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	<title>Jogo de Área &#187; Gustavo Devesas</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Liga Sagres: Sp. Braga 2&#215;0 Benfica &#8211; Não há duas sem três&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 15:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o apito final na &#8220;Pedreira&#8221;, foi evidente de parte a parte: quem viu o tão aguardado defronto dos primeiros, não saiu em nada defraudado. Estivemos perante um jogo que em tudo correspondeu às expectativas, pleno de emoção &#8211; dentro e fora do relvado &#8211; e com uma ideia que começa a ganhar contornos cada vez mais concretos: será mesmo este Braga um sério candidato ao título?</p>
<p>Se não é mentira que há uns anos para cá o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407735" target="_blank">Braga</a> apresenta uma consistência ímpar na qualidade do seu plantel, não é menos verdade que confesso que fiquei com a séria ideia que Jorge Jesus e os seus pupilos não estariam à espera de tal arranque do jogo por parte dos <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099835&amp;div_id=1497&amp;psec_id=46" target="_blank">arsenalistas</a> que dominaram por completo os 10 minutos iniciais. Um domínio que culminou aos 7&#8242; minutos com um golaço de bandeja de um artista que não há muito tempo era visto como o próximo Rui Costa e que parecia ter desaparecido para o futebol: <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099829&amp;div_id=1456&amp;psec_id=46" target="_blank">Hugo Viana</a>, dono de mais uma exibição de grande nível. Por outro lado, sem César Peixoto e com Shaffer à procura da melhor forma após lesão, Jorge Jesus voltou a insistir na aposta de Fábio Coentrão para a lateral esquerda. Se no jogo com o Nacional esta opção foi largamente elogiada, desta feita Coentrão sentiu grandes dificuldades em travar os arcebispos, muito também pelo instinto atacante de Di Maria que logo após o 1&#215;0 teve de se ausentar muito mais do flanco esquerdo.</p>
<p><img class="attachment wp-att-3009 alignleft" style="margin-top: 2px; margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/11/braga-benfica-paulo-cesar.jpg" alt="Braga - Benfica" width="300" height="210" align="left" title="Liga Sagres: Sp. Braga 2x0 Benfica   Não há duas sem três..." />Início fulgurante do Braga que o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099826&amp;div_id=1456&amp;psec_id=46" target="_blank">Benfica</a> logo tratou de temperar com variados assaltos à baliza de Eduardo, que mais uma vez voltou a mostrar boa forma, o que é de louvar numa altura em que Portugal está a 180 minutos do Mundial em terras africanas. Um momento ao qual a excelente linha defensiva do Braga não pode ficar arredada, tal foi a forma como novamente demonstraram enorme eficácia em travar o melhor ataque da prova que pela primeira vez ficou em branco na Liga Sagres. Verdade é que mesmo depois de um intervalo quezilento a verdade é que com mais 45 minutos e ambas as equipas com menos 1 jogador, foi claramente o <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.html?id=1099825&amp;div_id=1456&amp;psec_id=46" target="_blank">Benfica</a> que ficou mais a perder pois ficava sem Cardozo, e assim o Braga via a sua tarefa bem mais facilitada. Não obstante as substituições acertadas feitas por Jorge Jesus, que sentiu e bem a derrota cada vez mais perto, a verdade é que com uma defesa sempre muito sólida e uma dose de azar dos Lisboetas o <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407736" target="_blank">Braga</a> chegou mesmo ao segundo golo, sentenciando a partida com o Benfica já a pensar na próxima partida em Liverpool ante o Everton.</p>
<p>Em suma, a verdade é que o Braga tem revelado um futebol a todos os níveis brilhante, mas que de certa forma advém também de uma eliminação extremamente precoce da Europa, algo que libertou a equipa para uma concentração máxima dentro de portas. Mais uma vez, o estádio AXA voltou a acolher um grande espectáculo que contou com duas equipas de filosofias de ataque, de espectáculo e sobretudo de entrega e garra que não deixou nenhum adepto &#8211; vencedor ou vencido &#8211; indiferente. O <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/30667-braga-vence-benfica-tres-pontos-dois-golos-e-um-1-lugar" target="_blank">Benfica</a> por outro lado, perde a oportunidade de se descolar da concorrência na liderança mas ganha uma oportunidade de serenar os ânimos e alinhar as tropas para um duro embate em terras britânicas na próxima quinta-feira.</p>
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		<title>Treinador, entre a besta e o bestial</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 21:52:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<category><![CDATA[Observatório]]></category>

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		<description><![CDATA[É uma das profissões mais instáveis em todo o Mundo, e são poucos os que se conseguem manter no mesmo local de trabalho por mais de poucos anos. Sujeitos a um stress permanente e esmagador, estes profissionais mediáticos tão depressa são elevados ao estatuto de líderes competentes como no dia seguinte passam por estrategas falhados. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma das profissões mais instáveis em todo o Mundo, e são poucos os que se conseguem manter no mesmo local de trabalho por mais de poucos anos. Sujeitos a um stress permanente e esmagador, estes profissionais mediáticos tão depressa são elevados ao estatuto de líderes competentes como no dia seguinte passam por estrategas falhados. Apesar de tudo, a profissão de treinador de futebol continua a ser desejada por muitos. Basta dizer, por exemplo, que no nosso país existem 1800 treinadores certificados para dirigir as equipas da 1ª Liga, onde só apenas 16 podem brilhar.</p>
<p>Na última temporada de futebol no nosso país, foram como habitual diversas as chicotadas psicológicas que puderam ser verificadas. No fim, alguns dos clubes que trocaram de treinador como se troca de camisa hão-de verificar que, afinal, o despedido não tinha culpa nenhuma e o  salvador  não veio salvar nada. O impulso deve-se ao facto de, por vezes, a famosa chicotada ter os efeitos desejados e daí a esperança de que resulte sempre. Assistimos, então, a curiosas movimentações, como a chamada de treinadores que tinham sido despedidos de outros clubes e esperam, no desemprego, que aconteça o mesmo a outros ilustres colegas. Assim se vai rodando, o despedido de ontem é o contratado de hoje e tentará aguentar-se à tona o máximo tempo possível.</p>
<p>Regra geral, na origem da chicotada psicológica está a pressão dos excelentíssimos sócios e adeptos, que não se conformam com as derrotas nem com as fracas exibições. Pode o treinador estar na maior inocência, devendo-se os desaires ao elementar facto das outras equipas serem pura e simplesmente superiores. Ninguém quer saber. Aos jogadores podem assobiá-los, mas não despedi-los por atacado, o treinador é mais <em>descartável</em>. Muitas têm sido as ocasiões em que os dirigentes procedem à chicotada conscientes de que se trata de um erro e de uma injustiça. Mas, perante a contestação da <em>massa associativa</em>, não há outro remédio que não seja entregar o barco a outro timoneiro. Vivendo nesta insegurança, não é de surpreender que os treinadores – não todos, mas muitos – cometam o pecado de sacudir a água do capote, apontando o dedo a pretensos responsáveis pelas derrotas, quase sempre os árbitros. Naquelas pequenas entrevistas que se fazem no final dos jogos é quase uma raridade que o treinador derrotado não aponte três ou quatro lances em que o árbitro prejudicou a sua equipa. É assim entre os países latinos e sul-americanos, onde os treinadores estão muito mais vulneráveis e sujeitos a uma rotatividade mais acentuada. Entre os ingleses, que têm mais «fair-play» e onde se joga o melhor futebol do mundo, os treinadores ficam bastante tempo à frente das suas equipas. Basta dar o exemplo do Manchester, onde o treinador já lá está há mais de duas décadas, ou de Wenger no Arsenal, há 12 anos. Contudo, e quando analisamos as equipas britânicas de segunda linha, iremos ver que quando os resultados não aparecem, a solução mais simples acaba por ser quase sempre a mesma: o despedimento do técnico principal.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2724 alignleft" style="margin-right: 10px; margin-top: 6px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/09/howard-saves.jpg" alt="Howard saves" width="300" height="188" align="left" title="Treinador, entre a besta e o bestial" />Outro factor que pode condicionar é a aposta que os treinadores deviam fazer nos jogadores oriundos da formação, que muitas vezes ou por medo em apostar, ou por outros interesses “estranhos “ e influências de terceiros, essa aposta não é feita. Devo referir que nunca estive ligado ao futebol sénior mas causa-me estranheza algumas justificações que são dadas para não se apostar nesses jovens, frases do tipo &#8220;são bons mas não tem experiência&#8221; ou &#8220;ainda é um miúdo e tem muito de aprender”, etc. Não são estas só desculpas sem qualquer nexo e que certamente complicam a simplicidade de um jogador ter ou não ter qualidade? Não me parece que a idade seja assim um factor tão importante, pior, mais tarde chegam ao clube atletas (estrangeiros ou não) que analisando o seu passado pergunto-me se serão mais experientes&#8230; tiveram uma melhor formação? Por isso, parece-me essencial o &#8220;factor treinador&#8221; pois também é preciso que estes jogadores tenham uma &#8220;mão&#8221; que os empurre. Em adição, são quase sempre os jogadores da casa aqueles que maior apoio darão ao treinador no seu percurso, na gestão do balneário e até na voz dentro de campo.</p>
<p>Um dos melhores ou piores amigos de um treinador é sem sombra de dúvidas o árbitro. Se não houver modo de <em>pegar</em> nos árbitros – que, na verdade, por vezes, cometem erros incompreensíveis –, o treinador vencido tenderá a atribuir o mau resultado ao azar, às oportunidades de golo <em>incrivelmente</em> perdidas – enfim, a tudo o que não seja da sua própria responsabilidade. Devemos ser tolerantes: é um homem ameaçado no seu ganha-pão. Mesmo assim, cada vez há mais candidatos à carreira de treinador. São, naturalmente, os futebolistas que chegam ao fim da carreira e nunca foram preparados para outro emprego.</p>
<p>A verdade é que ter jeito não basta. Não basta ter paixão ou jeito para o futebol para ser treinador de futebol. Até para as equipas infantis é preciso formação adequada. É neste contexto que existem cursos de formação geridos pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) através de 22 associações regionais e que se encontram distribuídos por 4 níveis. Dispensados do primeiro nível, estão os jogadores com mais de 15 internacionalizações ou os licenciados em Educação Física, com opção em Futebol. Durante os vários níveis de formação, estes profissionais aprendem, para além da táctica e da técnica futebolística, noções de arbitragem, ciências comportamentais e até têm de saber dar massagens. Mas o sucesso, como sabemos, centra-se na capacidade inata de &#8220;pegar&#8221; num conjunto de rapazes e colocá-los em campo, organizadamente, esperando que estes coloquem em prática todos os seus ensinamentos. E essa, sim, é uma arte ao alcance de poucos.</p>
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		<title>Davor Suker &#8211; Magia ao Quadrado</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 14:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Bastava apenas que a bola chegasse ao seu fabuloso pé esquerdo para espalhar uma classe magistral pelos relvados. O estilo é inconfundível, tal era o calor que aconchegava a bola como uma esponja para de seguida dar asas a uma magia inigualável. Falo pois  do expoente máximo da melhor geração que nunca a velha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bastava apenas que a bola chegasse ao seu fabuloso pé esquerdo para espalhar uma classe magistral pelos relvados. O estilo é inconfundível, tal era o calor que aconchegava a bola como uma esponja para de seguida dar asas a uma magia inigualável. Falo pois  do expoente máximo da melhor geração que nunca a velha Jugoslávia conseguiu proporcionar, e que a Croácia foi &#8220;resgatar&#8221; para surpreender o Mundo com um brilho ofuscante que mudaria a história futebolística dos Balcãs &#8211; Davor Suker.</p>
<p>Os anos 90 foram férteis no que respeita a surpresas no futebol Mundial. Uma das maiores foi protagonizada por um punhado de jogadores com nomes &#8220;estranhos&#8221; como Savicevic, Boban, Boksic, Prosinecki, Mihailovic, Jarni ou Mijatovic que fizeram com que os &#8220;tubarões&#8221; Europeus olhassem para os Balcãs em busca de talentos emergentes.  Entre estes, um dos que soava ainda melhor era o de Davor Suker, um avançado diferente, com uma elegância fortíssima em campo aliada a uma facilidade de desmarcação sobrenatural.  Já em 1987, na altura do Mundial de Juvenis quando se sagrou campeão pela Jugoslávia, foi das suas botas que saíram 6 tentos que em tudo foram cruciais para tal destaque. O &#8220;salto  europeu&#8221; parecia inevitável mas os clubes do Calcio tinham dúvidas perante as características de Suker, que o marcavam como um carácter demasiado boémio, mal coordenado e fisicamente pouco imponente. A verdade é que os seus 1,81m e 79kg convenceram Rosendo Cabezas que em 1991 o levou do Dinamo de Zagreb para o Sevilha para substituir o mítico Toni Polster &#8211; algo que não demoraria muito a suceder. Suker não era só um terror para qualquer defesa na forma como &#8220;envergonhava&#8221; os adversários, mas também era dotado de um sentido de inteligência e compromisso enormes &#8211;  depois de ter feito o primeiro golo com a camisola sevilhana,  fez uma corrida de mais de 90 metros para dedicar o tento aos lendários &#8220;Biri-Biri&#8221; na bancada mais frenética do Sanchez Pizjúan.  Estava encontrado o novo herói andaluz! Foi precisa apenas uma época e não restavam dúvidas: o Sevilha era Suker e mais dez! Quando a equipa estava aflita ou nos momentos decisivos era só uma questão de fazer chegar a bola ao mágico que após um domínio magistral e uma dose de fantasia, colocava com um tiraço a bola nas redes do guardião adversário.</p>
<p>Como jogador era o culminar das 3 regras mágicas do avançado de excelência: desmarcação, domínio e remate. Assim sendo, não foi com surpresa que em 1994 tinha os todos-poderosos Parma, Bayern de Munique, Arsenal (que chegou a oferecer 6 milhões de euros) e ainda o Newcastle que chegou aos 9 milhões, a cobiçá-lo. Ainda assim o Sevilha foi resistindo, até que em 1996 não conseguiu evitar a saída para o Real Madrid que seria uma das mais emblemáticas de sempre na carreira de Suker. Mas o seu compromisso com o Sevilla era tão grande, que mesmo já em despedida, estava numa concentração da selecção Croata que ia participar no EURO 96  na Inglaterra quando decidiu abandoná-la para disputar a última jornada da Liga espanhola pelo Sevilha, que jogava a permanência na primeira divisão frente ao Salamanca. O croata teve um noite de glória e fez um hat-trick, despendido-se do Pizjúan em ombros, voltando de seguida para a concentração da selecção, tornando-o num dos maiores ídolos de sempre do clube Andaluz que ainda hoje o recordam como &#8220;Suker 3&#215;1 Salamanca&#8221;.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2351 alignleft" style="margin-right: 10px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/real-madrid_barcelona_davor-suker.jpg" alt="Davor Suker" width="300" height="202" align="left" title="Davor Suker   Magia ao Quadrado" />Suker chegava ao Santiago Barnabéu e entre salpicadas de luzes e sombras foi a máquina de golos que todos esperavam.  Primeiro ano de &#8220;blanco&#8221; e 24 golos marcados que valeram o título de Campeão Espanhol e a Taça dos Campeões Europeus no ano seguinte. Ainda assim, teve uma relação estranha com Fabio Capello e John Toshack. O italiano tornou-o no jogador mais substituído da Liga, algo que Suker chegou a protestar dado ter terminado por 21 vezes o jogo no banco depois de ter iniciado no onze inicial. Da mesma forma, não conseguiu apagar a imagem de boémio: acusavam-no de não cuidar a sua forma, excesso de peso e até de fazer mais manchetes na imprensa cor-de-rosa do que na desportiva. A verdade é que sempre que a bola sobrevoava a área e chegava a Suker não restavam dúvidas: controlo primoroso e &#8220;bomba&#8221; de Suker! A despedida de Madrid, mesmo assim, foi atribulada com 3 treinos falhados na mesma semana e John Toshack furioso a despedir uma autêntica pérola em plena ascensão. Arséne Wenger tinha finalmente a oportunidade de levar o Croata para o Arsenal, onde ainda transpirou classe com destaque para belíssimos golos com que presenteou os estádio britânicos antes de começar a &#8220;deambular&#8221; pelo West Ham e Munich 1860, já muito longe do seu melhor nível. Este seria o percurso clubístico, mas Suker seria muito mais brilhante sempre que envergava a camisola da selecção Croata.</p>
<p>Pouco convencido? 45 golos em 69 internacionalizações! Participou no Europeu de 1996 que serviria de base para um Mundial 1998 brilhante a todos os níveis, com um incrível terceiro lugar conquistado pelos &#8220;quadriculados&#8221; e a bota de Ouro conquistada, tal como tinha feito no Mundial de sub-20 em 1987 com os mesmos 6 golos com que liderou a equipa ao pódio. Com autênticas obras primas, teve o seu momento áureo quando com enorme classe desfeiteou Peter Schmeichel com um chapéu perfeito, que levou mais tarde o dinamarquês admitir como ter sido o golo mais bonito que sofreu (golo n.º 2 no top do vídeo em baixo).</p>
<p>Actualmente Suker é dono de uma academia para talentos em Munique que no dia-a-dia juram a pés juntos ainda verem o croata a seguir a sua &#8220;tradição&#8221; de antes de executar um penalti levar os dedos ao pescoço e ver o ritmo cardíaco antes de rematar: &#8220;Gosto de ver a minha pulsação antes de marcar. Se for de 120 pulsações significa que estou tranquilo e a bola vai ao fundo das redes!&#8221;- afirma. Davor Šuker é claramente um jogador sobejamente conhecido para todos os que seguem o futebol com interesse. Foi escolhido pela FIFA em 2004 como um dos cem melhores jogadores vivos do mundo, numa lista elaborada por Pelé e pela própria FIFA. No mesmo ano, foi também escolhido como o melhor jogador croata dos 50 anos da UEFA. Ainda hoje é o maior símbolo do futebol Croata após a guerra nos Balcãs e a forma como espalhou o terror pelas defesas adversárias durante a década de 90 prevalecerá para sempre como uma enorme referência.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=lTmmiWtzbWA"><img src="http://img.youtube.com/vi/lTmmiWtzbWA/default.jpg" width="130" height="97" border title="Davor Suker   Magia ao Quadrado" alt="Davor Suker   Magia ao Quadrado" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Melhores golos de Suker pelo Arsenal, Real Madrid e Croácia</span></p>
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		<title>Millennium Stadium &#8211; Majestosa Sinergia</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 10:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arena]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde a sua fundação em 1999, o Estádio Millennium recebeu 1.3 milhões de espectadores em cada ano, e é hoje em dia a sede de cinco grandes disciplinas desportivas nos últimos nove anos. No centro da cidade de Cardiff, é um estádio monumental sob um céu muito pouco britânico.
