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	<title>Jogo de Área &#187; Vasco Rodrigues</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Khouma El Babacar, o novo talento Viola!</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 12:36:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aos dezasseis anos, Khouma El Babacar, um senegalês de imponente porte físico, encanta o Artemio Franchi. Ao lado de outro jovem com o mundo a seus pés &#8211; o montenegrino Stevan Jovetic &#8211; resgatam a esperança de os viola poderem voltar a contar com uma dupla do nível de Rui Costa e Batistuta!
Ademais, diga-se que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos dezasseis anos, Khouma El Babacar, um senegalês de imponente porte físico, encanta o Artemio Franchi. Ao lado de outro jovem com o mundo a seus pés &#8211; o montenegrino Stevan Jovetic &#8211; resgatam a esperança de os viola poderem voltar a contar com uma dupla do nível de Rui Costa e Batistuta!</p>
<p>Ademais, diga-se que este jovem senegalês tem tudo para ter um radioso futuro no glamouroso mundo do calcio.. talento, velocidade e frieza na finalização são alguns dos predicados que tornam este verdadeiro talento no menino querido dos <em>tifosi viola</em>, num registo de jogo semelhante à gazela nerazurri, Balotelli. Mas distintamente de Super Mário, aqui termo de comparação, a aptidão natural que demonstra é proporcional à abnegação que coloca em cada lance. Ao desejo de tacticamente ser útil, o que o faz por vezes descair na faixa esquerda do seu ataque, alia-se a sua velocidade&#8230; a capacidade de desequilibrar em situações de confronto individual, tudo com o mesmo sorriso que tinha quando chegou aos treze anos a Pescara, seu primeiro clube em Itália, provindo do Senegal natal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3394 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/03/Khouma-Babacar.jpg" alt="Khouma El Babacar, o novo talento Viola!" width="280" height="198" align="left" title="Khouma El Babacar, o novo talento Viola!" />Aí, as suas imensas qualidades falaram mais alto&#8230; e o departamento de prospecção da Fiorentina haveria de o resgatar, juntamente com o suíço Seferovic, o grande obreiro de uma conquista inédita para o futebol helvético: o campeonato mundial de Sub-17. Efectivamente, tudo tem acontecido rápido na carreira do jovem, desde que chegou a Florença&#8230; desde os cintilantes desempenhos na Equipa Primavera, à estreia frente ao Chievo num jogo da Taça de Itália foi um repente. O primeiro golo pela equipa principal surgiria nesse mesmo prélio e tornava-se óbvio que em Babacar residia um diamante por lapidar!</p>
<p>Com a suspensão de Mutu por problemas ligados ao doping, o seu espaço na equipa principal escancarava-se definitivamente e ele haveria de aproveitar a chance, tornando-se numa espécie de arma secreta de uma equipa que só não foi mais longe na Champions porque não a deixaram!</p>
<p>Aos dezasseis anos é para ser acompanhado com muita atenção. Real Madrid, Manchester United e Chelsea já quiseram observar<em> in loco</em> as qualidades do jovem&#8230; todavia, já receberam uma resposta inequívoca: quer ele, quer Jovetic, este já na rampa de lançamento para ser um dos melhores jogadores do mundo, são inegociáveis e intransferíveis, pois em Florença há o sonho de fazer reviver uma das mais vetustas alianças do mundo do futebol: a perfeita simbiose entre o playmaker e o ponta de lança&#8230; ou, como se diz em Firenze, após Rui Costa e Batistuta, o futuro será Jovetic e Babacar. A ver vamos!</p>
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		<title>A nova identidade do meio-campo portista</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[O Porto mudou com a entrada de Ruben Micael&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421009" target="_blank">Porto</a> mudou com a entrada de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/ruben-micael-sporting-fc-porto-porto-classico-taca-de-portugal/1136328-1304.html" target="_blank">Ruben Micael</a>&#8230; mudou e para melhor! Com efeito, a colocação do madeirense no meio campo possibilitou que a amplitude de movimentos dos portistas se alargasse. Assim, era um facto que desde a saída do argentino Lucho inexistia alguém que pegasse na batuta e organizasse o jogo, que servisse de placa giratória, fazendo circular o esférico e sem necessidade de carteiros.</p>
<p>Nisso reside a especificidade da interpretação do futebol moderno, algo que distingue as grandes equipas das não tão grandes. Olhamos o Barcelona, um exemplo supremo de posse em progressão; toques curtos, mas sempre com destino ao golo. Vislumbramos a colocação do tridente medular; Xavi, Iniesta e Touré fazem a bola correr mais do que eles correm!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3359 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/porto-sporting-falcao.jpg" alt="Porto X Sporting" width="280" height="204" align="left" title="A nova identidade do meio campo portista" />Nesse imenso carrossel, há quase uma obrigação de os laterais se movimentarem para receberem o esférico numa zona mais recuada de construção, permitindo que ganhem a necessária embalagem para apoiarem os homens que fazem de extremos&#8230; e esse é um dos princípios basilares do sistema e a razão do engrandecimento de forma de homens como <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421447" target="_blank">Álvaro Pereira</a>, no Porto.</p>
<p>Com Ruben, o meio campo ganhou equilíbrio. Mesmo órfão de Meireles, conseguiu o que o internacional português este ano não houvera conseguido. Graças à sua melhor condição física &#8211; algo que o antigo jogador do Boavista, por estranho que pareça, ainda não aprimorou &#8211; consegue ser o elo que Lucho sempre foi, a âncora que se torna em mais uma unidade defensiva mas um temível municiador atacante&#8230; e isso tem feito toda a diferença!</p>
<p>E aí se entende como os jogadores do Porto, no fim do jogo para a Taça de Portugal, tendo corrido na sua totalidade menos quase seis quilómetros que os do Sporting, jogaram mais&#8230; muito mais! Com alguém que chega com maior facilidade ao seu lado, ou, que pelo menos, consegue endossar a bola bem redondinha, até Belluschi está outro jogador. Aquela indesejada posição de interior começa a fazer sentido, pois com o apoio dos laterais, com as maiores soluções de passe para o outro interior e com a resolução óbvia de colocar nos extremos, os carteiros parecem que, passe a metáfora, este é o tempo dos telemóveis e dos emails&#8230; que não a carta já não é mais entregue à mão, mas que, electronicamente ela chegará mais eficazmente!</p>
<p>Guardiola percebeu isso a época passada. <a href="http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1421011" target="_blank">Jesualdo</a>, com esta peça do puzzle de nome Ruben Micael, parece igualmente ter compreendido qual é o rumo a tomar.</p>
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		<title>Mariga, o reforço queniano de José Mourinho</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 12:55:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Mourinho pretendia um médio para suprir a venda de Patrick Vieira ao City… tentou Veloso por empréstimo e levou uma óbvia nega do Sporting; fez Manuel Fernandes viajar até Milão para, surpreendentemente, chumbar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mourinho pretendia um médio para suprir a venda de Patrick Vieira ao City&#8230; tentou Veloso por empréstimo e levou uma óbvia nega do Sporting; fez Manuel Fernandes viajar até Milão para, surpreendentemente, chumbar nos exames médicos; mas nas últimas horas surpreendeu meio mundo ao reforçar-se com um queniano&#8230; não, não é para a equipa de atletismo, mas sim um verdadeiro valor acrescentado para o meio campo nerazurri. O seu nome é McDonald Mariga e encantava no meio campo do Parma, onde controlava a área como quem controla a imensidão da savana africana, onde corria como os seus compatriotas o fazem nas planícies, com o sonho de um qualquer observador provindo de Nairobi os tornar uma estrela no mundo do atletismo!</p>
<p>Nascido em 1987, haveria de se revelar no Kamukunji High School Golden Boys, jogando ao lado do outro nome mais conhecido da actualidade do futebol queniano, o ponta de lança Dennis Oliech que actualmente joga nos franceses do Auxerre. Após dois títulos nacionais, mais propriamente em 2002 e 2003, partiria à aventura&#8230; da tórrida e inóspita Nairobi até à glaciar e cosmopolita Suécia foi um passo, um curto passo!</p>
<p>Mas não se pense que o longilíneo (1,88m) queniano teve como destino um clube fadado a uma qualquer presença na Champions. Não, ele foi aterrar ao terceiro escalão sueco, aos desconhecidos Enkopings SK. Aí, todo o seu potencial físico e técnico refulgiu! Usando uma expressão corrente, poderemos dizer que no meio-campo era tudo dele e ninguém passava.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3350 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2010/02/McDonald-Mariga-2.jpg" alt="McDonald Mariga" width="280" height="195" align="left" title="Mariga, o reforço queniano de José Mourinho" />Com tamanho impacto físico ao qual se aliava o seu carácter exótico, haveria de ter a publicidade necessária para dar mais um passo em frente na carreira. Assim, assinaria pelo Helsingborgs, um dos melhores clubes suecos, chegando mesmo a ser companheiro de equipa da lenda de seu nome Henrik Larsson. Num campeonato em que a vertente física é o vector essencial, com o seu imenso pulmão tornou-se peça chave de uma equipa que ambicionava os títulos&#8230; num campeonato em que a técnica por vezes é olvidada, fez-se notado pelo seu reportório que lhe permitia, também, apoiar os avançados.</p>
<p>Harry Redknapp, na altura boss do Portsmouth lançou-lhe o canto da sereia. Porém, questões com a sua autorização de trabalho obstaram a que se transferisse para a Premier League, já que além do Quénia não se encontrar numa posição respeitável do Ranking FIFA, McDonald não tinha os 75% de jogos efectuados pela sua selecção na época em curso e necessários para o departamento responsável dar o aval à transferência.</p>
<p>Já que Inglaterra se afigurava como um Kilimanjaro inultrapassável, outro sonho começou a tomar conta de si: o maravilhoso mundo do Calcio. Chegaria a Parma em 2007, por essas alturas um colosso em decomposição. O escândalo da falência da Parmalat abalara e de que maneira e o clube haveria de descer à Série B. Ainda assim, na época de adaptação ao futebol italiano e ao seu tradicional tacticismo, realizou dezoito jogos e deixou boa imagem!</p>
<p>No ano seguinte, no segundo escalão transalpino, faria trinta e cinco jogos, apontaria três golos e seria a cabeça de cartaz de um clube parmesão de volta aos principais palcos italianos. Daria seguimento a essa espiral de sucesso, sendo a pedra base, enquanto não se lesionou, de uma equipa que este ano sob o comando de Guidolin &#8211; um guru dos meandros do futebol italiano &#8211; tem feito uma carreira bem agradável.</p>
<p>Surgiu agora ligado a uma transferência para o Manchester City. Mancini conhece-o bem e sabia com quem contar. Porém, novamente, o fantasma da autorização de trabalho abortou o sonho&#8230; sabendo disso e sagaz como sempre, após perder Veloso e Fernandes, Mourinho não hesitou. Enviou para Parma o jovem francês Jonathan Biabiany e emprestou o chileno Luis Jimenez após a fracassada aventura deste no West Ham, e garantiu um dos mais promissores médios da actualidade&#8230; que, apesar, do exotismo, compreende todos os cânones do Calcio.</p>
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		<title>Diego, um artista incompreendido</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 16:13:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Vida difícil a de Diego, no exigente mundo do calcio. Efectivamente, o playmaker canarinho tem encontrado dificuldades para se impor no complicado mundo das amarras tácticas que tolhem os jogadores, no mundo transalpino.
