Liga dos Campeões: Atl. Madrid 0×3 Porto – Dragão em crescendo…

O Porto confirmou hoje, em Madrid, que se encontra num momento ascendente de forma. Efectivamente, os dragões, actuando em 4-3-3 com Maicon e Valeri nos lugares que, em Guimarães, foram de Rolando e Belluschi, usaram a receita que proveitosos resultados deu na passada sexta-feira.

E, assim, a entrada em jogo foi novamente fortíssima… e logo aos três minutos, Bruno Alves subia aos ares de forma soberba para cabecear para o fundo das malhas de Sérgio Asenjo. Se a equipa entrou confiante, melhor tónico não poderia ter! Tentou recompor-se o Atlético, num 4-4-2 rudimentar e sem um verdadeiro organizador de jogo. Paulo Assunção e Cléber Santana não conseguiam acompanhar os extremos e a equipa transformava-se em duas enormes ilhas: a defensiva e a ofensiva composta por Simão na esquerda, Maxi Rodriguez na direita e Forlán, juntamente, com Aguero no centro.

FalcaoE apesar dessas limitações, ofensivamente a equipa ainda estrebuchou… os estertores que mantêm viva a equipa iam alimentando algumas acções em que o perigo rondava a baliza de Helton. Mas esse desequilíbrio surgiria, novamente… contra ataque rápido, as compensações inexistentes numa equipa absolutamente partida, e Falcao a recarregar o primeiro remate de Fucile que subiu, tranquilamente, pela ala direita sem que algum colchonero o pressionasse. A imensa passadeira vermelha que os madrileños estendem aos adversários, na presente época, voltava a aparecer!

Aos vinte e seis minutos, o jogo ganhava o epípeto de resolvido. O Atletico tentaria, novamente, responder, especialmente através da sua dupla de avançados que tentava remar contra uma maré revolta, consequentemente sem efeitos práticos! Na verdade, é doloroso ter dois avançados da estirpe de Forlán e Aguero e o resto da equipa ser incapaz de acompanhar o andamento… e aquele pontapé de bicicleta de El Kun, apesar de ter rasado o poste, levantou o Vicente Caldéron, num dos raros momentos de emoção para os adeptos colchoneros!

E com isto chegou-se ao intervalo. E se dúvidas existissem, o primeiro minuto tratou de decidir o jogo. Aguero saía lesionado e Forlán ficava órfão da alma gémea. O Porto esse, calmamente, ia controlando o jogo, trocando a bola entre si, procurando espaços, esperando. Mas os dragões, mesmo assim, conseguiam criar perigo… Rodriguez isolado perante Asenjo permitiu que o guarda redes espanhol fizesse uma meritória mancha, negando o óbvio. Mas se a uma Cebola ainda se consegue dizer que não, nada se pode fazer contra a força de um Super Herói… Hulk, num momento de génio, bailou perante os aturdidos defesas espanhóis e desferiu tamanho balázio que o estranho foi não ter furado as redes!

O Porto marcava o terceiro e demonstrava a sua diferença de andamento para o Atletico… uma verdadeira decepção desta época europeia! Quanto aos dragões, a certeza que há equipa para aspirar a altas ambições.





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