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	<title>Jogo de Área &#187; FC Porto</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Na falta de uma equipa, sobressai o talento</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 16:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É um Porto que tem estado nas mãos das suas peças mais talentosas, e onde a força da equipa e do colectiva é cada vez menos preponderante. E isso é obviamente dramático. Depois de uns longos 3 meses de declínio mais ou menos evidente, mas que culminou com as  humilhantes derrotas com a Académica, para a taça, e com o APOEL, para a liga dos campeões, poucos viam o treinador do Porto sentado no banco...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É um Porto que se reduz às suas peças mais talentosas, e onde a força da equipa e do colectivo é cada vez menos preponderante. E isso é obviamente dramático. Depois de uns longos 3 meses de declínio mais ou menos evidente, e que culminou com as humilhantes derrotas com a Académica, para a taça, e com o APOEL, para a liga dos campeões, poucos viam o treinador do Porto sentado no banco de suplentes por muito mais tempo.</p>
<p>Mas Vítor Pereira tem-se aguentado, e depois da célebre (e já confirmada) visita do Presidente portista ao balneário, a realidade é que a equipa encontrou algum ânimo e &#8211; apesar da clara desorientação táctica, instabilidade emocional e falta de liderança no balneário &#8211; parece-me evidente que as pedras basilares deste Porto compreenderam que era necessário garantir um standard competitivo e emocional condizente com a valia deste plantel (um dos mais caros plantéis da história do Porto, na ressaca de um triunfo europeu + 3 títulos internos). E isso é igualmente preocupante. O Porto entra em campo sem um líder, e os resultados surgem maioritariamente das rotinas geradas na época anterior e da enorme qualidade de alguns dos seus jogadores.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3636 alignleft" style="margin-right: 12px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2012/01/hulk.jpg" alt="Hulk" width="289" height="193" align="left" title="Na falta de uma equipa, sobressai o talento" />A instabilidade emocional, essa mantém-se presente no dia a dia dos jogadores. Fruto de um campeonato pouco competitivo e onde Benfica e Porto apresentam plantéis &#8220;demasiadamente&#8221; fortes, o futebol forçado e nervoso que este Porto apresenta tem chegado para que a equipa continue a lutar pelo título. E neste plano desportivo, estou convencido que o mês de Janeiro irá ditar muito do futuro azul e branco para o que resta da temporada. A inacreditável carência de um ponta de lança digno desse nome tem chocado o universo portista, especialmente quando quase todos os outros sectores foram &#8220;excessivamente&#8221; reforçados (entre Alex Sandro, Danilo, Mangala e Defour &#8211; defesas ou médios de cariz mais defensivo &#8211; o Porto esbanjou uns exorbitantes 37 milhões de euros). E um pouco na linha do que tem sido este Porto &#8211; uma equipa que vive da magia de Hulk, James, Moutinho e pouco mais &#8211; a aquisição de um bom finalizador torna-se ainda mais relevante e crucial. Este Porto não é uma equipa sólida, mas apresenta contudo uma razoável produção ofensiva, e falta quem &#8220;empurre a bola lá para dentro&#8221;.</p>
<p>No que a Vitor Pereira diz respeito, considero que o Presidente do FC Porto está fragilizado pelo enorme erro de casting que operou, e fará de tudo para provar ao universo futebolístico português que não se tratou de um erro, mesmo que todo o mundo já o tenha como certo. É a teimosia de Pinto da Costa, que aliás já levou o Porto a conquistas tremendas. Nada o irá demover se o seu objectivo é tornar Vitor Pereira como o mais  fraco (a larga distância) técnico do Porto a vencer um campeonato nacional. Ao mesmo tempo, pergunto-me se a fraqueza de Vítor Pereira não é vista com agrado pela SAD, que sem a pressão de um técnico exigente pode gerir o relacionamento com empresários e a contratação de jogadores a seu belo prazer. Pois bem, sem um técnico duro e intransigente, dificilmente se cria uma equipa e se valorizam jogadores. Erro crasso.</p>
<p>E não havia pior alturar para errar. Enormes conquistas, um fardo enorme para carregar, uma equipa recheada de talentos. O Porto tinha que comprar de forma criteriosa, teria de transaccionar 2 ou 3 peças para equilibrar as finanças e para trazer sangue novo ao plantel, sob o risco de criar um clima de fim de ciclo entre a equipa. Foi precisamente isso que sucedeu, algo que se agravou na opção por Vítor Pereira, o «treinador que nunca antes havia treinado na primeira liga». Que esperar da segunda metade?</p>
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		<title>Porto: O Iniciar de Uma Época Atípica</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 13:03:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Vários elementos me chamaram à atenção durante este defeso portista, e alguns deles, inéditos, fazem olhar para este Porto actual como um clube diferente daquele que, por exemplo, em 2004 vencia o maior título europeu da modalidade.
A partida da Supertaça Europeia, disputada contra a melhor equipa do mundo e quiçá da história do futebol, jogada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vários elementos me chamaram à atenção durante este defeso portista, e alguns deles, inéditos, fazem olhar para este Porto actual como um clube diferente daquele que, por exemplo, em 2004 vencia o maior título europeu da modalidade.</p>
<p>A partida da Supertaça Europeia, disputada contra a melhor equipa do mundo e quiçá da história do futebol, jogada num período da temporada que é sempre instável e logo após a perda de Falcao, revelou ao mundo como o Porto é seguramente uma das melhores equipas europeias da actualidade. E este facto não se resume apenas a um punhado de bons jogadores, mas sim a um clube e a uma estrutura fortíssima e super-adaptável que, creio eu, se assume cada vez mais como um clube apenas menor que tubarões como Real Madrid, Barcelona ou Manchester United.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3625 alignleft" style="margin-right: 12px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2011/09/james.jpg" alt="James Rodriguez" width="281" height="190" align="left" title="Porto: O Iniciar de Uma Época Atípica" />Repare-se que o Porto, além da perda de Falcao, jogou também sem Alvaro Pereira e James (talvez 3 dos pilares da época mágica que a esta equipa conseguiu rubricar na temporada passada), estando já Fernando &#8220;ultrapassado&#8221; por um Souza que apresenta maior dinâmica, e Bellushi, outrora titular, bem longe do seu melhor momento.</p>
<p>Este Porto de Vítor Pereira, é portanto já bastante diferente daquele que Villas Boas levou ao sucesso, sendo que algumas das medidas tomadas pelo novo técnico português revelam algo de muito positivo, que é um acreditar nas suas ideias e capacidades. Fucile, por exemplo, pouco utilizado em 2010, tem-se apresentado em grande estilo e foi um dos obreiros da belíssima composição táctica que os azuis-e-brancos apresentaram frente ao Barça.</p>
<p>Outro facto diz respeito a contratações. E se por ventura a falta de um ponta de lança poderá vir a manchar toda uma pré-temporada caso o Porto não o consiga recrutar em tempo útil, a realidade é que este Porto parece ter-se reforçado em força, isto apesar do ano de sucessos que culminou com um poker de troféus. Há alguns anos seria inédito ver o Porto fechar os negócios de Danilo e Alex Sandro da forma audaz como o fez, desembolsando montantes que são bastante relevantes para a indústria europeia de futebol.</p>
<p>Não obstante a óbvia participação de outras entidades nestes negócios (como os habituais fundos de investimento) a realidade é que o Porto parece não ter dificuldade em efectuar investimentos avultados, os apoios parecem surgir naturalmente, e isto deve-se obviamente à facilidade que este clube tem em lançar jovens jogadores e catapultá-los para outros palcos, alguns anos mais tarde, e a troco de somas milionárias. E num ano em que disputa a Liga dos Campeões como cabeça de série, certamente que esta situação se potenciará de forma ainda mais evidente.</p>
<p>O que esperar então deste Porto? A surpresa faz parte do futebol, e certamente que o Porto as terá esta temporada, quer por erro próprio quer por mérito alheio &#8211; basta olhar-se para um Benfica que se apresenta bem forte, um Braga que está em crescendo e um Sporting que necessitará de algum tempo mas que certamente incomodará muita gente -, mas estou convicto de que os dragões conseguirão assumir-se novamente como o grande favorito para vencer mais uma liga nacional. Jovens como Iturbe, James, Alex Sandro e até Kleber serão fortes apostas de Vítor Pereira, e a falta de um &#8220;Falcao&#8221; poderá até ser colmatada com um tridente ofensivo mais dinâmico e menos dependente de um homem de área. A grande questão é: conseguirá o Porto atingir a magia e o poderio revelados na época que terminou?</p>
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		<title>Walter Henrique da Silva: diamante ou problema?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 17:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[Foram diversas as semanas de indefinição no futuro deste jovem de 20 anos. E foi muita a paciência apresentada pelos dirigentes portistas, algo que não é muito usual de verificar no universo do dragão. Mas afinal o que levou a tanto esforço negocial? Será Walter um activo que apresenta desde já condições válidas para vingar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foram diversas as semanas de indefinição no futuro deste jovem de 20 anos. E foi muita a paciência apresentada pelos dirigentes portistas, algo que não é muito usual de verificar no universo do dragão. Mas afinal o que levou a tanto esforço negocial? Será Walter um activo que apresenta desde já condições válidas para vingar no FC Porto? Conseguirão os elementos da estrutura técnica portista moldar o jovem craque à realidade do futebol europeu?</p>
<p>O futuro o dirá, mas a realidade é que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1188723&amp;div_id=1304&amp;psec_id=46" target="_blank">Walter </a>poderá ser o primeiro craque com o dedo de Villas Boas a vingar no dragão. Natural de Recife, Walter Henrique da Silva começou desde cedo a brilhar fruto da sua capacidade física e remate fulminante. Actualmente com apenas 20 anos e 1.76m, o jovem pernambucano apresenta um peso médio de 87 kg, e apesar de já ter sido apelidado de &#8216;Gordinho&#8217;, o que é facto é que isso não lhe retira poder de explosão e a capacidade para furar defesas contrárias. Foi no Esporte Clube São José, clube da Série D brasileira, que Walter despontou. Em 2007, assinou pelo Internacional de Porto Alegre, percorrendo alguns escalões de formação e surpreendendo tudo e todos com a sua habilidade.</p>
<p>No início de 2009 <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1181691&amp;div_id=1304&amp;psec_id=46" target="_blank">Walter </a>era chamado para participar no Sudamericano Sub-20. É conhecida a história de diversos craques sul-americanos que se deram a conhecer ao mundo em troféus de selecções mais jovens. Pois bem, o brasileiro foi o melhor marcador da prova com 5 golos, conquistou o troféu, sendo considerado unanimamente como a figura da competição. As semelhanças com o &#8220;Gladiador&#8221; Adriano eram mais que muitas, começando na força física e na excelente técnica individual, e terminando no faro de golo e no inevitável potente remate aplicado com a perna direita. Cada partida era uma batalha para o jovem jogador, que era o primeiro defesa da equipa na luta pela conquista da bola. Uma qualidade que certamente revelará nos relvados portugueses.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3420 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/07/interwalter.jpg" alt="Walter" width="300" height="189" align="left" title="Walter Henrique da Silva: diamante ou problema?" />Mas a história de Walter tem tanto de brilhante como de dramática. É que o &#8220;Bigorna&#8221; já passou por quase tudo, desde problemas disciplinares, a conflitos com a &#8220;torcida&#8221;, até uma grave lesão. Segundo o seu empresário, a explicação para todos estes problemas tem uma base familiar. As dificuldades vividas pela família do atleta são sobejamente conhecidas.</p>
<p>Sem qualquer tipo de formação escolar, Walter sempre dependeu do futebol para sustentar a sua família, um fardo difícil de suportar para um miúdo de apenas 20 anos. Foi necessária uma forte actuação do seu empresário e clube para colocar esta jovem pérola no trilho certo, mas a realidade é que para o Inter já era tarde demais. Cansados de tanto problema, os dirigentes do clube aceitaram negociar o seu passe.</p>