História
O nascimento do projecto foi o culminar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde a sua fundação em 1999, o Estádio Millennium recebeu 1.3 milhões de espectadores em cada ano, e é hoje em dia a sede de cinco grandes disciplinas desportivas nos últimos nove anos. No centro da cidade de Cardiff, é um estádio monumental sob um céu muito pouco britânico.</p>
<p><strong>História</strong><br />
O nascimento do projecto foi o culminar do comité estabelecido em 1994 para renovar a antiga referência do rugby galês – o estádio nacional de Cardiff Arms Park , construído em 1848– que assim poderia ver o seu “sucessor” garantir a re-urbanização da parte oriental de Cardiff. Um ano mais tarde, a vitória para organizar e albergar o Mundial de Rugby de 1999, apesar da dura competição por parte do hemisfério sul. A inspecção ao Arms Park deixou tudo em pratos limpos: o recinto desenhado em 1962 estava completamente obsoleto, e as federações rivais da Escócia e Inglaterra haviam construído estádios para 75000 e 67000 espectadores, respectivamente, e a França iria ampliar o Stade de France para 80000 lugares.</p>
<p>O antigo estádio nacional só podia acolher 53000 adeptos, incluindo 11000 lugares em pé na bancada este, sendo que as novas leis e requisitos de segurança para um estádio colocavam o desafio da construção de um novo recinto ainda mais importante, sobretudo quando as únicas instalações para os adeptos eram os lavabos. Ficava decidido dada a importância do rugby e do futebol na nação galesa, o estádio teria de cumprir os requisitos de um multiusos capaz de albergar grandes partidas, tais como relva natural para rugby e futebol e um tecto retráctil que só existia na Europa em Amsterdam na ArenA do Ajax (capacidade de 50000 adeptos). Era evidente que o novo estádio necessitaria de financiamento estatal, dado que o projecto superava as 100 milhões de libras. Naquela época, o único recurso foi mesmo a lotaria nacional, em conjunto com a organização do projecto &#8211; a Millennium Commission. Este órgão prometeu “injectar” 50 milhões de libras mas teve de haver um acordo com as Federações interessadas para completar os 114 milhões finais. Havia que satisfazer o mundo do râguebi, mas também garantir o crescimento do futebol no país e a possibilidade de realizar eventos de forma a rentabilizar o investimento. Depois de grandes impasses, a “Commission” aceitou remodelar o projecto, “girando-o” em 90º de forma a garantir uma praça aberta para um acesso seguro dos espectadores. As portas do novo estádio abriram-se pela primeira vez em Junho de 1999 quando o País de Gales, que recebeu a campeã mundial de râguebi em título, a África do Sul, para um amigável com vista à preparação para o Mundial 99. Quatro meses depois, a arena vestia-se de gala para o Campeonato do Mundo onde albergou os jogos da fase de grupos de Gales, um jogo dos quartos de final, o do “terceiro lugar” e a final entre Austrália e França. O Millennium mostrava a todo o Mundo o triunfo da engenharia e qualidade galesa com todos os adeptos presentes a admirarem tamanha arquitectura e deleitarem-se com um ambiente majestoso num estádio moderno e esplêndido que acolhe 74500 espectadores.</p>
<p><strong><img class="attachment wp-att-1792" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/millenium-stadium-cardiff.jpg" alt="Millennium Stadium   Majestosa Sinergia" width="300" height="191" align="left" title="Millennium Stadium   Majestosa Sinergia" />Característica</strong><br />
É neste contexto e nesta atmosfera que se ergueu um estádio multiusos, devido ao seu tecto retráctil que assenta numa superestrutura suportada por &#8220;mastros&#8221; de 90,3 metros. É o primeiro recinto desta classe no Reino Unido que graças à classificação de 5 estrelas da UEFA, acolheu dois Campeonatos do Mundo de Rugby, dois Grand Slams de Rugby de Gales, três finais da Heineken Cup, seis finais da Taça de Inglaterra, numerosos embates internacionais de futebol, concertos e competições do mundo motorizado fazendo o Millennium uma das grandes arenas mundiais. É composto por 56000 toneladas de betão e aço, com 74500 lugares, 128 &#8220;lugares VIP&#8221;, 22 bares, 7 restaurantes, 17 pontos de socorro, 12 acessos por escada e 7 elevadores, assim como, 7 portões de acesso ao estádio. Arquitectonicamente conta com 3 anéis, o inferior com 23500 lugares, o intermédio com 18000 e o superior  com 33000, e apresenta como dimensões do relvado 120m x 79m, que compreendem 9480 m2 de área de jogo, distribuídos num sistema completo de irrigação e drenagem. O próprio relvado é da última tecnologia e assenta sob 7412 blocos que modem ser movidos de forma a que o recinto seja utilizado para concertos, exibições ou outros eventos.</p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>Marcos históricos:</strong><br />
Apesar da utilização para jogos de râguebi e futebol, no Millennium cedo se realizaram grandes eventos e concertos, além de outros desportos tais como: boxe, corridas de motos, motocross, entre outros. Nos últimos 9 anos têm passado grandes estrelas, entre eles: Madonna, Tina Turner, Robbie Williams, Bruce Sprinsteen, U2, Rolling Stones, Red Hot Chilli Peppers, Manic Street Preachers ou Stereophonics, entre outros.</p>
<p><strong>Curiosidades:</strong></p>
<ul>
<li>Em cada um dos 22 bares existentes, as denominadas &#8220;joy machines&#8221; são capazes de tirar 12 &#8220;pints&#8221; em cada 20 segundos. Durante o jogo País de Gales x França, 63000 adeptos beberam 77184 &#8220;pints&#8221; de cerveja, quase o dobro das 44000 bebidas consumidas em média em jogos na Inglaterra.</li>
<li>Foram instalados propositadamente de Londres a Cardiff (212 kms!) candeeiros de iluminação a cada 66 metros o que totaliza cerca de 7000. As colunas de som do estádio no seu conjunto pesam 10 toneladas sendo que o seu poder de &#8220;output&#8221; é equivalente a 1100 unidades de aparelhagens hi-fi caseiras, tornando assim o Millennium na maior &#8220;discoteca&#8221; da cidade.</li>
<li>É um estádio 100% anti-tabaco e anti-fumo desde o 1º esboço, assim sendo conta com 1650 detectores de alarmes de fumo/calor, 6 detectores de chamas gigantes tudo numa plataforma suportada por 35 km de cabo para o alarme de incêndio.</li>
<li>O estádio tem um falcão residente apelidado de &#8220;Dad&#8221; que consta na lista dos mais de 1000 empregados do estádio, e cuja função é expulsar todas as aves do recinto.</li>
<li>O tecto retráctil final foi executado após 1200 desenhos de rascunho, conta com 3.2km de cabos de tensão e tem um tempo de abertura/cobertura de 20 minutos exactos que compreende um custo de 2,54£.</li>
</ul>
<p>Envolto numa cidade e país com uma intensidade únicas, o Millenium Stadium repleto de adeptos é capaz de criar um ambiente fantástico, e o País de Gales acredita que este será o palco que fará catapultar as suas cores nas mais variadas frentes.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=wuV_ClreYIU"><img src="http://img.youtube.com/vi/wuV_ClreYIU/default.jpg" width="130" height="97" border title="Millennium Stadium   Majestosa Sinergia" alt="Millennium Stadium   Majestosa Sinergia" /></a></p>
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		<title>França, La Nouvelle Vague &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 18:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cantera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>

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		<description><![CDATA[Eles são jovens e talentosos. Eles são as estrelas de amanhã que despontam em terras gaulesas, e o Jogo de Área seleccionou as mais brilhantes nos respectivos clubes, ainda antes de ganharem o seu lugar na selecção gaulesa. Aqui está a primeira das 2 páginas do “caderno dos olheiros” em França com  “les 7 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eles são jovens e talentosos. Eles são as estrelas de amanhã que despontam em terras gaulesas, e o Jogo de Área seleccionou as mais brilhantes nos respectivos clubes, ainda antes de ganharem o seu lugar na selecção gaulesa. Aqui está a primeira das 2 páginas do “caderno dos olheiros” em França com  “les 7 merveilles de la Ligue 1”.</p>
<p><strong>Mathieu Coutadeur – O Novo Deschamps</strong><br />
O jovem médio de 22 anos é a mais recente coqueluche do Le Mans, mesmo não sendo já um rookie, é titular desde 2006 mas uma sequência de lesões atirou-o para uma afirmação menos explosiva. No ano transacto, experimentou pela primeira vez na sua curta carreira como profissional a concorrência directa de peso de nada mais nada menos que Hassan Yebda, o médio que agora “encanta” em Portugal ao serviço do Benfica. Este ano, Coutadeur começou bem a época ultrapassados que estão os fantasmas das lesões, e Bertucci – o novo treinador do Le Mans – já o colocou com o estatuto de imprescindível tal é a classe que exibe em campo. Não é propriamente um poço de força como Yebda, nem tem o poderio físico do médio do Benfica, mas os seus 1,70m e 69kg são o “motor” para a elegância na hora de interpretar os momentos do jogo e um sentido táctico muito avançado aliado a uma inteligência em campo digna de comparação a Didier Deschamps.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/12/frederic-nimani-monaco.jpg"><img class="size-medium wp-image-1752 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" title="frederic-nimani-monaco" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/12/frederic-nimani-monaco-300x198.jpg" alt="França, La Nouvelle Vague   Parte 1" width="300" height="198" /></a><strong>Frédéric Nimani – O Joker do Mónaco</strong><br />
Considerado como um dos elementos mais prometedores do centro de formação monegasco, Frédéric Nimani integrou os seniores na pré-época 2006/07 com os quais disputou a maioria dos jogos de preparação. No dia 9 de Setembro de 2006 fazia a sua estreia na Ligue 1, face ao Auxerre. Não tinha mais que 17 anos e o nosso bem conhecido Lázló Bölöni não teve grandes dúvidas em lança-lo, para Nimani corresponder com uma estreia de ouro ao apontar o seu primeiro golo como sénior. Parecia tudo correr sobre rodas até que uma lesão na clavícula lhe valeu 2 operações, assim como uma operação ao apêndice, que o atiraram para fora dos relvados. Em 2007, com Ricardo Gomes ao leme do Mónaco, Nimani começa um ciclo de empréstimos com passagens pela 2ª Liga ao serviço do FC Lorient e do Sedan até que uma crise de lesões nos avançados do Mónaco o colocaram como opção para esta época. A estreia não podia ter sido melhor: frente ao PSG, entra a meio da 2ª parte e marca o único golo da partida, “oferecendo” os 3 pontos à equipa. Uma semana mais tarde, a estreia na selecção Sub-21 frente à Eslováquia seguida de uma sequência de grandes exibições ao serviço do clube do Principado. Bom finalizador, dotado de uma pontapé muito forte, Nimani beneficia da sua grande condição física (1,91m e 87kg) para confrontar os defesas, é no entanto um avançado do estilo mais fixo e estático, dado não ser um atleta muito veloz. A sua timidez no dia-a-dia contrasta com o seu físico imponente no relvado, o que o faz de Nimani uma das grandes esperanças do futuro gaulês.</p>
<p><strong>Sofiane Feghouli – O Golfinho Polivalente<br />
</strong>Em Grenoble, é o silêncio total. É completamente impossível falar de e com a nova pepita do clube da terra. Todos os pedidos de entrevista a Sofiane Feghouli são sistematicamente rejeitados pelo clube. Para compreendermos tal atitude, é preciso dizer que após apenas 3 meses de competição, o menino de 18 anos já deu mais que falar que muitos jogadores com mais de 15 anos de Ligue 1… ao ponto de hoje ser seguido por Juventus, Inter de Milão, Chelsea, Arsenal, Atlético de Madrid, Marselha e o próprio Benfica! Formado no Grenoble, foi chamado aos seniores e foi peça fulcral para a subida do clube ao escalão máximo fruto dos seus movimentos e passes repletos de magia. É um verdadeiro playmaker, com técnica qb e um grande sentido de equipa, com passes teleguiados… um pouco à maneira de um tal de Youri Djorkaeff. A descobrir o mais alto nível do futebol francês, Sofiane (1,78m e 71 kg) passa por uma normal fase de adaptação ao ritmo de jogo, mas para surpresa geral, regala os observadores mundiais pela forma como assume o jogo da equipa sem medos.</p>
<p><strong>Mouhamadou Dabo – A Revelação</strong><br />
“De todos os jogadores que passaram pela selecção de esperanças, é sem sombra de dúvidas, a maior revelação aos meus olhos” – quem o afirma é o antigo seleccionador sub 21, René Guinard, que ainda vai mais longe na descrição deste francês nativo de Dakar – “À primeira vista, pode haver a tendência de o subestimar, primeiro porque é um defesa e porque não é um génio nem um extrovertido em campo. Pelo contrário, Dabo é claramente um fora de série que de destaca pela sua classe, dentro e fora de campo, com os seus pequenos óculos e o seu sorriso e a categoria de quem é esclarecido: sabe o quê e como o fazer.“ – acrescenta. A sua capacidade de discussão de lances de forma sempre limpa, a postura que exerce em campo perante o adversário faz dele a grande coqueluche do AS Saint-Étienne. Com 22 anos, alcançou definitivamente o destaque na Ligue 1, após um reposicionamento táctico como defesa direito, onde brilha a olhos vistos, sempre com enorme rigor e com um grande sentido de liderança sem recorrer a qualquer barulho.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=jT23I_migTo"><img src="http://img.youtube.com/vi/jT23I_migTo/default.jpg" width="130" height="97" border title="França, La Nouvelle Vague   Parte 1" alt="França, La Nouvelle Vague   Parte 1" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Golo de Dabo frente ao PSG, eleito como um dos melhores da Ligue 1 08/09</span></p>
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		<title>Clairefontaine &#8211; “A Academia”</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 11:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Clairefontaine. Para os mais distraídos é “apenas” uma vila perto de Paris, para os mais atentos trata-se da Academia mais prestigiada de França e considerada a melhor do Mundo, capaz de “fabricar” o verdadeiro creme de la creme da cantera gaulesa – Henry, Anelka, Makelele, Rothen, Gallas, Saha, Ben Harfa e até Yebda… são apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Clairefontaine. Para os mais distraídos é “apenas” uma vila perto de Paris, para os mais atentos trata-se da Academia mais prestigiada de França e considerada a melhor do Mundo, capaz de “fabricar” o verdadeiro <em>creme de la creme</em> da cantera gaulesa – Henry, Anelka, Makelele, Rothen, Gallas, Saha, Ben Harfa e até Yebda… são apenas uns dos muitos rebentos da magnífica Academia de Clairefontaine.</p>