Esta temporada, Diego tem sido o espelho da Vecchia Signora&#8230; um início forte, em que o estratega além de alimentar a vontade goleadora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vida difícil a de Diego, no exigente mundo do calcio. Efectivamente, o playmaker canarinho tem encontrado dificuldades para se impor no complicado mundo das amarras tácticas que tolhem os jogadores, no mundo transalpino.</p>
<p>Esta temporada, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/italia/zidane-diego-juventus/1133354-1489.html" target="_blank">Diego</a> tem sido o espelho da Vecchia Signora&#8230; um início forte, em que o estratega além de alimentar a vontade goleadora de Trezeguet, Iaquinta, ou Del Piero, também marcava golos, para posteriormente tornar-se mais um símbolo do ocaso bianconeri. Poder-se-à alvitrar que tal se deveu ao choque nas competições europeias, e que esse embate estará a comprometer toda uma época. Na verdade, este ano os homens de Turim acreditavam ser possível chegar longe na Champions e o grupo potenciava esse sonho&#8230; porém, além das dificuldades, já consabidas, que foram causadas pelo Bayern, um surpreendente Bordeaux estragou umas contas que se anteviam acessíveis&#8230; e a partir daí tudo correu mal!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2670 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/diego-juventus.jpg" alt="Diego" width="300" height="210" align="left" title="Diego, um artista incompreendido" />Aliado a esses factores, o brasileiro não se encontra, ainda, preparado para arcar como todas as responsabilidades de construção no jogo juventino, e neste momento, assemelha-se a Rhodes a carregar o globo terrestre sobre os seus ombros!</p>
<p>Felipe Melo tem sido uma desilusão, quase ganhando o Bidão de Ouro. Tiago, por desempenhos similares ao brasileiro, partiu sem honra nem glória. Sissoko é um mero destruidor, que ainda para mais teve a CAN no presente ano. Poulsen, não obstante a sua generosidade, nunca há-de ser um suporte para as tarefas de construção. Marchisio, apesar do talento, é um jovem ainda à procura do seu espaço, o mesmo sucedendo com o rato atómico Giovinco, que não obstante todo o talento e a velocidade ainda carece de efectividade e regularidade!</p>
<p>Com tantos problemas na zona central, seria óbvio que o brasileiro não poderia resolver as partidas&#8230; nem sentir-se seguro para criar os desequilíbrios que criava no Santos, ao lado de Robinho, ou no Bremen! E, agora, lembremo-nos do sucedido no Porto, onde em iguais momentos de instabilidade, o génio se eclipsou. Desapareceu nas mordaças de um resultadismo latente, e vislumbramos o jogador agrilhoado a uma faixa esquerda que não podia dar-lhe a alegria que precisava. Saído para a Alemanha, onde encontrou uma equipa formada que mesmo sem ser das mais fortes do campeonato respirava estabilidade e possuía uma estrutura montada para receber um playmaker de refinado quilate, voltou a ser determinante com golos e muitas assistências.</p>
<p>Agora, jamais lhe peçam para ser ele a resgatar a equipa das profundezas do abismo&#8230; isso não será tarefa de um homem que joga, apenas, no último terço do campo, necessitando, acima de tudo, estar suportado por uma retaguarda forte para poder explanar o seu jogo tranquilamente. Pois caso contrário, o génio regressará timidamente à lamparina e a banalidade será dominante!</p>
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		<title>Liga dos Campeões: Atl. Madrid 0&#215;3 Porto &#8211; Dragão em crescendo&#8230;</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2009/12/liga-dos-campeoes-atl-madrid-0x3-porto-dragao-em-crescendo/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 00:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[O Porto confirmou hoje, em Madrid, que se encontra num momento ascendente de forma. Efectivamente, os dragões, actuando em 4-3-3 com Maicon e Valeri nos lugares que, em Guimarães, foram de Rolando e]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-porto/fc-porto-maisfutebol-futebol-iol-atl-madrid-cronica/1108779-4930.html" target="_blank">Porto</a> confirmou hoje, em Madrid, que se encontra num momento ascendente de forma. Efectivamente, os dragões, actuando em 4-3-3 com Maicon e Valeri nos lugares que, em Guimarães, foram de Rolando e Belluschi, usaram a receita que proveitosos resultados deu na passada sexta-feira.</p>
<p>E, assim, a entrada em jogo foi novamente fortíssima&#8230; e logo aos três minutos, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/bruno-alves-fc-porto/1108785-4062.html" target="_blank">Bruno Alves</a> subia aos ares de forma soberba para cabecear para o fundo das malhas de Sérgio Asenjo. Se a equipa entrou confiante, melhor tónico não poderia ter! Tentou recompor-se o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/quique-flores-benfica-atletico-madrid-fc-porto-porto-champions/1108792-4062.html" target="_blank">Atlético</a>, num 4-4-2 rudimentar e sem um verdadeiro organizador de jogo. Paulo Assunção e Cléber Santana não conseguiam acompanhar os extremos e a equipa transformava-se em duas enormes ilhas: a defensiva e a ofensiva composta por Simão na esquerda, Maxi Rodriguez na direita e Forlán, juntamente, com Aguero no centro.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3291 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/atletico-porto-falcao.jpg" alt="Falcao" width="280" height="183" align="left" title="Liga dos Campeões: Atl. Madrid 0x3 Porto   Dragão em crescendo..." />E apesar dessas limitações, ofensivamente a equipa ainda estrebuchou&#8230; os estertores que mantêm viva a equipa iam alimentando algumas acções em que o perigo rondava a baliza de Helton. Mas esse desequilíbrio surgiria, novamente&#8230; contra ataque rápido, as compensações inexistentes numa equipa absolutamente partida, e <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/36577-fc-porto-atropela-o-atletico-madrid-3-0" target="_blank">Falcao</a> a recarregar o primeiro remate de Fucile que subiu, tranquilamente, pela ala direita sem que algum colchonero o pressionasse. A imensa passadeira vermelha que os madrileños estendem aos adversários, na presente época, voltava a aparecer!</p>
<p>Aos vinte e seis minutos, o jogo ganhava o epípeto de resolvido. O Atletico tentaria, novamente, responder, especialmente através da sua dupla de avançados que tentava remar contra uma maré revolta,  consequentemente sem efeitos práticos! Na verdade, é doloroso ter dois avançados da estirpe de Forlán e Aguero e o resto da equipa ser incapaz de acompanhar o andamento&#8230; e aquele pontapé de bicicleta de <em>El Kun</em>, apesar de ter rasado o poste, levantou o Vicente Caldéron, num dos raros momentos de emoção para os adeptos colchoneros!</p>
<p>E com isto chegou-se ao intervalo. E se dúvidas existissem, o primeiro minuto tratou de decidir o jogo. Aguero saía lesionado e Forlán ficava órfão da alma gémea. O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413064" target="_blank">Porto</a> esse, calmamente, ia controlando o jogo, trocando a bola entre si, procurando espaços, esperando. Mas os dragões, mesmo assim, conseguiam criar perigo&#8230; Rodriguez isolado perante Asenjo permitiu que o guarda redes espanhol fizesse uma meritória mancha, negando o óbvio. Mas se a uma Cebola ainda se consegue dizer que não, nada se pode fazer contra a força de um Super Herói&#8230; <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fc-porto-alertas/hulk-fc-porto-maisfutebol-futebol-iol/1108786-3214.html" target="_blank">Hulk</a>, num momento de génio, bailou perante os aturdidos defesas espanhóis e desferiu tamanho balázio que o estranho foi não ter furado as redes!</p>
<p>O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1413065" target="_blank">Porto</a> marcava o terceiro e demonstrava a sua diferença de andamento para o Atletico&#8230; uma verdadeira decepção desta época europeia! Quanto aos dragões, a certeza que há equipa para aspirar a altas ambições.</p>
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		<title>Darron Gibson, a nova sensação do United</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 16:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem teve a sorte de ver as imagens do jogo da Carling Cup entre o Manchester United e o Tottenham (1 Dez 09), certamente terá ficado rendido a um jovem médio centro mancuniano que mandou em todo o jogo red e ainda arranjou tempo para com dois balázios resolver o jogo, tornando-se o novo menino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem teve a sorte de ver as imagens do jogo da <a target="_blank" href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1107194&#038;div_id=1488&#038;psec_id=46">Carling Cup</a> entre o Manchester United e o Tottenham (1 Dez 09), certamente terá ficado rendido a um jovem médio centro mancuniano que mandou em todo o jogo red e ainda arranjou tempo para com dois balázios resolver o jogo, tornando-se o novo menino bonito de Old Trafford. Ele é Darron Gibson, um jovem de 22 anos, nascido no Ulster e que sonha, com a camisola vermelha vestida, reeditar os feitos de outro grande irlandês do norte&#8230; quiçá, o mais conhecido de todos&#8230; sim, ousamos, pese as devidas diferenças, comparar este jovem ao inimitável quinto Beatle: George Best!</p>
<p>Nascido em Derry, cedo chegou à Academia do United, a mesma forja onde foram moldados jogadores como os irmãos Neville, Paul Scholes, David Beckham, Ryan Giggs, entre tantos outros. Aí, desde cedo deu pelas vistas, não pelos seus atributos técnicos, que sendo razoáveis não seriam similares aos do grande Georgie, mas pela imensa disponibilidade física e, como se viu ontem, pelo pontapé canhão que deixa atarantado o mais prevenido dos goleiros&#8230; que o diga Gomes! Porém, não se pense que Gibbo &#8211; alcunha do jogador &#8211; só apenas em 2009-2010 apareceu nos quadros do United. Nada mais errado! A sua estreia ocorreu em 2005, também num prélio da Carling Cup contra o Barnet.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3268 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/12/darron-gibson-2.jpg" alt="Darron Gibson" width="280" height="175" align="left" title="Darron Gibson, a nova sensação do United" />A partir daí, tem alternado os treinos da equipa principal com jogos pela equipa de reservas, onde contracena, normalmente, com o sérvio Tosic, os gémeos Fábio e Rafael ou Macheda. A excepção a este percurso ocorreu na temporada de 2006/2007 e nos primeiros seis meses da seguinte quando foi emprestado, inicialmente, aos belgas do Antuérpia &#8211; clube satélite do United &#8211; e onde se assumiu como a pedra basilar do meio campo dos homens da Flandres&#8230; a sua influência foi tal que se tornou a principal estrela de um conjunto de jovens que, surpreendentemente, quase garantia a promoção!</p>
<p>Na época seguinte, seria o Wolverhampton a garantir os seus préstimos. Mais uma vez tornar-se-ia imprescindível, o que obrigaria ao seu retorno definitivo ao United&#8230; vinte e quatro jogos depois e tendo apontado um golo, apresentava-se em Old Trafford para treinar ao lado dos seus grandes ídolos! Aí atendendo à concorrência, não jogaria tantas vezes quantas as desejáveis para um jovem atleta da sua idade, mas mesmo assim apontaria o seu primeiro golo no Theatre of Dreams, em Janeiro de 2009, numa ronda da FA Cup contra o Southampton e alinharia em todos os jogos da edição passada da Carling Cup, partidas que os red devils venceriam, sendo por diversas vezes comparado com Michael Carrick, o tradicional dono do lugar.</p>
<p>A única ressalva que se poderá fazer foi a de ter renegado a nossa comparação inicial com Best&#8230; efectivamente, Gibson preferiu alinhar pela República da Irlanda, tendo já jogado três vezes pela selecção do trevo. Roy Keane, certamente, terá ficado contente!</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="340" height="285" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_X8tg6Bi44I&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="340" height="285" src="http://www.youtube.com/v/_X8tg6Bi44I&amp;hl=en_GB&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Segundo golo de Gibson ao Tottenham</span></p>
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		<title>Seydou Doumbia, a grande esperança marfinense</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 22:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>

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		<description><![CDATA[A Costa do Marfim, um dos países mais ricos da África Ocidental graças à extracção e exportação do cacau, também nos últimos anos tem dado ao mundo uma plêiade de magníficos jogadores de futebol, que tornam a]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Costa do Marfim, um dos países mais ricos da África Ocidental graças à extracção e exportação do cacau, também nos últimos anos tem dado ao mundo uma plêiade de magníficos jogadores de futebol, que tornam a selecção dos elefantes uma das mais excitantes que o globo terrestre alguma vez viu provinda do continente selvagem.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3258 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/Seydou-Doumbia-2.jpg" alt="Seydou Doumbia" width="280" height="202" align="left" title="Seydou Doumbia, a grande esperança marfinense" />Assim, nomes como os irmãos Touré, a jogar Kolo no Manchester City e Yaya no Barcelona, ou os manos Kalou, de onde se destaca Salomon que actua no Chelsea, e o maior de todos e talvez um dos maiores avançados da história do futebol mundial, de seu nome Didier Drogba, têm feito o país sonhar com um grande feito internacional&#8230; quiçá, em continente próprio e daqui a poucos meses, no Mundial da África do Sul! Mas não se pense que o campo de escolha marfinense se restringe aos nomes mais mediáticos. Há outros que os adeptos mais incautos ainda desconhecem, mas por pouco tempo! Surge, agora, num estudo referente aos jovens com menos de vinte e um anos mais valiosos do mundo do futebol realizado pela IMScouting, para além de nomes como Aguero, Benzema, do benfiquista Keirrison e do português Fábio Coentrão &#8211; único português a figurar na lista &#8211; um nome desconhecido para a maioria dos adeptos. É o de Seydou Doumbia. Este jovem de vinte e um anos tem tudo para ser o sucessor de Drogba na liderança do ataque dos elefantes&#8230; e ao seu clube, o Young Boys da Suíça, já chegaram inúmeras propostas de clubes de Itália, Inglaterra e Alemanha, sendo as do Dortmund e do Hoffenheim as mais concretas.</p>
<p>Seydou poder-se-à definir como um explosivo cocktail. A sua rapidez supersónica, a que conjuga uma técnica sublime e uma potência feroz de remate, fazem dele um caso único na actualidade do futebol europeu. É raro encontrar um jovem avançado com tantas qualidades juntas. Aliás, já começou a impressionar na sua primeira época em solo europeu. No seu actual clube, na pretérita época, a primeira em que lá actuou, após um périplo mal sucedido de três anos no Japão, o jovem jogador tornou-se logo o melhor marcador da Swiss Superleague e também foi considerado o melhor jogador&#8230; feitos conseguidos com o rótulo de arma secreta, pois apesar de ter apontado vinte golos, apenas começou a titular oito dos trinta e dois jogos em que interviu, conseguindo uma inacreditável média de um golo em cada sessenta e nove minutos de tempo de jogo.</p>
<p>Todavia, Doumbia só no transacto ano se tornou conhecido dos fãs europeus, e tal deveu-se ao facto de em 2005, quando já brilhava a grande altura no ASEC Mimosas do seu país natal, ter optado por emigrar para o Japão, em vez de, imediatamente, ingressar num campenato do Velho Continente. Aí, no Kashiwa Reysol não seria feliz, muito menos quando trocaria este clube pelo Tokushima Vortis. Estava claro que não seria no País do Sol Nascente que o avançado descobriria o caminho para os golos, e assim a saída do país seria o passo mais óbvio. Aconteceria para a tranquila Suíça, onde o Young Boys o seduziria pagando pelo seu passe a módica quantia de cento e cinquenta mil euros.</p>
<p>Chegado à Europa, Seydou confirmou todos os cêntimos &#8211; poucos &#8211; depositados nele. Com a sua velocidade, técnica e imenso querer ajudou a sua equipa a vencer muitos jogos nos últimos minutos, alguns deles em que nem os próprios adeptos acreditavam, guiando-a ao segundo lugar da tabela, só atrás do FC Zurich e ajudando-o a chegar à final da Taça da Suíça que perderia para o Sion! No final da época teria a recompensa para tão memorável desempenho, estreando-se na selecção do seu país, na Kirin Cup, contra o Japão. Mais um sonho realizado, ainda para mais actuando ao lado dos seus ídolos de infância! Chegados ao final da época, choveram propostas para a aquisição do seu passe&#8230; a do Hoffenheim chegaria perto dos dez milhões de euros para contar com os seus préstimos&#8230; uma valorização exponencial, que foi rejeitada pelo seu actual clube, de modo a perseguir o sonho de alcançar o título suíço, que lhe foge desde 1986!</p>
<p>Mas certo será que após o Mundial tudo será diferente. Doumbia seguirá as pisadas de Drogba num grande clube europeu, marcando golos, muitos golos! Obrigatória a sua descoberta nos jogos da Liga Suíça, ou para os mais desatentos no próximo Mundial, numa selecção que promete fazer história.</p>
<p><br/></p>
<p style="text-align: center;">
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/elLGY1Z49_c&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="360" src="http://www.youtube.com/v/elLGY1Z49_c&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Compilação de Seydou Doumbia</span></p>
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		<title>Piqué, a imagem do orgulho catalão</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 11:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[A alma catalã é intrínseca à própria ipseidade da região. Projecta-se na alma dos seus habitantes, que fazem dos seus símbolos verdadeiros embaixadores de uma região que busca a autonomia, e nesses símbolos, o Barcelona tem-se destacado como o maior embaixador de uma cultura que se distingue das demais regiões castelhanas!
