Luís Filipe Madeira Caeiro Figo
Depois de na semana transacta ter homenageado Maldini, chegou a vez de lembrar o jogador português mais mediático extramuros até ao nascimento desse monstro das colunas que é CR7. Luís Filipe Madeira Caeiro Figo, um almadense que se iniciou nos celebrizados Pastilhas nunca enganou… nasceu para ser grande, um grande, e foi imenso… carregou nos ombros o sonho de uma bandeira, a rubra do sangue derramado e o verde da imensidão de campos que preenchem uma Pátria com quase 900 anos e simultaneamente da esperança, de um dia ir, ainda, mais além.
E Figo sempre soube em seus ombros carregar essas ilusões. Foi um embaixador onde os jogos políticos não interessavam; levou as quinas no peito aos quatro cantos do mundo; e fez-nos acreditar que apesar da nossa pequenez, podíamos com trabalho, talento e ambição equiparar-nos a qualquer pseudo-monstro desse mundo fora!
Soube abrir-nos horizontes, demonstrando que ser português não é sina nem um caminho para um futuro previamente traçado… é honra, é orgulho, é um povo que por ser, apenas, dez milhões sente um nexo inexorável de união!
Foi em 1991, que um jovem franzino, ainda, sem a inseparável camisola cor de sangue n.º7, se deu a mostrar ao mundo. Foi no verão quente de Lisboa, e Portugal haveria de se consagrar campeão do mundo de sub 20. Apesar de tudo, de toda a magia e fantasia vertida pela ala direito e que a todos contagiou, o jovem Figo não conseguiu ser eleito o melhor jogador do torneio; esse galardão foi para o seu grande amigo de então, Emílio Peixe, ao qual se antevia uma carreira ainda mais refulgente.
E como tudo mudou desde então… o menino fez-se homem e nunca mais saiu do galarim dos grandes, dos enormes, enfeitiçando todos os clubes endinheirados do mundo, desde aquela sublime actuação plena de arte, de raça, de técnica fina e sublime com que encantou Chamartin em 1992… e não fossem os “frangos” de um guardião chamado Lemajic e o colosso do Real Madrid, com vedetas como Michel, Quique Flores – ok… não tão vedeta – Redondo, Laudrup, entre tantos outros haveria de cair aos pés do Sporting. Daí até aos campeonatos milionários foi um pulo… em Barcelona, Madrid e Milão soube ser respeitado, amado, idolatrado, pelo futebol que tinha na ponta das suas botas, mas, também, pela sua personalidade, educação e profissionalismo.
Aliás será bom lembrar a sua saída da Cidade Condal para Madrid. Independentemente de todas as polémicas só um grande, um imenso jogador despertaria tantos sentimentos. Figo não era mais um, era a alma de um clube que não o soube guardar e respeitar… alguém que merecia ser tratado como as vedetas de pés de barro que lá pulavam, mas que tinham privilégios e mordomias que o camisa 7 não tinha… e como as merecia!
Este fim-de-semana despediu-se no Inter, o Inter de Mourinho. Aos 42 minutos foi substituído por Santon, que encarna no seu corpo a promessa de ser tão grande como Figo, recebendo uma imensa ovação. O estádio aplaudiu de pé por três arrepiantes minutos, e Mourinho, esse homem gélido e de pedra a comover-se e a entrar em campo para abraçar Figo. O Meazza a aplaudir, de pé, em forma de reconhecimento, e Figo terá sentido que valeu a pena ter vivido tudo o que viveu! Obrigado grande campeão por teres feito sonhar um povo, e teres derrubado as barreiras da pequenez e tacanhez lusitana com uma bola de futebol… a nossa gratidão por esses actos permanecerá para sempre.




Obrigado FIGO :)
Figo, volta!
Paolo Maldini, eterno capitão!
Costuma dizer-se que na Natureza “nada se perde, tudo se transforma”! Como era bonito que no Futebol também assim fosse… No entanto, o dia 31 de Maio de 2009 vai ficar marcado para sempre na minha vida como aquele em que se perdeu, no futebol, a maior e mais bonita história de amor de um jogador pelo seu clube! Terminou a carreira Paolo Maldini!
Texto por completo em : http://www.vitoria1922.com/paolo-maldini-eterno-capitao/
Excelente texto, Vasco, sobre o melhor jogador português de todos os tempos.
Só uma correcção. O jogo que encantou o Bernabéu foi em 1994 e não em 1992. Foi em 94/95.