<p>Outra curiosidade prende-se com a ligação do uruguai Juan Figger ao FC Porto. O agente de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1181002&amp;div_id=1304&amp;psec_id=46" target="_blank">Walter </a>é também responsável pela carreira de Hulk, uma das mais recentes jóias a aterrar nas Antas. Desde cedo que o empresário FIFA se especializou em atletas de nacionalidade brasileira. Foi um dos primeiros agentes a desenvolver a co-propriedade de talentos, sendo na altura investigado pelas suas actividades invulgares, acções que no entanto se tornariam perfeitamente comuns na indústria de futebol do século XXI, algo que assegura maior segurança e elasticidade financeira aos clubes de futebol na hora de adquirir novos talentos.</p>
<p>Walter é assim a 7ª compra portista neste defeso, chegando ao Porto por 6 milhões de euros (75% do passe) e prefazendo já mais de 25 milhões em aquisições para a temporada que se avizinha. Trata-se de mais uma aposta de <a title="Casino" href="http://www.spinpalace.com/portugues/" target="_blank">casino</a>, mas um investimento que segundo os responsáveis azuis se exige para fazer frente a uma época fracassada. James Rodriguez é outro dos diamantes que cabem a esta jovem equipa técnica moldar e tornar como activos válidos no contexto do nosso futebol. O que esperar deste Porto?<br />
<br/><br/></p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qtID5TKNgI8&amp;hl=en_US&amp;fs=1?rel=0&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/qtID5TKNgI8&amp;hl=en_US&amp;fs=1?rel=0&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;"> Melhores momentos de Walter </span></div>
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		<title>A nova identidade do meio-campo portista</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[O Porto mudou com a entrada de Ruben Micael&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421009" target="_blank">Porto</a> mudou com a entrada de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/ruben-micael-sporting-fc-porto-porto-classico-taca-de-portugal/1136328-1304.html" target="_blank">Ruben Micael</a>&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse de placa giratória, fazendo circular o esférico e sem necessidade de carteiros.</p>
<p>Nisso reside a especificidade da interpretação do futebol moderno, algo que distingue as grandes equipas das não tão grandes. Olhamos o Barcelona, um exemplo supremo de posse em progressão; toques curtos, mas sempre com destino ao golo. Vislumbramos a colocação do tridente medular; Xavi, Iniesta e Touré fazem a bola correr mais do que eles correm!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3359 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/porto-sporting-falcao.jpg" alt="Porto X Sporting" width="280" height="204" align="left" title="A nova identidade do meio campo portista" />Nesse imenso carrossel, há quase uma obrigação de os laterais se movimentarem para receberem o esférico numa zona mais recuada de construção, permitindo que ganhem a necessária embalagem para apoiarem os homens que fazem de extremos&#8230; e esse é um dos princípios basilares do sistema e a razão do engrandecimento de forma de homens como <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421447" target="_blank">Álvaro Pereira</a>, no Porto.</p>
<p>Com Ruben, o meio campo ganhou equilíbrio. Mesmo órfão de Meireles, conseguiu o que o internacional português este ano não houvera conseguido. Graças à sua melhor condição física &#8211; algo que o antigo jogador do Boavista, por estranho que pareça, ainda não aprimorou &#8211; consegue ser o elo que Lucho sempre foi, a âncora que se torna em mais uma unidade defensiva mas um temível municiador atacante&#8230; e isso tem feito toda a diferença!</p>
<p>E aí se entende como os jogadores do Porto, no fim do jogo para a Taça de Portugal, tendo corrido na sua totalidade menos quase seis quilómetros que os do Sporting, jogaram mais&#8230; muito mais! Com alguém que chega com maior facilidade ao seu lado, ou, que pelo menos, consegue endossar a bola bem redondinha, até Belluschi está outro jogador. Aquela indesejada posição de interior começa a fazer sentido, pois com o apoio dos laterais, com as maiores soluções de passe para o outro interior e com a resolução óbvia de colocar nos extremos, os carteiros parecem que, passe a metáfora, este é o tempo dos telemóveis e dos emails&#8230; que não a carta já não é mais entregue à mão, mas que, electronicamente ela chegará mais eficazmente!</p>
<p>Guardiola percebeu isso a época passada. <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421011" target="_blank">Jesualdo</a>, com esta peça do puzzle de nome Ruben Micael, parece igualmente ter compreendido qual é o rumo a tomar.</p>
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		<title>Benfica x Porto &#8211; Que esperar do clássico?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdo Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo o jogo tem a sua particularidade, assim como todos os clássicos por mais edições que tenham, terão sempre a sua particularidade. Este tem a particularidade de poder fazer com que o Benfica, apesar de ter passado grande parte do tempo na frente dos seus dois maiores rivais, passe a celebre quadra natalícia atrás de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o jogo tem a sua particularidade, assim como todos os clássicos por mais edições que tenham, terão sempre a sua particularidade. Este tem a particularidade de poder fazer com que o Benfica, apesar de ter passado grande parte do tempo na frente dos seus dois maiores rivais, passe a celebre quadra natalícia atrás de um deles, o Porto.</p>
<p>Jesus deve andar por estes dias com os cabelos mais brancos, com menos horas de sono, e com redobrada atenção aos treinos da sua equipa, em busca de um 11 que não defraude as expectativas da sua massa de adeptos. Busca ansiosamente soluções para substituir apenas e só Ramires, Coentrão, Di Maria e Amorim. Aquele que chamo de 12 jogador também está KO, Aimar, a estará em duvida até à hora do jogo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3300 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/radamel-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="191" align="left" title="Benfica x Porto   Que esperar do clássico?" />Não há jogadores insubstituíveis, mas Ramires acaba por ser um desses casos deste Benfica. O Brasileiro chegou, viu e rapidamente convenceu, tornando-se insubstituível em campo. De todos os ausentes, aquele que para mim menos falta fará ao Benfica, em termos de colectivo é… Di Maria, o Argentino à muito que voltou ao futebol irregular que tem caracterizado os seus anos na Luz. Coentrão e Amorim, &#8220;substitutos&#8221; de Ramires e Di Maria por castigo e lesão, acabam por também ficar de fora.</p>
<p>A equipa de Jesus há cerca de 3/4 jogos que deixou de apresentar frescura física, o que juntando a um maior conhecimento por parte dos adversários dos seus mecanismos ofensivos, tem diminuído e muito a qualidade futebolística encarnada. Já todos perceberam a importância dos laterais no futebol encarnado, e travá-los ofensivamente é uma das chaves para logo emperrar o futebol encarnado. Outra será anular as movimentações de Aimar e Saviola.</p>
<p>Voltando aos laterais, Jesus tem apostado em César Peixoto na esquerda, mas está mais que provado que o ex-Bracarense não consegue dar a profundidade necessária, que quer Schaffer ou mesmo Coentrão dão à equipa. Peixoto que certamente com a onda lesões e castigos, garante a titularidade no lado esquerdo do meio campo, deixando a lateral esquerda para… David Luiz. É publico que Jesus não aprecia o lateral esquerdo Argentino, e não acredito que deposite nele confiança para jogar o clássico. Acredito pois que puxe David Luiz para a esquerda da defesa, jogando Sidnei ao lado de Luisão. Javi Garcia é certo, assim como Aimar caso recupere, disputando Filipe Meneses e Carlos Martins as restantes vagas.</p>
<p>Jesualdo é neste momento um homem mais tranquilo, já que depois de uma fase menos boa o Porto parece ter reencontrado o seu rumo, e tendo as armas todas à sua disposição, Jesualdo poderá escolher o 11 que melhor se enquadra com as suas pretensões. E certamente a sua pretensão passa por passar o Natal á frente do seu rival.</p>
<p>Assim, na defesa não há grande duvidas. No meio campo, Fernando e Meireles estão certos, ficando a outra vaga entre Guarin ou Belluschi. Na frente, Hulk começará provavelmente na ala esquerda, de modo a manter sempre atento Maxi Pereira e assim evitando as subidas do lateral encarnado. Do lado contrário, Varela permitirá enriquecer o meio campo com 4 elementos quando o Porto não tiver bola. Ou seja, repetir um pouco do que foi feito em Madrid, 433 em ataque, 442 a defender, sendo a nuance táctica definida pelo posicionamento de Varela. Sobram ainda Cristian Rodriguez em mais um regresso à Luz, assim como Farias e Mariano Gonzalez, este último pouco querido pelos adeptos mais de enorme utilidade táctica para o treinador. Definitivamente, um Porto bem mais previsível em termos de 11 base que o seu rival Benfica.</p>
<p>Aparentemente mais dificuldades para Benfica do que para Porto, fruto das consequências dos 2 últimos jogos, mas o publico encarnado não deixará a sua equipa sozinha, e certamente tentará ele ser o 12º jogador. Que esperar de mais um clássico?</p>
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		<title>Liga dos Campeões: Atl. Madrid 0&#215;3 Porto &#8211; Dragão em crescendo&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 00:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[O Porto confirmou hoje, em Madrid, que se encontra num momento ascendente de forma. Efectivamente, os dragões, actuando em 4-3-3 com Maicon e Valeri nos lugares que, em Guimarães, foram de Rolando e]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-maisfutebol-futebol-iol-atl-madrid-cronica/1108779-4930.html" target="_blank">Porto</a> confirmou hoje, em Madrid, que se encontra num momento ascendente de forma. Efectivamente, os dragões, actuando em 4-3-3 com Maicon e Valeri nos lugares que, em Guimarães, foram de Rolando e Belluschi, usaram a receita que proveitosos resultados deu na passada sexta-feira.</p>
<p>E, assim, a entrada em jogo foi novamente fortíssima&#8230; e logo aos três minutos, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/bruno-alves-fc-porto/1108785-4062.html" target="_blank">Bruno Alves</a> subia aos ares de forma soberba para cabecear para o fundo das malhas de Sérgio Asenjo. Se a equipa entrou confiante, melhor tónico não poderia ter! Tentou recompor-se o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/quique-flores-benfica-atletico-madrid-fc-porto-porto-champions/1108792-4062.html" target="_blank">Atlético</a>, num 4-4-2 rudimentar e sem um verdadeiro organizador de jogo. Paulo Assunção e Cléber Santana não conseguiam acompanhar os extremos e a equipa transformava-se em duas enormes ilhas: a defensiva e a ofensiva composta por Simão na esquerda, Maxi Rodriguez na direita e Forlán, juntamente, com Aguero no centro.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3291 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/atletico-porto-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="183" align="left" title="Liga dos Campeões: Atl. Madrid 0x3 Porto   Dragão em crescendo..." />E apesar dessas limitações, ofensivamente a equipa ainda estrebuchou&#8230; os estertores que mantêm viva a equipa iam alimentando algumas acções em que o perigo rondava a baliza de Helton. Mas esse desequilíbrio surgiria, novamente&#8230; contra ataque rápido, as compensações inexistentes numa equipa absolutamente partida, e <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/36577-fc-porto-atropela-o-atletico-madrid-3-0" target="_blank">Falcao</a> a recarregar o primeiro remate de Fucile que subiu, tranquilamente, pela ala direita sem que algum colchonero o pressionasse. A imensa passadeira vermelha que os madrileños estendem aos adversários, na presente época, voltava a aparecer!</p>
<p>Aos vinte e seis minutos, o jogo ganhava o epípeto de resolvido. O Atletico tentaria, novamente, responder, especialmente através da sua dupla de avançados que tentava remar contra uma maré revolta,  consequentemente sem efeitos práticos! Na verdade, é doloroso ter dois avançados da estirpe de Forlán e Aguero e o resto da equipa ser incapaz de acompanhar o andamento&#8230; e aquele pontapé de bicicleta de <em>El Kun</em>, apesar de ter rasado o poste, levantou o Vicente Caldéron, num dos raros momentos de emoção para os adeptos colchoneros!</p>
<p>E com isto chegou-se ao intervalo. E se dúvidas existissem, o primeiro minuto tratou de decidir o jogo. Aguero saía lesionado e Forlán ficava órfão da alma gémea. O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413064" target="_blank">Porto</a> esse, calmamente, ia controlando o jogo, trocando a bola entre si, procurando espaços, esperando. Mas os dragões, mesmo assim, conseguiam criar perigo&#8230; Rodriguez isolado perante Asenjo permitiu que o guarda redes espanhol fizesse uma meritória mancha, negando o óbvio. Mas se a uma Cebola ainda se consegue dizer que não, nada se pode fazer contra a força de um Super Herói&#8230; <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fc-porto-alertas/hulk-fc-porto-maisfutebol-futebol-iol/1108786-3214.html" target="_blank">Hulk</a>, num momento de génio, bailou perante os aturdidos defesas espanhóis e desferiu tamanho balázio que o estranho foi não ter furado as redes!</p>
