Análise: Supertaça 2008/09 > Porto 0x2 Sporting

Amorfa, triste, pouco equipa. Assim se apresentou o Porto nos primeiros 90′ oficiais da temporada. Frente a um Sporting que apresentava uma equipa bem reforçada, o Porto vinha também de um conjunto de experiências bastante positivas, com bons reforços e com uma equipa que parecia estar unida e com claras condições para se apresentar em força. Contudo, foi o Sporting a conseguir apresentar as qualidades necessárias para se superiorizar na partida. Uma base que se manteve da época passada, mas com a entrada de 2 elementos de claro valor para os sectores defensivo e intermediário: Caneira e Rochemback. Foi aliás do segundo que surgiram alguns dos lances de maior perigo nesta partida, essencialmente num primeiro tempo em que lançou o perigo na defensiva e guardião portistas, com os seus famosos tiros de meia distância.

Neste primeiro tempo, o Porto parecia não encontrar soluções para criar ofensivamente. Meireles foi uma sombra de si mesmo, Guarin parece ter perdido algum fulgor demonstrado no início do estágio, e partia naturalmente de Lucho toda a construção de jogo. Contudo, nem o argentino parecia estar nos seus melhores dias, com um punhado de bolas perdidas e cruzamentos muito atrasados e sem seguimento. Rodriguez, talvez a maior esperança portista para o ataque portista nesta importante partida, foi igualmente mal solicitado, e foi obrigado a trabalhar muito individualmente tal era a passividade dos elementos que o rodeavam. Farias, entrado para o onze com a saída de Mariano por lesão, foi também um elemento muito sozinho na frente, e Lisandro pareceu voltar a uma “guerra” antiga, colocado numa ala e claramente não trazendo grande produção à equipa. Em termos de lances de maior protagonismo, destaque para mais um livre de “Roca”, aos 19′, um autêntico missil a passar bem perto do poste de Helton. Na resposta, foi Lucho com um remate portentoso que embateu no poste esquerdo, sem a mínima chance para Rui Patrício. Um lance a demonstrar todo o génio de um sul-americano que parecia estar numa noite demasiadamente pausada, isto apesar de estar a ser o maior criador de jogo da equipa.

Aos 44′ surgia então algo que ninguém esperaria, já em vésperas de interrupção na partida. O golo de Yannick, isto depois de um passe de Romagnoli ver a sua trajectória positivamente alterada por um corte deficiente de um defensor portista. O ataque do Sporting a ver assim premiada a sua insistência, maioritariamente no último terço do primeiro tempo, altura em que Izmailov, Romagnoli e o autor do golo Yannick Djaló foram quebras-cabeça para os gigantes defensores Sapunaru ou Bruno Alves, fruto de um futebol bem trabalhado, quase sempre culminado com cruzamentos atrasados e com um futebol de grande intensidade. Assim surgia o intervalo, altura em que era fundamental conceder ao Sporting e a Djaló total destaque, quer pela consistência demonstrada, quer pelo golo bem alcançado.

Análise: Supertaça 2008/09 > Porto 0x2 SportingE a entrada para o segundo tempo não poderia ter sido mais feliz para este Sporting, que contudo procurava e muito um bom porto. Aos 57′, um brilhante passe longo para Izmailov, que na ala esquerda do seu ataque deixa a bola em Djaló para este fazer o seu segundo da noite. Extremamente negativa a postura do quarteto defensivo portista, que pela segunda vez penalizava toda a equipa, isto já depois de minutos antes Bruno Alves ter dado a Yannick uma nova oportunidade para bisar. Desta feito foi o Romeno Sapunaru com uma falha gritante, tentando driblar a bola dentro da própria área (?!), sendo presa fácil de Yannick Djaló que depois apenas teve que encostar. Demasiado amador. A total desarticulação portista não poderia resultar da pior forma nesta primeira partida oficial da equipa, e se do meio campo para a frente nada funcionava, o quarteto defensivo não estava também a corresponder de forma alguma, com constantes falhas, mau posicionamento e demasiada calma na hora de encarar os lances.
O falhanço de Lucho, de penalty – isto depois de um belo lance do recém entrado Candeias – não consistia surpresa para quem assistia à partida, e apesar da enorme defesa de Patrício foi evidente a falta de confiança do argentino. A meu ver, motivação não deveria sequer consistir um problema entre jogadores que ganham autênticas fortunas, num plantel portista que chega até a superiorizar-se aos seus rivais em termos salariais. Pelo contrário, os leões corriam atrás da partida, a apesar de já se verem a vencer por dois a zero, não permitiam ao Porto respirar e nunca desistiram de procurar mais e melhor. Os minutos finais revelaram duas equipas em queda física, e um FC Porto que sem soluções pouco conseguiu produzir, isto já com o brasileiro Hulk em campo – pouco poderia fazer.

