Análise: BwinLiga 07/08 > J20 > V.Setúbal 1×0 Sporting

O Sporting deslocou-se a Setúbal para defrontar a equipa de Carlos Carvalhal, a grande surpresa da época em todas as frentes, e que a equipa de Alvalade ainda não tinha conseguido derrotar nos dois confrontos anteriores, algo que se viria a confirmar novamente neste encontro.

01350366700.jpgO Sporting apresentou um onze com algumas novidades em relação ao jogo de Basileia, desde logo pela incursão de Pontus Farnerud e Milan Purovic, este último representando a maior surpresa devido ao bom entrosamento que Rodrigo Tiui vinha evidenciando com Liedson. A equipa vinha de uma série de quatro vitórias consecutivas, duas delas a contar para a Europa, e que muitos esperavam que viessem a impulsionar a equipa para uma restante segunda metade da época mais favorável em termos de resultados, mas este jogo viria novamente a demonstrar a inoperância leonina no reduto dos sadinos. Apesar de ter entrado relativamente bem no jogo, com um golo mal anulado logo aos 5′ a Tonel, o Sporting viria a demonstrar uma falta de fluidez e profundidade a meio campo, no qual apenas Pereirinha evidenciava a espaços vontade e rapidez de execução e movimentos na altura de balancear a equipa para o ataque. A inclusão de Farnerud a interior-esquerdo do losango a meio campo retirou ( a já reduzida ) profundidade nos flancos da equipa, deslocando-se muitas vezes para zonas mais interiores, onde, apesar de evidenciar boa técnica e capacidade de passe, não demonstrava acutilância e intensidade de jogo que o Sporting precisava. Perante a incapacidade da equipa em criar jogo e quebrar a boa organização dos sadinos, estes aproveitavam para criar desequilíbrios no quarteto defensivo leonino, apesar de ausências de peso que eram Cláudio Pitbull e o capitão Sandro. Graças à mobilidade de Leandro no centro, e de Bruno Gama na ala direita, apoiados por Filipe Gonçalves mais recuado. O médio do outro lado do terreno, Bruno Ribeiro, mais posicional, preocupava-se mais em auxiliar na ocupação de espaços, subindo no terreno mais pela certa. E foi numa dessas incursões que teve espaço para rematar, o que resultou num lance infeliz de Rui Patrício, que deixou caprichosamente uma bola entrar que aparentemente era de defesa fácil.

A segunda parte revelou mais uma vez a excelente organização do Setúbal, principalmente na zona central da defesa e meio campo, onde Auri e Robson atrás, protegidos mais à frente por Ricardo Chaves e Elias revelam uma consistência quase intransponível, onde a coesão entre linhas foi quase uma constante ao longo de todo o jogo, permitindo apenas duas oportunidades de golo ao Sporting neste período, ambas protagonizadas por Liedson, onde o guarda-redes Eduardo teve igualmente um papel fundamental na defesa do resultado. Apesar de ser incapaz de pressionar alto e em bloco total, o Setúbal ia a espaços chegando à baliza do Sporting, com rápidos contra ataques onde ainda tremeu a defesa sportinguista. Nem as entradas de Celsinho e Tiui trouxeram outra capacidade ofensiva ao jogo leonino.

O Sporting volta a não aproveitar um deslize do Benfica em casa, afastando-se ainda mais do segundo lugar ( 5 pontos ) e do líder Porto ( 17 pontos! ). A falta de agressividade e intensidade evidenciada em jogos do campeonato contrasta largamente com os índices de jogo demonstrados nas recentes partidas europeias, o que revela cada vez mais uma inconsistência que parece ser a característica primordial que se pode retirar desta época que a equipa de Alvalade tem vindo a desenvolver. A Taça UEFA acaba por ser crescentemente a competição em que o Sporting deve apostar.

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