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	<title>Jogo de Área &#187; Sporting CP</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Pressão Alta: A Qualidade Perdida</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jan 2011 20:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>
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		<description><![CDATA[Futebol. A linha intermediária do Sporting tem vindo a evidenciar uma incapacidade em acompanhar as exigências, em termos de transições defesa-ataque, e vice-versa, que a equipa necessita ao longo de determinados momentos de jogo. Esta insuficiência pode explicar-se pela excessiva preocupação em manter o equilíbrio posicional das suas unidades em campo.
O meio-campo titular mais vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Futebol. A linha intermediária do Sporting tem vindo a evidenciar uma incapacidade em acompanhar as exigências, em termos de transições defesa-ataque, e vice-versa, que a equipa necessita ao longo de determinados momentos de jogo. Esta insuficiência pode explicar-se pela excessiva preocupação em manter o equilíbrio posicional das suas unidades em campo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3570 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/01/maniche_mendes_santos.jpeg" alt="Maniche, Pedro Mendes, André Santos" width="280" height="196" align="left" title="Pressão Alta: A Qualidade Perdida" />O meio-campo titular mais vezes apresentado esta época tem contado com a dupla André Santos-Maniche, ou, quando o treinador opta pelo 4-3-3, posiciona-se à sua frente, normalmente, Jaime Valdés. Abordando especificamente a dupla referida, é aqui que os ritmos de jogo da equipa são pautados, tanto a defender, quanto a atacar. A pressão alta, por exemplo, elemento tantas vezes prezado por Paulo Sérgio no início da época, veio gradualmente a desaparecer das rotinas evidenciadas pela equipa. Tal situação verifica-se, presumivelmente, pelo enorme desgaste que esta opção provoca nos jogadores ao longo da partida pois, se não for realizada com a equipa como um bloco e correctamente interpretada, em termos de movimentos, por todos os jogadores, rapidamente o cansaço se apodera dos elementos mais pressionantes, face a outros jogadores que porventura não cumpram as exigências posicionais desta vertente do momento defensivo.</p>
<p>Apenas nos primeiros jogos da temporada se viu um Sporting a exercer pressão alta sem bola, enquanto o seu treinador apostou mais no 4-3-3 como táctica predilecta. A presença de três elementos no eixo central e de dois extremos a fechar nos corredores permitia um bom preenchimento zonal a defender, de modo a dificultar a saída atacante da equipa adversária. Porém, as exigências físicas parecem ter levado Paulo Sérgio a abdicar deste modelo.</p>
<p>A crescente aposta na linearidade do 4-4-2 (também fruto da longa paragem de Pedro Mendes), retirou a eficiência da aposta na pressão alta no momento da transição ataque-defesa. A juventude e inexperiência de André Santos levam a que muitas vezes prefira reter o equilíbrio posicional, mais junto à retaguarda defensiva. Assistimos, por diversas vezes, a Maniche a tentar juntar-se à dupla de avançados e pressionar logo quando a equipa perde a bola, ou nos momentos em que a equipa adversária opte por sair a jogar desde trás. Contudo, as pernas e stamina do internacional português já não são aquelas que encantaram os adeptos nas suas épocas no FC Porto e na Selecção Nacional. Maniche tem hoje um futebol mais estático e cerebral, privilegiando a qualidade de passe e circulação de bola.</p>
<p>A aposta no 4-3-3 foi-se perdendo, e, consequentemente, a pressão alta como elemento-base do momento defensivo. A profícua forma de Hélder Postiga, a lesão de Pedro Mendes e a aparente obrigatoriedade de Liedson em ser titular, cimentaram o 4-4-2 como modelo táctico mais rotinado. O bom futebol tem sofrido com isso, embora as eventuais explicações não se limitem apenas a este aspecto. Longe disso. Ao inconstante desempenho da equipa acresce agora a crise administrativa, provocada pela demissão de José Eduardo Bettencourt. No último encontro, a equipa bateu o Penafiel por 4-0, apesar de uma exibição pouco entusiasmante.</p>
<p>Cabe a Paulo Sérgio segurar as rédias motivacionais da equipa, e tentar devolver a qualidade exibicional que, a espaços, o Sporting já mostrou esta temporada.</p>
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		<title>A transfiguração do Sporting</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 10:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
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		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o significado deste novo momento do futebol leonino e exteriorizá-lo desta esfera de euforia e, de certo modo, alívio que tem envolvido o Sporting nos últimos tempos.</p>
<p>Apesar de ser louvável o actual momento do Sporting, é fulcral ter em conta que esta “viragem”  é baseada unicamente em duas partidas, ambas disputadas em casa: 3-0 ao Everton, decidindo a passagem à fase seguinte da Liga Europa, e igual resultado contra o FC Porto, a contar para a Liga Portuguesa. Não é aqui pretendido retirar qualquer mérito aos jogadores e equipa técnica, mas a solução do que vinha sendo veiculado como uma crise não pode, nem deve, ser tida como resolvida apenas pelo súbito aumento de qualidade que estes dois jogos vieram representar. A importância de ambos os confrontos era enorme no contexto do futebol leonino, sendo que a equipa soube crescer proporcionalmente aquilo que lhe era exigido, mas será isto finalmente fruto do trabalho tantas vezes destacado por Carlos Carvalhal, ou apenas uma subida geral de forma dos jogadores face às necessidades que estas partidas apresentavam?</p>
<p><img class="attachment wp-att-3378 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top:5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/03/pedro-mendes-falcao.jpg" alt="Porto x Sporting" width="280" height="207" align="left" title="A transfiguração do Sporting" />Em termos de futebol praticado, antes de se destacarem princípios de jogo e mecanismos tácticos mais consolidados e interiorizados, notou-se maioritariamente a subida de forma de vários jogadores da equipa titular. Pedro Mendes parece ter-se adaptado à equipa e alcançado novamente um ritmo competitivo sustentado depois da lesão que contraiu ainda ao serviço do Glasgow Rangers, sendo um jogador experiente e que aparenta ser uma nova voz de comando no meio-campo. Completa com Miguel Veloso um duplo-pivot, ao seu lado no 4-2-3-1 de Carvalhal, agora na posição onde rende mais e onde a equipa usufrui mais da sua qualidade de passe, capacidade de pautar os ritmos de jogo e condução de bola, podendo chegar a zonas frontais no último terço do campo que lhe permitam finalizar jogadas ou tirar partido de segundas-bolas. Marat Izmailov na direita evidencia novamente a consistência e solidez que lhe são reconhecidas, enquanto que na esquerda Yannick Djaló parece ser a solução para esticar a equipa no terreno de jogo e proporcionar soluções de passe nas alas, conferindo à equipa um carácter de irreverência, técnica e imprevisibilidade mas, acima de tudo, velocidade na condução de jogo, algoque Simon Vukcevic não tem vindo a conseguir esta época.</p>
<p>Quanto ao capitão João Moutinho, actuando agora como médio ofensivo de apoio a Liedson, revelou maior dinamismo nas suas movimentações, percorrendo livremente o campo, sendo ela a principal referência nos momentos de criar triangulações e tabelas em zonas mais avançadas do terreno. É agora, a par de Liedson, a primeira unidade de contenção defensiva da equipa, ao invés de se preocupar com marcações e coberturas quando actuava mais recuado no terreno, estando portanto mais solto nos momentos em que a equipa recupera a bola e tem que se lançar para o ataque. Em termos defensivos, de destacar a estabilização de Leandro Grimi, que exibiu segurança posicional e concentração semelhantes aos níveis que havia apresentado nos primeiros seis meses em que esteve ao serviço do Sporting após a sua vinda do AC Milan, o que, aliado à subida de formas dos restantes companheiros de sector, parece ter conferido alguma estabilidade defensiva à equipa, que não sofreu golos neste últimos dois encontros.</p>
<p>Aliado a esta melhoria individualizada dos jogadores leoninos, os processos de jogo parecem estar finalmente assimilados e a acontecer em jogo mais naturalmente, notável principalmente nos momentos em que a equipa se vê pressionada com bola  ou quando exerce pressão à saída do meio-campo adversário. Outro aspecto evidente foi a subida dos indíces de qualidade de passe, bastante evidentes principalmente no encontro com o Everton.</p>
<p>Resta agora esperar pelos próximos jogos e observar a reacção da equipa em encontros onde, previsivelmente, a motivação será menor, e onde a pressão será igualmente não tão elevada, embora a equipa saiba que após estes dois jogos, os adeptos esperam uma continuidade estável da qualidade exibicional e dos resultados. Terão sido estes resultados um acaso nesta época do Sporting? Cabe à equipa continuar a provar que eles foram um ponto de viragem.</p>
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		<title>Porque não se impõe Nani em Manchester?</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 14:47:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns de nós vimos ou ouvimos falar da estrondosa forma de Nani no Manchester United. Uma rara estrondosa fase de Nani. Desde que se encontra na terras de sua majestade, fez talvez dois, três bons jogos por ano, número que é significativamente insuficiente para um jogador com as suas características. Mas para entendermos o actual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns de nós vimos ou ouvimos falar da estrondosa forma de Nani no Manchester United. Uma rara estrondosa fase de Nani. Desde que se encontra na terras de sua majestade, fez talvez dois, três bons jogos por ano, número que é significativamente insuficiente para um jogador com as suas características. Mas para entendermos o actual Nani temos que recuar ao Nani dos tempos de Alvalade.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3369 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/nani_manchester_united.jpg" alt="Nani" width="280" height="176" align="left" title="Porque não se impõe Nani em Manchester?" /><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1138189&amp;div_id=1488&amp;psec_id=46" target="_blank">Nani</a>, no já longínquo losango de Paulo Bento, era um interior que dava largura, profundidade e verticalidade ao jogo, partindo de zonas mais interiores. Era dos únicos, se não o único, a ter autorização de anarquizar o jogo, dando-lhe esticões. Para que se entenda melhor a sua posição em campo era um pouco de Di Maria no actual Benfica.</p>
<p>Com a partida para Manchester, Ferguson procurou nele mais um elemento para jogar bem encostado às linhas, comportando-se como um típico extremo. O problema de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1137601&amp;div_id=1488&amp;psec_id=46" target="_blank">Nani</a> é que o United é uma equipa que na maior parte do tempo joga em ataque continuado, com circulação de bola, e o Português nos jogos em que era / é chamado a participar pouco ou nada se envolve nessa circulação, não procura espaços interiores, logo pouca bola tem. Normalmente, quando o vejo jogar no United sinto-o um corpo estranho na equipa, tal como o Coreano Park, que disfarça pela sua disponibilidade para as tarefas colectivas defensivas.</p>
<p>Nos chamados jogos grandes fora de casa, pela experiência grande que tem, o United aprendeu a sofrer, a ter de repartir mais a posse de bola com o adversário, e se tiver que jogar sem ela, também o faz com algum conforto. É neste tipo de jogo que actualmente Nani e curiosamente Park se sentem mais confortáveis no Manchester, quando a equipa joga longe da baliza da equipa adversária e após a recuperação de bola, tem espaço nas costas da defesa, para com e sem bola, se lançarem embalados em correria loucas, tirando adversários da frente. Foi assim o grandioso jogo de <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/46165-nani-nunca-pensei-em-desistir-e-voltar-portugal" target="_blank">Nani</a>, recentemente, no Emirates.</p>
<p>Porém, penso que Ferguson não manterá jogadores no plantel com o qual possa contar só para determinados jogos. Afinal de contas, são muito poucos os jogos por ano em que os Red Devils se deixem aparentemente dominar. Se no passado o tempo corria a favor do ex-leão, parece-me que actualmente já não. É urgente <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1422100" target="_blank">Nani </a>se afirmar em definitivo com peça importante do United, é urgente que não faça apenas e só 3/4 bons jogos por ano, é urgente que desequilibre mais em ataque continuado, é urgente que dê uma outra dimensão ao seu futebol. Assim, teremos mais Nani para o United, mas também para a equipa das quinas.</p>
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		<title>Sá Pinto, o novo pensador do futebol leonino</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 17:02:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Ricardo Sá Pinto como jogador sempre foi um emotivo, de coração perto da boca e sempre dado a situações de nervosismo máximo e muito descontrolo. Foi assim quando agrediu Artur Jorge… de igual modo sucedia nos jogos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409529" target="_blank">Ricardo Sá Pinto</a> como jogador sempre foi um emotivo, de coração perto da boca e sempre dado a situações de nervosismo máximo e muito descontrolo. Foi assim quando agrediu Artur Jorge&#8230; de igual modo sucedia nos jogos em que por excesso de ardor, ou excesso de fervura em pouca água acabava expulso, chegando mesmo a lamentar-se de ser perseguido pelos árbitros.</p>
<p>Acabaria a sua carreira em 2007, da mesma forma que a viveu, de um modo polémico, lançando achas para uma fogueira que ia queimando em lume brando, o então treinador e antigo colega Paulo Bento! Paulo Bento, um apologista do trabalho e sendo portador de um low-profile que não lhe permitia encarar o futebol como <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/32615-sporting-comunica-sa-pinto-como-director--cmvm" target="_blank">Sá</a> sempre o encarou, na primeira oportunidade livrou-se dele, vendo-se, também, finalmente, livre de quem no balneário teria autoridade para o questionar, fruto dos anos em que foram colegas de equipa e de selecção.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3155 alignleft" style="margin-top: 5px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/ricardo-sa-pinto2.jpg" alt="Sá Pinto" align="left" title="Sá Pinto, o novo pensador do futebol leonino" />Mas, o portuense, um dos eternos amores do principal foco de guerrilha a Paulo Bento &#8211; a claque Juve Leo &#8211; a partir daí foi trilhando o seu próprio caminho&#8230; trabalhando, estudando e preparando-se para o futuro. Agora que Bento se foi, e com ele levou o anterior director desportivo, Pedro Barbosa, a escolha recaiu no antigo amor da Curva. Ele, que vai desempenhar o cargo de outra forma, ele que é, diametralmente, o oposto de Barbosa. Mesmo em campo o eram. Se um passeava a sua classe com indolência, num verdadeiro laissez passer, o outro era fervor, picardia, todo ele emoção.</p>
<p>E talvez seja isso que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-sporting/academica-sporting-villas-boas-maisfutebol/1102768-4929.html" target="_blank">Bettencourt</a> pretende com esta escolha. Não afastar ainda mais o clube dos seus adeptos&#8230; fazer o que Vieira fez no Benfica, quando escolheu um Rui Costa, sem qualquer experiência, para um cargo semelhante!</p>
<p>Com esta medida, procura apaziguar os ânimos. Que os focos de insurreição, que por estes dias, agitaram Alvalade se removam e os contestatários lembrem-se que aquele que assobiavam e apodavam de incompetente foi substituído por alguém que reputam de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-sa-pinto-director-bettencourt-cmvm/1102668-1457.html" target="_blank">sportinguista</a>, mesmo não o sendo. Além disso, tal tarefa não se afigura simples. O Sporting não tem dinheiro para investir em contratações, um dos problemas com que Barbosa se deparou e que, inelutavelmente, se manterá.</p>
<p>Ademais, quer se queira quer não, o prestígio internacional que o antigo jogador leonino possui poderá não lhe permitir atingir onde outros, em outros clubes, chegam&#8230; não terá o pedigree de um Vítor Baía ou de Rui Costa, o que poderá acarretar alguns insucessos que carecerão de explicação. Mas a verdade é que o Sporting muda, abissalmente, as suas directrizes. Cede à paixão e ao coração, e onde antes havia low-profile existirá agora uma terrível vertigem de querer resolver tudo. Sá Pinto é endemicamente, desse modo, e jamais mudará. Terá êxito??</p>
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		<title>É hora de decisões no universo leonino</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 15:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O universo do SCP anda abalado e em estado de sítio, e o motivo não é para menos. Todas as decisões que se avizinham para a gestão do futebol do Sporting são de extrema importância e marcarão todo o mandato de José Eduardo Bettencourt.
