A transfiguração do Sporting
Muito se tem falado ultimamente, fruto dos mais recentes resultados do clube de alvalade, da recuperação não só anímica, mas igual e fundamentalmente das evidentes melhorias em termos exibicionais do futebol praticado pelo Sporting. Após largos meses onde a qualidade exibicional era fortemente criticada, acompanhada por resultados negativos e até humilhantes, é importante analisar o significado deste novo momento do futebol leonino e exteriorizá-lo desta esfera de euforia e, de certo modo, alívio que tem envolvido o Sporting nos últimos tempos.
Apesar de ser louvável o actual momento do Sporting, é fulcral ter em conta que esta “viragem” é baseada unicamente em duas partidas, ambas disputadas em casa: 3-0 ao Everton, decidindo a passagem à fase seguinte da Liga Europa, e igual resultado contra o FC Porto, a contar para a Liga Portuguesa. Não é aqui pretendido retirar qualquer mérito aos jogadores e equipa técnica, mas a solução do que vinha sendo veiculado como uma crise não pode, nem deve, ser tida como resolvida apenas pelo súbito aumento de qualidade que estes dois jogos vieram representar. A importância de ambos os confrontos era enorme no contexto do futebol leonino, sendo que a equipa soube crescer proporcionalmente aquilo que lhe era exigido, mas será isto finalmente fruto do trabalho tantas vezes destacado por Carlos Carvalhal, ou apenas uma subida geral de forma dos jogadores face às necessidades que estas partidas apresentavam?
Em termos de futebol praticado, antes de se destacarem princípios de jogo e mecanismos tácticos mais consolidados e interiorizados, notou-se maioritariamente a subida de forma de vários jogadores da equipa titular. Pedro Mendes parece ter-se adaptado à equipa e alcançado novamente um ritmo competitivo sustentado depois da lesão que contraiu ainda ao serviço do Glasgow Rangers, sendo um jogador experiente e que aparenta ser uma nova voz de comando no meio-campo. Completa com Miguel Veloso um duplo-pivot, ao seu lado no 4-2-3-1 de Carvalhal, agora na posição onde rende mais e onde a equipa usufrui mais da sua qualidade de passe, capacidade de pautar os ritmos de jogo e condução de bola, podendo chegar a zonas frontais no último terço do campo que lhe permitam finalizar jogadas ou tirar partido de segundas-bolas. Marat Izmailov na direita evidencia novamente a consistência e solidez que lhe são reconhecidas, enquanto que na esquerda Yannick Djaló parece ser a solução para esticar a equipa no terreno de jogo e proporcionar soluções de passe nas alas, conferindo à equipa um carácter de irreverência, técnica e imprevisibilidade mas, acima de tudo, velocidade na condução de jogo, algoque Simon Vukcevic não tem vindo a conseguir esta época.
Quanto ao capitão João Moutinho, actuando agora como médio ofensivo de apoio a Liedson, revelou maior dinamismo nas suas movimentações, percorrendo livremente o campo, sendo ela a principal referência nos momentos de criar triangulações e tabelas em zonas mais avançadas do terreno. É agora, a par de Liedson, a primeira unidade de contenção defensiva da equipa, ao invés de se preocupar com marcações e coberturas quando actuava mais recuado no terreno, estando portanto mais solto nos momentos em que a equipa recupera a bola e tem que se lançar para o ataque. Em termos defensivos, de destacar a estabilização de Leandro Grimi, que exibiu segurança posicional e concentração semelhantes aos níveis que havia apresentado nos primeiros seis meses em que esteve ao serviço do Sporting após a sua vinda do AC Milan, o que, aliado à subida de formas dos restantes companheiros de sector, parece ter conferido alguma estabilidade defensiva à equipa, que não sofreu golos neste últimos dois encontros.
Aliado a esta melhoria individualizada dos jogadores leoninos, os processos de jogo parecem estar finalmente assimilados e a acontecer em jogo mais naturalmente, notável principalmente nos momentos em que a equipa se vê pressionada com bola ou quando exerce pressão à saída do meio-campo adversário. Outro aspecto evidente foi a subida dos indíces de qualidade de passe, bastante evidentes principalmente no encontro com o Everton.
Resta agora esperar pelos próximos jogos e observar a reacção da equipa em encontros onde, previsivelmente, a motivação será menor, e onde a pressão será igualmente não tão elevada, embora a equipa saiba que após estes dois jogos, os adeptos esperam uma continuidade estável da qualidade exibicional e dos resultados. Terão sido estes resultados um acaso nesta época do Sporting? Cabe à equipa continuar a provar que eles foram um ponto de viragem.




