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	<title>Jogo de Área &#187; Divisa</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Football &amp; Numbers</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 23:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É mais uma noite de Liga dos Campeões, fria e húmida, que se prepara para iniciar. Os ingleses do Chelsea preparam-se para defrontar o Cluj, da Roménia, e em caso de empate ou derrota o gigante Londrino está fora da liga milionária. À medida que ambas as equipas se preparam para este importante embate, outra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É mais uma noite de Liga dos Campeões, fria e húmida, que se prepara para iniciar. Os ingleses do Chelsea preparam-se para defrontar o Cluj, da Roménia, e em caso de empate ou derrota o gigante Londrino está fora da liga milionária. À medida que ambas as equipas se preparam para este importante embate, outra equipa faz igualmente os seus preparativos &#8211; neste caso, alguns pacotes de batatas fritas e várias garrafas de coca-cola antecipam a partida.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/03/iniesta-barcelona-chelsea.jpg"><img class="size-medium wp-image-1756 alignleft" style="margin-top: 4px; margin-right: 8px;" title="iniesta-barcelona-chelsea" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/03/iniesta-barcelona-chelsea-300x198.jpg" alt="Football & Numbers" width="270px" /></a>Contudo, estes rapazes sensivelmente menos saudáveis irão trabalhar tanto ou mais do que Lampard e companhia. Falamos da Opta, uma empresa britânica que actualmente ocupa a primeira posição do mercado das estatísticas desportivas. Nesta partida específica, 3 jovens vão seguir cada passe, remate, livre ou lançamento de ambas as equipas. Dois dias mais tarde, a mesma equipa estará a seguir outra partida, de futebol ou de qualquer outra modalidade.</p>
<p>Actualmente, a Opta analisa mais de 4.000 eventos por ano, registando mais de 4 milhões de momentos desportivos. Nos dedos de cada um destes profissionais está um complexo software que permite registar cada detalhe do jogo. O campo é simulado num painel bidimensional, com icons a representarem cada elemento do jogo. Para registar um passo, o analista terá que seleccionar o atleta que passa, a sua posição e o tipo de passe efectuado &#8211; segundo a Opta, existem 80 formas diferentes de tocar na bola, e numa fracção de segundo todos estes três elementos terão que ser registados, numa tarefa que se repetirá centenas de vezes durante 90 minutos.</p>
<p>E a realidade é que a estatística veio para ficar. De equipas técnicas a árbitros, de estações televisivas a jornais desportivos, os números são actualmente um dado crucial para um produto que pretendem aprimorar para o consumidor, a cada dia que passa. E a Opta sabe como gerir tudo isso. A informação que recolhe das partidas desportivas é passada para os agentes desportivos em todos os formatos imaginários, incluindo naturalmente uma plataforma web, desenvolvida pela própria empresa, que poderá ser acedida em tempo real! Actualmente mais usada pela comunicação social, será apenas uma questão de tempo até que treinadores e jogadores acedam a esta informação nos intervalos da partida, ou quem sabe até durante o jogo!</p>
<p>Arsène Wenger foi um dos primeiros grandes adeptos da estatística ligada ao futebol. Amante da análise ao futebol sob a forma de números, o técnico francês já assumiu que quando um jogo termina, sente de imediato a necessidade de aceder a todos os detalhes estatísticos daquilo a que acabou de assistir. Estudioso, metódico, refere que &#8220;tenho que julgar pessoas, como tal quanto mais concreta, objectiva for a informação que possuo, melhor será a tomada de decisão&#8221;. Quem diria que os números iriam tomar conta de um desporto onde a criatividade, irreverência, genialidade sempre se assumiram como os seus pontos mais altos?</p>