Pergunto-me se os terroristas que o presidente do SCP quer expulsar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O universo do <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408953" target="_blank">SCP</a> anda abalado e em estado de sítio, e o motivo não é para menos. Todas as decisões que se avizinham para a gestão do futebol do Sporting são de extrema importância e marcarão todo o mandato de <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408830" target="_blank">José Eduardo Bettencourt</a>.</p>
<p>Pergunto-me se os terroristas que o presidente do SCP quer expulsar de sócios do clube têm a real expressão que o presidente leonino lhes estará a dar, e se será este o momento certo para tratar deste assunto. Farão assim tanta mossa ao clube lisboeta? Também me parece que todos sócios e adeptos têm total direito de opinar sobre o actual estado do clube e de mostrar o seu desagrado. Ao referir-se aos &#8220;terroristas&#8221;, Bettencourt não deveria falar por meias palavras, nomeadamente quando sabe quem os financia&#8230;</p>
<p>Quanto à demissão dos corpos directivos da Sporting SAD, responsáveis pela gestão do futebol dos <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/paulo-bento-bento-sporting-varela-hugo-viana-angulo/1102009-1457.html" target="_blank">leões</a>, é para mim totalmente benéfica. Esse benefício traduz-se na responsabilização do actual momento da equipa de futebol e, também, pela ausência de um projecto que faça com que os sócios e adeptos leoninos acreditem no futuro desta equipa. Além disso, permitiram que um trabalho de quase 4 anos de um técnico da casa fosse em 4 meses praticamente deitado por terra. Concordo contudo que a falta de resultados tornava a continuidade de Paulo Bento muito difícil, e a sua demissão foi provavelmente a melhor decisão para o futuro do <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409088" target="_blank">Sporting</a>, no momento actual.</p>
<p>Agora, os rumores da imprensa apontam Carlos Freitas para SAD do Sporting. Será que o Sporting não aprende nada com os erros do passado?  Esse senhor é responsável pela maior parte das contratações falhadas dos verdes e brancos nos últimos 10 anos! Dizem que tem grande conhecimento de mercado? A verdade é que, arrisco-me a dizê-lo, se me pagassem para tal seria capaz de me sair melhor nas mesmas funções!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3142 alignleft" style="margin-top: 6px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/rio-ave-sporting-veloso.jpg" alt="Miguel Veloso" width="300" height="210" align="left" title="É hora de decisões no universo leonino" />Vira o disco e toca o mesmo. Parece-me que na esfera dos notáveis do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/liedson-sporting-bettencourt-paulo-bento-bettencourt-maisfutebol/1101988-1457.html" target="_blank">Sporting</a>, como em todos os clubes de topo do futebol nacional, só existem certas pessoas que podem tomar conta do futebol. Será que estes estão sobre influência de uma espécie de ditadura disfarçada? Ou estarão os bancos, a quem, nomeadamente, Sporting deve o dim-dim, a mandar nos dirigentes e nomeando quem lhes interessa para determinados cargos da estrutura de futebol do clube? O é que o Dr. Luís Duque fez para ser <em>persona non grata</em> para estes dirigentes? Competência não lhe faltou quando esteve no cargo. Mas esquecem-se que agora nem o segundo lugar dá acesso a uns milhões que permita pagar a mediocridade de resultados de Carlos Freitas no cargo de administrador da SAD do Sporting (há duas épocas pagaram cerca de 80 mil euros de prémio por atingir o segundo lugar). A <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408823" target="_blank">director técnico</a>, concordo que seja um antigo capitão carismático, como Sá Pinto ou Oceano, entre outros.</p>
<p>É preciso atitude, motivação e ambição para o futuro&#8230; e <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/adeptos-sporting-rio-ave-bettencourt-futebol/1101717-1457.html" target="_blank">Forever</a> no futebol português equivale a 4 meses, seja no Sporting, no Benfica, ou no Carcavelinhos!</p>
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		<title>Sporting: Um momento péssimo&#8230; várias razões!</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 10:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Fernandes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[O mau momento do Sporting deriva de várias razões que merecem ser escalpelizadas ao pormenor e que todas juntas conduzem a um total descontrolo quer em matérias de decisões e acima de tudo, como]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mau momento do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-bettencourt-barbosa-paulo-bento-maisfutebol/1100100-1457.html" target="_blank">Sporting</a> deriva de várias razões que merecem ser escalpelizadas ao pormenor e que todas juntas conduzem a um total descontrolo quer em matérias de decisões e acima de tudo, como tentarei demonstrar, por falta de política desportiva consentânea com os pergaminhos da instituição.</p>
<p>Assim, o principal motivo, para mim, centra-se na completa ausência de conhecimentos futebolísticos dos seus responsáveis directivos (a ultima pessoa que esteve na SAD do SCP que percebia de futebol foi o Dr. Luis Duque).</p>
<p>Para se rentabilizar um clube de futebol com a grandeza do <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/30870-sporting-o-titanic-do-autismo-tem-mais-25-dias-evitar-o-naufragio" target="_blank">Sporting</a> é necessário alcançar resultados desportivos (algo que estes senhores que mandam no <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-treino-maritimo/1100029-1457.html" target="_blank">Sporting</a> não se preocupam, porque o importante é controlar o passivo). Estrategicamente existem, deste modo, duas formas de abordar o problema:</p>
<p>1º &#8211; Investir numa equipa de qualidade mantendo uma base de formação.  Poderá traduzir-se num endividamento inicial  mas a possibilidade de retorno financeiro é  elevada com o alcançar de objectivos (venda de jogadores, receitas,  presença em provas europeias, etc.)</p>
<p>2º &#8211; Equipa para alcançar resultados em dois, três anos (médio prazo). Os sócios e adeptos entendiam porque se explicada a estratégia, esperança, fé e paciência não há-de faltar aos sportinguistas. Não havendo possibilidade de reforçar com qualidade, fazer uma equipa com uma base muito forte de formação e reforços de idade baixa a preços não muito altos resultantes de prospecção para construção de uma equipa, onde os resultados viriam à posteriori.</p>
<p>O que se faz no Sporting há bastantes anos é premiar a mediocridade, porque atribuir prémios de milhares de euros quando se alcança segundo lugar é insultuoso para os adeptos e sócios do SCP.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3020 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/sporting-maritimo-matias.jpg" alt="Sporting - Maritimo" width="300" height="209" align="left" title="Sporting: Um momento péssimo... várias razões!" />A estratégia do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/moutinho-sporting-maritimo-paulo-bento-maisfutebol/1099969-1457.html" target="_blank">Sporting</a> de equilibrar o plantel com refugo de mercado e tentar lançar alguns jovens, traduz-se numa equipa incompetente do ponto de vista técnico, táctico e mental. A elevada qualidade de alguns jogadores do SCP dissipa-se nesta amalgama de jogadores onde se lança o refugo (de baixa qualidade) para se tentar rentabilizar alguns trocados em vez de uma cantera motivada. Tiuí, Pedro Silva, Postiga, Caicedo, Grimi, Romagnoli, Rochemback (na segunda passagem por Alvalade), Gladstone, Alecsandro, entre tantos outros são exemplos desta política de contratações que servem claramente os interesses de certos empresários.  Estes dirigentes leoninos não passam de uns charlatões, que fazem negócios ruinosos para o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407867" target="_blank">Sporting</a> como é o flagrante caso do lateral esquerdo Grimi, que para um clube em falência técnica custou a módica quantia de quatro milhões de euros (Rui Jorge que falta fazes).</p>
<p>Nunca se conseguiu encontrar um parceiro que complementasse o grande Liedson, algo que seria para mim uma questão central na constituição de um plantel.</p>
<p>Que gente é esta que pensa o futebol do <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407981" target="_blank">Sporting</a>, onde a prospecção sénior é praticamente inexistente? E as fantásticas contratações para a formação&#8230; Não vi um proclamado estrangeiro, que chegam rotulados de craques para a formação, atingir o plantel sénior. Mas levanta-se a questão do treinador. Será ele o culpado? Já falhou imenso mas é o preço de se formar também um treinador. A insistência em Polga a titular, o número de livres que o Ronny marcou há duas épocas &#8211; e toda a gente sabia o resultado destes &#8211; jogar sem extremos e com avançados móveis &#8211; comprando-se o Purovic &#8211; a rigidez táctica, entre tantos outros erros. Mas parece-me mais uma vitima que um réu desta incompetência geral que gere o futebol leonino mas, apesar de tudo, também tendo culpas no cartório.</p>
<p>Estes brilhantes gestores com enorme reputação na banca, que se escondem no seu elitismo, que geriram e gerem o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407797" target="_blank">SCP</a> (onde Bettencourt é sem duvida o menos culpado) são responsáveis pela ausência de fé e paciência dos sócios e adeptos leoninos. Para os sportinguistas perderem a fé é necessária muita asneira, muita mesmo. Mas nunca se esqueçam que o Sporting é demasiado grande e importante para servir determinados interesses.</p>
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		<title>Liga Sagres: V. Guimarães 1&#215;1 Sporting &#8211; Dois males menores&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 00:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrando num 4-3-3 em que Nuno Assis tinha como missão apoiar o tridente ofensivo composto por Targino na direita, Desmarets na esquerda e Douglas ao centro, o Vitória demonstrou a característica que]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma velha canção do mítico Nat King Cole, chamada Ansiedad que poder-se-ia aplicar ao sucedido, hoje em <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/cronica-sporting-v-guimaraes-maisfutebol-futebol-iol/1098842-4062.html" target="_blank">Guimarães</a>&#8230; Efectivamente, quer Vitória, quer Sporting padeceram dessa terrível maleita de idiossincracia e que mina o espírito dos mais resolutos.</p>
<p>Entrando num 4-3-3 em que Nuno Assis tinha como missão apoiar o tridente ofensivo composto por Targino na direita, Desmarets na esquerda e Douglas ao centro, o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407116" target="_blank">Vitória</a> demonstrou a característica que encima esta crónica, pela sofreguidão imensa que colocou em cada lance. Efectivamente, na primeira meia hora, este jogo parecia que era o último da carreira destes jogadores. Com a tripla supra citada encarregue de municiar Douglas e com liberdade para vaguear no terreno, durante essa altura do jogo, apenas se viu um intenso odor de bom futebol vitoriano&#8230; e não fora a inacreditável decisão de Olegário em fazer clara vista grossa a uma <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/joao-alves-v-guimaraes-sporting-vukcevic-maisfutebol-futebol/1098854-1457.html" target="_blank">penalidade cometida por Vukcevic</a> e a sofreguidão ter-se-ia tornado em preseverança.</p>
<p>De facto, o ritmo acelerado que a equipa D&#8217;el Rei patenteou foi demais para um leão cuja clara ansiedade para fazer as coisas de modo assertivo, o inibiu. Há quem diga que estes momentos de espírito podem dar para ambas as situações, e se ao <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/29977-sporting-permite-empate-nos-descontos-e-ja-esta-10-pontos-do-benfica" target="_blank">Vitória</a> o fez entrar numa louca vertigem em busca do golo, aos leões impediu-os de articular uma jogada digna desse nome. Porém, com o passar do tempo as pilhas foram perdendo voltagem! Era, humanamente impossível, aguentar o ritmo e o jogo passou a estar dividido, não sem antes do intervalo João Alves ter tido o ensejo de facturar&#8230; desperdiçaria em boa posição e a primeira parte findava.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2968 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/vitoria-sporting-rui-miguel.jpg" alt="Rui Miguel" width="300" height="204" align="left" title="Liga Sagres: V. Guimarães 1x1 Sporting   Dois males menores..." />Na segunda metade, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-v-guimaraes--maisfutebol-destaques-iol-futebol/1098844-1457.html" target="_blank">Sporting</a> cresceu&#8230; Bento fez a substituição habitual tirando o lateral esquerdo Grimi, colocando Pereirinha. Veloso recuou para lateral esquerdo, Moutinho foi para número 6 e o recém-entrado ocupou a posição destra do losango. Melhorou o Sporting, aliás, a subida do bloco defensivo e intermediário deste permitiu uma maior pressão sobre Nuno Assis e, por vezes, João Alves, os organizadores de jogo vitorianos&#8230; que, todavia, pelas alas iam demonstrando poder ganhar o jogo! Seria no entanto de Liedson a mais flagrante oportunidade da segunda metade, e só mesmo um Super Nilson poderia evitar o golo. Paulo Sérgio, no banco, inquietava-se&#8230; tirava Targino e colocava Roberto, para acompanhar uma desilusão chamada Douglas, mas, surpreendentemente, não abandonava o 4-3-3. Na mobilidade de Roberto e na tentativa que Douglas fizesse o mesmo poderia residir a chave do sucesso! E esteve perto&#8230; Roberto, num meio centro meio remate quase faz a bola chegar a Douglas, para abrir o activo&#8230; foi por pouco, uma verdadeira unha negra! Como quem não marca sofre &#8211; velho chavão sempre com hodiernidade &#8211; haveriam os lisboetas de marcar, num lance polémico, em que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-paulo-bento-maisfutebol-futebol-iol-bento/1098855-1457.html" target="_blank">Liedson</a> assiste Matias Fernandez que por milímetros escapa ao fora de jogo!</p>
