada em Elvas, conquistando categoricamente o troféu numa final frente ao FC Porto e após ter eliminado nas meias-finais a bicampeã nacional Ovarense. Um dos conjuntos mais fortes a militar no segundo escalão, venceu assim os dois principais candidatos ao título de campeão nacional, evidenciando as carências competitivas de que a nossa principal liga padece. Se muitos não acreditavam ainda no descrédito da Liga LCB, talvez tenham nesse fim-de-semana desfeito todas as dúvidas.</p>
<p>Nos últimos dias, dirigentes de diversos clubes da Liga LCB e da Proliga têm vindo a reunir-se com o intuito de encontrar soluções para o futuro da principal competição do basquetebol nacional e inevitavelmente para o futuro da modalidade no nosso país. Muito provavelmente será abandonado o modelo profissional, passando a liga a ser de cariz semi-profissional à imagem do que se passa na Proliga. Fernando Assunção, director do FC Porto, já veio a público criticar tal medida, ameaçando mesmo acabar com o basquetebol no clube caso a mesma se concretize. No entanto, todos os outros reconhecem que esta medida será benéfica. Será como dar um passo atrás para posteriormente<br />
se dar dois passos em frente.</p>
<p>PS: Os meus sinceros parabéns a toda a secção de basquetebol do Vitória de Guimarães.</p>
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		<title>Marta &#8211; Pelé de Saias</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 04:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Modalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uns tempos atrás, não considerávamos &#8220;natural&#8221; uma mulher tornar-se numa jogadora de futebol. A verdade é que actualmente, seja como espectadora ou praticante, a incorporação da mulher em diversas modalidades desportivas, aponta para importantes mudanças na cultura contemporânea. Novos espaços são gradualmente atribuídos ao futebol feminino que começa a despontar autênticos momentos de beleza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uns tempos atrás, não considerávamos &#8220;natural&#8221; uma mulher tornar-se numa jogadora de futebol. A verdade é que actualmente, seja como espectadora ou praticante, a incorporação da mulher em diversas modalidades desportivas, aponta para importantes mudanças na cultura contemporânea. Novos espaços são gradualmente atribuídos ao futebol feminino que começa a despontar autênticos momentos de beleza no relvado, como os da brasileira e duas vezes melhor jogadora do Mundo FIFA &#8211; Marta Vieira Silva nos vem presenteando. Pura sedução.</p>
<p>A configuração tanto simbólica como concreta dos espaços ocupados pelo futebol pertence, primordialmente aos homens. A verdade é que somos um Mundo do futebol (masculino) e a nossa percepção quanto aos papéis dos intervenientes no jogo acompanham consequentemente essas transformações. É a partir deste autêntico privilégio dado ao género masculino que construímos os alicerces que sustentam a identidade que definem aquilo que acreditamos ser mais uma brecha da sociedade. Portugal não é muito diferente do contexto internacional, e podemos mesmo afirmar que o processo de interpretação e incorporação do futebol em terras lusas colocou as mulheres um pouco de lado, muitas vezes representadas como algo quase que incompatível com o futebol. No entanto, o ideal de beleza feminina sofreu uma forte influência do mundo desportivo. Com isso, deixou de ser tão absurdo ver um corpo feminino um pouco mais musculoso do que o costume. Ao contrário, as atletas têm-se tornado símbolos de beleza. Beleza aliada à saúde. Há tempos atrás, não considerávamos &#8220;natural&#8221; que uma mulher se tornasse uma jogadora de futebol. Desportos como futebol e boxe oferecem maiores restrições às mulheres, pois tanto um quanto outro são designados como territórios próprios à manifestação de virilidade. A postura em campo de muitas jogadoras era &#8211; e ainda o é &#8211; tida como masculinizada.</p>
