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	<title>Jogo de Área &#187; Marcelo Montanini</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>2009: Um ano para a Argentina esquecer</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 17:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A Argentina só tem a comemorar com o término de 2009. Não por seus feitos, pois não houve nada memorável e digno de comemoração, mas sim pelos fiascos. Ou seja, este é um ano a ser esquecido, ou melhor, sempre lembrado e nunca repetido. E isso pode ser refletido em todas as categorias da seleção, além de também fazer parte dos grandes clubes locais.</p>
<p>As categorias inferiores da seleção Albiceleste sempre foram motivos de orgulho, pois além de constantemente revelarem bons nomes, conquistavam bastantes títulos. Assim como a seleção principal despertava respeito aos adversários. Mas, isso passou. Ao menos não aconteceu neste ano. Entre desclassificações precoces e não classificações, as categorias “sub’s” repetiram a fraca campanha da seleção principal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2014 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 3px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/argentina_team.jpg" alt="2009: Um ano para a Argentina esquecer" width="290" height="189" align="left" title="2009: Um ano para a Argentina esquecer" />A seleção Sub-15, que disputou o Sul-Americano da categoria, na Bolívia, terminou o torneio com quatro pontos em quatro partidas, foi desclassificada e nem ao menos passou às fases finais da competição. Já a seleção Sub-17 foi desclassificada frente à seleção colombiana, por 3 a 2, nas oitavas-de-finais do Mundial da Nigéria. E não conseguiu trazer a única taça que falta na galeria da AFA.</p>
<p>Por sua vez, a Sub-20, a maior vencedora da competição, com seis títulos, não conseguiu nem ao menos se classificar para o mundial deste ano, disputado no Egito.</p>
<p>Já a principal, entre resultados negativos e, até considerados normais, a grandes vexames como a goleada sofrida na altitude de La Paz, diante da Bolívia por 6 a 1. Tendo em vista, que todos os possíveis efeitos da altitude foram ignorados e até ridicularizados quando o próprio selecionador argentino fez propaganda em prol da pratica de esportes na altitude.</p>
<p>Fora tal feito, como citado houve também resultados negativos que poderiam ser considerados comuns se não fosse o fraco desempenho, como a derrota para o Brasil, por 3 a 1, em Rosário, depois de todo circo armado por Dieguito, além da derrota por 2 a 1, para a Espanha. E até a derrota para a seleção paraguaia, por 1 a 0, em Assunção.</p>
<p>Além da derrota por 2 a 0, para o Equador e por final, a derrota por 4 a 2, frente ao selecionado Catalão, foram suficientes para coroar está trágica campanha da Albiceleste, que por muito pouco não fica de fora do Mundial da África do Sul 2010.</p>
<p>A Seleção somou seis derrotas em 14 jogos, no ano. Porém pode-se dizer que não só o retrospecto deixa bastante à desejar, mas as brigas internas entre o corpo técnico, o mau futebol apresentado, por essa, que para muitos era a grande geração, aliado ao medíocre treinador, que foi a cereja no bolo desta fraca argentina.</p>
<p>Quanto aos clubes, os tradicionais e eternos rivais –Boca Juniors e River Plate- que já haviam feitos campanhas pífias no Clausura 2009, repetiram o feito no Apertura 2009, não chegaram nem perto da disputa pelo título e menos ainda da classificação para a Copa Libertadores 2010.</p>
<p>Diante deste panorama pouco pode-se esperar para a Copa do Mundial 2010, certo? Talvez. Nada é  animador, nem mesmo o único orgulho que o povo argentino teve neste ano, a consagração de Lionel Messi, como o melhor jogador do mundo pela FIFA. O primeiro hermano a receber tal honraria. Mas como disse, nem isto dar um alento, pois La Pulga, por diversos fatores que não vem ao caso agora, não consegue repetir as grandes apresentações que promove pelo Barcelona. Porém, a exemplo, as seleções canarinhas de 70 e 94 chegaram à Copa desacreditadas e ergueram a taça.</p>
<p>&#8230; E que os deméritos de 2009 não se repitam em 2010.</p>
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		<title>Maradona e a incrível arte de polemizar</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 10:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<description><![CDATA[Poderia ter sido diferente. A classificação da Seleção Argentina ao Mundial 2010 poderia ser a consagração de Maradona, também, como técnico, mas não foi. Poderia ao menos trazer a leveza e o alívio do dever cumprido, ou as congratulações de uma conquista para o selecionador. Mas El Pibe preferiu mais uma vez dar sequência ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poderia ter sido diferente. A classificação da Seleção Argentina ao Mundial 2010 poderia ser a consagração de <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1097570&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Maradona</a>, também, como técnico, mas não foi. Poderia ao menos trazer a leveza e o alívio do dever cumprido, ou as congratulações de uma conquista para o selecionador. Mas <em>El Pibe</em> preferiu mais uma vez dar sequência ao que sabe fazer de melhor, além de jogar futebol: criar polêmica.</p>