<p>Pensou-se que seria o canto do cisne vitoriano! Mas, até no plano psicológico, Paulo Sérgio parece ter aura. Introduzindo Jorge Gonçalves e Rui Miguel, num desesperado tudo por tudo, seria o antigo pacense num belo remate a igualar a contenda&#8230; um resultado que premeia a ritmada primeira metade vitoriana cuja equipa parece transfigurada da noite para o dia. Paulo Sérgio tinha razão, dizendo que o campeonato estava a começar, pois, efectivamente, os anteriores jogos comparados com o de hoje pareceram de pré-epoca!</p>
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		<title>O Desaparecimento do Número 10</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 13:12:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao longo dos últimos anos, o futebol moderno tem vindo a constatar cada vez menos jogadores que dentro de campo intepretassem o papel do clássico organizador de jogo, o elemento sobre o qual invariavelmente a condução de jogo teria que passar, jogada após jogada. Devido a diversas condicionantes de ordem predominantemente táctica, impostas pelos condicionalismos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo dos últimos anos, o futebol moderno tem vindo a constatar cada vez menos jogadores que dentro de campo intepretassem o papel do clássico organizador de jogo, o elemento sobre o qual invariavelmente a condução de jogo teria que passar, jogada após jogada. Devido a diversas condicionantes de ordem predominantemente táctica, impostas pelos condicionalismos do futebol moderno, esse papel clássico dentro de campo tem vindo a desaparecer, ou melhor, tem vindo a ser absorvido noutras posições. Este fenómeno há muito analisado e discutido no futebol moderno é passível igualmente de ser observado nos três grandes do futebol português, e nos seus hipotéticos respectivos números 10 em campo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1842" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/joao_moutinho_sporting.jpg" alt="O Desaparecimento do Número 10" width="280" height="181" align="left" title="O Desaparecimento do Número 10" />Começando pelo F.C. Porto, o jogador com as funções mais aproximadas a esta posição é Lucho González, geralmente encarado como o motor da equipa portista. É vulgarmente escrito que se Lucho não está em forma a equipa ressente-se, não só nos processos de transição ofensiva e defensiva, como igualmente da capacidade da equipa em colocar jogadores junto a àrea para ganhar segundas-bolas ou aumentar exponencialmente os remates de meia distância no decorrer do jogo. O seu papel é mais associado ao de um típico número 8, um médio preferencialmente de transição, mas que, devido à sua grande capacidade de passe e visão de jogo, interpreta por vezes na perfeição os momentos de jogo, daí o fluxo de jogo portista ser, em grande parte, determinado pelos seus pés. O facto de jogar com Fernando e Raúl Meireles atrás de si, dá-lhe liberdade de subir mais no terreno e pisar outras zonas dentro de campo, o que consequentemente lhe confere muitas vezes esse a função de número 10, apesar de no papel, nas costas e na sua natureza de jogador, não ter as características clássicas de um playmaker à antiga.</p>
<p>Na equipa do Sporting é possível encontrar índicios precisamente do contrário: no papel e no sistema táctico, a posição de número 10 de facto existe, mas dentro de campo, o jogador que o desempenha por diversas vezes executa funções e movimentos que inevitavelmente o afastam da natureza clássica de um 10. Recentemente, é João Moutinho que tem vindo a desempenhar esse papel. Apesar de se considerar e ser considerado quase um verdadeiro número 10, no decorrer dos encontros do Sporting, Moutinho posiciona-se e executa movimentos não muito típicos de um jogador dessa posição. Quando a equipa detém a posse de bola nos seus jogadores mais defensivos, Moutinho coloca-se frequentemente numa linha avançada quase em paralelo aos os dois avançados da equipa, situando-se portanto muito próximo dos centrais da equipa adversária, daí mais afastado da bola e de a receber em condições favoráveis às qualidades de jogo que lhe são reconhecidas. Logicamente que durante a partida, recua por diversas vezes no terreno para pegar na bola e pautar o jogo com passes e movimentos de ruptura, combinados com tabelas e trocas de bola, mas os condicionalismos tácticos da equipa parecem constrangi-lo a certas zonas e movimentos que o impedem de assumir verdadeiramente a função de número 10. Neste caso, trata-se que no papel está de facto um jogador na posição 10, mas em campo, esse papel não existe verdadeiramente. Também pelas características de Moutinho, um jogador rápido e de grande resistência física, permitem-lhe deslocar-se em grande escala e movimentar-se com o mesmo ritmo em várias posições do terreno, o que, aliado aos seus argumentos técnicos e tácticos, o têm posto a desempenhar praticamente todas as outras posições no meio-campo leonino, o que tem contribuindo igualmente para uma falta de “afirmação” e aparecimento constante na posição 10 da equipa.</p>
<p>Por último, o caso da equipa do Benfica é a que parece causar maiores “problemas”. Pablo Aimar sempre foi reconhecido como um moderno número 10, que nos seus tempos de Valência era presença assídua da selecção argentina em fases finais e em jogos de qualificação. As suas qualidades para desempenhar o cargo parecem ser inatas e inevitáveis em qualquer equipa da qual seja elemento. Contudo, desde que chegou ao Benfica, o treinador parece não ter encontrado a posição ideal para o colocar, isto porque o seu sistema táctico predilecto &#8211; 4-4-2 &#8211; não inclui um verdadeiro papel de número 10 em campo. Perante isto, Pablo Aimar tem sido ao longo da época colocado ou à direita do meio-campo, ou jogando atrás do ponta de lança. Ambas as opções confinem o jogador a espaços, funções e movimentos que por natureza não se coadunam ao seu tipo de jogo e aquilo ao qual a sua carreira o vinha habituando. A sua capacidade de condução de bola em velocidade, visão de jogo e passes de ruptura não são possíveis jogando à direita, onde se exige ao jogador profundidade de jogo e capacidade de cruzamento no último terço do terreno. Quando joga atrás do ponta de lança, encontra-se muito afastado das áreas de condução e organização de jogo, recebendo invariavelmente a bola de costas para a baliza e sob pressão dos defesas contrários, o que o obriga invariavelmente a passes rápidos ou a deslocar-se para outras zonas, ora descompensando a equipa, ora colocando-se em zonas já com demasiados jogadores. Em diversas partidas já realizou boas exibições e demonstrou pormenores interessantes, mas nunca actuando em zonas naturais que deviam ser de um número 10. Este é talvez o caso onde a equipa detém no seu plantel o melhor jogador para executar a posição de 10 (entre os três grandes), mas que no seu sistema táctico não insere uma posição onde o permita executá-la nas condiçoes mais adequadas, o que se reflecte não só nas exibições de Aimar, como igualmente nas exibições colectivas da equipa.</p>
<p>Portanto, pode-se apontar às três equipas diversas soluções e possibilidades para que os jogadores destacados possam executar verdadeiramente o papel de número 10, mas, no caso do Porto, tal cenário não parece ser necessário, pois a equipa já detém mecanismos cimentados e de bons resultados neste esquema, enquanto que no Sporting, o pragmatismo táctico oferece rigidez e segurança posicional em campo, sendo apenas talvez necessário alterar a maneira de Moutinho interpretar a posição e movimentos dentro dela. Já no Benfica, os “problemas” abrangem condicionalismos no sistema táctico, tal como foi referido anteriormente.</p>
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		<title>Sporting CP &#8211; «Fábrica de Campeões»</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 14:27:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Época 2008-2009. São 32 as equipas presentes em mais uma edição da milionária competição europeia de clubes &#8211; a UEFA Champions League. Num lote onde são diversas as equipas de top internacional, num particular há uma equipa portuguesa a saltar aos olhos de qualquer espectador mais atento: o Sporting, e a sua &#8220;cantera&#8221; dourada. Apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Época 2008-2009. São 32 as equipas presentes em mais uma edição da milionária competição europeia de clubes &#8211; a UEFA Champions League. Num lote onde são diversas as equipas de top internacional, num particular há uma equipa portuguesa a saltar aos olhos de qualquer espectador mais atento: o Sporting, e a sua &#8220;cantera&#8221; dourada. Apenas 3 equipas batem o clube leonino neste particular, e arrisco-me a dizer que em nenhuma delas os jovens da casa têm tanta preponderância como no clube português &#8211; Patrício, Caneira, Migule Veloso, João Moutinho e Yannick Djaló são habituais titulares, Adrien e Pereirinha estão numa segunda linha a um pequeno passo de saltar para o 11 titular. Notável.</p>
<p>Se o caso do Aalborg BK não surpreende (conta com 14 atletas formados no clube) pelo baixo potencial do seu futebol, o que dizer dos colossos Barcelona e Manchester United, com 10 e 9 atletas respectivamente? É impressionante a forma como as duas equipas mantêm um patamar competitivo elevadíssimo apesar da constante aposta nos seus jovens valores. Na quinta posição deste <em>ranking</em> encontram-se 2 clubes de leste, o Dinamo de Kiev e o estreante Bate Borisov, equipas que apesar de tudo já revelam estar a &#8220;ceder&#8221; ao charme do mercado internacional. Numa plataforma oposta, temos clubes com tradição como o Real Madrid, Lyon, Marselha e Ajax, actualmente furos abaixo daquilo que era o baluarte da sua estrutura de futebol profissional.</p>
<p>Actualmente, a harmonia entre as aquisições e a aposta na formação é um jogo cada vez mais complicado de praticar. Os milhões falam mais alto, e a indústria reveste-se de pressão na altura de conseguir os resultados &#8211; inicialmente desportivos, mas que rapidamente se transformam em financeiros. E é neste contexto que deve ser inserido o Sporting, cujo esforço na formação já vemos com naturalidade, mas que na realidade é quase sobre-humano. Inserido num mercado mais competitivo &#8211; como o inglês, ou o italiano &#8211; não tenhamos dúvidas de que o Sporting estaria hoje no top europeu, apenas e só pela capacidade que teria em segurar valores que actualmente vê bater as asas com enorme facilidade. Veja-se, como casos mais badalados, as saídas de Figo, Paulo Sousa, Futre, Simão, Quaresma, Cristiano Ronaldo e Nani mais recentemente. Um <em>case-study</em> do futebol mundial, e que coloca o Sporting lado a lado com o Porto na rota dos milhões, apesar do carácter distinto do seu futebol profissional (o Sporting privilegiando a formação, o Porto com a capacidade para inflacionar os seus activos).</p>
<p>Caberá ao Sporting séc. XXI ganhar autonomia para rivalizar com os mais fortes, não apenas numa óptica de negociação, mas também na capacidade para segurar as suas pérolas por um maior período de tempo. O Ajax terá sido em tempos a maior história de sucesso na formação de que o futebol tem memória, numa Academia que alicerçou a rentabilização financeira com os resultados desportivos &#8211; na década de 70 com «laranja mecânica», e nos anos 90 com Van Gaal, altura em que arrecadou a Taça UEFA, a Liga dos Campeões, e consequentemente a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental. Casos de extremo sucesso que o Sporting poderá replicar (veja-se a temporada de 2004/05, onde a previsível conquista da Taça UEFA poderia ter levado o Sporting a outras conquistas de maior relevo) e onde essencialmente será necessário encontrar &#8220;cabeças&#8221; brilhantes, com outro tipo de rasgo, em oposição à actual postura conservadora e pouco dinâmica da actual da direcção &#8211; embora a sua presença seja sempre essencial, ressalve-se.</p>
<p>Um Sporting de grandes perspectivas, e que pelos seus rivais é actualmente visto com orgulho e com prazer. A presença dos leões no panorama nacional é vital nos dias que correm, pelo seu estatuto de maior formador a nível nacional, e certamente os seus adeptos desesperarão pela hora em que o clube, como um só, salte para a ribalta com uma conquista dourada de outro gabarito. Merecidamente.</p>
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		<title>Análise: Sporting 2×0 FC Basel</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 09:46:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Alívio num resultado sofrido e muito melhor que a exibição. O Sporting conseguiu levar água ao seu moinho e arrecadar os primeiros 3 pontos perante um Basileia de Carlitos que não deixou de arrepiar os 22.368 espectadores em Alvalade. Sempre em tom de esforço, o conjunto leonino conseguiu de certa forma atenuar uma acentuada fase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alívio num resultado sofrido e muito melhor que a exibição. O Sporting conseguiu levar água ao seu moinho e arrecadar os primeiros 3 pontos perante um Basileia de Carlitos que não deixou de arrepiar os 22.368 espectadores em Alvalade. Sempre em tom de esforço, o conjunto leonino conseguiu de certa forma atenuar uma acentuada fase de intranquilidade que assim relança a prestação na Liga Milionária.</p>