<p>24 de Novembro de 2008 &#8211; Site da FFF (Federação Francesa de Futebol): são finalmente divulgados os nomes dos 79 candidatos a &#8220;estagiários&#8221; em ClaireFontaine. Para milhares de jovens franceses, é a oportunidade de uma vida que só alguns conseguem agarrar, e quando o fazem, é como ganhar o Euromilhões. Espera os felizardos uma dupla fase de selecção até finalmente ser &#8220;espremido&#8221; o melhor do melhor deste grupo de jovens, assegurando que Clairefontaine continuará a &#8220;produzir fornadas&#8221; de jovens franceses que chegam a arrepiar qualquer Federação Internacional. Confesso que sempre soube e aceitei que os Franceses têm jogadores magistrais, mas actualmente espanta-me como sobretudo têm um coração muito grande. Estes bons “samaritanos” ajudam os vizinhos que estão para além do Canal da Mancha, o seu adversário de sempre, a ultrapassar uma longa e penosa falta de investimento na formação. Prova disso são as recentes afirmações de Les Reed, o director do desenvolvimento técnico da FA, que afirma ter reaprendido todos os fundamentos e critérios na Academia de Clairefontaine, denominado oficialmente como Centre Technique National Fernand-Sastre, uma autêntica Universidade do futebol que foi inaugurada há 12 anos atrás pelo presidente Francois Mitterand e de onde, desde então, emergiram autênticas “fornadas” de prodígios prontos a conquistar o Mundo.</p>
<p>Todos os países, sobretudo europeus, têm a sua referência no que toca à formação de jovens talentos para o futebol. Em Portugal não existe uma verdadeira Associação de Futebol como a de Clairefontaine, limitamo-nos, sem dúvida, a Alcochete que com a bandeira do Sporting nos coloca no mapa da formação das últimas décadas. Coverciano na Itália ou mesmo o novo sonho &#8211; leia-se National Football Centre na Inglaterra, inspirado no exemplo francês &#8211; são outros nomes de onde saem ou certamente sairão muitos talentos futuros. Mas o que faz de facto, Clairefontaine uma grande referência mundial? O facto de ser uma fábrica de sucesso, com 56 hectares e 60 empregados a full-time, 302 camas, uma livraria e um vídeo-cinema, sete campos de relva mais três sintéticos mas sobretudo o conceito de “cinq grandes missions”: compreender um centro de preparação para a equipa nacional, uma unidade de ciência de desporto, um instituto nacional para os treinadores de elite e um local para seminários, apresentações e convenções. O próprio meio de selecção dos atletas, e tudo o que isso envolve, é um bom exemplo da rigidez apresentava pelos seus directores. Tomemos como exemplo o da selecção do presente ano:</p>
<p><strong>Condições de Inscrição -Época 2009/10</strong></p>
<ul>
<li>Nascido em 1992</li>
<li>Nacionalidade Francesa</li>
<li>Nível de Estudos Elevado</li>
<li>Habitante da grande região de Paris</li>
</ul>
<p><strong>Modo de Recrutamento<br />
</strong></p>
<ul>
<li>O primeiro &#8220;round&#8221; de selecção efectua-se durante Março de 2009, sob convocatória do Instituto Nacional de Futebol</li>
<li>Os dias seguintes desenrolam-se em Clairefontaine, sempre sob gestão do INF</li>
<li>Um estágio de 3 dias, no final de Maio, reúne os melhores 40 jogadores</li>
<li>22 jogadores no máximo são escolhidos (4 guarda-redes no máximo)</li>
</ul>
<p><strong>Provas</strong></p>
<ul>
<li>Jogos disputados em campos reduzidos</li>
<li>Avaliação de técnica individual</li>
<li>Uma corrida de 40 metros com obstáculos</li>
<li>Um teste de <em>endurance</em> na fase final</li>
</ul>
<p><strong>Regras<br />
</strong></p>
<ul>
<li>Duração: 3 anos</li>
<li>Alojamento: Internato de Domingo antes das 21h00 até Sexta-Feira à noite</li>
<li>Todos os custos são suportados pela FFF e pela Liga Nacional de Futebol, salvo o almoço no Colégio (180€ por trimestre) e uma contribuição excepcional (150€ por ano) para a escolaridade dos jovens no Colégio.</li>
</ul>
<p><strong>Futebol</strong></p>
<p>Existem 5 treinos por semana que incorporam vários princípios, tais como:</p>
<ul>
<li>Dotar os jogadores de melhores e mais rápidos movimentos</li>
<li>Ligar os movimentos de forma mais eficaz e astuta</li>
<li>Usar o pé mais fraco</li>
<li>Reduzir as fraquezas de jogo do atleta</li>
<li>Moldar factores psicológicos mais fracos</li>
<li>Teste físicos</li>
<li>Treinos de Técnica (drible com a bola, correr com e sem bola, remate, passe e controlo da bola)</li>
<li>Treinos de Táctica (melhorar a condução da bola, recepção de passe, oferecer apoio, passe e desmarcação e movimento em espaços livres)</li>
</ul>
<p>Em suma, estes são os alicerces para a popularidade cada vez mais crescente do futebol de formação em França, e uma das razões pela qual em 20 existem 7 ou 8 alunos que saem do centro com um contrato profissional assinado em clubes da Ligue 1. Para que todos fiquemos com a real sensação de como esta aposta é deveras intrínseca no futebol francês, Michel Platini acaba de inaugurar no passado dia 1 de Novembro mais um remodelado Centro de Formação em Nancy, precisamente com o nome do antigo &#8220;armador&#8221; de jogo da selecção gaulesa. Enquanto procedia à inauguração, Platini não deixou de soltar algumas opiniões sobre tal feito: &#8220;Associo o meu nome a este centro por duas razões: a primeira pelo facto estético, este novo centro é qualquer coisa de magnífico, dá gosto ver um jovem a entrar aqui! A segunda pela ordem sentimental, fui um dos primeiros jovens a frequentar este centro. Recordo-me do dia em que cá entrei, foi a 22 de Junho de 1972, e em conjunto com outros 4 jovens integrarmos este conceito inventado por Claude Cuny&#8221; afirmou Platini, hoje com 53 anos, sem deixar de avançar igualmente com argumentos de ordem &#8220;política&#8221;, que indicam claramente que o futuro será assegurado &#8220;sempre com a ligação ao trabalho de formação «à Francesa»&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=p48ZbEFmQLA"><img src="http://img.youtube.com/vi/p48ZbEFmQLA/default.jpg" width="130" height="97" border title="Clairefontaine   “A Academia”  " alt="Clairefontaine   “A Academia”  " /></a><br />
<span style="color: #999999;">Reportagem sobre o exemplo de Clairefontaine </span></p>
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		<title>Gordon Banks &#8211; Voo para a História</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 04:53:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode um instante ou momento resumir toda a nossa vida? No verdadeiro momento de apogeu, o ídolo que hoje lembro, agora com 70 anos, era um dos guarda-redes mais famosos do Mundo. Gordon Banks ganhou o célebre Mundial de 1966 com a Inglaterra, mas foi quatro anos mais tarde que foi literalmente “catapultado” para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode um instante ou momento resumir toda a nossa vida? No verdadeiro momento de apogeu, o ídolo que hoje lembro, agora com 70 anos, era um dos guarda-redes mais famosos do Mundo. Gordon Banks ganhou o célebre Mundial de 1966 com a Inglaterra, mas foi quatro anos mais tarde que foi literalmente “catapultado” para a popularidade quando milagrosamente voou para negar um golo mais que anunciado.</p>
<p><strong>O Enigma &#8211; &#8220;Banks of England&#8221;</strong><br />
Confesso que sempre “adoptei”a ideia que só um selecto grupo de futebolistas pode aspirar uma final de um Mundial como momento dourado de uma carreira, ou mesmo um golo numa final de um torneio de nomeada como aconteceu recentemente no Euro 2008, quando Fernando Torres marcou o único golo da final e “trouxe” a taça para os nossos vizinhos. Uma felicidade ao alcance de um jogador chamado “de campo”, mas o que dizer em relação aos “solitários” guarda-redes? Gordon Banks é a resposta. Para quem foi “abençoado” pela felicidade de o ver jogar e defender com instinto quase cruel entre os postes, rapidamente recorda que é um guarda-redes iluminado para sempre, por um único momento. Como infelizmente não faço parte desse grupo, lancei-me à procura do que o torna um nome tão popular em terras de Sua Majestade. Rapidamente saltou à vista a vitória em Wembley da Inglaterra face à Alemanha por 4&#215;2 na final do Mundial de ’66 como, naturalmente, a recordação mais sublime dos seus largos anos como guardião britânico. O “problema” é que parece que cada semana, há sempre um adepto que quase de forma infalível se aproxima de Banks e pergunta-lhe “Como foi possível alterar o destino traçado por Deus?” Muitos esticam a mão direita e esperam ansiosamente até perguntarem:” É esta a mão que realizou aquele momento contra o Brasil?” conta Banks numa recente entrevista à BBC, onde ainda referiu: “É lógico que 1966 está mais presente na minha memória, mas parece que aquela só e só mesmo aquela defesa é tudo o que todo o Mundo se recorda de mim” &#8211; acrescentou.</p>
<p><strong>A Vida</strong><br />
A carreira professional de Gordon Banks concluiu-se em 1972, com “apenas” 35 anos quando foi vítima de um acidente de viação e perdeu o seu olho direito. Desde então, o homem que contribuiu para que o sonho de milhões de ingleses se materializasse em 1966 trabalha noutro sector, onde torna realidade as ilusões de algumas pessoas afortunadas. Banks é um dos três ex-futebolistas que formam o “Pools Panel”, um grupo restrito que se reúne cada domingo para efectuar uns prognósticos de último minuto relativos a partidas na Inglaterra e Escócia. Com base nas decisões que tomam Banks, Roger Hunt e Tony Green, seus antigos companheiros do plantel vencedor do Mundial, um restrito número de apostadores pode ganhar ou perder milhares de libras.<br />
Apesar de uma próspera realidade actual, Gordon Banks pertenceu à geração que utilizou o futebol para escapar às minas de carvão no norte de Inglaterra. Nascido em Sheffield, aos 15 anos já trabalhava como servente de obras especializando-se em bolsas de carvão. O Chesterfield da 3ª divisão, foi a sua salvação pois deu-lhe “a mão” até o projectar para o Leicester por 7000£ em 1959, onde esteve 7 anos até se transferir para o Stoke City em 1966. Entre 1963 e 1972 foi internacional com a camisola inglesa por 73 vezes numa altura em que o salário máximo na Inglaterra ascendia às 20£ por semana. Uma das grandes curiosidades acerca de Banks remonta ao ano de 2001, quando vendeu a sua medalha de ouro de Campeão Mundial de 1966 na célebre leiloeira londrina Christie’s. O leilão terminou com a licitação de 124 750£ excedendo facilmente a valorização inicial de 90 000£. Banks referiu que vender a medalha foi a decisão mais difícil de sempre pois representa o dia mais importante da sua carreira. Há quem diga que foi por alegadas dificuldades económicas mas o próprio alega que apenas e só quis evitar que os seus filhos não tomassem a decisão adequada para tal alegria e assim o valor ganho foi distribuído por ambos.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1856" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/gordon-banks-pele-brasil.jpg" alt="Gordon Banks   Voo para a História" width="290" height="174" align="left" title="Gordon Banks   Voo para a História" /><strong>O Momento &#8211; &#8220;The Save&#8221;<br />
</strong>Para que finalmente se entenda porque Banks é lembrado por um dos grandes momentos especiais de magia futebolística, é preciso referir um outro nome: Pelé. Estávamos no Mundial de 1970 e o Brasil era o próximo adversário da Inglaterra, Jairzinho rompeu pelo flanco direito e centra para a área inglesa onde Pelé se elevou e cabeceou o esférico com tamanha força, colocação e empenho que o público já gritava golo tal era o apetite que a bola ia para a rede. Com reacção felina, Banks lançou-se num voo quase sobrenatural, conseguindo desviar a bola de forma milagrosa por cima da trave com o polegar direito. Pelé não podia crer – mais tarde descreveu a acção de Banks como a melhor defesa que jamais havia visto – “Recordo que olhei para Pelé e para os brasileiros e estavam horrorizados, no fim do jogo vieram-me tocar quase como se fosse divino ou mesmo um monstro” – referiu sempre com a modéstia que tanto o caracteriza: “Estou seguro que muitos guarda-redes no Mundo realizam defesas como aquela, mas esta foi contra o Brasil e passou na Televisão, num modo quase épico que ainda hoje é sempre mostrado”.</p>
<p>Muitos adeptos pensam que se Banks tivesse jogado os quartos de final de 1970 face à Alemanha, a Inglaterra conseguiria chegar a uma nova final, mas o herói ficou de fora graças a uma indisposição estomacal e foi substituído no último instante por Peter Bonetti. Com uma vantagem de 2&#215;0, a Inglaterra viu Bonetti deixar passar um tiro de Franz Beckenbauer por baixo do seu corpo e assim a Alemanha partiu para um vitória histórica de 2&#215;3. Para Gordon Banks ficaria unicamente o sabor da sua magnífica defesa. Um momento cujo outro protagonista –  Pelé – resume da seguinte maneira: “Marquei mais de mil golos na minha vida, mas sem dúvida que o golo que não consegui marcar é aquele que todos mais recordam!”.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=i2gueytEK7E"><img src="http://img.youtube.com/vi/i2gueytEK7E/default.jpg" width="130" height="97" border title="Gordon Banks   Voo para a História" alt="Gordon Banks   Voo para a História" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Fantástica defesa de Gordon Banks</span></p>
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		<item>
		<title>Vitor Paneira &#8211; Senhor Geometria</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 23:31:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Possuidor de uma elevada criatividade e apurada técnica individual, Vítor Manuel da Costa Araújo chegou ao futebol e cedo fez um nome destacar-se na camisola 7 e na História do Benfica &#8211; Paneira. Durante 7 anos foi o rei das assistências, e na sua faixa do rectângulo exibiu grandes dotes e dribles, correndo até à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Possuidor de uma elevada criatividade e apurada técnica individual, Vítor Manuel da Costa Araújo chegou ao futebol e cedo fez um nome destacar-se na camisola 7 e na História do Benfica &#8211; Paneira. Durante 7 anos foi o rei das assistências, e na sua faixa do rectângulo exibiu grandes dotes e dribles, correndo até à linha final e cruzando em grande estilo ou contagiando os adeptos com golos decisivos.</p>