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		<title>A Influência do Futebol na TV e na Economia</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 04:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Futebol Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[O passado jogo Benfica x Nápoles culminou numa explosão revolucionária da televisão por subscrição em Portugal. O serviço Meo da Portugal Telecom superou os 200 mil clientes, sendo que mais de metade deste total representa novos clientes para o grupo. Uma duplicação da base de clientes em apenas 3 meses cuja performance tem em parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O passado jogo Benfica x Nápoles culminou numa explosão revolucionária da televisão por subscrição em Portugal. O serviço Meo da Portugal Telecom superou os 200 mil clientes, sendo que mais de metade deste total representa novos clientes para o grupo. Uma duplicação da base de clientes em apenas 3 meses cuja performance tem em parte como explicação a exclusividade da nova Benfica TV relativamente à ZON Tvcabo, controlada pela ControlInveste de Joaquim Oliveira. Estaremos perante uma nova revolução alimentada pelo futebol?</p>
<p>Recordo-me que há uns dias, enquanto &#8220;deambulava&#8221; pela rua, dei por mim com uma série de autênticos <em>advertisements</em> dignos de exibição em NY a anunciar a o jogo Benfica x Nápoles, jogo esse exclusivamente transmitido para inaugurar a nova Benfica TV, canal exclusivo do serviço Meo. Lia-se &#8220;Temos Meo&#8221;, &#8220;Benfica TV já instalada neste café&#8221; ou mesmo &#8220;Somos clientes Meo e temos Benfica TV&#8221;. Ora a situação não era para menos, já que a grande maioria dos locais onde o modesto português ia habitualmente ver o seu clube ao café mais próximo, deixaram de poder oferecer o tão badalado jogo. Há uns anos atrás, era requisito quase obrigatório, quase como água e electricidade, a Sportv sintonizada nos televisores dos espaços de lazer portugueses. Estamos assim perante uma nova e interessante fase de explosão da TV por subscrição em Portugal, amplamente dominada pela agora denominada Zon TVcabo mas que vê o &#8220;monopólio&#8221; ameaçado pois a performance do Meo é negativa para a Zon, uma vez que a PT está a angariar o grosso do mercado de subscrição. No actual trimestre, o número de adições líquidas foram, até à data, superiores a 84 mil, o que já supera o número de adesões em todo o segundo trimestre, período em que a companhia superou a meta dos 100 mil clientes, enquanto que o número de novos clientes na Zon se situa aproximadamente em 7 mil no mesmo trimestre.</p>
<p>&#8220;É um feito absolutamente brutal&#8221;, qualifica Zeinal Bava administrador da PT, referindo-se aos 200 mil clientes do Meo alcançados pela Portugal Telecom. Zeinal Bava revelou que &#8220;cerca de 60%&#8221; dos clientes do Meo, ou 120 mil, &#8220;não eram clientes da PT, são pessoas que já o tinham sido mas que não tinham relação activa com a PT há vários anos&#8221;, embora não seja explícito que tenham migrado do concorrente TV Cabo. A este facto, está em grande parte a exclusividade dos canais <em>premium</em> de clubes como Barça TV, Real Madrid TV, ManUtd Tv ou mesmo Inter TV que em conjunto com o Benfica TV, se assumem com argumentos de peso para a escolha dos clientes. A verdade é que no final do segundo trimestre o Meo tinha uma quota de mercado de 5,4% na TV por subscrição em Portugal, com a TV Cabo da Zon a liderar com 74,3%. O objectivo da PT, segundo a empresa, passa por aumentar a receita média por utilizador através da venda de serviços adicionais enquanto simultaneamente contribui para aumentar a retenção de clientes através de uma atractiva oferta de serviços <em>multiple-play</em> a preços competitivos.</p>
<p>A verdade é que toda a loucura em torno da chegada dos canais temáticos de clubes de Futebol e da transmissão dos seus jogos, vem mostrar que em Portugal os portugueses descobriram que ter Televisão paga é quase uma necessidade fundamental à sua sobrevivência, em muitos casos até mais importante que respirar e ter comida em cima da mesa. Muitos perguntam: afinal onde está a crise? Onde é que os portugueses estão a apertar o cinto? Sempre que surge um bem ou serviço cuja posse atribua estatuto social, os portugueses vão a correr em massa para o adquirir, mesmo que para isso tenham de contrair empréstimos a taxas altissímas.</p>