O Sporting tem um plantel desequilibradíssimo, na minha opinião.
Junta jogadores de qualidade quase cómica, de tão insuficiente (sendo Pedro Silva, João Pereira – sim, esse jogador que custou 3.5M a um Sporting de cofres vazios – Tonel, o actual Polga e mesmo Grimi, a meu ver) com outros que valem muito menos do que aquilo que muita da imprensa quer fazer parecer (Rui Patrício nunca foi um guarda-redes tão promissor como diziam, Yannick, Pereirinha nada mais são do que “simpáticos”…), aos quais se juntam jogadores de qualidade que se vêem afundados e apagados por estarem rodeados de tanta pobreza (Moutinho, que já devia ter saído do clube há um par de épocas; Veloso, o inconstante; o eterno salvador Liedson; Carriço, que me parece o único jogador que aguenta a linha defensiva do Sporting; Pedro Mendes, jogador de enormíssima qualidade e muito esquecido pelo futebol português; Matías Fernandez, que não sabe onde se meteu quando aceitou sair do Villarreal para vir para o Sporting).
E Izmailov. O russo é, na minha opinião, o jogador mais importante desta equipa. Pode não marcar tanto como Liedson, pode não ter tanta qualidade de passe como Veloso, mas é o jogador mais completo do plantel, que alia grande qualidade técnica a um inteligência táctica e capacidade de trabalho inigualáveis nesta Sporting. A chave da época miserável deste Sporting está, na minha opinião, na ausência prolongada de Izmailov no início da mesma, o que fez com que os desequilíbrios gritantes se sentissem mais, situação corrigida com o regresso e subida de forma do russo.
Resumindo, enquanto o Sporting não dispensar, sem sentimentalismos e “amizades”, a quantidade de jogadores de qualidade pobre que “infectam” o seu plantel e não contratar mais jogadores do nível dos melhores que tem, não irá a lado nenhum, por muitos treinadores e presidentes que cheguem.
Revolução no plantel? Sim. O próximo ano deveria ser o ano zero de um novo Sporting, porque este, pouco mais é do que triste e ridículo.
Cumprimentos benfiquistas.
Meu Grande Sporting ..
- Bato Palmas Só Por Ti Sporting Sporting ,, Bato Palmas Só Por Ti Sporting Sporting !!
<– Até Morrer Sporting (L)
O Sporting tem um plantel desequilibradíssimo, na minha opinião.Junta jogadores de qualidade quase cómica, de tão insuficiente (sendo Pedro Silva, João Pereira – sim, esse jogador que custou 3.5M a um Sporting de cofres vazios – Tonel, o actual Polga e mesmo Grimi, a meu ver) com outros que valem muito menos do que aquilo que muita da imprensa quer fazer parecer (Rui Patrício nunca foi um guarda-redes tão promissor como diziam, Yannick, Pereirinha nada mais são do que “simpáticos”…), aos quais se juntam jogadores de qualidade que se vêem afundados e apagados por estarem rodeados de tanta pobreza (Moutinho, que já devia ter saído do clube há um par de épocas; Veloso, o inconstante; o eterno salvador Liedson; Carriço, que me parece o único jogador que aguenta a linha defensiva do Sporting; Pedro Mendes, jogador de enormíssima qualidade e muito esquecido pelo futebol português; Matías Fernandez, que não sabe onde se meteu quando aceitou sair do Villarreal para vir para o Sporting).E Izmailov. O russo é, na minha opinião, o jogador mais importante desta equipa. Pode não marcar tanto como Liedson, pode não ter tanta qualidade de passe como Veloso, mas é o jogador mais completo do plantel, que alia grande qualidade técnica a um inteligência táctica e capacidade de trabalho inigualáveis nesta Sporting. A chave da época miserável deste Sporting está, na minha opinião, na ausência prolongada de Izmailov no início da mesma, o que fez com que os desequilíbrios gritantes se sentissem mais, situação corrigida com o regresso e subida de forma do russo.Resumindo, enquanto o Sporting não dispensar, sem sentimentalismos e “amizades”, a quantidade de jogadores de qualidade pobre que “infectam” o seu plantel e não contratar mais jogadores do nível dos melhores que tem, não irá a lado nenhum, por muitos treinadores e presidentes que cheguem.Revolução no plantel? Sim. O próximo ano deveria ser o ano zero de um novo Sporting, porque este, pouco mais é do que triste e ridículo.
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