<p>A realidade Portuguesa do futebol feminino encontra-se bem enquadrada nos trâmites sociais do pais no Mundo, ou seja, demasiado atrasada e pouco desenvolvida. Os campeonatos são amadores e muitas jogadoras têm mesmo de pagar do seu bolso praticamente para jogarem pelo seu clube. Ao nível internacional, a realidade é ainda mais desastrosa, preze o considerável desenvolvimento da modalidade e das condições para as jogadoras, a verdade é que enquanto não se ultrapassar a barreira da profissionalização, temo que quer a selecção nacional como os clubes tardarão a sair da cauda do Mundo no futebol feminino. Prova disso é o facto da selecção feminina nunca ter marcado presença em qualquer fase final quer de Campeonatos da Europa como do Mundo. A sua estreia oficial chegou mesmo a ser auspiciosa com um empate a zero, em Le Mans contra a França a 24 de Outubro de 1981. Actualmente, encontra-se no último lugar do grupo 5 da qualificação para o EURO 2009, com apenas 1 ponto fruto do empate (1-1) com a Escócia e de duas derrotas face à Eslováquia (1-2) e a poderosa Dinamarca (5-1) num grupo liderado pela Ucrânia que com 3 vitórias e 11 golos marcados e nenhum sofrido, se assume como a grande revelação do grupo. O Ranking FIFA é bem claro, com a Alemanha, EUA e Brasil a assumirem e disputarem as 3 primeiras posições, Portugal é &#8220;apenas&#8221; 47º em termos internacionais.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2438 alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/marta-futebol.jpg" alt="Marta" width="300" height="225" align="left" title="Marta   Pelé de Saias" />Ao nível de competições internas, a Suécia é sem dúvida um dos países que formam a elite do futebol feminino. Como selecção sagrou-se vice-campeã do Mundo em 2003, quarta classificada nos Jogos Olímpicos de 2004 e campeã Europeia em 1984. A nível de campeonato assume-se como o melhor campeonato do Mundo, ombreando com os outros países escandinavos em que a &#8220;emancipação&#8221; da mulher foi bem mais rápida e visível que no resto do Mundo. Prova disso é a capacidade de &#8220;importarem&#8221; os melhores talentos do Mundo, como o grande fenómeno e nome actual do panorama feminino &#8211; a brasileira Marta Vieira Silva. Com apenas 21 anos, Marta é o grande rosto do futebol feminino. Os seus 1.62 cm e 56 kg são a combinação perfeita aliada a um talento inigualável capaz de deixar o público masculino menos céptico, no mínimo, rendidos à sua classe em campo. Actualmente a representar o Umea da Suécia, os números falam por si: 39 internacionalizações com 40 golos marcados e um punhado de jogadas e momentos fenomenais. A beleza futebolística feminina tem um 10 nas costas e em cima o nome Marta. O poder de sedução está quanto a mim na forma como dança com a bola e depois dá-lhe verdadeiros carinhos quase maternais. Chegou mesmo a ser referenciada pelo próprio rei do futebol canarinho &#8211; Pelé, que a apelidou como o &#8220;Pelé de Saias&#8221; tal é o seu brilho dentro e fora no relvado, levando a FIFA a atribuir o troféu de melhor do Mundo em 2006 e 2007.</p>
<p>Pessoalmente, considero-me (ainda) um espectador por conquistar pelo futebol feminino, mas partilho a opinião recentemente divulgada por Luis Freitas Lobo que considerou Marta como a primeira grande excepção para mudar de atitude &#8211; &#8220;é o esplendor do «sexy football»&#8221;!</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=tIlVt9pAl9c"><img src="http://img.youtube.com/vi/tIlVt9pAl9c/default.jpg" width="130" height="97" border title="Marta   Pelé de Saias" alt="Marta   Pelé de Saias" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Marta &#8211; Um vídeo para ver até ao último segundo, onde destaco o magnífico golo do último minuto&#8230; genial!</span></p>
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		<title>Telma Monteiro &#8211; O Mundo a seus pés</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jan 2008 10:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Judo]]></category>

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		<description><![CDATA[O sonho e as esperanças nacionais para os Jogos Olímpicos ganham contornos dourados quando se fala de judo. Se outrora a nível internacional foi Nuno Delgado o grande potenciador do prestigio das cores lusas, hoje em dia, é na vertente feminina que os olhos estão colocados na menina dourada do Pais &#8211; Telma Monteiro.