Tacticamente, o segredo esteve, a meu ver, a meio campo. Um Sporting laborioso, que com a entrada de Rochemback e uma forte ajuda do ala Izmailov permitiu a Moutinho garantir a sua eficiência habitual. Do lado portista, a posição 6 é ainda uma incógnita, e tanto Meireles como Guarin foram dois elementos vadios e sem produção regular, algo que numa partida desta natureza foi como se viu crucial. A vitória foi indiscutível, e a história recente mantém-se inalterável. Não deixa contudo de ser um fracasso enorme para a turma azul, que parecia estar forte e consistente, com um onze compacto e trabalhador. Assim são os clássicos: a alegria para alguns significa o fracasso e a desilusão para outros. Hoje, nada foi diferente. Uma verdadeira entrada de leão da equipa de Paulo Bento, que mesmo frente a um Porto longe do habitual, amealhou mais um importante troféu e entra para a Liga Sagres com lugar de destaque numa luta previsivelmente a três.

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Sugestões...

14 Responses

  1. PedroBM diz:

    O meu primeiro comentario neste site. Antes de tudo os meus parabens aos autores pela qualidade dos artigos que servem de referencia e que demonstram um conhecimento futebolistico bem acima da maioria dos comentadores desportivos do nosso pais.

    Quanto ao meu comentario, venho deixar uma pergunta que me apoquenta ha algum tempo como adepto portista mas que ainda nao vi em nenhum sitio: Porque e que o Jesualdo nao consegue ensinar ou pelo menos retirar maus habitos aos seus jogadores?

    Deixo aqui alguns exemplos de coisas que jogadores fazem mal ha muito tempo e que parece que nao melhoram:

    1. Helton – sera tao dificil dar-lhe treino especifico para nao defender remates para a frente da baliza e aprender a repor a bola em condicoes?

    2. Bruno Alves – ja se sabe que os arbitros estao sempre de olho nele e no entanto continua a saltar com joelho a frente?? Ontem foi clarissimo que Paulo Bento instruiu os seus jogadores para nao saltarem as bolas quando Bruno estava nas costas, mas Jesualdo nao viu isso e constantemente era apitada falta porque o Bruno acabava a cair por cima do jogador sportinguista.

    3. Lucho – Um excelente jogador, mas qual e o problema que tem em rematar? Inumeras vezes se encontra na entrada da area sem oposicao e em 95% dos casos tenta passar a bola, as vezes sem qualquer hipotese de sucesso quando teria grandes oportunidades de marcar se rematasse (ontem viu-se bem que a unica situacao de perigo foi quando rematou em vez de passar). Outra situacao que vejo e a sua lentidao quando faz a recepcao da bola – inumeras vezes perdemos a bola ou pelo menos o controle do jogo porque o Lucho se deixa antecipar por um adversario mais rapido.

    4. Quaresma – Sera que nao ha maneira de lhe ensinar como marcar bolas paradas ou entao incumbir outro jogador de as assumir?

    Finalmente, na minha outra critica a Jesualdo, sera que contra o Sporting ele ainda nao percebeu que a melhor opcao seria dar-lhes o meio-campo e jogar predominantemente nas faixas? Ontem parecia que o Sporting tinha mais jogadores em campo que o Porto porque o Porto jogava nos pontos fortes deles, por tentar fazer o seu jogo no centro, o que significou que os jogadores do Sporting nao precisavam de correr, so esperavam que os portistas chegassem aonde eles ja estavam…

  2. Rui Zamith diz:

    Caro Pedro,

    É com prazer que o vejo a participar pela primeira vez no nosso espaço. Benvindo!