<p>A história futebolística de Vítor Paneira é simples e sem explosões de vedetismo. Mostra bem a humildade e simplicidade de um homem que nasceu no Norte, em Famalicão, até aos 16 anos participou em vários torneios de futsal locais, até que em boa hora se inscreveu no GD Riopele, no escalão de juvenis, destacando-se de imediato como o melhor jogador. Seguiu para o clube da terra, o Famalicão, onde não ficou escondido dos principais holofotes por muito tempo, pois foi descoberto pelo olheiro do Benfica Peres Bandeira. Contudo, Paneira já havia aceite um convite do Vizela, e o seu coração encarnado fez persuadir a direcção do Benfica a contrata-lo e a ficar cedido por um ano no emblema nortenho. Vítor Paneira, com 1,77m e 70 kg, chegaria ao Benfica e não tardou a impor-se. Cedo integrou um forte conjunto de jogadores e quem pensou que começasse temeroso, naquele 88/89, no meio de vice-campeões da Europa, enganou-se. Miraculado ou quase, à terceira jornada do Nacional, alcançava presença cativa no onze para nunca mais perder a confiança de todos, sobretudo após a chegada de Eriksson. Para o efeito, socorria-se de um drible precioso e também desconcertante, de assistências geométricas e também fatais, de cruzamentos preciosos e também eficazes. Convidava ao golo, avolumando sempre o caudal ofensivo da equipa. Formou com Rui Costa, Paulo Sousa e Paulo Futre o último meio-campo do Benfica de dimensão mundial. Foi vital para realçar a própria qualidade de Valdo, Jonas Thern, Kulkov ou Isaías. Da mesma forma, muito lhe ficaram a dever finalizadores com o instinto de Vata, Magnusson, César Brito, Rui Águas ou Yuran. Sagrou-se campeão nacional na primeira temporada em que usou o emblema da águia.</p>
<p><img class="attachment wp-att-1861" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/vitor-paneira-benfica.jpg" alt="Vitor Paneira   Senhor Geometria" width="300" height="200" align="left" title="Vitor Paneira   Senhor Geometria" />Mais dois títulos haveria de ganhar, em 90/91 e 93/94, com quase meia centena de golos apontados em jogos oficiais. Esteve perto de levantar uma Taça europeia, jogou a final dos Campeões, em 89/90, frente ao AC Milan (0&#215;1), chegando ainda à meia-final da Taça dos Vencedores das Taças, em 93/94, frente ao Parma, falhando uma grande penalidade decisiva. Internamente, ganhou também uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira. Só conquistou títulos aos serviço do Benfica. No que toca a internacionalizações, contou com 44 mas faltou a Vítor Paneira disputar a fase final de um Europeu ou de um Mundial &#8211; integrou as opções no Euro 96, mas acabou por nunca sair do banco. Dos grandes momentos de águia ao peito, entre os 289 jogos e 44 golos marcados, destacaria o golo que marcou na final da Taça de Portugal de 1992/93, época em que no dia 4 de Março fez uma exibição de luxo na velha Luz, quando o Benfica venceu a Juventus de Trapattoni por 2&#215;1, em jogo a contar para a 1ª mão dos quartos de final da Taça UEFA, partida em que marcou os dois golos e poderia até ter feito o hat-trick.</p>
<p>Vítor Paneira contou com uma série de curiosidades, umas das quais quando em Junho de 1990 foi acusado de desertor e acabou condenado pelo Tribunal Militar a 75 dias de prisão efectiva, algo que cumpriu na cela nº4 da Casa de Reclusão do Porto. Mais tarde, foi dispensado quase de forma inacreditável com a chegada, claro está, de Artur Jorge, e na altura com apenas 28 anos recebeu de imediato um convite de Santana Lopes para ingressar no Sporting, que recusou de imediato alegando o seu amor pela águia e rumando para Guimarães até acabar a carreira na Académica de Coimbra. A carreira de treinador, que adoptou pouco depois, tem sido feita em categorias secundárias e, recentemente, tem mostrado o seu admirável bom gosto como comentador SportTV.</p>
<p>À sagacidade que sempre patenteou ficou-lhe também muito a dever o Benfica. Como é norma da casa, já lá vão cem anos, respeitar quem a (bem) serviu, Vítor Paneira não teve o devido reconhecimento da instituição que tão bem serviu mas sabe que o clube e sobretudo os adeptos lhe reservaram um lugar na galeria dos mais brilhantes. Com um carácter e humildade enormes, só ultrapassadas pela sua inigualável dedicação ao Benfica, Paneira personifica o glorioso Benfica do início dos anos 90. Era rei e senhor do corredor direito, assim numa espécie de monarquia absoluta que pode claramente reivindicar alguns trechos do melhor futebol que se viu no Benfica dos anos mais recentes, e esse é o maior elogio que lhe poderemos fazer.</p>
<p><br/>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=JNJbUXP8USw"><img src="http://img.youtube.com/vi/JNJbUXP8USw/default.jpg" width="130" height="97" border title="Vitor Paneira   Senhor Geometria" alt="Vitor Paneira   Senhor Geometria" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Best of Vitor Paneira</span></p>
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		<title>Jean Chera &#8211; O Anti &#8211; &#8220;Fenómenos de Fraldas&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 16:33:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cantera]]></category>
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		<description><![CDATA[Descoberto aos seis anos, reconhecido aos nove, ídolo ainda adolescente. Assim é Jean Carlos Chera, que com tão tenra idade já tem contrato, salário e até já é patrocinado pela marca Umbro, a mesma marca desportiva que patrocina o Santos, clube canarinho que aposta forte no seu novo nº 10. Será este o concretizar definitivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Descoberto aos seis anos, reconhecido aos nove, ídolo ainda adolescente. Assim é Jean Carlos Chera, que com tão tenra idade já tem contrato, salário e até já é patrocinado pela marca Umbro, a mesma marca desportiva que patrocina o Santos, clube canarinho que aposta forte no seu novo nº 10. Será este o concretizar definitivo de uma promessa anunciada? Ou mais uma aposta precoce em crianças &#8220;construídas&#8221; para um negócio?</p>
<p>Já vão bem longe os tempos em que os clubes &#8220;pescavam&#8221; as jovens pérolas com 17 e 18 anos. Também longe estão os tempos em que os 14 e 15 anos eram a idade-tipo para o recrutamento denominado de &#8220;cantera&#8221;, isto é, que compreendia uma parte final da formação nas academias dos clubes investidores. Estamos pois, perante um novo fenómeno no que toca ao recrutamento de talentos precoces com menos de 10 anos, em que a Internet assume um papel preponderante na divulgação dos seus atributos.</p>
<p>Foi o que aconteceu na Argentina, quando o nome de Leandro Depetris ou mesmo Erik Lamela saltaram para a ribalta. O primeiro <span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_lblArtigo">em 2000, já deixava de ser um rascunho nos cadernos dos olheiros, em virtude de sua transferência para o AC Milan. Na altura com apenas 11 anos a actuar no Brown San Vicente, o seu talento já era (re)conhecido e não passava despercebido, suscitando investidas das grandes equipas do campeonato alviceleste. Menor de idade, coube à sua família orientar a sua &#8220;carreira&#8221;, considerando que seria precoce dar tal passo de gigante na carreira do seu rebento. Curioso foi ver que a mesma decisão não foi mantida quando </span><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_lblArtigo">Franco Baresi </span><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_lblArtigo">(vice-presidente do Milan) convidou a promessa do Brown para fazer testes depois de assistir alguns de seus vídeos. O impacto causado pelo jogador foi imediato e logo já estava a envergar a camisola <em>rossonera,</em> intercalados com viagens para a Argentina, onde seguia treinando, pois não poderia permanecer em Milão em virtude da sua idade. Durante dois anos, Depetris repetiu um vai e vem entre Itália e Argentina, até decidir continuar a sua formação no próprio país, no River Plate. Aí, actuou ao lado de &#8220;desconhecidos&#8221; como Gonzalo Higuaín e Diego Buonanotte por três temporadas. Aos 16 anos, foi novamente seduzido e voltou para jogar no futebol italiano e partiu para defender o Brescia. Esta foi desde logo a decisão que ditou a sua derrocada já entre profissionais, em 2005/06, onde conseguiu deixar marca que contudo não foi suficiente para o &#8220;prender&#8221; à Europa. Assim, o regresso à Argentina foi uma realidade para assinar pelo Independiente, mas ficou certamente &#8220;marcado&#8221; pela  imagem do miúdo de 11 anos que viajou para a Europa cercado de expectativas e acabou por voltar arredado das esperanças que todos os jovens sonham.</span></p>
<p><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_lblArtigo">Já com Erik Lamela, do River Plate, a história foi ligeiramente diferente mas o resultado igual ao do seu conterrâneo Depetris. Aos 12 anos, foi fortemente assediado pelo Barcelona e recebeu uma oferta milionária que compreendia um <em>sponsorship</em> de luxo, mas a sua família não abriu mão da sua presença em Nuñez e assim, o jovem prodígio que deu nas vistas num torneio na Europa ficou nos Milionários. Foi uma questão de arriscar ou não, e hoje passados quatro anos, vão longe os tempos em que coleccionava recordes nas categorias infantis. A sua total ausência das selecções de esperanças argentinas é a prova do eclipse de mais outra eterna promessa a juntar a Depetris. É o risco que jovens correm ao serem badalados tão cedo, e é a principal razão porque por exemplo o Boca Juniores deixou de participar em torneios em solo Europeu.<br />
</span></p>
<p><img class="attachment wp-att-1815" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/jean-chera.jpg" alt="Jean Chera   O Anti   Fenómenos de Fraldas" width="300" height="210" align="left" title="Jean Chera   O Anti   Fenómenos de Fraldas" /><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_lblArtigo">Este tipo de apostas está assim bem longe de ser uma &#8220;vaca leiteira&#8221; para os clubes, mas há quem ainda esteja disposto a apostar. Um pouco na sombra do que o Manchester United fez com Rhain Davis, australiano de 9 anos, o Santos abalou todo o futebol canarinho e apostou forte na contratação de Jean Chera que desde cedo traçou o seu destino e também o da sua família. </span>Em 2004, a primeira troca, quando Chera &#8220;forçou&#8221; a família a mudar-se para o estado do Paraná onde integrou as escolinhas do modesto Adap (Associação Desportiva Atlética do Paraná). Esta relação teve um fim quase tão prematuro quanto o talento que estava em causa, pois o clube catapultou-o logo para um escalão etário muito superior ao recomendável e &#8220;publicitou&#8221; a sua promessa no seu próprio website, onde chegou a ser cobiçado na altura ao que se diz pelo Man. Utd, Valência, FC Porto (entre outros clubes lusos), Maiorca, Bordéus, Estugarda, Sevilha, AC Milan, Español, entre outros. O caminho desta família, que vivia dos rendimentos de uma plantação de arroz no seu estado natal de Matogrosso, prosseguiu não para lá do Atlântico mas para São Paulo e para aquele que ficou conhecido como o <em>“clube de Pelé”</em> &#8211; Santos.</p>
<p>A verdade é que já é Jean que sustenta autenticamente os seus pais e o seu irmão mais novo, pois apesar de não ter um contrato profissional dado não ter ainda dezasseis anos, o Santos proporciona-lhe uma série de regalias que muitos jogadores seniores gostariam de ter. Luxos dignos de uma estrela, como casa e despesas todas pagas. O trajecto de Jean Carlos resume-se ainda ao futebol brasileiro, porém surgiram já novamente noticias do interesse de mais clubes Europeus no concurso do prodígio, tendo – também por isso – a sua história e talento sido já noticia em praticamente todo mundo (inclusive na CNN, MTV, Globo, Sky, etc). Independentemente do caminho que percorra, a vida desta família está definitivamente afectada pela manifestação precoce de um talento já célebre em qualquer país. Como atleta, actualmente tem 1,60m e 52kg, e perspectiva-se que encaixe no perfil de Robinho, quer fisicamente como no que toca à acção em campo. É um 10 puro, na onda do que a equipa &#8220;mirim&#8221; nos presenteou recentemente e tem na velocidade de execução, chuto poderoso com ambos os pés e capacidade de drible e finalização as suas maiores armas, mesmo tratando-se de um jogador com 13 anos com muito para melhorar e aprender. É ao lado de Neymar e Gabriel, parte do trio maravilha que o Santos espera ver a brilhar no Mundial 2014 com a camisola canarinha. Com um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dWhvrjfo0DU" target="_blank">talento inegável</a>, Chera está definitivamente apostado em perfilar-se como uma excepção ao fracasso precoce dos seus &#8220;colegas&#8221; argentinos e conta com o seu trabalho e classe para brilhar quando entrar no mesmo relvado que outrora lançou Pelé para a ribalta. Será Jean Chera o primeiro grande sucesso de um negócio feito ainda com fraldas?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=n6-GZDmhtfg"><img src="http://img.youtube.com/vi/n6-GZDmhtfg/default.jpg" width="130" height="97" border title="Jean Chera   O Anti   Fenómenos de Fraldas" alt="Jean Chera   O Anti   Fenómenos de Fraldas" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Jean Carlos Chera &#8211; O novo prodígio do Santos</span></p>
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		<title>Camp Nou &#8211; &#8220;﻿Orgullós Català&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 22:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arena]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>

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		<description><![CDATA[Podemos dizer muito sobre o sucesso ou a decadência de um clube pelo tipo de infraestruturas que o sustentam. No que toca ao FC Barcelona, a sua história e orgulho da região reflecte-se no seu actual estádio, o maior da Europa e um dos mais emblemáticos do Mundo, com uma série de características únicas.