<p>O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413065" target="_blank">Porto</a> marcava o terceiro e demonstrava a sua diferença de andamento para o Atletico&#8230; uma verdadeira decepção desta época europeia! Quanto aos dragões, a certeza que há equipa para aspirar a altas ambições.</p>
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		<title>Liga Sagres: Guimarães 1&#215;4 Porto &#8211; Onde andou este Porto?</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 23:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Apetece perguntar: onde andou este Porto? O Porto pressionante, incansável, e que muito mereceu o sucesso das últimas temporadas parece estar de volta. E foi precisamente no Afonso Henriques, onde o futebol]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apetece perguntar: onde andou este <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/raul-meireles-bruno-alves-fc-porto-porto-vitoria-nuno-assis/1108096-4062.html">Porto</a>? O Porto pressionante, incansável, e que muito mereceu o sucesso das últimas temporadas parece estar de volta. E foi precisamente no Afonso Henriques, onde o futebol é praticado de forma intensa e bem ofensiva, que os pupilos de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/jesualdo-jesualdo-ferreira-fc-porto-porto/1108109-4062.html">Jesualdo</a> terão previsivelmente dado a volta a uma fase menos positiva.</p>
<p>Naquele que foi um excelente espectáculo de futebol, os portistas entraram em força e com vontade para controlar a partida. E assim o fizeram. <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-outros-desportos/fc-porto-v-guimaraes-maisfutebol-porto-jesualdo-liga/1108102-4932.html">Jesualdo Ferreira</a> apresentava o seu 433 clássico, com Rolando e Hélton de volta ao 11 titular, e Belluschi juntamente com Meireles a fazer a ligação do meio-campo ao ataque. E foi aí que consistiu o segredo deste Porto: as transições. Esse elemento tão importante do futebol do Porto que tem sido nas últimas épocas um dos seus pontos fortes foi mesmo aquilo que permitiu sair de Guimarães com os 3 pontos.</p>
<p>Os primeiros 45 minutos foram azuis, e foi sem surpresa que um fortíssimo Varela e um muito esforçado Falcao colocaram o Porto na frente por 2&#215;0. O Porto foi eficiente a defender, colectivista a atacar, e soube gerir os tempos da partida de forma sublime.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3278 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/guimaraes-porto-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="198" align="left" title="Liga Sagres: Guimarães 1x4 Porto   Onde andou este Porto?" />Contudo, o golo de Andrezinho na cobrança perfeita de um livre directo, quando o relógio já passava dos 45 minutos, poderia ter alterado de forma radical o rumo desta partida. Isto porque os vitorianos chegavam ao intervalo com o estímulo de um golo marcado, e entravam para o segundo tempo com esse pensamento &#8211; quiçá ainda intensificado no discurso de Paulo Sérgio.</p>
<p>E os 20 minutos iniciais demonstraram o que faz deste Vitória uma das boas equipas do nosso campeonato. Assis foi o maestro do costume, com uma frescura física impressionante e aliada à profundidade de Desmarets e Targino, que estendem o jogo dos minhotos de forma impressionante.</p>
<p>O golo do empate esteve à vista num punhado de oportunidades, mas num misto de sorte e de engenho foi algo que os portistas acabaram por evitar. Não marcando, o Vitória abria espaços na defesas e não tardou até que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/iol/1108099-4062.html">Bruno Alves</a> terminasse com a partida após livre de Raúl Meireles, quando curiosamente, instantes antes, o próprio se preparava para o bater.</p>
<p>Em jeito de conclusão, e numa partida onde a lealdade e o fair-play tiveram um papel importante, os dragões voltaram a mostrar a chama dos campeões, sabendo aproveitar a má entrada dos vimaranenses, e conseguindo igualmente fechar a partida quando o timing assim o exigia. Uma vitória robusta para a equipa azul-e-branca, e um claro colocar de pressão sobre os mais directos adversários. O verdadeiro <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/36214-fc-porto-goleia-em-guimaraes-4-1">Porto</a> parece estar de volta.</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;"><embed src="http://futebol.videos.sapo.pt/play-bwin?file=http://futebol.videos.sapo.pt/VvqYKkWQzp9BPZujcV1D/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" width="400" height="350"></embed><br />
<span style="color: #888888;"> Golo de Varela, aos 12m</span></p>
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		<title>Sérgio Conceição, um ganhador irreverente</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 00:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Surpresa das surpresas&#8230; o anúncio da retirada de Sérgio Conceição, ele que era um símbolo dos gregos do PAOK, deixou toda a gente estupefacta. Efectivamente, apesar do tentador convite provindo de Vryzas para assumir o cargo de director desportivo da equipa, ninguém esperaria que Conceição não chegasse ao fim da época, jogando, recalcitrando com os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Surpresa das surpresas&#8230; o anúncio da retirada de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/sergio-conceicao-maisfutebol-paok-conceicao-carreira-futebol/1103138-4062.html" target="_blank">Sérgio Conceição</a>, ele que era um símbolo dos gregos do PAOK, deixou toda a gente estupefacta. Efectivamente, apesar do tentador convite provindo de Vryzas para assumir o cargo de director desportivo da equipa, ninguém esperaria que Conceição não chegasse ao fim da época, jogando, recalcitrando com os árbitros, enfrentando os adversários.</p>
<p>Lembro-me de o ter visto, pela primeira vez, há já muitos anos, numa memorável equipa do Felgueiras, treinada por Jorge Jesus, no único ano em que os durienses estiveram na I Liga. Corria o ano de 1995 e o jovem com vinte e um anos estreava-se no escalão máximo português, após passagens por Leça e Penafiel. O seu talento, em Felgueiras, refulgiria&#8230; numa equipa atrevida, que Jesus gostava de dizer que jogava como o Barcelona, não fosse pelo menos pelo equipamento azul-grenã, o extremo direito brilhava a grande altura na ala direita, que na altura era toda dele. Denotando grande disponibilidade física e um pulmão que lhe permitia durar o jogo todo destacar-se-ia a grande nível, e nem mesmo a quebra que a equipa experimentou, na segunda metade do campeonato, o que inviabilizou a manutenção, travou o deslumbramento do país futebolístico com o jovem médio.</p>
<p>Tanto que assim era que o Porto, pela mão de António Oliveira, vindo, directamente, da Selecção, tratou de o resgatar&#8230; e a entrada no Porto seria de dragão. Oliveira sempre foi o homem das apostas surpreendentes e arriscadas, e com <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/sergio-conceicao-paok-federacao-madail-maisfutebol/1104747-1194.html" target="_blank">Sérgio</a> não seria diferente! A surpresa de lançar em Milão, às feras, um menino que no ano anterior calcorreava os humildes corredores do Machado de Matos foi total, mas juntamente, com os estreantes Zahovic, Artur, e um avançado brasileiro de nome Mário &#8211; Mário Jardel, para semos mais precisos &#8211; colocariam a Europa com a boca aberta de espanto. Uma vitória por três a dois em San Siro e Sérgio a apresentar o seu cartão de visita na Itália que passados uns anos trataria de o acolher!</p>
<p>E assim seria. Após tudo ganhar, internamente, no Porto onde ocupava todas as posições na banda direita, Itália resolveu acenar-lhe&#8230; logo a Lazio, por aqueles dias,uma séria contendora à ordem reinante dos tradicionais campeões. Cragnotti ambicionava um grande título e com <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1103147&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Sérgio</a> na direita, Nedved na esquerda, todos os sonhos seriam possíveis&#8230; e foram, na realidade! Logo no primeiro ano da sua aventura transalpina, uma inolvidável vitória na Taça das Taças frente a um Maiorca, que por essas alturas, encarnava a doutrina cuperista na sua máxima essência. Mas nem Cúper conseguiu dobrar uma Lazio que demonstrava tiques de colosso europeu! E essa vertigem ascendente, seria confirmada no ano seguinte com a conquista do scudetto, na última jornada, numa disputa digna de Hitchcock. Numa pugna tripartida, ao segundo, com Juventus e Inter!</p>
<p>Mas o mundo do futebol é algo de mutável, e de prescindível, Conceição passaria a vendável. Assinaria pelos gialloblu de Parma, onde se tornou o que foi em todos os clubes por onde passou: imprescindível! Mas antes dessa transferência, Sérgio viveu o momento mais alto da sua carreira no Euro 2000, jogando a lateral direito num jogo contra a Alemanha. Humberto Coelho, seleccionador da altura, apostou num surpreedente 3-5-2, e realizou um turn-over na equipa, tendo Sérgio a oportunidade, tantas vezes reclamada&#8230; e impossível até então por existir na equipa, por essas eras, o melhor jogador do mundo, chamado Luís Figo! Pois bem, Sérgio provou merecer o lugar com uma exibição, que quem assistiu jamais esquecerá. Um hat-trick perante uma atarantada Mannschaft que nesse dia demonstrou a necessidade de se renovar, e na despedida desse monstro sagrado de nome Lottar Mathaus brilhou um jovem humilde, mas empertigado, de Coimbra e cuja infância houvera sido dolorosa e sofrida, com a morte precoce dos progenitores!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3174 alignleft" style="margin-top: 4px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/inter-sergio-conceicao-rui-costa.jpg" alt="Sérgio Conceição e Rui Costa" width="280" height="186" align="left" title="Sérgio Conceição, um ganhador irreverente" />A partir daí, necessidade de Sérgio ser titular da equipa. Assumiria a posição de lateral direito e a segurança das suas exibições despertaria a cobiça do Inter. Aí viveria na pele o momento negro do Inter, por esses dias em plena crise de resultados e de identidade&#8230; e nem mesmo realizando quarenta e dois jogos em duas épocas, ganharia um estatuto de imprescindível! A saída nas constantes renovações empreendidas, por esses dias, por Moratti era óbvia. Saíria sem honra nem glória regressando à Lazio, onde a curva descendente, teimosamente, continuava a subsistir! Sairia a meio da época, regressando ao Porto, a um Porto construído com laivos de grandeza por Mourinho e onde Sérgio desempenhou quase um papel de artista convidado. Não podendo actuar nas epopeias da Champions, por estar previamente inscrito pela Lazio, assistira da bancada à inolvidável conquista europeia, e insatisfeito com a pouca utilização, abandonaria o Porto para não mais voltar.</p>
<p>Por estes dias, selar-se-ia a sua despedida da selecção, após o famigerado jogo de Guimarães, que Portugal perdeu por três bolas a zero com a Espanha. Ao certo, porém, nunca ninguém soube o que ocorreu, mas a verdade é que a carreira internacional de Conceição findou aí, ficando arredado do Euro 2004. Após a saída do Porto e um período de indefinição, chegaria à Bélgica onde ajudaria o Standard a retomar o caminho do sucesso. Tornar-se-ia alma da equipa, o seu maior símbolo e daria asas ao seu tradicional mau feitio, agredindo um árbitro&#8230; mas, independentemente da suspensão que foi alvo, a honra de na época 2004/2005 ter sido considerado o melhor jogador do campeonato e simultaneamente ter ajudado a crescer jovens promissores como Defour ou Witsel.</p>
<p>Em 2007 sairia rumo à Arábia Saudita onde não aguentaria muito tempo! Voltaria à Europa, ao PAOK treinado por Fernando Santos. No ambiente frenético de Atenas, nada melhor para Sérgio se exprimir.Ttornar-se-ia o líder da equipa, mas também o seu elemento mais contestatário! Apesar das expulsões, dos recorrentes acessos de mau génio ajudaria a equipa a alcançar, pelas mãos do Engenheiro Fernando Santos, um inolvidável segundo lugar, e acima de tudo a certeza de ser um verdadeiro ídolo!</p>
<p>Resolve, agora, dar por finda uma carreira repleta de êxito, para se tornar director desportivo. Passados estes anos apetece questionar se valeram a pena todos os episódios, todas as guerras, todas as arrancadas, todos os cruzamentos milimétricos? E a resposta só pode ser uma: valeu para Sérgio, pela sua carreira e para todos que tiveram a felicidade de um dia ver toda a sua paixão ao jogo. Obrigado por isso&#8230; por nunca desvirtuar a essência do futebol que é o amor ao jogo.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/aBoIhHcJFug&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/aBoIhHcJFug&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Sérgio Conceição no Euro 2000</p>
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		<title>Liga Sagres: Marítimo 1&#215;0 Porto &#8211; Campeão sem identidade</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 10:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há volta a dar. O campeão nacional não se encontra ao nível demolidor que patenteou nas pretéritas épocas! A derrota de hoje, na Madeira, apenas comprova esse facto, mas não nos leva a concluir o mesmo, pois tal já vem decorrendo destas dez jornadas do campeonato e de uma forma inequívoca!