    Quanto à sua análise, não vejo sequer uma nuance relativamente ao que também penso. Julgo que é um problema generalizado entre os treinadores portugueses (Mourinho, a excepção). Têm boas noções tácticas, experiência, são capazes de colocar uma equipa a jogar bonito, mas… falta-lhes o rasgo individual, a capacidade para olhar com pormenor para cada atleta em particular e corrigir defeitos que por vezes se mantêm por uma carreira. O Lucho, quer queiramos quer não, é um atleta lento, e só em Portugal tem a capacidade para pensar jogo como o faz. Quando o faz, é invariavelmente brilhante. O problema dos remates surgiu apenas na segunda temporada, onde parece que perdeu a confiança para disparar de longe. Ontem viu-se isso, e até no remate que colocou no poste foi possível notar alguma hesitação, e só mesmo em fase final (e por falta de pressão leonina) acabou por disparar. O mesmo não se pode dizer do Meireles, que contudo raramente tem a pontaria afinada.

    Julgo que o Porto construiu na última década um futebol em que necessita de controlar o meio-campo para vencer e convencer. Infelizmente, o Guarin parece estar viver numa indefinição, porque o Jesualdo parece não saber ao certo onde o colocar. O Porto tem que jogar com um 6, um atleta posicional e que saiba limpar a casa. É um pêndulo fundamental numa equipa como o Porto, e nem Meireles nem Guarin estão a ser esse jogador. Ontem, nenhum dos dois produziu o que deveria, e por vezes chegou a parecer que andavam às “turras” a meio-campo. Claramente mal estudada a lição.

    No ataque, como é possivel colocar Lisandro encostado à linha? O argentino é fantástico, e joga nos limites em qualquer posição, mas.. foi reduzir para metade a sua utilidade para a equipa. Farias e até o Rodriguez acabaram por ser inteiramente prejudicados pelo péssimo rendimento a meio-campo, pois a bola nunca lhes chegou na melhor condição, e o apoio era quase nulo. Resumindo, tratou-se de uma derrota copiosa, a nível técnico e táctico.

  3. Horácio B. Pinto diz:

    Tenho que concordar plenamente com a opinião do Pedro: de facto, há coisas que, o Jesualdo deveria ensinar aos jogadores, especialmente ao Quaresma. Porque diabo era sempre o quaresma a marcar cantos e livres, fossem estes, da esquerda, da direita ou do centro? Será que, o treinador não tinha a autoridade necessária, para o evitar? Meu Deus, que saudades tenho de Co Adrianse! Com ele, Quaresma seria hoje, um jogador fora de série, assim… A não ser, que, Ferguson (mais que Mourinho) o possa ter na sua equipa, para fazer dele, um grande jogador. Na minha modesta opinião, Quaresma, tem tanto ou mais potencial, que C. Ronaldo, mas se continuar assim, irá, como muitos outros, passar ao lado duma grande carreira; e a culpa será dos seus mentores.
    Há qualquer coisa também com o Jesualdo, que não lhe “permite” ganhar ao Sporting.
    Tenho, também, visto comentários noutros sites, em que muitos comentadores, duvidam da qualidade das novas aquisições. Se isso for verdade, que diabo andam os nossos olheiros a fazer pela América do Sul e não só? Qual é a vossa opinião?
    Desculpem, se fugi ligeiramente ao tema, mas isto mexe demasiado comigo. Cumprimentos

  4. Rui Zamith diz:

    Eu pessoalmente continuo sem entender como não contratamos um verdadeiro trinco (mesmo que o investimento não fosse dos maiores, dado tratar-se de uma posição clássica do futebol português). O Guarin tem imenso potencial, assim como o Tomás Costa, mas nenhum deles é um trinco. Trata-se aliás de uma posição onde não há grande margem para inventar, pois é crucial no meio campo de qualquer equipa. Hoje surgem novamente notícias do interesse do Inter em colocar o Pelé no negócio Quaresma. A meu ver, seria uma notícia sublime.

