Liga Sagres: Guimarães 1×4 Porto – Onde andou este Porto?

Apetece perguntar: onde andou este Porto? O Porto pressionante, incansável, e que muito mereceu o sucesso das últimas temporadas parece estar de volta. E foi precisamente no Afonso Henriques, onde o futebol é praticado de forma intensa e bem ofensiva, que os pupilos de Jesualdo terão previsivelmente dado a volta a uma fase menos positiva.

Naquele que foi um excelente espectáculo de futebol, os portistas entraram em força e com vontade para controlar a partida. E assim o fizeram. Jesualdo Ferreira apresentava o seu 433 clássico, com Rolando e Hélton de volta ao 11 titular, e Belluschi juntamente com Meireles a fazer a ligação do meio-campo ao ataque. E foi aí que consistiu o segredo deste Porto: as transições. Esse elemento tão importante do futebol do Porto que tem sido nas últimas épocas um dos seus pontos fortes foi mesmo aquilo que permitiu sair de Guimarães com os 3 pontos.

Os primeiros 45 minutos foram azuis, e foi sem surpresa que um fortíssimo Varela e um muito esforçado Falcao colocaram o Porto na frente por 2×0. O Porto foi eficiente a defender, colectivista a atacar, e soube gerir os tempos da partida de forma sublime.

FalcaoContudo, o golo de Andrezinho na cobrança perfeita de um livre directo, quando o relógio já passava dos 45 minutos, poderia ter alterado de forma radical o rumo desta partida. Isto porque os vitorianos chegavam ao intervalo com o estímulo de um golo marcado, e entravam para o segundo tempo com esse pensamento – quiçá ainda intensificado no discurso de Paulo Sérgio.

E os 20 minutos iniciais demonstraram o que faz deste Vitória uma das boas equipas do nosso campeonato. Assis foi o maestro do costume, com uma frescura física impressionante e aliada à profundidade de Desmarets e Targino, que estendem o jogo dos minhotos de forma impressionante.

O golo do empate esteve à vista num punhado de oportunidades, mas num misto de sorte e de engenho foi algo que os portistas acabaram por evitar. Não marcando, o Vitória abria espaços na defesas e não tardou até que Bruno Alves terminasse com a partida após livre de Raúl Meireles, quando curiosamente, instantes antes, o próprio se preparava para o bater.

Em jeito de conclusão, e numa partida onde a lealdade e o fair-play tiveram um papel importante, os dragões voltaram a mostrar a chama dos campeões, sabendo aproveitar a má entrada dos vimaranenses, e conseguindo igualmente fechar a partida quando o timing assim o exigia. Uma vitória robusta para a equipa azul-e-branca, e um claro colocar de pressão sobre os mais directos adversários. O verdadeiro Porto parece estar de volta.



Golo de Varela, aos 12m





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