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	<title>Jogo de Área &#187; Cantera</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Walter Henrique da Silva: diamante ou problema?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 17:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Zon Sagres 10/11]]></category>

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		<description><![CDATA[Foram diversas as semanas de indefinição no futuro deste jovem de 20 anos. E foi muita a paciência apresentada pelos dirigentes portistas, algo que não é muito usual de verificar no universo do dragão. Mas afinal o que levou a tanto esforço negocial? Será Walter um activo que apresenta desde já condições válidas para vingar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foram diversas as semanas de indefinição no futuro deste jovem de 20 anos. E foi muita a paciência apresentada pelos dirigentes portistas, algo que não é muito usual de verificar no universo do dragão. Mas afinal o que levou a tanto esforço negocial? Será Walter um activo que apresenta desde já condições válidas para vingar no FC Porto? Conseguirão os elementos da estrutura técnica portista moldar o jovem craque à realidade do futebol europeu?</p>
<p>O futuro o dirá, mas a realidade é que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1188723&amp;div_id=1304&amp;psec_id=46" target="_blank">Walter </a>poderá ser o primeiro craque com o dedo de Villas Boas a vingar no dragão. Natural de Recife, Walter Henrique da Silva começou desde cedo a brilhar fruto da sua capacidade física e remate fulminante. Actualmente com apenas 20 anos e 1.76m, o jovem pernambucano apresenta um peso médio de 87 kg, e apesar de já ter sido apelidado de &#8216;Gordinho&#8217;, o que é facto é que isso não lhe retira poder de explosão e a capacidade para furar defesas contrárias. Foi no Esporte Clube São José, clube da Série D brasileira, que Walter despontou. Em 2007, assinou pelo Internacional de Porto Alegre, percorrendo alguns escalões de formação e surpreendendo tudo e todos com a sua habilidade.</p>
<p>No início de 2009 <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1181691&amp;div_id=1304&amp;psec_id=46" target="_blank">Walter </a>era chamado para participar no Sudamericano Sub-20. É conhecida a história de diversos craques sul-americanos que se deram a conhecer ao mundo em troféus de selecções mais jovens. Pois bem, o brasileiro foi o melhor marcador da prova com 5 golos, conquistou o troféu, sendo considerado unanimamente como a figura da competição. As semelhanças com o &#8220;Gladiador&#8221; Adriano eram mais que muitas, começando na força física e na excelente técnica individual, e terminando no faro de golo e no inevitável potente remate aplicado com a perna direita. Cada partida era uma batalha para o jovem jogador, que era o primeiro defesa da equipa na luta pela conquista da bola. Uma qualidade que certamente revelará nos relvados portugueses.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3420 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/07/interwalter.jpg" alt="Walter" width="300" height="189" align="left" title="Walter Henrique da Silva: diamante ou problema?" />Mas a história de Walter tem tanto de brilhante como de dramática. É que o &#8220;Bigorna&#8221; já passou por quase tudo, desde problemas disciplinares, a conflitos com a &#8220;torcida&#8221;, até uma grave lesão. Segundo o seu empresário, a explicação para todos estes problemas tem uma base familiar. As dificuldades vividas pela família do atleta são sobejamente conhecidas.</p>
<p>Sem qualquer tipo de formação escolar, Walter sempre dependeu do futebol para sustentar a sua família, um fardo difícil de suportar para um miúdo de apenas 20 anos. Foi necessária uma forte actuação do seu empresário e clube para colocar esta jovem pérola no trilho certo, mas a realidade é que para o Inter já era tarde demais. Cansados de tanto problema, os dirigentes do clube aceitaram negociar o seu passe.</p>
<p>Outra curiosidade prende-se com a ligação do uruguai Juan Figger ao FC Porto. O agente de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1181002&amp;div_id=1304&amp;psec_id=46" target="_blank">Walter </a>é também responsável pela carreira de Hulk, uma das mais recentes jóias a aterrar nas Antas. Desde cedo que o empresário FIFA se especializou em atletas de nacionalidade brasileira. Foi um dos primeiros agentes a desenvolver a co-propriedade de talentos, sendo na altura investigado pelas suas actividades invulgares, acções que no entanto se tornariam perfeitamente comuns na indústria de futebol do século XXI, algo que assegura maior segurança e elasticidade financeira aos clubes de futebol na hora de adquirir novos talentos.</p>
<p>Walter é assim a 7ª compra portista neste defeso, chegando ao Porto por 6 milhões de euros (75% do passe) e prefazendo já mais de 25 milhões em aquisições para a temporada que se avizinha. Trata-se de mais uma aposta de <a title="Casino" href="http://www.spinpalace.com/portugues/" target="_blank">casino</a>, mas um investimento que segundo os responsáveis azuis se exige para fazer frente a uma época fracassada. James Rodriguez é outro dos diamantes que cabem a esta jovem equipa técnica moldar e tornar como activos válidos no contexto do nosso futebol. O que esperar deste Porto?<br />
<br/><br/></p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qtID5TKNgI8&amp;hl=en_US&amp;fs=1?rel=0&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/qtID5TKNgI8&amp;hl=en_US&amp;fs=1?rel=0&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;"> Melhores momentos de Walter </span></div>
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		<title>Khouma El Babacar, o novo talento Viola!</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 12:36:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>

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		<description><![CDATA[Aos dezasseis anos, Khouma El Babacar, um senegalês de imponente porte físico, encanta o Artemio Franchi. Ao lado de outro jovem com o mundo a seus pés &#8211; o montenegrino Stevan Jovetic &#8211; resgatam a esperança de os viola poderem voltar a contar com uma dupla do nível de Rui Costa e Batistuta!
Ademais, diga-se que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos dezasseis anos, Khouma El Babacar, um senegalês de imponente porte físico, encanta o Artemio Franchi. Ao lado de outro jovem com o mundo a seus pés &#8211; o montenegrino Stevan Jovetic &#8211; resgatam a esperança de os viola poderem voltar a contar com uma dupla do nível de Rui Costa e Batistuta!</p>
<p>Ademais, diga-se que este jovem senegalês tem tudo para ter um radioso futuro no glamouroso mundo do calcio.. talento, velocidade e frieza na finalização são alguns dos predicados que tornam este verdadeiro talento no menino querido dos <em>tifosi viola</em>, num registo de jogo semelhante à gazela nerazurri, Balotelli. Mas distintamente de Super Mário, aqui termo de comparação, a aptidão natural que demonstra é proporcional à abnegação que coloca em cada lance. Ao desejo de tacticamente ser útil, o que o faz por vezes descair na faixa esquerda do seu ataque, alia-se a sua velocidade&#8230; a capacidade de desequilibrar em situações de confronto individual, tudo com o mesmo sorriso que tinha quando chegou aos treze anos a Pescara, seu primeiro clube em Itália, provindo do Senegal natal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3394 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/03/Khouma-Babacar.jpg" alt="Khouma El Babacar, o novo talento Viola!" width="280" height="198" align="left" title="Khouma El Babacar, o novo talento Viola!" />Aí, as suas imensas qualidades falaram mais alto&#8230; e o departamento de prospecção da Fiorentina haveria de o resgatar, juntamente com o suíço Seferovic, o grande obreiro de uma conquista inédita para o futebol helvético: o campeonato mundial de Sub-17. Efectivamente, tudo tem acontecido rápido na carreira do jovem, desde que chegou a Florença&#8230; desde os cintilantes desempenhos na Equipa Primavera, à estreia frente ao Chievo num jogo da Taça de Itália foi um repente. O primeiro golo pela equipa principal surgiria nesse mesmo prélio e tornava-se óbvio que em Babacar residia um diamante por lapidar!</p>
<p>Com a suspensão de Mutu por problemas ligados ao doping, o seu espaço na equipa principal escancarava-se definitivamente e ele haveria de aproveitar a chance, tornando-se numa espécie de arma secreta de uma equipa que só não foi mais longe na Champions porque não a deixaram!</p>
<p>Aos dezasseis anos é para ser acompanhado com muita atenção. Real Madrid, Manchester United e Chelsea já quiseram observar<em> in loco</em> as qualidades do jovem&#8230; todavia, já receberam uma resposta inequívoca: quer ele, quer Jovetic, este já na rampa de lançamento para ser um dos melhores jogadores do mundo, são inegociáveis e intransferíveis, pois em Florença há o sonho de fazer reviver uma das mais vetustas alianças do mundo do futebol: a perfeita simbiose entre o playmaker e o ponta de lança&#8230; ou, como se diz em Firenze, após Rui Costa e Batistuta, o futuro será Jovetic e Babacar. A ver vamos!</p>
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		<title>A importância do Futebol do Barcelona como exemplo de formação</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 14:50:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[É quase consensual, que o futebol praticado pelo F. C. Barcelona nesta ultima época e meia, é o mais espectacular e eficaz da actualidade. Como treinador de escalões de formação, pego em muitos exemplos que]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É quase consensual, que o futebol praticado pelo F. C. Barcelona nesta ultima época e meia, é o mais espectacular e eficaz da actualidade.</p>
<p>Como treinador de escalões de formação, pego em muitos exemplos que acontecem nos jogos, que hoje em grande parte são televisionados, para uma melhor explicação, exemplificação e entendimento do jogo por parte dos “Petits”.</p>
<p>Ora se o grande objectivo do jogo é chegar ao golo, o Barcelona é hoje em dia um bom exemplo, pelas diferentes formas como consegue produzir futebol ofensivo, individual e colectivamente tendo como fim esse mesmo objectivo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3319 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/01/iniesta-messi.jpg" alt="Iniesta, Messi, Barcelona" width="280" height="200" align="left" title="A importância do Futebol do Barcelona como exemplo de formação" />Desde cedo, nós treinadores / formadores, tentamos trabalhar entre outros aspectos o aperfeiçoamento da recepção, passe e desmarcação, do aspecto do drible e da criatividade, da utilização da velocidade de pensamento, reacção e de execução, da procura da largura do campo, como forma de chegar à profundidade. Tentamos incutir aquilo que chamamos princípios básicos do jogo.</p>
<p>Tudo isto tem ou tem tido o Barcelona de Guardiola. Por isso mesmo, é hoje, se não a equipa mais importante, das mais importantes como referência explicativa e exemplificativa para os mais jovens que sonham ser um dia jogadores de futebol.</p>
<p>A qualidade de recepção de bola demonstrada por grande parte dos seus atletas, a capacidade de passe curto em busca de progressão no campo, através de tabelas sucessivas em espaço curto, com a alternância de passe longo procurando variar o chamado centro do jogo, a capacidade de drible nos confrontos de 1-1 ou 1-2 (2 defensores) com os seus opositores directos, as desmarcações nos espaços vazios, tudo isto aliado a velocidade com que pensam e executam faz deste Barcelona um exemplo maior do que é o futebol moderno.</p>
<p>Se nós no campo tentamos incentivar e motivar os nossos jovens para a aprendizagem, actualmente são Messi, Xavi, Iniesta, Ibra, Henry, Puyol, Daniel Alves, Pedro, Keita, Piqué, os melhores professores que se podem encontrar como equipa, porque semanalmente dão verdadeiras aulas exemplificativas de bom futebol, de sentido colectivo, sentido táctico, recorrendo-se das suas características.</p>
<p>Se o futebol saiu das ruas, onde a aprendizagem e a execução do jogo era instintiva e natural, com pouco entendimento do mesmo, passa agora para as chamadas Escolas de Futebol (até as próprias escolas primárias começam a ter as suas) onde esse lado instintivo e natural passa a ser estruturado e orientado para o entendimento do jogo. É excelente que consigamos utilizar exemplos individuais, postos ao serviço de um grande colectivo, como é a equipa do Barça, daí a sua importância como exemplo prático de formação.</p>
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		<title>Darron Gibson, a nova sensação do United</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 16:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