<p>A verdade é que a TV, o desporto e sobretudo o futebol nunca andaram de costas voltadas, tal é a necessidade dos portugueses e adeptos por todo o Mundo de acompanharem o seu clube, não interessando quanto isso custa, sobretudo quando olhamos para os preços de uma deslocação a um estádio de futebol&#8230; 20, 30, 40, 50€ e muito mais, para 90 minutos de jogo quando por esse valor podemos ter uma infinidade de jogos e desportos durante 30 dias. A TV e o Futebol estão assim, definitivamente de mãos dadas.</p>
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		<title>A Importância Económica do Mundial de Futebol</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 12:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Em pleno tempo de qualificação para o Mundial 2010 na África de Sul, é de certa forma prudente discutir algo que normalmente pouco ou nada é ligado ao maior encontro de selecções de todo o Mundo: a economia. Pode parecer estranho, mas nem só dentro do campo se ganha num evento desta envergadura. Os especialistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em pleno tempo de qualificação para o Mundial 2010 na África de Sul, é de certa forma prudente discutir algo que normalmente pouco ou nada é ligado ao maior encontro de selecções de todo o Mundo: a economia. Pode parecer estranho, mas nem só dentro do campo se ganha num evento desta envergadura. Os especialistas financeiros confirmam ser verdade perante os factos constatados que o resultado de um super evento desportivo dita um impulso na futura economia do vencedor, bem como do país organizador.</p>
<p>Um estudo financeiro levado a cabo pelo Algemene Bank Nederland and Amsterdamsche-Rotterdamsche Bank (ABN-AMRO) sobre toda esta temática, concluiu que o país vencedor sente um aumento de 0,7% na sua economia e nos seus mercados. Grande parte deste crescimento é relacionado com a energia positiva gerada no País pela vitória em tamanho evento. A vitória no Campeonato do Mundo é muito mais que um troféu, é a reunião de toda uma nação e espírito patriótico, o que leva toda a população a sentir orgulho e alegria&#8230; e todos sabemos como pessoas felizes adoram comprar. Ainda mais, todas as festas e celebrações geram receitas e trabalho, especialmente em bares e supermercados, assim como vendas de produtos e artigos alusivos à conquista do troféu, que abre também todo um mercado a novas oportunidades de negócio ao estrangeiro, que fica naturalmente mais inclinado a investir no país vencedor.</p>
<p>Em 2002, cerca de três biliões de pessoas viram a final do Mundial 2002 no Japão e este número sobe quase até aos 4,5 biliões no Mundial de 2006 na Alemanha. Os números à volta da publicidade ajudam certamente a estimular a economia em geral, mas as vitórias do passado reflectem que a teoria do crescimento económico e o Mundial de Futebol andam de mãos dadas. De acordo com o estudo do banco ABN AMRO, apenas duas excepções são alvo de análise, quando em 1974 e 1978 a economia alemã e argentina, respectivamente, apresentaram uma grande perda, só suplantadas pela economia do finalista vencido em ambos os anos, a Holanda, que apresentou uma perda ainda maior pelo efeito negativo da derrota. Ora isto vem de certa forma de encontro com a teoria de que é sentido um aumento de 10% no mercado de valores do vencedor da final e campeão do Mundo, ao passo que o derrotado pode sentir uma quebra de 25%, no mínimo.</p>
<p>Antes do início do Mundial 2006, Brasil e Inglaterra eram cotados como favoritos, mas com ambos de fora da final seria difícil prever quem iria beneficiar do &#8220;boost&#8221; económico da vitória no torneio. A Alemanha como país anfitrião, investiu mais de 300 milhões de euros em melhorias nos transportes para o evento e um total de 1,5 biliões de euros para melhorias nos estádios. Como o esforço foi de tal forma enorme, seria quase natural afirmar que os bávaros mereceriam tal impulso económico mas a queda perante a Itália deitou por terra todas as expectativas nos benefícios da vitória, no entanto, ainda assim verificou um aumento de 1,6% no seu PIB devido aos ganhos decorrentes como país organizador, assim como uma diminuição de 11% na taxa de desemprego.</p>
