Análise: Qualif. Mundial 2010 > Portugal 2×3 Dinamarca
Terá servido de lição? Em Alvalade, a Selecção Portuguesa serviu-nos um prato do qual já estamos bem habituados a provar. Só que desta feita, a turma nórdica fê-lo com requintes de malvadez: 3 golos, todos eles marcados depois dos 84 minutos, “arrumaram” um Portugal que foi literalmente capaz do fantástico e do imperdoável.
Era a estreia de Queirós a jogar em casa, e logo numa partida que só o menos atento pensaria ser acessível à equipa nacional. Antes pelo contrário, a Escandinávia trás-nos quase sempre equipas extremamente aguerridas, e que têm no músculo e no sentido táctico a estrutura do seu futebol já de há muitas décadas para cá. Contudo, o futebol evoluiu, e actualmente é possível ver elementos móveis e de algum primor técnico em equipas nórdicas, como Bendtner - o corpulento avançado do Arsenal - ou Rommedahl - Ajax de Amsterdão - que apareceram com o condão de revolucionar equipas há muito vistas como esforçadas e pouco mais…
Na partida de hoje, Portugal conseguiu deixar um sabor de frustração que fez lembrar o recente Portugal x Alemanha a contar para o Euro 2008. Uma equipa que, a espaços, praticou um futebol memorável, sob a batuta de Deco, a profundidade de Bosingwa e Paulo Ferreira, e a irreverência de Nani. Insuficiente, no entanto, pois sempre que os Dinamarqueses se aproximavam de Quim as consequências eram marcantes: perigo, muito perigo. Níveis de desconcentração que haveriam de custar bem caro aos pupilos de Queirós.
Depois de um primeiro tempo aguerrido e onde o controlo português foi uma constante, Portugal encontrava-se na frente do marcador depois de uma triangulação perfeita entre Paulo Ferreira, Hugo Almeida e Nani, com este último apenas a encostar. Acreditava-se numa partida tranquila, num segundo tempo seguro e onde as evidências resultariam numa vitória segura. E foi aliás essa a sensação que todos teremos tido até bem perto do final, dado que Portugal - ao seu belo estilo - construía de forma brilhante e finalizava de forma desastrada, repartindo “louros” por Hugo Almeida e Nuno Gomes, dois elementos que teimosamente continuam a ser colocados em esquemas de 4-3-3, tornando o seu rendimento sofrível pela pouca - ou nula - capacidade de finalização. Em contrapartida, criativos não faltaram, e aos 73′ foi Danny a fazer as delícias do público em Alvalade, com duas jogadas de cortar a respiração, que só o puro azar ou a “azelhice” de Nuno Gomes não permitiram terminar de vez com mais uma importante partida.
Até que, aos 84 minutos, a história começaria a construir-se. Um lance que como muitos outros beneficiou da permissividade nacional, e foi Bendtner a finalizar num remate de belo efeito, para a tranquilidade do defensor português. Quim poucas chances teve de salvar. No minuto seguinte, o penalty bem assinalado sobre Nuno Gomes ainda fez acreditar numa vitória em tom de suspiro, mas o pior estava para vir. Não apenas o pior, o terrível, já que Poulsen iria empatar num pontapé de canto, e Jensen fecharia as contas num remate que tanto teve de fortuna como de justeza. No futebol vencem aqueles que mais lutam, e os Dinamarqueses foram capazes de aguentar 80 minutos de um Portugal dominador, num misto de perfeição posicional e de uma pressão altíssima que só o génio de alguns Portugueses foi capaz de ultrapassar. Os minutos finais da partida revelaram-nos novamente o evidente: quem não marca acaba por sofrer, e pior, quem não marca e fica à espera do apito do árbitro, arrisca-se a sofrer a dobrar, como hoje vimos suceder.
Foi de facto um apartida atípica, cuja derrota pouco ou nada se deve a Queirós, que montou uma equipa constituída pelos melhores, pelos mais aptos, e cuja minha maior crítica se posiciona no centro da faixa ofensiva, onde a constante aposta em elementos sem capacidade para decidir acaba por quase sempre resultar em 20 lances de perigo, e 1 ou nenhum golo marcado. A dificuldade em formar pontas-de-lança é uma realidade que deverá ser tomada em conta, e a aposta em Hugo Almeida apenas servirá para engano próprio, dado que o figueirense vem acostumado a um esquema de 4-4-2, no qual as suas funções são francamente distintas. Nuno Gomes idem aspas, o Benfiquista sabe servir, sabe abrir espaços, mas nunca foi um finalizador. Resta aos criativos arcar também com a responsabilidade de dar o último toque - hoje foi Deco e Nani, outra vez será Cristiano Ronaldo, Simão ou Danny. Carlos Queirós saberá potenciar este momento, e aproveitar aquilo que também é importante para construir uma grande equipa: a capacidade para acreditar, e se erguer depois do fracasso.