E, apesar da miríade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A alma catalã é intrínseca à própria ipseidade da região. Projecta-se na alma dos seus habitantes, que fazem dos seus símbolos verdadeiros embaixadores de uma região que busca a autonomia, e nesses símbolos, o Barcelona tem-se destacado como o maior embaixador de uma cultura que se distingue das demais regiões castelhanas!</p>
<p>E, apesar da miríade de nacionalidades que pululam pelos corredores dos balneários de Camp Nou, o orgulho culé reside nos catalães formados em La Masia e que anseiam afirmar-se no mundo do futebol. Actualmente, nomes como Puyol, Xavi, Busquets, Bojan Krkic demonstram o quão importante é conjugar o sentimento de uma região com a vontade de vencer&#8230; bem como o treinador Guardiola. Aliás, o antigo governador da Catalunha e grande divulgador do sentimento catalão, Jordi Pujol, sempre gostou de demonstrar esse feeling nos seus rounds diplomáticos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3243 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/spain-gerard-pique.jpg" alt="Gerard Piqué" width="280" height="193" align="left" title="Piqué, a imagem do orgulho catalão" />Todavia, entre esses catalães de boa cepa que transportam para qualquer cancha esse sentimento, há um que bem poderia encarnar a parábola do filho pródigo! Apesar de ser da cidade que, além do futebol, venera Gaudi e a Sagrada Família, ou onde os habitantes sobem até Montjuic para se embrenharem no verde e na natureza, cedo abandonou as escolas de La Masia, ou, em português A Quinta, para se deixar seduzir pelo british dream. Com efeito, Piqué, logo aos dezasseis anos teve a hipótese de migrar para a pátria do futebol&#8230; como muitos jovens do seu país, Cesc Fábregas, Fran Mérida, Álvaro Arbeloa, entre outros, arriscou a sorte! Destino: as categorias de base do Manchester United, temperadas com algumas espontâneas aparições na equipa de reservas. Já nessa altura, em 2004, fora cobiçado, também, pelo Arsenal e Liverpool, onde Benitez, se diz, ficou possesso quando perdeu a corrida pela sua contratação para os red devils.</p>
<p>Em Old Trafford, a certeza de trabalhar com um verdadeiro escultor de talentos, o homem que inventou os irmãos Neville, Beckham, Scholes, Giggs e tantos outros que ainda estão a despontar e são da geração de Piqué: Macheda, Evans entre mais alguns! Mas, porém, aquele central forte, resoluto, inexpugnável no jogo aéreo e, ainda por cima polivalente &#8211; já que podia desempenhar a função de pivot defensivo com igual assertividade &#8211; não conseguiu adaptar-se ao futebol inglês. Pese algumas, esporádicas, aparições na equipa principal mancuniana sentia imensas dificuldades em afirmar-se na equipa principal&#8230; fosse pela sua juventude, fosse pela feroz concorrência &#8211; Ferdinand, Vidic, só para citar os concorrentes de maior curriculum &#8211; a verdade é que era notório que o velho lobo Ferguson não confiava nele, chegando mesmo, na temporada de 2006/2007, a cedê-lo ao Zaragoza!</p>
<p>Aí, de regresso a solo pátrio e ao lado de nomes como Pablo Aimar, Carlos Diogo, Alberto Zapater ou Sérgio Garcia, voltou a reencontrar-se com a felicidade do jogo. Tornou-se imprescindível no centro da defesa do clube de La Rosaleda e foi um dos pilares do apuramento para a, então, Taça Uefa. Após tão concludentes indicações Ferguson não hesitaria&#8230; chamá-lo-ia novamente, mas desta feita assumindo que haveria de contar com o catalão. Contudo, ou pelas lesões ou por alguma imaturidade ainda bem latente, este cedo voltaria a perder o comboio das primeiras escolhas, sendo que no fim da época o carácter impaciente e irascível do velho escocês voltou a fazer das suas. Piqué era colocado na lista de transferíveis e pelo preço de cinco milhões de euros&#8230; uma pechincha, atendendo ao potencial esperado e, por vezes, já demonstrado, atendendo a ser internacional espanhol em todos os escalões desde os sub-15, atendendo a estar entre os melhores jogadores jovens do mundo!</p>
<p>E aí dar-se-ia a tal parábola do filho pródigo&#8230; o Barcelona, que por essas alturas apresentava o também catalão e símbolo do clube Pep Guardiola como treinador do clube, não hesitou em lançar-lhe o canto da sereia. E assim sendo, regressaria&#8230; tornando-se crucial numa equipa que na época passada fez o triplete, que teve o seu apogeu em Roma, na final da Champions, contra o United que houvera abandonado meses antes. Sendo a central ao lado do mítico leão catalão Puyol, ou então subindo no terreno e incorporando um fabuloso tridente medular em que é o vértice mais recuado, mas imbuído daqueles princípios de jogo que têm vindo a encantar a Europa: fabulosa circulação de bola, óptima capacidade de pressão e domínio de todos os momentos do jogo!</p>
<p>Assim sendo, Del Bosque ver-se-ia obrigado a contar com ele em La Roja&#8230; um jogador que ontem demonstrou toda a sua valia, ajudando a abater os nerazurri de Mourinho e lançando os blaugrana rumo às fases decisivas da competição!</p>
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		<title>Taça de Portugal &#8211; Benfica x Guimarães: Surpresa na Luz!</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 23:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça de Portugal 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[O futebol é um jogo maravilhoso. Ao contrário de outras modalidades, o resultado, jamais, será dotado de certezas e enquanto a bola gira tudo poderá acontecer! Hoje na Luz tal facto foi comprovado. O Benfica]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O futebol é um jogo maravilhoso. Ao contrário de outras modalidades, o resultado, jamais, será dotado de certezas e enquanto a bola gira tudo poderá acontecer!</p>
<p>Hoje na Luz tal facto foi comprovado. O <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410906" target="_blank">Benfica</a> que parecia arrasar tudo o que se lhe deparava, foi travado por onze intrépidos descendentes de El Rei Afonso que há novecentos anos atrás desceu da cidade onde nasceu Portugal, para conquistar a actual capital aos infiéis! E como nessa altura, ou, quiçá, inspirado por esse modelo, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/paulo-sergio-reportagem-benfica-v-guimaraes-taca-taca-de-portugal/1105085-4062.html" target="_blank">Paulo Sérgio</a> soube reconhecer a força do adversário, respeitando-o. A um Benfica no modelo habitual, e quase na máxima força, exceptuando as esperadas ausências de Luisão e Cardozo, substituídos por Sidnei e Keirrison, respondeu um Vitória, supostamente, formatado com tracção traseira&#8230; Roberto saía da equipa, entrando Custódio que se pretendia que fosse o lugar tenente de Flávio Meireles!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3204 alignleft" style="margin-top: 5px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/benfica-vitoria-gustavo.jpg" alt="Vitória Guimarães" width="270" height="182" align="left" title="Taça de Portugal   Benfica x Guimarães: Surpresa na Luz!" />E o jogo principiou dentro dos moldes esperados. Ao <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-outros-desportos/iol/1105076-4932.html" target="_blank">Benfica</a> com confiança respondia um <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/34181-v-guimaraes-elimina-benfica-na-luz-1-0" target="_blank">Vitória</a> pleno de inteligência&#8230; a densidade de homens no meio campo permitia uma rápida recuperação da bola e depois a magia de Desmarets na esquerda, Nuno Assis ao centro e o vagabundo Targino em rápidas movimentações iam mantendo em respeito o último reduto benfiquista, mesmo sem criar grande perigo.</p>
<p>E nesta sofreguidão encarnada e calculismo vitoriano surgiria o golo. Canto de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/benfica-v-guimaraes-reportagem-jorge-jesus-jesus-taca/1105084-4062.html" target="_blank">Desmarets</a> &#8211; quem mais? &#8211; e Gustavo Lazzaretti ao primeiro poste a bater Moreira, inapelavelmente! A partir desse momento, pensou-se que os homens de Lisboa iriam massacrar, mas isso acabou por não suceder, e mesmo quando se acercavam da baliza vitoriana, e se Gustavo, Moreno ou Sereno não conseguiam terminar com as jogadas de ataque, existia sempre um Nilson que, mais uma vez, rubricou uma exibição memorável na <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410910" target="_blank">Luz</a>. Aliás como em 2005/2006, quando a história foi igual! Já sobre o intervalo, Nuno Assis, totalmente solto, poderia ter morto o jogo.</p>
<p>E se na segunda metade, se equacionou que o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/benfica-alertas/benfica-v-guimaraes-nilson-keirrison-maisfutebol/1105075-3213.html" target="_blank">Benfica</a> iria apostar todas as fichas, tal não aconteceu. Javi Garcia parecia uma barata tonta não conseguindo recuperar bolas e lançar as transições ofensivas. Di Maria e Ramires continuavam, superiormente, atados por Andrezinho e Sereno que realizaram monstruosa exibição. E neste quadro, Jesus viu-se na contingência de colocar a carne toda no assador introduzindo no jogo Nuno Gomes e Weldon, em contraponto com Paulo Sérgio que por lesão retirava Sereno e Custódio, para introduzir Milhazes &#8211; mais uma vez, uma exibição desconcentrada, chegando a levar um calduço de Moreno &#8211; e Alex, que jogou a trinco.</p>
<p>E nesses últimos minutos, onde o coração valeu mais que a cabeça e onde Desmarets, em contra golpe, poderia ter resolvido a eliminatória, valeu Nilson&#8230; brilhante&#8230; inolvidável&#8230; principalmente aquela defesa digna de Yashin a remate de Felipe Menezes! Entretanto o jogo caminhava para o seu término, após oito minutos de desconto e uma expulsão de Desmarets. No final, a certeza de que o Benfica não é imbatível e que em Guimarães mora uma equipa de bravos guerreiros, que honram o primeiro rei.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="410" height="357" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HZmMcFdWvrW3ggkZVLnh/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="410" height="357" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HZmMcFdWvrW3ggkZVLnh/mov/1" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;">Golo de Gustavo Lazzaretti</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sérgio Conceição, um ganhador irreverente</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 00:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Surpresa das surpresas&#8230; o anúncio da retirada de Sérgio Conceição, ele que era um símbolo dos gregos do PAOK, deixou toda a gente estupefacta. Efectivamente, apesar do tentador convite provindo de Vryzas para assumir o cargo de director desportivo da equipa, ninguém esperaria que Conceição não chegasse ao fim da época, jogando, recalcitrando com os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Surpresa das surpresas&#8230; o anúncio da retirada de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/sergio-conceicao-maisfutebol-paok-conceicao-carreira-futebol/1103138-4062.html" target="_blank">Sérgio Conceição</a>, ele que era um símbolo dos gregos do PAOK, deixou toda a gente estupefacta. Efectivamente, apesar do tentador convite provindo de Vryzas para assumir o cargo de director desportivo da equipa, ninguém esperaria que Conceição não chegasse ao fim da época, jogando, recalcitrando com os árbitros, enfrentando os adversários.</p>
<p>Lembro-me de o ter visto, pela primeira vez, há já muitos anos, numa memorável equipa do Felgueiras, treinada por Jorge Jesus, no único ano em que os durienses estiveram na I Liga. Corria o ano de 1995 e o jovem com vinte e um anos estreava-se no escalão máximo português, após passagens por Leça e Penafiel. O seu talento, em Felgueiras, refulgiria&#8230; numa equipa atrevida, que Jesus gostava de dizer que jogava como o Barcelona, não fosse pelo menos pelo equipamento azul-grenã, o extremo direito brilhava a grande altura na ala direita, que na altura era toda dele. Denotando grande disponibilidade física e um pulmão que lhe permitia durar o jogo todo destacar-se-ia a grande nível, e nem mesmo a quebra que a equipa experimentou, na segunda metade do campeonato, o que inviabilizou a manutenção, travou o deslumbramento do país futebolístico com o jovem médio.</p>
<p>Tanto que assim era que o Porto, pela mão de António Oliveira, vindo, directamente, da Selecção, tratou de o resgatar&#8230; e a entrada no Porto seria de dragão. Oliveira sempre foi o homem das apostas surpreendentes e arriscadas, e com <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/sergio-conceicao-paok-federacao-madail-maisfutebol/1104747-1194.html" target="_blank">Sérgio</a> não seria diferente! A surpresa de lançar em Milão, às feras, um menino que no ano anterior calcorreava os humildes corredores do Machado de Matos foi total, mas juntamente, com os estreantes Zahovic, Artur, e um avançado brasileiro de nome Mário &#8211; Mário Jardel, para semos mais precisos &#8211; colocariam a Europa com a boca aberta de espanto. Uma vitória por três a dois em San Siro e Sérgio a apresentar o seu cartão de visita na Itália que passados uns anos trataria de o acolher!</p>
<p>E assim seria. Após tudo ganhar, internamente, no Porto onde ocupava todas as posições na banda direita, Itália resolveu acenar-lhe&#8230; logo a Lazio, por aqueles dias,uma séria contendora à ordem reinante dos tradicionais campeões. Cragnotti ambicionava um grande título e com <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1103147&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Sérgio</a> na direita, Nedved na esquerda, todos os sonhos seriam possíveis&#8230; e foram, na realidade! Logo no primeiro ano da sua aventura transalpina, uma inolvidável vitória na Taça das Taças frente a um Maiorca, que por essas alturas, encarnava a doutrina cuperista na sua máxima essência. Mas nem Cúper conseguiu dobrar uma Lazio que demonstrava tiques de colosso europeu! E essa vertigem ascendente, seria confirmada no ano seguinte com a conquista do scudetto, na última jornada, numa disputa digna de Hitchcock. Numa pugna tripartida, ao segundo, com Juventus e Inter!</p>
<p>Mas o mundo do futebol é algo de mutável, e de prescindível, Conceição passaria a vendável. Assinaria pelos gialloblu de Parma, onde se tornou o que foi em todos os clubes por onde passou: imprescindível! Mas antes dessa transferência, Sérgio viveu o momento mais alto da sua carreira no Euro 2000, jogando a lateral direito num jogo contra a Alemanha. Humberto Coelho, seleccionador da altura, apostou num surpreedente 3-5-2, e realizou um turn-over na equipa, tendo Sérgio a oportunidade, tantas vezes reclamada&#8230; e impossível até então por existir na equipa, por essas eras, o melhor jogador do mundo, chamado Luís Figo! Pois bem, Sérgio provou merecer o lugar com uma exibição, que quem assistiu jamais esquecerá. Um hat-trick perante uma atarantada Mannschaft que nesse dia demonstrou a necessidade de se renovar, e na despedida desse monstro sagrado de nome Lottar Mathaus brilhou um jovem humilde, mas empertigado, de Coimbra e cuja infância houvera sido dolorosa e sofrida, com a morte precoce dos progenitores!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3174 alignleft" style="margin-top: 4px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/inter-sergio-conceicao-rui-costa.jpg" alt="Sérgio Conceição e Rui Costa" width="280" height="186" align="left" title="Sérgio Conceição, um ganhador irreverente" />A partir daí, necessidade de Sérgio ser titular da equipa. Assumiria a posição de lateral direito e a segurança das suas exibições despertaria a cobiça do Inter. Aí viveria na pele o momento negro do Inter, por esses dias em plena crise de resultados e de identidade&#8230; e nem mesmo realizando quarenta e dois jogos em duas épocas, ganharia um estatuto de imprescindível! A saída nas constantes renovações empreendidas, por esses dias, por Moratti era óbvia. Saíria sem honra nem glória regressando à Lazio, onde a curva descendente, teimosamente, continuava a subsistir! Sairia a meio da época, regressando ao Porto, a um Porto construído com laivos de grandeza por Mourinho e onde Sérgio desempenhou quase um papel de artista convidado. Não podendo actuar nas epopeias da Champions, por estar previamente inscrito pela Lazio, assistira da bancada à inolvidável conquista europeia, e insatisfeito com a pouca utilização, abandonaria o Porto para não mais voltar.</p>
<p>Por estes dias, selar-se-ia a sua despedida da selecção, após o famigerado jogo de Guimarães, que Portugal perdeu por três bolas a zero com a Espanha. Ao certo, porém, nunca ninguém soube o que ocorreu, mas a verdade é que a carreira internacional de Conceição findou aí, ficando arredado do Euro 2004. Após a saída do Porto e um período de indefinição, chegaria à Bélgica onde ajudaria o Standard a retomar o caminho do sucesso. Tornar-se-ia alma da equipa, o seu maior símbolo e daria asas ao seu tradicional mau feitio, agredindo um árbitro&#8230; mas, independentemente da suspensão que foi alvo, a honra de na época 2004/2005 ter sido considerado o melhor jogador do campeonato e simultaneamente ter ajudado a crescer jovens promissores como Defour ou Witsel.</p>
<p>Em 2007 sairia rumo à Arábia Saudita onde não aguentaria muito tempo! Voltaria à Europa, ao PAOK treinado por Fernando Santos. No ambiente frenético de Atenas, nada melhor para Sérgio se exprimir.Ttornar-se-ia o líder da equipa, mas também o seu elemento mais contestatário! Apesar das expulsões, dos recorrentes acessos de mau génio ajudaria a equipa a alcançar, pelas mãos do Engenheiro Fernando Santos, um inolvidável segundo lugar, e acima de tudo a certeza de ser um verdadeiro ídolo!</p>
<p>Resolve, agora, dar por finda uma carreira repleta de êxito, para se tornar director desportivo. Passados estes anos apetece questionar se valeram a pena todos os episódios, todas as guerras, todas as arrancadas, todos os cruzamentos milimétricos? E a resposta só pode ser uma: valeu para Sérgio, pela sua carreira e para todos que tiveram a felicidade de um dia ver toda a sua paixão ao jogo. Obrigado por isso&#8230; por nunca desvirtuar a essência do futebol que é o amor ao jogo.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/aBoIhHcJFug&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/aBoIhHcJFug&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Sérgio Conceição no Euro 2000</p>
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		<title>Portugal x Bósnia &#8211; A hora do juízo final&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 08:22:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[Ponto prévio: tradicionalmente, Portugal nunca se deu bem com a antiga Jugoslávia. No confronto histórico com a antiga Federação, o saldo é nagativo. Com o desmembramento da República do Marechal Tito, esse fantasma desapareceu, mas a verdade é que as equipas balcânicas sempre foram consideradas perigosas.