O mote [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Podemos dizer muito sobre o sucesso ou a decadência de um clube pelo tipo de infraestruturas que o sustentam. No que toca ao FC Barcelona, a sua história e orgulho da região reflecte-se no seu actual estádio, o maior da Europa e um dos mais emblemáticos do Mundo, com uma série de características únicas.</p>
<p>O mote é claro e está bem cravado na mente de todos &#8211; &#8220;Mes que un Club&#8221; &#8211; e é precisamente com esta ideia que o Barcelona e os seus responsáveis dinamizam as infraestruturas e a imagem do clube.</p>
<p><strong>História<br />
</strong>Corria o final da década de 40 e o Barcelona jogava no &#8220;velhinho&#8221; estádio Les Corts (inaugurado em 1922) que após várias reformas aumentou a sua capacidade para 60 000 lugares. O problema foi quando não era suficientemente grande para acolher a fome e fúria catalã no que respeita ao futebol e ao seu clube, sobretudo após a chegada da super estrela <em>magyar </em>Ladislau Kubala, que explodiu a necessidade de um novo recinto. Havia uma enorme convicção no ar para um novo anfiteatro para o todo poderoso clube Catalão. A campanha foi apresentada com o slogan &#8220;Nós precisamos, nós queremos e nós teremos um novo estádio!&#8221;. Com o design dos arquitectos catalães Francesc Miró e Josep Mauri, foi construído em três anos, durante 1954 a 1957, utilizando sobretudo betão armado e ferro. A INGAR SA Company, que estimou um custo total do projecto em 67 milhões de pesetas, alegou necessitar de apenas 18 meses para o construir de raiz. Puro engano! A realidade seria outra, bem ao estilo latino o estádio teria um custo astronómico de 290 milhões de pesetas, o que significaria que o clube passaria os anos seguintes com uma avultada dívida. Apesar de ter sido baptizado com o nome oficial de &#8220;Estadi del FC Barcelona&#8221;, logo ficaria conhecido como Camp Nou (campo novo) em relação ao estádio Les Corts, nome que só foi oficializado a partir da época 2000/01 após um referendo entre sócios, ficando como oficial com 19861 votos (68,25%) num total de 29102. Uma moda que pegou noutros países, como em Inglaterra quando o Arsenal Stadium ficou conhecido como Highbury e em Itália o San Siro cujo nome oficial é Stadio Giuseppe Meazza.</p>
<p><strong><img class="attachment wp-att-2023 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/nou_camp_barcelona.jpg" alt="Camp Nou   ﻿Orgullós Català" width="290" height="181" align="left" title="Camp Nou   ﻿Orgullós Català" />Característica<br />
</strong>O Camp Nou cobre uma área de 55000 metros quadrados (250 de comprimento e 220 de largura) e as medidas do relvado, seguindo as estipulações UEFA, foram reduzidas para 105&#215;68 metros. Foi projectado para 150 000 adeptos mas hoje conta com 98787 lugares sendo o maior estádio da Europa. No entanto, a sua capacidade total variou ao longo da história após várias modificações, a mais popular tomou parte em 1982 quando foi renovado e alargado para albergar alguns jogos durante o Mundial. O estádio passava a receber 120 000 adeptos após a construção de um terceiro anel, que alterou a forma e estrutura, sendo agora o ponto mais alto do estádio com 48 metros de altura a a partir do relvado. Esse número seria novamente reduzido devido a restrições para o Mundial 82, com a UEFA e FIFA lançarem a obrigação de ter todos os lugares sentados e assim se chegou aos quase 99 000 lugares de hoje. Em 1994, o primeiro anel seria alargado, obrigando a abaixar o relvado cerca de 2,5 metros. A proximidade das tribunas ao relvado aliadas ao impressionante tamanho do estádio, fazem do Camp Nou um dos estádios com mais atmosfera do Mundo. O Camp Nou é um dos 5 estádios espanhóis catalogados como “5 Estrelas” pela UEFA.</p>
<p>No estádio estão localizados a sede social e administrativa do FC Barcelona e o museu do clube. Fora, o complexo desportivo conta com um outro estádio, o “Mini Estadi” (inaugurado em 1982) é um estádio de 20000 lugares, com dois anéis, que é anfiteatro do Barcelona B e C. Conta ainda com dois campos de treino, denominados 3 e 4, ambos com relva artificial. Estes últimos têm medidas oficiais (100&#215;70m) e lugares para cerca de 1500 espectadores. Tudo isto construído em apenas 9 meses, incluindo um ginásio multiusos para oito mil pessoas e dormitórios para os jogadores das categorias de base do clube.<br />
Como não podia deixar de ser, existe ainda uma loja do clube e o Museu mais visitado em toda a Catalunha &#8211; El Museu del Barça &#8211; que recebe cerca de 1 milhão e meio de visitas por ano, e cujo custo é de 11€. Inaugurado em 1984 pelo então presidente Josep Lluís Nuñez, exibe cerca de 1420 peças, 420 das quais são troféus conquistados durante os 109 anos de existência do clube. O futuro e a filosofia do clube levaram a anunciar, durante a celebração dos 50 anos do estádio, a decisão de o &#8220;reestruturar&#8221;. A 18 de Setembro de 2007, foi entregue o projecto ao arquitecto britânico Norman Foster cuja companhia irá desenvolver os planos para aumentar o estádio em mais 10000 lugares e protagonizar um <em>refresh</em> total da sua face, cujo custo está estimado em cerca de 250 milhões de euros.</p>
<p><strong>Marcos históricos:<br />
</strong></p>
<ul>
<li>O Camp Nou tem sido palco de grandes concertos que envolveram inúmeros artistas/bandas famosas, tais como Pink Floid, Michael Jackson, U2, Bruce Springsteen, Frank Sinatra, Julio Iglesias, Sting, Peter Gabriel e os &#8220;Três Tenores&#8221; &#8211; Josep Carreras, Placido Domingo e Luciano Pavarotti, entre outros.</li>
<li>O Papa João Paulo II dirigiu-se a mais de 120 000 religiosos no dia 17 de Novembro de 1982, no Camp Nou.</li>
<li>No capítulo desportivo, destaque para um conjunto de finais e jogos memoráveis, como a da Taça das Taças (1982) FC Barcelona 2&#215;1 St. Liège, a vitória da Espanha nos JO de 1992 por 3&#215;2 face à Polónia, asism como a mais &#8220;recente&#8221; e eternamente recordada final da Liga dos Campeões entre o Man. Utd e o Bayern Munich, que culminou com uma reviravolta dos red devils em tempo de compensação (2&#215;1) com dois golos aos 90:36 e aos 92:17, respectivamente. Um jogo que teve uma média de 15 milhões de espectadores na televisão Inglesa, com um aumento para 21 milhões em pleno climax do jogo no tempo de compensação.</li>
</ul>
<p><strong>Curiosidades:</strong></p>
<ul>
<li>O Camp Nou nunca foi interditado por problemas relacionados com adeptos, apesar de nos últimos anos ter sido multado por 3 vezes pela UEFA.</li>
<li> O número médio de adeptos no estádio tem vindo a aumentar nos últimos anos: 2004/05 &#8211; 67600, 2005/06 &#8211; 73360, 2006/07 &#8211; 75390 e 2007/08 &#8211; 77080 adeptos.</li>
<li> O &#8220;Barça&#8221; tem uma campanha inédita entre os principais clubes europeus, ao permitir alugar o recinto para jogos particulares. O preço é de 40 mil euros por partida! Devido ao elevado valor, esta campanha é, sobretudo, dirigida para empresas e organizações que pretendam oferecer uma experiência quase única aos seus clientes e funcionários. O <em>pack</em> que o clube catalão disponibiliza é indicado para 35 pessoas. No entanto, poderão ser mais a pisar o relvado do Camp Nou, mas os custos são mais elevados. O Barça permite um máximo de 50 jogadores, mas os 15 &#8220;excedentários&#8221; terão de pagar, por cabeça, mais 600 euros. Mas quem despender os 40 mil euros para alugar o estádio dos catalães não terá apenas o privilégio de pisar o relvado onde pontificam nomes como Xavi, Messi, Eto&#8217;o, entre outros. Cada participante terá direito a um equipamento oficial, e personalizado, do Barcelona. O <em>pack</em> inclui também a contratação de um árbitro, um <em>speaker</em>, uma foto de recordação, um diploma com o lema &#8220;Eu joguei no Camp Nou&#8221; e, no final da partida, um <em>cocktail</em> no estádio. Este é o <em>pack</em> básico, mas há extras. A saber: o estádio poderá encher para assistir a este jogo, desde que sejam pagos 60 euros por cada pessoa; o autocarro oficial dos catalães pode também ser alugado por 800 euros; jogar em horário nocturno por mais 2800 euros; um DVD com o jogo ficará na ordem dos seis mil euros.</li>
</ul>
<p>Uma região, um clube, uma identidade e um enorme orgulho <em>blaugrano</em>. Um estádio que mostra tudo isto, e cujo slogan é a mais pura das certezas: o Barcelona é certamente &#8220;Mes que un club&#8221;.</p>
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		<title>Nicolas Anelka &#8211; O Senhor 120 Milhões</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 11:49:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Um &#8220;flop&#8221; que é um Banco. Não existe um Banco que tenha gerado mais dinheiro do que Anelka. Um verdadeiro enigma dentro e fora do campo. Foi elogiado quase até ao tutano mas nunca conseguiu assumir o controlo psicológico como jogador. Quando saiu aos 17 anos do PSG, poucos imaginariam que viria a ser um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um &#8220;flop&#8221; que é um Banco. Não existe um Banco que tenha gerado mais dinheiro do que Anelka. Um verdadeiro enigma dentro e fora do campo. Foi elogiado quase até ao tutano mas nunca conseguiu assumir o controlo psicológico como jogador. Quando saiu aos 17 anos do PSG, poucos imaginariam que viria a ser um ícone no que toca às suas transferências entre clubes. Desde que saiu do Arsenal, onde sob as ordens de Wenger se revelara um fabuloso avançado-centro, a sua carreira tem sido uma sucessão de equívocos e fracassos.</p>
<p>Fã de Maradona, Romário, Weah e Van Basten, Nicolas Anelka já gerou cerca de 120 milhões de euros, somando todas as transferências em que esteve envolvido. Depois de uma formação feita em Trappes e no excelente centro de estágio de Clairefontaine, Anelka abandonou o sonho de ser tenista e abraçou, já com a camisola do PSG, o futebol, para gáudio dos empresários que estiveram envolvidos nas suas transferências.  Um ano depois, Anelka foi detectado pelo mestre de <em>cantera</em> Arsène Wenger, que o levou para o Arsenal por uns &#8220;míseros&#8221; 660 mil euros. Bem acompanhado e com uma mão e dedo disciplinadores, no primeiro ano adaptou-se à nova realidade para no segundo destronar nada mais nada menos que Ian Wright da titularidade e se assumir como peça basilar na conquista da Liga e Taça de Inglaterra e ainda se estrear com a camisola gaulesa. Quando tinha tudo para singrar, assumiu ser &#8220;infeliz&#8221; e que não socializava como antes e pediu para regressar ao seu país. Já no seu reduto, puxa dos galões e o seu futebol fascina os tubarões do futebol europeu. Desta feita é o Real Madrid, que paga ao Arsenal 32,5 milhões de euros pelo seu passe. Em Madrid, ficava em casa a jogar &#8216;playstation&#8217;, ignorado pelo balneário, choca com as estrelas Raúl e Morientes, perde espaço no balneário e entre os adeptos. Não deslumbra em Madrid, mas mesmo assim vence a Liga dos Campeões, tendo sido fulcral nas meias-finais diante do Bayern de Munique.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2026 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/05/nicolas-anelka-psg.jpg" alt="Nicolas Anelka   O Senhor 120 Milhões" width="290" height="195" align="left" title="Nicolas Anelka   O Senhor 120 Milhões" />Corria o ano de 2000 e finalmente Anelka concretizava o desejo de regressar ao &#8220;ninho&#8221;, devido a uma estratégia de <em>marketing</em> do PSG &#8211; que despendeu 28,4 milhões pelo seu filho pródigo. Porém nem tudo corre como o esperado, contudo o gaulês (mais uma vez) vê a luz ao fundo do túnel quando Gerard Houllier, que havia sido seu treinador nos sub-18 da Selecção, o convida a ingressar no Liverpool, por empréstimo. A temporada corre-lhe bem com golos e jogos de encher o olho mas aparentemente o seu feitio <em>enfant terrible</em> fala mais alto e no final da mesma, Houllier não acciona a opção de compra e Anelka fica novamente sem rumo&#8230; Por pouco tempo no entanto, já que empresários bem atentos rapidamente o colocaram no Manchester City por 18,2 milhões. Com Kevin Keegan, a sua carreira viveu uma verdadeira encruzilhada. Era o 3º clube que representava na Liga Inglesa, e contra todas as más expectativas dos críticos, faz duas temporadas razoáveis, contudo, o seu passe é forçado a ser vendido ao Fenerbahçe, por 11,2 milhões, devido a dificuldades financeiras nos <em>citizens</em>. É recebido como uma estrela na Turquia. Nesta altura, converte-se ao islamismo, adoptando o nome de Bilal. Quem não esteve pelos ajustes é o brasileiro Márcio Nobre que lhe dá poucas possibilidades de mostrar o porquê da sua contratação. Ainda assim, sagra-se campeão turco. Entretanto, dá nas vistas com as cores da selecção, mas nem a impossibilidade de Cissé jogar no Mundial 2006 lhe abriu um lugar nos convocados.</p>
<p>O seu estilo possante, 1,85m e 75 kg, de passada larga, muito forte a encarar o defesa contrário e nos remates em corrida de primeira, parece ser o ideal para o futebol inglês, que, pelo seu ritmo intenso e activo o atira para uma sinergia inevitável. No futebol latino, perdeu sempre fulgor devido ao ritmo mais pausado, onde parecia muito desligado do jogo. É um enigma que assenta, essencialmente, na motivação para fazer magia com as suas chuteiras. Regressou a Inglaterra para jogar no Bolton por 19 milhões e agora está no Chelsea que desembolsou nada mais que 22 milhões de euros em 2008. Como resultado, tornou-se no jogador que mais verbas movimentou em torno das suas contratações na História do Futebol com o record a rondar os 120 milhões de euros.</p>
<p>Um flop verificado no Real Madrid, no regresso ao PSG, Liverpool, onde todos os técnicos, Del Bosque, Fernandez e Houlier, nunca reconheceram qualidade ao ponta de lança que em 99 &#8211; ano de explosão em Highbury Park &#8211; chegou a ser apontado como o futuro nº9 da selecção francesa para os próximos dez anos. Recentemente e com 29 anos afirmou ao lado de Scolari: &#8220;Quero terminar a carreira neste clube&#8221;, disse.<br />
Alguém acredita?</p>
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		<title>A Influência do Futebol na TV e na Economia</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 04:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Divisa]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[O passado jogo Benfica x Nápoles culminou numa explosão revolucionária da televisão por subscrição em Portugal. O serviço Meo da Portugal Telecom superou os 200 mil clientes, sendo que mais de metade deste total representa novos clientes para o grupo. Uma duplicação da base de clientes em apenas 3 meses cuja performance tem em parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O passado jogo Benfica x Nápoles culminou numa explosão revolucionária da televisão por subscrição em Portugal. O serviço Meo da Portugal Telecom superou os 200 mil clientes, sendo que mais de metade deste total representa novos clientes para o grupo. Uma duplicação da base de clientes em apenas 3 meses cuja performance tem em parte como explicação a exclusividade da nova Benfica TV relativamente à ZON Tvcabo, controlada pela ControlInveste de Joaquim Oliveira. Estaremos perante uma nova revolução alimentada pelo futebol?</p>
<p>Recordo-me que há uns dias, enquanto &#8220;deambulava&#8221; pela rua, dei por mim com uma série de autênticos <em>advertisements</em> dignos de exibição em NY a anunciar a o jogo Benfica x Nápoles, jogo esse exclusivamente transmitido para inaugurar a nova Benfica TV, canal exclusivo do serviço Meo. Lia-se &#8220;Temos Meo&#8221;, &#8220;Benfica TV já instalada neste café&#8221; ou mesmo &#8220;Somos clientes Meo e temos Benfica TV&#8221;. Ora a situação não era para menos, já que a grande maioria dos locais onde o modesto português ia habitualmente ver o seu clube ao café mais próximo, deixaram de poder oferecer o tão badalado jogo. Há uns anos atrás, era requisito quase obrigatório, quase como água e electricidade, a Sportv sintonizada nos televisores dos espaços de lazer portugueses. Estamos assim perante uma nova e interessante fase de explosão da TV por subscrição em Portugal, amplamente dominada pela agora denominada Zon TVcabo mas que vê o &#8220;monopólio&#8221; ameaçado pois a performance do Meo é negativa para a Zon, uma vez que a PT está a angariar o grosso do mercado de subscrição. No actual trimestre, o número de adições líquidas foram, até à data, superiores a 84 mil, o que já supera o número de adesões em todo o segundo trimestre, período em que a companhia superou a meta dos 100 mil clientes, enquanto que o número de novos clientes na Zon se situa aproximadamente em 7 mil no mesmo trimestre.</p>
