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	<title>Comentários em: Análise: EURO 2008 &gt; G1/J1 &gt; Portugal 2&#215;0 Turquia</title>
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	<link>http://www.jogodearea.com/2008/06/analise-euro-2008-g1j1-portugal-2x0-turquia/</link>
	<description>Artigos de opinião e Análise desportiva</description>
	<lastBuildDate>Sun, 20 Nov 2011 15:12:29 +0100</lastBuildDate>
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		<title>Por: Rui Zamith</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2008/06/analise-euro-2008-g1j1-portugal-2x0-turquia/comment-page-1/#comment-273</link>
		<dc:creator>Rui Zamith</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 13:51:54 +0000</pubDate>
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		<description>Sou também um pouco pessimista por natureza, contudo Portugal conseguiu ver convincente em variados parâmetros de jogo. Acho, e aliás como referenciei no artigo, que algo a analisar será a dificuldade que tivemos em gerir a bola a meio campo. A posse de bola é algo fundamental no futebol moderno, e é imperial saber geri-la em determinados momentos do jogo, algo que Portugal não conseguiu fazer no segundo tempo. Por momentos, previ o pior, pois não estavamos sequer a ter sorte na finalização, e o golo turco não seria propriamente uma surpresa (a expressão &quot;quem nao marca, sofre&quot; é ainda bem verdadeira no futebol actual).

Acho no entanto que deveremos estar optimistas, pois entrar num Europeu desta forma é bastante positivo, tendo em conta que os atletas vêm de épocas tremendamente desgastantes e que a equipa esteve reunida durante um periodo curtíssimo. Como tal, o tempo só poderá ajudar-nos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sou também um pouco pessimista por natureza, contudo Portugal conseguiu ver convincente em variados parâmetros de jogo. Acho, e aliás como referenciei no artigo, que algo a analisar será a dificuldade que tivemos em gerir a bola a meio campo. A posse de bola é algo fundamental no futebol moderno, e é imperial saber geri-la em determinados momentos do jogo, algo que Portugal não conseguiu fazer no segundo tempo. Por momentos, previ o pior, pois não estavamos sequer a ter sorte na finalização, e o golo turco não seria propriamente uma surpresa (a expressão &#8220;quem nao marca, sofre&#8221; é ainda bem verdadeira no futebol actual).</p>
<p>Acho no entanto que deveremos estar optimistas, pois entrar num Europeu desta forma é bastante positivo, tendo em conta que os atletas vêm de épocas tremendamente desgastantes e que a equipa esteve reunida durante um periodo curtíssimo. Como tal, o tempo só poderá ajudar-nos.</p>
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		<title>Por: Rui Brandão</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2008/06/analise-euro-2008-g1j1-portugal-2x0-turquia/comment-page-1/#comment-272</link>
		<dc:creator>Rui Brandão</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 13:04:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=712#comment-272</guid>
		<description>Ja ha muito que nao tinha possibilidades de comentar os artigos deste site e é com prazer que vejo que tudo funciona novamente com normalidade - o site e os sempre excelentes artigos.
Nada melhor que voltar com uma vitoria - importante - de Portugal para começar o Europeu.
Muita coisa ja foi dita - e bem - mas gostaria igualmente de &#039;resfriar&#039; os animos perante a exibiçao da Seleçao. Suponho que todos os comentarios devem-se a pobre campanha que fez a Seleçao durante as eliminatorias e a animadora prestaçao da equipa neste primeiro jogo.
Mesmo assim, continuo um pouco sceptico com o que vimos. Nao sou daqueles que pensam que temos jà Portugal, e por varias razoes.
A equipa turca nunca jogou, e quando o fez - abrindo igualmente espaços para os nossos jogadores - mexeu com a estrutura portuguesa. 
O meio campo é promissor, mas mesmo assim nao evidenciou grande homogeneidade e muita pouca pressao. Se formos a ver, recuperamos poucas bolas activamente ao meio campo...os turcos perderam muitas bolas com maus passes e pouca clarividencia. 
O ataque, no meu ponto de vista, foi um desastre. O Nuno Gomes completamente perdido - a nao ser o fabuloso desvio para o Pepe - e muito pouco futebol pelas alas. Muitos criticam o Quaresma de ser individualista, mas tivemos outro em campo e mais pequeno : o Simao.
