Danny e Pedro Mendes: Sucesso sem Fronteiras

Verdadeiros exemplos de sucesso além fronteiras. Nova convocatória para a Selecção, dois nomes saltam de imediato à vista de qualquer adepto mais atento: Pedro Mendes e Danny. O primeiro, um dos médios da célebre época dourada de Mourinho no Porto, que deslumbrou por terras de Sua Majestade e agora há dois meses na nova aventura Escocesa já deslumbrou tudo e todos. Já Danny é o novo Czar por terras russas, onde protagonizou a transferência mais cara e mediática de sempre da Russian Premier League, capaz de reacender a rivalidade entre as duas principais metrópoles: Moscovo e São Petersburgo.

São inúmeros os exemplos de emigrantes que saíram de Portugal à procura de uma vida melhor. Faz parte do passado ainda recente da sociedade Portuguesa e todos nós temos um familiar ou conhecemos alguém que soube dizer não a uma Pátria cansada, avançando sem medos e sem olhar para trás para uma nova liberdade, ultrapassando todas a adversidades e seguir por uma nova estrada. É neste contexto que pretendo apresentar os dois verdadeiros exemplos de sucesso de futebolistas lusos que não só actualmente mas sobretudo nos últimos anos, vêm a acumular exibições e uma postura de verdadeiros campeões outrora “esquecidos e renegados” pelo seu Pais de origem.

«É um jogador experiente. Um médio completo, que pode dar muito à equipa. O aspecto que mais precisamos melhorar é a posse de bola e ele certamente vai ajudar nesse aspecto. É muito bom tecnicamente. Pode funcionar no apoio ao sector defensivo mas também pode marcar golos e criar oportunidades», afirmava Walter Smith dos Rangers, o novo treinador de Pedro Mendes. Vimaranense de gema, este médio box-to-box foi um dos jogadores que após a era Mourinho no FC Porto se moveu para o futebol Britânico, em 2004, para representar o Tottenham até 2006. As exibições mas sobretudo a postura fora e dentro de campo valeram a Pedro Mendes nova transferência para o Portsmouth, onde actuou até ao presente ano e acumulou verdadeiras exibições de gala que culminaram na conquista da FA Cup 2008 face ao emblema gaulês do Cardiff. 15 de Agosto de 2008, esta é a data que marca uma nova etapa na vida de Pedro Mendes, não em mais um emblema inglês, mas sim no gigante escocês do Glasgow Rangers que gastou cerca de 4 milhões de euros para contar com o português, e que com apenas dois jogos disputados e poucos mais treinos efectuados já conquistou por completo a massa adepta quer dos Teddy Bears como de todo o país. Carlos Queirós não tardou em convoca-lo para os dois próximos jogos a doer da Selecção Nacional que finalmente (!) conta com a raça, o carácter e a lealdade que Pedro Mendes deixa sempre em campo.

Já na distante Rússia chega-nos uma das grandes transferências de sempre do futebol moderno. Depois de uma passagem quase discreta pela Liga Portuguesa, a primeira aventura fora de portas foi praticamente em conjunto com muitos Portugueses que optaram pela “gelada” Liga Russa para prosseguir a carreira. Falo naturalmente de Danny Miguel Gomes Alves, a nova grande estrela lusa fora de portas. Nascido em Caracas,mVenezuela, os primeiros pontapés foram no modesto Villanueva mas já nessa altura se destacava com o número 10 nas costas dada a sua enorme agilidade e sobretudo capacidade de decisão. Os pais, naturais do Funchal, decidiram voltar à Madeira e era aí que Danny nasceria para o futebol Europeu actuando pelo Marítimo – descoberto por Nelo Vingada – numa altura em que confessa que Jorge Costa era o jogador que mais o impressionava , pois “intimidava todos em campo, até os da equipa dele” – confessa. Em 2001/02 explodia no campeonato ao contribuir para o apuramento europeu do Marítimo, e dias mais tarde estava a treinar ao lado de Jardel e João Pinto, a pedido do romeno Lazlo Boloni. Ainda marcaria um golo, mas não seria suficiente para mostrar o seu futebol e Fernando Santos acabaria por o dispensar. Contudo, as boas exibições pelos Sub-21 portugueses eram uma constante, determinante para o posterior contrato com o Dinamo de Moscovo a troca de uns “míseros” 800 mil euros, ao lado de Maniche, Derlei e Costinha. A pouco e pouco as dificuldades foram falando mais alto e todos começaram a sair, todos excepto Danny que foi ficando resistindo ao clima, ambiente e sobretudo a um estilo de vida totalmente diferente do sol de Caracas e da Madeira.

Hoje é o homem do momento na Rússia, muito devido às inúmeras brilhantes exibições que assinou com a camisola do Dinamo e que lhe valeram rasgados elogios de toda a imprensa especializada e também dos treinadores adversários, entre os quais Dick Advocaat, o holandês treinador da mega equipa do momento na Liga, o Zenit de São Petersburgo que não encontrou qualquer entrave em dispender 30 milhões de euros para cobrir a cláusula de rescisão e assim “pescar” aquele que considera ser o melhor médio da Premier League Russa. No Dinamo era visto como um herói onde chegou mesmo a ter uma claque de apoio constituída por milhares de adepto. Para termos uma noção deste feito, a maior transferência de sempre de um jogador para a Rússia foi a de Maniche por 18€ milhões, sendo que, Danny foi a segunda transferência mais cara deste defeso em todo o Mundo do futebol, só superada pelos 32 milhões de Daniel Alves para o Barcelona.  O português de 25 anos custou mais que Ronaldinho (20 milhões) e irá ganhar mais de 2 milhões de euros por ano, lado a lado com o “astro” Arshavin. Um potencial único em toda a Rússia só capaz de ser suportado por um clube sustentado por uma empresa de cariz público, a Gazprom, que segundo o mercado de capitalização foi avaliada em Maio de 2008 como a terceira maior companhia com US$ 348 biliões, só superados pelas expectativas do seu chairman Dmitry Medvedev que espera quadriplicar o valor até 2017 chegando até ao trilião de dólares e assim atingindo a marca de maior companhia do Mundo.
De Caracas aos milhões russos, assim é a nova vida do novo Czar da Liga russa – Danny.

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Melhores momentos de Danny na Rússia





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