O judo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sonho e as esperanças nacionais para os Jogos Olímpicos ganham contornos dourados quando se fala de judo. Se outrora a nível internacional foi Nuno Delgado o grande potenciador do prestigio das cores lusas, hoje em dia, é na vertente feminina que os olhos estão colocados na menina dourada do Pais &#8211; Telma Monteiro.</p>
<p>O judo é certamente uma das modalidades mais nobres do planeta. Pese o seu carácter místico de arte marcial derivada do ju-jitsu, é sem sombra de dúvidas, um dos desportos que merece mais admiração pela sua componente humana. Não sendo propriamente um especialista e assíduo espectador da mesma, fiquei absolutamente rendido após uma cuidada pesquisa que passo a partilhar.<br />
As raízes do Judo remontam ao séc. XIX, altura em que o japonês Jigoro Kano começou a praticar Ju-Jitsu. Com 18 anos, pequeno e franzino, Kano chegou à conclusão que as técnicas poderiam ter um valor educativo. O seu objectivo converteu-se num desporto que visava trazer benefícios para o Homem, ao qual denominou de judo (que significa caminho suave) cujo método eliminava os golpes que poderiam provocar lesões, adequação que em tudo catapultou em disciplina de educação física nas escolas. Em 1882, Jigoro Kano fundou o Instituto Kodokan, marcando assim, o nascimento do judo como formação e preparação integral do Homem, através das actividades físicas de luta corporal e de aperfeiçoamento moral.<br />
Actualmente, devidamente adaptado aos moldes de uma educação ocidental, o judo é por todas estas razões, do ponto de vista físico e psíquico, uma excelente escola para o desenvolvimento da atenção, concentração e reflexão mental. Desenvolve na criança/jovem, uma noção de respeito por si própria e pelos outros, o que levou mesmo a UNESCO a recomendar o judo como um dos desportos mais adequados para crianças e adolescentes.</p>
<p>O judo de competição consiste num encontro que compreende dois atletas (judocas) um vestido de kimono azul e outro de branco, que se enfrentam durante cinco minutos no tapete (tatami). A luta pode ser encerrada a qualquer instante caso um dos atletas consiga um <em>ippon</em> (10 pontos), que consiste na imobilização por 25 segundos ou golpe perfeito deixando o adversário com as costas no tapete. Caso contrário, será vencedor aquele que tiver a maior soma de pontos nos golpes bem sucedidos, ou por tipo de queda ou pelo tempo de imobilização.<br />
Depois do <em>ippon</em>, o melhor golpe denomina-se <em>waza-ari </em>(7 pontos), no qual o adversário cai de costas, rebolando e sem um controlo perfeito ou a imobilização com duração de 20 a 24 segundos. Mais abaixo está o <em>yuko</em> (5 pontos), é a queda lateral do adversário no tapete ou imobilização de 15 a 20 segundos. O golpe mais fraco de todos é o <em>koka</em> (3 pontos). Nele o adversário é derrubado com a bacia no solo ou então é imobilizado de 10 a 15 segundos. Os judocas podem perder pontos no combate por falta de combatividade e outro tipo de penalizações, que estão sempre de acordo com os critérios dos juízes (três &#8211; um principal e dois de cadeiras/tapete), com punições que equivalem ao sistema de pontuação: <em>hansoku make</em> (Ippon), <em>keikoku </em>(waza-ari), <em>chui</em> (yuko) e <em>shido</em> (koka).<br />
Em caso de empate a vitória é definida por ponto de ouro, ou seja marcador é colocado a zeros e o primeiro judoca a conseguir uma vantagem ou penalização a seu favor, sai vitorioso. Se ao fim de cinco minutos não houver nenhuma vantagem, a vitória é definida por voto dos árbitros.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/telmamonteiro2tmlisboa.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-636" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/telmamonteiro2tmlisboa.jpg" alt="Telma Monteiro   O Mundo a seus pés" width="300" height="224" align="left" title="Telma Monteiro   O Mundo a seus pés" /></a>Em Portugal a &#8220;bandeira&#8221; do judo foi inicialmente levantada por Nuno Delgado nos Olímpicos de Sidney em 2000 e a medalha de bronze conquistada, só ai o judo começou a dar nas vistas. Por essa altura, Telma vivia literalmente entre dois amores &#8211; o relvado e o tapete. O futebol era uma paixão e levou-a mesmo a jogar como avançada no Monte da Caparica e no Beira-Mar de Almada, mas foi a irmã (também internacional judoca) que a arrastou definitivamente para o <em>tatami</em>. Nascida a 27 de Dezembro de 1985, foi aos 12 anos que sentiu a força inata da vitória no sangue mas a ambição não a ofusca quando admite e traça o seu grande objectivo de vida: &#8221; Ser campeã Olímpica&#8221;. A vontade e determinação estão sempre presentes desde os tempos em que no Feijó, representou o clube das Construções Norte-Sul, que a permitiu alcançar os grandes palcos, leia-se <em>tatamis</em> internacionais. <a href="http://www.telmamonteiro.com/">O seu currículo é invejável e interminável</a>, tornando-a aos 22 anos na melhor judoca feminina nacional de sempre, mas a recente repetição do título Europeu em Belgrado é um forte aperitivo para o que vem ai &#8211; Pequim!<br />