    Relativamente ao que disse o Horácio, tenho a dizer que Quaresma deve ser dos jogadores mais “frustrantes” que tive oportunidade de ver. Tem qualidade inacreditáveis, um talento inato ao nível dos melhores do mundo, mas dificilmente conseguirá colocar de lado o seu enorme ego. Há duas épocas atrás vimos o Quaresma a trabalhar para o colectivo, e apesar do muito egoísmo do seu futebol a coisa equilibrava-se. Na temporada transacta, duvido que algum portista tenha ficado satisfeito com o seu rendimento. Jogou literalmente para seu próprio regalo, totalmente alheado de questões tácticas e jogo de equipa, e como tal esta é a altura de o transaccionar. Se isso não suceder, será um problema dos grandes, por um lado já se viu que Jesualdo não está a contar com ele, por outro é um jogador a rentabilizar, e não saindo terá que entrar em campo.

    Na questão dos reforços, julgo sinceramente que o Porto se reforçou bem, e se Hulk é ainda uma incógnita, pois será necessário esperar que o atleta se adapte ao clube e ao nosso futebol, já relativamente aos outros atletas, das duas uma, ou não consistiram em grandes investimentos, ou por outro lado foram contratações relativamente seguras, como o caso de Rodriguez. É fácil apontar o dedo a Benitez ou Sapunaru, mas não será necessário recuar muito para lembrar que Bosingwa, Pepe, entre muitos outros, fartaram-se de errar quando entravam na equipa. A equipa reforçou-se bem, contudo faltando um 6 com capacidade para suplantar a saída de Assunção.

  5. Paulo diz:

    De facto, o que se está a passar com o Quaresma é estranhíssimo. Faz-me lembrar a situação Mantorras, noutros termos: ninguém fala, ninguém esclarece, ninguém assume e vive-se na base do cochicho e do boato, da incerteza e da especulação. Que o Quaresma tem qualidades incríveis todos sabemos, mas também sabemos que só as mostrou a alto nível com um treinador: Co Adriaanse. Desde a saída deste (e mesmo até durante a sua segunda época) que se vê que ele deixou de evoluir como estava. Quando parecia que o Adriaanse o tinha “endireitado”, responsabilizado e amadurecido, voltou tudo atrás e ele voltou a estagnar / regredir…

    E esta relação com o Jesualdo sempre foi má desde o início, segundo o que me parece. Iam-se aturando porque um “agarrava” o outro, por vezes (Quaresma era o salvador em alturas de aperto quando a vitória estava mais difícil e Jesualdo ia dando “carta-branca”, como que o deixando fazer o que queria até à “inevitável” ou “prometida” saída). Eu ressalvo que não estou lá dentro e o que digo reflecte apenas uma sensação, nada mais. Mas ninguém me tira da cabeça que as tensões na equipa do FCP explodirão se as coisas começaram a entortar.

    Quanto ao jogo tenho dois pontos a referir:

    1 – De facto o que se tem passado este ano no FCP é atípico. Pelas contratações e pela pressa em pô-las todas a jogar, atitude que contrasta com a postura certa, na minha opinião, do ano passado, em que os jogadores só entraram mesmo quando mereceram…

    2 – Cada dia que passa mais admiro o Paulo Bento e tudo que tem feito no Sporting. Mostra “cabeça”, pragmatismo e seriedade a cada passo que dá. E a época do Sporting, planeada e concretizada como está a ser, isso confirma. Se há algo que gosto numa equipa de futebol, é que seja competente e competitiva. E o Sporting do Paulo Bento é. E quando se tem Izmailov a fazer um jogão como o que fez, fica tudo mais simples.

    Cumprimentos ao Sporting pela vitória e pelo que tem feito, que admiro e acho que devia ser seguido pela maioria dos clubes nacionais.

  6. João Fonseca diz:

    A pressa em colocar os reforços a jogar, é porque efectivamente não há ninguém para as posições em questão que fazia parte do plantel a época passada. O único seria o Fucile, a lateral direito, agora a trinco, a lateral-esquerdo e a extremo esquerdo não há ninguém. Ou será que não reparam nisso?