<p>&#8220;É um feito absolutamente brutal&#8221;, qualifica Zeinal Bava administrador da PT, referindo-se aos 200 mil clientes do Meo alcançados pela Portugal Telecom. Zeinal Bava revelou que &#8220;cerca de 60%&#8221; dos clientes do Meo, ou 120 mil, &#8220;não eram clientes da PT, são pessoas que já o tinham sido mas que não tinham relação activa com a PT há vários anos&#8221;, embora não seja explícito que tenham migrado do concorrente TV Cabo. A este facto, está em grande parte a exclusividade dos canais <em>premium</em> de clubes como Barça TV, Real Madrid TV, ManUtd Tv ou mesmo Inter TV que em conjunto com o Benfica TV, se assumem com argumentos de peso para a escolha dos clientes. A verdade é que no final do segundo trimestre o Meo tinha uma quota de mercado de 5,4% na TV por subscrição em Portugal, com a TV Cabo da Zon a liderar com 74,3%. O objectivo da PT, segundo a empresa, passa por aumentar a receita média por utilizador através da venda de serviços adicionais enquanto simultaneamente contribui para aumentar a retenção de clientes através de uma atractiva oferta de serviços <em>multiple-play</em> a preços competitivos.</p>
<p>A verdade é que toda a loucura em torno da chegada dos canais temáticos de clubes de Futebol e da transmissão dos seus jogos, vem mostrar que em Portugal os portugueses descobriram que ter Televisão paga é quase uma necessidade fundamental à sua sobrevivência, em muitos casos até mais importante que respirar e ter comida em cima da mesa. Muitos perguntam: afinal onde está a crise? Onde é que os portugueses estão a apertar o cinto? Sempre que surge um bem ou serviço cuja posse atribua estatuto social, os portugueses vão a correr em massa para o adquirir, mesmo que para isso tenham de contrair empréstimos a taxas altissímas.</p>
<p>A verdade é que a TV, o desporto e sobretudo o futebol nunca andaram de costas voltadas, tal é a necessidade dos portugueses e adeptos por todo o Mundo de acompanharem o seu clube, não interessando quanto isso custa, sobretudo quando olhamos para os preços de uma deslocação a um estádio de futebol&#8230; 20, 30, 40, 50€ e muito mais, para 90 minutos de jogo quando por esse valor podemos ter uma infinidade de jogos e desportos durante 30 dias. A TV e o Futebol estão assim, definitivamente de mãos dadas.</p>
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		<title>René Higuita &#8211; El Escorpión Loco</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 23:15:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colômbia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Mestre do imprevisível. Com uma personalidade, presença em campo e postura na vida únicas, Higuita é definitivamente um dos grandes nomes do futebol Mundial, sobretudo pela forma como marcou a História do desporto-rei num &#8220;simples&#8221; e aborrecido jogo amigável em Wembley, face à Inglaterra, e que foi agora eleita como a melhor jogada da história [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mestre do imprevisível. Com uma personalidade, presença em campo e postura na vida únicas, Higuita é definitivamente um dos grandes nomes do futebol Mundial, sobretudo pela forma como marcou a História do desporto-rei num &#8220;simples&#8221; e aborrecido jogo amigável em Wembley, face à Inglaterra, e que foi agora eleita como a melhor jogada da história do futebol &#8211; a surpreendente &#8220;defesa escorpião&#8221;.</p>
<p>– &#8220;Hoje sei que posso morrer tranquilo. Essa jogada passará para os filhos dos nossos filhos&#8221; – afirmou agora com 41 anos, à imprensa colombiana. Criado pela sua avó, Higuita cresceu para se tornar num guarda-redes muito especial. Não apenas e só pelo facto de ter participado na época dourada do futebol Colombiano, onde ajudou a equipa nacional mas sobretudo o Atlético Nacional na conquista da Copa Libertadores da América em 1989, mas sobretudo porque mais do que tudo, os fãs de todo o Mundo o adoram porque parecia jogar apenas e só para se divertir. Todos se lembram facilmente do seu estilo louco a tentar driblar meia equipa adversária, sem medos como aconteceu no Mundial de 90 que acabou com um desarme de <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.jogodearea.com/2008/03/roger-milla-eterno-sorriso-dourado/">Roger Milla</a></span> &#8211; que com 38 anos marcou o golo que enviou a Colômbia para casa. Este episódio não o fez desarmar do estilo louco no que toca a ser guarda-redes. Cinco anos mais tarde, pode um Homem ficar marcado por um momento que &#8220;acordou&#8221; o Mundo? Sim! Basta recuar a 7 de Setembro de 1995, em Londres: a Inglaterra recebia a &#8220;exótica&#8221; Colômbia. Na baliza dos visitantes, uma figura no mínimo caricata, de cabelos pretos encaracolados bem longos e uma forma peculiar irrequieta e impaciente de estar no relvado. Era René Higuita. Na ocasião, Jamie Redknapp arriscou um chuto de fora da área para Higuita surpreender tudo e todos ao se atirar para o chão e defender a bola no ar com a sola dos pés. Um momento inédito e lendário para o futebol que foi recentemente eleito como a melhor jogada da história do futebol. A escolha foi feita pelo site inglês Footy Boots e contou ainda com lances de craques como Ronaldinho Gaúcho, Maradona e Johan Cruyff.</p>
<p><img class="attachment wp-att-2306 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2009/06/colombia_higuita.jpg" alt="René Higuita   El Escorpión Loco" width="300" height="184" align="left" title="René Higuita   El Escorpión Loco" />Higuita sofreu muita censura por parte dos adeptos do seu país, mas ainda no decorrer da sua carreira &#8211; e fruto do seu estilo ousado que causava grandes calafrios a tudo e todos &#8211; conseguiu alcançar a incrível marca de 41 golos marcados! Em 1992/1993, chegou a provar o futebol Europeu, no Real Valladolid, mas o seu estilo louco levou-o rapidamente de volta para o campeonato venezuelano onde passou grande parte da sua carreira. Esta é uma das muitas curiosidades sobre Higuita que em 1991, numa atitude muito polémica, foi visitar na prisão o chefe do Cartel de Medellín (um dos maiores traficantes de droga) Pablo Escobar, de quem se dizia amigo pessoal. Também ligou ao irmão de Escobar, Roberto, para pedir ajuda para escapar a uma punição por ter agredido um jornalista. Em 1993, Higuita foi preso e acusado de participar num sequestro, mas foi libertado de seguida. Esta prisão custou-lhe a participação no Mundial de 1994.</p>
<p>René Higuita, que sempre admitiu ser &#8220;muito feio&#8221;, passou ainda por uma transformação física depois de se submeter a cinco cirurgias plásticas para o &#8220;reality show&#8221; Extreme Makeover. No programa, também foram exibidas mensagens de apoio ao &#8220;escorpião&#8221;, como do paraguaio José Luis Chilavert, que lhe desejou sorte com seu novo &#8216;look&#8217;, e do camaronês <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.jogodearea.com/2008/03/roger-milla-eterno-sorriso-dourado/">Roger Milla</a></span>, que fez o golo da eliminação da Colômbia no Mundial disputado na Itália em 1990.</p>
<p>Com 41 anos mas ainda no activo ao serviço do Deportivo Pereira da primeira divisão venezuelana, admite que já não resta muito tempo de carreira e ainda lamenta não ter alguém para quem passar o bastão. &#8220;Não tenho visto outro guarda-redes que faça o mesmo que eu. O negócio tirou um pouco do espectáculo do futebol, é uma pena &#8221; &#8211; afirma Higuita que ainda garante que até hoje, em todos os estádios onde vai, ouve pedidos para que repita o escorpião, ao que responde que é apenas uma questão de tempo. &#8220;Nunca mais repeti aquela jogada, mas continuo a treinar. Quando a oportunidade aparecer, vou fazer o escorpião. E ela vai aparecer, podem apostar&#8221;, exulta. Entre a loucura e a diversão, há certamente lugar para o obrigado dos milhões de adeptos do futebol que hoje e para sempre relembrarão a beleza do escorpião.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=vamRFbkQzfQ"><img src="http://img.youtube.com/vi/vamRFbkQzfQ/default.jpg" width="130" height="97" border title="René Higuita   El Escorpión Loco" alt="René Higuita   El Escorpión Loco" /></a><br />
<span style="color: #888888;">Best of Higuita</span></p>
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		<title>Análise: Benfica 2&#215;0 Nápoles</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 11:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Com garra e classe, vinte e três anos depois, o Benfica repetiu a façanha de 1985 com a Sampdória e eliminou uma equipa Italiana, desta feita o Nápoles num jogo que serviu para reconciliar os encarnados definitivamente com os bons resultados. Reyes e Nuno Gomes foram os tenores de uma orquestra que teve em Katsouranis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com garra e classe, vinte e três anos depois, o Benfica repetiu a façanha de 1985 com a Sampdória e eliminou uma equipa Italiana, desta feita o Nápoles num jogo que serviu para reconciliar os encarnados definitivamente com os bons resultados. Reyes e Nuno Gomes foram os tenores de uma orquestra que teve em Katsouranis e Yebda a batuta para um grande jogo e uma noite histórica para o universo da Luz.</p>
<p><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">O início da partida trazia a curiosidade de ver como o Benfica se apresentava perante uma série de contrariedades no seu plantel e também a dúvida sobre Pablo Aimar, que acabou desfeita com o argentino a ficar de fora dos 18. Carlos Martins ficou pela primeira vez no banco de suplentes. Quique Flores lançou Katsouranis e Di Maria na equipa titular, reforçando a ideia de que joga quem estiver em melhores condições. O Nápoles chegava à Luz com uma série de </span><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">7 vitórias e 2 empates em jogos oficiais, </span><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Noticias1_lblNNHDestaqueNoticia">e um confortável e &#8220;impressionante&#8221; 2º lugar no <em>Calcio</em>.</span></p>
<p>Os primeiros 15 minutos da partida constituíram uma entrada em jogo com grande intensidade de ambas as equipas. O <span id="rpEventos_ctl03_evento_observacoes">Benfica assumiu a iniciativa do jogo, ao passo que o Nápoles ficava na expectativa, a espreitar o contra-ataque.</span> A equipa da Luz, sempre muito empolgada pelos seus adeptos, mostrou-se muito mais coerente em termos estruturais do que no jogo da 1ª mão, sendo que Yebda se assumiu como um médio mais de transição, pois deixou Katsouranis na marcação a Hamsik. Foram várias as ocasiões de golo do Benfica, com Di Maria a ser um dos responsáveis pela resposta às acções de Gargano e Lavezzi &#8211; claramente os napolitanos com sinal mais. O argentino campeão Olímpico mostrou requintados pormenores técnicos, refira-se. Foram várias as bolas defendidas por Gianello, que não deixou por várias vezes que Yebda levasse &#8220;o cântaro à fonte&#8221;, mas o Benfica mostrava que a batalha do meio-campo estava ganha tal era a cumplicidade do argelino com Katsouranis na hora de formar um miolo compacto, batalhador e com pulmão, criando condições para cobrir todo o campo e empurrar os italianos para a sua área, para bem longe da área de Quim.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/b2397bcd3b8c6f9d5ddba1707aacb508-getty-fbl-euro-c3-sl_benfica-ssc_napoli.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-936" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/b2397bcd3b8c6f9d5ddba1707aacb508-getty-fbl-euro-c3-sl_benfica-ssc_napoli.jpg" alt="Análise: Benfica 2x0 Nápoles" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Benfica 2x0 Nápoles" /></a>A primeira parte mostrou também uma linha defensiva encarnada bastante subida, que assim formou um bloco forte para fazer face às investidas de Vitale, Lavezzi e Zalayeta, sendo que a transição de bola para o ataque pecou por cair demasiado no flanco esquerdo onde estava Reyes, ficando Rúben Amorim demasiado preso a tarefas defensivas, apenas &#8220;esquecidas&#8221; com a subida de Maxi. A primeira parte terminava com a clara evidência de que o Benfica mandava no jogo, ao passo que o Nápoles, numa bola ao poste de Zalayeta, tinha desperdiçado a melhor oportunidade dos Napolitanos para mostrar o característico cinismo italiano. O recolher ao balneário foi feito num ambiente extremamente &#8220;picadinho&#8221;, ouvindo-se as preces dos treinadores que suspiravam seguramente pelo apito do intervalo para colocarem alguma ordem nas respectivas formações.</p>
<p>A segunda parte começava com um dilema para Quique: ou pedia aos jogadores para partirem para cima dos italianos, mexendo imediatamente na equipa ao intervalo (Carlos Martins poderia ser uma boa solução), ou não alterava o onze e sobretudo as linhas com que havia entrado no desafio, privilegiando a coerência e segurança na hora de ganhar a bola ao adversário. Uma opção mais arrojada face a outra mais cautelosa, esta última a adoptada pelo treinador benfiquista, quanto a mim bem, tal era o risco de perder a batalha do meio campo e sofrer um golo que deitaria tudo a perder. Assim sendo, o início do segundo tempo foi praticamente um <em>deja vu </em>dos primeiros 45 minutos, pois o Benfica precisava de encontrar a chave para o golo que virava a eliminatória sem descurar o venenoso contra-ataque italiano, sendo que por esta altura se sentia bem a falta da categoria de Cardozo ou do repentismo de Suazo na frente de ataque. Foram contudo ausências esquecidas pelo empenho de Nuno Gomes e a magia de Di Maria, especialmente quando Katsouranis lançou o &#8220;monarca&#8221; Reyes para que este, ao dominar muito bem a bola pela esquerda, espera pela saída de Gianello e remata com força e colocação para o fundo das redes. Estava feito o mais difícil com um golaço (mais um!) que reacendeu, 5 dias depois, o Inferno da Luz, mostrando o espanhol uma enorme predisposição para marcar nos jogos a doer.<br />
A partir deste momento, o Benfica soube jogar com o tempo sem cair na tentação de defender em demasia a eliminatória, mas sim esperando pelos italianos sem perder a noção da baliza de Gianello. O Nápoles alterou o seu esquema para um 3&#215;4x3, com a troca do médio criativo Hamsik pelo avançado de 20 anos <span id="rpEventos_ctl01_evento_observacoes">Russotto, assim como a saída do &#8220;artista&#8221; Lavezzi que completamente de cabeça perdida se manifestou contra o próprio treinador. Quique Flores, por seu lado, fez entrar Martins e Urreta, e o Benfica sem perder o sentido à baliza de Gianello viu na cabeça de Nuno Gomes o segundo golo num magnífico golpe de cabeça a corresponder a um não menos estupendo cruzamento de Carlos Martins. O Benfica colocava os dois pés definitivamente na fase de grupos da UEFA, infligindo de forma categórica e com dois golos soberbos a primeira derrota da época ao Nápoles, que não deixou de causar grandes calafrios na Luz sobretudo enquanto teve Lavezzi em campo.</span></p>
<p>O Benfica faz definitivamente as pazes com os seus adeptos, através de uma vitória contundente face ao número de oportunidades que teve, sendo que a base da vitória foi definitivamente a inclusão de Katsouranis ao lado de Yebda. A equipa ganhou uma estrutura mais consistente  na hora de atacar mas sobretudo de defender, face a um Nápoles que ficou completamente atarantado sobretudo após o golo de Reyes, a chave para o Benfica continuar a espalhar o seu perfume pela Europa fora.</p>
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		<title>Análise: Sporting 2×0 FC Basel</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 09:46:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga dos Campeões 08/09]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[Alívio num resultado sofrido e muito melhor que a exibição. O Sporting conseguiu levar água ao seu moinho e arrecadar os primeiros 3 pontos perante um Basileia de Carlitos que não deixou de arrepiar os 22.368 espectadores em Alvalade. Sempre em tom de esforço, o conjunto leonino conseguiu de certa forma atenuar uma acentuada fase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alívio num resultado sofrido e muito melhor que a exibição. O Sporting conseguiu levar água ao seu moinho e arrecadar os primeiros 3 pontos perante um Basileia de Carlitos que não deixou de arrepiar os 22.368 espectadores em Alvalade. Sempre em tom de esforço, o conjunto leonino conseguiu de certa forma atenuar uma acentuada fase de intranquilidade que assim relança a prestação na Liga Milionária.</p>
