Análise: Sporting 2×0 FC Basel

Alívio num resultado sofrido e muito melhor que a exibição. O Sporting conseguiu levar água ao seu moinho e arrecadar os primeiros 3 pontos perante um Basileia de Carlitos que não deixou de arrepiar os 22.368 espectadores em Alvalade. Sempre em tom de esforço, o conjunto leonino conseguiu de certa forma atenuar uma acentuada fase de intranquilidade que assim relança a prestação na Liga Milionária.

Um Sporting muito ansioso frente a um adversário perfeitamente acessível e que mostrou bem o pouco andamento que possuí para uma Liga dos Campeões. Desde logo, Paulo Bento preferiu apostar na experiência de Derlei em vez de Yannick Djaló, naquela que constituiu a única alteração na equipa portuguesa relativamente à derrota com o Benfica. Do lado suíço, Christian Gross não abdicou de Carlitos e concedeu a titularidade no meio-campo a Jürgen Gjasula, que ocupou a vaga do lesionado Valentin Stocker.  A entrada em jogo foi feita muito a frio com os da casa a se apresentarem muito abaixo das expectativas para quem sabia que era superior e que a jogar no seu reduto tinha tudo para sair com a vitória. Viu-se que este não era o jogo para pedir uma noite de luxo, mas que seria o jogo possível para uma equipa pouco esclarecida. Face a um adversário com limitações mais do que evidentes, o Sporting começou por tomar a iniciativa, mas isso não se traduziu necessariamente em futebol de qualidade. Durante a primeira metade, o Sporting deu a ideia que a bola parecia que queimava e nem mesmo Rochemback, Moutinho e Veloso chegavam para travar o atrevimento dos suíços que com um sotaque argentino, muitas vezes deixaram a defesa leonina em polvorosa. O apito para recolher aos balneários soava e Bento, sob alguns assobios dos adeptos, soube reagir e fazer entrar Vukcevic (ainda que para o lugar do lesionado Rochemback), com o Sporting a ganhar maior dinâmica e maior capacidade de movimentação e de desequilibrar no meio-campo e na frente.

Análise: Sporting 2×0 FC BaselCom a segunda parte, Gross parecia ter a mensagem e a lição bem estudada, e os seus pupilos surpreenderam o Sporting por variadas ocasiões, contudo, na confusão na área suíça, um mau alívio de um defesa do Basileia fez a bola sobrar para Romagnoli que a meias com o defesa desvia para golo, com enorme felicidade. Contrariamente ao que esperava, o golo não veio tranquilizar a equipa, mas sim chamar a mesma para junto de Rui Patrício, com os suíços a apertar cada vez mais os leões, valendo à equipa portuguesa a entrada preponderante de Yannick Djaló que substituiu Postiga e veio trazer outra dinâmica ao ataque leonino, prendendo os visitantes à sua zona defensiva. No entanto, Rui Patrício foi mesmo a figura da 2ª parte com um punhado de boas intervenções que permitiram tranquilizar (dentro do possível) a turma de Paulo Bento. Com uma série de falhanços de uns Suíços que tinham um flanco esquerdo muito activo e Gjasula em bom plano, Streller e David Abraham eram os nomes mais ouvidos do lado helvético. Entre muito sofrimento e ranger de dentes, eis que para tranquilizar tudo e todos Romagnoli descortinou uma pura jogada de contra ataque, onde Derlei soube reagir muito bem ao voto de confiança de Bento e mostrar que não estava “morto” em campo, “ressuscitando” para um belo golo. Estava feito o resultado final em Alvalade e consumada a vitória que mantém em aberto as ambições do Sporting de conseguir o apuramento inédito para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Grupo muito difícil, onde o Sporting viu o Barcelona ganhar com Messi em grande estilo mas também in extremis em Donetsk (1×2), e assim “ajudar” de certa forma o clube leonino que tem agora no que respeita à Europa uma dupla jornada com o Shaktar, mas muito antes, a recepção ao campeão nacional FC Porto.





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