<p>Um Sporting muito ansioso frente a um adversário perfeitamente acessível e que mostrou bem o pouco andamento que possuí para uma Liga dos Campeões. Desde logo, Paulo Bento preferiu apostar na experiência de Derlei em vez de Yannick Djaló, naquela que constituiu a única alteração na equipa portuguesa relativamente à derrota com o Benfica. Do lado suíço, Christian Gross não abdicou de Carlitos e concedeu a titularidade no meio-campo a Jürgen Gjasula, que ocupou a vaga do lesionado Valentin Stocker.  A entrada em jogo foi feita muito a frio com os da casa a se apresentarem muito abaixo das expectativas para quem sabia que era superior e que a jogar no seu reduto tinha tudo para sair com a vitória. Viu-se que este não era o jogo para pedir uma noite de luxo, mas que seria o jogo possível para uma equipa pouco esclarecida. Face a um adversário com limitações mais do que evidentes, o Sporting começou por tomar a iniciativa, mas isso não se traduziu necessariamente em futebol de qualidade. Durante a primeira metade, o Sporting deu a ideia que a bola parecia que queimava e nem mesmo Rochemback, Moutinho e Veloso chegavam para travar o atrevimento dos suíços que com um sotaque argentino, muitas vezes deixaram a defesa leonina em polvorosa. O apito para recolher aos balneários soava e Bento, sob alguns assobios dos adeptos, soube reagir e fazer entrar Vukcevic (ainda que para o lugar do lesionado Rochemback), com o Sporting a ganhar maior dinâmica e maior capacidade de movimentação e de desequilibrar no meio-campo e na frente.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-924" style="float: left; margin-left: 6px; margin-right: 6px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/capt76c3221ee9e746738ecebb6fec3b299aportugal_soccer_champions_league_xaf124.jpg" alt="Análise: Sporting 2×0 FC Basel" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Sporting 2×0 FC Basel" />Com a segunda parte, Gross parecia ter a mensagem e a lição bem estudada, e os seus pupilos surpreenderam o Sporting por variadas ocasiões, contudo, <span id="rpEventos_ctl28_evento_observacoes">na confusão na área suíça, um mau alívio de um defesa do Basileia fez a bola sobrar para Romagnoli que a meias com o defesa desvia para golo, com enorme felicidade. Contrariamente ao que esperava, o golo não veio tranquilizar a equipa, mas sim chamar a mesma para junto de Rui Patrício, com os suíços a apertar cada vez mais os leões, </span>valendo à equipa portuguesa a entrada preponderante de Yannick Djaló que substituiu Postiga e veio trazer outra dinâmica ao ataque leonino, prendendo os visitantes à sua zona defensiva. No entanto, Rui Patrício foi mesmo a figura da 2ª parte com um punhado de boas intervenções que permitiram tranquilizar (dentro do possível) a turma de Paulo Bento. Com uma série de falhanços de uns Suíços que tinham um flanco esquerdo muito activo e Gjasula em bom plano, Streller e David Abraham eram os nomes mais ouvidos do lado helvético. Entre muito sofrimento e ranger de dentes, eis que para tranquilizar tudo e todos Romagnoli descortinou uma pura jogada de contra ataque, onde Derlei soube reagir muito bem ao voto de confiança de Bento e mostrar que não estava &#8220;morto&#8221; em campo, &#8220;ressuscitando&#8221; para um belo golo. Estava feito o resultado final em Alvalade e consumada a vitória que mantém em aberto as ambições do Sporting de conseguir o apuramento inédito para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.</p>
<p>Grupo muito difícil, onde o Sporting viu o Barcelona ganhar com Messi em grande estilo mas também <em>in extremis</em> em Donetsk (1&#215;2), e assim &#8220;ajudar&#8221; de certa forma o clube leonino que tem agora no que respeita à Europa uma dupla jornada com o Shaktar, mas muito antes, a recepção ao campeão nacional FC Porto.</p>
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		<title>Diferença entre Comandante e Técnico</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 08:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 08/09]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
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		<description><![CDATA[O defeso actual trouxe-nos uma amarga constatação dos últimos anos: como garantir a conduta de um profissional de futebol? Vários casos surgem na &#8220;praça pública&#8221; sendo o mais agudo o de Vukcevic e até de Stoijkovic em Alvalade. Se numa administração moderna e integrada os técnicos devem participar em todas as decisões e estar directamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O defeso actual trouxe-nos uma amarga constatação dos últimos anos: como garantir a conduta de um profissional de futebol? Vários casos surgem na &#8220;praça pública&#8221; sendo o mais agudo o de Vukcevic e até de Stoijkovic em Alvalade. Se numa administração moderna e integrada os técnicos devem participar em todas as decisões e estar directamente envolvidos com a direcção do clube, será que não podem ser os &#8220;comandantes&#8221; e as &#8220;estrelas&#8221; ao mesmo tempo? Ou será que sendo funcionários não estarão a extrapolar as suas funções?</p>
<p>Parece-me que a maioria dos adeptos só querem gritar golo e já têm assuntos sérios demais nas próprias vidas para encarar o Futebol de uma forma mais profunda e extravasada, tendo que conviver com dúvidas que vão muito além de saber se um jogador estava em fora de jogo ou se foi penalty ou não. Admito que por um bom tempo também fui assim e quando passei a conviver um pouco mais com as questões ligadas a factores &#8220;extra campo&#8221;, confesso que perdi muito do encanto, porém, como tudo na vida, chegou um momento onde senti que não poderia mais permanecer alheio, e espero isto de cada adepto que deseje ter uma participação mais consciente.</p>
<p>No que toca a esta reflexão, identifico-me como um daqueles que acredita que um técnico não ganha  um jogo, mas é peça crucial quando decide &#8220;intrometer-se&#8221; e inventar  problemas pelos mais diversos motivos, e assim conseguir perder um jogador como está a acontecer no Sporting com Paulo Bento, Stoijkovic e Vukcevic. Considero que por muito mau génio que ambos os jogadores tragam ao grupo de trabalho, cabe a Paulo Bento ter a maturidade para assumir as suas decisões pois foi ele e só ele que deu o &#8220;sim&#8221; para a contratação do sérvio e do montenegrino. Fazer birras e mandar recados pelo <em>media</em> mostra, na minha opinião, como Bento ainda não atingiu o patamar de &#8220;Comandante&#8221; dos leões, pois se errar é humano, perdoar é divino e só aí se vê um bom professor e sobretudo um bom &#8220;mentor&#8221; para um jogador. Há que ter paciência e saber dialogar com os jogadores, não esquecer que se tratam de jogadores estrangeiros e como tal merecem um tudo ou nada de extra atenção no que toca a adaptação a novos ambientes e realidade. É precisamente neste factor que penso por exemplo, que Jesualdo Ferreira é já um comandante perante o seu plantel, tal é a forma como lidou com as birras de Quaresma, não &#8220;queimando&#8221; o jogador perante os seus adeptos. Já no Benfica, Quique Flores teve o primeiro grande &#8220;teste&#8221; à sua liderança com Cardozo, um dos jogadores mais queridos dos adeptos e soube com a restante equipa técnica ultrapassar o problema e &#8220;reajustar&#8221; o jogador a uma nova realidade.</p>
<p>Este é certamente um dos vários factores que fazem uma equipa vencedora ou perdedora. Um conjunto de factores como a administração, plantel, os treinos e o ambiente durante a semana, dedicação, garra, a qualidade técnica dos jogadores, participação dos adeptos, actuação do árbitro, manipulação da &#8220;imprensa&#8221;, &#8220;interesses externos&#8221;, sorte e uma infinidade de outros detalhes que rodeiam o futebol. Estar a criar mais factores &#8211; leia-se problemas &#8211; para além dos já referidos, é uma das grandes diferenças entre um líder (comandante) que se limita a simplificar os processos e um técnico que não consegue nem sabe ultrapassar os problemas depois de os ter previsivelmente resolvido.</p>
<p>Assim, o tão falado &#8220;dedo do técnico&#8221; durante o jogo, para mim, é só mais um dos inúmeros factores que decidem uma partida de futebol, apesar desta opinião contrariar alguns &#8220;interesses&#8221; que circulam pelo futebol actual. Não se espera que o adepto ou mesmo o cidadão se envolva na política do clube ou do país, mas é obrigação de quem quer algo melhor tentar saber e sobretudo perceber o que acontece. A questão é que quando as pessoas não se movimentam para combater o que está errado, mais cedo ou mais tarde, o problema torna-se insuportável e por vezes intransponível&#8230; é exactamente isto que se está a passar sobretudo com Stoijkovic que se vê parado em Alvalade e cujo valor é reconhecido por todos, sobretudo pelos adeptos leoninos. Esta situação actual do Sporting não é trágica, sobretudo porque o clube se encontra na senda das vitórias e assim não há quem queira &#8220;boleia&#8221; de resultados ou momentos adversos. Pergunto-me se alguém imagina Alex Ferguson ou Arséne Wenger ou Benitez ou mesmo José Mourinho com este tipo de problemas? Claro que não, pois tratam-se de &#8220;super&#8221; treinadores com mil e uma estrelas em cada mão para gerir e que sabem bem o que é ser um Comandante e não um simples Técnico.</p>
<p>O comando deve ser exercido por quem de direito verdadeiramente, de forma justa e forte, e as directrizes devem ser definidas e executadas de forma clara, sem interesses estranhos, senão, só restará o caos.</p>
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		<title>Análise: Supertaça 2008/09 &gt; Porto 0&#215;2 Sporting</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 21:48:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[Amorfa, triste, pouco equipa. Assim se apresentou o Porto nos primeiros 90&#8242; oficiais da temporada. Frente a um Sporting que apresentava uma equipa bem reforçada, o Porto vinha também de um conjunto de experiências bastante positivas, com bons reforços e com uma equipa que parecia estar unida e com claras condições para se apresentar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amorfa, triste, pouco equipa. Assim se apresentou o Porto nos primeiros 90&#8242; oficiais da temporada. Frente a um Sporting que apresentava uma equipa bem reforçada, o Porto vinha também de um conjunto de experiências bastante positivas, com bons reforços e com uma equipa que parecia estar unida e com claras condições para se apresentar em força. Contudo, foi o Sporting a conseguir apresentar as qualidades necessárias para se superiorizar na partida. Uma base que se manteve da época passada, mas com a entrada de 2 elementos de claro valor para os sectores defensivo e intermediário: Caneira e Rochemback. Foi aliás do segundo que surgiram alguns dos lances de maior perigo nesta partida, essencialmente num primeiro tempo em que lançou o perigo na defensiva e guardião portistas, com os seus famosos tiros de meia distância.</p>
<p>Neste primeiro tempo, o Porto parecia não encontrar soluções para criar ofensivamente. Meireles foi uma sombra de si mesmo, Guarin parece ter perdido algum fulgor demonstrado no início do estágio, e partia naturalmente de Lucho toda a construção de jogo. Contudo, nem o argentino parecia estar nos seus melhores dias, com um punhado de bolas perdidas e cruzamentos muito atrasados e sem seguimento. Rodriguez, talvez a maior esperança portista para o ataque portista nesta importante partida, foi igualmente mal solicitado, e foi obrigado a trabalhar muito individualmente tal era a passividade dos elementos que o rodeavam. Farias, entrado para o onze com a saída de Mariano por lesão, foi também um elemento muito sozinho na frente, e Lisandro pareceu voltar a uma &#8220;guerra&#8221; antiga, colocado numa ala e claramente não trazendo grande produção à equipa. Em termos de lances de maior protagonismo, destaque para mais um livre de &#8220;Roca&#8221;, aos 19&#8242;, um autêntico missil a passar bem perto do poste de Helton. Na resposta, foi Lucho com um remate portentoso que embateu no poste esquerdo, sem a mínima chance para Rui Patrício. Um lance a demonstrar todo o génio de um sul-americano que parecia estar numa noite demasiadamente pausada, isto apesar de estar a ser o maior criador de jogo da equipa.</p>
<p>Aos 44&#8242; surgia então algo que ninguém esperaria, já em vésperas de interrupção na partida. O golo de Yannick, isto depois de um passe de Romagnoli ver a sua trajectória positivamente alterada por um corte deficiente de um defensor portista. O ataque do Sporting a ver assim premiada a sua insistência, maioritariamente no último terço do primeiro tempo, altura em que Izmailov, Romagnoli e o autor do golo Yannick Djaló foram quebras-cabeça para os gigantes defensores Sapunaru ou Bruno Alves, fruto de um futebol bem trabalhado, quase sempre culminado com cruzamentos atrasados e com um futebol de grande intensidade. Assim surgia o intervalo, altura em que era fundamental conceder ao Sporting e a Djaló total destaque, quer pela consistência demonstrada, quer pelo golo bem alcançado.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-809" style="float: left; margin: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/08/image1.jpg" alt="Análise: Supertaça 2008/09 > Porto 0x2 Sporting" width="300" height="194" align="left" title="Análise: Supertaça 2008/09 > Porto 0x2 Sporting" />E a entrada para o segundo tempo não poderia ter sido mais feliz para este Sporting, que contudo procurava e muito um bom porto. Aos 57&#8242;, um brilhante passe longo para Izmailov, que na ala esquerda do seu ataque deixa a bola em Djaló para este fazer o seu segundo da noite. Extremamente negativa a postura do quarteto defensivo portista, que pela segunda vez penalizava toda a equipa, isto já depois de minutos antes Bruno Alves ter dado a Yannick uma nova oportunidade para bisar. Desta feito foi o Romeno Sapunaru com uma falha gritante, tentando driblar a bola dentro da própria área (?!), sendo presa fácil de Yannick Djaló que depois apenas teve que encostar. Demasiado amador. A total desarticulação portista não poderia resultar da pior forma nesta primeira partida oficial da equipa, e se do meio campo para a frente nada funcionava, o quarteto defensivo não estava também a corresponder de forma alguma, com constantes falhas, mau posicionamento e demasiada calma na hora de encarar os lances.<br />
