Rodwell, mais uma pérola do Mersey
Liverpool tende a ser uma cidade de predestinados… de jovens talentos que provindos do nada, conseguem florescer e ascender numa escada que os leva ao estrelato. Foi assim com os Beatles, foi assim com Michael Owen, ou Steven Gerrad, e parece que há-de ser do mesmo modo com Jack Rodwell!
Efectivamente, as águas do Mersey parecem ser o melhor fertilizante para jovens que buscam fama e glória, e o Everton um dos bons viveiros para se almejar esses desideratos. Com efeito, quem olvida a estreia de Wayne Rooney, quando, ainda imberbe apareceu a marcar um fabuloso golo em Goddison Park que o catapultou, rapidamente, para os escapartes e logo em seguida para os Red Devils de Alex Ferguson? Aliás, não tendo os avultados recursos financeiros que os Fab Four da Premier League, David Moyes vê-se, quase, na obrigação de apostar em desconhecidos jovens, encarregando-se de os esculpir de modo a conseguirem singrar no Everton… Foi assim com Cahill, hoje a pedra mais basilar da equipa e pretendido pelo United; ou com Joleon Lescott vendido por uma soma record ao Manchester City; ou outros talentos qu ainda, se encontram na forja como Dan Gossling, Victor Anichebe, Leon Osman e, quiçá, o maior de todos, Jack Rodwell!
Jack, desde já, tem lugar e encontro marcado com a história… foi o mais jovem jogador de sempre dos toffees a alinhar numa competição europeia. Tinha, apenas, dezasseis anos e duzentos e oitenta e quatro dias e já defendia a camisola blue com denodo e determinação; características que fizeram com que Moyes não hesitasse em apostar nele! Ademais, a sua visão de jogo aliada a uma capacidade de realizar milimétricos passes longos tornam, desde já, o jovem numa pedra fulcral de qualquer meio campo… um sério candidato a tirar bilhete para o Mundial2014, que irá decorrer no Brasil!
O dia 16 de Agosto de 2008, da pretérita época, ficará gravado a letras de ouro na sua história… seria a primeira vez que entraria no onze titular dos homens de Goddison Park, frente ao Blackburn Rovers! A sua exibição convenceria qualquer céptico. O modo como dominou o campo, geriu os ritmos de jogo e tomou as melhores opções em matéria de transições e concomitantemente na escolha de passes fizeram-no dono do jogo… e a partir desse dia, Moyes tinha um antídoto credível para combater a sucessão de lesões de Mikel Arteta, a estrela maior da zona medular do Everton.
Além disso, a sua altura a que se alia uma depurada técnica, fazem dele, segundo inúmeros especialistas em futebol britânico, um futuro Bobby Moore… um homem que foi recuando no terreno até comandar todo o jogo desde a sua grande área. Um maestro recuado que dominava uma partida com os olhos.
Hoje, por hoje, Rodwell luta por se impor. Na partida da passada Quinta-feira, no descalabro da Luz, foi dos poucos que manteve a compostura e a tranquilidade… um dos únicos a ter a sua imagem imaculada, pela abnegação e qualidade de passe demonstrada! E um talento é facilmente reconhecido, independentemente das condições do jogo!