Comentário de Dannymad - 10 Setembro 2008, 23:57:
Realmente Portugal neste momento precisa de pontas de lança finalizadores e dum guarda-redes carismatico ao nivel dum Vitor Baia.Quim é bom, mas não transmite aquela carisma e segurança que o Baia transmitia. Conseguimos formar dos melhores extremos do mundo, defesas centrais de classe mundial, médios notaveis, mas pontas de lança de topo há muito que não os temos, talvez nos ultimos tempos o mais perto que tivemos disso foi o Pauleta e mesmo assim a nivel de selecções, na minha opinião deixou algo a desejar.
Cristiano Ronaldo na minha perspectiva tem caracteristicas que enquadram nessa posição, mas ele de certeza que prefere a posição de extremo onde pode vir com a bola de tras pra frente para fazer as suas fintas e malabarismos. O proprio Hugo Almeida tem caracteristicas fisicas que possibilitariam que fosse um dos melhores avançados do mundo, é pena que não se esforçe para treinar a finalização e o posicionamento tactico. Ainda tenho fé que ele “expluda”, a ver vamos.
Comentário de Gustavo Devesas - 11 Setembro 2008, 0:08:
De facto como o Rui referiu nesta excelente análise do que foi a partida mas sobretudo da condição deste novo Portugal, estamos longe de mostrar os argumentos necessários para arrecadarmos algo. Falta como o Danny frisou, algo mais, nos extremos dos campos, onde na baliza, Quim embora sempre bem melhor que Ricardo (!) deixa algo a desejar. Tudo bem que é fácil culpa um guarda redes e será de todo injusto quando a equipa foi insuficiente para concretizar e sobretudo segurar-se emocionalmente… como é possível em 7 minutos sofrer 3 golos a um nível destes? É o futebol claro está, mas quando a derrota é para o nosso lado, todos detestamos estes “sentimentalismos”.
Mesmo assim e com todas as “falhas” já aqui levantadas, considero que Queirós é o homem certo para o lugar certo, como se viu aliás, pela qualidade de discurso e coerência na hora de falar “ao país”… algo que já quase nos tínhamos esquecido existir ou suspirávamos a toda a hora, nos últimos anos. Queirós é seguramente alguém que sabe o que e como fazer e merece mais que tudo, todo o nosso apoio e incentivo! Melhores dias virão.
Comentário de Pedro Lucas - 11 Setembro 2008, 10:29:
O credito que Queiroz tem junto da imprensa portuguesa chega a perturbar. Este era um jogo complicado mas foi levado com muita leviendade, basta reparar que fizemos 1 unico jogo de preparação contra as Ilhas Faroe porque era uma equipa parecida a … Malta. Depois voltamos ao caso Paulo Ferreira, arma de arremesso contra Scolari é agora vista como uma ideia genial do Queiroz, no meio Raul Meireles mostra porque o tão criticado Petit era titular, pois podera ser melhor com a bola no pé mas falta-lhe a cultura tactica do medio do Colonia para a posição 6. Na frente nada de novo, continua-se a aplaudir a inconsequencia do nani, com dribles até à linha e apos la chegar…(como gostava de ver um dia um extremo portugues fazer uma jogada como a de Podolski no 1-0 do alemanha-portugal). O ridiculo chega ao ponto de nani falhar na cara do guarda redes e o comentador tvi pedir a repetição 3 vezes para mostrar “como tirou laursen da frente, ia saindo pela linha”…os golos são pormenores. O lobby do queirós atacou em força, conseguiu fazer do homem a quem Ferguson confiava os pinos e os coletes (função que enchia de orgulho todo e qualquer jornalista portugues) novamente seleccionador enquanto atacava disparatadamente um ex campeao mundial. So um aparte: em 2004/2005 portugal viu-se com Trapattoni e Scolari a treinar cá no burgo, 2 treinadores de nivel mundial. Como não tinhamos feito nada para o merecer, tratamos de lhes fazer a vida negra. Trapp levou o campeoanto, Scolari fez-nos uma selecçao de nivel mundial. Entretanto colocamos no pedestal paulo bentos e Queirozes, cujas grandes vitorias são taças de portugal. Algo vai mal? Talvez não, tudo isto é fado…
Comentário de Rui Zamith - 11 Setembro 2008, 10:46:
Caro Lucas,
Não concordo com essa tua visão radicalista da coisa, até porque nem é verdade que o Scolari tenha sido “rebaixado” pela imprensa, antes pelo contrário! Pelo menos, com Queirós vemos outra postura, outra classe, (e veremos se não terá capacidade para cumprir) e mesmo que isso não nos traga automaticamente resultados, é a meu ver uma parte muito importante de qualquer modalidade, e que no futebol tem sido relegada para segundo plano (veja-se o exemplo do ténis, cricket ou raguebi).