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		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem teve a sorte de ver as imagens do jogo da Carling Cup entre o Manchester United e o Tottenham (1 Dez 09), certamente terá ficado rendido a um jovem médio centro mancuniano que mandou em todo o jogo red e ainda arranjou tempo para com dois balázios resolver o jogo, tornando-se o novo menino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem teve a sorte de ver as imagens do jogo da <a target="_blank" href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1107194&#038;div_id=1488&#038;psec_id=46">Carling Cup</a> entre o Manchester United e o Tottenham (1 Dez 09), certamente terá ficado rendido a um jovem médio centro mancuniano que mandou em todo o jogo red e ainda arranjou tempo para com dois balázios resolver o jogo, tornando-se o novo menino bonito de Old Trafford. Ele é Darron Gibson, um jovem de 22 anos, nascido no Ulster e que sonha, com a camisola vermelha vestida, reeditar os feitos de outro grande irlandês do norte&#8230; quiçá, o mais conhecido de todos&#8230; sim, ousamos, pese as devidas diferenças, comparar este jovem ao inimitável quinto Beatle: George Best!</p>
<p>Nascido em Derry, cedo chegou à Academia do United, a mesma forja onde foram moldados jogadores como os irmãos Neville, Paul Scholes, David Beckham, Ryan Giggs, entre tantos outros. Aí, desde cedo deu pelas vistas, não pelos seus atributos técnicos, que sendo razoáveis não seriam similares aos do grande Georgie, mas pela imensa disponibilidade física e, como se viu ontem, pelo pontapé canhão que deixa atarantado o mais prevenido dos goleiros&#8230; que o diga Gomes! Porém, não se pense que Gibbo &#8211; alcunha do jogador &#8211; só apenas em 2009-2010 apareceu nos quadros do United. Nada mais errado! A sua estreia ocorreu em 2005, também num prélio da Carling Cup contra o Barnet.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3268 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/darron-gibson-2.jpg" alt="Darron Gibson" width="280" height="175" align="left" title="Darron Gibson, a nova sensação do United" />A partir daí, tem alternado os treinos da equipa principal com jogos pela equipa de reservas, onde contracena, normalmente, com o sérvio Tosic, os gémeos Fábio e Rafael ou Macheda. A excepção a este percurso ocorreu na temporada de 2006/2007 e nos primeiros seis meses da seguinte quando foi emprestado, inicialmente, aos belgas do Antuérpia &#8211; clube satélite do United &#8211; e onde se assumiu como a pedra basilar do meio campo dos homens da Flandres&#8230; a sua influência foi tal que se tornou a principal estrela de um conjunto de jovens que, surpreendentemente, quase garantia a promoção!</p>
<p>Na época seguinte, seria o Wolverhampton a garantir os seus préstimos. Mais uma vez tornar-se-ia imprescindível, o que obrigaria ao seu retorno definitivo ao United&#8230; vinte e quatro jogos depois e tendo apontado um golo, apresentava-se em Old Trafford para treinar ao lado dos seus grandes ídolos! Aí atendendo à concorrência, não jogaria tantas vezes quantas as desejáveis para um jovem atleta da sua idade, mas mesmo assim apontaria o seu primeiro golo no Theatre of Dreams, em Janeiro de 2009, numa ronda da FA Cup contra o Southampton e alinharia em todos os jogos da edição passada da Carling Cup, partidas que os red devils venceriam, sendo por diversas vezes comparado com Michael Carrick, o tradicional dono do lugar.</p>
<p>A única ressalva que se poderá fazer foi a de ter renegado a nossa comparação inicial com Best&#8230; efectivamente, Gibson preferiu alinhar pela República da Irlanda, tendo já jogado três vezes pela selecção do trevo. Roy Keane, certamente, terá ficado contente!</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="340" height="285" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_X8tg6Bi44I&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="340" height="285" src="http://www.youtube.com/v/_X8tg6Bi44I&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Segundo golo de Gibson ao Tottenham</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Seydou Doumbia, a grande esperança marfinense</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 22:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>

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		<description><![CDATA[A Costa do Marfim, um dos países mais ricos da África Ocidental graças à extracção e exportação do cacau, também nos últimos anos tem dado ao mundo uma plêiade de magníficos jogadores de futebol, que tornam a]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Costa do Marfim, um dos países mais ricos da África Ocidental graças à extracção e exportação do cacau, também nos últimos anos tem dado ao mundo uma plêiade de magníficos jogadores de futebol, que tornam a selecção dos elefantes uma das mais excitantes que o globo terrestre alguma vez viu provinda do continente selvagem.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3258 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/Seydou-Doumbia-2.jpg" alt="Seydou Doumbia" width="280" height="202" align="left" title="Seydou Doumbia, a grande esperança marfinense" />Assim, nomes como os irmãos Touré, a jogar Kolo no Manchester City e Yaya no Barcelona, ou os manos Kalou, de onde se destaca Salomon que actua no Chelsea, e o maior de todos e talvez um dos maiores avançados da história do futebol mundial, de seu nome Didier Drogba, têm feito o país sonhar com um grande feito internacional&#8230; quiçá, em continente próprio e daqui a poucos meses, no Mundial da África do Sul! Mas não se pense que o campo de escolha marfinense se restringe aos nomes mais mediáticos. Há outros que os adeptos mais incautos ainda desconhecem, mas por pouco tempo! Surge, agora, num estudo referente aos jovens com menos de vinte e um anos mais valiosos do mundo do futebol realizado pela IMScouting, para além de nomes como Aguero, Benzema, do benfiquista Keirrison e do português Fábio Coentrão &#8211; único português a figurar na lista &#8211; um nome desconhecido para a maioria dos adeptos. É o de Seydou Doumbia. Este jovem de vinte e um anos tem tudo para ser o sucessor de Drogba na liderança do ataque dos elefantes&#8230; e ao seu clube, o Young Boys da Suíça, já chegaram inúmeras propostas de clubes de Itália, Inglaterra e Alemanha, sendo as do Dortmund e do Hoffenheim as mais concretas.</p>
<p>Seydou poder-se-à definir como um explosivo cocktail. A sua rapidez supersónica, a que conjuga uma técnica sublime e uma potência feroz de remate, fazem dele um caso único na actualidade do futebol europeu. É raro encontrar um jovem avançado com tantas qualidades juntas. Aliás, já começou a impressionar na sua primeira época em solo europeu. No seu actual clube, na pretérita época, a primeira em que lá actuou, após um périplo mal sucedido de três anos no Japão, o jovem jogador tornou-se logo o melhor marcador da Swiss Superleague e também foi considerado o melhor jogador&#8230; feitos conseguidos com o rótulo de arma secreta, pois apesar de ter apontado vinte golos, apenas começou a titular oito dos trinta e dois jogos em que interviu, conseguindo uma inacreditável média de um golo em cada sessenta e nove minutos de tempo de jogo.</p>
<p>Todavia, Doumbia só no transacto ano se tornou conhecido dos fãs europeus, e tal deveu-se ao facto de em 2005, quando já brilhava a grande altura no ASEC Mimosas do seu país natal, ter optado por emigrar para o Japão, em vez de, imediatamente, ingressar num campenato do Velho Continente. Aí, no Kashiwa Reysol não seria feliz, muito menos quando trocaria este clube pelo Tokushima Vortis. Estava claro que não seria no País do Sol Nascente que o avançado descobriria o caminho para os golos, e assim a saída do país seria o passo mais óbvio. Aconteceria para a tranquila Suíça, onde o Young Boys o seduziria pagando pelo seu passe a módica quantia de cento e cinquenta mil euros.</p>
<p>Chegado à Europa, Seydou confirmou todos os cêntimos &#8211; poucos &#8211; depositados nele. Com a sua velocidade, técnica e imenso querer ajudou a sua equipa a vencer muitos jogos nos últimos minutos, alguns deles em que nem os próprios adeptos acreditavam, guiando-a ao segundo lugar da tabela, só atrás do FC Zurich e ajudando-o a chegar à final da Taça da Suíça que perderia para o Sion! No final da época teria a recompensa para tão memorável desempenho, estreando-se na selecção do seu país, na Kirin Cup, contra o Japão. Mais um sonho realizado, ainda para mais actuando ao lado dos seus ídolos de infância! Chegados ao final da época, choveram propostas para a aquisição do seu passe&#8230; a do Hoffenheim chegaria perto dos dez milhões de euros para contar com os seus préstimos&#8230; uma valorização exponencial, que foi rejeitada pelo seu actual clube, de modo a perseguir o sonho de alcançar o título suíço, que lhe foge desde 1986!</p>
<p>Mas certo será que após o Mundial tudo será diferente. Doumbia seguirá as pisadas de Drogba num grande clube europeu, marcando golos, muitos golos! Obrigatória a sua descoberta nos jogos da Liga Suíça, ou para os mais desatentos no próximo Mundial, numa selecção que promete fazer história.</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;">
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/elLGY1Z49_c&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="360" src="http://www.youtube.com/v/elLGY1Z49_c&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Compilação de Seydou Doumbia</span></p>
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		<title>Romelu Lukaku, o gigante belga</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 20:05:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lukaku é nome para mais uma história fantástica, daquelas que só mesmo o futebol nos pode oferecer. O jovem, de apenas 16 anos, está a explodir no Anderlecht e a fazer as delícias dos grandes nomes do futebol europeu.
E o curriculum do tenro goleador não engana. Aliás, Lukaku tem mais golos do que partidas realizadas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lukaku é nome para mais uma história fantástica, daquelas que só mesmo o futebol nos pode oferecer. O jovem, de apenas 16 anos, está a explodir no Anderlecht e a fazer as delícias dos grandes nomes do futebol europeu.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3226 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/romelu_lukaku.jpg" alt="Romelu Lukaku" width="280" height="185" align="left" title="Romelu Lukaku, o gigante belga" />E o curriculum do tenro goleador não engana. Aliás, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1100503&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Lukaku</a> tem mais golos do que partidas realizadas, um dos mais importantes ingredientes de um grande goleador. Pelo FC Brussels marcou 68 tentos em outras tantas partidas, e no Anderlecht já leva mais de 120 golos em menos de 100 jogos. Curiosamente, e quando tinha apenas 15 anos, colocou a bola nas redes adversárias por 26 vezes em 17 jogos, e a jogar num escalão 4 anos superior.</p>
<p>Nascido em Antuérpia &#8211; a 13 de Maio de 1993 &#8211; e filho de pais Congoleses, Romelu desde cedo começou a olhar para o futebol como o seu futuro eminente. O seu pai, antigo jogador de futebol, foi naturalmente o primeiro a vislumbrar qualidades acima do habitual no seu filho, essencialmente na capacidade física que este apresentava perante os outros miúdos da mesma idade.</p>
<p>A primeira presença da jovem estrela na Jupiler Pro League (principal liga belga) foi nada mais nada menos do que na segunda mão do play-off decisivo do campeonato frente ao rival Standard Liege. Aí foi possível compreender o potencial que os responsáveis do clube depositavam no jovem da sua cantera. Na época actual, Lukaku tem acumulado minutos e nas primeiras 13 partidas disputadas internamente, marcou 6 golos em 640 minutos, um registo de quase 1 golo por cada 90 minutos.</p>
<p>Na Bélgica, Romelu é já uma verdadeira estrela. O enorme &#8211; mas verdadeiramente enorme &#8211; atleta já se assumiu como titular da equipa, e talvez pela sua tenra idade muitas das defensivas contrárias ficam literalmente sem reacção perante a maturidade e força do seu futebol. Comparado por muitos a Drogba, trata-se de um avançado que, apesar de enorme nos seus 94kg e 1,90cm, sabe tratar a bola e partir para cima do adversário com confiança. Em frente à baliza é, como os números o demonstram, absolutamente letal. Com os pés tem a finalização de um avançado experiente, e com a cabeça já demonstra qualidades bem acima do normal para a sua idade.</p>
<p>Romelu é decididamente um fenómeno, e a prova de como no futebol a idade já não é um posto. Este jovem, nos seus 16 anos, já será certamente a motivação para milhares de outros miúdos que sonham jogar futebol ao mais alto nível. E isso, por si só, é já um feito brilhante.</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;"><object width="445" height="364"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TiDdBhEBaOc&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999&#038;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/TiDdBhEBaOc&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999&#038;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Compilação de Lukaku</span></p>
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		<title>Coutinho, mais uma estrela do lado de lá!</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 11:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil, esse imenso viveiro de craques, onde os jogadores florescem mais rápido que as próprias flores. Sempre com mais um craque a descobrir, uma tentação flamejante para os endinheirados clubes europeus andarem de cabeça à roda entontecidos por mais uma descoberta digna de realce!