Mas nem tudo são rosas, os sacrifícios pessoais diários em prol do amor pela modalidade são só uma gota no oceano se imaginarmos o desfasamento de apoios de um judoca nacional para um do resto do Mundo, é mesmo aí que cada conquista alcançada pela menina do tótó (que usa quando combate) sempre de sorriso no rosto e os olhos postos na vitória, se torna ainda num feito maior e quase divino. Actualmente Telma é o rosto da mais recente modalidade do Benfica (clube que representa actualmente) e a grande aposta do clube quer a nível individual quer ao nível de desenvolvimento da modalidade que no passado dia 21 de Janeiro inaugurou as instalações e o respectivo <em>tatami</em>, onde Telma pode testemunhar o apreço e orgulho da nação benfiquista e portuguesa na sua nova menina de ouro.</p>
<p>Associado ao talento mas sobretudo à satisfação por fazer o que a faz feliz, Telma Monteiro é definitivamente o sorriso de Portugal que com o acumular do trabalho e a alma de vencedora de quem entra sempre para ganhar a tornam vice-lider do ranking Mundial de judo feminino categoria -52 kg. Os nossos olhos nunca estiveram tão esperançados nos <em>tatamis</em>.</p>
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		<title>Álvaro Parente &#8211; Ás Lusitano</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 13:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desportos Motorizados]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo ou nada. Assim foi o ano de 2007 para a mais recente estrela do panorama automobilístico nacional e além fronteiras. Álvaro Parente colocou novamente a bandeira lusa no lugar mais alto do pódio e está actualmente nas bocas de todo o Mundo sobre rodas. As recentes vitórias, não são s o culminar de todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo ou nada. Assim foi o ano de 2007 para a mais recente estrela do panorama automobilístico nacional e além fronteiras. Álvaro Parente colocou novamente a bandeira lusa no lugar mais alto do pódio e está actualmente nas bocas de todo o Mundo sobre rodas. As recentes vitórias, não são s o culminar de todo o seu carácter e dedicação ao volante, mas sobretudo o afirmar de um novo nome no panorama internacional onde os holofotes estão bem apontados para a rainha das provas &#8211; Fórmula 1.</p>
<p>Num pais com uma modesta tradição automobilística em que a sorte parece estar distante, eis que surge Álvaro Parente. Com 23 anos, este piloto português começa a chamar as atenções dos grandes palcos da competição, mas para tal ainda teve de percorrer um longo e árduo caminho. Depois de ter falhado por uma unha negra o título da World Series by Renault em 2006, Álvaro debateu-se com as portas fechadas da GP2 (reconhecida como a antecâmara da F1, mas para a qual necessita de um orçamento em redor do milhão e meio de euros) mas foram sobretudo os problemas orçamentais e de patrocínios que colocaram em causa o sonho do piloto nacional. Parente foi à luta e arriscou tudo este ano transacto, apresentou-se no paddock da competição, sem dinheiro e às portas da Tech 1 Racing &#8211; equipa muito pouco cotada na prova organizada pela Renault, tendo mesmo sido uma das piores classificadas da temporada de 2006. Convidado num verdadeiro <em>last-minute deal</em> pela equipa gaulesa a experimentar o seu monolugar, Álvaro não deixou escapar a oportunidade e, como fez questão de salientar, mostro a toda a equipa que juntos seriam vencedores, tal era a sede de bons resultados. O director da equipa Simon Abadie faz questão de referir que nunca teve dúvidas quanto às capacidades da sua equipa mas salientou que o piloto português bem pode reclamar para si o crédito de colocar o nome da escuderia francesa no mapa: &#8220;Antes do início da época, considerei o Álvaro e o Ben Hanley, mas o Álvaro acabou por ser escolha perfeita. Sabia que com ele tínhamos condiçõees para ir à conquista do título, e ele conseguiu!&#8221; &#8211; acrescentou.</p>
<p><img class="alignleft" style="float: left; border: 0; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://bp0.blogger.com/_PA_9zH06n7I/R5EJow1i2iI/AAAAAAAAAjk/osyvJgCwt3E/s320/Alvaro+Parente.bmp" border="0" alt="Álvaro Parente   Ás Lusitano"  title="Álvaro Parente   Ás Lusitano" />Álvaro Parente é um portuense que chamou a si o gosto pela velocidade como qualquer outro jovem em karts logo aos sete anos, mas cedo ficou rendido à modalidade e disputou o seu primeiro campeonato nacional logo no ano seguinte, tendo alcançado 3 títulos de campeão nacional. Mais tarde passou aos monolugares de fórmula, tendo rapidamente chegado a campeonatos internacionais em Espanha, Itália e Inglaterra. Em 2005 venceu a Fórmula 3 britânica e no ano seguinte representou Portugal no campeonato europeu A1, a lendária &#8220;Fórmula 1 das Nações&#8221;. Mas foi em 2007 com a vitória na World Series da Renault com a Tech1 que obteve o seu maior troféu até agora, com 5 corridas terminadas no pódio, incluindo duas vitórias no Monaco e Spa, tendo sido coroado campeão na última ronda em Barcelona a 27 de Outubro de 2007.<br />
