Robinho – Yes, he can!

Robinho está de volta ao Santos, após quase cinco anos na Europa, com o estigma do fracasso. Afinal, para quem assegurava que seria o melhor jogador do mundo, as passagens sem brilho por Real Madrid e Manchester City, apesar dos dois títulos nacionais no time merengue, foram decepcionantes e deixaram a sensação de que o ex-menino da Vila exagerara em suas pretensões quando saiu do Brasil.

Mais do que isso, a postura pouco profissional e a forma descompromissada com que conduziu sua carreira “queimaram” sua imagem, a ponto da tão sonhada transferência para o Barcelona ter sido brecada, segundo fontes de dentro do clube, por Xavi e Puyol, líderes do elenco blaugrana, que não queriam um jogador problemático e de altíssimo salário para conturbar o ambiente.

O cenário, inegavelmente, não é dos mais animadores. No entanto, por mais paradoxal que possa parecer, é neste período de ocaso na carreira que o brasileiro tem as maiores chances de pegar um “atalho” e chegar ao topo do planeta bola faturando os principais prêmios individuais.

Robinho, SantosPode parecer loucura deste que escreve, mas a linha de raciocínio tem a sua lógica. Vejamos:

Jogando regularmente e contando com o carinho de todos no clube que o revelou e ainda o tem como ídolo pelos títulos brasileiros de 2002 e 2004, o atacante pode ganhar a motivação que vinha faltando nos últimos tempos. E considerando o ritmo cadenciado e o nível técnico mais modesto do futebol jogado no Brasil, suas chances de se destacar são enormes.

Em forma e com ritmo de jogo, certamente Dunga não vai deixá-lo de fora da lista para o Mundial e, muito provavelmente, ele será o titular. Nos jogos, a tendência é que seja menos marcado do que Kaká e Luís Fabiano, os jogadores que fazem a diferença em equipe bem montada, mas que sofre em muitas partidas pelo estilo previsível, baseado em jogadas de bola parada e contragolpes. Robinho pode dar o “toque brasileiro”, com sua capacidade de improviso e habilidade acima da média, e desmontar os fortes esquemas defensivos que o time canarinho enfrentará.

Além disso, Robinho vai à África do Sul “mordido” pelas críticas (a grande maioria bem justas) e tentará esfregar seu talento e capacidade de superação no rosto de seus detratores. Neste cenário, atletas costumam tirar forças do fundo da alma para vencer e dar a volta na própria história. Além disso, ele chegará menos cansado, sem o esgotamento da cada vez mais estafante temporada europeia, já que não vinha atuando regularmente pelo City e passará por um período de recondicionamento no Santos.

Por fim, o seu grande trunfo: ano de Mundial é especialíssimo. Qualquer jogador, em sete jogos, pode se eternizar se arrebentar pelo time campeão. E as últimas premiações deixaram claro que o melhor da Copa, independente do desempenho no clube, é sempre o destaque do ano.

Aí está a chance de Robinho. Com 26 anos, pode-se dizer que efetivamente é sua última oportunidade. Um brilho efêmero, mas no momento certo, pode driblar a dura realidade e realizar o sonho que parecia inatingível.

A receita? Deixar de lado o agito da vida noturna, se concentrar no trabalho até Junho, exigir menos regalias em Santos e, principalmente, acreditar que tudo que foi descrito acima não é apenas um devaneio deste colunista.

Sim, você pode, Robinho!





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