O falhanço de Lucho, de penalty &#8211; isto depois de um belo lance do recém entrado Candeias &#8211; não consistia surpresa para quem assistia à partida, e apesar da enorme defesa de Patrício foi evidente a falta de confiança do argentino. A meu ver, motivação não deveria sequer consistir um problema entre jogadores que ganham autênticas fortunas, num plantel portista que chega até a superiorizar-se aos seus rivais em termos salariais. Pelo contrário, os leões corriam atrás da partida, a apesar de já se verem a vencer por dois a zero, não permitiam ao Porto respirar e nunca desistiram de procurar mais e melhor. Os minutos finais revelaram duas equipas em queda física, e um FC Porto que sem soluções pouco conseguiu produzir, isto já com o brasileiro Hulk em campo &#8211; pouco poderia fazer.</p>
<p>Tacticamente, o segredo esteve, a meu ver, a meio campo. Um Sporting laborioso, que com a entrada de Rochemback e uma forte ajuda do ala Izmailov permitiu a Moutinho garantir a sua eficiência habitual. Do lado portista, a posição 6 é ainda uma incógnita, e tanto Meireles como Guarin foram dois elementos vadios e sem produção regular, algo que numa partida desta natureza foi como se viu crucial. A vitória foi indiscutível, e a história recente mantém-se inalterável. Não deixa contudo de ser um fracasso enorme para a turma azul, que parecia estar forte e consistente, com um onze compacto e trabalhador. Assim são os clássicos: a alegria para alguns significa o fracasso e a desilusão para outros. Hoje, nada foi diferente. Uma verdadeira entrada de leão da equipa de Paulo Bento, que mesmo frente a um Porto longe do habitual, amealhou mais um importante troféu e entra para a Liga Sagres com lugar de destaque numa luta previsivelmente a três.</p>
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		<title>Sporting &#8211; Um Novo Alento</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 10:49:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[À partida para a época oficial 2008-09, o Sporting parece ter assimilado erros passados, e prova disso é a política de gestão de plantel seguida pelos seus dirigentes. Depois de um período de maior aperto financeiro, pela primeira vez foi possível garantir a permanência dos atletas mais importantes. Aliás, mais do que novas caras, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>À partida para a época oficial 2008-09, o Sporting parece ter assimilado erros passados, e prova disso é a política de gestão de plantel seguida pelos seus dirigentes. Depois de um período de maior aperto financeiro, pela primeira vez foi possível garantir a permanência dos atletas mais importantes. Aliás, mais do que novas caras, os sportinguistas respirarão de alívio ao ver João Moutinho, Miguel Veloso ou Liedson de leão ao peito.</p>
<p>Efectivamente, a forma mais consistente de garantir um equilíbrio exibicional numa equipa de futebol é a manutenção da sua “espinha-dorsal”. Essa tem sido a imagem do FC Porto actual, e umas das principais razões do seu sucesso, e o Sporting poderá conseguir esse objectivo este ano, pela primeira vez em largas temporadas. Para tal, é importante enfatizar o sacrifício financeiro de uma direcção honesta e competente que, relegando o reforço do seu plantel para um patamar secundário, vem desta forma &#8211; e muito bem &#8211; combater a actual filosofia do futebol mundial: a de vencer a qualquer custo.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-774" style="float: left; margin: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/07/phpthumb_generated_thumbnailjpg.jpg" alt="Sporting   Um Novo Alento" width="300" height="214" align="left" title="Sporting   Um Novo Alento" />Em termos de contratações, o destaque vai de forma quase absoluta para o “bem-amado” Fábio Rochemback. O médio que brilhou de leão ao peito entre 2005 e 2008, terminou de forma inglória a sua experiência na Premier League – mais especificamente no “modesto” Middlesbrough – e voltou ao seu clube do coração, apesar do assédio de outros clubes (entre eles, previsivelmente, Porto e Benfica). Não só revela o amor ao clube que o relançou, como desta forma quase carimba o estatuto de titular indiscutível, numa equipa que nunca colmatou definitivamente a sua saída. Sou um apreciador das qualidades de “Roca” – como aliás de qualquer médio com as características lutadoras do brasileiro – e é precisamente de atletas deste calibre que o futebol moderno se sustenta. O poder de choque aumenta no “tenro” meio-campo de Paulo Bento, assim como a criatividade e até a capacidade finalizadora da equipa, dada a categoria do médio em termos de bolas paradas.</p>
<p>Caneira é outros dos retornados, e que em boa hora vem reforçar a equipa com a sua experiência e eficiência defensiva. Junta-se-lhe Grimi, de dispensado no AC Milan a elemento importante no quadro de atletas de Paulo Bento. Ricardo Baptista, talento luso que jogava no Fulham, é também uma aposta a salientar.<br />
Em termos ofensivos, entra Postiga de forma tão surpreendente quanto curiosa. Se é verdade que a aposta vem na hora certa, pois o avançado vinha de um calvário evidente no FC Porto, fica também a dúvida se será possível confiar na capacidade finalizadora (ou falta dela) do internacional português. É contudo um elemento trabalhador, que sabe movimentar-se como falso ponta de lança e assim ajudar, mesmo que indirectamente, ao rendimento do sector ofensivo, já ele móvel e tecnicamente evoluído (mesmo que por vezes pouco efectivo).</p>
<p>Será a meu ver importantar destacar que, de uma forma tranquila e sem os aparatos de Christian Rodriguez ou Pablo Aimar, a equipa administrativa do Sporting tem conseguido encarrilar o seu plantel sem grandes devaneios orçamentais. Garantias não poderão ser dadas, mas o plantel está mais composto e com a qualidade e experiência agora distribuídas de uma forma mais consistente. Sabe-se como no futebol tudo é imprevisível, mas garantidamente, os leões partem para a nova Liga Sagres com outros trunfos para lutar com o actual campeão.</p>
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		<title>Oceano &#8211; O Indomável</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 12:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos foram os jogadores que trouxeram um novo significado ao termo &#8220;trinco&#8221; no futebol luso ao combinarem garra, entrega e raça a um conjunto de atributos humanos que os colocaram no mais alto patamar dos médios batalhadores lusos. Um dos melhores representantes deste leque do futebol nacional é sem sombra de dúvidas Oceano, o eterno [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos foram os jogadores que trouxeram um novo significado ao termo &#8220;trinco&#8221; no futebol luso ao combinarem garra, entrega e raça a um conjunto de atributos humanos que os colocaram no mais alto patamar dos médios batalhadores lusos. Um dos melhores representantes deste leque do futebol nacional é sem sombra de dúvidas Oceano, o eterno batalhador do Sporting.</p>
<p>Filho de pai portista e mãe benfiquista, Oceano sempre esteve envolvido no futebol: &#8220;O meu pai foi jogador de futebol, mas nunca cheguei a vê-lo, pois quando a minha mãe engravidou, parou de jogar.&#8221; O antigo internacional português começou a carreira no Almada, com 13 anos, onde permaneceu até os 17. &#8221; No meu primeiro ano de sénior, aos 17 anos, fui para o Odivelas, onde estive apenas um ano e rumei para o Nacional&#8221;, conta. Tinha contrato com a equipa da Madeira mas o seu treinador no Nacional foi para o Sporting e convidou-o para treinar uma semana nos leões: &#8220;A princípio disse que não, que tinha contrato e iria cumpri-lo. Depois conversei com a minha família e chegamos à conclusão que era uma oportunidade única.&#8221; Oceano foi então para o clube de Alvalade, tendo no seu primeiro encontro um momento inesquecível: &#8220;No meu primeiro treino, numa jogada mais dura carreguei o Jordão, coloquei as mãos na cabeça e pedi desculpas.&#8221; Ele disse-me: &#8220;O que é isso miúdo, o que estás a fazer? &#8211; Estava habituado a ver aqueles jogadores pela televisão e, de repente, estou a equipar-me com eles e a treinar ao lado deles, tremi por dentro mas por fora não o demonstrava&#8221;, confessa. A subida de Oceano aconteceu muito rápida. No ano em que chegou ao Sporting foi titular em todos os jogos e ao fim de um mês foi chamado à selecção nacional. &#8220;Tenho de agradecer à minha mãe, porque foi devido à educação que me deu, que consegui segurar esses golpes bons da vida&#8221;, assegura.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2632 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/oceano-portugal.jpg" alt="Oceano" width="300" height="194" align="left" title="Oceano   O Indomável" /><span class="fullpost">Foi ao serviço dos leões que se tornou um verdadeiro ícone do clube, atleticamente possante com 1.77m e 83 kg foi um verdadeiro &#8220;leão&#8221; dentro e fora de campo como profissional. Apresentando como principais argumentos a sua garra, a sua total entrega ao jogo e a sua força de vontade, foi um dos melhores jogadores a actuar no nosso país na posição de trinco, chegando mesmo a jogar noutros lugares sem nunca comprometer a actuação da equipa. Chegou inclusive a ser guarda-redes num jogo da Supertaça Cândido Oliveira contra o Porto, sendo um dos grandes responsáveis pela ida a um terceiro jogo no qual os leões ganharam por 3-0. Guarda no coração vários momentos da sua carreira, mas destaca dois: &#8220;A final da Taça de Portugal foi quando vi realmente uma loucura muito grande, foi contra o Marítimo. Até eles entraram na festa.&#8221; Pela selecção, o desafio inesquecível frente à Irlanda do Norte, no Estádio da Luz: &#8220;Chovia torrencialmente e estavam lá 120 mil pessoas que nos apoiaram do início ao fim. Ganhámos por 3-1 e até os torcedores irlandeses nos aplaudiram no final do encontro.&#8221; remata numa retrospectiva. </span>Foi assim desde a época 1982/83 a 1989/90 até que Toshak convidou Oceano para a Real Sociedad, juntamente com Carlos Xavier. A sua dedicação em campo fez com que se tornasse um ídolo em terras de <span style="font-style: italic">nuestros hermanos</span> sendo mesmo considerado um dos melhores jogadores da então denominada Liga das Estrelas. No final de algumas épocas em terras bascas regressa novamente ao Sporting, e melhor que nunca pois conjugou a sua força com uma técnica que os sportinguistas e adeptos lusos desconheciam até então, sendo sem dúvida eternamente bastante voluntarioso, que por vezes por querer fazer tanto e bem, até se atrapalhava.</p>
<p><span class="fullpost">Foi capitão durante vários anos (1994 a 1998), quem com ele lidava sabia que podia encontrar uma pessoa rigorosa e disponível para ajudar o grupo em todos os instantes. Apesar de tudo o que deu ao seu &#8220;clube de coração&#8221;, não teve nem de longe nem de perto o tratamento que merecia. Quiseram antecipar o fim da sua longa e brilhante carreira, quando só o próprio o poderia fazer, uma situação já sucedida com outros capitães verde e brancos. Ao serviço da Selecção nacional contou com 56 internacionalizações, 8 golos e uma presença no EURO 96.</span> Após deixar o clube leonino, Oceano ainda jogou uma época ao serviço dos franceses do Toulose FC em 1998/99, onde finalmente se retirou aos 36 anos.</p>
<p>O antigo capitão confessou que tem um ídolo e que foi o único jogador a quem pediu um autógrafo: Eusébio. Ainda recentemente recordou que já por 2 vezes esteve a um pequeno passo de regressar ao futebol. &#8220;A primeira proposta que me foi feita, em 97/98, era para ser treinador. Mas atrás da proposta vinha a dispensa de dez ex-colegas meus. Nunca mais poderia olhar-me ao espelho, nunca mais poderia ser aquela pessoa que tentei ser ao longo da carreira. A segunda foi o convite para integrar a equipa técnica liderada por Paulo Bento. Segundo Oceano, sente-se mais talhado para desempenhar outras funções como gestor de futebol, pelo que entende, mais uma vez, não ter sido tratado com respeito pela SAD do Sporting, confessou mostrando assim todo o seu carácter como profissional.</p>
<p>O convite para integrar a formação das quinas, como responsável pela selecção de esperanças (sub-21) portuguesa, foi recebido com orgulho e emoção e de imediato aceite. Como o próprio assumiu, trabalhar com jovens é estimulante e contagiante, e certamente uma experiência enriquecedora para um futuro como técnico principal. Oceano terá assim a oportunidade para se lançar no difícil mundo da gestão desportiva, depois de uma carreira recheada de sucessos e boas experiências, e essencialmente onde revelou um profissionalismo literalmente inultrapassável.</p>
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		<title>Análise: Taça de Portugal 07/08 &gt; Final &gt; Sporting 2&#215;0 Porto</title>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 09:09:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste último encontro da época desportiva de 2007/2008, Sporting e Porto encontraram-se no Estádio do Jamor para disputarem a final desta edição da Taça de Portugal, numa partida marcada pela emotividade que contagiou os adeptos de ambas as equipas, resultando num apoio de destacar de parte a parte.