Assim sendo, Parente conta já com 2 grandes títulos notáveis na carteira, assume ter um objectivo único na mira que começou a ganhar forma com a recente chamada aos testes em Jerez de la Frontera aos comandos do R27, o modelo de Fórmula 1 da Renault. As 64 voltas que deu no circuito foram o realizar de um sonho num dia que considerou fantástico, com resultados positivos sobretudo na aprendizagem que teve ao lado de nomes como o retornado Fernando Alonso e o brasileiro Nelson Piquet Júnior.</p>
<p>Se conseguir a proeza de obter um lugar na F1, Álvaro Parente torna-se o quinto português a atingir essa incrível meta, depois do pioneiro Mário &#8220;Nicha&#8221; Cabral que abriu alas nos anos 50, da dinastia dos Pedros que marcou a década de 90 &#8211; Pedro Matos Chaves e Pedro Lamy, este último o primeiro português a pontuar, e actualmente Tiago Monteiro já no século XXI que conseguiu o maior feito luso na competição &#8211; o primeiro piloto nacional a subir ao pódio (terceiro lugar nos Estados Unidos, em 2005).<br />
Pode muito bem ser já este ano que Parente dê o grande passo na sua carreira e marque a letras douradas o nome e hino de Portugal no expoente máximo do desporto motorizado internacional.</p>
<p><strong>Palmarés de Álvaro Parente:</strong></p>
<p>1998 &#8211; Campeonato Europeu de Karting, Campeão<br />
2001 &#8211; F3 Espanhola, 12º lugar<br />
2002 &#8211; F3 Espanhola, 4º lugar<br />
2003 &#8211; F3 Euroseries, 25º lugar<br />
2004 &#8211; F3 Britânico, 7º lugar (assim como no Macau GP e Marlboro Masters)<br />
2005 &#8211; F3 Britânico, Campeão<br />
2006 &#8211; World Series by Renault com a Victory Engineering &#8211; 5º lugar<br />
2007 &#8211; World Series by Renault com a Tech 1 Racing &#8211; Campeão</p>
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		<title>Gastão Elias &#8211; Um Prodígio&#8230; Português</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jan 2008 12:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ténis]]></category>

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		<description><![CDATA[No seguimento a um primeiro artigo dedicado a altas promessas do ténis no nosso país, prossigo com a &#8220;segunda-parte&#8221; de um estudo dedicado a uma modalidade que muito me diz &#8211; como adepto e praticante. Trata-se de um desporto singular, onde a ética e a lealdade são pilares, e que infelizmente nunca conheceu até hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No seguimento a um primeiro artigo dedicado a altas promessas do ténis no nosso país, prossigo com a &#8220;segunda-parte&#8221; de um estudo dedicado a uma modalidade que muito me diz &#8211; como adepto e praticante. Trata-se de um desporto singular, onde a ética e a lealdade são pilares, e que infelizmente nunca conheceu até hoje uma verdadeira glória lusa em palcos internacionais. A esperança que se segue: Gastão Elias.</p>
<p>Nascido na Lourinhã, e de apenas 17 anos (nascido a 1990-11-24), Gastão é um praticante com 1,80m e 75kg. A primeira vez que agarrou uma raquete tinha apenas 5 anos, e assim foi introduzido à modalidade por intermédio do seu pai (que jogava de forma amadora). Assim que iniciou a formaçao, rapidamente lhe foram detectadas qualidades bem acima do comum. Gastão revelou-se um miúdo precoce, com uma regularidade notável e que o permitiu &#8220;aliar-se&#8221; a Luís Nascimento, nome já consagrado do ténis em Portugal. O seu primeiro grande sucesso verificou-se no Verão de 2005, no torneio de Vila do Conde (ITF Grade 3 &#8211; terceiro nível de juniores). Seguiu-se a vitória em Halle, Alemanha, em Junho de 2006 (nesta altura, já disputando a Grade 2). O sucesso de Elias não fugiu aos olhos dos grandes nomes internacionais, que rapidamente conseguiram o concurso do jovem português: em finais de 2006, Gastão Elias assinava assim um contrato com a IMG. A ligação a Nascimento manteve-se, mas sabia-se que o futuro do atleta português passaria pelo estrangeiro. Tratando-se de uma modalidade que exige grande aprendizagem e sacrifício, a oportunidade de trabalhar na Academia de Bollettieri era algo que Elias não poderia declinar.</p>