E seja baiano, paulista, ou gaúcho&#8230; Philippe Coutinho, por acaso, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil, esse imenso viveiro de craques, onde os jogadores florescem mais rápido que as próprias flores. Sempre com mais um craque a descobrir, uma tentação flamejante para os endinheirados clubes europeus andarem de cabeça à roda entontecidos por mais uma descoberta digna de realce!</p>
<p>E seja baiano, paulista, ou gaúcho&#8230; Philippe Coutinho, por acaso, até é carioca, nado e criado na cidade maravilhosa, o impressionante Rio de Janeiro, onde uma infinidade de beleza convive com uma dolorosa marginalidade&#8230; e onde a arte às vezes ajuda a esconder dolorosas realidades! E a arte do jovem Philippe, comandando todo o jogo vascaíno não deixa nada nem ninguém indiferente&#8230;inebriante, sedutora e ao mesmo tempo objectiva e concreta, numa simbiose perfeita de malícia carioca e assertividade europeia.</p>
<p>Nascido em 1992, desde cedo que ingressou nas escolinhas do clube dos portugueses do Rio, e a partir daí ganhou uma inseparável companhia: a camisola 10 com que pega no jogo e pinta um quadro de garridas cores&#8230; e essa magia, com a bola colada aos pés, simplesmente já lhe trouxe um contrato que entrará em vigor assim que faça dezoito anos, com o Inter de Milão. Para o ano, o jovem Coutinho será orientado por Il Speciale. E Mourinho, terá uma tarefa primordial: domar um talento absoluto, fazendo-o absorver o tacticismo pleno de insolência dos italianos e criar a mescla da competitividade com o gosto de jogar à bola &#8211; dura privação para estrelas como Adriano e até Ronaldinho!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3034 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/Philippe-Coutinho-vasco.jpg" alt="Philippe Coutinho" width="300" height="218" align="left" title="Coutinho, mais uma estrela do lado de lá!" />Por ora, na Série B brasileira, ao lado de outras promessas como Alan Kardec ou Alex Teixeira, vem ajudando o clube do navegador a retornar ao seu verdadeiro lugar, ao lado dos campeões, numa equipa plena de juventude, onde Carlos Alberto &#8211; o Feijão que Mourinho pretendeu tornar no Porto jogador de topo mundial &#8211; é cabeça de cartaz. Mas acerca de Coutinho, já que é sobre ele que este artigo versa, poderemos dizer que apesar da sua juventude, a sua carreira já conta com algumas célebres histórias&#8230; o autêntico nó cego com que brindou Materazzi num jogo particular contra o Inter, ou o vermelho com que foi admoestado por excesso de pormenores artísticos, levando o árbitro a concluir que estava a humilhar a equipa adversária que era o ABC, num jogo a contar para o Cariocão! Mas, foi conta o Duque de Caxias que o fenómeno despontou. Apesar do empate a zero, os alvinegros do Rio estrearam um neném que encantou, despoletando de imediato a cobiça dos melhores clubes europeus e a certeza de estarmos perante alguém que tem o mundo do futebol a seus pés!</p>
<p>Todavia, ainda nem tudo será um mar de rosas&#8230; atendendo à sua idade, ainda não possui envergadura física para suportar um jogo contra homens feitos. Mas ainda assim procura dar-lhes luta! Aquele célebre jogo com o Paraná é a prova eloquente disso: com a exigente torcida vascaína já a vaiar os atletas, Coutinho inventou um passe de génio que isolou Robinho para este fazer o golo da vitória. E quando já se preparava para sair em ombros, provou a sua imaturidade, cometendo duas faltas infantis que lhe causaram a expulsão e fazendo a equipa sofrer mais que o devido para almejar a vitória!</p>
<p>Mas, as estrelas funcionam, por vezes, assim. De impulsos&#8230; do insondável clic que tanto pode comprometer a equipa, mas que na maior parte das vezes lhe garante a vitória. Philippe Coutinho, para descobrir a partir do próximo ano no exigente mundo do Calcio.</p>
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		<title>Marco Borriello, um predador de área!</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 20:27:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Itália, apesar de ser um país pleno de artistas e onde a expressão dos mesmos assume foros de relevância, no futebol prefere o pragmatismo dos centro europeus. Chamando-lhe pragmatismo, voltamos costas àquela temível palavra que mais vezes serve para caracterizar o estilo de jogo dos transalpinos: cinismo! Mas, não obstante esse pragmatismo ou excessivo tacticismo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Itália, apesar de ser um país pleno de artistas e onde a expressão dos mesmos assume foros de relevância, no futebol prefere o pragmatismo dos centro europeus. Chamando-lhe pragmatismo, voltamos costas àquela temível palavra que mais vezes serve para caracterizar o estilo de jogo dos transalpinos: cinismo! Mas, não obstante esse pragmatismo ou excessivo tacticismo, desde cedo existiram em Itália temíveis goleadores, que aprenderam que no seu métier, por terem poucas oportunidades para facturar, têm de aproveitar todas as hipóteses&#8230; qual hiena solitária que tem que aproveitar os restos deixados pelos leões!</p>
<p>E nesse mundo votado à solidão, surgiu uma casta de terríveis finalizadores, ensinados a não desperdiçar. Recordamos Meazza, o homem do bicampeonato mundial que deu nome a um estádio; lembramo-nos de Mazzolla, da inolvidável equipa do Torino que sucumbiu na montanha de Superga, vinda de Lisboa; de Gigi Riva, vice-campeão mundial; de Rossi, com aquele hat-trick numa tarde quente de 1982, em Sevilha, quando destruiu o melhor Brasil da história; da dupla da Sampdoria constituída por Vialli e Mancini; do bombardeiro Vieri, e tantos outros que aprenderam que a sua tarefa era para ser protagonizada no isolamento&#8230; tendo que aprender a viver ao abandono!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3039 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/marco-borriello-milan.jpg" alt="Marco Borriello" width="300" height="191" align="left" title="Marco Borriello, um predador de área!" />E surge-nos, agora, mais um homem que pretende integrar essa elite de matadores. Marco Borriello é o seu nome e golos&#8230; muitos, de preferência, a sua tarefa! Nascido nas espaldas do Vesúvio e onde a Camorra dita leis, não seria no bairrista Nápoles que começaria a brilhar. Desde cedo Milanello acolheria este candidato a predador e moldá-lo-ia nas camadas de base rossoneri! Mas, todavia, e quiçá por não reconhecerem nele o <em>killer instinct</em> necessário, veria metade do seu passe ser cedido ao Treviso, numa daquelas operações que são correntes em Itália, mas que em Portugal causam estranheza e confusão: a compropriedade do passe entre duas equipas de futebol. E aí, paredes meias com a fronteira da Eslovénia, mostraria que também sabia disparar rumo ao golo: foram dez em vinte e sete jogos, e o retorno a Milão para assumir um lugar na equipa principal!</p>
<p>A 21 de Setembro de 2002 estrear-se-ia de rossoneri vestido, frente ao Perugia. Todavia, jamais conseguiu estabelecer-se como titular na frente de ataque milanesa, aliás, pautaria esse périplo pelo Milan por constantes empréstimos, de modo a ganhar consistência no seu jogo. Reggina, Sampdoria e Treviso receberam o jogador, no intuito de lapidar os seus atributos, o que aconteceria, apesar dos poucos golos apontados! Seria em Treviso que teria a nódoa na sua carreira&#8230; as malhas do doping prenderam-no, graças à inenarrável prednisolona, que é um esteróide, mas que Borriello afirmou usar para melhorar o seu desempenho sexual com a fabulosa modelo argentina Belen Rodriguez. As suas justificações seriam consideradas plausíveis e apenas estaria suspenso dois meses. Em Junho abandonaria, definitivamente, Treviso.</p>
<p>Seguidamente, e até um pouco surpreendentemente, por a sua carreira não conseguir descolar e jamais ver o rótulo de esperança eternamente adiada desaparecer, seria vendido, mais uma vez em compropriedade, ao Genoa, clube que houvera subido, nesse 2007, à Serie A e desejava aí estabelecer-se&#8230; e como o avançado ajudou nesses desígnios! Os dezanove golos da época 2007-2008 confirmaram todos os seus predicados: força física, bom jogo aéreo e uma rapidez de execução digna de um herdeiro de pleno direito dos grandes avançados italianos, fizeram com que do quase ostracismo a que fora votado, chegasse à Squadra Azurra. Estrear-se-ia curiosamente contra Portugal, em 2008, num jogo particular realizado em Zurique, e de preparação para o Euro 2008&#8230; para onde seria convocado, sem no entanto, actuar!</p>
<p>No fim da competição e devido à venda de Gillardino à Fiorentina, regressaria a Milanello, sendo os genoveses ressarcidos por isso. Porém, a primeira época não lhe correria bem, actuando em apenas sete jogos, devido a uma arreliadora lesão que o afastou dos relvados! Surge, em grande este ano, ainda que sem Kaká a municiar o jogo milanês. Todavia, tem sabido interpretar o maravilhoso mundo de Ronaldinho, que por ora começa a reaparecer, assim como a juventude arrogante e rebelde de Pato ou o estranho apagão de Huntelaar. No Sábado, perante o Parma foi decisivo ao apontar dois golos. Certamente, esta época, ainda o será mais vezes!</p>
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		<title>Rodwell, mais uma pérola do Mersey</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 12:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Liverpool tende a ser uma cidade de predestinados&#8230; de jovens talentos que provindos do nada, conseguem florescer e ascender numa escada que os leva ao estrelato. Foi assim com os Beatles, foi assim com Michael Owen, ou Steven Gerrad, e parece que há-de ser do mesmo modo com Jack Rodwell!