 Ambas as equipas se apresentaram com os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Neste último encontro da época desportiva de 2007/2008, Sporting e Porto encontraram-se no Estádio do Jamor para disputarem a final desta edição da Taça de Portugal, numa partida marcada pela emotividade que contagiou os adeptos de ambas as equipas, resultando num apoio de destacar de parte a parte.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Ambas as equipas se apresentaram com os seus onzes habituais, exceptuando apenas uma alteração em ambos: no Porto, a ausência aparentemente forçada de Bosingwa, substituído por João Paulo no lado direito da defesa, enquanto que no Sporting, a ausência forçada pela lesão de Liedson, levou à introdução de Derlei ao lado de Djaló, ficando Simon Vukcevic no banco quando se considerava também previsível que fosse titular. O jogo começou com uma entrada forte do Sporting, aproximando-se rapidamente da área portista, obrigando Nuno a intervir cedo na partida em algumas ocasiões, e deixando logo um aviso aos azuis e brancos de um início forte e personalizado. O Sporting revelou grandes índices de movimentação a partir da linha intermediária, aproveitando a dupla atacante móvel e a aparente frescura das suas unidades a meio campo. Promoveu uma aproximação de João Moutinho às zonas de influência de Romagnoli em diversas ocasiões, criando portanto um duplo pivot ofensivo nas áreas de transição do meio campo com o ataque, obrigando Lucho González por diversas vezes a recuar mais no terreno de modo a auxiliar Paulo Assunção. Esta convergência de movimentações no meio vinha consequentemente abrir espaços numa das alas, pelo que um dos laterais do Sporting subia mais frequentemente, notando-se esse objectivo principalmente em Abel, na primeira parte.<br />
Por outro lado, o Porto tentava contrariar este ascendente inicial do Sporting através da sua habitual qualidade nas trocas de bola, simples e objectivas, mas que lidavam com um <em>pressing</em> em zonas avançadas do campo por parte da equipa leonina, mais concretamente pelo recuo de um avançado no momento defensivo, para junto de Paulo Assunção, com vista a dificultar as tarefas do primeiro jogador encarregue de construir o jogo portista. Devido a este <em>pressing</em> no interior do meio campo, a construção de jogo pelas alas tornou-se frequente, pelo que Mariano e Quaresma eram preferencialmente solicitados no ataque, executando diagonais alternadamente entre si de modo confundir a organização defensiva leonina. Foi num destes movimentos que Mariano González isolou Lisandro, que ante Rui Patrício falhou a melhor oportunidade do Porto até então. A primeira parte seria pautada por um ascendente do Sporting, sustanciada na maior percentagem de posse de bola e de remates à baliza. Estes primeiros 45’ seriam igualmente marcados pelo golo anulado a Romagnoli, ao assinalar-se um pretenso fora-de-jogo.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span><img class="alignleft attachment wp-att-667" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/rodrigo_tiui.jpg" alt="Análise: Taça de Portugal 07/08 > Final > Sporting 2x0 Porto" width="300" height="182" align="left" title="Análise: Taça de Portugal 07/08 > Final > Sporting 2x0 Porto" />O segundo tempo trouxe um jogo mais dividido e equilibrado, com o Porto a impor mais visivelmente a sua capacidade física no jogo, conseguindo trocas de bola em zonas mais avançadas do terreno, não se remetendo tanto à sua própria área. Contudo, seria novamente o Sporting a criar o primeiro sinal de perigo, através de um canto de Miguel Veloso. Assistia-se a um jogo agora bastante dividido, com ambas as equipas a aproximarem-se algumas vezes da baliza adversária, embora nem sempre criando lances de perigo. Até que ao minuto 70’, e após duas quedas de Lisandro na área do Sporting, João Paulo é expulso com cartão vermelho directo a punir falta sobre João Moutinho. Reduzida a dez unidades, a equipa portista era obrigada a maiores esforços não só na estrutura defensiva como também nos balanceamentos para o ataque, onde Quaresma apoiava Lisandro e Lino entrava para o lugar de Mariano de forma a fechar o lado esquerdo da defesa. A construção de jogo do Sporting enfrentava menor oposição, devido ao recuo e maior aproximação das unidades intermediárias do Porto, que visavam manter equilibrada a estrutura defensiva da equipa. Isto “libertou” Miguel Veloso de uma pressão contrária frequente, permitindo a sua participação mais avançada nas trocas de bola, avançando igual e consequentemente todo o bloco médio da equipa, embora por vezes resultando num jogo demasiadamente lateralizado. O fim dos 90’ surgia, remetendo o encontro para prolongamento, no que se antevia ser uma continuação da mesma toada equilibrada, apesar da desvantagem numérica dos azuis e brancos.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>E tal verificou-se, com o Porto a manter a sua organização colectiva em ambos os momentos do jogo – defensivo e atacante &#8211; e ameaçando agora mais vezes o último reduto leonino, aproveitando o avanço progressivo da equipa sportinguista no terreno enquanto detinha a posse de bola. Num desses ataques rápidos, Lisandro foi derrubado por Polga muito próximo da grande área leonina, num lance em que o árbitro da partida nada assinalou. Na sequência, o Sporting marcaria por Rodrigo Tiuí aos 110’, motivando o maior e justificado balanceamento para o ataque do Porto, que assim pressionava o Sporting nestes minutos da partida, encostando-o à sua área, deixando apenas os avançados na frente. Aproveitando um ataque rápido e natural desguarnecimento da defensiva portista, Tiuí aumentaria a vantagem, marcando o seu segundo golo da final e sentenciando a partida.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Assim foi mais uma final da Taça de Portugal repleta de emotividade, luta, equilíbrio e casos, acabando o Sporting por vencer pela superioridade que exerceu na generalidade do encontro. Maiores índices de posse de bola, movimentações mais efectivas e segurança defensiva revelaram-se importantes, contrastando com uma pouco habitual falta de “ agressividade ” e controlo do jogo do Porto, ao contrário do que demonstrou durante quase todo a época. O facto de se ter consagrado campeão algumas jornadas antes do final do Campeonato poderá ter retirado ritmos e hábitos competitivos à equipa, ficando a impressão de que a intensidade nos movimentos e automatismos de jogo revelaram-se mais reduzidos do que era habitual nesta equipa de Jesualdo Ferreira. O Sporting, ao ver-se forçado a lutar até ao fim por um lugar de acesso directo à Liga dos Campeões, poderá pelo contrário ter beneficiado os seus ritmos e processos de jogo. No entanto, o Porto revelou grande capacidade física ao não desguarnecer defensivamente a estrutura da equipa, e apenas quebrando nos minutos finais do prolongamento, demonstrando assim a boa equipa que é e que foi ao longo da época, vencendo justamente o Campeonato.<br />
Desta forma, o Sporting venceu a partida por 2-0, revalidou o título conquistado o ano passado, e terminou mais uma época com uma vitória e consequente conquista de um troféu.</p>
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		<title>Rangers &#8211; &#8220;The Teddy Bears&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 21:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[No inconfundível estilo britânico, e alicerçado numa massa adepta emotiva e guerreira, o Rangers não foge à regra do futebol praticado na Escócia &#8211; não obstante a inacreditável falta de competitividade interna, é um clube reconhecido mundialmente pelo número de seguidores e pela animação que os &#8220;blue-noses&#8221; transportam para as bancadas.
Rangers Football Club: nada mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No inconfundível estilo britânico, e alicerçado numa massa adepta emotiva e guerreira, o Rangers não foge à regra do futebol praticado na Escócia &#8211; não obstante a inacreditável falta de competitividade interna, é um clube reconhecido mundialmente pelo número de seguidores e pela animação que os &#8220;blue-noses&#8221; transportam para as bancadas.</p>
<p>Rangers Football Club: nada mais nada menos do que o clube em actividade com o maior número de títulos. Para esta contabilização em muito tem ajudado a &#8220;inoperância&#8221; de um campeonato que há muito vem deixando intrigados os especialistas do futebol no Reino Unido. Em todo o caso, trata-se um clube com história, com um passado longínquo que data de 1872.<br />
O seu relacionamento com os rivais do Celtic atravessa fronteiras, e é actualmente o &#8220;estandarte&#8221; do campeonato escocês, mesmo que nem sempre levado para os caminhos mais correctos. <em>Old Firm</em> &#8211; Velha Empresa, ou Velho Negócio &#8211; é a designação dada para a relação entre os dois maiores clubes escoceses. Em tempos, este nome terá sido sugerido na imprensa como uma insinuação para o proveito financeiro que era retirado por ambas as equipas, quando jogavam entre si. Contudo, e à semelhança do que vemos suceder noutros países, na Escócia o futebol foi durante anos (e ainda o é para alguns) motivo para trazer à tona conflitos politico-religiosos. Desde o início do Séc. XX que Rangers e Celtic se &#8220;odeiam&#8221;, e muito por culpa da forma como tudo se desenhou: os apoiantes do Celtic sempre se associaram ao Catolicismo, ao passo que o Rangers apoiava o Protestantismo. Em adição, o longo conflito na Irlanda do Norte foi igualmente transportado para este complexo relacionamento entre as duas corporações, uma situação frágil e que surpreende num povo que é reconhecidamente pacifista.</p>
<p>Actualmente, e comandado pelo retornado Walter Smith, o Rangers procedeu a uma enorme remodelação ao nível do plantel principal naquilo que antecedeu o início das competições oficiais. A intenção era clara: conceder ao agrupamento uma maior consistência, experiência, e capacidade para lutar dentro e fora de portas. E os resultados têm correspondido às expectativas dos seus fanáticos adeptos. Na <em>Scottish Premier League</em>, e bem distanciado dos seus adversários, o Rangers disputa o título de campeão com o eterno Celtic, numa luta absolutamente a dois. A nível europeu, e apesar do (azarado) desaire na Liga dos Campeões, a equipa escocesa entrou na Taça UEFA com um enorme fulgor, batendo Panathinaikos e Werder Bremen. O próximo adversário é o &#8220;nosso&#8221; Sporting, e os prognósticos nem deverão ser negativistas, já que os portugueses (e como habitualmente) têm a seu favor um inúmero conjunto de pontos, isto naturalmente numa óptica meramente teórica.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-600" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/669260_biglandscape.jpg" alt="Rangers   The Teddy Bears" width="300" height="200" align="left" title="Rangers   The Teddy Bears" />O clube escocês, e essencialmente quando se exibe no seu fabuloso Ibrox Stadium, é uma turma com um estilo de futebol muito dinâmico e intenso, bem ao estilo britânico, onde o que importa é colocar a bola nas redes adversárias, independentemente do método utilizado &#8211; uma filosofia totalmente paradoxal com o nosso estilo luso. Quando lhe é possível, gosta de jogar no limite da propensão ofensiva, encostando literalmente os seus adversários à sua grande área. Naturalmente, e jogando nesta toada radicalista, o Rangers por variadas vezes atinge a goleada, mas sendo uma equipa de 8 ou 80 tem sido recorrentemente &#8220;abatida&#8221; por equipas europeias de maior valia técnica ou táctica. Fora de casa, e como não poderia deixar de ser, o Rangers é uma equipa bem mais dócil, centrando as suas atenções ofensivas em 1 ou 2 homens, no limite. Como aliás já foi atestado por diversas equipas portuguesas (recentemente o Benfica, em tempos o Porto), tanto Rangers como Celtic fazem por tirar partido do seu estilo &#8220;kick and rush&#8221; e da fabulosa capacidade de remate de meia distância, para sair com um bom resultado dos campos adversários, mesmo que em muitos dos casos os golos surjam às três tabelas, ou no aproveitamento da pouca intensidade defensiva dos seus adversários.<br />
O homem-golo da equipa é Kris Boyd (que já conta com 20 golos no acumulado de todas as competições), seguido de Daniel Cousin (com 11 no total). No parâmetro da construção ofensiva, o vetereno Barry Ferguson é claramente o elemento mais esclarecido. Conciliando a capitania do Rangers com a Selecção Escocesa, Ferguson é um criativo ao bom estilo britânico, raçudo, inteligente, rematador. Não são obra do acaso as já 11 assistências para golo na SPL, e o estatuto de jogador com mais remates na sua equipa.</p>
<p>O cenário prende-se a meu ver com a capacidade do Sporting actual em praticar um futebol consistente, essencialmente numa óptica defensiva. A primeira eliminatória, que se irá disputar na Escócia, tem um carácter crucial para a definição do vencedor, e só um Sporting de grande entrosamento, unido entre os vários sectores e com capacidade para suportar uma pressão e um ambiente infernais poderá trazer para terras lusas um resultado motivador. É este o trabalho para casa de um grupo jovem, quiçá um pouco &#8220;imaturo&#8221;, mas que tem certamente condições para brilhar na Europa.</p>