Acho que a leitura que fazes da partida, e as críticas que deixas são inteiramente justificadas, mas… bastaria mais um ou dois golos ter entrado, e agora estariamos a elogiar toda a actuação nacional. Não sou tão radicalista ao ponto de criticar Nani (tudo bem que ainda tem muito que aprender, mas trás enorme criatividade ao ataque, sabe triangular, mexe com o ataque e serve para golo com qualidade) ou Raul Meireles (é indiscutivelmente um pêndulo a meio-campo), etc, etc, mas sim acho que Portugal precisa de um bom elemento finalizador, essa sim é a minha maior crítica. Simão, Nani, Danny, etc, são elementos que entram em campo maioritariamente para construir jogo, e não para definir uma partida. Podem fazê-lo com qualidade, mas sou bem mais crítico em relação a atletas que jogam APENAS para fazer golos, e raramente o conseguem (o caso de Hugo Almeida chega a ser doentio, pois se na Alemanha consegue ir cumprindo em esquemas tácticos absolutamente distintos, na nossa selecção deveria unicamente estar no banco para entrar em casos de maior apuro). É uma realidade que falhamos, e falhamos muito a nível defensivo e de cobertura, mas também é certo que poderíamos ter goleado com um pouco maior de frieza (veja-se o lance do Danny, que não deu em 2×0 por mero azar).
Espero, sim, que esta partida sirva de lição para futuros jogos, pois como habitualmente Portugal demonstra-nos capacidade para brilhar em qualquer campo, mas invariavelmente acaba por sofrer (e neste caso mesmo perder) em condições simplesmente gritantes.
Um abraço!
Comentário de Pedro Lucas - 11 Setembro 2008, 13:08:
Caro Rui,
reconheço ao Queiroz a postura e classe que menciona, foi inclusive um visionário da formação que tanta falta nos está a fazer agora (apesar de nos continuarmos a auto proclamar uma potência nas selecções jovens). Contudo não lhe reconheço meritos enquanto treinador, apoiando-me nesta critica no seu percurso enquanto treinador de equipas seniores, que está polvilhado de falhanços. Contudo não vou ao ponto de pensar que ele é a raiz do problema. Simplesmente o jogo de ontem foi como que um perfeito deja vu de epocas que pensavamos estar longe, das vitorias morais e do futebol sem balizas.
É verdade a critica que faz ao sector atacante mas não deixa de ser mais verdade que em Portugal sempre preferimos os jogadores artisticos aos pragmáticos. Só assim se explica que tenhamos 4 extremos de nivel mundial que conseguem driblar 11 jogadores dentro de uma canine telefonica mas que depois não encontram a porta de saida. Entretanto vemos as hostes animarem-se cada vez que aparece mais um Vieirinha,um Fabio Coentrão etc enquanto não arranjamos forma de formar um ponta de lança a sério.
Neste ponto entra também o Scolari, que à falta de soluções em algumas posições atalhou caminho e tornou portugueses de gema todos os nativos do Estado de Alagoas, é mais rápido e barato naturalizar que formar. O escrete portuguesinho estava a caminho e chegamos ao desplante do Marco Aurelio, guarda redes do Belenenses afirmar que estava disponivel para a selecção portuguesa. Entretanto o Rui Costa viu-se obrigado a renunciar, Danny nunca apareceu, Hugo Viana apagou-se, Moutinho não se fez nº10 e a malta continuou a aplaudir.