Tal facto decorre das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há volta a dar. O <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-destaques-fc-porto-baba-falcao/1101688-1304.html" target="_blank">campeão nacional</a> não se encontra ao nível demolidor que patenteou nas pretéritas épocas! A derrota de hoje, na <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408941" target="_blank">Madeira</a>, apenas comprova esse facto, mas não nos leva a concluir o mesmo, pois tal já vem decorrendo destas dez jornadas do campeonato e de uma forma inequívoca!</p>
<p>Tal facto decorre das alterações que o onze azul e branco sofreu durante o defeso e que agora se vêm manifestando de forma eloquente. Assim, comecemos por generalidades&#8230; este plantel portista é o pior dos últimos quatro anos; a qualidade individual dos elementos que foram entrando para compensar as saídas dos jogadores transaccionados são incapazes de suprir a qualidade dos mesmos. E mesmo os backups que se encontram no plantel são de valor impróprio para quem tem qualquer tipo de ambição. Sapunaru ou Guarín são exemplos absolutos desta petição!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3120 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/maritimo-porto-alonso.jpg" alt="Marítimo - Porto" width="300" height="206" align="left" title="Liga Sagres: Marítimo 1x0 Porto   Campeão sem identidade" />Tacticamente falando, este <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408949" target="_blank">Porto</a> mantém o 4-3-3 da época passada. Todavia, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-jesualdo-ferreira-fc-porto-jornada-10-maisfutebol/1101700-1304.html" target="_blank">Jesualdo</a> olvida o que foi a virtude do sistema na zona intermédia em épocas anteriores: a facilidade e concomitante rapidez de circulação da bola, o que possibilitava inúmeros desequilíbrios. Todavia, Lucho partiu e Belluschi, apesar de bom jogador, não permite que o jogo portista tenha a mesma tranquilidade, sendo que, apesar, de dar acutilância e picardia ao jogo ofensivo, não lhe dá segurança, não lhe dá tranquilidade, não consegue fazer rodar a bola&#8230; logo, não dá à equipa o que Lucho lhe proporcionava! Ademais, e tendo Jesualdo percepcionado esse facto, inventou <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-guarin-fc-porto-liga-maisfutebol/1101706-1304.html" target="_blank">Guarín</a>&#8230; um tremendo erro, já que o colombiano é um trinco e dos puros&#8230; não é um barómetro do meio campo, mas um atleta impetuoso que sendo útil em pugnas musculadas, não permite à equipa assumir uma postura de controlo e de domínio na área medular do campo! A acrescer a débil forma física de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-raul-meireles-liga-fc-porto-porto-reportagem/1101689-1304.html" target="_blank">Raul Meireles</a>, que não possibilita aos portistas ter pulmão para dominar o jogo, para gerir ritmos, para chegar à frente para, rematar.</p>
<p>Na parte avançada, como carpe as mágoas o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-cronica-jornada-10-liga-maisfutebol/1101686-1304.html" target="_blank">Dragão</a> pela partida de Lisandro. <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-falcao-liga-jornada-10-maisfutebol/1101703-1304.html" target="_blank">Falcao</a>, apesar de ultimamente ter decrescido de produção e Farias, que apesar dos golos não se consegue assumir como imprescindível, são as únicas opções para atacar as defesas contrárias. Mas com o problema de serem demasiado iguais, homens de área, que jogam em cunha entre os centrais dando-se às marcações. Com um meio campo estático, como já foi demonstrado, e com um homem golo sem se deslocar para abrir espaços, o jogo portista torna-se dotado de uma absoluta previsibilidade.</p>
<p>E já que falamos em previsibilidade, chegou-se o momento de referir Hulk. Sozinho contra o mundo, pega na bola e enfrenta um, dois, três adversários&#8230; no desespero da solidão, a esterilidade de abandonado nada resolver&#8230; e a chamada ao escrete parece que funcionou como afectação e não motivação! Mas do outro lado o que resta? Um Rodriguez desinspirado, totalmente fora de forma, e que tarda a demonstrar os índices da época anterior ou um Mariano, ridiculamente inconsequente, correndo correndo e nada de útil produzindo!</p>
<p>A juntar a todos estes factores, uma impressionante carência psicológica&#8230; uma incapacidade gritante de chamar o coração para resolucionar o que a arte não consegue. Um <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/31853-fc-porto-volta-perder-pontos-em-derrota-com-o-maritimo-0-1" target="_blank">campeão</a> pleno de dúvidas existenciais e que caiu na Madeira sem, sequer, estrebuchar&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Liga dos Campeões: Apoel 0&#215;1 Porto &#8211; A caminho dos oitavos&#8230;</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/11/liga-dos-campeoes-apoel-0x1-porto-a-caminho-dos-oitavos/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 22:50:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Não fosse o brilhante tento de Falcao quando o relógio batia nos 84 minutos, e muito provavelmente esta análise estaria a inciar-se num tom menos positivo. Contudo, o brilhante tiro do colombiano premiou um Porto que hoje]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não fosse o brilhante tento de <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408180" target="_blank">Falcao</a> quando o relógio batia nos 84 minutos, e muito provavelmente esta análise estaria a inciar-se num tom menos positivo. Contudo, o belíssimo tiro do colombiano premiou um Porto que hoje se apresentou no Chipre com muito músculo, um meio-campo extremamente organizado mas a quem faltou quase sempre um último passe de qualidade.</p>
<p><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/jesualdo-jesualdo-ferreira-fc-porto-porto-champions-apoel/1100490-4062.html" target="_blank">Jesualdo</a> antevia um confronto de grande sofrimento. E não se enganava, o experiente técnico luso. Aliás, este momento assemelhava-se a muitos outros na história do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-porto-falcao-chipre-chapions-apoel/1100485-4930.html" target="_blank">Porto</a> nesta Liga dos Campeões: um adversário mais fraco, mas nem tanto acessível, um ambiente frenético nas bancadas e um futebol de luta do primeiro ao último minuto. E no Chipre foi precisamente esse o Apoel que se apresentou, uma equipa muito diferente da tenra formação que veio ao dragão tentar não perder, mas à qual pareceu sempre evidente uma importante falta de experiência na mais alta competição internacional de clubes.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3047 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/apoel-porto-hulk.jpg" alt="Hulk" width="300" height="200" align="left" title="Liga dos Campeões: Apoel 0x1 Porto   A caminho dos oitavos..." />Tacticamente, Jesualdo optava por <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/guarin-guarin-fc-porto-porto-apoel-champions/1100491-4062.html" target="_blank">Guarín</a> a resguardar o miolo lado a lado com Meireles, tendo como pivot defensivo Fernando nas suas costas. Este é aliás um dilema que o treinador portista tem vivido desde o início da temporada, pouca é a apetência do albiceleste Belluschi para se incorporar nas tarefas mais defensivas, especialmente quando o adversário apresenta um futebol mais combativo. E a escolha foi acertada, tal como aliás havia sido em Stamford Bridge. O colombiano é um médio todo o terreno, apresentando no entanto uma dinâmica pouco habitual para alguém que &#8220;destrói&#8221; com tanta qualidade &#8211; isto porque Freddy Guarín também sabe sair a jogar, e muito bem, faltando-lhe naturalmente a capacidade para decidir junto da área contrária, algo que foi visível ao longo dos 90 minutos. Guarín e Meireles formaram um duo de grande força, subindo à vez, mas defendendo em bloco sempre que possível, sendo portanto 2 dos homens chave deste triunfo <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/31080-fc-porto-vence-em-apoel-e-esta-nos-oitavos" target="_blank">portista</a>.</p>
<p>Na ausência de Mariano, o ainda em baixo de forma Rodriguez entrava para o onze e emparelhava com Hulk nas alas ofensivas da equipa, numa tentativa de trazer objectividade e velocidade ao ataque portista. Algo que contudo não sucedeu da forma que se poderia prever, já que ambos foram responsáveis pela maioria das bolas perdidas em meio-campo contrário. A certo ponto, era Falcao quem se deslocava ao meio-campo para buscar jogo ao ataque. Os cipriotas pouco mais fizeram do que jogar ao sabor do que o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408183" target="_blank">Porto</a> lhes permitia, tentando aproveitar qualquer perda de bola ou alívio menos acertado, algo que especialmente os laterais Alvaro Pereira e Sapunaru por vezes permitiram. Contudo, foi apenas possível ver um lance de real perigo vindo dos mediterrânicos &#8211; um remate de meia distância do avançado Mirosavljevic, ao qual Helton respondeu com uma estirada monumental.</p>
<p>Apesar de tudo, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-porto-falcao-chipre-chapions-apoel/1100485-1304.html" target="_blank">Hulk</a> foi o criador da maioria das ofensivas portistas, sendo no entanto uma sombra de si próprio &#8211; algo que já vem sendo recorrente nas últimas partidas. O brasileiro teima em decidir individualmente, e quando joga para a equipa fá-lo sem o melhor timing. Teve nos pés um golo fácil depois de uma abertura no limite do fora-de-jogo, mas de forma muito infeliz entregou a bola ao guardião Chiotis. Já no segundo tempo, e talvez no seu melhor lance, serviu o recém-entrado Farias para um golo que esteve muitíssimo perto. E seria mesmo o goleador argentino a construir o momento chave deste encontro, quando poucos já acreditariam na vitória. El Tecla contornou um defesa e entregou para <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/falcao-fc-porto-porto-apoel/1100488-4062.html" target="_blank">Radamel Falcao</a>, que ainda fora da área e muito ao seu jeito deixou a bola fugir ligeiramente para a sua direita para então disferir um remate cruzado que apenas terminou no fundo das redes cipriotas.</p>
<p>Com a empate do <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/chelsea-at-madrid-simao-quique-flores-champions-maisfutebol/1100493-1304.html" target="_blank">Chelsea</a> na capital espanhola &#8211; ingleses que estiveram a ganhar &#8211; o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-liga-dos-campeoes-premios-receitas/1100566-1304.html" target="_blank">Porto</a> cumpriu a sua missão de forma irrepreensível, e coloca-se <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sobe/fc-porto-apoel-sobe-liga-dos-campeoes/1100650-1497.html" target="_blank">entre os melhores 16 da Europa</a> quando faltam ainda disputar duas jornadas nesta fase de grupos. Brilhante, o dragão!</p>
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		<title>Liga Sagres: Porto 1&#215;1 Belenenses &#8211; Sem inspiração no dragão&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 23:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Será possível tanta ineficácia? Será normal deixar a partida correr por tanto tempo, para depois tentar resolver o jogo na última meia-hora? É assim este Porto actual, um misto de má forma de alguns dos seus jogadores]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será possível tanta ineficácia? Será normal deixar a partida correr por tanto tempo, para depois tentar resolver o jogo na última meia-hora? É assim este Porto actual, um misto de má forma de alguns dos seus jogadores basilares com a preocupação que se apodera de muitos dos atletas na véspera de uma partida europeia, como que querendo &#8220;resguardar-se&#8221; física e mentalmente.</p>
