2009: Um ano para a Argentina esquecer

A Argentina só tem a comemorar com o término de 2009. Não por seus feitos, pois não houve nada memorável e digno de comemoração, mas sim pelos fiascos. Ou seja, este é um ano a ser esquecido, ou melhor, sempre lembrado e nunca repetido. E isso pode ser refletido em todas as categorias da seleção, além de também fazer parte dos grandes clubes locais.

As categorias inferiores da seleção Albiceleste sempre foram motivos de orgulho, pois além de constantemente revelarem bons nomes, conquistavam bastantes títulos. Assim como a seleção principal despertava respeito aos adversários. Mas, isso passou. Ao menos não aconteceu neste ano. Entre desclassificações precoces e não classificações, as categorias “sub’s” repetiram a fraca campanha da seleção principal.

2009: Um ano para a Argentina esquecerA seleção Sub-15, que disputou o Sul-Americano da categoria, na Bolívia, terminou o torneio com quatro pontos em quatro partidas, foi desclassificada e nem ao menos passou às fases finais da competição. Já a seleção Sub-17 foi desclassificada frente à seleção colombiana, por 3 a 2, nas oitavas-de-finais do Mundial da Nigéria. E não conseguiu trazer a única taça que falta na galeria da AFA.

Por sua vez, a Sub-20, a maior vencedora da competição, com seis títulos, não conseguiu nem ao menos se classificar para o mundial deste ano, disputado no Egito.

Já a principal, entre resultados negativos e, até considerados normais, a grandes vexames como a goleada sofrida na altitude de La Paz, diante da Bolívia por 6 a 1. Tendo em vista, que todos os possíveis efeitos da altitude foram ignorados e até ridicularizados quando o próprio selecionador argentino fez propaganda em prol da pratica de esportes na altitude.

Fora tal feito, como citado houve também resultados negativos que poderiam ser considerados comuns se não fosse o fraco desempenho, como a derrota para o Brasil, por 3 a 1, em Rosário, depois de todo circo armado por Dieguito, além da derrota por 2 a 1, para a Espanha. E até a derrota para a seleção paraguaia, por 1 a 0, em Assunção.

Além da derrota por 2 a 0, para o Equador e por final, a derrota por 4 a 2, frente ao selecionado Catalão, foram suficientes para coroar está trágica campanha da Albiceleste, que por muito pouco não fica de fora do Mundial da África do Sul 2010.

A Seleção somou seis derrotas em 14 jogos, no ano. Porém pode-se dizer que não só o retrospecto deixa bastante à desejar, mas as brigas internas entre o corpo técnico, o mau futebol apresentado, por essa, que para muitos era a grande geração, aliado ao medíocre treinador, que foi a cereja no bolo desta fraca argentina.

Quanto aos clubes, os tradicionais e eternos rivais –Boca Juniors e River Plate- que já haviam feitos campanhas pífias no Clausura 2009, repetiram o feito no Apertura 2009, não chegaram nem perto da disputa pelo título e menos ainda da classificação para a Copa Libertadores 2010.

Diante deste panorama pouco pode-se esperar para a Copa do Mundial 2010, certo? Talvez. Nada é animador, nem mesmo o único orgulho que o povo argentino teve neste ano, a consagração de Lionel Messi, como o melhor jogador do mundo pela FIFA. O primeiro hermano a receber tal honraria. Mas como disse, nem isto dar um alento, pois La Pulga, por diversos fatores que não vem ao caso agora, não consegue repetir as grandes apresentações que promove pelo Barcelona. Porém, a exemplo, as seleções canarinhas de 70 e 94 chegaram à Copa desacreditadas e ergueram a taça.

… E que os deméritos de 2009 não se repitam em 2010.





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