Efectivamente, as águas do Mersey parecem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Liverpool tende a ser uma cidade de predestinados&#8230; de jovens talentos que provindos do nada, conseguem florescer e ascender numa escada que os leva ao estrelato. Foi assim com os Beatles, foi assim com Michael Owen, ou Steven Gerrad, e parece que há-de ser do mesmo modo com Jack Rodwell!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2980 alignleft" style="margin-top: 1px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/Jack-Rodwell-remata.jpg" alt="Jack Rodwell" width="300" height="183" align="left" title="Rodwell, mais uma pérola do Mersey" />Efectivamente, as águas do Mersey parecem ser o melhor fertilizante para jovens que buscam fama e glória, e o Everton um dos bons viveiros para se almejar esses desideratos. Com efeito, quem olvida a estreia de Wayne Rooney, quando, ainda imberbe apareceu a marcar um fabuloso golo em Goddison Park que o catapultou, rapidamente, para os escapartes e logo em seguida para os Red Devils de Alex Ferguson? Aliás, não tendo os avultados recursos financeiros que os Fab Four da Premier League, David Moyes vê-se, quase, na obrigação de apostar em desconhecidos jovens, encarregando-se de os esculpir de modo a conseguirem singrar no Everton&#8230; Foi assim com Cahill, hoje a pedra mais basilar da equipa e pretendido pelo United; ou com Joleon Lescott vendido por uma soma record ao Manchester City; ou outros talentos qu ainda, se encontram na forja como Dan Gossling, Victor Anichebe, Leon Osman e, quiçá, o maior de todos, Jack Rodwell!</p>
<p>Jack, desde já, tem lugar e encontro marcado com a história&#8230; foi o mais jovem jogador de sempre dos toffees a alinhar numa competição europeia. Tinha, apenas, dezasseis anos e duzentos e oitenta e quatro dias e já defendia a camisola blue com denodo e determinação; características que fizeram com que Moyes não hesitasse em apostar nele! Ademais, a sua visão de jogo aliada a uma capacidade de realizar milimétricos passes longos tornam, desde já, o jovem numa pedra fulcral de qualquer meio campo&#8230; um sério candidato a tirar bilhete para o Mundial2014, que irá decorrer no Brasil!</p>
<p>O dia 16 de Agosto de 2008, da pretérita época, ficará gravado a letras de ouro na sua história&#8230; seria a primeira vez que entraria no onze titular dos homens de Goddison Park, frente ao Blackburn Rovers! A sua exibição convenceria qualquer céptico. O modo como dominou o campo, geriu os ritmos de jogo e tomou as melhores opções em matéria de transições e concomitantemente na escolha de passes fizeram-no dono do jogo&#8230; e a partir desse dia, Moyes tinha um antídoto credível para combater a sucessão de lesões de Mikel Arteta, a estrela maior da zona medular do Everton.</p>
<p>Além disso, a sua altura a que se alia uma depurada técnica, fazem dele, segundo inúmeros especialistas em futebol britânico, um futuro Bobby Moore&#8230; um homem que foi recuando no terreno até comandar todo o jogo desde a sua grande área. Um maestro recuado que dominava uma partida com os olhos.</p>
<p>Hoje, por hoje, Rodwell luta por se impor. Na partida da passada Quinta-feira, no descalabro da Luz, foi dos poucos que manteve a compostura e a tranquilidade&#8230; um dos únicos a ter a sua imagem imaculada, pela abnegação e qualidade de passe demonstrada! E um talento é facilmente reconhecido, independentemente das condições do jogo!</p>
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		<title>Paulo Henrique: um Ganso para juntar a um Pato</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 20:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Milão, a cidade da alta costura, das criações ousadas, da fantasia e do futebol olha-se para todos os imensos talentos que deambulam por esse mundo fora, em todas as áreas; sejam eles modelos, actores, ou]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Milão, a cidade da alta costura, das criações ousadas, da fantasia e do futebol olha-se para todos os imensos talentos que deambulam por esse mundo fora, em todas as áreas; sejam eles modelos, actores, ou futebolistas. Ora, qual o melhor filão para explorar nos domínios do <em>beautiful game</em>? Sem dúvida, o Brasil com os seus craques de rua, plenos de uma técnica burlesca que incendeia qualquer empedernido coração e deixa boquiaberto qualquer céptico da nobre arte&#8230;</p>
<p>Ora, o Milan que já tem duas das maiores estrelas da actualidade do futebol canarinho, pretende contar com outra&#8230; depois de Ronaldinho e de Pato, outra ave promete arribar em San Siro. É ele Paulo Henrique &#8220;Ganso&#8221;, que se notabilizou no último Mundial Sub-20 disputado no Egipto e foi considerado o melhor jogador do Santos no Brasileirão 2009. Nascido em 1989, este jovem de vinte anos foi descoberto por Giovanni, antiga estrela do Barcelona e que, pasme-se, foi rejeitado no Vitória de Bernardino Pedroto, que o levou em 2005 a treinar à experiência à Vila Belmiro, reduto do Peixe e forja de nomes como Robinho, Neymar, Diego e o maior de todos&#8230; sim, esse mesmo: Edson Arantes do Nascimento, vulgo Pelé!</p>
<p>Desde logo, o seu talento convenceu tudo e todos. Actuando a número dez, naquela posição dos predestinados e ocupando aquele espaço do campo que Pelé calcorreou, foi Emerson Leão que lhe deu a oportunidade de sentir o calor da torcida num jogo da equipa principal&#8230; corria o dia de 17 de Fevereiro de 2008 e o adversário que ficará na história, por ter apadrinhado a estreia de Paulo Henrique Ganso, foi o Rio Preto. Apesar da estreia ter corrido bem, devido à sua juventude, apenas seria utilizado em três partidas nessa temporada. Leão não queria queimar etapas na formação de um jovem que tanto prometia.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2959 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/paulo-henrique-brasil-sub20.jpg" alt="Paulo Henrique" width="300" height="198" align="left" title="Paulo Henrique: um Ganso para juntar a um Pato" />O ano de 2009 seria o ano em que o Ganso voaria&#8230; aproveitando o mau momento de forma do anterior titular, Lúcio Flávio, e assumiria a titularidade no Paulistão 2009, para fascinar tudo e todos, encantando o Brasil com o seu futebol objectivo, incisivo mas pontilhado com lampejos de técnica, dignos dos predestinados. Confirmaria todos estes predicados no Brasileirão 2009, onde, apesar das más exibições e resultados desapontantes da equipa do Peixe, brilharia a grande altura&#8230; a sua visão de jogo tornou-se algo de distinto, algo que Vagner Mancini, actual técnico santista, realçou afirmando que o jovem vê o que mais ninguém vê, algo que levou a que os homens da Vila Belmiro passassem a imprimir maior velocidade no seu jogo ofensivo e concomitantemente começassem a recuperar posições na tabela classificativa. Ademais, aquele célebre jogo em que o Santos venceu o Corinthians por três bolas a uma convenceu os mais cépticos&#8230; Paulo Henrique apontaria dois golos e aplicaria uma miríade de passes de ruptura e dribles que deixaram os defesas do Timão de olhos em bico!</p>
<p>Quase obrigatoriamente, Paulo Henrique veria o seu nome entre os eleitos para o Mundial Sub20 que decorreu no Egipto. Ao lado de jovens de um talento inebriante como o cruzmaltino Alex Teixeira, ou o temível goleador Alan Kardec, o Ganso não deixou os seus créditos por mão alheias. A coordenar o jogo ofensivo da canarinha bebé municiou o ataque mais letal da competição, que só sucumbiu perante o surpreendente tacticimo ganês e no inefável desempate na marcação de grandes penalidades!</p>
<p>Entretanto, lá longe, na cidade de Santos, discutia-se a Gansodependência e reconhecia-se que naquelas semanas, o futebol alvinegro perdera, simultaneamente, objectividade e fantasia, rapidez e acutilância&#8230; e agora poderá, definitivamente, perder esses atributos, já que Leonardo, treinador do Milan, quer levá-lo já para Milanello de modo a esculpir o jogador, para no futuro, no ataque rossoneri pontificar uma dupla de aves. O Ganso voando no meio campo, para o Pato poder facturar. O futuro do escrete e do Milan, nos pés de dois craques do país do samba.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Alan Dzagoev, uma pérola do Cáucaso</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 19:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Originário da Ossétia do Norte, este jovem russo demonstra ter os predicados para se tornar num número 10 de eleição. Nascido em 1990, Alan Dzagoev é actualmente a estrela maior do CSKA Moscovo, é internacional russo e está a ser cobiçado pelos tubarões europeus. E tudo isto com apenas 19 anos.
Nascido na região do Cáucaso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Originário da Ossétia do Norte, este jovem russo demonstra ter os predicados para se tornar num número 10 de eleição. Nascido em 1990, Alan Dzagoev é actualmente a estrela maior do CSKA Moscovo, é internacional russo e está a ser cobiçado pelos tubarões europeus. E tudo isto com apenas 19 anos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2864 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/alan-dzagoev.jpg" alt="Alan Dzagoev" width="300" height="221" align="left" title="Alan Dzagoev, uma pérola do Cáucaso" />Nascido na região do Cáucaso, este jovem jogador sempre olhou para o futebol com o sonho de se tornar um atleta de primeira linha. Aliás como muitos outros jovens, sendo que a maioria se vê obrigado a largar o sonho e partir para uma outra profissão. Contudo, e com Alan, a história foi distinta. Com 16 anos, e com o apoio da família, o jovem russo decidiu adoptar o futebol como forma de sustento e aceitou a proposta do Krylia Sovetov, no verão de 2006. A sua opção não poderia ter sido mais acertada, pois um ano mais tarde estava a transferir-se para o gigante CSKA.</p>
<p>Na primeira temporada, o jovem osseta ainda participou em algumas partidas do campeonato, também jogando e vencendo a final da taça. O ano seguinte, contudo, seria o da explosão para o jovem russo. Iniciando a época como suplente utilizado, Dzagoev carimbou um lugar no 11 inicial ao rubricar uma exibição excepcional frente aos rivais do Spartak, partida em que assistiu para golo por 3 vezes na vitória por 5-1. Não mais saiu da equipa base, fechando a temporada com o fabuloso registo de 40 jogos, 13 golos e 10 assistências. Na brilhante carreira europeia protagonizada pelo CSKA, Dzagoev também foi destaque. Ao todo participou em 10 partidas, marcando 3 golos e assistindo para um.</p>
<p>Num campeonato de forte valia técnica, o jovem jogador de 18 anos espantou pela sua ascensão meteórica, recebendo no final da época o galardão de melhor jovem jogador do ano, e despertando as primeiras cobiças de gigantes europeus. Curiosamente, e quando questionado sobre se o Madrid seria o seu destino de sonho, o craque revelou ser o Chelsea o seu clube de eleição, e Frank Lampard o médio em quem se revê.</p>
<p>Em campo, trata-se de um médio rápido, incisivo, e que inspira todo o futebol ofensivo da equipa. Um criador por natureza. O seu passe longo é de bom nível, mas é no passe curto e nas tabelinhas que assenta o seu futebol, utilizando o seu tremendo remate para atirar à baliza com a qualidade de um ponta de lança. Apesar de não ser um Beckham, Dzagoev bate as bolas paradas do CSKA e fá-lo com distinção. Penaltis, cantos e livres directos passam invariavelmente pelos seus pés, trazendo à equipa toda a magia do seu pé direito. Jogando habitualmente como número 10, apresenta qualidades para actuar igualmente como segundo avançado ou como falso extremo, tal é a sua mobilidade e capacidade para surpreender em velocidade.</p>
<p>Com um potencial incrível pela frente, será certamente difícil à Rússia segurar mais um tremendo médio versátil de características ofensivas. Certamente que o seu nome passará por uma das maiores ligas europeias num futuro próximo, assim como pelos relvados da África do Sul caso a sua selecção saia vitoriosa do play-off ainda a disputar. Nós ficaremos a aguardar com expectativa.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=uNyb0ByRNPM"><img src="http://img.youtube.com/vi/uNyb0ByRNPM/default.jpg" width="130" height="97" border title="Alan Dzagoev, uma pérola do Cáucaso" alt="Alan Dzagoev, uma pérola do Cáucaso" /></a></p>
