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	<title>Jogo de Área &#187; SL Benfica</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Benfica x Porto &#8211; Que esperar do clássico?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
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		<description><![CDATA[Todo o jogo tem a sua particularidade, assim como todos os clássicos por mais edições que tenham, terão sempre a sua particularidade. Este tem a particularidade de poder fazer com que o Benfica, apesar de ter passado grande parte do tempo na frente dos seus dois maiores rivais, passe a celebre quadra natalícia atrás de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o jogo tem a sua particularidade, assim como todos os clássicos por mais edições que tenham, terão sempre a sua particularidade. Este tem a particularidade de poder fazer com que o Benfica, apesar de ter passado grande parte do tempo na frente dos seus dois maiores rivais, passe a celebre quadra natalícia atrás de um deles, o Porto.</p>
<p>Jesus deve andar por estes dias com os cabelos mais brancos, com menos horas de sono, e com redobrada atenção aos treinos da sua equipa, em busca de um 11 que não defraude as expectativas da sua massa de adeptos. Busca ansiosamente soluções para substituir apenas e só Ramires, Coentrão, Di Maria e Amorim. Aquele que chamo de 12 jogador também está KO, Aimar, a estará em duvida até à hora do jogo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3300 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/radamel-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="191" align="left" title="Benfica x Porto   Que esperar do clássico?" />Não há jogadores insubstituíveis, mas Ramires acaba por ser um desses casos deste Benfica. O Brasileiro chegou, viu e rapidamente convenceu, tornando-se insubstituível em campo. De todos os ausentes, aquele que para mim menos falta fará ao Benfica, em termos de colectivo é… Di Maria, o Argentino à muito que voltou ao futebol irregular que tem caracterizado os seus anos na Luz. Coentrão e Amorim, &#8220;substitutos&#8221; de Ramires e Di Maria por castigo e lesão, acabam por também ficar de fora.</p>
<p>A equipa de Jesus há cerca de 3/4 jogos que deixou de apresentar frescura física, o que juntando a um maior conhecimento por parte dos adversários dos seus mecanismos ofensivos, tem diminuído e muito a qualidade futebolística encarnada. Já todos perceberam a importância dos laterais no futebol encarnado, e travá-los ofensivamente é uma das chaves para logo emperrar o futebol encarnado. Outra será anular as movimentações de Aimar e Saviola.</p>
<p>Voltando aos laterais, Jesus tem apostado em César Peixoto na esquerda, mas está mais que provado que o ex-Bracarense não consegue dar a profundidade necessária, que quer Schaffer ou mesmo Coentrão dão à equipa. Peixoto que certamente com a onda lesões e castigos, garante a titularidade no lado esquerdo do meio campo, deixando a lateral esquerda para… David Luiz. É publico que Jesus não aprecia o lateral esquerdo Argentino, e não acredito que deposite nele confiança para jogar o clássico. Acredito pois que puxe David Luiz para a esquerda da defesa, jogando Sidnei ao lado de Luisão. Javi Garcia é certo, assim como Aimar caso recupere, disputando Filipe Meneses e Carlos Martins as restantes vagas.</p>
<p>Jesualdo é neste momento um homem mais tranquilo, já que depois de uma fase menos boa o Porto parece ter reencontrado o seu rumo, e tendo as armas todas à sua disposição, Jesualdo poderá escolher o 11 que melhor se enquadra com as suas pretensões. E certamente a sua pretensão passa por passar o Natal á frente do seu rival.</p>
<p>Assim, na defesa não há grande duvidas. No meio campo, Fernando e Meireles estão certos, ficando a outra vaga entre Guarin ou Belluschi. Na frente, Hulk começará provavelmente na ala esquerda, de modo a manter sempre atento Maxi Pereira e assim evitando as subidas do lateral encarnado. Do lado contrário, Varela permitirá enriquecer o meio campo com 4 elementos quando o Porto não tiver bola. Ou seja, repetir um pouco do que foi feito em Madrid, 433 em ataque, 442 a defender, sendo a nuance táctica definida pelo posicionamento de Varela. Sobram ainda Cristian Rodriguez em mais um regresso à Luz, assim como Farias e Mariano Gonzalez, este último pouco querido pelos adeptos mais de enorme utilidade táctica para o treinador. Definitivamente, um Porto bem mais previsível em termos de 11 base que o seu rival Benfica.</p>
<p>Aparentemente mais dificuldades para Benfica do que para Porto, fruto das consequências dos 2 últimos jogos, mas o publico encarnado não deixará a sua equipa sozinha, e certamente tentará ele ser o 12º jogador. Que esperar de mais um clássico?</p>
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		<title>Taça de Portugal &#8211; Benfica x Guimarães: Surpresa na Luz!</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 23:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça de Portugal 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[O futebol é um jogo maravilhoso. Ao contrário de outras modalidades, o resultado, jamais, será dotado de certezas e enquanto a bola gira tudo poderá acontecer! Hoje na Luz tal facto foi comprovado. O Benfica]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O futebol é um jogo maravilhoso. Ao contrário de outras modalidades, o resultado, jamais, será dotado de certezas e enquanto a bola gira tudo poderá acontecer!</p>
<p>Hoje na Luz tal facto foi comprovado. O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410906" target="_blank">Benfica</a> que parecia arrasar tudo o que se lhe deparava, foi travado por onze intrépidos descendentes de El Rei Afonso que há novecentos anos atrás desceu da cidade onde nasceu Portugal, para conquistar a actual capital aos infiéis! E como nessa altura, ou, quiçá, inspirado por esse modelo, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/paulo-sergio-reportagem-benfica-v-guimaraes-taca-taca-de-portugal/1105085-4062.html" target="_blank">Paulo Sérgio</a> soube reconhecer a força do adversário, respeitando-o. A um Benfica no modelo habitual, e quase na máxima força, exceptuando as esperadas ausências de Luisão e Cardozo, substituídos por Sidnei e Keirrison, respondeu um Vitória, supostamente, formatado com tracção traseira&#8230; Roberto saía da equipa, entrando Custódio que se pretendia que fosse o lugar tenente de Flávio Meireles!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3204 alignleft" style="margin-top: 5px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/benfica-vitoria-gustavo.jpg" alt="Vitória Guimarães" width="270" height="182" align="left" title="Taça de Portugal   Benfica x Guimarães: Surpresa na Luz!" />E o jogo principiou dentro dos moldes esperados. Ao <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-outros-desportos/iol/1105076-4932.html" target="_blank">Benfica</a> com confiança respondia um <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/34181-v-guimaraes-elimina-benfica-na-luz-1-0" target="_blank">Vitória</a> pleno de inteligência&#8230; a densidade de homens no meio campo permitia uma rápida recuperação da bola e depois a magia de Desmarets na esquerda, Nuno Assis ao centro e o vagabundo Targino em rápidas movimentações iam mantendo em respeito o último reduto benfiquista, mesmo sem criar grande perigo.</p>
<p>E nesta sofreguidão encarnada e calculismo vitoriano surgiria o golo. Canto de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/benfica-v-guimaraes-reportagem-jorge-jesus-jesus-taca/1105084-4062.html" target="_blank">Desmarets</a> &#8211; quem mais? &#8211; e Gustavo Lazzaretti ao primeiro poste a bater Moreira, inapelavelmente! A partir desse momento, pensou-se que os homens de Lisboa iriam massacrar, mas isso acabou por não suceder, e mesmo quando se acercavam da baliza vitoriana, e se Gustavo, Moreno ou Sereno não conseguiam terminar com as jogadas de ataque, existia sempre um Nilson que, mais uma vez, rubricou uma exibição memorável na <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410910" target="_blank">Luz</a>. Aliás como em 2005/2006, quando a história foi igual! Já sobre o intervalo, Nuno Assis, totalmente solto, poderia ter morto o jogo.</p>
<p>E se na segunda metade, se equacionou que o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/benfica-alertas/benfica-v-guimaraes-nilson-keirrison-maisfutebol/1105075-3213.html" target="_blank">Benfica</a> iria apostar todas as fichas, tal não aconteceu. Javi Garcia parecia uma barata tonta não conseguindo recuperar bolas e lançar as transições ofensivas. Di Maria e Ramires continuavam, superiormente, atados por Andrezinho e Sereno que realizaram monstruosa exibição. E neste quadro, Jesus viu-se na contingência de colocar a carne toda no assador introduzindo no jogo Nuno Gomes e Weldon, em contraponto com Paulo Sérgio que por lesão retirava Sereno e Custódio, para introduzir Milhazes &#8211; mais uma vez, uma exibição desconcentrada, chegando a levar um calduço de Moreno &#8211; e Alex, que jogou a trinco.</p>
<p>E nesses últimos minutos, onde o coração valeu mais que a cabeça e onde Desmarets, em contra golpe, poderia ter resolvido a eliminatória, valeu Nilson&#8230; brilhante&#8230; inolvidável&#8230; principalmente aquela defesa digna de Yashin a remate de Felipe Menezes! Entretanto o jogo caminhava para o seu término, após oito minutos de desconto e uma expulsão de Desmarets. No final, a certeza de que o Benfica não é imbatível e que em Guimarães mora uma equipa de bravos guerreiros, que honram o primeiro rei.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="410" height="357" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HZmMcFdWvrW3ggkZVLnh/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="410" height="357" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HZmMcFdWvrW3ggkZVLnh/mov/1" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Golo de Gustavo Lazzaretti</span></p>
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		<title>Liga Sagres: Sp. Braga 2&#215;0 Benfica &#8211; Não há duas sem três&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 15:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
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		<description><![CDATA[Com o apito final na “Pedreira”, foi evidente de parte a parte: quem viu o tão aguardado defronto dos primeiros, não saiu em nada defraudado. Estivemos perante um jogo que em tudo correspondeu às]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o apito final na &#8220;Pedreira&#8221;, foi evidente de parte a parte: quem viu o tão aguardado defronto dos primeiros, não saiu em nada defraudado. Estivemos perante um jogo que em tudo correspondeu às expectativas, pleno de emoção &#8211; dentro e fora do relvado &#8211; e com uma ideia que começa a ganhar contornos cada vez mais concretos: será mesmo este Braga um sério candidato ao título?</p>
<p>Se não é mentira que há uns anos para cá o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407735" target="_blank">Braga</a> apresenta uma consistência ímpar na qualidade do seu plantel, não é menos verdade que confesso que fiquei com a séria ideia que Jorge Jesus e os seus pupilos não estariam à espera de tal arranque do jogo por parte dos <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099835&amp;div_id=1497&amp;psec_id=46" target="_blank">arsenalistas</a> que dominaram por completo os 10 minutos iniciais. Um domínio que culminou aos 7&#8242; minutos com um golaço de bandeja de um artista que não há muito tempo era visto como o próximo Rui Costa e que parecia ter desaparecido para o futebol: <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099829&amp;div_id=1456&amp;psec_id=46" target="_blank">Hugo Viana</a>, dono de mais uma exibição de grande nível. Por outro lado, sem César Peixoto e com Shaffer à procura da melhor forma após lesão, Jorge Jesus voltou a insistir na aposta de Fábio Coentrão para a lateral esquerda. Se no jogo com o Nacional esta opção foi largamente elogiada, desta feita Coentrão sentiu grandes dificuldades em travar os arcebispos, muito também pelo instinto atacante de Di Maria que logo após o 1&#215;0 teve de se ausentar muito mais do flanco esquerdo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3009 alignleft" style="margin-top: 2px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/braga-benfica-paulo-cesar.jpg" alt="Braga - Benfica" width="300" height="210" align="left" title="Liga Sagres: Sp. Braga 2x0 Benfica   Não há duas sem três..." />Início fulgurante do Braga que o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099826&amp;div_id=1456&amp;psec_id=46" target="_blank">Benfica</a> logo tratou de temperar com variados assaltos à baliza de Eduardo, que mais uma vez voltou a mostrar boa forma, o que é de louvar numa altura em que Portugal está a 180 minutos do Mundial em terras africanas. Um momento ao qual a excelente linha defensiva do Braga não pode ficar arredada, tal foi a forma como novamente demonstraram enorme eficácia em travar o melhor ataque da prova que pela primeira vez ficou em branco na Liga Sagres. Verdade é que mesmo depois de um intervalo quezilento a verdade é que com mais 45 minutos e ambas as equipas com menos 1 jogador, foi claramente o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099825&amp;div_id=1456&amp;psec_id=46" target="_blank">Benfica</a> que ficou mais a perder pois ficava sem Cardozo, e assim o Braga via a sua tarefa bem mais facilitada. Não obstante as substituições acertadas feitas por Jorge Jesus, que sentiu e bem a derrota cada vez mais perto, a verdade é que com uma defesa sempre muito sólida e uma dose de azar dos Lisboetas o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407736" target="_blank">Braga</a> chegou mesmo ao segundo golo, sentenciando a partida com o Benfica já a pensar na próxima partida em Liverpool ante o Everton.</p>
<p>Em suma, a verdade é que o Braga tem revelado um futebol a todos os níveis brilhante, mas que de certa forma advém também de uma eliminação extremamente precoce da Europa, algo que libertou a equipa para uma concentração máxima dentro de portas. Mais uma vez, o estádio AXA voltou a acolher um grande espectáculo que contou com duas equipas de filosofias de ataque, de espectáculo e sobretudo de entrega e garra que não deixou nenhum adepto &#8211; vencedor ou vencido &#8211; indiferente. O <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/30667-braga-vence-benfica-tres-pontos-dois-golos-e-um-1-lugar" target="_blank">Benfica</a> por outro lado, perde a oportunidade de se descolar da concorrência na liderança mas ganha uma oportunidade de serenar os ânimos e alinhar as tropas para um duro embate em terras britânicas na próxima quinta-feira.</p>
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		<title>Liga Europa: Benfica 5&#215;0 Everton &#8211; Ode Aos Beatles&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 09:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Europa 09/10]]></category>
