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	<title>Jogo de Área &#187; Diogo P.</title>
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	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
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		<title>Análise: Taça de Portugal 07/08 &gt; Final &gt; Sporting 2&#215;0 Porto</title>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 09:09:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo P.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste último encontro da época desportiva de 2007/2008, Sporting e Porto encontraram-se no Estádio do Jamor para disputarem a final desta edição da Taça de Portugal, numa partida marcada pela emotividade que contagiou os adeptos de ambas as equipas, resultando num apoio de destacar de parte a parte.
 Ambas as equipas se apresentaram com os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Neste último encontro da época desportiva de 2007/2008, Sporting e Porto encontraram-se no Estádio do Jamor para disputarem a final desta edição da Taça de Portugal, numa partida marcada pela emotividade que contagiou os adeptos de ambas as equipas, resultando num apoio de destacar de parte a parte.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Ambas as equipas se apresentaram com os seus onzes habituais, exceptuando apenas uma alteração em ambos: no Porto, a ausência aparentemente forçada de Bosingwa, substituído por João Paulo no lado direito da defesa, enquanto que no Sporting, a ausência forçada pela lesão de Liedson, levou à introdução de Derlei ao lado de Djaló, ficando Simon Vukcevic no banco quando se considerava também previsível que fosse titular. O jogo começou com uma entrada forte do Sporting, aproximando-se rapidamente da área portista, obrigando Nuno a intervir cedo na partida em algumas ocasiões, e deixando logo um aviso aos azuis e brancos de um início forte e personalizado. O Sporting revelou grandes índices de movimentação a partir da linha intermediária, aproveitando a dupla atacante móvel e a aparente frescura das suas unidades a meio campo. Promoveu uma aproximação de João Moutinho às zonas de influência de Romagnoli em diversas ocasiões, criando portanto um duplo pivot ofensivo nas áreas de transição do meio campo com o ataque, obrigando Lucho González por diversas vezes a recuar mais no terreno de modo a auxiliar Paulo Assunção. Esta convergência de movimentações no meio vinha consequentemente abrir espaços numa das alas, pelo que um dos laterais do Sporting subia mais frequentemente, notando-se esse objectivo principalmente em Abel, na primeira parte.<br />
Por outro lado, o Porto tentava contrariar este ascendente inicial do Sporting através da sua habitual qualidade nas trocas de bola, simples e objectivas, mas que lidavam com um <em>pressing</em> em zonas avançadas do campo por parte da equipa leonina, mais concretamente pelo recuo de um avançado no momento defensivo, para junto de Paulo Assunção, com vista a dificultar as tarefas do primeiro jogador encarregue de construir o jogo portista. Devido a este <em>pressing</em> no interior do meio campo, a construção de jogo pelas alas tornou-se frequente, pelo que Mariano e Quaresma eram preferencialmente solicitados no ataque, executando diagonais alternadamente entre si de modo confundir a organização defensiva leonina. Foi num destes movimentos que Mariano González isolou Lisandro, que ante Rui Patrício falhou a melhor oportunidade do Porto até então. A primeira parte seria pautada por um ascendente do Sporting, sustanciada na maior percentagem de posse de bola e de remates à baliza. Estes primeiros 45’ seriam igualmente marcados pelo golo anulado a Romagnoli, ao assinalar-se um pretenso fora-de-jogo.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span><img class="alignleft attachment wp-att-667" style="float: left; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.jogodearea.com/wp-content/uploads/2008/05/rodrigo_tiui.jpg" alt="Análise: Taça de Portugal 07/08 > Final > Sporting 2x0 Porto" width="300" height="182" align="left" title="Análise: Taça de Portugal 07/08 > Final > Sporting 2x0 Porto" />O segundo tempo trouxe um jogo mais dividido e equilibrado, com o Porto a impor mais visivelmente a sua capacidade física no jogo, conseguindo trocas de bola em zonas mais avançadas do terreno, não se remetendo tanto à sua própria área. Contudo, seria novamente o Sporting a criar o primeiro sinal de perigo, através de um canto de Miguel Veloso. Assistia-se a um jogo agora bastante dividido, com ambas as equipas a aproximarem-se algumas vezes da baliza adversária, embora nem sempre criando lances de perigo. Até que ao minuto 70’, e após duas quedas de Lisandro na área do Sporting, João Paulo é expulso com cartão vermelho directo a punir falta sobre João Moutinho. Reduzida a dez unidades, a equipa portista era obrigada a maiores esforços não só na estrutura defensiva como também nos balanceamentos para o ataque, onde Quaresma apoiava Lisandro e Lino entrava para o lugar de Mariano de forma a fechar o lado esquerdo da defesa. A construção de jogo do Sporting enfrentava menor oposição, devido ao recuo e maior aproximação das unidades intermediárias do Porto, que visavam manter equilibrada a estrutura defensiva da equipa. Isto “libertou” Miguel Veloso de uma pressão contrária frequente, permitindo a sua participação mais avançada nas trocas de bola, avançando igual e consequentemente todo o bloco médio da equipa, embora por vezes resultando num jogo demasiadamente lateralizado. O fim dos 90’ surgia, remetendo o encontro para prolongamento, no que se antevia ser uma continuação da mesma toada equilibrada, apesar da desvantagem numérica dos azuis e brancos.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>E tal verificou-se, com o Porto a manter a sua organização colectiva em ambos os momentos do jogo – defensivo e atacante &#8211; e ameaçando agora mais vezes o último reduto leonino, aproveitando o avanço progressivo da equipa sportinguista no terreno enquanto detinha a posse de bola. Num desses ataques rápidos, Lisandro foi derrubado por Polga muito próximo da grande área leonina, num lance em que o árbitro da partida nada assinalou. Na sequência, o Sporting marcaria por Rodrigo Tiuí aos 110’, motivando o maior e justificado balanceamento para o ataque do Porto, que assim pressionava o Sporting nestes minutos da partida, encostando-o à sua área, deixando apenas os avançados na frente. Aproveitando um ataque rápido e natural desguarnecimento da defensiva portista, Tiuí aumentaria a vantagem, marcando o seu segundo golo da final e sentenciando a partida.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Assim foi mais uma final da Taça de Portugal repleta de emotividade, luta, equilíbrio e casos, acabando o Sporting por vencer pela superioridade que exerceu na generalidade do encontro. Maiores índices de posse de bola, movimentações mais efectivas e segurança defensiva revelaram-se importantes, contrastando com uma pouco habitual falta de “ agressividade ” e controlo do jogo do Porto, ao contrário do que demonstrou durante quase todo a época. O facto de se ter consagrado campeão algumas jornadas antes do final do Campeonato poderá ter retirado ritmos e hábitos competitivos à equipa, ficando a impressão de que a intensidade nos movimentos e automatismos de jogo revelaram-se mais reduzidos do que era habitual nesta equipa de Jesualdo Ferreira. O Sporting, ao ver-se forçado a lutar até ao fim por um lugar de acesso directo à Liga dos Campeões, poderá pelo contrário ter beneficiado os seus ritmos e processos de jogo. No entanto, o Porto revelou grande capacidade física ao não desguarnecer defensivamente a estrutura da equipa, e apenas quebrando nos minutos finais do prolongamento, demonstrando assim a boa equipa que é e que foi ao longo da época, vencendo justamente o Campeonato.<br />
Desta forma, o Sporting venceu a partida por 2-0, revalidou o título conquistado o ano passado, e terminou mais uma época com uma vitória e consequente conquista de um troféu.</p>
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