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		<title>Pedro Mendes, o estratega discreto</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 10:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mundial 2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Lembro-me de Pedro Mendes, desde os tempos em que nas camadas jovens do Vitória já se evidenciava dos demais. Mesmo actuando, ao lado de outros jovens com uma valia muito acima da média, tais como Rego, Lima, ou Nuno Mendes, o talento daquele jovem nascido em 26 de Fevereiro de 1979, em Moreira de Cónegos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro-me de <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404942" target="_blank">Pedro Mendes</a>, desde os tempos em que nas camadas jovens do Vitória já se evidenciava dos demais. Mesmo actuando, ao lado de outros jovens com uma valia muito acima da média, tais como Rego, Lima, ou Nuno Mendes, o talento daquele jovem nascido em 26 de Fevereiro de 1979, em Moreira de Cónegos, sobressaia. A sua sublime visão de jogo, entrecortada com a capacidade de fazer passes teleguiados que saciavam a gula dos avançados, desde cedo lhe pareciam augurar aquele caminho que os predestinados trilham.</p>
<p>Todavia, nem tudo seria fácil na sua carreira. Apesar do seu talento no meio campo ser algo de notório, onde desde cedo se vislumbrava que poderia ser um <em>box-to-box</em> de nível europeu, teria de suportar um empréstimo ao extinto Felgueiras. Aí, numa equipa que contava com Khadim (seria guarda-redes do Boavista), e com os, também, vitorianos Meira, Lixa e treinados por Diamantino Miranda, cedo se percebeu que a pedra valiosa podia-se transformar em diamante&#8230; com efeito, a passagem pelos escalões inferiores do futebol português conferiram-lhe uma entourage física que lhe passaram a permitir correr quilómetros. Algo que lhe faltava era então ganho, numa época brilhante, onde o Felgueiras falharia a subida nos últimos jogos.</p>
<p>Após essa época, haveria de regressar a Guimarães, onde na sua primeira época completa, não haveria de brilhar&#8230; muito menos jogar! Mas, na época seguinte, em 1998-1999 começaria a refulgir. O Vitória treinado por Quinito, assumia a necessidade de uma renovação e nada melhor que apostar nos jovens vitorianos e vimaranenses que haviam sido fabricados na Unidade. A equipa que na primeira jornada jogaria em Setúbal já era o espelho dessa ambição; jovens como Meira, Rego, Lixa, Jairson, Lima ou <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sobe/sobe-pedro-mendes-seleccao/1094874-1497.html" target="_blank">Pedro Mendes</a> nesse primeiro jogo, apesar do empate, encantaram, com um futebol desinibido e atraente não fosse Quinito o último dos românticos! Mas, a época acabaria mal. Desaguizados entre Quinito e Pimenta Machado e concomitante chicotada; a abrupta rescisão de Fernando Meira, iludido por Vale e Azevedo; e uma quebra súbita da jovem equipa destruíram uma temporada que prometia ser brilhante.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2842 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/pedro-mendes.jpg" alt="Pedro Mendes" width="300" height="199" align="left" title="Pedro Mendes, o estratega discreto" />Na duas épocas seguintes, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/pedro-mendes-seleccao-seleccao-nacional-portugal-malta-mundial/1095806-4062.html" target="_blank">Mendes</a> sofreria&#8230; primeiro com Autuori e posteriormente com Inácio haveria de ter de deixar a pele em campo para ganhar um lugar no onze principal. Todavia, haveria de o conseguir e seria parte numa das épocas em que o futebol vitoriano foi mais inebriante. Jogando em Felgueiras, por obras no Afonso Henriques, o Vitória da época 2002-2003 e treinado por Inácio era um prontuário de bom futebol. Utilizando um sistema inovador de 3-5-2 explanado a todo a largura do terreno, inúmeras sinfonias eclodiram por esses campos fora. Aliás, caso se pergunte a qualquer um dos milhares de adeptos vitorianos existentes, eles recitarão, sem se enganar, os nomes que compunham essa inolvidável equipa&#8230; eram tempo em que Pedro Mendes constituía sociedade com o actual Pequeno Mágico do futebol vitoriano, Nuno Assis, no sentido de fazer de Romeu um avançado de topo do futebol português. Sucediam-se os passes teleguiados, as tabelinhas de calcanhar, as penetrações impossíveis de sustentar, um futebol mágico que só não foi recompensado com uma ida às competições europeias, porque nesse ano o quarto lugar não foi contemplado com tal prémio.</p>
<p>Com futebol tão perfumado não haveriam de faltar pretendentes. Acabaria por assinar pelo Porto, onde por necessidades de Mourinho, que pretendia implantar o célebre 4-4-2 losango, acabaria por tornar o seu jogo mais discreto e táctico. À vertente técnica, Pedro Mendes passava a aliar a vertente táctica&#8230; uma leitura irrepreensível dos momentos de jogo, um mestre no jogo de compensações, e a honra de ser titular em Gelsenkirchen, sagrando-se campeão europeu, num meio campo composto por si, Costinha, Deco e Maniche. O vimaranense tocava o céu e fazia a Europa perder a cabeça pelas suas qualidades.</p>
<p>Sairia para Inglaterra, para o Tottenham. Nos <em>Spurs</em>, pela primeira vez, a sua estrela deixaria de refulgir com tanta intensidade. Os problemas de adaptação de quem nunca deixara de morar na sua cidade natal, bem com o futebol, excessivamente directo, para quem gostava de tocar a bola, acariciando-a antes de a deixar, triste, partir para outros pés, tornaram a sua estada em Londres triste. Em duas épocas faria, apenas, trinta jogos e sairia sem honra nem glória para o Portsmouth, onde daria novo fulgor à sua carreira. Aí, ao lado de homens como James, Defoe, Crouch ou Kranjcar haveria de tornar os Pompeys num clube temido na Old Albion, chegando mesmo a vencer uma FA Cup, perante o Cardiff City. Inolvidável, o momento em que Mendes com o cachecol de quem o fez homem &#8211; o Vitória &#8211; enrolado no braço, tocou a Taça desta competição centenária.</p>
<p>Saíria, no fim dessa época para a Escócia, para os Rangers, para os ajudar a esbater o que ameaçava já ser um crónico domínio do Celtic. Para viver o distinto ambiente do Old Firm quando católicos e protestantes se enfrentam num campo de futebol, e assumir-se como pedra vital no retorno dos Protestantes de Glasgow ao título. O médio centro, haveria de se tornar na pedra mais preciosa da zona medular dos Rangers, ajudando o almejado título a chegar. Na presente temporada, na Champions, a sua influência seria comprovada, a capitão da equipa. Todavia, existia uma pedra no sapato numa carreira tão preenchida. Após a estreia na selecção portuguesa pela mão de Agostinho Oliveira e algumas chamadas, Scolari houvera-o esquecido. Mesmo Queiroz que o chamara no início desta campanha, ameaçava olvidar a qualidade do vimaranense. Porém a lesão de Tiago abriu-lhe as portas para integrar o grupo nestes dois últimos jogos&#8230; e o castigo de Pepe garantiu-lhe a titularidade! E comprovou o quanto a merecia. Apesar de a sua discrição parecer que está afastado do jogo, há sempre um equilíbrio que é bem feito, uma recuperação astuta que permite iniciar um contra ataque, ou um passe de trinta metros que permite descompensar a desprevenida defesa contrária. Tudo pela calada da noite, não assumisse <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404971" target="_blank">Mendes</a> um low-profile tão ao gosto british, não fosse lá que tivesse atingido a sua maioridade futebolística.</p>
<p>Frente à Hungria comprovou, que, talvez, seja o volante defensivo com melhor qualidade passe após Paulo Sousa&#8230; uma alternativa credível a Pepe no posto de pivot defensivo, agora que a África do Sul começa a sorrir para Portugal.</p>
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		<title>Gourcuff, o último artista gaulês</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 15:07:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[França sempre foi o paraíso dos artistas. Desde os controversos tempos dos iluministas, que nos cafés parisienses, mentes livres se uniam para discutir e fazer prevalecer as suas ideias&#8230; as suas ideologias revolucionárias que divagavam da religião, à arte até à política.
Nesse insigne espaço de ideias livres florescia, como é óbvio, o antropocentrismo. A individualidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>França sempre foi o paraíso dos artistas. Desde os controversos tempos dos iluministas, que nos cafés parisienses, mentes livres se uniam para discutir e fazer prevalecer as suas ideias&#8230; as suas ideologias revolucionárias que divagavam da religião, à arte até à política.</p>
<p>Nesse insigne espaço de ideias livres florescia, como é óbvio, o antropocentrismo. A individualidade do homem perante o demais, a sua diferença perante todos os valores, mas acima de tudo a relevância, a sua idiossincracia perante os demais. Mesmo alguns séculos depois, nos loucos anos sessenta, foi em França que a Europa entrou para a onda revolucionária que já se instalava do outro lado do Atlântico&#8230; foi na antiga Gália que surgiram as ondas contestatárias de esquerda, onde os jovens se rebelaram contra os poderes instituídos, onde as divas &#8211; Brigitte Bardot, por exemplo &#8211; eram aclamadas e onde qualquer artista conseguia ser capa de poster num quarto de um qualquer adolescente na idade da puberdade!</p>
<p>Mas, na antiga Gália o futebol por estas alturas, também, já era visto como uma arte&#8230; uma arte semelhante à música de Aznavour, de Edith Piaff ou de Sylvie Vartin. Era o tempo de Just Fontaine, pela primeira vez, fazer sonhar um país com os seus golos no Mundial de 1958, na Suécia&#8230; ou o tempo de Kopa primeiro no Stade Reims e depois no mega laureado Real Madrid ser primeiro entre os demais.</p>
<p>O tempo foi passando, e na arte que mais espectadores arrasta e, que por caso, também é desporto, os artistas gauleses foram ficando para a história&#8230; falam-nos de um homem franzino com a camisola fora dos calções e lembramo-nos de Platini; sussuram-nos acerca de um terrível goleador que fez fama e fortuna no Marselha e no Milan e está claro: é Jean-Pierre Papin; se nos falam de um inolvidável playmaker que foi campeão mundial em 1998 e passados oito anos numa final, em Berlim, perdeu a cabeça e a arremessou a Materazzi, nem hesitamos: falamos de Zinedine Zidane, o homem com a coroa na cabeça, que pensava o futebol como se uma coreografia de Pina Bausch se tratasse, tal a beleza estética que dos seus movimentos provinha!</p>
<p>Com a sua retirada, pensou-se que o futebol gaulês ficaria órfão da genialidade&#8230; sim, existia Ribéry, mas o jogador do Bayern jamais terá na ponta das botas a indolência dos predestinados, o romantismo dos heróis de outrora, quando usavam brilhantina no cabelo e atilhos nas botas. Não, Ribéry acelera pela ala e é um jogador dos tempos modernos, uma estrela de um futebol em que a arte escreve-se a correr como se não pudesse ser saboreada&#8230; não! Nunca será dessa estirpe, dos que param para pensar e depois acariciam a bola fazendo dela sua escrava.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2815 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/gourcuff.jpg" alt="Gourcuff" width="300" height="201" align="left" title="Gourcuff, o último artista gaulês" />O último artista gaulês é Gourcuff, um jovem que vi jogar pela primeira vez em Guimarães, no Euro Sub-21, contra a Alemanha. Nessa selecção floresciam Mavuba, Toulalan ou Faubert&#8230; mas desde o primeiro minuto fiquei absorvido pela qualidade do médio ofensivo. Franzino, sem capacidade de resistir ao choque, mas sempre a pedir a bola para a soltar com régua e esquadro para alimentar a voracidade dos avançados. Jogava o jovem Yohann, ainda, no Rennes, tendo como treinador o nosso bem conhecido Lazlo Boloni &#8211; que tem como principal hobby lançar jovens talentosos como Gourcuff, ou, tão só, Cristiano Ronaldo &#8211; teve facilidade em explodir&#8230; as suas jogadas, as suas arrancadas, os seus dribles encantavam, e após esse Europeu, em que só Huntelaar o ofuscou, a saída era inevitável. Seria para o Milan, clube de Berlusconi, que ama tanto as belas mulheres como os grandes <em>calciatores</em>!</p>
<p>Mas em Milano, nada foi fácil. Além de precisar de ganhar músculo, o que mataria a plasticidade do seu jogo, existia Kaká, por esses tempos Imperador de Milano, indiscutível no lugar em que o gaulês poderia brilhar&#8230; indispensável no esquema monocórdico de Ancellotti e a pontos de ser considerado o melhor jogador do mundo. Apenas permitiria a Gourcuff realizar trinta e seis jogos em três épocas e quase cair no esquecimento&#8230; um artista sem produzir obras primas há-de ser sempre admirado pelo passado, mas arrisca-se a ser ultrapassado pelas genialidade dos que o precedem! Surgiria a oportunidade, na pretérita época, de ser cedido por empréstimo ao Bordeaux, treinado por Laurent Blanc, esse fantástico central que após cada vitória da selecção do galinho beijava, enternecidamente, a careca a Barthez, esse monstro insano das balizas.</p>