A Croácia terá aparecido primeiro, com aquela inolvidável geração comandada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ponto prévio: tradicionalmente, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/seleccao-maisfutebol-portugal-queiroz-bosnia-mundial-2010/1096759-1194.html" target="_blank">Portugal</a> nunca se deu bem com a antiga Jugoslávia. No confronto histórico com a antiga Federação, o saldo é nagativo. Com o desmembramento da República do Marechal Tito, esse fantasma desapareceu, mas a verdade é que as equipas balcânicas sempre foram consideradas perigosas.</p>
<p>A Croácia terá aparecido primeiro, com aquela inolvidável geração comandada por Blazevic e que contava com homens como Ladic na baliza, Bilic a central, Boban e Prosinecki na área medular, Asanovic a playmaker e Suker ou Vlaovic na zona da finalização&#8230; equipa que teve o seu climax no Mundial 98 ao conquistar o terceiro lugar. Mas a antiga Jugoslávia também era a Sérvia, a consistente Sérvia, cliente assídua de Mundiais e Europeus, onde clubes como o Partizan ou o Estrela Vermelha monopolizavam títulos, e onde a formação de jovens valores era efectuada criteriosamente e monopolisticamente. Houvesse um jovem talento bósnio, esloveno, ou macedónio, e acabaria nesses colossos. E nem seria a Bósnia a lançar um grito de insurreição contra as potências futebolísticas reinantes&#8230; esse pertenceria à Eslovénia, que graças à geração de Zahovic, Pavlin e Acimovic conseguiria lançar bases para expandir o futebol nos Balcãs. As presenças no Euro 2000, com aquele sublime empate a três com a, então, Federação Jugoslava, e no Mundial 2002 foram coroas de glória de uma geração, que parece, agora, redescobrir os prazeres das aventuras internacionais.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2876 alignleft" style="margin-top:3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/bosnia-pjanic.jpg" alt="Pjanic" width="300" height="190" align="left" title="Portugal x Bósnia   A hora do juízo final..." />E a Bósnia? A <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409618" target="_blank">Bósnia</a>, essa acordou tarde&#8230; as feridas da guerra foram mais árduas de sanar. Sarajevo estava destruída, as preocupações não iam para o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409797" target="_blank">futebol</a>, e clubes históricos como o Velez Mostar penavam e cindiam-se entre os bósnios de origem muçulmana e os de origem croata. Os jovens, para poderem acalentar alguma esperança de singrarem no mundo do futebol, tinham de sair do país. Foi assim com <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/dzeko-bosnia-portugal-cristiano-ronaldo-iol-maisfutebol/1102662-1194.html" target="_blank">Dzeko</a>, Misimovic, Muslimovic, entre outros, o que empobreceu o campeonato local, que actualmente é liderado pelo Borac, clube da martirizada Banja Luka, tristemente célebre pelos atentados fratricidas das guerras civis. Mas este clima de instabilidade que obrigava os jovens a partirem, contribuiu para o fortalecimento da selecção&#8230; homens como os já citados, aos que podemos acrescentar Ibisevic ou Pjanic, que meninos partiram, tornaram esta selecção que defontará <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/nota%C2%ADcias/portugal-bosnia-seleccao-ronaldo-queiroz-antevisao/1103141-5199.html" target="_blank">Portugal</a> um caso sério, um caso bicudo, atendendo ao futebol praticado!</p>
<p>Dotada de um forte espírito combativo, aliado a um intensíssimo fervor futebolístico que faz do estádio um inferno, a selecção bósnia não sabe jogar à defesa. Que o diga a Armada Invencível castelhana, que fechou a fase de grupos lá vencendo por cinco bolas a duas, mas teve de se aplicar&#8230; e, talvez esse resultado seja o melhor espelho do que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/nota%C2%ADcias/alex-ferguson-manchester-united-carlos-queiroz-nani-cristiano-ronaldo-bosnia/1102846-5199.html" target="_blank">Portugal</a> pode encontrar! Efectivamente, a quadragésima segunda classificada do Ranking FIFA tem claramente tracção à frente, e não podia ser de outra forma, atendendo aos jogadores seleccionáveis que possui.</p>
<p>Blazevic, um velho lobo do futebol, tem, tradicionalmente, optado por escalar a equipa em 3-5-2. Spahic, Nadarevic e Jahic são um trio de defesas que joga à frente do guardião Supic, actual guardião titular. São os que mais sofrem com uma equipa que só tem balanceamento atacante. Daí para a frente é que a equipa ganha alma. Com Muratovic a fazer a ligação entre a defesa e o meio campo, e com Rahimic e Salihovic a fecharem as alas, os génios criativos do meio campo soltam-se. São eles Pjanic, titular e sensação do Lyon, e <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/misimovic-bosnia-portugal-mundial-iol-maisfutebol/1102803-1194.html" target="_blank">Misimovic</a>, um dos mais cintilantes playmakers da Bundesliga, e que por jogar no mesmo clube que <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405809" target="_blank">Dzeko</a> &#8211; Wolfsburg &#8211; entende-se com ele de olhos fechados. Ainda tendo, na mesma linha avançada, Ibisevic, jogador do Hoffenheim, e que em Janeiro, quando sofreu uma lesão ligamentar, era o melhor marcador de todos os campeonatos europeus. Mas ainda existem Muslimovic &#8211; avançado do PAOK, &#8211; Bajramovic &#8211; que nasceu na Alemanha e tem feito a sua carreira na Bundesliga, chegando mesmo a actuar no Schalkeo4, &#8211; o lateral Sasa Papac &#8211; colega de Pedro Mendes nos Rangers &#8211; e mais alguns&#8230;</p>
<p>Uma <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/seleccao-portugal-bosnia-bruno-alves-maisfutebol/1102708-1194.html" target="_blank">selecção</a> que pretende agora despontar e tudo fará para causar dissabores a <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405810" target="_blank">Portugal</a>. Há que defender bem, recuperando a bola o mais longe possível da área lusitana, de modo a estar em maiores condições de causar dissabores aos bósnios. Mas com cuidado, que isto não vai ser uma brincadeira!</p>
<p><em>P.S. Artigo com a generosa colaboração e informação do meu amigo Fábio Faria&#8230;</em></p>
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		<title>Sá Pinto, o novo pensador do futebol leonino</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 17:02:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Ricardo Sá Pinto como jogador sempre foi um emotivo, de coração perto da boca e sempre dado a situações de nervosismo máximo e muito descontrolo. Foi assim quando agrediu Artur Jorge… de igual modo sucedia nos jogos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409529" target="_blank">Ricardo Sá Pinto</a> como jogador sempre foi um emotivo, de coração perto da boca e sempre dado a situações de nervosismo máximo e muito descontrolo. Foi assim quando agrediu Artur Jorge&#8230; de igual modo sucedia nos jogos em que por excesso de ardor, ou excesso de fervura em pouca água acabava expulso, chegando mesmo a lamentar-se de ser perseguido pelos árbitros.</p>
<p>Acabaria a sua carreira em 2007, da mesma forma que a viveu, de um modo polémico, lançando achas para uma fogueira que ia queimando em lume brando, o então treinador e antigo colega Paulo Bento! Paulo Bento, um apologista do trabalho e sendo portador de um low-profile que não lhe permitia encarar o futebol como <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/32615-sporting-comunica-sa-pinto-como-director--cmvm" target="_blank">Sá</a> sempre o encarou, na primeira oportunidade livrou-se dele, vendo-se, também, finalmente, livre de quem no balneário teria autoridade para o questionar, fruto dos anos em que foram colegas de equipa e de selecção.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3155 alignleft" style="margin-top: 5px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/ricardo-sa-pinto2.jpg" alt="Sá Pinto" align="left" title="Sá Pinto, o novo pensador do futebol leonino" />Mas, o portuense, um dos eternos amores do principal foco de guerrilha a Paulo Bento &#8211; a claque Juve Leo &#8211; a partir daí foi trilhando o seu próprio caminho&#8230; trabalhando, estudando e preparando-se para o futuro. Agora que Bento se foi, e com ele levou o anterior director desportivo, Pedro Barbosa, a escolha recaiu no antigo amor da Curva. Ele, que vai desempenhar o cargo de outra forma, ele que é, diametralmente, o oposto de Barbosa. Mesmo em campo o eram. Se um passeava a sua classe com indolência, num verdadeiro laissez passer, o outro era fervor, picardia, todo ele emoção.</p>
<p>E talvez seja isso que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/vodafone-sporting/academica-sporting-villas-boas-maisfutebol/1102768-4929.html" target="_blank">Bettencourt</a> pretende com esta escolha. Não afastar ainda mais o clube dos seus adeptos&#8230; fazer o que Vieira fez no Benfica, quando escolheu um Rui Costa, sem qualquer experiência, para um cargo semelhante!</p>
<p>Com esta medida, procura apaziguar os ânimos. Que os focos de insurreição, que por estes dias, agitaram Alvalade se removam e os contestatários lembrem-se que aquele que assobiavam e apodavam de incompetente foi substituído por alguém que reputam de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-sa-pinto-director-bettencourt-cmvm/1102668-1457.html" target="_blank">sportinguista</a>, mesmo não o sendo. Além disso, tal tarefa não se afigura simples. O Sporting não tem dinheiro para investir em contratações, um dos problemas com que Barbosa se deparou e que, inelutavelmente, se manterá.</p>
<p>Ademais, quer se queira quer não, o prestígio internacional que o antigo jogador leonino possui poderá não lhe permitir atingir onde outros, em outros clubes, chegam&#8230; não terá o pedigree de um Vítor Baía ou de Rui Costa, o que poderá acarretar alguns insucessos que carecerão de explicação. Mas a verdade é que o Sporting muda, abissalmente, as suas directrizes. Cede à paixão e ao coração, e onde antes havia low-profile existirá agora uma terrível vertigem de querer resolver tudo. Sá Pinto é endemicamente, desse modo, e jamais mudará. Terá êxito??</p>
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		<title>O muro caiu há 20 anos&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 17:56:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[A imagem interna deste artigo é tirada dos ultras do Dynamo de Dresden, outrora um dos maiores clubes da antiga República Democrática Alemã, hoje penando nos escalões secundários. Efectivamente, de há vinte anos para cá tudo mudou&#8230; o desporto, meio de afirmação para os alemães de Leste, tornou-se um símbolo de decadência, e clubes como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A imagem interna deste artigo é tirada dos ultras do Dynamo de Dresden, outrora um dos maiores clubes da antiga República Democrática Alemã, hoje penando nos escalões secundários. Efectivamente, de há vinte anos para cá tudo mudou&#8230; o desporto, meio de afirmação para os alemães de Leste, tornou-se um símbolo de decadência, e clubes como o Dresden, o Leipzig ou o Karl-Zeiss Jena deixaram de ter relevância no meio futebolístico europeu e até germânico!</p>
