Análise: BwinLiga 07/08 > J21 > Sporting 1×1 Benfica

O Sporting recebeu, com estádio bem lotado, o Benfica em mais um derby a contar para o Campeonato Nacional, num confronto que se afigurava crucial na luta pelo segundo lugar da classificação, já que as duas equipas encontravam-se separadas apenas por cinco pontos e o campeonato entrava no seu último e derradeiro terço.

666437_biglandscape.jpgAmbas as equipas lidavam com ausências importantes no seu onze titular, destacando-se na equipa da casa as lesões do seu melhor marcador, Liedson, e de Romagnoli, substituídos pelo regresso de Simon Vukcevic que formava parceria no ataque com Tiuí, e pela introdução de Izmailov como interior esquerdo do losango intermediário. Do lado do Benfica destacavam-se as ausências de Luisão e David Luiz no sector defensivo, que obrigaram novamente ao recuo de Katsouranis e à promoção de Edcarlos ao estatuto de titular. Verificavam-se igualmente por lesão as ausências de Petit e Nuno Assis, este último queixando-se de uma lesão contraída durante o aquecimento, resultando num contratempo inesperado para Camacho.
Relativamente à organização táctica, ambas as equipas mantiveram a sua estrutura, com o losango a meio e a dupla atacante de Alvalade frente ao par de médios de contenção benfiquista, com Cardozo sozinho na frente. Face aos resultados e exibições oscilantes que as duas formações vinham demonstrando ao longo da época, previa-se um jogo equilibrado e sem grandes índices exibicionais, previsão ainda mais reforçada após a confirmação das ausências dos jogadores já referidos. O confronto iniciou-se com um predomínio do Sporting, que exerceu um pressing alto e juntou mais as suas unidades a meio campo, de modo a obter maior posse de bola que lhe permitisse lançar depois ataques tirando partido da mobilidade da sua dupla atacante, que efectuava constantes diagonais e movimentações procurando a deslocação posicional dos jogadores mais defensivos da equipa da Luz. O Benfica acusou esta forte entrada sportinguista, não conseguindo circular da melhor maneira a bola entre os seus jogadores, e onde as suas unidades de meio campo, principalmente Maxi Rodríguez, se deslocavam em demasia para zonas laterais para compensar a fraca capacidade defensiva de Di Maria, deixando Binya em desvantagem perante João Moutinho e as subidas de Miguel Veloso.

O Sporting inaugurava o marcador aos 10′ por Vukcevic, culminando um forte começo de jogo que a equipa conseguira, prolongando esta superioridade quase até à meia hora de jogo, altura em que o Benfica começou a espaços a soltar as suas unidades atacantes mediante efectivas trocas de bola, coincidindo com o crescente aparecimento de Rui Costa no jogo, cabendo-lhe a primeira ameaça à baliza do Sporting e a posterior assistência para o golo de Cardozo aos 39′, na marcação de um canto. Após o empate, o jogo tornava-se equilibrado até ao intervalo, apesar de uma ligeira superioridade do Benfica que passou a jogar mais no meio campo leonino.

O segundo tempo trouxe um jogo com menor intensidade de ambas as equipas, onde o equilíbrio foi notório, pois o Benfica conseguiu efectuar circulações e trocas de bola mais seguras entre os seus jogadores, aproximando mais as linhas do Sporting fruto de uma maior inclinação dos seus laterais para o ataque. O Sporting conduzia os seus ataques a um ritmo mais pausado, onde os lances de perigo ( ambos protagonizados por Tiuí ) surgiram no seguimento de progressivas trocas de bola até à àrea encarnada. O desgaste de jogadores como Izmailov e Vukcevic, que vinham de lesões, era notório, e Pereirinha parecia mais preocupado em auxiliar Abel do que dar profundidade ao flanco e subir mais no terreno como em outros encontros. O Benfica ameaçou a baliza leonina atravês de Cardozo, com um remate de meia distância, e atravês de lances de bola parada fruto da capacidade de Rui Costa em colocar bolas na área. Os encarnados revelaram nesta fase uma maior capacidade para controlar o jogo quando dispunham da posse de bola, demonstrando mais acerto e calculismo na altura de circular a bola no meio campo adversário, enquanto que o Sporting revelava alguma incapacidade para se movimentar com maior intensidade no ataque ( como o havia conseguido no início do jogo ) e quebrar a organização defensiva do Benfica, mas, mesmo quando o conseguiu, deparou-se com boas defesas do guardião Quim. Após a expulsão de Nélson aos 76′ o Benfica recuou as suas linhas e privilegiou ainda mais a posse de bola, algo que resultou numa partida mais equilibrada e sem grande intensidade até final.