O sector de que mais gostei foi a defesa, e bem que por momentos o R. Carvalho e o Pepe pareciam um pouco descordenados. Mesmo se nao comprometeu, no meu ponto de vista o P. Ferreira nao devia jogar. Nao gostei da sua actuaçao, perdeu sempre os duelos com o Kazim - ainda bem que foi sempre bem coberto por R.Carvalho o Pepe - e nao acrescentou nada ao ataque. 
Os meus comentarios podem parecer injustos mas foi a impressao que tive e ninguem mais do que eu - a nao ser os 20mio de portugueses no mundo inteiro - torce mais por Portugal.
Em conclusao, o(s) elo(s) mais fracos que deveriam ser substituidos parecem ser :
- Paulo Ferreira ( por Ribeiro )
- Nuno Gomes ( por Postiga o H. Almeida - o até por o Cristiano no centro com Nani o Quaresma nas alas )
- (Simao Sabrosa) - Quaresma o Nani

Um abraço sincero de Genebra,
Rui</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ja ha muito que nao tinha possibilidades de comentar os artigos deste site e é com prazer que vejo que tudo funciona novamente com normalidade &#8211; o site e os sempre excelentes artigos.<br />
Nada melhor que voltar com uma vitoria &#8211; importante &#8211; de Portugal para começar o Europeu.<br />
Muita coisa ja foi dita &#8211; e bem &#8211; mas gostaria igualmente de &#8216;resfriar&#8217; os animos perante a exibiçao da Seleçao. Suponho que todos os comentarios devem-se a pobre campanha que fez a Seleçao durante as eliminatorias e a animadora prestaçao da equipa neste primeiro jogo.<br />
Mesmo assim, continuo um pouco sceptico com o que vimos. Nao sou daqueles que pensam que temos jà Portugal, e por varias razoes.<br />
A equipa turca nunca jogou, e quando o fez &#8211; abrindo igualmente espaços para os nossos jogadores &#8211; mexeu com a estrutura portuguesa.<br />
O meio campo é promissor, mas mesmo assim nao evidenciou grande homogeneidade e muita pouca pressao. Se formos a ver, recuperamos poucas bolas activamente ao meio campo&#8230;os turcos perderam muitas bolas com maus passes e pouca clarividencia.<br />
O ataque, no meu ponto de vista, foi um desastre. O Nuno Gomes completamente perdido &#8211; a nao ser o fabuloso desvio para o Pepe &#8211; e muito pouco futebol pelas alas. Muitos criticam o Quaresma de ser individualista, mas tivemos outro em campo e mais pequeno : o Simao.<br />
O sector de que mais gostei foi a defesa, e bem que por momentos o R. Carvalho e o Pepe pareciam um pouco descordenados. Mesmo se nao comprometeu, no meu ponto de vista o P. Ferreira nao devia jogar. Nao gostei da sua actuaçao, perdeu sempre os duelos com o Kazim &#8211; ainda bem que foi sempre bem coberto por R.Carvalho o Pepe &#8211; e nao acrescentou nada ao ataque.<br />
Os meus comentarios podem parecer injustos mas foi a impressao que tive e ninguem mais do que eu &#8211; a nao ser os 20mio de portugueses no mundo inteiro &#8211; torce mais por Portugal.<br />
Em conclusao, o(s) elo(s) mais fracos que deveriam ser substituidos parecem ser :<br />
- Paulo Ferreira ( por Ribeiro )<br />
- Nuno Gomes ( por Postiga o H. Almeida &#8211; o até por o Cristiano no centro com Nani o Quaresma nas alas )<br />
- (Simao Sabrosa) &#8211; Quaresma o Nani</p>
<p>Um abraço sincero de Genebra,<br />
Rui</p>
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	<item>
		<title>Por: Bruno Pinto</title>
		<link>http://www.jogodearea.com/2008/06/analise-euro-2008-g1j1-portugal-2x0-turquia/comment-page-1/#comment-271</link>
		<dc:creator>Bruno Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 00:37:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.jogodearea.com/?p=712#comment-271</guid>
		<description>Portugal fez uma óptima exibição, perante a selecção do grupo tida, à partida, como a mais difícil de bater. De facto, a exibição colectiva lusa foi até algo surpreendente, se tivermos em conta a fase de apuramento sofrível e as dúvidas que existiram nos últimos tempos em redor da equipa. Domínio absoluto do jogo, futebol bonito e envolvente, procura constante do golo, poucas ou nenhumas veleidades concedidas ao ataque turco, alguns magníficos desempenhos individuais. Tudo somado resultou numa vitória incontestável, que convenceu não só os portugueses, como a generalidade da imprensa europeia. Todos os jogadores estiveram em bom plano, com particular destaque para três homens: João Moutinho, Pepe e Deco. Os golos apenas surgiram no segundo tempo, embora pudessem ter acontecido mais cedo, caso a pontaria não estivesse particularmente direccionada para os postes.