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		<description><![CDATA[Os Beatles, a inolvidável banda que nasceu de onde os toffees provêm, já se podem tranquilizar… num relvado português, perante uma equipa proveniente das margens do Mersey e em cujo relvado, Eusébio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os Beatles, a inolvidável banda que nasceu de onde os toffees provêm, já se podem tranquilizar&#8230; num relvado português, perante uma equipa proveniente das margens do Mersey e em cujo relvado, Eusébio e restantes Magriços foram muito felizes, apareceu um quarteto que pode continuar a sublime obra destes.</p>
<p>Efectivamente, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/benfica/benfica-everton-maisfutebol-di-maria-cardozo-saviola/1097705-1456.html" target="_blank">Aimar, Di Maria, Saviola e Cardozo</a> hoje mascararam-se de quatro super stars, pedindo meças aos verdadeiros <em>fab four</em> que nos idos sixties fizeram o mundo abrir a boca de espanto. Entrando bem no jogo, com uma postura dominadora e adoptando o tradicional 4-1-3-2, com Ruben Amorim no lugar de Maxi, Peixoto em detrimento de Shaffer e a já costumeira alteração na baliza, os encarnados logo aos três minutos por Luisão, na sequência de um canto, rondaram o som do golo. Mas o concerto verdadeiramente dito começaria aos catorze minutos&#8230; centro de Di Maria e golo de Saviola, a recriação beatleniana começava a pairar sobre a Luz, perante um Everton, que, em certo modo, subestimou o jogo, já que Moyes optou por lançar jovens sem qualquer experiência.</p>
<p>Todavia, com Fellaini e Rodwell &#8211; único jovem do Everton com nota positiva &#8211; a segurarem as pontas os Merseysiders sentiram o toque, mas equilibraram-se&#8230; Cahill tentava aparecer na direita e no centro, fazendo Yakubu o mesmo no lado contrário, e Jô procurava partir de uma zona recuada do terreno para apoiar o homem de área. Mas se as intenções existiam, a relidade era que delas nada de prático resultava&#8230; o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-benfica/benfica-everton-liga-europa-uefa-maisfutebol/1097712-4928.html" target="_blank">Benfica</a>, segurava o jogo, e os instrumentos dos quatro solistas estavam, ainda, em afinação.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2928 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/benfica-dimaria.jpg" alt="Di Maria" width="300" height="213" align="left" title="Liga Europa: Benfica 5x0 Everton   Ode Aos Beatles..." />Na segunda metade, começou o verdadeiro festival. Um tributo aos Beatles, já que o adversário honra a cidade destes. Em sete minutos, três golos! Fazendo alarde de todos os pergaminhos que têm merecido os mais rasgados elogios, o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1406433" target="_blank">Benfica</a> estrançalhou em sete minutos uma das boas equipas inglesas. Utilizando a tão propalada rapidez de circulação em que a bola gira a uma velocidade supersónica, e uma pressão quase à saída da grande área do Everton, o início da segunda metade entrará para a história como um dos mais inolvidáveis da história europeia da Águia. Com Aimar, o génio inventivo dos <em>Fab Four</em> finalmente solto da apertada marcação de Rodwell a soltar acordes de bom futebol, juntamente com um Saviola que hoje das cinco composições, ajudou a compor quatro, um Di Maria que dedilhou pautas de melodiosas jogadas, ou um Cardozo que encantou por pôr em prática as composições artísticas dos outros, tudo se passou num ápice.</p>
<p>No reatamento um zero&#8230; passados sete minutos já o placard assinalava quatro golos sem resposta, e com todas as qualidades artísticas que se realçam, a aparecerem: inclusive o quarto golo de Luisão surge no aproveitamento de um lance de bola parada, na sequência de um canto! Moyes estava atarantado&#8230; ter subestimado a qualidade artística de tão dignos solistas saía-lhe caro. A entrado de Saha pareceu mais um pungente acto de contrição!</p>
<p>E o Benfica continuava com a sua veia produtiva em alta&#8230; os remates de Cardozo, a bola à barra de Di Maria, as combinações, as tabelinhas, e o cinco a zero chegaria, outra vez por Saviola! O jogo terminaria pouco depois, perante uma equipa da terra dos Beatles, desta feita foram quatro homens de vermelho que fizeram a história. Eram ingleses de Liverpool? Não!Eram três argentinos e um paraguaio que deram um memorável concerto de bom futebol&#8230; e o apuramento ficou mais próximo!</p>
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		<title>Ramires, a melhor aposta do Benfica</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 23:07:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em qualquer negociação ou relação comercial, existe a melhor hora de vender e o momento certo de comprar. Para achar a exata medida, é preciso ter experiência, sensibilidade e, é claro, um pouco de sorte. Difícil precisar o mérito dos dirigentes do Benfica na contratação de Ramires junto ao Cruzeiro. Mas é inegável que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em qualquer negociação ou relação comercial, existe a melhor hora de vender e o momento certo de comprar. Para achar a exata medida, é preciso ter experiência, sensibilidade e, é claro, um pouco de sorte. Difícil precisar o mérito dos dirigentes do Benfica na contratação de Ramires junto ao Cruzeiro. Mas é inegável que o negócio foi fechado na hora exata para que os valores não fossem inflacionados pela valorização do ótimo volante brasileiro.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2536 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/ramires_brasil.jpg" alt="Ramires" width="300" height="208" align="left" title="Ramires, a melhor aposta do Benfica" />Ramires, carioca revelado pelo Joinville, foi contratado pelo clube mineiro em 2007 e estourou no ano seguinte, sob o comando do técnico Adílson Batista, que soube trabalhar sua versatilidade e potencializar seu talento. O dinâmico volante, que marca, sabe sair para o jogo e tem ótima presença ofensiva, voltou da seleção que trouxe a medalha de bronze das Olimpíadas de Pequim e virou meia, fazendo um fantástico campeonato brasileiro em 2008, o que fez com que ganhasse visibilidade e prêmios individuais. Em 2009, os gols, as boas atuações na Taça Libertadores e a conquista do campeonato estadual fizeram com que o técnico Dunga se rendesse ao talento de Ramires e o convocasse para os jogos das Eliminatórias e a Copa das Confederações. Nesse momento é que o timing do clube português foi perfeito. No dia em que o treinador da CBF anunciou o nome do camisa 8 cruzeirense entre os vinte e três convocados, o Benfica divulgou a sua contratação por 7,5 milhões de euros. O time mineiro revelou que também recebeu proposta do CSKA Moscou, da Rússia, dirigido por Zico.</p>
<p>Se tivessem esperado um pouco mais, muito provavelmente o Benfica esbarraria na enorme valorização do jogador, que virou titular da seleção, que viveu um mês de Junho mágico, com a conquista da liderança das Eliminatórias sul-americanas e do título do torneio realizado na África do Sul. Apesar do desempenho um tanto irregular, Ramires mostrou personalidade e bom entendimento com Kaká, Robinho e Luís Fabiano no ataque brasileiro.</p>
<p>No retorno ao Cruzeiro, Ramires pareceu um tanto disperso e decepcionou a torcida do time celeste com atuações não mais que razoáveis nas finais da Libertadores contra o Estudiantes, sendo superado pelo craque Verón no duelo derradeiro no Mineirão. Mas o título dos argentinos e a saída “pelos fundos” do clube brasileiro não desqualificam o meiocampista.</p>
<p>Muito menos o tiro certeiro do Benfica, que ganha um belo reforço cujos valores nem oneraram tanto os cofres dos encarnados, o que é fundamental em tempos de crise. Em uma equipe competitiva montada pelo agora dirigente Rui Costa, o novo camisa 8, junto com reforços como o atacante argentino Saviola, pode fazer a diferença e ajudar o clube português a reconquistar a hegemonia nacional e voltar a sonhar com títulos internacionais.</p>
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		<title>O Desaparecimento do Número 10</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 13:12:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
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		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao longo dos últimos anos, o futebol moderno tem vindo a constatar cada vez menos jogadores que dentro de campo intepretassem o papel do clássico organizador de jogo, o elemento sobre o qual invariavelmente a condução de jogo teria que passar, jogada após jogada. Devido a diversas condicionantes de ordem predominantemente táctica, impostas pelos condicionalismos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo dos últimos anos, o futebol moderno tem vindo a constatar cada vez menos jogadores que dentro de campo intepretassem o papel do clássico organizador de jogo, o elemento sobre o qual invariavelmente a condução de jogo teria que passar, jogada após jogada. Devido a diversas condicionantes de ordem predominantemente táctica, impostas pelos condicionalismos do futebol moderno, esse papel clássico dentro de campo tem vindo a desaparecer, ou melhor, tem vindo a ser absorvido noutras posições. Este fenómeno há muito analisado e discutido no futebol moderno é passível igualmente de ser observado nos três grandes do futebol português, e nos seus hipotéticos respectivos números 10 em campo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1842" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/joao_moutinho_sporting.jpg" alt="O Desaparecimento do Número 10" width="280" height="181" align="left" title="O Desaparecimento do Número 10" />Começando pelo F.C. Porto, o jogador com as funções mais aproximadas a esta posição é Lucho González, geralmente encarado como o motor da equipa portista. É vulgarmente escrito que se Lucho não está em forma a equipa ressente-se, não só nos processos de transição ofensiva e defensiva, como igualmente da capacidade da equipa em colocar jogadores junto a àrea para ganhar segundas-bolas ou aumentar exponencialmente os remates de meia distância no decorrer do jogo. O seu papel é mais associado ao de um típico número 8, um médio preferencialmente de transição, mas que, devido à sua grande capacidade de passe e visão de jogo, interpreta por vezes na perfeição os momentos de jogo, daí o fluxo de jogo portista ser, em grande parte, determinado pelos seus pés. O facto de jogar com Fernando e Raúl Meireles atrás de si, dá-lhe liberdade de subir mais no terreno e pisar outras zonas dentro de campo, o que consequentemente lhe confere muitas vezes esse a função de número 10, apesar de no papel, nas costas e na sua natureza de jogador, não ter as características clássicas de um playmaker à antiga.</p>
<p>Na equipa do Sporting é possível encontrar índicios precisamente do contrário: no papel e no sistema táctico, a posição de número 10 de facto existe, mas dentro de campo, o jogador que o desempenha por diversas vezes executa funções e movimentos que inevitavelmente o afastam da natureza clássica de um 10. Recentemente, é João Moutinho que tem vindo a desempenhar esse papel. Apesar de se considerar e ser considerado quase um verdadeiro número 10, no decorrer dos encontros do Sporting, Moutinho posiciona-se e executa movimentos não muito típicos de um jogador dessa posição. Quando a equipa detém a posse de bola nos seus jogadores mais defensivos, Moutinho coloca-se frequentemente numa linha avançada quase em paralelo aos os dois avançados da equipa, situando-se portanto muito próximo dos centrais da equipa adversária, daí mais afastado da bola e de a receber em condições favoráveis às qualidades de jogo que lhe são reconhecidas. Logicamente que durante a partida, recua por diversas vezes no terreno para pegar na bola e pautar o jogo com passes e movimentos de ruptura, combinados com tabelas e trocas de bola, mas os condicionalismos tácticos da equipa parecem constrangi-lo a certas zonas e movimentos que o impedem de assumir verdadeiramente a função de número 10. Neste caso, trata-se que no papel está de facto um jogador na posição 10, mas em campo, esse papel não existe verdadeiramente. Também pelas características de Moutinho, um jogador rápido e de grande resistência física, permitem-lhe deslocar-se em grande escala e movimentar-se com o mesmo ritmo em várias posições do terreno, o que, aliado aos seus argumentos técnicos e tácticos, o têm posto a desempenhar praticamente todas as outras posições no meio-campo leonino, o que tem contribuindo igualmente para uma falta de “afirmação” e aparecimento constante na posição 10 da equipa.</p>
<p>Por último, o caso da equipa do Benfica é a que parece causar maiores “problemas”. Pablo Aimar sempre foi reconhecido como um moderno número 10, que nos seus tempos de Valência era presença assídua da selecção argentina em fases finais e em jogos de qualificação. As suas qualidades para desempenhar o cargo parecem ser inatas e inevitáveis em qualquer equipa da qual seja elemento. Contudo, desde que chegou ao Benfica, o treinador parece não ter encontrado a posição ideal para o colocar, isto porque o seu sistema táctico predilecto &#8211; 4-4-2 &#8211; não inclui um verdadeiro papel de número 10 em campo. Perante isto, Pablo Aimar tem sido ao longo da época colocado ou à direita do meio-campo, ou jogando atrás do ponta de lança. Ambas as opções confinem o jogador a espaços, funções e movimentos que por natureza não se coadunam ao seu tipo de jogo e aquilo ao qual a sua carreira o vinha habituando. A sua capacidade de condução de bola em velocidade, visão de jogo e passes de ruptura não são possíveis jogando à direita, onde se exige ao jogador profundidade de jogo e capacidade de cruzamento no último terço do terreno. Quando joga atrás do ponta de lança, encontra-se muito afastado das áreas de condução e organização de jogo, recebendo invariavelmente a bola de costas para a baliza e sob pressão dos defesas contrários, o que o obriga invariavelmente a passes rápidos ou a deslocar-se para outras zonas, ora descompensando a equipa, ora colocando-se em zonas já com demasiados jogadores. Em diversas partidas já realizou boas exibições e demonstrou pormenores interessantes, mas nunca actuando em zonas naturais que deviam ser de um número 10. Este é talvez o caso onde a equipa detém no seu plantel o melhor jogador para executar a posição de 10 (entre os três grandes), mas que no seu sistema táctico não insere uma posição onde o permita executá-la nas condiçoes mais adequadas, o que se reflecte não só nas exibições de Aimar, como igualmente nas exibições colectivas da equipa.</p>
<p>Portanto, pode-se apontar às três equipas diversas soluções e possibilidades para que os jogadores destacados possam executar verdadeiramente o papel de número 10, mas, no caso do Porto, tal cenário não parece ser necessário, pois a equipa já detém mecanismos cimentados e de bons resultados neste esquema, enquanto que no Sporting, o pragmatismo táctico oferece rigidez e segurança posicional em campo, sendo apenas talvez necessário alterar a maneira de Moutinho interpretar a posição e movimentos dentro dela. Já no Benfica, os “problemas” abrangem condicionalismos no sistema táctico, tal como foi referido anteriormente.</p>