Entre a postura e classe do Queiroz e o constante remar contra a maré (quer a maré tivesse razão ou não) e arrogancia do Scolari, prefiro o brasileiro, era pragmático na abordagem ao jogo, preferia o resultado à exibição. Enquanto noutros isto é visto como inteligencia tactica nele foi visto com desdem. Foi bonito o que fizemos durante 84 minutos, mas quem se vai lembrar disso depois dos outros 6 minutos?
Comentário de Gelmo Dicaprio - 11 Setembro 2008, 14:47:
Meus caros, como adeptos temos todo o direito de estar desapontado com a seleção portuguesa afinal a gente quer sempre victórias( feias ou bonitas.
Vamos refletir bastante nos erros, que estão a ser bem apontados pelos nossos comentaristas e focar nossa visão para o proximo jogo, é o ainda cedo para criticar o Queirós, houve imensas falhas mas como disse o Rui, mais dois golos e o Queiros teria mais adoradores que a igreja católica.
Eu particularmente acho que Petit é o melhor para a posição 6, por mais que gostemos de jogador com bom dominio de bola no pé como é o caso do Meireles( bom jogador) mas esta caracteristica temos o Deco, Moutinho que estão ai para isso, posição 6 tem que ter garra, espirito de luta, de guerra( no bom sentido ) para travar espertinhos como Decos das equipas contrárias, por isso o homem desta posição 6 tem o mome de Trinco que diz tudo. faltou um pitbull no meio campo português para afugentar os ladrões Dinamarqueses que roubaram de forma estupenda a victória que até Deus achava que ficaria com os tugas.
Bem por agora vou finalizar dizendo que:
Quim esta melhor que Ricardo actualmente sem comentarios.
Comentário de João Fonseca - 11 Setembro 2008, 15:44:
Meu Deus! O Petit melhor que o Raul? Por favor, poupem-me!
A Dinamarca dá a volta ao jogo com 3 lances de sorte, e vêm vocês criticar A ou B?
E metam uma coisa na cabeça, Portugal fez o Euro que fez à pala do Mourinho e a equipa que tinha no porto, ou esquecem-se que o meio campo era Costinha, Maniche e Deco? 3 jogadores a jogarem juntos já há dois anos. Já se esqueceram do apuramento fraco que tivemos para este Euro? Já se esqueceram da prestação de lata que tivemos no Euro? É fácil vir criticar quando algo parece estar mal, é o feitio do tuga!
E falava-se do Ricardo mas o Quim não ficou bem em nenhum dos golos que sofreu! Mas como é do Benfica já ninguem diz que são frangos!
E não falem que ontem houve falha de concretização por causa do avançado. Nani, Simão e Danny falharam 3 golos fáceis e nenhum deles é avançado.
Só não percebo é porque raio o Queiroz não colocou o Bruno Alves para ir lá para dentro bater neles, ganhar aqueles lances de cabeça que faziam tremer toda a gente. Outra que não percebo é porque não apostou no Djalo, um rapaz que está cheio de fome de bola, está a fazer golos a torto e a direito.
Comentário de Anónimo - 11 Setembro 2008, 17:44:
Não vi o jogo, mas fiquei muito surpreendido com o resultado. A última vez que ouvi na rádio estávamos a ganhar 2-1 mesmo no fim do jogo. Qual não foi a minha surpresa ao ver o resultado final quando cheguei a casa…
Não posso, então, comentar sobre as incidências do jogo. Mas deixo uma questão, que seguramente vai ser levantada nestes dias (e já o foi aqui no site), que tem a ver com a comparação Queirós / Scolari. Não em termos técnicos, mas em termos de período de “estado de graça”, como é costume dizer a seguir a eleições legislativas, normalmente.
Já se sabe que sou um defensor de Scolari (não que ele precise de mim para isso ou para qualquer outra coisa, mas pronto…), mas também gosto de Queiroz. E pergunto: este resultado não teria muito mais repercussões negativas na imagem do treinador, se esse treinador fosse o brasileiro Scolari e não o bem-amado e unânime Queiroz?