<p>Pois bem, este era o jogo em que a perda de pontos era um cenário inaceitável. Não apenas pela diferença de qualidade entre plantéis, mas especialmente pela importância de a equipa portista se anexar ao lote da frente na tabela classificativa, ficando calmamente a esperar pelo Braga x Benfica de amanhã. Este <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/30559-fc-porto---belenenses-siga-e-comente-aqui" target="_blank">Porto</a> não foi capaz, e não apenas menosprezou o adversário como foi também inoperante quando a partida estava na sua mão. Se frente aos estudantes a vitória acabou por surgir nos minutos finais, este Belenenses conseguiu ser mais maduro, e especialmente agradeceu a Falcao e companhia o festival de golos perdidos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2995 alignleft" style="margin-top:3px;margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/porto-belenenses-hulk.jpg" alt="Hulk" width="300" height="194" align="left" title="Liga Sagres: Porto 1x1 Belenenses   Sem inspiração no dragão..." />Tacticamente, o Belém vinha ao dragão com o pensamento &#8220;do costume&#8221;. Defender e pouco mais. Contudo, e pela valia de alguns dos seus atletas, cedo foi possível perceber que contra este Porto era possível estender um pouco mais a equipa, aumentando o espaço entre as linhas e colocando alguma pressão sobre a defensiva nortenha. E assim foi; especialmente pelos pés de Fredy e Lima, os azuis do <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407643" target="_blank">Restelo</a> foram capazes de irritar um Porto cujo golo não surgia, na maioria das vezes por culpa própria. O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407640" target="_blank">Porto</a>, que apresentou como maior novidade o regresso do pensador <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/fc-porto-porto-belenenses-farias-lima-bruno-alves/1099680-4062.html" target="_blank">Belluschi</a> e mantinha Mariano no onze (de volta à ala ofensiva) não foi capaz de acelerar o jogo como tantas vezes o tem feito esta temporada para resolver partidas. O argentino ex-Olympiakos trouxe alguma criatividade ao meio campo e permitiu uma maior dinâmica na zona central, algo contudo insuficiente tal era a inércia do colectivo.</p>
<p>Depois de um intervalo em que foi possível sentir a ansiedade que reinava no Dragão, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-belenenses-cronica-maisfutebol-futebol-iol/1099684-4930.html" target="_blank">Belenenses</a> entrou de forma matreira e estrategicamente lançou o veloz Lima que isolado desfeiteou Helton. Os portistas viam-se em desvantagem e num autêntico pesadelo, pairando no ar a fraquíssima exibição ante a briosa. Por esta altura, Falcao já estava em campo, ele que havia sido relegado para substituto com a titularidade de Farias, mas a meu ver o grande erro de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/jesualdo-fc-porto-belenenses-joao-carlos-pereira-jesualdo-ferreira-maisfutebol/1099688-4062.html" target="_blank">Jesualdo Ferreira</a> esteve na remoção de Belluschi (apesar de clara alguma falta de rotina) e o voltar a uma formação orfã de magia e que canalizava absolutamente o seu jogo nas alas, com cruzamentos ora de mariano, ora de Hulk ou Alvaro Pereira. Algo que até teria sido suficiente, não fosse a clara prisão de movimentos de <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407642" target="_blank">Falcao</a> que, em claro mau momento, desperdiçou oportunidades claras para que o Porto garantisse os 3 pontos de forma clara.</p>
<p>O que restou da partida foi um mero chuveirinho, e o golo não apareceu por acaso. Contudo, e a surgir, seria mais uma vitória sem magia, sem entusiasmo, de uma equipa que foi a imagem do seu treinador: amorfo, sem reacção à adversidade, e incapaz de dar o &#8220;clic&#8221; e partir para uma exibição mais conseguida. Fica o registo do primeiro empate concedido em casa pelos campeões nacionais na presente temporada.</p>
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		<title>Liga Sagres: Porto 3&#215;2 Académica &#8211; Um apático campeão</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 22:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Certamente que, na cabeça dos campeões nacionais, não passava outra ideia que não a vitória neste duelo com os estudantes. E o estatuto pode de facto vencer partidas, mas quando o favorito pouco mais faz do que se]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente que, na cabeça dos <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1406801" target="_blank">campeões nacionais</a>, não passava outra ideia que não a vitória neste duelo com os estudantes. E o estatuto pode de facto vencer partidas, mas quando o favorito pouco mais faz do que se posicionar no relvado deixando o jogo acontecer, a probabilidade de isso resultar em surpresa é obviamente bastante elevada.</p>
<p>O Porto foi assim mesmo, uma equipa apática, adormecida, desinspirada, cujos seus jogadores durante 1 hora de jogo praticamente não existiram em campo. Passes mal executados, inexistência de processos na construção de jogo e uma total desinspiração de elementos importantes como Raul Meireles, Hulk ou Rodriguez. O cansaço do jogo europeu poderá ser uma justificação, mas apenas em parte, pois a inoperabilidade do motor azul-e-branco foi gritante na maior parte da partida.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2946 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/porto-academica-hulk.jpg" alt="Hulk" width="300" height="212" align="left" title="Liga Sagres: Porto 3x2 Académica   Um apático campeão" />Findos os primeiros 45 minutos, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-porto-academica-futebol-liga-dragao/1098332-4930.html" target="_blank">Porto</a> acumulava 2 remates à partida &#8211; um deles com ligeiro perigo. A postura da equipa era de tal forma passiva que parecia ser complicado a Jesualdo Ferreira levantar o astral dos seus pupilos, e a realidade é que a entrada da equipa para o segundo tempo trouxe pouco de novo, a começar pelos 11 atletas. O jovem treinador <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/reportagem-fc-porto-academica-jesualdo-ferreira-andre-villas-boas-liga/1098334-1304.html" target="_blank">André Villas Boas</a>, ex-pupilo de Mourinho, via abrir-se uma porta na possibilidade de pontuar no dragão, e o futebol apresentado pela briosa foi em tudo contrário à sua posição na tabela classificativa. Uma formação que sabe posicionar-se em campo, sai a jogar com tranquilidade e tem em Sougou e Miguel Pedro dois velozes atacantes que trazem profundidade à equipa.</p>
<p>Contudo, aos 65 minutos, um herói improvável surgia na partida: <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-academica-fc-porto-maisfutebol-futebol-iol/1098331-1304.html" target="_blank">Mariano Gonzalez</a>. O mal amado do universo azul que, diga-se de boa verdade, não consegue apresentar a consistência exibicional que uma equipa de topo exige, foi colocado novamente no miolo do terreno depois do &#8220;falhanço&#8221; táctico na primeira metade do jogo europeu. E apesar da incapacidade em cumprir um lugar de &#8220;pensador&#8221;, uma característica está sempre presente no seu futebol, e ela é a sua interminável garra. E foi precisamente num rasgo de puro esforço que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/mariano-mariano-gonzalez-fc-porto-reportagem-academica-liga/1098335-1304.html" target="_blank">Mariano</a> abriu a contagem, cabeceando à entrada da área num lance de insistência, quando o defensor de negro julgava ter o lance sob controlo.</p>
<p>E já com Farias em campo, Mariano voltou a ser decisivo, com um cruzamento tenso para o interior da área onde Farias fazia o 2&#215;0. O que os portistas não esperariam era uma reacção adversária, que aconteceu não por uma mas por duas vezes, no 2&#215;1 e no 3&#215;2, quando Farias já havia conseguido o bis. Esta é certamente a lição de que todos os campeões necessitam para estabelecer objectivos e metas. Apesar de ter alcançado os 3 pontos, o Porto poderia facilmente ter sido surpreendido em pleno dragão apenas e só pela apatia do seu futebol. &#8220;Falta maturidade ao Porto&#8221;, indicou Jesualdo Ferreira, o que contudo não é justificável é a falta de empenho e de concentração de toda a equipa. O técnico portista tem falhado na promoção de alguma rotatividade na equipa, e o que é facto é que esta poderia ter sido uma boa partida para conceder a oportunidade a jovens que de certa forma iriam trazer a sua motivação à equipa.</p>
<p>Destaque também para o bom futebol nos pés de alguns estudantes, cujo potencial é claro como a água. A capacidade para potenciar este lote de bons atletas estará agora ao cargo de Villas Boas, que tem em Coimbra uma oportunidade para brilhar na sua estreia como técnico principal.</p>
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		<title>Liga dos Campeões: Porto 2&#215;1 Apoel &#8211; Ao ritmo de Hulk</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 21:10:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[O Porto chegava à terceira jornada da Champions com 3 pontos, sabendo de antemão que este jogo era crucial, tal como o anterior: não apenas porque jogava em casa, mas também porque defrontava uma equipa inferior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-cronica-apoel-maisfutebol-champions-hulk/1097438-4930.html" target="_blank">Porto</a> chegava à terceira jornada da Champions com 3 pontos, sabendo de antemão que este jogo era crucial, tal como o anterior: não apenas porque jogava em casa, mas também porque defrontava uma equipa inferior. O que provavelmente não esperaria o universo portista era a partida atípica que foi possível observar, com altos e baixos reveladores, naturalmente, do impacto causado pela pausa para partidas de selecções.</p>
<p>A falta de Belluschi por lesão terá sido o tema mas debatido quer pela imprensa quer pelos adeptos portistas na véspera da partida. E essa preocupação mostrou ter a sua razão de ser desde o primeiro instante da partida, já que a falta do 10 argentino foi algo que a equipa portista transpareceu desde que a primeira transição ofensiva do jogo. Na realidade, cabe imputar a Jesualdo a responsabilidade pela grave e deficiente organização no miolo do campeão nacional. A opção por Mariano foi descabida, e não obstante o espírito batalhador do internacional argentino, a sua colocação como interior direito é algo que o técnico português já havia testado anteriormente e sem resultados de relevo. Juntando a isso a estranha inconsistência no futebol actual de Raul Meireles, este <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-cronica-apoel-maisfutebol-champions-hulk/1097438-1304.html" target="_blank">Porto</a> deixava a desejar na hora da construção.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2886 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/porto-apoel-hulk.jpg" alt="Hulk" width="300" height="196" align="left" title="Liga dos Campeões: Porto 2x1 Apoel   Ao ritmo de Hulk" />Não é apenas fixação. Os primeiros 45 minutos denotaram um Porto que apenas funcionou ofensivamente quando o trio ofensivo recuou para buscar jogo. Foi assim que surgiu o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1406238" target="_blank">golo de Hulk</a> &#8211; em associação ao erro grave da defensiva cipriota &#8211; e foram assim a maioria dos lances de perigo dos azuis-e-brancos, com especial destaque para um irrequieto e incisivo Cristian Rodriguez. Antes desse golo, e para surpresa dos milhares de espectadores presentes esta noite no dragão, seria mesmo o Apoel a abrir o marcador num lance dividido junto a Helton, sendo depois Alvaro Pereira a colocar o esférico na sua própria baliza. O Porto via-se a perder por culpa própria, por permitir a uma equipa de nível inferior um agigantamento claro, pecando pela falta de pressão dos seus elementos mais recuados quando a equipa cipriota definia o seu futebol ofensivo. Aliás, essa falta de pressão foi uma evidência durante toda a primeira parte, algo que a espaços revelou um Apoel desinibido, bem distribuído no terreno de jogo e com capacidade para incomodar os portistas. Quando já se ouviam ligeiros assobios na cidade do Porto, Falcao aproveitou de forma sublime um deficiente passe atrasado de um médio cipriota contornando depois um defesa e servindo <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/fc-porto-porto-hulk-fernando-fucile-rodriguez/1097436-4062.html" target="_blank">Hulk</a> que finalizou sem dificuldade. Um golo crucial para as ambições portistas na prova.</p>
<p>Se o primeiro tempo havia começado mal e terminado em crescendo, o segundo tempo acabou por ser uma antítese a esse nível. Uma entrada de rompante, um penalty e mais um golo de Hulk, e um meio-campo que agora via Rodriguez a construir e relegava um &#8211; sem surpresa &#8211; nada brilhante Mariano para uma das alas ofensivas. Nesta altura vimos um Porto que poderia &#8211; e deveria, não fosse um surpreendente falhanço de Falcao à boca da baliza &#8211; ter acabado com o jogo ao marcar o terceiro tento. Hulk esmagava a defensiva contrária, e quer individualmente quer em tabelinhas gerava o pânico numa defensiva que contava com o luso Nuno Morais, autor de uma exibição positiva. O golo, no entanto, não surgiu.</p>