    O facto de o Quaresma marcar as bolas paradas, terá a haver com a falta de jogo aéreo e porque se calhar é dos jogadores que melhor cruza, se não o melhor! Já teriam pensado nisso?

    E uma equipa precisa de jogadores que não obedeçam as esquemas tácticos, ou acham que o Cristiano, Messi, Ronaldinho, etc, obedecem? Eu jogava com dois pontas de lança Lisandro e Faria e punha o Quaresma a fazer as alas, ora numa ora noutra.

    Quanto ao jogo, na primeira parte não vi o Porto inferior ao Sporting. Na segunda notou-se uma quebra física enorme no Porto o que permitiu ao Sporting gerir o encontro a seu belo prazer. Mas acima de tudo acho que a grande falha esteve no facto de nenhum dos laterais subir para compensar o facto do meio campo leonino contar com a presença de 4 jogadores que abafaram completamente o trio portista. E o Farias não é avançado para jogar sozinho lá na frente, é aquele tipo de avançado que está lá só para encostar não para sair em velocidade com passes rasgados.

  7. Rui Zamith diz:

    Viva Fonseca.

    Ou seja, (mais) uma lição mal estudada, e pior, mal remendada durante o período de jogo. As falhas defensivas, essencialmente o lance do segundo golo (se não fosse nesse momento específico, poderia ter sido minutos antes quando Bruno Alves meteu também a bola nos pés do Yannick) foram como é natural cruciais em jogos desta importância. Sou compreensivo perante defensores que acabam de iniciar a sua carreira fora do seu país, num clube de maior pressão, etc, mas não me sai da cabeça a aberração que foi tentar driblar uma bola a meia dúzia de metros da própria baliza. Não é infantil, é bem pior do que isso.

    Quanto ao Quaresma, tornou-se nesta ultima época um mal amado, pois se anteriormente conseguia ser individualista mas na altura certa ser um jogador decisivo, nesta última temporada não o foi. Ponto final. O mesmo sucedeu com Ronaldinho. Pode ser dono de qualidades mágicas, mas se não está a ser produtivo nos momentos decisivos não faz sentido mantê-lo a titular. Fonseca, achas sinceramente que o Quaresma tem condições para jogar se por ventura não for transaccionado? Isto depois de mais de 1 mês em que se falou na sua saída, ele próprio revelou que pretende sair, e o treinador portista nem o coloca a jogar? Julgo que o rendimento do atleta conseguiria ser ainda mais pobre do que vimos na época transacta.

    Quanto à questão de os reforços jogarem ou não, a resposta é muito simples. Na época passada, reforçamo-nos mal, na época corrente contratamos bons jogadores. Obviamente que no Porto as entradas na equipa costumam ser graduais, mas em casos como os que o Fonseca referiu, não há grande tempo a perder. E continuo a achar que falta um trinco, pois não conseguiremos resolver o problema actual. Que seja o Pelé.

  8. João Fonseca diz:

    O erro terá estado principalmente na inclusão de dois reforços em sector tão importante como a defesa. Jogar com Fucile apenas iria alterar 25% da defesa do ano passado para alem do facto que o Fucile iria com as suas subidas compensar a falta de gente no meio campo portista.

    E sim, sou a favor que o Quaresma jogue.

    Na minha maneira de ver o futebol acho que uma equipa tem de ter 10 jogadores tacticamente perfeitos ou lá perto e um para poder espalhar magia quando lhe apetecer. Uma equipa bem posicionada defensivamente pode muito bem contar com um jogador como o Quaresma porque efectivamente não precisa dele, mas se ele quiser o seu futebol dá aquele toque de magia ao jogo da equipa. O que aconteceu o ano passado? Foi o que acabei de referir, uma equipa tacticamente perfeita e que de vez em quando contava com o Quaresma embora jogasse sem ele na maior parte dos jogos. O golo na luz não deu imensa alegria e gozo? O golo em Guimarães? É por isto que eu sou a favor que ele jogue :) se for transferido tudo bem porque irá ter com o treinador certo, se não for há que contar com ele como é óbvio.

