A Rentabilização da Marca “FC Porto”

Em comunicado portista, foram revelados alguns números no que diz respeito aos contratos de patrocínio negociados com a marca “FC Porto”. O período estudado foi o primeiro semestre “desportivo” da temporada 2007/08, e revelou um retorno total de cerca de cem milhões de euros para os principais patrocinadores. Para o FC Porto, o encaixe foi de 6,5 milhões de euros. Particularizando a leitura, os quatro “main sponsors” (PT, BES, Revigrés e Nike) garantiram 2,4 milhões de euros / mês; os “platinum sponsors” arrecadaram um valor mensal de 885 mil euros.

Para melhor se compreender a realidade destes números, resta revelar que as marcas obtiveram um retorno de 15 milhões de euros por cada milhão de euros investido. Algo notável para uma marca portuguesa, inserida no contexto industrial desportivo actual e num perímetro estritamente nacional. Num fiel comparativo com o mesmo período no ano anterior, o aumento cifrou-se nos 15%. Curioso será igualmente analisar o retorno para as diferentes estratégias de publicidade e sponsoring. Os equipamentos oficiais do clube – e nada de novo neste particular – são as galinhas dos ovos de ouro da estrutura de marketing portista, seguido das conferência de imprensa, publicidade estética, equipamentos de treino e pela “super flash” – esta última, uma novidade adoptada esta temporada pela administração do FC Porto SAD, e que consiste numa dinâmica entrevista de 15 minutos a um elemento do plantel portista.

São números que atestam a qualidade da marca FC Porto, e que nos revelam um investimento extremamente seguro, tais são os níveis de rentabilização alcançados ano após ano. Numa altura em que financeiramente falando os clubes nacionais são apenas referenciados pelos piores motivos, julgo ser importante revelar como existem marcas de sucesso no nosso futebol, e isto, repito, num alcance geográfico meramente nacional. Ainda numa óptica de estratégia portista, questiona-se a rentabilidade de uma aposta numa estratégia além-fronteiras, lançando de forma directa a marca FC Porto para os continentes asiático, ou americano, onde em certos países o clube português é alvo de um enorme reconhecimento (batendo-se por vezes com grandes nomes internacionais). O exemplo de aposta no mercado asiático, que se tem revelado recorrente entre clubes de topo – como a aquisição de atletas chineses e coreanos, ou a então pelas famosas digressões de pré-temporada – parece ser nesta altura algo extremamente interessante, não apenas num contexto financeiro (que por si só, numa estratégia bem sucedida, poderá evitar a alienação de activos de vital importância para o clube) mas igualmente no plano desportivo, numa área que movimenta massas, e com um impacto colateral milionário em diversos sectores como o turismo, transportes e alojamento.

São temáticas interessantes, e que nos revelam atractivas possibilidades de potenciação da indústria portuguesa do futebol, que como sabemos tem um peso evidenciado na Europa dos milhões. Neste particular, o FC Porto tem sido rei no que toca a enunciar o nome de Portugal no exterior, podendo (e devendo) tirar partido disso mesmo numa estratégia a médio/longo prazo.

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