Análise: Nuremberga 2×2 (2×3) Benfica

É assim que se faz, mister. Esta pode muito bem ter sido a mensagem que os “artistas” da Luz expressaram ao seu treinador após 80 minutos de atraso para entrar no jogo. O Nuremberga teve no medo do treinador adversário a sua maior arma para ameaçar a passagem na eliminatória. O Benfica não tinha necessidade de tal susto.

Medo. Um sentimento que é um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. É esta designação que separou o Benfica de uma exibição para cumprir os intentos da equipa que afirmava ir a Nuremberga para trazer a 1ª vitória encarnada em terras germânicas. O problema? Um treinador que teima em complicar a mensagem aos jogadores e que com isso lhes transmite tudo menos a vontade de vencer, a garra e a coragem digna de um dos clubes históricos do Mundo. Foi assim em Nuremberga mal Camacho anunciou a equipa para o embate, onde a presença de “apenas” 1 ponta de lança (Makukula) deverá ter sido a surpresa menos desagradável. Com um meio campo hiper povoado onde não houve lugar para a velocidade (mais que necessária) de Di Maria ou Adu, preterida pelo estaticismo de Maxi Pereira, Petit, Katsouranis, Nuno Assis e até do próprio Rui Costa. Com a equipa extremamente curta no campo, Camacho daria de bandeja o jogo aos alemães que com 2 gigantes na frente (Koller e Charisteas) davam sinais do inevitável. A primeira parte parecia correr de feição para quem vinha apenas defender o magro resultado da Luz e nada mais.

Análise: Nuremberga 2x2 (2x3) BenficaA alteração do esquema táctico da equipa que mesmo sem grande fio de jogo, viria-se a revelar fatal para um grupo que tem apenas e só de jogar sempre para ganhar e sem alterar de raiz o seu estilo de jogo. Camacho quebrou por completo esta grande verdade inata do futebol, ainda que, fosse admissível o reforço na atenção do sector defensivo perante 2 avançados tão fortes fisicamente, o maior erro é ir jogar com medo e só em função do adversário. Uma atitude perfeitamente antagónica do que é o Benfica e do que deveria representar o clube dentro e fora de Portugal.
Ainda assim, foi necessário Charisteas e depois sobretudo Luís Filipe, que no seu melhor, deu a prenda do ano ao Nuremberga que nem acreditaria de tão simples que seria ultrapassar este Benfica. Camacho corria agora atrás do prejuízo e lançava os jogadores que deveriam ter sido titulares, a 10 minutos do fim.
Sepsi, Cardozo e Di Maria. São estes os três verdadeiros heróis de Nuremberga, que mostraram em apenas 10 minutos, o que Camacho teimou em não entender. Se Sepsi entrou e mostrou novamente serviço ao lançar Cardozo que falharia a baliza por pouco, o paraguaio redimia-se logo a seguir, numa bola dividida, à qual não se deve retirar o mérito da luta de Makukula na disputa do lance. Os oitavos de final sorriam de novo aos Portugueses e Di Maria, em grande estilo, faria questão de confirmar o empate 2-2 e a vitória 3-2 na eliminatória, com o seu primeiro tento com a camisola encarnada.

O Benfica foi refém do seu próprio treinador que foi bandarilha e não quis ser forcado e encarar o touro nos olhos. Valeu a resposta dos jogadores e o cartão vermelho para a equipa técnica que mais uma vez, voltou a claudicar e complicar o fácil, sem qualquer necessidade.

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