<p>Cerca de um ano volvido, a ligação a Nascimento terminava. Desta forma, o jovem português pôde dedicar-se única e exclusivamente à Academia de Ténis de Bollettieri (pertencente ao grupo IMG), por muitos considerada a maior companhia de formação de jovens tenistas mundial, e responsável pelo lançamento de inúmeros tenistas para o palco da fama. Igualmente, e naquilo em que realmente consiste o conceito de &#8220;Academia&#8221;, a IMG disponibiliza aos seus atletas um conjunto enorme de outras actividades relacionadas com o ensino, a saúde, etc., criando assim condições únicas para que ali se formem verdadeiros tenistas de alta competição. Recorde-se que Michelle Larcher de Brito, outra grande esperança que o JogodeÁrea fez questão de introduzir aos seus leitores em Dezembro de 2007, está igualmente &#8220;instalada&#8221; na Academia Nick Bollettieri, na Flórida, onde treina juntamente com Gastão.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2415 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/gastao-elias2.jpg" alt="Gastão Elias" width="300" height="207" align="left" title="Gastão Elias   Um Prodígio... Português" />Como mais recente aluno da famosa Academia de Ténis, Gastão conseguiu acumular de imediato nova proeza: a conquista do torneio &#8220;Eddie Herr&#8221;, evento do Grade 1 disputado nos courts da sua academia, em Bradenton. Imperial, Gastão não concedeu um único set em 5 partidas, praticando um ténis esforçado, pleno de garra e tecnicamente muito elegante. A final, venceu-a frente ao vice-campeão norte-americano de sub-18, Jeff Dadamo, por um duplo 6-3. No mês passado encerrou a campanha 2007 ao atingir os quartos-de-final do Orange Bowl, ficando estabelecido pelos seus treinadores que a próxima etapa seria o circuito sénior. Trata-se de uma intenção muito firme da IMG, medida que aliás já se aplicou a Michelle Larcher de Brito.<br />
O dia-a-dia de Gastão Elias é demonstrativo do espírito de sacrifício necessário para atingir altos voos. Treinos das 7.30 às 10.30 e das 13.30 às 15.00; trabalho físico de uma hora, depois de ambas as sessões de treino. A exigência é um factor comum nas etapas de treino administradas por Bollettieri e pelos seus assistentes, e Elias, aos 17 anos, encontra-se numa fase crucial da sua carreira com a entrada no mais alto circuito masculino. Actualmente no posto n.º 637 do Ranking ATP, 6º classificado no Ranking de Juniores, Gastão já bateu a melhor marca portuguesa de sempre (Nuno Marques detinha um 7º lugar de 1986, e Frederico Gil um 10º de 2003).</p>
<p>Enquanto júnior, Gastão Elias correu meio mundo pelo seu potencial, mas a passagem para o quadro profissional consiste definitivamente na grande mudança da sua carreira. Gastão terá agora a pressão de demonstrar que realmente tem capacidade para se revelar como um dos melhores do mundo. Aos 17 anos, e apesar de muito jovem, o atleta luso tem tudo para nos dar uma grande alegria. <a href="http://www.tennisweek.com/video/default.sps?assetid=568729" target="_blank">Fique com a reportagem especial da TennisWeek.</a></p>
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		<title>O Adeus de Magalhães</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Dec 2007 08:07:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Quintela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Basquetebol]]></category>

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		<description><![CDATA[O &#8220;Papa-Títulos&#8221;. Assim ficou conhecido Luís Magalhães, treinador que na passada semana rescindiu contrato com a Ovarense Aerosoles para rumar ao 1.º Agosto de Angola. De Portugal leva um total de 21 títulos conquistados, ao serviço da Ovarense, Portugal Telecom e F.C. Porto: 4 Ligas Profissionais, 6 Taças de Portugal, 6 Supertaças, 2 Torneios dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O &#8220;Papa-Títulos&#8221;. Assim ficou conhecido Luís Magalhães, treinador que na passada semana rescindiu contrato com a Ovarense Aerosoles para rumar ao 1.º Agosto de Angola. De Portugal leva um total de 21 títulos conquistados, ao serviço da Ovarense, Portugal Telecom e F.C. Porto: 4 Ligas Profissionais, 6 Taças de Portugal, 6 Supertaças, 2 Torneios dos Campeões e 3 Taças da Liga Portuguesa. É o treinador com maior  e melhor currículo em Portugal, seguramente.</p>
<p>Surpreendente. É o que se pode concluir da decisão de Luís Magalhães ao abandonar o comando técnico da equipa profissional Ovarense Aerosoles, equipa bicampeã nacional. Magalhães deixa assim aquele que é o melhor projecto do basquetebol nacional, considerando-se desmotivado pelo momento menos bom que o nosso basket atravessa. É um facto que a Ovarense Aerosoles lidera a Liga LCB com 8 expressivas vitórias e apenas uma derrota, curiosamente contra o Lusitânia dos Açores, equipa que teima fazer a vida negra ao bicampeão nacional. No entanto, na ULEB Cup (competição europeia que a Ovarense Aerosoles disputa) a equipa conta com derrotas em todos os jogos disputados até ao momento, tornando evidente a diferença qualitativa entre a principal liga portuguesa e as restantes ligas europeias.</p>