<p>Numa altura em que os fãs do futebol espalhados por todo o mundo estão ansiosos pelo começo do Mundial 2010, será a vez da África do Sul acolher o negócio do futebol. Planos e reservas já estão a ser feitos, hotéis e voos reservados, até que a décima nona final da competição da FIFA se inicie. Mas fora do campo de jogos, a África do Sul está a fazer progressos no mundo do desporto rei, ao receber entre outros a feira desportiva ligada à indústria e negócios do futebol &#8211; a Soccerex. Mais de cinco mil delegados da Liga Mundial do futebol, em conjunto com 300 expositores de 90 países, aguardam a sua participação na primeira edição desta feira na África do Sul, de 23 a 26 de Novembro. Poucas são as hipóteses certamente de ver a África do Sul na final, mas a verdade é que com os imensos investimentos em infraestruturas e em novos estádios para o Mundial, os Sul Africanos sentem o país em grande explosão económica e a verdade é que neste momento é o país africano com maior número de vistos de imigração, tão grande é esperado o crescimento antes e depois de 2010.</p>
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		<title>A Influência do Dinheiro no Futebol</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 14:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é novidade que o dinheiro é um forte persuasor de decisões. Ainda no fecho deste defeso de transferências, em Manchester, o United contratou Berbatov por 37 milhões de euros, e o  City surpreendeu tudo e todos com uns impressionantes 42 milhões de euros para &#8220;resgatar&#8221; Robinho de Madrid para o campeonato Inglês. Ora, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é novidade que o dinheiro é um forte persuasor de decisões. Ainda no fecho deste defeso de transferências, em Manchester, o United contratou Berbatov por 37 milhões de euros, e o  City surpreendeu tudo e todos com uns impressionantes 42 milhões de euros para &#8220;resgatar&#8221; Robinho de Madrid para o campeonato Inglês. Ora, é exactamente em Inglaterra que o Arsenal anunciou um aumento de 4,5% do preço de bilhetes anuais para a nova época de 2008/09 após um congelamento de quatro anos. O bilhete anual mais barato para o Emirates Stadium fica assim cifrado numas estonteantes 1150€, colocando como os lugares anuais mais caros da Premier League, 350€ mais alto que os segundos mais caros, do Liverpool.</p>
<p>A Premier League é sem dúvida conotada como a melhor do Mundo, com fãs a pagarem o necessário para ver de perto e <em>in loco</em> toda a acção dos seu heróis. Para termos uma ideia real de como os emblemas Ingleses conseguem verbas realmente astronómicas, basta para isso analisar o preço mais elevado de um bilhete para adulto nos vários clubes da principal Liga Inglesa, para jogos que não envolvem clássicos:</p>
<ol>
<li>Arsenal (115€)</li>
<li>Tottenham (100€)</li>
<li>Chelsea (95€)</li>
<li>West Ham (90€)</li>
<li> Newcastle (89€)</li>
<li>Sunderland (80€)</li>
<li>Fulham (75€)</li>
<li>Birmingham (70€)</li>
<li>Derby County (62€)</li>
<li>Manchester United (62€)</li>
<li>Portsmouth (58€)</li>
<li>Reading (58€)</li>
<li>Middlesbrough (56€)</li>
<li>Bolton (50€)</li>
<li>Liverpool (45€)</li>
<li>Aston Villa (42€)</li>
<li>Blackburn (40€)</li>
<li> Everton (38€)</li>
<li>Manchester City (38€)</li>
<li> Wigan (29€)</li>
</ol>
<p>Sem grandes surpresas, o Arsenal volta a surgir no topo da lista com uns impressionantes 115€, seguido pelos rivais londrinos Tottenham, Chelsea e West Ham. Um dado curioso que mostra o peso do futebol em Londres e também o maior poder de compra existente na capital Inglesa. Curiosa a posição do Manchester United (10ª) e sobretudo a de Liverpool (15ª) e do novo milionário da Liga Manchester City que surge na penúltima posição com 38€, um terço do bilhete do &#8220;líder&#8221; Arsenal. Não restam dúvidas que o dinheiro se tornou na figura central nos anos recentes, com companhias de televisão como a Sky e a BBC a assumirem um poder impressionante, capaz mesmo de decidir a que dia e hora as partidas serão disputadas! A final da Liga dos Campeões de 2008, foi jogada pelas 11h00 da manhã em Moscovo de forma a permitir a exibição do jogo num horário nobre em Inglaterra e por toda a Europa Ocidental.</p>