<p>Mas, até há vinte anos não era assim. Importará referir que o principal ideólogo da RDA, Manfred Ewald, detestava futebol, já que achava que era algo que não trazia resultados imediatos como meio de propaganda do regime; tal facto devia-se ao pouco trabalho científico nos treinos e à pouca relevância de intervenção de meios extra-científicos nos atletas &#8211; vulgo doping. No futebol, tal não era possível, já que, como todos sabemos, a bola é redonda e sendo colectivo, colidia com os propósitos de grandeza propagados pelos comunistas, que apenas pretendiam a colectivização política. No desporto, deveriam prevalecer os seus atletas dopados&#8230; mas como símbolos de propaganda!</p>
<p>Aliás, a comprovar tal facto, relembremos as 409 medalhas ganhas em Jogos Olímpicos pela RDA, em apenas cinco edições. Quantas ganhou Portugal em toda a sua história? Compare quem quiser! Mas sem dúvida que o desporto mais popular era e sempre foi o futebol&#8230; o desporto do povo na RDA, em Portugal, ou em qualquer parte da Europa. Na Oberliga (a competição criada pelo establishment político) a média e espectadores dos jogos cifrava-se em dez mil por partida; sendo que muitos alemães de leste, tinham o seu coração do outro lado do muro&#8230; Bayern, Estugarda ou Bremen sempre foram clubes de cariz nacional e não local.</p>
<p>A título de exemplo, o jogo do Dynamo de Dresden contra o Bayern foi visto na televisão por 58,4% de germânicos. O mítico e inolvidável derby das duas Alemanhas, no Mundial74 teve uma audiência de 70,7%. Quanto a jornais eram dois, exclusivamente, dedicados ao futebol. Nem um dos governos mais tiranos da humanidade conseguia colocar um freio em tanto amor. Assim, contra a vontade, teria de o aceitar e procurar retirar os máximos dividendos dessa união de conveniência!</p>
<p>Apesar deste aparente desprezo, o chefe da STASI &#8211; os Serviços Secretos da Alemanha Oriental &#8211; era um fanático do desporto-rei! Como dirigente dos Dynamos, os clubes ligados às forças de segurança e ao governo, principalmente ao Ministério do Interior, Mielke, de seu nome, transferiu a equipa do Dynamo de Dresden para Berlim, olvidando a vida dos jogadores, arruinando-a, já que os separou, sem dó nem piedade, das suas famílias&#8230; apenas ganhar era essencial! A partir daí, Mielke controlou a competição a seu bel-prazer, destinando o que iria suceder e como iria acontecer.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3133 alignleft" style="margin-top: 9px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/dynamo-dresden-ultras.jpg" alt="Dynamo Dresden" width="300" height="203" align="left" title="O muro caiu há 20 anos..." />De 1979 a 1988 o Dynamo de Berlim foi sempre campeão&#8230; nove vezes seguidas, lançando dolorosas suspeitas sobre a verdade desportiva. Algo que na RDA nem sequer se equacionava existir! Ademais, comprovou-se que durante esse período pelo menos três árbitros eram espiões da STASI, logo empregados de Mielke, bem como muitos jogadores. O mais famoso dos atletas a ser recrutado como espião, já que os jogadores também alinhavam nestes esquemas, terá sido Ulf Kirsten, que muitos se lembrarão por o ver actuar na Mannschaft reunificada, ou no Bayern Leverkusen, aquando do épico jogo com o Benfica, que findou empatado a quatro golos. E a influência arbitral dos empregados de Mielke era tanta que já fazia parte das regras jogadores que na jornada seguinte fossem actuar contra Dynamo acabassem expulsos no prélio anterior.</p>
<p>É célebre a grande penalidade apitada aos oitenta e cinco minutos, na última jornada da Oberliga1986, a favorecer o Dynamo no jogo contra o Lokomotiv Leipzig, e que deu o título aos primeiros. E que dizer, quando o Dynamo de Dresden celebrava em 1978 nos balneários o seu título da liga e Mielke entrou para anunciar solenemente que, desde então os campeonatos passariam a ser ganhos pelo Dynamo de Berlim. Sabem o resultado? O Dynamo berlinês arrebatou os dez títulos subsequentes!</p>
<p>O estádio do Dynamo, muito perto do Muro, só podia encher-se pela metade, a metade que estivesse mais distante do Muro! Na outra metade, polícias e militares vigiavam para que nada escapasse do controlo. E em jogos de competições europeias, os lugares eram, simplesmente, para membros do partido e do governo, que para melhorar as suas condições de vida os passavam no mercado negro&#8230; esclarecedor! Todavia, o controlo da competição não era o aspecto essencial para a STASI. Já que o futebol e os clubes procuravam fugir ao controlo de modo a manter os atletas satisfeitos (os jogadores tinham por hábito receber mais do que constava no contrato, recebiam prémios das empresas que financiavam os clubes e que para não levantar suspeitas eram depositados em bancos estrangeiros), sempre que existia alguma suspeita de algo que atentasse contra o sistema, existia uma severa punição. Mielke odiava traidores&#8230; e se estes fossem futebolistas, esse ódio crescia exponencialmente!</p>
<p>Em 1979, Lutz Eigendorf, o Beckenbauer do Leste, desertava a seguir a um jogo amigável da sua equipa, o Dynamo, contra o Kaiserslauten, na parte ocidental do país. Um documentário recente revela que Mielke mandou cinquenta espiões controlar todos os seus passos; e em 1983 Lutz falecia vítima de um estranho acidente numa estrada alemã, em plena recta e sem qualquer carro que lhe tenha importunado a marcha&#8230; no mínimo aterrador! Dois anos depois, dois jogadores da selecção foram encarcerados por se suspeitar que iam fugir, aquando duma partida internacional na Argentina. Os clubes da Oberliga tiveram a sua participação nas competições europeias vedada pelo próprio governo, de modo a impedir contactos com o capitalismo reinante na Europa desenvolvida e civilizada; todavia esta proibição acabou por ser levantada, e nos anos 70 &#8211; coincidindo com o famigerado programa de dopagem dos desportistas &#8211; teve alguns êxitos relevantes, a nível europeu. O Magdeburgo ganhou a Taça das Taças em 1974 ao Milan &#8211; tendo batido o Sporting, por alturas do 25 de Abril &#8211; e em 1987 o Lokomotiv de Leopzig perdeu a final da Taça UEFA contra o Ajax.</p>
<p>Quanto à selecção nacional, foi campeã olímpica de Montreal em 1976 (3 a 1 contra Polónia), e as equipas dos seus escalões jovens eram extremamente competitivas. Pelo contrário, a selecção principal apenas por uma vez se qualificou para um Mundial; o de 1974. Sim, na República Federal Alemã! E ironia das ironias, as duas Alemanhas emparceiraram no mesmo grupo. O embate sucedeu em Hamburgo, a 22 de Junho. O único confronto entre as duas Alemanhas que alguma vez se produziu na história. Os glamorosos Vogts, Breitner, Beckenbauer ou Muller, treinados por Helmut Schon (um desertor da RDA que habitualmente comprava ingressos e os vendia aos adeptos do outro lado do muro), tombavam por 1-0 contra os homens do lado de lá do muro. O golo, de Jurgen Sparwasser, o avançado do Magdeburgo que também desertaria no fim dos anos 80, foi o maior triunfo que os comunistas de Leste tiveram sobre a Europa capitalista e desenvolvida. Quando Erich Hamann desmarcou o número catorze, que fuzilou Sepp Maier, os membros do Politburo &#8211; parlamento da Alemanha de Leste &#8211; levantaram-se dos seus lugares, ainda que nada entendessem do jogo. No fim, uma vitória para a história, ainda que de efeitos práticos nada existisse&#8230; a RFA sagrar-se-ia campeã do mundo, para desespero da Laranja Mecânica, uma das melhores equipas da história do futebol moderno!</p>
<p>A Oberliga aguentaria dois anos após a Queda do Muro, até 1991, e as suas equipas, a partir daí, têm vagueado pelas divisões inferiores do futebol da Alemanha unificada, com presenças esporádicas na Bundesliga. Aqui destacam-se o Hansa Rostock e o Cottbus. Hoje, o Hansa Rostock, o Union de Berlín e o Energie Cottbus (a equipa da chanceler Angela Merkel), como já foi referido, empunham a bandeira da extinta RDA na Bundesliga 2, e os demais pulam pelas divisões subterrâneas do futebol alemão&#8230; até mesmo nos regionais! Todavia, alguns atletas nascidos na RDA fazem-nos lembrar que um dia esta existiu: Matthias Sammer, Jens Jeremies, Andreas Thom e o mais notável de todos, actualmente a actuar no Chelsea, Michael Ballack. Por estes dias, a ironia vive ao lado da realidade. O Dynamo de Berlim (que recuperou o seu nome dos tempos comunistas, mediante uma petição dos seus adeptos) é o clube que alberga no seu seio a extrema direita. Os seus poucos adeptos, são, maioritariamente, descendentes de governantes da antiga RDA, skinheads e demais elementos marginais da sociedade.</p>
<p>E pensar que o Muro só caiu há vinte anos, os blocos se esboroaram&#8230; e o futebol, tantas vezes retrato da sociedade vigente e que ajudou ao formentar do regime &#8211; ainda que de modo contrariado &#8211; não conseguiu evoluir, acompanhando o aparecimento de clubes, ainda da parte Ocidental, como o Wolfsburg, Hoffenheim, ou até o Hertha proveniente de Berlim Ocidental.</p>
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		<title>Liga Sagres: Marítimo 1&#215;0 Porto &#8211; Campeão sem identidade</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 10:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há volta a dar. O campeão nacional não se encontra ao nível demolidor que patenteou nas pretéritas épocas! A derrota de hoje, na Madeira, apenas comprova esse facto, mas não nos leva a concluir o mesmo, pois tal já vem decorrendo destas dez jornadas do campeonato e de uma forma inequívoca!
Tal facto decorre das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há volta a dar. O <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-destaques-fc-porto-baba-falcao/1101688-1304.html" target="_blank">campeão nacional</a> não se encontra ao nível demolidor que patenteou nas pretéritas épocas! A derrota de hoje, na <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408941" target="_blank">Madeira</a>, apenas comprova esse facto, mas não nos leva a concluir o mesmo, pois tal já vem decorrendo destas dez jornadas do campeonato e de uma forma inequívoca!</p>