Scolari apresentou o habitual sistema 4-3-3, sem qualquer surpresa no onze inicial. Acabou por acertar em todas essas opções, já que todos cumpriram o seu papel de forma adequada. Apenas um reparo: a substituição de Nuno Gomes por Nani e a passagem de Ronaldo para avançado-centro, após o tento inaugural, não me pareceu uma boa solução. A partir daí Portugal recuou em demasia sem necessidade e teve menos bola, expondo-se mais a um lance fortuito que pudesse resultar no empate, quando poderia ter perfeitamente mantido a mesma toada. Mesmo que optasse por um normal abrandamento, poderia tê-lo feito mais longe da nossa baliza, até porque os turcos nunca contituíram uma verdadeira ameaça para as redes de Ricardo. No entanto, a lei do mais forte imperou e Portugal deu uma demonstração de que é mesmo um dos principais favoritos a ser campeão da Europa. Em termos individuais somos fortíssimos. E a jogar assim, como um bloco homogéneo e entrosado, somos mesmo, na minha opinião, o candidato número 1.

Agora, um a um, a nota dos jogadores portugueses no jogo de ontem (0 a 10) e uma breve análise individual:
Ricardo (6): Jogo de pouco trabalho, que se resumiu a algumas saídas a cruzamentos fáceis e recolhas de alguns atrasos dos seus companheiros.
Bosingwa (6): Pleno de força e velocidade, foi intratável na defesa e apoiou o ataque de forma quase constante. Uma ou outra perda de bola, um ou outro passe falhado, não mancharam uma exibição de bom nível.
Pepe (8): Magnífica exibição do central &#039;merengue&#039;, coroada com um belo golo, surgido de uma das suas habituais subidas no terreno. Marcou ainda outro golo, anulado por fora-de-jogo e, na defesa, esteve sempre intransponível.
Ricardo Carvalho (7): A costumeira classe e serenidade, garantia de solidez e qualidade no centro da defesa. A experiência acumulada fazem dele um central calmo mas soberbo. Forma com Pepe a melhor dupla de centrais do torneio. Há dúvidas?
Paulo Ferreira (6): Muito bem a fechar o flanco esquerdo e a dobrar as subidas dos centrais, teve tempo para apoiar o ataque de forma pausada mas eficaz. Não é um jogador exuberante, mas sabe exactamente o que tem de fazer no relvado.
Petit (6): Bom jogo do trinco benfiquista. Funcionou bem à frente da defesa, quer a ocupar o espaço e a dificultar as trocas de bola turcas, quer a iniciar os ataques portugueses. Jogou simples mas sempre bem. Veloso está bem no banco e vai lá continuar.
João Moutinho (8): Enorme Moutinho. Do meu ponto de vista, foi o jogador mais valioso do encontro. Sempre em movimento, foi o jogador português que mais correu e isso reflectiu-se positivamente na sua actuação. Apareceu em todo o lado, recuperou bolas, participou com critério no jogo ofensivo, chegou a zonas de finalização e ainda teve tempo para assistir Meireles para o segundo golo. A defender e a atacar, é intenso, tecnicista, inteligente. É o verdadeiro médio do futebol moderno.
Deco (8): O verdadeiro Deco começa a ressurgir, depois de uma temporada desastrosa no Barcelona. Jogou e fez jogar, foi o cérebro da equipa, o toque de classe, além de ter estado permanentemente em acção. Por vezes, parece jogar de forma displicente e demasiado descontraída (errou 2/3 passes sem necessidade), mas o belo jogo de Portugal deveu-se muito à sua qualidade. Na retina, um fantástico passe de um flanco ao outro, executado de primeira.
Simão (7): Carrilou muitos lances ofensivos e foi sempre perigoso para o último reduto da Turquia. É um jogador rápido, de equipa, que solta a bola no momento certo e participa no processo ofensivo quase sempre correctamente.
Cristiano Ronaldo (7): Para um jogador do seu nível, fez um jogo mediano. Concentrou muitos adversários em seu redor e isso retirou-lhe espaço para ensaiar algumas das suas jogadas, mas em compensação libertou ou seus colegas e isso foi bem visível ao longo da partida. Ainda assim, enviou uma bola ao poste de livre directo, fez o passe para Moutinho na jogada do segundo golo e esteve sempre bastante interventivo.