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		<title>Vitor Paneira &#8211; Senhor Geometria</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 23:31:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<description><![CDATA[Possuidor de uma elevada criatividade e apurada técnica individual, Vítor Manuel da Costa Araújo chegou ao futebol e cedo fez um nome destacar-se na camisola 7 e na História do Benfica &#8211; Paneira. Durante 7 anos foi o rei das assistências, e na sua faixa do rectângulo exibiu grandes dotes e dribles, correndo até à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Possuidor de uma elevada criatividade e apurada técnica individual, Vítor Manuel da Costa Araújo chegou ao futebol e cedo fez um nome destacar-se na camisola 7 e na História do Benfica &#8211; Paneira. Durante 7 anos foi o rei das assistências, e na sua faixa do rectângulo exibiu grandes dotes e dribles, correndo até à linha final e cruzando em grande estilo ou contagiando os adeptos com golos decisivos.</p>
<p>A história futebolística de Vítor Paneira é simples e sem explosões de vedetismo. Mostra bem a humildade e simplicidade de um homem que nasceu no Norte, em Famalicão, até aos 16 anos participou em vários torneios de futsal locais, até que em boa hora se inscreveu no GD Riopele, no escalão de juvenis, destacando-se de imediato como o melhor jogador. Seguiu para o clube da terra, o Famalicão, onde não ficou escondido dos principais holofotes por muito tempo, pois foi descoberto pelo olheiro do Benfica Peres Bandeira. Contudo, Paneira já havia aceite um convite do Vizela, e o seu coração encarnado fez persuadir a direcção do Benfica a contrata-lo e a ficar cedido por um ano no emblema nortenho. Vítor Paneira, com 1,77m e 70 kg, chegaria ao Benfica e não tardou a impor-se. Cedo integrou um forte conjunto de jogadores e quem pensou que começasse temeroso, naquele 88/89, no meio de vice-campeões da Europa, enganou-se. Miraculado ou quase, à terceira jornada do Nacional, alcançava presença cativa no onze para nunca mais perder a confiança de todos, sobretudo após a chegada de Eriksson. Para o efeito, socorria-se de um drible precioso e também desconcertante, de assistências geométricas e também fatais, de cruzamentos preciosos e também eficazes. Convidava ao golo, avolumando sempre o caudal ofensivo da equipa. Formou com Rui Costa, Paulo Sousa e Paulo Futre o último meio-campo do Benfica de dimensão mundial. Foi vital para realçar a própria qualidade de Valdo, Jonas Thern, Kulkov ou Isaías. Da mesma forma, muito lhe ficaram a dever finalizadores com o instinto de Vata, Magnusson, César Brito, Rui Águas ou Yuran. Sagrou-se campeão nacional na primeira temporada em que usou o emblema da águia.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1861" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/vitor-paneira-benfica.jpg" alt="Vitor Paneira   Senhor Geometria" width="300" height="200" align="left" title="Vitor Paneira   Senhor Geometria" />Mais dois títulos haveria de ganhar, em 90/91 e 93/94, com quase meia centena de golos apontados em jogos oficiais. Esteve perto de levantar uma Taça europeia, jogou a final dos Campeões, em 89/90, frente ao AC Milan (0&#215;1), chegando ainda à meia-final da Taça dos Vencedores das Taças, em 93/94, frente ao Parma, falhando uma grande penalidade decisiva. Internamente, ganhou também uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira. Só conquistou títulos aos serviço do Benfica. No que toca a internacionalizações, contou com 44 mas faltou a Vítor Paneira disputar a fase final de um Europeu ou de um Mundial &#8211; integrou as opções no Euro 96, mas acabou por nunca sair do banco. Dos grandes momentos de águia ao peito, entre os 289 jogos e 44 golos marcados, destacaria o golo que marcou na final da Taça de Portugal de 1992/93, época em que no dia 4 de Março fez uma exibição de luxo na velha Luz, quando o Benfica venceu a Juventus de Trapattoni por 2&#215;1, em jogo a contar para a 1ª mão dos quartos de final da Taça UEFA, partida em que marcou os dois golos e poderia até ter feito o hat-trick.</p>
<p>Vítor Paneira contou com uma série de curiosidades, umas das quais quando em Junho de 1990 foi acusado de desertor e acabou condenado pelo Tribunal Militar a 75 dias de prisão efectiva, algo que cumpriu na cela nº4 da Casa de Reclusão do Porto. Mais tarde, foi dispensado quase de forma inacreditável com a chegada, claro está, de Artur Jorge, e na altura com apenas 28 anos recebeu de imediato um convite de Santana Lopes para ingressar no Sporting, que recusou de imediato alegando o seu amor pela águia e rumando para Guimarães até acabar a carreira na Académica de Coimbra. A carreira de treinador, que adoptou pouco depois, tem sido feita em categorias secundárias e, recentemente, tem mostrado o seu admirável bom gosto como comentador SportTV.</p>
<p>À sagacidade que sempre patenteou ficou-lhe também muito a dever o Benfica. Como é norma da casa, já lá vão cem anos, respeitar quem a (bem) serviu, Vítor Paneira não teve o devido reconhecimento da instituição que tão bem serviu mas sabe que o clube e sobretudo os adeptos lhe reservaram um lugar na galeria dos mais brilhantes. Com um carácter e humildade enormes, só ultrapassadas pela sua inigualável dedicação ao Benfica, Paneira personifica o glorioso Benfica do início dos anos 90. Era rei e senhor do corredor direito, assim numa espécie de monarquia absoluta que pode claramente reivindicar alguns trechos do melhor futebol que se viu no Benfica dos anos mais recentes, e esse é o maior elogio que lhe poderemos fazer.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=JNJbUXP8USw"><img src="http://img.youtube.com/vi/JNJbUXP8USw/default.jpg" width="130" height="97" border title="Vitor Paneira   Senhor Geometria" alt="Vitor Paneira   Senhor Geometria" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Best of Vitor Paneira</span></p>
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		<title>Análise: Benfica 2&#215;0 Nápoles</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 11:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Com garra e classe, vinte e três anos depois, o Benfica repetiu a façanha de 1985 com a Sampdória e eliminou uma equipa Italiana, desta feita o Nápoles num jogo que serviu para reconciliar os encarnados definitivamente com os bons resultados. Reyes e Nuno Gomes foram os tenores de uma orquestra que teve em Katsouranis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com garra e classe, vinte e três anos depois, o Benfica repetiu a façanha de 1985 com a Sampdória e eliminou uma equipa Italiana, desta feita o Nápoles num jogo que serviu para reconciliar os encarnados definitivamente com os bons resultados. Reyes e Nuno Gomes foram os tenores de uma orquestra que teve em Katsouranis e Yebda a batuta para um grande jogo e uma noite histórica para o universo da Luz.</p>
<p><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">O início da partida trazia a curiosidade de ver como o Benfica se apresentava perante uma série de contrariedades no seu plantel e também a dúvida sobre Pablo Aimar, que acabou desfeita com o argentino a ficar de fora dos 18. Carlos Martins ficou pela primeira vez no banco de suplentes. Quique Flores lançou Katsouranis e Di Maria na equipa titular, reforçando a ideia de que joga quem estiver em melhores condições. O Nápoles chegava à Luz com uma série de </span><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">7 vitórias e 2 empates em jogos oficiais, </span><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">e um confortável e &#8220;impressionante&#8221; 2º lugar no <em>Calcio</em>.</span></p>
<p>Os primeiros 15 minutos da partida constituíram uma entrada em jogo com grande intensidade de ambas as equipas. O <span id="rpEventos_ctl03_evento_observacoes">Benfica assumiu a iniciativa do jogo, ao passo que o Nápoles ficava na expectativa, a espreitar o contra-ataque.</span> A equipa da Luz, sempre muito empolgada pelos seus adeptos, mostrou-se muito mais coerente em termos estruturais do que no jogo da 1ª mão, sendo que Yebda se assumiu como um médio mais de transição, pois deixou Katsouranis na marcação a Hamsik. Foram várias as ocasiões de golo do Benfica, com Di Maria a ser um dos responsáveis pela resposta às acções de Gargano e Lavezzi &#8211; claramente os napolitanos com sinal mais. O argentino campeão Olímpico mostrou requintados pormenores técnicos, refira-se. Foram várias as bolas defendidas por Gianello, que não deixou por várias vezes que Yebda levasse &#8220;o cântaro à fonte&#8221;, mas o Benfica mostrava que a batalha do meio-campo estava ganha tal era a cumplicidade do argelino com Katsouranis na hora de formar um miolo compacto, batalhador e com pulmão, criando condições para cobrir todo o campo e empurrar os italianos para a sua área, para bem longe da área de Quim.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/b2397bcd3b8c6f9d5ddba1707aacb508-getty-fbl-euro-c3-sl_benfica-ssc_napoli.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-936" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/b2397bcd3b8c6f9d5ddba1707aacb508-getty-fbl-euro-c3-sl_benfica-ssc_napoli.jpg" alt="Análise: Benfica 2x0 Nápoles" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Benfica 2x0 Nápoles" /></a>A primeira parte mostrou também uma linha defensiva encarnada bastante subida, que assim formou um bloco forte para fazer face às investidas de Vitale, Lavezzi e Zalayeta, sendo que a transição de bola para o ataque pecou por cair demasiado no flanco esquerdo onde estava Reyes, ficando Rúben Amorim demasiado preso a tarefas defensivas, apenas &#8220;esquecidas&#8221; com a subida de Maxi. A primeira parte terminava com a clara evidência de que o Benfica mandava no jogo, ao passo que o Nápoles, numa bola ao poste de Zalayeta, tinha desperdiçado a melhor oportunidade dos Napolitanos para mostrar o característico cinismo italiano. O recolher ao balneário foi feito num ambiente extremamente &#8220;picadinho&#8221;, ouvindo-se as preces dos treinadores que suspiravam seguramente pelo apito do intervalo para colocarem alguma ordem nas respectivas formações.</p>
<p>A segunda parte começava com um dilema para Quique: ou pedia aos jogadores para partirem para cima dos italianos, mexendo imediatamente na equipa ao intervalo (Carlos Martins poderia ser uma boa solução), ou não alterava o onze e sobretudo as linhas com que havia entrado no desafio, privilegiando a coerência e segurança na hora de ganhar a bola ao adversário. Uma opção mais arrojada face a outra mais cautelosa, esta última a adoptada pelo treinador benfiquista, quanto a mim bem, tal era o risco de perder a batalha do meio campo e sofrer um golo que deitaria tudo a perder. Assim sendo, o início do segundo tempo foi praticamente um <em>deja vu </em>dos primeiros 45 minutos, pois o Benfica precisava de encontrar a chave para o golo que virava a eliminatória sem descurar o venenoso contra-ataque italiano, sendo que por esta altura se sentia bem a falta da categoria de Cardozo ou do repentismo de Suazo na frente de ataque. Foram contudo ausências esquecidas pelo empenho de Nuno Gomes e a magia de Di Maria, especialmente quando Katsouranis lançou o &#8220;monarca&#8221; Reyes para que este, ao dominar muito bem a bola pela esquerda, espera pela saída de Gianello e remata com força e colocação para o fundo das redes. Estava feito o mais difícil com um golaço (mais um!) que reacendeu, 5 dias depois, o Inferno da Luz, mostrando o espanhol uma enorme predisposição para marcar nos jogos a doer.<br />
A partir deste momento, o Benfica soube jogar com o tempo sem cair na tentação de defender em demasia a eliminatória, mas sim esperando pelos italianos sem perder a noção da baliza de Gianello. O Nápoles alterou o seu esquema para um 3&#215;4x3, com a troca do médio criativo Hamsik pelo avançado de 20 anos <span id="rpEventos_ctl01_evento_observacoes">Russotto, assim como a saída do &#8220;artista&#8221; Lavezzi que completamente de cabeça perdida se manifestou contra o próprio treinador. Quique Flores, por seu lado, fez entrar Martins e Urreta, e o Benfica sem perder o sentido à baliza de Gianello viu na cabeça de Nuno Gomes o segundo golo num magnífico golpe de cabeça a corresponder a um não menos estupendo cruzamento de Carlos Martins. O Benfica colocava os dois pés definitivamente na fase de grupos da UEFA, infligindo de forma categórica e com dois golos soberbos a primeira derrota da época ao Nápoles, que não deixou de causar grandes calafrios na Luz sobretudo enquanto teve Lavezzi em campo.</span></p>
<p>O Benfica faz definitivamente as pazes com os seus adeptos, através de uma vitória contundente face ao número de oportunidades que teve, sendo que a base da vitória foi definitivamente a inclusão de Katsouranis ao lado de Yebda. A equipa ganhou uma estrutura mais consistente  na hora de atacar mas sobretudo de defender, face a um Nápoles que ficou completamente atarantado sobretudo após o golo de Reyes, a chave para o Benfica continuar a espalhar o seu perfume pela Europa fora.</p>
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		<title>Análise: Nápoles 3&#215;2 Benfica</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 00:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
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		<description><![CDATA[Do mal o menos. O Benfica foi ao emblemático estádio San Paolo apadrinhar a reentrada do Nápoles nas lides Europeias e deixar tudo em aberto na eliminatória mesmo com uma derrota forasteira por 3&#215;2. Um jogo bem disputado, onde o Benfica alternou o pouco bom com o menos mau e onde ficaram uma vez mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do mal o menos. O Benfica foi ao emblemático estádio San Paolo apadrinhar a reentrada do Nápoles nas lides Europeias e deixar tudo em aberto na eliminatória mesmo com uma derrota forasteira por 3&#215;2. Um jogo bem disputado, onde o Benfica alternou o pouco bom com o menos mau e onde ficaram uma vez mais patentes as fragilidades de entrosamento quer deste novo Benfica, quer da sua equipa técnica, que falhou (novamente) na preparação e no decorrer da partida.</p>