<p>O fascínio pelo dinheiro significa que alguns fãs irão pagar mais por um jogo &#8220;normal&#8221; em Inglaterra do que pagariam por um jogo de Liga dos Campeões face ao Barcelona, em Nou Camp. Interessante é também o poder de negociação que um clube pode ter face a um determinado jogador, que muitas vezes pode entrar no jogo do dá mais ou não jogo, como o recente cenário de Frank Lampard com o Chelsea, que lhe valeu um contrato renovado de 5 anos com 200 000€ por semana, valor que muita gente não ganhará durante toda uma vida. Igualmente, mas em Ligas inferiores, existem clubes que se encontram perto da extinção por não conseguirem manter cumprimentos mensais na ordem dos&#8230; 200 000€, sofrendo consequentemente multas e outras punições. Esta época, há um novo recorde de número de clubes que iniciaram o campeonato com pontos negativos. As três equipas nas últimas posições Terceira Liga Inglesa, como o Rotherham, Bournemouth e o Luton encontram-se com -11, -15 e -27 pontos, respectivamente. Todos estes pontos negativos são o resultado de um controlo financeiro muito pobre ou mesmo desastroso e que leva os clubes praticamente à ruptura, enquanto Frank Lampard se delicia com 200 000€ por semana para colocar o seu esforço em 90 minutos todos os sábados ou domingos.</p>
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		<title>FC Porto e a Montra Europeia</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 11:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Divisa]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões]]></category>

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		<description><![CDATA[Num estudo publicado pelo JN em Fevereiro deste ano, foi possível verificar o protagonismo que o FC Porto da última década vem obtendo na principal prova de clubes da UEFA. Depois da remodelação efectuada à antiga Liga dos Campeões Europeus, esta nova prova &#8220;rainha&#8221; passou a contemplar enormes fatias milionárias a distribuir pelos seus participantes.
Só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num estudo publicado pelo JN em Fevereiro deste ano, foi possível verificar o protagonismo que o FC Porto da última década vem obtendo na principal prova de clubes da UEFA. Depois da remodelação efectuada à antiga Liga dos Campeões Europeus, esta nova prova &#8220;rainha&#8221; passou a contemplar enormes fatias milionárias a distribuir pelos seus participantes.</p>
<p>Só consistirá numa surpresa para o leitor menos actualizado, mas os números são talvez até mais surpreendentes do que se julgará. Desde a temporada de 1992/93, fase de transição para os novos moldes da competição, o Porto terá amealhado cerca de 97.5 milhões de euros em receitas desportivas UEFA e direitos televisivos. Os números tornam-se mais interessantes, e ao mesmo tempo mais &#8220;iluminados&#8221; quando nos apercebemos da importância que a instituição FC Porto tem ganho no contexto do futebol português, e da sua imagem no exterior. A contribuição para o ranking UEFA vem sido de tal forma decisiva que o conjunto de todos os outros clubes com participações na UCL (são estes Benfica, Sporting e Boavista) resulta num total de 72.6 milhões de euros e menos 25 milhões do que o Porto conquistou por sua conta apenas.<br />
Particularmente, temos como temporada de maior brilho a de 2003/04, culminada com o título europeu de clubes pela mão de José Mourinho. Não foi no entanto apenas o troféu a entrar na casa portista; 18.7 milhões entraram igualmente nos cofres do FC Porto, numa temporada que haveria de culminar com a alienação de diversos activos por quantias literalmente astronómicas (Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Deco, entre outros). De frisar igualmente a participação do Boavista FC na competição milionária, que em duas temporadas apenas, arrecadou cerca de 14 milhões de euros. Quando comparado com os 33 do Benfica (em 5 participações), e 25 do Sporting (em 4), equipas com poderio financeiro bem mais efectivo, é fácil de concluir que a turma do Bessa alcançou uma prestação briosa na Europa dos milhões.</p>