<p>Todavia, ninguém, pensava o que estava para vir. O playmaker tornou-se pedra basilar de uma armada que destronou o heptacampeão Lyon, comandou a partir do meio campo todos os ataques girondinos saciando com notável competência o goleador Chamakh, mas também facturando: doze golos numa época em que é considerado o melhor jogador do campeonato e onde a alcunha de Petit Zidane, efectivamente, faz total sentido. Sem duvidar, os dirigentes do Bordeaux investem quize milhões na sua contratação, e os milaneses, sem a estrela mor Kaká, vacilam mas cedem. E Gourcuff hoje é a estrela maior de um Bordéus que pretenderá fazer sensação na europa. Será que Yohann se portará à altura? Não se sabe, porém os artistas nunca têm vergonha da sua arte&#8230;</p>
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		<title>Treinador, entre a besta e o bestial</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 21:52:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É uma das profissões mais instáveis em todo o Mundo, e são poucos os que se conseguem manter no mesmo local de trabalho por mais de poucos anos. Sujeitos a um stress permanente e esmagador, estes profissionais mediáticos tão depressa são elevados ao estatuto de líderes competentes como no dia seguinte passam por estrategas falhados. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma das profissões mais instáveis em todo o Mundo, e são poucos os que se conseguem manter no mesmo local de trabalho por mais de poucos anos. Sujeitos a um stress permanente e esmagador, estes profissionais mediáticos tão depressa são elevados ao estatuto de líderes competentes como no dia seguinte passam por estrategas falhados. Apesar de tudo, a profissão de treinador de futebol continua a ser desejada por muitos. Basta dizer, por exemplo, que no nosso país existem 1800 treinadores certificados para dirigir as equipas da 1ª Liga, onde só apenas 16 podem brilhar.</p>
<p>Na última temporada de futebol no nosso país, foram como habitual diversas as chicotadas psicológicas que puderam ser verificadas. No fim, alguns dos clubes que trocaram de treinador como se troca de camisa hão-de verificar que, afinal, o despedido não tinha culpa nenhuma e o  salvador  não veio salvar nada. O impulso deve-se ao facto de, por vezes, a famosa chicotada ter os efeitos desejados e daí a esperança de que resulte sempre. Assistimos, então, a curiosas movimentações, como a chamada de treinadores que tinham sido despedidos de outros clubes e esperam, no desemprego, que aconteça o mesmo a outros ilustres colegas. Assim se vai rodando, o despedido de ontem é o contratado de hoje e tentará aguentar-se à tona o máximo tempo possível.</p>
<p>Regra geral, na origem da chicotada psicológica está a pressão dos excelentíssimos sócios e adeptos, que não se conformam com as derrotas nem com as fracas exibições. Pode o treinador estar na maior inocência, devendo-se os desaires ao elementar facto das outras equipas serem pura e simplesmente superiores. Ninguém quer saber. Aos jogadores podem assobiá-los, mas não despedi-los por atacado, o treinador é mais <em>descartável</em>. Muitas têm sido as ocasiões em que os dirigentes procedem à chicotada conscientes de que se trata de um erro e de uma injustiça. Mas, perante a contestação da <em>massa associativa</em>, não há outro remédio que não seja entregar o barco a outro timoneiro. Vivendo nesta insegurança, não é de surpreender que os treinadores – não todos, mas muitos – cometam o pecado de sacudir a água do capote, apontando o dedo a pretensos responsáveis pelas derrotas, quase sempre os árbitros. Naquelas pequenas entrevistas que se fazem no final dos jogos é quase uma raridade que o treinador derrotado não aponte três ou quatro lances em que o árbitro prejudicou a sua equipa. É assim entre os países latinos e sul-americanos, onde os treinadores estão muito mais vulneráveis e sujeitos a uma rotatividade mais acentuada. Entre os ingleses, que têm mais «fair-play» e onde se joga o melhor futebol do mundo, os treinadores ficam bastante tempo à frente das suas equipas. Basta dar o exemplo do Manchester, onde o treinador já lá está há mais de duas décadas, ou de Wenger no Arsenal, há 12 anos. Contudo, e quando analisamos as equipas britânicas de segunda linha, iremos ver que quando os resultados não aparecem, a solução mais simples acaba por ser quase sempre a mesma: o despedimento do técnico principal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2724 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 6px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/howard-saves.jpg" alt="Howard saves" width="300" height="188" align="left" title="Treinador, entre a besta e o bestial" />Outro factor que pode condicionar é a aposta que os treinadores deviam fazer nos jogadores oriundos da formação, que muitas vezes ou por medo em apostar, ou por outros interesses “estranhos “ e influências de terceiros, essa aposta não é feita. Devo referir que nunca estive ligado ao futebol sénior mas causa-me estranheza algumas justificações que são dadas para não se apostar nesses jovens, frases do tipo &#8220;são bons mas não tem experiência&#8221; ou &#8220;ainda é um miúdo e tem muito de aprender”, etc. Não são estas só desculpas sem qualquer nexo e que certamente complicam a simplicidade de um jogador ter ou não ter qualidade? Não me parece que a idade seja assim um factor tão importante, pior, mais tarde chegam ao clube atletas (estrangeiros ou não) que analisando o seu passado pergunto-me se serão mais experientes&#8230; tiveram uma melhor formação? Por isso, parece-me essencial o &#8220;factor treinador&#8221; pois também é preciso que estes jogadores tenham uma &#8220;mão&#8221; que os empurre. Em adição, são quase sempre os jogadores da casa aqueles que maior apoio darão ao treinador no seu percurso, na gestão do balneário e até na voz dentro de campo.</p>
<p>Um dos melhores ou piores amigos de um treinador é sem sombra de dúvidas o árbitro. Se não houver modo de <em>pegar</em> nos árbitros – que, na verdade, por vezes, cometem erros incompreensíveis –, o treinador vencido tenderá a atribuir o mau resultado ao azar, às oportunidades de golo <em>incrivelmente</em> perdidas – enfim, a tudo o que não seja da sua própria responsabilidade. Devemos ser tolerantes: é um homem ameaçado no seu ganha-pão. Mesmo assim, cada vez há mais candidatos à carreira de treinador. São, naturalmente, os futebolistas que chegam ao fim da carreira e nunca foram preparados para outro emprego.</p>
<p>A verdade é que ter jeito não basta. Não basta ter paixão ou jeito para o futebol para ser treinador de futebol. Até para as equipas infantis é preciso formação adequada. É neste contexto que existem cursos de formação geridos pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) através de 22 associações regionais e que se encontram distribuídos por 4 níveis. Dispensados do primeiro nível, estão os jogadores com mais de 15 internacionalizações ou os licenciados em Educação Física, com opção em Futebol. Durante os vários níveis de formação, estes profissionais aprendem, para além da táctica e da técnica futebolística, noções de arbitragem, ciências comportamentais e até têm de saber dar massagens. Mas o sucesso, como sabemos, centra-se na capacidade inata de &#8220;pegar&#8221; num conjunto de rapazes e colocá-los em campo, organizadamente, esperando que estes coloquem em prática todos os seus ensinamentos. E essa, sim, é uma arte ao alcance de poucos.</p>
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		<title>Wilshire, o rosto mais british do Arsenal</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/08/wilshire-o-rosto-mais-british-do-arsenal/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 11:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lourenço Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[O longo historial de Arsene Wenger dispensa apresentações. O técnico francês é perito em formar gerações atrás de gerações de imenso talento, recrutando para tal jogadores nos quatro cantos do Mundo. Nos últimos quinze anos os adeptos do Arsenal viram nascer novos talentos, mas todos eles estrangeiros. Jack Wilshire é a resposta aos seus sonhos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O longo historial de Arsene Wenger dispensa apresentações. O técnico francês é perito em formar gerações atrás de gerações de imenso talento, recrutando para tal jogadores nos quatro cantos do Mundo. Nos últimos quinze anos os adeptos do Arsenal viram nascer novos talentos, mas todos eles estrangeiros. Jack Wilshire é a resposta aos seus sonhos. Um jovem, britânico e com um imenso talento nos pés. Aos 17 anos o médio inglês tem os gunners aos seus pés.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2610 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/jack-wilshire-arsenal.jpg" alt="jack wilshire" width="300" height="200" align="left" title="Wilshire, o rosto mais british do Arsenal" />Vários anos após chegar a Highbury Park, finalmente Wenger pode estar descansado. Após anos e anos de critica por parte dos adeptos e da imprensa de não apostar nos jovens de casa e insistir em contratar apenas promessas estrangeiras (com predominância para a formação francesa) finalmente o técnico pode apresentar um verdadeiro produto made in Arsenal com rótulo britânico. A estreia de Whilshire será recordada durante largos anos por supor uma viragem na política do próprio técnico (que ainda este ano lançou ás feras Gibbs, Ramsey e Lansbury) que começa uma nova etapa da britanização do Arsenal. E a verdade é que o peso não parece pesar muito nos ombros do jovem jogador. Nascido a 1 de Janeiro de 1992, precisamente um ano de viragem na história dos gunners, o pequeno médio (1m70) desde sempre viveu perto do velho estádio dos gunners e com apenas 9 anos entrou na equipa de formação do Arsenal. A pouco e pouco foi crescendo na estrutura jovem do Arsenal e a 13 de Setembro de 2008 fez história ao disputar o seu primeiro jogo oficial com a camisola do Arsenal. Tinha apenas 16 anos e quebrou o recorde de juventude da Premier League e do clube, detido por Fabregas. Na semana seguinte marcou também o primeiro golo oficial com a camisola do gunner na Carlington Cup.</p>
<p>Ao longo da época transacta tornou-se numa presença regular entre os convocados de Wenger. As lesões no meio campo arsenalista e as várias frentes abertas na época dos gunners foram-lhe abrindo as portas permitindo ao jovem internacional britânico para brilhar. Na Champions League estreou-se contra o Dynamo de Kiev, tornando-se apenas no quinto jovem com 16 anos a actuar na prova. Na jornada seguinte, diante do FC Porto entrou na segunda parte, sem no entanto ter podido evitar a derrota por 2-0. As excelentes exibições fizeram obviamente que o Arsenal tivesse automaticamente renovado com o médio centro, hoje em dia ao lado de Theo Walcott e Cesc Fabregas, a sua maior pérola. Com a diferença de que ainda não cumpriu sequer a maioridade.</p>
<p>A nível internacional o facto da própria selecção dos Pross não ter, desde há vários anos, um sucessor para um posto onde brilharam nomes como Bryan Robson ou Paul Scholes, despertou também a atenção da imprensa inglesa aquando da estreia de Whilshire pelos sub17. Meia dúzia de jogos depois e o médio já actua no escalão dos sub19 e para muitos foi uma verdadeira surpresa a sua ausência da equipa de sub21 que disputou a final do Europeu na Suécia. No entanto para o seu técnico, a estreia de Whilshire pela selecção principal é questão de pouco tempo, até porque a Inglaterra não tem actualmente um jogador com as suas características. Rápido a ler o jogo, versátil e extremamente veloz, Whilshire é o rosto do futuro do futebol britânico.</p>
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		<title>Robert Acquafresca &#8211; Um novo Inzaghi?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 15:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Trata-se da mais recente promessa (ou será certeza?) do futebol transalpino. Actualmente a competir no excitante Europeu de Sub-21, disputado na Suécia, este ponta de lança tem tudo para se tornar no novo Pippo Inzaghi do futebol italiano. E semelhanças parecem não faltar!