<p>À procura de uma boa carreira Europeia, Quique Flores &#8220;armou&#8221; em plena Itália, um Benfica de &#8220;peito aberto&#8221; perante um Nápoles empolgado e determinado a mostrar aos seus 60 000 adeptos o empenho na <em>reentré </em>europeia. Mal soube que o Benfica entraria em jogo com um 4&#215;4x2 clássico com Urreta, Carlos Martins, Yebda, Reyes no miolo e Di Maria e Suazo na frente, confesso que pensei se Quique não estaria a arriscar demasiado. Verdade que com o jogo terminado todos fazemos 13 no totobola, mas a aposta em Urreta para um jogo que se antecipava vibrante e de grande pressão, deixou logo a ideia de fracasso, assim como Di Maria que foi literalmente engolido pela defesa napolitana onde se destacaram claramente Canavarro e Santacrosse. De salientar, a estreia absoluta de Suazo na equipa, que colocou o Benfica na frente do marcador numa fase do jogo onde as oportunidades se encontravam repartidas. Com uma linha média onde as alas concediam pouco sentido sentido táctico à equipa (Reyes e Urreta), Quique não soube interpretar uma partida onde o Nápoles conseguia facilmente superioridade no miolo do terreno, e onde só Yebda conseguiu mostrar os dentes, tão apagado esteve Carlos Martins que voltou a mostrar debilidades em construir jogo.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/capt9803414eac5f4435bab9245734e8d53ditaly_soccer_uefa_cup_nap107.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-879" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/capt9803414eac5f4435bab9245734e8d53ditaly_soccer_uefa_cup_nap107.jpg" alt="Análise: Nápoles 3x2 Benfica" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Nápoles 3x2 Benfica" /></a>De forma quase esperada, e aproveitando a falta de entrosamento encarnada, a equipa de Edoardo Reja revirou o resultado, mostrando ter a lição bem estudada ao explorar o débil lado direito do Benfica, onde Maxi não conseguia dar a mesma resposta que o companheiro Léo, um dos melhores em campo. Quique não entendeu que só Yebda num meio campo muito avançado em relação à linha defensiva deixava um buraco onde Hamsik, Denis e sobretudo Lavezzi faziam tudo e mais alguma coisa até conseguir, em 2 minutos, a reviravolta no resultado para 2&#215;1. Incrível a forma como Quique não compreende essa lacuna num esquema que pressupõe que a defesa jogue bastante subida para assim ganhar supremacia na zona central do terreno. Sem Martins e com Yebda muitas vezes a apoiar o ataque, o Benfica sentiu enormes dificuldades na transição para o ataque, face à vantagem numérica do Nápoles nessa zona do terreno.</p>
<p>Com a chegada do intervalo, a reacção de Quique é desfazer a titularidade surpresa de Urreta com a entrada de Balboa para o seu lugar. Se a ala direita ganhava mais maturidade, a verdade é que Carlos Martins esteve tempo a mais em campo, com Katsouranis a aquecer o banco sem que Quique acordasse perante as fragilidades evidentes da equipa no sector intermédio (Ruben Amorim também fez muita falta e poderia ter sido uma hipótese bastante válida). Se o 3&#215;1 surgiu de um lance perfeitamente fortuito, de má sorte encarnada, a reacção portuguesa não se fez esperar não, isto já depois de Quique Flores finalmente substituir Carlos Martins por Katsouranis, que anteciparia o 3&#215;2 final por Luisão a aproveitar bem e a recolocar o Benfica na eliminatória. Daí até ao apito final viu-se o óbvio para o espectador mais atento, com um meio campo mais resguardado, o Benfica que já com Nuno Gomes (rendeu o apagado Di Maria) ganhou mais posse de bola e sobretudo maior controlo do jogo. Para além da falta de visão táctica, Quique voltou a mostrar ter memória curta em grande parte da sua carreira, continuando a &#8220;queimar&#8221; todas as 3 substituições antes dos 65 minutos, como voltou a acontecer no San Paolo. Com uma equipa extremamente mal preparada fisicamente como este Benfica, e depois dos últimos minutos sofríveis na Luz face ao Porto, a equipa voltou a ficar orfã de uma série de jogadores: Reyes, Yebda e sobretudo o lesionado Suazo que teve de continuar em grande sofrimento em campo, numa atitude de grande esforço, algo que vem mostrar como Quique e a restante equipa técnica da Luz ainda terão muito para reflectir.</p>
<p>Em conclusão, o Benfica apostou numa ousadia táctica sem qualquer eficiência, lançando num ambiente de grande pressão uma equipa inicial demasiado tenra e jovem, algo que veio também reforçar a ideia que alguns jogadores são incompatíveis e não podem jogar juntos&#8230; pelo menos em jogos desta natureza e risco. Um resultado que ainda assim permite sonhar, sem contudo esquecer a forma inaceitável como a equipa se deixou ultrapassar em apenas 3 minutos. Parece-me também que os jogadores têm de aprender e sobretudo lutar mais. Muitos escondem-se demasiadamente atrás do colectivo, faltando sim assumir as responsabilidades individuais. Fica também um desabafo para a arbitagem, que mostrou uma gritante dualidade de critérios mas que não pode nem deve ser chamada para justicar este resultado que no próximo dia 2 de Outubro todos esperamos ver ultrapassado.</p>
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		<title>Plantel Dentro e Fora de Campo</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 23:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apresentação do Benfica 2008/09, 45.000 espectadores num Estádio da Luz repleto de expectativa para uma nova temporada. Não se trata de uma época qualquer, os benfiquistas têm razões para acreditar pela nova filosofia no futebol encarnado com um treinador jovem e exigente e pelo plantel que como se viu face ao Feyenoord respira qualidade, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apresentação do Benfica 2008/09, 45.000 espectadores num Estádio da Luz repleto de expectativa para uma nova temporada. Não se trata de uma época qualquer, os benfiquistas têm razões para acreditar pela nova filosofia no futebol encarnado com um treinador jovem e exigente e pelo plantel que como se viu face ao Feyenoord respira qualidade, e sobretudo com uma nova estrutura para o futebol liderada por um &#8220;maestro&#8221; que arrumou as chuteiras mas não a batuta &#8211; Rui Costa.</p>
<p>O &#8220;novo&#8221; Benfica já começa a esboçar uma equipa que quer mostrar que é capaz de praticar o &#8220;futebol agressivo, racional mas com estilo&#8221; tão apreciado por Quique Flores. Neste conjunto que compreende jogadores e equipa técnica, temos alguém que a cada dia que passa mostra estar a abraçar muito a sério um novo desafio de vida, Rui Costa. O novo homem forte da Luz tem primado pela competência e pela frontalidade na hora de abordar os assuntos relativos ao plantel. Quando Rui Costa &#8220;contratou&#8221; Quique, poucos pensariam que o plantel teria nomes como Pablo Aimar ou mesmo Reyes, e se a chegada destas &#8220;pérolas&#8221; pode ser discutível, o seu valor é evidente. Parece-me não deixar qualquer tipo de dúvidas a nova força negocial que este Benfica ganhou com a figura de Rui Costa e todo o carisma que continua e continuará a espalhar no estrangeiro. Interessante é também o facto de Quique, logo na chegada a Lisboa, ter frisado toda a confiança no projecto e sobretudo em Rui Costa, mesmo estando ciente dos limites do Benfica e das dificuldades existentes quando se compete com mercados mais fortes. Mais do que isso, a afirmação de que este Benfica, sobretudo após o &#8220;episódio Rodriguez&#8221;, assenta no princípio moral em que nem todos os jogadores &#8220;valem&#8221; para o Benfica, só aqueles que realmente querem jogar de águia ao peito, isto é, pessoas que consigam assumir compromissos e que sintam que é um salto vir jogar no Benfica.</p>
<p>A partida de apresentação serviu sobretudo para confirmar que com boas laranjas se faz um bom sumo. Um plantel praticamente fechado que viu agora na chegada de Reyes mais um talentoso e sonante nome para atacar a nova temporada. A Luz viu pela primeira vez o Benfica de Quique cujo onze apresentava 5 reforços: Aimar, Carlos Martins, Yebda, Urreta e Amorim, um meio-campo completamente renovado que mesmo sem grandes rotinas chegou e sobrou para se superiorizar à turma holandesa. Se já seria esperada a qualidade de Aimar e Reyes, os benfiquistas viram com os seus próprios olhos o novo carregador de piano em grande estilo &#8211; Carlos Martins-, a versatilidade e o pulmão do aguerrido Yebda e sobretudo a entrega e descaramento de Amorim e Urreta, respectivamente. Tudo nomes, que em conjunto com o restante plantel prometem encher de esperanças qualquer adepto, mas o sucesso de uma época vai muito além do próprio plantel. Desde logo os métodos e a disciplina imposta pela equipa técnica, onde parece-me vital salientar a importância dos adjuntos do afilhado do mito Alfredo Di Stéfano, Quique Flores: o preparador físico Pako Ayestaran, cuja experiência e inúmeros títulos prometem tirar o máximo de cada jogador e afastar definitivamente os fantasmas de épocas passadas; também Fran Escribá, o braço direito de Quique, cujo carácter e profissionalismo só são superados pela forma extrema como se dedica ao estudo e descodificação quase doentia de cada adversário. É fulcral na preparação de cada jogo.</p>
<p>Uma das grandes &#8220;inovações&#8221; na época é desde logo a chegada de novos métodos utilizados no futebol actual. Com a &#8220;juventude&#8221; de Quique chegaram também programas informáticos como o <em>Datatrax</em> ou o <em>Mundo Treinador</em>, que prometem fazer a diferença na altura da entrada em campo, pois disponibilizam um conjunto de informações que bem analisadas permitem aos jogadores ter a perfeita noção do que vai acontecer ao longo do jogo. Segundo o treinador, são vitais e hoje fazem parte de um futebol moderno. Os dados mais profundos do jogo, quando bem estudados, são extremamente importantes e mesmo decisivos numa partida.</p>
<p>Tudo a postos e com aspirações renovadas para que o futebol do Benfica regresse aos títulos. A grandeza do Benfica assim o exige. A chegada de Rui Costa e o sangue novo de Quique, aliado a uma política de aquisições selectiva e de grande gabarito capaz de apostar em nomes sonantes do panorama futebolístico Mundial, Aimar e Reyes, assim como valores de futuro seguros e de futuro para o clube, fazem desta nova e reestruturada estrutura encarnada algo que promete responder a essa exigência. O futebol nacional espera por um grande trabalho capaz de reactivar o Inferno da Luz.</p>
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		<title>Uma Questão de &#8230; Talentos</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 09:23:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Futebol Nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[As últimas notícias no reino da Luz, ainda que &#8220;serenadas&#8221; pelo efeito da contratação de Pablo Aimar, não deixam qualquer adepto encarnado menos céptico em relação à gestão dos valores do plantel deste Benfica 2008/09. A aposta no último par de anos em jovens promissores, não passou porém de tentativas que chocam com inúmeras dificuldades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As últimas notícias no reino da Luz, ainda que &#8220;serenadas&#8221; pelo efeito da contratação de Pablo Aimar, não deixam qualquer adepto encarnado menos céptico em relação à gestão dos valores do plantel deste Benfica 2008/09. A aposta no último par de anos em jovens promissores, não passou porém de tentativas que chocam com inúmeras dificuldades para lançar jovens de <em>cantera</em> na primeira equipa. Seja por falta de qualidade ou escassez de oportunidades  para vingar de águia ao peito, a verdade é que mesmo com Rui Costa ao leme, a nação benfiquista vê com desconfiança o desperdiçar do potencial de jovens como Freddy Adu, Fábio Coentrão, entre outros, e da mais valia que poderiam vir a representar para o sucesso desportivo e económico do clube.</p>
<p>O empréstimo de Freddy Adu ao AS Monaco não deixa ninguém indiferente. Se por um lado a jovem promessa norte-americana vinha rodeada de um mediatismo excessivo, por outro lado parece-me evidente que dos jovens talentos contratados nos últimos anos, foi dos poucos que correspondeu por completo nos poucos minutos jogados, chegando mesmo a ser decisivo num punhado de partidas. Posto isto, Adu pode muito bem ser mais uma &#8220;vítima&#8221; do cemitério de talentos desperdiçados na Luz. A verdade é que a dificuldade na criação de craques é também e em primeiro lugar resultado da ruinosa política ao nível da formação que o clube seguiu há uns bons anos. Ultimamente, contudo, o Benfica tem apontado baterias em inverter o ciclo, algo em que vem claudicando sobretudo pela esboço assente numa base que é um plano errado que visa o imediato, isto é, sem recurso a um trabalho de fundo que aponte para o longo prazo, com calma e a tranquilidade e protecção necessárias. Este sistema não produz jogadores quase do pé para a mão ou com uma lapidação final, mas pode representar títulos, tanto em juniores, como em juvenis e infantis. Em juniores, por exemplo, o Benfica conquistou o último título português em 2003/04 e apenas dois nos últimos 18 anos. Esclarecedor.</p>
<p>Actualmente o Benfica conta nos seus quadros com 4 jovens que estiveram presentes no Mundial Sub-20: Fábio Coentrão, David Luiz, Di Maria e Adu. Quatros nomes onde parecem não restar dúvidas acerca do seu potencial, mas se em teoria tudo apontava para que os seus investimentos tivessem tudo para ser rentabilizados de forma quase exponencial, eis que o Benfica decidiu ignorar as leis da arte e engenho e não soube ultrapassar a dificuldade evidente de gerar jovens jogadores talentosos, colmatando-a através da aproximação a jovens formados por outros clubes (algo que no Porto resultou muito bem no caso do Anderson, por exemplo). A este nomes podemos ainda juntar outros de &#8220;produção estrangeira&#8221; que deambulam entre os júniores: Wagner Silva, defesa-central de 18 anos que jogava no Rio Grande do Sul, Airton Oliveira, 19 anos, um polivalente que tanto pode jogar sobre o lado esquerdo da defesa como no meio campo, que se juntaram a João Alberto, defesa que assume um lugar na lateral do lado direito. Pelo Seixal, casa das categorias de base do Benfica, passaram ainda Guido Abayian, ponta-de-lança argentino de 18 anos &#8211; que entretanto esteve para ser cedido ao Atlético &#8211; o defesa-central romeno, de 18 anos, Vlad Chiriches, Arvidas Novikodas, lituano internacional sub-19, e mora lá nos juvenis, o senegalês Toumany Sambú, que também já actuou pela equipa de juniores.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/07/imgslbscpjn30001mi2.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-776" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/07/imgslbscpjn30001mi2.jpg" alt="Uma Questão de ... Talentos" width="300" height="208" align="left" title="Uma Questão de ... Talentos" /></a> É aliás no mercado africano que o Benfica vem investindo, sendo que ainda há poucos meses chegaram à Luz, para um período de experiência, dois nigerianos, Mustapha Ibrahim, 17 anos, lateral direito, e Uremu Egbeta, 16 anos, volante, ambos campeões mundiais de sub-17. Ibrahim e Egbeta são, todavia, apenas dois dos muitos jogadores africanos que este ano têm tido oportunidade de vestir a camisa do Benfica. Outro bom exemplo é o de Orphée Demel, atacante de 18 anos, natural da Costa do Marfim, sinónimo de golos na equipa de juniores e além de demonstrar bons dotes para a posição, assume-se já como uma das estrelas maiores do conjunto orientado por João Alves, antigo jogador do clube com o percurso distinto no treino profissional, que engloba Ugo Akuchie, 18 anos, atacante da Nigéria, internacional sub-20, que foi adquirido, há pouco tempo, ao Royal King Academy, clube senegalês que se dedica apenas à formação. Outro exemplos são os de Daúd Machude, moçambicano de 17 anos, esquerdino e conhecido como ‘Rivaldo de Moçambique’, que transitou de Old Trafford &#8211; onde teve a sua primeira e curta experiência europeia &#8211; para a Luz no final de 2005, Ishmael Yartey e Lassana Camará, médios naturais do Gana e da Guiné-Bissau, respectivamente, e o senegalês Abdoulaye Fall, trinco moderno, encorpado e de espírito guerreiro.</p>
<p>Resumindo, os talentos importados são inúmeros na Luz, prometendo mas nunca aparecendo, muito pela pouca paciência dos homens fortes da gestão desportiva encarnada, que creio ter um gritante e evidente desfasamento na formação em relação àquilo que se faz por exemplo no Sporting. Não podem haver dúvidas de que a academia leonina é um terreno muito fértil em captar e trabalhar jovens prodígios, assim como a própria estrutura do futebol sénior de Alvalade faz questão de apostar nesses mesmo talentos colocando-os entre os graúdos com resultados excepcionais quer do ponto de vista desportivo, quer mais tarde financeiro.</p>