<p>Com o passar do tempo, o Porto começou a denotar alguma ansiedade e o cansaço de alguns dos seus elementos permitiu ao jogo repartir-se, criando a espaços um buraco no meio campo. Valeu a portistas a ainda mais evidente falta de forças dos seus oponentes que só por um par de vezes foram capazes de se organizar e levar a bola à área contrária com algum perigo. A expulsão do elo mais fraco Mariano não veio ajudar, mas os últimos minutos trouxeram um Porto que foi capaz de segurar a bola, trocá-la entre si e fechar a terceira ronda da melhor forma possível: com uma <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/fc-porto-cronica-apoel-maisfutebol-champions-hulk/1097438-1304.html" target="_blank">vitória</a>, que se torna ainda mais saborosa somada ao triunfo do Chelsea por 4&#215;0 em Stamford Bridge.</p>
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		<title>Treinador, entre a besta e o bestial</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 21:52:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[É uma das profissões mais instáveis em todo o Mundo, e são poucos os que se conseguem manter no mesmo local de trabalho por mais de poucos anos. Sujeitos a um stress permanente e esmagador, estes profissionais mediáticos tão depressa são elevados ao estatuto de líderes competentes como no dia seguinte passam por estrategas falhados. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma das profissões mais instáveis em todo o Mundo, e são poucos os que se conseguem manter no mesmo local de trabalho por mais de poucos anos. Sujeitos a um stress permanente e esmagador, estes profissionais mediáticos tão depressa são elevados ao estatuto de líderes competentes como no dia seguinte passam por estrategas falhados. Apesar de tudo, a profissão de treinador de futebol continua a ser desejada por muitos. Basta dizer, por exemplo, que no nosso país existem 1800 treinadores certificados para dirigir as equipas da 1ª Liga, onde só apenas 16 podem brilhar.</p>
<p>Na última temporada de futebol no nosso país, foram como habitual diversas as chicotadas psicológicas que puderam ser verificadas. No fim, alguns dos clubes que trocaram de treinador como se troca de camisa hão-de verificar que, afinal, o despedido não tinha culpa nenhuma e o  salvador  não veio salvar nada. O impulso deve-se ao facto de, por vezes, a famosa chicotada ter os efeitos desejados e daí a esperança de que resulte sempre. Assistimos, então, a curiosas movimentações, como a chamada de treinadores que tinham sido despedidos de outros clubes e esperam, no desemprego, que aconteça o mesmo a outros ilustres colegas. Assim se vai rodando, o despedido de ontem é o contratado de hoje e tentará aguentar-se à tona o máximo tempo possível.</p>
<p>Regra geral, na origem da chicotada psicológica está a pressão dos excelentíssimos sócios e adeptos, que não se conformam com as derrotas nem com as fracas exibições. Pode o treinador estar na maior inocência, devendo-se os desaires ao elementar facto das outras equipas serem pura e simplesmente superiores. Ninguém quer saber. Aos jogadores podem assobiá-los, mas não despedi-los por atacado, o treinador é mais <em>descartável</em>. Muitas têm sido as ocasiões em que os dirigentes procedem à chicotada conscientes de que se trata de um erro e de uma injustiça. Mas, perante a contestação da <em>massa associativa</em>, não há outro remédio que não seja entregar o barco a outro timoneiro. Vivendo nesta insegurança, não é de surpreender que os treinadores – não todos, mas muitos – cometam o pecado de sacudir a água do capote, apontando o dedo a pretensos responsáveis pelas derrotas, quase sempre os árbitros. Naquelas pequenas entrevistas que se fazem no final dos jogos é quase uma raridade que o treinador derrotado não aponte três ou quatro lances em que o árbitro prejudicou a sua equipa. É assim entre os países latinos e sul-americanos, onde os treinadores estão muito mais vulneráveis e sujeitos a uma rotatividade mais acentuada. Entre os ingleses, que têm mais «fair-play» e onde se joga o melhor futebol do mundo, os treinadores ficam bastante tempo à frente das suas equipas. Basta dar o exemplo do Manchester, onde o treinador já lá está há mais de duas décadas, ou de Wenger no Arsenal, há 12 anos. Contudo, e quando analisamos as equipas britânicas de segunda linha, iremos ver que quando os resultados não aparecem, a solução mais simples acaba por ser quase sempre a mesma: o despedimento do técnico principal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2724 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 6px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/howard-saves.jpg" alt="Howard saves" width="300" height="188" align="left" title="Treinador, entre a besta e o bestial" />Outro factor que pode condicionar é a aposta que os treinadores deviam fazer nos jogadores oriundos da formação, que muitas vezes ou por medo em apostar, ou por outros interesses “estranhos “ e influências de terceiros, essa aposta não é feita. Devo referir que nunca estive ligado ao futebol sénior mas causa-me estranheza algumas justificações que são dadas para não se apostar nesses jovens, frases do tipo &#8220;são bons mas não tem experiência&#8221; ou &#8220;ainda é um miúdo e tem muito de aprender”, etc. Não são estas só desculpas sem qualquer nexo e que certamente complicam a simplicidade de um jogador ter ou não ter qualidade? Não me parece que a idade seja assim um factor tão importante, pior, mais tarde chegam ao clube atletas (estrangeiros ou não) que analisando o seu passado pergunto-me se serão mais experientes&#8230; tiveram uma melhor formação? Por isso, parece-me essencial o &#8220;factor treinador&#8221; pois também é preciso que estes jogadores tenham uma &#8220;mão&#8221; que os empurre. Em adição, são quase sempre os jogadores da casa aqueles que maior apoio darão ao treinador no seu percurso, na gestão do balneário e até na voz dentro de campo.</p>
<p>Um dos melhores ou piores amigos de um treinador é sem sombra de dúvidas o árbitro. Se não houver modo de <em>pegar</em> nos árbitros – que, na verdade, por vezes, cometem erros incompreensíveis –, o treinador vencido tenderá a atribuir o mau resultado ao azar, às oportunidades de golo <em>incrivelmente</em> perdidas – enfim, a tudo o que não seja da sua própria responsabilidade. Devemos ser tolerantes: é um homem ameaçado no seu ganha-pão. Mesmo assim, cada vez há mais candidatos à carreira de treinador. São, naturalmente, os futebolistas que chegam ao fim da carreira e nunca foram preparados para outro emprego.</p>
<p>A verdade é que ter jeito não basta. Não basta ter paixão ou jeito para o futebol para ser treinador de futebol. Até para as equipas infantis é preciso formação adequada. É neste contexto que existem cursos de formação geridos pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) através de 22 associações regionais e que se encontram distribuídos por 4 níveis. Dispensados do primeiro nível, estão os jogadores com mais de 15 internacionalizações ou os licenciados em Educação Física, com opção em Futebol. Durante os vários níveis de formação, estes profissionais aprendem, para além da táctica e da técnica futebolística, noções de arbitragem, ciências comportamentais e até têm de saber dar massagens. Mas o sucesso, como sabemos, centra-se na capacidade inata de &#8220;pegar&#8221; num conjunto de rapazes e colocá-los em campo, organizadamente, esperando que estes coloquem em prática todos os seus ensinamentos. E essa, sim, é uma arte ao alcance de poucos.</p>
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		<title>FC Porto &#8211; Um Grupo de Risco</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 20:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[A sorte poderia ter sido mais amiga do único representante português, na Champions League. Com efeito, o Grupo D encerra inúmeros perigos e três galos para dois poleiros! Ipso modo, os portistas terão de medir forças com os ingleses do Chelsea, com os espanhóis do Atletico Madrid &#8211; dois reencontros &#8211; e com os cipriotas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sorte poderia ter sido mais amiga do único representante português, na Champions League. Com efeito, o Grupo D encerra inúmeros perigos e três galos para dois poleiros! Ipso modo, os portistas terão de medir forças com os ingleses do Chelsea, com os espanhóis do Atletico Madrid &#8211; dois reencontros &#8211; e com os cipriotas do Apoel! E a verdade é que quer Chelsea quer os colchoneros assumem o mesmo objectivo que os azuis e brancos, a passagem à fase eliminatória da competição.</p>
<p>Efectivamente, os blues do mais rico bairro de Londres, parecem querer, este ano, assumir o que em 2008 a escorregadela de Terry em Moscovo tirou&#8230; e Ancelotti, parece, estar a rentabilizar as estrelas que actuam nos ingleses.. Drogba, Lampard, Terry começaram a época a todo o gás e o Dragão rejubila por rever quatro filhos dilectos: Bosingwa, indiscutível na lateral direita, Ricardo Carvalho, em momento de forma sublime &#8211; talvez Ancelotti lhe tenha revelado o segredo da eterna juventude de Maldini &#8211; Deco, com lampejos da sua genialidade, e Hilário a guardar as costas ao indiscutível Petr Cech! Quanto a contratações, apenas duas&#8230; o esquerdino russo contratado ao CSKA Moscovo, de nome Yury Zhirkov, uma das grandes estrelas da epopeia russa no Euro 2008, e o jovem dispensado pelos citizens, Daniel Sturridge! Os blues terão de ser os favoritos a vencer o grupo&#8230;</p>
<p>Se falamos de filhos dilectos do Dragão, falemos de enteados&#8230; os que jogam no Atletico Madrid&#8230; Paulo Assunção autor de uma surpreendente, e porque não dizê-lo corajosa, saída do Porto e Simão, visto pelos dragões mais fundamentalistas como símbolo do eterno rival. Mas o Atleti, que baqueou nos oitavos finais da Champions do ano transacto no Porto, é mais que esses dois valorosos atletas: é Forlán, um temível goleador, eterno candidato a Pichichi, é Kun Aguero, um desses prováveis herdeiros de Maradona &#8211; ele que também dá herdeiros a Maradona, já que é seu genro e pai do primeiro neto do seleccionador alviceleste.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2648 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/08/simao-forlan-atletico-madrid.jpg" alt="Atletico Madrid" width="300" height="203" align="left" title="FC Porto   Um Grupo de Risco" />Quanto a contratações e atendendo que a defesa, como o Porto provou, era o sector mais débil da equipa, a mesma foi convenientemente reforçada. Para a baliza, de Valladolid chegou a futura sombra de Casillas na selecção&#8230; Efectivamente se os colchoneros perderam Coupet e Léo Franco &#8211; autor de memorável exibição no Porto &#8211; a contratação de Sérgio Asenjo garante um longo futuro nas redes do Vicente Caldéron. A elasticidade e rapidez de reflexos estão garantidas nas balizas do Atleti, que para a próxima década parecem ter dono. Além deste para a defesa chegaram para o centro da zaga o internacionale experimentadíssimo defesa Juanito, provindo do Bétis e o jovem uruguai Leandro Cabrera. É óbvio que Resino detectou o grande problema da equipa no ano passado e pretende resolvê-lo. Curiosidade, também, para rever Reyes de volta aos relvados portugueses&#8230; e ansioso por mostrar um pouco mais da sua qualidade! Juntamente com o Porto, deverá lutar pelo segundo lugar do grupo&#8230; o último que dá acesso aos oitavos final!</p>
<p>Quanto ao Apoel, o chavão que já não há equipas fáceis aplica-se na perfeição. Graças à sua colónia estrangeira, onde se integram três portugueses &#8211; o ex-bracarense Paulo Jorge, o ex- Chelsea Nuno Morais e Hélio Pinto, produto dos escalões jovens do Benfica &#8211; e alguns polacos de boa qualidade &#8211; Kamil Kosowski, Marcin Zewlakow e Adrian Sikora &#8211; poderá fazer com que qualquer uma das equipas mais fortes tenha de fazer contas à vida após perder pontos inesperados&#8230; e lembremo-nos do pretérito ano do Anorthosis Famagusta e das dores de cabeça que, inclusivamente, provocou ao Inter de Mourinho. Em suma, um grupo equilibrado, em que todo o cuidado será pouco. A partir de meados de Setembro algumas destas dúvidas começarão a ser esclarecidas!</p>
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		<title>«Notáveis Azuis» &#8211; Rui Barros</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 11:53:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual será o portista que poderá esquecer o génio de Rui Barros? As arrancadas, os dribles, os lances puros de classe, ingredientes que formaram o dia-a-dia de um atleta que em campo &#8211; e fora dele &#8211; respirou humildade e profissionalismo.
