Sporting: Um momento péssimo… várias razões!
O mau momento do Sporting deriva de várias razões que merecem ser escalpelizadas ao pormenor e que todas juntas conduzem a um total descontrolo quer em matérias de decisões e acima de tudo, como tentarei demonstrar, por falta de política desportiva consentânea com os pergaminhos da instituição.
Assim, o principal motivo, para mim, centra-se na completa ausência de conhecimentos futebolísticos dos seus responsáveis directivos (a ultima pessoa que esteve na SAD do SCP que percebia de futebol foi o Dr. Luis Duque).
Para se rentabilizar um clube de futebol com a grandeza do Sporting é necessário alcançar resultados desportivos (algo que estes senhores que mandam no Sporting não se preocupam, porque o importante é controlar o passivo). Estrategicamente existem, deste modo, duas formas de abordar o problema:
1º – Investir numa equipa de qualidade mantendo uma base de formação. Poderá traduzir-se num endividamento inicial mas a possibilidade de retorno financeiro é elevada com o alcançar de objectivos (venda de jogadores, receitas, presença em provas europeias, etc.)
2º – Equipa para alcançar resultados em dois, três anos (médio prazo). Os sócios e adeptos entendiam porque se explicada a estratégia, esperança, fé e paciência não há-de faltar aos sportinguistas. Não havendo possibilidade de reforçar com qualidade, fazer uma equipa com uma base muito forte de formação e reforços de idade baixa a preços não muito altos resultantes de prospecção para construção de uma equipa, onde os resultados viriam à posteriori.
O que se faz no Sporting há bastantes anos é premiar a mediocridade, porque atribuir prémios de milhares de euros quando se alcança segundo lugar é insultuoso para os adeptos e sócios do SCP.
A estratégia do Sporting de equilibrar o plantel com refugo de mercado e tentar lançar alguns jovens, traduz-se numa equipa incompetente do ponto de vista técnico, táctico e mental. A elevada qualidade de alguns jogadores do SCP dissipa-se nesta amalgama de jogadores onde se lança o refugo (de baixa qualidade) para se tentar rentabilizar alguns trocados em vez de uma cantera motivada. Tiuí, Pedro Silva, Postiga, Caicedo, Grimi, Romagnoli, Rochemback (na segunda passagem por Alvalade), Gladstone, Alecsandro, entre tantos outros são exemplos desta política de contratações que servem claramente os interesses de certos empresários. Estes dirigentes leoninos não passam de uns charlatões, que fazem negócios ruinosos para o Sporting como é o flagrante caso do lateral esquerdo Grimi, que para um clube em falência técnica custou a módica quantia de quatro milhões de euros (Rui Jorge que falta fazes).
Nunca se conseguiu encontrar um parceiro que complementasse o grande Liedson, algo que seria para mim uma questão central na constituição de um plantel.
Que gente é esta que pensa o futebol do Sporting, onde a prospecção sénior é praticamente inexistente? E as fantásticas contratações para a formação… Não vi um proclamado estrangeiro, que chegam rotulados de craques para a formação, atingir o plantel sénior. Mas levanta-se a questão do treinador. Será ele o culpado? Já falhou imenso mas é o preço de se formar também um treinador. A insistência em Polga a titular, o número de livres que o Ronny marcou há duas épocas – e toda a gente sabia o resultado destes – jogar sem extremos e com avançados móveis – comprando-se o Purovic – a rigidez táctica, entre tantos outros erros. Mas parece-me mais uma vitima que um réu desta incompetência geral que gere o futebol leonino mas, apesar de tudo, também tendo culpas no cartório.
Estes brilhantes gestores com enorme reputação na banca, que se escondem no seu elitismo, que geriram e gerem o SCP (onde Bettencourt é sem duvida o menos culpado) são responsáveis pela ausência de fé e paciência dos sócios e adeptos leoninos. Para os sportinguistas perderem a fé é necessária muita asneira, muita mesmo. Mas nunca se esqueçam que o Sporting é demasiado grande e importante para servir determinados interesses.