  9. PedroBM diz:

    Eu gosto do Quaresma, e por isso espero seguir na TV a proxima equipa para que ele for, mas acho que no Porto ja deu o que tinha a dar. Preferia de caras ter um bom trinco do que ele neste momento, de modo a que Lucho e Meireles se concentrem em olhar para a baliza do adversario em vez da sua.
    Quanto aos reforcos concordo claramente com o Rui – este ano eles tem lugar ao contrario do ano passado – o Sapunaru teve um erro terrivel, mas bem mais tinha o Jorge Costa e nunca ninguem disse nada – acho que o romeno vai ser uma revelacao neste campeonato. quanto ao Benitez, acho que uma das razoes que ele e titular e porque sabe centrar e marcar cantos, ao contrario do Fucile (e eu nunca hei-de perdoar ao Fucile a expulsao absolutamente estupida contra o Hertha no Dragao). Alias, na minha visao a defesa devia mudar 75% porque se ve bem que o Pedro Emanuel ja nao tem pernas, mas ainda pode contribuir muito desde o banco (e acho que esta ali um futuro bom treinador).

    Mas, finalisando, acho que o Sporting parte em vantagem este ano por fazer exactamente o que nos customavamos fazer – manter a equipa base + reforcos que ja conhecem o sistema. Mas ha muito tempo ate ao fim do campeonato e se conseguirmos passar as primeiras 5-7 jornadas bem, vamos ganhar outra vez.

  10. Dannymad diz:

    Sim nota-se que há ali qualquer coisa que não está a correr bem ao Porto este ano. E não julgo que seja apenas dentro de campo mas isso é minha opinião, pode não corresponder à verdade.
    A situação do Quaresma é muito misteriosa. O corriere dello Sport segundo vi algures pela net, anuncia que o Quaresma estará no Inter na data do fim das inscrições, dia 31 de Agosto. Se ele sempre vai para lá, porque não rumou já para Itália? Para mim não faz muito sentido mas pronto… Acho é que se não se livrarem dele em breve irá causar problemas de balneário, se não os há já.
    Quanto à situação do trinco, não contratando um de raiz, julgo que levará à equipa do FCP algum tempo até conseguir adaptar um jogador a essa posição com sucesso, ou adaptar a equipa de modo a jogar doutra forma. Mas com o Jesualdo no comando não acredito muito que isso seja facil fazer, mas isso sou eu que não tenho uma opinião muito boa futebolisticamente sobre o senhor.
    Tambem partilho da opinião que teem que fazer alguma coisa na defesa. O Pedro Emanuel acho que ja não tem estofo para ser companheiro de Bruo Alves, mas tambem posso estar enganado, ainda agora a época começou. Quanto aos laterais, deem tempo para os homens se adaptarem, não crucifiquem já o Sapunaru por aquele erro, alias até parece que o homem tem algum potencial.

    O Paulo Bento poderá não ser o melhor treinador do mundo, mas é da casa e a pouco e pouco tem conseguido reunir um grupo coeso e forte, sem gastar grandes rios de dinheiro como SLB e FCP. Ao mesmo tempo vai lançando uns jovens da cantera. Espero que ele melhore ainda mais como treinador e que no futuro, especialmente o proximo, consiga levar o Sporting a bom porto. Acho que o merece. Especialmente neste ano em que o FCP parece que está num ano de recuperação após algumas saídas importantes. Espero que os outros clubes aproveitem ao maximo esse facto.