Nuno Gomes (7): Uma bola no poste, outra na trave e uma assitência primorosa para Pepe inaugurar o marcador, foram os lances em que esteve mais em evidência. Belo jogo do capitão português, que foi substituído de forma prematura e incorrecta.
Nani (5): Entrou rápido e mexido, ensaiando algumas jogadas pelo lado direito. Numa fase de adiantamento turco, pôs sempre a defesa contrária em sentido. Sofreu uma entrada assustadora de Mehmet Aurélio, a pedir o vermelho, mas nem falta foi assinalada.
Raúl Meireles (6): Acabou com as ténues esperanças da Turquia, ao marcar o segundo golo mesmo ao cair do pano. O toque final foi o mais fácil, mas teve o mérito de ter acompanhado a jogada e dado a linha de passe a Mountinho. Uma opção credível sempre que fôr chamado.
Fernando Meira (-): Entrou apenas para fazer parte da ficha do jogo e somar mais uma internacionalização.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal fez uma óptima exibição, perante a selecção do grupo tida, à partida, como a mais difícil de bater. De facto, a exibição colectiva lusa foi até algo surpreendente, se tivermos em conta a fase de apuramento sofrível e as dúvidas que existiram nos últimos tempos em redor da equipa. Domínio absoluto do jogo, futebol bonito e envolvente, procura constante do golo, poucas ou nenhumas veleidades concedidas ao ataque turco, alguns magníficos desempenhos individuais. Tudo somado resultou numa vitória incontestável, que convenceu não só os portugueses, como a generalidade da imprensa europeia. Todos os jogadores estiveram em bom plano, com particular destaque para três homens: João Moutinho, Pepe e Deco. Os golos apenas surgiram no segundo tempo, embora pudessem ter acontecido mais cedo, caso a pontaria não estivesse particularmente direccionada para os postes.</p>
<p>Scolari apresentou o habitual sistema 4-3-3, sem qualquer surpresa no onze inicial. Acabou por acertar em todas essas opções, já que todos cumpriram o seu papel de forma adequada. Apenas um reparo: a substituição de Nuno Gomes por Nani e a passagem de Ronaldo para avançado-centro, após o tento inaugural, não me pareceu uma boa solução. A partir daí Portugal recuou em demasia sem necessidade e teve menos bola, expondo-se mais a um lance fortuito que pudesse resultar no empate, quando poderia ter perfeitamente mantido a mesma toada. Mesmo que optasse por um normal abrandamento, poderia tê-lo feito mais longe da nossa baliza, até porque os turcos nunca contituíram uma verdadeira ameaça para as redes de Ricardo. No entanto, a lei do mais forte imperou e Portugal deu uma demonstração de que é mesmo um dos principais favoritos a ser campeão da Europa. Em termos individuais somos fortíssimos. E a jogar assim, como um bloco homogéneo e entrosado, somos mesmo, na minha opinião, o candidato número 1.</p>
<p>Agora, um a um, a nota dos jogadores portugueses no jogo de ontem (0 a 10) e uma breve análise individual:<br />
Ricardo (6): Jogo de pouco trabalho, que se resumiu a algumas saídas a cruzamentos fáceis e recolhas de alguns atrasos dos seus companheiros.<br />
Bosingwa (6): Pleno de força e velocidade, foi intratável na defesa e apoiou o ataque de forma quase constante. Uma ou outra perda de bola, um ou outro passe falhado, não mancharam uma exibição de bom nível.<br />
Pepe (8): Magnífica exibição do central &#8216;merengue&#8217;, coroada com um belo golo, surgido de uma das suas habituais subidas no terreno. Marcou ainda outro golo, anulado por fora-de-jogo e, na defesa, esteve sempre intransponível.<br />
Ricardo Carvalho (7): A costumeira classe e serenidade, garantia de solidez e qualidade no centro da defesa. A experiência acumulada fazem dele um central calmo mas soberbo. Forma com Pepe a melhor dupla de centrais do torneio. Há dúvidas?<br />
Paulo Ferreira (6): Muito bem a fechar o flanco esquerdo e a dobrar as subidas dos centrais, teve tempo para apoiar o ataque de forma pausada mas eficaz. Não é um jogador exuberante, mas sabe exactamente o que tem de fazer no relvado.<br />
Petit (6): Bom jogo do trinco benfiquista. Funcionou bem à frente da defesa, quer a ocupar o espaço e a dificultar as trocas de bola turcas, quer a iniciar os ataques portugueses. Jogou simples mas sempre bem. Veloso está bem no banco e vai lá continuar.<br />