<p>Tal facto decorre das alterações que o onze azul e branco sofreu durante o defeso e que agora se vêm manifestando de forma eloquente. Assim, comecemos por generalidades&#8230; este plantel portista é o pior dos últimos quatro anos; a qualidade individual dos elementos que foram entrando para compensar as saídas dos jogadores transaccionados são incapazes de suprir a qualidade dos mesmos. E mesmo os backups que se encontram no plantel são de valor impróprio para quem tem qualquer tipo de ambição. Sapunaru ou Guarín são exemplos absolutos desta petição!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3120 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/maritimo-porto-alonso.jpg" alt="Marítimo - Porto" width="300" height="206" align="left" title="Liga Sagres: Marítimo 1x0 Porto   Campeão sem identidade" />Tacticamente falando, este <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408949" target="_blank">Porto</a> mantém o 4-3-3 da época passada. Todavia, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-jesualdo-ferreira-fc-porto-jornada-10-maisfutebol/1101700-1304.html" target="_blank">Jesualdo</a> olvida o que foi a virtude do sistema na zona intermédia em épocas anteriores: a facilidade e concomitante rapidez de circulação da bola, o que possibilitava inúmeros desequilíbrios. Todavia, Lucho partiu e Belluschi, apesar de bom jogador, não permite que o jogo portista tenha a mesma tranquilidade, sendo que, apesar, de dar acutilância e picardia ao jogo ofensivo, não lhe dá segurança, não lhe dá tranquilidade, não consegue fazer rodar a bola&#8230; logo, não dá à equipa o que Lucho lhe proporcionava! Ademais, e tendo Jesualdo percepcionado esse facto, inventou <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-guarin-fc-porto-liga-maisfutebol/1101706-1304.html" target="_blank">Guarín</a>&#8230; um tremendo erro, já que o colombiano é um trinco e dos puros&#8230; não é um barómetro do meio campo, mas um atleta impetuoso que sendo útil em pugnas musculadas, não permite à equipa assumir uma postura de controlo e de domínio na área medular do campo! A acrescer a débil forma física de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-raul-meireles-liga-fc-porto-porto-reportagem/1101689-1304.html" target="_blank">Raul Meireles</a>, que não possibilita aos portistas ter pulmão para dominar o jogo, para gerir ritmos, para chegar à frente para, rematar.</p>
<p>Na parte avançada, como carpe as mágoas o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-cronica-jornada-10-liga-maisfutebol/1101686-1304.html" target="_blank">Dragão</a> pela partida de Lisandro. <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/maritimo-fc-porto-falcao-liga-jornada-10-maisfutebol/1101703-1304.html" target="_blank">Falcao</a>, apesar de ultimamente ter decrescido de produção e Farias, que apesar dos golos não se consegue assumir como imprescindível, são as únicas opções para atacar as defesas contrárias. Mas com o problema de serem demasiado iguais, homens de área, que jogam em cunha entre os centrais dando-se às marcações. Com um meio campo estático, como já foi demonstrado, e com um homem golo sem se deslocar para abrir espaços, o jogo portista torna-se dotado de uma absoluta previsibilidade.</p>
<p>E já que falamos em previsibilidade, chegou-se o momento de referir Hulk. Sozinho contra o mundo, pega na bola e enfrenta um, dois, três adversários&#8230; no desespero da solidão, a esterilidade de abandonado nada resolver&#8230; e a chamada ao escrete parece que funcionou como afectação e não motivação! Mas do outro lado o que resta? Um Rodriguez desinspirado, totalmente fora de forma, e que tarda a demonstrar os índices da época anterior ou um Mariano, ridiculamente inconsequente, correndo correndo e nada de útil produzindo!</p>
<p>A juntar a todos estes factores, uma impressionante carência psicológica&#8230; uma incapacidade gritante de chamar o coração para resolucionar o que a arte não consegue. Um <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/31853-fc-porto-volta-perder-pontos-em-derrota-com-o-maritimo-0-1" target="_blank">campeão</a> pleno de dúvidas existenciais e que caiu na Madeira sem, sequer, estrebuchar&#8230;</p>
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		<title>Liga Sagres: V. Guimarães 1&#215;0 Sp. Braga &#8211; Afinal há Vitória!</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 01:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulo Sérgio é homem de palavra. A promessa feita, na passada Segunda-feira, após a derrota em Coimbra foi superiormente cumprida! Apetece, mesmo, perguntar onde andava este Vitória, pleno de agressividade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sp-braga/paulo-sergio-maisfutebol-liga-v-guimaraes-sp-braga/1101581-1468.html" target="_blank">Paulo Sérgio</a> é homem de palavra. A promessa feita, na passada Segunda-feira, após a derrota em Coimbra foi superiormente cumprida! Apetece, mesmo, perguntar onde andava este Vitória, pleno de agressividade, rapidez e acima de tudo inteligência?</p>
<p>Apresentando Sereno a descair para a esquerda, mas na prática a funcionar como um terceiro central, o treinador vitoriano confundiu, completamente, Domingos Paciência que, tardiamente, entendeu a ratoeira táctica montada. Assim, o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408859" target="_blank">Vitória</a> defendia com cinco homens, aproveitando o pulmão de Desmarets &#8211; grande golo num jogo soberbo &#8211; que em ataque se desdobrava no ataque, mas na defesa funcionava, quase, como lateral esquerdo. Além dessa nuance, Custódio e João Alves estavam encarregues de segurar as pontas no meio campo, dando azo a que Nuno Assis, Targino e Roberto confundissem as marcações que deveriam ser exercidas pelo meio campo e defesa adversária.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3109 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/vitoria-braga-hugo-viana-joao-alves.jpg" alt="Vitória Guimarães - Sp. Braga" width="300" height="218" align="left" title="Liga Sagres: V. Guimarães 1x0 Sp. Braga   Afinal há Vitória!" /><a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/superliga-geral-alertas/andrezinho-vitoria-guimaraes-vitoria-braga-sporting-braga/1101577-3223.html" target="_blank">Andrezinho</a>, esse, em constantes raides deveria semear a confusão no ataque e simultaneamente ser rigoroso a defender. Actuando com esta cartilha táctica e pleno de vontade de vencer, o Vitória entrou a todo o gás, um verdadeiro TGV que o autocarro bracarense não conseguia acompanhar tal a mobilidade demonstrada! <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/hugo-viana-viana-vandinho-sp-braga-sporting-braga-vitoria-guimaraes/1101579-4062.html" target="_blank">Viana</a> e <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/vandinho-sporting-braga-sp-braga-liga-futebol/1101574-4062.html" target="_blank">Vandinho</a> eram engolidos pela maré cheia vitoriana e a partir daí, dava-se asas à mobilidade de homens que tardavam a aparecer no campeonato, mas que, hoje, souberam comportar-se à altura numa partida de crucial importância para os vitorianos. E nesta imensa capacidade de criar espaços residiu o segredo da superior entrada vitoriana. O perigo apenas rondava a baliza de Eduardo&#8230; e o golo adivinha-se! Surgiria à meia hora num espantoso remate de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sp-braga/v-guimaraes-maisfutebol-sp-braga-desmarets-targino-nuno-assis/1101573-1468.html" target="_blank">Desmarets</a>, a pedir meças aquele golo de Van Basten, na final do Euro 88. Sem deixar cair a redondinha no solo térreo aplicou semelhante balázio que quase estourava as redes de Eduardo&#8230; pura justiça, já que a equipa que hoje alinhou de negro foi totalmente subjugada!</p>
<p>Pensar-se-ia que após tal golpe o líder da Liga Sagres fosse reagir. Puro engano, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/sp-braga-v-guimaraes-maisfutebol-liga-desmarets-domingos/1101570-4062.html" target="_blank">Braga</a> era uma sombra de si mesmo, e o Vitória continuaria por cima e mais perto do segundo golo, que poderia ter surgido por mais de uma vez. Dos arsenalistas, apenas, um remate de Meyong&#8230; mas pouco, muito pouco de quem se alardeava como superior. A superioridade, contudo, vê-se no terreno, e aí os vimaranenses literalmente engoliam o seu eterno rival.</p>
<p>Na segunda metade, o Vitória apareceu mais compacto. Paulo Sérgio, pressentindo maior pressão por parte da equipa adversária, baixou o bloco e resolveu assumir uma postura de contra golpe&#8230; e diga-se, resultou na plenitude. Mas para tal suceder há que fazer realce aos atributos que a equipa do Rei demonstrou e que andavam arredidos de Guimarães: concentração, união e vontade fizeram milagres. Todos unidos a defender e partindo com sublime mestria para o contra-ataque. Nesta metade em que o Braga teve mais posse de bola, a equipa de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sp-braga/sp-braga-domingos-v-guimaraes-derby-maisfutebol/1101580-1468.html" target="_blank">Domingos Paciência</a> dominou o jogo sem contudo criar alguma oportunidade digna de golo. Sobressaiu contudo um homem que, hoje, provou ser um verdadeiro capitão. Flávio Meireles fez uma segunda parte monstruosa recuperando uma miríade de bolas, compensando os centrais, dobrando os laterais, sendo uma voz de comando que soube guiar os conquistadores!</p>
<p>Mesmo na fase de maior aperto, com Adriano, Oswaldo e Mateus já em campo, com as bolas a choverem constantemente no último reduto vitoriano, a equipa soube manter a calma. Moreno e Gustavo imperiais, com Flávio, como já se disse, a varrer a sua zona e Assis e Targino, plenos de imaginação, a segurarem a bola, nunca a vitória pareceu estar em perigo&#8230; e não estaria, para alegria de Paulo Sérgio que cumpriu o que prometera: tirar a invencibilidade ao eterno rival e aos poucos moldar a equipa à sua imagem. Com toda a justiça!</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://futebol.videos.sapo.pt/play-bwin?file=http://futebol.videos.sapo.pt/DueVs5UUdwavDbP5zJLS/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="350" src="http://futebol.videos.sapo.pt/play-bwin?file=http://futebol.videos.sapo.pt/DueVs5UUdwavDbP5zJLS/mov/1" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<span style="color: #888888;"> Golo de Desmarets</span></p>
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		<title>Coutinho, mais uma estrela do lado de lá!</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 11:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cantera]]></category>
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		<description><![CDATA[O Brasil, esse imenso viveiro de craques, onde os jogadores florescem mais rápido que as próprias flores. Sempre com mais um craque a descobrir, uma tentação flamejante para os endinheirados clubes europeus andarem de cabeça à roda entontecidos por mais uma descoberta digna de realce!