<p>Agastado com a falta de condições para que a equipa possa competir dignamente numa competição europeia, nomeadamente a inoperabilidade da direcção vareira para tentar colmatar a falta de Ben Reed por lesão e a ausência de sistema de aquecimento no novo pavilhão de Ovar (com os jogadores a treinarem sob temperaturas de 0º C, digno de um país terceiro-mundista), eis que o &#8220;Papa-Títulos&#8221; decide rumar à conceituada equipa angolana do 1.º de Agosto onde militam os portugueses Francisco Jordão e Rodrigo Mascarenhas.</p>
<p>Diz-se que Magalhães teria já formalizado um pré-acordo com o clube de angolano no final da última temporada, para que rumasse ao 1.º Agosto assim que cessasse o seu contrato com a Ovarense Aerosoles. No entanto, o treinador português decidiu antecipar a sua viagem para Angola, surpreendendo muita gente mas não aqueles que mais atentamente acompanham a Liga LCB, cujo actual formato necessita claramente de uma reformulação. Luís Magalhães vai assim cumprir uma promessa que terá feito ao seu amigo Jean-Jacques da Conceição, a maior referência do basquetebol angolano, quando este veio ajudar a Portugal Telecom a conquistar mais um campeonato da Liga.</p>
<p>Para os lados de Ovar há quem anseie pelo regresso do treinador espanhol Pep Claros, ex-CAB Madeira, ou pelo ingresso do compatriota Manuel Povea, actual treinador do Lusitânia dos Açores. Outros apontam o nome do consagrado Mário Palma.<br />
Resta-nos desejar a melhor sorte ao treinador português na sua nova missão e esperar que esta atitude ajude os responsáveis do nosso basquetebol a repensarem um novo formato e conjunto de regras para a principal liga, que vão de encontro com a realidade económica dos clubes portugueses e com a realidade sócio-económica do país.</p>
<p>Aos leitores do JogodeÁrea: votos de um Feliz 2008!</p>
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		<title>Michelle de Brito &#8211; Um Prodígio&#8230; Português</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2007/12/michelle-de-brito-um-prodigio-portugues/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Dec 2007 14:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ténis]]></category>

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		<description><![CDATA[Como grande aficionado da modalidade, não escondo que sinto uma tremenda esperança no ténis de Michelle Larcher de Brito. Com apenas 14 anos, feitos a 29 de Janeiro, Michelle encontra-se a viver actualmente nos EUA, mais especificamente na Flórida. Actualmente treina para se tornar numa das melhores do mundo, mas a sua história poderia ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como grande aficionado da modalidade, não escondo que sinto uma tremenda esperança no ténis de Michelle Larcher de Brito. Com apenas 14 anos, feitos a 29 de Janeiro, Michelle encontra-se a viver actualmente nos EUA, mais especificamente na Flórida. Actualmente treina para se tornar numa das melhores do mundo, mas a sua história poderia ter sido bem diferente.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-699" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/06/s320x240.jpg" alt="Michelle de Brito   Um Prodígio... Português" width="300" height="217" align="left" title="Michelle de Brito   Um Prodígio... Português" />Há cerca de 5 anos, na altura com 9 anos de idade, Michelle foi detectada por um olheiro da Academia Nick Bollettieri, estava ainda em Lisboa, sua cidade natal. Com uma tentadora proposta na mão, a tenista portuguesa tinha a oportunidade única de aspirar a ser uma referência na modalidade, e não a rejeitou! Michelle e a sua família mudaram-se de armas e bagagens para os Estados Unidos, onde aliás rapidamente conseguiram uma total adaptação. A ascensão foi mete�óica, e em poucos anos Michelle passou de competições <span style="font-style: italic">challengers</span> e satélites para actualmente competir no quadro profissional feminino. Hoje, é a mais nova revelação da academia que já revelou tenistas como Andre Agassi, Jim Courier, Monica Seles e, mais recentemente, Maria Sharapova. E as qualidades de Michelle não deixam enganar. Apesar dos seus enganadores 14 anos, a portuguesinha tem já um ténis extremamente seguro. Destra, bate a esquerda a duas mãos, é já comparada a Maria Sharapova, não só pelo seu ténis mas também pela similaridade das suas histórias (a russa transferiu-se igualmente para a Academia de Ténis de Nick Bollettieri, ainda muito jovem). Mas curiosamente, Michelle Brito prefere Martina Hingis, que segundo ela &#8220;baseia mais o seu estilo na inteligência do que na força&#8221;.</p>