Apesar dos casos de arbitragem que já são habituais em confrontos deste tipo ( queda de Vukcevic, cena de Cardozo com Tonel, expulsão de Nélson, bola na mão de Miguel Veloso… ), assistiu-se a uma primeira parte com alguns rasgos de qualidade, seguida de uma segunda mais equilibrada nas acções das duas equipas. O Benfica fortalece a sua disputa pelo 2º lugar e o Sporting cai para 5º, sendo ultrapassado pelo Vitória de Setúbal, mantendo-se a 5 pontos dos encarnados e a 17 do FC Porto. Segue-se agora a semana europeia para ambas as equipas, com os seus confrontos a contar para os oitavos de final da Taça UEFA.

2 Comentários. »

  1. Camacho pode nao ser brilhante em termos tacticos, mas sinto que a sua lengalenga repetitiva das ganas e da vontade de ter a bola (ja repararam que do que se ouve falar dos treinos do Benfica sao so coisas do genero “peladinha”, “rabia”, “os jogadores treinaram posse de bola, cruzamentos e depois finalizacao”?) entra mesmo na cabeca dos jogadores, e este Benfica, nao sendo brilhante, consegue realizar bons momentos nos jogos quando “engrena”. O problema é que esta inconstante e essa qualidade com bola nao se ve sempre (no inicio da segunda parte deste jogo o Benfica trocou a bola com muita qualidade e dominou o jogo deivo a essa qualidade de troca de bola com muitissima tranquilidade e seguranca - parecia mesmo um exercicio de posse de bola em treino).
    Mas, estranhamente, estou com fe para a proxima epoca (o tempo do benfiquista e esse, “a proxima epoca”…). Penso que se se fizerem contratacoes cirurgicas e certas para lugares chaves e se se mantiverem os jogadores importantes o Benfica podera ter uma equipa consistente e de qualidade para o ano.

  2. Meus caros,

    Um clube para ser forte tem de ter uma direccao forte e que puxe toda para o mesmo lado. Nao adianta fazerem contratacoes cirurgicas para se depois esses jogadores nao tiverem o apoio da direccao. O Benfica sem duvida que tem um bom plantel, mas falta pulso nos jogadores. Senao vejamos:
    O que é feito do Di Maria? É normal um jogador baixar tanto de forma e durante tanto tempo? O Cebola? Onde está o cebola que tanto deu nas vistas nos primeiros jogos que fez, agora ja vem nos jornais que pede mais do que o Micolli ou Simao ganhavam. O Leo? O melhor lateral esquerdo a jogar em Portugal, vai-se embora porque é velho? O Nelson de quem toda a gente falava bem nos primeiros jogos que fez no Benfica. E por amor à santa, o Cardozo nao é nem metade do fizeram dele. É bom, mas á lento, da-se muito à marcação, precisa claramente que um avancado como o Nuno Gomes ao lado dele. Foram contratar o Makukula para? Para andar perdido la na area? E numa equipa que joga sem extremos.

    E é muito triste ver que, neste jogo, qualquer um dos treinadores olhava para o banco e nao tinha ninguem que fosse la para dentro dar uma sapatada no jogo. Quem é aquele Celsinho meus senhores? O futuro ronaldinho dizia ele nao era?

    Nao se admite a clubes como Porto, Sporting e Benfica tenham jogadores de tao fraca qualidade no plantel.

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