<p>Um Sporting muito ansioso frente a um adversário perfeitamente acessível e que mostrou bem o pouco andamento que possuí para uma Liga dos Campeões. Desde logo, Paulo Bento preferiu apostar na experiência de Derlei em vez de Yannick Djaló, naquela que constituiu a única alteração na equipa portuguesa relativamente à derrota com o Benfica. Do lado suíço, Christian Gross não abdicou de Carlitos e concedeu a titularidade no meio-campo a Jürgen Gjasula, que ocupou a vaga do lesionado Valentin Stocker.  A entrada em jogo foi feita muito a frio com os da casa a se apresentarem muito abaixo das expectativas para quem sabia que era superior e que a jogar no seu reduto tinha tudo para sair com a vitória. Viu-se que este não era o jogo para pedir uma noite de luxo, mas que seria o jogo possível para uma equipa pouco esclarecida. Face a um adversário com limitações mais do que evidentes, o Sporting começou por tomar a iniciativa, mas isso não se traduziu necessariamente em futebol de qualidade. Durante a primeira metade, o Sporting deu a ideia que a bola parecia que queimava e nem mesmo Rochemback, Moutinho e Veloso chegavam para travar o atrevimento dos suíços que com um sotaque argentino, muitas vezes deixaram a defesa leonina em polvorosa. O apito para recolher aos balneários soava e Bento, sob alguns assobios dos adeptos, soube reagir e fazer entrar Vukcevic (ainda que para o lugar do lesionado Rochemback), com o Sporting a ganhar maior dinâmica e maior capacidade de movimentação e de desequilibrar no meio-campo e na frente.</p>
<p><img class="alignleft attachment wp-att-924" style="float: left; margin-left: 6px; margin-right: 6px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/10/capt76c3221ee9e746738ecebb6fec3b299aportugal_soccer_champions_league_xaf124.jpg" alt="Análise: Sporting 2×0 FC Basel" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Sporting 2×0 FC Basel" />Com a segunda parte, Gross parecia ter a mensagem e a lição bem estudada, e os seus pupilos surpreenderam o Sporting por variadas ocasiões, contudo, <span id="rpEventos_ctl28_evento_observacoes">na confusão na área suíça, um mau alívio de um defesa do Basileia fez a bola sobrar para Romagnoli que a meias com o defesa desvia para golo, com enorme felicidade. Contrariamente ao que esperava, o golo não veio tranquilizar a equipa, mas sim chamar a mesma para junto de Rui Patrício, com os suíços a apertar cada vez mais os leões, </span>valendo à equipa portuguesa a entrada preponderante de Yannick Djaló que substituiu Postiga e veio trazer outra dinâmica ao ataque leonino, prendendo os visitantes à sua zona defensiva. No entanto, Rui Patrício foi mesmo a figura da 2ª parte com um punhado de boas intervenções que permitiram tranquilizar (dentro do possível) a turma de Paulo Bento. Com uma série de falhanços de uns Suíços que tinham um flanco esquerdo muito activo e Gjasula em bom plano, Streller e David Abraham eram os nomes mais ouvidos do lado helvético. Entre muito sofrimento e ranger de dentes, eis que para tranquilizar tudo e todos Romagnoli descortinou uma pura jogada de contra ataque, onde Derlei soube reagir muito bem ao voto de confiança de Bento e mostrar que não estava &#8220;morto&#8221; em campo, &#8220;ressuscitando&#8221; para um belo golo. Estava feito o resultado final em Alvalade e consumada a vitória que mantém em aberto as ambições do Sporting de conseguir o apuramento inédito para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.</p>
<p>Grupo muito difícil, onde o Sporting viu o Barcelona ganhar com Messi em grande estilo mas também <em>in extremis</em> em Donetsk (1&#215;2), e assim &#8220;ajudar&#8221; de certa forma o clube leonino que tem agora no que respeita à Europa uma dupla jornada com o Shaktar, mas muito antes, a recepção ao campeão nacional FC Porto.</p>
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		<title>A Importância Económica do Mundial de Futebol</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 12:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Divisa]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Em pleno tempo de qualificação para o Mundial 2010 na África de Sul, é de certa forma prudente discutir algo que normalmente pouco ou nada é ligado ao maior encontro de selecções de todo o Mundo: a economia. Pode parecer estranho, mas nem só dentro do campo se ganha num evento desta envergadura. Os especialistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em pleno tempo de qualificação para o Mundial 2010 na África de Sul, é de certa forma prudente discutir algo que normalmente pouco ou nada é ligado ao maior encontro de selecções de todo o Mundo: a economia. Pode parecer estranho, mas nem só dentro do campo se ganha num evento desta envergadura. Os especialistas financeiros confirmam ser verdade perante os factos constatados que o resultado de um super evento desportivo dita um impulso na futura economia do vencedor, bem como do país organizador.</p>
<p>Um estudo financeiro levado a cabo pelo Algemene Bank Nederland and Amsterdamsche-Rotterdamsche Bank (ABN-AMRO) sobre toda esta temática, concluiu que o país vencedor sente um aumento de 0,7% na sua economia e nos seus mercados. Grande parte deste crescimento é relacionado com a energia positiva gerada no País pela vitória em tamanho evento. A vitória no Campeonato do Mundo é muito mais que um troféu, é a reunião de toda uma nação e espírito patriótico, o que leva toda a população a sentir orgulho e alegria&#8230; e todos sabemos como pessoas felizes adoram comprar. Ainda mais, todas as festas e celebrações geram receitas e trabalho, especialmente em bares e supermercados, assim como vendas de produtos e artigos alusivos à conquista do troféu, que abre também todo um mercado a novas oportunidades de negócio ao estrangeiro, que fica naturalmente mais inclinado a investir no país vencedor.</p>
<p>Em 2002, cerca de três biliões de pessoas viram a final do Mundial 2002 no Japão e este número sobe quase até aos 4,5 biliões no Mundial de 2006 na Alemanha. Os números à volta da publicidade ajudam certamente a estimular a economia em geral, mas as vitórias do passado reflectem que a teoria do crescimento económico e o Mundial de Futebol andam de mãos dadas. De acordo com o estudo do banco ABN AMRO, apenas duas excepções são alvo de análise, quando em 1974 e 1978 a economia alemã e argentina, respectivamente, apresentaram uma grande perda, só suplantadas pela economia do finalista vencido em ambos os anos, a Holanda, que apresentou uma perda ainda maior pelo efeito negativo da derrota. Ora isto vem de certa forma de encontro com a teoria de que é sentido um aumento de 10% no mercado de valores do vencedor da final e campeão do Mundo, ao passo que o derrotado pode sentir uma quebra de 25%, no mínimo.</p>
<p>Antes do início do Mundial 2006, Brasil e Inglaterra eram cotados como favoritos, mas com ambos de fora da final seria difícil prever quem iria beneficiar do &#8220;boost&#8221; económico da vitória no torneio. A Alemanha como país anfitrião, investiu mais de 300 milhões de euros em melhorias nos transportes para o evento e um total de 1,5 biliões de euros para melhorias nos estádios. Como o esforço foi de tal forma enorme, seria quase natural afirmar que os bávaros mereceriam tal impulso económico mas a queda perante a Itália deitou por terra todas as expectativas nos benefícios da vitória, no entanto, ainda assim verificou um aumento de 1,6% no seu PIB devido aos ganhos decorrentes como país organizador, assim como uma diminuição de 11% na taxa de desemprego.</p>
<p>Numa altura em que os fãs do futebol espalhados por todo o mundo estão ansiosos pelo começo do Mundial 2010, será a vez da África do Sul acolher o negócio do futebol. Planos e reservas já estão a ser feitos, hotéis e voos reservados, até que a décima nona final da competição da FIFA se inicie. Mas fora do campo de jogos, a África do Sul está a fazer progressos no mundo do desporto rei, ao receber entre outros a feira desportiva ligada à indústria e negócios do futebol &#8211; a Soccerex. Mais de cinco mil delegados da Liga Mundial do futebol, em conjunto com 300 expositores de 90 países, aguardam a sua participação na primeira edição desta feira na África do Sul, de 23 a 26 de Novembro. Poucas são as hipóteses certamente de ver a África do Sul na final, mas a verdade é que com os imensos investimentos em infraestruturas e em novos estádios para o Mundial, os Sul Africanos sentem o país em grande explosão económica e a verdade é que neste momento é o país africano com maior número de vistos de imigração, tão grande é esperado o crescimento antes e depois de 2010.</p>
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		<title>O &#8220;Reacender&#8221; da Fórmula 1</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 09:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desportos Motorizados]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Este fim-de-semana uma nova página irá ser escrita na História do automobilismo e sobretudo da Fórmula 1. Singapura é o epicentro do reacender da chama da alta velocidade e irá acolher o primeiro e inédito Grande Prémio de F1 nocturno, uma autêntica revolução que conta com mais de 1500 holofotes espalhados pelos 5kms de pista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Este fim-de-semana uma nova página irá ser escrita na História do automobilismo e sobretudo da Fórmula 1. Singapura é o epicentro do reacender da chama da alta velocidade e irá acolher o primeiro e inédito Grande Prémio de F1 nocturno, uma autêntica revolução que conta com mais de 1500 holofotes espalhados pelos 5kms de pista citadina que irá garantir o espectáculo e certamente servir de impulsionador para o reacender da competição motorizada rainha em todo o Mundo.</p>
<p>Admito que já há muito que o meu interesse pela Fórmula 1 havia praticamente desaparecido, muito pela queda quase astronómica de popularidade e sobretudo espectacularidade da modalidade que conheceu nos anos 90 o apogeu da sua fama. No dia 28 de Setembro nada pode falhar. Ironicamente as luzes da ribalta estarão apontadas para o Grande Prémio de Singapura, a primeira prova da história da Fórmula 1 a ser disputada à noite, facto que não é inédito nos desportos motorizados, mas de capital importância para as audiências da disciplina rainha do automobilismo. Uma das razões evocadas para tamanha mudança e sobretudo inovação autorizada pela FIA prende-se com o facto da prova representar um verdadeiro marco para a competição, pois compreende uma enorme expectativa tecnológica e de inovação que tinha como objectivo inicial uma primeira experiência da F1 para que os espectadores europeus possam ver a transmissão televisiva do GP asiático à hora habitual (13 ou 14 horas).</p>
<p>A noite será transformada em dia, com os monolugares a acelerarem no circuito citadino Marina Bay, que vai usar projectores Philips num projecto desenvolvido pela empresa italiana Valerio Maiol, minuciosamente concebido para que não surjam quaisquer reflexos, mesmo em caso de chuva, capazes de atrapalhar o desempenho dos pilotos que vão rodar a velocidades próximas dos 300 quilómetros/hora. O detalhe vai até tal ponto que também não foi esquecido o conforto visual dos espectadores e igualmente dos telespectadores, em relação aos quais os padrões das transmissões em alta definição foram igualmente levados em consideração. Tudo grandes detalhes que me deixaram ainda mais curioso em relação a esta verdadeira revolução tecnológica na área do desporto motorizado:</p>
<ul>
<li> O circuito é do tipo citadino e já é equiparado ao lendário circuito do Mónaco. Tem 5067m e terá 61 voltas perfazendo um total de 309.087 km até à <em>finish line</em>.</li>
<li>A única bandeira de pano que vai ser vista em Singapura será a de xadrez, porque as restantes (amarela, verde, azul, entre outras) são electrónicas. Nos 35 postos espalhados no circuito, os comissários disporão de painéis electrónicos, de comando manual, com as respectivas bandeiras. Este sistema permitirá uma maior visibilidade aos pilotos, e o director de prova verá em simultâneo o tipo de bandeiras exibidas em cada momento.</li>
<li>A iluminação tem a intensidade de 3000 lux, ou seja, quatro vezes superior à utilizada em Estádios de Futebol. Os potentes holofotes colocados em lugares estratégicos produzem em toda a pista uma luminosidade na ordem dos 1650 a 1700 lúmenes, quando a luz do dia varia entre 1400 e os 1600 lúmenes. O único problema apontado pelos especialistas que não é de fácil resolução, serão os flashes provenientes das bancadas, que poderão distrair os pilotos mais incautos, visto que o regulamento poderá autorizar a alteração das actuais luzes vermelhas de travagem que à noite terão uma claridade excessiva. Isto, mesmo sabendo que os fornecedores de capacetes desenvolveram viseiras especiais para esta prova.</li>
<li>A holandesa Philips mantém-se assim como pioneiro na área do desporto desde 1952, quando deu luz aos Jogos Olímpicos de Oslo. Desde então, o fabricante tem estado ligado aos maiores eventos desportivos do planeta, designadamente os Jogos Olímpicos (Seul, Barcelona, Atlanta, Sydney, Atenas e até Pequim), além de parcerias com as federações internacionais de atletismo, futebol, basquetebol, ténis e hóquei no gelo, entre outras. Ilumina 70% dos estádios da Premier League e muito recentemente procedeu à remodelação do sistema de luz de Old Trafford.</li>
<li>A Bridgestone efectuou uma verdadeira carga de testes e constatou que os pneus adequados a esta &#8220;nova realidade&#8221; serão os macios e super macios com traçado de rua. Foram também alteradas as faixas brancas dos pneus que terão tinta reflexiva. Como as temperaturas estarão mais frias, e não haverá radiação do sol para &#8220;queimar&#8221; o asfalto, espera-se ainda assim um temperaturas na ordem dos 27ºC mesmo com a previsão de chuva. Estas são temperaturas mais quentes do que algumas pistas em horário normal.</li>
<li>A estrutura do circuito que saiu dos estúdios da <em>Architects 61</em> custou cerca de 320 milhões de patacas, demorou 14 meses a edificar e terá 36 boxes só para os monolugares da F1 numa área de construção aproximada de 23 mil metros quadrados. O circuito ficou pronto no dia 20 de Setembro.</li>
<li>A empresa local de telecomunicações e maior grupo asiático do ramo, a SingTel, pagou, segundo fontes não oficiais, 80 milhões de patacas para ser o patrocinador oficial do evento, um valor ligeiramente inferior ao dobro da verba disponibilizada pelo Banco Santander para ocupar o papel homólogo no Grande Prémio de Inglaterra.</li>
<li>A organização, atendendo ao interesse que a mesma está a suscitar, espera aumentar de forma significativa as suas receitas e facturar algo como 58,3 milhões de euros.</li>
<li>O próprio turismo da “cidade-estado”  prevê que 40 por cento dos espectadores sejam oriundos de outros países. De acordo com números oficiais, a Fórmula 1 terá um impacto de 800 milhões de patacas anuais na economia da “Cidade do Leão”, o que é um valor bastante apreciável para quem tem “apenas” de pagar anualmente à FOM cerca de 317 milhões de patacas para receber a prova, uma maquia inferior a metade daquela que o Real Madrid se propõe oferecer ao Manchester United para adquirir os serviços de Cristiano Ronaldo.</li>
</ul>
<p>Numa altura em que o campeonato está ao rubro, com Lewis Hamilton (que viu a FIA recusar o apelo relativo ao castigo que lhe retirou a vitória na Bélgica) e Felipe Massa separados por um ponto, estes são os principais candidatos à sucessão de Kimi Raikkonen como campeão mundial, quando restam ainda três provas para acabar a época: Fuji (Japão) / 12 Outubro; Xangai (China) / 19 Outubro; e Interlagos (Brasil) / 2 Novembro. O &#8220;Grande Circo&#8221; está definitivamente pronto a renascer!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=BJI_9A7Uj9w"><img src="http://img.youtube.com/vi/BJI_9A7Uj9w/default.jpg" width="130" height="97" border title="O Reacender da Fórmula 1" alt="O Reacender da Fórmula 1" /></a></p>
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		<title>Diferença entre Comandante e Técnico</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 08:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Sagres 08/09]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>

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		<description><![CDATA[O defeso actual trouxe-nos uma amarga constatação dos últimos anos: como garantir a conduta de um profissional de futebol? Vários casos surgem na &#8220;praça pública&#8221; sendo o mais agudo o de Vukcevic e até de Stoijkovic em Alvalade. Se numa administração moderna e integrada os técnicos devem participar em todas as decisões e estar directamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O defeso actual trouxe-nos uma amarga constatação dos últimos anos: como garantir a conduta de um profissional de futebol? Vários casos surgem na &#8220;praça pública&#8221; sendo o mais agudo o de Vukcevic e até de Stoijkovic em Alvalade. Se numa administração moderna e integrada os técnicos devem participar em todas as decisões e estar directamente envolvidos com a direcção do clube, será que não podem ser os &#8220;comandantes&#8221; e as &#8220;estrelas&#8221; ao mesmo tempo? Ou será que sendo funcionários não estarão a extrapolar as suas funções?</p>