Com 21 anos, Robert Acquafresca é natural de Turim, onde se iniciou para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trata-se da mais recente promessa (ou será certeza?) do futebol transalpino. Actualmente a competir no excitante Europeu de Sub-21, disputado na Suécia, este ponta de lança tem tudo para se tornar no novo Pippo Inzaghi do futebol italiano. E semelhanças parecem não faltar!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2286 alignleft" style="margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/robert-acquafresca-italia.jpg" alt="Robert Acquafresca" width="300" height="192" align="left" title="Robert Acquafresca   Um novo Inzaghi?" />Com 21 anos, Robert Acquafresca é natural de Turim, onde se iniciou para o futebol. De mãe polaca e pai italiano, foi no modesto Alpignano que deu os primeiros pontapés numa bola, antes de se fixar no histórico Torino. A realidade é que o jovem jogador não teve sequer oportunidade para brilhar na equipa principal, pois devido a alguns problemas financeiros o Torino viu-se obrigado a libertar o atleta, sendo o Inter de Milão o destino de Robert. Em 2005, altura da transferência, o Inter cedeu-o de imediato ao Treviso, na altura a disputar a Serie A. A pequena formação não foi capaz de se aguentar no primeiro escalão, mas foi na temporada seguinte, ainda com Acquafresca, que o jovem começou uma caminhada brilhante no futebol italiano &#8211; em 35 partidas, facturou por 11 vezes, sendo considerado como uma das figuras da prova. Em 2007, e envolvido no negócio Suazo, o jovem italo-polaco partiu para o Cagliari, mantendo o Inter 50% do seu passe. Na primeira temporada, marcou por 10 vezes, na segunda por 14 vezes, em ambas participando de forma influente no futebol da formação de Sardenha.</p>
<p>Trata-se de um ponta de lança &#8220;à antiga&#8221;, do tipo que o futebol transalpino nos vem habituando a observar ao longo dos anos. Fisicamente possante (1,84m) raramente desaproveita uma oportunidade dentro da área, seja de pés ou de cabeça (forma em que é especialmente eficiente). É igualmente muito elogiado pelo pulmão que transporta para dentro de campo, apoiando defensivamente a sua equipa, sobretudo em lances de bola parada, oferecendo todo o seu potencial físico em prol da retaguarda. Também é forte a encontrar espaços, jogando com classe no um contra um e fazendo as delícias dos seus companheiros pelas desmarcações brilhantes que protagoniza. Tecnicamente, e não sendo um fora de série, Acquafresca poderá ser comparado ao seu compatriota Inzaghi: compensa a falta dela com o talento para furar as redes adversárias.</p>
<p>Na Suécia, e na companhia do pequeno &#8211; mas genial &#8211; Sebastian Giovinco, Robert tem feito as delícias dos olheiros que acompanham a competição, e é actualmente uma figura evidente da formação &#8220;azzurrini&#8221; italiana. Aliás, Robert cumpriu todos os escalões a nível internacional e, dizem os especialistas, será natural a sua continuidade e afirmação na <em>squadra azzurra</em>. Agora no Genova &#8211; novamente preterido pelo Inter, desta feita no negócio Diego Milito e Thiago Motta &#8211; Acquafresca terá certamente uma palavra a dizer na próxima geração de artilheiros no país do catenaccio. Irá o nosso Mourinho arrepender-se por desperdiçar esta jovem pérola?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=tTVQ4AdZSoI"><img src="http://img.youtube.com/vi/tTVQ4AdZSoI/default.jpg" width="130" height="97" border title="Robert Acquafresca   Um novo Inzaghi?" alt="Robert Acquafresca   Um novo Inzaghi?" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Golos e lances de Robert Acquafresca</span></p>
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		<title>Rasmus Elm &#8211; Esperança Viking</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 11:40:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em véspera de mais um Euro Sub-21, competição onde dezenas de jovens talentos farão de tudo para revelar toda a sua qualidade e potencial, o Jogo de Área parte para mais um trabalho de análise e prospecção, tentando encontrar os atletas com maior capacidade para se assumir como as próximas vedetas do futebol europeu. Hoje, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em véspera de mais um Euro Sub-21, competição onde dezenas de jovens talentos farão de tudo para revelar toda a sua qualidade e potencial, o Jogo de Área parte para mais um trabalho de análise e prospecção, tentando encontrar os atletas com maior capacidade para se assumir como as próximas vedetas do futebol europeu. Hoje, trazemos aos nossos leitores o talento escandinavo de Rasmus Elm.</p>
<p>Natural de Kalmar, uma pequena cidade localizada no sudeste da Suécia, Rasmus Christoffer Elm iniciou a sua carreira no modesto clube da sua terra, o Emmaboda IS. Foi em 2005 que o técnico do Kalmar FF, Nanne Bergstrand, o resgatou ao Emmaboda IS reconhecendo na altura o seu enorme potencial. O Kalmar FF, formado em 1910, tem conhecido uma evolução crescente desde a sua criação. Nas duas últimas décadas partiu para a conquista do futebol sueco, conhecendo alguma intermitência até início do século XXI, altura em que se estabeleceu definitivamente no principal escalão. Para tal muito ajudou a academia de futebol, fornecendo bons talentos ao futebol sénior da equipa e permitindo com a sua venda uma reestruturação das difíceis contas do clube.</p>
<p>Rasmus cedo assumiu preponderância no miolo da sua equipa, fruto da irreverência mas também consistência do seu futebol. A sua entrada coincidiu igualmente com o reforço da equipa, com um punhado de reforços vindos do Brasil e que permitiram trazer alguma magia ao futebol rectilíneo da formação escandinava. A época foi surpreendente, com um terceiro lugar alcançado, e este seria o iniciar de percurso notável. O quinto posto na época seguinte, já com o contributo do ponta de lança David Elm, seu irmão, veio claramente consolidar esta evolução.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2149 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/rasmus-elm-kalmar.jpg" alt="Rasmus Elm   Esperança Viking" width="290" height="188" align="left" title="Rasmus Elm   Esperança Viking" />Mas seria em 2008 que o Kalmar haveria de escrever história no futebol Sueco. Os dois irmãos eram então figuras na equipa que se sagrava campeã do seu país. Jogando inicialmente como médio interior, Rasmus, de 1.84m, rapidamente se revelou como um médio adaptável, jogando por vezes a ala pela sua disponibilidade defensiva, mas mais tarde estabelecendo-se definitivamente como médio mais central, colocando em campo todo o seu potencial na organização do futebol da equipa. Tecnicamente muito evoluído, Rasmus utiliza o seu potente remate tanto em jogo corrido como na marcação de bolas paradas, sendo igualmente um líder natural, um atleta com forte personalidade, modesto e trabalhador. Actualmente, o futebol do Kalmar FF passa naturalmente pelos seus mágicos pés.</p>
<p>Internacionalmente, fez sempre parte das selecções mais jovens do seu país, percorrendo todos os escalões. E foi precisamente aquando da sua chegada aos Sub-21 da Suécia que o seu potencial pareceu explodir, especialmente quando em Fevereiro deste ano assinou uma belíssima exibição frente à selecção da Áustria, culminada com um remate certeiro e indefensável. Este inverno, foi sondada uma possível mudança para Inglaterra, onde o Fulham o esperava de braços abertos. Alemanha poderá ser também um destino possível para o jovem talento. Numa família onde o futebol é vivido intensamente, o seu terceiro irmão foi o único a já experimentar um novo país. Viktor, de 26 anos, é figura no SC Heerenven da Holanda.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=v4qi5Ulls_A"><img src="http://img.youtube.com/vi/v4qi5Ulls_A/default.jpg" width="130" height="97" border title="Rasmus Elm   Esperança Viking" alt="Rasmus Elm   Esperança Viking" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Golo de Rasmus Elm frente à Áustria Sub-21</span></p>
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		<title>Taison, o menino guerreiro da Beira-Rio</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 16:36:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O nome, apesar da grafia “abrasileirada”, é uma reverência a Mike Tyson, fenômeno do boxe no final dos anos 1980. Mas se Taison, o novo camisa sete do Internacional, não segue o ídolo dos ringues na violência dos golpes nem na facilidade de se meter em encrencas, em campo o atacante de 21 anos demonstra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O nome, apesar da grafia “abrasileirada”, é uma reverência a Mike Tyson, fenômeno do boxe no final dos anos 1980. Mas se Taison, o novo camisa sete do Internacional, não segue o ídolo dos ringues na violência dos golpes nem na facilidade de se meter em encrencas, em campo o atacante de 21 anos demonstra vontade de vencer e a mesma “fúria” quando parte para cima dos defensores adversários.</p>
<p>Na virada do ano, o clube gaúcho negociou Alex, um dos destaques do time comandado pelo técnico Tite na conquista da Copa Sul-Americana, para o Spartak Moskow com a certeza de que teria a reposição pronta para formar a dupla de ataque com Nilmar.  É a política do Inter de vender um craque para faturar e substituir por um garoto promissor. Foi assim em 2006, na negociação de Rafael Sóbis que abriu espaço para um tal Alexandre Pato.</p>
<p>Mesmo marcando apenas dois gols no ano passado, Taison mostrou qualidades e, beneficiado pela prioridade que o clube deu à competição continental a partir das semifinais, acabou se tornando o jogador mais utilizado do elenco no campeonato brasileiro, com 30 participações, sendo dez jogos completos.</p>
<p>A trajetória do jovem atacante comprova a sua determinação, além do competente trabalho do clube nas divisões de base: Taison demorou a chamar a atenção porque lhe faltava força física. O menino de origem humilde precisava de músculos na proporção correta para poder se destacar. O trabalho de Élio Carravetta, coordenador de preparação física, foi preciso e Taison logo estava com o corpo preparado para o duelo com vigorosos zagueiros. A cabeça já estava pronta desde sempre, por conta da boa educação da mãe, dona Rosângela, que criou outros nove filhos na periferia de Pelotas.</p>
<p>Faltavam as conclusões, deficiência do meia-atacante. E novamente a visão do clube foi fundamental, com o olhar diferenciado do técnico Tite, que, ao contrário de seus antecessores, viu potencial no menino, e participação direta de Fernando de Carvalho, presidente colorado na conquista da Libertadores e do Mundial Interclubes de 2006. Fernando percebeu que o garoto era afoito diante do goleiro e exigiu no final de 2008 que ele fizesse treinamentos específicos. O progresso foi tão significativo que o dirigente, eufórico, apostou, em tom de desafio, que Taison não faria vinte gols na temporada seguinte jogando como titular.</p>
<p>O Taison de hoje se mexe bem pelos lados do campo, especialmente pela esquerda, é disciplinado taticamente, raçudo e joga com incríveis velocidade e verticalidade nas arrancadas em diagonal ou buscando o  fundo. Além disso, mostra ótimo entendimento com Nilmar e o meia argentino D’Alessandro e progride a cada jogo nas conclusões, com técnica e ótimo aproveitamento. Os números em 2009 impressionam: artilheiro do campeonato gaúcho com quinze gols e o que mais foi às redes, seis vezes, na Copa do Brasil. A última, importantíssima, na vitória sobre o Flamengo por 2 a 1, ao completar bela jogada de Nilmar pela esquerda e abrir o placar.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2103 alignleft" style="margin-left: 9px; margin-right: 9px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/internacional-taison-brasil.jpg" alt="Taison, o menino guerreiro da Beira Rio" width="290" height="183" align="left" title="Taison, o menino guerreiro da Beira Rio" />Alguns questionamentos quanto ao seu desempenho surgiram após as atuações discretas na vitória sobre o Corinthians por 1 a 0, na estreia do time no campeonato brasileiro, no Pacaembu, e no empate sem gols contra o Flamengo pelas quartas-de-final da Copa do Brasil no Maracanã. Mas logo foram esquecidas com as belas performances contra o Palmeiras e o próprio Flamengo no Beira-Rio. Faltava uma grande atuação longe de Porto Alegre. Faltava, pois ela veio no jogo seguinte, contra o Goiás no Serra Dourada. Taison entrou aos 11 do segundo tempo e além do gol da vitória por 1 a 0, o seu primeiro no Brasileirão e que alçou o time gaúcho à liderança isolada do campeonato, ainda brindou o público com grandes jogadas individuais e assistências para os companheiros.</p>
<p>Os 22 gols colocam Taison entre os artilheiros do Brasil na temporada. Em menos de seis meses, a aposta de Fernando Carvalho já está perdida, mas o ex-presidente sorri com o sucesso de seu pupilo.</p>
<p>Nilmar e Kléber foram convocados pelo técnico Dunga para a seleção brasileira que vai a Copa das Federações. Talvez para 2010 ainda seja cedo, mas se Taison fizer as escolhas corretas na carreira, será nome certo nas convocações depois da Copa na África do Sul. Basta manter a humildade de quem ainda nem tem veículo próprio e vai aos treinos de táxi e, dentro de campo, luta a cada partida pelas vitórias do seu time e pelo aprimoramento individual.</p>
<p>Com a calma e a maturidade de quem já é o pai da Maria Eduarda, de sete meses, mas também com o “sangue nos olhos” dos grandes campeões, como o pugilista homenageado por seus pais em seus melhores momentos, Taison tem tudo para vencer. Na carreira e na vida.</p>