Nortenho de gema, Rui Barros nasceu em Lordelo, e foi aí mesmo que pela primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual será o portista que poderá esquecer o génio de Rui Barros? As arrancadas, os dribles, os lances puros de classe, ingredientes que formaram o dia-a-dia de um atleta que em campo &#8211; e fora dele &#8211; respirou humildade e profissionalismo.</p>
<p>Nortenho de gema, Rui Barros nasceu em Lordelo, e foi aí mesmo que pela primeira vez competiu, no clube da sua zona.  Como jovem, passou ainda pelo Rebordosa e Paços de Ferreira, até ser contratado pelo FC Porto e rapidamente conquistar o seu primeiro título: o de campeão de juniores. A qualidade técnica e a genialidade do então jovem começaram a transbordar do seu futebol, e a sua baixa estatura começava a tornar-se um enorme trunfo perante os seus oponentes. Depois de passar alguns anos emprestado a outros clubes nacionais, Rui Barros consolidou  definitivamente o seu lugar no plantel sénior do FC Porto, na temporada de 1987/88 &#8211; diz-se até que no início dessa temporada esteve perto de ser dispensado. O <em>timing</em> acabou por ser fundamental, já que Rui se juntava a um lote de eternos vencedores &#8211; na ressaca da conquista da Taça dos Campeões Europeus de Viena. O espírito ganhador e a experiência dos seus colegas permitiu tirar o melhor do seu futebol, e foi de forma activa que participou em outras duas conquistas, a Taça Intercontinental e a Supertaça Europeia, frente ao Ajax. Na Holanda, o golo foi da sua autoria. Foi também campeão nacional, e assumiu-se definitivamente como titular no onze portista.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2384 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/rui-barros-porto.jpg" alt="Rui Barros" width="300" height="209" align="left" title="«Notáveis Azuis»   Rui Barros" />Titular no Porto e opção frequente na Selecção Nacional, a cobiça de grandes equipas europeias foi vista de forma natural. A magia do futebol, aliada à sua baixa estatura despertou a curiosidade da <em>vecchia signora</em>, que desta forma assinou o internacional português. O contrato era de dois anos, e Rui Barros cumpriu-o de forma brilhante, sendo ainda hoje recordado pelos italianos como um jogador genial e um enorme profissional. Em 95 jogos, fez 19 golos e conquistou uma Taça de Itália e uma Taça UEFA. No defeso da temporada 90/91 mudou-se para o Mónaco de Arsène Wenger, fazendo com George Weah uma das mais ferozes duplas ofensivas da Europa. Venceu a Taça de França e foi finalista da Taça dos Vencedores das Taças em 1992, que acabaria por perder frente ao Werder Bremen. Três anos volvidos, transferiu-se para o Marselha, jogando ao lado de Paulo Futre.</p>
<p>Na temporada de 94/95 terminou o seu ciclo no exterior, e voltou ao seu clube do coração para 5 temporadas de grande qualidade, ajudando o clube a sagrar-se penta-campeão, vencendo também 2 Taças de Portugal e 3 Supertaças. Rápido, imprevisível, Rui era um avançado que dava enorme profundidade à equipa, pelas várias funções que simultaneamente cumpria em campo. Além de um criativo, era também um bom rematador, finalizando com a mesma qualidade com que se desmarcava ou servia para outro marcar. Era esse mesmo o trunfo de Rui Barros: a disponibilidade, o trabalho de equipa, e um coração em tudo oposto à sua altura.</p>
<p>Como profissional dedicado, o pequeno atleta terminou a sua carreira e com naturalidade se manteve no clube do coração, tendo ainda a possibilidade para conquistar uma Supertaça como treinador interino. Actualmente, desempenha funções de treinador-adjunto, ajudando o clube a manter a mística que ele próprio transportou.</p>
<p>Assim é Rui Barros. Um pequeno grande campeão.</p>
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		<title>Análise: Man Utd 2&#215;2 FC Porto</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 10:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Na noite de ontem, Jesualdo Ferreira demonstrou como, na terceira temporada ao leme dos dragões, tem a sua equipa definitivamente afinada para os grandes palcos internacionais. Foi uma exibição de raça, personalidade, carácter, e qualidade, muita qualidade dos diversos atletas que vestiram de azul e branco. Penso que o treinador portista &#8211; que no passado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na noite de ontem, Jesualdo Ferreira demonstrou como, na terceira temporada ao leme dos dragões, tem a sua equipa definitivamente afinada para os grandes palcos internacionais. Foi uma exibição de raça, personalidade, carácter, e qualidade, muita qualidade dos diversos atletas que vestiram de azul e branco. Penso que o treinador portista &#8211; que no passado fui o primeiro a criticar em determinadas ocasiões &#8211; deverá receber os louros desta magnífica exibição. A forma como a equipa se comportou em campo revelou inteiramente os conceitos que o Professor tem encutido neste Porto ao longo destes últimos anos, e que na partida de ontem pareceu ter os músicos perfeitos para tocar uma sinfonia bem afinada em Old Trafford.</p>
<p>A entrada em jogo, de enorme pressão e eficiência na recuperação de bolas, foi a forma ideal para este Porto se segurar e garantir que não haveria uma surpresa madrugadora dos pupilos de Ferguson. E este afinco foi de tal ordem, que foi mesmo o Porto a primeira equipa a marcar &#8211; e que golo! Rodriguez apareceu a tirar partido de um corte deficiente, e disferiu um remate forte e colocado. O golo não apenas fez os ingleses tremer, como naturalmente fez este Porto saltar em confiança, e o que é certo é que, mesmo com o lance extremamente infeliz de Bruno Alves (ao qual se junta a magnífica flexibilidade mental de Rooney) este Porto foi claramente a melhor equipa em campo neste 1º tempo, recuperando bolas, obrigando o Manchester a passar mal, a retrair-se, e sempre que possível criando embaraço a Van der Sar e seus companheiros de rectaguarda.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1779" style="margin-left: 7px; margin-right: 7px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/manchester-porto-hulk-evra.jpg" alt="Análise: Man Utd 2x2 FC Porto" width="290" height="193" align="left" title="Análise: Man Utd 2x2 FC Porto" />O segundo tempo iria trazer um Manchester mais personalizado, mais ofensivo como seria de esperar, e cabia ao Porto ter a força mental para dar seguimento a um primeiro tempo de grande categoria. E foi essencialmente nestes segundos 45 minutos que brilharam jovens como Fernando e Cissokho, o brasileiro &#8220;secando&#8221; Ronaldo, e o francês com diversas arrancadas no seu corredor esquerdo. Segurança foi a palavra-chave, e não houve quem não cumprisse a esse nível. O golo de Tevez, esse, partiu de uma jogada de laboratório só ao alcance dos melhores do mundo. Mas se poucos acreditariam num melhor resultado &#8211; a realidade é que portistas e portugueses já se contentavam com um 2&#215;1 fora de portas &#8211; o Porto não quis sair por baixo e mostrou ao mundo do futebol como estes 90 minutos de qualidade não haviam sido em vão. Lisando construiu, e Mariano foi o herói improvável, no sítio certo e na altura certa, desfeiteando Van der Sar com a coragem de um verdadeiro dragão.</p>
<p>Jogando taco-a-taco com o campeão europeu, o Porto revelou como tem aquilo que é preciso para sonhar novamente com o título europeu. Ainda haverá muito caminho a percorrer, mas a exibição de ontem foi a prova de que este Porto tem uma equipa ganhadora, com estofo europeu, e não é apenas uma turma à procura de um dia de inspiração ou de um lance de sorte. Parabéns FCP.</p>
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		<title>O Desaparecimento do Número 10</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 13:12:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao longo dos últimos anos, o futebol moderno tem vindo a constatar cada vez menos jogadores que dentro de campo intepretassem o papel do clássico organizador de jogo, o elemento sobre o qual invariavelmente a condução de jogo teria que passar, jogada após jogada. Devido a diversas condicionantes de ordem predominantemente táctica, impostas pelos condicionalismos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo dos últimos anos, o futebol moderno tem vindo a constatar cada vez menos jogadores que dentro de campo intepretassem o papel do clássico organizador de jogo, o elemento sobre o qual invariavelmente a condução de jogo teria que passar, jogada após jogada. Devido a diversas condicionantes de ordem predominantemente táctica, impostas pelos condicionalismos do futebol moderno, esse papel clássico dentro de campo tem vindo a desaparecer, ou melhor, tem vindo a ser absorvido noutras posições. Este fenómeno há muito analisado e discutido no futebol moderno é passível igualmente de ser observado nos três grandes do futebol português, e nos seus hipotéticos respectivos números 10 em campo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1842" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/joao_moutinho_sporting.jpg" alt="O Desaparecimento do Número 10" width="280" height="181" align="left" title="O Desaparecimento do Número 10" />Começando pelo F.C. Porto, o jogador com as funções mais aproximadas a esta posição é Lucho González, geralmente encarado como o motor da equipa portista. É vulgarmente escrito que se Lucho não está em forma a equipa ressente-se, não só nos processos de transição ofensiva e defensiva, como igualmente da capacidade da equipa em colocar jogadores junto a àrea para ganhar segundas-bolas ou aumentar exponencialmente os remates de meia distância no decorrer do jogo. O seu papel é mais associado ao de um típico número 8, um médio preferencialmente de transição, mas que, devido à sua grande capacidade de passe e visão de jogo, interpreta por vezes na perfeição os momentos de jogo, daí o fluxo de jogo portista ser, em grande parte, determinado pelos seus pés. O facto de jogar com Fernando e Raúl Meireles atrás de si, dá-lhe liberdade de subir mais no terreno e pisar outras zonas dentro de campo, o que consequentemente lhe confere muitas vezes esse a função de número 10, apesar de no papel, nas costas e na sua natureza de jogador, não ter as características clássicas de um playmaker à antiga.</p>
<p>Na equipa do Sporting é possível encontrar índicios precisamente do contrário: no papel e no sistema táctico, a posição de número 10 de facto existe, mas dentro de campo, o jogador que o desempenha por diversas vezes executa funções e movimentos que inevitavelmente o afastam da natureza clássica de um 10. Recentemente, é João Moutinho que tem vindo a desempenhar esse papel. Apesar de se considerar e ser considerado quase um verdadeiro número 10, no decorrer dos encontros do Sporting, Moutinho posiciona-se e executa movimentos não muito típicos de um jogador dessa posição. Quando a equipa detém a posse de bola nos seus jogadores mais defensivos, Moutinho coloca-se frequentemente numa linha avançada quase em paralelo aos os dois avançados da equipa, situando-se portanto muito próximo dos centrais da equipa adversária, daí mais afastado da bola e de a receber em condições favoráveis às qualidades de jogo que lhe são reconhecidas. Logicamente que durante a partida, recua por diversas vezes no terreno para pegar na bola e pautar o jogo com passes e movimentos de ruptura, combinados com tabelas e trocas de bola, mas os condicionalismos tácticos da equipa parecem constrangi-lo a certas zonas e movimentos que o impedem de assumir verdadeiramente a função de número 10. Neste caso, trata-se que no papel está de facto um jogador na posição 10, mas em campo, esse papel não existe verdadeiramente. Também pelas características de Moutinho, um jogador rápido e de grande resistência física, permitem-lhe deslocar-se em grande escala e movimentar-se com o mesmo ritmo em várias posições do terreno, o que, aliado aos seus argumentos técnicos e tácticos, o têm posto a desempenhar praticamente todas as outras posições no meio-campo leonino, o que tem contribuindo igualmente para uma falta de “afirmação” e aparecimento constante na posição 10 da equipa.</p>