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		<title>Análise: Sporting 1&#215;0 Bolton</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 22:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[O Sporting recebeu o Bolton no seu estádio para a segunda mão dos oitavos de final da Taça UEFA, após o empate conseguido em Inglaterra, algo que augurava boas perspectivas para a equipa leonina seguir em frente na competição. As cerca de 22 mil pessoas que se deslocaram ao estádio ( de realçar a forte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Sporting recebeu o Bolton no seu estádio para a segunda mão dos oitavos de final da Taça UEFA, após o empate conseguido em Inglaterra, algo que augurava boas perspectivas para a equipa leonina seguir em frente na competição. As cerca de 22 mil pessoas que se deslocaram ao estádio ( de realçar a forte presença de adeptos ingleses ) assistiram a uma partida algo monótona e de entusiasmo intermitente,  onde ficou a impressão de que o Sporting poderia ter decidido o jogo muito mais cedo.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/03/013985082-ex00.jpg" alt="Análise: Sporting 1x0 Bolton" hspace="5" width="300" height="212" align="left" title="Análise: Sporting 1x0 Bolton" /> A grande novidade neste encontro era o regresso de Liedson após lesão, entrando de imediato na equipa titular, e a ausência de Miguel Veloso, substituído por João Moutinho no lugar de pivot defensivo, proporcionando a introdução de Romagnoli no onze. Quanto à equipa inglesa, o facto mais evidente eram as ausências de diversos jogadores habitualmente titulares e o aparecimento do português Ricardo Vaz Tê a titular da frente de ataque. O Sporting entrou forte na partida, exercendo um pressing que lhe permitia encostar o Bolton à sua área quase durante os primeiros dez minutos. No entanto, a sua intensidade de jogo foi diminuindo gradualmente, coincidente com a capacidade da equipa inglesa em fechar os espaços no seu meio campo. O Sporting esteve cerca de 30 minutos a demonstrar um futebol de contenção, a privilegiar a troca de passes curtos a um ritmo moderado. Era visível a preferência da equipa em lançar-se para movimentos atacantes calculados, de modo a tentar evitar perdas de bolas desnecessárias e deslocação excessiva dos jogadores das suas áreas de influência concretas. Como tal, os contra ataques da equipa muito raramente eram conduzidos a um ritmo acelerado e rápido, preferindo os jogadores a manutenção da posse de bola e atacar apenas pela certa. Notava-se contudo uma invulgar ineficácia nas trocas de bola, resultando em diversas perdas, talvez acusando falta de concentração ou de frescura física. Face a esta dificuldade em trocar a bola de um modo constante e eficiente até à área do Bolton, a equipa demorou a causar transtornos à defesa inglesa, conseguindo-o apenas nos quinze minutos finais da primeira parte, através do aumento de intensidade e ritmo de jogo, tendo-se denotado a movimentação mais efectiva das unidades atacantes do Sporting, mais concretamente de Romagnoli e Vukcevic. Apesar deste crescendo atacante no final, a equipa evidenciou uma incapacidade de se lançar para zonas mais avançadas do terreno, devido precisamente à falta de movimentação ( e igualmente de movimentos correctos ) no momento de construir jogo. Apenas João Moutinho se encarregava de vir buscar jogo ao seu meio campo, acusando por vezes falta de profundidade nas linhas de passe e de movimentações mais frequentes, de modo a soltar-se dos jogadores ingleses que se encontravam por diversas ocasiões próximos da sua zona. Romagnoli encostava-se em demasia à linha da frente da equipa, afastando-se das melhores posições onde poderia receber a bola e lançar depois os seus companheiros.<br />
Paralelamente a esta inércia de movimentos, o aspecto do passe curto e de alguma aparente falta de entendimento impediam o Sporting de apresentar um estilo de jogo fluido, contínuo e acertado. O Bolton, tal como era previsto, veio a Alvalade praticar o mesmo futebol directo que já havia demonstrado em Inglaterra, apesar de agora revelar alguma capacidade para jogar curto e para manter a posse de bola, embora preferindo sempre os lançamentos longos no ataque. O poderio físico dos seus jogadores voltava a prevalecer, mas nas segundas bolas o Sporting conseguiu um equilíbrio que na primeira mão lhe tinha causado tantas dificuldades em obter.</p>
<p>No segundo tempo a partida revelou um maior domínio do Sporting, onde a sua superioridade na capacidade técnica sobressaiu e o número de remates aumentou consideravelmente, fruto da aproximação da equipa à área inglesa e do balanceamento crescente para o ataque. As combinações saíam com maior consistência embora a dificuldade em penetrar na defensiva do Bolton se mantivesse. O desgaste físico dos jogadores do Sporting revelava-se, e a troca de Vukcevic e Izmailov por Tiui e Adrien, respectivamente, justificava-se. O avanço de Moutinho no terreno proporcionou maior segurança nas trocas de bola e uma capacidade de pressionar em áreas mais avançadas no terreno, bem como na possibilidade de maiores recuperações de bola. A frescura de Adrien soltou Moutinho para missões mais ofensivas na tentativa de conseguir um golo que soltasse a equipa do nervosismo e evitasse um possível susto, caso o Bolton conseguisse eventualmente inaugurar o marcador contra a corrente do jogo. Novamente nos últimos quinze minutos o Sporting aumentava o ritmo e revelava que a equipa inglesa acusava muito este aumento de pressing, tendo conseguindo inaugurar o marcador aos 85&#8242; por Pereirinha após desmarcação pela direita, assistido por Moutinho, tirando um adversário do caminho para depois atirar colocado ao ângulo, de pé esquerdo, para um golo de belo efeito. Depois foi apenas necessário ao Sporting controlar a vantagem, tendo sofrido uma pressão final quase inofensiva, onde é de destacar a falta de fair-play dos jogadores ingleses que, após o Sporting ter colocado a bola fora para um jogador seu ser assistido, não a devolveram, gerando posteriores protestos por parte dos jogadores leoninos e do público presente no estádio. Apesar de na altura faltar pouco tempo para o fim do jogo e de se encontrarem em desvantagem na eliminatória, a acção não se justificava.</p>
<p>Destaque portanto para o regresso de Liedson que, mesmo não marcando qualquer golo, confere à equipa uma capacidade de recuperação de bolas no ataque fundamental, graças à sua entrega e vontade, pressionando os jogadores mais recuados do Bolton e dificultando as suas saídas para o ataque. João Moutinho foi uma unidade importante nos momentos defensivos e no transporte de bola para o ataque, enquanto que Leandro Grimi se revelou mais uma vez uma opção muito válida para o sector esquerdo da linha defensiva, ontem intransponível e com fácil envolvimento nas jogadas de ataque, não complicando em momentos de aperto, demonstrando um estilo prático e eficiente. Pereirinha revelou bom entendimento com Abel e foi importante na capacidade rematadora da equipa, causando desequilíbrios também com a sua velocidade, tendo marcado o seu segundo golo na competição.<br />
O Sporting consegue assim a passagem aos quartos de final da Taça UEFA sem ter apresentado grandes índices exibicionais, jogando os quartos-de-final com os escoceses do Glasgow Rangers, e disputando novamente a primeira mão fora frente uma equipa britânica. Apesar do estilo de jogo assentar em moldes semelhantes, esta equipa escocesa revela maior intensidade de jogo e de futebol atacante, conciliados com a disciplina táctica habitual de equipas escocesas, e igualmente com o carácter físico do seu futebol. O Sporting permanece assim como o único representante de equipas portuguesas nas competições europeias esta época.</p>
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		<title>Análise: Bolton 1&#215;1 Sporting</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 11:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Em jogo a contar para os oitavos de final da Taça UEFA, o Sporting deslocou-se ao Reebok Stadium para disputar a primeira-mão desta eliminatória com o Bolton Wanderers, equipa que havia eliminado na ronda anterior o Atlético de Madrid.
Apesar de se encontrar apenas no 17º lugar da Premier League, o Bolton apresentava-se como um adversário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em jogo a contar para os oitavos de final da Taça UEFA, o Sporting deslocou-se ao Reebok Stadium para disputar a primeira-mão desta eliminatória com o Bolton Wanderers, equipa que havia eliminado na ronda anterior o Atlético de Madrid.</p>
<p>Apesar de se encontrar apenas no 17º lugar da Premier League, o Bolton apresentava-se como um adversário complicado, quanto mais não fosse pelo simples facto de ter eliminado anteriormente o Atlético de Madrid e, sendo uma equipa inglesa, iria ser um adversário complicado. O Sporting alinhou com o mesmo onze do último encontro, após a recuperação de João Moutinho e Leandro Romagnoli, este último ficando contudo no banco de suplentes. A dupla atacante voltava novamente a ser Vukcevic-Tiuí. O Bolton apresentava uma equipa sólida e poderosa fisicamente, sem grandes destaques individuais, mas onde em cada sector se situava um elemento importante, respectivamente o capitão Andy o&#8217;Brien, Ivan Campo no meio campo e Kevin Davies na frente. Anteviam-se dificuldades para o Sporting lidar com o poderio físico e disciplina táctica dos ingleses, bem como o seu estilo de jogo directo que se esperava vir a predominar. Os momentos iniciais do jogo confirmaram estas dificuldades, com o Sporting a entrar sem personalidade e algo comedido nos momentos de pressionar e assumir a posse de bola, também devido à dureza que os ingleses atribuiam a cada disputa de lance. O Bolton mostrou desde cedo a sua quase total preferência pelo futebol directo, onde Helguson se juntava a Kevin Davies na frente para depois servirem os médios apoiantes que subiam no terreno, criando uma segunda linha ofensiva próxima da àrea do Sporting, o que tornava fundamental as disputas pelas segundas bolas. Apenas em alguns momentos os leões conseguiam efectuar circulação de bola curta e pelo chão, onde as dificuldades dos ingleses em cobrir os espaços e pressionar o portador da bola se notavam. A linha intermédia leonina demorou muito tempo a fazer frente nesta luta de meio campo, o que levou à subida frequente dos médios ingleses, encostando as linhas do Sporting e deixando Polga e Tonel em igualdade numérica com a dupla de ataque do Bolton, não restando nenhum jogador com boa capacidade no jogo aéreo para disputar os lançamentos longos. Assim, aos 25&#8242; o Bolton inaugura o marcador por Kevin Davies, após um ressalto à entrada da àrea e à falta de cobertura do meio campo. A partir daqui o Sporting começou a realizar posse de bola e movimentaçõeses atacantes já com mais frequência e acutilância, culminado num remate de Moutinho perto da barra e noutro de Pereirinha para defesa do guardião inglês. O intervalo surgia numa altura em que o Sporting já fazia demonstrar as fragilidades do Bolton em defender perante a posse de bola adversária em jogo de passes curtos, mas explorando toda a largura do campo.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/bolton-x-sporting.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-621" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/bolton-x-sporting.jpg" alt="Análise: Bolton 1x1 Sporting" width="300" height="247" align="left" title="Análise: Bolton 1x1 Sporting" /></a>A segunda parte trouxe um Sporting mais objectivo e decidido a explorar precisamente essas fragilidades, predominando ainda mais esta circulação de bola, contribuindo muito a entrada de Romagnoli em jogo por troca com Abel, recuando Pereirinha para o seu lugar. A sua entrada conferiu maior capacidade de guardar a bola, ao mesmo tempo que aumentava a imprevisibilidade e mobilidade ao jogo da equipa, algo que veio confundir as marcações inglesas entre o meio campo e a defesa, onde Romagnoli se movimentava com qualidade. As trocas de bola do Sporting eram agora mais efectivas, aproximando-se mais da baliza do Bolton graças igualmente à subida de rendimento de João Moutinho, que assumia definitivamente o jogo da equipa, tabelando e desmarcando ora Vukcevic ora Tiuí, abrindo também espaços no meio campo inglês devido à sua rápida conduçãoo de bola. O golo do Sporting surge dum lançamento de Polga para Tiuì, que entrega a Vukcevic para este disferir um potente remate à entrada da área, aos 69&#8242; de jogo. Durante o restante tempo o Sporting privilegiou a contenção na sua posse de bola, sendo a sua defesa pressionada ainda mais pelos lançamentos directos dos ingleses, que agora se intensificavam.</p>
<p>O Sporting conseguiu assim um bom resultado fora de casa que o coloca em vantagem na eliminatória, tendo ficado claro que o Bolton é uma equipa bem acessível e que em Alvalade não deverá alterar muito o seu estilo e abordagem ao jogo. Resta melhorar a defesa e posicionamento nos lances defensivos de bola parada ( e corrida ), para que a equipa não seja novamente surpreendida. Os quartos de final da Taça UEFA estão definitivamente mais próximos.</p>
<p><strong>Nota -</strong> Simon Vukcevic demonstra cada vez mais a boa apetência para desempenhar as funções de ponta de lança, algo que fica patente nos golos que tem marcado e nas exibições que tem efectuado ( no regresso após lesão, marcou consecutivamente em duas partidas ).</p>
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		<title>Promessas Por Cumprir &#8211; Dani</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 12:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Promessas por Cumprir]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje inicio uma reflexão que irei desenvolver ao longo das próxima semanas. Chamei-lhe &#8220;Promessas por cumprir&#8221; mas o que esta abordagem realmente aborda são os vários jogadores lusos que passaram literalmente&#8230; ao lado de uma grande carreira. Quem melhor para inaugurar esta estreia que a eterna promessa do futebol português dos anos 90. Promessa adiada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje inicio uma reflexão que irei desenvolver ao longo das próxima semanas. Chamei-lhe &#8220;Promessas por cumprir&#8221; mas o que esta abordagem realmente aborda são os vários jogadores lusos que passaram literalmente&#8230; ao lado de uma grande carreira. Quem melhor para inaugurar esta estreia que a eterna promessa do futebol português dos anos 90. Promessa adiada e nunca concretizada &#8211; Dani.</p>