<p>Tudo isto para salientar a perda exaustiva de talentos por parte dos responsáveis da Luz, que desperdiçam talentos internacionais e continuam a abafar e ignorar a prata lusa da sua própria academia: André Carvalhas, Miguel Rosa , Rúben Lima, Romeu Ribeiro, Miguel Vitor, Tiago Gomes, Bruno Costa, entre outros,  são desde logo os grandes prejudicados perante a questão sobre a verdadeira necessidade de recurso a tantos estrangeiros, se depois, como referido no início do texto, estes não têm capacidade para jogar na equipa principal ou oportunidade para o fazerem. O próprio Benfica, sendo um clube de dimensão mundial, deveria optar por tentar contratar e lapidar os melhores portugueses que vão surgindo – aí sim aprofundar e aprimorar o garimpo – onde perde claramente para os rivais, e não recorrer quase exclusivamente a estrangeiros tão jovens, que além de não ter sido a base para o seu rico historial, é, muito claramente, uma fuga para a frente, mais própria de clubes endinheirados ou com menor dimensão.</p>
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		<title>Arranques e Impasses Encarnados</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 22:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 08/09]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;O importante não é a pressa, mas o acerto nas contratações&#8221; &#8211; Assim é o pensamento do novo treinador do Benfica em relação à definição do plantel encarnado para a época 2008/09. Se de certa forma as hostes da Luz se encontram mais serenas com a intervenção de Rui Costa na estrutura do futebol, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O importante não é a pressa, mas o acerto nas contratações&#8221; &#8211; Assim é o pensamento do novo treinador do Benfica em relação à definição do plantel encarnado para a época 2008/09. Se de certa forma as hostes da Luz se encontram mais serenas com a intervenção de Rui Costa na estrutura do futebol, a verdade é que por muito boa vontade que haja em dotar o plantel com a entrada de valores seguros, há que também tratar da saída daqueles que na época transacta não se revelaram merecedores de envergar o emblema da águia.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/07/imagens_109728.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-767" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/07/imagens_109728.jpg" alt="Arranques e Impasses Encarnados" width="300" height="225" align="left" title="Arranques e Impasses Encarnados" /></a>Um ponto chave para o equilíbrio de qualquer SAD ou mesmo qualquer estrutura desportiva, prende-se claramente com o equilíbrio de soluções no seu plantel. Se no final da época desportiva transacta Simão Sabrosa se revelou como o grande encaixe financeiro para os cofres da Luz, o defeso que atravessamos mostra-nos que este Benfica tem enormes dificuldades na valorização das &#8220;estrelas&#8221; do seu plantel e na própria resposta e argumentação para segurar os &#8220;filhos da própria casa&#8221;. O nome de Christian Rodriguez é certamente o que mais vem à memória, tal foi a &#8220;bomba&#8221; da sua contratação pelo rival FC Porto, que não teve dificuldades em persuadir um dos grandes nomes da época 07/08 encarnada, a trocar a Luz pelo Dragão. Os valores avultados desta jogada &#8211; 7 milhões de euros por 70% passe &#8211; mostram como no Porto a aposta em jogadores é já encarada sem grandes medos, tal é a certeza quase absoluta que o investimento terá um retorno 2 ou mesmo 3 vezes maiores. É claramente um sinal da posição privilegiada que este Porto tem na Europa na promoção e venda dos seus valores, tais foram os sucessos alcançados nas últimas décadas.</p>
<p>Assim sendo, com Rui Costa ao leme, este Benfica começou a nova época com uma aposta em solo luso. Jorge Ribeiro e Bruno Amorim, ambos jogadores com formação na cantera encarnada e que no Boavista e Belenenses, respectivamente, mostraram argumentos e atributos para &#8220;retornarem&#8221; praticamente a custo zero à Luz. Uma aposta que possivelmente não terá tido ainda o cunho de Quique Flores e que levará estes reforços a trabalhar muito para agarrar a titularidade, mas que certamente não deixa de ter grande valor dado tratarem-se de dois jogadores jovens, portugueses, e com uma clara adaptação ao campeonato nacional. Duas soluções que trarão certamente maior competitividade ao plantel, e assim maior poder de escolha para uma época sempre longa e com muitos entraves pelo meio.</p>
<p>O arranque da pré-época começa a mostrar as novas caras no ninho da águia, no entanto partindo para uma análise mais cuidada pelos diversos sectores, poderemos chegar rapidamente à conclusão que mais uma vez, este Benfica, irá gastar mais do que encaixa entre entradas e saídas do plantel:</p>
<ol>
<li>Na baliza, Quim e Moreira perderam a concorrência de Butt que assim libertou os cofres da Luz e rumou a custo zero ao Bayern de Munique. O espanhol Codina do Real Madrid é apontado como reforço, e a confirmar-se, este Benfica ganha novamente uma luta a três que me parece completamente desajustada.</li>
<li>No sector defensivo, a boa nova da renovação de Léo é seguramente uma lufada de tranquilidade para o lado esquerdo, onde Sepsi e agora Jorge Ribeiro piscam o olho ao lugar, sendo ambos laterais modernos habituados a subir e a apoiar o ataque, tal como o &#8220;maradoninha&#8221; da Luz. Já no miolo, David Luiz parece ser o único nome que ganha consenso na hora de trancar a porta à sua saída, já que Luisão, Zoro e Edcarlos há muito que não enchem o olho aos adeptos, embora a sua continuidade seja, com o passar dos dias, quase um dado adquirido. O júnior Miguel Vítor pode ter também uma palavra a dizer. O lado direito parece ser até ao momento o mais frágil, tais foram os problemas (motivação, confiança, lesões, etc.) de Nélson na época transacta e Luís Filipe que é seguramente, a continuar, um dos elos mais fracos do plantel.</li>
<li>Já no sector intermédio, a indefinição do modelo de jogo e dos jogadores para o interpretar tornam quase prematura uma análise. Partindo do princípio que ou Petit e/ou Katsouranis não continuarão na Luz, o miolo do terreno encarnado ganha especial curiosidade em ver como Quique conjugará a sua proclamada aposta em juventude nos vários nomes que tem para este espaço do terreno: Binya, Hassan Yebda, a aposta em Carlos Martins, Nuno Assis, os próprios júniores Miguel Rosa, Romeu Ribeiro e sobretudo as &#8220;estrelas&#8221; André Carvalhas e Fellype Bastos em quem os adeptos depositam grandes esperanças. Nas alas, Maxi Pereira aparece claramente como o jogador fantasma deste plantel, tal é a sua indefinição de posição e competências no terreno, ao passo que Di María e sobretudo Freddy Adu mostraram merecer uma aposta mais firme nas suas potencialidades, bem como Fábio Coentrão, que praticamente selou o seu regresso com a magnífica exibição  coroada com dois belos tentos ao serviço do Nacional no estádio do Dragão. Javier Balboa (ex-Real Madrid) é de resto até ao momento, a grande aquisição deste Benfica 08/09 custando 4 milhões de euros, tendo a missão de agarrar com unhas e dentes o lado canhoto do ataque encarnado.</li>
<li>Na frente de ataque, parece inevitável a saída de um ou mais elementos, sendo que Óscar Cardozo aparece certamente de pedra e cal no onze. No entanto, fazendo jus ao estilo de Quique Flores pelas equipas por onde passou, onde o ataque era sempre protagonizado por jogadores velozes e &#8220;perdidos&#8221; em campo, será interessante ver como conjugará no plantel nomes como Makukula, Mantorras ou mesmo Nuno Gomes.</li>
</ol>
<p>De resto, a confirmação ou não de nomes que há muito andam na praça pública poderão certamente ditar guia de marcha para muitos dos nomes referidos anteriormente. Nomes como: Albelda, Andrézinho, Ayala, Buonanotte, Cavalieiri, Danilinho, Diego Cavalieri, Djebbour, Escudero, Golanski, Gouffran, Thiago Silva, Valdivia, Sinama-Pongolle, Sobis, Wilhelmsson, Urreta ou mesmo Soldado e ultimamente Saviola, são certamente alvo de discussão quanto ao seu valor e utilidade para um clube na situação e estado do Benfica.<br />
No entanto, a confirmar-se o nome de Pablo Aimar, parece-me evidente que Quique Flores quer trazer a si nomes e atletas que bem conhece pois o sucesso no Benfica tem de ser, desde logo, algo imediato, tal é a ansiedade, a pobreza de emoções e títulos que se tem vivido pela Luz. Resta lembrar que para um bom plantel, deve haver soluções claras de onze e soluções com futuro no banco, que assegurem a estabilidade possível durante uma época que se espera sempre desgastante e rica em problemas.</p>
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		<title>A Última Dobradinha do Benfica</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2008/06/a-ultima-dobradinha-do-benfica/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 00:23:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís António Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<description><![CDATA[Fez esta semana, no passado dia 7 de Junho, 21 anos que o Benfica conseguiu vencer pela última vez o Campeonato e a Taça na mesma época. Na altura, a terceira Taça de Portugal seguida para o clube da Luz. E a terceira dobradinha nos anos 80 (as outras tinham sido em 1981 e 1983).
A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fez esta semana, no passado dia 7 de Junho, 21 anos que o Benfica conseguiu vencer pela última vez o Campeonato e a Taça na mesma época. Na altura, a terceira Taça de Portugal seguida para o clube da Luz. E a terceira dobradinha nos anos 80 (as outras tinham sido em 1981 e 1983).</p>
<p><strong>A hegemonia do Benfica</strong><br />
Quando se diz que o FC Porto começou a deter a hegemonia do futebol português nos anos 80 está-se a contar apenas uma parte da História. Se é verdade que a nível internacional os dragões tiveram grandes conquistas nessa década, a nível interno o Benfica continuava a ser a equipa mais vitoriosa. Basta recordar os cinco campeonatos e seis taças Portugal que conquistou, contra os três campeonatos e duas Taças de Portugal ganhos pelo FC Porto, durante o mesmo período de tempo. Mesmo que, por vezes, o FC Porto ou até o Sporting tivessem melhores jogadores, era ainda o Benfica o grande dominador. E na época 1986/87 foi exactamente isso que aconteceu.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2478 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/07/benfica-86-87.jpg" alt="Benfica 86/87" width="300" height="195" align="left" title="A Última Dobradinha do Benfica" />O FC Porto era claramente favorito à conquista do campeonato. Porque tinha ganho os dois títulos anteriores. Porque tinha Madjer, Futre, Gomes, Celso, Juary, Mlynarczyk, Jaime Magalhães e Elói no plantel. E porque tinha ido buscar Jaime Pacheco e Sousa ao Sporting, e Casagrande ao Corinthians. O Benfica não tinha um plantel tão bom. Tinha perdido muitos nomes importantes nos últimos 2/3 anos anos (Humberto Coelho, Chalana, Stromberg, Nené, Bento tinha-se lesionado no Mundial do México 86) e, como jogadores acima da média, jogadores que pudessem de facto fazer a diferença, já só havia Carlos Manuel, Diamantino, Chiquinho Carlos e Rui Águas. O que restava era um conjunto de jogadores que dava tudo pelo emblema. Mas se calhar era a isso que se chamava mística. E se calhar foi isso que permitiu ao clube ultrapassar todas as adversidades ao longo da época, incluindo a derrota por 7 a 1 em Alvalade, a única derrota do Benfica nesse campeonato, mas talvez a mais traumatizante de toda a sua História. Pelo menos, do ponto de vista dos adeptos leoninos que, pela forma como a celebram anualmente, continuam a considerar esse feito como o mais importante do seu clube nas última três décadas.</p>
<p><strong>O primeiro ajuste de contas</strong><br />
Depois de ter estado na liderança do campeonato durante praticamente toda a temporada, o Benfica confirmou a conquista do título a 24 de Maio, ao vencer o Sporting na Luz por 2-1. Três dias antes de o FC Porto vencer o Bayern Munique na final da Taça dos Campeões Europeus em Viena, no famoso jogo do calcanhar de Madjer. Para o Benfica, esse triunfo sobre o Sporting representou um ajuste de contas não só pela humilhação que sofrera na primeira volta em Alvalade mas, mais importante ainda, pela derrota que o mesmo Sporting lhe tinha imposto um ano antes, em pleno estádio da Luz, e que tinha roubado o título ao &#8220;glorioso&#8221; para o oferecer de bandeja ao FC Porto. Muita gente já não se recorda, mas foi essa preciosa ajuda leonina no final da época 1985/86 que permitiu ao Porto celebrar, um ano depois, a conquista do seu primeiro título europeu.</p>
<p><strong>O segundo ajuste de contas</strong><br />
Depois da conquista do campeonato, faltava ao Benfica a Taça, onde ia defrontar na final o Sporting que, nas meias-finais, eliminara o FC Porto nas Antas, no último minuto do prolongamento. No dia 7 de Junho de 1987 o Benfica, ao bater o Sporting por 2 a 1, conquistou a 9ª dobradinha da sua História. O autor dos dois golos encarnados, e herói da partida, foi Diamantino Miranda, que já havia sido o jogador mais influente da equipa durante o campeonato. O primeiro dos seus golos foi na execução perfeita de um livre directo à entrada da área leonina que só deixa Damas reagir depois de a bola ter entrado. Mas o segundo é ainda melhor, um daqueles golos que demonstra que, mais importante do que ter visão de jogo, é ter a previsão de jogo. Num lance em que tem dois sportinguistas em cima, Diamantino demonstra essa capacidade de antecipar a reacção do adversário com gestos técnicos de pura classe e velocidade imparável, antes de fuzilar Damas. No final do jogo, um jornalista perguntou ao guarda-redes do Sporting se ele não podia ter feito mais no lance do segundo golo. Damas, com o desportivismo que sempre demonstrou, repondeu que, depois de uma jogada daqueles, até lhe ficava mal defender o remate. Só por curiosidade, o golo do Sporting, nesse jogo, foi marcado por Marlon Brandão.</p>
<p>No dia seguinte à dobradinha, o treinador do Benfica, John Mortimore, foi despedido. Dizia-se que tinha uma má relação com os jogadores. O seu substituto foi o dinamarquês Ebbe Skovdahl, de quem se esperava que viesse a ser o novo Eriksson. Era nórdico, relativamente jovem e simpático. E também trouxe um avançado alto e louro para o clube (Mats Magnusson).  Acabou por ficar apenas quatro meses, até ser substituido por Toni, devido a maus resultados.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=eA5jaJRcmmw"><img src="http://img.youtube.com/vi/eA5jaJRcmmw/default.jpg" width="130" height="97" border title="A Última Dobradinha do Benfica" alt="A Última Dobradinha do Benfica" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Lances da partida</span></p>