E seja baiano, paulista, ou gaúcho&#8230; Philippe Coutinho, por acaso, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil, esse imenso viveiro de craques, onde os jogadores florescem mais rápido que as próprias flores. Sempre com mais um craque a descobrir, uma tentação flamejante para os endinheirados clubes europeus andarem de cabeça à roda entontecidos por mais uma descoberta digna de realce!</p>
<p>E seja baiano, paulista, ou gaúcho&#8230; Philippe Coutinho, por acaso, até é carioca, nado e criado na cidade maravilhosa, o impressionante Rio de Janeiro, onde uma infinidade de beleza convive com uma dolorosa marginalidade&#8230; e onde a arte às vezes ajuda a esconder dolorosas realidades! E a arte do jovem Philippe, comandando todo o jogo vascaíno não deixa nada nem ninguém indiferente&#8230;inebriante, sedutora e ao mesmo tempo objectiva e concreta, numa simbiose perfeita de malícia carioca e assertividade europeia.</p>
<p>Nascido em 1992, desde cedo que ingressou nas escolinhas do clube dos portugueses do Rio, e a partir daí ganhou uma inseparável companhia: a camisola 10 com que pega no jogo e pinta um quadro de garridas cores&#8230; e essa magia, com a bola colada aos pés, simplesmente já lhe trouxe um contrato que entrará em vigor assim que faça dezoito anos, com o Inter de Milão. Para o ano, o jovem Coutinho será orientado por Il Speciale. E Mourinho, terá uma tarefa primordial: domar um talento absoluto, fazendo-o absorver o tacticismo pleno de insolência dos italianos e criar a mescla da competitividade com o gosto de jogar à bola &#8211; dura privação para estrelas como Adriano e até Ronaldinho!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3034 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/Philippe-Coutinho-vasco.jpg" alt="Philippe Coutinho" width="300" height="218" align="left" title="Coutinho, mais uma estrela do lado de lá!" />Por ora, na Série B brasileira, ao lado de outras promessas como Alan Kardec ou Alex Teixeira, vem ajudando o clube do navegador a retornar ao seu verdadeiro lugar, ao lado dos campeões, numa equipa plena de juventude, onde Carlos Alberto &#8211; o Feijão que Mourinho pretendeu tornar no Porto jogador de topo mundial &#8211; é cabeça de cartaz. Mas acerca de Coutinho, já que é sobre ele que este artigo versa, poderemos dizer que apesar da sua juventude, a sua carreira já conta com algumas célebres histórias&#8230; o autêntico nó cego com que brindou Materazzi num jogo particular contra o Inter, ou o vermelho com que foi admoestado por excesso de pormenores artísticos, levando o árbitro a concluir que estava a humilhar a equipa adversária que era o ABC, num jogo a contar para o Cariocão! Mas, foi conta o Duque de Caxias que o fenómeno despontou. Apesar do empate a zero, os alvinegros do Rio estrearam um neném que encantou, despoletando de imediato a cobiça dos melhores clubes europeus e a certeza de estarmos perante alguém que tem o mundo do futebol a seus pés!</p>
<p>Todavia, ainda nem tudo será um mar de rosas&#8230; atendendo à sua idade, ainda não possui envergadura física para suportar um jogo contra homens feitos. Mas ainda assim procura dar-lhes luta! Aquele célebre jogo com o Paraná é a prova eloquente disso: com a exigente torcida vascaína já a vaiar os atletas, Coutinho inventou um passe de génio que isolou Robinho para este fazer o golo da vitória. E quando já se preparava para sair em ombros, provou a sua imaturidade, cometendo duas faltas infantis que lhe causaram a expulsão e fazendo a equipa sofrer mais que o devido para almejar a vitória!</p>
<p>Mas, as estrelas funcionam, por vezes, assim. De impulsos&#8230; do insondável clic que tanto pode comprometer a equipa, mas que na maior parte das vezes lhe garante a vitória. Philippe Coutinho, para descobrir a partir do próximo ano no exigente mundo do Calcio.</p>
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		<title>Marco Borriello, um predador de área!</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 20:27:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>

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		<description><![CDATA[Itália, apesar de ser um país pleno de artistas e onde a expressão dos mesmos assume foros de relevância, no futebol prefere o pragmatismo dos centro europeus. Chamando-lhe pragmatismo, voltamos costas àquela temível palavra que mais vezes serve para caracterizar o estilo de jogo dos transalpinos: cinismo! Mas, não obstante esse pragmatismo ou excessivo tacticismo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Itália, apesar de ser um país pleno de artistas e onde a expressão dos mesmos assume foros de relevância, no futebol prefere o pragmatismo dos centro europeus. Chamando-lhe pragmatismo, voltamos costas àquela temível palavra que mais vezes serve para caracterizar o estilo de jogo dos transalpinos: cinismo! Mas, não obstante esse pragmatismo ou excessivo tacticismo, desde cedo existiram em Itália temíveis goleadores, que aprenderam que no seu métier, por terem poucas oportunidades para facturar, têm de aproveitar todas as hipóteses&#8230; qual hiena solitária que tem que aproveitar os restos deixados pelos leões!</p>
<p>E nesse mundo votado à solidão, surgiu uma casta de terríveis finalizadores, ensinados a não desperdiçar. Recordamos Meazza, o homem do bicampeonato mundial que deu nome a um estádio; lembramo-nos de Mazzolla, da inolvidável equipa do Torino que sucumbiu na montanha de Superga, vinda de Lisboa; de Gigi Riva, vice-campeão mundial; de Rossi, com aquele hat-trick numa tarde quente de 1982, em Sevilha, quando destruiu o melhor Brasil da história; da dupla da Sampdoria constituída por Vialli e Mancini; do bombardeiro Vieri, e tantos outros que aprenderam que a sua tarefa era para ser protagonizada no isolamento&#8230; tendo que aprender a viver ao abandono!</p>
<p><img class="attachment wp-att-3039 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/marco-borriello-milan.jpg" alt="Marco Borriello" width="300" height="191" align="left" title="Marco Borriello, um predador de área!" />E surge-nos, agora, mais um homem que pretende integrar essa elite de matadores. Marco Borriello é o seu nome e golos&#8230; muitos, de preferência, a sua tarefa! Nascido nas espaldas do Vesúvio e onde a Camorra dita leis, não seria no bairrista Nápoles que começaria a brilhar. Desde cedo Milanello acolheria este candidato a predador e moldá-lo-ia nas camadas de base rossoneri! Mas, todavia, e quiçá por não reconhecerem nele o <em>killer instinct</em> necessário, veria metade do seu passe ser cedido ao Treviso, numa daquelas operações que são correntes em Itália, mas que em Portugal causam estranheza e confusão: a compropriedade do passe entre duas equipas de futebol. E aí, paredes meias com a fronteira da Eslovénia, mostraria que também sabia disparar rumo ao golo: foram dez em vinte e sete jogos, e o retorno a Milão para assumir um lugar na equipa principal!</p>
<p>A 21 de Setembro de 2002 estrear-se-ia de rossoneri vestido, frente ao Perugia. Todavia, jamais conseguiu estabelecer-se como titular na frente de ataque milanesa, aliás, pautaria esse périplo pelo Milan por constantes empréstimos, de modo a ganhar consistência no seu jogo. Reggina, Sampdoria e Treviso receberam o jogador, no intuito de lapidar os seus atributos, o que aconteceria, apesar dos poucos golos apontados! Seria em Treviso que teria a nódoa na sua carreira&#8230; as malhas do doping prenderam-no, graças à inenarrável prednisolona, que é um esteróide, mas que Borriello afirmou usar para melhorar o seu desempenho sexual com a fabulosa modelo argentina Belen Rodriguez. As suas justificações seriam consideradas plausíveis e apenas estaria suspenso dois meses. Em Junho abandonaria, definitivamente, Treviso.</p>
<p>Seguidamente, e até um pouco surpreendentemente, por a sua carreira não conseguir descolar e jamais ver o rótulo de esperança eternamente adiada desaparecer, seria vendido, mais uma vez em compropriedade, ao Genoa, clube que houvera subido, nesse 2007, à Serie A e desejava aí estabelecer-se&#8230; e como o avançado ajudou nesses desígnios! Os dezanove golos da época 2007-2008 confirmaram todos os seus predicados: força física, bom jogo aéreo e uma rapidez de execução digna de um herdeiro de pleno direito dos grandes avançados italianos, fizeram com que do quase ostracismo a que fora votado, chegasse à Squadra Azurra. Estrear-se-ia curiosamente contra Portugal, em 2008, num jogo particular realizado em Zurique, e de preparação para o Euro 2008&#8230; para onde seria convocado, sem no entanto, actuar!</p>
<p>No fim da competição e devido à venda de Gillardino à Fiorentina, regressaria a Milanello, sendo os genoveses ressarcidos por isso. Porém, a primeira época não lhe correria bem, actuando em apenas sete jogos, devido a uma arreliadora lesão que o afastou dos relvados! Surge, em grande este ano, ainda que sem Kaká a municiar o jogo milanês. Todavia, tem sabido interpretar o maravilhoso mundo de Ronaldinho, que por ora começa a reaparecer, assim como a juventude arrogante e rebelde de Pato ou o estranho apagão de Huntelaar. No Sábado, perante o Parma foi decisivo ao apontar dois golos. Certamente, esta época, ainda o será mais vezes!</p>
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		<title>Rodwell, mais uma pérola do Mersey</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 12:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Liverpool tende a ser uma cidade de predestinados&#8230; de jovens talentos que provindos do nada, conseguem florescer e ascender numa escada que os leva ao estrelato. Foi assim com os Beatles, foi assim com Michael Owen, ou Steven Gerrad, e parece que há-de ser do mesmo modo com Jack Rodwell!