  11. Ruben diz:

    É a primeira vez que vejo o vosso site e dou vos os parabéns sobretudo pelo clima de “discussão inteligente” onde se procura trocar ideias e opiniões em vez de insultos.
    Como seria de prever a ausência de Paulo Assunção fez-se sentir, por tudo aquilo que implica: menos segurança nas costas dos médios, menos capacidade de recuperação de bolas a meio campo, e o próprio respeito que impunha Paulo Assunção aos médios adversários.
    No entanto aquele que me parece o outro grande problema deste ano no Porto são os laterais, não em termos defensivos mas em termos ofensivos. Primeiro nas transições: Fucile e claro sobretudo Bosingwa permitiam ao Porto sair rapidamente para o ataque levando a bola junto à linha e depois tabelando com um jogador a saída do meio campo. No jogo da supertaça era frequente ver os jogadores mais recuados do porto sem saber o que fazer a bola. Depois tanto Sapunaru como Benitez não são o tipo de laterais de cair em cima dos defesas adversários como Bosingwa e Fucile. Penso que vai ser complicado para Jesualdo conseguir o mesmo estilo de jogo do ano passado onde instalava a sua equipa no meio campo adversário.
    Por fim um pequeno reparo: eu sou adepto do Benfica e como tal todas as minhas opiniões podem estar um pouco sujeitas a clubismos, mas acho que a aposta em rodriguez vai sair falhada. Vi todos os jogos do Benfica na temporada passada e sim Rodriguez tem garra, controle de bola e uma excelente capacidade de finta em velocidade e força. No entanto continuo a achar que lhe falta sentido de jogo colectivo. No entanto, é algo que ele ainda deve ir a tempo de aprender.

  12. Rui Zamith diz:

    Ruben,

    Antes de mais benvindo ao nosso espaço, e os meus parabéns pela leitura transparente e isenta. Apesar de Benfiquista, vejo que está bem atento aos adversários!

    Vou começar pelo fim. Acho sinceramente que o Rodriguez tem tudo para triunfar, basta para tal que o Porto consiga produzir o futebol da última temporada, com força de ataque, rápidas e furtivas transições ofensivas, e em suma, muitas oportunidades para fazer frente ao adversário, e aquilo que o Uruguaio faz e muito bem, servir o avançado ou rematar para golo. Contudo, o tempo dirá qual de nós terá a opinião mais correcta!

    Concordo com tudo o resto. O Porto está sem poderio nas laterais, Bosingwa era demasiadamente importante (Fucile nunca foi de todo preponderante) e foi mais uma saída que o Porto teve dificuldades em colmatar. Acho que o Romeno é um belo jogador – falta-lhe contudo rasgo individual – e também creio que o Fucile ganhará a titularidade mais tarde ou mais cedo, pois é um lutador e com capacidade para se impôr. O meu receio, como já referi, vai no entanto para o miolo, onde Assunção está a deixar uma nuvem demasiadamente negra, e sem razão a meu ver. Confiar nas capacidade do Bolatti, de Guarin ou até de Meireles parece-me um erro, pois o que o Porto necessita é de um atleta similar ao brasileiro: posicional, inteligente, eficiente, e obviamente, nunca uma adaptação que pela certa fracassará.

    A partida com o Sporting foi um balde de água fria, depois de uma pré-temporada interessante, contudo ainda apenas se jogou uma partida, e haverá ainda muito a percorrer para vermos definitivamente o potencial das nossas equipas.

    Abraço

  13. Paulo diz:

    Concordo que o Porto tenha contratado bem este ano, mas ainda assim penso que não era necessária esta integração tão rápida no onze de tantos jogadores.

    Quanto ao que o Ruben e o Rui disseram também concordo, no que diz respeito à construção ofensiva do FCP. O Bosingwa assegurava uma intensidade grande e era ele próprio capaz de criar saídas para o ataque, o que actualmente anda mais difícil. O FCP consegue por vezes trocar a bola com qualidade no meio-campo? Sim, por vezes. Mas falta depois a aceleração do Bosingwa ou a decisão do Qauresma (era por vezes má, o ano passado, sim, mas um bom Quaresma faz falta a este FCP,porque Lucho a organizar e Rodriguez com um pouco mais de aceleração é pouco, penso).

    Quanto ao P. Bento ser “da casa”… Ok, o homem começou nos juniores do Sporting e tem uma forte ligação ao clube, mas nada parece-me que há ali benfiquista, profissionalismos à parte… :)

  14. Dannymad diz:

    Sim disse homem da casa por ele ter começado a treinar no Sporting e a ter-se mantido apesar das dificuldades. Por um lado podemos agradecer à situação financeira não muito boa do Sporting, porque senão provavelmente já tinham trocado de treinador.

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