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		<title>Rui Costa &#8211; A Nova Face</title>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2008 21:36:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[De príncipe a maestro, ai está o &#8220;novo&#8221; dirigente Rui Costa. Sem tempo a perder, o novo homem-forte do futebol do Benfica, começa as novas funções de dirigente com conta, peso e medida. Depois da boa nova da renovação de Léo, o processo de estabilização dos encarnados é agora parte do dia-a-dia do mais recente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De príncipe a maestro, ai está o &#8220;novo&#8221; dirigente Rui Costa. Sem tempo a perder, o novo homem-forte do futebol do Benfica, começa as novas funções de dirigente com conta, peso e medida. Depois da boa nova da renovação de Léo, o processo de estabilização dos encarnados é agora parte do dia-a-dia do mais recente dirigente no futebol Português.</p>
<p>Como sempre nos habituou, sério, responsável e inteligente, Rui Costa soube sair aos 36 anos do futebol no relvado, pendurando de vez as &#8220;batutas&#8221;, leia-se botas, de maestro. Sem querer entrar em mais um artigo sobre a brilhante carreira do fantasista luso, é para o futuro que este artigo olha, sem nunca esquecer a face humana do amor pela bola e do respeito por todos os intervenientes do espectáculo a que Rui Costa sempre nos habituou. Para compreendermos como pode vir a ser um bom dirigente desportivo, temos primeiro de nos debruçar sobre a sua relação com o futebol. Nunca na nação benfiquista um nome foi tão querido, mesmo tendo jogado mais anos na Fiorentina do que no seu país, e a verdade é que apesar de profissionalmente só ter calçado as botas durante 3 anos na Luz, manteve toda uma paixão muito própria.  O regresso esteve sempre em cima da mesa, e perante a correcção e admiração dos dirigentes do AC Milan, os namoros durante Verões a fio, todos percebiam que &#8220;Il Fantasista&#8221; queria o Benfica e o clube abria todas as portas ao seu filho pródigo. Doze anos depois de encantar Itália, Florença e Milão despediam-se e Rui Costa selava o regresso a Lisboa, aos 34 anos, a 25 de Maio de 2006.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/rui-costa-sad1.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-662" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/rui-costa-sad1.jpg" alt="Rui Costa   A Nova Face" width="300" height="192" align="left" title="Rui Costa   A Nova Face" /></a>Dois anos depois, e com o clube em mais um ciclo negativo, é novamente o &#8220;príncipe perfeito&#8221; que pega na equipa encarnada, desta feita fora dos relvados. Tal como aconteceu a 7 de Março de 1993, o Benfica vivia uma dura fase de indefinição mas Rui Costa recuperava a titularidade perdida. O Benfica venceu o Sp. Espinho por 5-1 com Rui Costa a apontar o seu primeiro hat-trick e a tornar-se definitivamente o maestro da orquestra encarnada.<br />
<span class="apreto12n">Actualmente é de dossier na mão que Rui Costa trabalha a um ritmo elevado, pois não parece haver tempo a perder quanto à preparação da próxima época. </span><span class="apreto12n">Com a perda do acesso à <em>Champions</em> e aos milhões, parece-me evidente que a falta destas verbas levará o novo director desportivo a fazer contas à vida no que respeita ao orçamento para 2008/09. Com as mangas arregaçadas e sem grandes palavras, como é já seu tom,  os assuntos a tratar parecem bem definidos: potenciais reforços e dispensas, embora me pareça claro que o ataque ao mercado ainda esteja dependente da questão do treinador, a qual é absolutamente prioritária pois estará sempre</span><span class="apreto12n"> dependente do veredicto do novo treinador. Pareceu-me igualmente de enorme felicidade o anúncio da renovação de Léo, que para além de ser um dos jogadores mais queridos pelos adeptos, pela sua garra, empenho e sobretudo amor à camisola,  foi também a confirmação da influência de Rui Costa em todo o processo. Quando tudo e todos já colocavam o atleta fora da Luz, o Benfica anuncia finalmente com enorme tranquilidade a tão esperada renovação. Este foi o primeiro acto com o cunho do novo director, assim como as pseudo-contratações de Rúben Amorim e Jorge Ribeiro, numa tentativa de camuflar outros eventuais erros de <em>casting</em> na Luz do passado. Será preciso inteligência e mestria para solucionar a questão da permanência de alguns pesos-pesados do plantel – Luisão, Katsouranis, Nélson, Rodríguez – sendo todavia um dado adquirido que o Benfica necessita de efectuar um significativo encaixe com a venda de pelo menos um activo, para assim voltar a investir.</span></p>
<p><span class="apreto12n">Parece-me também que os dois anos que passou como jogador podem trazer outra consciência agora como dirigente, na altura de gerir a pressão em conquistar títulos – condição que é claramente intrínseca ao clube – mas também da necessidade de reestruturar o clube.  Com classe, o seu discurso faz com que ninguém se iluda: &#8220;o futebol precisa de tempo e alguma paciência.” &#8211; afirma, salientando que “o primeiro passo é colocar o Benfica em posição de ganhar títulos”.  Com a equipa em digressão africana, Rui Costa ganha tempo e  espaço para abordar definitivamente o tema “treinador” para assim atacar as remodelações do conjunto para a próxima temporada. É evidente que a gestão de valores como Di Maria, Freddy Adu e David Luiz têm desde logo que ser asseguradas, tal é a mostra de qualidade destes novos rebentos encarnados, sem que para isso se feche as portas aos jogadores da <em>cantera</em> benfiquista &#8211; sobretudo André Carvalhas, mas também Miguel Vítor e Romeu Ribeiro merecem todo o empenho do clube em &#8220;absorver&#8221; definitivamente  estes júniores para o novo plantel. Outro desafio prende-se no dossier &#8220;empréstimos&#8221; com variadíssimos nomes para resolver, como Moretto, Manú, Stretenovic, Halliche e Fábio Coentrão entre outros, nomes que mostraram os erros do passado e a má gestão de um plantel, aliada à política de compra sem fundamentos. Neste aspecto, a entrada de Rui Costa e o afastamento de Luís Filipe Vieira deste encargo é já por si só mais uma excelente notícia para a nação benfiquista.<br />
</span></p>
<p>Rui Manuel César Costa: é este o nome do novo porta-estandarte do futebol do Benfica. É com ansiedade que o futebol e sobretudo os adeptos por todo o Mundo aguardam pelos resultados da nova gestão do reino encarnado, naquele que será o seu primeiro ano de fogo à frente das hostes da Luz. Será necessário demonstrar<span class="apreto10"> que uma estrutura demora a montar, e sobretudo o quanto é difícil libertá-la de maus vícios. Resta  esperar que o maestro seja igual a si mesmo e não ceda a pressões, para que numa nova fase da sua vida nos volte a mostrar as suas enormes qualidades como profissional, e como ser humano!<br />
</span></p>
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		<title>Análise: Getafe 1&#215;0 Benfica</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 13:20:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[- &#8220;Olha que tenrinhos&#8221;. Terá sido esta a expressão mais ouvida nos arredores de Madrid, quando o Getafe fechou a passagem histórica aos quartos-de-final da Taça UEFA. Para trás, um Benfica que tomba na Europa sem estrondo, tal foi a leviandade e resignação dos jogadores mergulhados nas suas próprias agonias e limitações. Nem com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- &#8220;Olha que tenrinhos&#8221;. Terá sido esta a expressão mais ouvida nos arredores de Madrid, quando o Getafe fechou a passagem histórica aos quartos-de-final da Taça UEFA. Para trás, um Benfica que tomba na Europa sem estrondo, tal foi a leviandade e resignação dos jogadores mergulhados nas suas próprias agonias e limitações. Nem com a estreia de Chalana ao comando das águias, o Benfica conseguiu disfarçar um resultado de mais uma época sem brilho.</p>
<p>Completamente sem argumentos perante um Getafe que desfalcado chegou perfeitamente para um Benfica sem cor. O jogo ainda não tinha iniciado e jé se faziam sentir em pleno <span class="apreto12n">Coliseum Alfonso Péres os tumultos de um clube em perfeita desorganização &#8211; o</span><span class="apreto12n">s adeptos do Benfica a dar um péssimo exemplo entrando em confronto de forma incrível entre si, com várias cadeiras a voar. A polícia teve de intervir para acalmar os ânimos, perante o olhar incrédulo dos adeptos espanhóis.<br />
No relvado, a expectativa estava ao redor do que Chalana conseguiria transmitir aos jogadores e a forma como colocava os mesmos para &#8220;abraçar&#8221; a eliminatória. A verdade é que Chalana pouco podia fazer perante a herança amaldiçoada de Camacho. A grande aposta do pequeno genial parecia cair na dupla Makukula e Nuno Gomes e no apoio de Rodriguez pela esquerda, Rui Costa pelo miolo e Nélson como falso lateral, em constantes investidas pelo flanco direito. A verdade é que os encarnados até chegaram a mostrar empenho nos 10 minutos iniciais, onde aos 7&#8242; acabaria por acontecer a jogada que poderia ter escrito o jogo com outras cores &#8211; Makukula com a baliza deserta </span><span class="apreto12n">acerta no poste direito de Abbondanzieri, após jogada de insistência de Rui Costa e Rodriguez. Este lance acabaria por acordar o Getafe </span>que apoiado no triunfo de 2-1 no Estádio da Luz, há uma semana, apostou naturalmente numa toada de contra-ataque, <span class="apreto12n">que desde então tratou de puxar por todo o seu espírito colectivo, e mesmo dando a iniciativa de jogo aos portugueses, a verdade é que o Getafe acabaria por ter várias ocasiões para marcar ainda na primeira parte.</span></p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/03/getafexbenfica.jpg" alt="Análise: Getafe 1x0 Benfica" hspace="5" width="300" height="176" align="left" title="Análise: Getafe 1x0 Benfica" />Com o intervalo, esperaria-se novo abanão moral no Benfica, mas o cenário seria o mesmo sempre extremamente parco em ideias e movimentos, nem com Rui Costa a pautar o jogo, o Benfica se desprendia do mau futebol que vem praticando. Laudrup percebia isso e o Getafe sempre com o relógio a seu favor, não precisava de abanar muito o jogo para responder ao Benfica sempre em rápidos contra ataques capazes de estremecer a baliza de Quim. Na verdade, os espanhóis mesmo com uma equipa praticamente desconhecida a nível internacional, mostraram que o simples facto de se tratar de uma equipa espanhola impõe, logo à partida, uma considerável dose de respeito perante qualquer adversário. Os «azulones» chegaram mesmo a deixar no banco a bravura do capitão e líder absoluto da linha defensiva David Belenguer, e recuar o seu &#8220;maestro&#8221; &#8211; Rubén de la Red para defesa central. É por de la Red que corre quase todo o jogo do Getafe. Jogando habitualmente à frente da defesa, a verdade é que mesmo a defesa central, soube como ninguém, orientar a transição defesa-ataque com inteligência e rapidez de processos. Recebe e executa com grande facilidade e simplicidade e nota-se que é um jogador com escola, não fosse um jogador emprestado pelo Real Madrid. Sempre a privilegiar a flexibilidade nas transições defesa-ataque e com a preocupação em fazer um dos dois avançados descair na ala para dar mais apoios e linhas de passe, os pupilos de Laudrup apenas concederiam ao Benfica mais um remate à sua baliza (dois em todo o jogo!), desta feita por intermédio de Rui Costa após trabalho de Makukula, ao qual o experiente Roberto &#8220;Pato&#8221; Abbondanzieri &#8211; principal guardião argentino da actualidade &#8211; não teve dificuldades em afastar.<br />
Chalana ainda lançaria Di Maria, Mantorras e Sepsi, mas já pouco havia a fazer perante tamanha contaminação na atitude da equipa lusa, e<strong> </strong>enquanto o tranquilo Michael Laudrup refrescava o seu conjunto, o treinador do Benfica dava a ordem para a última investida, arriscando tudo por tudo. Chalana arriscava e o Getafe sentenciava: a 13 minutos do final, Katsouranis não conseguiu interceptar o esférico e permitiu a fuga de Albin, com o &#8220;espanhol&#8221; a aproveitar o adiantamento de Quim para sentenciar a partida em grande estilo com um &#8220;chapéu&#8221; de revirar os olhos ao guardião luso. O Getafe carimbava assim, com enorme justiça, a passagem aos quartos-de-final logo no seu ano de estreia na Europa.</p>
<p>Mais do que a eliminação do trilho Europeu, o Benfica foi um fantasma de si mesmo, algo que nem com  incentivo de Chalana conseguiu ultrapassar. O Getafe, ao contrário do que os comentadores da transmissão televisiva insistiam, fez uso do seu colectivo, e mesmo desfalcado, só os adeptos mais &#8220;cegos&#8221; não conseguiram compreender toda a qualidade numa equipa que mesmo sem palmarés, é um claro quebra-cabeças para qualquer adversário.</p>
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		<title>Análise: Benfica 1&#215;2 Getafe</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Da asneira à reacção à adversidade, o Benfica embora com atitude e coração para reagir aos problemas, não conseguiu levar para Madrid um resultado satisfatório. O Getafe mostrou na Europa em mais uma estreia histórica, as credenciais que colocaram na rota do sucesso uma equipa que há 6 anos atrás se encontrava na 3ª divisão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da asneira à reacção à adversidade, o Benfica embora com atitude e coração para reagir aos problemas, não conseguiu levar para Madrid um resultado satisfatório. O Getafe mostrou na Europa em mais uma estreia histórica, as credenciais que colocaram na rota do sucesso uma equipa que há 6 anos atrás se encontrava na 3ª divisão espanhola.</p>
<p>O jogo, ainda antes do apito inicial, vestia-se de pormenores interessantes. Do lado do Benfica, o facto das variadas ausências no plantel encarnado, David Luiz, Petit, Maxi, Nuno Gomes, Makukula todos por lesão, Freddy Adu por se encontrar ao serviço da selecção norte-americana e por fim, Binya por se encontrar ainda a cumprir castigo da UEFA. Camacho que passaria as últimas horas a chorar a morte do seu pai, seria obrigado a convocar os júniores David Simão e a grande esperança da cantera da Luz &#8211; André Carvalhas, que fazia a sua estreia em convocatórias com o plantel sénior.<br />
