Jorge Campos, o Arco-íris das Balizas

Jorge Campoa

Quem como eu começou a apreciar futebol nos anos 90 e apreciava sobretudo quem evitava os golos, não se irá esquecer da selecção do México no Mundial dos Estados Unidos em 94.

Não é que essa selecção do México fosse genial, não foi a melhor de sempre, nem a que teve mais sucesso. Apesar de ter passado em primeiro lugar do seu grupo, na única vez da história de um mundial em que todas as quatro equipas terminaram empatadas.

O que fica na retina, é o seu guarda-redes. Jorge Campos, um anti-herói, anormalmente baixo (173 cm) para um guarda-redes e bastante franzino. Foi durante muitos anos o número um indiscutível do México, com performances só ao alcance de grandes vedetas. Sem nunca pisar relvados europeus, Campos fez grande parte da sua carreira no México, no Pumas, e com breves passagens pelos L.A. Galaxy e Chicago Fire.

Campos tinha um estilo pouco ortodoxo entre os postes, uma técnica diferente do que estamos habituados a ver hoje em dia, era um verdadeiro acrobata que nunca perdia o sentido de baliza e chegava bem às bolas altas. Bem ao estilo de Higuita, era normal vê-lo subir no terreno, para ajudar os colegas de equipa. Ao longo da sua carreira marcou 34 golos.

Apesar de todas estas grandes valências, não me lembro de Campos por causa disto. Lembro-me bem do Campos por causa dos seus equipamentos. Até hoje no futebol nunca houve um guarda-redes que tivesse equipamentos tão garridos. As cores eram sempre intensas, amarelo, cor-de-rosa, laranja, violeta, e às vezes uma mistura de todas. Era um regalo para os olhos ver estes equipamentos, que “chocavam” quem estava habituado às tradicionais e aborrecidas normais camisolas.

Para além disto, Campos fazia questão de vestir sempre o equipamento bem largo, que no seu corpo franzino, ainda o tornava mais icónico. Não contente, Campos também gostava de números pouco habituais em guarda-redes, o 9 era um dos usados nas suas camisolas.

Um herói no México e uma lenda para todos os jovens que começaram a ver jogos de futebol nos anos noventa. Um verdadeiro mito que acredito que nunca irá ser vencido na escolha de equipamentos.


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