<p>Parece-me que a maioria dos adeptos só querem gritar golo e já têm assuntos sérios demais nas próprias vidas para encarar o Futebol de uma forma mais profunda e extravasada, tendo que conviver com dúvidas que vão muito além de saber se um jogador estava em fora de jogo ou se foi penalty ou não. Admito que por um bom tempo também fui assim e quando passei a conviver um pouco mais com as questões ligadas a factores &#8220;extra campo&#8221;, confesso que perdi muito do encanto, porém, como tudo na vida, chegou um momento onde senti que não poderia mais permanecer alheio, e espero isto de cada adepto que deseje ter uma participação mais consciente.</p>
<p>No que toca a esta reflexão, identifico-me como um daqueles que acredita que um técnico não ganha  um jogo, mas é peça crucial quando decide &#8220;intrometer-se&#8221; e inventar  problemas pelos mais diversos motivos, e assim conseguir perder um jogador como está a acontecer no Sporting com Paulo Bento, Stoijkovic e Vukcevic. Considero que por muito mau génio que ambos os jogadores tragam ao grupo de trabalho, cabe a Paulo Bento ter a maturidade para assumir as suas decisões pois foi ele e só ele que deu o &#8220;sim&#8221; para a contratação do sérvio e do montenegrino. Fazer birras e mandar recados pelo <em>media</em> mostra, na minha opinião, como Bento ainda não atingiu o patamar de &#8220;Comandante&#8221; dos leões, pois se errar é humano, perdoar é divino e só aí se vê um bom professor e sobretudo um bom &#8220;mentor&#8221; para um jogador. Há que ter paciência e saber dialogar com os jogadores, não esquecer que se tratam de jogadores estrangeiros e como tal merecem um tudo ou nada de extra atenção no que toca a adaptação a novos ambientes e realidade. É precisamente neste factor que penso por exemplo, que Jesualdo Ferreira é já um comandante perante o seu plantel, tal é a forma como lidou com as birras de Quaresma, não &#8220;queimando&#8221; o jogador perante os seus adeptos. Já no Benfica, Quique Flores teve o primeiro grande &#8220;teste&#8221; à sua liderança com Cardozo, um dos jogadores mais queridos dos adeptos e soube com a restante equipa técnica ultrapassar o problema e &#8220;reajustar&#8221; o jogador a uma nova realidade.</p>
<p>Este é certamente um dos vários factores que fazem uma equipa vencedora ou perdedora. Um conjunto de factores como a administração, plantel, os treinos e o ambiente durante a semana, dedicação, garra, a qualidade técnica dos jogadores, participação dos adeptos, actuação do árbitro, manipulação da &#8220;imprensa&#8221;, &#8220;interesses externos&#8221;, sorte e uma infinidade de outros detalhes que rodeiam o futebol. Estar a criar mais factores &#8211; leia-se problemas &#8211; para além dos já referidos, é uma das grandes diferenças entre um líder (comandante) que se limita a simplificar os processos e um técnico que não consegue nem sabe ultrapassar os problemas depois de os ter previsivelmente resolvido.</p>
<p>Assim, o tão falado &#8220;dedo do técnico&#8221; durante o jogo, para mim, é só mais um dos inúmeros factores que decidem uma partida de futebol, apesar desta opinião contrariar alguns &#8220;interesses&#8221; que circulam pelo futebol actual. Não se espera que o adepto ou mesmo o cidadão se envolva na política do clube ou do país, mas é obrigação de quem quer algo melhor tentar saber e sobretudo perceber o que acontece. A questão é que quando as pessoas não se movimentam para combater o que está errado, mais cedo ou mais tarde, o problema torna-se insuportável e por vezes intransponível&#8230; é exactamente isto que se está a passar sobretudo com Stoijkovic que se vê parado em Alvalade e cujo valor é reconhecido por todos, sobretudo pelos adeptos leoninos. Esta situação actual do Sporting não é trágica, sobretudo porque o clube se encontra na senda das vitórias e assim não há quem queira &#8220;boleia&#8221; de resultados ou momentos adversos. Pergunto-me se alguém imagina Alex Ferguson ou Arséne Wenger ou Benitez ou mesmo José Mourinho com este tipo de problemas? Claro que não, pois tratam-se de &#8220;super&#8221; treinadores com mil e uma estrelas em cada mão para gerir e que sabem bem o que é ser um Comandante e não um simples Técnico.</p>
<p>O comando deve ser exercido por quem de direito verdadeiramente, de forma justa e forte, e as directrizes devem ser definidas e executadas de forma clara, sem interesses estranhos, senão, só restará o caos.</p>
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		<title>Análise: Nápoles 3&#215;2 Benfica</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 00:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Taça UEFA 08/09]]></category>

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		<description><![CDATA[Do mal o menos. O Benfica foi ao emblemático estádio San Paolo apadrinhar a reentrada do Nápoles nas lides Europeias e deixar tudo em aberto na eliminatória mesmo com uma derrota forasteira por 3&#215;2. Um jogo bem disputado, onde o Benfica alternou o pouco bom com o menos mau e onde ficaram uma vez mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do mal o menos. O Benfica foi ao emblemático estádio San Paolo apadrinhar a reentrada do Nápoles nas lides Europeias e deixar tudo em aberto na eliminatória mesmo com uma derrota forasteira por 3&#215;2. Um jogo bem disputado, onde o Benfica alternou o pouco bom com o menos mau e onde ficaram uma vez mais patentes as fragilidades de entrosamento quer deste novo Benfica, quer da sua equipa técnica, que falhou (novamente) na preparação e no decorrer da partida.</p>
<p>À procura de uma boa carreira Europeia, Quique Flores &#8220;armou&#8221; em plena Itália, um Benfica de &#8220;peito aberto&#8221; perante um Nápoles empolgado e determinado a mostrar aos seus 60 000 adeptos o empenho na <em>reentré </em>europeia. Mal soube que o Benfica entraria em jogo com um 4&#215;4x2 clássico com Urreta, Carlos Martins, Yebda, Reyes no miolo e Di Maria e Suazo na frente, confesso que pensei se Quique não estaria a arriscar demasiado. Verdade que com o jogo terminado todos fazemos 13 no totobola, mas a aposta em Urreta para um jogo que se antecipava vibrante e de grande pressão, deixou logo a ideia de fracasso, assim como Di Maria que foi literalmente engolido pela defesa napolitana onde se destacaram claramente Canavarro e Santacrosse. De salientar, a estreia absoluta de Suazo na equipa, que colocou o Benfica na frente do marcador numa fase do jogo onde as oportunidades se encontravam repartidas. Com uma linha média onde as alas concediam pouco sentido sentido táctico à equipa (Reyes e Urreta), Quique não soube interpretar uma partida onde o Nápoles conseguia facilmente superioridade no miolo do terreno, e onde só Yebda conseguiu mostrar os dentes, tão apagado esteve Carlos Martins que voltou a mostrar debilidades em construir jogo.</p>
<p><a href="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/capt9803414eac5f4435bab9245734e8d53ditaly_soccer_uefa_cup_nap107.jpg"><img class="alignleft attachment wp-att-879" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/09/capt9803414eac5f4435bab9245734e8d53ditaly_soccer_uefa_cup_nap107.jpg" alt="Análise: Nápoles 3x2 Benfica" width="300" height="204" align="left" title="Análise: Nápoles 3x2 Benfica" /></a>De forma quase esperada, e aproveitando a falta de entrosamento encarnada, a equipa de Edoardo Reja revirou o resultado, mostrando ter a lição bem estudada ao explorar o débil lado direito do Benfica, onde Maxi não conseguia dar a mesma resposta que o companheiro Léo, um dos melhores em campo. Quique não entendeu que só Yebda num meio campo muito avançado em relação à linha defensiva deixava um buraco onde Hamsik, Denis e sobretudo Lavezzi faziam tudo e mais alguma coisa até conseguir, em 2 minutos, a reviravolta no resultado para 2&#215;1. Incrível a forma como Quique não compreende essa lacuna num esquema que pressupõe que a defesa jogue bastante subida para assim ganhar supremacia na zona central do terreno. Sem Martins e com Yebda muitas vezes a apoiar o ataque, o Benfica sentiu enormes dificuldades na transição para o ataque, face à vantagem numérica do Nápoles nessa zona do terreno.</p>
<p>Com a chegada do intervalo, a reacção de Quique é desfazer a titularidade surpresa de Urreta com a entrada de Balboa para o seu lugar. Se a ala direita ganhava mais maturidade, a verdade é que Carlos Martins esteve tempo a mais em campo, com Katsouranis a aquecer o banco sem que Quique acordasse perante as fragilidades evidentes da equipa no sector intermédio (Ruben Amorim também fez muita falta e poderia ter sido uma hipótese bastante válida). Se o 3&#215;1 surgiu de um lance perfeitamente fortuito, de má sorte encarnada, a reacção portuguesa não se fez esperar não, isto já depois de Quique Flores finalmente substituir Carlos Martins por Katsouranis, que anteciparia o 3&#215;2 final por Luisão a aproveitar bem e a recolocar o Benfica na eliminatória. Daí até ao apito final viu-se o óbvio para o espectador mais atento, com um meio campo mais resguardado, o Benfica que já com Nuno Gomes (rendeu o apagado Di Maria) ganhou mais posse de bola e sobretudo maior controlo do jogo. Para além da falta de visão táctica, Quique voltou a mostrar ter memória curta em grande parte da sua carreira, continuando a &#8220;queimar&#8221; todas as 3 substituições antes dos 65 minutos, como voltou a acontecer no San Paolo. Com uma equipa extremamente mal preparada fisicamente como este Benfica, e depois dos últimos minutos sofríveis na Luz face ao Porto, a equipa voltou a ficar orfã de uma série de jogadores: Reyes, Yebda e sobretudo o lesionado Suazo que teve de continuar em grande sofrimento em campo, numa atitude de grande esforço, algo que vem mostrar como Quique e a restante equipa técnica da Luz ainda terão muito para reflectir.</p>
<p>Em conclusão, o Benfica apostou numa ousadia táctica sem qualquer eficiência, lançando num ambiente de grande pressão uma equipa inicial demasiado tenra e jovem, algo que veio também reforçar a ideia que alguns jogadores são incompatíveis e não podem jogar juntos&#8230; pelo menos em jogos desta natureza e risco. Um resultado que ainda assim permite sonhar, sem contudo esquecer a forma inaceitável como a equipa se deixou ultrapassar em apenas 3 minutos. Parece-me também que os jogadores têm de aprender e sobretudo lutar mais. Muitos escondem-se demasiadamente atrás do colectivo, faltando sim assumir as responsabilidades individuais. Fica também um desabafo para a arbitagem, que mostrou uma gritante dualidade de critérios mas que não pode nem deve ser chamada para justicar este resultado que no próximo dia 2 de Outubro todos esperamos ver ultrapassado.</p>
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		<title>Hora &#8220;Red&#8221; &#8211; O Renascer do Liverpool</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 02:01:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Observatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma fantástica jornada da Barclays Premier League. No jogo mais &#8220;picante&#8221;, o Liverpool mostrou raça, força e sobretudo muita vontade para alcançar um resultado histórico (2&#215;1) contra o campeão em título Man. United. Uma vitória que é muito mais que três preciosos pontos, é sobretudo o primeiro voo no topo da Liga Inglesa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma fantástica jornada da Barclays Premier League. No jogo mais &#8220;picante&#8221;, o Liverpool mostrou raça, força e sobretudo muita vontade para alcançar um resultado histórico (2&#215;1) contra o campeão em título Man. United. Uma vitória que é muito mais que três preciosos pontos, é sobretudo o primeiro voo no topo da Liga Inglesa de Benitez e seus pares desde que o espanhol assumiu as rédeas da equipa no Verão de 2004. Um feito que foi alcançado sem Steven Gerrard e Fernando Torres no onze inicial e que mostra como a equipa tem a cabeça num único objectivo &#8211; ganhar uma Premier que lhe foge há 18 anos.</p>
<p>É oficial e reconhecido por todos como o seu único objectivo. Não há nada mais urgente para o Liverpool do que ganhar a Premier League nesta temporada. A verdade é que a ansiedade dos fãs só pode ser saciada com a conquista da Liga interna e não com qualquer outro troféu ou taça internacional. Com a hegemonia em palmarés do clube a ser colocada em questão pelo rival Manchester United &#8211; que arrecadou dez títulos desde que a liga ganhou o nome e formato de Premier &#8211; a verdade é que o clube da terra dos Beatles parece ter recuperado a nível internacional o prestígio que teve entre os anos 70 e 80, mas no seu país há muito não é favorito. Assim sendo, os &#8220;reds&#8221; investiram cerca de 275 milhões de euros nos últimos cinco anos em quase meia centena de futebolistas com um duplo objectivo:</p>
<p>Recuperar o prestígio e o respeito interno com a conquista da Premier League, e reacender a chama Europeia que o clube ocupou entre 1975 e 1986, o ano em que a tragédia provocada pelos seus adeptos em Heysel, na final da Taça da Europa frente à Juventus, os afastou das competições internacionais. Se no que respeita à Europa o Liverpool tem vindo a dar cartas &#8211; com a conquista da Champions League em 2005 da Champions face ao AC Milan e a final perdida com os italianos em 2007 &#8211; internamente o clube afastava-se dos títulos, isto numa altura em que Benitez parecia ter um plantel feito e pensado à sua imagem, a juntar ao rendimento de Fernando Torres, a contratação mais cara da história do clube. Mas nem a erupção de &#8220;Kid&#8221; valeu ao clube, que parecia destinado à quarta posição sem nunca dar a sensação de incomodar verdadeiramente o trono da Liga.</p>
<p>Segurança defensiva acima de tudo. Este é seguramente um dos motes que Benitez usa para moldar uma equipa a seu gosto, com por exemplo a contratação de Deggen (Dortmund), Dossena e ainda o pagamento da claúsula de rescisão de 23 milhões por Javier Mascherano. Contudo, Rafa Benitez tem sido veementemente criticado pela sua obsessiva fixação em elementos defensivos, e as carências têm sido apontadas: um companheiro de alta qualidade para o ataque lado a lado com Torres &#8211; que Benitez pensa ter encontrado em Robbie Keane, ex-Tottenham &#8211; e um médio que possa fazer de Gerrard quando o capitão se encontra indisponível &#8211; Gareth Berry era o desejado. O que é facto é que, independentemente de novos valores, o clube está mais empenhado que nunca e &#8220;armas&#8221; parecem não faltar, sendo no entanto fundamental atentar em três pontos-chave:</p>
<ol type="1">
<li class="MsoNormal"><strong>Qualidade de Reina</strong> &#8211; O      guardião que Mourinho escolheu para a sua equipa ideal, foi três vezes      aclamado como &#8220;luva dourada&#8221; da Premier e na época passada      conseguiu deixar as redes invioladas por 17 jogos, quase um em cada dois.      Para uma equipa que privilegia a solidez defensiva manter o excelente      trabalho de Reina e a média de 0,7 golos em casa e 0,8 fora torna-se      fulcral.</li>
<li class="MsoNormal"><strong>Vida para além de Torres</strong> &#8211;      O &#8220;Kid&#8221; foi o rei dos golos na sua estreia com 24 tentos, algo      que quer ultrapassar este ano. A equipa não pode ser tão dependente de sí,      visto que só Gerrard com 11 golos consegue acompanhar a classe de      Fernandito. O resto dos avançados ficou bem bem longe deste números: Kuyt      3 golos, Babel 4, Crouch 5 e Voronin 5.</li>
<li class="MsoNormal"><strong>Equilibrio      entre os jogos caseiros e fora</strong> -Uma média de 1.3 golos fora de casa são      números algo pobres para uma equipa que aspira o título.  Em Anfield,      os &#8220;reds&#8221; perdem muitos pontos, o que parece mentira mas que é a      mais pura das verdades. No ano passado não conseguiram ganhar a nenhum dos      seus rivais directos e chegou a escorregar perante clubes de outro nível.</li>
</ol>
<p>Com o pensamento em vermelho, é assim que o clube mais laureado em Inglaterra (18 Ligas) encara esta época. Como <em>overview </em>da realidade deste lendário clube, basta frisar que é o clube com mais Taças da Liga dos Campeões no seu museu, cinco! Joga no lendário Anfield Road (46000 espectadores) onde o hino oficioso do clube &#8220;You&#8217;ll never walk alone&#8221; se faz entoar a cada partida antes de se moverem para o novo estádio (Stanley Park com 61000 espectadores) em 2011. Com proprietários norte-americanos (Tom Hicks e George Gillet) teve (apenas!) 18 treinadores em toda a sua história, sendo Bill Shankly (1959-74) e Bob Paisley (1974-83) os mais lendários. Ian ,com uns incríveis 346 golos, é o maior goleador do clube que tem em Ian Callaghan o futebolista com mais jogos de vermelho (857).</p>
<p>Se &#8220;El Niño&#8221; cumprir a promessa de ultrapassar os 24 golos marcados na temporada transacta, Reina e Gerrard mantiverem a qualidade de sempre e os restantes jogadores se aplicarem ao máximo, faltará apenas que o clube comece a senda de vitórias para alcançar seguramente um dia histórico para a cidade. O Liverpool está a um passo de mostrar aos seus rivais directos que a hora &#8220;red&#8221; está muito próxima!</p>
<p class="MsoNormal">
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