Nos visitantes, Michael Laudrup referia à chegada a Lisboa que &#8220;seria fantástico o empate a um&#8221; e que era uma honra estar com o Getafe numa partida com um &#8220;histórico&#8221; europeu como o Benfica. Mesmo partilhando a opinião do seu treinador, Belenguer &#8211; o capitão dos &#8220;azulones&#8221;, referia &#8220;&#8230; respeitamos muito o Benfica mas museus não ganham jogos&#8221; e assim mostrava toda a confiança na equipa dos arredores de Madrid.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/03/669215_biglandscape.jpg" alt="Análise: Benfica 1x2 Getafe" hspace="5" width="300" height="200" align="left" title="Análise: Benfica 1x2 Getafe" />O apito para o início da partida, confirmava as expectativas em relação ao jogo, desde logo a pouco afluência de adeptos encarnados ao estádio da Luz, que logo nos minutos iniciais puderiam confirmar que o Getafe vinha realmente para jogar futebol, com a equipa de Laudrup a colocar sempre, no mínimo, 3 jogadores bem avançados no terreno para de alguma forma, suster a defesa benfiquista. Bem organizada, esclarecida em campo e a privilegiar a troca de bola ao primeiro toque para de imediato sair em ataques rápidos rumo À baliza de Quim, o Getafe mostrava logo de inicio os argumentos que fazem desta equipa a grande revelação da Liga vizinha. O Benfica que tinha no retorno de Luisão e na estreia a titular de Sepsi as principais novidades no onze, enfrentaria rude golpe quando Cardozo protagoniza o que seria o lance mais marcante da partida &#8211; agressão a Belenguer e consequente expulsão aos 9 minutos da partida. Privados do seu homem mais avançado no terreno e em desvantagem numérica, os encarnados sentiram em demasia a &#8220;traição&#8221; do 7 encarnado e deram a iniciativa de jogo ao Getafe que empolgado, chegaria ao golo através do médio criativo &#8211; De la Red que com a ajuda do desvio da bola em Edcarlos, colocaria os visitantes em vantagem. O Benfica, mesmo em inferioridade numérica, revelaria atitude e capacidade lutadora em campo sem que isso camuflasse as já habituais dificuldades na condução e circulação de bola e antes mesmo do intervalo, sofreria novo golpe com a saída de Luisão, ressentido da lesão que o afastava dos relvados até então, dando lugar a Zoro. O intervalo chegava e o Benfica contava a série de contratempos para somar à atitude da equipa, que procurava com o coração reagir à adversidade com combinações entre Rodriguez, Sepsi e Di Maria sempre esgotadas em desarmes do adversário.</p>
<p>A segunda metade não alteraria muito o tom do jogo. O Benfica sempre com dificuldades em entrar na área de Ustari, que via o perigo a rondar a sua baliza com as investidas sobretudo dos destaques da noite do Benfica &#8211; Rodriguez e Sepsi, ambos a realizarem uma excelente partida, sempre com grande atitude e garra na abordagem a cada lance. Com Di Maria em mais uma partida para esquecer, Camacho lançava a única arma que tinha no banco e a trinta minutos do apito final fazia saltar do banco o talismã Mantorras para render o argentino. A entrada do angolano e o efeito que causa no seio dos adeptos fez com que o estádio voltasse a acreditar, tal é a magia contagiante do 9 encarnado. Mas seria o Getafe quem voltaria a marcar, novamente com o trio De la Red, Albin e Hernandez, com este último a contornar Nélson e a rematar com a bola novamente a tabelar num defesa benfiquista &#8211; Zoro &#8211; e a fazer a bola entrar à esquerda de Quim. O relógio marcava 68 minutos e a eliminatória complicava-se mais ainda para o Benfica, que tinha visto ainda antes Edcarlos falhar o golo de forma incrível enviando a bola à barra da baliza espanhola. Mantorras voltaria a revelar a sua veia goleadora, quando a 15 minutos do final, recuperou a bola à entrada da área e rematou forte para o fundo das redes do desamparado Ustari. O golo teria o condão de empurrar a equipa para o ataque e o Benfica ganhou ânimo e pressionou o Getafe que chegou a intimidar-se e recuar bastante no terreno, mas sempre sem voltar a comprometer perante a já pouca lucidez do lado «encarnado» para chegar a outro resultado.</p>
<p>Numa partida em que o Benfica se viu privado do melhor onze, fruto de um (velho problema) ataque fulgurante de lesões num período crucial da época, a somar aos vários contratempos do próprio jogo, a continuidade na Taça UEFA fica claramente comprometida. Numa partida em que a equipa jogou 84 minutos com menos um jogador, um detalhe curioso pode ajudar a mostrar a entrega dos encarnados, que tiveram apenas 1 cartão (vermelho a Cardozo) em toda a partida, contrastando com os 5 cartões mostrados aos pupilos de Laudrup. Numa fase em que o público não anda satisfeito com a equipa, ficou a imagem, ao contrário do passado recente, que o Benfica deu tudo, foi equipa mesmo com dez mas isso não foi suficiente para não sucumbir novamente na Europa perante uma equipa espanhola que não precisou de ser brilhante para agarrar a sorte do jogo. Agora é preciso fazer contas ao sonho europeu para inverter a tendência da eliminatória, daqui por uma semana, dia 12 &#8211; dia de todas as esperanças e decisões para a equipa Portuguesa.</p>
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		<title>Análise: Nuremberga 2&#215;2 (2&#215;3) Benfica</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 12:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[É assim que se faz, mister. Esta pode muito bem ter sido a mensagem que os &#8220;artistas&#8221; da Luz expressaram ao seu treinador após 80 minutos de atraso para entrar no jogo. O Nuremberga teve no medo do treinador adversário a sua maior arma para ameaçar a passagem na eliminatória. O Benfica não tinha necessidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É assim que se faz, mister. Esta pode muito bem ter sido a mensagem que os &#8220;artistas&#8221; da Luz expressaram ao seu treinador após 80 minutos de atraso para entrar no jogo. O Nuremberga teve no medo do treinador adversário a sua maior arma para ameaçar a passagem na eliminatória. O Benfica não tinha necessidade de tal susto.</p>
<p>Medo. Um sentimento que é um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. É esta designação que separou o Benfica de uma exibição para cumprir os intentos da equipa que afirmava ir a Nuremberga para trazer a 1ª vitória encarnada em terras germânicas. O problema? Um treinador que teima em complicar a mensagem aos jogadores e que com isso lhes transmite tudo menos a vontade de vencer, a garra e a coragem digna de um dos clubes históricos do Mundo. Foi assim em Nuremberga mal Camacho anunciou a equipa para o embate, onde a presença de &#8220;apenas&#8221; 1 ponta de lança (Makukula) deverá ter sido a surpresa menos desagradável. Com um meio campo hiper povoado onde não houve lugar para a velocidade (mais que necessária) de Di Maria ou Adu, preterida pelo estaticismo de Maxi Pereira, Petit, Katsouranis, Nuno Assis e até do próprio Rui Costa. Com a equipa extremamente curta no campo, Camacho daria de bandeja o jogo aos alemães que com 2 gigantes na frente (Koller e Charisteas) davam sinais do inevitável. A primeira parte parecia correr de feição para quem vinha apenas defender o magro resultado da Luz e nada mais.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/02/cardozo-nuremberga3.jpg" alt="Análise: Nuremberga 2x2 (2x3) Benfica" hspace="5" width="300" height="300" align="left" title="Análise: Nuremberga 2x2 (2x3) Benfica" />A alteração do esquema táctico da equipa que mesmo sem grande fio de jogo, viria-se a revelar fatal para um grupo que tem apenas e só de jogar sempre para ganhar e sem alterar de raiz o seu estilo de jogo. Camacho quebrou por completo esta grande verdade inata do futebol, ainda que, fosse admissível o reforço na atenção do sector defensivo perante 2 avançados tão fortes fisicamente, o maior erro é ir jogar com medo e só em função do adversário. Uma atitude perfeitamente antagónica do que é o Benfica e do que deveria representar o clube dentro e fora de Portugal.<br />
Ainda assim, foi necessário Charisteas e depois sobretudo Luís Filipe, que no seu melhor, deu a prenda do ano ao Nuremberga que nem acreditaria de tão simples que seria ultrapassar este Benfica. Camacho corria agora atrás do prejuízo e lançava os jogadores que deveriam ter sido titulares, a 10 minutos do fim.<br />
Sepsi, Cardozo e Di Maria. São estes os três verdadeiros heróis de Nuremberga, que mostraram em apenas 10 minutos, o que Camacho teimou em não entender. Se Sepsi entrou e mostrou novamente serviço ao lançar Cardozo que falharia a baliza por pouco, o paraguaio redimia-se logo a seguir, numa bola dividida, à qual não se deve retirar o mérito da luta de Makukula na disputa do lance. Os oitavos de final sorriam de novo aos Portugueses e Di Maria, em grande estilo, faria questão de confirmar o empate 2-2 e a vitória 3-2 na eliminatória, com o seu primeiro tento com a camisola encarnada.</p>
<p>O Benfica foi refém do seu próprio treinador que foi bandarilha e não quis ser forcado e encarar o touro nos olhos. Valeu a resposta dos jogadores e o cartão vermelho para a equipa técnica que mais uma vez, voltou a claudicar e complicar o fácil, sem qualquer necessidade.</p>
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		<title>Karel Poborsky &#8211; A Gazela</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 16:11:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Os cabelos longos e dourados não deixavam margem para dúvidas. Pela frente, os relvados sempre encarados como verdadeiras savanas onde &#8220;fugia&#8221; literalmente aos adversários. A camisola 7 nunca mais foi a mesma na Luz, desde que Karel Poborsky a perfumou com o seu perfume, estilo e habilidades invejáveis. As &#8220;arrancadas&#8221; entre as tantas fintas geniais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os cabelos longos e dourados não deixavam margem para dúvidas. Pela frente, os relvados sempre encarados como verdadeiras savanas onde &#8220;fugia&#8221; literalmente aos adversários. A camisola 7 nunca mais foi a mesma na Luz, desde que Karel Poborsky a perfumou com o seu perfume, estilo e habilidades invejáveis. As &#8220;arrancadas&#8221; entre as tantas fintas geniais, inúmeros pormenores sublimes, dezenas de assistências e exibições colossais na ala direita encarnada que foi durante 4 épocas, sinónimo de estilo&#8230; é Poborsky.</p>
<p>Corria o ano de 1997 e o Benfica estava afundado numa profunda crise económica e desportiva. Na sombra do seu penúltimo Campeonato Nacional até hoje e na época de 1993/94, a Luz rejubilava com um plantel &#8220;recheado&#8221; de jogadores experientes, como os casos de Neno, Hélder, Mozer, Veloso, Rui Águas, Isaías, João Pinto, Rui Costa, Vítor Paneira, Schwarz, entre outros. Fruto de uma péssima gestão de Manuel Damásio e seus pares, as contas «encarnadas» estavam de rastos, e ansiava-se  pela chegada do novo presidente em 1997. Vale e Azevedo prometeu ao fechar das urnas, a contratação de Rui Costa e venceu as eleições, derrotando Luís Tadeu e Abílio Rodrigues.<br />
Kandaurov e Luís Carlos eram apresentados com o novo presidente a prometer um jogador de classe Mundial e essa ainda hoje à vista como a única promessa &#8220;cumprida&#8221; pelo ex-presidente encarnado. Os noticiários abriam com a chegada à Luz do grande responsável pela eliminação de Portugal no EURO 2006, levando à tristeza nacional com aquele extraordinário &#8220;chapéu&#8221; a Vítor Baía. Era Karel Poborsky, que havia sido contratado pelo Manchester United após se ter sagrado vice-campeão da Europa naquela que foi considerada a grande equipa de ouro da Rep. Checa. A imagem de carrasco poderia ser vista como algo complicado de limpar, mas cedo Karel tratou de mostrar um grande carisma e força dentro e fora de campo, algo que não o abalou quando se verificou que Poborsky não tinha sido pago ao Manchester United. O clube inglês chegou mesmo a apresentar queixa à FIFA e colocou-se a hipótese do Benfica não participar nas competições europeias, mas ficou acordado e cumprido o devido pagamento da transferência com o dinheiro proveniente da Liga dos Campeões.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2467 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/karel-poborsky-benfica.jpg" alt="Karel Poborsky" width="300" height="188" align="left" title="Karel Poborsky   A Gazela" />Nascido a 30 de Maio de 1972 em Trebon na Rep. Checa, Poborsky cedo começou a mostrar talento e sobretudo temperamento de campeão. Destacou-se no Slavia de Praga o que lhe valeu a chamada ao EURO 2006 prova que viria a impulsionar não só toda a selecção checa como Karel que rumaria ao poderoso Manchester United numa transferência record para o clube checo &#8211; cerca de 5,9 milhões de euros. Muitos são os adeptos dos red devils que ainda hoje se questionam como Karel rumou a Portugal sem grandes entraves por parte de Alex Ferguson que ainda hoje lamenta o erro de não ter protegido o checo que viveu na sombra de David Beckham. Numa manobra que ainda hoje é encarada como a única brilhante da então Direcção encarnada, Poborsky chega à Luz a troco de 2.9 milhões de euros. Com &#8220;apenas&#8221; 24 anos, no melhor dos seus 1,75m e 71 kg, mostrou-se um médio/extremo direito nato, com uma técnica invejável, sentido de oportunidade para cruzar ou assistir os companheiros e sobretudo uma garra que ainda hoje é relembrada, tal é a actual ausência de referências no sector. O certo é que Poborsky esteve num período mais negativo do clube, talvez mesmo o período mais negro da História Centenária do Sport Lisboa e Benfica, mas o checo cedo se tornou num dos favoritos dos benfiquistas a par de João Vieira Pinto e Nuno Gomes. O clube passava por uma constante mudança de jogadores e de treinadores, casos de Sounness e Jupp Heynckes. O então presidente acabaria por protagonizar um dos maiores atentados à nação benfiquista quando despediu o n.º 8 &#8220;encarnado&#8221;, mandando-o literalmente embora, com  o clube a não receber nenhum dinheiro em troca e ainda a ter de pagar&#8230; O menino da Luz acabaria por rumar para o rival Sporting, Nuno Gomes para a Fiorentina e o Benfica perdia assim dois dos seus grandes trunfos, restando apenas a gazela Poborsky, que chegou mesmo a ser eleito, como melhor jogador do ano de 1997, numa sondagem A Bola/SIC. Este foi o período, em que se ouviu falar do Benfica, sempre pela negativa, devido à gestão do anterior presidente.</p>
<p>Poborsky que encantou os adeptos e elevaria para sempre a fasquia da qualidade de um 7 à Benfica, não recebeu qualquer proposta de renovação, o que o levou mais tarde em 2001 a abandonar Portugal, após 4 épocas de águia ao peito, para a poderosa Lazio de Roma, valendo ainda cerca de 1,5 milhões de euros aos cofres encarnados, quantia essa que em 2002 ainda não estava liquidada pelo Benfica aos romanos, tal era a desorganização na gestão do clube. Em Itália não conheceu a fama que alcançou por terras lusas muito pela maior severidade táctica do próprio campeonato transalpino onde &#8220;galgou&#8221; durante apenas 2 épocas antes de rumar ao Sparta de Praga onde actuou até 2005 até ingressar no clube onde se formou &#8211; Ceske Budejovice, terminando a carreira em 2007 com 35 anos de idade.</p>
<p>Para trás, ficam os momentos deliciosos que vimos sair daquela mítica camisola 7, já envergada por históricos como José Augusto e mais recentemente, Vítor Paneira. Em concreto, Karel não era um goleador, mas sim um jogador de levantar qualquer estádio tal era a forma como abordava cada ataque procurando sempre os golos mais suberbos, 11 em 61 jogos, como o famoso golo de baliza a baliza frente ao Braga, as várias arrancadas na estrondosa vitória frente ao FC Porto por 3-0, o golão ao já despromovido Alverca e o não menos <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7VDSCJHwS-A">estrondoso golo ao Liverpool</a>. É muitas vezes relembrado com orgulho pelos benfiquistas como o homem que à partida de Lisboa revelou ter sido interpelado por pessoas com ligações aos 2 principais rivais, aos quais apenas disse: &#8220;- Em Portugal só jogo no Benfica.&#8221; A nível internacional, Poborsky é actualmente o jogador na Selecção Checa recordista de internacionalizações (118) e conta com participações em 3 Campeonatos da Europa &#8211; 1996, 2000 e 2004 e ainda no Mundial 2002.</p>