<p>A nível de curriculum, Michelle encontra-se actualmente a participar no seu último torneio de juniores, pois já confessou que irá partir definitivamente para o circuito profissional, uma precocidade já recorrente na Academia Bollettieri. Não será no entanto uma estreia, pois Michelle de Brito já conseguiu um enorme feito a nível profissional, ao eliminar Meghann Shaughnessy, de 27 anos e 43. no ranking feminino, em Março deste ano.<br />
Apesar de estar a desenvolver o seu ténis nos EUA, Michelle não esquece o seu país, e até já garantiu que &#8220;sou e continuarei a ser portuguesa, não mudarei de nacionalidade!&#8221;. O futuro nos mostrará o potencial desta jovem portuguesa, mas se em Portugal ainda poucos a conhecem, nos Estados Unidos o reconhecimento é bem distinto. Prova disso é a excelente reportagem sobre Michelle, produzida pela televisão americana Trans World Sport.</p>
<p align="center"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=E9YdVnARU1k"><img src="http://img.youtube.com/vi/E9YdVnARU1k/default.jpg" width="130" height="97" border title="Michelle de Brito   Um Prodígio... Português" alt="Michelle de Brito   Um Prodígio... Português" /></a></p>
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		<title>Vagos &#8211; De 8.ª Equipa a Certeza</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Nov 2007 07:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Quintela</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca antes o basquetebol nacional, em diversos anos de histórias e glórias, tinha vivido um &#8220;defeso&#8221; tão atribulado e agitado. Após o desfecho de um boa época desportiva de 2006/2007, principalmente do ponto de vista da promoção da modalidade, com uma Final de Playoff entre a Ovarense e o F.C. Porto decidida na &#8220;negra&#8221; e uma não pior meia-final entre a equipa do Benfica e o conjunto das Antas, que motivaram inclusivamente recordes de audiências televisivas e de lotação de pavilhões, eis que duas das principais equipas nacionais, Benfica e Queluz, decidem abdicar da sua participação na Liga Profissional para passarem a disputar a Proliga (2.ª liga nacional organizada pela Federação Portuguesa de Basquetebol). No seio desta decisão estiveram divergências entre os dirigentes dos respectivos clubes e da Liga LCB, insatisfeitos com o actual panorama do basquetebol português que na última década perdeu popularidade e carisma. Benfica e Queluz apresentaram-se como dois &#8220;revolucionários&#8221;, donos de firmes e convictas medidas que vieram empobrecer a principal Liga, sobretudo no número de clubes participantes.</p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_PA_9zH06n7I/Rzm3NGOnPuI/AAAAAAAAAY0/Le-VO_hzTQ4/s1600-h/carlowhite%2Bvagos.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; cursor: pointer" src="http://bp2.blogger.com/_PA_9zH06n7I/Rzm3NGOnPuI/AAAAAAAAAY0/Le-VO_hzTQ4/s320/carlowhite%2Bvagos.jpg" border="0" alt="Vagos   De 8.ª Equipa a Certeza"  title="Vagos   De 8.ª Equipa a Certeza" /></a>A Liga LCB passava então a contar com apenas 7 emblemas, o que inviabilizaria uma nova edição na época de 2007/2008, dado que o número mínimo requerido pelos estatutos é de 8 clubes. Eis então que numa tarde quente de Junho surge um &#8220;D. Sebastião&#8221; do basquetebol português: a Associação Desportiva de Vagos. Este modesto clube da CNB1 (penúltima divisão federativa) bem representativo do concelho de Vagos, distrito de Aveiro (região que é considerada a &#8220;catedral do basquetebol&#8221;), apresentou a sua candidatura à Liga LCB, constituindo o 8.º emblema participante e viabilizando assim a edição de 2007/2008.<br />
Imediatamente se fizeram ouvir as vozes dos habituais cépticos, desconfiados da capacidade das gentes de Vagos em poder construir uma equipa de basquetebol capaz de competir de forma digna e credível na principal competição do nosso basquetebol. Porém o tempo ditou o contrário e o Vagos rapidamente se conseguiu impor na exigente liga profissional. Com um plantel formado por experientes jogadores internacionais como Pedro Nuno, Nuno Perdigão e o carismático Anastácio Sami, jovens promessas da região como o João Balseiro (ex-Galitos de Aveiro) e quatro norte-americanos (Carlo White foi um dos destaques da última edição da Proliga), a equipa mostra-se dona de uma aguerrida atitude defensiva e de uma desinibida competência ofensiva e contabiliza já duas vitórias convincentes em quatro jogos disputados até ao momento, triunfos esses que foram conseguidos frente à exigente formação do Lusitânia dos Açores e ao histórico Barreirense.</p>
<p>Para bem do basquetebol nacional espera-se que surjam outros clubes como o Vagos, com iniciativa e dinamismo suficientes para concretizar um projecto sólido que venha enriquecer a principal competição nacional, mas que traga sobretudo de volta a credibilidade e popularidade de outros tempos.</p>
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