João Moutinho (8): Enorme Moutinho. Do meu ponto de vista, foi o jogador mais valioso do encontro. Sempre em movimento, foi o jogador português que mais correu e isso reflectiu-se positivamente na sua actuação. Apareceu em todo o lado, recuperou bolas, participou com critério no jogo ofensivo, chegou a zonas de finalização e ainda teve tempo para assistir Meireles para o segundo golo. A defender e a atacar, é intenso, tecnicista, inteligente. É o verdadeiro médio do futebol moderno.<br />
Deco (8): O verdadeiro Deco começa a ressurgir, depois de uma temporada desastrosa no Barcelona. Jogou e fez jogar, foi o cérebro da equipa, o toque de classe, além de ter estado permanentemente em acção. Por vezes, parece jogar de forma displicente e demasiado descontraída (errou 2/3 passes sem necessidade), mas o belo jogo de Portugal deveu-se muito à sua qualidade. Na retina, um fantástico passe de um flanco ao outro, executado de primeira.<br />
Simão (7): Carrilou muitos lances ofensivos e foi sempre perigoso para o último reduto da Turquia. É um jogador rápido, de equipa, que solta a bola no momento certo e participa no processo ofensivo quase sempre correctamente.<br />
Cristiano Ronaldo (7): Para um jogador do seu nível, fez um jogo mediano. Concentrou muitos adversários em seu redor e isso retirou-lhe espaço para ensaiar algumas das suas jogadas, mas em compensação libertou ou seus colegas e isso foi bem visível ao longo da partida. Ainda assim, enviou uma bola ao poste de livre directo, fez o passe para Moutinho na jogada do segundo golo e esteve sempre bastante interventivo.<br />
Nuno Gomes (7): Uma bola no poste, outra na trave e uma assitência primorosa para Pepe inaugurar o marcador, foram os lances em que esteve mais em evidência. Belo jogo do capitão português, que foi substituído de forma prematura e incorrecta.<br />
Nani (5): Entrou rápido e mexido, ensaiando algumas jogadas pelo lado direito. Numa fase de adiantamento turco, pôs sempre a defesa contrária em sentido. Sofreu uma entrada assustadora de Mehmet Aurélio, a pedir o vermelho, mas nem falta foi assinalada.<br />
Raúl Meireles (6): Acabou com as ténues esperanças da Turquia, ao marcar o segundo golo mesmo ao cair do pano. O toque final foi o mais fácil, mas teve o mérito de ter acompanhado a jogada e dado a linha de passe a Mountinho. Uma opção credível sempre que fôr chamado.<br />
Fernando Meira (-): Entrou apenas para fazer parte da ficha do jogo e somar mais uma internacionalização.</p>
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	<item>
		<title>Por: Gustavo Devesas</title>
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		<dc:creator>Gustavo Devesas</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 10:51:15 +0000</pubDate>
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		<description>Penso como está bem destacado neste artigo, que Portugal teve 1 estreia auspiciosa. Se a exibição foi muito bem conseguida, a consistência dos processos nas 3 linhas da equipa surpreendeu tudo e todos. Parece-me fácil dizer que correu tudo bem quando o resultado foi positivo mas sobretudo a exibição foi elucidativa do potencial desta equipa, que levou mesmo Fatih Terim a dizer que &quot;até os suplentes são grandes jogadores&quot;. Mais que a vitória e os &quot;açucarados&quot; 3 pontos, este jogo foi a injecção de moral para o todo o grupo que na 2a jornada enfrenta os checos que assim olham Portugal com (ainda) mais respeito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso como está bem destacado neste artigo, que Portugal teve 1 estreia auspiciosa. Se a exibição foi muito bem conseguida, a consistência dos processos nas 3 linhas da equipa surpreendeu tudo e todos. Parece-me fácil dizer que correu tudo bem quando o resultado foi positivo mas sobretudo a exibição foi elucidativa do potencial desta equipa, que levou mesmo Fatih Terim a dizer que &#8220;até os suplentes são grandes jogadores&#8221;. Mais que a vitória e os &#8220;açucarados&#8221; 3 pontos, este jogo foi a injecção de moral para o todo o grupo que na 2a jornada enfrenta os checos que assim olham Portugal com (ainda) mais respeito.</p>
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