<p>Se analisarmos o &#8220;enriquecimento&#8221; portista num contexto europeu, verificamos que o FC Porto se encontra em 16º classificado. De facto, e se não for contabilizada a prestação de &#8220;tubarões&#8221; espanhóis, alemães, italianos ou ingleses, só Lyon e PSV Eindhoven conseguiram melhores resultados que os portuenses, com 155 e 111 milhões de euros, respectivamente. No topo dos topos vemos Bayern Munich, Manchester United, Real Madrid e AC Milan, com montantes entre os 233 e os 202 milhões.<br />
O que é facto é que este Porto tem revelado argumentos inquestionáveis para lutar olhos-nos-olhos com os mais poderosos, com aqueles que se encontram integrados em países mais ricos, mais sólidos e onde o desporto detém outros níveis de rentabilidade e estruturação. De resto, a história tem sabido dar o devido valor a este clube português, mesmo que por vezes isso só suceda externamente é actualmente já considerado como um <em>case study</em> para os clubes europeus de média dimensão.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Rentabilização da Marca &#8220;FC Porto&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 12:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[Em comunicado portista, foram revelados alguns números no que diz respeito aos contratos de patrocínio negociados com a marca &#8220;FC Porto&#8221;. O período estudado foi o primeiro semestre &#8220;desportivo&#8221; da temporada 2007/08, e revelou um retorno total de cerca de cem milhões de euros para os principais patrocinadores. Para o FC Porto, o encaixe foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em comunicado portista, foram revelados alguns números no que diz respeito aos contratos de patrocínio negociados com a marca &#8220;FC Porto&#8221;. O período estudado foi o primeiro semestre &#8220;desportivo&#8221; da temporada 2007/08, e revelou um retorno total de cerca de cem milhões de euros para os principais patrocinadores. Para o FC Porto, o encaixe foi de 6,5 milhões de euros. Particularizando a leitura, os quatro &#8220;main sponsors&#8221; (PT, BES, Revigrés e Nike) garantiram 2,4 milhões de euros / mês; os &#8220;platinum sponsors&#8221; arrecadaram um valor mensal de 885 mil euros.</p>
<p>Para melhor se compreender a realidade destes números, resta revelar que as marcas obtiveram um retorno de 15 milhões de euros por cada milhão de euros investido. Algo notável para uma marca portuguesa, inserida no contexto industrial desportivo actual e num perímetro estritamente nacional. Num fiel comparativo com o mesmo período no ano anterior, o aumento cifrou-se nos 15%. Curioso será igualmente analisar o retorno para as diferentes estratégias de publicidade e sponsoring. Os equipamentos oficiais do clube &#8211; e nada de novo neste particular &#8211; são as galinhas dos ovos de ouro da estrutura de marketing portista, seguido das conferência de imprensa, publicidade estética, equipamentos de treino e pela &#8220;super flash&#8221; &#8211; esta última, uma novidade adoptada esta temporada pela administração do FC Porto SAD, e que consiste numa dinâmica entrevista de 15 minutos a um elemento do plantel portista.</p>
<p>São números que atestam a qualidade da marca FC Porto, e que nos revelam um investimento extremamente seguro, tais são os níveis de rentabilização alcançados ano após ano. Numa altura em que financeiramente falando os clubes nacionais são apenas referenciados pelos piores motivos, julgo ser importante revelar como existem marcas de sucesso no nosso futebol, e isto, repito, num alcance geográfico meramente nacional. Ainda numa óptica de estratégia portista, questiona-se a rentabilidade de uma aposta numa estratégia além-fronteiras, lançando de forma directa a marca FC Porto para os continentes asiático, ou americano, onde em certos países o clube português é alvo de um enorme reconhecimento (batendo-se por vezes com grandes nomes internacionais). O exemplo de aposta no mercado asiático, que se tem revelado recorrente entre clubes de topo &#8211; como a aquisição de atletas chineses e coreanos, ou a então pelas famosas digressões de pré-temporada &#8211; parece ser nesta altura algo extremamente interessante, não apenas num contexto financeiro (que por si só, numa estratégia bem sucedida, poderá evitar a alienação de activos de vital importância para o clube) mas igualmente no plano desportivo, numa área que movimenta massas, e com um impacto colateral milionário em diversos sectores como o turismo, transportes e alojamento.</p>