Mas confio em Carlos Queiroz, não só pela competência estritamente técnica, mas porque porque vejo nele alguém muito experiente, que já viu muita coisa, já esteve em muito lado e já conhece muito futebol e muita cultura mais avançada do que o que se passa no nosso Portugal muitas vezes medíocre e pequenino. Reage com a “frieza” e pragmatismo adeuqados à classe jornalística claramente medíocre que temos, como que dizendo “Deixem-se de palhaçadas que pouco importam que eu tenho coisas realmente importantes para me preocupar…”. Parecendo que não, isso faz muita falta, ter visto mais do que Portugal e ter andado longe daqui por muito tempo.
PS - Este resultado faz-me lembrar os tempos do Real Madrid da dupla Queiroz / Peseiro, em que estiveram perto de ganhar tudo até 3 semanas antes do fim da época e acabar de mãos vazias, mesmo no fim.
Comentário de Paulo - 11 Setembro 2008, 17:47:
O último comentário foi meu. Esqueci-me de pôr o nome.
Cumprimentos
Comentário de Opppsss - 11 Setembro 2008, 19:46:
eu concordo com o pedro lucas, em tudo. parece que desde que chegou queiroz ja eramos campeos do mundo. alguem aqui, no mesmo artigo criticou o ataque portugueses e os jogadores que APENAS fazem golos… e dos últimos que precisamos como critica-los? criticar um jogador que SÓ faz golos? mas o golo não é todo o objectivo do jogo?
afinal o que se ve e que portugal n tem a equipa que toda a gente exigia a scolari que fosse, ela é uma equipa desequilibrada e curta. quero ver alguem fazer tao bem qto scolari. atitude? nunca vi ninguem aqui criticar mourinho quando ele é arrogante, quando faz tudo para ganhar, seja o que for, e quando joga de forma puramente pragmatica, so a olhar para o resultado. enfim… sao os “comentadores” da bola tao incoerentes como desinteressantes, que pensam que escrevem obras de literatura quando no fundo escrevem jornalismo “light” sem um pingo de ideias…
Comentário de Rui Zamith - 11 Setembro 2008, 20:46:
Caro Opppsss (?)
Julgo que a tua afirmação inicial dita francamente o crédito (e quiçá a ignorância) inerente ao teu comentário. Então eu critiquei os jogadores que apenas fazem golos?? Ataquei jogadores como Hugo Almeida ou Nuno Gomes, que em esquemas tácticos como o de ontem são jogadores que pura e simplesmente têm que encostar para golo, e NÃO o conseguem de forma desastrada, vezes e vezes sem conta. O Nani ou o Simão não estão em campo com a função primária de marcar golos, mas sim de os construir, como tal aceito mais facilmente que um extremo não seja capaz de finalizar do que um ponta de lança, que diariamente treina para visar as balizas adversárias.
Se custa a entender, então sugiro que procures por um jornalismo “super-light”, pois a leveza do JogodeÁrea não me parece ser suficiente para as tuas ideias.
Abraço.
Comentário de Dannymad - 11 Setembro 2008, 20:51:
Aos criticos do Quim, e após acabar de ver as repetições dos golos sofridos, julgo que apenas podemos culpa-lo no segundo golo, onde saiu mal ao canto. O ultimo golo dinamarques é daqueles lances de pura sorte que por vezes acontecem no futebol, a bola ressaltou num defesa portugues, Pepe, e enganou Quim, como enganaria outro guarda-redes qualquer.
Quanto aos criticos do Queiroz, apenas temos 3 jogos com ele ao leme, e os dois primeiros foram desafios faceis. Julgo que deveriam dar um desconto ao homem, pois ainda falta muito apuramento para jogar e a Dinamarca foi o nosso primeiro grande desafio. Não se esqueçam dalguns dos resultados do Scolari! Quanto à diferença entre Queiroz e Scolari, julgo que Queiroz é um treinador que visa o longo prazo, que aprecia o método e a organização. Scolari era um treinador do mata mata, do jogar com coração, do bola pra frente nas horas de aperto. O treinador do aqui e agora. Prefiro mais o Queiroz, se bem que se tivesse um bocadinho de caracteristicas de “mata-mata” do Scolari não lhe faria mal nenhum. Acho realmente é que faltam ovos à omelete que o Queiroz quer fazer, que se traduzem em pontas de lança e guarda-redes de qualidade e jogadores no miolo que não sejam só artistas mas tambem executantes. Os nossos jogadores são verdadeiros artistas, mas executantes são pouco. Precisamos de ser mais frios e de jogar directo como os dinamarqueses, suecos, etc. Não é por acaso que quem ganha o jogo é quem marca mais golos e não quem joga mais bonito.