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		<title>França, La Nouvelle Vague &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 18:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eles são jovens e talentosos. Eles são as estrelas de amanhã que despontam em terras gaulesas, e o Jogo de Área seleccionou as mais brilhantes nos respectivos clubes, ainda antes de ganharem o seu lugar na selecção gaulesa. Aqui está a primeira das 2 páginas do “caderno dos olheiros” em França com  “les 7 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eles são jovens e talentosos. Eles são as estrelas de amanhã que despontam em terras gaulesas, e o Jogo de Área seleccionou as mais brilhantes nos respectivos clubes, ainda antes de ganharem o seu lugar na selecção gaulesa. Aqui está a primeira das 2 páginas do “caderno dos olheiros” em França com  “les 7 merveilles de la Ligue 1”.</p>
<p><strong>Mathieu Coutadeur – O Novo Deschamps</strong><br />
O jovem médio de 22 anos é a mais recente coqueluche do Le Mans, mesmo não sendo já um rookie, é titular desde 2006 mas uma sequência de lesões atirou-o para uma afirmação menos explosiva. No ano transacto, experimentou pela primeira vez na sua curta carreira como profissional a concorrência directa de peso de nada mais nada menos que Hassan Yebda, o médio que agora “encanta” em Portugal ao serviço do Benfica. Este ano, Coutadeur começou bem a época ultrapassados que estão os fantasmas das lesões, e Bertucci – o novo treinador do Le Mans – já o colocou com o estatuto de imprescindível tal é a classe que exibe em campo. Não é propriamente um poço de força como Yebda, nem tem o poderio físico do médio do Benfica, mas os seus 1,70m e 69kg são o “motor” para a elegância na hora de interpretar os momentos do jogo e um sentido táctico muito avançado aliado a uma inteligência em campo digna de comparação a Didier Deschamps.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/12/frederic-nimani-monaco.jpg"><img class="size-medium wp-image-1752 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" title="frederic-nimani-monaco" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/12/frederic-nimani-monaco-300x198.jpg" alt="França, La Nouvelle Vague   Parte 1" width="300" height="198" /></a><strong>Frédéric Nimani – O Joker do Mónaco</strong><br />
Considerado como um dos elementos mais prometedores do centro de formação monegasco, Frédéric Nimani integrou os seniores na pré-época 2006/07 com os quais disputou a maioria dos jogos de preparação. No dia 9 de Setembro de 2006 fazia a sua estreia na Ligue 1, face ao Auxerre. Não tinha mais que 17 anos e o nosso bem conhecido Lázló Bölöni não teve grandes dúvidas em lança-lo, para Nimani corresponder com uma estreia de ouro ao apontar o seu primeiro golo como sénior. Parecia tudo correr sobre rodas até que uma lesão na clavícula lhe valeu 2 operações, assim como uma operação ao apêndice, que o atiraram para fora dos relvados. Em 2007, com Ricardo Gomes ao leme do Mónaco, Nimani começa um ciclo de empréstimos com passagens pela 2ª Liga ao serviço do FC Lorient e do Sedan até que uma crise de lesões nos avançados do Mónaco o colocaram como opção para esta época. A estreia não podia ter sido melhor: frente ao PSG, entra a meio da 2ª parte e marca o único golo da partida, “oferecendo” os 3 pontos à equipa. Uma semana mais tarde, a estreia na selecção Sub-21 frente à Eslováquia seguida de uma sequência de grandes exibições ao serviço do clube do Principado. Bom finalizador, dotado de uma pontapé muito forte, Nimani beneficia da sua grande condição física (1,91m e 87kg) para confrontar os defesas, é no entanto um avançado do estilo mais fixo e estático, dado não ser um atleta muito veloz. A sua timidez no dia-a-dia contrasta com o seu físico imponente no relvado, o que o faz de Nimani uma das grandes esperanças do futuro gaulês.</p>
<p><strong>Sofiane Feghouli – O Golfinho Polivalente<br />
</strong>Em Grenoble, é o silêncio total. É completamente impossível falar de e com a nova pepita do clube da terra. Todos os pedidos de entrevista a Sofiane Feghouli são sistematicamente rejeitados pelo clube. Para compreendermos tal atitude, é preciso dizer que após apenas 3 meses de competição, o menino de 18 anos já deu mais que falar que muitos jogadores com mais de 15 anos de Ligue 1… ao ponto de hoje ser seguido por Juventus, Inter de Milão, Chelsea, Arsenal, Atlético de Madrid, Marselha e o próprio Benfica! Formado no Grenoble, foi chamado aos seniores e foi peça fulcral para a subida do clube ao escalão máximo fruto dos seus movimentos e passes repletos de magia. É um verdadeiro playmaker, com técnica qb e um grande sentido de equipa, com passes teleguiados… um pouco à maneira de um tal de Youri Djorkaeff. A descobrir o mais alto nível do futebol francês, Sofiane (1,78m e 71 kg) passa por uma normal fase de adaptação ao ritmo de jogo, mas para surpresa geral, regala os observadores mundiais pela forma como assume o jogo da equipa sem medos.</p>
<p><strong>Mouhamadou Dabo – A Revelação</strong><br />
“De todos os jogadores que passaram pela selecção de esperanças, é sem sombra de dúvidas, a maior revelação aos meus olhos” – quem o afirma é o antigo seleccionador sub 21, René Guinard, que ainda vai mais longe na descrição deste francês nativo de Dakar – “À primeira vista, pode haver a tendência de o subestimar, primeiro porque é um defesa e porque não é um génio nem um extrovertido em campo. Pelo contrário, Dabo é claramente um fora de série que de destaca pela sua classe, dentro e fora de campo, com os seus pequenos óculos e o seu sorriso e a categoria de quem é esclarecido: sabe o quê e como o fazer.“ – acrescenta. A sua capacidade de discussão de lances de forma sempre limpa, a postura que exerce em campo perante o adversário faz dele a grande coqueluche do AS Saint-Étienne. Com 22 anos, alcançou definitivamente o destaque na Ligue 1, após um reposicionamento táctico como defesa direito, onde brilha a olhos vistos, sempre com enorme rigor e com um grande sentido de liderança sem recorrer a qualquer barulho.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=jT23I_migTo"><img src="http://img.youtube.com/vi/jT23I_migTo/default.jpg" width="130" height="97" border title="França, La Nouvelle Vague   Parte 1" alt="França, La Nouvelle Vague   Parte 1" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Golo de Dabo frente ao PSG, eleito como um dos melhores da Ligue 1 08/09</span></p>
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		<title>Clairefontaine &#8211; “A Academia”</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 11:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Clairefontaine. Para os mais distraídos é “apenas” uma vila perto de Paris, para os mais atentos trata-se da Academia mais prestigiada de França e considerada a melhor do Mundo, capaz de “fabricar” o verdadeiro creme de la creme da cantera gaulesa – Henry, Anelka, Makelele, Rothen, Gallas, Saha, Ben Harfa e até Yebda… são apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Clairefontaine. Para os mais distraídos é “apenas” uma vila perto de Paris, para os mais atentos trata-se da Academia mais prestigiada de França e considerada a melhor do Mundo, capaz de “fabricar” o verdadeiro <em>creme de la creme</em> da cantera gaulesa – Henry, Anelka, Makelele, Rothen, Gallas, Saha, Ben Harfa e até Yebda… são apenas uns dos muitos rebentos da magnífica Academia de Clairefontaine.</p>
<p>24 de Novembro de 2008 &#8211; Site da FFF (Federação Francesa de Futebol): são finalmente divulgados os nomes dos 79 candidatos a &#8220;estagiários&#8221; em ClaireFontaine. Para milhares de jovens franceses, é a oportunidade de uma vida que só alguns conseguem agarrar, e quando o fazem, é como ganhar o Euromilhões. Espera os felizardos uma dupla fase de selecção até finalmente ser &#8220;espremido&#8221; o melhor do melhor deste grupo de jovens, assegurando que Clairefontaine continuará a &#8220;produzir fornadas&#8221; de jovens franceses que chegam a arrepiar qualquer Federação Internacional. Confesso que sempre soube e aceitei que os Franceses têm jogadores magistrais, mas actualmente espanta-me como sobretudo têm um coração muito grande. Estes bons “samaritanos” ajudam os vizinhos que estão para além do Canal da Mancha, o seu adversário de sempre, a ultrapassar uma longa e penosa falta de investimento na formação. Prova disso são as recentes afirmações de Les Reed, o director do desenvolvimento técnico da FA, que afirma ter reaprendido todos os fundamentos e critérios na Academia de Clairefontaine, denominado oficialmente como Centre Technique National Fernand-Sastre, uma autêntica Universidade do futebol que foi inaugurada há 12 anos atrás pelo presidente Francois Mitterand e de onde, desde então, emergiram autênticas “fornadas” de prodígios prontos a conquistar o Mundo.</p>
<p>Todos os países, sobretudo europeus, têm a sua referência no que toca à formação de jovens talentos para o futebol. Em Portugal não existe uma verdadeira Associação de Futebol como a de Clairefontaine, limitamo-nos, sem dúvida, a Alcochete que com a bandeira do Sporting nos coloca no mapa da formação das últimas décadas. Coverciano na Itália ou mesmo o novo sonho &#8211; leia-se National Football Centre na Inglaterra, inspirado no exemplo francês &#8211; são outros nomes de onde saem ou certamente sairão muitos talentos futuros. Mas o que faz de facto, Clairefontaine uma grande referência mundial? O facto de ser uma fábrica de sucesso, com 56 hectares e 60 empregados a full-time, 302 camas, uma livraria e um vídeo-cinema, sete campos de relva mais três sintéticos mas sobretudo o conceito de “cinq grandes missions”: compreender um centro de preparação para a equipa nacional, uma unidade de ciência de desporto, um instituto nacional para os treinadores de elite e um local para seminários, apresentações e convenções. O próprio meio de selecção dos atletas, e tudo o que isso envolve, é um bom exemplo da rigidez apresentava pelos seus directores. Tomemos como exemplo o da selecção do presente ano:</p>
<p><strong>Condições de Inscrição -Época 2009/10</strong></p>
<ul>
<li>Nascido em 1992</li>
<li>Nacionalidade Francesa</li>
<li>Nível de Estudos Elevado</li>
<li>Habitante da grande região de Paris</li>
</ul>
<p><strong>Modo de Recrutamento<br />
</strong></p>
<ul>
<li>O primeiro &#8220;round&#8221; de selecção efectua-se durante Março de 2009, sob convocatória do Instituto Nacional de Futebol</li>
<li>Os dias seguintes desenrolam-se em Clairefontaine, sempre sob gestão do INF</li>
<li>Um estágio de 3 dias, no final de Maio, reúne os melhores 40 jogadores</li>
<li>22 jogadores no máximo são escolhidos (4 guarda-redes no máximo)</li>
</ul>
<p><strong>Provas</strong></p>
<ul>
<li>Jogos disputados em campos reduzidos</li>
<li>Avaliação de técnica individual</li>
<li>Uma corrida de 40 metros com obstáculos</li>
<li>Um teste de <em>endurance</em> na fase final</li>
</ul>
<p><strong>Regras<br />
</strong></p>
<ul>
<li>Duração: 3 anos</li>
<li>Alojamento: Internato de Domingo antes das 21h00 até Sexta-Feira à noite</li>
<li>Todos os custos são suportados pela FFF e pela Liga Nacional de Futebol, salvo o almoço no Colégio (180€ por trimestre) e uma contribuição excepcional (150€ por ano) para a escolaridade dos jovens no Colégio.</li>
</ul>
<p><strong>Futebol</strong></p>
<p>Existem 5 treinos por semana que incorporam vários princípios, tais como:</p>
<ul>
<li>Dotar os jogadores de melhores e mais rápidos movimentos</li>
<li>Ligar os movimentos de forma mais eficaz e astuta</li>
<li>Usar o pé mais fraco</li>
<li>Reduzir as fraquezas de jogo do atleta</li>
<li>Moldar factores psicológicos mais fracos</li>
<li>Teste físicos</li>
<li>Treinos de Técnica (drible com a bola, correr com e sem bola, remate, passe e controlo da bola)</li>
<li>Treinos de Táctica (melhorar a condução da bola, recepção de passe, oferecer apoio, passe e desmarcação e movimento em espaços livres)</li>
</ul>
<p>Em suma, estes são os alicerces para a popularidade cada vez mais crescente do futebol de formação em França, e uma das razões pela qual em 20 existem 7 ou 8 alunos que saem do centro com um contrato profissional assinado em clubes da Ligue 1. Para que todos fiquemos com a real sensação de como esta aposta é deveras intrínseca no futebol francês, Michel Platini acaba de inaugurar no passado dia 1 de Novembro mais um remodelado Centro de Formação em Nancy, precisamente com o nome do antigo &#8220;armador&#8221; de jogo da selecção gaulesa. Enquanto procedia à inauguração, Platini não deixou de soltar algumas opiniões sobre tal feito: &#8220;Associo o meu nome a este centro por duas razões: a primeira pelo facto estético, este novo centro é qualquer coisa de magnífico, dá gosto ver um jovem a entrar aqui! A segunda pela ordem sentimental, fui um dos primeiros jovens a frequentar este centro. Recordo-me do dia em que cá entrei, foi a 22 de Junho de 1972, e em conjunto com outros 4 jovens integrarmos este conceito inventado por Claude Cuny&#8221; afirmou Platini, hoje com 53 anos, sem deixar de avançar igualmente com argumentos de ordem &#8220;política&#8221;, que indicam claramente que o futuro será assegurado &#8220;sempre com a ligação ao trabalho de formação «à Francesa»&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=p48ZbEFmQLA"><img src="http://img.youtube.com/vi/p48ZbEFmQLA/default.jpg" width="130" height="97" border title="Clairefontaine   “A Academia”  " alt="Clairefontaine   “A Academia”  " /></a><br />
<span style="color: #999999;">Reportagem sobre o exemplo de Clairefontaine </span></p>
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