<p>Pode-se dizer que as polêmicas começaram no auge da carreira, no Napoli, onde em 1991, foi pego pela primeira vez no exame anti-doping, por uso de cocaína, e foi suspenso por 15 meses pela Federação italiana. Mesmo após um dirigente napolitano alterar por anos as amostras de urina para acobertar <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1096544&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Dieguito</a>. Porém os problemas com drogas permaneceram. No mesmo ano foi preso em Buenos Aires por porte de drogas, porém Diego pagou fiança e foi liberado. E num descontrole deu vários tiros de espingarda de ar comprimido nos jornalistas que o esperavam em frente da sua mansão. No ano seguinte, a justiça argentina o condenou a tratamento de desintoxicação.</p>
<p>Anos mais tarde, em 94, quando mostrava-se recuperado, foi considerado o destaque Albiceleste no Mundial, porém foi novamente flagrado no exame anti-doping após a vitória contra a Nigéria, 2 a 1. Desta vez, por uso de efedrina, substância proibida pois melhora a parte física do atleta. Ele foi suspenso pela FIFA por 15 meses. Entre internações e flagras nos exames, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1096194&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Maradona</a> se aposentou após um ‘superclássico’ entre Boca Juniors e River Plate, 2 a 1 para os xeneizes em pleno Monumental de Núñez. E voltou a se internar mais duas vezes, em 98 e 2001. Nesta última, resolveu ir para Havana onde desenvolveu uma grande amizade com Fidel Castro. Mas Dios voltaria a se internar, não diretamente para desintoxicar-se, mas por problemas causados ora por consumo de cocaína ora de álcool, em 2004, 2005 e 2007.</p>
<p>Mas não só  de problemas com drogas vive Diego. Há também a polêmica que perdurará por anos a fio, entre ele e Pelé, para saber quem é o melhor futebolista do mundo. Em 2000, numa pesquisa promovida pela FIFA entre o público, ele sagrou-se o melhor, porém na mesma pesquisa mas entre os especialistas Pelé foi o eleito (seja lá quem for, prefiro os dois calados). Ultimamente, as polêmicas se sucedem da tragicômica idéia de ser o treinador da Seleção Argentina.  No início, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1095865&amp;div_id=1490&amp;psec_id=46" target="_blank">Maradona</a> vestiu-se de herói e acreditou ser a pessoa certa para salvar a Argentina do fiasco de não ir à Copa. Agora, vestiu a aura de príncipe que o cerca por seus feitos, e sente-se injustiçado, mesmo fazendo papel ridículo à frente da Seleção.</p>
<p>O que a imprensa argentina e mundial fala a respeito de Maradona ser um mau técnico, os números e o futebol apresentado por suas equipes confirmam. Como jogador indiscutível, mas como treinador, pífio. Ao contrário das comparações feitas à Dunga, por exemplo, que nunca foi treinador antes, Diego havia sido. E foi igualmente patético. Em 1994, comandou o pequeno Deportivo Mandiyú em 12 partidas, obteve seis empates, cinco derrotas e apenas uma vitória. No ano seguinte, teve um desafio maior numa grande equipe argentina, e outro fracasso, comandou o Racing Club, e em 11 jogos só conseguiu duas vitórias, seis empates e três derrotas. Já na Albiceleste, entre amistosos e jogos oficiais pela Seleção, Maradona tem o retrospecto de oito vitórias e quatro derrotas, em 12 partidas, com um futebol apático. Mas não é só.</p>
<p>Quando jogador muito técnico, porém pouco tático, e na Seleção isso se repete. Além das substituições desastrosas, insistência em convocar jogadores que não rendem, má organização tática, Diego se mostra cada vez mais torcedor que propriamente selecionador. E após a classificação rioplatense ao Mundial, ele mais uma vez mostrou-se desequilibrado, na idéia de apenas desabafar. “Chupen&#8230; e que la sigan chupando”, apenas essa frase foi dita na coletiva pós classificação aos jornalistas, que segundo Diego, o “trataram como lixo”. O que pode lhe render cinco jogos de suspensão, que não é nada perto das sucessivas suspensões por 15 meses. Antes disso, deixou a entender que deixaria o cargo, porém quando a notícia ganhou grandes proporções voltou atrás. Não esquecendo também de mencionar as suas diferenças com Carlos Bilardo, diretor da AFA, que foram superadas após a classificação, além de desmentidas. Santo remédio foi o passaporte ao Mundial, curou todos ou quase todos os problemas, menos o mau futebol. Dentre todos os problemas com drogas e como técnico, o fato de provocar seus rivais antes de jogos importantes não deve ser levado em consideração. Pois não passa de temperos visto com bons olhos por uns, e maus por outros. Mas, que de fato, são coisas do futebol.</p>
<p>Duas coisas são merecedoras de lembranças. A primeira, é o fato de ser o grande ídolo do país e ter coragem de dar a ‘cara à tapa’, no cargo de selecionador nacional. A segunda, é a decadência de Maradona, que antes era comparado à Pelé, atualmente é comparado a Dunga. Desculpe-me, nada digno de elogios, ambos.</p>