<p>São temáticas interessantes, e que nos revelam atractivas possibilidades de potenciação da indústria portuguesa do futebol, que como sabemos tem um peso evidenciado na Europa dos milhões. Neste particular, o FC Porto tem sido rei no que toca a enunciar o nome de Portugal no exterior, podendo (e devendo) tirar partido disso mesmo numa estratégia a médio/longo prazo.</p>
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		<title>Pré-Época &#8211; Rigor</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jul 2007 11:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[Se por um lado este Porto edição 2007/08 tem conseguido atingir rendimentos de grande valia ao transaccionar algumas das suas melhores pérolas, por outro lado, no que a entradas diz respeito, a situação tem sido claramente distinta de outros anos. Os investimentos desmesurados e desmedidos a que o FC Porto nos tem habituado têm sido, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se por um lado este Porto edição 2007/08 tem conseguido atingir rendimentos de grande valia ao transaccionar algumas das suas melhores pérolas, por outro lado, no que a entradas diz respeito, a situação tem sido claramente distinta de outros anos. Os investimentos desmesurados e desmedidos a que o FC Porto nos tem habituado têm sido, felizmente, evitados pela direcção portista.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/02/mariobolatti.jpg" alt="Pré Época   Rigor" hspace="5" width="300" height="300" align="left" title="Pré Época   Rigor" />V�rios jogadores ao longo dos anos aterraram no drag�o, chegando ao aeroporto e balbuciando como primeiras palavras &#8220;O Porto � uma montra fant�stica&#8221;, ou &#8220;espero dar o salto no final da �poca&#8221;. Jogadores que exigiam ordenados acima da m�dia do plantel, exigindo manter-se na primeira equipa mesmo que pouco produzindo, e que ao primeiro sinal de insatisfa��o colocavam o seu representante (ou progenitor, como est� na berra) na comunica��o social, como que deitando �gua na fervura. Concordando mais ou menos com a posi��o do jogador, o caso mais recente de uma situa��o semelhante foi o caso Diego. Naturalmente que, mesmo atingindo valores proibitivos, jogador que se imp�e cabalmente obriga o maior dos cr�ticos a engolir as suas palavras. Mas o n�vel de investimento ser� sempre aquele par�metro que nos permitir� aumentar ou diminuir o tom cr�tico para aqueles que s�o os respons�veis pela transac��o.<br />
� um pouco neste contexto que insiro no artigo as contrata��es mais recentes no FC Porto. O Porto teve como contrata��o mais dispendiosa M�rio Bolatti, m�dio-defensivo, por 2 milh�es de euros. Independentemente daquilo que possamos saber acerca do jogador, julgo que � indiscut�vel que, para os valores que os clubes em Portugal t�m atingido a n�vel de contrata��es, � um montante perfeitamente aceit�vel para um clube com a dimens�o do Porto. Se a isto juntarmos Lino, defesa-esquerdo a custo zero, Kazmierczak, m�dio-centro por 1,5 milh�es de euros, Luis Aguiar, m�dio-ofensivo por 200 mil euros o empr�stimo, Mariano Gonzalez por condi��es similares, Leandro Lima por 1,5 milh�es de euros, entre outros neg�cios menos relevantes, � caso para dizer que este FC Porto est� a comportar-se incomparavelmente mais rigoroso e equilibrado no que a contas diz respeito. Curiosamente, e numa opini�o bem pessoal, tem conseguido at� refor�ar-se de forma mais consistente que em outros defesos &#8211; de frisar por exemplo o par�metro &#8220;altura&#8221;, que tanto tem sido vincado durante esta pr�-�poca, algo que venho comentando j� h� v�rias �pocas.</p>
<p>Mantendo esta estrat�gia financeira, mesmo que investindo em mais um ou outro jogador, o Porto parece querer aproximar-se do Sporting, garantindo um rigor or�amental que hoje em dia se torna important�ssimo para os clubes de futebol nacionais. Traz alguma credibilidade ao fen�meno desportivo nacional, e eu aplaudo.</p>
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