<p>Há dias estava a ouvir uma entrevista de Rui Caçador que fazia então uma retrospectiva do que foi a formação em Portugal quando orientou a selecção de sub-15, em 1992, e acompanhou percurso ascendente de vários jogadores pelas diversas selecções jovens.Numa entrelinha deixou a mensagem que considero ser o mote de sucesso para cada jovem &#8220;estrela&#8221; em ascensão &#8211; &#8220;Cada vez mais os grandes clubes têm de ser mais exigentes com a formação e assegurar um apoio psicopedagógico a jogadores com talento, de forma a que não sejam precocemente lançados na alta competição. Caso contrário, os Figos e os Maradonas tendem a desaparecer ao mesmo tempo que proliferam os jogadores padronizados.&#8221; Esta verdadeira deixa teve o condão de me acordar para uma busca aos exemplos do que um jovem à procura do sucesso não deve seguir. Dei por mim a mergulhar num autêntico oceano de nomes lusos onde de imediato me surgiu um de forma explosiva: Dani.</p>
<p>Quando se estreou na equipa principal do Sporting, na época de 1994/1995, com apenas 17 anos, sob orientação de Carlos Queiroz, todos os especialistas lhe auguravam um futuro brilhante. Dani era proveniente de uma família bem estruturada, da classe média alta (o pai é professor de Filosofia e a mãe médica) e foi sempre habituado a grandes andanças desde muito jovem, o que o levou a não procurar o futebol como o futebolista comum , numa perspectiva de enriquecer e ficar famoso. O futebol &#8220;começou&#8221; para Dani com o título de campeão da Europa de sub-18 conquistado em Espanha &#8211; 1994, tinha sido a etapa mais recente do seu percurso ascendente nas camadas jovens do Sporting e nas selecções onde brilhou em todos os escalões. Mas a promoção à equipa principal fez estalar sobre ele os flashes dos media, não só pelos seus dotes futebolísticos, mas também pela sua imagem pouco comum: ele era bonito, tinha estilo, falava bem e vestia roupa de marca. O contrário do típico futebolista português que conciliava três ingredientes que juntos se transformaram num &#8220;cocktail&#8221; explosivo.</p>
<p>Futebolisticamente, o talento de Dani era evidente. Elegante, habilidoso, veloz e com bom remate, eram características que o tornaram num dos jovens mais talentosos a nível mundial. O seu brilho ainda foi maior, quando foi dono de exibições memoráveis no Mundial Sub-20, no Qatar, quando a FIFA o considerou como um dos três melhores jogadores de todos os campeonatos do Mundo daquela categoria. Tudo parecia correr sobre rodas para Portugal ter mais um &#8220;menino dourado&#8221; no futebol internacional. No Sporting, foi abraçado pelo então chamado grupo dos &#8220;três mosqueteiros&#8221; que era completado por Sá Pinto e Dominguez. Logo ai, Dani viu uma forma de explorar o seu mediatismo com o apoio de colegas leoninos, até que no início de 1996 acabou emprestado ao emblema londrino do West Ham. Aqui começou o que chamo de inicio do descalabro de uma carreira. Os responsáveis de Alvalade recorreram a esta &#8220;solução&#8221; convencidos que a experiência em Inglaterra lhe seria benéfica no sentido de o consciencializar das responsabilidades e exigências do profissionalismo.</p>
<p>Claramente em vão, dadas a vicissitudes de uma cidade como Londres, com mil e uma tentações,num clube com tradição mas que não tinha a estrutura de um Manchester United actual, para absorver e proteger um jogador com uma imagem tão forte. Logo mal chegou, Dani explodiu em mediatismo e deu a volta à cabeça das mulheres, que o adoram e perseguem. Fez notícia regular dos tablóides ingleses pela suas deambulações pela noite e consolidou fama de &#8216;playboy&#8217;, ao mesmo tempo que se entusiasmou com as solicitações do mundo da moda para desfilar como modelo, o que passou a fazer com alguma regularidade. Os atrasos frequentes aos treinos fizeram explodir de raiva o então treinador do West Ham, Harry Redknapp que o suspendeu do clube por motivos de falta de profissionalismo.</p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_PA_9zH06n7I/R2LYnA1i12I/AAAAAAAAAeE/XQkLZo2803g/s1600-h/Dani%2BAjax%2BSporting.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer" src="http://bp2.blogger.com/_PA_9zH06n7I/R2LYnA1i12I/AAAAAAAAAeE/XQkLZo2803g/s320/Dani%2BAjax%2BSporting.jpg" border="0" alt="Promessas Por Cumprir   Dani"  title="Promessas Por Cumprir   Dani" /></a>Esta saída abrupta da experiência londrina não afastou Dani de ser convocado para os Jogos Olímpicos de 1996, onde brilhou e ajudou Portugal a alcançar a medalha de bronze. Tudo isto levou a nova pressão externa de clubes e foi a vez do Ajax que sustentando a sua tradição como clube com fortíssimas bases na formação, levou a melhor sobre outros e juntou a jovem estrela à equipa liderada então por Van Gaal.Nas duas épocas iniciais, sob a batuta rígida e disciplinadora do holandês, Dani foi evoluindo na equipa passando de suplente a titular com as devidas cautelas. A sua imagem, voltaria a ser bem explorada com a loucura entre os inúmeros clubes de fãs criados em seu redor e o encaixe de milhões em produtos de merchandising. Fez belíssimos jogos ao serviço do clube de Amesterdão mas a saída de Van Gaal e a entrada de Martin Olsen, provocou uma alteração na metodologia e disciplina no balneário, o que viria a &#8220;libertar&#8221; Dani para novos devaneios. Quem não se lembra de já na 2ª equipa do Ajax, Dani ter sido literalmente &#8220;esquecido&#8221; a dormir no autocarro da equipa, quando este já retornava vazio para a capital holandesa após ter deixado a equipa no aeroporto? Ou das centenas de entrevistas, marcações ou encontros importantes que não compareceu por estar a dormir após noitadas bem passadas?</p>
<p>Após 4 anos na Holanda, Dani voltaria a ser &#8220;recambiado&#8221;, mas o mergulho no abismo já estava dado tal era a sua fama de noctivago e de &#8220;playboy&#8221;. O mote estava dado e pela mão do seu empresário José Veiga, Dani voltaria a Lisboa mas desta feita o destino era o Benfica de José Mourinho. Até à ruptura do &#8220;special one&#8221; com a recém-eleita direcção de Vilarinho, Dani conseguiu mostrar uma postura quase divina dentro e fora de campo, tal era a disciplina de Mourinho no balneário da Luz. Com a sua saída, Dani voltaria a perder, como havia acontecido no Ajax com Van Gaal, a âncora ou o mentor disciplinador que o colocaria no &#8220;bom caminho&#8221;. Saiu em litígio com os encarnados e voltaria a ser &#8220;salvo&#8221; pelo então director desportivo do Atlético Madrid, Paulo Futre que deu-lhe a mão e levou-o para o Atlético de Madrid em Janeiro de 2000/2001, onde começou a jogar na II Liga. Parecia ser a derradeira oportunidade de salvar uma carreira em risco de derrocada. Na época seguinte, foi considerado o melhor jogador do Atlético e revelou-se preponderante na subida à I Liga, o que conduziu À renovação do contrato até 2005. Novamente em vão, os &#8220;problemas&#8221; em Madrid voltariam a agudizar-se. Voltaria a cair no círculo vicioso das noitadas e dos inevitáveis atrasos aos treinos e foram poucos os jogos em que foi utilizado na I Liga. Em Agosto de 2002 chegou a acordo para a rescisão com o Atlético, recebeu uma indemnização e tentou ainda continuar a jogar quando em Setembro foi à experiência para o Celtic, de Glasgow, mas chumbaria nos testes. Uma facada no seu orgulho que precipitou a decisão de abandonar. Entretanto, o abismo de um determinado tipo de dependências, levaram-no a uma &#8220;visita de recuperação de hábitos do passado&#8221; em Cuba, onde esteve com os seus pais para ser observado.</p>
<p>Concluindo, o destino estava escrito. Como tantos outros colegas de profissão, Dani saiu prematuramente de Portugal e ficou fora do controlo familiar, sem o devido acompanhamento e protecção da fama. Em clubes onde o rigor e a disciplina são os valores constantes, e com um treinador estilo José Mourinho, teria tido grandes possibilidades de encontrar a estabilidade e um espaço de afirmação para o seu extraordinário talento. Mesmo assim, teria sido difícil, pois o que saltava à vista era que embora dotado de um enorme talento, Dani não amava o futebol, apenas era mais um dos meios para se expor ao estrelato. Actualmente, Dani é empresário, cronista cor-de-rosa e vive um pouco do proveito da sua (ainda) boa aparência, tendo &#8220;arrumado as botas&#8221; a uns incríveis 27 anos de idade.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=FEGaJilJuJw"><img src="http://img.youtube.com/vi/FEGaJilJuJw/default.jpg" width="130" height="97" border title="Promessas Por Cumprir   Dani" alt="Promessas Por Cumprir   Dani" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Alguns dos fantásticos lances de Dani no Ajax</span></p>
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		<title>Paulo Futre &#8211; Ícone Nacional</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 15:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Nascido no Montijo, em 1966, este miúdo cedo começou a brincar com a bola, à semelhança do que sucede com muitos outros. Filho de um ex-futebolista, estabeleceu naturalmente o objectivo de vir a ser jogador de futebol. Não imaginaria certamente o futuro sensacional que lhe estava destinado. Aos 12 anos, e enquanto participava num torneio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nascido no Montijo, em 1966, este miúdo cedo começou a brincar com a bola, à semelhança do que sucede com muitos outros. Filho de um ex-futebolista, estabeleceu naturalmente o objectivo de vir a ser jogador de futebol. Não imaginaria certamente o futuro sensacional que lhe estava destinado. Aos 12 anos, e enquanto participava num torneio em Alvalade, Futre encantou tudo e todos com o seu pé esquerdo, acabando mesmo por assinar contrato pelo Sporting. A sua vida nunca mais iria ser a mesma.</p>
<p>Transferindo-se para Alvalade bem cedo, teve a oportunidade de terminar a sua formação numa das melhores e mais conceituadas escolas de futebol do país, algo que acabou por ser vital no seu futuro como futebolista. O seu contrato profissional surgiu quando tinha apenas 15 anos!<br />
Corria a época de 1983/84, e Futre jogava a sua primeira temporada ao mais alto nível, como grande revelação do Sporting, surpreendendo adeptos e imprensa. Findava a época, e Futre viria a criar o primeiro &#8220;caso&#8221; de muitos que a sua carreira acabou por revelar. Exigindo um aumento salarial, incompatibilizou-se com a direcção leonina, conseguindo mesmo anular o seu contrato de trabalho. Livre, assina pelo FC Porto.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2379 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/paulo-futre.jpg" alt="Paulo Futre" width="300" height="205" align="left" title="Paulo Futre   Ícone Nacional" />Chegando ao Porto com apenas 18 anos, rapidamente marcou a sua posição, conquistando a exigente massa adepta portista. De 84 a 87 participou em grandes conquistas, culminando com a vitória da Taça dos Campeões Europeus (a actual Liga dos Campeões). O FC Porto tinha construído uma equipa fenomenal, e Futre era uma das suas grandes figuras. Marcou a final de Viena, com uma exibição estonteante! Para culminar uma temporada dourada, venceu a Bola de Prata da &#8220;France Football&#8221;, perdendo apenas para o holandês Ruud Gullit. Roy Hodgson proferiu a seguinte frase, sobre este magnifico jogador, que ainda hoje é recordada: &#8220;Futre é capaz de fintar 10 adversários dentro de uma cabina telefónica, mas depois não encontra a porta da saída. A sua capacidade de partir para cima dos adversários com a bola controlada, começando as suas jogadas bem encostado à linha lateral, deixou uma marca no futebol mundial (ver vídeo no final do artigo). As suas capacidades técnicas eram infindáveis, e houve mesmo quem o comparasse a Maradona, nesta fase mágica da carreira.</p>
<p>Com apenas 21 anos, Futre saía para o estrangeiro. Na altura transferência record (650 mil contos), Futre assina pelo Atlético de Madrid, para mais uma experiência de sucesso. Já peça importante na selecção portuguesa, Futre tornou-se um ídolo <span style="font-style: italic">colchonero</span>, ainda hoje bem recordado pelos adeptos. Foram 5 anos e meio, durante os quais curiosamente apenas venceu duas Taças de Espanha.</p>
<p>Como acaba por suceder com muitos atletas de grande calibre, a fase descendente na sua carreira surgia por esta altura. Futre passava por 7 clubes em apenas 5 anos. Se psicologicamente o jogador se encontrava a passar por uma fase de instabilidade, a situação ainda se agravou quando as lesões começaram a surgir. O final da sua carreira surgiu aos 32 anos, surpreendendo tudo e todos.</p>
<p><span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">1983/84</span> Sporting</span><br />
<span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">1984/87</span> FC Porto</span><br />
<span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">1987/92</span> Atlético Madrid</span><br />
<span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">1992/93</span> Benfica (1 Taça de Portugal)</span><br />
<span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">1993/94</span> Marselha</span><br />
<span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">1994/95</span> Reggiana</span><br />
<span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">1995/96</span> AC Milan (1 Liga Italiana)</span><br />
<span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">1996/97</span> West Ham</span><br />
<span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">1997/98</span> Atlético Madrid</span><br />
<span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">1998</span> Yokohama Flugels</span></p>
<p><span style="font-size: 85%"><span style="font-weight: bold">Selecção Nacional</span></span><br />
<span style="font-size: 85%">41 Jogos 6 Golos</span><br />
<span style="font-size: 85%">Mundial de 1986: 3 Jogos</span></p>
<p>Entre Eusébio e Figo, Paulo Futre marcou as décadas de 80 e de 90, revelando-se como um grande embaixador do futebol português. Um jogador fora-de-série, que será sempre recordado por quem teve o privilégio de o ver actuar.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=EzWv_rLzUeU"><img src="http://img.youtube.com/vi/EzWv_rLzUeU/default.jpg" width="130" height="97" border title="Paulo Futre   Ícone Nacional" alt="Paulo Futre   Ícone Nacional" /></a><br />
<span style="color: #999999;">1987 (Final de Viena): Bayern 1&#215;2 Porto</span></p>
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