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		<title>Seria Messi o novo Maradona?</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 09:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Montanini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não só  na Argentina, mas no Mundo, comparações e rótulos são praxes, e no futebol são premissas, pois há uma necessidade eterna de buscar um ídolo para suprimir outro. Lionel Messi e Diego Maradona são exemplos destes paralelos traçados. No entanto, comparar dois gênios, cada qual em sua época, é algo que passeia pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não só  na Argentina, mas no Mundo, comparações e rótulos são praxes, e no futebol são premissas, pois há uma necessidade eterna de buscar um ídolo para suprimir outro. Lionel Messi e Diego Maradona são exemplos destes paralelos traçados. No entanto, comparar dois gênios, cada qual em sua época, é algo que passeia pelo surrealismo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2830 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/10/maradona-messi.jpg" alt="Messi e Maradona" width="300" height="200" align="left" title="Seria Messi o novo Maradona? " />Lionel Andrés Messi nasceu em Rosário, em 1987, no auge da carreira de Diego Armando Maradona, que nascera em Lanús, município de Buenos Aires, em 1960, que na época jogava pelo Napoli. E Messi assim que começou a dar seus primeiros chutes, elegeu, como bom argentino, Maradona como seu ídolo, além de Pablo Aimar.</p>
<p>Ainda criança, Lio Messi foi transferido de um clube de bairro, o Grandoli, para o Newell’s Old Boys, onde ficou dos oito aos 13 anos. Contudo, sua ‘carreira futebolística’ teve de ser brevemente interrompida, por padecer de uma deficiência hormonal, que interrompia seu crescimento. Como sua família não tinha condições financeiras, e nenhum clube argentino se dispôs a pagar o tratamento, o jeito foi buscá-lo em outros ares. Catalunha foi o destino. E assim que chegou o garoto prodígio tentou a sorte numa ‘peneira’ do FC Barcelona. Passou. E jogou por todas as categorias de base do clube, e estreou pelo profissional aos 16 anos.</p>
<p>Voltando um pouco ao passado, o pequeno ‘grande’ Dieguito começou ainda criança, nove anos, no Argentino Jrs, cujo estádio leva seu nome. Passou pelas categorias de base da equipe até debutar aos 16 anos incompletos, na verdade faltavam dez dias. Jogou cinco anos pelo Tifón, além de disputar e ganhar o Mundial Sub-20 em 1979, pela Albiceleste. Depois jogou um ano no Boca Juniors, logo em seguida foi transferido para o Barcelona. Antes de seguir caminho para Napoli, onde de fato, marcou o mundo com jogadas excepcionais, e polêmicas.</p>
<p>Maradona também padecia do mesmo problema hormonal que o Messi, mas seguiu sem tratamento. El Diez mede 1,65 cm, enquanto que Messi ganhou em dois anos, 29 cm, hoje mede 1,69. Ambos desfrutam de velocidade e habilidade, sem esquecer do fato de serem canhotos. Maradona o camisa 10, La Pulga também. Mas, o primeiro, um meia de ligação, enquanto que o segundo, um meia-atacante, atacante e vezes por outra, o que no futebol moderno chamamos de winger (pela direita).</p>
<p>Além de características, clubes, títulos, problemas de saúde, Messi e Maradona são constantemente lembrados por dois gols antológicos e semelhantes, guardados as devidas proporções. O gol de Diego, em que ele driblou vários ingleses, inclusive o goleiro, desde o meio-campo e fez o gol do título da Copa de 86, na mesma partida ele já havia feito um gol que posteriormente, declarou: “Fue la mano de dios”.</p>
<p>Messi não ficou por fora, numa partida contra o Getafe, pela Copa do Rei 2007, repetiu a façanha de Diego, meses mais tarde, faz o mesmo com a mão no clássico da Catalunha, contra o Espanyol, pela Liga espanhola.</p>
<p>Messi também foi campeão do Mundial Sub-20, esse em 2005, por seu país. E aos 20 anos, já era o líder da equipe blaugrana ao lado do brasileiro Ronaldinho. Assim como Maradona no Napoli, ao lado do brasileiro Careca. Esta que foi a dupla mais importante do clube italiano.</p>
<p>E foi na Itália também, que El pibe de oro começou de forma gradativa seu declínio. Após ser expulso do Napoli por ser pego no exame antidoping, ele foi jogar no Sevilla, e pouco tempo depois, voltou à Argentina. Para jogar no Newell’s Old Boys, onde ficou por pouco tempo, até encerrar a carreira no seu time de coração, o Boca Juniors. De forma melancólica, diga-se de passagem.</p>
<p>Do outro lado, o garoto prodígio segue aprontando as suas façanhas. E após nove anos no clube catalão, prorrogou seu contrato até 2016. Falta-lhe uma Copa do Mundo, o que Maradona conseguiu, para muitos, sozinho. Em sua época, não havia o prêmio FIFA para Melhor Jogador do Mundo, o que começara a ser entregue a partir de 1991. La Pulga já conseguiu nos últimos dois anos, ser o segundo, e tudo indica que este poderá ser o ano dele.</p>
<p>Se ele alcançará  os feitos de Dieguito, só o tempo irá dizer, mas de fato, já tornou-se um mito. E tanto faz ser igual à Dios, porque ele é o Messi, e já é o suficiente.</p>
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