<p>Por último, o caso da equipa do Benfica é a que parece causar maiores “problemas”. Pablo Aimar sempre foi reconhecido como um moderno número 10, que nos seus tempos de Valência era presença assídua da selecção argentina em fases finais e em jogos de qualificação. As suas qualidades para desempenhar o cargo parecem ser inatas e inevitáveis em qualquer equipa da qual seja elemento. Contudo, desde que chegou ao Benfica, o treinador parece não ter encontrado a posição ideal para o colocar, isto porque o seu sistema táctico predilecto &#8211; 4-4-2 &#8211; não inclui um verdadeiro papel de número 10 em campo. Perante isto, Pablo Aimar tem sido ao longo da época colocado ou à direita do meio-campo, ou jogando atrás do ponta de lança. Ambas as opções confinem o jogador a espaços, funções e movimentos que por natureza não se coadunam ao seu tipo de jogo e aquilo ao qual a sua carreira o vinha habituando. A sua capacidade de condução de bola em velocidade, visão de jogo e passes de ruptura não são possíveis jogando à direita, onde se exige ao jogador profundidade de jogo e capacidade de cruzamento no último terço do terreno. Quando joga atrás do ponta de lança, encontra-se muito afastado das áreas de condução e organização de jogo, recebendo invariavelmente a bola de costas para a baliza e sob pressão dos defesas contrários, o que o obriga invariavelmente a passes rápidos ou a deslocar-se para outras zonas, ora descompensando a equipa, ora colocando-se em zonas já com demasiados jogadores. Em diversas partidas já realizou boas exibições e demonstrou pormenores interessantes, mas nunca actuando em zonas naturais que deviam ser de um número 10. Este é talvez o caso onde a equipa detém no seu plantel o melhor jogador para executar a posição de 10 (entre os três grandes), mas que no seu sistema táctico não insere uma posição onde o permita executá-la nas condiçoes mais adequadas, o que se reflecte não só nas exibições de Aimar, como igualmente nas exibições colectivas da equipa.</p>
<p>Portanto, pode-se apontar às três equipas diversas soluções e possibilidades para que os jogadores destacados possam executar verdadeiramente o papel de número 10, mas, no caso do Porto, tal cenário não parece ser necessário, pois a equipa já detém mecanismos cimentados e de bons resultados neste esquema, enquanto que no Sporting, o pragmatismo táctico oferece rigidez e segurança posicional em campo, sendo apenas talvez necessário alterar a maneira de Moutinho interpretar a posição e movimentos dentro dela. Já no Benfica, os “problemas” abrangem condicionalismos no sistema táctico, tal como foi referido anteriormente.</p>
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		<title>FC Porto &#8211; A Primeira Metade</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 09:37:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta tem sido uma época atípica para os campeões nacionais. E atípica, essencialmente, pelas oscilações que pudemos ver na equipa. O Porto foi uma equipa que nos habituou, ao longo dos anos, a praticar um futebol extremamente regular, a eliminar um mau resultado com uma vitória no jogo seguinte, e não é de todo comum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta tem sido uma época atípica para os campeões nacionais. E atípica, essencialmente, pelas oscilações que pudemos ver na equipa. O Porto foi uma equipa que nos habituou, ao longo dos anos, a praticar um futebol extremamente regular, a eliminar um mau resultado com uma vitória no jogo seguinte, e não é de todo comum vermos os azuis e brancos com um conjunto de maus resultados consecutivos. Pois bem, isso sucedeu nesta temporada, e a meu ver, nem tudo é negativo a esse respeito.</p>
<p>E a explicação é simples. O hábito de vencer também tem o seu lado negativo: o comodismo, a aceitação de uma realidade habitual. No fundo, a garra e a irreverência também se fazem de maus resultados, da necessidade de ultrapassar mais um obstáculo, e de conseguir provar que tudo não passa de um mau momento. Foi precisamente esse o percurso deste Porto versão 2008-09, um Porto que abanou com a famosa derrota de Londres, e que pouco depois acumulou 3 derrotas consecutivas frente a Dinamo Kiev, Leixões e Naval. Foi a 5 de Novembro que Jesualdo Ferreira conseguiu virar o rumo da equipa, com uma vitória à Porto, um 2&#215;1 em Kiev que relançou a equipa na Liga milionária. O que julgo que poucos estariam longe de entender, foi que de facto esta vitória foi bem mais do que 3 meros pontos. No seio de um balneário jovem e pouco experiente, a vitória de Kiev tocou individualmente a cada um dos atletas, e permitiu uma reviravolta de 180 graus no tão importante factor psicológico da equipa.</p>
<p>Os resultados são reveladores: desde então, 7 (sim, 7!), vitórias consecutivas do campeão nacional, contabilizando uma importante partida em Alvalade para a Taça de Portugal, e dois jogos (frente a Fenerbahçe e Arsenal, respectivamente) que colocaram a equipa no primeiro posto do Grupo G. Jesualdo sabia-o, certamente, e toda a sua experiência lhe diria que quão maior fosse a tempestade, mais prolongada seria a bonança. O Porto actual revelou um Fernando cada vez mais consistente, Raúl Meireles como um pilar da equipa, Rodriguez mais e melhor adaptado, e claro, Hulk, o elemento explosivo que faltava ao ataque portista. Foi como uma explosão de estrelas, algo inesperado depois de um período tão negativo.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/fernando-reges-porto.jpg"><img class="attachment wp-att-2003 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/fernando-reges-porto.jpg" alt="SOCCER-CHAMPIONS/" width="290" height="185" align="left" title="FC Porto   A Primeira Metade" /></a>A partida frente ao Arsenal foi aquilo que vejo como o expoente máximo da forma portista actual. Com ou sem bola, a equipa apresentou rotinas brilhantes, cada passo era dado com confiança e segurança, revelando igualmente uma letalidade fora do comum: um belo golo de bola parada, e um contra-ataque fulminante. Hulk trouxe à equipa uma irreverência inexistente durante o &#8220;reinado&#8221; de Quaresma, e apesar da ainda pobre movimentação táctica do brasileiro, toda a sua velocidade e capacidade para abrir espaços com a bola no pé, juntamente com a potência e precisão do seu pé esquerdo nas bolas paradas, fazem do atleta um sinal + neste Porto versão 2009. Actualmente, o Porto é uma equipa que se comporta como um grande com a bola no pé, e como uma equipa pequena quando não a tem em sua posse. Na partida frente aos londrinos, foram percorridos quilómetros na tentativa de recuperar o esférico, sendo neste particular Fernando um homem em destaque. Com a saída de Assunção, Fernando Reges fez questão de revelar como é o atleta certo para o lugar, não precisando de mais de 5 partidas para assegurar a titularidade. A forma &#8220;histérica&#8221; como recupera e sai a jogar são elementos cruciais neste Porto actual, que tanto em ataque continuado como em contra-ataque gosta de jogar de pé para pé, num futebol veloz e incisivo.</p>
<p>São pontos a reter, num período em que o FC Porto revelou alguns dos seus reforços como valores seguros, e que no fundo Jesualdo tinha do seu lado a razão: há que dar tempo a estes jovens jogadores, verdes e inexperientes, pois certamente nos irão trazer enormes alegrias. E afinal, não parece mentir, o Professor.</p>
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		<title>Análise: Fenerbahçe 1&#215;2 Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 23:15:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Z</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Terá sido do super-móvel esquema táctico? Ou talvez da postura irreverente da equipa? Diria que um pouco dos dois. Claramente a melhor exibição do FC Porto desde o início da temporada, uma fantástica evolução desde as fatídicas 3 derrotas consecutivas do mês passado. Depois de Kiev veio Istambul, 6 pontos que resultam numa qualificação precoce [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terá sido do super-móvel esquema táctico? Ou talvez da postura irreverente da equipa? Diria que um pouco dos dois. Claramente a melhor exibição do FC Porto desde o início da temporada, uma fantástica evolução desde as fatídicas 3 derrotas consecutivas do mês passado. Depois de Kiev veio Istambul, 6 pontos que resultam numa qualificação precoce para os oitavos-de-final da competição.</p>
<p>Desde o primeiro toque no esférico que esta equipa do Porto evidenciou estar a fazer uma partida diferente do habitual. O esquema táctico parecia, a meu ver, ser o mais bem conseguido até ao momento, e a resposta da equipa foi a melhor prova disso mesmo, senão vejamos: na falta de Lucho, Jesualdo Ferreira colocava em campo uma equipa menos dependente de um homem só, que centralizava as suas forças no colectivo. Tacticamente, até parecia difícil esquematizar este Porto. Hulk e Lisandro eram dois homens deambulantes na frente de ataque, Tomás Costa e Raúl Meireles eram os motores de meio campo, e nas alas Fucile e Rodriguez tinham o papel de fazer todo o corredor da equipa. Desta forma, Emanuel comportava-se como um falso lateral, deslocando-se para o centro da defesa quando a equipa defendia &#8211; uma medida vital para o sucesso da equipa neste primeiro tempo.</p>
<p>É contudo importante dizer que, mais do que tácticas ou estratégias, este Porto foi uma equipa de garra, de pulmão. Uma equipa que obrigou o Fenerbahçe a jogar mal, perdendo bolas consecutivas ainda no seu meio-campo, e vendo-se quase sempre impedido de iniciar a construção ofensiva. Aliás, os turcos que têm nos seus laterais grande parte da sua força ofensiva &#8211; com Roberto Carlos na esquerda e Gökhan do lado oposto &#8211; não foram capazes de tirar partido disso mesmo, tentando, de forma atabalhoada, iniciar o seu futebol no centro do terreno, onde (arrisco-me a afirmar) Raúl Meireles e Tomás Costa, com o auxílio dos dois elementos mais ofensivos da equipa, rubricaram o primeiro tempo mais bem conseguido da temporada. Diz-se que o ataque é a melhor defesa. Pois bem, esse ditado ficou hoje provado no Estádio Sukru Saracoglu, em Istambul.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2080 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/lucho_gonzalez_fc_porto_fenerbahce_.jpg" alt="Análise: Fenerbahçe 1x2 Porto" width="290" height="192" align="left" title="Análise: Fenerbahçe 1x2 Porto" />Em jogo jogado, este Porto foi uma equipa letal. A pressão exercida sobre a defensiva Turca rapidamente resultou no primeiro golo da partida, aos 19&#8242; por Lisandro, correspondendo a uma fífia do sempre bizarro guarda-redes Demirel. Aliás, poucos minutos antes Raúl Meireles tinha tido nos pés uma enorme chance brilhantemente travada pelo mesmo guardião. O Porto era uma equipa insuperável, e o máximo que a equipa da casa conseguiu neste primeiro tempo foi um punhado de cruzamentos e tabelinhas de perigo intermédio, algo que a fortificada linha defensiva azul foi capaz de segurar sem dificuldade. Pelo contrário, Emre, Alex e companhia não conseguiam trocar a bola por mais do que 2, 3 vezes consecutivas, pois logo aparecia um elemento portista em cima do acontecimento &#8211; neste particular Fernando foi simplesmente soberbo, com alguns lances plenos de categoria. Estávamos na Turquia, certamente num dos mais temidos estádios da Europa, mas a realidade é que o segundo golo de Lisandro, aos 28&#8242;, pouco surpreendeu &#8211; imperial o argentino, a não vacilar nos momentos cruciais. Este Porto personalizado era uma equipa extremamente eficiente, e o lance de Tomás Costa aos 34 &#8211; com a bola a embater caprichosamente no poste esquerdo, depois de passar por cima de Demiral &#8211; foi indiscutivelmente o lance que separou uma equipa derrotada de uma equipa com ainda uma réstia de esperança. O Porto chegava ao intervalo com um brilhante 0&#215;2, e um número ainda mais pesado não escadalizaria.</p>
<p>O segundo tempo revelou que, na realidade, um 0&#215;2 não era suficiente para derrubar a muralha otamana. &#8220;Quem não marca sofre&#8221;, outro ditado que poderá ser devidamente aplicado no confronto de hoje. Hulk falhou isolado o terceiro golo portista; Kazim Kazim reduziu para 1&#215;2 com um remate pleno de felicidade. O que se temia acabava mesmo por suceder. Um vendaval ofensivo do Fenerbahçe à baliza de Hélton, e um conjunto de lances que trouxeram algum sobressalto à equipa. Algo que poderia facilmente ter sido evitado, mas que na realidade permitiu atestar como este Porto está bem e recomenda-se, até ao nível das opções de banco. Guarin, Marino e Pelé entraram todos eles para mostrar serviço, contribuindo para uma prestação colectivamente excepcional.</p>
<p>Poucos esperariam uma evolução tão imediata na equipa, mas a realidade é que tudo correu de feição no jogo de hoje, desde a forma da equipa, à prestação individual de cada atleta, ao esquema táctico montado por Jesualdo Ferreira. Do mesmo modo que a sorte/azar não servem de desculpa na hora da derrota, também hoje a sorte não é o argumento a defender. Foram diversos factores de jogo que o Porto ultrapassou com classe, e só isso lhe permite voltar ao norte de Portugal com mais 3 pontos, e uma saborosa passagem à fase final da competição.</p>
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