Efectivamente, as águas do Mersey parecem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Liverpool tende a ser uma cidade de predestinados&#8230; de jovens talentos que provindos do nada, conseguem florescer e ascender numa escada que os leva ao estrelato. Foi assim com os Beatles, foi assim com Michael Owen, ou Steven Gerrad, e parece que há-de ser do mesmo modo com Jack Rodwell!</p>
<p><img class="attachment wp-att-2980 alignleft" style="margin-top: 1px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/Jack-Rodwell-remata.jpg" alt="Jack Rodwell" width="300" height="183" align="left" title="Rodwell, mais uma pérola do Mersey" />Efectivamente, as águas do Mersey parecem ser o melhor fertilizante para jovens que buscam fama e glória, e o Everton um dos bons viveiros para se almejar esses desideratos. Com efeito, quem olvida a estreia de Wayne Rooney, quando, ainda imberbe apareceu a marcar um fabuloso golo em Goddison Park que o catapultou, rapidamente, para os escapartes e logo em seguida para os Red Devils de Alex Ferguson? Aliás, não tendo os avultados recursos financeiros que os Fab Four da Premier League, David Moyes vê-se, quase, na obrigação de apostar em desconhecidos jovens, encarregando-se de os esculpir de modo a conseguirem singrar no Everton&#8230; Foi assim com Cahill, hoje a pedra mais basilar da equipa e pretendido pelo United; ou com Joleon Lescott vendido por uma soma record ao Manchester City; ou outros talentos qu ainda, se encontram na forja como Dan Gossling, Victor Anichebe, Leon Osman e, quiçá, o maior de todos, Jack Rodwell!</p>
<p>Jack, desde já, tem lugar e encontro marcado com a história&#8230; foi o mais jovem jogador de sempre dos toffees a alinhar numa competição europeia. Tinha, apenas, dezasseis anos e duzentos e oitenta e quatro dias e já defendia a camisola blue com denodo e determinação; características que fizeram com que Moyes não hesitasse em apostar nele! Ademais, a sua visão de jogo aliada a uma capacidade de realizar milimétricos passes longos tornam, desde já, o jovem numa pedra fulcral de qualquer meio campo&#8230; um sério candidato a tirar bilhete para o Mundial2014, que irá decorrer no Brasil!</p>
<p>O dia 16 de Agosto de 2008, da pretérita época, ficará gravado a letras de ouro na sua história&#8230; seria a primeira vez que entraria no onze titular dos homens de Goddison Park, frente ao Blackburn Rovers! A sua exibição convenceria qualquer céptico. O modo como dominou o campo, geriu os ritmos de jogo e tomou as melhores opções em matéria de transições e concomitantemente na escolha de passes fizeram-no dono do jogo&#8230; e a partir desse dia, Moyes tinha um antídoto credível para combater a sucessão de lesões de Mikel Arteta, a estrela maior da zona medular do Everton.</p>
<p>Além disso, a sua altura a que se alia uma depurada técnica, fazem dele, segundo inúmeros especialistas em futebol britânico, um futuro Bobby Moore&#8230; um homem que foi recuando no terreno até comandar todo o jogo desde a sua grande área. Um maestro recuado que dominava uma partida com os olhos.</p>
<p>Hoje, por hoje, Rodwell luta por se impor. Na partida da passada Quinta-feira, no descalabro da Luz, foi dos poucos que manteve a compostura e a tranquilidade&#8230; um dos únicos a ter a sua imagem imaculada, pela abnegação e qualidade de passe demonstrada! E um talento é facilmente reconhecido, independentemente das condições do jogo!</p>
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		<title>Liga Sagres: V. Guimarães 1&#215;1 Sporting &#8211; Dois males menores&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 00:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Liga Sagres 09/10]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrando num 4-3-3 em que Nuno Assis tinha como missão apoiar o tridente ofensivo composto por Targino na direita, Desmarets na esquerda e Douglas ao centro, o Vitória demonstrou a característica que]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma velha canção do mítico Nat King Cole, chamada Ansiedad que poder-se-ia aplicar ao sucedido, hoje em <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/cronica-sporting-v-guimaraes-maisfutebol-futebol-iol/1098842-4062.html" target="_blank">Guimarães</a>&#8230; Efectivamente, quer Vitória, quer Sporting padeceram dessa terrível maleita de idiossincracia e que mina o espírito dos mais resolutos.</p>
<p>Entrando num 4-3-3 em que Nuno Assis tinha como missão apoiar o tridente ofensivo composto por Targino na direita, Desmarets na esquerda e Douglas ao centro, o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407116" target="_blank">Vitória</a> demonstrou a característica que encima esta crónica, pela sofreguidão imensa que colocou em cada lance. Efectivamente, na primeira meia hora, este jogo parecia que era o último da carreira destes jogadores. Com a tripla supra citada encarregue de municiar Douglas e com liberdade para vaguear no terreno, durante essa altura do jogo, apenas se viu um intenso odor de bom futebol vitoriano&#8230; e não fora a inacreditável decisão de Olegário em fazer clara vista grossa a uma <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/joao-alves-v-guimaraes-sporting-vukcevic-maisfutebol-futebol/1098854-1457.html" target="_blank">penalidade cometida por Vukcevic</a> e a sofreguidão ter-se-ia tornado em preseverança.</p>
<p>De facto, o ritmo acelerado que a equipa D&#8217;el Rei patenteou foi demais para um leão cuja clara ansiedade para fazer as coisas de modo assertivo, o inibiu. Há quem diga que estes momentos de espírito podem dar para ambas as situações, e se ao <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/29977-sporting-permite-empate-nos-descontos-e-ja-esta-10-pontos-do-benfica" target="_blank">Vitória</a> o fez entrar numa louca vertigem em busca do golo, aos leões impediu-os de articular uma jogada digna desse nome. Porém, com o passar do tempo as pilhas foram perdendo voltagem! Era, humanamente impossível, aguentar o ritmo e o jogo passou a estar dividido, não sem antes do intervalo João Alves ter tido o ensejo de facturar&#8230; desperdiçaria em boa posição e a primeira parte findava.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2968 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/vitoria-sporting-rui-miguel.jpg" alt="Rui Miguel" width="300" height="204" align="left" title="Liga Sagres: V. Guimarães 1x1 Sporting   Dois males menores..." />Na segunda metade, o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-v-guimaraes--maisfutebol-destaques-iol-futebol/1098844-1457.html" target="_blank">Sporting</a> cresceu&#8230; Bento fez a substituição habitual tirando o lateral esquerdo Grimi, colocando Pereirinha. Veloso recuou para lateral esquerdo, Moutinho foi para número 6 e o recém-entrado ocupou a posição destra do losango. Melhorou o Sporting, aliás, a subida do bloco defensivo e intermediário deste permitiu uma maior pressão sobre Nuno Assis e, por vezes, João Alves, os organizadores de jogo vitorianos&#8230; que, todavia, pelas alas iam demonstrando poder ganhar o jogo! Seria no entanto de Liedson a mais flagrante oportunidade da segunda metade, e só mesmo um Super Nilson poderia evitar o golo. Paulo Sérgio, no banco, inquietava-se&#8230; tirava Targino e colocava Roberto, para acompanhar uma desilusão chamada Douglas, mas, surpreendentemente, não abandonava o 4-3-3. Na mobilidade de Roberto e na tentativa que Douglas fizesse o mesmo poderia residir a chave do sucesso! E esteve perto&#8230; Roberto, num meio centro meio remate quase faz a bola chegar a Douglas, para abrir o activo&#8230; foi por pouco, uma verdadeira unha negra! Como quem não marca sofre &#8211; velho chavão sempre com hodiernidade &#8211; haveriam os lisboetas de marcar, num lance polémico, em que <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/sporting-paulo-bento-maisfutebol-futebol-iol-bento/1098855-1457.html" target="_blank">Liedson</a> assiste Matias Fernandez que por milímetros escapa ao fora de jogo!</p>
<p>Pensou-se que seria o canto do cisne vitoriano! Mas, até no plano psicológico, Paulo Sérgio parece ter aura. Introduzindo Jorge Gonçalves e Rui Miguel, num desesperado tudo por tudo, seria o antigo pacense num belo remate a igualar a contenda&#8230; um resultado que premeia a ritmada primeira metade vitoriana cuja equipa parece transfigurada da noite para o dia. Paulo Sérgio tinha razão, dizendo que o campeonato estava a começar, pois, efectivamente, os anteriores jogos comparados com o de hoje pareceram de pré-epoca!</p>
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		<title>Paulo Henrique: um Ganso para juntar a um Pato</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 20:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em Milão, a cidade da alta costura, das criações ousadas, da fantasia e do futebol olha-se para todos os imensos talentos que deambulam por esse mundo fora, em todas as áreas; sejam eles modelos, actores, ou]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Milão, a cidade da alta costura, das criações ousadas, da fantasia e do futebol olha-se para todos os imensos talentos que deambulam por esse mundo fora, em todas as áreas; sejam eles modelos, actores, ou futebolistas. Ora, qual o melhor filão para explorar nos domínios do <em>beautiful game</em>? Sem dúvida, o Brasil com os seus craques de rua, plenos de uma técnica burlesca que incendeia qualquer empedernido coração e deixa boquiaberto qualquer céptico da nobre arte&#8230;</p>
<p>Ora, o Milan que já tem duas das maiores estrelas da actualidade do futebol canarinho, pretende contar com outra&#8230; depois de Ronaldinho e de Pato, outra ave promete arribar em San Siro. É ele Paulo Henrique &#8220;Ganso&#8221;, que se notabilizou no último Mundial Sub-20 disputado no Egipto e foi considerado o melhor jogador do Santos no Brasileirão 2009. Nascido em 1989, este jovem de vinte anos foi descoberto por Giovanni, antiga estrela do Barcelona e que, pasme-se, foi rejeitado no Vitória de Bernardino Pedroto, que o levou em 2005 a treinar à experiência à Vila Belmiro, reduto do Peixe e forja de nomes como Robinho, Neymar, Diego e o maior de todos&#8230; sim, esse mesmo: Edson Arantes do Nascimento, vulgo Pelé!</p>
<p>Desde logo, o seu talento convenceu tudo e todos. Actuando a número dez, naquela posição dos predestinados e ocupando aquele espaço do campo que Pelé calcorreou, foi Emerson Leão que lhe deu a oportunidade de sentir o calor da torcida num jogo da equipa principal&#8230; corria o dia de 17 de Fevereiro de 2008 e o adversário que ficará na história, por ter apadrinhado a estreia de Paulo Henrique Ganso, foi o Rio Preto. Apesar da estreia ter corrido bem, devido à sua juventude, apenas seria utilizado em três partidas nessa temporada. Leão não queria queimar etapas na formação de um jovem que tanto prometia.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2959 alignleft" style="margin-top: 3px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/paulo-henrique-brasil-sub20.jpg" alt="Paulo Henrique" width="300" height="198" align="left" title="Paulo Henrique: um Ganso para juntar a um Pato" />O ano de 2009 seria o ano em que o Ganso voaria&#8230; aproveitando o mau momento de forma do anterior titular, Lúcio Flávio, e assumiria a titularidade no Paulistão 2009, para fascinar tudo e todos, encantando o Brasil com o seu futebol objectivo, incisivo mas pontilhado com lampejos de técnica, dignos dos predestinados. Confirmaria todos estes predicados no Brasileirão 2009, onde, apesar das más exibições e resultados desapontantes da equipa do Peixe, brilharia a grande altura&#8230; a sua visão de jogo tornou-se algo de distinto, algo que Vagner Mancini, actual técnico santista, realçou afirmando que o jovem vê o que mais ninguém vê, algo que levou a que os homens da Vila Belmiro passassem a imprimir maior velocidade no seu jogo ofensivo e concomitantemente começassem a recuperar posições na tabela classificativa. Ademais, aquele célebre jogo em que o Santos venceu o Corinthians por três bolas a uma convenceu os mais cépticos&#8230; Paulo Henrique apontaria dois golos e aplicaria uma miríade de passes de ruptura e dribles que deixaram os defesas do Timão de olhos em bico!</p>
<p>Quase obrigatoriamente, Paulo Henrique veria o seu nome entre os eleitos para o Mundial Sub20 que decorreu no Egipto. Ao lado de jovens de um talento inebriante como o cruzmaltino Alex Teixeira, ou o temível goleador Alan Kardec, o Ganso não deixou os seus créditos por mão alheias. A coordenar o jogo ofensivo da canarinha bebé municiou o ataque mais letal da competição, que só sucumbiu perante o surpreendente tacticimo ganês e no inefável desempate na marcação de grandes penalidades!</p>
<p>Entretanto, lá longe, na cidade de Santos, discutia-se a Gansodependência e reconhecia-se que naquelas semanas, o futebol alvinegro perdera, simultaneamente, objectividade e fantasia, rapidez e acutilância&#8230; e agora poderá, definitivamente, perder esses atributos, já que Leonardo, treinador do Milan, quer levá-lo já para Milanello de modo a esculpir o jogador, para no futuro, no ataque rossoneri pontificar uma dupla de aves. O Ganso voando no meio campo, para o Pato poder facturar. O futuro do escrete e do Milan, nos pés de dois craques do país do samba.</p>
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