<p>Apesar de não ter ganho qualquer título com o emblema da águia, a verdade é que foram vários os momentos que Poborsky marcou a ouro nas memórias dos Portugueses e não só. As suas verdadeiras incursões face ao adversário acabariam por pintar para sempre o checo como um dos grandes extremos que actuaram no futebol nacional e um dos melhores jogadores oriundos da Europa Central.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=3A9eQvUaxpQ"><img src="http://img.youtube.com/vi/3A9eQvUaxpQ/default.jpg" width="130" height="97" border title="Karel Poborsky   A Gazela" alt="Karel Poborsky   A Gazela" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Um grande golo de Poborsky pelo Benfica</span></p>
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		<title>Análise: Taça de Portugal &gt; 8F &gt; Benfica 4&#215;1 Paços Ferreira</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Feb 2008 08:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça de Portugal 07/08]]></category>

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		<description><![CDATA[Aprender com os erros. Esta é a principal lição do jogo que opós um Benfica encurralado nos seus próprios defeitos a um Paços que não aguentou o factor surpresa de um tento madrugador. A passagem aos quartos-de-final significa mais que seguir em frente na prova, um verdadeiro balão de oxigénio para um equipa em profunda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aprender com os erros. Esta é a principal lição do jogo que opós um Benfica encurralado nos seus próprios defeitos a um Paços que não aguentou o factor surpresa de um tento madrugador. A passagem aos quartos-de-final significa mais que seguir em frente na prova, um verdadeiro balão de oxigénio para um equipa em profunda crise de confiança e processos de jogo.</p>
<p>O Benfica foi o último dos grandes a entrar em acção para disputar os oitavos de final da Taça de Portugal. A recepção aos castores de José Mota era mais que um teste contra uma equipa bem organizada pelo seu treinador, era sim uma prova de tranquilidade a um Benfica teimosamente instável, sobretudo no seu reduto. O dia do jogo ainda estava longe e confesso que fiquei surpreso pela titularidade antecipada de Makukula, que penso ser justificada pelo eventual cansaço de Cardozo que havia alinhado pela sua selecção a meio da semana. O 4&#215;2x3&#215;1 teimava em aparecer mesmo com a ausência por lesão de Petit, Camacho não arredou a ideia de 2 médios centro (trincos) e colocaria Maxi ao lado de Katsouranis. À frente uma linha de 3 homens, Rodriguez, Rui Costa e Assis que apoiariam o estreante Makukula naquilo que parecia uma estratégia em função do jogo de cabeça do luso-congolês.</p>
<p>Se o ambiente já era frio e os adeptos ansiavam por uma resposta à altura da sua equipa, a verdade é que ainda não tinham aquecido o lugar quando Butt já estava a buscar a bola no fundo das suas redes. Os castores mostravam o seu grande trunfo mal Augusto Duarte apitava para o inicio da partida. Jogada rápida, com o elemento mais avan�ado pacense Wesley a servir de pivot e a servir Pedrinha que com todo o tempo do Mundo remata sem oposi��o, com a defesa encarnada a ver jogar. Jos� Mota n�o poderia estar mais satisfeito ao ver que a aposta em transi��es r�pidas entre o meio-campo e os homens mais avan�ados e com grande mobilidade, resultavam em perigo na frente, perante uma completa desaten��o de todo o sector defensivo com destaque para Luis�o e sobretudo Edcarlos. O Benfica demorou a picar o gelo em que a equipa se instalaria e passaria 30 minutos de aut�ntico desnorte, sem ningu�m capaz de conduzir os processos da equipa nem pautar o pr�prio jogo. Rui Costa estava em campo, mas a verdade � que n�o prescindindo dos dois m�dios centro, lan�ando o maestro para terrenos mais avan�ados, o Benfica embrulhava o seu elemento de constru��o na teia defensiva dos pacenses. O 4&#215;2x3&#215;1 n�o era claramente solu��o e Camacho rendeu-se ao evidente fazendo entrar Cardozo para o lado de Makukula e assim responder aos anseios quer da equipa quer dos adeptos, desfazendo o descolorido meio campo, recuando Katsouranis para o lugar de Edcarlos. A verdade � que ao recuar o grego, a equipa n�o ganhou apenas poder de fogo na frente com a dupla Makukula e Cardozo, mas quanto a mim, recuperaria a classe de Rui Costa para a partida. Com dois avan�ados na frente, o Benfica oscilaria de um falso 4&#215;4x2 para um 4&#215;3x3 onde Cardozo se revelaria eficaz, com o perfume do maestro que ganhava terreno � sua frente para a condu��o do ataque da equipa. A verdade � que a equipa ganhou op��es e os jogadores come�aram a procurar espa�os e melhores solu��es no assalto � baliza de Pe�anha.</p>
<p><img src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/02/benficapacos.jpg" alt="Análise: Taça de Portugal > 8F > Benfica 4x1 Paços Ferreira" hspace="5" width="300" height="291" align="left" title="Análise: Taça de Portugal > 8F > Benfica 4x1 Paços Ferreira" />O intervalo n�o chegaria sem que antes Cardozo se revela-se importante, mais uma vez, para a equipa. O paraguaio concretizava o 1� penalty da partida e restabelecia alguma tranquilidade aos adeptos e sobretudo aos colegas antes de recolherem ao balne�rio. A segunda parte revelar-se-ia esclarecedora perante a altera��o t�ctica da equipa, muito embora Camacho insista em falar em atitude, a verdade � que com Rui Costa mais recuado a equipa ganhou nova alma. Se Makukula mostrava refer�ncias no desgaste da defesa contr�ria, Cardozo esse ganhava novo espa�o (em desmarca��es constantes) nas costas do estreante ex-Maritimo e tratou de revelar-se na pr�pria constru��o de jogo da equipa. Os pupilos de Jos� Mota limitavam-se a suster as investidas advers�rias e apostavam agora nos lan�amentos longos e livres indirectos, tal era a preocupa��o com as duas torres vermelhas na sua �rea. O 2� golo foi o resultado da nova for�a na frente de ataque, com Makukula a sofrer falta quando se preparava para cabecear. Cardozo voltaria a n�o perdoar com mais um remate seco, com for�a e quanto a mim, ganha cada vez mais espa�o quer na equipa como no seio dos pr�prios adeptos que voltariam a assistir a mais um magistral exibi��o da <span style="font-style: italic">prata da casa</span> &#8211; Rui Costa. Assistimos � manifesta��o natural da qualidade do 10, que culminaria no tranquilizador 3� golo e na assist�ncia para o 4-1 final de bela autoria de Nuno Assis que (finalmente) completou 90 minutos em claro crescendo de forma.</p>
<p>Mais do que a passagem � pr�xima eliminat�ria, esta partida mostrou que este Benfica carece apenas de estabilizar o seu m�todo de jogo e sobretudo o esquema t�ctico da equipa. Com 2 avan�ados na frente, mesmo que com reduzida mobilidade, a verdade � que o Benfica ganha em for�a e desgaste na defesa contr�ria, aliada ao jogo a�reo de Makukula que abre assim espa�os � qualidade de Cardozo (ou mesmo Mantorras) que se v� mais liberto de advers�rios. Parece-me sobretudo evidente que o recuo de Rui Costa no terreno � a atitude acertada que embora exponha o pensador encarnado a maior desgaste na recupera��o defensiva, � visivelmente super�vel com o maior espa�o de manobra e de tempo para pensar com praticamente 4 homens � sua frente. Esta mudan�a mais que essencial, significa relegar para o banco ou Petit ou Katsouranis, medida que embora pare�a estranha perante a qualidade de qualquer um, � claramente justificada em prol da equipa deixar de oferecer de bandeja 45 minutos ao advers�rio. Ser� que Camacho deixar� de ser teimoso e render-se �s evid�ncias?</p>
<p>Na pr�xima 5� feira, a partida para a UEFA face aos alem�es do 1. FC Nuremberga o dir�.</p>
<p><span style="color: #999999;">Foto: LUSA</span></p>
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		<title>Miklos Fehér &#8211; Eterno 29</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 13:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sou tímido, introvertido e acima de tudo tranquilo.&#8221; &#8211; Assim se apresentava Miklos Fehér na sua chegada a Portugal. Optimista, mas pouco expansivo, Miki acreditava (mais do que ninguém) que a sua hora de glória ia chegar. O Jogodeárea antecipa o dia em que faz 4 anos que Fehér nos deixou, reavivando os melhores momentos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Sou tímido, introvertido e acima de tudo tranquilo.&#8221; &#8211; Assim se apresentava Miklos Fehér na sua chegada a Portugal. Optimista, mas pouco expansivo, Miki acreditava (mais do que ninguém) que a sua hora de glória ia chegar. O Jogodeárea antecipa o dia em que faz 4 anos que Fehér nos deixou, reavivando os melhores momentos, histórias e atributos do húngaro que morreu depois de um sorriso que ficará eternamente marcado nos nossos corações.</p>
<p>Numa noite fria e chuvosa marcavam 20.00h do dia 25 de Janeiro de 2004, jogavam em em pleno relvado enlameado e maltratado do Estádio D. Afonso Henriques na cidade berço de Portugal, dois &#8220;colossos&#8221; do futebol português que apesar de se apresentarem longe dos grandes momentos do passado, mostraram poucos argumentos que servissem os mais de 15 mil adeptos que decidiram enfrentar a chuva e o frio para, pensavam eles, assistirem a um bom jogo de futebol. Esse mesmo dia em que quer Eusébio quer Mourinho apagavam mais uma vela de aniversário, marcavam 21.30h quando Miklos Fehér caia no relvado após ter sorrido para o árbitro. Seria o seu último sorriso na vida.</p>
<p>Com apenas 19 anos, Miki via finalmente as portas abertas para a realização do seu sonho que acalentava desde muito novo, onde com apenas 10 anos já dizia aos jornalistas na sua cidade &#8211; Gyor, que iria ser um futebolista muito famoso. Começou a carreira no Raba Eto de Gyor, onde jogou três anos como sénior, somando 23 golos em 62 jogos, antes de atrair a atenção dos olheiros do F.C. Porto, que o trouxe para Portugal como uma aposta grande para o futuro pós-Jardel do clube, mas foi em Braga que encontrou a felicidade. Chegou às Antas no início da época 1998/99 e participou apenas em cinco jogos onde não marcou qualquer golo, sagrando-se campeão no seu ano de estreia. Na época seguinte continuou nas Antas, mas perante a sombra do &#8220;Super Mário&#8221;, foi emprestado ao modesto Salgueiros, onde conseguiu finalmente mostrar o seu talento, somando cinco golos em catorze jogos, que acabariam por se revelar cruciais para a continuidade do clube de Paranhos na I Liga. Octávio Machado e posteriormente José Mourinho faziam o possível para trazer o jovem húngaro de volta à equipa azul e branca, mas seria o Sporting de Braga a equipa que Fehér se revelaria. Foi sob as ordens técnicas de Manuel Cajuda, que Miki conseguiu a sua melhor prestação em terras lusas, a época 2000/01 seria a melhor de Fehér. O húngaro facturou 14 golos em 26 jogos e seria uma das grandes revelações da Liga, tal era o seu fino recorte como avançado que embora não fosse veloz, era completo e fazia bem uso dos seus 1,86cm e 84 kg para finalizar sempre em grande estilo cada lance.<br />
O F.C. Porto manifestaria o interesse no seu regresso, mas a sua ligação a José Veiga, da qual nunca abdicou, conduziu-o a um braço-de-ferro com Pinto da Costa que se revelaria firme ao relegar para a equipa B do F.C. Porto, onde cumpriu o seu último ano de contrato, antes de se tornar um jogador livre.</p>
<p><a href="http://bp3.blogger.com/_PA_9zH06n7I/R5kI79e1hYI/AAAAAAAAAkU/UEzcdYuFvdg/s1600-h/feher.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right" src="http://bp3.blogger.com/_PA_9zH06n7I/R5kI79e1hYI/AAAAAAAAAkU/UEzcdYuFvdg/s320/feher.jpg" border="0" alt="Miklos Fehér   Eterno 29"  title="Miklos Fehér   Eterno 29" /></a>Liberto de compromissos, Miki iniciaria como fez questão de frisar, a maior etapa da sua vida, ao rumar a Lisboa para representar o Benfica. Estávamos no dia 1 de Agosto de 2002, dia em que classificaria os encarnados como o melhor clube de Portugal. Na sua época de estreia, apontaria quatro golos em dezassete jogos e na época seguinte contava com três nos treze jogos em que participou, o último dos quais, na fatídica noite de 25 de Janeiro, participando, com um ligeiro desvio, no lance que deu origem ao golo de Fernando Aguiar.<br />
Como internacional, representou a Hungria, contando com 18 internacionalizações pela equipa principal e três golos registados. O seu percurso terminaria em Guimarães mas mais que o seu percurso como grande profissional que foi, são as suas qualidade humanas que devem ser lembradas. Costuma-se dizer nestas alturas que toda a gente é boa e verdadeira, mas perante a natural falta de conhecimento público de como era Fehér fora das 4 linhas, achei por bem considerar os depoimentos de quem lidou por perto não só com o atleta mas sobretudo com o homem.</p>
<p>Fehér reencontraria na Luz os antigos companheiros e amigos Drulovic e Zahovic, e foi principalmente Drulo e Za (como dizia) que o ajudaram na complicada tarefa de se ambientar à capital portuguesa. Em Lisboa viveu perto deste dois amigos, mas foi com Armando Sá que conviveu bem de perto como colega de quarto em todos os estágios e ambos se equipavam lado a lado no balneário. Armando destaca sobretudo a sua generosidade e boa disposição mesmo que contida perante todos e daquele dia em que ligou e disse no alto tom da sua humildade aos pais: &#8220;Eu nunca vou esquecer que comecei aqui em Szabadhegy, perto do lago&#8230; agora estou a jogar frente a frente com futebolistas que antes só via jogar na televisão.&#8221;<br />
Daniel Gaspar era na altura treinador de guarda-redes da Luz e travou em jeito de memória, um dos episódios que teve na sauna, que era o local preferido de descontracão de Fehér depois dos treinos &#8211; e ele surpreendeu-o tal era o seu estilo erudito, &#8220;disponível para falar sobre qualquer assunto sem dificuldades, em português corrido, quer o tema fosse arte, politica, tecnologia &#8221; &#8211; concluiu.</p>
<p>Mais do que os contorno trágicos que marcaram a sua morte, fica a memória de alguém sempre muito bem educado, alguém simpático, que soube ser uma pessoa simples, amiga, disponível, cativando todos aqueles com quem conviveu. Todos o classificam como um profissional de mão-cheia que quando teve oportunidade demonstrou qualidade, ultrapassando as situações menos boas no seu (curto) percurso profissional.<br />
Pessoalmente penso que ninguém apagará aquelas imagens do homem louro inanimado deitado no verde, rodeado pelos colegas em enorme afliçao, que depois voltariam a olhar para a sua urna em pleno estádio da Luz, antes de seguirem para a Hungria num respeito profundo. Com Miki entregue à terra de origem, a camisola 29 acompanhou em pensamento os colegas, equipa técnica e todos os que ainda hoje o recordam como o eterno 29.</p>
<p>Estas são algumas recordações dos momentos vividos com Miklos Fehér, que jamais sairão da nossa memória. Perdemos um elemento de grande qualidade futebolística e o sentimento não deve ser muito diferente daquele que se tem perante um pescador que morre no mar, ou de um mineiro que morre na mina: foi um jogador que morreu em campo, a fazer aquilo de que mais gostava.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=W9EKogJK7y0"><img src="http://img.youtube.com/vi/W9EKogJK7y0/default.jpg" width="130" height="97" border title="Miklos Fehér   Eterno 29" alt="Miklos Fehér   Eterno 29" /></a></p>
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